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E SUAS TECNOLOGIAS
FRENTE: PORTUGUÊS IV
EAD – MEDICINA
PROFESSOR(A): TOM DANTAS
AULA 01
CO NI ÇÃO
maneiras: por meio do uso de símbolos, de desenhos e de gestos...
Essas maneiras podem tanto ser usadas na expressão artística quanto
na sinalização de trânsito e placas em geral. Como se pode ver nas
imagens a seguir, a linguagem verbal não é a única forma de o ser
humano transmitir informações.
MU CA
Kim Hall/123RF/Easypix
Djordje Radivojevic/123Rf/Easypix
Speedfighter/123Rf/Easypix
Entenda um pouco
É inerente ao homem a necessidade de se comunicar. Ele sempre Considera-se linguagem humana a capacidade que o homem
quis estar em contato com o próximo, sempre teve a necessidade de tem de se comunicar por meio de uma língua.
ser compreendido. Sabe-se, inclusive, que, do homem primitivo ao dito
moderno, essa necessidade levou o ser humano a aprimorar o processo Língua “(...) é a parte social da linguagem, exterior ao
comunicativo, uma vez que as tecnologias voltadas para esse setor indivíduo, que, por si só, não pode nem criá-la nem modificá-la;
ela não existe senão em virtude duma espécie de contrato
desenvolveram-se mais rapidamente e permitiram ao próprio homem estabelecido entre os membros da comunidade. Por outro
a descoberta de novas formas de se relacionar, demonstrando, assim, lado, o indivíduo tem necessidade de uma aprendizagem para
que as linguagens são infinitas e que os códigos são variados, mesmo conhecer-lhe o funcionamento; somente pouco a pouco a criança
que o objetivo seja um só: comunicar-se. E, para fazer sua história, a assimila. (...)”
Ferdinand Saussure*
o homem usa diferentes linguagens: o gesto, a música, o teatro, o
cinema, a pintura, a escultura, o desenho, a fotografia, a dança etc. Consoante Ferdinand Saussure, a língua é uma concepção
É necessário entender, também, que cada povo tem sua abstrata, que só se realiza quando empregada concretamente em um
maneira de ser, de ver o mundo. Cada povo possui seus próprios momento de comunicação. Trata-se de um código, ou seja, de um
valores, suas criações. Cada povo possui sua cultura e uma língua conjunto de elementos e de regras combinatórias que possibilita a
troca de infinitas informações. Já a fala é a realização concreta de uma
própria para traduzi-la. língua, feita por um indivíduo de uma comunidade num determinado
ato de comunicação.
Com o intuito de se comunicar, os usuários de uma língua
“Cultura pressupõe uma consciência grupal operosa e operante utilizam um código linguístico do modo que acreditam ser mais
que desentranha da vida presente os planos para o futuro”. apropriado. Entretanto, o sucesso do ato comunicativo irá depender da
Alfredo Bosi* forma como a língua – que constitui o código linguístico – foi usada,
pois as regras internas de qualquer língua devem ser respeitadas. Em
BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo, Companhia das Letras, 1992. p.16. virtude disso, pode-se afirmar que uma língua é comum a todos os
indivíduos de uma determinada comunidade linguística e que a fala
é, simplesmente, um ato individual, realizada por um integrante dessa
comunidade.
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MÓDULO DE ESTUDO
Observe o esquema do uso da linguagem: Vale ressaltar que, mesmo o pão, produto consumido pela
maioria da população, sofre variação linguística de região para região.
Oral – Ex.: o texto falado. Veja:
VERBAL
Escrita – Ex.: o texto escrito.
Cacetinho Carioquinha
Sinais luminosos – Ex.: semáforos.
RIO GRANDE DO SUL CEARÁ
Pão aguado
Sinais acústicos – Ex.: o apito de um árbitro
INTERIOR DO NORDESTE
de futebol.
Carequinha
LINGUAGEM Sinais gráficos – Ex.: gráficos sobre dados REGIÃO NORTE
Konzeptm/123Rf/Easypix
NÃO econômicos.
VERBAL Sinais visuais – Ex.: desenhos, formas, artes
visuais.
Sinais gestuais – Ex.: mímica.
Sinais fisionômicos – Ex.: O arquear da
sobrancelha.
Pão de sal
RIO DE JANEIRO
As variações linguísticas Pistolle
(pistola)
Carcaça ou Cacete
FRANÇA
São vários os fatores que podem modificar a forma como uma PORTUGAL
língua se manifesta no discurso oral ou escrito de cada usuário, já que
as diferentes situações de comunicação em que os indivíduos estão
inseridos determinam a variante linguística que pode e deve ser usada.
Ou seja, fatores sociais, regionais, históricos e geográficos determinam Entenda melhor a variedade sociocultural
a variação da língua.
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MÓDULO DE ESTUDO
OSG.: 117674/17
3 F BONLI NE.C O M. B R
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MÓDULO DE ESTUDO
03. (Enem)
Exercícios Texto I
ANTIGAMENTE
01. (Enem) Antigamente, os pirralhos dobravam a língua diante
dos pais e se um se esquecia de arear os dentes antes de cair
nos braços de Morfeu, era capaz de entrar no couro. Não devia
também se esquecer de lavar os pés, sem tugir nem mugir. Nada
de bater na cacunda do padrinho, nem de debicar os mais velhos,
pois levava tunda. Ainda cedinho, aguava as plantas, ia ao corte
e logo voltava aos penates. Não ficava mangando na rua, nem
escapulia do mestre, mesmo que não entendesse patavina da
instrução moral e cívica. O verdadeiro smart calçava botina de
Calvin & Hobbes, Bill Watterson © 1990 / Dist. by Universal Uclick. botões para comparecer todo liró ao copo d’água, se bem que
Calvin apresenta a Haroldo (seu tigre de estimação) sua no convescote apenas lambiscasse, para evitar flatos. Os bilontras
é que eram um precipício, jogando com pau de dois bicos, pelo
escultura na neve, fazendo uso de uma linguagem especializada.
que carecia muita cautela e caldo de galinha. O melhor era pôr
Os quadrinhos rompem com a expectativa do leitor, porque
as barbas de molho diante de um treteiro de topete, depois de
A) Calvin, na sua última fala, emprega um registro formal e fintar e engambelar os coiós, e antes que se pusesse tudo em
adequado de um criança. pratos limpos, ele abria o arco.
B) Haroldo, no último quadrinho, apropia-se do registro linguístico ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983 (fragmento).
usado por Calvin na apresentação de sua obra de arte.
C) Calvin, emprega um registro, de linguagem incompatível com Texto II
a linguagem de quadrinhos.
D) Calvin, no último, utiliza um registro linguístico informal. PALAVRAS DO ARCO DA VELHA
E) Haroldo não compreende o que Calvin lhe explica, em razão
do registro formal utilizado por este último. EXPRESSÃO SIGNIFICADO
Cair nos braços de Morfeu Dormir
02. (Enem)
Vera Sílvia e Emília saíram para passear pela chácara com Irene. Debicar Zombar, ridicularizar
— A senhora tem um jardim deslumbrante, dona Irene — Tunda Surra
comenta Sílvia, maravilhada diante dos canteiros de rosas e
hortências. Mangar Escarnecer, caçoar
— Para comecar, deixe o “senhora“ de lado e esqueça o “dona“
Tugir Murmurar
também — diz Irene, sorrindo. — Já é um custo aguentar a
Vera me chamando de “tia“ o tempo todo. Liró Bem-vestido
Meu nome é Irene.
Todas sorriem, Irene prossegue: Copo d’água Lanche oferecido pelos amigos
— Agradeço os elogios para o jardim, só que você vai ter de
Convescote Piquenique
fazê-los para a Eulália, que é quem cuida das flores. Eu sou
um fracasso na jardinagem. Bilontra Velhaco
BAGNO, M. A língua de Eulália: Novela Sociolinguística. São Paulo:
Treteiro de topete Tratante atrevido
Contexto, 2003 (adaptado).
Abrir o arco Fugir
Na língua portuguesa, a escolha por “você“ ou “senhor(a)”
denota o grau de liberdade ou de respeito que deve haver entre FIORIN, J. L. As línguas mudam. In: Revista Língua Portuguesa, n. 24, out. 2007. (adaptado).
os interlocutores. No diálogo apresentado acima, observa-se o
emprego dessas formas. A personagem Sílvia emprega a forma Na leitura do fragmento do texto “Antigamente” constata-se,
pelo emprego de palavras obsoletas, que itens lexicais outrora
“senhora“ ao se referir à Irene. Na situação apresentada no texto,
produtivos não mais o são no português brasileiro atual.
o emprego de “senhora“ ao se referir à interlocutora ocorre Esse fenômeno revela que
porque Sílvia A) a língua portuguesa de antigamente carecia de termos para se
A) pensa que Irene é a jardineira da casa. referir a fatos e coisas do cotidiano.
B) acredita que Irene gosta de todos que a visitam. B) o português brasileiro se constitui evitando a ampliação do
C) observa que Irene e Eulália são pessoas que vivem em léxico proveniente do português europeu.
área rural. C) a heterogeneidade do português leva a uma estabilidade do
D) deseja expressar por meio de sua fala o fato de sua família seu léxico no eixo temporal.
D) o português brasileiro apoia-se no léxico inglês para ser
conhecer Irene.
reconhecido como língua independente.
E) considera que Irene é uma pessoa mais velha, com a qual não E) o léxico do português representa uma realidade linguística
tem intimidade. variável e diversificada.
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MÓDULO DE ESTUDO
• Texto para as questões 04 e 05. 07. (Enade/2007) Vamos supor que você recebeu de um amigo de
infância e seu colega de escola um pedido, por escrito, vazado
No poema “Aula de português”, Carlos Drummond de Andrade
nos seguintes termos:
chama a atenção do leitor para o momento em que deparou
“Venho mui respeitosamente solicitar-lhe o empréstimo do seu
o universo de um português diferente daquele que costumava
livro de Redação para Concurso, para fins de consulta escolar.”
0804454c zmlçx vmlç
no texto. No relato envolvendo Rui Barbosa, o emprego das marcas O texto é o relato de uma enfermeira no cuidado de gestantes
de variação objetiva e mães soropositivas. Nesse relato, em meio ao drama de mães
A) evidenciar a importância de marcas linguísticas valorizadoras que não devem amamentar seus recém-nascidos, observa-se
da linguagem coloquial. um recurso da língua portuguesa, presente no uso da palavra
B) demonstrar incômodo com a variedade caracterítica de pessoas “mamadeirar”, que consiste
pouco escolarizadas. A) na manifestação do preconceito linguístico.
C) estabelecer um jogo de palavras a fim de produzir efeito de humor.
B) na recorrência a um neologismo.
D) criticar a linguagem de pessoas originárias de fora dos centros
urbanos. C) no registro coloquial da linguagem.
E) estabelecer uma política de incentivo à escrita correta das palavras. D) na expressividade de ambiguidade lexical.
E) na contribuição da justaposição na formação de palavras.
10. O trecho a seguir procura reproduzir, por meio da linguagem
escrita, o depoimento de um senhor de 81 anos, morador solitário 13. (Enem) No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro
de uma caverna numa serra de Minas Gerais. Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte
O que deixa a gente triste é ficá veio. A gente ansim da cena:
é meio custoso, né? Tem que tê um ranchinho pra gente
incostá, né? É triste andá ca mala na cacunda, quando vem Não se conformou: devia haver engano. (...) Com certeza
a noitinha. A gente não sabe agardecê quanto é bão tê o havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e
ranchinho da gente, né? Nem que seja piqueninho. Quando Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco,
é di tardi, pricurá ele cumo um passarinho pricura o ninho. entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo?
Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria?
Juca da Toca em entrevista à Revista Afinal, de 23/06/1987. Disponível em: O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que
http://expressaeotexto1.files.wordpress.com/2011/08/1-teoria-da-linguagem.pdf
o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.
Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem.
Agora, suponha que um jornalista, depois de ler esse texto,
Não era preciso barulho não.
dissesse que esse homem não sabe falar, que comete muitos erros
de português e que não sabe gramática. Você, enquanto bom RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 91ª ed.
usuário da língua portuguesa, Rio de Janeiro: Record, 2003.
A) concordaria com o jornalista, mesmo fazendo algumas ressalvas
em relação ao Senhor. No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive
B) concordaria com o jornalista e não procuraria levá-lo a mudar com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário.
de opinião sobre o Senhor. Pertence à variedade do padrão formal da linguagem o seguinte
C) diria ao jornalista que usar uma língua não implica trecho:
necessariamente dominar normas gramaticais. A) “Não se conformou: devia haver engano” (l. 1)
D) diria ao jornalista que dominar gramática depende de muito B) “e Fabiano perdeu os estribos” (l. 3)
conhecimento acadêmico. C) “Passar a vida inteira assim no toco” (l. 3 e 4)
E) discordaria do jornalista, embora reconhecesse o uso incorreto
D) “entregando o que era dele de mão beijada!” (l. 4)
de algumas palavras.
E) “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou” (l. 8)
11. Suponha que você irá escrever um e-mail a um político brasileiro,
que se considera defensor da educação pública de qualidade. 14. O ministro da Educação, Fernando Haddad, foi convocado pelo
Sabendo que se trata de uma situação formal em que o uso da Congresso Nacional a dar explicações acerca da publicação de
variação padrão do idioma deve prevalecer sobre as demais, você livros, produzidos pelo MEC, os quais exploram as variedades de
poderia, no seu e-mail, usar frases do tipo: linguagem comuns àqueles que estão, há muito tempo, fora da
A) Senhor Deputado, se garanta aí com seu projeto de lei para escola. Ou seja, os livros destinam-se a pessoas que voltaram a
melhorar a educação. estudar depois de muitos anos sem contato com a Escola.
B) Governador, vc pudia fazer leis que milhorasse a educação Na ocasião, suponha que o Ministro, diante dos parlamentares,
pública brasileira. tenha dado a seguinte resposta:
C) Senhor Legislador, é imprescindível defender, por meio de leis, “Espero, Vossas Excelências, que entendam que a finalidade
o direito à educação. da linguagem coloquial nessa publicação é levar os alunos a
D) Rpz, concordo com vc: não há mais jeito para este país. Só com reconhecer diferentes variações linguísticas em uma língua e não
educação msm.
afastá-los, quase de imediato, da sala de aula, o que comumente
E) Senhora Presidente, espera-se melhoras na construção de uma
educação pública. acontece. Saibam, Vossas Excelências, que muitos jovens, ao
retornarem à escola, sentem-se excluídos socialmente. E valorizar a
variação linguística usada por esse grupo social, antes de inseri-lo
12. (Enem) Devemos dar apoio emocional específico, trabalhando noutra variedade, é uma forma de prestigiá-los, o que demonstra
o sentimento de culpa que as mães têm de infectar o filho.
uma preocupação do Ministério da Educação em relação aos
O principal problema que vivenciamos é quanto ao aleitamento
materno. Além do sentimento muito forte manifestado pelas alunos. Muitas vezes, a norma-padrão afasta os jovens da sala
gestantes de amamentar seus filhos, existem as cobranças da de aula, pois eles se sentem incapazes de usar a norma-padrão.
família, que exige explicações pela recusa em amamentar, sem Seduzi-los primeiro é a melhor forma de incluí-los, e não excluí-los.”
falar nas companheiras na maternidade que estão amamentando. O ministro da Educação, Fernando Haddad, em sua suposta fala,
Esses conflitos constituem nosso maior desafio. Assim, criamos a A) desrespeita a norma padrão parcialmente.
técnica de mamadeirar. O que é isso? É substituir o seio materno B) atende às exigências da norma culta da língua.
por amor, oferecendo a mamadeira, e não o peito! C) recorre ao vocabulário erudito esperado por seu cargo.
PADOIN, S. M. M. et. al. (Org.) Experiências interdisciplinares em Aids: D) mescla a variação coloquial com a norma padrão da língua.
interfaces de uma epidemia. Santa Maria: UFSM, 2006 (adaptado). E) distorce o uso adequado da norma padrão.
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MÓDULO DE ESTUDO
15. (Enem/2014) Variedade ou variante linguística se define pela forma pela qual
determinada comunidade de falantes, vinculados por relações sociais
Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-
ou geográficas, usa as formas linguísticas de uma língua natural. É
-sucecida: aceitar a mudança da língua como um fato. Isso deve
um conceito mais forte do que estilo de prosa ou estilo de linguagem.
significar que a escola deve aceitar qualquer forma da língua em
Refere-se a cada uma das modalidades em que uma língua se diversifica,
suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não!
em virtude das possibilidades de variação dos elementos do seu sistema
Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo
(vocabulário, pronúncia, sintaxe) ligadas a fatores sociais ou culturais
real da escrita, não existe apenas um português correto, que
(escolaridade, profissão, sexo, idade, grupo social etc.) e geográficos
valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o
(tais como o português do Brasil, o português de Portugal, os falares
mesmo do dos manuais de instrução; o dos juízes do Supremo
regionais etc.).
não é o mesmo do dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais
A língua padrão e a linguagem popular também são variedades
não é o mesmo do dos cadernos de cultura dos mesmos jornais.
sociais ou culturais. Um dialeto é uma variedade geográfica. Variações de
Ou do de seus colunistas.
léxico, como ocorre na gíria e no calão, podem ser consideradas como
POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa,
ano 5, n. 67, maio 2011.
variedades mas também como registros ou, ainda, como estilos – a depender
Adaptado. da definição adotada em cada caso.
A sociolinguística procura estabelecer as fronteiras entre os
Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único
“português correto“. Assim sendo, o domínio da língua diferentes falares de uma língua. O pesquisador verifica se os falantes
portuguesa implica, entre outras coisas, saber apresentam diferenças nos seus modos de falar de acordo com o lugar
A) descartar as marcas de informalidade do texto. em que estão (variação diatópica), com a situação de fala ou registro
B) reservar o emprego da norma-padrão aos textos de circulação (variação diafásica) ou de acordo com o nível socioeconômico do
ampla. falante (variação diastrática).
C) moldar a norma-padrão do português pela linguagem do Wikipédia - a enciclopédia livre.
discurso jornalístico.
D) adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e
contexto.
E) desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e
manuais divulgados pela escola. Anotações
Fique de Olho
Variedades
Linguísticas
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
01. De início, o leitor depara-se com um discurso intelectualizado entre Calvin e Haroldo. Note, inclusive, que o tigre se utiliza da expressão
“monocromática”, que é própria do universo da pintura. Porém, a formalidade discursiva é interrompida quando Calvin usa um registro
informal ao final da tirinha, como ocorre em “Ah, qual é? É só neve”.
Resposta: D
02. Por meio de uma pequena narração, esta questão põe em discussão os interlocutores discursivos e a adequação vocabular numa
determinada situação comunicativa. A personagem Sílvia, por considerar que Irene é uma pessoa mais velha e por não ter intimidade
com ela, dirige-lhe um discurso em que emprega um pronome de tratamento respeitoso: “Senhora“. Este quase sempre demonstra
respeito e distanciamento e é usado quando nos dirigimos a uma pessoa mais velha, idosa, o que causa, imediatamente, repulsa por
parte de Irene. Ao ler a pequena cena, nota-se que Sílvia utilizou-se do pronome de tratamento respeitoso por considerar que Irene
é uma pessoa mais velha, com a qual não tem intimidade.
Resposta: E
03. Como se pode ver na leitura do texto, a diversidade linguística do português correlaciona-se, também, a fatores históricos, podendo
ser o léxico da língua demonstrado por diversas expressões linguísticas em desuso.
Resposta: E
04. O objetivo do poeta ao escrever o poema é discutir o uso da linguagem em situações formais e informais, uma vez que ele discute a
respeito da linguagem de seu uso cotidiano e a linguagem utilizada pelo professor Carlos Góis.
Resposta: A
05. Os versos em que Carlos Drummond de Andrade deixa entrever uma referência ao uso da norma-padrão da língua portuguesa são
“A linguagem/na superfície estrelada de letras”. Nos outros, percebe-se referência ao uso cotidiano, coloquial, da língua.
Resposta: B
06. É simples entender que a situação proposta requer o uso da norma-padrão na hora de escrever a carta de solicitação de emprego, uma
vez que a formalidade deve sobressair nesse tipo de comunicação, não podendo ser o candidato informal (usando gírias ou elementos
não verbais), tampouco metafórico na hora de escrever essa carta.
Resposta: D
07. Entenda que a situação proposta nesta questão se refere à comunicação entre dois amigos de infância; portanto, o adequado seria a
informalidade discursiva, e não o rebuscamento na hora de escrever o pedido, como acontece. Comparando a inadequação do uso da
linguagem dos amigos com situações do cotidiano (ir a evento solene, a um piquenique, a uma cerimônia, a um estádio de futebol,
a uma conferência internacional), encontra-se também inadequação ao fato de se ir a um piquenique engravatado, vestindo terno
completo, calçando sapatos de verniz. Nesse caso, as peças de roupa funcionam como se fossem variações de linguagem.
Resposta: B
08. Como o autor primou, em quase todo o texto, pelo uso das normas gramaticais do idioma, vê-se que a variação padrão é a que
predomina. A variante histórica está ligada ao passado da língua (ao estudo diacrônico), a regional depende de elementos linguísticos
que caracterizem uma determinada região, a técnica está ligada a uma determinada área do conhecimento e a coloquial se apoia na
informalidade e na fuga da norma-padrão.
Resposta: A
09. O jogo de palavras que se estabelece entre “águia de ouro“ e “aguia de ouro“, na história de Rui Barbosa, objetiva produzir humor
a partir da variação da linguagem.
Resposta: C
10. O bom usuário de qualquer língua deve entender que muitos são os sistemas de comunicação que se podem estabelecer dentro da
própria língua materna. As variações têm motivações distintas – idade, sexo, cultura, escolaridade etc.
– e dependem do conhecimento de cada usuário. Nesta questão, o jornalista deveria entender que o uso da língua independe de
conhecimentos gramaticais normativos, pois todo falante faz uso de estruturas linguísticas próprias de sua variação.
Resposta: C
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RESOLUÇÃO – PORTUGUÊS IV
11. Como se trata de uma situação de comunicação formal, é preciso que a norma-padrão do idioma prevaleça. Dentre as alternativas,
a C apresenta esse cuidado; já na E, há uma falha de concordância, pois deveria ser escrito “esperam-se”.
Resposta: C
12. Ao perceber que “mamadeirar” é um vocábulo novo, que acaba de ampliar o léxico da língua portuguesa, vê-se que a enfermeira usa
um neologismo em seu relato.
Resposta: B
13. Entre os trechos extraídos do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, um atende ao padrão formal da língua –
“Não se conformou: devia haver engano”; já os demais trechos apresentam marcas de informalidade, tais como:
“perdeu os tribos”, “assim no toco”, de mão beijada!” e “… baixou a pancada…”.
Resposta: A
14. A presença do Ministério da Educação no plenário da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a fim de esclarecer algo, exige o
uso da norma culta da língua por parte do ministro, já que se trata de uma situação formal de comunicação, envolvendo pessoas que
representam a sociedade brasileira. É fácil, então, notar que, no suposto discurso, Fernando Haddad atendeu às exigências da norma
culta da língua.
Resposta: B
15. Hoje já se sabe que um usuário do idioma português pode (e deve) ser um “poliglota” dentro do próprio idioma. Isso significa dizer
que é possível transitar por várias situações de comunicação e obter sucesso em todas elas quando se consideraram as variações de
linguagem. Para isso, é preciso reconhecer os tipos de textos e os contextos em que os envolvidos na comunicação se encontram.
Por isso, dominar bem a língua portuguesa significa adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.
Resposta: D
OSG.: 117675/17
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