LENTES
Aluna: Ana Carolina Rocha Lopes
Definição
As lentes são dispositivos ópticos que funcionam por refração da luz e são muito
utilizadas no nosso dia a dia, como nos óculos, nas lupas, nas câmeras fotográficas, nas
filmadoras e em telescópios. O material que as constitui normalmente é o vidro, mas o
plástico também pode ser utilizado. As principais características desses dispositivos são a
transparência e a superfície esférica.
Tipos de lentes
A lentes esféricas podem ser classificadas como:
Lentes convergentes, ou positivas: quando a parte do centro é mais espessa que as bordas.
Elas podem ser de três tipos:
● Lentes biconvexas: apresentam duas partes convexas;
● Lentes plano-convexas: possuem um lado plano e outro convexo;
● Lentes côncavo-convexas: com um lado côncavo e o outro convexo.
Tipos de Lentes
Lentes divergentes, ou negativas: se o centro é mais fino que as bordas. Podem ser
classificadas como:
● Lentes bicôncavas: caso apresentem as duas
faces côncavas;
● Lentes plano-côncavas: quando apresentam
um lado plano e o outro côncavo;
● Lentes convexo-côncavas: com um lado
convexo e outro côncavo.
Elementos das lentes esféricas
O que caracteriza uma lente esférica são os seus elementos geométricos, que são:
C1 e C2: centros de curvatura das faces esféricas;
R1 e R2: raios de curvatura das faces esféricas;
Eixo principal da lente: onde estão contidos C1 e V1;
e: espessura da lente;
V1 e V2: Vértices da lente.
Defeitos de visão
Hipermetropia
A Hipermetropia é a dificuldade em ver objectos próximos de
nós. Quem sofre de hipermetropia vê os objectos próximos
desfocados pois a imagem forma-se depois da retina. A
Hipermetropia pode dever-se a dois factores. Um é a incapacidade
do cristalino de se tornar mais convergente (mais curvo). O outro é
o facto de o olho ser mais pequeno do que o necessário para que a
imagem se forme corretamente. Em qualquer dos casos, o problema
é corrigido com lentes convergentes (convexas):
Defeitos de visão
Presbitia ou Presbiopia
A Presbitia, habitualmente designada
de vista cansada, deve-se ao facto de o
cristalino, com o avançar da idade,
perder a capacidade de se tornar mais
convergente (mais curvo) resultando na dificuldade em ver focados os objectos que estejam próximos de nós. Tal como a
Hipermetropia pode ser corrigida utilizando lentes convergentes (convexas).
Defeitos de visão
Miopia
A Miopia é a dificuldade em ver objetos que se encontrem
longe de nós. Quem sofre de Miopia vê os objectos que se
encontram afastados muito desfocados pois a imagem
forma-se antes da retina. A Miopia deve-se resulta da
incapacidade do cristalino de se tornar menos convergente
(menos curvo). O problema é corrigido com lentes divergentes
(côncavas):
Defeitos de visão
Astigmatismo
O astigmatismo deve-se a uma forma irregular da
córnea. Os raios de luz são focados em diferentes pontos e
a imagem formada não é nítida. Este problema é corrigido
com lentes cilíndricas.
Uso de lentes para correção da visão
As anomalias descritas anteriormente podem ser corrigidas com
lentes corretoras (lentes de óculos ou lentes de contato). No caso de
hipermetropia, a correção se dá com o uso de uma lente convergente
adequada. Uma lente convergente permite fazer a imagem recair sobre a
retina.
Para a correção da miopia recorre-se a uma lente divergente. O
efeito será o oposto do caso anterior. Isso permitirá a formação da
imagem a uma distância da vértice maior do que sem a lente divergente.
Permite, assim, corrigir a anomalia.
A correção da presbiopia deverá ser efetuada com uma lente convergente (como na hipermetropia). Se além da
dificuldade de ver de perto se superpõe aquela de ver longe, tem-se que recorrer a lentes bifocais (duas lentes numa
só).
O astigmatismo é corrigido com lentes cilíndricas.
Instrumentos Ópticos Lupa
A lupa é o instrumento óptico de ampliação mais simples que
existe. Sua principal finalidade é a obtenção de imagens ampliadas, de
tal maneira que seus menores detalhes possam ser observados com
perfeição.A lupa, também é chamada de microscópio simples e
consiste em uma lente convergente, logo, cria imagens virtuais.
Em linhas gerais, qualquer lente de aumento pode ser
considerada como uma lupa. Há tipos que constam de um suporte
contendo a lente, uma armação articulada, onde é colocada a lâmina
que contém o objeto a ser observado e um espelho convergente (o
condensador) para concentrar os raios luminosos sobre o objeto. Este
deve ser colocado a uma distância da lente, menor que a distância focal
da mesma.
Há uma condição para que a imagem formada seja nítida. De acordo com o foco objeto da lente usada como
lupa, temos uma distância mínima de visão nítida. Se a lente for colocado próximo a um objeto numa distância menor
que a sua distância mínima de visão nítida, a imagem não será visível.
Instrumentos Ópticos Luneta
As lunetas astronômicas são instrumentos ópticos de aproximação, são
usadas na observação de objetos muitos distante. As lunetas astronômicas são
instrumentos formados por dois sistemas ópticos distintos: uma lente objetiva
de grande distância focal que proporciona uma imagem real e invertida do
objeto observado, e uma lente ocular com distância focal menor que
proporciona uma imagem virtual e invertida do objeto.
Os dois sistemas são colocados nas extremidades opostos de um
conjunto de tubos concêntricos, que se encaixam um nos outros fazendo variar
à vontade o comprimento do conjunto a fim de focar melhor objeto a ser
observado.
As lunetas de grande porte e alta capacidade de ampliação são dotadas de uma luneta menor pesquisadora, já
que as primeiras possuem um campo de visão.
A principal diferença entre as lunetas astronômicas e terrestres é, além do porte, a posição da imagem.
Aquelas apresentam a imagem final invertida, e essas apresentam a imagem na posição real do objeto já que
possuem um sistemas de lentes adicionais entre a objetiva e a ocular.
Instrumentos Ópticos Microscópio
O microscópio composto, ou simplesmente, microscópio, é um
instrumento óptico utilizado para observar regiões minúsculas cujos Composto
detalhes não podem ser distinguidos a olho nu.
É baseado no conjunto de duas lentes. A primeira é a objetiva que é
fortemente convergente (fornece uma imagem real e invertida) e possui
pequena distância focal, fica voltada para o objeto e forma no interior do
aparelho a imagem do mesmo. A segunda é ocular também com pequena
distância focal, menos convergente que a objetiva, permite ao observador
ver essa mesma imagem, ao formar uma imagem final virtual e direita.
Essas lentes são colocadas diametralmente em extremidades opostas
de um tubo, formando o conjunto chamado de canhão.
O sistema que permite o afastamento ou aproximação do conjunto
ocular – objetiva permite uma melhor visualização do campo observado ao
focalizá-lo.
Instrumentos Ópticos Câmera fotográfica
A câmera fotográfica como um instrumento óptico de
projeção, se baseia no princípio de que um objeto visto
através de uma lente convergente, a uma distância maior
que a distância da mesma, produz uma imagem real e
invertida, e mais ainda: seu tamanho é inversamente
proporcional à distância foco objeto. A lente ou sistema de
lente empregada recebe o nome de objetiva.
É importante que a imagem seja projetada sobre o
filme, se a mesma se formar antes ou depois do filme
teremos uma foto fora de foco. Por isso, ajusta-se as lentes
objetivas a fim de que obtenha-se uma imagem nítida.
Quando em foco, a imagem que formada no filme
fotográfico é real e invertida.
Convergência de uma lente
Convergência ou vergência é a capacidade que as lentes esféricas têm de convergir ou divergir os raios de luz que
as atravessam. A convergência pode ser calculada pelo inverso da distância focal, medida em metros. Além disso, a
convergência de uma lente pode ter módulo positivo se ela for convergente, ou negativo, se ela for divergente.
A equação usada para calcular a vergência de uma lente esférica é mostrada a seguir, observe:
C — convergência (m-1 ou di)
f — distância focal (m)
A convergência de uma lente é medida na unidade de m-1. No entanto, costumamos chamar essa unidade de
dioptria, seu símbolo é o di. Quanto maior é a dioptria de uma lente, maior é a sua capacidade em mudar a direção dos
raios de luz que incidem sobre ela.
11 Lentes Curiosas
➔ Lomography Petzval Portrait Lens: Bokeh Cremoso
➔ Nikkor 6mm f/2.8 Fisheye: Super Grande Angular
➔ Carl Zeiss Planar 50mm f/0.7: Velocidade Extrema
➔ Carl Zeiss Apo Sonnar T* 1700mm f/4: Super Teleobjetiva
➔ Sigma 200-500mm f/2.8: Monstro dos esportes
➔ Canon 5.200mm f/14: Distância Extrema
➔ Leica Noctilux-M 50mm f/0,95: Velocidade e Precisão
➔ Meyer Optik Trioplan f/2.8: Bokeh “bolha de sabão”
➔ Lensbaby Composer Pro 50: Ponto certo de Foco
➔ Canon 1.200mm f/5.6: Uma gigante Olímpica
➔ Leica APO-Telyt-R 1: 5.6/1600mm: a mais cara
Mitos sobre a visão
● MITO 1: USAR MUITO COMPUTADOR E TABLET COMPROMETE A VISÃO.
● MITO 2: SENTAR MUITO PERTO DA TV PREJUDICA A VISÃO.
● MITO 3: EXCESSO DE LEITURA CAUSA VISÃO CANSADA.
● MITO 4: LER NO ESCURO PREJUDICA A VISÃO.
● MITO 5: OLHOS CLAROS PODEM TER MAIS PROBLEMAS DO QUE OS ESCUROS.
● MITO 6: QUEM TEM ASTIGMATISMO NÃO PODE USAR LENTES DE CONTATO.
● MITO 7: LENTES DE CONTATO NÃO DEVEM SER UTILIZADAS EM VIAGENS DE AVIÃO.
● MITO 8: ÓCULOS DE GRAU SÃO MELHORES QUE LENTES DE CONTATO PARA CORRIGIR A VISÃO.
● MITO 9: COLÍRIOS PODEM SER USADOS SEM RECEITA MÉDICA.