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Currículo da Educação Infantil e Fundamental PA

1. O documento apresenta as diretrizes curriculares para a educação infantil e ensino fundamental no estado do Pará. 2. Ele aborda concepções de currículo, princípios, etapas de ensino e aspectos específicos da educação infantil na Amazônia Paraense como concepções de infância, a importância desta etapa, crianças do campo, indígenas e quilombolas. 3. O documento foi elaborado por uma comissão e equipe multidisciplinar com o objetivo de nortear as práticas pedagógic

Enviado por

Rodrigo Macedo
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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1

Documento Curricular do Estado do Pará


Educação Infantil e Ensino Fundamental

DOCUMENTO CURRICULAR PARA


EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO
FUNDAMENTAL DO ESTADO DO
PARÁ

PARÁ
2019
Governador do Estado do Pará
Helder Zahluth Barbalho

Secretária de Estado de Educação


Leila Carvalho Freire

Secretária Adjunta de Ensino


Ana Paula Fernandes Renato

Coordenadora de Educação Infantil e Ensino Fundamental


Marizete Martins da Silva

Presidente da Undime/PA
Kátia Cristina de Souza Santos

Presidente da Uncme/PA
Maria de Nazaré Reis Alexandre

3
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

COMISSÃO PROBNCC PARÁ


EQUIPE DE GESTÃO
Coordenadores Estaduais de Currículo
Maria de Fátima Cravo de Sousa – CONSED
Silvia Egídia Macedo Ferreira – UNDIME

Coordenador de Etapa Educação Infantil


Gabriela Pinheiro Alves

Coordenador de Etapa Ensino Fundamental Anos Iniciais


Kátia Regina de Oliveira Costa

Coordenador de Etapa Ensino Fundamental Anos Finais


Walter Gomes Rodrigues Junior

Articulador do regime de Colaboração


Nair Cristine da Silva Mascarenhas

Articulador de Conselho
Clara Lúcia Araujo Yunes – UNCME
Leila Cristina Almeida – CEE

Analista de Gestão
João Paulo Paulino Coimbra

EQUIPE DE REDATORES
Redatores de Educação Infantil
Ivône Rosa Cabral
Marluce do Socorro Martins Gatinho
Raisinery Macêdo da Silva Alves

Redatores de Arte
Dionelpho Machado e Cunha Junior
Silene Tropico e Silva
Paulo Sérgio das Neves Souza

Redatores de Ciências
Luciel Antônio da Silva Macedo
Hamilton Silva do Nascimento
Marcello Paul Casanova

Redatores de Educação Física


Delano Walber Lima Matos
Manoel Expedito de Sousa Ferreira

Redatores de Ensino Religioso


Rodrigo Oliveira dos Santos

4
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Redatores de Geografia
Fernando Junio da Costa Santos
Ivanilson Santana Favacho

Redatores de História
Benedito Carlos Rodrigues de Sousa
Francisco Augusto Lima Paes

Redatores de Língua Inglesa


Alessandra Muhkina Jastes Gonçalves
Joseane Miranda da Silva Monteiro
Thaise Monteiro Paixão

Redatores de Língua Portuguesa


Esther Maria de Souza Braga
Francisca Célia Marques Monteiro
Maria de Nazaré Vilhena

Redatores Matemática
Audrey Cers de Oliveira Silva
Fernando Roberto Braga Colares
Rosineide de Sousa Jucá

Elaboradores
Ana Rosângela Colares Lavand • Anderson Ferreira Costa • André Moraes de Miranda • Antonio Carlos
Lobato da Silva • Ailton Araújo Palheta • Alessandra Muhkina Jastes Gonçalves • Aline Costa da Silva •
Alexandre Vinicius Campos Damasceno • Antonio Valdir Monteiro Duarte • Audrey Cers de Oliveira Silva •
Benedito Carlos Rodrigues de Sousa • Bruna Kely da Silva Galvão Lima • Bruno Ferreira da Costa • Carla
Leiliane Gonçalves Barroso • Carlene Ferreira Nunes Salvador • Daniel Lucas Sena • Delano Walber Lima
Matos • Dionelpho Machado e Cunha Junior • Dilermando Neves da Silva • Ednéa Maria Martins de Azevedo •
Eduardo Bechara Filho • Elienae da Costa Nascimento • Elizabete Gaspar Gouvêa • Emanoel Oliveira dos
Santos • Esther Maria de Souza Braga, Fernando Junio da Costa Santos • Fernando Roberto Braga Colares •
Francisco Augusto Lima Paes • Francisco Valdinei dos Santos Anjos • Gilda Maria Maia Martins Saldanha •
Giovana dos Anjos Ferreira • Gleice Jaqueline Costa Coelho • Hamilton Silva do Nascimento • Inês Antônia
Santos Ribeiro • Iran José Brito Ferreira • Ivan Luis de Castro Benício • Ivanilson Santana Favacho • Ivône
Rosa Cabral • Johny Fabrício Mendes da Costa • Joseane Miranda da Silva Monteiro • Josivan João Monteiro
Raiol • Laurimar de Matos Farias • Luciana Baleixo da Silva • Luciel Antônio da Silva Macedo • Luzinete
Rocha da Costa • Manoel Expedito de Sousa Ferreira • Marcello Paul Casanova • Marluce do Socorro Martins
Gatinho • Marcya Luzia Rodrigues • Margarida Maria de Almeida Rodrigues • Mayra Amarie de Sousa Lima •
Maria de Fátima de Oliveira Teixeira • Maria de Nazaré Vilhena • Maria de Fátima Cravo de Sousa • Maria
José de Souza Cravo • Mário José Siqueira da Silva • Maria Marta Remígio Lima do Nascimento • Maria do
Rosário Santos da Silva • Maura Kleber F. da Silva, Márcia Cristina Greco Ohuschi • Maiko de Jesus Martins
Melo • Mayra Amarie de Sousa Lima, Nalzira Freire das Merçês • Nayra da Cunha Rossy Santos • Paulo
Sérgio das Neves Souza • Pedro Paulo Santos da Silva • Plumma Samanta Anhelo Corêcha da Costa •
Raimunda de Nazaré Fernandes Corrêa • Raimundo Farias de O. Júnior • Raimundo William Tavares Júnior •
Raisinery Macêdo da Silva Alves • Raquel dos Anjos Veiga • Regina Maria Rovigati Simões • Rosane do
Socorro Pompeu de Loiola • Roseane do Socorro da Silva Matos Fernandes • Rosiane Barbosa Ferreira
• Rosineide de Sousa Jucá • Silene Tropico e Silva • Suellen de Fátima Pereira Bahia • Tania Mara Silva
Barbosa • Thaise Monteiro Paixão • Tomaz de Aquino Jacó de Azevedo • Walter Gomes Rodrigues Junior •
Welington da Costa Pinheiro • Vânia Maria Felix Ribeiro • Zilda Laura Ramalho Paiva

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Colaboradores
Ana Beatriz Pires Rebelo Figueiredo • Ana Idália da Luz Cavalcante • André Luiz Oliveira dos Santos • Ângela
Maria Melo Pantoja • Alex Tadeu Monteiro Pina, Carlos Alberto de Miranda Pinheiro • Clara Lúcia Araujo
Yunes • Ciro Cesar da Silva Lopes • Cirlene do Socorro Silva da Silva • Devison Amorim do Nascimento •
Eneida Castelo Reis • Edilson Miranda Júnior • Flávio Luiz Nunes de Carvalho • Flávio Martins Machado •
Francisca Célia Marques Monteiro • Jane Freire Cardoso • Jardel Cavalcante Silva • José Maria Marques de
Sena Junior • Léa Maria Paraense de Oliveira Serra • Luiz Miguel Galvão Queiroz • Maria Aleciane Gomes
Teles • Myrna Castelo Reis • Marcos Antonio de Carvalho • Núbia do Socorro Lopes de Oliveira • Milta
Mariane da Mata Martins • Márcia Cristina dos Santos Bandeira • Paulo Roberto Costa de Oliveira • Patrícia
Feitosa Santos • Rosiane Silva de Alcântara • Roberto Araújo Martins • Rosângela Lúcia da Silva Luz •
Rosilene Pachêco Quaresma • Silvaney Fonseca Ferreira Seabra • Silvete Morais Modesto • Sebastião
Rodrigues Moura • Valmir José Motta Conceição • Walquíria Cristina Batista Alves

Consultoria
Roseane do Socorro da Silva Matos Fernandes

Revisão Geral
Dionelpho Machado e Cunha Junior
Esther Maria de Souza Braga
Ivône Rosa Cabral
João Paulo Paulino Coimbra
Maria de Fátima Cravo de Sousa
Walter Gomes Rodrigues Júnior

Revisão Ortográfica
Esther Maria de Souza Braga
Maria de Nazaré Vilhena

Logo
Érica Teruel Guerra
Giulia Pagliarini Lanzuolo
João Paulo Paulino Coimbra

Capa
Dionelpho Machado e Cunha Junior
João Paulo Paulino Coimbra
Walter Gomes Rodrigues Júnior

Fotos
João Paulo Paulino Coimbra
Walter Gomes Rodrigues Júnior

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Documento aprovado pelo Conselho Estadual de Educação do Pará nos termos da


Resolução no 769, de 20 de dezembro de 2018

2ª Edição revisada e publicada pela Secretaria de Estado de Educação do Pará em 2019

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

SUMÁRIO

1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR DO ESTADO DO PARÁ ............. 10


2 CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO .............................................................................................. 13
2.1 PRINCÍPIOS ............................................................................................................... 17
2.1.1 Respeito às Diversas Culturas Amazônicas e Suas Inter-Relações no Espaço e no Tempo..... 18
2.1.2 Educação para a Sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica ..................................... 19
2.1.3 A Interdisciplinaridade no Processo Ensino-Aprendizagem............................................... 20
3 ETAPAS DE ENSINO ............................................................................................................ 21
3.1 ETAPA DA EDUCAÇÃO INFANTIL................................................................................... 21
3.1.1 Bases Legais: Oferta e Atendimento.............................................................................. 23
3.1.2 A Educação Infantil na Amazônia Paraense .................................................................... 26
3.1.2.1 Concepções de Infâncias ............................................................................................... 27
3.1.2.2 A Educação Infantil: importante etapa do processo de aprendizagem da criança ......................... 31
3.1.2.3 Educação Infantil e a Criança do Campo, das Águas e Florestas ............................................. 32
3.1.2.4 Educação Infantil e a Criança Indígena ............................................................................. 35
3.1.2.5 Educação Infantil e a Criança Quilombola .......................................................................... 39
3.1.3 O Brincar como Direito................................................................................................ 43
3.1.4 O Atendimento Especializado como Direito .................................................................... 45
3.1.5 A Relação Família e Escola .......................................................................................... 49
3.1.6 Formação do Professor da Educação Infantil .................................................................. 52
3.1.7 Registro de Práticas ................................................................................................... 54
3.1.8 Organização dos Espaços, Materiais e Tempos ............................................................... 59
3.1.9 Organização Curricular da Educação Infantil: Campos de Experiências .............................. 63
3.1.9.1 Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento e as Aprendizagens a serem Vivenciadas ............ 68
3.1.10 Transição para o Ensino Fundamental ........................................................................... 94
3.2 ETAPA DO ENSINO FUNDAMENTAL ............................................................................... 95
3.2.1 Eixos Estruturantes .................................................................................................... 96
3.2.1.1 O Espaço/Tempo e suas Transformações .......................................................................... 97
3.2.1.2 Linguagem e Suas Formas Comunicativas ....................................................................... 100
3.2.1.3 Valores à Vida Social .................................................................................................. 102
3.2.1.4 Cultura e Identidade ................................................................................................... 104
3.2.2 Avaliação Formativa ................................................................................................. 107
3.2.3 Área de Conhecimento: Linguagens ............................................................................ 109
3.2.3.1 Componente Curricular: Língua Portuguesa ..................................................................... 111

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.3.2 Componente Curricular: Educação Física ........................................................................ 186


3.2.3.3 Componente Curricular: Arte ........................................................................................ 203
3.2.3.4 Componente Curricular: Língua Inglesa ........................................................................... 222
3.2.4 Área de Conhecimento: Ciências Humanas .................................................................. 238
3.2.4.1 Componente Curricular: História .................................................................................... 240
3.2.4.2 Componente Curricular: Geografia ................................................................................. 256
3.2.4.3 Componente Curricular: Estudos Amazônicos ................................................................... 267
3.2.5 Área de Conhecimento: Ciências da Natureza ............................................................... 276
3.2.5.1 Componente Curricular: Ciências ................................................................................... 276
3.2.6 Área de Conhecimento: Matemática ............................................................................ 294
3.2.6.1 Componente Curricular: Matemática ............................................................................... 294
3.2.7 Área de Conhecimento: Ensino Religioso .................................................................... 318
3.2.7.1 Componente Curricular: Ensino Religioso ........................................................................ 318
4 PARTE DIVERSIFICADA ..................................................................................................... 329
5 MODALIDADES DE ENSINO ................................................................................................ 330
5.1 EDUCAÇÃO ESPECIAL .............................................................................................. 330
5.1.1 A Escola Comum na perspectiva da inclusão escolar ..................................................... 333
5.1.2 Educação Hospitalar................................................................................................. 338
5.2 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ........................................................................... 341
5.3 EDUCAÇÃO PARA SUJEITOS PRIVADOS DE LIBERDADE ................................................ 343
5.4 EDUCAÇÃO INDÍGENA............................................................................................... 346
5.5 EDUCAÇÃO DO CAMPO ............................................................................................. 347
5.6 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E QUILOMBOLAS ..................................... 348
5.6.1 A consciência política e histórica da diversidade .......................................................... 349
5.6.2 Fortalecimento de Identidades e de Direitos ................................................................. 350
5.6.3 Ações Educativas de Combate ao Racismo e a Discriminações ....................................... 350
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................... 352

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

1 O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO CURRICULAR DO ESTADO DO


PARÁ

A educação como prática cultural, resultante da relação entre sujeito e objeto de


conhecimento, marcada por temporalidades contextuais diversas, é uma das políticas sociais capaz
de formar sujeitos políticos e críticos.
A partir desse sucinto entendimento de educação, a Secretaria de Estado de Educação,
em 2007, iniciou um movimento de construção curricular que orientasse e redefinisse o currículo das
escolas concomitante às plenárias municipais e às conferências regionais de educação para a
elaboração do Plano Nacional de Educação, todo ocorrido naquele mesmo ano.
No ano de 2008, no primeiro semestre, foi realizada a I Conferência Estadual de
Educação, que aprovou, entre outras questões, as diretrizes, as metas e os objetivos que
subsidiariam a construção do Plano Estadual de Educação. Nesse mesmo ano, a Secretaria de
Educação realizou a primeira reunião de trabalho para a construção da Política Educacional do
Estado, que teria como tema A Educação Básica no Estado do Pará, a qual seguiriam outros
encontros e reuniões. Como resultado deste trabalho surge um caderno com orientações que
subsidiariam a construção da política educacional para as escolas da rede estadual de ensino.
Paralelos a estes encontros e reuniões ocorriam seminários estadual e municipais com a
participação de educadores e gestores da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio
Integrado e um fórum com temáticas exclusivas para discutir o Ensino Médio Integrado.
Como parte dessas discussões, a educação indígena e a educação para a diversidade,
inclusão e cidadania foram também objetos de discussão em seminários específicos. Como produto
desses seminários surge o segundo caderno, o qual também trazia subsídios balizadores para a
política educacional, com as especificidades das etapas e modalidades de ensino.
Ainda no ano de 2008, os dois cadernos foram submetidos à consulta pública. As
contribuições advindas da consulta e o relatório da I Conferência Estadual de Educação constituíram
as diretrizes para a Educação Básica do Estado Pará.
A partir desses movimentos, tornou-se cada vez mais imperiosa a necessidade de espaços
de discussão que privilegiassem a participação efetiva de professores, gestores, estudantes,
comunidade, entre outros profissionais, como participantes na construção da política curricular do
Estado. Foi importante porque qualificou a leitura da realidade, bem como possibilitou que esses

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

sujeitos conhecessem os discursos e as práticas que permeiam um currículo praticado no cotidiano


escolar e aquele construído com a participação popular.
Uma alternativa pensada pela Secretaria de Educação para a participação dos
profissionais, estudantes e da comunidade na elaboração do documento curricular estadual foi
possibilitar que eles e elas participassem de grupos focais organizados pelas escolas e coordenados
pelas equipes técnicas da Secretaria de Educação para que respondessem um instrumento
denominado de Diagnóstico Rápido Participativo – DRP, uma espécie de instrumento de pesquisa,
específico para cada categoria participante do grupo focal. Após sua aplicação, coube a uma equipe
de professores e estudantes de doutorado, da Universidade Federal do Pará, a responsabilidade
pela sistematização e análise dos dados. O objetivo da pesquisa era integrar este movimento ao
movimento curricular.
Após todos esses momentos, encerra-se a primeira etapa para a construção do documento
curricular. O resultado gerou um caderno intitulado Política de Educação Básica do Estado do Pará.
A segunda etapa desse trabalho seria a elaboração de um segundo caderno, intitulado de
Diretrizes Curriculares, específico para o Ensino Fundamental e Médio Integrado, o que demandou
um estudo mais detalhado dos dois níveis de ensino.
Após esta caminhada, uma ruptura nos encaminhamentos inviabiliza a finalização e a
implementação do documento curricular provocada, possivelmente, pelas mudanças na gestão
estadual, porém, mesmo com esse intervalo temporal, novas/outras políticas educacionais foram
implementadas no Estado, especialmente as de responsabilidade do governo federal, como a
reorganização do Ensino Fundamental, que ampliou de oito para nove anos os anos de
escolaridade.
No ano de 2011 os trabalhos foram retomados. A Secretaria de Educação organiza um
seminário que contou com a participação das universidades públicas, educadores, gestores das
escolas, estudantes e representantes dos Conselhos Estadual e Municipal de Educação. O material
produzido nos encontros que antecederam o seminário foram ementas das áreas de conhecimento,
habilidades, competências e conteúdos para o Ensino Fundamental e Ensino Médio Integrado, além
de referenciais gerais para a Educação Infantil. Material este que somado ao produzido na gestão
anterior, subsidiou a construção de um documento preliminar de reorientação curricular, submetido à
consulta pública. A partir da consulta, nova parada nas discussões para o avanço do documento
definitivo.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Ao final do ano de 2013, as discussões são retomadas acerca da ausência de um


documento de reorientação curricular que oriente a rede estadual de ensino e as consequências
político-pedagógicas que a educação do Estado vinha sofrendo por conta da falta de um documento
curricular.
Em 2014 as discussões são retomadas e a proposta curricular, resultante dos encontros e
gestões anteriores, é novamente discutida e colocada à consulta pública. Neste mesmo ano, o
Ministério da Educação e Cultura (MEC) solicitou aos Estados que encaminhassem o documento
curricular vigente com o objetivo de substanciar a construção da primeira versão da Base Nacional
Comum Curricular (BNCC). Entre outubro de 2015 e março de 2016, a proposta encaminhada ao
MEC foi disponibilizada novamente para consulta pública.
As contribuições advindas desta consulta pública foram analisadas e sistematizadas na
proposta já existente. Posta novamente para consulta pública, agora por meio de seminários
estaduais. As contribuições advindas desta outra consulta são discutidas e analisadas e o resultado
é adicionado à proposta curricular. Esta nova versão é encaminhada ao MEC, em substituição à
proposta anteriormente.
Em dezembro de 2017 foi homologada a versão final da BNCC contemplando somente a
Educação Infantil e o Ensino Fundamental; dessa forma, são definidas as aprendizagens essenciais
que todos os alunos devem desenvolver ao longo da educação básica – de forma progressiva e por
áreas de conhecimento, com isso, o MEC convocou os Estados para realizarem a implementação da
Base, posto ser a mesma referência nacional e obrigatória para a (re)formulação dos currículos.
É importante ressaltar que enquanto o MEC finalizava a BNCC, aqui, no Pará, uma equipe
de técnicos da Secretaria de Educação, trabalhava na finalização dos textos do documento
curricular, até então, direcionado à rede estadual de ensino.
Os Estados são chamados pelo MEC para um encontro em Brasília, no qual seriam
apresentadas as orientações para a implementação da BNCC. Nesse encontro, os representantes
de cada Estado são informados de que a Base passa a ser a referência legítima e legal para a
construção dos currículos estaduais. Mediante este encaminhamento do MEC, a equipe do Pará,
agora constituída numa Comissão, reelabora a proposta curricular para torná-la o Documento
Curricular do Estado do Pará.
No dia 20 de dezembro de 2018 foi homologado pelo Conselho Estadual de Educação, o
documento curricular que, a partir desta data histórica passa a ser também a referência legítima e

12
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

legal, o documento base para a (re)elaboração de outros/novos currículos para a educação do


Estado do Pará.

2 CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO

As concepções construídas sobre o currículo têm sua origem nos tempos históricos e nas
teorias hegemônicas. Na sociedade contemporânea vivemos um tempo de intensas mudanças: a
dinâmica do trabalho, a maneira como as pessoas interagem, a vida cotidiana e até mesmo o
pensamento estão num apelo que solicita aos sujeitos expandirem sua maneira de ver e atuar no
mundo e quebrar o olhar padrão sobre as coisas.
Examinar essas pautas emergentes exige reflexão sobre o significado da educação e da
escola na sociedade atual uma vez que os avanços civilizatórios produzem desigualdades sociais,
políticas, étnicas, econômicas e culturais. Há, portanto, um impulso desencadeado pelas novas
forças sociais a mudar a visão moderna do conhecimento que, derivada da especialização,
fragmentou-o em especialidades perdendo-se assim a visão da totalidade, separando os que sabem
―cientistas‖ dos que não sabem ―cidadãos comuns‖ (FERNANDES, 2007).
A educação é um processo de humanização com a finalidade explícita de tornar os
indivíduos partícipes do processo civilizatório, tanto que em sua dinâmica reproduz os cenários
sociais vigentes, mas é dotada da capacidade de colaborar para a construção da sociedade que se
quer – é uma prática sócio-histórica (FREIRE, 2000).
Nesse contexto, é que assume centralidade a discussão sobre currículo porque surge
desde que o homem demarca a necessidade de transmitir conhecimentos para a geração
descendente, mas só é foco de estudo e discussões a partir da década de 1920, para compreender
como o aluno aprende e como deve funcionar a administração escolar (grade curricular, horários...),
baseados na Teoria da Administração Científica desenvolvida por Franklin Bobbit 1, em que ―[...] a
produtividade é central e o indivíduo é simplesmente um elemento no sistema de produção‖
(KLIEBARD, 2011, p. 6).
Vale ressaltar a forte influência também do pragmatismo filosófico ao defender que a
sociedade precisa de um homem que faz, age e produz. O discurso oficial é de que a escola

1 ―A atividade inicial de Bobbitt ocorreu essencialmente no sentido de adaptar as técnicas do mundo dos negócios para
uso nas escolas‖ (KLIEBARD, 2011, p. 9).

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

poderia promover a ascensão social de seus cidadãos, dando condições para competir no mercado
de trabalho, mas para vencer têm que desenvolver competências.
Na esteira das críticas aos pressupostos industriais dessa concepção de currículo, ganha
destaque o progressivismo de ideias liberais2 que concebe a escola como uma comunidade em
miniatura, centrada na experiência da criança, com o desenvolvimento do espírito científico, com
fortes influências da Psicologia.
É um currículo de vida ocupacional adulta, de controle social, porque as escolas são
vistas como espaços centrados na ordem, estabilidade, homogeneização e hierarquia sociais. É um
pensamento de controle social, mas não coercitivo, tanto que influencia a concepção de currículo
defendida pelo movimento da Escola Nova3.
No início da década de 1970 na Inglaterra, Michael Young 4 cria a Nova Sociologia da
Educação (NSE), primeira corrente sociológica com visão política, que situa como foco central da
investigação sociológica a seleção e transmissão do conhecimento escolar.
Essa corrente defende o currículo como construção social para identificar as fontes
institucionais de desigualdade em educação, na defesa de que as escolas poderiam mudar a
realidade social dos alunos.
A análise desses teóricos é que o currículo é uma invenção social oriunda dos conflitos
sobre que saberes devem fazer parte dele. Coloca em destaque também, a conexão entre as
relações de poder e as etapas da construção curricular, além do interesse pelo cotidiano da escola
por considerá-la um espaço político.
Assim, ―[...] uma perspectiva curricular inspirada pelo programa da NSE buscaria construir
um currículo que refletisse as tradições culturais e epistemológicas dos grupos subordinados e não
apenas dos grupos dominantes‖ (SILVA, 1999, p. 69).
Todo currículo é feito na cultura, fruto da produção humana, daí porque alguns
questionamentos são postos nessa discussão: quem seleciona os conteúdos? para quê e para
quem são selecionados esses conteúdos? e o porquê dessa escolha?

2A ideia é que a escola tem como função preparar indivíduos para desempenhar papéis sociais, tendo em vista as
aptidões individuais. Defende a igualdade de oportunidades, mas sem considerar a desigualdade de condições oriundas
de uma sociedade classista (FERNANDES, 2011).
3Movimento de renovação do ensino defendido por Rui Barbosa em 1882, que influenciou no século XX a elaboração do

Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), capitaneado por Lourenço Filho (1897-1970) e Anísio Teixeira (1900-
1971), nomes importantes de nossa história pedagógica.
4Sociólogo político britânico (1915-2002).

14
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

O alvo das teorias críticas é a compreensão dos interesses que estão postos na
elaboração de um determinado currículo que se constitui como instrumento de controle, e não a
dimensão técnica do mesmo.
Assim, as posições sobre o currículo, com base nas teorias críticas, têm nos estudos de
Giroux (1997) e Azevedo (2007) a revelação da dinâmica do pensamento curricular como um
campo cultural de conflitos, resistências, reprodução, validações que concebe o currículo como
resultado de uma seleção cultural, com intenções subjacentes na escolha de certos conteúdos que
serão ministrados pela escola.
Sob essa perspectiva curricular está a defesa da construção de uma consciência crítica na
emancipação do Homem e do controle social que a escola assumiu; para tal empenho, o currículo
crítico é aquele que dispõe de uma montagem do cotidiano social vivido por aqueles que
frequentam a sala de aula, uma vez que a educação formal historicamente valorizou o saber
científico como aquele que atende às demandas humanas.
É comum ainda hoje, as escolas reproduzirem práticas pedagógicas que dicotomizam
teoria e prática vistas descontextualizadas do mundo da vida, e compartimentalizam o saber que
promovem um isolamento entre as áreas de conhecimento (SANTOMÉ, 1998). Portanto, discutir
currículo é incorporar a dimensão da cultura sem ter prejuízos de uma dimensão política (todos têm
um papel na sociedade; a escola muda a vida dos alunos) e é permitir ao sujeito se ver e enxergar
ao outro.
Seguindo essa linha de pensamento, entende-se que as culturas são práticas
significativas em que se está imerso, dessa forma o currículo deve assumir nova postura frente à
diversidade cultural, cabendo ao professor a elaboração de suas atividades em sala de aula levar
em conta essas diferenças (STOER; CORTESÃO, 1999).
Afinal, a identidade dos sujeitos é afetada pela escola, pelos conhecimentos que nela
circulam e pelas relações que vivem com seus pares; as identidades, portanto se formam e se
transformam. Dessa maneira, a aprendizagem que o aluno constrói na escola o ajuda a se
movimentar nos locais sociais e expandir a leitura dessas realidades.
Hoje, o currículo tem que dar conta dos fenômenos contemporâneos: mundo do trabalho,
vida moderna, desenvolvimento tecnológico, redes sociais, atividades desportivas e corporais,
produções artísticas, modalidades de exercício de cidadania, movimentos sociais, entre tantos
outros. Tudo o que ensinamos por meio do currículo tem estreita ligação com essas questões, ele

15
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

anuncia uma prática produtiva que terá muitos efeitos: relação social, relação de poder e
identidades sociais.
A escola deve então assumir junto ao aluno sua responsabilidade educativa para a vida
pública, com disposição para o diálogo, tolerância e respeito às diferenças, como ouvir e negociar
em situações de conflito; daí porque as diversas culturas hoje devem compor a centralidade dos
desenhos curriculares, no protagonismo de ensinar os sujeitos que dela fazem parte a lidar com o
jogo das diferenças.
O aluno precisa compreender de que forma as diferenças são produzidas, para
desqualificá-las como condição biológica; é preciso desafiá-las, questioná-las no cotidiano da vida
escolar e, consequentemente, na vida em sociedade. Surge disso um novo papel social para os
alunos – aprender que o mundo é plural, as pessoas podem fugir aos rótulos convencionais que as
identificam como ―isso‖ ou ―aquilo‖.
Olhar pela ótica do outro favorece assim a empatia e faz com que os seres humanos se
tornem sensíveis e solidários às lutas sociais, logo, este documento compreende o currículo como

[...] as experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em


meio a relações sociais, e que contribuem para a construção das identidades de
nossos/as estudantes. Currículo associa-se, assim, ao conjunto de esforços
pedagógicos desenvolvidos, com intenções educativas, nas instituições escolares
(MOREIRA; CANDAU, 2007, p. 21).

A diversidade se constitui a partir de diversas diferenças: Quem são os alunos? De onde


vêm? Quais as suas histórias? De que redes fazem parte? Reconhece-se que desenvolver um
currículo e um processo de ensino-aprendizagem que responda a esses questionamentos não é
tarefa das mais fáceis, mas com esforço pedagógico podemos nos aproximar desse ideal, uma vez
que o professor deve educar o aluno para lidar com a complexidade humana e não somente para
ensinar conteúdos.

16
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

O que se produz qualitativamente na escola vai determinar o que será vivido para além
dos seus muros, por isso o currículo ganha centralidade nessa discussão, pois é indispensável em
qualquer escola: O que deve entrar ou não no currículo? Por que elegemos determinados conteúdos
para ensinar? Que conteúdos não são tratados na escola? Aquilo que ensino como professor tem
sentido para o aluno? Só posso ensinar se o outro desejar e nem sempre a escola dá sentido ao que
ensina.
Assim, um ensino que garanta condições concretas de aprendizagem pelos alunos requer
uma nova organização do trabalho pedagógico que coloque em ação o diálogo entre as várias áreas
de conhecimento e a participação daqueles que fazem a escola; daí porque não viabilizar um
currículo em coleção, configurado em grade uma vez que assim reforçaria a fragmentação dos
conteúdos; é necessário, portanto se constituir uma construção coletiva, pois dessa forma expressa
uma identidade que é o lugar que se ocupa – etnia, religiosidade, valores, etc.
Além disso, é preciso reconstruir antigas concepções da formação docente, tantas vezes
arraigadas à ação pedagógica, afinal a sociedade não tem uma dinâmica igualitária, por isso pensar
em um currículo que favoreça a interação e o protagonismo entre quem ensina e quem aprende
significa que a escola contribui para que o aluno estabeleça um encontro entre a sua biografia (vida)
e a história.

2.1 PRINCÍPIOS

O Estado do Pará precisa implementar políticas públicas de qualidade no campo


educacional a fim de garantir às populações que nele habitam, a integridade sociocultural
estimulando cada vez mais os processos criativos e produtivos que emanam dos diferentes grupos
sociais e/ou comunidades sejam elas campesinas, ribeirinhas, quilombolas, indígenas ou citadinas.
Ao assumir em sua política educacional princípios basilares que se assentam no Respeito
às diversas culturas amazônicas e suas inter-relações no espaço e no tempo, na Educação
para a sustentabilidade ambiental, social e econômica e na Interdisciplinaridade no processo
ensino-aprendizagem, traz para o debate curricular aspectos inerentes aos costumes e modos de
vida dos povos que vivem na Amazônia Paraense com suas riquezas cultural e econômica
distribuídas nas mais diversas regiões do Estado.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

2.1.1 Respeito às Diversas Culturas Amazônicas e Suas Inter-Relações no Espaço e no


Tempo

Ao eleger o Respeito às diversas culturas amazônicas e suas inter-relações no espaço e


no tempo como princípio, traz-se para a centralidade dos currículos a produção histórica e cultural
dos homens e das mulheres da Amazônia, refletidas no patrimônio material e imaterial, nas danças,
nas festividades populares e religiosas, nos costumes, no artesanato, na produção artística e
literária, na culinária, na produção agrícola e na riqueza mineral5.
De certo que praticar um currículo considerando as realidades locais, implica refletir sobre
práticas e concepções à margem dele historicamente, sendo negado e inviabilizado a aprendizagem
decorrente da realidade vivida e, consequentemente, do direito de repensar o sentido/significado de
estar no mundo e de construir novos processos de aprendizagens, capazes de transformar essa
mesma realidade intercambiada por outras culturas.

Vivemos em um mundo intrincado que diz respeito a todos nós, para o bem e
para o mal. Embora com diferentes graus de proximidade, formamos
comunidades que compartilham experiências para além das circunstâncias locais
que rodeiam a cada um de nós. Estamos com outros para além do círculo de
pessoas com as quais estabelecemos vínculos diretos (SACRISTÁN, 2012, p.
46).

Certamente, esse é o grande desafio das políticas educacionais, pensar a escola e o


currículo no diálogo com setores da sociedade – associações, sindicatos, igrejas, clubes, conselhos,
família, entre outros – tendo como mote os desejos e os anseios dos sujeitos que dele fazem parte e
que sinalizem para revisão constante de princípios e pressupostos teórico-metodológicos.
Nessa perspectiva, o conhecimento tratado em âmbito escolar tem a ver com o lugar em
que é produzido como fruto das relações estabelecidas, confrontando-se com o contexto social e
econômico mais amplo em que depende, evidentemente, das relações de poder existentes entre a
escola e a sociedade.
Os conhecimentos escolares têm nos saberes produzidos socialmente a sua gênese,
sendo determinados pelos chamados ―âmbitos de referência dos currículos‖ que emergem da
própria escola e de vários espaços de produção humana que correspondem:

5A pluralidade cultural é característica determinante do processo de formação histórica do Pará, influências de inúmeras
etnias e tradições que se revelam em seus conjuntos arquitetônicos, em ricas manifestações culturais, na religiosidade,
na gastronomia, nos saberes e fazeres, no modo de vida, na maneira como as populações tradicionais se relacionam
com a floresta e seus recursos (PARÁ, 2012).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

 Às instituições produtoras de conhecimento científico e centros de pesquisa;


 Ao mundo do trabalho;
 Ao desenvolvimento tecnológico;
 Às atividades desportivas e corporais;
 À produção artística;
 À saúde;
 Às formas diversas de exercício da cidadania;
 Aos movimentos sociais.

2.1.2 Educação para a Sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica

Pensar um currículo que privilegie e avance nas discussões afeitas a uma Educação para
a Sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica, implica, fundamentalmente, propiciar debates
acerca de questões manifestas no seio da sociedade que apontam para incidentes e crimes
ambientais os quais colocam em risco recursos naturais e afetam o bem-estar das gerações.
Encontrar soluções para prevenção e remediação dos danos causados é tarefa de todos.
É urgente a compreensão, no contexto escolar, da complexidade que envolve o
desenvolvimento sustentável e, assim, construir um currículo que possibilite processos de
reelaboração de saberes que contribuam para mudança de atitudes em relação ao ambiente.
O Brasil, por meio das ações do MEC, vem desenvolvendo ações e política educacional
consubstanciada, por exemplo, no caso do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que se
volta para essas questões e das Conferências sobre meio-ambiente ocorridas pelo mundo6.
Em 1983, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento produz o
relatório ―Nosso Futuro Comum‖, conhecido por relatório Brundtland, de onde advém o conceito de
desenvolvimento sustentável, compreendido como a capacidade de ―equacionar os problemas da
pobreza, da satisfação das necessidades básicas de alimentação, de saúde e habitação, de uma
nova matriz energética que privilegie as fontes renováveis e do processo de inovação tecnológica‖
(FOGLIATTI, 2004, p. 15).

6Em 1972, em Estocolmo, foi construída a Declaração do Meio Ambiente, relevante para as questões ambientais, que
originou o conceito de ―eco desenvolvimento‖ como a relação harmônica entre meio ambiente e desenvolvimento,
consubstanciada na justiça social, eficiência econômica e prudência ecológica (FOGLIATTI, 2004).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

É atender as demandas atuais sem comprometer o atendimento das necessidades às


futuras gerações.
Outro marco importante foi a ECO-92, ocorrido no Rio de Janeiro, que congregou a
Conferência das Nações Unidas e o Fórum Global, originando um conjunto de documentos sobre
Meio Ambiente e Desenvolvimento, sendo que o mais extenso é a Agenda 21 que se configurou com
um plano orientador das ações dos governos para a sustentabilidade humana. Em todos esses
movimentos, enfatizou-se o esforço de definir ações conjuntas dos governos para reformularem
propostas voltadas à questão ambiental.
No entanto, apenas no ano de 1981 é estabelecida a Política Nacional do Meio Ambiente,
por meio da Lei de nº 6.938/1981, alterada pelas Leis de nº 7.804/1989 e nº 7.028/1990, que criou o
Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA); assim, em 1988, a questão ambiental é elevada a
mandamento constitucional, sendo reservado na Constituição Federal, Título III – Da Ordem Social,
um capítulo específico para tratar da questão (BRASIL, 1988).
O estudo de leis ambientais e de programas de educação ambiental se torna necessidade
para as regiões do Brasil, em particular, à região Norte, por abrigar segundo estudos realizados por
especialistas do setor, a maior floresta tropical do planeta, a maior bacia hidrográfica brasileira e,
ainda, um desconhecido banco genético.
Com essa responsabilidade em jogo, do presente e do futuro das populações, cabem aos
governos e à sociedade civil organizada a criação de mecanismos de defesa e preservação desse
patrimônio e difundi-los no cotidiano das escolas com ações/programas/projetos que construam
consciências para o eco desenvolvimento e o uso sustentável dos recursos naturais.

2.1.3 A Interdisciplinaridade no Processo Ensino-Aprendizagem

No campo da Ciência, a interdisciplinaridade corresponde a uma possibilidade de superar


a visão fragmentadora de produção de conhecimento, historicamente produzida pela escola, como
também de articular e produzir coerência entre os múltiplos saberes que estão postos no acervo de
conhecimento da humanidade (LUCK, 1995).
A construção do conhecimento interdisciplinar pressupõe algumas orientações:
 A realidade do aluno é o campo e horizonte de toda aprendizagem significativa, àquela que
tem sentido para a vida;

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

 A realidade é sempre dinâmica e construída socialmente;


 A verdade é relativa, pois o conhecimento depende diretamente da ótica do sujeito que
aprende.

Assim, a vivência da interdisciplinaridade em sala de aula se dará por meio de espírito de


parceria, de integração entre teoria e prática, conteúdo e realidade, objetividade e subjetividade,
ensino e avaliação, meios e fins, tempo e espaço, professor e aluno, reflexão e ação e outros fatores
integrantes do processo pedagógico.
Nesse sentido, a perspectiva interdisciplinar deve ser a pauta de toda discussão acerca do
currículo, significa estudar o mundo, com seus objetos, coisas e seres, de uma forma integrada e
holística, relacionando com suas múltiplas facetas. Numa prática pedagógica interdisciplinar o que é
valorizado é a busca, a investigação e a atitude em romper com as fronteiras existentes nas diversas
áreas de conhecimento.
Assim, um currículo interdisciplinar pressupõe o desenvolvimento de práticas pedagógicas
que permitam a interação de conceitos, objetos, conteúdos entre as diversas áreas do conhecimento
e promovam atitudes de cooperação entre os demais segmentos no âmbito escolar.
Essas práticas pedagógicas indicam a necessidade de utilização de diferentes formas de
organização do currículo que podem ser por intermédio de metodologias ativas como: a pedagogia
de projetos, tema gerador, eixos temáticos, sequência didática, etc.

3 ETAPAS DE ENSINO

A partir de agora, serão abordadas as especificidades das duas etapas de ensino que
compõem este Documento Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental.

3.1 ETAPA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Resultado de um esforço coletivo, o presente documento, que irá nortear a Educação


Infantil no estado do Pará, foi elaborado em vista da diversidade e do pluralismo de ideias.
Considera os contextos brasileiro e global, sem deixar alheios, no processo de educação, os
saberes e as práticas próprias dos sujeitos da região da Amazônia; para tal, considera as

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

concepções atualizadas acerca da infância e da educação, compreendidas como direitos


fundamentais à construção da cidadania e em favor do respeito à humanidade das crianças.
De maneira interdisciplinar, o documento curricular é dividido por grupos de faixa etárias
explicitados em Campos de Experiências (BRASIL, 2017a), organizados em cinco campos: ―O eu, o
outro e o nós‖; ―Traços, sons, cores e formas‖; ―Corpo, gestos e movimentos‖; ―Escuta, fala,
pensamento e imaginação‖; e ―Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações‖. Em cada
campo são definidos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e finalmente são postas as
aprendizagens a serem vivenciadas pelos bebês, pelas crianças bem pequenas e pelas crianças
pequenas.
Neste documento curricular, buscou-se coadunar teoria e prática, uma práxis que possa
cumprir a função social e política da Educação Infantil nas instituições de ensino e aprendizagem.
Seja nos princípios éticos, políticos ou estéticos, espera-se que este documento possa subsidiar a
educação, a formação, o desenvolvimento, a autonomia, o protagonismo e a poética inerente das
crianças no contexto da Amazônia paraense, com todas as suas diversidades e especificidades.
A Educação Infantil é uma importante etapa da formação e do desenvolvimento da criança
no contexto escolar. Como a etimologia da palavra sugere, Educare – instruir – é extrair de dentro
para fora; nessa etapa de ensino, consideram-se as crianças como sujeitos históricos e de direitos,
com uma vivência primeira na sua cultura e sociedade, cabendo à escola harmonizar, criar e recriar
seus saberes e vivências, considerando o que já são e visando a seus potenciais.
Trata-se de uma educação que se desenvolve de maneira prioritária nos processos de
interação, de dialogismos, nas práticas cotidianas, nas relações afetivas e em torno dos diversos
saberes que circundam a criança. Desse modo, a concepção dessa etapa de ensino pressupõe o
protagonismo das crianças enquanto sujeitos co-partícipes das suas construções.
Nesse processo e por meio das diversas linguagens, elas mesmas, mediadas pelo
professor, dão sentido às suas existências, formulam suas identidades e se tornam íntegras na
medida em que se desenvolvem nos aspectos afetivos, motores, sociais e cognitivos.
Em face do desenvolvimento dos sujeitos a quem está destinada, é uma educação que se
dá pelo viés da curiosidade, do explorar e do descobrir o mundo, as coisas, o outro e a si, isso tudo
viabilizado pela brincadeira como experiência da cultura infantil e pela ampliação dessa experiência
até a fase adulta. É na Educação Infantil que começam a se erguer os pilares fundadores do Ser-
Cidadão: político, ético e estético.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Essa fase, portanto, ligada ao que Sarmento (2004) denomina ―sociologia da infância‖ que
compreende a criança em seus aspectos biológicos, mas, sobretudo, essencialmente inserida no
meio social local e global.

3.1.1 Bases Legais: Oferta e Atendimento

Segundo Kramer (1995, p. 55), "na década de 1920, educação significava possibilidade de
ascensão social e era defendida como direito de todas as crianças, consideradas como iguais".
Nesse tempo, o cuidado à infância se caracterizava por sua função filantrópica até que nas
décadas de 40 e 50, por meio do Departamento Nacional da Infância, passou também a ser
estimado pelos aspectos da saúde; então, na década de 70, em São Paulo, o ―Movimento de Luta
por creches‖ reivindicou melhores condições na Educação Infantil.

O Movimento de luta por creches, sob influência do feminismo, apresentava suas


reivindicações aos poderes públicos no contexto por direitos sociais e da
cidadania, modificando e acrescendo significados à creche enquanto instituição.
Esta começa a aparecer como um equipamento especializado para atender e
educar a criança pequena, que deveria ser compreendido não mais como um mal
necessário, mas como alternativa que poderia ser organizada de forma a ser
apropriada e saudável para a criança, desejável à mulher e a família (KRAMER,
1999, p. 49).

Dada a história que a criança e a Educação Infantil perpassaram, é importante ressaltar os


caminhos que abriram os novos espaços, as novas perspectivas que direcionadas, nos tempos
atuais, à Educação Infantil. A partir deles, não se pode perder de vista como estão contextualizados
no tempo e no espaço moderno, ou seja, no Capitalismo, o qual tem sido orquestrador da formação
do ser humano.
Portanto, antes, seja pelos modelos tradicionais, tecnicistas, positivistas, ou hoje, pela
lógica mercadológica, houve e há uma complexidade envolta na formação escolar da criança,
entretanto, a partir da construção de outra história, todos os esforços e lutas de entidades envolvidas
com a infância buscaram encaminhar a educação da criança, valorizando-a enquanto sujeito social e
cultural, com identidade, advinda de um lugar e, sobretudo, como um ser-cidadão.
O que será doravante explicitado é um breve apanhado das principais legislações
conquistadas durante esse ―caminhar‖, as quais subsidiaram esse novo olhar para a criança. Seja
conhecendo-a ou novamente refletindo sobre elas, espera-se que uma vez postas, seja possível

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

vislumbrar os esforços antes mencionados, reforçar a imprescindibilidade da criança na sociedade e


fomentar as práticas, efetivamente, de uma Educação Infantil.
Parte-se, assim, da primeira afirmativa: a Educação Infantil, como primeira etapa da
Educação Básica, é um direito em que a legislação assegura tal proposição, a Constituição Federal,
afirma no Art. 206 que ―É direito da criança: Igualdade de condições para acesso, permanência e
pleno aproveitamento das oportunidades de aprendizagem propiciadas‖ (BRASIL, 1988, p.123).
Ainda na Carta Magna, conforme Art. 208, inciso IV, ―O dever do estado com a educação
será efetivado mediante a garantia de: atendimento em creches e pré-escolas as crianças de 0 a 06
anos de idade‖ (BRASIL, 1988, p. 123-124).
O texto é, portanto, enfático ao ressaltar a importância da criança e dos seus direitos a
serem direcionados democraticamente e indiscriminadamente. Essa legislação vislumbra e decide
que as creches e as pré-escolas devem ser espaços de ensino, assim como de certo modo guardiãs
da infância das crianças, cujos responsáveis necessitam estar inseridos no mundo do trabalho.
Assim avanço importante se deu com a promulgação do Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), Lei N° 8.069/90 (BRASIL, 1990). Nela, a criança tem por direito o gozo de todas
as prerrogativas que constituem a pessoa humana e, para isso, enfatiza no Art. 54, inciso IV, que é
―dever do Estado assegurar à criança [...] atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a
cinco anos de idade‖ (BRASIL, 1990, p. 35).
Outro marco legal da educação nacional, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional 9.394/96 (BRASIL, 1996) confere ainda mais atenção à Educação Infantil. Nessa lei, os
Artigos 29, 30 e 31 afirmam ser essa educação, compreendida como a primeira etapa da educação
básica, unicamente destinada a crianças pequenas, destacando-a como o início do processo
educativo da criança. Essa mesma Lei define em seu bojo a necessidade de formação em nível
superior aos professores para atuarem nesta etapa da educação, garantindo, dessa forma, uma
formação adequada.
Já em 2006 foi promulgada a Lei Federal nº 11.274/2006 (BRASIL, 2006, n.p.), a qual
amplia o Ensino Fundamental para nove anos e, com isso, se redefiniu a faixa etária do público da
Educação Infantil, ou seja, passou-se a atender às crianças de zero até cinco anos de idade. Assim,
a criança desde os seus primeiros momentos de vida, passa a ser atendida nas creches e pré-
escolas.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Com a homologação da Resolução nº 5 de dezembro de 2009, a qual fixou as Diretrizes


Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, consolidava-se mais um marco legal na oferta
dessa etapa onde a criança passou a ser apresentada como

sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas


que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia,
deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos
sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009a, p. 1).

Ainda com referência a Resolução nº 5/12/2009, observa-se a recomendação de que se


deve garantir a proposta pedagógica construída para atender às crianças da Educação Infantil
definindo que essa se mostre em acordo com as reais necessidades dos sujeitos em formação. No
Art. 8º da Resolução, afirma-se que

A proposta pedagógica deve garantir à criança o acesso a processos de


apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de
diferentes linguagens, assim como o direito a proteção, à saúde, à liberdade, à
confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação
com outras crianças (BRASIL, 2009a, p. 2).

As DCNEI (BRASIL, 2010a), desde sua homologação, mostraram-se como documento


orientador das políticas públicas e propostas curriculares e pedagógicas construídas pelos entes
federados e pelas unidades escolares, articulando-se às Diretrizes Nacionais para Educação Básica
no sentido de cumprir às exigências legais dos sistemas no atendimento à Educação Infantil.
Outro marco legal é a Lei nº 12.796 de 4 de abril de 2013 (BRASIL, 2013b), que altera a
LDB nº 9.394/1996 no que se refere à organização da Educação Infantil, aponta algumas regras
comuns a serem seguidas, como discorre o Art. 31:

I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das


crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental;
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um
mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional;
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno
parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral;
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a
frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas;
V - expedição de documentação que permita atestar os processos de
desenvolvimento e aprendizagem da criança (BRASIL, 1996, p.22).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

O Plano Nacional de Educação – PNE (BRASIL, 2014a), elaborado para o decênio 2014-
2024, tem como uma das metas a universalização até 2016, a Educação Infantil na pré-escola para
as crianças de 4 a 5 anos de idade e ampliação da oferta de Educação Infantil em Creches de forma
a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos.
O referido plano apresenta dois grandes objetivos para alcance da referida meta, dos quais
se afirma que para a consecução desses objetivos se respalda em 17 estratégias, que englobam
expansão na oferta de vagas, estruturação física de escolas e creches, políticas de colaboração
interfederativas, levantamento da demanda por creche, redução das desigualdades econômicas e
territoriais, políticas inclusivas, formação de profissionais para a EI, busca ativa, ações de inclusão e
valorização da diversidade, entre outras.
Os dispositivos legais ora apresentados mostram-se de suma importância para a garantia de
oferta e atendimento com qualidade da educação infantil pelos entes federados, quando estes
salvaguardam os direitos que cabem às crianças de 0 a 5 anos e 11 meses de idade.

3.1.2 A Educação Infantil na Amazônia Paraense

Para contextualizar a Educação Infantil no Estado do Pará é importante apresentar o


cenário das 12 regiões de integração7 em que estão incorporados os 144 municípios que congregam
o Pará, destacando dados educacionais que figuram no atual contexto da Educação Infantil.
Os municípios das regiões do Guajará, Baixo Amazonas, Xingu, Tapajós, Araguaia,
Carajás, Tucuruí, Tocantins, Rio Capim, Rio Caeté, Marajó e do Rio Guamá são compostos por
diferentes infâncias, sendo estas partícipes de espaços históricos e geográficos, como cidade,
campo, aldeias, assentamentos e ilhas em que as crianças apresentam identidades socioculturais de
acordo com os princípios defendidos pela população da qual fazem parte.
Segundo dados pesquisados8, no Pará a oferta da Educação Infantil se concentra na pré-
escola, visto que dos 73 municípios que responderam a pesquisa, 53 ofertam creche e pré-escola,
15 ofertam apenas pré-escola e 05 ofertam pré-escola e multissérie, ou seja, em 100% dos

7 No Decreto Estadual nº 1.066 de 19 de junho de 2008, Art. 1° A regionalização do Estado do Pará tem como objetivo
definir regiões que possam representar espaços com semelhanças de ocupação, de nível social e de dinamismo
econômico e cujos municípios mantenham integração entre si, quer física quer economicamente, com a finalidade de
definir espaços que possam se integrar de forma a serem partícipes do processo de diminuição das desigualdades
regionais.
8 A referida pesquisa foi realizada pela equipe ProBNCC junto às secretarias municipais de educação para saber

informações acerca da oferta e atendimento à Educação Infantil.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

municípios pesquisados é ofertada a pré-escola, no entanto há um elevado percentual de crianças


sem acesso à creche no estado.
Considerando a diversidade da Amazônia paraense, as crianças da Educação Infantil da
pesquisa realizada são atendidas em escolas urbanas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e de
assentamento, com a concentração percentual de atendimento é na área urbana, seguido da área
ribeirinha e de assentamento.
Frente à singularidade inerente a cada infância paraense, mostra-se imprescindível
destacar que, para o atendimento da Educação Infantil, independentemente da localidade e/ou etnia
a qual pertence à criança, as diretrizes curriculares que subsidiarão as propostas pedagógicas ou
projetos pedagógicos para a referida etapa, deverão embasar seus aspectos na legislação
específica da educação das populações do campo, dos povos da floresta e dos rios, quilombolas ou
indígenas, considerando que a atual BNCC (BRASIL, 2017a) propõe para a Educação Infantil, cinco
aspectos denominados Campos de Experiências, numa visão ampliada da infância, sem destacar as
especificidades dessas populações dada a diversidade das regiões brasileiras.
Elencamos tópicos a seguir que discorrem sobre as infâncias no contexto da Amazônia
paraense, destacando algumas especificidades comuns ao estado do Pará.

3.1.2.1 Concepções de Infâncias

O conceito de infância, enquanto uma categoria social e fase específica da existência


humana é parte de uma discussão muito recente em termos historiográficos. Ariès (1981) foi um dos
precursores no desenvolvimento de estudos acerca da noção moderna de infância, contribuindo
para o iniciar de discussões que convergem para o entendimento de que o sujeito criança vem
sendo visto de diferentes maneiras ao longo dos tempos até chegar à compreensão que se tem
como referência atualmente.
Para Heywood (2004), a preocupação pelo período da infância é um fenômeno recente,
muito por conta dos poucos registros que se têm sobre as memórias e experiências de infância em
épocas passadas, pois havia limitado interesse em conhecer as especificidades dos sujeitos nessa
etapa da vida. Na sociedade medieval, por exemplo, a centralidade em assuntos religiosos retirou
muitos temas do eixo de interesse da época e a infância foi um deles, predominando o foco na vida
adulta.

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A modernidade trouxe então a ideia de que a criança, tida como ingênua, pura e ociosa,
fazia parte de um período que precisava ser alvo de investimentos morais, educacionais e de
cuidados com a saúde. Com isso se promoveu um modelo de infância universal que foi divulgado e
projetado a partir do padrão burguês de criança, com base em critérios de idade e dependência do
adulto, característicos de um tipo específico de papel social por ela assumido no interior dessa
classe.
O olhar atual sobre a infância é uma construção forjada na modernidade. Segundo Stearns
(2006), nesse contexto, a infância vai englobar três questões essenciais e inter-relacionadas, que
irão influenciar e promover um novo modo de ver as crianças. A primeira envolve a passagem da
infância, até então voltada ao trabalho, para a escolaridade; a segunda diz respeito à decisão de
limitar, levando em consideração os altos custos, o tamanho das famílias a patamares mais baixos;
e, por fim, a redução da taxa de mortalidade infantil.
Na atualidade, muitos estudos são realizados no sentido de pensar a infância como uma
categoria heterogênea que vê as crianças como sujeitos sociais e historicamente situadas em
determinado contexto, e constituídos pelas interações e experiências vivenciadas nas suas
realidades, o que implica dizer que seu desenvolvimento se dá entre outros seres humanos, em um
tempo e espaço determinado.
A infância, portanto, é um produto que se constitui a partir de um conjunto de
características que possibilita pensar que ela não existe somente de uma forma nem vivencia as
mesmas realidades, haja vista que nem toda infância é repleta de tempo livre para brincar, de
ausência de responsabilidades adultas e de direitos à saúde e educação de qualidade assegurada.

[...] sujeito individual que carrega desde o nascimento as expectativas sociais e


ao desvendar o mundo e mergulhado nele aprende ou pode aprender a se
constituir indivíduo, alegoricamente como espécie de um cristal, é pedra, pois
sedimentada pela formação; todavia o desenho toma forma própria (SOUZA,
2007, p. 74).

Nessa perspectiva, a infância não pode ser entendida de maneira homogênea, afinal não
existe uma maneira exclusiva de vivê-la, posto que há apenas uma única, mas várias infâncias
(FREITAS; KUHLMANN JR, 2002), que devem ser visualizadas a partir de suas especificidades
econômicas, sociais e culturais; é possível, desse modo, falar em infância pobre, rica, oriental,
ocidental, urbana, agrária, indígena, ribeirinha, quilombola, etc. Cada qual constituída por
características que se aproximam e se distanciam entre si e seus próprios pares.

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A infância precisa ser entendida também como fase da vida em que os sujeitos que nela
se encontram não sejam tomados como um projeto a ser concretizado, o vir a ser, o que ainda não é
e precisa ser preenchido para deixar de ser incompleto.
Essa visão foi, historicamente, alicerçada no próprio significado etimológico do termo
infância que, conforme Lajolo (2011), tem origem na língua latina: infante (in: prefixo que indica
negação; fante: particípio presente do verbo latino fari, que significa falar, denotando a ideia de
ausência de fala).
Partindo desse princípio, a criança por muito tempo foi concebida como um ser que não
fala, logo, que não tem como produzir a partir do seu viés sua própria história, e

[...] por não falar, a infância não se fala e, não se falando, não ocupa a primeira
pessoa nos discursos que dela se ocupam. E, por não ocupar esta primeira
pessoa, isto é, por não dizer eu, por jamais assumir o lugar de sujeito do
discurso, e, consequentemente, por consistir sempre um ele/ela nos discursos
alheios, a infância é sempre definida de fora (LAJOLO, 2011, p. 230).

O silenciamento da criança sinaliza sobre ela um posto de subalternidade, aqui


compreendida quando há a supremacia de um sujeito em detrimento de outro na medida em que lhe
é negada as instâncias de fala; tal negação, resultante de processos hegemônicos, orquestram a
negação de representação, de dialogismo e de uma participação ativa e política do sujeito na
sociedade.

A criança, portanto, se compreendida de maneira inferior ao adulto, se calada, já que ‗o


subalterno não pode falar‘, tem negada a sua voz, por meio da qual manifesta suas formas de
pensar e, consequentemente, seu ‗existir‘ social.

Para Freitas (2007, p. 90), as crianças parecem basicamente ser aquilo o que delas se
fala, uma vez que ―são os incapazes em relação aos capazes; são os ociosos em relação aos
produtivos, são os normais em relação aos anormais‖. Entretanto, essa visão limita o sujeito criança,
fazendo desse alheio e estático perante aos fatos e condicionantes que emergem em seus contextos
reais de interação.
Esse pensamento perdurou por muito tempo inclusive em pesquisas científicas: a criança
era tratada como objeto a ser medido, observado, descrito, analisado e interpretado, ou seja, sempre
como ―o outro‖ em relação àquele que a nomeia e a estuda. Se a criança é aquela que não fala, está

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

em desenvolvimento, é incompleta e não tem o que falar, não apresenta capacidade de expressar
suas particularidades, ela apenas imita, reproduz o adulto.
Martins Filho (2006) verifica na referência do estado, ao investigar os processos de
socialização entre crianças e entre elas e os adultos, constatou que a forma como os adultos
percebem as crianças reflete nas relações e nos modos como estes se dirigem a elas.
Para o autor, se o adulto considera a criança como ator social ele a ouve e respeita as
suas especificidades e suas manifestações culturais, mas se o adulto tem uma visão de criança
como sujeito padronizado, continuará tratando-a como ser sem vontades próprias, incompleto,
moldável e apenas imitador de práticas culturais alheias, porém hoje a criança é vista não somente
como sujeito de direitos, a partir de toda a legislação oficial que ampara e legitima suas
necessidades, mas também como produtora de cultura e não mais como simples reprodutora das
manifestações realizadas no universo adulto, sendo assim ela é concebida como

Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas


que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina,
fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói
sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2010a, p.
12).

O sujeito criança, ao ser tratado como protagonista no seu processo de socialização e


interação com o mundo, a partir das relações entre seus pares e com os adultos, constrói
interpretações particulares, apresentando certa autonomia para estabelecer significados de suas
vivências, afinal, as crianças experimentam a cultura em que se inserem distintamente da cultura
adulta, produzindo uma que lhes é própria, logo, a questão fundamental no estudo das culturas
infantis é a interpretação da sua autonomia em relação aos adultos (SARMENTO, 2004).
É justamente nesse contexto de privilegiar a escuta da criança e de compreender as suas
culturas que várias áreas do conhecimento, como a Psicologia, a Sociologia, a Antropologia e a
Educação vêm se direcionando para a infância, uma vez que já se reconhece que desde a mais
tenra idade, nas suas interações sociais, os sujeitos vão somando ―impressões, gostos, antipatias,
desejos, medos etc., desenvolvendo sentimentos e percepções, cada vez mais diversificados e
definidos, atribuindo significados, construindo a sua identidade‖ (CRUZ, 2008, p. 13).
Compreender e dar visibilidade as infâncias representa o iniciar de sua valorização e
reconhecimento enquanto categoria social, pois, as crianças têm muito a dizer sobre as suas
formas de ver o mundo, sobre preconceitos, sobre o poder e a autoridade que os adultos exercem

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

sobre elas (QUINTEIRO, 2002). É necessário conhecer mais sobre as culturas infantis, os modos
de vida das crianças, as crianças que frequentam a escola, como aprendem, o que aprendem, o
que sentem e o que pensam.
Nesse sentido, ao se tomar as múltiplas infâncias vividas em contextos heterogêneos, o
entendimento de que os sujeitos que delas fazem parte são crianças concretas, vivas, reais e que
tem algo a dizer a partir de seus olhares, contribui, sobremaneira, para subsidiar ações de outras
pessoas e entidades que possibilitam a elaboração de currículos, práticas e programas que tomam
como ponto de partida as crianças e suas especificidades, para que de fato elas tenham condições
de usufruir de suas infâncias.

3.1.2.2 A Educação Infantil: importante etapa do processo de aprendizagem da criança

Constituindo-se como a primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil deve ser
garantida em creches, para crianças de 0 a 3 anos e em pré-escolas, para crianças de 4 e 5 anos,
sob a responsabilidade prioritariamente dos poderes públicos municipais, integrando o Sistema
Municipal de Ensino junto com Ensino Fundamental (BRASIL, 1996) 9.
Dessa forma, com base na concepção de infância assumida neste documento curricular,
reafirmamos o direito da criança ao atendimento educacional em consonância com a LDB n°
9.394/1996. A lei determina que a Educação Infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral
da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais,
complementando a ação da família e da comunidade (BRANDÃO, 2008).
No que se refere às duas formas de atendimento da Educação Infantil, é preciso analisar
separadamente as faixas etárias de 0 a 3 anos e de 4 a 5 anos porque foram grupos tratados
diferentemente, quer nos objetivos, quer nas demandas, quer nas instituições que atuam com essa
etapa, sejam públicas ou privadas.
As preocupações com o atendimento de crianças da Educação Infantil devem se pautar
na qualificação dos profissionais que atuam nessa etapa, além de se preocupar com o
desenvolvimento dos programas e currículos, com a disponibilidade de mobiliário, equipamentos
lúdicos e outros materiais pedagógicos adequados e necessários para os espaços.

9A Constituição Federal de 1988, no capítulo VIII, Art. 227, estabelece o direito dos trabalhadores, pais e responsáveis,
à educação de seus filhos e dependentes de 0 a 6 anos, além de considerar direito da própria criança.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

É imperiosa a garantia de escolas de Educação Infantil às populações do campo, dos


povos da floresta e dos rios, indígenas, quilombolas respeitando e garantindo assim essa etapa de
ensino nos diferentes contextos amazônicos, privilegiando a constituição diversificada das crianças
que neles habitam, respeitando, portanto, suas identidades, os seus aspectos socioculturais, étnico-
raciais, de gênero, corporal, entre outros.
Apesar de a Educação Infantil e de o Ensino Fundamental serem etapas de escolarização
diferentes, do ponto de vista da criança e da sua experiência não há fragmentação. Nesse sentido,
os professores e as instituições são os que muitas vezes se opõem e/ou fazem distinção
desnecessária entre esses níveis de ensino, desconsiderando a criança e, consequentemente,
negligenciado sua construção sócio-histórica e, sobretudo, sua experiência como sujeito cultural.
Questões relacionadas à alfabetização ou não na Educação Infantil ou no Ensino
Fundamental ou como integrar esses dois níveis da Educação Básica, continuam recorrentes. O
importante é perceber que as crianças permanecem crianças, sejam na Educação Infantil ou no
Ensino Fundamental e ainda, que esses níveis sejam indissociáveis, ou seja, que as crianças sejam
oportunizadas de conhecimentos e afetos, saberes e valores, cuidados e atenção, seriedade e riso
e, acima de tudo, ludicidade.

3.1.2.3 Educação Infantil e a Criança do Campo, das Águas e Florestas

É preciso, ao se falar em Educação Infantil do Campo, explicitar sobre as duas


concepções que a norteiam, a saber: a Educação do Campo e a Educação Infantil. É necessário
compreender que a primeira diz respeito às questões sociais, econômicas e culturais dos sujeitos
que moram no Campo, o que implica os saberes, as práticas e as representações sociais e culturais
desses sujeitos, suas identidades e identificação com o seu lugar.
Vai, portanto, além da noção de espaço geográfico para abarcar as diferentes dimensões
políticas dos seus moradores os quais compõem uma diversidade populacional formada por
agricultores, ribeirinhos, quilombolas, indígenas, pescadores, extrativistas, assentados, caiçaras,
acampados da reforma agrária, entre outros.
Dessa forma, a Educação Infantil diz respeito ao atendimento educacional às crianças de
0 a 5 anos de idade, assegurando-as, nessa primeira etapa da educação básica, o direito
constitucional de ser educada de maneira integral, em suas diferentes faixas etárias, em creches (0

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

a 3 anos) e pré-escolas (4 a 5 anos); portanto, a Educação Infantil ganha uma particularidade


quando enquadrada na concepção do Campo, visto que se trata de educar as crianças tendo em
vista as relações de poder e de economia urbanas, centradas na lógica capitalista hegemônica.
A Educação Infantil é pautada nas DCNEI (BRASIL, 2010a) e formulada com base na
Resolução CNE/CEB nº 5/2009, Art. 4º, o qual caracteriza a criança enquanto

sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas


que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia,
deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos
sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009b, n.p.).

São, portanto, crianças filhas e filhos das populações do campo ora citadas e como tal,
vivem em diferentes contextos, brincam e na brincadeira refletem sua realidade, constroem-se
como sujeitos e representam seus mundos. Elas pensam sobre a vida e sua relação com o lugar
alcançando a compreensão de territorialidade: "um conjunto de relações que se originam num
sistema tridimensional sociedade-espaço-tempo em vias de atingir a maior autonomia possível,
compatível com os recursos do sistema" (RAFFESTIN, 1993, p. 160).
As crianças do campo vivenciam rotinas diversificadas, coerentes com as práticas de
trabalhos de seus pais ou responsáveis, a saber: as crenças nas coisas do mato, das águas, dos
ares, as diferentes variações linguísticas e outros aspectos da linguagem que cooperam para seus
modos de ser o lugar em que vivem.
Ainda, as crianças vivem em conformidade com os costumes que perfizeram e perfazem a
configuração de suas culturas; enfim, das condições sociais e históricas de produção de trabalho
envolvendo o rio, a terra, o ar, as plantas, as palhas, a mata e, ainda, toda a mitopoética
circundante. Em suma, as crianças do Campo participam ativamente como sujeitos construtores
das culturas, assim como são construídas por elas, dialeticamente.
Como estão no início de sua formação identitária, inclusive com o lugar em que vivem, as
crianças constroem também suas memórias, tanto individuais quanto coletivas. Assim, diante da
complexidade de sua formação como sujeito, a educação formal precisa estar coadunada, em seus
planos, projetos, políticas e currículo, com as vivências, ou seja, com o próprio sentido que a vida
tem para as crianças, público alvo ainda, que seja esse sentido a garantia de seus direitos sociais
constitucionalmente assegurados, a começar pelo direito à educação de qualidade.
Atentos ao fato de que no Brasil a educação do campo foi construída no esforço de
romper os modelos políticos e econômicos excludentes, importa ressaltar que a mesma deva ser
33
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

pensada tendo em vista a transformação da realidade. Ela deve possibilitar pensamentos críticos
sobre o país a partir do lugar, assim como práticas que façam do lugar o ponto de partida para a
elaboração de um país no qual a diversidade e a heterogeneidade são afirmadas. Para isso, todos
os níveis de ensino formal são salutares, a começar pela Educação Infantil, importante fase de
formação do ser humano.

A Educação do Campo tem sido compreendida enquanto estratégica para o


desenvolvimento socioeconômico do meio rural, resultado das mobilizações dos
movimentos sociais do campo e da apresentação por parte desses sujeitos
coletivos de proposições e práticas inovadoras, sintonizadas com as
especificidades que configuram a diversidade sócio-territorial do campo no Brasil
(HAGE, 2010, p. 1).

Assim, um longo percurso tem sido percorrido a fim de assegurar à Educação Infantil do
Campo as condições para que ela se desenvolva dentro dos princípios norteadores das
comunidades e dos povos do campo. Dentre a legislação, ressaltam-se o decreto 7.352, de 4 de
novembro de 201010, a Lei nº 9.39411, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 33 da Lei nº 11.94712, de
16 de junho de 2009, o qual dispõe sobre a política de Educação do Campo e o Programa Nacional
de Educação na Reforma Agrária.
Com base na legislação explicitada, é importante pensar uma Educação Infantil do Campo
que respeite a diversidade do campo em seus aspectos sociais, culturais, ambientais, políticos,
econômicos, geracional e de raça e etnia; incentivar projetos; desenvolver políticas de formação de
profissionais e, assim, valorizar a identidade da escola do campo.
Desse modo, vale considerar que cada sujeito no contexto da Educação Infantil do Campo
atue de maneira protagonizante nos processos de ensino e de aprendizagem, em que haja uma
cooperação na construção dos conhecimentos que norteiam o currículo, as práticas e as políticas
das instituições, por isso, a educação que se compromete nesse contexto não pode ser outra senão
aquela delineada pela sociodiversidade, pela heterogeneidade, multiculturalismos e a urgência da
garantia de direitos sociais.

10Disponível em <http://portal.mec.gov.br/docman/marco-2012-pdf/10199-8-decreto-7352-de4-de-novembro-de-2010/file>
Acesso em maio de 2018.
11Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm>. Acesso em maio de 2018.
12Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm>. Acesso em maio de 2018.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Segundo as Orientações Curriculares para Educação Infantil do Campo (p.3) 13, importa
que as crianças do campo tenham seus saberes, cotidianos e identidades afirmadas, e não mais
sejam estereotipadas e inferiorizadas.
Outrossim, a esperança que este documento fomenta se alinha em prol da legitimação da
inclusão, por uma educação que desde as primeiras fases da infância se faça emancipatória, crítica
e afetiva, que a educação aqui proposta fomente a felicidade, a mitopoética, a fantasia, a
brincadeira, a curiosidade e as descobertas, as quais, nos contextos das matas, dos rios ou das
roças, permitem as crianças do Campo criarem e recriarem a realidade.

3.1.2.4 Educação Infantil e a Criança Indígena

As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica – DCNEB (BRASIL, 2013a)


informam que a ideia de ter um currículo para a etapa da Educação Infantil nem sempre foi aceita no
Brasil considerando a concepção diferenciada da escolarização do ensino fundamental e médio.
Existe a preferência por projeto pedagógico ou proposta pedagógica que deve ser
apresentado como plano orientador das ações da instituição onde se definem as metas pretendidas
para o desenvolvimento das crianças bem como as aprendizagens a serem promovidas. No que
concerne à proposta pedagógica, na DCNEB consta que:

Com relação à autonomia dos povos indígenas na escolha dos modos de


educação de suas crianças, de acordo com o Parecer CNE/CEB no 20/2009, em
seu art. 8o, § 2o, as propostas pedagógicas para os povos que optaram pela
Educação Infantil devem:
a) Proporcionar uma relação viva com os conhecimentos, crenças, valores,
concepções de mundo e as memórias de seu povo;
b) Reafirmar a identidade étnica e a língua materna como elementos de
constituição das crianças;
c) Dar continuidade à educação tradicional oferecida na família e articular-se às
práticas socioculturais de educação e cuidado coletivos da comunidade;
d) Adequar calendário, agrupamentos etários e organização de tempos,
atividades e ambientes de modo a atender às demandas de cada povo indígena
(BRASIL, 2013a, p. 364).

13 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view= download&alias= 6675-orientacoescur


riculares&Itemid=30192>. Acesso em maio de 2018.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Como importante etapa do processo de escolarização da criança considera-se que no


Estado do Pará existem várias etnias indígenas onde é ofertada a Educação Infantil, é preciso
pensar com atenção acerca da educação das crianças indígenas.
Mesmo sendo de responsabilidade, prioritariamente, do poder público municipal, o Estado
também deve garantir para essas aldeias a oferta da Educação Infantil escolar indígena, respeitando
as características próprias de atendimento ao seu público-alvo, seguindo as orientações das DCNEB
a qual afirma que:

A Educação Infantil é um direito dos povos indígenas que deve ser garantido e
realizado com o compromisso de qualidade sociocultural e de respeito aos
preceitos da educação diferenciada e específica. Sendo um direito, ela pode ser
também uma opção de cada comunidade indígena que possui a prerrogativa de,
ao avaliar suas funções e objetivos a partir de suas referências culturais, decidir
pelo ingresso ou não de suas crianças na escola desde cedo.
Para que essa avaliação expresse de modo legítimo os interesses de cada
comunidade indígena, os sistemas de ensino devem promover consulta livre,
prévia e informada acerca da oferta da Educação Infantil entre todos os
envolvidos, direta e indiretamente, com a educação das crianças indígenas, tais
como pais, mães, avós, ―os mais velhos‖, professores, gestores escolares e
lideranças comunitárias (BRASIL, 2013a, p. 364).

Ao pensar a Educação Infantil escolar indígena, é preciso compreender a complexidade


que envolve a realidade dessa população que só difere de uma proposta para a Educação Infantil
vivenciada no espaço urbano, pois as escolas que funcionam em espaços não indígenas
apresentam uma organização sócio-temporal com lógica diferenciada, que nem sempre considera a
criança indígena apresenta peculiaridades culturais e regras de convívio social distinto das demais
infâncias.

[…] nós, brasileiros, possuímos uma riqueza cultural de que ainda não nos
demos conta: são cerca de 200 povos indígenas, e mais de 180 línguas
diferentes, costumes díspares, valores culturais expressos das mais diferentes
formas, enfim, formas de ver o mundo, de ler a realidade, de sentir e trabalhar
com o tempo, com o espaço, com suas biografias e a constituição de suas
próprias histórias totalmente distintas (VENERE; VELANGA, 2008, p. 5).

O estado do Pará possui sete famílias de povos indígenas pertencentes aos troncos
linguísticos descritos a seguir: Tupi-guarani, Karíb, Timbira Oriental, Munduruku, (Krenhakarore) Jê,
Kayapó e Juruna. Dentro dessas famílias encontram-se os grupos indígenas que habitam o território
paraense e que são assim denominados, como grupo indígena da família ou tronco linguístico: Tupi-

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Guarani (Amanaiés, Anambés, Assurinis-do-Tocantins, Assurinis-do-Xingu, Kaiabi, Parakanã, Suruí


ou Aikewara, Zoés, Wajãpi); Karíb (Aparai, Arara, Katxuyana, Tiriyó, Uaianas); Timbira Oriental
(Paracatejê-Gavião); Munduruku (Curuaias, Mundurucus); Jê (Panará); Kayapó (Caiapós-Xicrins) e
Juruna (Xipaias).
Ao contabilizar um quantitativo de trinta e um grupos indígenas pertencentes a sete
famílias ou troncos linguísticos, habitantes distribuídos em praticamente todo o território paraense,
destaca-se que as diversas etnias têm direitos adquiridos. Segundo define as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica (BRASIL, 2012a), são
assegurados a eles os princípios da especificidade, do bilinguismo e multilinguismo, da organização
comunitária e da interculturalidade, cabendo a cada escola indígena definir em que línguas serão
definidas as atividades escolares.
Nesse contexto, a formação do professor que lecionará nas escolas existentes dentro das
aldeias indígenas é de fundamental importância para garantir todos esses direitos incluindo a oferta
do bilinguismo e multilinguismo como ferramenta para a manutenção e valorização da diversidade
das línguas existentes nas aldeias que fazem parte do estado do Pará.

Há um esforço em algumas aldeias para reforçar os usos da íngua tradicional.


Na escola, na primeira fase, os professores de língua Tenetehara procuram
alfabetizar as crianças ―na língua‖, como eles falam. A música tradicional,
sempre cantada na língua, é um espaço privilegiado da língua Tenetehara.
Assim também como muitas histórias que passaram de geração a geração,
ainda são contadas na língua. Na escola, há uma produção de material didático,
que envolvem livros, material audiovisual, preocupados com a resistência
linguística desta sociedade (NEVES, 2015, p. 35).

Segundo estudos do Instituto de Estudos de Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de


Campinas (Unicamp), divulgadas em 2016, muitas línguas indígenas brasileiras foram extintas e as
que ainda existem estão ameaçadas; ―[...] cerca das 1,5 mil línguas indígenas existentes no período
de descobrimento no Brasil restam 181, das quais 115 são faladas por menos de mil pessoas‖14.
Sob o aspecto da vulnerabilidade das diversas línguas dos povos indígenas, estudos das
Nações Unidas15 apresentam dados alarmantes sobre as línguas ameaçadas de extinção e as
discriminam em categorias, cabendo aqui destacar apenas as dos povos que constituem o território

14Disponível em: <www.ebc.com.br>. Acesso em 29 de maio de 2018.


15Disponível em: <http://www.ebc.com.br/print/cidadania/2016/04/de-1500-linguas-indigenas-no-descobrimento-restaram
-181-todas-ameacadas-aponta>. Acesso em 30 de maio de 2018.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

paraense: os Amanaiés, que se encontram na categoria da língua extinta e os Tembé Tenetehara,


com a língua severamente ameaçada de extinção.
Importante compreender o trilhar desses povos quando as Diretrizes Curriculares para a
Educação Indígena vieram indicando, quiçá uma resposta às vozes desses sujeitos, das quais
vieram se constituindo em política pública. Essas políticas são apresentadas elementos que
direcionam o respeito e valorização da história dos povos indígenas e sua autoafirmação na tentativa
de evitar a extinção cultural e de identidade que se intensifica com o passar dos anos e com os
processos de inter-relações com os não indígenas.
Relevante ainda compreender que paralelo à legislação se configura a interculturalidade
ou ainda a sobreposição de culturas que se vem manifestando frente ao processo de ensino e
aprendizagem das crianças indígenas. Precisamos entender cada etnia ao seu modo de viver, pois
―[...] as caracterizações não podem ser generalizadas para qualquer contexto indígena, nem
tampouco serem tomadas como critérios de indianidade (TASSINARI, 2007, p. 13)‖.
Ainda sobre os contextos indígenas, destaca-se sobre a autonomia infantil entre os
Kayapó, os quais compreendem que o processo de aprendizagem envolve não só a transmissão de
saberes, mas o fortalecimento dos órgãos sensoriais, ou seja, fabricar os corpos e as pessoas.

A liberdade que é dada às crianças indígenas parece atrelada a um


reconhecimento de suas habilidades de aprendizagem. A concepção Kayapó de
que as crianças ―tudo sabem porque tudo vêem‖ se refere a uma situação que
não é mais compartilhada pelos adultos, que não podem circular por todos os
espaços da aldeia como as crianças. Há espaços de homens e de mulheres, de
famílias próximas e distantes, que não podem ser percorridos indistintamente, a
não ser na infância. Deixar as crianças observarem tudo, portanto, é parte de
uma pedagogia nativa. Cabe aos adultos dar às crianças as condições
adequadas de desenvolvimento do corpo, especialmente dos órgãos sensoriais
que dizem respeito à aprendizagem: o ouvido e o coração (TASSINARI, 2007, p.
15).

Interessante se mostra a compreensão dos indígenas no que se refere à aprendizagem do


corpo pelas crianças numa perspectiva salutar do que deve ser adequado aos seus corpos e
mentes, como na descrição da relação de cuidado com o choro da criança Kayapó, em que

a noção indígena de educação não se dirige apenas à transmissão de ideias,


conhecimentos, técnicas e valores, mas reconhece que aquilo que se sabe é
―incorporado‖, toma assento no corpo, e este deve ser adequadamente
produzido para receber os conhecimentos (TASSINARI, 2007, p. 18).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Nesse sentido, é importante destacar a posição que a criança indígena ocupa para cada
grupo ao qual ela pertença e de que maneira o lugar que ela ocupa interfere no desenvolvimento de
toda a comunidade indígena, ou mesmo, o que o aprendizado dessa criança poderá proporcionar
para a resistência de seu tronco familiar. Frente ao contexto, NEVES (2015) nos mostra o valoroso
papel das crianças indígenas Tenetehara para manter sua cultura viva.

Em relação aos usos sociais da língua Tenetehara, a situação é bastante


diversificada, pois uma parte deles é bilíngue e fala também o português, há os
falantes apenas do português e um grupo de indígenas mais velhos que falam a
língua tradicional e tem dificuldade com a língua portuguesa. Na aldeia Ka‘a
Pitepehar, como estratégia de resistência linguística da liderança, há um grupo
de crianças falantes apenas da língua tradicional (NEVES, 2015, p. 35).

Dessa maneira, para compor uma proposta pedagógica que concilie com a educação
indígena necessita considerar a maneira como essas crianças aprendem com seus pais e parentes
mais próximos, o que observam com os ensinamentos dos mais velhos, como se portar nos rituais
de sua aldeia e na relação com o meio ambiente, com os demais indígenas e os não indígenas.
Compreende-se então que a escola não pode ser apresentada para eles, como imposição às suas
culturas, da mesma maneira que foi apresentada pelos colonizadores do Brasil.
Se a escola é um espaço de construção do conhecimento e de formação dos sujeitos que
constroem uma dada sociedade, a instituição escola não pode se mostrar contraditória considerando
apenas a aprendizagem constituída nos espaços formais como as escolas, pois esse é apenas um
dos tantos conhecimentos e experiências vivenciados pelas crianças. As experiências trazidas por
esses sujeitos contribuirão para que compreendam o seu lugar no mundo, as complexas relações
que são estabelecidas, as interações e suas proposições.

3.1.2.5 Educação Infantil e a Criança Quilombola

Falar na criança no contexto da Educação Escolar Quilombola é, antes de tudo, pensar em


uma educação que possa valorizar o passado e reinventar o presente de uma população que teve
seus direitos negados por longos anos. Desse modo, é preciso que, desde a Educação Infantil, a
história, a memória, a tecnologia, o território e os conhecimentos dos quilombos sejam reconhecidos

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

e considerados no currículo escolar, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação


Escolar Quilombola (BRASIL, 2012b).
A história dos quilombos é uma história de luta e de resistência, sobretudo no tocante à
língua. A palavra quilombo, derivada do banto, pode estar relacionada à aldeia, acampamento ou
similares. O banto se refere ao grupo africano étnico-linguístico, composto de várias línguas
chamadas línguas bantas que se caracterizam pela utilização de prefixos. A manutenção das línguas
dos povos escravizados era uma forma de resistência, haja vista que os donos dos mesmos não
conheciam determinadas línguas, era também uma forma de preservação da identidade desses
povos.
O Conselho Ultramarino de 1740 definiu quilombo como ―toda habitação de negros
fugidos, que passam de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados e
nem se achem pilões neles‖ (MOURA, 1997, p. 87). Os quilombos representavam um núcleo de
resistência, que surgiam em qualquer espaço onde houvesse escravismo, dos séculos XVI ao XIX
no Brasil, daí surge a expressão ―quilombolas‖ para classificar os negros pertencentes aos
quilombos.
As comunidades quilombolas se constituem de forma coletiva, ou seja, a titulação da terra
se dá em nome de uma associação seguido de uma lista com o nome de todos que ali residem,
assim a identidade quilombola está ligada também à ideia de pertencimento que se estabelece muito
além do que laços de sangue e se fortalecem por meio dos valores, costumes e experiência de
discriminação, compartilhados por um grupo com um sentimento em comum.
A titulação das terras está para além da regularização fundiária, pois formaliza uma política
de cidadania que mantém vivos os valores e a história de um povo. Vale ressaltar que, o estado do
Pará foi a primeira unidade da federação a titular terras em favor das comunidades remanescentes
de quilombos no ano de 1995, em Oriximiná. Além disso, ocupa a colocação de estado que mais
demarcou territórios quilombolas no Brasil (MARQUES; MALCHER, 2009).
Segundo a Comissão Pró-Índio de São Paulo, organização não governamental, o estado
do Pará titulou 63 terras quilombolas das 85 existentes no Estado.

Estudos recentes apontam para a existência de mais de quatrocentas


comunidades. A partir da divisão adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística – IBGE –, que divide o Estado em seis mesorregiões, o Programa
identificou a existência dessas comunidades em quatro delas: Baixo Amazonas,

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Marajó, Nordeste e Metropolitana de Belém (MARQUES; MALCHER, 2009, p.


78).

O Programa Raízes, criado pelo Decreto de 11 de maio de 2000, no Pará, identificou 240
comunidades nas terras quilombolas, contudo os estudos atuais apontam para 400 comunidades,
como é possível constatar acima.
No que se refere à educação quilombola, pode-se dizer que passou por um longo período
de esquecimento diluída nas políticas da Educação Rural, sem nenhuma política pública e ou
pedagógica que considerasse a sua especificidade, no entanto, o resultado das mobilizações,
tecidas no bojo dos movimentos sociais com destaque para o Movimento Negro e para o Movimento
Quilombola, fez com que fosse delineado um movimento de discussões sobre mudanças no modelo
de ensino para as escolas das comunidades quilombolas atendendo de forma específica e
diferenciadas as crianças.
As muitas lutas tecidas pelos movimentos sociais culminaram na promulgação da
Resolução nº 08 de 20 de novembro de 2012 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para
Educação Escolar Quilombola; a publicação dessa legislação pode ser considerada um dos marcos
na luta do Movimento Negro e do Movimento Quilombola, pois ela consolida a Educação Escolar
Quilombola como uma modalidade de ensino da Educação Básica.
No cumprimento da Educação Infantil como um dos níveis da Educação Básica, a
Educação Escolar Quilombola deve ser desenvolvida de acordo com a Resolução CNE/CEB Nº
4/2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica e a Resolução
CNE/CEB nº 5/2009, que definiu as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, bem como
considerar os aspectos específicos dessas populações na vivência de suas infâncias, destacadas
estas diretrizes e construída em conjunto com as comunidades a que pertencem.

A Educação Escolar Quilombola é desenvolvida em unidades educacionais


inscritas em suas terras e culturas, requerendo pedagogia própria em respeito às
especificidades étnico-cultural de cada comunidade e formação docente,
observados os princípios constitucionais, a base nacional comum e os princípios
que orientam a Educação básica brasileira. Na estruturação e no funcionamento
das escolas quilombolas, deve ser reconhecida e valorizada sua diversidade
cultural (BRASIL, 2012b, p. 42).

Nesse sentido, a Educação Infantil Quilombola deve estar pautada nas DCNEI (BRASIL,
2010a) em que são recomendados o cuidar e o educar como elementos indissociáveis nessa etapa

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

da educação básica, além de serem um direito das crianças quilombolas e, portanto obrigatória a
oferta pelo poder público para as crianças em idade pré-escolar de 4 e 5 anos.
Quanto às crianças em idade de creche, 0 a 3 anos, fica a critério das famílias decidirem
pela matrícula, uma vez que é também o direito da criança a permanência junto ao seu grupo
familiar e ao grupo comunitário de referência.
No que concerne à organização curricular da Educação Infantil Quilombola esta deve se
dar de forma democrática e horizontal, visto que todos devem ter direito a voz e escuta, rompendo
com a tradição de silêncio imposta a esse povo; logo, o atendimento educacional das crianças que
vivem nessas comunidades precisa estar pautado nos saberes ora pertencentes a esse povo. O
conhecimento tradicional de cada comunidade deverá ser expresso a partir da participação das
famílias e dos anciãos que são os especialistas nas tradições do seu povo.
Além disso, os saberes das comunidades remanescentes que fazem parte da história de
cada um e que devem refletir a realidade e o contexto local de cada comunidade, devem permear o
currículo escolar, visando ao promover uma educação transformadora com práticas educacionais
que assegurem a diversidade étnico racial da população ali existente.
A Educação Infantil Quilombola deve valorizar a história e a tradição do seu povo como
elementos indispensáveis à formação para a cidadania e afirmação da identidade cultural, esta
manifestada pelas crianças, sobretudo, por intermédio de seus modos de vida, das brincadeiras, do
trabalho e das relações com os adultos e idosos.
As crianças quilombolas apresentam modos próprios de se relacionar com o cotidiano e
conviver com a natureza e seus diferentes espaços. As brincadeiras representam suas produções
em nível cognitivo, afetivo e social, tanto dentro quanto fora da escola. Nesse momento, constroem
seu universo próprio a partir das suas interações com o contexto local (POJO; BARRETO, 2016).
Desse modo, os currículos da Educação Infantil Quilombola devem ser construídos
levando em consideração a forma organizativa das comunidades, suas contribuições sociais,
culturais, econômicas, políticas, e não somente suas vestimentas, rituais festivos, entre outros
fatores que fazem parte do cotidiano dos mesmos.
Assim como as brincadeiras e a confecção de materiais pedagógicos próprios da cultura
quilombola, devem fazer parte do currículo escolar, respeitando as particularidades locais, como
tempo, espaços pedagógicos, condições climáticas, rotinas que propiciam a valorização da
identidade quilombola, que os identifiquem, que permitam se sentir partícipes de sua história, que

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provoque a criança a se reconhecer como sujeito, conhecer suas origens, entender que a história do
povo quilombola foi construída por meio de lutas, contra o racismo, as desigualdades sociais, a
conquista da territorialidade, a saúde, a moradia, da educação; enfim, sobretudo, a busca pela
garantia de direitos.

3.1.3 O Brincar como Direito

Discorrer sobre o ―brincar como direito‖ e intercruzar suas bases com a Educação Infantil
mostra-se importante primeiro situar o leitor sobre qual lugar está sendo falado, quando se vai ao
encontro da ação do brincar e que concepções estão atreladas e caminham juntas a esta ação.
Oliveira (2012) conceitua o brincar como algo aprendido nas interações sociais e no
contato com as manifestações culturais produzidas e destaca a atuação do professor como
colaborador na ampliação e redimensionamento da ação do brincar à medida que observa, reflete,
planeja e intervém oferecendo às crianças novos elementos disponíveis na cultura para dialogar com
as crianças em diferentes espaços e tempos.
Nessa linha de pensamento, assume-se o brincar, no âmbito deste documento, como ato
revelador da existência da criança como pessoa, da sua identidade, estando, portanto, atrelado a
sua própria razão de ser no mundo, afinal brincar é algo muito sério porque envolve uma gama de
conhecimentos complexos e refinados, elaborados e reelaborados, por pessoas humanas ocupantes
de um tempo histórico chamado infância.
É basilar que antes de se aprofundar em qualquer análise, se assuma o brincar como
direito da criança, justificando tal atitude como uma situação de justiça social, de políticas públicas,
de direito universal que: ―em todas as medidas relativas à infância será dada prioridade aos
melhores interesses da infância‖ (ONU, 2002, p. 13).
Outro movimento fundamental ao qual se é impelido é desarticular a noção do ato de
brincar apenas a Educação Infantil ou a escola, tampouco o brincar como campo restrito da ação da
criança. É necessário alargar o olhar para as infâncias e as crianças para melhor compreendermos
que o brincar não está amarrado à escolarização, e é imperioso desescolarizá-lo. O brincar pertence
à vida do homem na Terra, mais particularmente ao tempo do ser-criança e se articula com os
modos de ser e as produções culturais terrenas.

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Ao assumir a concepção de criança como ser de capacidades e potencialidades,


compreende-se que elas conseguem, mesmo antes de falar ou andar, elaborar e reelaborar
conhecimentos complexos concretamente observáveis nas ações que realizam e nas linguagens
que articulam, definindo assim o compromisso com uma concepção emancipadora de homens e
mulheres que interagem no mundo e com o mundo.
Em uma perspectiva dialética, as DCNEI (BRASIL, 2010a) nos ajudam a entender esta
ideia ao definir a concepção de criança como sujeito histórico, que ocupa lugar em um tempo real, e
revela-se sujeito cultural como ser de criação e produtora de cultura. A esse respeito,

considerar a criança como sujeito é levar em conta, nas relações que com ela
estabelecemos que ela tem desejos, ideias, opiniões, capacidade de decidir, de
criar, de inventar, que se manifestam desde cedo, nos seus movimentos, nas
suas expressões, no seu olhar, nas suas vocalizações, na sua fala (FARIA;
SALES, 2012, p. 56).

A relação estabelecida pelas autoras aproxima e intercruza os conceitos de sujeito e


criança, o resultado dessa aproximação nos revela que a criança é um sujeito e é como sujeito que
chega à escola, e não meramente como ―aluno‖; nessa condição de ser humano e de pessoa, a
criança deve ser considerada em suas especificidades e linguagens, características múltiplas que
devem ser conhecidas por todos os profissionais que com ela se relacionam.
É necessário que a concepção de criança-sujeito-histórico-cultural faça sentido na prática
escolar, na vida dos professores, gestores, coordenadores pedagógicos e ganhe campo de atuação
significativa na identidade para cada pessoa que é partícipe da comunidade escolar.
Considerando a concepção de criança-sujeito-histórico-cultural o brincar se mostra como
expressão legítima onde se intercruzam múltiplas linguagens reveladas em pensamento e
movimento que exercitam autonomia, argumentação, criação, direitos dentre tantas outras
premissas constituintes do ser criança, articulados em expressão e linguagem e como ação
promotora de aprendizagem.
Nesse sentido, o brincar, como experiência da criança, deve passar pelo crivo do sensorial
das relações travadas e construídas entre os adultos, entre adultos e crianças, entre crianças e
crianças.
As DCNEI (BRASIL, 2010a) estabelecem que as interações e a brincadeira são os eixos
norteadores de práticas promotoras do aprender por meio de situações que efetivamente

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apresentem significado para a criança e ou grupo do qual faz parte. Para tanto as experiências
devem fazer sentido para elas nos contextos que falem e dialoguem sobre o mundo delas, mundo
este do qual o adulto deve se aproximar para conhecer, interagir para que dele também possa
aprender.
Brincar implica estabelecer vinculações entre o plano imaginário e o real, uma vez que a
criança reproduz a realidade ao mesmo tempo que articula com o plano da imaginação. Na
Educação Infantil, no âmbito da escola, cabe ao professor proporcionar experiências ricas e
diversificadas visando a

[...] observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das


crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades
de uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos recursos
afetivos e emocionais que dispõem (BRASIL, 1998c, 28).

As DCNEI (BRASIL, 2010a) enfatizam o direito da criança de viver a infância e de se


desenvolver e destacam a Educação Infantil como o lugar do encontro em que as experiências
acontecerão de modo que, por meio dessas vivências as crianças poderão amadurecer suas
compreensões acerca da vida e do mundo, de si mesmas e do ―outro‖. Paralelo a isso, colocam em
prática ―formas de agir, sentir e pensar‖ (BRASIL, 2010a, p. 93).
É interessante destacar que o brincar não só existe e tem sentido no momento em que a
criança chega à Escola ou à Educação Infantil, o brincar e a brincadeira traduzem e revelam quem
são as crianças, como pensam ou organizam seus pensamentos, o que vivenciam em seu cotidiano
e culturas, bem como revelam suas interações com adultos e seus pares, portanto, este espaço não
é suficiente para abarcar sua abrangência.
É preciso compreender como nos diferentes tempos e culturas se pensou o brincar e o
modo como às concepções foram se reconfigurando e até mesmo se equivocando a partir do
momento que adentraram no espaço escolar.

3.1.4 O Atendimento Especializado como Direito

Quando se trata da criança com deficiências, transtorno global de desenvolvimento ou


superdotação, a educação, há muito tempo envolta em modelos tradicionais de ensino, foi
excludente e contribuiu com posturas discriminatórias ao longo da história; com isso, a criança não

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era integrada à sociedade em que estava inserida, a começar pela escola onde lhe era negado o
direito primordial de todo sujeito: a participação inerente à cidadania.
Não cabe pensar em inclusão tão somente sem que se fomente de modo efetivo a
integração, independente de cada especificidade da criança enquanto sujeito social, cultural, político
e de direitos. Importante ressaltar que todo ser humano possui direitos que lhe são assegurados
legalmente na Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo II.

Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades


estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça,
cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional
ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição (ONU, 1948, n.p.).

Ainda nessa perspectiva do direito, a declaração de Salamanca (UNESCO, 1994),


importante documento norteador da educação inclusiva, declara que a educação é direito de todos,
que todas as crianças com dificuldade de aprendizagem podem ser consideradas com necessidades
educativas e especiais, e que a escola deve se adaptar às necessidades de cada aluno e não o
contrário, cabendo ao ensino o caráter diversificado, cuja realização se dê no espaço comum às
crianças.

As escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas


condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. Devem
acolher crianças com deficiência e crianças bem dotadas; crianças que vivem nas
ruas e que trabalham; crianças de populações distantes ou nômades; crianças de
minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros grupos ou zonas
desfavorecidas ou marginalizadas (BRASIL, 2014b, p. 3).

O referido documento tipifica a educação da criança com deficiência como um direito


humano e universal; vislumbra a especificidade dentro de uma pluralidade, mas, sobretudo, enfoca a
criança como sujeito em sua integridade, com necessidades, mas também com sentimentos,
encantos e pertencimentos sociais e culturais que se refletem nos usos da linguagem, nos aspectos
emocionais, cognitivos e até mesmo nas diferenças existentes entre elas.
No Brasil, a lei nº 13.146/2015 (BRASIL, 2015) assegura a inclusão da pessoa com
deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) e busca promover, em ―condições de igualdade, o
exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua
inclusão social e cidadania‖. Afirma no Art. 27 que a educação é um direito da pessoa com
deficiência e que deve ser assegurado o sistema educacional inclusivo nos

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[...] níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo


desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais,
intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de
aprendizagem (BRASIL, 2015, n.p.).

Outros marcos legais que asseguram a educação inclusiva no país estão expressos na
Constituição Federal (1988), no ECA (1990), a LDB (1996), na Política Nacional para a Integração
da Pessoa Portadora de Deficiência (1999), no PNE (2001), na Convenção Interamericana para
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas com Deficiência (2001) e nas
Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001).
Em se tratando de Educação Especial e Cultura Amazônica é salutar enfocar também os
contextos em que a criança com deficiência é originária: comunidades indígenas, ribeirinhas,
quilombolas, assentadas, extrativistas, pescadoras, caiçaras, acampados, entre outros; ela precisa,
portanto, ser compreendida como um sujeito imerso dentro de suas especificidades sociais e
culturais.
Um exemplo dessa questão na Amazônia é o caso de crianças escalpeladas 16, problema
muito recorrente e que compromete o aprendizado das meninas vitimadas, isso em nível tal que
abarca não apenas problemas físicos, que as impedem de frequentar a escola regularmente, como
também problemas emocionais que afetam a sua autoestima, autoaceitação e interação com o
outro. Essas pessoas ―apresentam sentimentos de menos valia, baixa autoestima e, em alguns
casos, sentem-se desejosas de isolamento e apresentam ideação suicida (VALE, 2007, Apud
ALMEIDA, 2016, p. 68).

As vítimas por escalpelamento, geralmente mulheres, em sua maioria crianças,


quando próximas deste mecanismo e, ao menor descuido, têm seus cabelos
enroscados no eixo e brutalmente arrancados causando graves deformações e
até a morte. As meninas tornam-se pessoas fortemente marcadas em sua
aparência física e, sem exceção, sofrem um trauma psicológico e social,
mostram-se emocionalmente fragilizadas, tristes, ansiosas e por vezes culpadas.
Foco de curiosidades e estranhamento decorrentes do estigma de serem
escalpeladas, as vítimas (ALMEIDA, 2016, p. 16).

16Segundo Franco (2003 Apud Almeida 2016), o escalpelamento consiste no arrancamento parcial ou total do couro
cabeludo, inclusive de orelhas e pálpebras. O acidente acontece em pequenas embarcações motorizadas de forma
rudimentar, onde o motor é adaptado na parte central do barco para não prejudicar a estabilidade do mesmo, sendo que
do motor à hélice estende-se longitudinalmente um eixo que fica totalmente exposto, girando em alta velocidade de
2.500 rotações por minuto e com grande força de tração.

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Há ainda a questão das classes multisseriadas nas comunidades rurais da região


amazônica que demandam estratégias de trabalhos pedagógicos diversificados; esses trabalhos
também devem garantir, de modo efetivo, o acesso e a permanência das crianças portadoras de
deficiências, transtorno global de desenvolvimento ou superdotação na escola. São crianças do
campo, de comunidades rurais que têm uma identidade ligada ao seu lugar, com o quintal, os
ramais, os rios, as estradas, distantes muitas vezes das ―facilidades‖ encontradas nos centros
urbanos, mas com riquezas culturais locais importantes para suas formações, bem como para as
interações com outras culturas.

A inclusão escolar envolve, basicamente, uma mudança de atitude face ao Outro:


que não é mais um, um indivíduo qualquer, com o qual topamos simplesmente na
nossa existência e com o qual convivemos certo tempo, maior ou menor, de
nossas vidas. O Outro é alguém que é essencial para a nossa constituição como
pessoa e dessa Alteridade é que subsistimos, e é dela que emana a justiça, a
garantia da vida compartilhada (MANTOAN, 2004, p. 81).

Importante considerar a especificidade do atendimento especializado a ser direcionado


para a criança, compreendida como sujeito que brinca, toca, olha, descobre, sente, sorri, chora,
deseja e, assim, aprende na poética própria de sua infância.
Quando o olhar, o tocar, o sentir, entre outros, se tornam dificuldades para a
aprendizagem, a educação necessita abrir caminhos para novas possibilidades, seja por meio de
políticas públicas, da formação continuada do professor e, por meio delas, do conhecimento de cada
realidade, de modo a se garantir à criança uma educação como via de cumprimento de justiça
social. É o valor à pessoa que está em comprometimento.
Em consonância com o que postula Vygotsky (1991), valorizar a criança com deficiência é
acreditar, planejar, descobrir e aprender meios para que sejam vivenciadas as suas potencialidades,
tudo o que ela pode vir a conquistar e a ser. Não se pode pensar o atendimento especializado
enquanto trabalho meramente assistencial, mas como via de garantia do direito de aprender, se
desenvolver e de ser criança, com todas as prerrogativas que o termo demanda.
Do exposto, nas cidades ou nos campos da Amazônia paraense há crianças cujos
atendimentos especializados são emergenciais, tanto quanto é imprescindível a qualidade desse
atendimento, o acesso e a permanência exitosa da criança na escola. Pelo exposto a instituição
precisa ser um lugar de descoberta, de interação, de afeto e de superação de dificuldades.

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Como sujeito partícipe desse mundo, merecem que as construções sociais e históricas
sobre infância e deficiência sejam revistas e ultrapassados. Tal como passou o tempo que passem
também as velhas concepções: de educação, de criança, de infância e de deficiência.
Portanto, o trabalho de uma educação inclusiva no contexto da Educação Infantil necessita
levar em conta as peculiaridades e as potencialidades de cada criança sem perder de vista a
brincadeira, a criatividade e a curiosidade, pois delas emergem algo imprescindível para ela: o
protagonismo e autonomia frente ao mundo em que está inserida.

3.1.5 A Relação Família e Escola

A Educação Infantil enquanto primeira etapa da educação básica apresenta uma variação
dos demais níveis de ensino quando apresenta a família como importante articuladora no processo
de aprendizagem das crianças, pois é nesse primeiro momento de suas vidas que elas são
afastadas física e temporariamente de suas relações parentescas.
Afirma-se que esse é o primeiro momento de transição que a criança passa ao ―deixar‖ 17
seu lar para começar a construir seu vínculo com o espaço de educação formal que chamamos de
escola, no caso, de creche ou unidades de Educação Infantil; essa separação não pode em hipótese
nenhuma transformar-se em rompimento, visto que a educação dela deve ser complementar e
articulada com a que é oferecida pelas suas famílias, como destaca a LDB no Art. 29.

A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o


desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos
físico, psicológico, intelectual e social, completando a ação da família e da
comunidade (BRASIL, 1996, n.p.).

À escola cabe o papel de incluir a família no processo de desenvolvimento da criança


frente ao projeto educacional, estimulando e contribuindo assim para que se estabeleça uma relação
de confiança entre os sujeitos e entidades responsáveis pela educação da criança; situação esta
que possibilita ainda que a família participe efetivamente do que se propõe para os cuidados e o
processo de aprendizagem na Educação Infantil e das ações que constam na proposta pedagógica
dos espaços educacionais.

17O uso das aspas se dá pelo fato de a criança na verdade não deixa sua casa, mas a família a leva para o espaço da
escola.

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A Base propõe direitos de aprendizagem de conviver, brincar, participar, explorar,


comunicar, conhecer-se, e esses direitos para serem consolidados devem buscar se pautar nas
experiências de aprendizagem, experiências concretas na vida cotidiana que levam à aprendizagem
da cultura, pelo convívio no espaço coletivo, e a produção de narrativas, individuais e coletivas, por
meio de diferentes linguagens (BRASIL, 2017a).
A relação entre escola e família se mostra fundamental para favorecer a articulação entre
as experiências ora citadas e os saberes que serão aprendidos para garantir o pleno
desenvolvimento da criança, ou seja, o processo de aprendizado se constituirá dentro das interações
sociais, visto que, segundo Vygotsky (1991) a criança é um sujeito histórico que se constitui a partir
de interações e das relações sociais que são estabelecidas desde muito cedo por ela.
Cruz (2016) nos chama a tentar entender as expectativas tanto da escola quanto da família
frente ao processo de aprendizado das crianças, particularmente ao que tange o processo de leitura
e escrita, pois para a autora o entendimento sob as expectativas é fundamental ―[...] para analisar as
convergências e divergências destas com o que é proposto às crianças na Educação Infantil e
estabelecer um diálogo mais profícuo em relação a esse tema‖ (CRUZ, 2016, p. 16).
Nesse contexto de relação exitosa em prol do desenvolvimento biológico, afetivo,
emocional, cultural e social da criança, a escola precisa demonstrar solidez em seus conceitos e
concepções acerca do que defende para a Educação Infantil e isso deve se refletir nos profissionais
que cuidam e educam as crianças, para que assim se legitime, junto à família, que o brincar, o
imaginário, a fantasia, os desejos, os pensamentos, as falas e os movimentos corporais são
importantes e imprescindíveis para processo de aprendizagem.
O diálogo entre família e escola, historicamente se mostrou difícil, pois põe em evidência o
julgamento por parte de cada um desses sujeitos faz um do outro, posto que as reuniões não
facilitem a ―[...] oportunidade de maior conhecimento e troca entre os profissionais da escola e os
familiares das crianças‖ (CRUZ, 2016, p. 22).
Esse mesmo contexto de tensões e conflitos que se interpõe no cotidiano dos espaços
educacionais e envolvem professores e famílias, retrata momentos de cooperação e parceria entre
os mesmos sujeitos que buscam garantir o desenvolvimento integral da criança.
Para a constituição de uma legítima parceria na busca da qualidade do ensino, Paro
(2018) propõe uma perspectiva de participação da família junto à construção de gestão democrática

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de escola, pois assim geraria maiores benefícios para os sujeitos que constituem o espaço escolar e
seu entorno.
O autor nos afirma que ―é possível imaginar um tipo de relação que não consista
simplesmente de uma ‗ajuda‘ gratuita dos pais à escola‖ (PARO, 2018, p. 39), mas a efetiva
participação aos preceitos pedagógicos da instituição na busca de contribuir para a melhoria do
ensino.
Pensar na relação democrática dentro do espaço escolar possibilita refletir que para a
materialidade dessa relação é necessário compreender os problemas que envolvem esse vínculo
família e escola, mensurar acerca dos valores que transitam nessa correlação e avaliar suas
potencialidades.
Uma das principais características levantadas pelo autor ao tratar da relação família e
escola é o afeto constituído junto aos seus alunos, sejam crianças ou adolescentes. Esse afeto se
constituiu como elemento importante no estabelecimento de referência educacional para a família e,
principalmente, na constituição do respeito entre professor e aluno.

Respeito não apenas a sua condição de criança, que deve ser cuidada, protegida
e tratada com carinho, mas também a seu direito de apropriar-se da cultura e de
manifestar-se, sem constrangimentos deletérios, seu pensamento e sua emoção.
O afeto supõe empatia e compromisso do educador com o educando, com a
preocupação de reforçar a condição de sujeito deste, estabelecendo uma relação
humana que não seja fria e exterior, ocupada apenas em oferecer conhecimento
para serem apreendidos, mas sim calorosa e cúmplice da própria formação de
personalidade do educando (PARO, 2007, p. 52).

O autor revela ainda que é importante compreender esse afeto não no sentido piegas, de
―autoajuda‖ ao professor, mas entender o afeto de forma a auxiliá-lo no melhor desenvolvimento das
suas atividades de ensino junto às suas crianças e/ou adolescentes.
Ao discorrer sobre a relação família e escola, esta necessita compreender e acolher a
organização familiar que historicamente vem se constituindo, particularmente as do século XXI e,
ainda considerar que as crianças são sujeitos históricos pertencentes a etnias e a povos diversos, de
culturas diferenciadas.
Nesse sentido, ao propor maior interação entre família e a escola na busca de estabelecer
uma relação mais forte e constante, essa relação deve estar pautada acima de tudo no respeito, na
superação de preconceitos ou de estigmas evitando dissabor e dor às crianças que pertencem a
diferentes famílias que hoje constituem a sociedade brasileira.

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3.1.6 Formação do Professor da Educação Infantil

Ao tratar sobre a formação docente, Imbernón afirma que a profissão se desenvolve,


dentre diversos fatores: o ―salário, a demanda do mercado de trabalho, o clima de trabalho nas
escolas em que é exercida, a promoção na profissão (...), pela formação permanente que essa
pessoa realiza ao longo de sua vida profissional‖ (IMBERNÓN, 2002, p. 42).
Desse modo, é importante vislumbrar a formação do professor de Educação Infantil como
preparações de sujeitos capazes de pensar e agir para construir a sociedade, uma vez que lidam
com outros sujeitos em formação.
A lei 9.394/96, no título V, capítulo II, seção II, Art. 29 considera a Educação Infantil como
etapa importante da educação, cuja finalidade é o desenvolvimento integral da criança de zero a
cinco anos de idade. A formação do professor é imprescindível para o alcance da qualidade da
educação, conforme Art. 62.

A formação de docente para atuar na Educação Básica far-se-á em nível


superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e
institutos superiores de educação, admitida como formação mínima para o
exercício do magistério na Educação Infantil e nas quatro primeiras séries do
Ensino Fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal
(BRASIL, 1996, n.p.).

Como se observa no disposto, a Educação Infantil requer uma formação profissional


complexa tal como o é o público a quem é dirigida. A esse respeito, o Referencial Curricular
Nacional de Educação Infantil (RCNEI) ressalta práticas pedagógicas que possibilitem a autonomia
da criança, desenvolva suas potencialidades, criatividade, que a induza a descobertas de tal modo
que seja ela própria a construtora de sua persona, de sua cidadania:

[...] o professor deve conhecer e considerar as singularidades das crianças de


diferentes idades, assim como a diversidade de hábitos, costumes, valores,
crenças, etnias etc. das crianças com as quais trabalha respeitando suas
diferenças e ampliando suas pautas de socialização. Nessa perspectiva, o
professor é mediador entre as crianças e os objetos de conhecimento [...]. Na
instituição de educação infantil o professor constitui-se, portanto, no parceiro mais
experiente, por excelência, cuja função é propiciar e garantir um ambiente rico,
prazeroso, saudável e não discriminatório de experiências educativas e sociais
variadas (BRASIL, 1998c, p. 30).

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A Educação Infantil não se trata de uma fase de educação que vislumbre a criança como
um ser humano à parte da sociedade, incapaz, mas um que possui importância na medida em que
constrói o mundo a partir de seu próprio mundo de significados e de representações, de si e dos
outros em processos dialéticos.
Assim como compreender esse processo é salutar para uma Educação Infantil de
qualidade, só é possível fazê-lo por meio da formação inicial e continuada do professor. É ele que,
conhecendo a legislação, tendo os suportes teóricos específicos e conciliando teoria e prática, terá
condições para agir como mediador, entre o que o aluno é e o que ele poderá ser, ou seja, atuando
na zona de desenvolvimento proximal, poderá colaborar para o alcance das potencialidades dos
alunos (VYGOTSKY, 1991).
O mundo infantil deve ser, portanto, encarado de modo cultural, compreendendo o saber e
o vir saber por intermédio das práticas: sentir, perceber, tocar, agir, modificar, descobrir, imitar e
criar, recorrendo às múltiplas linguagens.
A formação do professor de Educação Infantil possui, como todas as outras, uma
responsabilidade social, mas, sobretudo, um compromisso com a infância para além da visão
romantizada de outrora.
O professor não pode ser confundido apenas como cuidador, mas como aquele que educa
e cuida nessa rotina escolar da criança – como um gestor da aprendizagem do aluno; assim, na
relação entre escola e família, cabe a cooperação para suprir as necessidades educacionais da
criança.
Não obstante, no mundo globalizado e tomado cada vez mais pelo avanço da tecnologia,
do computador, da internet, as relações entre as pessoas têm se modificado, dissolvendo vínculos
afetivos e não comportando o bombardeio de informações que a criança também vivencia. Sobre
essas ameaças à infância, Kramer (1999) destaca a urgência de se resistir a uma sociedade
construída para reproduzir uma lógica capitalista que desumaniza o ser humano.
Por isso, cabe a formação do professor atentar para essa resistência, fazendo do trabalho
com o movimento, a música, as artes visuais, a linguagem oral e escrita, estudos da natureza e
sociedade e da matemática meios para a construção do cidadão desde a infância. Dessa maneira, a
formação expande o percurso e a postura de um profissional atento, atualizado com as mudanças
operantes no mundo em que a criança está inserida e, assim, no mundo dela.

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A formação do professor também é responsável pela construção de sua identidade


individual enquanto profissional, assim como coletiva a partir do momento em que o educador se vê
parte do sistema, de uma educação e de uma sociedade que se almeja democratizante. Tal
formação assume uma maior especificidade quando atrelada à Educação Infantil, primeira etapa da
educação escolar da criança.
Assim, importa saber que concepções de infância serão consideradas, coadunadas às
teorias e postas em práticas, cabendo ao professor no âmbito de sua formação desenvolver o senso
crítico para ―desobedecer‖ a sistemas e práticas tradicionais que limitam e amputam da criança a
sua criatividade.

A prática da educação começa pela desobediência e pelo desrespeito. Entenda-


se bem essa desobediência e esse desrespeito, para o leitor não se equivocar. É
preciso ser desrespeitoso, inicialmente, consigo mesmo, com a pretensa imagem
do homem educado, do sábio ou mestre. E é preciso desrespeitar também esses
monumentos da pedagogia, da teoria da educação, não porque não sejam
monumentos, mas porque é praticando o desrespeito a eles que descobrimos o
que neles podemos amar e o que devemos neles odiar (GADOTTI, 2004, p. 71).

Nessa perspectiva, toda formação deve ultrapassar o mero repasse de conteúdos e listas
teóricas, ela deve deixar claro ao professor que cabe a ele o pensamento crítico, a compreensão de
que mesmo a sua formação não deve engessa-lo, antes, instigá-lo a considerar os diversos saberes
e vivencias em prol de sua práxis pedagógica.
Se assim realizado, somado a afetividade inerente à relação com a criança e com o brincar
como instrumento de mediação de saberes, poderá se dizer que a formação do professor de
Educação Infantil está de fato cumprindo o papel que lhe é apropriado.

3.1.7 Registro de Práticas

A prática de registrar nos leva a observar, a comparar, a selecionar, a


estabelecer relação entre fatos e coisas [...] tal experiência formadora poderia
ser feita, com nível de exigência adequado à idade das crianças, entre aquelas
que ainda não escrevem. Pedir-lhes que falassem de como estão sentindo o
andamento de seus dias na escola lhes possibilitaria engajar-se numa prática de
educação dos sentidos. Exigiria delas a atenção, a observação, a seleção de
fatos. Por outro lado, desenvolveríamos com isto também a sua oralidade que,
guardando em si a etapa seguinte, a da escrita, jamais dela se deve dicotomizar
(FREIRE, 2012, p. 157-158, grifo nosso).

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A citação que abre este item trata da formação de leitores e escritores. Ela é provocativa e
ao mesmo tempo intencional porque suscita ao educador uma análise de sua relação com essas
práticas e de como ele interage com as mesmas levando em consideração sua relação com a
docência com crianças.
A primeira questão que se deve fazer ao penetrar nessa temática é: como ―está se dando‖
a relação com a escrita e com a leitura ao longo da formação humana? A resposta a essa indagação
sobre a importância e o papel do registro de práticas na educação e compreender o expressivo
leque de possibilidades que direcionam para diferentes campos de análise e atuação do educador.
Em sentido lato o registro escrito exige que se tenha uma base de formação crítica para
que se compreenda trajetória da história da educação no Brasil. Os registros dessas práticas se
materializam tanto ao nível do discurso oral quanto da produção escrita e obtêm como produto final
artigos, leis, decretos entre outras bases legais que orientam e salvaguardam a educação como
direito.
Em estrito sentido o ato de registrar convida o educador a ter um olhar mais sensível,
estrito e pormenorizado na sua atuação, nos seus territórios de ação, e vão delineando sua
trajetória, sua identidade como cidadão e profissional. Nesse sentido, o registro de práticas perpassa
por uma captação do real em ações objetivamente observáveis e desafia a perceber o imperceptível
que se esconde nas emoções, nas reações e nos sentimentos tanto do educador quanto dos
educandos.
Essas pequenas sutilezas precisam fazer parte da vida do educador e de sua intimidade,
para que se possa captá-las é preciso aproximar de maneira prazerosa do ato de ler e do ato de
escrever, conhecer onde se manifestam e quais as funções sociais que exercem. Assim, pouco a
pouco se descobrirá que o prazer em ler e o prazer em escrever residem no ato significativo.
No âmbito deste documento, destaca-se o registro escrito, mas é necessário se ter
clareza de que a leitura também não está desvinculada do registro das práticas pedagógicas. O
perfil do educador como leitor irá contribuir para que ele possa ser bom escritor dedicar-se a ler com
prazer e escrever, utilizando a escrita como ferramenta de expressão, de linguagem fá-lo-á
compreender melhor o mundo e dará mais sentido ao registro de suas práticas.
O exercício sistemático do registro escrito nos ensina que se pode aproximar mais
daquilo que somos e fazemos, faz-nos conhecer melhor as crianças, observar a prática com mais
sensibilidade e ter mais domínio sobre as intervenções que devam ser realizadas.

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Para além da pura observação dos fatos, o registro das práticas pedagógicas deve ter por
essência a reflexão do vivido. Dialogar com as práticas requer que se evidenciem indicadores
positivos que busquem a qualidade a partir do melhor que os educandos já têm para que se possam
refazer processos, reconstruindo e vislumbrando novas ações e etapas no processo de
aprendizagem.
É preciso detectar as fragilidades para que todos alcancem a aprendizagem, acreditar que
todas as crianças são potencialmente capazes e ocupam lugares diferentes de acordo com cada
nível de aprendizagem.
Afinar o olhar entre as dimensões discutidas anteriormente dará ao professor a
possibilidade de se aproximar mais de si mesmo como pessoa e profissional e, ao mesmo tempo,
possibilitará que sua relação com a docência e com os educandos se dê de forma mais satisfatória.
O resultado dessa atitude que envolve inter-relações múltiplas entre eu-eu, eu-outro e eu-
conhecimento provocará transformações dos sujeitos envolvidos, ou seja, educadores e educandos
sofrerão mudanças a partir da relação com o saber.
 O registro: por quê? para quê?
Quando bem compreendido, problematizado e utilizado, o registro de práticas assume um
caráter formador, identitário e promotor do desenvolvimento tanto do professor quanto das crianças,
portanto, é interessante que a concepção do registro perpasse por três eixos preliminares a saber:
Eixo da compreensão – compreendê-lo como instrumento emancipador que possibilita
perceber a intencionalidade educativa aplicada à prática pedagógica do que se propõe para a
educação infantil; Eixo da utilização – utilizá-lo como instrumento reflexivo-crítico das práticas e do
processo de desenvolvimento das crianças, permitindo assim que as narrativas escritas ao
tornarem-se públicas possam ser passíveis de dúvidas, (in)certezas, reflexões e de intervenções; e
Eixo das inter-relações – percebê-lo a partir das relações e inter-relações que estão para além da
sala de aula o qual envolvem uma perspectiva dialética, pois no registro considerar-se-á que o
conhecimento adquirido pela criança envolve as experiências e aprendizagens vivenciadas mundo
afora, dando sentido ao que se propõe dentro das instituições escolares.
Ao discorrer sobre registro é necessário atentar-se às relações individuais e coletivas que
deverão ser estabelecidas para a estruturação do referido documento considerando as ações que
irão demandar essa organização, e ainda, entender a finalidade de tais registros.
 Relações individuais e coletivas

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O processo do (eu) formador-educador se intercruza com o processo de formação das


identidades nele constituídas. Desse modo o eu profissional e o eu pessoal são indissociáveis, numa
relação que Nóvoa chama de relação de dependência das quais se destacam: as opções
pedagógicas feitas, o modo como se dirige às crianças, a maneira como as escuta e dá sentido aos
seus desejos de aprender, como dispor a mobília da sala e a dificuldade que se tem em assumir
novas práticas e posturas, tudo isso está intrinsicamente relacionado, sendo assim ―impossível
separar o eu profissional do eu pessoal‖ (NÓVOA, 2000, p. 17).
Nesse sentido, o registro não pode ser reduzido a uma ação isolada e solitária do
professor, mas necessita ser problematizado na complexidade do coletivo, com a pluralidade e a
diversidade de contextos para, a partir daí, compreender melhor os processos individuais.
Sendo assim é importante trazer à tona o sentido de ―registrar a prática‖, que significa:
―estudar a aula, refletir sobre o trabalho e abrir-se ao processo de formação‖ (FREIRE, 1996 apud
MARQUES, 2010, p. 99); materializar esse caminho é possível a partir de uma escrita que combina
elementos da fala (palavra) e do pensamento.

A experiência docente é espaço gerador e produtor de conhecimento, mas isso


não é possível sem uma sistematização que passa por uma postura crítica do
educador sobre as próprias experiências. Refletir sobre os conteúdos
trabalhados, as maneiras como se trabalha, a postura frente aos educandos,
frente ao sistema social, político, econômico, cultural é fundamental para se
chegar à produção de um saber fundado na experiência. Deste modo o
conhecimento que o educador ―transmite‖ aos educandos não é somente aquele
produzido por especialistas deste ou daquele campo específico de conhecimento,
mas ele próprio se torna um especialista do fazer (teórico-prático-teórico)
(GHEDIN; PIMENTA 2010, p. 135).

Escrever ou registrar as práticas da Educação Infantil significa sair do estado letárgico da


―mesmice‖ do ato mecânico, não refletido, se traduz no afastamento da produção em larga escala
das atividades xerocopiadas, do treino, das carteiras enfileiradas, de tantas práticas não
questionadas e que atravessam os séculos dentro das escolas e ocupam lugar no pensamento das
pessoas e dos profissionais. É dar espaço para o protagonismo e a autoria dos envolvidos no
processo.
Nessa perspectiva, Freire (2008) ajuda a pensar alguns caminhos na construção do
registro e elenca algumas operações mentais que podem ser exercitadas pelo professor em seu
cotidiano para pensar melhor a prática e a própria realidade cotidiana.

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A título de exemplo se imaginam vários acontecimentos ocorridos em um encontro de quatro


horas com crianças no espaço da Educação Infantil. Para a produção do registro é necessário:
comparar, classificar, sistematizar e interpretar esses acontecimentos. Cada uma dessas ações
gerarão produtos, que FREIRE (2008) chama de produtos da ação mental, conforme quadro a
seguir:

AÇÕES MENTAIS
COMPARAR CLASSIFICAR SISTEMATIZAR INTERPRETAR
Exercita-se a leitura de
Observa-se o que é Organiza-se em categorias
significados que atribuo às
relevante objetos, ideias e acontecimentos
ideias e à realidade

Identificam-se
semelhanças e Extrai-se a essência
diferenças Colocam-se em ordem as das ideias sem omitir
fatos importantes Interpreta-se e levanto
Destacam-se experiências de acordo com
hipóteses sobre as
elementos critérios que estabeleço como
experiências vividas
significativos
Seleciona-se o que é
importante
Fonte: Freire, 2008, p. 50-51.

O quadro expõe algumas ações pensadas para o exercício do pensamento; essas ações
em conjunto e intercruzadas gerarão o que a autora chama de sujeito-autor, sujeito do
conhecimento.
O pensamento em ação materializado na escrita possibilita que o professor reveja suas
ações, reavalie os próximos passos e etapas de seu planejamento e efetivamente se veja como
autor intelectual e transformador de sua realidade gerando também possibilidades para as
humanidades que com ele interagem.
Escrever ou registrar práticas da Educação Infantil significa que não se tenha que fazer
exatamente as mesmas coisas simplesmente porque se atua com o mesmo grupo etário, por
exemplo. Cada grupo de criança traz consigo um mundo particular, único e independente; essas
características, quando bem dialogadas em forma de registro personificam, as práticas, dão voz e
vez às crianças e ao seu processo de desenvolvimento, engrandecem a profissão do professor e
amadurecem sua intelectualidade como profissional.

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Sem dúvida o ato de escrever envolve uma relação intima com a curiosidade e o
questionamento, com a leitura, oralidade e a espontaneidade do pensamento. Não existem roteiros,
receitas, ou manuais que possam nos ensinar a escrever. Este talvez seja o maior desafio de refletir
sobre a prática do registro nos convidando a agir.

3.1.8 Organização dos Espaços, Materiais e Tempos

A trajetória histórica da Educação Infantil no Brasil foi sendo construída, entre outros
aspectos, pelo assistencialismo, pelo descaso das políticas públicas, pela omissão de direitos, pela
cisão entre o cuidar e o educar e pela separação entre ricos e pobres (BRASIL, 2013a).
As concepções que constituíram esses fatos e que estão atrelados a eles têm raízes
profundas que atravessam o tempo e persistem até hoje; atingem e colaboram na produção das
concepções que povoam as mentalidades e os cenários educativos do século XXI.
E o que isso tem a ver com a organização dos espaços, materiais e tempos da Educação
Infantil? As velhas concepções atingem em cheio a temática que dá título a esse tema porque
muitos ainda concebem o espaço como algo secundarizado, inerte, estéril ou que pouco contribuiu
para a qualidade do atendimento.
Olhando com um pouco mais de cautela se pode verificar que o espaço isoladamente
talvez não nos remeta a relações mais significativas com os processos educativos estabelecidos
com as crianças e as infâncias, porém se o vincular ao tempo que é histórico e estabelece uma
íntima relação com a produção cultural de materiais far-se-á uma ligação mais profícua entre a
trilogia espaço-tempo-materiais.
Dessa forma se oferecer às crianças materiais atrativos para que elas criem e recriem
possibilidades de uso, têm-se grandes chances de provocar significativas aprendizagens e com um
pouco mais de diálogo, estudo e pesquisa pode se estar auxiliando as crianças a transformarem o
movimento de suas vidas. A isto se dá o nome de desenvolvimento.

A criança mobiliza-se em uma atividade, quando investe nela, quando faz uso de
si mesma como de um recurso, quando é posta em movimento por móbeis que
remetem a um desejo, um sentido, um valor. A atividade possui, então, uma
dinâmica interna. Não se deve esquecer, entretanto, que essa dinâmica supõe
uma troca com o mundo, onde a criança encontra metas desejáveis, meios de
ação e outros recursos que não ela mesma (CHARLOT, 2000, p. 55).

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O autor chama atenção sobre a relação das crianças com o movimento. Atitude própria e
inerente ao ser criança e vivente no mundo. O mundo é o espaço mediador, cenário provocador de
novas e sempre desafiadoras possibilidades.
Nesse cenário o professor é o sujeito histórico cultural que, consciente dessas
possibilidades e cronologicamente detentor de uma maior experiência cultural e histórica suscita
possibilita o contato com novos espaços e materiais em situações que precisam ser estimuladoras.
Isso não quer dizer, no entanto, que o professor está sempre a controlar tudo, como se
assumisse ser o senhor do tempo para ditar quando e como se deve iniciar e parar as coisas. O
professor sutilmente deve atentar-se e buscar intimidade com as crianças e com as relações de
significância que elas fazem com os objetos, pessoas e situações. Ele deve ver, ouvir, perceber, o
que as crianças dizem como se deslocam no espaço, como dão vida aos materiais e o modo como
os ressignificam, como estabelecem relações com pessoas situações, objetos, elementos da
natureza. Sobre o que conversam o que imaginam e sentem.
Dessa forma, o espaço deve oferecer materiais acessíveis e interessantes para o olhar
das crianças, tornando-se local aprazível e acolhedor da intimidade do ser criança, sendo que
intimidade não quer dizer que lá só haja lugar para o que é ―conhecido‖. É necessário que as
crianças estejam em contato com novos e inusitados materiais que lhes proporcionem exploração e
surpresas, como caixas, carreteis, pedaços de madeiras, tronco de árvores, folhas secas, tendas,
são inúmeras as possibilidades de materiais que podem colaborar para que o espaço vá se
transformando em lugar.

O espaço se projeta ou se imagina; o lugar se constrói. Constrói-se a partir do


fluir da vida, das relações que ali são travadas e a partir do espaço como suporte;
o espaço, portanto, está sempre disponível e disposto para converter-se em
lugar, para ser construído (AGOSTINHO, 2003, p. 1).

Essa forma de ver o espaço, revelada pela autora, convida-nos a rever nossas posturas e
o modo como as práticas são conduzidas e reproduzidas no espaço escolar; as próprias DCNEI
(BRASIL, 2010a), em seu Art. 8º § 1º, chama atenção para alguns aspectos relacionados aos
objetivos da proposta pedagógica no que tange à organização de materiais, espaços e tempos e
chama atenção dentre outros fatores em assegurar a integralidade, e indissociabilidade entre o
cuidar e o educar, o reconhecimento das especificidades que orientam o desenvolvimento das
crianças, a mobilidade nos espaços, além da acessibilidade de espaços, materiais objetos,

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brinquedos, para crianças com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas


habilidades/superdotação e apropriação, reconhecimento e valorização das múltiplas culturas que
contribuíram para a formação do povo brasileiro (BRASIL, 2010a).
Como se pode perceber, os espaços, tempos e materiais devem ser pensados no
contexto da Educação Infantil de forma lúdica dando oportunidade para que as crianças possam
exercitar sua criatividade, exploração e descobertas.

O espaço ele não é só um pano de fundo para as aprendizagens. O espaço


interfere diretamente na aprendizagem das crianças, ele é inclusive entendido,
em algumas experiências educacionais, como interlocutor, como educador,
inclusive, porque ele desafia, porque ele instiga as crianças à exploração, ao
movimento, a produção de linguagens (GUIMARÃES, 2010, n.p.).

Perceber o espaço como algo vivo e que dialoga com o processo educacional é entendê-
lo como interlocutor; da mesma forma, pensar em estratégias que possam fazer com que a
curiosidade e a criatividade das crianças estejam sempre sendo estimuladas por esse ambiente é
criar possibilidades novas e imprevisíveis para que elas se desenvolvam com qualidade e prazer.
Na maioria das vezes o que se observa em nossas práticas com a Educação Infantil é que
o professor ainda está preso às velhas práticas promovendo, quase sempre, atividades repetidas e
que priorizam grandes grupos de mesma faixa etária; todos fazem ao mesmo tempo as mesmas
coisas limitando rotinas e metodologias, fixando procedimentos e cerceando possibilidades de
crescimento humano-intelectual o que é mais comprometedor ainda.
Alargar o olhar para repensar a organização do espaço requer uma mudança ampla nos
caminhos da escola, mudança esta que deve partir de um movimento coletivo da escola e não
apenas de mentes que pensam de forma isolada.
O espaço deve proporcionar além do acesso e disponibilidade de objetos de diferentes
formas, texturas e tamanhos, promover a interação entre as crianças, não só de mesma faixa etária,
mas também de faixas etárias diferentes de modo que semanalmente as crianças possam interagir
em grupos diferentes dos que aqueles estabelecidos em sua turma de origem.
Vale ressaltar que todas as reflexões aqui feitas devem estar em consonância com a
proposta pedagógica curricular da instituição enquanto projeto pedagógico maior que rege e dá
direção às intervenções estabelecidas sem deixar de problematizar em sua constituição a complexa
relação histórica, política, social, econômica e cultural das relações humanas imbricadas. O modo

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como as concepções de criança e infância dialogam promoverá ou não a interação entre crianças-
ambientes e aprendizagens (OLIVEIRA, 2012).
Para a autora, a construção de ambiente de convivência e aprendizagem na Educação
Infantil necessita ser analisada sob a perspectiva de diferentes dimensões que precisam dialogar
entre si para ultrapassar uma lógica limitada que nos conduz ao olhar ingênuo de que o espaço está
restrito apenas ao aspecto espacial, mas se amplia em outras direções envolvendo:
a) Dimensão interacional – diferentes perspectivas de interação entre crianças de
diferentes faixas etárias e destas com adultos;
b) Dimensão física – considera o espaço como elemento educador. Assume, portanto
perspectiva de assegurar, estimular, renovar e planejar sempre novas formas de estabelecer formas
diversas de organização; por isso ele precisa ser pensado inclusive pelas próprias crianças. Exigirá
do professor também um olhar sensível para perceber que ali naquele espaço elas se sentem
melhor do que o espaço originalmente pensado pelo professor, por exemplo;
c) Dimensão temporal – implica considerar a qualidade do tempo vivido pelas crianças na
instituição. O que Arroyo (2001) denomina ―direitos a tempos-espaços de um justo e digno viver‖;
implica tornar o tempo produtivo, com etapas distintas e sempre renovadas; isso também implica
protagonizar o olhar das crianças em relação à ordem estabelecida para as atividades e ao tempo
de duração de cada uma delas.
d) Dimensão funcional – considera a real função e significado dos espaços e suas
possibilidades. Estão de fato a serviço das crianças? Contemplam na prática suas necessidades de
segurança, mobilidade, descanso, alimentação, criação e exploração? Podem contemplar mais de
uma função de acordo com a motivação e ideias socializadas por professores e crianças? Estas são
algumas perguntas que podemos nos fazer como profissionais, mas podem ser feitas às crianças de
modo a saber como estão se sentindo naquele ambiente e quais suas impressões sobre eles.
Essas dimensões ajudam a pensar um pouco mais sobre o espaço como partícipe do
processo de aprendizagem no sentido de ser entendido como comunicador e termômetro para os
índices de qualidade no ambiente escolar.
Sempre lembrando que, para além do espaço físico e das estruturas aparentemente
rígidas em que convencionalmente se entende o tempo e os materiais, existe a humanidade que
reside em cada criança, as interações subjetivas que superam e burlam a lógica que se pensa deter

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e a complexidade da existência humana que busca incessantemente mudanças e transformações.


Se a educação não se der nesse movimento, não é de fato educação.

3.1.9 Organização Curricular da Educação Infantil: Campos de Experiências

O documento curricular do estado do Pará apresenta como concepção de organização do


conhecimento os eixos estruturantes, tal qual são apresentados pelas DCNEI (BRASIL, 2010a) e
pela própria BNCC (BRASIL, 2017a), estes se configuram como campos temáticos amplos e
privilegiados, capazes de mobilizar conhecimentos/conteúdos eleitos na escola e tratados
cientificamente, no confronto com saberes produzidos historicamente e reelaborados por homens e
mulheres.
Os eixos estruturantes são os que baseiam a concepção tanto da Educação Infantil como
do Ensino Fundamental, na proposta do Pará, no entanto, considerando as especificidades da
Educação Infantil, os eixos estruturantes, já manifesto dentro das legislações que discorrem acerca
dessa etapa de ensino, e que subsidiam as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, são
as interações e as brincadeiras.
Enquanto eixo estruturante, as interações estão diretamente relacionadas com o processo
de desenvolvimento do sujeito criança enquanto um ser social, pois a aprendizagem não acontece
de maneira isolada, mas na relação com outro em que se combinam o social e o cultural (Vygotsky,
1998). O autor afirma ainda que o desenvolvimento da criança se constitui inicialmente na
perspectiva interpsicológica, ou seja, na relação entre sujeitos, posteriormente na perspectiva
intrapsicológica, que diz respeito ao desenvolvimento interior da criança.
As interações se mostram em harmonia com o eixo estruturante da brincadeira, pois esta
se promove na interação entre os sujeitos e com o mundo. A brincadeira instiga naturalmente o
desenvolvimento da criança, possibilitando inúmeros benefícios na constituição desse sujeito, visto
que o brincar se relaciona essencialmente com o processo de ensino e aprendizagem da criança,
essa relação do brincar com a aprendizagem se confirma quando se afirma que a ―essência do
brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção
visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais‖ (VYGOTSKY, 1998, p.137).
Segundo a BNCC (BRASIL, 2017a), os eixos estruturantes da Educação Infantil
asseguram os direitos de aprendizagem das crianças de conviver, brincar, participar, explorar,

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expressar-se e conhecer-se. Esses direitos estão manifestos na proposta de Educação Infantil do


Pará integrados a todas as aprendizagens a serem vivenciadas pelos bebês, pelas crianças bem
pequenas e pelas crianças pequenas.
Já os eixos estruturantes elencados para o Ensino Fundamental se constituem em
temáticas, como descritas a seguir: ―Espaço/tempo e suas Transformações‖; ―Linguagem e suas
Formas Comunicativas‖; ―Valores à Vida Social‖ e por fim, ―Cultura e Identidade‖; no entanto, cabe
ressaltar que os eixos estruturantes que definem os objetivos de aprendizagem do ensino
fundamental estão interligados com os campos de experiência da Educação Infantil, no que
concerne principalmente a concepção de sujeito histórico disposto no documento curricular do Pará.
Primeiramente, importante explicar o que são os campos de experiência afim de que
posteriormente se esclareça a conexão estabelecida entre os campos de experiência da Educação
Infantil e eixos norteadores do ensino fundamental. De modo geral e segundo a BNCC (BRASIL,
2017a), os campos de experiências estão baseados no que propõe as DCNEI, no que concerne aos
saberes e conhecimentos essenciais para o aprendizado da criança, associado às suas experiências
que tem o currículo como o

Conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das


crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico,
ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento
integral de crianças de 0 a 5 anos de idade (BRASIL, 2010a, p. 12).

Os campos de experiência estão diretamente associados aos direitos de aprendizagem, os


quais explicitam como as crianças são estimuladas ao processo do aprender, mas há que se
ponderar que as experiências são diferentes para os bebês, as crianças bem pequenas e para
crianças pequenas.

é possível observar e denominar o movimento que as crianças realizam desde


suas primeiras investigações no e de mundo, compondo o seu percurso curricular
na simultaneidade que constitui a sua história de vida. [...] Não é a idade que
determina saberes e conhecimentos a serem apreendidos. É do percurso
histórico da experiência no mundo e com o mundo, na temporalidade das
intenções com as coisas e com os outros, que emerge a compreensão de
distintos mundos (BARBOSA; RICHTER, 2015, p. 192).

Frente ao que as autoras apresentam do percurso histórico da criança no mundo e com o


mundo, destacamos a importância da organização dos espaços, materiais e tempos que são

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destinados às crianças da Educação Infantil, pois é nessa (re)organização que as experiências vão
oportunizar significados diferenciados de aprendizado; nesse sentido, cabe destacar

[...] a importância de refletir sobre os campos de experiência no contexto da


educação infantil e sua contribuição no processo de construção dos
conhecimentos a partir de um processo educativo que considere as trocas entre
as crianças e entre adultos e crianças (FINCO, 2015, p. 235).

Pensar num documento curricular que compreenda a contribuição dos campos de


experiência para o desenvolvimento da criança, enquanto organização curricular para a Educação
Infantil do estado do Pará é considerar que as aprendizagens significativas se manifestam no dia a
dia e nos diferentes espaços de convivência do sujeito.
Nesse sentido, e em consonância com o que foi proposto pela BNCC, o estado do Pará
manteve os cinco campos de experiência: ―O eu, o outro e o nós‖; ―Corpo, gestos e movimentos‖;
―Traços, sons, cores e formas‖; ―Escuta, fala, pensamento e imaginação‖; ―Espaços, tempos,
quantidades, relações e transformações‖, dos quais se conectam com os eixos estruturantes do
Ensino Fundamental18.

1. O EU, O OUTRO E O NÓS


O primeiro campo de experiência: define a importância do se perceber em sua
individualidade, suas características, emoções e sensações, os cuidados pessoais. Nele ainda é
informado sobre o processo de interação com outras crianças e com os adultos, destacando a
percepção da criança se relacionar afetiva e respeitosamente com o outro, compreendendo as
diferentes culturas, costumes e as diferentes funções cumpridas pelos sujeitos.
Na interligação com o Ensino Fundamental, o campo de experiência ―O eu, o outro e o
nós‖ está particularmente relacionado ao eixo estruturante ―Valores à Vida Social‖, pois nesse eixo
se manifestam os valores que constituem a sociedade por meio das relações sociais, em outros
termos, da interação entre os sujeitos.

2. CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS

18Os eixos estruturantes do ensino fundamental podem ser estudados no item que discorre especificamente acerca
deles.

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Este campo de experiência traduz o corpo como estrutura física não só da criança como
ser vivo, uma estrutura que possui habilidades importantes e necessárias para o desenvolvimento da
aprendizagem, pois é na corporeidade que a exploração do mundo e das coisas se efetiva, seja por
meio ―dos sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos‖
(BRASIL, 2017a, p. 38).
O pleno desenvolvimento da criança se legitima a partir dos gestos e movimentos que ela
apresenta em sua rotina, pois o corpo é por excelência um instrumento de comunicação e
emancipação da criança. Elas conhecem e reconhecem as sensações e funções de seu corpo [...]
identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência
sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física (BRASIL, 2017a, p. 39).
Na interligação com o ensino fundamental, o campo de experiência ―Corpo, gestos e
movimentos‖ está diretamente relacionado ao eixo estruturante ―Linguagem e suas Formas
Comunicativas‖, visto que nesse eixo a linguagem é fator essencial para o desenvolvimento humano
na forma de comunicação, pois serve para expor sentimentos, emoções e informações verbais,
corporais, artísticas e dos sonidos.

3. TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS


Este campo de experiência discorre da importância de promover o convívio da criança com
diversas manifestações artísticas, culturais e científicas; regionais ou globais objetivando explorar o
senso estético, pela sensibilidade e curiosidade da criança.
Destaca-se também pela pertinência em ampliar o repertório cultural da criança
diversificando o conhecimento acerca das culturas existentes, seja indígena, quilombola, ribeirinha,
rural, urbana, africanas, europeias, asiáticas ou americanas.
Nesse campo se indica que as interações com as culturas citadas podem ser expressas
para e pela criança por meio de ―diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais
(pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre
outras‖. (BRASIL, 2017a, p. 39).
Na interligação com o Ensino Fundamental, o campo de experiência ―Traços, sons, cores e
formas‖ está relacionado com o eixo estruturante ―Cultura e Identidade‖, visto que esse eixo
apresenta como indicativo o entendimento e interpretação das identidades que compõem as
diversas culturas, ressaltando as relações sociais, dos sujeitos com o mundo.

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4. ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO


Este campo de experiência menciona que as interações vivenciadas pela criança desde
que são bebês, possibilitam situações comunicativas presentes em seus cotidianos que se
apresentam, nos movimentos de seus corpos, choro, balbucio, sorrisos, gargalhadas, olhares e que
com o crescimento delas possibilitam ampliar e melhor desenvolver suas habilidades de
comunicação.
Menciona ainda, que atenção e curiosidade com a cultura escrita também se apresentam
na vida dos pequenos desde que são bebês, devendo ser estimuladas pelas instituições de
Educação Infantil para que a criança sinta prazer e familiaridade com o mundo da leitura e da
escrita.
Esse campo também informa que a escuta, a fala, o pensamento e a imaginação são
aguçados quando a criança mantém contato regular com a literatura infantil, as histórias, cordéis,
músicas, poemas, fábulas que contribuem para o seu desenvolvimento afetivo, social e cognitivo.
Na interligação com o Ensino Fundamental, o campo de experiência ―Escuta, fala,
pensamento e imaginação‖, assim como o campo ―Corpo, gestos e movimentos‖ está diretamente
relacionado ao eixo estruturante ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖, pois escutar, falar,
pensar e imaginar são ações que se justificam pela interação e comunicação entre os sujeitos.

5. ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES


O último campo de experiência entende que por serem sujeitos históricos que se
constituem em universos variados, essa posição histórica e geográfica contribui para que a criança
se perceba dentro de espaços diversos (rua, bairro, cidade, país, estado) e diferentes tempos (dia e
noite, ontem, hoje e amanhã); e ainda, por apresentar a curiosidade como característica peculiar de
criança, ela tende a querer entender esse mundo da qual faz parte, suas transformações, os
fenômenos que o modificam, os sujeitos e os seres que habitam o planeta, e as relações que se
estabelecem entre os sujeitos.
Esse campo faz menção ainda às experiências da criança com o conhecimento da lógica
matemática, não como disciplina, mas como uma linguagem que possibilite a compreensão do
mundo em que vive, possibilitando assim uma aprendizagem significativa.

67
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

[...] a Educação Infantil precisa promover experiências nas quais as crianças


possam fazer observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno,
levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar respostas às
suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição escolar está criando
oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos do mundo
físico e sociocultural e possam utilizá-los em seu cotidiano (BRASIL, 2017a, p.
41).

Na interligação com o Ensino Fundamental, o campo de experiência ―Espaços, tempos,


quantidades, relações e transformações‖ está essencialmente conectado com o eixo estruturante
―Espaço/Tempo e suas Transformações‖, pois é pela compreensão da relação do sujeito com o
mundo; da dinâmica das relações sociais que envolvem os aspectos sociais, políticos, culturais,
afetivos, econômicos; das mudanças histórico-sociais promovidas pela ação do homem sobre o
tempo/espaço vivido que se constitui e se amplia o processo de aprendizagem.

3.1.9.1 Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento e as Aprendizagens a serem Vivenciadas

Assim como os campos de experiência apresentados pela BNCC (BRASIL, 2017a), os


objetivos de aprendizagem também compõe a escolha da proposta curricular do estado do Pará ―Os
objetivos de aprendizagem (learning outcomes), estabelecem o que o estudante deve ser capaz de
saber e de saber fazer de modo a completar com sucesso um determinado período de
aprendizagem (uma aula, uma unidade curricular, um curso) (PORTUGAL, 2012/2013, p. 3).
No caso da Educação Infantil são objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
organizados para os bebês, as crianças bem pequenas e as crianças pequenas, considerados como
essenciais para o entender as vivências, os comportamentos, as habilidades da criança dentro dos
eixos estruturantes de interações e brincadeira (BRASIL, 2017a).
As aprendizagens a serem vivenciadas pelos bebês, as crianças bem pequenas e as
crianças pequenas estão para além de apresentar conteúdos ou metodologias de trabalho, elas se
refletem primeiro no compromisso de garantir um desenvolvimento integral da criança de acordo
com os direitos que lhe são garantidos em lei, particularmente no que tange às DCNEI (BRASIL,
2010a).
Segundo, as aprendizagens a serem vivenciadas propostas estão fundamentadas nas
ideias formuladas por Vygotsky sobre aprendizagem e desenvolvimento, no que tange a
interdependências entre esses dois processos e nas teses que o autor defende acerca de que a

68
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

aprendizagem antecede o desenvolvimento e que o compasso entre o desenvolvimento e a


aprendizagem não coincidem, posto que as aprendizagens têm um papel primordial no
desenvolvimento da criança (VYGOSTSKY, 1991).
Nesse sentido, o Documento Curricular do Estado do Pará apresenta os objetivos de
aprendizagem e desenvolvimento, assim como as aprendizagens a serem vivenciadas pelos bebês,
as crianças bem pequenas e as crianças pequenas, como diferencial no que se propõe para a
Educação Infantil. Identificam-se os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento por código
alfanumérico (BRASIL, 2017a, p. 24) da seguinte forma:

O organizador curricular para a Educação Infantil apresenta-se dessa forma:

69
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Brincar e interagir com diferentes crianças e adultos

Identificar-se como ―eu‖ e o outro como ―tu/ele ou ela‖


(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas
Reconhecer o outro como alguém que faz parte do grupo de convivência e é diferente do ―eu‖, podendo ser o outro uma pessoa com
outras crianças e nos adultos
deficiência ou com transtornos globais do desenvolvimento

Identificar o outro como alguém que tem um nome, que tem características próprias (sentimentos/sensações/limitações sensoriais e
cognitivas)
Brincar livremente utilizando como principal recurso o corpo (engatinhar, andar, correr, pular, etc.)

Brincar e interagir com o corpo como linguagem viva de expressão e comunicação

Visualizar expressões fisionômicas e manifestações variadas envolvendo o corpo como um todo; (rir, chorar, abrir e fechar os olhos,
gargalhar, fazer caretas, beijar, etc.)

Integrar linguagens múltiplas utilizando a linguagem corporal. Exemplo: música e corpo, experiências táteis e o corpo; estímulos visuais
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de (vídeo) e o corpo
seu corpo nas brincadeiras e interações das quais
participa Utilizar estímulos sensoriais e promover experiências prazerosas através do envolvimento dos órgãos dos sentidos (tato, olfato, paladar,
visão, audição) e suas sensações

Brincar livremente ou de forma direcionada utilizando como principal recurso o corpo (pular, andar, correr, etc.)

Reconhecer-se como pessoa, a partir de sua própria imagem reproduzida a partir de diferentes objetos e efeitos como por exemplo:
espelho, projetores de imagem, sombras

Brincar com o corpo reconhecendo suas possibilidades motoras, sensoriais e expressivas


Brincar e interagir coletivamente com diferentes espaços, materiais, objetos, brinquedos

(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa Explorar ambientes externos a sala de aula e outros ambientes naturais presentes no entorno da escola, do bairro, etc.
etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos,
brinquedos Manipular diferentes materiais experimentando sensações e possibilidades dos referidos objetos

Perceber diferentes texturas e tamanhos, cores, sons e explorá-los de forma diversificada


(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e Vivenciar o espaço institucional seguro para comunicar, desejar, necessitar

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras
Brincar com a voz a partir da música, da mímica, do gesto, do balbucio, do riso, da gargalhada, do choro e de outras emissões vocais

Expressar de forma livre e integrada as necessidades comunicativas


Brincar relacionando as partes do corpo ao nome científico

Brincar com o corpo reconhecendo suas possibilidades motoras, sensoriais e expressivas


Expressar diferentes manifestações de conforto ou desconforto envolvendo a alimentação, higiene, brincadeiras e momentos de
(EI01EO05) Reconhecer seu corpo e expressar suas
descanso
sensações em momentos de alimentação, higiene,
brincadeira e descanso
Experimentar alimentos variados para promover a ampliação dos sentidos envolvidos nesta ação

Perceber-se enquanto sujeito sensorial, a partir de brincadeiras e interações que estimulem os cinco sentidos para através deles construir
conhecimento
Explorar diferentes possibilidades de interação com espaços e pessoas (arrastar, engatinhar, sentar, rolar, etc.)
(EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma
Desenvolver vínculos afetivos estabelecendo sentimentos de confiança e segurança com o outro
faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social
Interagir com outras crianças através de brincadeiras que estimulem a comunicação verbal e não verbal

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE PRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Experienciar por meio de diferentes linguagens, principalmente as que envolvem interação entre corpo e arte, momentos de prazer,
alegria e descontração em manifestações naturais e espontâneas considerando diferentes ritmos de desenvolvimento
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para
exprimir corporalmente emoções, necessidades e
Vivenciar o desenvolvimento processual do seu corpo descobrindo as possibilidades de autonomia e controle de seus movimentos
desejos
Conhecer o próprio corpo por meio dos movimentos, expressando-se por gestos, sons e ritmos diversificados
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais Brincar de forma espontânea e/ou dirigida explorando vivências culturais e que tenham como objetivo central o interesse dos bebês
nas brincadeiras e interações em ambientes Realizar interação do corpo com elementos da natureza
acolhedores e desafiantes

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE PRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Ampliar progressivamente o conhecimento sobre o seu corpo ao engatinhar, rolar, ficar de pé, andar dentre outras ações

Proporcionar interação do corpo com elementos da natureza


Brincar com seus pares
(EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras
Experienciar vivências que possibilitem a comunicação gestual com outras crianças, adultos e animais
crianças, adultos e animais
Interagir com recursos audiovisuais promovendo a atenção e auxílio aos movimentos do corpo
Familiarizar-se com os momentos de higiene do corpo
(EI01CG04) Participar do cuidado do seu corpo e da
promoção do seu bem-estar
Expressar e manifestar conforto ou desconforto nos momentos que envolvem o cuidado pessoal e a convivência no ambiente em grupo
(EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, Manusear materiais e objetos de diferentes texturas, cores, tamanhos e dimensões
encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de
manuseio de diferentes materiais e objetos Explorar enquanto brinca, objetos e materiais de modo que perceba sensorialmente suas possibilidades

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Produzir sons a partir do próprio corpo

Manusear diferentes objetos que emitem sons variados


(EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio
corpo e com objetos do ambiente
Contactar com instrumentos produzidos por artefatos artesanais ou industrializados

Vivenciar os sons presentes na natureza


Explorar e manusear suportes variados e diferentes texturas presente nas culturas regionais (pisos, paredes, papéis variados, tecidos,
miriti, telas)
(EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes
suportes, usando instrumentos riscantes e tintas Manusear e experimentar instrumentos riscantes, pigmentos naturais e tintas artificiais (urucum, carvão, guache*)

Produzir marcas gráficas vivenciando a linguagem artística e a experiência estética


(EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e Contactar as diferentes fontes sonoras por meio de materiais alternativos e/ou instrumentos musicais

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
materiais para acompanhar brincadeiras cantadas,
canções, músicas e melodias Desenvolver a sensibilidade dos sentidos para construção da linguagem artística e o gosto pelas brincadeiras cantadas, canções,
músicas e o senso estético

Experienciar a relação com as brincadeiras por meio da música, em vivências sonoras que promovam a criatividade, o bem estar, a
afetividade e a sensibilidade

Apreciar a sonoridade como inter-relação entre o som e o silêncio

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
(EI01EF01) Reconhecer quando é chamado por seu Familiarizar-se com a entonação e/ou gestual da pronúncia do seu nome e dos outros
nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem
convive Construir vínculos sociais, afetivos e de identidade
Interagir cotidianamente com diferentes estilos musicais e a leitura de poemas

Desenvolver a atenção, percepção e concentração durante a leitura, a contação de histórias e manuseio do livro
(EI01EF02) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de
poemas e a apresentação de músicas Experienciar diferentes estilos musicais e a leitura de textos de diversos gêneros literários

Identificar e experienciar a poesia e a música como fontes de prazer


Interagir cotidianamente com histórias de diferentes gêneros literários
(EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas
Relacionar-se com a literatura regional
ou contadas, observando ilustrações e os movimentos
de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e
Explorar o contato com o livro enquanto brinquedo
de virar as páginas)
Manusear os livros para identificar a literatura como fonte de prazer
Desenvolver a atenção, percepção e concentração durante a contação de histórias e manuseio do livro
(EI01EF04) Reconhecer elementos das ilustrações de
histórias, apontando-os, a pedido do adulto-leitor
Relacionar as ilustrações à história contada

73
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Reconhecer o movimento dos personagens e do enredo da história a partir da entonação de voz e gestos do contador
(EI01EF05) Imitar as variações de entonação e gestos
Brincar com seus pares utilizando os sons presentes nas histórias
realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar
Interagir cotidianamente com variados estilos musicais dando ênfase as diferentes sonoridades nela contida
(EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando Utilizar o próprio corpo como forma de comunicação
movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de
expressão Autoexpressar-se para ampliar suas interações
(EI01EF07) Conhecer e manipular materiais impressos e Explorar materiais impressos e audiovisuais para possibilitar o desenvolvimento das capacidades comunicativas
audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi,
jornal, cartaz, CD, let, etc.) Conhecer os dferentes instrumentos de comunicação social
Interagir cotidianamente com diferentes gêneros textuais

Relacionar-se com textos diversos produzidos localmente


(EI01EF08) Participar de situações de escuta de textos
em diferentes gêneros textuais (poemas, fábulas, Manusear textos para identificar a literatura como fonte de informação
contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.)
Ouvir leitura de textos a partir de diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet, etc.)

Ouvir histórias de tradição oral


Explorar instrumentos e suportes de escrita para possibilitar o desenvolvimento das capacidades comunicativas
(EI01EF09) Conhecer e manipular diferentes
Aproximar-se da cultura escrita
instrumentos e suportes de escrita
Observar a associação entre a escrita e a leitura

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Participar, por meio da brincadeira, de situações que permitam manusear os objetos e diferentes materiais repetidas vezes
(EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de
objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura)
Testar diferentes possibilidades de uso e interação com os objetos e materiais

74
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO

Explorar objetos com formas e volumes variados


Participar de diversas situações de exploração do ambiente fazendo uso de todos os seus sentidos e de seu corpo
(EI01ET02) Explorar relações de causa e efeito
Explorar objetos, segurando, jogando, empilhando, colocando e retirando de caixas, enchendo e esvaziando recipientes com água, areia,
(transbordar, tingir, misturar, mover e remover etc.) na
folhas, percebendo relações simples de causa e efeito
interação com o mundo físico
Demonstrar interesse no como as coisas acontecem na interação com o mundo físico
Participar, por meio de situações exploratórias, de brincadeiras na areia, com a água, deitar, se arrastar ou engatinhar na grama, no chão
(EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e
e no parque
observação, manipulando, experimentando e fazendo
descobertas
Ampliar suas observações e explorações do meio ambiente através da interação com os adultos
(EI01ET04) Manipular, experimentar, arrumar e explorar Participar de situações do cotidiano, por meio de brincadeiras, que proporcionem diferentes formas de representação do espaço
o espaço por meio de experiências de deslocamentos
de si e dos objetos Explorar os diferentes ambientes utilizando a linguagem corporal
Explorar diferentes texturas dos objetos

Conhecer sabores variados

(EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados Identificar diferentes sons


para comparar as diferenças e semelhanças entre eles
Reconhecer os familiares através da imagem de cada um

Brincar, individualmente e em pequenos grupos, com materiais variados, como os que produzem sons, refletem, ampliam, iluminam, e
que possam ser encaixados, desmontados, enchidos e esvaziados
Desenvolver a noção de ritmo individual e coletivo
(EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e
fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, Participar de brincadeiras de roda ou danças circulares
balanços, escorregadores etc.)
Brincar a partir do contato corporal com seus pares e com os adultos

75
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES À 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Brincar e interagir com diferentes crianças e adultos

Reconhecer-se como pessoa, a partir de sua própria imagem reproduzida a partir de diferentes objetos e efeitos como por exemplo:
espelho, projetores de imagem, sombras
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e
solidariedade na interação com crianças e adultos Identificar-se como ―eu‖ e o outro como ―tu/ele ou ela‖ e ―nós‖

Participar de atividades individuais e coletivas Reconhecer o outro como alguém que faz parte do grupo de convivência e é diferente do ―eu‖

Identificar o outro como alguém que tem um nome, que tem características próprias (sentimentos/sensações)

Compartilhar com os demais membros do grupo os conflitos, as alegrias, as conquistas, aflições e aspirações comuns
Brincar e interagir com o corpo como linguagem viva de expressão e comunicação

Visualizar expressões fisionômicas e manifestações variadas envolvendo o corpo como um todo (rir, chorar, abrir e fechar os olhos,
gargalhar, fazer caretas, etc.)
(EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e
confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades Integrar linguagens múltiplas utilizando a linguagem corporal. Exemplo: música e corpo, experiências táteis e o corpo; estímulos visuais
e desafios (vídeo) e o corpo

Utilizar estímulos sensoriais e promover experiências prazerosas com o corpo; (sensações)

Brincar livremente ou de forma direcionada utilizando como principal recurso o corpo (pular, andar, correr, etc.)
Brincar e interagir coletivamente com diferentes espaços, materiais, objetos, brinquedos

Explorar ambientes externos a sala de aula e outros ambientes naturais presentes no entorno da escola, do bairro, etc.
(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com
crianças da mesma faixa etária e adultos
Manipular diferentes materiais experimentando sensações e possibilidades dos referidos objetos

Perceber diferentes texturas e tamanhos, cores, sons e explorá-los de forma diversificada


Vivenciar o espaço institucional seguro para comunicar, desejar, necessitar

(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, Brincar com a voz a partir da música, da mímica, do gesto, do balbucio, do riso, da gargalhada e de outras emissões vocais
buscando compreendê-los e fazendo-se compreender
Expressar de forma livre e integrada as necessidades comunicativas

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES À 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Manifestar-se comunicativamente com o corpo ou parte dele utilizando-se de objetos que permitam a expressão de linguagens
Brincar relacionando as partes do corpo ao nome científico (evitar termos pejorativos)

Expressar diferentes manifestações de conforto ou desconforto envolvendo a alimentação, higiene, brincadeiras e momentos de
(EI02EO05) Perceber que as pessoas têm
descanso
características físicas diferentes, respeitando essas
diferenças
Experimentar alimentos variados para promover a ampliação dos sentidos envolvidos nessa ação

Desenvolver atitudes de respeito ao que lhe é diferente como condição para garantir uma coexistência interpessoal e harmoniosa
Explorar diferentes possibilidades de interação com espaços e pessoas (arrastar, engatinhar, sentar, rolar, etc.)

Desenvolver vínculos afetivos estabelecendo sentimentos de confiança e segurança com o outro


(EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social
Explorar situações em que expressem seus afetos, desejos e saberes, aprendam a ouvir o outro, a conversar e negociar argumentos, a
nas interações e brincadeiras
construir metas e criar amizades com o seu companheiro
Atentar para o conhecimento de si mesmo, da família e
Desenvolver vínculos afetivos das crianças tanto nas instituições de Educação Infantil quanto com suas famílias
da escola enquanto instituições que amparam e integram
a criança no mundo social
Demonstrar seus afetos, desejos e saberes
Demonstrar respeito pelo outro, conversar, expor seus argumentos e criar metas

Zelar pelas amizades de seus companheiros


Desenvolver a autonomia a autoestima e o desenvolvimento da identidade pessoal e interpessoal, de modo que se sinta pertencente e
valorizada quanto ao seu grupo étnico-racial, sua crença religiosa, sua cultura regionalizada e seus costumes
(EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e
brincadeiras, com a orientação de um adulto Construir atitudes de respeito ao que lhe é diferente como condição para garantir uma coexistência interpessoal e harmoniosa

Demonstrar respeito a todas às pessoas como condição para garantir uma coexistência interpessoal harmoniosa

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES À 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Experienciar ações com seu corpo, gestos e movimentos, deparando-se com desafios corporais como: engatinhar, arrastar, ficar de pé,
caminhar, subir, descer, correr, rolar, pular, mexer, encaixar e tocar
(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de
Interagir com o universo da dramatização utilizando os movimentos das mãos para rasgar, amassar, apertar, pinçar, empurrar e cortar
sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras
com tesoura sem ponta

Experimentar movimentos de preensão, encaixe e lançamento, utilizando diversos objetos como: lápis, pincel, giz de cera, bola etc.
Explorar as habilidades motoras básicas dos grandes grupos musculares, como: rolar, dançar, pular, tanto nos espaços externos quanto
(EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-
interno da instituição, com ou sem obstáculos, desafiando uso dos diferentes gestos e movimentos corporais
se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo,
dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e
Vivenciar brincadeiras e jogos corporais do repertório cultural como: amarelinha, coelhinho sai da toca, brincadeira de roda, jogo do
atividades de diferentes naturezas
boliche, pula corda, dança do bambolê, saltos em pneus, dentre outros
Explorar os movimentos corporais, seguindo ritmos musicais (locais e regionais)
(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no
espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos Vivenciar um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo para descobrir variados usos desse espaço
e seguindo orientações com o corpo, tais como: sentar com apoio, rastejar, escorregar, caminhar apoiando-se em mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se,
correr, dar cambalhotas, alongar-se etc.
Brincar com os diversos sabores, cores, imagens, cheiros, texturas, consistências, temperaturas.

Ter cuidado com o seu corpo – higienização, alimentação, conforto e aparência.


(EI02CG04) Demonstrar progressiva independência no
cuidado do seu corpo Brincar livremente, experimentando as diversas possibilidades corporais, explorando a capacidade de criar e imaginar.

Identificar suas potencialidades e limites, desenvolvendo a consciência do que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade
física
Explorar espaços e materiais para o desenvolvimento do grafismo

Manusear diferentes livros infantis promovendo a atenção e o habito pela leitura

(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as Expressar-se por meio de representações teatrais, mímicas, expressões corporais e ritmos espontâneos, ao som de músicas e
habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, brincadeiras regionais ou não
pintar, rasgar, folhear, entre outros
Brincar estimulando a coordenação motora fina: enfileirar, encaixar, pinçar, organizar por cores, tamanhos ou formas, encaixotar e
guardar brinquedos

Explorar as brincadeiras de faz de conta

78
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar suas preferências em relação a sons, temperaturas, imagens, texturas, gosto, ideias, intenções e criações

Representar e imitar sons com materiais alternativos, como: garrafas, latas, chocalhos, lixas e outros materiais
(EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e
instrumentos musicais, para acompanhar diversos Explorar gestos, sons, grafismos, movimentos e músicas
ritmos de música
Vivenciar brincadeiras de diversos grupos culturais, como: indígenas, ribeirinhos e quilombolas

Manusear objetos sonoros e/ou instrumentos musicais


Explorar diferentes materiais naturais, percebendo texturas e consistências, cores, formas, realizar movimentos de encher, esvaziar,
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com
entrar e sair, derrubar e empilhar, desencaixar e encaixar
possibilidades de manipulação (argila, massa de
modelar), explorando cores, texturas, superfícies,
Experienciar diversas modelagens com argilas, massa de modelar
planos, formas e volumes ao criar objetos
tridimensionais
Produzir mostras de desenhos, pinturas, esculturas, colagens e fotografias para exposições escolares
Teatralizar usando dedoches, fantoches, teatro de sombras, mamulengos, marionetes, mímica e imitação

Vivenciar o prazer da leitura a partir de histórias lidas, contadas, e/ou dramatizadas pelo adulto

Ouvir música, cantar, dançar, imitar personagens em situações cotidianas

Explorar materiais sonoros que produzam diferentes tipos de sons


(EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis
no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, Brincar com a sonoridade das palavras, dos objetos e do corpo, proporcionando a movimentação do corpo a partir de cantigas, parlendas
músicas e melodias e brincadeiras cantadas (bater palmas, bater o pé, sons emitidos com a boca...)

Interagir com os sons de latas, chocalho, madeira, quengas de coco, plásticos e cones feitos com papel

Manusear instrumentos musicais tambor, corneta, pandeiro e flauta


Apreciar sons produzidos pela própria voz e pelo corpo

Vivenciar os sons da natureza e contemplar o silêncio em espaços ao ar livre

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar desejos, sentimentos e necessidades, dispondo do gesto como apoio e usando palavras e pequenas frases

Interagir cotidianamente com histórias de diferentes gêneros literários

Relacionar-se com a literatura regional

Manusear os livros para identificar a literatura como fonte de prazer

Desenvolver a atenção, percepção e concentração durante a contação de histórias e manuseio do livro


(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos,
expressando seus desejos, necessidades, sentimentos
Relacionar as ilustrações à história contada
e opiniões
Familiarizar-se com a entonação e/ou gestual da pronúncia do seu nome e dos outros

Participar de atividades de leitura que permitam a identificação do seu nome e do nome dos colegas

Ouvir leitura de textos a partir de diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet, etc.)

Comunicar-se com diferentes intensões, sujeitos e contextos, respeitando o momento de ouvir e falar
Usar diferentes linguagens para expressar suas ideias e sentimentos
Interagir cotidianamente com diferentes estilos musicais e a leitura de poemas

Desenvolver a atenção, percepção e concentração

Identificar a poesia e a música como fontes de prazer


(EI02EF02) Identificar e criar diferentes sons e
reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e Reconhecer o movimento dos personagens e do enredo da história a partir da entonação de voz e gestos do contador
textos poéticos
Brincar com seus pares utilizando os sons presentes nas histórias

Interagir cotidianamente com variados estilos musicais dando ênfase as diferentes sonoridades nela contida

Perceber a poesia e a música como fontes prazerosas


(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a Construir histórias considerando o seu nível de desenvolvimento
leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita
de ilustrações, e acompanhando, com orientação do Vivenciar a contação de histórias, utilizando-se de livros, fantoches, teatro de sombra, histórias inventadas

80
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da
esquerda para a direita) Expressar-se corporalmente, emitindo sons a partir de brincadeiras como: cantoria de parlendas, cantigas de roda ou brincadeiras
cantadas

Identificar o livro pelas ilustrações

Acompanhar a leitura com pausa sonora realizada pelo adulto-leitor ou parceiro mais experiente

Representar, nos diversos portadores de textos, a leitura com pausa sonora, com o apoio da leitura de imagens.
Desenvolver a atenção, percepção e concentração durante a cotação de histórias e manuseio do livro.

Reconhecer a partir de brincadeiras letras de músicas, brincadeiras cantadas, parlendas, poemas, rimas e quadrinhas.

Interagir cotidianamente com histórias de diferentes portadores literários

Jogar utilizando acessórios como: cestas e caixas com roupas, calçados, panos, chapéus, colares, lenços e outros.
(EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos
Brincar de faz conta fazendo uso de adereços e fantasias
da história narrada, identificando cenários, personagens
e principais acontecimentos.
Construir e contar histórias considerando o seu nível de desenvolvimento

Expressar desejos, sentimentos e necessidades, utilizando o corpo nos movimentos, gestos, expressões, usando a linguagem na leitura
de mundo.

Possibilitar a atenção, percepção e concentração durante a contação de histórias e manuseio do livro

Fazer a co-relação das ilustrações à história contada


Explorar instrumentos e suportes de escrita para possibilitar o desenvolvimento das capacidades comunicativas

Ouvir leitura de textos a partir de diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet, etc.)
(EI02EF05) Relatar experiências e fatos acontecidos,
Vivenciar diferentes produções orais e escritas, variações de brincadeiras, histórias e cantigas, valorizando as diversidades linguísticas
histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
regionais e locais

Auto expressar-se para ampliar suas interações

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Brincar com seus pares utilizando os sons presentes nas histórias
Narrar fatos do cotidiano, utilizando jogos e brincadeiras

Usar a leitura imagética (gravuras e fotografias) em meio físico e virtual

(EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base Interagir cotidianamente com histórias de diferentes gêneros literários
em imagens ou temas sugeridos
Relacionar-se com a literatura regional

Manusear os livros para identificar a literatura como fonte de prazer


Utilizar os livros para identificar a literatura como fonte de prazer
Interagir com histórias de diversos gêneros literários, compreendendo o enredo, bem como personagens, ideia principal, ambientes e
elementos naturais

Vivenciar a brincadeira simbólica, estimulando a fantasia, a oralidade e a linguagem corporal


(EI02EF07) Manusear diferentes portadores textuais,
demonstrando reconhecer seus usos sociais
Conhecer regras de convivência

Participar da elaboração de murais, cartazes, convites, panfletos e demais produções escritas que tenham significado específico para a
turma
(EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de Ler por memorização as etiquetas dos objetos da sala, dos cartazes, dos crachás dos colegas, das placas de sinalização
escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros
textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, Falar, perguntar, escutar o outro, expor suas ideias, dúvidas e descobertas, ampliando seu vocabulário e aprender a valorizar o grupo
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.) como instância de troca e aprendizagem
Expressar representações do pensamento a partir de rabiscos (desenhos)

Conhecer-se nas interações, por meio de variadas possibilidades de comunicação


(EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e
Participar das rodas de conversa, contação de histórias, elaborando narrativas em suas escritas não convencionais
suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros
sinais gráficos
Brincar de faz de conta envolvendo práticas de escrita do contexto social

Conhecer diversas imagens/cenas/obras em fotografias, pinturas, objetos, esculturas, cenas cotidianas por meio de fotos, gravuras e
obras de artistas

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CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Explorar a criação das primeiras figuras (figuras humanas, animais e objetos)

Explorar e descobrir as propriedades dos objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura) por meio de todos os sentidos
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e
Experimentar as relações de causa e efeitos (transbordar, tingir, misturar, mover e remover, etc.) na interação com o mundo físico
diferenças entre as características e propriedades dos
objetos (textura, massa, tamanho)
Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles

Comparar e identificar atributos de objetos diversificados e explorar suas possibilidades (pequeno/grande, comprido/curto,
redondo/quadrado, liso/rugoso/áspero, leve/pesado etc.

Criar e construir rotinas diárias de noções de tempos, seus ritmos biológicos, rotinas familiares e do espaço escolar como: hora de
chegada, hora de conversa, do lanche, da brincadeira, do aprender, da chegada da mamãe, etc.

Conhecer e diferenciar as rotinas temporais (manhã/tarde, dia/noite)

Descrever os fenômenos naturais como: a claridade do sol, o vento nas folhagens, a chuva etc.

(EI02ET02) Observar, relatar e descrever incidentes do Participar das atividades que envolvam calendários com marcação de dia, semana, mês, ano e condições climáticas
cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva
etc.) Organizar-se em espaços com brinquedos e objetos diversos que favoreçam o brincar de faz de conta em diversos lugares como:
mercadinho, posto de saúde, posto de gasolina e outros

Manusear recursos tecnológicos para promover experiências relativas à luz, sombra e projeção

Observar e criar explicações para fenômenos e elementos da natureza presentes no dia a dia (calor, chuva, claro, escuro, quente, frio)
comparando diferenças e semelhança

Estabelecer relações entre os fenômenos naturais de diferentes regiões, as formas de vida dos grupos que ali vivem
Pesquisar, explorar e narrar hábitos e necessidades básicas de animais e vegetais

Desenvolver atitudes de admiração, respeito e preservação a vida e ao meio ambiente


(EI02ET03) Compartilhar, com outras crianças,
situações de cuidado de plantas e animais nos espaços
Construir situações que incentivem atitudes relacionadas à saúde, ao bem-estar individual e coletivo
da instituição e fora dela
Respeitar e cuidar dos ambientas com plantas e animais

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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Brincar usando jogos para realizar deslocamentos, passando por obstáculos (pneus, cadeiras, cordas, bambolês) de diferentes maneiras

Participar de diferentes brincadeiras utilizando noções: aberto/fechado, dentro/fora, acima/abaixo, perto/longe, direito/esquerdo
(EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora,
em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e Explorar, orientar-se no espaço e indicar posição de acordo com algumas relações: de vizinhanças (perto, longe, próximo), de posição
temporais (antes, durante e depois) (abaixo, acima, entre, ao lado, a direita, a esquerda), de direção e sentido (para frente, para traz, para direita, para esquerda, para cima,
para baixo, no mesmo sentido e em sentido diferente)

Situar-se no espaço, indicando ponto de referência


Conhecer através de brincadeiras cor, cheiro, textura, sabor, forma;

Observar no meio social e natural as formas geométricas existentes, descobrindo semelhanças e diferenças entre objetos no espaço,
(EI02ET05) Classificar objetos, considerando combinando formas, estabelecendo relações espaciais e temporais, em situações que evolvam descrições orais, construções e
determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.) representações

Amassar, transvasar, empilhar, encher, esvaziar, produzir sons, rolar objetos e materiais comparando-os e classificando conforme
propriedades diversas: peso (leve/pesado), volume (cheio/vazio), espessura (grosso/fino), textura (liso/áspero/macio), cor e forma
Participar de situações e atividades utilizando noções temporais: sempre/nunca, começo/meio/fim, antes/durante/depois, cedo/tarde,
dia/noite, novo/velho, amanhã/ontem/hoje
(EI02ET06) Utilizar conceitos básicos de tempo (agora,
Brincar utilizando noções espaciais (comprimento, distância e largura), maior/menor, grande/pequeno, alto/baixo, longe/perto, grosso/fino,
antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento,
gordo/magro
rápido, depressa, devagar)
Explorar a participação diária das crianças em situações e atividades que envolvam calendários com marcação de dia, semana, mês, ano
e condições climáticas
Vivenciar situações onde as famílias compartilhem suas histórias e saberes

Identificar fatos históricos destacando tempos passado, presente e futuro ou ainda, ontem, hoje, amanhã, agora e depois

Reconhecer o uso do relógio como instrumento de medida de tempo


(EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros
etc., em contextos diversos
Explorar situações envolvendo diferentes unidades de medidas através de receitas culinárias: tempo de cozimento, quantidade de
ingredientes, litro, quilograma, colher, xícara, entre outros

Conhecer e degustar dos alimentos produzidos

84
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Envolver-se em situações reais de contagem (quantas crianças faltaram ou estão presentes na aula)
Brincar de faz de conta envolvendo situações de contagem registrando quantidades, utilizando o traçado convencional ou não
convencional

Quantificar, contar, comparar, fazer cálculos, numerar, identificar numeração, fazer estimativas em relação a quantidade de pessoas ou
(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de objetos presentes na sala, na escola, na família etc
crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a
quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, Construir torres com blocos de diferentes tamanhos, contar parte do corpo, encaixar copinhos ou peças do menor para o maior, muito,
bolas, livros etc.) pouco, mais menos etc

Promover a exploração de diferentes instrumentos de medida não convencionais e convencionais (barbante, copo, palmo, passo, pé,
régua, calendário, relógio, fita métrica, balança)
Envolver-se em situações reais de contagem com dinheiro de brincadeira que represente as cédulas originais

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Interagir com crianças e adultos durante as brincadeiras e demais atividades lúdicas ou sociais

Identificar-se como ―eu‖ e o outro como ―tu/ele ou ela‖

Reconhecer o outro como alguém que faz parte do grupo de convivência e é diferente do ―eu‖

(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, Identificar o outro como alguém que tem um nome, que tem características próprias (sentimentos, sensações, cor, raça, aparência)
percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos,
necessidades e maneiras de pensar e agir Demonstrar respeito pelos gostos e escolhas de seus pares interagindo com crianças que possuem habilidades e características
diferentes da sua

Sensibilizar-se e se manifestar frente a situações do cotidiano que possam parecer injustas, preconceituosas e desrespeitosas, com uma
postura própria, inédita e singular

Desenvolver e/ou aprimorar conduta de tolerância e respeito diante da diversidade humana

85
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO

Aprender a compartilhar com o outro a partir das situações vivenciadas

Acolher o outro como alguém que faz parte do grupo de convivência, respeitando as diferenças

Manifestar iniciativa nas escolhas de brincadeiras e atividades, na seleção de materiais e na busca de parcerias considerando seu
interesse

Entender-se como sujeito que tem competências e habilidades com capacidade de desenvolver atividades propostas
(EI03EO02) Agir de maneira independente, com
Reconhecer-se como partícipe do grupo ao qual pertence
confiança em suas capacidades, reconhecendo suas
conquistas e limitações
Mostrar confiança frente a novas atividades e desafios propostos no cotidiano

Aceitar desafios compreendendo suas potencialidades e/ou limitações

Propor brincadeiras e situações de aprendizagens, explorando materiais diversos que envolvam seus interesses e dos outros
Demonstrar atitudes de cooperação com o ―outro‖

Interagir respeitosamente com os sujeitos durante brincadeiras e atividades cotidianas


(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais,
Compreender que o outro também tem desejos e ideias diferentes da sua e respeitar essas diferenças
desenvolvendo atitudes de participação e cooperação
Compartilhar brinquedos, livros, materiais diversos

Demonstrar desejo e empatia pela participação do outro nas brincadeiras e atividades propostas
Expressar e reconhecer diferentes sentimentos e emoções em si e no outro (tristeza, alegria, surpresa, raiva, etc.)
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a
Demonstrar sentimentos diversos educando-se emocionalmente para possíveis frustações
pessoas e grupos diversos
Aprender a lidar com a diversidade de afetos e sentimentos reconhecendo suas emoções
Reconhecer suas características corporais aprendendo a valorizá-las percebendo as qualidades e limitações, quando houver
(EI03EO05) Demonstrar valorização das características
de seu corpo e respeitar as características dos outros Construir sua autoimagem valorizando seu gênero e do outro
(crianças e adultos) com os quais convive
Compreender e respeitar a diversidade de gênero, de culturas e étnica dos sujeitos e de si

86
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Respeitar e valorizar sua cultura e cidadania, assim como a do ―outro‖

Construir cotidianamente com o ―outro‖, ambiente de respeito e aceitação às diferenças humanas

Ouvir e recontar histórias dos diversos povos existentes (indígena, africano, asiático, europeu)
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por
diferentes culturas e modos de vida Aprender sobre tradições familiares diversas para reconhecer sua identidade cultural

Conhecer e explorar costumes brincadeiras de épocas e povos diferenciados, por meio de brinquedos, imagens e narrativas que
promovam a construção de uma relação positiva com seus grupos de pertencimento

Valorizar os saberes e as tradições locais e regionais


Aprender a criar, utilizar e compartilhar estratégias para resolução de conflitos mútuos
(EI03EO07) Usar estratégias pautadas no respeito
mútuo para lidar com conflitos nas interações com Vivenciar diferentes situações de interação para tomada de iniciativa na resolução de problemas
crianças e adultos
Usar estratégias para resolução de conflitos relacionais, considerando os interesses dos sujeitos envolvidos

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar corporalmente seus sentimentos e emoções nas relações com o ambiente e com ―o outro‖ durante as atividades cotidianas
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de
expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto
Explorar suas características corporais (altura, peso, etc.) durante brincadeiras e atividades artísticas
nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras,
dança, teatro, música
Expressar seu mundo interior explorando suas fantasias e seu imaginário
Expressar habilidades corporais aprendidas durante as atividades artísticas e outras
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso
de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto Demonstrar formas de uso e controle do próprio corpo
de histórias, atividades artísticas, entre outras
possibilidades Realizar movimentos básicos como: rastejar, correr, pular, subir, saltitar, etc.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Movimentar-se utilizando movimentos corporais com gradativa complexidade, identificando a lateralidade

Reconhecer em seu corpo a noção de dominância lateral (esquerda e direita)

Expressar-se com espontaneidade demonstrando a dominância de lateralidade no ambiente externo (recortar papel, segurar ou carregar
objetos, pentear os cabelos, etc.)

Aprender a movimentar o corpo seguindo orientações sequenciais do outro


Expressar-se por meio das danças e brincadeiras
(EI03CG03) Criar movimentos, gestos, olhares e
mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas Expressar-se fazendo combinação do uso da voz, movimento do corpo e de gestos
como dança, teatro e música
Teatralizar histórias diversas fazendo uso de mímicas
Reconhecer-se como sujeito capaz de cuidar de si e de seus pertences

(EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados Compreender e fazer uso de noções básicas de higiene e cuidados do próprio corpo
à higiene, alimentação, conforto e aparência
Adquirir autonomia para alimentar-se e se vestir
Ajudar o adulto a organizar os espaços de brincadeira e de descanso
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no Aprimorar suas habilidades manuais frente a novos desafios
atendimento adequado a seus interesses e
necessidades em situações diversas Vivenciar e manipular objetos de diferentes tamanhos e pesos que envolvam habilidades manuais

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar-se musicalmente utilizando o corpo e a voz
(EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais,
Expressar-se musicalmente utilizando materiais alternativos e/ou instrumentos musicais
objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de
faz de conta, encenações, criações musicais, festas
Interagir em momentos festivos participando de brincadeiras, danças e diversas atividades rítmicas

88
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Reconhecer canções marcantes de eventos específicos do cotidiano ou do seu grupo, outros gêneros musicais advindo de seu contexto
social, familiar, cultural e de outras partes do mundo

Apreciar elementos da linguagem musical: ritmo, harmonia, melodia

Apreciar e valorizar a escuta de obras musicais em escala global e principalmente regional


Explorar desenho e pintura livre, assim como diversos trabalhos manuais que possam ser utilizados variados materiais
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de
desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, Confeccionar objetos de uso artístico e utilitário
criando produções bidimensionais e tridimensionais
Produzir releitura de obras clássicas regional, nacional mundialmente reconhecidas
Apreciar e reconhecer as propriedades do som: timbre, altura, intensidade e duração

(EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som Identificar as propriedades do som no ambiente natural


(intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em
suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons Diferenciar ruído e som, assim como sons organizados (notas musicais)

Conhecer os artistas de seu município e suas obras

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expor suas ideias frente a diversos assuntos da realidade local

Usar diferentes linguagens para expressar suas ideias e sentimentos


(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos
sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e Comunicar-se com diferentes intensões, sujeitos e contextos, respeitando o momento de ouvir e falar
escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras
formas de expressão Recontar histórias conhecidas com aproximação das características da história original no que se refere à descrição de personagens,
cenário e objetos com ou sem ajuda do professor

Fazer uso da escrita espontânea para expor suas ideias e opiniões

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PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO

Fazer uso da escrita de memória para melhor elaborar a construção da linguagem escrita (parlendas, músicas, versos, quadrinhas,
poesias outros) a partir de suas hipóteses
Explorar brincadeiras cantadas tradicional e culturalmente

Criar cantigas da fantasia e imaginário infantil


(EI03EF02) Inventar brincadeiras cantadas, poemas e
Elaborar oralmente versos, poesias, rimas segundo a cultura local
canções, criando rimas, aliterações e ritmos
Apropriar-se de palavras novas para ampliar seu vocabulário e universo cultural

Recitar textos e poesias conhecidas


Despertar interesse por histórias

Eleger histórias de seu interesse

(EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando Manusear e explorar cotidianamente livros diversos
orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar
palavras conhecidas Associar a leitura como elemento de comunicação social

Fazer uso do livro como instrumento lúdico

Reconhecer a importância da prática da leitura no cotidiano, como sujeito leitor


Descrever oralmente características de personagens e cenas de histórias contadas, lidas ou assistidas
(EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar
coletivamente roteiros de vídeos e de encenações,
Participar de momentos de escuta da história
definindo os contextos, os personagens, a estrutura da
história
Apreciar histórias contadas em vídeos para experienciar a construção coletivamente de roteiros
Entender o encadeamento estrutural de um texto narrativo (início, meio e fim)

Relatar vivências ou narrar fatos do cotidiano, compreendendo a sequência temporal e causal


(EI03EF05) Recontar histórias ouvidas para produção
de reconto escrito, tendo o professor como escriba
Compreender que ilustrações, pensamentos e intenções podem ser representadas pela forma escrita

Respeitar a própria produção e a do outro


(EI03EF06) Produzir suas próprias histórias orais e Desenvolver o registro da escrita espontânea

90
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GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
escritas (escrita espontânea), em situações com função
social significativa Expor suas impressões acerca dos textos lidos para as crianças

Relatar histórias contadas por familiares ou sujeitos da comunidade


Diferenciar oralmente gêneros textuais
(EI03EF07) Levantar hipóteses sobre gêneros textuais
veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a Perceber a leitura como prática para nortear ações (placas de sinalização, avisos, outdoors)
estratégias de observação gráfica e/ou de leitura
Conhecer os elementos que compõem os livros como autor, ilustrador, capa, paginação
Identificar o livro pelas ilustrações ou título

Identificar palavras que rimam no texto lido pra a criança


(EI03EF08) Selecionar livros e textos de gêneros
conhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua
Explorar livros confecionados com diferentes texturas, assim como suportes diversos
própria leitura (partindo de seu repertório sobre esses
textos, como a recuperação pela memória, pela leitura
Explorar e compreender livros compostos apenas por histórias ilustrativas
das ilustrações etc.)
Identificar diversos objetos como portadores de textos (livro, propagandas, rótulos, mídias eletrônica (tablet, celulares, computadores,
etc.), dentre outros
Compreender gradualmente as relações entre as linguagens oral e escrita para diferenciá-las a partir de suas características

Diferenciar símbolos, desenhos e rabiscos da escrita alfabética

(EI03EF09) Levantar hipóteses em relação à linguagem Realizar a leitura do signo fazendo a relação com a imagem simbolizada
escrita, realizando registros de palavras e textos, por
meio de escrita espontânea Construir histórias considerando o seu nível de desenvolvimento

Realizar leitura de materiais expostos em sala de aula

Representar ideias por meio de registros gráficos

91
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Explorar diferentes objetos e elementos da natureza identificando semelhanças e diferenças

(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre Despertar o senso da curiosidade em relação ao mundo concreto, instigando o senso para observação, formulação de hipóteses e
objetos, observando suas propriedades pesquisa

Registrar oralmente de forma coletiva ou individualmente as observações das curiosidades e pesquisas realizadas
Demonstrar curiosidade a partir de afirmações e questionamentos;
(EI03ET02) Observar e descrever mudanças em
Explorar o mundo observando os fenômenos naturais e artificiais, bem como as mudanças ocorridas pela interferência do homem;
diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles,
em experimentos envolvendo fenômenos naturais e
Identificar e descrever oralmente e/ou via registros observando as mudanças temporais vivenciadas pelos fenômenos
artificiais
Construir hipóteses a partir de observações e contatos com os fenômenos
Utilizar estratégias diferenciadas para a resolução de problemas com os fenômenos observados

(EI03ET03) Identificar e selecionar fontes de Interagir com ―o outro‖ na busca de informações sobre os fenômenos observados
informações, para responder a questões sobre a
natureza, seus fenômenos, sua conservação Explorar individual e/ou coletivamente informações em fontes científicas e do saber popular

Compreender noções de espaço (localização, posição, disposição e direção)


(EI03ET04) Registrar observações, manipulações e Vivenciar situações do cotidiano que envolvam observações e registros (cozinhar, costurar, pesar, medir, quantificar entre outros);
medidas, usando múltiplas linguagens (desenho,
registro por números ou escrita espontânea), em Brincar livremente explorando objetos e ferramentas para dar significado real a aprendizagem (instrumentos de medidas e peso, relações
diferentes suportes de compra e venda)
Observar e explorar objetos e figuras geométricas existentes em obras de arte, em brinquedos, nos diferentes espaços (casa, igreja,
museus, teatro, aldeia, artesanato, pinturas corporais indígenas, artefatos e adereços)
(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com
suas semelhanças e diferenças
Registrar de diversas formas as semelhanças e diferenças nas figuras observadas, destacando cores, forma e tamanho
Comparar e compreender as diferenças entre as formas geométricas, através de jogos
Conhecer o significado do seu nome e suas origens, com apoio dos familiares

(EI03ET06) Relatar fatos importantes sobre seu Reconhecer e respeitar a composição das famílias, em suas diferentes formas e composição
nascimento e desenvolvimento, a história dos seus
familiares e da sua comunidade Conhecer e observar documentos importantes que mostram registro do nascimento e desenvolvimento da criança (certidão e carteira de
vacinação entre outros)

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Utilizar o calendário como forma de localização do tempo, destacando aniversários
Vivenciar situações em que sintam-se desafiadas a exercitar o raciocínio lógico matemático

Envolver-se em situações reais de contagem (quantas crianças faltaram ou estão presentes na aula, quantos pratos, copos, talheres
estão sendo usados para merenda e almoço)

Brincar de faz de conta envolvendo situações de contagem

Identificar fatos históricos destacando tempos passado, presente e futuro ou ainda, ontem, hoje, amanhã, agora e depois
(EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas
quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em
Vivenciar situações do cotidiano envolvendo o tempo, podendo utilizar o relógio como instrumento de aprendizagem
uma sequência
Experienciar ludicamente situações problemas envolvendo a sequência numérica e a ordenação de números

Observar e explorar os diferentes usos e funções sociais dos números

Conhecer antecessor e sucessor ao identificar a posição de objeto

Familiarizar-se com o conceito de número vivenciando situações cotidianas


Observar e explorar sua carteira de vacinação como instrumento de expressão e registro de medidas

Explorar e comparar o próprio corpo e do ―outro‖ como referência para entender noções de medida, peso e altura

Construir coletivamente gráficos onde as informações de medidas corporais estejam expressas

Explorar e comparar noções de unidades usuais de medidas (metro, centímetro, palmos, passos, gramas, colheres, pitadas e copos)
(EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.),
construindo gráficos básicos
Exploração e comparação de medidas de grandezas

Experienciar o conceito e medição de líquidos e sólidos (água, terra, areia, pedras, massas, etc.)

Compreender o conceito e linguagem de temperatura (quente, morno, frio e gelado)

Envolver-se em situações reais de contagem com dinheiro de brincadeira que represente as cédulas originais

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.1.10 Transição para o Ensino Fundamental

A Educação Infantil e o Ensino Fundamental são etapas da Educação Básica que


apresentam finalidades, princípios, objetivos e diretrizes educacionais específicas, objetivando a
aprendizagem e o desenvolvimento de seu público-alvo. Nesse sentido, o documento curricular
considera as especificidades de cada etapa e não perde de vista a continuidade entre elas, por se
tratar de um contínuo no processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança.
Em referência a esta transição, a BNCC/2017 não é a única a pontuá-la, visto que as
DCNEB/2013 já a mencionam, inclusive fazendo algumas orientações quanto aos cuidados que
devem ser tomados, conforme a seguinte citação:

[...] há de se prever que a transição entre Pré-Escola e Ensino Fundamental pode


se dar no interior de uma mesma instituição, requerendo formas de articulação
das dimensões orgânica e sequencial entre os docentes de ambos os segmentos
que assegurem às crianças a continuidade de seus processos peculiares de
aprendizagem e desenvolvimento. Quando a transição se dá entre instituições
diferentes, essa articulação deve ser especialmente cuidadosa, garantida por
instrumentos de registro – portfólios, relatórios que permitam, aos docentes do
Ensino Fundamental de outra escola, conhecer os processos de desenvolvimento
e aprendizagem vivenciados pela criança na Educação Infantil da escola anterior
(BRASIL, 2013a, p. 20).

Sobre as orientações indicadas pelas DCNEB, fazem-se dois destaques: (1) aos cuidados
que sistemas e escolas devem ter com a transição entre instituições diferentes, pois a falta deste
cuidado pode trazer prejuízos para desenvolvimento e aprendizagem das crianças; (2) diz respeito à
importância dos registros do desenvolvimento e da aprendizagem das crianças realizados pelos
professores. Tais cuidados são importantes do ponto de vista pedagógico ao processo de transição
entre as duas etapas, assim como para possíveis trocas de instituições de ensino, ao concordar-se
que ―[...] as práticas e concepções de ambos os níveis de ensino são integradas a partir do
reconhecimento de suas diferentes histórias e concepções‖, conforme (MOSS, 2008 apud NEVES,
GOUVÊA; CASTANHEIRA, 2011, p. 123).
Assim, compreendida a transição entre as duas etapas, há, no entanto, de se ter a
cuidadosa preocupação de não confundir os objetivos específicos de cada etapa para a formação da
criança, nem tampouco desconsiderar que o sujeito aprendiz passa por processos de mudanças e
maturidades biológicas e intelectuais e que pertencem a uma cultura familiar, religiosa, social as

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

quais devem servir como pontos de partida para a construção curricular das etapas em discussão
neste texto.
3.2 ETAPA DO ENSINO FUNDAMENTAL

Como segunda etapa da composição da Educação Básica, o Ensino Fundamental é a


etapa de maior influência na formação dos estudantes se considerado o tempo de duração – nove
anos, organizados em um Ciclo de Alfabetização, composto pelos três anos iniciais, seguidos dos
demais anos. As crianças ingressam nela aos seis anos completos e saem aos quatorzes anos; isso
significa dizer que dentro desta etapa de ensino, os estudantes passam por mudanças substanciais
de vida, isto é, passam por transformações biológicas e intelectuais e, que, certamente, devem ser
consideradas no processo de ensino e de aprendizagem.
É também nesta etapa que o movimento de progressão da construção e de reconstrução
do conhecimento necessariamente acompanha o desenvolvimento físico e intelectual dos
estudantes, pois a forma de pensar da criança é, constitutivamente, diferente da forma de pensar do
adolescente.
Outra observação importante a ser considerada nesta etapa é o grande número de alunos
presentes nas modalidades de ensino – ribeirinha, quilombola, EJA, educação especial, indígena -
além de ser essa mesma faixa etária que constituiu as turmas multisseriadas. Tamanha
especificidade exige um currículo que atenda tanto a criança quanto o adolescente na sua formação
integral.
Então, é importante compreender que o Ensino Fundamental, enquanto etapa
intermediária e de transição entre a Educação Infantil e o Ensino Médio, é também o tempo da
efetiva formação política, da formação da consciência crítica, da consolidação dos valores, da
descoberta dos sentimentos. Portanto, todo trabalho desenvolvido pelas escolas vai afetar a
constituição identitária dos estudantes.
Mediante este entendimento desta etapa de ensino, o currículo precisa dar conta dos
fenômenos contemporâneos como o mundo do trabalho, a vida moderna, o desenvolvimento
tecnológico, as redes sociais, as atividades desportivas e corporais, as produções artísticas,
possibilitar vivências de cidadania, possibilitar a participação nos movimentos sociais entre tantas
outras possibilidades formativas dos estudantes.
Para ser coerente com a função pedagógica desta etapa, este documento está amparado
numa concepção de sujeito sócio-histórico, daí é que apresenta uma organização de conhecimento

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

a partir de eixos estruturantes, dos quais são extraídos os subeixos que definem os objetivos de
aprendizagem aos quais estão relacionadas às habilidades.
Dessa forma, o professor precisa desenvolver sua prática pedagógica por meio de
metodologias que promovem o protagonismo dos estudantes e, consequentemente, sua formação.
As habilidades dispostas neste Documento são identificadas por meio de um código
alfanumérico (BRASIL, 2017a, p. 28, adaptado) com a seguinte representação:

3.2.1 Eixos Estruturantes

Neste Documento Curricular são indicados para reflexão temas relevantes a serem
reelaborados no cotidiano escolar por meio de quatro eixos estruturantes no desenvolvimento das
unidades escolares. Esses eixos serão desdobrados em subeixos que suscitarão em objetivos de
aprendizagem; são eles:
 ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖
 ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖
 ―Valores à Vida Social‖
 ―Cultura e Identidade‖

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Esses eixos se configuram como campos temáticos amplos e privilegiados, capazes de


mobilizar conhecimentos/conteúdos eleitos na escola e tratados cientificamente, no confronto com
saberes produzidos historicamente e reelaborados pela humanidade.
Nessa relação entre conhecimento científico e saber popular, a escola desde sua origem,
pouco ofereceu às classes populares uma aprendizagem sistematizada das relações estabelecidas
nos espaços de convivência de seus sujeitos e da cultura escolar.

No desenvolvimento do currículo escolar, se incorporam novos conhecimentos e


reelaboram saberes em redes de significados que têm seus sentidos, lógica e
técnicas sendo construídas em lugares, por vezes, diferentes daqueles da cultura
escolar (TURA, 2010, p. 163).

A escola e o currículo, na prática pedagógica cotidiana, devem priorizar conceitos que


traduzam sentido/significado para os estudantes e que os desafiem à reflexão e (re)significação de
sua aprendizagem.
Reelaborar conceitos como cidadania, ética, justiça social, religiosidade, inclusão,
diversidade, consciência corporal, sexualidade, sustentabilidade, respeito às diferenças, combate às
desigualdades, alteridade, etc., deve ter primazia nas discussões levantadas e necessita compor as
intencionalidades nos planejamentos escolares sendo orientados pelas diversas áreas de
conhecimento e constantemente tensionados pelos atores que participam da construção da escola
que se pretende democrática, participativa e inclusiva.
Toda política curricular deve ter na cultura19 sua baliza, pois é fruto da seleção e produção
de saberes, das manifestações culturais, dos embates e parcerias entre pessoas, concepções de
conhecimento e aprendizagem e formas de imaginar e perceber o mundo.

3.2.1.1 O Espaço/Tempo e suas Transformações

O espaço é uma ordem de coexistências e o tempo uma ordem de sucessões (LEIBNIZ,


1974). Dessa forma, o espaço é um componente da existência material e o tempo é a sequência das
transformações da matéria; assim, o espaço e o tempo passam a ser concepções indissociáveis
com formas e grandezas derivadas da matéria e de suas transformações.

19―A cultura pode ser entendida como o conjunto de valores, crenças, costumes e práticas que caracterizam o modo de
vida de determinado grupo social. Esse conjunto possibilita ao indivíduo se inserir e interagir em seu grupo social, pois
lhe permite negociar ―maneiras apropriadas de agir em contextos específicos‖ (EAGLETON, 2005, p. 55).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Na concepção de Heidegger (2012), espaço e tempo estão ligados à reflexão sobre a


finitude humana em que cada época tem uma forma de lhe dar com os sinais dos tempos, de se
situar com o passado, relacionando-o com o seu presente, a fim de interpretar os acontecimentos do
mundo e obter um sentido para sua existência.
Nesse sentido, espaço e tempo sempre foram conceitos decisivos para a fundamentação
do pensamento acerca do que há no decorrer da história, implícita ou explicitamente eles estiveram
como pano de fundo das compreensões de mundo gestadas no decorrer da caminhada da espécie
humana neste planeta.
Segundo Hansen (2000), tais conceitos apresentam importância, tanto sob o prisma teórico
quanto sob o prisma prático, no que tange à maneira a partir da qual interpretamos o que nos
envolve; assim,

[...] independentemente de diferenciação quanto à concepção filosófica ou de


diversidade cultural, todo e qualquer agrupamento humano organizado tem o
conceito de espaço como lugar onde se dá a possibilidade de conhecimento e o
conceito de tempo como o momento onde este mesmo conhecimento acontece.
(HANSEN, 2000, p.54).

As informações atualmente são processadas numa velocidade nunca imaginada em


épocas passadas, os satélites nos transmitem informações de lugares longínquos do planeta, assim
não existem distâncias capazes de deter o conhecimento humano, e tudo isso mexe com nossa
percepção de espaço e tempo: vivemos com pressa e o tempo nos foge pelas mãos diante da
exiguidade de metas e prazos a cumprir.
Nessa correria contra o tempo, somos atropelados por uma torrente de dados e fatos cuja
manifestação nos escapa, pelo simples motivo de que não conseguimos tomar ciência de tanta
informação em um curto intervalo de tempo.
Essa corrida contra o tempo vai produzindo transformações não somente no espaço em
que vivemos, mas também nos afeta, tanto fisicamente quanto emocionalmente, pois precisamos
processar coisas numa velocidade que muitas vezes não damos conta, provocando estresses e
fadigas; dessa forma, o novo sistema de comunicação transforma radicalmente o espaço e o tempo,
e as dimensões fundamentais da vida humana.
Sendo assim, as experiências passam a ser vividas em curtos intervalos de tempo e em
diferentes espaços, considerando não só a variável geográfica, mas, sobretudo, os espaços em sua
dimensão social, cultural, político, afetivo, simbólico, entre outros.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Com isso, as transformações ocorridas, sobretudo, no século XX e que se processam nos


primeiros anos do século XXI, potencializadas pelo chamado processo de globalização e avanço
tecnológico, tornaram as relações humanas mais dinâmicas e mais complexas, exercendo forte
influência sobre os costumes das sociedades mundo afora, provocando uma mudança de hábitos
das pessoas com relação à sociabilidade e a cultura na sociedade em rede, podendo ser observado
uma tendência ao isolamento na comunicação socializante entre os indivíduos; e experiências
individuais são compartilhadas com anônimos e em tempo real.
Essas transformações peculiares nos conduzem a uma necessária reflexão com relação
ao redimensionamento dos conceitos de espaço e tempo no contexto da sociedade em rede e de
repensar valores culturais como o de ―carpe diem‖, do poeta Horácio (MACEDO, 2019).
Assim sendo, as novas conquistas tecnológicas estabeleceram novos paradigmas
comportamentais e uma série de mudanças sociais e culturais comunicativas observadas na
sociedade contemporânea conectada em rede, alterando as noções intuitivas de espaço e tempo da
razão humana notadamente em decorrência da disponibilidade de amplo acesso ao fluxo de
transmissão de conhecimentos e informações.
Nesse contexto, o século XXI com toda a sua globalidade de informação, precisa adentrar
na escolar para que a educação possa vivenciar o desenvolvimento da era da informação; a escola
precisa estar plugada com os avanços tecnológicos para promover discussões que promovam a
formação integral dos alunos, como sujeitos reflexivos e autônomos, utilitários dessa tecnologia, que
precisam não somente se beneficiar da mesma, mas ser levados a refletir as consequências da
mesma no espaço e ao longo do tempo em suas vidas.
A escola não pode mais ser linear em suas propostas educacionais, e não pode ficar
alheia a esse novo modelo de sociedade e continuar oferecendo uma Educação baseada em
transmissão de conteúdo que não leve a uma reflexão e modificação dos alunos, para que os
mesmos possam se tornar sujeitos capazes de enfrentar os desafios da sociedade atual.
Nessa perspectiva, Moraes (1996) discute o surgimento de um novo paradigma
educacional, que emerge da evolução das ciências e das diversas construções teóricas como sendo
de natureza construtivista, interacionista, sociocultural e transcendente; o novo modelo de escola
deve levar em consideração as especificidades dos seus alunos, suas necessidades especiais,
reconhecer os diversos tipos de mentes e formas de aprendizagem, compreendendo que as
pessoas têm diferentes interesses e formas de aprender.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Assim, o sujeito é constituído de corpo, mente sentimento e espírito. Um sujeito que está
inserido na história, em sua dimensão social e que deve educar-se ao longo da vida, que deve
aprender a sobreviver num mundo de conflitos, num contexto de diversidades e de transformações
constantes e que deve entender que o que o distingue do outro é sua capacidade de consciência e
de reflexão (MORAES, 2003).
Diante do ritmo desenfreado do processo de globalização e do desenvolvimento
tecnológico consolidado na dinâmica da vida contemporânea, questões ligadas à preocupação com
os aspectos sociais e à preservação ambiental são corriqueiramente noticiadas, mas são
negligenciadas em detrimento do lucro das grandes corporações. Essas corporações devastam
grandes áreas verdes aumentando a poluição atmosférica por meio da emissão de efluentes
químicos que poluem mananciais que são vias de sobrevivência dos seres humanos e dos demais;
provocam também a extinção de espécies da fauna e da flora.
Dessa maneira, a escola precisa preparar os alunos para lidar com tais situações para
buscar formas de transformar a sociedade em que vivem; e o currículo deve atender a essas
demandas possibilitando ao educando a possibilidade de refletir criticamente acerca das mudanças
histórico-sociais provocadas, em grande medida, pela ação do homem no tempo/espaço vivido.

3.2.1.2 Linguagem e Suas Formas Comunicativas

O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ se configura como importante elemento


norteador para as áreas de conhecimento neste Documento Curricular considerando que a
linguagem, em todas as suas formas, é tão antiga quanto à cultura, logo em qualquer maneira de
convivência social, a linguagem é fator essencial sejam nas relações interpessoais e/ou grupais,
constituindo-se como fator primordial para os processos de construção do saber vivenciados por
docentes e discentes das diversas áreas conforme observamos na quarta Competência Geral da
BNCC.

Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e


escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das
linguagens artísticas, matemática e científica, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo (BRASIL, 2017a, p. 9).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Nesse sentido, é a linguagem que viabiliza a transmissão e a recepção de saberes


específicos de cada área de conhecimento (linguagem matemática, linguagem artística, linguagem
corporal, linguagem científica etc.) e para desenvolver a segunda, a quinta e a sétima Competência
Geral é necessário o uso da linguagem em suas diversas modalidades.
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências,
incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a
criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e
resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das diferentes áreas.

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de


forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo
as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida
pessoal e coletiva.

Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular,


negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e
promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo
responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta (BRASIL, 2017a, p. 9).

Contudo, é importante destacar que nas ambiências sociais, especialmente na escola, a


linguagem verbal, codificada na palavra, sempre será a mais utilizada, por mais que outras formas
de comunicação não verbais sejam cada vez mais utilizadas; assim, a linguagem pode ser nomeada
como um mecanismo da língua, o qual todos os falantes utilizam nos mais variados contextos e em
seus variados gêneros e do modo como eles desejam, conforme as suas intenções.
Ela também passa a ser encarada como forma de ação, ação sobre o mundo dotada de
intencionalidade, veiculadora de ideologia, caracterizando-se, portanto, pela argumentatividade
(KOCH, 1996 p.17); assim, pode-se dizer que a linguagem é constituída totalmente de caráter
argumentativo, pois com ela podemos estabelecer relações, opiniões, comportamentos, interagir na
sociedade e atuar sobre ela. Por meio dela, pode-se expressar uma ideia, uma concepção, uma
opinião, seja por meio da música, da dança, de uma peça teatral, da escrita, da linguagem
matemática, da linguagem de sinais, dentre outras, o importante é que por meio da linguagem os
sujeitos se expressam, se comunicam, aprendem e se modificam.
Dessa forma, mais do que constatá-las, torna-se necessário conscientizarmos de que
todas elas trazem consigo um objetivo, uma intenção, de modo a provocar no outro aquilo que se
pretende mediante o ato da enunciação.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Nesse sentido, é importante que a escola traga para dentro de seus muros, e ensine,
pratique e discuta toda essa diversidade das diferentes formas de linguagem, e que faça os alunos
se desenvolverem e descobrirem qual é a melhor forma que eles se identificam, quais são suas
habilidades em relação às linguagens e que competências podem desenvolver.
Portanto, para que a alfabetização funcional (saber ler e interpretar textos) seja plena, é
importante que os estudantes desenvolvam competências de leitura não só quanto a textos em
linguagem verbal (jornais, revistas, livros), mas filmes, fotografias, histórias em quadrinhos, cartazes
publicitários, canções, peças de teatro, pintura, etc.
Também na alfabetização matemática, é preciso que compreendam a linguagem
matemática e possam usá-la de forma funcional e reflexiva na sociedade, afinal, ao entrar em
contanto com os diferentes tipos de linguagem nas escolas, as crianças e jovens se apropriam e e
aumentam o seu repertório de linguagens, quanto das interações sociais que ela promove, quanto
em relação ao patrimônio científico, artístico-cultural do Brasil e da humanidade.
Assim, o currículo deve propiciar o contato dos alunos com as distintas formas de
linguagens, pois permitirá a apropriação dos mesmos de maneira crítica e criativa dessa diversidade
de linguagens, e progressivamente, ao final do processo, terão totais condições de conquistar plena
autonomia e exercitar, também plenamente, sua cidadania.

3.2.1.3 Valores à Vida Social

Os valores que constituem a sociedade foram e são construídos pela humanidade por
meio das relações sociais a que estão submetidos; a família, a igreja, as associações comunitárias,
os espaços de lazer, a escola, entre outros, são, por excelência, instituições e espaços de
convivência humana em que as ideias são confrontadas, surgindo daí novas formas de ver o mundo
e nele estar.
Construir uma sociedade que tenha como base a equidade, talvez seja o maior desafio
contemporâneo a fim de que se pratique a justiça respeitando a igualdade de direito de cada
cidadão.
Se a equidade se configura como condição para atingir a justiça social e que, por sua vez,
depende de valores construídos socialmente, a ética enquanto ramo da filosofia que cuida
particularmente de investigar os princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

comportamento humano, reflete, sobretudo, na essência das normas, valores, prescrições e


exortações presentes em qualquer realidade social.
A construção e/ou (re)significação de valores para a vida em sociedade ocupa, de certo
modo, grande parte do tempo de aula de professores Brasil afora. A escola, nesse sentido, tem sido
– a despeito das demais ambiências humanas, o espaço escolhido, tanto pelo Estado quanto pela
família – lócus privilegiado para o ensino-aprendizagem de valores.
Assim, as áreas de conhecimento devem potencializar, considerando seus objetos de
estudos, propostas que destaquem a construção de valores que levem os estudantes ao pleno
exercício da cidadania bem como à qualificação para o mundo do trabalho.
O processo de formação do Homem deve estar pautado em valores que o leve a participar
da sociedade, tendo como fio condutor a luta contra a desigualdade e a exclusão social; dessa
forma, cada escola, em seu processo de formação humana deve potencializar no seu currículo
valores como:
 Autonomia: valor que reconhece o direito de um indivíduo tomar decisões livremente, ter
liberdade, independência moral ou intelectual. É a capacidade apresentada pela vontade
humana de se autodeterminar segundo norma moral por ela mesma estabelecida, livre de
qualquer fator estranho ou externo.
 Capacidade de convivência: valor que desenvolve a capacidade de viver em
comunidade, na escola, na família, nas igrejas, nos parques, enfim, em todos os lugares
onde se concentram pessoas, de modo a garantir uma coexistência interpessoal
harmoniosa.
 Diálogo: valor que reconhece na conversa momento da interação entre dois ou mais
indivíduos em busca de acordos.
 Dignidade da pessoa humana: valor absoluto que cada ser humano tem. A pessoa é fim,
não meio; ela tem valor, não preço.
 Igualdade de direitos: valor inspirado no princípio, segundo o qual os homens são
submetidos à lei e gozam dos mesmos direitos e obrigações.
 Justiça: é o valor mais forte e se manifesta quando a pessoa é capaz de perceber ou
avaliar aquilo que é direito, que é justo; é o princípio moral em nome do qual o direito deve
ser respeitado.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

 Participação social: valor que se desenvolve à medida que o homem se torna parte da
vida em sociedade e compartilha com os demais membros conflitos, aflições e aspirações
comuns.
 Respeito mútuo: valor que leva uma pessoa a tratar outra com atenção, deferência,
consideração e reverência; a reação da outra deve ser no mesmo nível: respeito mútuo.
 Solidariedade: valor que se manifesta no compromisso pelo qual as pessoas se obrigam
umas às outras e cada uma delas a todas com o intuito de confortar, consolar e oferecer
ajuda.
 Tolerância: valor que se manifesta na tendência a admitir, nos outros, maneiras de
pensar, agir e sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas.

Portanto, o currículo deve favorecer o encontro dos educandos com esses valores a fim de
que atuem na sociedade de forma mais humana, com equidade e justiça, sabendo que o seu direito
termina quando começa o do outro; entendo que os espaços são comuns a todos e que a percepção
do outro e princípio básico para a boa convivência entre pares.

3.2.1.4 Cultura e Identidade

Sendo constantemente construída a partir do dinamismo das sociedades e da


multiplicidade de formas e relações num conjunto de saberes vivos, a identidade cultural se
estabelece nas relações sociais e nos diversos patrimônios simbólicos que são historicamente
compartilhados entre sujeitos dos mais diversos grupos sociais.
Possuindo complexo conceito em função de múltiplas discussões de teorias recentes
advindas do campo dos Estudos Culturais20, da Arte, da Educação, das Ciências Sociais, etc., sua
compreensão se pauta desde o modo alimentar de um grupo de indivíduos passando por suas
tradições orais que ultrapassam gerações, chegando às manifestações complexas tanto no campo
das transformações tecnológicas quanto políticas.

20―Osurgimento de análises que passam a integrar um conjunto identificado com Estudos Culturais é resultante de uma
movimentação teórica e política que se articulou contra as concepções elitistas e hierárquicas de cultura – como era o
caso das matrizes arnoldianas e levisistas. Naquelas tradições, cultura e civilização estavam em oposição. Aquilo de
que a palavra cultura dava conta constituía algo qualitativamente superior ao que seria proporcionado pelos ditos
progressos da civilização‖ (COSTA, 2010, p. 136-137, grifo nosso).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

No campo da educação, ou em qualquer outro campo dentro das Ciências Humanas, as


discussões sobre cultura e identidade exercem papéis questionadores em debater que ambas não
devem ser vistas simplesmente como um conglomerado de referências duras e positivistas que
visam a determinar que indivíduos e sua sociedade venham a ser definidos dessa ou daquela forma.
Pretende-se que sejam entendidas como aspectos e fundamentos que se encontram a
cada dia construindo e (re)construindo os alicerces das escolas em seus mais diversos campos do
conhecimento, levando em consideração as contribuições trazidas pelos educandos para dentro dos
espaços escolares e fora deles.
Na segunda metade do século XX, a ideia que foi formulada sobre cultura consistia em
plano de governo de nações ditas desenvolvidas e em planos de negócios dessas nações; a cultura,
nesse século, serviu como produto de consideráveis obras-primas e dos diversos campos da
educação.
Serviu também (e continua servindo) como um dos maiores e mais importantes
instrumentos ideológicos de ampliação imperialista de muitos países, a fim de disseminar valores e
interesses colonialistas buscando a difusão e/ou expansão de ideias de uma cultura contemporânea
que acreditam serem superiores às demais (COELHO, 2008).
No Brasil, ainda no século XX, buscou-se na cultura o instrumento para a manutenção da
integração nacional, principalmente na ditadura militar. Hoje, o discurso é pautado no princípio da
inclusão social em que a cultura surge como fomentadora de desenvolvimento do sujeito trazendo
em seu bojo o nacionalismo da identidade do brasileiro.
É necessário comentar que uma cultura não é somente positividades, como se afirma na
fala da política cultural que se coloca na contemporaneidade como fala politicamente correta; em
larga expansão, é em seus contrários que se apresentam as dimensões da própria cultura, pois essa
dualidade, positividade e negatividade são inerentes ao ser humano, ao produtor e produto da
cultura em coletividade constituindo identidades.
A obra da cultura não é individual, mas pertinência comunitária possuindo inúmeras
finalidades e utilidades na sociedade nos mais diversos campos educativos, políticos, econômicos e
sociais atravessando fronteiras e permitindo que os indivíduos não sejam estranhos em seu local
nem tampouco no âmbito global, consistindo acessos aos processos comunicacionais nos mais
diversos campos do conhecimento humano.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Tanto a arte quanto a história, a literatura e a comunicação, bem como outros campos do
conhecimento, constituem-se nas sociedades modernas em constantes diálogos com as mais
variadas tecnologias comunicacionais (CLANCLINI, 2011).
Essas possibilidades de diálogos são atualmente usuais nos mais diversificados campos
da cultura, sobretudo, entre a cultura popular e a cultura erudita, contestando a antiga dicotomia
entre esses dois campos que dissociava e criava fronteiras e limites no âmbito da educação e da
formação integral do indivíduo, inviabilizando, em grande medida, as diversas matrizes e variedades
construídas por homens e mulheres, produtos e produtores de cultura.
No corpo da cultura urbana, vivencia-se a diversidade cultural que contribui
significativamente com a formulação e a construção das identidades; é a partir da cultura urbana que
se pode – e se deve – combater o clássico conceito eurocentrista21 de aculturação, possibilitando
com isso diferentes aprendizagens em diversidade cultural superando constantes abordagens
normativas e disciplinares.
Com isso, discute-se que a proposição aqui defendida, além de ser um convite às
perspectivas interdisciplinares, celebrando possibilidades de comunicação, de expressão bem como
de consenso entre linguagens, sugere-se ―(...) um passo à frente no sentido de se produzir uma
tensão crítica entre modelos culturais e gerenciais‖ (BARROS; OLIVEIRA JR., 2011, p. 22).
Aqui não se trata de discutir simplesmente o que a cultura, em suas múltiplas formas de
comunicação e expressão, pode vir a cooperar com a educação, mas como a educação e seus
diversos processos podem contribuir com o pensar e o agir cultura e suas diversas identidades; ao
mencionar a diversidade cultural, busca-se informar que:

A diversidade cultural é, forçosamente, mais que um conjunto de diferenças de


expressão, um campo de diferentes e, por vezes, divergentes modos de
instituição. [...] Diversidade cultural é a diversidade de modos de se instituir e
gerir a relação com a realidade (BARROS; OLIVEIRA JR., 2011, p. 22).

Partindo desses pressupostos, pretende-se discutir e executar variadas ações educativas


que possibilitem aos educandos e aos educadores entendimentos e interpretações sobre
identidades a serem estudadas em seus múltiplos caminhos e trajetos, visando a possibilidades,
inclusive de transgressões em práticas que se supõem permanentes, a partir de significações e

21Este conceito foi muito utilizado no período das grandes navegações e descobrimentos marítimos (séculos XV e XVI).
Nessa fase da história, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, descobriram novas terras na África e Ásia
e implantaram suas culturas (religião, língua, modos, costumes) entre os povos conquistados. Fizeram isso, pois
acreditavam que a cultura europeia era mais desenvolvida do que a dos indígenas e africanos.

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

conceitos menos rigorosos, condizentes com os aspectos culturais onde esses estão inseridos, sem
emoldurá-los, mas principalmente abertos a novas possibilidades de entendimento sobre as relações
sociais do ser humano com o mundo.

3.2.2 Avaliação Formativa

Não se pode falar de processo de ensino e aprendizagem sem falar do processo de


avaliação. A avaliação da aprendizagem é essencial à prática educativa e indissociável desta, uma
vez que é por ela que o professor pode acompanhar o desempenho de seus alunos, verificar se as
habilidades estão sendo desenvolvidas e suas expectativas em relação aos objetivos de
aprendizagens estão sendo atingidos e se há necessidade de repensar a sua prática pedagógica.
No entanto, a concepção de avaliação tradicional defende a capacidade do aluno de
reproduzir os conhecimentos transmitidos pelo professor e pelo livro didático, o professor avalia
quanto de conhecimento o aluno foi capaz de memorizar, e o aluno tem apenas como meta a nota
que deseja tirar, e não o conhecimento que precisa aprender para avançar de forma eficaz de uma
etapa de ensino para outra e para se tornar um sujeito reflexivo e autônomo.
Nessa perspectiva de avaliação, avalia-se para cumprir um ritual e não para verificar como
está se desenvolvendo o processo de ensino e de aprendizagem; essa dinâmica, na concepção de
Fernandes (2014), denuncia uma relação de saber/poder, a qual contribui para reforçar e delimitar
lugares sociais, pois ao aprovar alguns e reprovar muitos, a escola persegue o ideal da
homogeneidade ―negligenciando as diferenças de classe, as distintas realidades e a multiplicidade
de experiências vividas pelos seus alunos, reforçando, assim as desigualdades sociais‖
(FERNANDES, 2014, p. 150).
Se a principal finalidade da avaliação é contribuir para a melhoria da formação integral dos
alunos, há que se distinguir de partida dois termos — avaliar e examinar; assim, a avaliação da
aprendizagem não é e não pode continuar sendo a tirana da prática educativa, que ameaça e
submete a todos. Chega de confundir avaliação da aprendizagem com exames (LUCKESI, 2011).
A avaliação é inclusiva, formativa, e olha para o futuro, na possibilidade do que o aluno
pode aprender; o exame é pontual, excludente, classificatório e olha para o passado, quando
valoriza aquilo que o aluno já aprendeu, para ao final classificar em aprovado ou reprovado.

107
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Nesse sentido, a tomada de posição em relação às finalidades do ensino relacionada a um


modelo centrado na formação integral da pessoa, implica mudanças fundamentais, especialmente
nos conteúdos e no sentido da avaliação, pois as formas de avaliar são coerentes com as
concepções de ensino, de escola e da relação entre a avaliação e o papel social da escola.
Na perspectiva construtivista de ensino e aprendizagem o objeto de avaliação deixa de se
centrar nos resultados obtidos e se situa prioritariamente no processo de ensino e aprendizagem,
este tipo de avaliação valoriza as respostas reflexivas dos alunos e evidencia a subjetividade e os
processos cognitivos.

Considerando a complexidade do ato de ensinar e de aprender, podemos


compreender que muitas são formas de se conceber a avaliação e de praticar a
avaliação. [...] algumas práticas se coadunam com a perspectiva de que o
conhecimento é algo possível de ser medido; outras se aproximam da concepção
de que as aprendizagens são distintas, por isso a avaliação subjetiva se aproxima
de um processo que envolve diferentes etapas e tarefas (FERNANDES, 2014,
p.117).

Há de se ponderar também que a avaliação, como processo orientador, está baseada no


conceito de avaliação formativa, pois esse tipo de avaliação visa a orientar o aluno no seu processo
de aprendizagem, procurando identificar suas dificuldades e buscando meios para ajudá-lo a
progredir.
Assim a avaliação formativa possui várias funções, que inicia com a função diagnóstica,
que visa a perceber os conhecimentos prévios dos alunos e a bagagem sociocultural e familiar que o
aluno traz, passando em seguida para uma função reguladora e orientadora e finaliza com a função
de certificação do processo de aprendizagem.
Na função reguladora e mediadora, a avaliação formativa precisa explicitar se os objetivos
de aprendizagem estão sendo atingidos, se as habilidades estão sendo desenvolvidas, observar os
obstáculos de aprendizagem e os ―erros‖ dos alunos para uma tomada de decisão e verificar que
conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais estão sendo desenvolvidos.
Nessa perspectiva, o professor deveria se utilizar da avaliação durante todo o processo de
ensino-aprendizagem, observando como o aluno está aprendendo o conhecimento, que dificuldades
enfrenta, que reformulações em seu método de ensino devem ser feitas; ou seja, a avaliação passa
a ser um instrumento de regulação da aprendizagem, logo, a avaliação formativa tem etapas:
contínua e contextual, investigativa e diagnóstica, sistemática e objetiva (HOFFMANN, 1996).

108
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Diante do exposto, a avaliação realizada na escola deve se dirigir a todo o processo de


ensino e aprendizagem e, portanto, não apenas aos resultados que os alunos obtiveram em um
determinado instrumento; em suma, em uma visão de avaliação formativa, ―o professor interpreta a
prova não para saber o que o aluno não sabe, mas para pensar em quais estratégias pedagógicas
ele deverá desenvolver para atender esse aluno‖ (HOFFMANN, 1996, p. 45).
Assim a avaliação não pode ser considerada como um momento pontual de verificação da
aprendizagem do aluno, mas como um caminho a ser percorrido pelo professor e pelo aluno na
construção do processo de ensino e aprendizagem.
Nesse caminhar, a autoavaliação é fundamental para o aluno sobre como sua
aprendizagem está sendo desenvolvida, e para o professor sobre os percursos e percalços de suas
práticas pedagógicas, pois, como coloca Zabala (1998), a avaliação deve se dirigir a qualquer uma
das três variáveis fundamentais as quais intervém no processo de ensino e aprendizagem, ou seja,
as atividades que os professores promovem, as experiências que os alunos realizam e os conteúdos
de aprendizagem, estas são as três determinantes para análise e a compreensão de tudo que ocorre
em qualquer ação formativa.

3.2.3 Área de Conhecimento: Linguagens

ÁREA: LINGUAGENS
COMPONENTES CURRICULARES
Língua Portuguesa
Educação Física
Arte
Língua Inglesa

A área de Linguagem se estrutura a partir dos componentes curriculares Língua


Portuguesa, Arte, Educação Física e Língua Inglesa os quais estabelecem relação quanto aos seus
objetos de estudo nas variadas formas de comunicação, não somente como processo de
decodificação da própria linguagem enquanto condição humana, mas, sobretudo como um constante
processo de interação mediado pelo diálogo, uma vez que o vocabulário, a estrutura e as nuances
da língua não são conhecidos ―por meio de dicionários ou manuais de gramática, mas graças aos
enunciados concretos que ouvimos e reproduzimos na comunicação efetiva com as pessoas que
nos rodeiam‖ (BAKHTIN, 2003, p. 8).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

As formas comunicativas se estruturam em linguagem verbal e linguagem não verbal;


aquela tem por unidade a palavra, esta se apropria de outros mecanismos ou outros tipos de
unidades como gestos, movimentos, imagens, cores, música... Nesse sentido, a linguagem ―é todo o
sistema formado por símbolos que permite a comunicação entre os indivíduos‖ (CEREJA, 2014, p.
230).
Essas constatações iniciais são essenciais na elaboração de qualquer pressuposto que
incida num exercício de pontos convergentes dos objetos de cada área, considerando que a
linguagem estabelece e media relações entre o homem e sua própria realidade; por meio dela, os
homens expressam e partilham desejos, sentimentos, sensações, acessam diferentes informações,
constroem visões de mundo, experimentam e produzem culturas, isso porque ―toda cultura, na
verdade, é uma combinação desses dois modos de conhecimento e de interpretação, de troca
simbólica da experiência humana [...]. A cultura da sociedade é complexa, com muitas linguagens
(ALCURE, 1996, p. 11).
Cada sujeito, enquanto agente produtor e consumidor de culturas, atua decisivamente nos
rumos da sociedade modificando seus percursos ao interferir no meio ambiente social a interferindo,
agindo, representando e operando em prol do meio ambiente, do respeito às diversidades,
No que concerne às Competências Específicas da Área das Linguagens propostas pela
BNCC é possível associá-los aos eixos, aos subeixos e aos objetivos de aprendizagem, uma vez
que ao falar de ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖ (Eixo 1), conduz-se o aluno a

Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural,


de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de
significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e
culturais (BRASIL, 2017a, p. 63).

Seguindo esse raciocínio, trabalhar as ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ (Eixo


2), é incentivar o aluno a

Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e


escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e
produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação;

Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro
e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo
responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a
questões do mundo contemporâneo; e

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de


forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo
as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias,
produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e
coletivos (BRASIL, 2017a, p. 63).

Ainda, estabelecer como parâmetro de aprendizagem ―Valores à Vida Social‖ (Eixo 3) e


―Cultura e Identidade‖ (Eixo 4), faz o aluno

Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas


manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas
pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de
práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com
respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas; e

Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e


linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar
aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e
colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e
inclusiva (BRASIL, 2017a, p. 63).

Dessa forma, orientar um documento curricular cujos princípios norteadores são


estabelecidos por eixos estruturantes e por objetivos de aprendizagem, uma vez que ―o eixo
estruturante em perspectiva curricular apresenta as bases sobre as quais os diferentes componentes
curriculares poderão se organizar, dando sentido de integração e integralização‖ (SANTOMÉ, 1998,
p. 59), em nada fere os fundamentos basilares da BNCC (BRASIL, 2017a).
Além disso, eles estão ancorados nas noções de competências e habilidade (MORETTO,
2002), contribuem, portanto, para ratificar o que tem sido proposto em relação às transformações
pelas quais a sociedade está passando, no sentido de estabelecer uma nova cultura e modificar as
formas de produção e apropriação dos saberes, pois fazem referências simultâneas relacionadas
tanto ao cotidiano social quanto ao cotidiano educacional.

3.2.3.1 Componente Curricular: Língua Portuguesa

Por muito tempo, o ensino de Língua Portuguesa priorizou o estudo da teoria gramatical,
trabalhando ―com o ensino da metalinguagem e não com o ensino da língua‖ (MARINHO, 1997, p.
87). Isso evidencia que ―cada momento social e histórico demanda uma percepção de língua, de

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mundo, de sujeito, demonstrando o caráter dinâmico da linguagem no meio social em que atua‖
(FUZA; OHUSCHI; MENEGASSI, 2011, p. 479).
No contexto educacional brasileiro, como ocorreu no mundo todo, esse caráter dinâmico
da linguagem se configurou ao longo dos anos por meio de três concepções de linguagem: como
expressão do pensamento, como instrumento de comunicação e como forma de interação
(GERALDI, 1984)22; essas concepções determinam o ensino da língua materna, tendo como pano
de fundo a perspectiva sociopolítica, que ―evidencia a influência de fatores externos – sociais,
políticos, econômicos e culturais – sobre o ensino da Língua Portuguesa‖ (SOARES, 1998, p. 45).
A década de 1970 também priorizou uma concepção tradicional, porém, enfocando o
ensino ―por meio da repetição, de exercícios que estimulassem a resposta, de forma que ele
―seguisse o modelo‖ (ZANINI, 1999, p. 81), ou preenchesse lacunas, o que era priorizado nos livros
didáticos os quais, consoante à pesquisadora, tornaram-se grandes aliados dos professores.
Nessa época, a classe popular conquistou seu direito à escolarização, trazendo, para o
ambiente escolar, padrões culturais e variantes linguísticas diferentes; ao mesmo tempo, o regime
militar foi implantado no país, buscando o desenvolvimento do capitalismo.
Logo, mudou-se a concepção de ensino da língua materna, criando-se um sistema, com
base na Lei nº 5692/71, que, de acordo com Soares (1998, p. 57), ―estabelecia que à língua nacional
se deveria dar especial relevo ‗como instrumento de comunicação e como expressão da cultura
brasileira‘‖ e sob esse viés, a linguagem é vista como instrumento de comunicação, ligando-se à
teoria da comunicação e concebendo a língua como um código capaz de transmitir certa mensagem
ao receptor (GERALDI, 1984).
A partir de críticas e denúncias a esses métodos, repensou-se o modo de ensinar a LP nas
escolas, pautando-se na concepção interacionista de linguagem, que teve início entre as décadas de
1980 e 1990, a partir da redemocratização da nação e da chegada das ciências linguísticas à escola.

(...) mais do que possibilitar uma transmissão de informações de um emissor a


um receptor a linguagem é vista como um lugar de interação humana: através
dela o sujeito que fala pratica ações que não conseguiria praticar a não ser
falando; com ela o falante age sobre o ouvinte, constituindo compromissos e
vínculos que não pré-existem antes da fala (GERALDI, 1984, p 43).

22As concepções de linguagem foram renomeadas por Geraldi (1984) a partir das ideias discutidas por
Bakhtin/Volochinov (1992), que apresentam e criticam duas orientações filosófico-linguísticas que vigoraram em sua
época (década de 1920), subjetivismo individualista e objetivismo abstrato - rejeitando a enunciação monológica em que
se apoiam essas duas correntes - e defendem sua proposta de enunciação dialógica de linguagem (a interação verbal).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Destarte, propôs-se o ensino da língua não mais centrado na teoria gramatical e sim nas
práticas de leitura e produção textual. Essa transformação, de acordo com Geraldi (1997), ocorreu,
especificamente, a partir da década de 1980, época em que surgiram várias pesquisas voltadas para
a sala de aula, discutindo-se o estabelecimento de uma interação social, e propondo-se o discurso e
o texto como unidades de ensino; dessa forma, por meio do discurso, o aluno pode expressar seu
ponto de vista sobre o mundo e, por meio do texto, aprender a língua materna (GERALDI, 1997).
Mas apesar do avanço que essa nova perspectiva trouxe para o ensino da língua,
ocorreram algumas interpretações equivocadas a respeito das mudanças propostas; assim, nas
escolas, passaram a existir dois extremos: a) continuar seguindo a prática pedagógica tradicional,
por crer que o trabalho com a LP precisa ser pautado no ensino gramatical; b) abolir o ensino
gramatical, por acreditar que se deve trabalhar apenas com a leitura e com a produção textual,
trabalho este, muitas vezes, restrito à leitura como decodificação e ao texto como mero pretexto para
a produção escrita.
Dessa forma, desde essa época, instaurou-se o que se chama de crise no ensino da LP a
qual ainda hoje pode ser comprovada pelo desempenho linguístico não satisfatório encontrado nos
resultados de testes, como a Prova Brasil e o ENEM, e em redações de concursos vestibulares.
Diante dessa crise, após a década de 1990, muitos trabalhos foram desenvolvidos em
torno dos gêneros do discurso, impulsionados pela consolidação da mudança do objeto de ensino e
de aprendizagem da língua materna, como apontam os PCN (BRASIL, 1998b), etretanto, em
princípio, o trabalho com os gêneros era restrito à exposição ou visitação dos alunos à diversidade
de textos que circulam na sociedade.
Assim, a partir da perspectiva bakhtiniana, surgiram novas pesquisas (BARBOSA, 2003);
ROJO; CORDEIRO, 2004, etc.) propondo um trabalho específico com cada gênero. Tal trabalho,
realizado por meio de atividades de leitura, produção de textos e análise linguística (estudo
gramatical reflexivo e contextualizado), organizadas em sequências didáticas mais intensivas,
permite um aprofundamento do estudo do gênero, o que possibilita o desenvolvimento de
capacidades específicas inerentes à compreensão e produção de textos dos gêneros enfocados.
Nos PCN (BRASIL, 1998b), os conteúdos de língua portuguesa estão distribuídos por ―(...)
dois eixos de práticas de linguagem: as práticas de uso da linguagem e as práticas de reflexão sobre
a língua e a linguagem‖ (ROJO, 2000, p. 29); assim, eles concorrem para a reflexão sobre a língua e
a linguagem contemplando aspectos relacionados ―(...) à variação linguística; à organização

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estrutural dos enunciados; aos processos de construção da significação; ao léxico e às redes


semânticas e aos modos de organização dos discursos‖ (ROJO, 2000, p. 30).
Com relação ao eixo do uso, os conteúdos indicados são enunciativos, envolvendo
aspectos como historicidade da língua(gem), contexto de produção dos enunciados (na
leitura/escuta e produção de textos orais e escritos), contexto de produção na organização dos
discursos (gêneros do discurso e suporte em que se inserem) e no processo de significação.
É nesse universo que, nos PCN (BRASIL, 1998b) o texto é considerado unidade de ensino
e os gêneros, objetos de ensino, mas a de se pensar num ensino em concentre suas forças no
trabalho com ―os discursos em sociedade como práticas letradas em sua relação com as identidades
dos jovens e com as culturas juvenis, numa abordagem curricular pós-crítica e culturalmente
sensível‖ (ROJO, 2008, p. 100).
Geraldi (2010) também faz sua reflexão acerca dos deslocamentos no processo de ensino
e aprendizagem de LP nas últimas quatro décadas, havendo, primeiramente, um avanço (dos
objetos de ensino a práticas de linguagem) e, em seguida, um retrocesso (das práticas de linguagem
a objetos de ensino) e argumenta que, para que a mercadoria (os gêneros) fosse aceitável ao
sistema, esqueceu-se sua estabilidade relativa, distanciando-se da proposta bakhtiniana.
De toda forma, a Base (BRASIL, 2017a) retoma as praticas de linguagem e as relaciona
com os campos de atuação, para comungar da teoria de que os gêneros deixam de ser processos
que se encontram à disposição da atividade discursiva constituída no interior das esferas de
atividades humanas e passam a ser ―entes‖, ―(...) objetos definidos previamente, seriáveis,
unificados e exigíveis em avaliações nacionais. Agora se ensina um gênero no qual o aluno pode se
exercitar‖ (GERALDI, 2010, p. 79).
É nesse sentido que se propõe o trabalho com a LP tomando os gêneros discursivos (e
não os conteúdos gramaticais) como eixo de progressão e articulação curricular ―já que eles devem
constituir os ingredientes de base do trabalho escolar, pois, sem os gêneros, não há comunicação e,
logo, não há trabalho sobre comunicação‖ (DOLZ; SCHNEUWLY, 2004, p. 57) e o texto (enunciado
concreto) como objetos de ensino – uma vez que o texto é ponto de partida e o ponto de chegada do
processo de ensino e aprendizagem da língua (GERALDI, 1997).
Além disso, o trabalho com os gêneros insere-se nas discussões presentes nos eixos
estruturantes que regem a proposta pedagógica deste Documento Curricular. O Espaço/Tempo e
suas Transformações‖, assim como ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ podem ser

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contemplados a partir da abordagem de elementos como a variação linguística e a transformação


dos gêneros no decorrer do tempo, levando em consideração os aspectos socioculturais que
incidem diretamente sobre tais elementos; com relação ―Valores à Vida Social‖; e à ―Cultura e
Identidade‖, o trabalho com os gêneros possibilita o reconhecimento social da linguagem, já que o
seu domínio permite uma maior interação dos sujeitos na sociedade e, consequentemente, o
exercício mais efetivo da cidadania.
Além disso, o ensino por meio de diferentes gêneros permite a valorização das culturas
específicas de cada lugar e da própria identidade, relacionando a forma do sujeito ser estar no
mundo com outras formas diferentes da sua; logo, considerando aspectos como as necessidades e
finalidades de aprendizagem, a faixa etária, a série, sugere-se um trabalho sistematizado e
aprofundado com um gênero discursivo por bimestre.
Esse trabalho pode ocorrer a partir de encaminhamentos didáticos sistematizados, que
podem ser propostas metodológicas diversas, como, por exemplo, a Sequência Didática, idealizada
por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004); Projetos de leitura e escrita, como propõe Lopes-Rossi
(2002; 2005); Plano de Trabalho Docente, de Gasparin (2002), aliado à perspectiva dos gêneros.
A partir da concepção interacionista da linguagem, a prática de leitura é concebida como
interação leitor-texto na qual a construção de sentidos do texto se dá a partir da inter-relação entre
os conhecimentos prévios do aluno-leitor e os conhecimentos que o texto oferece; além disso, há
também a perspectiva discursiva (cujas bases encontram-se nos estudos da Análise do Discurso),
em que ―autor e leitor, inseridos em um contexto sócio-histórico-ideológico, são (...) produtores de
sentido‖ (MENEGASSI; ANGELO, 2005, p. 38).
A escrita, na perspectiva interacionista, é concebida como trabalho (GERALDI, 1996; FIAD;
MAYRINK-SABINSON, 1994; SERCUNDES, 1997) e assim a produção de escrita como trabalho
―surge de um processo contínuo de ensino/aprendizagem‖, permitindo ―integrar a construção do
conhecimento com as reais necessidades dos alunos‖ (SERCUNDES, 1997, p. 83), que se
constituem sujeitos de seu dizer, com objetivos e interlocutores definidos.
Nessa visão, o ato de escrever se dá por meio do esforço do aluno, já que se trata de um
processo contínuo, realizado em vários momentos, como postulam Fiad e Mayrink-Sabinson (1994):
planejamento, execução, leitura do texto e modificação, a partir da sua reescrita. Já no âmbito da
teoria bakhtiniana dos gêneros discursivos (BAKHTIN, 2003), a análise linguística (AL) é

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[...] o processo reflexivo (epilingüístico) dos sujeitos-aprendizes, em relação à


movimentação de recursos textuais, lexicais e gramaticais, no que tange ao
contexto de produção e os gêneros veiculados, no processo de leitura, de
construção e de reescrita textuais (mediado pelo professor) (PERFEITO, 2005, p.
60).

Já as atividades consideradas metalinguísticas possibilitam ―(...) a reflexão analítica sobre


os recursos expressivos, que levam à construção de noções com as quais se torna possível
categorizar tais recursos‖ (GERALDI, 1997. p. 190-191); as duas se completam, assim as atividades
metalinguísticas serão relevantes se forem precedidas pelas atividades epilinguísticas.
A partir do exposto, pode-se perceber que as práticas de linguagem apresentadas
possibilitam o desenvolvimento das capacidades de linguagem divididas em: a) capacidades de
ação, referentes ao conhecimento e mobilização do contexto de produção do gênero; b)
capacidades discursivas, relativas ao reconhecimento da arquitetura textual do gênero; c)
capacidades linguístico-discursivas, voltadas para o reconhecimento, valor e uso de mecanismos
linguísticos específicos do gênero, modalizações, vozes, etc. (DOLZ; SCHNEUWLY, 2004).
Dessa forma, o trabalho com a LP, tomando os gêneros discursivos como eixo de
progressão e articulação curricular, como se propõe neste documento curricular, constitui-se como
um caminho possível para abordar não somente aspectos próprios das questões de linguagem, mas
todos os elementos socioculturais envolvidos na sua produção, tais como a valorização da
modalidade oral da língua, responsável pelas nuances da variação linguística, assim como a
ampliação do contexto comunicativo subsidiado pelas novas tecnologias e as mudanças operadas
por elas nas sociedades contemporâneas e, consequentemente, no ensino.

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LÍNGUA PORTUGUESA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos
(EF01LP05) Reconhecer o sistema de escrita alfabética como representação dos sons da fala
(EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em sílabas
(EF01LP07) Identificar fonemas e sua representação por letras
(EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação
escrita
1.1 Identificar as diferentes
(EF01LP09) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons sílabas iniciais
sonoridades das letras do alfabeto e
(EF01LP13) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons sílabas mediais e finais
distingui-las em situação de interação
(EF02LP02) Segmentar palavras em sílabas e remover e substituir sílabas iniciais, mediais ou finais para
criar novas palavras
(EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas,
trissílabas e polissílabas
(EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e
proparoxítonas
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são
irregulares e com h inicial que não representa fonema
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e
1. Interação e demonstrativos como recurso coesivo anafórico
ESPAÇO/TEMPO E reconhecimento de (EF35LP07) Utilizar, ao produzir o texto, os conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regras
SUAS elementos contidos no básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de
TRANSFORMAÇÕES ambiente a partir de interrogação, vírgula em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso
vivências e linguagens (EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando
letras/grafemas que representem fonemas
1.2 Reconhecer e se apropriar do (EF02LP03) Ler e escrever palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (f, v, t,
sistema de escrita alfabética de modo d, p, b) e correspondências regulares contextuais (c e q; e e o, em posição átona em final de palavra)
a atingir os níveis de aprendizagem (EF02LP04) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, identificando que
necessários na leitura e na escrita existem vogais em todas as sílabas
(EF02LP05) Ler e escrever corretamente palavras com marcas de nasalidade (til, m, n)
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e
fonemas: c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas
de nasalidade (til, m, n)
(EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV,
identificando que existem vogais em todas as sílabas
(EF03LP03) Ler e escrever palavras com os dígrafos lh, nh, ch
(EF03LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em monossílabos terminados em a, e, o e em
palavras oxítonas terminadas em a, e, o seguidas ou não de s
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar
informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.)
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa

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cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital,
reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem produziu e a quem se destinam
(EF15LP04) Identificar efeitos de sentido produzidos pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em
textos multissemióticos
(EF12LP07) Identificar e (re)produzir em cantigas, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas e
canções, rimas, alterações, assonâncias, o ritmo de fala relacionado ao ritmo e à melodia das músicas e
seus efeitos de sentido
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e
1.3 Reconhecer o efeito de sentido interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias)
dos textos e sua finalidade baseado (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto
nas pistas linguísticas subjacentes da frase ou do texto
neles (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de
substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos,
demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de
enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto quando for o caso
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos
sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições
de produção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais,
recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e
inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas
(EF15LP09) Expressar-se, em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser
compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo
adequado
(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em
notícias, manchetes, lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para o público
infantil, digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação
2.1 Usar a linguagem oral e a escrita comunicativa e o tema/assunto do texto
nos diferentes gêneros textuais nas (EF12LP12) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios
diversas situações de comunicação publicitários e textos de campanha de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros
2. As linguagens e seus
sob a influência de fatores sociais, do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
significados contidos no
culturais... que as condicionam (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na
espaço social na
escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando
formação dos sujeitos
a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por
pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão
pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição,
conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade
(EF12LP06) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, recados,
avisos, convites, receitas, instrução de montagem dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, que
possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade

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(EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas,
agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas de álbuns, fotos ou
ilustrações (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF01LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, diagramas,
entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos,
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP17) Identificar e reproduzir, em relatos de experiências pessoais, a sequência dos fatos, utilizando
expressões que marquem a passagem do tempo (―antes‖, ―depois‖, ―ontem‖, ―hoje‖, ―amanhã‖, ―outro dia‖,
―antigamente‖, ―há muito tempo‖, etc.) e o nível de informatividade necessário
(EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do
campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP14) Planejar e produzir pequenos relatos de observação de processos de fatos, de experiências
pessoais, mantendo as características do gênero, considerando situação comunicativa e o tema/assunto do
2.2 Reconhecer e registrar os texto
diversos mecanismos de escrita que (EF02LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, pequenos
reforçam a interação do sujeito na relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia infantil, dentre outros gêneros do campo
contemporaneidade e sua relação investigativo, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do
com as territorialidade sociais texto
(família, bairro, cidade...) (EF03LP13) Planejar e produzir cartas pessoais e diários, com expressão de sentimentos e opiniões,
dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e diário
e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos
(verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos
gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com
algumas notícias e textos de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em
áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa, a organização específica da fala nesses gêneros e
o tema/assunto/ finalidade dos textos
(EF03LP20) Produzir cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (carta de leitor e de
reclamação a jornais ou revistas), dentre outros gêneros do campo político-cidadão, com opiniões e
críticas, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto
(EF03LP21) Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientização destinados ao
público infantil, observando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda
(cores, imagens, slogan, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizados por colegas, formulando
3. O espaço/tempo
3.1 Planejar e produzir textos lidos e perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
como gerador do
ouvidos nos diversos espaços (igreja, (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de
processo de
clube, feira, dentre outros) e fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a
alfabetização
contextos sociais (quilombola, situação e a posição do interlocutor
cultural/letramento dos
ribeirinho, indígena) (EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor
sujeitos
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para

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corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação


(EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor,
(re)contagens de história, poemas e outros textos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel),
poemas visuais, tiras e histórias em quadrinho, dentre outros gêneros do campo artístico-literário,
considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,
organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que
preciso, informações necessárias à produção texto, organizando em tópicos os dados e as fontes
pesquisadas
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor,
ilustrando, quando for o caso, em portador adequado, manual ou digital
(EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, recontagens de história, lidas pelo professor,
histórias imaginárias ou baseadas em livros de imagem, observando a forma de composição de textos
narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço)
(EF02LP27) Reescrever textos narrativos literários lidos pelo professor
(EF12LP03) Copiar textos breves, mantendo suas características e voltando para o texto sempre que tiver
dúvidas sobre sua distribuição gráfica, espaçamento entre as palavras, escrita das palavras e pontuação
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
(EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com mediação do professor (leitura compartilhada), textos que
circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses
(EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na decodificação, no caso de palavras de uso frequente, ler
globalmente, por memorização
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência,
textos curtos com nível de textualidade adequado
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas
3.2 Vivenciar e registrar suas gráficas e de acordo com as características do gênero textual
transformações comunicativas (EF01LP10) Nomear as letras do alfabeto e recitá-lo na ordem das letras
ocorridas no tempo e no espaço (EF01LP11) Conhecer, diferenciar e relacionar letras em formato de imprensa e cursiva, maiúscula e
enquanto sujeito do processo de minúscula
letramento (EF01LP12) Reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco
(EF01LP01) Reconhecer que os textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo
(EF01LP14) Identificar outros sinais no texto além das letras, como ponto final, ponto de interrogação e
ponto de exclamação e seus efeitos na entonação
(EF01LP03) Observar escritas convencionais, comparando-as às suas produções escritas, percebendo
semelhanças e diferenças
(EF02LP06) Perceber o princípio acrofônico que opera nos nomes das letras do alfabeto
(EF02LP08) Segmentar corretamente as palavras ao escrever frases e textos
(EF02LP11) Formar o aumentativo e o diminutivo de palavras com os sufixos -ão e –inho / -zinho
(EF02LP09) Usar adequadamente ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação
(EF02LP07) Escrever palavras, frases, textos curtos nas formas imprensa e cursiva

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(EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas
já dominadas, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as
palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação
(EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente,
ação, objeto da ação
(EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos
(EF03LP26) Identificar e reproduzir, em relatórios de observação e pesquisa, a formatação e a
diagramação específica desses gêneros (passos ou listas de itens, tabelas, ilustrações, gráficos, resumos
dos resultados), inclusive em suas versões orais
(EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de
exclamação e, em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos,
de adjetivos e de verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras
(EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos em cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas
do leitor ou de reclamação a jornais ou revistas), digitais ou impressas
(EF03LP24) Ler/ouvir e compreender, com autonomia, relatos de observações e de pesquisas em fontes
de informações, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF03LP11) Ler e compreender, com autonomia, textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de
montagem, etc.) com estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a serem
seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa
e o tema/assunto do texto
(EF03LP12) Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais e diárias, com expressão de sentimentos
e opiniões, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero
carta e com a estrutura própria desses textos (problema, opinião, argumentos), considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF03LP18) Ler e compreender, com autonomia, cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital
(carta de leitor e de reclamação a jornais, revistas) e notícias, dentre outros gêneros do campo jornalístico,
de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto
do texto
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como
direção do olhar, riso, gestos, movimentos de cabeça (de concordância ou discordância), expressão
1.1 Identificar os elementos não corporal, tom de voz
linguísticos e multissemióticos (EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos
contidos nos diversos textos, multissemióticos (imagens, diagramas, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo
1. A variação linguística observando as variações linguísticas de fala e adequando a línguagem à situação comunicativa
LINGUAGEM E
e a multissemiose nos nos seus contextos específicos (EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de
SUAS FORMAS
diversos contextos palavras, jogo de palavras, tamanho de letra) em textos publicitários e de propaganda, como elementos de
COMUNICATIVAS
sociais convencimento
1.2 Reconhecer as significações (EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos
expressas pela multissemiose (EF01LP15) Agrupar palavras pelo critério de aproximação de significado (sinonímia) e separar palavras
resultantes dos arranjos na pelo critério de oposição de significado (antonímia)
linguagem com base em suportes (EF02LP10) Identificar sinônimos de palavras de texto lido, determinando a diferença de sentido entre eles,
diversos e formar antônimos de palavras encontradas em texto lido pelo acréscimo do prefixo de negação in- / im-

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(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e ponto de
vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e
sonoros e de metáforas
(EF12LP18) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, sonoridades, jogo de
palavras, reconhecendo seu pertencimento ao mundo imaginário e sua dimensão de encantamento, jogo e
fruição
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do
texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes
modos de divisão dos versos, estrofes e refrãos e seu efeito de sentido
(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde,
de maneira autônima, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de
assombração, etc.) e crônicas
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e
2.1 Reproduzir sua aprendizagem no personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens,
processo de alfabetização cultural narrador e a construção do discurso indireto e direto
como sujeito leitor da literatura (EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em verso, explorando rimas, sons e jogos de
palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões,
inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF01LP26) Identificar elementos de uma narrativa lida ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo
e espaço
(EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras,
quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade
(EF02LP28) Reconhecer o conflito gerador de uma narrativa ficcional e sua resolução, além de palavras,
expressões e frases que caracterizam personagens e ambientes
(EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia, cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do
campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando
sua forma de organização à sua finalidade
(EF02LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, textos literários, de gêneros variados,
desenvolvendo o gosto pela leitura
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em
meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião,
após a leitura
2.2 Expressar a influência dos (EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma
diferentes aspectos comunicativos da dimensão lúdica de encadeamento, valorizando-os em sua diversidade cultural como patrimônio artístico
linguagem literária como processo de da humanidade
sua formação cultural (EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de
eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala
de personagens

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(EF01LP19) Recitar parlendas, quadras, quadrinhas, trava-língua, com entonação adequada e observando
as rimas
(EF01LP18) Registrar, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cantigas, quadras,
quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP15) Cantar cantigas e canções obedecendo ao ritmo e à melodia
(EF02LP14) Planejar e produzir pequenos relatos de observação de processos, de fatos, de experiências
pessoais, mantendo as características do gênero, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto
do texto
(EF03LP27) Recitar cordel e cantar repentes e emboladas, observando as rimas e obedecendo ao ritmo e
à melodia
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos
(EF12LP15) Identificar a forma de composição de slogans publicitários
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
e palestras
(EF35LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
(EF12LP14) Identificar e reproduzir, em fotolegendas de notícias, álbum de fotos digital noticioso, cartas de
leitor (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a diagramação específicas de cada um desses
gêneros, inclusive em suas versões orais
(EF12LP16) Identificar e reproduzir, em anúncios publicitários e textos de campanha de conscientização
destinados ao público infantil (orais ou escritos, digitais ou impressas), a formatação e a diagramação
3. A interação e o uso 3.1 Identificar e reproduzir os específicas de cada um desses gêneros
da linguagem em suas componentes linguísticos presentes (EF01LP20) Identificar e reproduzir, em listas, agendas, calendários, regras, avisos, convites, receitas,
diversas formas na linguagem no processo de instruções de montagem, e legendas para álbuns, fotos e ilustrações (digitais ou impressas), a formatação
comunicativas construção de sentidos e a diagramação específicas de cada um desses gêneros
(EF01LP24) Identificar e reproduzir, em enunciados e tarefas escolares, diagramas, entrevistas,
curiosidades, digitais ou impressos, a formatação e a diagramação específica de cada um desses gêneros,
inclusive em suas versões orais
(EF02LP29) Observar, em poemas visuais, o formato do texto na página, as ilustrações e outros efeitos
visuais
(EF02LP16) Identificar e reproduzir, em bilhetes, recados, avisos, cartas, e-mails, receitas (modo de fazer),
relatos (digitais ou impressos), a formatação e a diagramação especifica de cada um desses gêneros
(EF02LP25) Identificar e reproduzir, em relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia
infantil, digitais ou impressos, a formatação e a diagramação específica de cada um desses gêneros,
inclusive em suas versões orais
(EF15LP10) Escutar, com atenção, fala de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
1.1 Cooperar com o grupo enquanto
1. A (EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas de regras e
sujeito integrante da Escola, da
VALORES À VIDA cooperação/competição regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação
família e da comunidade como
SOCIAL como valores das cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
espaços sociais de aprendência e de
diversas sociedades (EF02LP18) Planejar e produzir cartazes e folhetos para divulgar eventos da escola ou da comunidade,
atuação
utilizando linguagem persuasiva e elementos textuais e visuais (tamanho da letra, leiaute, imagens)
adequados ao gênero, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto

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(EF03LP15) Assistir, em vídeo digital, a programa de culinária infantil e, a partir dele, planejar e produzir
receitas em áudio ou vídeo
(EF12LP14) Identificar e reproduzir, em fotolegendas de notícias, álbum de fotos digital noticioso, cartas de
leitor (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses
gêneros, inclusive em suas versões orais
(EF35LP10) Identificar gêneros textuais do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos
comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea,
conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e
TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes lides e corpo de notícias simples para o
público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a
diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,
1.2 Transformar os espaços sociais
organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for
cooperando com o todo a partir das
preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes
vivências aprendidas
pesquisadas
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
(EF03LP16) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem,
digitais ou impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a
serem seguidos) e a diagramação específica dos textos desses gêneros (lista de ingredientes ou materiais
e instruções de execução – ―modo de fazer‖)
(EF03LP17) identificar e reproduzir, em gêneros epistolares e diários, a formatação própria desses textos
(relato de acontecimento, expressão de vivências, emoções, opiniões ou críticas) e a diagramação
específica dos textos desses gêneros (data, saudação, corpo do texto, despedida, assinatura)
(EF03LP25) Planejar e produzir textos para apresentar resultados de observações, pesquisas em fontes de
informações, incluindo, quando pertinente, imagens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio
de diálogos entre as personagens e marcadores das falas das personagens e de cena
2.1 Identificar no ambiente familiar, (EF12LP19) Reconhecer, em textos versificados, rimas, sonoridades, jogos de palavras, palavras,
2. A família, a escola e escolar e comunitário aspectos de expressões, comparações, relacionando-as com sensações e associações
a comunidade na vivências que contribuem para o seu (EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a mediação do professor (leitura compartilhada), textos que
construção de valores processo formativo, mediante a circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses
sociais leitura e a compreensão dos diversos (EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor ou com
gêneros autonomia, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem (digitais ou
impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos
sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma

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dimensão lúdica de encadeamento, valorizando-os em sua diversidade cultural como patrimônio artístico
da humanidade
CULTURA E (EF12LP08) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas
IDENTIDADE em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para o público
infantil, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o
1.1 Reconhecer que a vivência, os tema/assunto do texto
conhecimentos adquiridos e a (EF12LP09) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans,
atuação com os pares têm relação anúncios publicitários e textos de campanha de conscientização destinados ao público infantil, dentre
com a formação das identidades outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF12LP10) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cartazes,
avisos, folhetos, regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros
1. As culturas local e gêneros do campo de atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
regional como (EF12LP17) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, enunciados
construção de e tarefas escolares, diagramas, curiosidades, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de
identidades enciclopédia infantil, entre outros gêneros do campo investigativo, considerando a situação comunicativa e
o tema/assunto do texto
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando
características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como
1.2 Compreender e reconhecer as
características do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando
diversas culturas e suas
preconceitos linguísticos
características na formação de
(EF35LP01PA) Reconhecer as variedades linguísticas como formas de cultura e identidade evidenciadas
identidade evitando, assim,
nas suas condições de produção dos textos, evitando o preconceito linguístico
preconceitos
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de
enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto
(EF12LP13) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans e
peça de campanha de conscientização destinada ao público infantil que possam ser repassados oralmente
por meio e ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do texto
(EF15LP08) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
(EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas,
2.1 Planejar e produzir textos orais e curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente por
2. O multiculturalismo e escritos com a colaboração dos meio e ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o
suas interfaces com as colegas e/ou professor, resultantes tema/assunto/finalidade do texto
linguagens de trabalhos ou pesquisas por meio (EF02LP21) Explorar com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de
das diversas linguagens e mídias pesquisa, conhecendo suas possibilidades
(EF02LP20) Reconhecer a função dos textos utilizados para apresentar informações coletadas em
atividades de pesquisa (enquetes, pequenas entrevistas, registros de experimentações)
(EF02LP19) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, notícias
curtas para o público infantil, para compor jornal falado que possa ser repassado oralmente ou em meio
digital, em áudio ou vídeo, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF02LP24) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, relatos de

125
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

experimentos, registros de observação, entrevistas, dentre outros gêneros do campo investigativo, que
possam ser repassados oralmente por meio e ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP23) Planejar e produzir, com certa autonomia, pequenos registros de observação de resultados de
pesquisa, coerentes com um tema investigativo
LÍNGUA PORTUGUESA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF15LP09) Expressar-se, em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser
compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo
adequado
1.1 Produzir textos orais e escritos (EF35LP08) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por
coerentes com ajuda dos colegas pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão
e/ou professor a partir do contexto pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição,
social utilizando elementos coesivos conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade
e suas estruturas basilares, bem (EF04LP11) Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do
1. A dimensão como os demais recursos campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses
espaço/tempo na necessários textos (problemas, opinião, argumento), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade
relação das diversas do texto
linguagens e o (EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor,
indivíduo ilustrando, quando for o caso, em portador adequado, manual ou digital
(EF04LP22) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de enciclopédia infantil digitais ou
impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
1.2 Compreender as transformações
(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressos, para o jornal
ocorridas nos elementos
ESPAÇO/TEMPO E da escola, noticiando fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do
comunicativos no tempo/espaço e a
SUAS gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
partir disso planejar e produzir textos
TRANSFORMAÇÕES (EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet,
orais e escritos com certa autonomia
orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/ televisivo e
entrevista
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como
2.1 Identificar e analisar os direção do olhar, riso, gestos, movimentos de cabeça (de concordância ou discordância), expressão
elementos contidos no tempo/espaço corporal, tom de voz
que contribuem para a construção de (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
sentido na produção de textos (EF04LP18) Analisar o padrão entonacional e a expressão facial e corporal de âncoras de jornais
2. Interação e
radiofônicos e televisivos e de entrevistadores/ entrevistados
reconhecimento de
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvidas sobre a escrita das palavras, especialmente no
diversos elementos
caso de palavras com relação irregulares fonema-grafema
comunicativos no
tempo/espaço 2.2 Identificar os diferentes recursos (EF35LP17) Buscar e selecionar, com apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos
e fontes como instrumentos básicos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais
na sua formação como aprendente (EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais
da língua portuguesa plausível para o contexto que deu origem à consulta
(EF04LP20) Reconhecer a função de gráficos, diagramas e tabelas, como forma de apresentação de
dados de informações

126
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF04LP23) Identificar e reproduzir, em verbetes de enciclopédia infantil, digitais ou impressos, a


formatação e a diagramação específica desse gênero (título do verbete, detalhamento, definição,
curiosidades), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto
(EF04LP24) Identificar e reproduzir, em seu formato, tabelas, diagramas e gráficos em relatórios de
observação e pesquisa, como forma de apresentação de dados de informação
2.3 Vivenciar e registrar suas (EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos
transformações ocorridas no tempo/ sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições
espaço enquanto sujeito do processo de produção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais,
de letramento, reconhecendo que os recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e
elementos comunicacionais inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas
contribuem para a sua formação (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para
corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
e palestras
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas
gráficas e de acordo com as características do gênero textual
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos
1.1 Localizar e inferir informações
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos
implícitas e explícitas baseado nas
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos
representações semióticas que
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de
conduzem a essas conclusões,
enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto
inclusive quanto ao seu efeito de
sentido expressando a compreensão (EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/ sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários, etc.)
delas (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes
modos de divisão dos versos, estrofes e refrãos e seu efeito de sentido
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula disponíveis e/ou em
meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião,
após leitura
1. Signos, símbolos e (EF04LP26) Observar, em poemas concretos, o formato, a distribuição e a diagramação das letras do texto
LINGUAGEM E
códigos como na página (EF04LP27) Identificar, em textos dramáticos, marcadores das falas das personagens e de cena
SUAS FORMAS
representações de (EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio
COMUNICATIVAS
formas comunicativas de diálogos entre as personagens e marcadores das falas das personagens e de cena
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e ponto de
1.2 Reproduzir sua aprendizagem vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas
enquanto sujeito leitor da literatura (EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e
sonoros e de metáforas
(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde,
de maneira autônima, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de
assombração, etc.) e crônicas
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e
interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias)
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões,
inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores

127
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e
personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens,
narrador e a construção do discurso indireto e direto
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em verso, explorando rimas, sons e jogos de
palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros
(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de
eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala
de personagens
(EF04LP25) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens, de acordo
com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,
organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que
preciso, informações necessárias à produção texto, organizando em tópicos os dados e as fontes
pesquisadas
1.3 Planejar e produzir textos orais e
(EF15LP08) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
escritos resultantes de trabalhos ou
produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
pesquisas por meio das diversas
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos
linguagens, mídias, vivências e
multissemióticos (imagens, diagramas, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo
contextos
de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa
(EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a programa infantil com instruções de montagem, de jogos e
brincadeiras e, a partir dele, planejar e produzir tutoriais em áudio ou vídeo
(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observações
e pesquisas em fontes de informações impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente, imagens e
gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF04LP14) Identificar, em notícias, fatos, participantes, local e momento/tempo da ocorrência do fato
noticiado
(EF04LP09) Ler e compreender, com autonomia, boletos, faturas e carnês, dentre outros gêneros do
2.1 Compreender que o contexto campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero (campos, itens elencados, medidas de
social contribui para o processo de consumo, código de barras) e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto
letramento ampliando o seu (EF04LP10) Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do
2. O letramento como desenvolvimento comunicacional campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação
processo de comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
desenvolvimento (EF04LP19) Ler e compreender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a
comunicacional situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são
irregulares e com h inicial que não representa fonema
2.2 Compreender os recursos
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e
linguísticos e gramaticais adquiridos
demonstrativos como recurso coesivo anafórico
no processo de letramento
(EF04LP05) Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita ponto final, de interrogação,
de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumerações e em

128
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

separação de vocativo e de aposto


(EF04LP06) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre substantivo ou pronome
pessoal e verbo (concordância verbal)
(EF04LP07) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre artigo, substantivo e
adjetivo (concordância no grupo nominal)
(EF04LP08) Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -
izar/-isar (regulares morfológicas)
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir o texto, os conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regras
básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de
interrogação, vírgula em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso
(EF04LP02) Ler e escrever, corretamente, palavras com sílabas VV e CVV em casos nos quais a
2.3 Compreender a estrutura da
combinação VV (ditongo) é reduzida na língua oral (ai, ei, ou)
construção da silaba suas
(EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares diretas e
regularidades e irregularidades na
contextuais
construção das palavras
(EF04LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s)
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa
cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital,
reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem produziu e a quem se destinam
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em
textos multissemióticos
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar
3.1 Reconhecer o efeito de sentido informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.)
3. A semiose como dos textos orais e escritos, sua (EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência
recurso de construção finalidade e propósito baseado nas textos curtos com nível de textualidade adequado
de sentido nas diversas pistas linguísticas subjacentes neles (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto
formas comunicativas e as contribuições para a sua da frase ou do texto
continuidade (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de
substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos,
demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
e palestras
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de
enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto quando for o caso
(EF15LP10) Escutar, com atenção, fala de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
1. A família, a escola e
1.1 Contribuir com o grupo enquanto (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizados por colegas, formulando
a comunidade na
sujeito na constituição da Escola e na perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
VALORES À VIDA construção de valores
comunidade como espaço social (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na
SOCIAL sociais
escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando
a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF35LP10) Identificar gêneros textuais do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos
comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea,

129
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e
TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes lides e corpo de notícias simples para o
público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a
2. A ética como 2.1 Identificar e usar os diferentes diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais
princípio mediador das gêneros textuais de acordo com o (EF04LP13) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (instruções de jogos digitais ou
relações sociais, o contexto social se constituindo impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a serem
respeito e a superação sujeito-cidadão seguidos) e formato específico dos textos orais ou escritos desses gêneros (lista/ apresentação de
de preconceitos materiais e instruções/ passos de jogo)
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de
fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a
situação e a posição do interlocutor
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor
1.1 Reelaborar textos orais a partir de (EF45LP01PA) Descrever oralmente ou por meio da escrita os textos diversos trabalhados pelo professor
histórias ouvidas na construção de em sala de aula
identidades (EF04LP01PA) Reelaborar textos da cultura amazônica – orais ou escritos – mantendo a linguagem
característica para a preservação da memória e da tradição dessa literatura
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando
características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como
CULTURA E 1. Memória, tradição e 1.2 Identificar os elementos culturais característica do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando
IDENTIDADE diversidade cultural presentes nos diversos textos em preconceitos linguísticos
distintos contextos sociais (EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma
dimensão lúdica de encadeamento, valorizando-se, em sua diversidade cultural como património artístico
da humanidade
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do
1.3 Conhecer e apreciar textos em
texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais
diversos formatos produzidos em
(EF35LP01PA) Reconhecer as variedades linguísticas como formas de cultura e identidade evidenciadas
diferentes contextos e culturas
nas suas condições de produção dos textos
LÍNGUA PORTUGUESA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF15LP09) Expressar-se, em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser
compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo
adequado
1.1 Produzir textos orais e escritos (EF05LP11) Registrar com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros dirigidas a
1. A dimensão
com autonomia a partir do contexto veículos da mídia impressa ou digital (cartas do leitor a jornais, revistas), com expressão de sentimentos e
ESPAÇO/TEMPO E espaço/tempo na
social utilizando elementos coesivos opiniões, de acordo com as convenções do gênero textual carta, considerando a situação comunicativa e o
SUAS relação das diversas
e suas estruturas basilares, bem tema/ assunto do texto
TRANSFORMAÇÕES linguagens e o
como os demais recursos (EF35LP08) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por
indivíduo
necessários pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão
pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição,
conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade
(EF05LP12) Planejar e produzir, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação
comunicativa e a finalidade do texto
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor,
ilustrando, quando for o caso, em portador adequado, manual ou digital
(EF05LP25) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de dicionário, digitais ou impressos,
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto
1.2 Compreender as transformações (EF05LP18) Roteirizar, produzir e editar vídeo para vlogs argumentativos sobre produtos de mídia para o
ocorridas nos elementos público infantil (filmes, desenhos animados, HQs, games, etc.) com base em conhecimentos dobre os
comunicativos no tempo/espaço e a mesmos, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/
partir disso planejar e produzir textos assunto/ finalidade do texto
orais e escritos com autonomia (EF05LP17) Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesse da turma, a
partir de buscas de informações imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do
gênero e considerando a situação comunicativa
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como
2.1 Identificar e analisar os direção do olhar, riso, gestos, movimentos de cabeça (de concordância ou discordância), expressão
elementos contidos no tempo/espaço corporal, tom de voz
e a força argumentativa deles na (EF05LP20) Analisar a validade e a força de argumentos em argumentações sobre produtos de mídia para
construção de sentido na recepção e o público infantil (filmes, desenhos animados, HQs, games, etc.) com base em conhecimentos sobre os
produção de textos mesmos
(EF05LP21) Analisar o padrão entonacional, a expressão facial e corporal e as escolhas de variedade e
registro linguístico de vloggers de vlogs opinativos ou argumentativos
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvidas sobre a escrita das palavras, especialmente no
caso de palavras com relação irregulares fonema-grafema
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos
2.2 Identificar os diferentes recursos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais
2. Interação e
e fontes como instrumentos básicos (EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes
reconhecimento de
na produção de textos, comparando significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos
diversos elementos
informações e as utilizando utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual
comunicativos no
(EF05LP23) Comparar informações apresentadas em gráficos e tabela
tempo/espaço
(EF05LP16) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre
o que é mais confiável e por quê
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos
sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições
2.3 Vivenciar e registrar suas de produção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais,
transformações comunicativas recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e
ocorridas no tempo/ espaço enquanto inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas
sujeito do processo de letramento (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para
tendo consciência de que os corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação
elementos comunicacionais (EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
contribuem na sua formação e palestras
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas
gráficas e de acordo com as características do gênero textual

131
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF05LP19) Argumentar oralmente sobre acontecimentos de interesse social, com base em conhecimentos
sobre fatos divulgados em TV, rádio, mídia impressa ou digital, respeitando pontos de vista diferentes
(EF05LP27) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e
articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível
adequado de informatividade
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos
1.1 Inferir informações implícitas e
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos
explícitas baseado nas
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos
representações semióticas que
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de
conduzem a essas conclusões,
enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto
inclusive quanto ao efeito de sentido
delas (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes
modos de divisão dos versos, estrofes e refrãos e seu efeito de sentido
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula disponíveis e/ou em
meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião,
após leitura
(EF05LP28) Observar, em ciberpoemas e minicontos infantis em mídia digital, os recursos multissemióticos
presentes nesses textos digitas
(EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio
de diálogos entre as personagens e marcadores das falas das personagens e de cena
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e ponto de
vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e
1. Signos, símbolos e
LINGUAGEM E sonoros e de metáforas
códigos como
SUAS FORMAS (EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde,
representações de 1.2 Compreender a literatura
COMUNICATIVAS de maneira autônima, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de
formas comunicativas reproduzindo sua aprendizagem
assombração, etc.) e crônicas
enquanto sujeito leitor da mesma no
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e
se processo de formação
interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias)
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões,
inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e
personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens,
narrador e a construção do discurso indireto e direto
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em verso, explorando rimas, sons e jogos de
palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de
eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala
de personagens
(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,

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organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que
preciso, informações necessárias à produção texto, organizando em tópicos os dados e as fontes
pesquisadas
(EF15LP08) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
1.2 Reproduzir e produzir textos orais produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
e escritos resultantes de trabalhos ou (EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos
pesquisas por meio das diversas multissemióticos (imagens, diagramas, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo
linguagens, mídias, vivências e de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa
contextos (EF05LP24) Planejar e produzir textos sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em
fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF05LP13) Assistir, em vídeo digital, a postagem de vlog infantil de críticas de brinquedos e livros de
literatura infantil e, a partir dele, planejar e produzir resenhas digitais em áudio ou vídeo
(EF05LP09) Ler e compreender, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros
gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções desse gênero e considerando a
situação comunicativa e a finalidade do texto
(EF05LP10) Ler e compreender, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns dentre outros gêneros do
2.1 Compreender que o contexto
campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa
social contribui para o processo de
e a finalidade do texto
letramento ampliando o seu
(EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com autonomia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs
desenvolvimento comunicacional
argumentativos, dentre outros gêneros do campo político-cidadão, de acordo com as convenções dos
gêneros e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF05LP22) Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações
gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são
irregulares e com h inicial que não representa fonema
2. O letramento como (EF05LP05) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo
processo de (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e
desenvolvimento demonstrativos como recurso coesivo anafórico
comunicacional (EF05LP07) Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto:
adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade
2.2 Fazer uso coerente dos recursos (EF05LP06) Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com
linguísticos e gramaticais adquiridos pronomes pessoais/ nomes sujeitos da oração
no processo de letramento (EF35LP07) Utilizar, ao produzir o texto, os conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regras
básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de
interrogação, vírgula em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso
(EF05LP08) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de
sufixo
(EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de
concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois pontos,
vírgulas em enumerações) e regras ortográficas
2.3 Compreender a estrutura da (EF05LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares, contextuais e
construção da silaba suas morfológicas palavras de uso frequente com correspondências irregulares

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regularidades e irregularidades na
(EF05LP03) Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas
construção das palavras
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
e palestras
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa
cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital,
reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem produziu e a quem se destinam
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em
textos multissemióticos
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar
informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.)
3.1 Reconhecer e analisar o efeito de
(EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes
3. A semiose como sentido dos textos orais e escritos,
significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos
recurso de construção sua finalidade e propósito baseado
utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual
de sentido nas diversas nas pistas linguísticas subjacentes
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto
formas comunicativas neles e as contribuições para a sua
da frase ou do texto
continuidade
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de
substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos,
demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de
enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto quando for o caso
(EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos e reconhecer, na leitura
de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência
textos curtos com nível de textualidade adequado
(EF15LP10) Escutar, com atenção, fala de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
1. A família, a escola e
1.1 Atuar no grupo enquanto sujeito (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizados por colegas, formulando
a comunidade na
na constituição da Escola e na perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
construção de valores
comunidade como espaço social (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na
sociais
escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando
a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF35LP10) Identificar gêneros textuais do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos
VALORES À VIDA comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea,
SOCIAL conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e
2. A ética como TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
2.1 Identificar e usar com autonomia
princípio mediador das (EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes lides e corpo de notícias simples para o
os diferentes gêneros textuais de
relações sociais, o público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a
acordo com o contexto social se
respeito e a superação diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais
constituindo sujeito-cidadão
de preconceitos (EF05LP14) Identificar e reproduzir, em textos resenha crítica de brinquedos ou livros de literatura infantil, e
a formatação própria desses textos (apresentação e avaliação do produto)
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de
fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a

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situação e a posição do interlocutor


(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor
1.1 Reelaborar e transcrever textos (EF45LP01PA) Descrever oralmente ou por meio da escrita os textos diversos trabalhados pelo professor
orais a partir de histórias ouvidas na em sala de aula
construção de identidades (EF05LP01PA) Transcrever textos da cultura amazônica – orais ou escritos – mantendo a linguagem
característica para a preservação da memória e da tradição dessa literatura
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando
características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como
1.2 Identificar e compreender os
CULTURA E 1. Memória, tradição e característica do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando
elementos culturais presentes nos
IDENTIDADE diversidade cultural preconceitos linguísticos
diversos textos em distintos
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma
contextos sociais
dimensão lúdica de encadeamento, valorizando-se, em sua diversidade cultural como património artístico
da humanidade
1.3 Apreciar e emitir juízo de valor (EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do
sobre textos em diversos formatos texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais
produzidos em diferentes contextos e (EF35LP01PA) Reconhecer as variedades linguísticas como formas de cultura e identidade evidenciadas
culturas nas suas condições de produção dos textos
LÍNGUA PORTUGUESA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF67LP23) Respeitar os turnos de fala, na participação em conversações e em discussões ou atividades
coletivas, na sala de aula e na escola e formular perguntas coerentes e adequadas em momentos
oportunos em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign
(esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo,
considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de
gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à
fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos
cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de
1. Interação e 1.1 Planejar e produzir textos orais e olho com plateia etc.
ESPAÇO/TEMPO E reconhecimento de escritos coerentes a partir do (EF67LP09) Planejar notícia impressa e para circulação em outras mídias (rádio ou TV/vídeo), tendo em
SUAS elementos contidos no contexto social utilizando diferentes vista as condições de produção, do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação
TRANSFORMAÇÕES ambiente a partir de formas de expressões linguísticas em etc. –, a partir da escolha do fato a ser noticiado (de relevância para a turma, escola ou comunidade), do
vivências e linguagens situações de comunicação levantamento de dados e informações sobre o fato – que pode envolver entrevistas com envolvidos ou com
especialistas, consultas a fontes, análise de documentos, cobertura de eventos etc.–, do registro dessas
informações e dados, da escolha de fotos ou imagens a produzir ou a utilizar etc. e a previsão de uma
estrutura hipertextual (no caso de publicação em sites ou blogs noticiosos)
(EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens
multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de
opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas
e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais,
gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre
outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista,

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de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as
condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar
possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de
forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade
de circulação desses textos e ―funde‖ os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do
gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido provocados pela seleção lexical, topicalização de elementos e
seleção e hierarquização de informações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF67LP07) Identificar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e perceber seus efeitos de sentido
(EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo às convenções da língua escrita
(EF67LP33) Pontuar textos adequadamente
(EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos
1.2 Reconhecer as semelhanças e
linguístico-discursivos de prescrição, causalidade, sequências descritivas e expositivas e ordenação de
diferenças nas formas pelas quais
eventos
diferentes grupos sociais lidam com
formas comunicativas fazendo uso (EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora,
dos diversos efeitos de sentido metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras
produzidos por recursos ortográficos (EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e
e sonoros publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos
noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos
verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e
futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos
persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais,
construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de
persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
1.3 Usar a linguagem oral e escrita
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
nos diferentes gêneros textuais,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
observando as transformações
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
ocorridas e suas influências no
jogo
processo de alfabetização e
(EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais
letramento
como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital,
que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do
argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de

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argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura


pergunta e resposta etc.
(EF69LP27) Analisar a forma composicional de textos pertencentes a gêneros normativos/ jurídicos e a
gêneros da esfera política, tais como propostas, programas políticos (posicionamento quanto a diferentes
ações a serem propostas, objetivos, ações previstas etc.), propaganda política (propostas e sua
sustentação, posicionamento quanto a temas em discussão) e textos reivindicatórios: cartas de
reclamação, petição (proposta, suas justificativas e ações a serem adotadas) e suas marcas linguísticas,
de forma a incrementar a compreensão de textos pertencentes a esses gêneros e a possibilitar a produção
de textos mais adequados e/ou fundamentados quando isso for requerido
(EF69LP42) Analisar a construção composicional dos textos pertencentes a gêneros relacionados à
divulgação de conhecimentos: título, (olho), introdução, divisão do texto em subtítulos, imagens ilustrativas
de conceitos, relações, ou resultados complexos (fotos, ilustrações, esquemas, gráficos, infográficos,
diagramas, figuras, tabelas, mapas) etc., exposição, contendo definições, descrições, comparações,
enumerações, exemplificações e remissões a conceitos e relações por meio de notas de rodapé, boxes ou
links; ou título, contextualização do campo, ordenação temporal ou temática por tema ou subtema,
intercalação de trechos verbais com fotos, ilustrações, áudios, vídeos etc. e reconhecer traços da
linguagem dos textos de divulgação científica, fazendo uso consciente das estratégias de impessoalização
da linguagem (ou de pessoalização, se o tipo de publicação e objetivos assim o demandarem, como em
alguns podcasts e vídeos de divulgação científica), 3ª pessoa, presente atemporal, recurso à citação, uso
de vocabulário técnico/especializado etc., como forma de ampliar suas capacidades de compreensão e
produção de textos nesses gêneros
(EF69LP29) Refletir sobre a relação entre os contextos de produção dos gêneros de divulgação científica –
texto didático, artigo de divulgação científica, reportagem de divulgação científica, verbete de enciclopédia
(impressa e digital), esquema, infográfico (estático e animado), relatório, relato multimidiático de campo,
podcasts e vídeos variados de divulgação científica etc. – e os aspectos relativos à construção
composicional e às marcas linguísticas características desses gêneros, de forma a ampliar suas
possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes a esses gêneros
(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas,
comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de
interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos,
culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e
demonstrando domínio dos gêneros
(EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e
circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo (escrito
ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse
contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando
estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para,
com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas,
fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e
editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/ alterando
efeitos, ordenamentos etc.
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções
culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem

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um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se
nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo
professor
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação,
levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação
2.1 Reconhecer a importância das oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando
diversas formas de comunicação na também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e
formação do sujeito, utilizando as pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da
diferentes linguagens de maneira fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea
responsável e autônoma (EF69LP41) Usar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos
e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens,
inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a
quantidade de texto (e imagem) por slide, usando progressivamente e de forma harmônica recursos mais
2. As linguagens e seus sofisticados como efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados etc.
significados contidos no (EF69LP14) Formular perguntas e decompor, com a ajuda dos colegas e dos professores, tema/questão
espaço social na polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão para análise mais minuciosa e
formação dos sujeitos buscar em fontes diversas informações ou dados que permitam analisar partes da questão e compartilhá-
2.2 Registrar no espaço/tempo sua
los com a turma
relação com as territorialidades
(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de
sociais (família, bairro, cidade,
participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais,
estado, país, planeta...)
intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma
problemática ou ―convocar‖ para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto
de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos
(EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar
2.3 Perceber suas práticas sociais diferentes graus de parcialidade/ imparcialidade dados pelo recorte feito e pelos efeitos de sentido
em diferentes mídias e situações advindos de escolhas feitas pelo autor, de forma a poder desenvolver uma atitude crítica frente aos textos
comunicativas produzindo textos em jornalísticos e tornar-se consciente das escolhas feitas enquanto produtor de texto
diferentes linguagens (EF06LP02) Estabelecer relação entre os diferentes gêneros jornalísticos, compreendendo a centralidade
da notícia
(EF67LP20) Realizar pesquisa, a partir de recortes e questões definidos previamente, usando fontes
indicadas e abertas
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
3.1 Vivenciar e registrar suas
3. O espaço/tempo posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
transformações ocorridas no tempo e
como gerador do contextos públicos, como diante dos representados)
no espaço enquanto sujeito do
processo de (EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
processo de letramento,
alfabetização reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
reconhecendo a importância do uso
cultural/letramento dos configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
coerente dos diversos recursos
sujeitos as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
interacionais na sua formação
(EF69LP40) Analisar, em gravações de seminários, conferências rápidas, trechos de palestras, dentre
outros, a construção composicional dos gêneros de apresentação – abertura/saudação, introdução ao
tema, apresentação do plano de exposição, desenvolvimento dos conteúdos, por meio do encadeamento
de temas e subtemas (coesão temática), síntese final e/ou conclusão, encerramento –, os elementos

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paralinguísticos (tais como: tom e volume da voz, pausas e hesitações – que, em geral, devem ser
minimizadas –, modulação de voz e entonação, ritmo, respiração etc.) e cinésicos (tais como: postura
corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia, modulação
de voz e entonação, sincronia da fala com ferramenta de apoio etc.), para melhor performar apresentações
orais no campo da divulgação do conhecimento
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF67LP34) Formar antônimos com acréscimo de prefixos que expressam noção de negação
(EF67LP35) Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação,
levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação
oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando
também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e
pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da
fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea
(EF67LP14) Definir o contexto de produção da entrevista (objetivos, o que se pretende conseguir, porque
aquele entrevistado etc.), levantar informações sobre o entrevistado e sobre o acontecimento ou tema em
questão, preparar o roteiro de perguntar e realizar entrevista oral com envolvidos ou especialistas
relacionados com o fato noticiado ou com o tema em pauta, usando roteiro previamente elaborado e
formulando outras perguntas a partir das respostas dadas e, quando for o caso, selecionar partes,
transcrever e proceder a uma edição escrita do texto, adequando-o a seu contexto de publicação, à
3.2 Planejar e produzir textos orais e construção composicional do gênero e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
escritos resultantes de trabalhos ou temática
pesquisas por meio das diversas (EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
linguagens e mídias pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados
(EF67LP21) Divulgar resultados de pesquisas por meio de apresentações orais, painéis, artigos de
divulgação científica, verbetes de enciclopédia, podcasts científicos etc.
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos

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(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros
(EF67LP22) Produzir resumos, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o uso adequado de
paráfrases e citações
(EF06LP12) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (nome e pronomes), recursos
semânticos de sinonímia, antonímia e homonímia e mecanismos de representação de diferentes vozes
(discurso direto e indireto)
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens estáticas, sequenciação ou
sobreposição de imagens, definição de figura/fundo, ângulo, profundidade e foco, cores/tonalidades,
relação com o escrito (relações de reiteração, complementação ou oposição) etc. em notícias, reportagens,
fotorreportagens, foto-denúncias, memes, gifs, anúncios publicitários e propagandas publicados em jornais,
revistas, sites na internet etc.
(EF67LP27) Analisar, entre os textos literários e entre estes e outras manifestações artísticas (como
1.1 Compreender e produzir textos cinema, teatro, música, artes visuais e midiáticas), referências explícitas ou implícitas a outros textos,
usando as formas comunicativas quanto aos temas, personagens e recursos literários e semióticos
existentes nas manifestações (EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
linguísticas com base nas diversas os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação
representações semióticas que e expressividade, variedades e registros linguísticos), os gestos e os deslocamentos no espaço cênico, o
conduzem a produção de sentidos figurino e a maquiagem e elaborando as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora
e da exploração dos modos de interpretação
(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos
sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico,
esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas,
infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão
desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão
(EF67LP29) Identificar, em texto dramático, personagem, ato, cena, fala e indicações cênicas e a
organização do texto: enredo, conflitos, ideias principais, pontos de vista, universos de referência
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
1.2 Identificar e relatar as outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
experiências linguísticas advindas escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
desse diálogo com o cotidiano, das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
expressando sua aprendizagem comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
como sujeito leitor da literatura minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada
gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha
lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido
decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades
linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e
percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do

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foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e
indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do
uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo
(EF67LP31) Criar poemas compostos por versos livres e de forma fixa (como quadras e sonetos),
utilizando recursos visuais, semânticos e sonoros, tais como cadências, ritmos e rimas, e poemas visuais e
vídeo-poemas, explorando as relações entre imagem e texto verbal, a distribuição da mancha gráfica
(poema visual) e outros recursos visuais e sonoros
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para
caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos
personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o
tratamento da temática
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF06LP07) Identificar, em textos, períodos compostos por orações separadas por vírgula sem a utilização
de conectivos, nomeando-os como períodos compostos por coordenação
(EF06LP08) Identificar, em texto ou sequência textual, orações como unidades constituídas em torno de
um núcleo verbal e períodos como conjunto de orações conectadas
(EF06LP10) Identificar sintagmas nominais e verbais como constituintes imediatos da Oração
2.1 Identificar e compreender os
(EF06LP04) Analisar a função e as flexões de substantivos e adjetivos e de verbos nos modos Indicativo,
recursos linguísticos e gramaticais
Subjuntivo e Imperativo: afirmativo e negativo
que são manifestos por meio da
linguagem manifestando sua (EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
aprendência no processo de normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
letramento nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
2. O letramento como parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
processo sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
comunicacional indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF69LP28) Observar os mecanismos de modalização adequados aos textos jurídicos, as modalidades
deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo:
2.2 Fazer uso dos recursos
Proibição: ―Não se deve fumar em recintos fechados.‖; Obrigatoriedade: ―A vida tem que valer a pena.‖;
linguísticos e gramaticais adquiridos
Possibilidade: ―É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis‖, e os
na sua vivência como aprendente da
mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas,
língua portuguesa no processo
em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo:
comunicacional
―Que belo discurso!‖, ―Discordo das escolhas de Antônio.‖ ―Felizmente, o buraco ainda não causou
acidentes mais graves‖

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(EF06LP09) Classificar, em texto ou sequência textual, os períodos simples compostos


(EF06LP06) Empregar, adequadamente, as regras de concordância nominal (relações entre os
substantivos e seus determinantes) e as regras de concordância verbal (relações entre o verbo e o sujeito
simples e composto)
(EF06LP11) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: tempos verbais,
concordância nominal e verbal, regras ortográficas, pontuação etc.
(EF67LP36) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (léxica e pronominal) e sequencial e
outros recursos expressivos adequados ao gênero textual
(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma padrão em situações de fala e
escrita nas quais ela deve ser usada
(EF69LP31) Utilizar pistas linguísticas – tais como ―em primeiro/segundo/terceiro lugar‖, ―por outro lado‖,
―dito de outro modo‖, isto é‖, ―por exemplo‖ – para compreender a hierarquização das proposições,
sintetizando o conteúdo dos textos
(EF06LP11) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: tempos verbais,
concordância nominal e verbal, regras ortográficas, pontuação etc.
(EF06LP12) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (nome e pronomes), recursos
semânticos de sinonímia, antonímia e homonímia e mecanismos de representação de diferentes vozes
(discurso direto e indireto)
(EF69LP18) Utilizar, na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as
relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão adequados aos tipos
de argumento e à forma de composição de textos argumentativos, de maneira a garantir a coesão, a
coerência e a progressão temática nesses textos (―primeiramente, mas, no entanto, em
primeiro/segundo/terceiro lugar, finalmente, em conclusão‖ etc.)
(EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários,
relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos
utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a
fomentar práticas de consumo conscientes
(EF67LP07) Identificar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e perceber seus efeitos de sentido
3. Os diferentes
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens estáticas, sequenciação ou
aspectos comunicativos 3.1 Identificar e reconhecer o efeito
sobreposição de imagens, definição de figura/fundo, ângulo, profundidade e foco, cores/tonalidades,
das linguagens no de sentido dos textos orais e escritos
relação com o escrito (relações de reiteração, complementação ou oposição) etc. em notícias, reportagens,
contexto social como e sua finalidade considerando os
fotorreportagens, foto-denúncias, memes, gifs, anúncios publicitários e propagandas publicados em jornais,
processo de aspectos comunicativos nas pistas
revistas, sites na internet etc.
alfabetização e linguísticas subjacentes neles
(EF06LP05) Identificar os efeitos de sentido dos modos verbais, considerando o gênero textual e a
letramento
intenção comunicativa
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido provocados pela seleção lexical, topicalização de elementos e
seleção e hierarquização de informações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF69LP05) Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, o efeito
de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês,
de recursos iconográficos, de pontuação etc.
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os

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recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as


pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de
figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura
corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros
em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de
linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia,
paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas
e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como
modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações
próprios de cada gênero narrativo
(EF06LP03) Analisar diferenças de sentido entre palavras de uma série sinonímica
(EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora,
metonímia, personificação, hipérbole e outras
(EF69LP34) Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir
marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro
comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa
conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do
texto, a sistematização de conteúdos e informações e um posicionamento frente aos textos, se esse for o
caso
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências;
em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em
entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a
3.2 Localizar e inferir informações esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente
implícitas e explícitas com base nas (EF67LP05) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e argumentos em textos
diversas representações semióticas argumentativos (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), manifestando
que conduzem a essas conclusões concordância ou discordância
(EF67LP26) Reconhecer a estrutura de hipertexto em textos de divulgação científica e proceder à remissão
a conceitos e relações por meio de notas de rodapés ou boxes
(EF69LP39) Definir o recorte temático da entrevista e o entrevistado, levantar informações sobre o
entrevistado e sobre o tema da entrevista, elaborar roteiro de perguntas, realizar entrevista, a partir do
roteiro, abrindo possibilidades para fazer perguntas a partir da resposta, se o contexto permitir, tomar nota,
gravar ou salvar a entrevista e usar adequadamente as informações obtidas, de acordo com os objetivos
estabelecidos
(EF06LP02) Estabelecer relação entre os diferentes gêneros jornalísticos, compreendendo a centralidade
da notícia
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes,
levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências,
3.3 Compreender os diferentes
complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais,
aspectos das linguagens fazendo uso
compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão
dos recursos linguísticos e
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.),
gramaticais adquiridos no processo
avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor,
de letramento
as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros,
tabelas ou gráficos

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(EF67LP11) Planejar resenhas, vlogs, vídeos e podcasts variados, e textos e vídeos de apresentação e
apreciação próprios das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay,
detonado etc.), dentre outros, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo,
leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha de uma produção ou evento
cultural para analisar – livro, filme, série, game, canção, videoclipe, fanclipe, show, saraus, slams etc. – da
busca de informação sobre a produção ou evento escolhido, da síntese de informações sobre a
obra/evento e do elenco/seleção de aspectos, elementos ou recursos que possam ser destacados positiva
ou negativamente ou da roteirização do passo a passo do game para posterior gravação dos vídeos
(EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo as convenções da língua escrita
(EF67LP10) Produzir notícia impressa tendo em vista características do gênero – título ou manchete com
verbo no tempo presente, linha fina (opcional), lide, progressão dada pela ordem decrescente de
importância dos fatos, uso de 3ª pessoa, de palavras que indicam precisão –, e o estabelecimento
adequado de coesão e produzir notícia para TV, rádio e internet, tendo em vista, além das características
do gênero, os recursos de mídias disponíveis e o manejo de recursos de captação e edição de áudio e
imagem
(EF67LP12) Produzir resenhas críticas, vlogs, vídeos, podcasts variados e produções e gêneros próprios
das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay, detonado etc.), que
apresentem/descrevam e/ou avaliem produções culturais (livro, filme, série, game, canção, disco,
videoclipe etc.) ou evento (show, sarau, slam etc.), tendo em vista o contexto de produção dado, as
características do gênero, os recursos das mídias envolvidas e a textualização adequada dos textos e/ou
produções
(EF67LP13) Produzir, revisar e editar textos publicitários, levando em conta o contexto de produção dado,
explorando recursos multissemióticos, relacionando elementos verbais e visuais, utilizando adequadamente
estratégias discursivas de persuasão e/ou convencimento e criando título ou slogan que façam o leitor
motivar-se a interagir com o texto produzido e se sinta atraído pelo serviço, ideia ou produto em questão
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de
terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não
com o professor) de livros de maior extensão como romances, narrativas de enigma, narrativas de
aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de
esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da
tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela
1.A família, a escola e pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc.,
1.1 Reproduzir sua aprendizagem no
VALORES À VIDA a comunidade na gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de
processo de sujeito leitor da literatura
SOCIAL construção de valores audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos
na construção de valores sociais
sociais especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários
aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o
tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao
gênero poético e à situação de compartilhamento em questão
(EF67LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –,
romances infanto-juvenis, contos populares, contos de terror, lendas brasileiras, indígenas e africanas,

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narrativas de aventuras, narrativas de enigma, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em quadrinhos,


mangás, poemas de forma livre e fixa (como sonetos e cordéis), vídeo-poemas, poemas visuais, dentre
outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros
(estrofação, rimas, aliterações, etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico espacial
(distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal
(EF67LP31) Criar poemas compostos por versos livres e de forma fixa (como quadras e sonetos),
utilizando recursos visuais, semânticos e sonoros, tais como cadências, ritmos e rimas, e poemas visuais e
vídeo-poemas, explorando as relações entre imagem e texto verbal, a distribuição da mancha gráfica
(poema visual) e outros recursos visuais e sonoros
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
(EF67LP24) Tomar nota de aulas, apresentações orais, entrevistas (ao vivo, áudio, TV, vídeo),
identificando e hierarquizando as informações principais, tendo em vista apoiar o estudo e a produção de
sínteses e reflexões pessoais ou outros objetivos em questão.
(EF67LP18) Identificar o objeto da reclamação e/ou da solicitação e sua sustentação, explicação ou
justificativa, de forma a poder analisar a pertinência da solicitação ou justificação
(EF67LP15) Identificar a proibição imposta ou o direito garantido, bem como as circunstâncias de sua
aplicação, em artigos relativos a normas, regimentos escolares, regimentos e estatutos da sociedade civil,
regulamentações para o mercado publicitário, Código de Defesa do Consumidor, Código Nacional de
Trânsito, ECA, Constituição, dentre outros
(EF67LP19) Realizar levantamento de questões, problemas que requeiram a denúncia de desrespeito a
direitos, reivindicações, reclamações, solicitações que contemplem a comunidade escolar ou algum de
1.2 Identificar e usar os diferentes seus membros e examinar normas e legislações
gêneros textuais de acordo com o (EF69LP01) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a
contexto social percebendo que no esse tipo de discurso e vislumbrando possibilidades de denúncia quando for o caso
ambiente familiar, escolar e (EF67LP17) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas de solicitação e
comunitário são produzidos valores de reclamação (datação, forma de início, apresentação contextualizada do pedido ou da reclamação, em
que contribuem para o seu processo geral, acompanhada de explicações, argumentos e/ou relatos do problema, fórmula de finalização mais ou
formativo de sujeito-cidadão menos cordata, dependendo do tipo de carta e subscrição) e algumas das marcas linguísticas relacionadas
à argumentação, explicação ou relato de fatos, como forma de possibilitar a escrita fundamentada de
cartas como essas ou de postagens em canais próprios de reclamações e solicitações em situações que
envolvam questões relativas à escola, à comunidade ou a algum dos seus membros
(EF67LP16) Explorar e analisar espaços de reclamação de direitos e de envio de solicitações (tais como
ouvidorias, SAC, canais ligados a órgãos públicos, plataformas do consumidor, plataformas de
reclamação), bem como de textos pertencentes a gêneros que circulam nesses espaços, reclamação ou
carta de reclamação, solicitação ou carta de solicitação, como forma de ampliar as possibilidades de
produção desses textos em casos que remetam a reivindicações que envolvam a escola, a comunidade ou
algum de seus membros como forma de se engajar na busca de solução de problemas pessoais, dos
outros e coletivos
(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa,

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programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc.,
para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos,
CD´s, DVD´s etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros
que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas,
quando for o caso
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na
participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas
para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da
definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio
impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou
vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF69LP22) Produzir, revisar e editar textos reivindicatórios ou propositivos sobre problemas que afetam a
vida escolar ou da comunidade, justificando pontos de vista, reivindicações e detalhando propostas
(justificativa, objetivos, ações previstas etc.), levando em conta seu contexto de produção e as
características dos gêneros em questão
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
2.1 Respeitar as opiniões e as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
variações linguísticas reconhecendo- (EF67LP01PA) Assumir posição de respeito em relação às diversas formas de falar da língua portuguesa,
as como forma de expressão dos levando em consideração que suas variações são naturais, tendo em vista a diversidade de regiões e de
diversos grupos nas diferentes culturas que permeiam nossa língua
situações de comunicação rejeitando (EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
o preconceito colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP11) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações
2. O respeito das polêmicas em entrevistas, discussões e debates (televisivo, em sala de aula, em redes sociais etc.), entre
diferenças e a outros, e se posicionar frente a eles
superação de (EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito
preconceitos 2.2 Conhecer as variantes linguístico
linguísticas como formas (EF67LP23) Respeitar os turnos de fala, na participação em conversações e em discussões ou atividades
comunicativas, sem que haja coletivas, na sala de aula e na escola e formular perguntas coerentes e adequadas em momentos
preconceito regional, cultural histórico oportunos em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
e social cooperando com o grupo (EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou
enquanto sujeito atuante na questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social
constituição da Escola e na (EF67LP02) Explorar o espaço reservado ao leitor nos jornais, revistas, impressos e on-line, sites
comunidade como espaço social noticiosos etc., destacando notícias, fotorreportagens, entrevistas, charges, assuntos, temas, debates em
foco, posicionando-se de maneira ética e respeitosa frente a esses textos e opiniões a eles relacionadas, e
publicar notícias, notas jornalísticas, fotorreportagem de interesse geral nesses espaços do leitor
(EF69LP23) Contribuir com a escrita de textos normativos, quando houver esse tipo de demanda na escola
– regimentos e estatutos de organizações da sociedade civil do âmbito da atuação das crianças e jovens

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(grêmio livre, clubes de leitura, associações culturais etc.) – e de regras e regulamentos nos vários âmbitos
da escola – campeonatos, festivais, regras de convivência etc., levando em conta o contexto de produção e
as características dos gêneros em questão
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
jogo
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
1.1 Vivenciar e registrar, por meio da
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
linguagem escrita e oral a
1. Gênero, diversidade leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
diversidade cultural existente na
e linguagem slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
escola, na família, bairro e nos
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
diferentes grupos sociais
escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
CULTURA E
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
IDENTIDADE
minuto e outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e
propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a articulação entre elas
2.1 Reconhecer que sua vivência e em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-
2. As culturas local,
os conhecimentos adquiridos têm alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em
regional e nacional
relação com o que é estudado e questão, como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes
como construção de
contribuem para a formação de sua a esses gêneros
identidades
identidade (EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos
típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as
hesitações etc.

147
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF67LP03) Comparar informações sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes veículos e mídias,
analisando e avaliando a confiabilidade
(EF67LP04) Distinguir, em segmentos descontínuos de textos, fato da opinião enunciada em relação a
esse mesmo fato
2.2 Reconhecer e analisar textos em
(EF67LP25) Reconhecer e utilizar os critérios de organização tópica (do geral para o específico, do
diversos formatos produzidos em
específico para o geral etc.), as marcas linguísticas dessa organização (marcadores de ordenação e
diferentes culturas e contextos
enumeração, de explicação, definição e exemplificação, por exemplo) e os mecanismos de paráfrase, de
maneira a organizar mais adequadamente a coesão e a progressão temática de seus textos
(EF67LP01) Analisar a estrutura e funcionamento dos hiperlinks em textos noticiosos publicados na Web e
vislumbrar possibilidades de uma escrita hipertextual
LÍNGUA PORTUGUESA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF67LP23) Respeitar os turnos de fala, na participação em conversações e em discussões ou atividades
coletivas, na sala de aula e na escola e formular perguntas coerentes e adequadas em momentos
oportunos em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign
(esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo,
considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de
gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à
fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos
cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de
olho com plateia etc.
(EF67LP09) Planejar notícia impressa e para circulação em outras mídias (rádio ou TV/vídeo), tendo em
1.1 Usar diferentes formas de vista as condições de produção, do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação
expressões linguísticas em situações etc. –, a partir da escolha do fato a ser noticiado (de relevância para a turma, escola ou comunidade), do
1. Interação e
de comunicação, produzindo textos levantamento de dados e informações sobre o fato – que pode envolver entrevistas com envolvidos ou com
ESPAÇO/TEMPO E reconhecimento de
orais e escritos coerentes a partir do especialistas, consultas a fontes, análise de documentos, cobertura de eventos etc.–, do registro dessas
SUAS elementos contidos no
contexto social utilizando elementos informações e dados, da escolha de fotos ou imagens a produzir ou a utilizar etc. e a previsão de uma
TRANSFORMAÇÕES ambiente a partir de
coesivos e suas estruturas basilares, estrutura hipertextual (no caso de publicação em sites ou blogs noticiosos)
vivências e linguagens
bem como os demais recursos (EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens
necessários multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de
opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas
e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais,
gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre
outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista,
de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as
condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar
possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de
forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade
de circulação desses textos e ―funde‖ os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do

148
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido provocados pela seleção lexical, topicalização de elementos e
seleção e hierarquização de informações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF67LP07) Identificar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e perceber seus efeitos de sentido
(EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo às convenções da língua escrita
(EF67LP33) Pontuar textos adequadamente
(EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e
1.2 Apontar e utilizar os diferentes
efeitos de sentido produzidos por publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos
recursos ortográficos e sonoros,
noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos
reconhecendo as semelhanças e
verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e
diferenças nas formas pelas quais
futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos
diversos grupos sociais lidam com
persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais,
formas comunicativas
construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de
persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens)
(EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos
linguístico-discursivos de prescrição, causalidade, sequências descritivas e expositivas e ordenação de
evento
(EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora,
metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
jogo
1.3 Usar a linguagem oral e escrita, (EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais
observando suas propriedades e/ou como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital,
características de acordo com suas que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do
condições de produção argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de
argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura
pergunta e resposta etc.
(EF69LP27) Analisar a forma composicional de textos pertencentes a gêneros normativos/ jurídicos e a
gêneros da esfera política, tais como propostas, programas políticos (posicionamento quanto a diferentes
ações a serem propostas, objetivos, ações previstas etc.), propaganda política (propostas e sua
sustentação, posicionamento quanto a temas em discussão) e textos reivindicatórios: cartas de
reclamação, petição (proposta, suas justificativas e ações a serem adotadas) e suas marcas linguísticas,

149
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

de forma a incrementar a compreensão de textos pertencentes a esses gêneros e a possibilitar a produção


de textos mais adequados e/ou fundamentados quando isso for requerido
(EF69LP42) Analisar a construção composicional dos textos pertencentes a gêneros relacionados à
divulgação de conhecimentos: título, (olho), introdução, divisão do texto em subtítulos, imagens ilustrativas
de conceitos, relações, ou resultados complexos (fotos, ilustrações, esquemas, gráficos, infográficos,
diagramas, figuras, tabelas, mapas) etc., exposição, contendo definições, descrições, comparações,
enumerações, exemplificações e remissões a conceitos e relações por meio de notas de rodapé, boxes ou
links; ou título, contextualização do campo, ordenação temporal ou temática por tema ou subtema,
intercalação de trechos verbais com fotos, ilustrações, áudios, vídeos etc. e reconhecer traços da
linguagem dos textos de divulgação científica, fazendo uso consciente das estratégias de impessoalização
da linguagem (ou de pessoalização, se o tipo de publicação e objetivos assim o demandarem, como em
alguns podcasts e vídeos de divulgação científica), 3ª pessoa, presente atemporal, recurso à citação, uso
de vocabulário técnico/especializado etc., como forma de ampliar suas capacidades de compreensão e
produção de textos nesses gêneros
(EF69LP29) Refletir sobre a relação entre os contextos de produção dos gêneros de divulgação científica –
texto didático, artigo de divulgação científica, reportagem de divulgação científica, verbete de enciclopédia
(impressa e digital), esquema, infográfico (estático e animado), relatório, relato multimidiático de campo,
podcasts e vídeos variados de divulgação científica etc. – e os aspectos relativos à construção
composicional e às marcas linguísticas características desses gêneros, de forma a ampliar suas
possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes a esses gêneros
(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas,
comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de
interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos,
culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e
demonstrando domínio dos gêneros
(EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e
circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo (escrito
ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse
contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando
estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para,
com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas,
fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e
editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/ alterando
efeitos, ordenamentos etc.
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções
culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem
um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se
2. As linguagens e seus 2.1 Utilizar variadas formas de
nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo
significados contidos no comunicação como elemento
professor(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras
espaço social na essencial na formação do sujeito de
produções culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que
formação dos sujeitos maneira responsável e autônoma
representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura,
apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas
orientações dadas pelo professor

150
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação,


levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação
oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando
também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e
pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da
fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea
(EF69LP41) Usar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos
e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens,
inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a
quantidade de texto (e imagem) por slide, usando progressivamente e de forma harmônica recursos mais
sofisticados como efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados etc.
(EF69LP14) Formular perguntas e decompor, com a ajuda dos colegas e dos professores, tema/questão
polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão para análise mais minuciosa e
2.2 Registrar de diferentes maneiras
buscar em fontes diversas informações ou dados que permitam analisar partes da questão e compartilhá-
no espaço/tempo sua relação com as
los com a turma
territorialidades sociais (família,
(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de
bairro, cidade, estado, país, planeta)
participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais,
de forma consciente e responsável
intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma
fazendo uso da cultura juvenil
problemática ou ―convocar‖ para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto
de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos
(EF07LP01) Distinguir diferentes propostas editoriais – sensacionalismo, jornalismo investigativo etc. –, de
2.3 Perceber suas práticas sociais forma a identificar os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor que podem comprometer uma
em diferentes mídias e situações análise crítica da notícia e do fato noticiado
comunicativas produzindo textos em (EF07LP02) Comparar notícias e reportagens sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes mídias,
diferentes linguagens analisando as especificidades das mídias, os processos de (re)elaboração dos textos e a convergência das
mídias em notícias ou reportagens multissemióticas
(EF67LP20) Realizar pesquisa, a partir de recortes e questões definidos previamente, usando fontes
indicadas e abertas
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
3. O espaço/tempo 3.1 Vivenciar e registrar as
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
como gerador do transformações ocorridas no tempo e
reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
processo de no espaço utilizando os diferentes
configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
alfabetização recursos e fontes como instrumentos
as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
cultural/letramento dos básicos na sua formação como
(EF69LP40) Analisar, em gravações de seminários, conferências rápidas, trechos de palestras, dentre
sujeitos aprendente da língua portuguesa
outros, a construção composicional dos gêneros de apresentação – abertura/saudação, introdução ao
tema, apresentação do plano de exposição, desenvolvimento dos conteúdos, por meio do encadeamento
de temas e subtemas (coesão temática), síntese final e/ou conclusão, encerramento –, os elementos
paralinguísticos (tais como: tom e volume da voz, pausas e hesitações – que, em geral, devem ser
minimizadas –, modulação de voz e entonação, ritmo, respiração etc.) e cinésicos (tais como: postura
corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia, modulação

151
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de voz e entonação, sincronia da fala com ferramenta de apoio etc.), para melhor performar apresentações
orais no campo da divulgação do conhecimento
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF67LP34) Formar antônimos com acréscimo de prefixos que expressam noção de negação
(EF67LP35) Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação,
levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação
oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando
também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e
pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da
fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea
(EF67LP21) Divulgar resultados de pesquisas por meio de apresentações orais, painéis, artigos de
divulgação científica, verbetes de enciclopédia, podcasts científicos etc.
(EF67LP14) Definir o contexto de produção da entrevista (objetivos, o que se pretende conseguir, porque
aquele entrevistado etc.), levantar informações sobre o entrevistado e sobre o acontecimento ou tema em
questão, preparar o roteiro de perguntar e realizar entrevista oral com envolvidos ou especialistas
relacionados com o fato noticiado ou com o tema em pauta, usando roteiro previamente elaborado e
formulando outras perguntas a partir das respostas dadas e, quando for o caso, selecionar partes,
3.2 Reproduzir sua vivência no seu transcrever e proceder a uma edição escrita do texto, adequando-o a seu contexto de publicação, à
processo de letramento produzindo construção composicional do gênero e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
textos orais e escritos resultantes de temática
trabalhos ou pesquisas por meio das (EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
diversas linguagens e mídias pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros

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(EF67LP22) Produzir resumos, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o uso adequado de
paráfrases e citações
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens estáticas, sequenciação ou
sobreposição de imagens, definição de figura/fundo, ângulo, profundidade e foco, cores/tonalidades,
relação com o escrito (relações de reiteração, complementação ou oposição) etc. em notícias, reportagens,
fotorreportagens, foto-denúncias, memes, gifs, anúncios publicitários e propagandas publicados em jornais,
revistas, sites na internet etc.
(EF67LP27) Analisar, entre os textos literários e entre estes e outras manifestações artísticas (como
1.1 Produzir textos usando as formas cinema, teatro, música, artes visuais e midiáticas), referências explícitas ou implícitas a outros textos,
comunicativas existentes nas quanto aos temas, personagens e recursos literários e semióticos
manifestações linguísticas com base (EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos
nas diversas representações sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico,
semióticas que conduzem a esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas,
produção de sentidos infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão
desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão
(EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação
e expressividade, variedades e registros linguísticos), os gestos e os deslocamentos no espaço cênico, o
figurino e a maquiagem e elaborando as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora
e da exploração dos modos de interpretação
(EF67LP29) Identificar, em texto dramático, personagem, ato, cena, fala e indicações cênicas e a
organização do texto: enredo, conflitos, ideias principais, pontos de vista, universos de referência
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
1.2 Compreender e produzir textos
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
revelando suas experiências
minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
linguísticas advindas desse diálogo
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada
com o cotidiano que expressem sua
gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha
aprendizagem como sujeito leitor da
lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido
literatura
decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades
linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e
percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do
foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e
indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do
uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo
(EF67LP31) Criar poemas compostos por versos livres e de forma fixa (como quadras e sonetos),
utilizando recursos visuais, semânticos e sonoros, tais como cadências, ritmos e rimas, e poemas visuais e

153
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vídeo-poemas, explorando as relações entre imagem e texto verbal, a distribuição da mancha gráfica
(poema visual) e outros recursos visuais e sonoros
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para
caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos
personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o
tratamento da temática
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF07LP08) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, adjetivos que ampliam o sentido do
substantivo sujeito ou complemento verbal
(EF07LP07) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, a estrutura básica da oração: sujeito,
predicado, complemento (objetos direto e indireto)
(EF07LP09) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, advérbios e locuções adverbiais que
ampliam o sentido do verbo núcleo da oração
(EF07LP11) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, períodos compostos nos quais duas
orações são conectadas por vírgula, ou por conjunções que expressem soma de sentido (conjunção ―e‖) ou
2.1 Identificar e compreender os oposição de sentidos (conjunções ―mas‖, ―porém‖)
recursos linguísticos e gramaticais (EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
que são manifestos por meio da normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
linguagem manifestando sua nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
aprendência no processo de parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
2. O letramento como
letramento sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
processo de
indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
desenvolvimento
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
comunicacional
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF07LP12) Reconhecer recursos de coesão referencial: substituições lexicais (de substantivos por
sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos)
(EF07LP13) Estabelecer relações entre partes do texto, identificando substituições lexicais (de substantivos
por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos),
que contribuem para a continuidade do texto
(EF69LP28) Observar os mecanismos de modalização adequados aos textos jurídicos, as modalidades
2.2 Fazer uso dos recursos deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo:
linguísticos e gramaticais adquiridos Proibição: ―Não se deve fumar em recintos fechados.‖; Obrigatoriedade: ―A vida tem que valer a pena.‖;
na sua vivência como aprendente da Possibilidade: ―É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis‖, e os
língua portuguesa no processo mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas,
comunicacional em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo:
―Que belo discurso!‖, ―Discordo das escolhas de Antônio.‖ ―Felizmente, o buraco ainda não causou

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acidentes mais graves‖


(EF69LP27) Analisar a forma composicional de textos pertencentes a gêneros normativos/ jurídicos e a
gêneros da esfera política, tais como propostas, programas políticos (posicionamento quanto a diferentes
ações a serem propostas, objetivos, ações previstas etc.), propaganda política (propostas e sua
sustentação, posicionamento quanto a temas em discussão) e textos reivindicatórios: cartas de
reclamação, petição (proposta, suas justificativas e ações a serem adotadas) e suas marcas linguísticas,
de forma a incrementar a compreensão de textos pertencentes a esses gêneros e a possibilitar a produção
de textos mais adequados e/ou fundamentados quando isso for requerido
(EF07LP03) Formar, com base em palavras primitivas, palavras derivadas com os prefixos e sufixos mais
produtivos no português
(EF07LP06) Empregar as regras básicas de concordância nominal e verbal em situações comunicativas e
na produção de textos
(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma padrão em situações de fala e
escrita nas quais ela deve ser usada
(EF67LP36) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (léxica e pronominal) e sequencial e
outros recursos expressivos adequados ao gênero textual
(EF69LP31) Utilizar pistas linguísticas – tais como ―em primeiro/segundo/terceiro lugar‖, ―por outro lado‖,
―dito de outro modo‖, isto é‖, ―por exemplo‖ – para compreender a hierarquização das proposições,
sintetizando o conteúdo dos textos
(EF07LP10) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: modos e tempos verbais,
concordância nominal e verbal, pontuação etc.
(EF69LP18) Utilizar, na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as
relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão adequados aos tipos
de argumento e à forma de composição de textos argumentativos, de maneira a garantir a coesão, a
coerência e a progressão temática nesses textos (―primeiramente, mas, no entanto, em
primeiro/segundo/terceiro lugar, finalmente, em conclusão‖ etc.)
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido provocados pela seleção lexical, topicalização de elementos e
seleção e hierarquização de informações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens estáticas, sequenciação ou
sobreposição de imagens, definição de figura/fundo, ângulo, profundidade e foco, cores/tonalidades,
relação com o escrito (relações de reiteração, complementação ou oposição) etc. em notícias, reportagens,
3.1 Identificar e reconhecer o efeito fotorreportagens, foto-denúncias, memes, gifs, anúncios publicitários e propagandas publicados em jornais,
3. Os diferentes
de sentido dos textos e sua finalidade revistas, sites na internet etc.
aspectos comunicativos
considerando os aspectos (EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários,
das linguagens no
comunicativos nas pistas linguísticas relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos
contexto social como
subjacentes neles e sua contribuição utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a
processo de
para a continuidade e compreensão fomentar práticas de consumo conscientes
alfabetização cultural
textuais (EF67LP07) Identificar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e perceber seus efeitos de sentido
(EF07LP14) Identificar, em textos, os efeitos de sentido do uso de estratégias de modalização e
argumentatividade
(EF69LP05) Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, o efeito

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de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês,
de recursos iconográficos, de pontuação etc.
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os
recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as
pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de
figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura
corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros
em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de
linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia,
paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas
e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como
modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações
próprios de cada gênero narrativo
(EF69LP18) Utilizar, na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as
relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão adequados aos tipos
de argumento e à forma de composição de textos argumentativos, de maneira a garantir a coesão, a
coerência e a progressão temática nesses textos (―primeiramente, mas, no entanto, em
primeiro/segundo/terceiro lugar, finalmente, em conclusão‖ etc.)
(EF69LP34) Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir
marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro
comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa
conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do
texto, a sistematização de conteúdos e informações e um posicionamento frente aos textos, se esse for o
caso
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências;
em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em
3.2 Inferir informações implícitas e
entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a
explícitas com base nas diversas
esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente
representações semióticas dos textos
(EF67LP05) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e argumentos em textos
compreendendo como isso conduz a
argumentativos (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), manifestando
produção de sentido
concordância ou discordância
(EF67LP26) Reconhecer a estrutura de hipertexto em textos de divulgação científica e proceder à remissão
a conceitos e relações por meio de notas de rodapés ou boxes
(EF69LP39) Definir o recorte temático da entrevista e o entrevistado, levantar informações sobre o
entrevistado e sobre o tema da entrevista, elaborar roteiro de perguntas, realizar entrevista, a partir do
roteiro, abrindo possibilidades para fazer perguntas a partir da resposta, se o contexto permitir, tomar nota,
gravar ou salvar a entrevista e usar adequadamente as informações obtidas, de acordo com os objetivos
estabelecidos
(EF07LP09) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, advérbios e locuções adverbiais que
ampliam o sentido do verbo núcleo da oração
(EF07LP05) Identificar, em orações de textos lidos ou de produção própria, verbos de predicação completa
e incompleta: intransitivos e transitivos
(EF07LP07) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, a estrutura básica da oração: sujeito,

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predicado, complemento (objetos direto e indireto)


(EF07LP08) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, adjetivos que ampliam o sentido do
substantivo sujeito ou complemento verbal
(EF07LP04) Reconhecer, em textos, o verbo como o núcleo das orações
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes,
levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências,
complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais,
compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão
(EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo as convenções da língua escrita
(EF07LP06) Empregar as regras básicas de concordância nominal e verbal em situações comunicativas e
na produção de textos
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.),
avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor,
as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros,
tabelas ou gráficos
(EF67LP11) Planejar resenhas, vlogs, vídeos e podcasts variados, e textos e vídeos de apresentação e
3.3 Compreender os diferentes apreciação próprios das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay,
aspectos das linguagens fazendo uso detonado etc.), dentre outros, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo,
dos recursos linguísticos e leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha de uma produção ou evento
gramaticais, observando a sua cultural para analisar – livro, filme, série, game, canção, videoclipe, fanclipe, show, saraus, slams etc. – da
composição morfossintática, busca de informação sobre a produção ou evento escolhido, da síntese de informações sobre a
adquiridos no processo de letramento obra/evento e do elenco/seleção de aspectos, elementos ou recursos que possam ser destacados positiva
ou negativamente ou da roteirização do passo a passo do game para posterior gravação dos vídeos
(EF67LP10) Produzir notícia impressa tendo em vista características do gênero – título ou manchete com
verbo no tempo presente, linha fina (opcional), lide, progressão dada pela ordem decrescente de
importância dos fatos, uso de 3ª pessoa, de palavras que indicam precisão –, e o estabelecimento
adequado de coesão e produzir notícia para TV, rádio e internet, tendo em vista, além das características
do gênero, os recursos de mídias disponíveis e o manejo de recursos de captação e edição de áudio e
imagem
(EF67LP12) Produzir resenhas críticas, vlogs, vídeos, podcasts variados e produções e gêneros próprios
das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay, detonado etc.), que
apresentem/descrevam e/ou avaliem produções culturais (livro, filme, série, game, canção, disco,
videoclipe etc.) ou evento (show, sarau, slam etc.), tendo em vista o contexto de produção dado, as
características do gênero, os recursos das mídias envolvidas e a textualização adequada dos textos e/ou
produções
(EF67LP13) Produzir, revisar e editar textos publicitários, levando em conta o contexto de produção dado,
explorando recursos multissemióticos, relacionando elementos verbais e visuais, utilizando adequadamente
estratégias discursivas de persuasão e/ou convencimento e criando título ou slogan que façam o leitor
motivar-se a interagir com o texto produzido e se sinta atraído pelo serviço, ideia ou produto em questão
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de
VALORES À VIDA terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não
SOCIAL com o professor) de livros de maior extensão como romances, narrativas de enigma, narrativas de
aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de

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esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da
tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela
pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc.,
gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de
audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos
especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários
aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o
tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao
gênero poético e à situação de compartilhamento em questão
(EF67LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –,
1.1 Produzir e reproduzir sua romances infanto-juvenis, contos populares, contos de terror, lendas brasileiras, indígenas e africanas,
aprendizagem no processo de sujeito narrativas de aventuras, narrativas de enigma, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em quadrinhos,
leitor da literatura na construção de mangás, poemas de forma livre e fixa (como sonetos e cordéis), vídeo-poemas, poemas visuais, dentre
valores sociais outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros
(estrofação, rimas, aliterações, etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico espacial
(distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal
1. A família, a escola e (EF67LP31) Criar poemas compostos por versos livres e de forma fixa (como quadras e sonetos),
a comunidade na utilizando recursos visuais, semânticos e sonoros, tais como cadências, ritmos e rimas, e poemas visuais e
construção de valores vídeo-poemas, explorando as relações entre imagem e texto verbal, a distribuição da mancha gráfica
sociais (poema visual) e outros recursos visuais e sonoros
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
(EF67LP24) Tomar nota de aulas, apresentações orais, entrevistas (ao vivo, áudio, TV, vídeo),
identificando e hierarquizando as informações principais, tendo em vista apoiar o estudo e a produção de
sínteses e reflexões pessoais ou outros objetivos em questão.
(EF67LP18) Identificar o objeto da reclamação e/ou da solicitação e sua sustentação, explicação ou
1.2 Perceber que no ambiente social justificativa, de forma a poder analisar a pertinência da solicitação ou justificação
são produzidos valores que (EF67LP15) Identificar a proibição imposta ou o direito garantido, bem como as circunstâncias de sua
contribuem para o seu processo aplicação, em artigos relativos a normas, regimentos escolares, regimentos e estatutos da sociedade civil,
formativo de sujeito-cidadão e regulamentações para o mercado publicitário, Código de Defesa do Consumidor, Código Nacional de
produzir textos diversos, respeitando Trânsito, ECA, Constituição, dentre outros
opiniões contrárias e fomentando o (EF67LP19) Realizar levantamento de questões, problemas que requeiram a denúncia de desrespeito a
diálogo direitos, reivindicações, reclamações, solicitações que contemplem a comunidade escolar ou algum de
seus membros e examinar normas e legislações
(EF69LP01) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a
esse tipo de discurso e vislumbrando possibilidades de denúncia quando for o caso
(EF67LP17) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas de solicitação e

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de reclamação (datação, forma de início, apresentação contextualizada do pedido ou da reclamação, em


geral, acompanhada de explicações, argumentos e/ou relatos do problema, fórmula de finalização mais ou
menos cordata, dependendo do tipo de carta e subscrição) e algumas das marcas linguísticas relacionadas
à argumentação, explicação ou relato de fatos, como forma de possibilitar a escrita fundamentada de
cartas como essas ou de postagens em canais próprios de reclamações e solicitações em situações que
envolvam questões relativas à escola, à comunidade ou a algum dos seus membros
(EF67LP16) Explorar e analisar espaços de reclamação de direitos e de envio de solicitações (tais como
ouvidorias, SAC, canais ligados a órgãos públicos, plataformas do consumidor, plataformas de
reclamação), bem como de textos pertencentes a gêneros que circulam nesses espaços, reclamação ou
carta de reclamação, solicitação ou carta de solicitação, como forma de ampliar as possibilidades de
produção desses textos em casos que remetam a reivindicações que envolvam a escola, a comunidade ou
algum de seus membros como forma de se engajar na busca de solução de problemas pessoais, dos
outros e coletivos
(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa,
programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc.,
para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos,
CD´s, DVD´s etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros
que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas,
quando for o caso
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na
participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas
para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da
definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio
impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou
vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF69LP22) Produzir, revisar e editar textos reivindicatórios ou propositivos sobre problemas que afetam a
vida escolar ou da comunidade, justificando pontos de vista, reivindicações e detalhando propostas
(justificativa, objetivos, ações previstas etc.), levando em conta seu contexto de produção e as
características dos gêneros em questão
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
2.1 Respeitar as diferentes opiniões
identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
como direito de expressão dos
(EF67LP01PA) Assumir posição de respeito em relação às diversas formas de falar da língua portuguesa,
sujeitos e as variações linguísticas
2. O respeito às levando em consideração que suas variações são naturais, tendo em vista a diversidade de regiões e de
reconhecendo-as como forma de
diferenças e a culturas que permeiam nossa língua
expressão dos diversos grupos nas
superação de (EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
diferentes situações de comunicação
preconceitos colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
rejeitando o preconceito
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP11) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações
polêmicas em entrevistas, discussões e debates (televisivo, em sala de aula, em redes sociais etc.), entre

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outros, e se posicionar frente a eles


(EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito
linguístico
(EF67LP23) Respeitar os turnos de fala, na participação em conversações e em discussões ou atividades
coletivas, na sala de aula e na escola e formular perguntas coerentes e adequadas em momentos
oportunos em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou
questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social
(EF67LP02) Explorar o espaço reservado ao leitor nos jornais, revistas, impressos e on-line, sites
noticiosos etc., destacando notícias, fotorreportagens, entrevistas, charges, assuntos, temas, debates em
foco, posicionando-se de maneira ética e respeitosa frente a esses textos e opiniões a eles relacionadas, e
publicar notícias, notas jornalísticas, fotorreportagem de interesse geral nesses espaços do leitor
2.2 Conhecer e respeitar as variantes (EF69LP23) Contribuir com a escrita de textos normativos, quando houver esse tipo de demanda na escola
linguísticas como formas – regimentos e estatutos de organizações da sociedade civil do âmbito da atuação das crianças e jovens
comunicativas, sem que haja (grêmio livre, clubes de leitura, associações culturais etc.) – e de regras e regulamentos nos vários âmbitos
preconceito regional, cultural histórico da escola – campeonatos, festivais, regras de convivência etc., levando em conta o contexto de produção e
e social cooperando com o grupo as características dos gêneros em questão
enquanto sujeito atuante na (EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
constituição da Escola e na forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
comunidade como espaço social posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
jogo
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
1.1 Registrar, por meio da linguagem
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
escrita e oral a diversidade cultural
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
CULTURA E 1. Gênero, diversidade existente na escola, na família, bairro
leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
IDENTIDADE e linguagem e nos diferentes grupos sociais
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
participando ativamente do processo
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
de construção de identidades
escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-

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minuto e outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs


(EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e
2.1 Reconhecer que sua vivência e
propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a articulação entre elas
os conhecimentos adquiridos têm
em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-
relação com o que é estudado e
alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em
contribuem para a sua formação,
questão, como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes
identificando e analisando os
a esses gêneros
elementos culturais presentes nos
(EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos
diversos textos em distintos
típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as
2. As culturas local, contextos sociais
hesitações etc.
regional e nacional
(EF67LP03) Comparar informações sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes veículos e mídias,
como construção de
analisando e avaliando a confiabilidade
identidades
(EF67LP04) Distinguir, em segmentos descontínuos de textos, fato da opinião enunciada em relação a
2.2 Reconhecer textos em diversos esse mesmo fato
formatos produzidos em diferentes (EF67LP01) Analisar a estrutura e funcionamento dos hiperlinks em textos noticiosos publicados na Web e
culturas e contextos e fazer uso de vislumbrar possibilidades de uma escrita hipertextual
critérios estruturais na sua produção (EF67LP25) Reconhecer e utilizar os critérios de organização tópica (do geral para o específico, do
específico para o geral etc.), as marcas linguísticas dessa organização (marcadores de ordenação e
enumeração, de explicação, definição e exemplificação, por exemplo) e os mecanismos de paráfrase, de
maneira a organizar mais adequadamente a coesão e a progressão temática de seus textos
LÍNGUA PORTUGUESA
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF69LP11) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações
polêmicas em entrevistas, discussões e debates (televisivo, em sala de aula, em redes sociais etc.), entre
outros, e se posicionar frente a eles
(EF08LP01) Identificar e comparar as várias editorias de jornais impressos e digitais e de sites noticiosos,
de forma a refletir sobre os tipos de fato que são noticiados e comentados, as escolhas sobre o que noticiar
e o que não noticiar e o destaque/enfoque dado e a fidedignidade da informação
(EF69LP01) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a
1. Interação e
1.1 Atuar na comunidade em que esse tipo de discurso e vislumbrando possibilidades de denúncia quando for o caso
reconhecimento de
vive (família, escola e comunidade) (EF89LP17) Relacionar textos e documentos legais e normativos de importância universal, nacional ou
ESPAÇO/TEMPO E elementos
identificando elementos local que envolvam direitos, em especial, de crianças, adolescentes e jovens – tais como a Declaração dos
SUAS comunicativos
comunicativos nesse ambiente, Direitos Humanos, a Constituição Brasileira, o ECA -, e a regulamentação da organização escolar – por
TRANSFORMAÇÕES existentes no ambiente
contribuindo na constituição do exemplo, regimento escolar -, a seus contextos de produção, reconhecendo e analisando possíveis
social manifestados por
espaço/tempo social motivações, finalidades e sua vinculação com experiências humanas e fatos históricos e sociais, como
meio das linguagens
forma de ampliar a compreensão dos direitos e deveres, de fomentar os princípios democráticos e uma
atuação pautada pela ética da responsabilidade (o outro tem direito a uma vida digna tanto quanto eu
tenho)
(EF89LP18) Explorar e analisar instâncias e canais de participação disponíveis na escola (conselho de
escola, outros colegiados, grêmio livre), na comunidade (associações, coletivos, movimentos, etc.), no
munícipio ou no país, incluindo formas de participação digital, como canais e plataformas de participação
(como portal e-cidadania), serviços, portais e ferramentas de acompanhamentos do trabalho de políticos e

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de tramitação de leis, canais de educação política, bem como de propostas e proposições que circulam
nesses canais, de forma a participar do debate de ideias e propostas na esfera social e a engajar-se com a
busca de soluções para problemas ou questões que envolvam a vida da escola e da comunidade
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas
para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da
definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio
impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou
vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF89LP12) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido, de
interesse coletivo, com regras acordadas e planejar, em grupo, participação em debate a partir do
levantamento de informações e argumentos que possam sustentar o posicionamento a ser defendido (o
que pode envolver entrevistas com especialistas, consultas a fontes diversas, o registro das informações e
dados obtidos etc.), tendo em vista as condições de produção do debate – perfil dos ouvintes e demais
participantes, objetivos do debate, motivações para sua realização, argumentos e estratégias de
convencimento mais eficazes etc. e participar de debates regrados, na condição de membro de uma equipe
de debatedor, apresentador/mediador, espectador (com ou sem direito a perguntas), e/ou de juiz/avaliador,
como forma de compreender o funcionamento do debate, e poder participar de forma convincente, ética,
respeitosa e crítica e desenvolver uma atitude de respeito e diálogo para com as ideias divergentes
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na
participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos
(EF89LP15) Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo
com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva
aqui assumida etc.
(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas,
comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de
interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos,
culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e
demonstrando domínio dos gêneros
(EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo-
assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita,
acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam
sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções
para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação,
identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de
abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às
propostas
(EF89LP21) Realizar enquetes e pesquisas de opinião, de forma a levantar prioridades, problemas a
resolver ou propostas que possam contribuir para melhoria da escola ou da comunidade, caracterizar
demanda/necessidade, documentando-a de diferentes maneiras por meio de diferentes procedimentos,
gêneros e mídias e, quando for o caso, selecionar informações e dados relevantes de fontes pertinentes
diversas (sites, impressos, vídeos etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, que possam
servir de contextualização e fundamentação de propostas, de forma a justificar a proposição de propostas,

162
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projetos culturais e ações de intervenção


(EF89LP04) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e
contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião,
resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada
(EF89LP22) Compreender e comparar as diferentes posições e interesses em jogo em uma discussão ou
2. As linguagens, seus
apresentação de propostas, avaliando a validade e força dos argumentos e as consequências do que está
signos e significados
sendo proposto e, quando for o caso, formular e negociar propostas de diferentes naturezas relativas a
contidos no 2.1 Reconhecer que as diferentes
interesses coletivos envolvendo a escola ou comunidade escolar
espaço/tempo sociais linguagens existentes nos espaços
(EF89LP03) Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts
como processos de convivência são instrumentos que
de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs, etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada,
construtivos de possibilitam a sua interação como
ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos
comunicação e de sujeito participativo na comunidade
interação entre os (EF89LP31) Analisar e utilizar modalização epistêmica, isto é, modos de indicar uma avaliação sobre o
sujeitos valor de verdade e as condições de verdade de uma proposição, tais como os asseverativos – quando se
concorda com (―realmente, evidentemente, naturalmente, efetivamente, claro, certo, lógico, sem dúvida‖
etc.) ou discorda de (―de jeito nenhum, de forma alguma‖) uma ideia; e os quase-asseverativos, que
indicam que se considera o conteúdo como quase certo (―talvez, assim, possivelmente, provavelmente,
eventualmente‖)
(EF89LP24) Realizar pesquisa, estabelecendo o recorte das questões, usando fontes abertas e confiáveis
(EF69LP14) Formular perguntas e decompor, com a ajuda dos colegas e dos professores, tema/questão
polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão para análise mais minuciosa e
buscar em fontes diversas informações ou dados que permitam analisar partes da questão e compartilhá-
los com a turma
(EF69LP42) Analisar a construção composicional dos textos pertencentes a gêneros relacionados à
divulgação de conhecimentos: título, (olho), introdução, divisão do texto em subtítulos, imagens ilustrativas
de conceitos, relações, ou resultados complexos (fotos, ilustrações, esquemas, gráficos, infográficos,
diagramas, figuras, tabelas, mapas) etc., exposição, contendo definições, descrições, comparações,
enumerações, exemplificações e remissões a conceitos e relações por meio de notas de rodapé, boxes ou
3. A dimensão links; ou título, contextualização do campo, ordenação temporal ou temática por tema ou subtema,
espaço/tempo como 3.1 Elaborar textos orais e escritos intercalação de trechos verbais com fotos, ilustrações, áudios, vídeos etc. e reconhecer traços da
geradora do processo resultantes de trabalhos ou de linguagem dos textos de divulgação científica, fazendo uso consciente das estratégias de impessoalização
de alfabetização pesquisas por meio das diversas da linguagem (ou de pessoalização, se o tipo de publicação e objetivos assim o demandarem, como em
cultural/letramento dos linguagens e mídias alguns podcasts e vídeos de divulgação científica), 3ª pessoa, presente atemporal, recurso à citação, uso
sujeitos de vocabulário técnico/especializado etc., como forma de ampliar suas capacidades de compreensão e
produção de textos nesses gêneros
(EF89LP08) Planejar reportagem impressa e em outras mídias (rádio ou TV/vídeo, sites), tendo em vista as
condições de produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. – a
partir da escolha do fato a ser aprofundado ou do tema a ser focado (de relevância para a turma, escola ou
comunidade), do levantamento de dados e informações sobre o fato ou tema – que pode envolver
entrevistas com envolvidos ou com especialistas, consultas a fontes diversas, análise de documentos,
cobertura de eventos etc. -, do registro dessas informações e dados, da escolha de fotos ou imagens a
produzir ou a utilizar etc., da produção de infográficos, quando for o caso, e da organização hipertextual (no
caso a publicação em sites ou blogs noticiosos ou mesmo de jornais impressos, por meio de boxes
variados)

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(EF69LP41) Usar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos
e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens,
inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a
quantidade de texto (e imagem) por slide, usando progressivamente e de forma harmônica recursos mais
sofisticados como efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados etc. Construção
composicional e estilo Gêneros de divulgação científica
(EF89LP26) Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das
vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra
resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias
colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de
sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos
utilizados
(EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados. Estratégias de escrita:
textualização, revisão e edição
(EF89LP13) Planejar entrevistas orais com pessoas ligadas ao fato noticiado, especialistas etc., como
3.2 Planejar e produzir textos
forma de obter dados e informações sobre os fatos cobertos sobre o tema ou questão discutida ou
diversos interagindo no
temáticas em estudo, levando em conta o gênero e seu contexto de produção, partindo do levantamento de
tempo/espaço sociais por meio de
informações sobre o entrevistado e sobre a temática e da elaboração de um roteiro de perguntas,
diferentes formas comunicativas na
garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade temática, realizar entrevista e fazer
construção interativa
edição em áudio ou vídeo, incluindo uma contextualização inicial e uma fala de encerramento para
publicação da entrevista isoladamente ou como parte integrante de reportagem multimidiática, adequando-
a a seu contexto de publicação e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
temática
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos. Estratégias de produção
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros
(EF89LP27) Tecer considerações e formular problematizações pertinentes, em momentos oportunos, em
situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.

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(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e


reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
(EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e
publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos
noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos
verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e
futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos
persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais,
construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de
persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens)
1.1 Identificar e Analisar os
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada
elementos linguísticos e não
gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha
linguísticos presentes nos textos nos
lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido
diversos contextos sociais fazendo
decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades
uso dos mesmos na elaboração de
linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e
textos diversos
percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do
foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e
LINGUAGEM E 1. A Interação nas indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do
SUAS FORMAS diferentes formas uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo
COMUNICATIVAS comunicativas (EF69LP18) Utilizar, na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as
relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão adequados aos tipos
de argumento e à forma de composição de textos argumentativos, de maneira a garantir a coesão, a
coerência e a progressão temática nesses textos (―primeiramente, mas, no entanto, em
primeiro/segundo/terceiro lugar, finalmente, em conclusão‖ etc.)
(EF69LP34) Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir
marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro
comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa
conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do
texto, a sistematização de conteúdos e informações e um posicionamento frente aos textos, se esse for o
1.2 Utilizar os diferentes recursos da
caso
língua e as diferentes fontes como
(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos
instrumentos básicos para a
sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico,
formação como usuário da língua
esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas,
portuguesa
infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão
desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão
(EF69LP43) Identificar e utilizar os modos de introdução de outras vozes no texto – citação literal e sua
formatação e paráfrase –, as pistas linguísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor e
dos outros autores citados (―Segundo X; De acordo com Y; De minha/nossa parte, penso/amos que‖...) e

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os elementos de normatização (tais como as regras de inclusão e formatação de citações e paráfrases, de


organização de referências bibliográficas) em textos científicos, desenvolvendo reflexão sobre o modo
como a intertextualidade e a retextualização ocorrem nesses textos
(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa,
programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc.,
para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos,
CD´s, DVD´s etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros
que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas,
quando for o caso
(EF89LP28) Tomar nota de videoaulas, aulas digitais, apresentações multimídias, vídeos de divulgação
científica, documentários e afins, identificando, em função dos objetivos, informações principais para apoio
ao estudo e realizando, quando necessário, uma síntese final que destaque e reorganize os pontos ou
conceitos centrais e suas relações e que, em alguns casos, seja acompanhada de reflexões pessoais, que
podem conter dúvidas, questionamentos, considerações etc.
(EF89LP20) Comparar propostas políticas e de solução de problemas, identificando o que se pretende
fazer/implementar, por que (motivações, justificativas), para que (objetivos, benefícios e consequências
esperados), como (ações e passos), quando etc. e a forma de avaliar a eficácia da proposta/solução,
contrastando dados e informações de diferentes fontes, identificando coincidências, complementaridades e
contradições, de forma a poder compreender e posicionar-se criticamente sobre os dados e informações
2.1 Perceber os elementos usados em fundamentação de propostas e analisar a coerência entre os elementos, de forma a tomar
2. A variação linguística linguísticos presentes nos textos e decisões fundamentadas
nos diferentes fazer usos dos mesmos com (EF69LP31) Utilizar pistas linguísticas – tais como ―em primeiro/segundo/terceiro lugar‖, ―por outro lado‖,
contextos sociais diferentes propósitos comunicativos ―dito de outro modo‖, isto é‖, ―por exemplo‖ – para compreender a hierarquização das proposições,
usando as variedades linguísticas sintetizando o conteúdo dos textos
(EF89LP29) Utilizar e perceber mecanismos de progressão temática, tais como retomadas anafóricas
(―que, cujo, onde‖, pronomes do caso reto e oblíquos, pronomes demonstrativos, nomes correferentes,
etc.), catáforas (remetendo para adiante ao invés de retomar o já dito), uso de organizadores textuais, de
coesivos etc., e analisar os mecanismos de reformulação e paráfrase utilizados nos textos de divulgação
do conhecimento
(EF69LP05) Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, o efeito
de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês,
de recursos iconográficos, de pontuação etc.
(EF08LP02) Justificar diferenças ou semelhanças no tratamento dado a uma mesma informação veiculada
em textos diferentes, consultando sites e serviços de checadores de fatos
(EF69LP39) Definir o recorte temático da entrevista e o entrevistado, levantar informações sobre o
entrevistado e sobre o tema da entrevista, elaborar roteiro de perguntas, realizar entrevista, a partir do
3.1 Identificar e usar os diferentes roteiro, abrindo possibilidades para fazer perguntas a partir da resposta, se o contexto permitir, tomar nota,
3. Os diferentes
gêneros discursivos de acordo com o gravar ou salvar a entrevista e usar adequadamente as informações obtidas, de acordo com os objetivos
aspectos e propósitos
contexto social considerando os estabelecidos
expressados pelas
diferentes aspectos e propósitos (EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens
linguagens
expressos pela linguagem multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de
opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas
e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais,

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gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre
outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista,
de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as
condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar
possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de
forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade
de circulação desses textos e ―funde‖ os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor
(EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e
circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo (escrito
ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse
contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando
estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para,
com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas,
fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e
editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/ alterando
efeitos, ordenamentos etc.
(EF69LP22) Produzir, revisar e editar textos reivindicatórios ou propositivos sobre problemas que afetam a
vida escolar ou da comunidade, justificando pontos de vista, reivindicações e detalhando propostas
(justificativa, objetivos, ações previstas etc.), levando em conta seu contexto de produção e as
características dos gêneros em questão
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
3.2 Compreender que o contexto possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
social, além de contribuir para o seu jogo
processo de letramento e o (EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
desenvolvimento comunicacional, é o colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
espaço de interação e atuação social opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas.
Registro
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e campanhas publicitárias, envolvendo o uso articulado e
complementar de diferentes peças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folheto, panfleto, anúncio de
jornal/revista, para internet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir da escolha da questão/problema/causa
significativa para a escola e/ou a comunidade escolar, da definição do público-alvo, das peças que serão
produzidas, das estratégias de persuasão e convencimento que serão utilizadas
(EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação

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e expressividade, variedades e registros linguísticos), os gestos e os deslocamentos no espaço cênico, o


figurino e a maquiagem e elaborando as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora
e da exploração dos modos de interpretação
(EF08LP11) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, agrupamento de orações em períodos,
diferenciando coordenação de subordinação
(EF08LP12) Identificar, em textos lidos, orações subordinadas com conjunções de uso frequente,
incorporando-as às suas próprias produções
(EF08LP06) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, os termos constitutivos da oração (sujeito e
seus modificadores, verbo e seus complementos e modificadores)
(EF08LP08) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, verbos na voz ativa e na voz passiva,
interpretando os efeitos de sentido de sujeito ativo e passivo (agente da passiva)
(EF08LP15) Estabelecer relações entre partes do texto, identificando o antecedente de um pronome
relativo ou o referente comum de uma cadeia de substituições lexicais
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes,
levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências,
complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais,
compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão
(EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito
linguístico
(EF08LP07) Diferenciar, em textos lidos ou de produção própria, complementos diretos e indiretos de
3.3 Entender a língua em seu grau de verbos transitivos, apropriando-se da regência de verbos de uso frequente
formalidade e informalidade nos (EF08LP05) Analisar processos de formação de palavras por composição (aglutinação e justaposição),
espaços sociais, fazendo uso apropriando-se de regras básicas de uso do hífen em palavras compostas.
coerente dos recursos linguísticos e (EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos
gramaticais adquiridos no processo argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos
de letramento/alfabetização utilizados
(EF89LP16) Analisar a modalização realizada em textos noticiosos e argumentativos, por meio das
modalidades apreciativas, viabilizadas por classes e estruturas gramaticais como adjetivos, locuções
adjetivas, advérbios, locuções adverbiais, orações adjetivas e adverbiais, orações relativas restritivas e
explicativas etc., de maneira a perceber a apreciação ideológica sobre os fatos noticiados ou as posições
implícitas ou assumidas
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.),
avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor,
as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros,
tabelas ou gráficos
(EF69LP29) Refletir sobre a relação entre os contextos de produção dos gêneros de divulgação científica –
texto didático, artigo de divulgação científica, reportagem de divulgação científica, verbete de enciclopédia
(impressa e digital), esquema, infográfico (estático e animado), relatório, relato multimidiático de campo,
podcasts e vídeos variados de divulgação científica etc. – e os aspectos relativos à construção
composicional e às marcas linguística características desses gêneros, de forma a ampliar suas
possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes a esses gêneros. Relação entre textos
(EF08LP04) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regências e
concordâncias nominal e verbal, modos e tempos verbais, pontuação etc.

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(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e
escrita nas quais ela deve ser usada
(EF08LP14) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão sequencial (articuladores) e referencial (léxica e
pronominal), construções passivas e impessoais, discurso direto e indireto e outros recursos expressivos
adequados ao gênero textual
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do
gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários,
relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos
utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a
fomentar práticas de consumo conscientes
(EF08LP09) Interpretar efeitos de sentido de modificadores (adjuntos adnominais – artigos definido ou
indefinido, adjetivos, expressões adjetivas) em substantivos com função de sujeito ou de complemento
verbal, usando-os para enriquecer seus próprios textos
(EF08LP10) Interpretar, em textos lidos ou de produção própria, efeitos de sentido de modificadores do
verbo (adjuntos adverbiais – advérbios e expressões adverbiais), usando-os para enriquecer seus próprios
textos
(EF89LP06) Analisar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e seus efeitos de sentido
(EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos
3.4 Reconhecer e analisar os efeitos típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as
de sentido dos textos orais e escritos
hesitações etc.
e suas finalidades baseado nas
(EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo,
pistas linguísticas neles subjacentes,
antítese, aliteração, assonância, dentre outras
considerando os aspectos e
(EF89LP05) Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso, em textos, de recurso a formas de apropriação
propósitos comunicacionais
textual (paráfrases, citações, discurso direto, indireto ou indireto livre)
(EF89LP32) Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade
(referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras
manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas,
personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto,
vídeos-minuto, vidding, dentre outros
(EF89LP34) Analisar a organização de texto dramático apresentado em teatro, televisão, cinema,
identificando e percebendo os sentidos decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam
sua realização como peça teatral, novela, filme etc.
(EF08LP16) Explicar os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e
argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases
verbais, advérbios etc.)
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para

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caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos


personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o
tratamento da temática
(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou
questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
(EF69LP40) Analisar, em gravações de seminários, conferências rápidas, trechos de palestras, dentre
outros, a construção composicional dos gêneros de apresentação – abertura/saudação, introdução ao
tema, apresentação do plano de exposição, desenvolvimento dos conteúdos, por meio do encadeamento
de temas e subtemas (coesão temática), síntese final e/ou conclusão, encerramento –, os elementos
paralinguísticos (tais como: tom e volume da voz, pausas e hesitações – que, em geral, devem ser
minimizadas –, modulação de voz e entonação, ritmo, respiração etc.) e cinésicos (tais como: postura
corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia, modulação
1.1 Analisar e Produzir textos lidos de voz e entonação, sincronia da fala com ferramenta de apoio etc.), para melhor performar apresentações
e/ou ouvidos nos diversos espaços e orais no campo da divulgação do conhecimento.
contextos sociais como formas (EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais
interativas compreendendo sua como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital,
identificação como valor social que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do
1. As linguagens como argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de
instrumentos argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura
VALORES À VIDA
comunicativos pergunta e resposta etc.
SOCIAL
identificadores de (EF69LP23) Contribuir com a escrita de textos normativos, quando houver esse tipo de demanda na escola
valores na sociedade – regimentos e estatutos de organizações da sociedade civil do âmbito da atuação das crianças e jovens
(grêmio livre, clubes de leitura, associações culturais etc.) – e de regras e regulamentos nos vários âmbitos
da escola – campeonatos, festivais, regras de convivência etc., levando em conta o contexto de produção e
as características dos gêneros em questão
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de
aventura e de ficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos
sobre os constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no
caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências;
em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em
entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a
1.2 Reconhecer e reelaborar textos
esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente
orais ou escritos de diferentes
(EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign
gêneros discursivos como
(esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo,
favorecedores à construção de
considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de
valores sociais
gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à
fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos
cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de

170
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

olho com plateia etc.


(EF89LP01PA) Reelaborar textos orais ou escritos a partir de diferentes gêneros discursivos lidos ou
ouvidos que favoreçam a construção de valores sociais
(EF89LP07) Analisar, em notícias, reportagens e peças publicitárias em várias mídias, os efeitos de sentido
devidos ao tratamento e à composição dos elementos nas imagens em movimento, à performance, à
montagem feita (ritmo, duração e sincronização entre as linguagens – complementaridades, interferências
etc.) e ao ritmo, melodia, instrumentos e sampleamentos das músicas e efeitos sonoros
(EF69LP27) Analisar a forma composicional de textos pertencentes a gêneros normativos/ jurídicos e a
gêneros da esfera política, tais como propostas, programas políticos (posicionamento quanto a diferentes
ações a serem propostas, objetivos, ações previstas etc.), propaganda política (propostas e sua
sustentação, posicionamento quanto a temas em discussão) e textos reivindicatórios: cartas de
reclamação, petição (proposta, suas justificativas e ações a serem adotadas) e suas marcas linguísticas,
de forma a incrementar a compreensão de textos pertencentes a esses gêneros e a possibilitar a produção
de textos mais adequados e/ou fundamentados quando isso for requerido
(EF08LP05) Analisar processos de formação de palavras por composição (aglutinação e justaposição),
apropriando-se de regras básicas de uso do hífen em palavras compostas
(EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo,
leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha do tema ou questão a ser
discutido(a), da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento de dados e informações
2. A família, a escola e
2.1 Reconhecer que sua vivência e sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em jogo, da definição – o que
a comunidade como
os conhecimentos adquiridos têm pode envolver consultas a fontes diversas, entrevistas com especialistas, análise de textos, organização
instituições e espaço
relação com o que é estudado e esquemática das informações e argumentos – dos (tipos de) argumentos e estratégias que pretende utilizar
basilares para a
contribuem para a sua formação para convencer os leitores
construção de valores
como sujeito na comunidade em que (EF89LP09) Produzir reportagem impressa, com título, linha fina (optativa), organização composicional
sociais por meio das
vive (expositiva, interpretativa e/ou opinativa), progressão temática e uso de recursos linguísticos compatíveis
linguagens
com as escolhas feitas e reportagens multimidiáticas, tendo em vista as condições de produção, as
características do gênero, os recursos e mídias disponíveis, sua organização hipertextual e o manejo
adequado de recursos de captação e edição de áudio e imagem e adequação à norma-padrão
(EF08LP03) Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, a defesa de um
ponto de vista, utilizando argumentos e contra-argumentos e articuladores de coesão que marquem
relações de oposição, contraste, exemplificação, ênfase
(EF08LP04) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regências e
concordâncias nominal e verbal, modos e tempos verbais, pontuação etc.
(EF69LP28) Observar os mecanismos de modalização adequados aos textos jurídicos, as modalidades
deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo:
Proibição: ―Não se deve fumar em recintos fechados.‖; Obrigatoriedade: ―A vida tem que valer a pena.‖;
Possibilidade: ―É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis‖, e os
mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas,
em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo:
―Que belo discurso!‖, ―Discordo das escolhas de Antônio.‖ ―Felizmente, o buraco ainda não causou
acidentes mais graves‖
CULTURA E (EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e
IDENTIDADE propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a articulação entre elas

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em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-
alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em
questão, como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes
1.1 Reconhecer o uso das novas a esses gêneros
1. Os multiletramentos multimídias e dos novos letramentos (EF89LP01) Analisar os interesses que movem o campo jornalístico, os efeitos das novas tecnologias no
e suas interfaces com como recursos expressivos para campo e as condições que fazem da informação uma mercadoria, de forma a poder desenvolver uma
as linguagens e compreender os interesses atitude crítica frente aos textos jornalísticos
identidades linguísticas comunicativos veiculados por (EF89LP30) Analisar a estrutura de hipertexto e hiperlinks em textos de divulgação científica que circulam
quaisquer gêneros discursivos na Web e proceder à remissão a conceitos e relações por meio de links
(EF89LP02) Analisar diferentes práticas (curtir, compartilhar, comentar, curar etc.) e textos pertencentes a
diferentes gêneros da cultura digital (meme, gif, comentário, charge digital etc.) envolvidos no trato com a
informação e opinião, de forma a possibilitar uma presença mais crítica e ética nas redes
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de
terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não
com o professor) de livros de maior extensão como romances, narrativas de enigma, narrativas de
aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de
esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da
tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela
pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc.,
gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de
audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos
especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários
aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o
2. Linguagem e 2.1 Reconhecer a leitura como forma tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao
diversidade linguística de construção do processo identitário gênero poético e à situação de compartilhamento em questão
como formadores e fonte de conhecimento cultural (EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
socioculturais e participando ativamente na sua leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –
identitários comunidade romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias
romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de
forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre
o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções
culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem
um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se
nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo
professor
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,

172
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os
recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as
pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de
figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura
corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros
em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de
2.2 Reconhecer os elementos linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia,
contidos nos textos que contribuem paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas
para a construção de sentido e das e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como
identidades dos interlocutores modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações
próprios de cada gênero narrativo
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros
(estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico espacial
(distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal
(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de
participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais,
intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma
problemática ou ―convocar‖ para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto
de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos
(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos,
ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de
recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações
entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de
sentido
LÍNGUA PORTUGUESA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF89LP21) Realizar enquetes e pesquisas de opinião, de forma a levantar prioridades, problemas a
ESPAÇO/TEMPO E
resolver ou propostas que possam contribuir para melhoria da escola ou da comunidade, caracterizar
SUAS
demanda/necessidade, documentando-a de diferentes maneiras por meio de diferentes procedimentos,
TRANSFORMAÇÕES
gêneros e mídias e, quando for o caso, selecionar informações e dados relevantes de fontes pertinentes

173
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diversas (sites, impressos, vídeos etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, que possam
servir de contextualização e fundamentação de propostas, de forma a justificar a proposição de propostas,
projetos culturais e ações de intervenção
(EF69LP01) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a
esse tipo de discurso e vislumbrando possibilidades de denúncia quando for o caso
(EF89LP17) Relacionar textos e documentos legais e normativos de importância universal, nacional ou
local que envolvam direitos, em especial, de crianças, adolescentes e jovens – tais como a Declaração dos
Direitos Humanos, a Constituição Brasileira, o ECA -, e a regulamentação da organização escolar – por
exemplo, regimento escolar -, a seus contextos de produção, reconhecendo e analisando possíveis
motivações, finalidades e sua vinculação com experiências humanas e fatos históricos e sociais, como
forma de ampliar a compreensão dos direitos e deveres, de fomentar os princípios democráticos e uma
atuação pautada pela ética da responsabilidade (o outro tem direito a uma vida digna tanto quanto eu
tenho)
(EF69LP11) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações
polêmicas em entrevistas, discussões e debates (televisivo, em sala de aula, em redes sociais etc.), entre
1. Interação e outros, e se posicionar frente a eles
reconhecimento de (EF09LP01) Analisar o fenômeno da disseminação de notícias falsas nas redes sociais e desenvolver
elementos 1.1 Atuar na comunidade em que estratégias para reconhecê-las, a partir da verificação/avaliação do veículo, fonte, data e local da
comunicativos vive (família, escola e comunidade) publicação, autoria, URL, da análise da formatação, da comparação de diferentes fontes, da consulta a
existentes no ambiente debatendo sobre assunto/temas sites de curadoria que atestam a fidedignidade do relato dos fatos e denunciam boatos etc.
social manifestados por atuais, contribuindo na constituição (EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo-
meio das linguagens do espaço/tempo social assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita,
acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam
sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções
para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação,
identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de
abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às
propostas
(EF89LP18) Explorar e analisar instâncias e canais de participação disponíveis na escola (conselho de
escola, outros colegiados, grêmio livre), na comunidade (associações, coletivos, movimentos, etc.), no
munícipio ou no país, incluindo formas de participação digital, como canais e plataformas de participação
(como portal e-cidadania), serviços, portais e ferramentas de acompanhamentos do trabalho de políticos e
de tramitação de leis, canais de educação política, bem como de propostas e proposições que circulam
nesses canais, de forma a participar do debate de ideias e propostas na esfera social e a engajar-se com a
busca de soluções para problemas ou questões que envolvam a vida da escola e da comunidade
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas
para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da
definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio
impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou
vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF89LP12) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido, de
interesse coletivo, com regras acordadas e planejar, em grupo, participação em debate a partir do

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levantamento de informações e argumentos que possam sustentar o posicionamento a ser defendido (o


que pode envolver entrevistas com especialistas, consultas a fontes diversas, o registro das informações e
dados obtidos etc.), tendo em vista as condições de produção do debate – perfil dos ouvintes e demais
participantes, objetivos do debate, motivações para sua realização, argumentos e estratégias de
convencimento mais eficazes etc. e participar de debates regrados, na condição de membro de uma equipe
de debatedor, apresentador/mediador, espectador (com ou sem direito a perguntas), e/ou de juiz/avaliador,
como forma de compreender o funcionamento do debate, e poder participar de forma convincente, ética,
respeitosa e crítica e desenvolver uma atitude de respeito e diálogo para com as ideias divergentes
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na
participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos
(EF89LP15) Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo
com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva
aqui assumida etc.
(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas,
comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de
interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos,
culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e
demonstrando domínio dos gêneros
(EF89LP04) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e
contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião,
resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada
(EF89LP22) Compreender e comparar as diferentes posições e interesses em jogo em uma discussão ou
2. As linguagens, seus
apresentação de propostas, avaliando a validade e força dos argumentos e as consequências do que está
signos e significados
sendo proposto e, quando for o caso, formular e negociar propostas de diferentes naturezas relativas a
contidos no 2.1 Reconhecer que as diferentes
interesses coletivos envolvendo a escola ou comunidade escolar
espaço/tempo sociais linguagens constituem partes de sua
(EF89LP03) Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts
como processos formação sociocultural e funcionam
de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs, etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada,
construtivos de como elemento de inclusão e
ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos
comunicação e de exclusão social
interação entre os (EF89LP31) Analisar e utilizar modalização epistêmica, isto é, modos de indicar uma avaliação sobre o
valor de verdade e as condições de verdade de uma proposição, tais como os asseverativos – quando se
sujeitos
concorda com (―realmente, evidentemente, naturalmente, efetivamente, claro, certo, lógico, sem dúvida‖
etc.) ou discorda de (―de jeito nenhum, de forma alguma‖) uma ideia; e os quase-asseverativos, que
indicam que se considera o conteúdo como quase certo (―talvez, assim, possivelmente, provavelmente,
eventualmente‖)
(EF89LP24) Realizar pesquisa, estabelecendo o recorte das questões, usando fontes abertas e confiáveis
(EF69LP14) Formular perguntas e decompor, com a ajuda dos colegas e dos professores, tema/questão
3. A dimensão 3.1 Elaborar textos orais e escritos
polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão para análise mais minuciosa e
espaço/tempo como resultantes de trabalhos ou de
buscar em fontes diversas informações ou dados que permitam analisar partes da questão e compartilhá-
geradora do processo pesquisas por meio das diversas
los com a turma
de alfabetização linguagens e mídias levando em
(EF69LP42) Analisar a construção composicional dos textos pertencentes a gêneros relacionados à
cultural/letramento dos consideração o nível de
sujeitos compreensão dos sujeitos divulgação de conhecimentos: título, (olho), introdução, divisão do texto em subtítulos, imagens ilustrativas
de conceitos, relações, ou resultados complexos (fotos, ilustrações, esquemas, gráficos, infográficos,
diagramas, figuras, tabelas, mapas) etc., exposição, contendo definições, descrições, comparações,

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enumerações, exemplificações e remissões a conceitos e relações por meio de notas de rodapé, boxes ou
links; ou título, contextualização do campo, ordenação temporal ou temática por tema ou subtema,
intercalação de trechos verbais com fotos, ilustrações, áudios, vídeos etc. e reconhecer traços da
linguagem dos textos de divulgação científica, fazendo uso consciente das estratégias de impessoalização
da linguagem (ou de pessoalização, se o tipo de publicação e objetivos assim o demandarem, como em
alguns podcasts e vídeos de divulgação científica), 3ª pessoa, presente atemporal, recurso à citação, uso
de vocabulário técnico/especializado etc., como forma de ampliar suas capacidades de compreensão e
produção de textos nesses gêneros
(EF89LP08) Planejar reportagem impressa e em outras mídias (rádio ou TV/vídeo, sites), tendo em vista as
condições de produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. – a
partir da escolha do fato a ser aprofundado ou do tema a ser focado (de relevância para a turma, escola ou
comunidade), do levantamento de dados e informações sobre o fato ou tema – que pode envolver
entrevistas com envolvidos ou com especialistas, consultas a fontes diversas, análise de documentos,
cobertura de eventos etc. -, do registro dessas informações e dados, da escolha de fotos ou imagens a
produzir ou a utilizar etc., da produção de infográficos, quando for o caso, e da organização hipertextual (no
caso a publicação em sites ou blogs noticiosos ou mesmo de jornais impressos, por meio de boxes
variados)
(EF69LP41) Usar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos
e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens,
inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a
quantidade de texto (e imagem) por slide, usando progressivamente e de forma harmônica recursos mais
sofisticados como efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados etc. Construção
composicional e estilo Gêneros de divulgação científica
(EF89LP26) Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das
vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra
resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias
colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de
sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos
utilizados
(EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
3.2 Planejar e produzir textos pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
diversos interagindo no estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
tempo/espaço sociais por meio de e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
diferentes formas comunicativas, científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
reconhecendo a importância dos de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
elementos comunicativos na que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
composição interacional mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados. Estratégias de escrita:
textualização, revisão e edição
(EF89LP13) Planejar entrevistas orais com pessoas ligadas ao fato noticiado, especialistas etc., como
forma de obter dados e informações sobre os fatos cobertos sobre o tema ou questão discutida ou

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temáticas em estudo, levando em conta o gênero e seu contexto de produção, partindo do levantamento de
informações sobre o entrevistado e sobre a temática e da elaboração de um roteiro de perguntas,
garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade temática, realizar entrevista e fazer
edição em áudio ou vídeo, incluindo uma contextualização inicial e uma fala de encerramento para
publicação da entrevista isoladamente ou como parte integrante de reportagem multimidiática, adequando-
a a seu contexto de publicação e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
temática
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos. Estratégias de produção
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros
(EF89LP27) Tecer considerações e formular problematizações pertinentes, em momentos oportunos, em
situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada
gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha
lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido
decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades
linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e
percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do
foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e
indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do
1.1 Analisar os elementos linguísticos
uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo
LINGUAGEM E 1. A Interação nas e não linguísticos presentes nos
(EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e
SUAS FORMAS diferentes formas textos nos diversos contextos sociais
publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
COMUNICATIVAS comunicativas fazendo uso dos mesmos na
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos
elaboração de textos diversos
noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos
verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e
futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos
persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais,
construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de
persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens)
(EF69LP18) Utilizar, na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as
relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão adequados aos tipos

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de argumento e à forma de composição de textos argumentativos, de maneira a garantir a coesão, a


coerência e a progressão temática nesses textos (―primeiramente, mas, no entanto, em
primeiro/segundo/terceiro lugar, finalmente, em conclusão‖ etc.)
(EF69LP34) Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir
marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro
comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa
conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do
texto, a sistematização de conteúdos e informações e um posicionamento frente aos textos, se esse for o
caso
(EF09LP12) Identificar estrangeirismos, caracterizando-os segundo a conservação, ou não, de sua forma
gráfica de origem, avaliando a pertinência, ou não, de seu uso
(EF09LP11) Inferir efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial (conjunções e
articuladores textuais)
(EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma-padrão, com estruturas sintáticas
complexas no nível da oração e do período
(EF09LP07) Comparar o uso de regência verbal e regência nominal na norma-padrão com seu uso no
português brasileiro coloquial oral
1.2 Fazer uso dos diferentes recursos
da língua e as diferentes fontes como (EF09LP10) Comparar as regras de colocação pronominal na norma-padrão com o seu uso no português
brasileiro coloquial
instrumentos básicos para a
formação como usuário da língua (EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos
portuguesa nas interações do dia a sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico,
dia esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas,
infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão
desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão
(EF69LP43) Identificar e utilizar os modos de introdução de outras vozes no texto – citação literal e sua
formatação e paráfrase –, as pistas linguísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor e
dos outros autores citados (―Segundo X; De acordo com Y; De minha/nossa parte, penso/amos que‖...) e
os elementos de normatização (tais como as regras de inclusão e formatação de citações e paráfrases, de
organização de referências bibliográficas) em textos científicos, desenvolvendo reflexão sobre o modo
como a intertextualidade e a retextualização ocorrem nesses textos
(EF69LP45) Posicionar-se criticamente em relação a textos pertencentes a gêneros como quarta-capa,
programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc.,
para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos,
CD´s, DVD´s etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros
que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas,
quando for o caso
(EF89LP28) Tomar nota de videoaulas, aulas digitais, apresentações multimídias, vídeos de divulgação
2.1 Perceber e fazer uso consciente científica, documentários e afins, identificando, em função dos objetivos, informações principais para apoio
2. A variação linguística das variedades linguísticas, ao estudo e realizando, quando necessário, uma síntese final que destaque e reorganize os pontos ou
nos diferentes reconhecendo-as como propriedades conceitos centrais e suas relações e que, em alguns casos, seja acompanhada de reflexões pessoais, que
contextos sociais da língua nas suas diferentes podem conter dúvidas, questionamentos, considerações etc.
modalidades (EF69LP05) Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, o efeito
de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês,

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de recursos iconográficos, de pontuação etc.


(EF89LP20) Comparar propostas políticas e de solução de problemas, identificando o que se pretende
fazer/implementar, por que (motivações, justificativas), para que (objetivos, benefícios e consequências
esperados), como (ações e passos), quando etc. e a forma de avaliar a eficácia da proposta/solução,
contrastando dados e informações de diferentes fontes, identificando coincidências, complementaridades e
contradições, de forma a poder compreender e posicionar-se criticamente sobre os dados e informações
usados em fundamentação de propostas e analisar a coerência entre os elementos, de forma a tomar
decisões fundamentadas
(EF09LP02) Analisar e comentar a cobertura da imprensa sobre fatos de relevância social, comparando
diferentes enfoques por meio do uso de ferramentas de curadoria
(EF89LP29) Utilizar e perceber mecanismos de progressão temática, tais como retomadas anafóricas
(―que, cujo, onde‖, pronomes do caso reto e oblíquos, pronomes demonstrativos, nomes correferentes,
etc.), catáforas (remetendo para adiante ao invés de retomar o já dito), uso de organizadores textuais, de
coesivos etc., e analisar os mecanismos de reformulação e paráfrase utilizados nos textos de divulgação
do conhecimento
(EF69LP31) Utilizar pistas linguísticas – tais como ―em primeiro/segundo/terceiro lugar‖, ―por outro lado‖,
―dito de outro modo‖, isto é‖, ―por exemplo‖ – para compreender a hierarquização das proposições,
sintetizando o conteúdo dos textos
(EF69LP39) Definir o recorte temático da entrevista e o entrevistado, levantar informações sobre o
entrevistado e sobre o tema da entrevista, elaborar roteiro de perguntas, realizar entrevista, a partir do
roteiro, abrindo possibilidades para fazer perguntas a partir da resposta, se o contexto permitir, tomar nota,
gravar ou salvar a entrevista e usar adequadamente as informações obtidas, de acordo com os objetivos
estabelecidos
(EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens
multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de
opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas
e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais,
3.1 Compreender os diferentes gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre
gêneros discursivos de acordo com o outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista,
3. Os diferentes
contexto social considerando os de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as
aspectos e propósitos
diferentes aspectos e propósitos condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar
expressados pelas
expressos pela linguagem fazendo possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de
linguagens
uso deles na produção dos seus forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade
textos de circulação desses textos e ―funde‖ os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor
(EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e
circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo (escrito
ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse
contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando
estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para,
com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas,
fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e
editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/ alterando
efeitos, ordenamentos etc.

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(EF69LP22) Produzir, revisar e editar textos reivindicatórios ou propositivos sobre problemas que afetam a
vida escolar ou da comunidade, justificando pontos de vista, reivindicações e detalhando propostas
(justificativa, objetivos, ações previstas etc.), levando em conta seu contexto de produção e as
características dos gêneros em questão
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
3.2 Compreender que o contexto
jogo
social contribui para o processo de
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
letramento ampliando o
colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
desenvolvimento comunicacional e a
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
partir dessa compreensão, atuar na
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas.
comunidade fazendo uso do
Registro
conhecimento adquirido
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e campanhas publicitárias, envolvendo o uso articulado e
complementar de diferentes peças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folheto, panfleto, anúncio de
jornal/revista, para internet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir da escolha da questão/problema/causa
significativa para a escola e/ou a comunidade escolar, da definição do público-alvo, das peças que serão
produzidas, das estratégias de persuasão e convencimento que serão utilizadas
(EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação
e expressividade, variedades e registros linguísticos), os gestos e os deslocamentos no espaço cênico, o
figurino e a maquiagem e elaborando as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora
e da exploração dos modos de interpretação
(EF09LP05) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, orações com a estrutura sujeito-verbo de
ligação-predicativo
(EF09LP08) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, a relação que conjunções (e locuções
3.3 Reconhecer os graus de
conjuntivas) coordenativas e subordinativas estabelecem entre as orações que conectam
formalidade e informalidade da
(EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito
língua, fazendo uso coerente dos
linguístico
recursos linguísticos e gramaticais
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes,
adquiridos no processo de
levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências,
letramento/alfabetização como
complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais,
subsidio para a ampliação do seu
compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão
desenvolvimento comunicacional
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.),
avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor,
as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros,

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tabelas ou gráficos
(EF89LP16) Analisar a modalização realizada em textos noticiosos e argumentativos, por meio das
modalidades apreciativas, viabilizadas por classes e estruturas gramaticais como adjetivos, locuções
adjetivas, advérbios, locuções adverbiais, orações adjetivas e adverbiais, orações relativas restritivas e
explicativas etc., de maneira a perceber a apreciação ideológica sobre os fatos noticiados ou as posições
implícitas ou assumidas
(EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos
argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos
utilizados
(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e
escrita nas quais ela deve ser usada
(EF69LP29) Refletir sobre a relação entre os contextos de produção dos gêneros de divulgação científica –
texto didático, artigo de divulgação científica, reportagem de divulgação científica, verbete de enciclopédia
(impressa e digital), esquema, infográfico (estático e animado), relatório, relato multimidiático de campo,
podcasts e vídeos variados de divulgação científica etc. – e os aspectos relativos à construção
composicional e às marcas linguística características desses gêneros, de forma a ampliar suas
possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes a esses gêneros. Relação entre textos
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do
gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários,
relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos
utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a
fomentar práticas de consumo conscientes
(EF09LP09) Identificar efeitos de sentido do uso de orações adjetivas restritivas e explicativas em um
período composto
(EF09LP06) Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de
3.4 Reconhecer e analisar os efeitos ligação ―ser‖, ―estar‖, ―ficar‖, ―parecer‖ e ―permanecer‖
de sentido dos textos orais e escritos
(EF89LP06) Analisar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
e suas finalidades baseado nas
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
pistas linguísticas neles subjacentes,
informação) e seus efeitos de sentido
considerando os aspectos e
(EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos
propósitos comunicacionais a
típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as
ampliação sua compreensão acerca
hesitações etc.
dessas pistas no ato comunicacional
(EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo,
antítese, aliteração, assonância, dentre outras
(EF89LP05) Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso, em textos, de recurso a formas de apropriação
textual (paráfrases, citações, discurso direto, indireto ou indireto livre)
(EF89LP32) Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade
(referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras
manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas,

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personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto,
vídeos-minuto, vidding, dentre outros
(EF89LP34) Analisar a organização de texto dramático apresentado em teatro, televisão, cinema,
identificando e percebendo os sentidos decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam
sua realização como peça teatral, novela, filme etc.
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para
caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos
personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o
tratamento da temática
(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou
questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
(EF69LP40) Analisar, em gravações de seminários, conferências rápidas, trechos de palestras, dentre
outros, a construção composicional dos gêneros de apresentação – abertura/saudação, introdução ao
tema, apresentação do plano de exposição, desenvolvimento dos conteúdos, por meio do encadeamento
de temas e subtemas (coesão temática), síntese final e/ou conclusão, encerramento –, os elementos
paralinguísticos (tais como: tom e volume da voz, pausas e hesitações – que, em geral, devem ser
minimizadas –, modulação de voz e entonação, ritmo, respiração etc.) e cinésicos (tais como: postura
1.1 Analisar textos lidos e/ou ouvidos corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia, modulação
nos diversos espaços e contextos de voz e entonação, sincronia da fala com ferramenta de apoio etc.), para melhor performar apresentações
sociais como formas interativas orais no campo da divulgação do conhecimento
1. As linguagens como
compreendendo sua identificação (EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais
instrumentos
VALORES À VIDA como valor social com o intuito de como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital,
comunicativos
SOCIAL produzir textos coerentes e que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do
identificadores de
pertinentes no processo de interação argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de
valores na sociedade
argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura
pergunta e resposta etc.
(EF69LP23) Contribuir com a escrita de textos normativos, quando houver esse tipo de demanda na escola
– regimentos e estatutos de organizações da sociedade civil do âmbito da atuação das crianças e jovens
(grêmio livre, clubes de leitura, associações culturais etc.) – e de regras e regulamentos nos vários âmbitos
da escola – campeonatos, festivais, regras de convivência etc., levando em conta o contexto de produção e
as características dos gêneros em questão
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de
aventura e de ficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos
sobre os constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no
caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências;
em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em
entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a

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esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente


(EF89LP01PA) Reelaborar textos orais ou escritos a partir de diferentes gêneros discursivos lidos ou
ouvidos que favoreçam a construção de valores sociais
1.2 Elaborar e Reelaborar textos (EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign
orais ou escritos de diferentes (esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo,
gêneros discursivos, reconhecendo- considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de
os como favorecedores à construção gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à
de valores sociais fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos
cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de
olho com plateia etc.
(EF89LP07) Analisar, em notícias, reportagens e peças publicitárias em várias mídias, os efeitos de sentido
devidos ao tratamento e à composição dos elementos nas imagens em movimento, à performance, à
montagem feita (ritmo, duração e sincronização entre as linguagens – complementaridades, interferências
etc.) e ao ritmo, melodia, instrumentos e sampleamentos das músicas e efeitos sonoros
(EF69LP27) Analisar a forma composicional de textos pertencentes a gêneros normativos/ jurídicos e a
gêneros da esfera política, tais como propostas, programas políticos (posicionamento quanto a diferentes
ações a serem propostas, objetivos, ações previstas etc.), propaganda política (propostas e sua
sustentação, posicionamento quanto a temas em discussão) e textos reivindicatórios: cartas de
reclamação, petição (proposta, suas justificativas e ações a serem adotadas) e suas marcas linguísticas,
de forma a incrementar a compreensão de textos pertencentes a esses gêneros e a possibilitar a produção
de textos mais adequados e/ou fundamentados quando isso for requerido
(EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo,
leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha do tema ou questão a ser
2. A família, a escola e discutido(a), da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento de dados e informações
2.1 Atuar na comunidade em que
a comunidade como sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em jogo, da definição – o que
vive, reconhecendo que sua vivência
instituições e espaço pode envolver consultas a fontes diversas, entrevistas com especialistas, análise de textos, organização
e os conhecimentos adquiridos têm
basilares para a esquemática das informações e argumentos – dos (tipos de) argumentos e estratégias que pretende utilizar
relação com o que é estudado e
construção de valores para convencer os leitores
contribuem para a sua formação
sociais por meio das (EF69LP28) Observar os mecanismos de modalização adequados aos textos jurídicos, as modalidades
enquanto sujeito produtor de sentido
linguagens deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo:
Proibição: ―Não se deve fumar em recintos fechados.‖; Obrigatoriedade: ―A vida tem que valer a pena.‖;
Possibilidade: ―É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis‖, e os
mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas,
em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo:
―Que belo discurso!‖, ―Discordo das escolhas de Antônio.‖ ―Felizmente, o buraco ainda não causou
acidentes mais graves‖
(EF89LP09) Produzir reportagem impressa, com título, linha fina (optativa), organização composicional
(expositiva, interpretativa e/ou opinativa), progressão temática e uso de recursos linguísticos compatíveis
com as escolhas feitas e reportagens multimidiáticas, tendo em vista as condições de produção, as
características do gênero, os recursos e mídias disponíveis, sua organização hipertextual e o manejo
adequado de recursos de captação e edição de áudio e imagem e adequação à norma-padrão
(EF09LP03) Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, assumindo posição
diante de tema polêmico, argumentando de acordo com a estrutura própria desse tipo de texto e utilizando

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diferentes tipos de argumentos – de autoridade, comprovação, exemplificação princípio etc.


(EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e
propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a articulação entre elas
em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-
1.1 Analisar uso das novas alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em
multimídias e dos novos letramentos questão, como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes
1. Linguagem e
como recursos expressivos para a esses gêneros
diversidade linguística
compreender os interesses (EF89LP01) Analisar os interesses que movem o campo jornalístico, os efeitos das novas tecnologias no
como formadores
comunicativos veiculados por campo e as condições que fazem da informação uma mercadoria, de forma a poder desenvolver uma
socioculturais e
quaisquer gêneros discursivos atitude crítica frente aos textos jornalísticos
identitárias
reconhecendo-os como elementos (EF89LP30) Analisar a estrutura de hipertexto e hiperlinks em textos de divulgação científica que circulam
identitários da linguagem na Web e proceder à remissão a conceitos e relações por meio de links
(EF89LP02) Analisar diferentes práticas (curtir, compartilhar, comentar, curar etc.) e textos pertencentes a
diferentes gêneros da cultura digital (meme, gif, comentário, charge digital etc.) envolvidos no trato com a
informação e opinião, de forma a possibilitar uma presença mais crítica e ética nas redes
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de
terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não
com o professor) de livros de maior extensão como romances, narrativas de enigma, narrativas de
aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de
esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da
tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
CULTURA E fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela
IDENTIDADE pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc.,
gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de
audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos
especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários
2. Os multiletramentos 2.1 Atuar na sua comunidade
aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o
e suas interfaces com fazendo uso da leitura como forma de tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao
as linguagens e construção do processo identitário e gênero poético e à situação de compartilhamento em questão
identidades linguísticas fonte de conhecimento cultural dos
(EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
linguístico sujeitos
leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –
romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias
romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de
forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre
o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções
culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem
um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se
nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo
professor
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de

184
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os
recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as
pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de
figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura
corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros
em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de
2.2 Reconhecer os elementos
linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia,
contidos nos textos que contribuem
paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas
para a construção de sentido e das
e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como
identidades dos interlocutores e fazer
modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações
uso deles nas interações do dia a dia
próprios de cada gênero narrativo
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros
(estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico espacial
(distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal
(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de
participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais,
intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma
problemática ou ―convocar‖ para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto
de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos
(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos,
ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de
recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações
entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de
sentido

185
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.3.2 Componente Curricular: Educação Física

A Educação Física afirmada na LDB no 9394/96 (BRASIL, 1996) como componente


curricular obrigatório da Educação Básica23 é importante para a formação de homens e mulheres
para atuar na sociedade. Em sua constituição tem assumido diversas finalidades na educação
brasileira tanto que sua trajetória aponta para sua relevância como prática educativa e contribuição
para uma compreensão integrada às múltiplas dimensões do ser humano e outras áreas do
conhecimento.
Ao compor com as disciplinas Língua Portuguesa, Arte e Língua Inglesa no chamado
grupo das Linguagens, a Educação Física exerce papel primordial na apropriação e reelaboração
dos saberes produzidos pela humanidade por meio da linguagem corporal, sendo um dos
instrumentos comunicacionais mais praticados pela humanidade no decorrer dos tempos.
Ao final do século XIX e início do século XX, sendo influenciada pela razão médico-
científica, a Educação Física, conhecida na época por ginástica, foi sendo utilizada nas escolas,
orientada pelo Estado brasileiro, como poderoso mecanismo de controle, saúde, seleção e
regeneração da raça, com intuito de minimizar os altos índices de mortalidade, provocados por
epidemias que assolavam a população, assim como construir um padrão físico condizente com o
modelo de Homem pensado para atuar na sociedade vigente.
Esse pensamento foi fortemente influenciado por uma concepção ocidental dualista de
Homem e possui como suporte teórico as ciências biológicas que teve e ainda tem um forte status e
inserção na formação acadêmica e prática pedagógica dos docentes.
Para Gonçalves (1994), o relevante nesse argumento é alcançar os objetivos da
manutenção da saúde corporal e aquisição da aptidão física por meio do desenvolvimento das
habilidades motoras, aproximando-se mais do conceito de condicionamento físico associado à
militarização e à higienização.
Dessa origem militar e médica, bem como de sua inter-relação com os mecanismos de
poder, a Educação Física ficou restrita aos aspectos técnicos e físicos do condicionamento corporal,
dissociada de uma prática educativa crítica/reflexiva sobre o corpo e o movimento humano como
fundamentos do seu trabalho.

23Segundo Castellani Filho (1991), antes da LDB no 9394/96 (BRASIL, 1996), a Educação Física era considerada
―atividade curricular‖ importante para a formação do aluno enquanto conhecimentos capazes de favorecer aprendizagens
significativas.

186
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

No decorrer do século passado, com o avanço das Ciências Humanas e as mudanças


sociais ocorridas no Brasil, a Educação Física foi se configurando em dois campos de intervenção
pedagógica: um direcionado às questões da saúde e do condicionamento físico e, outro, relacionado
aos aspectos pedagógicos centrado no currículo e na escola.
Mesmo ocupando lugar de destaque nos programas educativos governamentais desde a
instauração da República, ela atendeu às necessidades imediatistas de cada período histórico, seja
no campo da higiene, de formação de soldados, de atletas, entre outros.
Atualmente tende a ser compreendida como componente que contempla os múltiplos
conhecimentos inter-relacionados com saberes e fazeres produzidos e usufruídos pela sociedade,
relacionados ao corpo, ao movimento, resultantes da construção de uma cultura corporal que se
constitui em patrimônio para a área; razão pela qual, no âmbito pedagógico, passa a ter fundamento
nas concepções de corpo e movimento e entendimento da linguagem como expressão de produções
culturais, que são conhecimentos acumulados historicamente (VAGO, 2006).
Para Le Breton (2006), corpo é o vetor semântico pelo qual a evidência da relação com o
mundo é construída de atividades perceptivas, da expressão dos sentimentos, ritos de interação,
conjunto de gestos e mímicas, técnicas corporais, exercícios físicos, relação com a dor e com o
sofrimento.
É na vivência do corpo que o Homem se apropria da substância de sua vida, traduzindo-a
para outros, servindo-se dos sistemas simbólicos do qual compartilham os membros de uma
sociedade, isso se traduz no processo de socialização da experiência corporal que é uma constante
condição social do ser humano, marcado por momentos fortes em fases de sua vida.
Numa perspectiva dialética, o movimento é totalidade dinâmica, experiência corporal que
se estrutura a todo o momento em função de dois eixos: Homem e mundo (GONÇALVES, 1994); de
acordo com a autora, em sua dimensão corporal o movimento se integra ao conjunto da atividade
que o sujeito realiza e sua importância está, sobretudo, na função expressiva, instrumental e de
sustentação da postura e gestos que proporcionam flexibilidade aos indivíduos mediante situações
que envolvem ação-reflexão-ação.
Na relação com a cultura, entendida como conjunto de códigos simbólicos, interpretados e
reconhecidos pelos sujeitos (VYGOTSKY, 2003; GEERTZ, 2008) em que corpo e movimento
assumem papel importante porque os eles, desde o nascimento, são formados nesses códigos,
aprendendo valores e ―é na cultura que o ser humano se revela como criação, um processo

187
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

dinâmico onde o movimento é a experiência e o corpo, por sua vez, é a condição primeira para a
criação, tradução e expressão dessa cultura‖ (VAGO, 2006, p. 11).
Nesse contexto as práticas corporais compõem as produções derivadas das
representações que se transformam ao longo do tempo, sendo resinificadas suas intencionalidades
e formas de expressão, o que se chama de cultura corporal24.

Nessa visão não se estuda o movimento, estuda-se a manifestação da cultura


corporal, sem adjetiva-la de certa ou errada, sem corrigi-la nem focalizar sua
qualidade, sem tencionar a melhoria do rendimento, nem tampouco a
manutenção da saúde, da alegria ou do prazer (NEIVA et al., 2009, p. 42)25.

Ainda corroborando com essa concepção, Vago (2006) destaca que as práticas corporais
não devem ser reduzidas a atos motores, mas compreendidas como produção humana,
experiências compartilhadas, expressões de sentimentos materializadas em intenções por meio de
movimentos e gestos.
A Educação Física é parte da cultura, portanto da cultura corporal produzida pelos sujeitos
que se movimentam e se inter-relacionam e foi incorporada pela Educação Física em seus
conteúdos de caráter universal ou regional, dentre eles: o jogo, o esporte, a dança, a ginástica, as
lutas e outras formas de produções e/ou atividades culturais de movimento com finalidades de lazer,
expressão de sentimentos, saúde, afetos e emoção, com características lúdicas das diversas
culturas humanas.
Para a escola, enquanto espaço de socialização do saber sistematizado e,
consequentemente, de formação de homens e mulheres para atuar, intervir e modificar a sociedade
em que vivem e, especialmente, ao professor de Educação Física cabe proporcionar aos educandos
vivências curriculares significativas que possam valorizar as diversas manifestações da cultura
corporal rumo à construção de uma ―escola mais democrática que potencialize relações humanas
mais democráticas‖ (NEIVA et al., 2009, p. 44).

24 Cultura corpos são ―formas de representações simbólicas de realidades vividas pelo homem, historicamente criadas e
culturalmente desenvolvidas, exteriorizadas pelas expressões corporais como a dança, o jogo etc‖ (NEIVA et al., 2009, p.
38).
25 Nessa perspectiva, segundo esses autores, ―as manifestações da cultura corporal serão tratadas como jogos no

sentido empregado por Huizinga (1971), que em nada se relaciona com a visão funcionalista com a qual o jogo tem sido
empregado na escola‖. Eles seguem observando que: ―Ao concebermos a dança, a brincadeira, a ginástica, o esporte, a
luta, as artes circenses etc. como jogos, o trabalho escolar recairá sobre a vivência e a leitura dos significados e sentidos
produzidos culturalmente e por eles veiculados, como, por exemplo, as relações de poder, as questões de consumo,
gênero, classe, entre outras‖ (NEIVA et al., 2009, p. 43).

188
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Compreender a Educação Física sob um contexto mais amplo significa entender que ela é
composta por interações que se estabelecem nas relações sociais, políticas, econômicas e culturais
dos povos. É partindo dessa posição que este documento curricular aponta a cultura corporal como
objeto de estudo e ensino da Educação Física, evidenciando a relação estreita entre a formação
histórica do ser humano por meio do trabalho e as práticas corporais decorrentes.
A ação pedagógica da Educação Física deve estimular a reflexão sobre o acervo de
formas e representações do mundo que o ser humano tem produzido, exteriorizadas pela expressão
corporal em jogos e brincadeiras, danças, lutas, ginásticas, esportes e práticas corporais de
aventura. Essas expressões podem ser identificadas como formas de representação simbólica de
realidades vividas pelo homem (NEIVA et al., 2009).
Considerando as diretrizes curriculares propostas neste documento como base de
construção do conhecimento ao componente curricular da educação física, faz-se necessário
integrar e interligar os eixos estruturantes que se relacionam com os objetos de estudo de cada
componente da matriz curricular, com as competências específicas da BNCC.
Neste documento se propõe os seguintes eixos estruturantes: ―O Espaço/Tempo e suas
Transformações‖ que faz correlação com as Competências Específicas da Educação Física na
BNCC 1, 2 e 3:

Compreender a origem da cultura corporal de movimento e seus vínculos com a


organização da vida coletiva e individual;

Planejar e empregar estratégias para resolver desafios e aumentar as


possibilidades de aprendizagem das práticas corporais além de se envolver no
processo de ampliação do acervo cultural nesse campo;

Refletir, criticamente, sobre as relações entre a realização das práticas corporais


e os processos de saúde/doenças inclusive no contexto das atividades elaborais
(BRASIL, 2017a, p. 221).

Entende-se o corpo em sua totalidade, ou seja, o ser humano é o seu corpo, que sente,
pensa e age. Os aspectos subjetivos de valorização – ou não – do corpo devem ser analisados sob
uma perspectiva crítica da construção hegemônica do referencial de beleza e saúde, veiculado por
mecanismos mercadológicos e midiáticos, os quais fazem do corpo uma ferramenta produtiva e um
objeto de consumo.
Esse elemento articulador tem também como pressuposto a reflexão crítica sobre as
diferentes visões constituídas ao longo da história da humanidade em relação ao corpo que

189
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

favoreceram a dicotomia corpo-mente e sua repercussão no interior das aulas de Educação Física,
nas práticas corporais. As preocupações com o corpo e com os significados que o mesmo assume
na sociedade constituem um dos aspectos que precisam ser tratados no interior das aulas de
Educação Física, para que sejam desmistificadas algumas perspectivas ingênuas no trato com essa
questão.
No segundo eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖, esse elemento articulador
ganha relevância com a Competências Específicas 8 e 10:

Usufruir das práticas corporais de forma autônoma para potencializar o


envolvimento em contextos de lazer, ampliar as redes de sociabilidade e a
promoção da saúde;

Experimentar, desfrutar, apreciar e criar diferentes brincadeiras, jogos, danças,


ginásticas, esportes, lutas e práticas corporais de aventura, valorizando o
trabalho coletivo e o protagonismo (BRASIL, 2017a, p. 221).

Trata-se de vivenciar os aspectos lúdicos e esportivos que emergem nas brincadeiras, o


aluno torna-se capaz de estabelecer conexões entre o imaginário e o real, e de refletir sobre os
papéis assumidos nas relações em grupo. Reconhece e valoriza, também, as formas particulares
que os jogos e as brincadeiras tomam em distintos contextos e diferentes momentos históricos, nas
variadas comunidades e grupos sociais.
Dessa maneira, a ludicidade dos jogos, como elemento articulador, apresenta-se como
uma possibilidade de reflexão e vivência das práticas corporais em todos os conteúdos
estruturantes, desde que não esteja limitada a uma perspectiva utilitarista, na qual os jogos e
brincadeiras surgem de modo descontextualizado, em apenas alguns momentos da aula, relegando
o lúdico a um papel secundário.
O lúdico não se situa numa determinada dimensão do nosso ser, mas constitui-se numa
síntese integradora que se materializa no todo, no integral da existência humana. Da mesma forma
que não existe uma essência humana divorciada da existência, também não existe um lúdico
descolado das relações sócias.
Assim, o lúdico se apresenta como parte integrante do ser humano e se constitui nas
interações sociais, sejam elas na infância, na idade adulta ou na velhice. Essa problemática precisa
ser discutida e vivenciada pelos alunos, para que a ludicidade não seja vivida por meio de práticas
violentas, como em algumas brincadeiras que ocorrem no interior da escola; o professor deve lançar

190
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

mão das diversas possibilidades que o lúdico pode assumir nas diferentes práticas corporais
conforme discutem os autores.
O terceiro eixo estruturante denominado ―Valores à Vida Social‖ permite uma relação com
as Competências Específicas 4 e 6:

Identificar as formas de produção dos preconceitos, compreender seus efeitos e


combater posicionamentos discriminatórios em relação às práticas corporais e
aos seus participantes;
Interpretar e recriar os valores, os sentidos e os significados atribuídos as
diferentes práticas corporais, bem como aos sujeitos que delas participam
(BRASIL, 2017a, p. 221).

Esses elementos articuladores permitem entender que o educador tem um papel


fundamental na construção das relações sociais em aula, que permeiam as aulas de educação
física, pela natureza das atividades que exigem contato físico, convivência, trabalho coletivo e união
do grupo. Esses aspectos são de extrema importância para o desenvolvimento da inteligência social
do sujeito.
A socialização do indivíduo ou da criança se dá exatamente por meio da internalização de
valores e normas de conduta. A escola é uma das instituições que promove tal socialização.

Portanto, o fenômeno da socialização ou a aprendizagem do social também ocorre nas


aulas de Educação Física na questão dos jogos e dos esportes, que constituem uma parte
importante da socialização, pois desenvolvem noções de regras, de papéis e funções, uma noção
básica de classes sociais e da divisão de papéis, característica da nossa sociedade.
O quarto eixo estruturante ―Cultura e Identidade‖ estão estritamente ligados às
Competências Específicas 5, 7 e 9.

Identificar as formas de produção dos preconceitos, compreender seus efeitos e


combater posicionamento discriminatório em relação às práticas corporais e aos
seus participantes;

Reconhecer as práticas corporais como elementos constitutivos da identidade


cultural dos povos e grupos;

Reconhecer o acesso às práticas corporais como direito do cidadão, propondo e


produzindo alternativas para sua realização no contexto comunitário (BRASIL,
2017a, p. 221).

Esses elementos articuladores tratam do processo de inserção das mesmas práticas


corporais em determinados contextos socioculturais; em linhas gerais, esse eixo lida com temáticas
191
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

que permitem aos alunos analisarem as manifestações da cultura corporal em relação às dimensões
éticas, e estéticas, à época e a sociedade que gerou; as razões da sua produção e transformação, e
vinculação global.
Além disso, comtempla a reflexão sobre as possibilidades que o aluno tem ou não de
acessar uma determinada prática no lugar onde moram, os recursos disponíveis, os agentes
envolvidos nessa configuração e os aspectos socioculturais que atravessam seu desenvolvimento.
Cada palavra da linguagem corporal é a comunicação e revelação para constantes leituras
e diálogos entre os seres humanos. É a comunicação não-verbal que proporciona e revela as inter e
intra relações que vão para além do social e que atingem a essência do ser.
Nessa perspectiva, a linguagem corporal, permeada pela cultura na qual o indivíduo está
inserido, possibilita o conhecimento de si mesmo e do outro. Faz-se necessário então que o
currículo incentive a prática e assegure discussões acerca dos valores humanos, passando pela
formação docente para tal; assim assumimos uma estreita relação entre a educação e a
comunicação, em suas diversas formas, quando concordamos que por intermédio de comunicação,
é possível obter um comportamento ético dos indivíduos, na execução da ação comum; a estratégia
que as sociedades criam para facilitá-la é o que chamamos de educação.
E é nesse contexto que se insere a Educação Física, enquanto componente curricular que
deve cumprir seu papel a fim de promover a cidadania por meio da organização, sistematização e
socialização do conhecimento e saberes escolares, considerando os valores democráticos e
propiciando a aprendizagem sobre o movimento humano nas práticas corporais.

192
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EDUCAÇÃO FÍSICA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
1. Interação e reconhecimento de 1.1 Identificar por meio de
(EF12EF01) Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes
elementos contidos no ambiente a práticas corporais elementos e
no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de
partir de vivências, e linguagens formas de organização espacial
desempenho dos colegas
corporais em múltiplas realidades
(EF12EF02) Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal, visual, oral e escrita), as
brincadeiras e os jogos populares do contexto comunitário e regional, reconhecendo e valorizando a
2.1 Vivenciar lúdica, criativa e importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de origem
culturalmente as práticas (EF12EF07) Experimentar, fruir e identificar diferentes elementos básicos da ginástica (equilíbrios,
2. As linguagens e seus corporais considerando os saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais) e da ginástica geral, de forma individual e
significados contidos no espaço movimentos naturais (saltos, em pequenos grupos, adotando procedimentos de segurança
social na formação dos sujeitos giros) relacionados à formação (EF12EF09) Participar da ginástica geral, identificando as potencialidades e os limites do corpo, e
humana dos sujeitos e da respeitando as diferenças individuais e de desempenho corporal
sociedade (EF35EF07) Experimentar e fruir, de forma coletiva, combinações de diferentes elementos da
ginástica geral (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais), propondo
ESPAÇO/TEMPO E coreografias com diferentes temas do cotidiano
SUAS 3.1 Vivenciar ludicamente
TRANSFORMAÇÕES brincadeiras praticadas ao
(EF12EF03) Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios de brincadeiras e jogos populares do
longo dos tempos como
contexto comunitário e regional, com base no reconhecimento das características dessas práticas
expressão da cultura dos
3. A dimensão espaço/tempo na
diferentes povos
relação das diversas linguagens e
(EF12EF04) Colaborar na proposição e na produção de alternativas para a prática, em outros
o indivíduo 3.2 Vivenciar experiências
momentos e espaços, de brincadeiras e jogos e demais práticas corporais tematizadas na escola,
lúdicas como cantigas de roda,
produzindo textos (orais, escritos, audiovisuais) para divulgá-las na escola e na comunidade
e pequenos jogos em diversos
(EF12EF12) Identificar os elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos) das danças do contexto
espaços pedagógicos
comunitário e regional, valorizando e respeitando as manifestações de diferentes culturas
4.1 Vivenciar temas da cultura
corporal como processo de
4. O espaço/tempo como gerador
formação permanente e (EF12EF06) Discutir a importância da observação das normas e das regras dos esportes de marca e
do processo de alfabetização
sistemática que perspective o de precisão para assegurar a integridade própria e as dos demais participantes
cultural/letramento dos sujeitos
letramento e alfabetização
cultural
1.1 Experimentar práticas
corporais relacionando-as com (EF12EF05) Experimentar e fruir, prezando pelo trabalho coletivo e pelo protagonismo, a prática de
1. O diálogo nas diferentes formas diversos códigos e/ou formas esportes de marca e de precisão, identificando os elementos comuns a esses esportes
LINGUAGEM E de comunicação, expressão e linguísticas
SUAS FORMAS manifestação corporal (EF12EF11) Experimentar e fruir diferentes danças do contexto comunitário e regional (rodas
1.2 Vivenciar experiências com
COMUNICATIVAS cantadas, brincadeiras rítmicas e expressivas), e recriá-las, respeitando as diferenças individuais e de
danças e/ou jogos simbólicos
desempenho corporal
2. Práticas corporais nos diversos 2.1 Estabelecer relações entre (EF12EF10) Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal, oral, escrita e audiovisual), as
contextos sociais vivências corporais e características dos elementos básicos da ginástica e da ginástica geral, identificando a presença

193
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

manifestações artísticas desses elementos em distintas práticas corporais


praticadas em diferentes
contextos sociais
3.1 Reconhecer as (EF13EF01PA) Experimentar as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo e
3. Os diferentes aspectos
possiblidades expressivas dos valorizando as diferenças de desempenho, linguagem e expressão
comunicativos da linguagem
gestos, posturas e do corpo em
corporal no contexto social como
movimento no processo de (EF13EF02PA) Reconhecer a diferença entre jogo e esporte
processo de alfabetização cultural
alfabetização cultural
1.1 Refletir sobre as
informações especificas da (EF13EF03PA) Conhecer a diversidade de padrões de saúde que existem nos grupos sociais,
cultura corporal, sendo capaz compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são inseridos
de discerni-las e reinterpretá-las
1. A cooperação/competição como (EF13EF04PA) Reconhecer as mudanças orgânicas que acontecem durante e após a realização de
em bases cientificas, adotando
valores antagônicos das diversas práticas corporais sistematizadas
uma postura autônoma, na
sociedades
seleção de atividades e
procedimentos para a (EF13EF05PA) Entender que as práticas esportivas podem ser vivenciadas no tempo/ espaço de
manutenção ou aquisição de lazer, como meio para melhorar a aptidão física e saúde
saúde
2.1 Compreender formas de
expressão corporal próprias do
(EF13EF06PA) Reconhecer as possibilidades expressivas da combinação de gestos, postura e do
2. Direitos humanos e diversidade lugar onde se vive
corpo em movimento com os estereótipos atribuídos a grupos sociais segundo gênero, classe e etnia
questionando os estereótipos
atribuídos a grupos sociais
(EF13EF07PA) Identificar formas de expressão corporal próprias do lugar onde se vive
3.1 Identificar por meio de
VALORES À VIDA (EF13EF08PA) Reconhecer a diferença entre lutas e brigas e entre lutas e as demais práticas
práticas corporais
SOCIAL corporais
3. A família, a escola e a comportamentos vivenciados
(EF12EF08) Planejar e utilizar estratégias para a execução de diferentes elementos básicos da
comunidade na construção de nos ambientes da vida social
ginástica e da ginástica geral
valores sociais que possam se traduzir em
respeito, solidariedade e (EF35EF05) Experimentar e fruir diversos tipos de esportes de campo e taco, rede/parede e invasão,
identificando seus elementos comuns e criando estratégias individuais e coletivas básicas para a sua
afetividade
execução, prezando pelo trabalho coletivo e pelo protagonismo
4.1 Vivenciar diferentes formas (EF13EF09PA) Apreciar as semelhanças e as diferenças entre diversas linguagens produzidas por
4. O reconhecimento das
da cultura corporal infantil diferentes povos
diferenças e a superação de
produzida pelos povos, em (EF13EF10PA) Conhecer as formas e características de jogos populares e tradicionais infantis
preconceitos
especial de seu Estado vinculadas a grupos sociais do lugar onde vivem
5.1 Aprender a partir dos
5. A Ética como princípio (EF13EF11PA) Conhecer as principais regras, habilidades e estratégias básicas implicadas na cultura
conteúdos da cultura corporal
mediador das relações sociais corporal na realização da boa convivência
regras de boa convivência
6.1 Compreender a cultura
6. A cultura corporal como (EF13EF12PA) Reconhecer na convivência e nas práticas pacíficas maneiras eficazes de
corporal como condição
expressão da identidade e valores crescimento coletivo, dialogando, refletindo e adotando uma postura democrática sobre diferentes
humana para a formação do
sociais pontos de vista postos em debates
sujeito e de direito inegociável
CULTURA E 1. Diversidade e linguagem 1.1 Vivenciar linguagens (EF13EF13PA) Conhecer as formas e características dos jogos populares e tradicionais produzidos

194
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IDENTIDADE corporais produzidas pelos pelos povos da região amazônica


povos, especialmente da região
amazônica
2.1 Identificar as formas e
características de jogos
2. As culturas local, regional e
motores, populares e (EF13EF14PA) Reconhecer as influências de distintos grupos sociais na produção das diferenças e
nacional como construção de
tradicionais vinculados a grupos semelhanças, nas tradições culturais da região e na constituição do patrimônio lúdico local
identidades
sociais do lugar em que estão
inseridos
3.1 Identificar nas danças, nos
jogos e nas brincadeiras os (EF13EF15PA) Conhecer a respeito dos jogos, danças e brincadeiras de seu entorno social,
contextos sócios históricos em estabelecendo redes de diferenças e semelhanças com as características de outras regiões
3. O multiculturalismo e suas que estão inseridos
interfaces com as linguagens 3.2 Experimentar manifestações
(EF35EF01) Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo
de origem indígena, quilombola,
aqueles de matriz indígena e africana, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio
entre outras como culturas
histórico cultural
constitutivas do povo brasileiro
EDUCAÇÃO FÍSICA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Reconhecer ludicamente
(EF35EF04) Recriar, individual e coletivamente, e experimentar, na escola e fora dela, brincadeiras e
brincadeiras praticadas ao
jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e demais
longo dos tempos como
ESPAÇO/TEMPO E 1. A dimensão espaço/tempo na práticas corporais tematizadas na escola, adequando-as aos espaços públicos disponíveis
expressão dos diferentes povos
SUAS relação das diversas linguagens e
1.2 Compreender a brincadeira
TRANSFORMAÇÕES o indivíduo
como importante manifestação (EF35EF01PA) Experienciar por meio das diferentes tecnologias as diversas possibilidades de
cultural para o desenvolvimento desenvolvimento das brincadeiras
do sujeito
(EF35EF03) Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal, oral, escrita, audiovisual), as
brincadeiras e os jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana, explicando suas
1.1 Explorar práticas corporais características e a importância desse patrimônio histórico cultural na preservação das diferentes
LINGUAGEM E 1. O diálogo nas diferentes formas
relacionando-as com diversos
SUAS FORMAS de comunicação, expressão e culturas
códigos e/ou formas
COMUNICATIVAS manifestação corporal (EF35EF02PA) Participar de diferentes brincadeiras, jogos e danças individuais e coletivas
linguísticas.
(EF35EF08PA) Utilizar o corpo como fonte sonora diversas (palmas, batida dos pés, voz, sons do
corpo)
(EF35EF07) Experimentar e fruir, de forma coletiva, combinações de diferentes elementos da
1.1 Explorar criativa e
ginástica geral (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais), propondo
VALORES À VIDA criticamente formas de
1. Direitos humanos e diversidade coreografias com diferentes temas do cotidiano
SOCIAL expressão corporal próprias do
(EF35EF03PA) Utilizar diferentes linguagens na promoção de atitudes de respeito e valorização de
lugar onde se vive
todo ser humano

195
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

2.1 Vivenciar por meio de


práticas corporais (EF35EF12) Identificar situações de injustiça e preconceito geradas e/ou presentes no contexto das
2. A família, a escola e a comportamentos danças e demais práticas corporais e discutir alternativas para superá-la
comunidade na construção de experimentados nos ambientes
valores sociais da vida social que possam se (EF35EF04PA) Desenvolver individual e coletivamente atitudes de combate à discriminação por meio
traduzir em respeito, das múltiplas linguagens (corporal, oral, escrita e audiovisual)
solidariedade e afetividade
1.1 Vivenciar linguagens (EF35EF09) Experimentar, recriar e fruir danças populares do Brasil e do mundo e danças de matriz
corporais produzidas pelos indígena e africana, valorizando e respeitando os diferentes sentidos e significados dessas danças
1. Diversidade e linguagem diversos povos em vistas da em suas culturas de origem
valorização de suas culturas de
(EF35EF10) Comparar e identificar os elementos constitutivos comuns e diferentes (ritmo, espaço,
CULTURA E origem gestos) em danças populares do Brasil e do mundo e danças de matriz indígena e africana
IDENTIDADE (EF35EF13) Experimentar, fruir e recriar diferentes lutas presentes no contexto comunitário e regional
2. As culturas local, regional e 2.1 Simular contextos de lutas e lutas de matriz indígena e africana
nacional como construção de existentes nos diversos (EF35EF15) Identificar as características das lutas do contexto comunitário e regional e lutas de
identidades espaços e origens matriz indígena e africana, reconhecendo as diferenças entre lutas e brigas e entre lutas e as demais
práticas corporais
EDUCAÇÃO FÍSICA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1. Vivenciar temas da cultura (EF35EF06) Diferenciar os conceitos de jogo e esporte, identificando as características que os
corporal como processo de constituem na contemporaneidade e suas manifestações (profissional e comunitária/lazer)
formação permanente e
sistemática que perspective o
ESPAÇO/TEMPO E 1. O espaço/tempo como gerador letramento e alfabetização (EF35EF05PA) Experimentar os distintos tipos de práticas corporais sistematizadas
SUAS do processo de alfabetização cultural.
TRANSFORMAÇÕES cultural/letramento dos sujeitos 1.2. Identificar os espaços no (EF35EF05) Experimentar e fruir diversos tipos de esportes de campo e taco, rede/parede e invasão,
entorno imediato para a prática identificando seus elementos comuns e criando estratégias individuais e coletivas básicas para a sua
de jogos como processo de execução, prezando pelo trabalho coletivo e pelo protagonismo
alfabetização cultural e (EF35EF06PA) Explorar os espaços públicos comunitários para a realização de práticas corporais
letramento dos sujeitos. sistematizadas
1.1 Estabelecer relações entre
1. A variação linguística, as
vivências corporais e (EF35EF08) Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios na execução de elementos básicos
manifestações artísticas e as
manifestações artísticas de apresentações coletivas de ginástica geral, reconhecendo as potencialidades e os limites do corpo
LINGUAGEM E práticas corporais nos diversos
praticadas em diferentes e adotando procedimentos de segurança
SUAS FORMAS contextos sociais
contextos sociais
COMUNICATIVAS
2. Os diferentes aspectos 2.1. Saber a respeito dos jogos
(EF35EF07PA) Reconhecer as influências de distintos grupos sociais na produção das diferenças e
comunicativos das linguagens populares e tradicionais de seu
semelhanças nas tradições culturais da região e na constituição do patrimônio lúdico social
artística, corporal e linguística no entorno social estabelecendo

196
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

contexto social como processo de redes de diferenças e


(EF35EF01) Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo
alfabetização cultural semelhanças com as
aqueles de matriz indígena e africana, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio
características dos jogos de
histórico cultural
outros lugares do mundo.
1.1 Usar os conteúdos da (EF35EF14) Planejar e utilizar estratégias básicas das lutas do contexto comunitário e regional e lutas
1. A Ética como princípio
cultura corporal associando as de matriz indígena e africana experimentadas, respeitando o colega como oponente e as normas de
mediador das relações sociais
regras de boa convivência segurança
(EF35EF15) Identificar as características das lutas do contexto comunitário e regional e lutas de
VALORES À VIDA matriz indígena e africana, reconhecendo as diferenças entre lutas e brigas e entre lutas e as demais
2.1 Compreender a cultura
SOCIAL 2. A cultura corporal como práticas corporais
corporal como condição
expressão da identidade e valores (EF35EF03) Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal, oral, escrita, audiovisual), as
humana para a formação do
sociais brincadeiras e os jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana, explicando suas
sujeito e de direito inegociável
características e a importância desse patrimônio histórico cultural na preservação das diferentes
culturas
1.1 Identificar o contexto sócio
histórico local e global (EF35EF10) Comparar e identificar os elementos constitutivos comuns e diferentes (ritmo, espaço,
existentes nas danças, nos gestos) em danças populares do Brasil e do mundo e danças de matriz indígena e africana
jogos e nas brincadeiras
CULTURA E 1. O multiculturalismo e suas (EF35EF02) Planejar e utilizar estratégias para possibilitar a participação segura de todos os alunos
IDENTIDADE interfaces com as linguagens em brincadeiras e jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana
1.2 Valorizar as manifestações
(EF35EF11) Formular e utilizar estratégias para a execução de elementos constitutivos das danças
de origem indígena, quilombola,
populares do Brasil e do mundo, e das danças de matriz indígena e africana
entre outras como culturas
(EF35EF01) Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo
constitutivas do povo brasileiro
aqueles de matriz indígena e africana, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio
histórico cultural
EDUCAÇÃO FÍSICA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Perceber o espaço a partir
das práticas corporais voltadas
1. As linguagens e seus (EF67EF02) Identificar as transformações nas características dos jogos eletrônicos em função dos
para o cuidado consigo e
significados contidos nos espaços avanços das tecnologias e nas respectivas exigências corporais colocadas por esses diferentes tipos
com/do outro, sua relação com
na formação dos sujeitos de jogos
o meio ambiente e interação
ESPAÇO/TEMPO E
tecnológica
SUAS
(EF67EF16) Identificar as características (códigos, rituais, elementos técnico-táticos, indumentária,
TRANSFORMAÇÕES 2.1 Compreender a prática
materiais, instalações, instituições) das lutas do Brasil
2. O espaço/tempo como gerador corporal como processo de
(EF67EF10) Diferenciar exercício físico de atividade física e propor alternativas para a prática de
do processo de alfabetização formação permanente e
exercícios físicos dentro e fora do ambiente escolar
cultural/letramento dos sujeitos contínuo de letramento e
(EF67EF09) Construir, coletivamente, procedimentos e normas de convívio que viabilizem a
alfabetização
participação de todos na prática de exercícios físicos, com o objetivo de promover a saúde
LINGUAGEM E 1. A variação linguística e as 1.1 Ampliar as linguagens (EF67EF19) Identificar os riscos durante a realização de práticas corporais de aventura urbanas e

197
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

SUAS FORMAS práticas corporais nos diversos corporais contidas nos diversos planejar estratégias para sua superação
COMUNICATIVAS contextos sociais contextos como possiblidades (EF67EF08) Experimentar e fruir exercícios físicos que solicitem diferentes capacidades físicas,
linguísticas identificando seus tipos (força, velocidade, resistência, flexibilidade) e as sensações corporais
provocadas pela sua prática
1.2. Identificar através das
manifestações da cultura
corporal elementos estéticos, (EF67EF01PA) Conhecer como se estruturam as manifestações corporais e suas formas de
políticos, históricos nos comunicação linguística contextualizando-as com os diferentes grupos sociais em que vivem
diferentes grupos sociais em
que vivem
1. A cooperação/competição 1.1 Problematizar as práticas
como valores antagônicos corporais individuais ou (EF67EF06) Analisar as transformações na organização e na prática dos esportes em suas diferentes
inerentes às diversas culturas coletivas dentro de contextos manifestações (profissional e comunitário/lazer)
societárias cooperativos e competitivos
2.1 Adotar postura e atitude de
respeito para com os colegas (EF67EF20) Executar práticas corporais de aventura urbanas, respeitando o patrimônio público e
VALORES À VIDA
em situações lúdicas e utilizando alternativas para a prática segura em diversos espaço
SOCIAL
2. O reconhecimento das esportivas, buscando solucionar
diferenças e a superação de os conflitos com respeito
preconceitos
2.2. Conhecer e respeitar a (EF67EF02PA) Identificar e repelir o bullying e/ou qualquer outro tipo de atitude de desrespeito
diversidade cultural em diversos tomando as práticas corporais sistematizadas como instrumentos de atuação na solução de conflitos
contextos sociais.
1.1 Reconhecer a importância (EF67EF14) Experimentar, fruir e recriar diferentes lutas do Brasil, valorizando a própria segurança e
das atividades de natureza integridade física, bem como as dos demais
1. A relação entre linguagens
relacional, respeitando
territorialização/desterritorialização
características físicas, sociais, (EF67EF05PA) Experimentar através das disputas corporais, suas relações com a competição e
dos saberes culturais
motoras próprias, bem como da cooperação, como possibilidade educativa e integradora da formação da cidadania
CULTURA E coletividade
IDENTIDADE 2.1 Reconhecer o corpo como (EF67EF18) Experimentar e fruir diferentes práticas corporais de aventura urbanas, valorizando a
meio de manifestação de própria segurança e integridade física, bem como as dos demais
linguagem e expressão nas
2. Diferença e diversidade
diferentes culturas: indígenas, (EF67EF11) Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos
africanas, campesinas, (ritmo, espaço, gestos)
ribeirinhas, entre outras
EDUCAÇÃO FÍSICA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
ESPAÇO/TEMPO E 1. A relação sujeito/espaço como 1.1 Estabelecer relações de (EF67EF03) Experimentar e fruir esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios,
SUAS princípio de uma educação companheirismo, cordialidade e valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo

198
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

TRANSFORMAÇÕES afetiva, participativa, dialógica e confiança nas vivências


inclusiva corporais, especialmente de (EF67EF04) Praticar um ou mais esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios
conotação competitiva oferecidos pela escola, usando habilidades técnico-táticas básicas e respeitando regras

1.2. Compreender a
necessidade de cuidar do (EF67EF03PA) Analisar o envolvimento pessoal e familiar com a prática regular de atividades físicas
espaço físico onde se realizam e/ ou exercícios físicos.
as práticas corporais para a
segurança individual e coletiva
1.1 Identificar as linguagens (EF67EF05) Planejar e utilizar estratégias para solucionar os desafios técnicos e táticos, tanto nos
corporais compreendido nos esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios como nas modalidades esportivas
diversos contextos como escolhidas para praticar de forma específica
LINGUAGEM E 1. A variação linguística e as possiblidades linguísticas
SUAS FORMAS práticas corporais nos diversos (EF67EF12) Planejar e utilizar estratégias para aprender elementos constitutivos das danças urbanas
COMUNICATIVAS contextos sociais 1.2. Manter atitude de busca
pessoal e/ou coletiva,
(EF67EF07) Propor e produzir alternativas para experimentação dos esportes não disponíveis e/ou
articulando a percepção da
acessíveis na comunidade e das demais práticas corporais tematizadas na escola
cultura corporal de movimento
(EF67EF13) Diferenciar as danças urbanas das demais manifestações da dança, valorizando e
respeitando os sentidos e significados atribuídos a eles por diferentes grupos sociais
1.1 Vivenciar práticas corporais
(EF67EF15) Planejar e utilizar estratégias básicas das lutas do Brasil, respeitando o colega como
1. O respeito à diversidades contextualizando conceitos que
oponente
socioculturais menosprezem, inferiorizem e/ou
(EF67EF17) Problematizar preconceitos e estereótipos relacionados ao universo das lutas e demais
VALORES À VIDA discriminem o outro
práticas corporais, propondo alternativas para superá-los, com base na solidariedade, na justiça, na
SOCIAL
equidade e no respeito
2.1 Dialogar e respeitar a
participação dos colegas nas (EF67EF01) Experimentar e fruir, na escola e fora dela, jogos eletrônicos diversos, valorizando e
2. Direitos humanos e diversidade
práticas corporais propostas respeitando os sentidos e significados atribuídos a eles por diferentes grupos sociais e etários

1.1 Conhecer as diferentes (EF67EF21) Identificar a origem das práticas corporais de aventura e as possibilidades de recriá-las,
manifestações da cultura reconhecendo as características (instrumentos, equipamentos de segurança, indumentária,
corporal em diversos contextos organização) e seus tipos de práticas
socioculturais, percebendo-as
1. As culturas local, regional e como ferramenta educacional e
CULTURA E (EF67EF11) Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos
nacional como influência na inclusiva
IDENTIDADE (ritmo, espaço, gestos)
construção de identidades
1.2. Reconhecer as práticas
corporais sistematizadas local e (EF67EF04PA) Reconhecer e valorizar a pluralidade das práticas corporais e suas diversas
mundial de diferentes culturas e linguagens e variações estéticas como identidade na formação cultural os povos e grupos
tempos históricos
EDUCAÇÃO FÍSICA
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades

199
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.1 Identificar por meio das (EF89EF05) Identificar as transformações históricas do fenômeno esportivo e discutir alguns de seus
1. Interação e reconhecimento de
práticas corporais substâncias problemas (doping, corrupção, violência etc.) e a forma como as mídias os apresentam
elementos contidos no ambiente a
que podem prejudicar e/ou
partir de vivências nas práticas (EF89EF09) Problematizar a prática excessiva de exercícios físicos e o uso de medicamentos para a
alterar o funcionamento
ESPAÇO/TEMPO E corporais ampliação do rendimento ou potencialização das transformações corporais
adequado do organismo
SUAS
TRANSFORMAÇÕES 2. A (EF89EF06) Verificar locais disponíveis na comunidade para a prática de esportes e das demais
2.1 Entender a prática do
contextualização/conhecimento, a práticas corporais tematizadas na escola, propondo e produzindo alternativas para utilizá-los no
movimento como produção e
fruição/apreciação, a tempo livre
vivência necessárias à vida em
produção/fazer, no corpo em (EF89EF10) Experimentar e fluir um ou mais tipos de ginástica de conscientização corporal,
sociedade
movimento identificando as exigências corporais dos mesmos
(EF89EF04) Identificar os elementos técnicos ou técnicos-táticos individuais, combinações táticas,
1.1 Vivenciar o corpo como sistemas de jogo e regras das modalidades esportivas praticadas, bem como diferenciar as
1. O diálogo das diferentes formas
possibilidade de interação com modalidades esportivas com base nos critérios da lógica interna das categorias de esporte:
de expressão e manifestação
o outro, de linguagem e de rede/parede, campo e taco, invasão e combate
corporal
expressão (EF89EF02PA) Aplicar regras, habilidades básicas e intenções táticas adequadas às práticas
LINGUAGEM E
corporais sistematizadas
SUAS FORMAS
2.1 Compreender a dança, os
COMUNICATIVAS
esportes, as lutas, os jogos
2. Signos, símbolos e códigos
como elementos constitutivos e (EF89EF18) Discutir as transformações históricas, o processo de esportivização e a midiatização de
como representações de formas
simbólicos de linguagem nos uma ou mais lutas, danças e jogos valorizando e respeitando as culturas de origem
comunicativas
diferentes contextos sócio
históricos
(EF89EF01) Experimentar diferentes papéis (jogador, árbitro e técnico) e fruir os esportes de
1.1 Construir atitudes
rede/parede, campo e taco, invasão e combate, valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo
cooperativas por meio dos
(EF89EF02) Praticar um ou mais esportes de rede/parede, campo e taco, invasão e combate
jogos e/ou esportes coletivos
oferecidos pela escola, usando habilidades técnico-táticas básicas
1. A cooperação/competição como que possam contribuir para as
(EF89EF13PA) Identificar semelhanças e diferenças dos jogos em contextos sociais diferenciados,
valores antagônicos presentes nas relações interpessoais
tais como aldeias indígenas, quilombolas, etc.
diversas sociedades
1.2 Compreender as emoções (EF89EF03PA) Identificar as diferenças e semelhanças entre as práticas corporais de
expressas pelo corpo como conscientização e as de condicionamento físico e reconhecer como a prática de cada uma dessas
VALORES À VIDA
fator de autoconhecimento e manifestações pode contribuir para a melhoria das condições de vida, saúde, bem-estar e cuidado
SOCIAL
aprendizagem consigo mesmo
2.1 Participar de atividades
(EF89EF11) Identificar as diferenças e semelhanças entre a ginástica de conscientização corporal e
relacionados à prática corporal,
as de condicionamento físico e discutir como a prática de cada uma dessas manifestações pode
2. A cultura corporal como observando sua importância à
contribuir para a melhoria das condições de vida, saúde, bem-estar e cuidado consigo mesmo
expressão da identidade e valores saúde
sociais 2.2 Adotar atividades corporais
(EF89EF04PA) Identificar os cuidados básicos de saúde, alimentação e higiene na realização de
que favoreçam a saúde, a
práticas corporais sistematizadas
higiene e a boa alimentação
1. A cultura corporal e suas 1.1. Contextualizar a história (EF89EF01PA) Reconhecer a diversidade de práticas corporais culturalmente construídas
CULTURA E
manifestações como fator de dos esportes, danças lutas, identificando seus elementos constitutivos e a possibilidade de reinventá-los
IDENTIDADE
construção da identidade e jogos e brincadeiras presentes (EF89EF06PA) Conhecer a difusão e diferença de cada esporte, relacionando-as com as mudanças

200
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

valores sociais nas culturas local, regional e do contexto histórico brasileiro


nacional (EF89EF07PA) Reconhecer e se apropriar dos fundamentos básicos dos diferentes esportes e
conhecimento das noções básicas das regras das diferentes manifestações esportivas
1.2. Reconhecer os espaços
(EF89EF05PA) Identificar os espaços públicos próximo do local onde mora: praças, parques,
públicos culturais para
academias públicas, associações esportivas, espaços improvisados para a realização de práticas
realização de práticas corporais
corporais sistematizadas
sistematizadas
1.3. Reconhecer as influências (EF89EF08PA) Conhecer difusão dos jogos e brincadeiras populares e tradicionais no contexto
de distintos grupos sociais na brasileiro
produção das diferenças e
semelhanças das tradições
culturais da região e na (EF89EF09PA) Identificar os Jogos, as brincadeiras e suas diferenças regionais
constituição do patrimônio
lúdico local
EDUCAÇÃO FÍSICA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF89EF07) Experimentar e fruir um ou mais programas de exercícios físicos, identificando as
1.1 Reconhecer a si e ao outro, exigências corporais desses diferentes programas e reconhecendo a importância de uma prática
por meio de sua corporeidade, individualizada, adequada às características e necessidades de cada sujeito
discutindo as transformações (EF89EF08) Discutir as transformações históricas dos padrões de desempenho, saúde e beleza,
históricas de padrões de considerando a forma como são apresentados nos diferentes meios (científico, midiático etc.)
desempenho, saúde e beleza (EF89EF14PA) Identificar e discutir padrões de beleza e saúde em contextos diferenciados de
ESPAÇO/TEMPO E 1. A dimensão espaço e tempo na sociedade
SUAS relação das diversas linguagens e (EF89EF19) Experimentar e fluir diferentes práticas corporais de aventura na natureza, valorizando a
TRANSFORMAÇÕES o indivíduo própria segurança e integridade física, bem como a dos demais, respeitando o patrimônio natural e
1.2 Identificar práticas corporais minimizando os impactos de degradação ambiental
que mais se adequam aos (EF89EF20) Identificar riscos, formular estratégias e observar normas de segurança para superar os
ambientes e às condições desafios na realização de práticas corporais de aventura na natureza
daqueles que as praticam (EF89EF21) Identificar as características (equipamentos de segurança, instrumentos, indumentária,
organização) das práticas corporais de aventura na natureza, bem como suas transformações
históricas
(EF89EF12) Experimentar, fruir e recriar danças de salão, valorizando a diversidade cultural e
1.1 Vivenciar o corpo como
respeitando a tradição dessas culturas
possibilidade de interação com
(EF89EF13) Planejar e utilizar estratégias para se apropriar dos elementos constitutivos (ritmo,
1. O diálogo nas diferentes formas o outro, linguagem e expressão
espaço, gestos) das danças de salão
de expressão e manifestação
LINGUAGEM E 1.2 Estabelecer novas relações
corporal
SUAS FORMAS dialógicas com o outro a partir (EF89EF14) Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de salão e demais práticas
COMUNICATIVAS das vivências nos diferentes corporais e propor alternativas para sua superação
temas da cultura corporal
2. Signos, símbolos e códigos 2.1 Construir e empregar (EF89EF03) Formular e utilizar estratégias para solucionar os desafios técnicos e táticos, tanto nos
como representações de formas estratégias para modalidades esportes de campo e taco, rede/parede, invasão e combate como nas modalidades esportivas
comunicativas esportivas específicas escolhidas para praticar de forma específica

201
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF89EF16) Experimentar e fruir a execução dos movimentos pertencentes às lutas do mundo,


1.1 Ressignificar práticas de
VALORES À VIDA 1. As relações interpessoais na adotando procedimentos de segurança e respeitando o oponente
lutas vivenciadas nas diferentes
SOCIAL construção de valores sociais (EF89EF17) Planejar e utilizar estratégias básicas das lutas experimentadas, reconhecendo as suas
instâncias de vida social
características técnico-táticas
1.1 Refletir acerca das diversas
1. A cultura corporal e suas
possibilidades que as danças
manifestações como fator de (EF89EF15) Analisar as características (ritmos, gestos, coreografias e músicas) das danças de salão,
podem proporcionar ao
construção da identidade e bem como suas transformações históricas e os grupos de origem
ambiente marcado pela
valores sociais
diversidade
2.1 Repensar a linguagem (EF89EF10PA) Compreender a influência da mídia no desenvolvimento dos diferentes esportes.
corporal e recriar experiências
CULTURA E
2. A cibercultura26 e a construção com os jogos, brincadeiras,
IDENTIDADE (EF89EF11PA) Comparar e experimentar as diferenças e semelhanças existentes entre ferramentas
de novas culturas identitárias esportes, danças e lutas
do mundo virtual e as práticas corporais
utilizando as ferramentas do
mundo virtual
3.1 Reconhecer os espaços
3. Linguagem e educação (EF89EF12PA) Utilizar os espaços públicos próximo do local onde mora: praças, parques, academias
públicos culturais para
patrimonial como processo de públicas, associações esportivas, espaços improvisados para a realização de práticas corporais
realização de práticas corporais
mediação cultural sistematizadas
sistematizadas

26O termo cibercultura tem vários sentidos, no entanto, pode-se entender como a forma sociocultural que advém de uma relação de trocas entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônicas, surgidas na década de
1970, graças à convergência das telecomunicações com a informática. Sendo assim, o termo é utilizado na definição dos agenciamentos sociais das comunidades no espaço eletrônico virtual (ciberespaço). Diante disto, estas comunidades
ampliam e popularizam a utilização da internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando assim maior aproximação entre as pessoas de todo o mundo (LÉVY, 2009).

202
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.3.3 Componente Curricular: Arte

A história do ensino da Arte no Brasil foi marcada por dependência do sistema cultural
eurocêntrico, que tem como preponderância a visualidade da arte barroca trazida durante os
processos da colonização portuguesa.
Essa manifestação cultural é considerada o primeiro produto artístico que absorveu as
características de cunho nacionalista da criação da cultura brasileira marcada pelas festas religiosas,
pelos batuques dos negros africanos, pelos dançares e afazeres indígenas, pelo cotidiano das
pessoas amazônidas, pela visualidade da fauna e da flora, pelas mesclas de elementos da cultura
europeia com a cultura afro-indígena da Amazônia brasileira; uma absorção que vai de encontro à
forte influência dos cantos gregorianos e todo o conglomerado que compunha as manifestações da
cultura importada europeia.
No século XX, a partir dos anos 1950, além do Desenho, passaram a fazer parte do
currículo escolar as matérias: Música, Canto Orfeônico e Trabalhos Manuais; nesse período o
ensino e a aprendizagem estavam concentrados na transmissão de conteúdos a serem
reproduzidos, sem a preocupação com a realidade social e nem com as diferenças individuais dos
alunos, baseados na Pedagogia Tradicional da época.
O Brasil também passou nas décadas de 1950, 1960 e início de 1970, pela proposta da
Escola Nova, fundamentada nas teorias de John Dewey (2010) e Jean Piaget (MURANI, 2010) que
preceituava a livre expressão e a espontaneidade no ato de aprender arte, o que contrariava a
Pedagogia Tecnicista, a qual surge nos Estados Unidos na segunda metade do século XX e chega
ao Brasil entre as décadas de 1960 e 1970, no que aluno e professor tinham papel secundário na
aquisição do conhecimento.
Nessa proposta os professores enfatizavam um saber reduzido aos aspectos técnicos e do
uso diversificado de materiais (inclusive réguas, esquadros, compassos, pantógrafos, etc.)
caracterizando pouco compromisso com o conhecimento da linguagem artística.
Em 1971, com a Lei Federal n. 5692/71 (BRASIL, 1971), em seu Artigo 7º, o Ensino de
Arte, sob a denominação de Educação Artística, passa a ser componente curricular obrigatório nos
currículos do Ensino Fundamental (a partir da 5ª série) e do Ensino do Segundo Grau; é nesse
contexto histórico, de repressão política e cultural, que o ensino de Arte se torna obrigatório sob uma
concepção tecnicista, centrada nas habilidades e técnicas.
Com a promulgação da Nova LDB, Lei nº 9394/96 (BRASIL, 1996), revogam-se as

203
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

disposições anteriores, a denominação de Educação Artística se modifica para Ensino de Arte que
continua sendo componente curricular obrigatório nos diversos níveis da Educação Básica visando
ao desenvolvimento cultural dos alunos conforme o Art. 26, § 2º:

Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino


médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema
de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada,
exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da
economia e dos educandos (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013).
§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá
componente curricular obrigatório da educação básica (Redação dada pela Lei nº
13.415, de 2017).

Vários autores brasileiros se debruçaram sobre diversas discussões do Ensino da Arte no


Brasil como Ana Mae Barbosa (1994) que a partir de sua Proposta Triangular inova nesse novo
cenário legal ao apresentar um modelo calcado em três práticas: conhecer arte (contextualização da
obra de arte), apreciar arte (leitura e análise da obra de arte) e fazer arte (fazer artístico).
A proposta relaciona o fazer artístico, a apreciação e os conhecimentos históricos,
estéticos e contextuais da área; nessa concepção, o aprendizado envolve mais do que o fazer
artístico ou a manipulação de materiais de arte, compreende uma articulação entre a produção, a
crítica, a história e a estética da Arte.
Fazer, conhecer e apreciar a arte contribui para que se compreenda a realidade em que se
vive, e essa é uma condição primordial para a construção de uma consciência sensível para as
diversas manifestações artísticas presentes na contemporaneidade.
O Ensino de Arte não é apenas um conhecimento que tenha caráter educacional básico no
contexto escolar, mas ensino indispensável à educação de alunos que contribuem ou contribuirão na
construção de seu país, pois a ―Arte é cognição, é profissão, é uma forma diferente da palavra para
interpretar o mundo, a realidade, o imaginário, e é conteúdo‖ (BARBOSA, 1994, p. 4).
E por ser profissão, entende-se que também o professor é um dos principais responsáveis
em transformar o componente curricular Arte em ações diferenciadas contribuindo de forma social,
cultural, artística, política, histórica, filosófica e afetiva para a boa formação de seus aprendentes.
Além do mais, ele é o colaborador e mediador na eficácia do bom aproveitamento desses
conhecimentos com outras tarefas desse constante aprendiz em formação ―(...) é também organizar
pistas, trilhas instigantes para descobertas de conhecimentos, pelos alunos e visitantes,
alimentando-se também‖ (BARBOSA, 2008, p. 50). Como tal, é necessário que o professor

204
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

compreenda a importância da sua atuação, conhecimento e compromisso diante do Ensino de Arte.


Os novos métodos utilizados não são resultantes simplesmente da junção de Arte e
Educação, muito menos da oposição entre elas, mas da sua interpenetração embasados por
processos contextualizados, conectados e associados em si (MOREIRA; CANDAU, 2014).
Nesse caminho do conhecimento, quando utilizamos processos de ensino/aprendizagem
por meio da Arte, da História da Arte, da Estética, do Patrimônio Cultural e do contexto multicultural
e social em que estamos inseridos, acredita-se que homens, mulheres, adolescentes e crianças
desenvolvem capacidades de abstração, constrói signos e símbolos, dialoga com seu local e com o
dos outros, etc.; uma necessidade vital que vai aparecendo, pois ―o desenvolvimento das faculdades
mentais abstratas está ligado às atividades práticas, que constituem a base não só das Artes, como
também da Lógica, da Ciência, do Método Científico‖ (BUORO, 1996, p. 21).
Desenvolver um processo de educação e aprendizagem sem Arte e sem o educador em
Arte dificulta que o aluno desenvolva processos cognitivos, pensamento divergente, visual, corporal,
sonoro e o desenvolvimento presentacional caracterizador da Arte. A realização de uma educação
intelectual e humanizadora consiste em colocar Arte como indispensável para o desenvolvimento da
percepção e da imaginação humanas captando ―[...] a realidade circundante e desenvolvendo a
capacidade criadora necessária à modificação desta realidade‖ (BARBOSA, 1994, p. 5).
Ferraz et al. (1993) contribuem com a discussão ao propor que nas aulas de Arte devem
ser fundamentalmente considerados os conhecimentos prévios do aluno, propiciando-lhe contato
com as obras de arte, desenvolvendo atividades em que experimente novas situações para
compreender e assimilar mais facilmente o mundo cultural e estético que está inserido e que
compete ao professor contínuo trabalho de verificação e acompanhamento em seus processos de
elaborar, assimilar e expressar os novos conhecimentos; é necessário, portanto, afirmar a esse
aprendente que seu local também é global.
O papel da Arte na educação e no processo de ensino/aprendizagem de educandos e
docentes é também para conceber melhor relação com o seu meio e levá-los a amplitude de outros
universos, tornando pessoas mais criativas e críticas para com a sua realidade, transformando-as.
Seu ensino contribui para que o aluno desenvolva sua identidade cultural, a torná-los seres
politicamente pensantes, dotados de capacidade crítica e análise percebendo e conhecendo melhor
o meio no qual estão inseridos (MORIN, 2000); com isso, ―(...) a arte capacita um homem e uma
mulher a não ser um estranho em seu meio-ambiente nem um estrangeiro no seu próprio país. Ela

205
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

supera o estado de despersonalização, inserindo o indivíduo no lugar ao qual pertence‖ (BARBOSA,


1998, p. 16).
Atualmente, o Ensino de Arte está voltado às modalidades artísticas: Artes Visuais, Dança,
Música e Teatro, conectando-as às novas mídias e ao panorama político-social-cultural da
atualidade, bem como ao cinema e à fotografia compondo a área de Linguagens com os demais
componentes curriculares desse campo do conhecimento humano.
Em 2008, com a aprovação da Lei Federal de nº 11.769, que alterou a Lei nº 9.394, o
Ensino de Música passou a ser obrigatório em toda a Educação Básica. No art. 26 § 6º da LDB é
definido que ―A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente
curricular Arte‖ (BRASIL, 1996).
Em 2016, a Lei 13.278/16 (BRASIL, 2016) sancionada torna obrigatório o ensino das Artes
Visuais, da Dança, da Música e do Teatro alterando a Lei 9.394/96 (BRASIL, 1996) que previa
somente a obrigatoriedade do ensino da música entre os conhecimentos relacionados à área
artística; com isso, as quatro modalidades artísticas se tornaram obrigatórias em toda a Educação
Básica em escolas públicas e particulares brasileiras.
A ampliação das modalidades de Arte na grade curricular da Educação Infantil ao Ensino
Médio ajuda a preparar novos cidadãos para o futuro com visão de mundo mais amplo, contudo, faz-
se necessário afirmar que arte e cultura tem a potencialidade de formar cidadãos plenos, que
pensem as questões objetivas da vida e as questões emocionais. Um texto visual, sonoro, corpóreo
e coreográfico ensina a criança, o jovem e o adulto que a cultura faz parte da sua formação e da
formação de seus pares ou de qualquer outro indivíduo.
Para que as sociedades escolares obtenham consideráveis resultados no ensino de seus
educandos, a Lei determina que a partir de 2016 os sistemas de ensino tenham até cinco anos para
se adequarem à ampliação das atividades artístico-culturais como disciplinas obrigatórias na
Educação Básica, para tal, os sistemas devem promover formação de professores a fim de qualificar
os que vão trabalhar com o esse componente curricular.
A legislação, especialmente em suas expressões regionais, já previa a promoção e o
desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, porém à medida que o educando tem acesso ao
conhecimento e o adquire, quanto às diversas linguagens artísticas e aos avanços e modificações
ocorridas no campo da Arte, ele começa a perceber a necessidade e a importância desse saber

206
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

cultural para sua vida, passa a compreendê-la como algo essencial em sua formação e deixa de vê-
la como inacessível e sem sentido à vida cotidiana (MOREIRA; CANDAU, 2014).
O componente, organicamente constituído por linguagens/disciplinas e conhecimentos/
conteúdos conectado com as demais áreas do conhecimento humano, busca garantir os direitos
(princípios e valores) e as aprendizagens essenciais (objetivos de aprendizagem) e pretende tornar
o aprendiz capaz de exercitar as dez competências gerais propostas pela BNCC (BRASIL, 2017a).
Com uma proposição de o alunado exercitar diferentes formas de experimentação e
conhecimento, entende-se a importância de partir da linguagem artística específica de cada
professor em sua formação, alinhada aos objetivos de aprendizagem e habilidades da Base para
promover o conhecimento artístico de forma global aproximando os conteúdos do contexto do
aprendiz quando interage com diferentes dimensões do conhecimento de Arte: estesia, criação,
crítica, fruição, expressão, reflexão, etc.
Vislumbra-se, com a geração de interatividade entre dimensões e objetivos de
aprendizagens artísticas, a potencialização do conhecimento pautado numa ecologia de saberes que
defendendo a existência de um espaço fronteira que integra diferentes formas de conhecimento
permissíveis ao avanço na prática do diálogo durante a comunicação de saberes por gerar
aproximações entre conhecimento científico e a compreensão cultural (HISSA, 2011).
Nesse contexto, a Arte entendida como experimentação, produção e cognição gera
práticas, processos e experiências suscitadas no âmbito do conhecimento científico e outros
saberes, adquiridos em múltiplas sociedades. "Essa ecologia de saberes permite não só superar a
monocultura do saber científico, como a ideia de que os saberes não científicos sejam alternativos
ao saber científico" (HISSA, 2011, p. 19).
Com essa proposta, visa-se a contribuir com o espaço escolar na elaboração de novos
projetos políticos pedagógicos de atendimento às necessidades e aos desafios do Ensino de Arte na
atualidade, no entanto ela precisa ser colaborativa conforme as DCN em que prediz que a
elaboração é de responsabilidade ―das escolas, seus professores, dirigentes e funcionários, com a
indispensável participação das famílias e dos estudantes‖ (BRASIL, 2013, p. 104).
Ademais essa estrutura curricular integra valores e princípios educacionais presentes nas
leis de Educação do país que consideram o direito do aprendiz e a garantia do exercício da
cidadania pela observância de seu direito civil que visa a considerar a diferença, a livre expressão e
a igualdade social, racial, de credo religioso, etc.

207
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

É também necessário garantir o direito político que prevê o poder de decisão do alunado a
partir de sua participação em debates, implicando a concordância no porte como também na criação
de direitos; essa atitude está relacionada à competência de criticidade para analisar, (re)elaborar e
se posicionar perante as críticas, fazendo valer suas reivindicações por meio do diálogo.
Diante da efetiva participação do educando em sua formação, vislumbra-se que venha a
assumir responsabilidades e obrigações e a se desenvolver cognitiva e socioafetivamente de forma
integral na busca pela preservação e manutenção do regime democrático em sua instituição, estado,
país (BRASIL, 2013).
É importante valorizar também a educação multicultural visando a compreender
identidades amazônicas que, em seu desdobramento civil, político e social, atuem como mecanismo
comunicativo e expressivo em Arte, observando o quanto são valorizados e/ou desprestigiados os
princípios e os valores no que se refere aos temas culturais que evidenciam, por meio da Arte, os
avanços na garantia de seus direitos.

Os direitos civis, políticos e sociais focalizam, pois, direta e indiretamente, o


tratamento igualitário, e estão em consonância com a temática da igualdade
social. Já o direito à diferença busca garantir que em nome da igualdade, não se
desconsiderem as diferenças culturais de cor/raça/etnia, gênero, idade,
orientação sexual, entre outras. Em decorrência, espera-se que a escola esteja
atenta a essas diferenças, a fim de que em torno delas não se construam
mecanismos de exclusão que impossibilitem a concretização do direito à
educação, que é um direito de todos (BRASIL, 2013, p. 105).

Reconhecer culturas e suas formas de ensino e de aprendizagem é válido se for


observada a formação musical, dançada, de visualidades ou de teatralidades diversas que fazem
parte das mais variadas culturas (local, regional, nacional e internacional) como forma de refletir e
repensar a aquisição de conhecimentos sob a égide de conceitos amplos.
Considerando a premissa de que para conhecer o outro é preciso conhecer-se a si, situar-
se no espaço, criar estratégias que permitam a aprendizagem inicialmente pelo contato com o
mundo de modo evolutivo, superando os desafios da vida apresentados é que o Homem estabelece
contato com o mundo a partir da criação de contextos e formas que são modos de estabelecer um
aprendizado individualizado voltado para a vida coletiva e ao contexto cultural (CAMARGO, 2015).
Busca-se a identidade no Ensino da Arte e para tal se torna importante reconhecê-la no
indivíduo, no coletivo e no contexto em que está inserido adotando conceitos abertos no
reconhecimento do conhecimento prévio dos alunos e na inserção de elementos culturais e sociais,

208
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

nas aulas de Arte, que busquem iluminação em novas e exitosas experiências de educadores
atentos para isso (PENNA, 2008).
É a partir da importância da Arte como componente curricular obrigatório de
desenvolvimento do conhecimento cognitivo e socioafetivo que se ratifica a relevância do
desenvolvimento de dimensões artísticas nas proposições curriculares do Estado do Pará.
Ao se propor a elaboração do Documento Curricular do Estado na Área de Linguagens, o
componente curricular Arte (artes visuais, dança, música e teatro), considerou a construção de um
instrumento que valorizasse tanto o ensino globalizante e interdisciplinar quanto os conhecimentos
locais bem como as amplitudes de expressões artísticas produzidas nesse Ecossistema chamado
Amazônia, inseridos no contexto da vida social, da interculturalidade, do campo estético, filosófico e
patrimonial, valorizando interesses e estimulando a curiosidade a fim de que os saberes construídos
em sala de aula produzam sentidos plurais para os diversos aprendentes.
Nessa perspectiva, a estrutura proposta neste documento, a partir de Eixos Estruturantes,
subeixos e objetivos de aprendizagem cujo teor está vinculado ao desenvolvimento de habilidades e
competências, busca a consolidação de aprendizagens essenciais e a ampliação dos
conhecimentos teóricos e das práticas artísticas fortalecendo a autonomia dos estudantes ao longo
dos anos do Ensino Fundamental.
Dessa forma, os eixos estruturantes, os subeixos e os objetivos de aprendizagens do
componente curricular Arte, neste documento, organizam-se em níveis progressivos de
complexidade propondo uma articulação adequada às transições da educação infantil para o
ensino fundamental, dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), para os anos finais ( 6º
e 7º ano) e (8º e 9º ano).

1º ao 5º ano

O primeiro eixo ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖ possibilita a compreensão sobre


as mudanças histórico-sociais ocorridas pela ação do Homem no tempo/espaço vividos,
principalmente na contemporaneidade.
São mudanças reconhecidas pelo corpo do aprendente que atua como agente principiante
de transformação da sociedade e que também podem ser provocadas pelo desenvolvimento
tecnológico que produz espaços diferenciados de criação, produção, circulação e difusão do
conhecimento em Arte gerando processos de manifestações comunicativas e expressivas.

209
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ permite aos sujeitos compreenderem a


importância do uso de saberes construídos ao longo dos tempos a partir da herança cultural local e
regional afirmando e ampliando suas formas comunicativas, além de outros produzidos pelo
conhecimento hegemônico reconhecidos tanto pela manifestação de fenômenos artísticos quanto
pelo uso de suas propriedades comunicativas e expressivas em Arte; ademais a Arte, como
componente curricular, contribui com a transformação da realidade do aprendiz por gerar diferentes
produtos artísticos favoráveis ao reconhecimento histórico, social, político, estético, filosófico,
econômico e cultural do aprendente.
O terceiro eixo ―Valores à Vida Social‖ busca também contribuir na construção do
protagonismo infanto-juvenil e formação da cidadania garantindo a equidade pelo respeito e direito à
diversidade, conectada nas funções e usos das variadas linguagens artísticas, proporcionando o
diálogo e a produção intercultural entre artes e demais saberes.
―Cultura e Identidade‖ é o quarto e último eixo da estrutura curricular proposta neste
documento, que no caso dos anos iniciais do Ensino Fundamental garante a aplicação das Artes
Integradas proposta pela BNCC e reflete a necessidade de valorização dos diversos tipos de
conhecimentos no campo da Arte relacionados a outros sistemas de saberes, sejam eles
cientificamente validados ou não, o que nos possibilita destacar os saberes popularmente
construídos, bem como os institucionalizados.
Essa concepção assegura aos sujeitos compreenderem a importância dos conhecimentos
tradicionais das atividades artísticas, além de suas tecnologias para a valorização da identidade e
cultura local, regional e nacional, bem como dos povos tradicionais da Amazônia, quer seja por suas
aproximações com a matriz cultural brasileira, quer por apropriação de uso e função artística,
ressignificando, traduzindo e se apropriando de modos de produção, circulação e difusão das
visualidades, espetacularidades, musicalidades, criações coreográficas úteis à aprendizagem em
Arte como reconhecimento da interação e integração social, da vida cultural e da importância do
patrimônio artístico, histórico e cultural em âmbito local e regional, eminentemente amazônicos
coadunados com o campo nacional.
Os subeixos propostos neste documento como desdobramentos dos quatro eixos
estruturantes fazem parte (não de forma exclusiva) da organização curricular que norteará os
conhecimentos e aprendizagens no percurso do 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental como

210
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

princípios basilares fundamentais nessa primeira etapa do ensino de Arte e suas progressões
necessárias para os anos seguintes.

6º ao 7º ano

O eixo ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖ busca a progressão intensificada dos


conhecimentos em Arte para melhor compreensão dos fenômenos artístico-históricos e culturais,
inclusive os político-sociais ocorridos na atualidade, pois essa é a fase em que a criança se depara
com diversos conhecimentos advindos de inúmeras disciplinas que não faziam parte de sua
realidade escolar.
Com isso, faz-se necessário rever nessa transição conhecimentos que foram abordados
anteriormente. Nesse contexto, a criança vai acumulando diferentes ideias nas experimentações
artísticas individuais, coletivas e colaborativas ocorridas no âmbito escolar e fora deste.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ busca aprimorar o reconhecimento das
produções artísticas encontradas em âmbito local, regional e nacional, preferencialmente das
culturas da Amazônia paraense, além do aprofundamento dos conhecimentos em Arte e suas
relações com outras formas de comunicação e expressão, amadurecendo vivências individuais e/ou
coletivas que se interconectam com a percepção, imaginação, emoção, investigação, sensibilidade e
reflexão ao realizar e fruir produções.
O terceiro eixo ―Valores à Vida Social‖ compreende discussões e práticas referentes à
participação do aprendente nas mais diversas ações artísticas e culturais que possam a vir contribuir
com o saudável exercício da cidadania.
No eixo ―Cultura e Identidade‖ busca-se intensificar as discussões, práticas e vivências
ocorridas durante o percurso experienciado até o momento sem fechar o ciclo dos conhecimentos
em Arte nesses dois anos, pois esses conhecimentos são de suma importância para a continuidade
da formação escolar, cultural e social dos aprendentes, pois os mesmo irão se deparar
posteriormente com complexidades de conhecimentos artísticos necessárias para suas formações
em constante devir.

8º ao 9º anos

Para os dois últimos anos do Ensino Fundamental (8º e 9º ano), os subeixos


apresentados, a partir de cada Eixo Estruturante, estabelecem várias possibilidades para que as
discussões acima apresentadas até agora se façam presentes de maneira mais aprofundada e

211
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

diversificada em que a formação escolar, artística e cultural dos estudantes seja uma constante
aprendizagem.
No eixo ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖ entende-se que a Arte como grande
campo de conhecimento que é desde os primórdios da humanidade, bem como a produção de suas
constituições artísticas, subsiste para que os mais diversos estudantes tenham acesso aos bens
culturais com possibilidades de compreensão de suas sintaxes comunicativas e expressivas.
Além disso, espera-se que esses conhecimentos sejam contextualizados no tempo e no
espaço, onde estão inseridos, assegurando-lhes a ampliação de seus entendimentos cognitivos com
as mais diversas produções artísticas e culturais da Amazônia paraense, nacionais e internacionais,
de diferentes épocas e contextos.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ busca a compreensão dos aprendentes
sobre os diversos signos, códigos e símbolos-pensamentos para melhor entendimento sobre a arte
estudada e produzida com suas realidades por meio da reflexão e a investigação do processo
artístico pelo reconhecimento dos materiais e procedimentos usados no contexto cultural de sua
produção; os discentes devem buscar possibilidades diversas de relações entre sua percepção
sensível e crítica com experiências artísticas e estéticas por eles vivenciadas.
No terceiro eixo ―Valores à Vida Social‖ intensificam-se ainda mais os conhecimentos e
entendimentos sobre o respeito às diferenças sociais, culturais, bem como políticos e sociais como
valores éticos na construção de uma sociedade justa e igualitária em que as práticas artísticas
ocorridas dentro e fora da escola possam contribuir de forma significativa para a aplicação e
afirmação desses valores.
Já no último eixo ―Cultura e Identidade‖ o aprofundamento das aprendizagens em Arte nas
diferentes linguagens por meio de suas variadas formas artísticas: canto, dança, teatralidade ou
suas visualidades, é intermediado pelo diálogo entre elas e as possibilidades relacionais com outras
áreas do conhecimento; isso possibilita aos mais diversos estudantes maior autonomia nas
experiências e vivências das artes integradas.
Por outro lado, é importante que essas relações sejam também produzidas e intensificadas
por intermédio das mais variadas tecnologias rudimentares ou atuais, advindas de redes sociais, a
fim de compreender ainda mais o reconhecimento entre a arte e a realidade social por meio da
reflexão e percepção de materiais, tecnologias e procedimentos usados no contexto cultural no
âmbito real ou virtual.

212
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Nesse eixo, o entendimento sobre a Arte e a História da Arte, integrado ao Ecossistema


Amazônico é primordial para a identificação, experimentação, reconhecimento, compreensão dos
mais diversos fenômenos artísticos presentes nas linguagens da Arte (Artes Visuais, na Dança, na
Música e no Teatro) relacionados a concepções estéticas, compositivas, sociais, políticas,
filosóficas, etc. e demais áreas do conhecimento humano.
A organização deste documento curricular estadual, resultado da construção coletiva em
que cada área/componente curricular, norteará o ensino no Estado do Pará; ele apresenta objetivos
de aprendizagem, bem como habilidades que serão desenvolvidas pelos sujeitos que, mobilizados
de forma contextualizada e interdisciplinar, possibilitam o desenvolvimento das competências
indicadas pela Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2017a).

213
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

ARTE
1º, 2º e 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais
Artes Visuais
(ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.)
(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço
Dança (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento,
1.1 Interação e reconhecimento de
ESPAÇO/TEMPO E 1. O espaço/tempo como gerador moderado e rápido) na construção do movimento dançado
diversos materiais contidos no meio
SUAS do processo de formação (EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura,
ambiente a partir de vivências,
TRANSFORMAÇÕES cultural/letramento dos sujeitos Música intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções
linguagens e expressões artísticas
e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical
(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos
Teatro teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de
personagens e narrativas etc.)
1.1 Expressar ideias, emoções, (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho,
sensações por meio da articulação pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação,
Artes Visuais
de poéticas pessoais em trabalhos vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos,
individuais e grupais recursos e técnicas convencionais e não convencionais
(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo
1. Os diferentes aspectos
1.2 Valorizar as próprias expressões Dança corporal na construção do movimento dançado
LINGUAGEM E comunicativos das linguagens
em Arte e dos colegas, bem como (EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio
SUAS FORMAS artística, corporal e linguística no
leitura a releitura de composições corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos,
COMUNICATIVAS contexto social como processo de Música
locais, regionais e nacionais reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de
formação cultural
instrumentos musicais variados
1.3 Identificar em manifestações da
(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos
cultura corporal, visual e sonoro
elementos estéticos, políticos, Teatro teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de
personagens e narrativas etc.)
históricos e sociais
1.1 Fortalecer o respeito à (EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo
Artes Visuais
1. A família, a escola e a diversidade e a busca da e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade
comunidade na construção de acessibilidade para promover a (EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo
valores sociais inclusão de qualquer pessoa com Dança e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos
deficiência dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança
(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de
VALORES À VIDA 2.1 Desenvolver o senso crítico do histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos
SOCIAL aluno a partir de questionamentos Música
musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e
2. A cultura corporal, visual,
sobre a fruição em arte colaborativo
musical e cênica como expressão
das identidades e das
2.2 Vivenciar processos de
territorialidades (EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na
experimentação artísticos, estéticos, Teatro
bem como educativos e a realização criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos
de tarefas individuais e em grupo
CULTURA E 1. As culturas local, regional e 1.1 Expressar ideias e sentimentos Artes Visuais (EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças,

214
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

IDENTIDADE nacional como construção de


por meio de diferentes linguagens, Dança canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais
identidades relacionando os modos de produção Música
artística aos meios socioculturais Teatro
ARTE
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e
contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de
simbolizar e o repertório imagético
Artes Visuais
(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e
culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais,
regionais e nacionais
1.1 Compreender que a arte e suas (EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança
ESPAÇO/TEMPO E 1. A dimensão espaço/tempo na
manifestações culturais são Dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a
SUAS relação das diversas linguagens e
conhecimentos produzidos em capacidade de simbolizar e o repertório corporal
TRANSFORMAÇÕES o indivíduo
tempos e lugares diversos (EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de
Música expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música
em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana
(EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro
presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias
Teatro
dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar
e o repertório ficcional
(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais
Artes Visuais
(museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.)
(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo
Dança e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos
LINGUAGEM E 1. Signos, símbolos e códigos 1.1 Identificar elementos, signos, dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança
SUAS FORMAS como representações de formas códigos e símbolos contidos nas (EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro musical não convencional
COMUNICATIVAS comunicativas linguagens artísticas (representação gráfica de sons, partituras criativas etc.), bem como
Música
procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual, e reconhecer a
notação musical convencional
(EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na
Teatro
criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos
Artes Visuais
1.1 Expressar e comunicar ideias, (EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios,
VALORES À VIDA 1. A ética como princípio mediador Dança
sentimentos e percepções por meio animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares
SOCIAL das relações sociais Música
da produção artístico-cultural etc.) nos processos de criação artística
Teatro
1.1 Reconhecer-se como produtor Artes Visuais (EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de
1. ComCultura (as Multiculturas ou
CULTURA E de cultura e agente divulgador das Dança culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas,
a Multiculturalidade) e suas
IDENTIDADE manifestações culturais e artísticas a Música africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de
interfaces com as linguagens
nível local, regional e nacional Teatro vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
ARTE

215
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL


Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
(EF15AR06) Dialogar sore a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos
Artes Visuais
plurais
1.1 Interagir com materiais, (EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e
instrumentos e procedimentos Dança coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de
variados em Artes de modo a utilizá- vocabulários e repertórios próprios
1. A relação sujeito/espaço como
ESPAÇO/TEMPO E los nos trabalhos pessoais e (EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de
princípio de uma educação
SUAS coletivos histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos
afetiva, participativa, dialógica e Música
TRANSFORMAÇÕES musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e
inclusiva
1.2 Reconhecer a prática do fazer colaborativo
artístico como exercício coletivo da (EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em
solidariedade social improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro, explorando
Teatro
desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de
diferentes matrizes estéticas e culturais
(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais
Artes Visuais
(museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.)
(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo
Dança e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos
dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança
(EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro musical não convencional
1.1 Desenvolver a partir de objetos
LINGUAGEM E (representação gráfica de sons, partituras criativas etc.), bem como
1. O letramento como processo de artísticos, em âmbito local e/ou Música
SUAS FORMAS procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual, e reconhecer a
desenvolvimento comunicacional regional e nacional, formas de
COMUNICATIVAS notação musical convencional
comunicação e expressão em Artes
(EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na
criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos
(EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos
Teatro
e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos
cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de
forma intencional e reflexiva
1.1 Compreender na produção Artes Visuais
1. A família, a escola e a
VALORES À VIDA artística local, regional e nacional Dança (EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações
comunidade na construção de
SOCIAL formas básicas de princípios éticos e Música processuais entre diversas linguagens artísticas
valores sociais
diferenças sociais Teatro
1.1 Reconhecer e argumentar sobre Artes Visuais
(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de
1. ComCultura (as Multiculturas ou as conexões entre a Arte antiga e a Dança
CULTURA E culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas,
a Multiculturalidade) e suas herança presente nas matrizes
IDENTIDADE Música africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de
interfaces com as linguagens culturais brasileiras, em suas
Teatro vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
diferentes linguagens
ARTE
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades

216
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.1 Compreender processos, (EF69AR02) Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais, contextualizando-os
Artes Visuais
1. As linguagens e seus estrutura, forma e características de no tempo e no espaço
significados contidos nos espaços diferentes estilos e gêneros das (EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação
na formação dos sujeitos Artes em âmbito local, regional e Dança e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de
nacional artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas
ESPAÇO/TEMPO E
SUAS (EF69AR19) Identificar e analisar diferentes estilos musicais, contextualizando-os
2.1 Estabelecer relações, Música no tempo e no espaço, de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da
TRANSFORMAÇÕES
2. O espaço/tempo como gerador associações e meios de expressar estética musical
do processo de formação em Artes as diversidades e
(EF69AR25) Identificar e analisar diferentes estilos cênicos, contextualizando-os
cultural/letramento dos sujeitos manifestações culturais oriundas de
experiências, saberes e fazeres Teatro no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da
estética teatral
próprios
(EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha,
Artes Visuais forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na
apreciação de diferentes produções artísticas
(EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do
Dança movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da
1. A variação linguística, as
LINGUAGEM E 1.1 Identificar em manifestações da dança em sua história tradicional e contemporânea
manifestações artísticas e as
SUAS FORMAS cultura corporal elementos estéticos, (EF69AR20) Explorar e analisar elementos constitutivos da música (altura,
práticas corporais nos diversos
COMUNICATIVAS políticos, históricos e sociais intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de recursos tecnológicos
contextos sociais Música
(games e plataformas digitais), jogos, canções e práticas diversas de
composição/criação, execução e apreciação musicais
(EF69AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos
Teatro acontecimentos cênicos (figurinos, adereços, cenário, iluminação e sonoplastia) e
reconhecer seus vocabulários
1.1 Contribuir com práticas e ações Artes Visuais
1. O reconhecimento das em Arte que divulguem e Dança
VALORES À VIDA (EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais
diferenças e a superação de disseminem a boa relação e união
SOCIAL Música entre diversas linguagens artísticas
preconceitos de competitividade e colaboração
mútua Teatro
1.1 Identificar manifestações
artísticas no campo da História da Artes Visuais
Arte em diferentes culturas e etnias
1. A relação entre linguagens Dança (EF69AR33) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística,
CULTURA E
territorialização/desterritorialização 1.2 Compreender os processos de problematizando as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte
IDENTIDADE
dos saberes culturais descentralização e Música (arte, artesanato, folclore, design etc.)
desmaterialização de produções
artísticas em âmbito local, regional, Teatro
nacional e internacional
ARTE
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
ESPAÇO/TEMPO E 1. A relação sujeito/espaço como 1.1 Compreender as relações Artes Visuais (EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em

217
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

SUAS princípio de uma educação políticas, estéticas e históricas, bem temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo,
TRANSFORMAÇÕES afetiva, participativa, dialógica e como seus desdobramentos entre a fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e
inclusiva arte, cultura e sociedade digitais
(EF69AR13) Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de
1.2 Perceber nas produções Dança dança de diferentes matrizes estéticas e culturais como referência para a criação
artísticas seu percurso criador e dos e a composição de danças autorais, individualmente e em grupo
pares considerando a diversidade (EF69AR23) Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas
das produções artísticas locais e sonoras, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos
global Música
acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não convencionais, expressando
ideias musicais de maneira individual, coletiva e colaborativa
(EF69AR28) Investigar e experimentar diferentes funções teatrais e discutir os
Teatro
limites e desafios do trabalho artístico coletivo e colaborativo.
(EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística
Artes Visuais (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem,
instalação, vídeo, fotografia, performance etc.)
(EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação
1. A variação linguística, as
LINGUAGEM E 1.1 Identificar em manifestações da Dança do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios
manifestações artísticas e as
SUAS FORMAS cultura corporal elementos estéticos, próprios
práticas corporais nos diversos
COMUNICATIVAS políticos, históricos e sociais (EF69AR21) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de
contextos sociais
Música composição/criação, execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e
características de instrumentos musicais diversos
(EF69AR29) Experimentar a gestualidade e as construções corporais e vocais de
Teatro
maneira imaginativa na improvisação teatral e no jogo cênico
Artes Visuais (EF69AR34) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de
culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas,
1.1 Reconhecer valores culturais e
1. O reconhecimento das Dança africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de
VALORES À VIDA estéticos representados por
diferenças e a superação de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
SOCIAL produções artísticas das culturas Música
preconceitos
local, regional, nacional e mundial
(EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida
Teatro social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética
1.1 Compreender os processos de Artes Visuais
ascensão da produção artística
1. As culturas local, regional e local, regional e nacional, bem como Dança
CULTURA E (EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais
nacional como influência na internacional sobre diversidade e
IDENTIDADE Música entre diversas linguagens artísticas
construção de identidades diferença como tema de grupos
étnico-raciais, de mulheres, de
pessoas com deficiências etc. Teatro
ARTE
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
ESPAÇO/TEMPO E 1. A dimensão espaço e tempo na 1.1 Conhecer e distinguir diferentes (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais
SUAS relação das diversas linguagens e momentos da História da Arte, os Artes Visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de
TRANSFORMAÇÕES o indivíduo aspectos estéticos predominantes, a diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a

218
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

tradição dos estilos e a presença ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e
dessa tradição na produção artística cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório
contemporânea imagético.
(EF69AR15) Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas
Dança
1.2 Compreender variadas na escola e em outros contextos, problematizando estereótipos e preconceitos
informações sobre arte, patrimônio (EF69AR18) Reconhecer e apreciar o papel de músicos e grupos de música
cultural e formas de folguedos na Música brasileiros e estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento de formas e
história de culturas e etnias gêneros musicais
(EF69AR24) Reconhecer e apreciar artistas e grupos de teatro brasileiros e
Teatro estrangeiros de diferentes épocas, investigando os modos de criação, produção,
divulgação, circulação e organização da atuação profissional em teatro
1.1 Compreender e utilizar diferentes (EF69AR08) Diferenciar as categorias de artista, artesão, produtor cultural,
linguagens artísticas (visual, Artes Visuais curador, designer, entre outras, estabelecendo relações entre os profissionais do
plástica, corporal, musical, verbal, sistema das artes visuais
poética) para expressar opiniões, (EF69AR14) Analisar e experimentar diferentes elementos (figurino, iluminação,
desejos, sentimentos e Dança cenário, trilha sonora etc.) e espaços (convencionais e não convencionais) para
LINGUAGEM E 1. Signos, símbolos e códigos pensamentos composição cênica e apresentação coreográfica
SUAS FORMAS como representações de formas (EF69AR22) Explorar e identificar diferentes formas de registro musical (notação
COMUNICATIVAS comunicativas 1.2 Entender a arte como linguagem, musical tradicional, partituras criativas e procedimentos da música
sistema de signos e códigos Música
contemporânea), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e
passível de transmissão e expressão audiovisual
de ideias, pensamentos,
sentimentos e produtora de (EF69AR27) Pesquisar e criar formas de dramaturgias e espaços cênicos para o
Teatro
discursos acontecimento teatral, em diálogo com o teatro contemporâneo
1. O respeito às diferenças e a 1.1 Conhecer quais ferramentas são Artes Visuais
afirmação de valores éticos, mais adequadas para valorizar a
estéticos, culturais, políticos e aprendizagem em arte em relação Dança (EF69AR35) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para
VALORES À VIDA
socais presentes nas mais às linguagens artísticas presentes acessar, apreciar, produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios
SOCIAL
diversas instituições sociais em redes sociais potencializando o Música artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável
(família, escola, comunidade, respeito às diferenças e valores
trabalho, redes sociais etc.) éticos Teatro
1.1 Identificar relações entre Artes Visuais
diversos contextos culturais na Dança
geração do patrimônio artístico local, Música (EF69AR33) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística,
1. A Linguagem e educação nacional e global analisando problematizando as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte
patrimonial como processo de possibilidades e potencialidades de (arte, artesanato, folclore, design etc.)
CULTURA E mediação e formação cultural, fortalecimento de vínculos de
IDENTIDADE bem como suas manifestações identidade e pertencimento histórico, (EF69AR34) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de
como fator de construção de social e cultural na formação do Teatro culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas,
identidade educando africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de
vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
1.2 Reconhecer a importância do
patrimônio artístico de natureza

219
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

material e imaterial como


componente que norteia as cidades
para a preservação da memória e da
identidade locais, regionais,
nacionais e globais
ARTE
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
(EF69AR03) Analisar situações nas quais as linguagens das artes visuais se
integram às linguagens audiovisuais (cinema, animações, vídeos etc.), gráficas
Artes Visuais
1.1 Compreender posicionamentos (capas de livros, ilustrações de textos diversos etc.), cenográficas, coreográficas,
em Artes gerados em âmbito musicais etc.
nacional e global que constituem (EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação
obras artísticas da Dança e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de
1. A relação sujeito/espaço como
ESPAÇO/TEMPO E contemporaneidade artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas
princípio de uma educação
SUAS (EF69AR16) Analisar criticamente, por meio da apreciação musical, usos e
afetiva, participativa, dialógica e
TRANSFORMAÇÕES 1.2 Reconhecer intervenções funções da música em seus contextos de produção e circulação, relacionando as
inclusiva Música
artísticas em diferentes linguagens práticas musicais às diferentes dimensões da vida social, cultural, política,
artísticas representadas nos histórica, econômica, estética e ética
espaços públicos local, regional, (EF69AR30) Compor improvisações e acontecimentos cênicos com base em
nacional e internacional textos dramáticos ou outros estímulos (música, imagens, objetos etc.),
Teatro
caracterizando personagens (com figurinos e adereços), cenário, iluminação e
sonoplastia e considerando a relação com o espectador
(EF69AR07) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas,
Artes Visuais
1.1 Conhecer diferentes produções repertórios imagéticos e processos de criação nas suas produções visuais
artísticas nas linguagens artísticas e (EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso,
seus recursos expressivos como Dança fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e
1. A elementos de caracterização dos o movimento dançado
LINGUAGEM E contextualização/conhecimento, a sistemas de comunicação e (EF69AR17) Explorar e analisar, criticamente, diferentes meios e equipamentos
SUAS FORMAS fruição/apreciação, a expressão culturais de circulação da música e do conhecimento musical
COMUNICATIVAS produção/fazer nas diversas Música (EF69AR21) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de
linguagens 1.2 Estabelecer relações entre composição/criação, execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e
percepção sensível, reflexão e características de instrumentos musicais diversos
crítica nas experiências artísticas e (EF69AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos
estéticas Teatro acontecimentos cênicos (figurinos, adereços, cenário, iluminação e sonoplastia) e
reconhecer seus vocabulários
1.1 Conhecer e respeitar a Artes Visuais
diversidade, bem como o patrimônio
VALORES À VIDA 1. Direitos humanos, identidade e artístico-cultural em contexto local, Dança (EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida
SOCIAL diversidade regional, nacional e mundial Música social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética

1.2 Conhecer e respeitar a Teatro

220
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

diversidade e pluralidade artística


em contextos diversos
1.1 Compreender a relação entre
arte e a realidade social por meio da Artes Visuais
reflexão sobre objetos artísticos e do
reconhecimento dos materiais,
(EF69AR35) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para
1. A cibercultura e a construção de tecnologias e procedimentos usados Dança
acessar, apreciar, produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios
novas culturas identitárias no contexto cultural da produção
CULTURA E artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável
artística no âmbito virtual
IDENTIDADE
2. Multiculturalidade e suas Música
(EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais
interfaces com as linguagens 2.1 Verificar como múltiplas culturas
entre diversas linguagens artísticas
se apresentam plurais e
diversificadas em expressões
Teatro
artísticas de âmbito local, nacional e
global

221
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.3.4 Componente Curricular: Língua Inglesa

De acordo com Santos (2011), o ensino de Língua Inglesa, como disciplina obrigatória no
currículo escolar brasileiro, iniciou ainda no ano de 1809 quando D. João VI decretou sua
implantação juntamente com a Língua Francesa, com o objetivo estratégico de estreitar as relações
comerciais com a França e a Inglaterra.
Nessa perspectiva, os ensinos desses idiomas visavam à capacitação dos estudantes para
que se comunicassem oralmente e por escrito e o único método de ensino conhecido era o Método
Clássico ou Gramática/Tradução.
Germain (1993) afirma que, a abordagem da Gramatica/Tradução foi a primeira
metodologia que servia para ensinar as línguas clássicas, tais como: grego e latim; tal metodologia
era voltada especificamente para a tradução de textos literários e o domínio da gramática normativa
cujos principais instrumentos estavam restritos ao uso do dicionário e dos livros de gramática.
Dessa forma, desde o século XIX o sistema educacional brasileiro vem sendo submetido
às sucessivas reformas nas quais o ensino de Língua Inglesa tem sido ora negligenciado, ora
tratado indevidamente; ainda é perceptível a negligência no que se refere à forma tradicional como,
com frequência, é trabalhado nas escolas de Educação Básica.

O aluno não consegue adquirir habilidade suficiente para se comunicar em outra


língua que não seja a sua língua materna; isso ocorre porque o método utilizado
pelo professor não produz um ensino significativo, pois ele geralmente se ocupa
em ensinar regras gramaticais, repetições e memorizações de vocábulos (LIMA;
SILVA FILHO, 2013, p. 2).

Já na década de 1990, os PCN apontavam a leitura como a função social das línguas
estrangeiras com o seguinte argumento de que

somente uma pequena parcela da população tem a oportunidade de usar línguas


estrangeiras como instrumento de comunicação oral, dentro ou fora do país e as
condições na sala de aula da maioria das escolas brasileiras (carga horária
reduzida, classes superlotadas, pouco domínio das habilidades orais por parte da
maioria dos professores, material didático reduzido a giz e livro didático etc.)
podem inviabilizar o ensino das quatro habilidades comunicativas (BRASIL,
1998b, p. 18).

No contexto atual em que o sujeito tem acesso instantâneo a outros mundos e discursos
midiáticos, a Língua Inglesa facilita o intercâmbio cultural fazendo com que o aprendente se utilize
de outras ferramentas para se aprender uma língua estrangeira, a cultura do idioma alvo será parte

222
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

integrante do processo e ensino e aprendizagem, assim o foco não será mais a gramática normativa,
mas sim o despertar para um pensamento mais crítico que vai além de aprender regras gramaticais.
―O compartilhamento e a troca de experiências culturais são transformados em conhecimentos
socioculturais que enriquecem o aprendizado de uma língua estrangeira‖ (JOHNSON, 2009, n.p.,
tradução nossa).
Dessa forma, o ensino de Língua Estrangeira contribui na formação integral do
aprendente, no seu autoconhecimento decorrente do contato com o outro e no respeito intercultural.
―O conhecimento de mundo é mediado pela virtude de ser situado num ambiente cultural e é a partir
deste ambiente cultural que acabam se tornando mediadores de pensamento‖ (JOHNSON, 2009,
n.p., tradução nossa).
A proposta é de despertar no aluno uma percepção de linguagem que ultrapasse seu
caráter instrumental de meio de expressão e comunicação para que alcance seus significados,
conhecimentos e valores; portanto é mister a abordagem comunicativa no ensino de Língua Inglesa
no qual o aluno desenvolve as quatro habilidades no idioma para situações reais de comunicação, a
saber: Listening (Escuta), Reading (Leitura), Speaking (Fala) e Writing (Escrita, visando à
aprendizagem e dando ênfase à autenticidade focando o uso real da língua nas práticas
comunicativas cotidianas levando em consideração que há grande variedade de materiais autênticos
de literatura, CDs, DVDs, notícias, filmes, programas de tevê, folhetos e menus.
Floris (2008 apud GUO, 2012) destaca a necessidade de incorporar materiais autênticos
no design do curso porque eles são mais motivadores, envolventes e relevantes para a vida dos
alunos, nesse sentido Littlewood (1992 apud GUO, 2012) faz menção a diversas considerações na
adoção de materiais autênticos: necessidades dos aprendizes, seu interesse nos tópicos que por
consequência, envolverão situações da língua estrangeira de uma forma lúdica e mais interessante
para o discente.
Nessa direção, uma boa estratégia é o uso de textos e obras de autores da literatura
estrangeira que precisa ser concebido como um processo dialógico ininterrupto em que o leitor
possa executar um processo ativo de construção de sentidos e também relacionar a informação
nova aos saberes já adquiridos, o conhecimento discursivo da sua história e de outras leituras
utilizadas ao longo de sua vida.

A leitura auxilia na aquisição de novos vocabulários e ajuda a guardar palavras


novas aprendidas previamente. O vocabulário desempenha um papel vital na

223
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

compreensão dos alunos na aquisição de uma língua estrangeira. Sem um


número adequado de palavras, os alunos de línguas não serão capazes de
compreender ou utilizar o idioma estrangeiro. Pesquisadores argumentam que o
vocabulário é a base de outras habilidades, um componente fundamental do
desenvolvimento da linguagem (KAZEROONI; SAEEDI; PARVARESH, 2011
apud GUO, 2012, p. 198, tradução nossa).

A literatura, enquanto expressão da vida, tem a capacidade de redimensionar as


percepções que o sujeito possui de suas experiências e do seu mundo. Por isso mesmo a leitura da
literatura, pela sua natureza e pela sua força estética, colabora significativamente para a formação
da pessoa, influindo nas suas formas de pensar e encarar a vida.
Sendo assim, o ensino de Língua Inglesa na Educação Básica sugere que o aprendente
seja capaz de:
1. Usar a língua em contextos específicos de comunicação;
2. Vivenciar em sala de aula situações de interação que o enriqueça na participação por meio
de atividades individuais e coletivas;
3. Adquirir consciência sobre a importância de compreender a Língua Inglesa no contexto
político, econômico e social do Brasil;
4. Fazer a leitura de mundo, compreendendo a diversidade linguística e cultural de seu povo;
5. Vivenciar a linguagem em sua natureza sociointeracional;
6. Saber estabelecer relação entre língua estrangeira e materna para facilitar a leitura e
compreensão de textos;
7. Ampliar a expressão oral em língua materna por meio de leituras feitas em língua
estrangeira, desenvolvendo maior consciência do funcionamento da língua materna;
8. Promover apreciação dos costumes e valores de outras culturas, contribuindo, assim, para
desenvolver a percepção da própria cultura por meio da compreensão da cultura
estrangeira;
9. Compreender a utilização de expressões idiomáticas da cultura estrangeira;
10. Desenvolver criticidade por meio da percepção das desigualdades entre países e grupos
sociais (homens e mulheres, brancos e negros, falantes de línguas hegemônicas e não
hegemônicas, etc.);
11. Considerar a diversidade de gêneros textuais existentes e as características de cada um;
12. Ler textos de obras literárias de autores estrangeiros.

224
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Todas essas habilidades elencadas anteriormente visam a consolidar o valioso papel


construtivo da Língua Estrangeira no Ensino Fundamental, pois ela envolve um processo de reflexão
sobre a realidade social, política e econômica.
Na atual conjuntura político-social se faz necessário a interação com o mundo de uma
forma rápida e dinâmica levando em conta que alunos do Ensino Fundamental e do Médio já
acessam a internet e utilizam seus recursos de comunicação como redes sociais, e-mails, fazem
downloads de filmes e músicas, compartilham fotografias e até elaboram homepages, assim não
podem ser deixados de lado nesse processo de ensino-aprendizagem; esses elementos
motivadores, coordenados pelo professor, visam a trabalhar a competência comunicativa no
aprendizado de Língua Inglesa.

Em um relatório 2000, uma equipe da SRI International (instituto de pesquisa sem


fins lucrativos) identificou quatro maneiras que a tecnologia melhora a forma
como as crianças aprendem: ele oferece engajamento ativo, a oportunidade de
participar de grupos, interação freqüente e feedback, e conexões para contextos
do mundo real (BOSS, 2011, n.p., tradução nossa).

A realidade nas escolas públicas não acompanha o uso da internet e suas mídias digitais
de uma forma eficiente, os professores não contam com suporte tecnológico abrangente para
desempenhar suas funções pedagógicas por meio de recursos digitais via rede sem fio ou em
equipamentos modernos com maior durabilidade ou por desconhecimento ou por falta de escola
equipada.
Assim, são observadas nas escolas ―conexões de Internet lentas, a falta de finanças
limitadas ou instalações educacionais com poucos recursos tornaram difícil, e em muitos casos,
impossíveis, para os aprendentes de línguas obter os benefícios da aprendizagem através de
computadores‖ (REINDERS; THOMAS, 2013, p. 11, tradução nossa).

Esses fatores limitam o uso de tecnologias no aprendizado da língua, bem como a falta de
intimidade do docente com os meios tecnológicos, na maioria das vezes com dificuldade em se
adaptar a essas novas tecnologias, ―perdendo muitas vezes até para o aluno, os quais convivem
desde muito cedo com as ferramentas digitas‖ (OLIVEIRA, 2014, p. 8).
Os discentes, que já nasceram em um mundo digital sendo chamados de ‗nativos digitais‘,
possuem mais facilidade com o uso da tecnologia. ―Pessoas cujas vidas sociais giram em torno de
telefones celulares e redes sociais on-line será proficiente com essas ferramentas e muitos (mas
nem todos) jovens estarão nesta categoria‖ (WALKER; WHITE, 2013, p. 11, tradução nossa); tal

225
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

exceção se deve ao fato de que, mesmo sendo jovens, nem todos possuem condições necessárias
para adquirirem ou mesmo ter condições financeiras para acesso ao mundo virtual.
Outro fator a ser levado em consideração é que, nem sempre os alunos se sentirão
engajados ou animados pelo uso da ferramenta digital para uma aprendizagem formal, que eles
ficarão automaticamente animados e engajados pelo uso dessas ferramentas para a aprendizagem
formal. Nesse caso, cabe ao professor elaborar e conscientizar o discente de que a o mundo virtual
pode e deve ser utilizado também como forma pedagógica que irá enriquecer o aprendizado da
língua estrangeira.
Assim sendo, dentro dessa nova perspectiva globalizada de ensino, a BNCC (BRASIL,
2017a) veio para nortear os currículos e as propostas pedagógicas de cada componente curricular,
cujo objetivo, no caso da Língua Inglesa, é possibilitar o engajamento e a participação dos
estudantes, no sentido de desenvolver o pensamento crítico e uma cidadania ativa.
Segundo a Base, esse novo modelo curricular apresenta três implicações importantes, a
saber: o caráter formativo, que envolve as relações entre língua, território e cultura, ―na medida em
que os falantes de Inglês já não se encontram apenas nos países em que essa é a língua oficial‖
(BRASIL, 2017a, p. 239).
A partir dessas três implicações foram criados os cinco eixos organizadores propostos pela
BNCC para a componente Língua Inglesa, que são:
1) Eixo Oralidade (Speaking): Práticas de compreensão e produção oral de Língua Inglesa
em diferentes contextos discursivos presenciais ou simulado, com repertório de falas diversas,
incluída a fala do professor.
2) Eixo Leitura (Reading): Práticas de leitura de textos diversos em Língua Inglesa (verbais,
verbo-visuais, multimodais) presentes em diferentes suportes e esferas de circulação. Tais práticas
envolvem articulação com os conhecimentos prévios dos alunos em língua materna e/ou outras
línguas.
3) Eixo Escrita (Writing): Práticas de produção de textos em Língua Inglesa relacionados ao
cotidiano dos alunos em diferentes suportes e esferas de circulação. Tais práticas envolvem a
escrita mediada pelo professor ou colegas e articuladas com conhecimentos prévios dos alunos em
língua materna e/ou outras línguas.

226
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

4) Eixo Conhecimentos Linguísticos: Práticas de análise linguística para a reflexão sobre o


funcionamento da Língua Inglesa com base nos usos de linguagem trabalhados no eixo oralidade,
leitura, escrita e dimensão intercultural.
5) Eixo Dimensão Intercultural: Reflexão sobre aspectos relativos à interação entre cultura
(dos alunos e aquelas relacionadas aos demais falantes da Língua Inglesa), de modo a favorecer o
convívio, o respeito, a superação de conflitos e a valorização da diversidade entre os povos
(BRASIL, 2017a, p. 246-248).
Todos esses eixos devem ser tratados de forma interligados a fim de que se garanta a
prática social da Língua Inglesa para que se possa trabalhar de forma ampla todas as situações de
ensino-aprendizagem no contexto escolar.
Com o intuito de se garantir o desenvolvimento de todos os eixos curriculares, foram
criadas competências específicas da Língua Inglesa, articuladas com as competências gerais e da
área de linguagens, que por sua vez estão articuladas aos Eixos Estruturantes e Subeixos deste
Documento Curricular.
O eixo 1, que trata do ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖, relaciona-se à
competência específica 1 da BNCC que trata sobre a aprendizagem da Língua Inglesa no mundo
plurilíngue e multicultural dentro de um mundo globalizado em que o aluno deverá ―Identificar o lugar
de si e o do outro em um mundo plurilíngue e multicultural, refletindo, criticamente, sobre como a
aprendizagem da língua inglesa contribui para a inserção dos sujeitos no mundo globalizado,
inclusive no que concerne ao mundo do trabalho‖ (BRASIL, 2017a, p. 244).
O eixo 2 ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ está relacionado às competências
específicas 2, 4 e 5 da BNCC por ter ligação mais específica com a linguagem como produção
humana, a variação linguística e a contextualização/ conhecimento das diversas linguagens, entre
elas as mídias eletrônicas; nele se dá especial importância às quatro habilidades que devem ser
desenvolvidas no ensino deste componente curricular.

Comunicar-se na língua inglesa, por meio do uso variado de linguagens em


mídias impressas ou digitais, reconhecendo-a como ferramenta de acesso ao
conhecimento, de ampliação das perspectivas e de possibilidades para a
compreensão dos valores e interesses de outras culturas e para o exercício do
protagonismo social;

Elaborar repertórios linguístico-discursivos da língua inglesa, usados em


diferentes países e por grupos sociais distintos dentro de um mesmo país, de
modo a reconhecer a diversidade linguística como direito e valorizar os usos

227
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

heterogêneos, híbridos e multimodais emergentes nas sociedades


contemporâneas;

Utilizar novas tecnologias, com novas linguagens e modos de interação, para


pesquisar, selecionar, compartilhar, posicionar-se e produzir sentidos em práticas
de letramento na língua inglesa, de forma ética, crítica e responsável (BRASIL,
2017a, p. 244).

O eixo 3 ―Valores à Vida Social‖ está interligado à competência específica 3 da BNCC; nele
são abordadas questões como família, escola e comunidade, direitos humanos, respeito à
diversidade social e cultural, fazendo-se um link das semelhanças e diferenças entre a Língua
Inglesa e a Língua Portuguesa em todos os aspectos que permeiam tais línguas; nesse sentindo, o
discente irá ―Identificar similaridades e diferenças entre a língua inglesa e a língua materna/outras
línguas, articulando-as a aspectos sociais, culturais e identitários, em uma relação intrínseca entre
língua, cultura e identidade‖ (BRASIL, 2017a, p. 244).
O eixo 4 ―Cultura e Identidade‖ aborda questões como diferença, diversidade e culturas
locais, regionais e nacionais; ele está relacionado à competência específica 6 da BNCC em que é
feita uma ligação entre a Língua Inglesa e sua influência na cultura regional por intermédio de
diversas manifestações artísticas, a fim de ―Conhecer diferentes patrimônios culturais, materiais e
imateriais, difundidos na língua inglesa, com vistas ao exercício da fruição e da ampliação de
perspectivas no contato com diferentes manifestações artístico-culturais (BRASIL, 2017a, p. 244).
Sendo assim, o trabalho com a Língua Inglesa leva em consideração os eixos
estruturantes propostos neste Documento, tornando o ensino e aprendizagem da Língua Inglesa
mais completo no sentido de que o foco será sempre no individuo enquanto agente de uma
sociedade globalizada, comunicativa e tecnológica que utiliza o idioma estrangeiro para fins sociais,
políticos e econômicos.

228
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

LÍNGUA INGLESA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF06LI07) Formular hipóteses sobre a finalidade de um texto em língua inglesa, com base em sua
1.1 Desenvolver, mediante à
1. O espaço/tempo como estrutura, organização textual e pistas gráficas
semântica da Língua Inglesa,
gerador do processo de (EF06LI05) Aplicar os conhecimentos da língua inglesa para falar de si e de outras pessoas,
diálogo interrelacional para falar de
alfabetização cultural/letramento explicitando informações pessoais e características relacionadas a gostos, preferências e rotinas
si e do outro relacionando com a
dos sujeitos (EF06LI01PA) Conhecer e compreender através dos textos diversos os diferentes comportamentos
realidade a que pertence
socioculturais dos países falantes da língua inglesa
2.1 Fazer uso dos tempos verbais
para produção de textos orais e
(EF06LI08) Identificar o assunto de um texto, reconhecendo sua organização textual e palavras
escritos, assim como, identificando
cognatas
as palavras cognatas e os falsos
cognatos
(EF06LI02) Coletar informações do grupo, perguntando e respondendo sobre a família, os amigos, a
2.2 Utilizar a linguagem oral com escola e a comunidade
eficácia (aceitando as variações (EF06LI04) Reconhecer, com o apoio de palavras cognatas e pistas do contexto discursivo o
que toda língua tem), adequando-a assunto, o assunto e as informações principais em textos orais sobre temas familiares
as intenções e situações (EF06LI06) Planejar apresentação sobre a família, a comunidade e a escola, compartilhando-a
comunicativas e estratégias dentro oralmente com o grupo
de contextos específicos (EF06LI12) Interessar-se pelo texto lido, compartilhando suas ideias sobre o que o texto
informa/comunica
ESPAÇO/TEMPO E
(EF06LI05) Aplicar os conhecimentos da língua inglesa para falar de si e de outras pessoas,
SUAS
2.3 Desenvolver, mediante à explicitando informações pessoais e características relacionadas a gostos, preferências e rotinas
TRANSFORMAÇÕES
2. A relação sujeito/espaço semântica da Língua Inglesa, (EF06LI02PA) Identificar no texto a linguagem gráfica como uma das estratégias de leitura para a
como princípio de uma diálogo interrelacional para falar de interpretação do mesmo
educação afetiva, participativa, si e do outro relacionando com a (EF06LI08) Identificar o assunto de um texto, reconhecendo sua organização textual e palavras
dialógica e inclusiva realidade a que pertence. Assim cognatas
como, utilizar a linguagem gráfica e (EF06LI03PA) utilizar o presente simples e o presente continuo para produzir textos orais e escritos,
tempos verbais para obter a mostrando relações de sequência e causalidade
informação do texto (EF06LI04PA) Empregar, de forma inteligível, o verbo modal ―can‖ para descrever habilidades (no
presente)
2.4 Realizar corretamente leituras (EF06LI10) Conhecer a organização de um dicionário bilíngue (impresso e/ou on-line) para construir
de imagens, de dados e de repertório lexical
documentos de diferentes fontes
de informação, de modo que
interprete, analise e relacione (EF06LI13) Listar ideias para a produção de textos, levando em conta o tema e o assunto
informações contidas nos textos de
língua inglesa
2.5 Desenvolver a habilidade da (EF06LI14) Organizar ideias, selecionando-as em função da estrutura e do objetivo do texto
escrita por meio de linguagens
(EF06LI15) Produzir textos escritos em língua inglesa (histórias em quadrinhos, cartazes, chats,
diversas, informando sobre a
blogues, agendas, fotolegendas, entre outros), sobre si mesmo, sua família, seus amigos, gostos,
realidade na qual vive

229
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

preferências e rotinas, sua comunidade e seu contexto escolar


(EF06LI01) Interagir em situações de intercâmbio oral, demonstrando iniciativa para utilizar a língua
1.1 Comunicar-se em língua
inglesa
inglesa focando na comunicação
(EF06LI03) Solicitar esclarecimentos em língua inglesa sobre o que não entendeu e o significado de
básica
palavras ou expressões desconhecidas
1.2 Perceber-se como parte
integrante de um mundo plurilíngue
(EF06LI18) Reconhecer semelhanças e diferenças na pronúncia de palavras da língua inglesa e da
1. A variação linguística e as e compreender o papel de algumas
língua materna e/ou outras línguas conhecidas
práticas corporais nos diversos línguas na produção cultural dos
contextos sociais povos
1.3 Utilizar a linguagem oral com (EF06LI02) Coletar informações do grupo, perguntando e respondendo sobre a família, os amigos, a
eficácia (aceitando as variações escola e a comunidade
que toda língua tem), adequando-a (EF06LI04) Reconhecer, com o apoio de palavras cognatas e pistas do contexto discursivo o
as intenções e situações assunto, o assunto e as informações principais em textos orais sobre temas familiares
comunicativas e estratégias dentro (EF06LI06) Planejar apresentação sobre a família, a comunidade e a escola, compartilhando-a
de contextos específicos oralmente com o grupo
2.1 Realizar corretamente leituras
de imagens, de dados e de
documentos de diferentes fontes
(EF06LI10) Conhecer a organização de um dicionário bilíngue (impresso e/ou on-line) para construir
de informação, de modo que
repertório lexical
LINGUAGEM E interprete, analise e relacione
SUAS FORMAS informações contidas nos textos de
COMUNICATIVAS língua inglesa
(EF06LI13) Listar ideias para a produção de textos, levando em conta o tema e o assunto
2.2 Desenvolver a habilidade da
(EF06LI14) Organizar ideias, selecionando-as em função da estrutura e do objetivo do texto
escrita por meio de linguagens
(EF06LI15) Produzir textos escritos em língua inglesa (histórias em quadrinhos, cartazes, chats,
2. As linguagens inter e intra diversas, informando sobre a
blogues, agendas, fotolegendas, entre outros), sobre si mesmo, sua família, seus amigos, gostos,
relacional na construção do realidade na qual vive
preferências e rotinas, sua comunidade e seu contexto escolar
indivíduo (EF06LI09) Localizar informações específicas em texto
(EF06LI17) Construir repertório lexical relativo a temas familiares (escola, família, rotina diária,
atividades de lazer, esportes, entre outros)
2.3 Entender a estrutura de textos (EF06LI19) Utilizar o presente do indicativo para identificar pessoas (verbo to be) e descrever rotinas
em língua inglesa por meio do diárias
vocabulário e de conteúdos (EF06LI20) Utilizar o presente contínuo para descrever ações em progresso
linguísticos (EF06LI21) Reconhecer o uso do imperativo em enunciados de atividades, comandos e instruções
(EF06LI22) Descrever relações por meio do uso de apóstrofo (‗) + s
(EF06LI23) Empregar, de forma inteligível, os adjetivos possessivos
(EF06LI16) Reconhecer a pronúncia de verbos regulares no passado (_ed)
(EF06LI11) Explorar ambientes virtuais e/ou aplicativos para construir repertório lexical na língua
3. O uso das mídias digitais no 3.1 Utilizar mídias eletrônicas para
inglesa
âmbito do ensino-aprendizagem ampliar o vocabulário em Língua
(EF06LI05PA) Utilizar sites voltados para o ensino de idiomas para que as quatro habilidades da
da Língua inglesa Inglesa
língua inglesa: escuta, fala, leitura e escrita sejam praticadas

230
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.1 Identificar no universo que o


1. O reconhecimento das
cerca as línguas estrangeiras (EF06LI24) Investigar o alcance da língua inglesa no mundo: como língua materna e/ou oficial
diferenças e a superação de
cooperando nos sistemas de (primeira ou segunda língua)
preconceitos
comunicação
2.1 Vivenciar experiências de
comunicação humana, pelo uso da
2. O respeito à diversidade
Língua Inglesa, no que se refere a (EF06LI25) Identificar a presença da língua inglesa na sociedade brasileira/comunidade (palavras,
religiosa, sexual, étnico-racial,
VALORES À VIDA novas maneiras de se expressar e expressões, suportes e esferas de circulação e consumo) e seu significado
gênero, entre outros
SOCIAL de ver o mundo respeitando as
diversidades inerentes
3.1 Reconhecer que o aprendizado
de uma ou mais línguas lhe
3. Direitos humanos, e possibilita o acesso a bens (EF06LI26) Avaliar, problematizando elementos/produtos culturais de países de língua inglesa
diversidades sócio-culturais culturais da humanidade absorvidos pela sociedade brasileira/comunidade
construídos em diversas partes do
mundo
(EF06LI06PA) Apresentar de forma lúdica atividades voltadas para culinária, dança e comunicação
1.1 Valorizar a cultura local como
1. A relação entre linguagens e oral
parte integrante do aprendizado da
saberes culturais (EF06LI07PA) Compreender que o sotaque de sua região ao pronunciar palavras em inglês faz parte
Língua Estrangeira
de sua cultura e identidade
2.1 Reconhecer que o aprendizado (EF06LI08PA) Comparar o patrimônio cultural nacional com a de outros países falantes da língua
de uma língua estrangeira lhe inglesa
CULTURA E possibilita o acesso a bens
2. Diferença e diversidade (EF06LI09PA) Relacionar a história do patrimônio cultural nacional com a de outros países falantes
IDENTIDADE culturais da humanidade
da língua estrangeira, fazendo alusão a locais de uma cidade, tais como: museu, prefeitura e pontos
construídos em outras partes do
turísticos
mundo
(EF06LI10PA) Criar blogs voltados para a cultural local, regional e/ou nacional com o objetivo de se
3. As culturas local, regional e 3.1 Reconhecer a cultura regional
familiarizar com as diferentes formas de pensar, se vestir e interagir em sociedade
nacional como influência na por meio de textos e mídias
(EF06LI11PA) Utilizar traços da cultura regional através de vocabulário voltados para a culinária,
construção de identidades eletrônicas em Inglês
vestimenta, modo de se cumprimentar e falar
LÍNGUA INGLESA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF07LI04) Identificar o contexto, a finalidade, o assunto e os interlocutores em textos orais
1. As linguagens e seus presentes no cinema, na internet, na televisão, entre outros
1.1 Compreender as
significados contidos nos (EF07LI01PA) Discutir o seu conhecimento prévio sobre a finalidade de um texto em língua inglesa,
características e o uso de gêneros
espaços na formação dos com base em sua estrutura, organização textual e pistas gráficas.
ESPAÇO/TEMPO E textuais
sujeitos (EF07LI02PA) Reconhecer o uso de um texto em inglês de acordo com o contexto que o mesmo
SUAS
está inserido
TRANSFORMAÇÕES
2. O espaço/tempo como 2.1 Aplicar, mediante à semântica
gerador do processo de da Língua Inglesa, diálogo (EF07LI03PA) Contextualizar os diálogos da língua inglesa de acordo com realidade cultural em que
alfabetização cultural/letramento interrelacional para falar de si e do vive
dos sujeitos outro relacionando com a realidade

231
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

em que vive
(EF07LI16) Reconhecer a pronúncia de verbos regulares no passado (-ed)
(EF07LI18) Utilizar o passado simples e o passado contínuo para produzir textos orais e escritos,
mostrando relações de sequência e causalidade
(EF07LI05) Compor, em língua inglesa, narrativas orais sobre fatos, acontecimentos e
personalidades marcantes do passado
2.2 Aplicar o uso de conhecimento
(EF07LI15) Construir repertório lexical relativo a verbos regulares e irregulares (formas no passado),
verbais para produção de textos
preposições de tempo (in, on, at) e conectores (and, but, because, then, so, before, after, entre
orais e escritos
outros)
(EF07LI17) Explorar o caráter polissêmico de palavras de acordo com o contexto de uso
(EF07LI19) Discriminar sujeito de objeto utilizando pronomes a eles relacionados
(EF07LI20) Empregar, de forma inteligível, o verbo modal can para descrever habilidades (no
presente e no passado)
3.1 Ler textos de forma a despertar
atenção do aluno pela língua
3. A relação sujeito/espaço
estrangeira (inglês) fazendo
como princípio de uma (EF07LI04PA) Utilizar o seu conhecimento de mundo como uma das ferramentas principais para
inferências contextuais sobre os
educação afetiva, participativa, leitura e interpretação de textos em inglês
mesmos utilizando o seu
dialógica e inclusiva
conhecimento de mundo como
ferramenta de aprendizagem
(EF07LI01) Interagir em situações de intercâmbio oral para realizar as atividades em sala de aula, de
1.1 Praticar as habilidades da
forma respeitosa e colaborativa, trocando ideias e engajando-se em brincadeiras e jogos
1. A variação linguística e as língua inglesa de uma forma lúdica
(EF07LI02) Entrevistar os colegas para conhecer suas histórias de vida
práticas corporais nos diversos
1.2 Utilizar o seu conhecimento de (EF07LI03) Mobilizar conhecimentos prévios para compreender texto oral
contextos sociais
mundo como forma de interpretar
(EF07LI12) Planejar a escrita de textos em função do contexto (público, finalidade, layout e suporte)
um texto em língua inglesa
2.1 Explorar a mensagem do texto
(EF07LI13) Organizar texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos ou tópicos e
de acordo com a estrutura que o
subtópicos, explorando as possibilidades de organização gráfica, de suporte e de formato do texto
mesmo e apresentado
(EF07LI06) Antecipar o sentido global de textos em língua inglesa por inferências, com base em
LINGUAGEM E 2. As linguagens inter e intra
2.2 Reconhecer as estratégias de leitura rápida, observando títulos, primeiras e últimas frases de parágrafos e palavras-chave
SUAS FORMAS relacional na construção do
leitura como uma ferramenta repetidas
COMUNICATIVAS indivíduo
primordial de leitura e (EF07LI07) Identificar a(s) informação(ões)-chaves de partes de um texto em língua inglesa
compreensão de textos em uma (parágrafos)
língua estrangeira (EF07LI08) Relacionar as partes de um texto (parágrafos) para construir seu sentido global
(EF07LI09) Selecionar, em um texto, a informação desejada como objetivo de leitura
3.1 Manipular sites de pesquisa em
(EF07LI10) Escolher, em ambientes virtuais, textos em língua inglesa, de fontes confiáveis, para
inglês como ferramenta para o
3. O uso das mídias digitais no estudos/pesquisas escolares
aprendizado
âmbito do ensino-aprendizagem
3.2 Utilizar a comunicação virtual
da Lingua inglesa (EF07LI11) Participar de troca de opiniões e informações sobre textos, lidos na sala de aula ou em
como forma de aprendizado da
outros ambientes
língua inglesa

232
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.3. Ler biografias de


personalidades históricas como (EF07LI14) Produzir textos diversos sobre fatos, acontecimentos e personalidades do passado (linha
forma de relacionar o estudo da de tempo/timelines, biografias, verbetes de enciclopédias, blogues, entre outros)
história através da língua inglesa
1. O reconhecimento das
1.1 Reconhecer a língua inglesa (EF07LI05PA) Diferenciar o modo de falar em inglês de um nativo norte americano com outros
diferenças e a superação de
como um idioma global falantes nativos da língua inglesa
preconceitos
2.1 Compreender que a
2. O respeito à diversidade
diversidade comunicativa está
(EF07LI22) Explorar modos de falar em língua inglesa, refutando preconceitos e reconhecendo a
VALORES À VIDA religiosa, sexual, étnico-racial,
diretamente ligada com a cultura
variação linguística como fenômeno natural das línguas
SOCIAL gênero, entre outros
de um indivíduo e, como tal,
merece ser respeitada
3.1 Valorizar as formas de (EF07LI21) Analisar o alcance da língua inglesa e os seus contextos de uso no mundo globalizado
3. Direitos humanos, e comunicação de acordo com a
(EF07LI23) Reconhecer a variação linguística como manifestação de formas de pensar e expressar
diversidades sócio-culturais situação sociocultural de cada
o mundo
individuo
1.1 Valorizar a cultura local como
1. A relação entre linguagens e (EF07LI06PA) Identificar-se como pertencente a uma cultura ligado a textos que falem sobre a
parte integrante do aprendizado da
saberes culturais realidade local como comidas típicas, e a vivencia social e cultural
Língua Estrangeira
2.1 Reconhecer que o aprendizado
de uma língua estrangeira lhe
(EF07LI07PA) Estabelecer relações entre o repertório cultural e lexical baseado na cultura regional
CULTURA E possibilita o acesso a bens
2. Diferença e diversidade por meio da dança, culinária, costumes, turismo e outras expressões da diversidade presente na
IDENTIDADE culturais da humanidade
Amazônia com a cultura inglesa
construídos em outras partes do
mundo
3. As culturas local, regional e 3.1 Reconhecer a cultura regional
(EF07LI08PA) Identificar a importância de nossa cultura no mundo através de textos e mídias
nacional como influência na por meio de textos e mídias
eletrônicas em inglês
construção de identidades eletrônicas em Inglês
LÍNGUA INGLESA
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
1.1 Ler textos, na língua (EF08LI05) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto para
estrangeira, utilizando estratégias construção de sentidos
1. Interação e reconhecimento de leituras para melhor
de elementos contidos no compreendê-los, possibilitando a
(EF08LI08) Analisar, criticamente, o conteúdo de textos, comparando diferentes perspectivas
ambiente a partir de vivências, mediação de sentidos entre o
ESPAÇO/TEMPO E apresentadas sobre um mesmo assunto
linguagens e expressões sujeito e o mundo, entre a imagem
SUAS
artísticas e o objeto
TRANSFORMAÇÕES
2. A dimensão espaço e tempo 2.1 Fazer uso dos tempos verbais (EF08LI12) Construir repertório lexical relativo a planos, previsões e expectativas para o futuro
na relação das diversas para construção de um repertório
(EF08LI14) Utilizar formas verbais do futuro para descrever planos e expectativas e fazer previsões
linguagens e o indivíduo lexical que descreva planos futuros
3. A relação sujeito/espaço 3.1 Identificar no universo que o (EF08LI07) Explorar ambientes virtuais e/ou aplicativos para acessar e usufruir do patrimônio
como princípio de uma cerca as línguas estrangeiras artístico literário em língua inglesa

233
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

educação afetiva, participativa, cooperando nos sistemas de


dialógica e inclusiva comunicação
4. A
4.1 Produzir de maneira satisfatória
contextualização/conhecimento,
comunicação oral (por meio de (EF08LI04) Utilizar recursos e repertório linguísticos apropriados para informar/comunicar/falar do
a fruição/apreciação, a
teatro, música...) utilizando verbos futuro: planos, previsões, possibilidades e probabilidades
produção/fazer nas linguagens:
auxiliares no tempo futuro
Arte
1. A linguagem como produção 1.1 Utilizar a linguagem gráfica
(EF08LI02) Explorar o uso de recursos linguísticos (frases incompletas, hesitações, entre outros) e
humana em diferentes tempos e para obter informações de textos
paralinguísticos (gestos, expressões faciais entre outros) em situações de interações orais
espaço orais e escritos
2.1 Utilizar a linguagem oral com (EF08LI01) Fazer uso da língua inglesa para resolver mal-entendidos, emitir opiniões e esclarecer
2. O diálogo nas diferentes eficácia, adequando-as as informações por meio de paráfrases ou justificativas
formas de comunicação e intenções e situações
(EF08LI03) Construir o sentido global de textos orais, relacionando suas partes, o assunto principal e
expressão linguística comunicativas e estratégias de
informações relevantes
contextos
3.1 Elaborar e revisar pequenos (EF08LI09) Avaliar a própria produção escrita e a de colegas, com base no contexto de comunicação
textos de própria autoria e dos (finalidade e adequação ao público, conteúdo a a ser comunicado, organização textual, legibilidade,
demais colegas estrutura de frases)
LINGUAGEM E 3. Contextualização /
(EF08LI10) Reconstruir o texto, com cortes, acréscimos, reformulações e correções, para
SUAS FORMAS conhecimento a
aprimoramento, edição e publicação final
COMUNICATIVAS fruição/apreciação, a produção/ 3.2 Construir e/ou reconstruir
(EF08LI11) Produzir textos (comentários em fóruns, relatos pessoais, mensagens instantâneas,
fazer nas diversas linguagens pequenos textos em Língua
tweets, reportagens, histórias de ficção, blogues entre outros), com uso de estratégias de escrita (
Inglesa
planejamento, produção de rascunho, revisão e edição final), apontando sonhos e projetos para o
futuro ( pessoal, da família, da comunidade ou do planeta)
(EF08LI15) Utilizar, de modo inteligível, as formas comparativas e superlativas de adjetivos para
4.1 Reconhecer características
comparar qualidades e quantidades
lexicais e sintáticas próprias da
4. Signos, símbolos e códigos (EF08LI16) Utilizar, de modo inteligível, corretamente, some, any, many, much
Língua inglesa
como representação de formas (EF08LI17) Empregar, de modo inteligível, os pronomes relativos (who, which, that, whose)
comunicativas 4.2 Empregar o uso de afixos para
(EF08LI13) Reconhecer sufixos e prefixos comuns utilizados na formação de palavras em língua
formação e ampliação de repertório
inglesa
lexical
1.1 Reconhecer maneiras de agir e
1. Participação social como (EF08LI01PA) Reproduzir através de linguagem oral ou escrita, maneiras diferentes de
interagir no meio social estrangeiro
garantia de direitos comportamento de acordo com a cultura estudada.
respeitando as diferenças
2. A cooperação/competição 2.1 Expressar consciência
VALORES À VIDA como valores antagônicos linguística do uso que se faz da (EF08LI02PA) Praticar com o colega de turma diálogos sobre o que foi aprendido em sala de aula
SOCIAL presentes nas diversas língua estrangeira que está demonstrando que há diferentes dizeres na Língua inglesa
sociedades aprendendo
3. A família, a escola e a 3.1 Respeitar os diferentes pontos
(EF08LI03PA) Debater sobre as questões sociais e culturais sobre os países de Língua Estrangeira
comunidade na construção de de vista e realidades culturais que
respeitando costumes e saberes diferentes dos aprendidos no seu país natal
valores sociais cada indivíduo carrega
CULTURA E 1. Valorização de novas culturas 1.1 Compreender aspectos (EF08LI04PA) Identificar em variados gêneros textuais a diversidade cultural existentes de países de
IDENTIDADE identitárias culturais de países de Língua Língua Inglesa para ampliar o conhecimento do aluno

234
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

inglesa, através de meios de


comunicações variados
2.1 Entender as pluralidades
2. O multiculturalismo e suas (EF08LI20) Examinar fatores que podem impedir o entendimento entre pessoas de culturas
culturais e seu próprio papel como
interfaces com as linguagens diferentes que falam a língua inglesa
cidadão de seu país e do mundo
(EF08LI06) Apreciar textos narrativos em língua inglesa (contos, romances, entre outros, em versão
3.1 Valorizar o patrimônio original ou simplificada), como forma de valorizar o patrimônio cultural produzido em língua inglesa
sociocultural e respeitar a sócio- (EF08LI18) Construir repertório cultural por meio do contato com manifestações artístico-culturais
3. Linguagem e educação
diversidade vinculadas à língua inglesa (artes plásticas e visuais, literatura, música, cinema, dança, festividades,
patrimonial no processo de
entre outros), valorizando a diversidade entre culturas
mediação cultura
3.2 Conhecer e respeitar o modo
(EF08LI19) Investigar de que forma expressões, gestos e comportamentos são interpretados em
de vida de grupos diversos, nos
função de aspectos culturais
diferentes tempos e espaços
LÍNGUA INGLESA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
1. Interação e reconhecimento
1.1 Analisar textos, na língua
de elementos contidos no
estrangeira, utilizando estratégias (EF09LI01PA) Compreender textos em Língua inglesa a partir de elementos implícitos fazendo
ambiente a partir de vivências,
de leituras para melhor comparações entre imagem e texto para inferir sentido ao texto lido
linguagens e expressões
compreensão
artísticas
2. A dimensão espaço e tempo 2.1 Ampliar o repertorio lexical a (EF09LI02PA) Fazer uso do simple past para relatar ações que o aluno fez no tempo passado
na relação das diversas partir da aplicação dos tempos (EF09LI03PA) Conhecer e fazer uso do tempo presente perfeito e suas relações com o passado
ESPAÇO/TEMPO E linguagens e o indivíduo verbais simples
SUAS 3. A relação sujeito/espaço
TRANSFORMAÇÕES como princípio de uma 3.1 Explorar o uso da Literatura (EF09LI04PA) Pesquisar e manipular em ambientes virtuais (blogs, chats, redes sociais, sites ...) a
educação afetiva, participativa, Inglesa por meio da cultura digital cultura Literária da Língua inglesa
dialógica e inclusiva
4. A 4.1 Empregar verbos no tempo
contextualização/conhecimento, passado particípio, por meio da
(EF09LI05PA) Expressar-se por meio do teatro, da música e de outras linguagens, situações do
a fruição/apreciação, a oralidade (utilizando elementos do
passado em textos orais
produção/fazer nas linguagens: teatro e da música...) para
Arte e Língua produzir pequenas narrativas
(EF09LI04) Expor resultados de pesquisa ou estudo com o apoio de recursos, tais como notas,
gráficos, tabelas, entre outros, adequando as estratégias de construção do texto oral aos objetivos
1. A linguagem como produção 1.1 Explorar a linguagem gráfica
de comunicação e ao contexto
humana em diferentes tempos e para obter informações de textos
(EF09LI05) Identificar recursos de persuasão (Escolha e jogo de palavras, uso de cores e imagens,
LINGUAGEM E espaços orais e escritos
tamanho de letras), utilizados nos textos publicitários e de propaganda, como elementos de
SUAS FORMAS
convencimento
COMUNICATIVAS
(EF09LI02) Compilar as ideias-chave de textos por meio de tomada de notas
2. O diálogo nas diferentes 2.1 Compreender textos orais e
(EF09LI03) Analisar posicionamentos defendidos e refutados em textos orais sobre temas de
formas de comunicação e escritos de cunho argumentativo
interesse social e coletivo
expressão linguística para interação em sala de aula
(EF09LI06) Distinguir fatos de opiniões em textos argumentativos de esfera jornalística

235
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF09LI10) Propor potenciais argumentos para expor e defender ponto de vista em texto escrito,
refletindo sobre o tema proposto e pesquisando dados, evidências e exemplos para sustentar os
argumentos, organizando-os em sequência lógica
(EF09LI11) Utilizar os recursos verbais e não verbais para construção da persuasão em textos da
esfera publicitária, de forma adequada ao contexto de circulação produção e compreensão)
3.
Contextualização/conhecimento, 3.1 Revisar pequenos textos para
(EF09LI06PA) Ler e interpretar trechos de livros que foram adaptados para o cinema ou peças
a fruição/apreciação, a melhor compreensão do léxico da
teatrais de autores consagrados da Língua Inglesa
produção/fazer nas diversas língua inglesa
linguagens
(EF09LI14) Utilizar conectores indicadores de adição, condição, oposição, contraste, conclusão e
síntese como auxiliares na construção da argumentação e intencionalidade discursiva
4. Signos, símbolos e códigos 4.1 Demonstrar características
(EF09LI15) Empregar, de modo inteligível, as formas verbais em orações condicionais dos tipos 1 e
como representações de formas lexicais e sintáticas próprias da
2 (if-clauses)
comunicativas Língua Inglesa
(EF09LI16) Empregar, de modo inteligível, os verbos should, must, have to, may e might para indicar
recomendação, necessidade ou obrigação e probabilidade
1. Participação social como 1.1 Refletir sobre os costumes ou (EF09LI07PA) Produzir textos em Língua Inglesa que apontam costumes de outros países para
garantia de direitos maneiras de agir e interagir reflexão sobre respeito cultural, religioso, comportamental
2. A cooperação/competição (EF09LI01) Fazer uso da língua inglesa para expor pontos de vista, argumentos e contra-
2.1 Expressar e Demonstrar
como valores antagônicos argumentos, considerando o contexto e os recursos linguísticos voltados para a eficácia da
consciência linguística do uso que
presentes nas diversas comunicação
se faz da língua estrangeira
sociedades (EF09LI07) Identificar argumentos principais e as evidências/ exemplos que os sustentam
VALORES À VIDA
3.1 Compreender que no ambiente
SOCIAL 3. A família, a escola e a
familiar, escolar e comunitário são (EF09LI08PA) Analisar textos em Língua Inglesa que abordam problemas que afetam a vida escolar
comunidade na construção de
produzidos valores que contribuem e/ou familiar, relativos à diversidade de gênero, gravidez na adolescência, drogas e preconceitos
valores sociais
para o processo formativo
4.1 Respeitar os diferentes pontos
4. Direitos humanos e (EF09LI09) Compartilhar, com os colegas, a leitura dos textos escritos pelo grupo, valorizando os
de vista e realidades culturais que
diversidades socioculturais diferentes pontos de vista defendidos, com ética e respeito
cada indivíduo carrega
(EF09LI08) Explorar ambientes virtuais de informação e socialização, analisando a qualidade e a
validade das informações veiculadas
1.1 Utilizar a Língua Inglesa como (EF09LI12) Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas
1. A cibercultura e a construção uma ferramenta para participar da publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem
de novas culturas identitárias comunidade globalizada de posicionamento crítico
informação por meio da Internet (EF09LI13) Reconhecer, nos novos gêneros digitais (blogues, mensagens instantâneas, tweets,
CULTURA E entre outros), novas formas de escrita (abreviação de palavras, palavras com combinação de letras e
IDENTIDADE números, pictogramas, símbolos gráficos, entre outros) na constituição das mensagens
2.1 Respeitar as pluralidades
(EF09LI17) Debater sobre a expansão da língua inglesa pelo mundo, em função do processo de
culturais e seu próprio papel como
colonização nas Américas, África, Ásia e Oceania
2. O multiculturalismo e suas cidadão de seu país e do mundo
interfaces com as linguagens 2.2 Reconhecer o papel da Língua
(EF09LI18) Analisar a importância da língua inglesa para o desenvolvimento das ciências (produção,
Inglesa no cenário científico,
divulgação e discussão de novos conhecimentos), da economia e da política no cenário mundial
econômico e político

236
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

2.3 Compreender a necessidade


de aceitar a diversidade de (EF09LI19) Discutir a comunicação intercultural por meio da língua inglesa como mecanismo de
pensamento pautada na ética e valorização pessoal e de construção de identidades no mundo globalizado
respeito
3.1 Reafirmar e demonstrar a
3. Linguagem e educação com importância da relação de respeito
(EF08LI19) Investigar de que forma expressões, gestos e comportamentos são interpretados em
a função de respeitar grupos ao modo de vida de grupos
função de aspectos culturais
diversos diversos, nos diferentes tempos e
espaços

237
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.4 Área de Conhecimento: Ciências Humanas

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS


COMPONENTES CURRICULARES
História
Geografia
Estudos Amazônicos

A área de Ciências Humanas, no Documento Curricular do Estado do Pará, engloba os


componentes curriculares: História, Geografia e Estudos Amazônicos. A área tem como pressuposto
a abordagem do universo das relações que os sujeitos sociais estabelecem entre si em diferentes
espacialidades e temporalidades. Tal concepção tem como lócus privilegiado o espaço amazônico
em toda sua dimensão plural que abarca: identidade, memória, religiosidades, cidadania, relações
étnico-raciais, paisagem, território, movimentos sociais, dentre outros aspectos.
Nesse sentido, fez-se a opção por uma tessitura curricular a partir da Amazônia em suas
múltiplas possibilidades de conexões com o regional e o global sob diferentes perspectivas, em um
verdadeiro exercício de descentralizar o olhar.

[...] abordar a mundialização partindo do México, do Brasil, das costas da


Índia ou da África; descentralizar o olhar esforçando-se para vencer as
armadilhas do etnocentrismo; interrogar os atores desses fenômenos
planetários; enfim, recolocar juntas regiões, seres, visões e imaginários
que o tempo separou (GRUZINSKI, 2014, p. 23).

Essa concepção está pautada no recolocar espaços, mentalidades e sujeitos sociais,


separados não apenas pelo tempo e, sobretudo, por práticas cartesianas voltadas a isolar o fato ou
o fenômeno, passam por novas tessituras no processo de construção do saber histórico,
principalmente, se considerarmos que ―a percepção do conjunto de movimentos que estão sendo
executados no mundo exige, por parte dos nossos jovens, uma cultura que vá além da técnica‖
(GRUZINSKY, 2014, p. 21).
Com o intuito de edificar o caminho que permita ir além da fragmentação curricular
permitindo pontos de integração entre os saberes, definiram-se articulações teórico-metodológicas
selecionando eixos estruturantes, subeixos e objetivos de aprendizagem aos quais os conteúdos
devem ser vinculados para possibilitar o desenvolvimento de competências e habilidades ao longo
dos anos que compõem o Ensino Fundamental.

238
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Convém ressaltar que tal estrutura não representa uma realidade estanque e enrijecida;
procura-se considerá-la sempre em movimento ao suscitar e estabelecer conexões nos diferentes
níveis analíticos, além de possibilitar metodologicamente a integração entre os componentes
curriculares que integram a área e/ou com outras áreas.
O eixo ―O Espaço/Tempo e suas Transformações‖ abarca o subeixos: (1) Tempo, trabalho,
tecnologias e a transformação do espaço; (2) A paisagem amazônica como produto da relação
homem/natureza; (3) Campo, o espaço ribeirinho e a cidade como formações socioespaciais; e (4)
Produção da vida material e o uso sustentável dos recursos naturais na Amazônia. Ele permite
adentrar em aspectos conceituais e, sobretudo, compreender as relações/transformações
desenvolvidas nos diferentes contextos e espacialidades, seja no âmbito local, regional ou global,
identificando ambiguidades, contradições que emergem destes processos.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ tem como subeixos: (1) A linguagem
como produção humana em diferentes tempos e espaços; e (2) A linguagem cartográfica do lugar. O
eixo é de fundamental importância por permitir que seja possível explorar fontes históricas de
diferentes naturezas além de ler e interpretar os acontecimentos em diferentes sociedades, tempos
e espaços. Nesse sentido, ao explorar a linguagem cartográfica, procura-se ir além de noções
básicas de localização até as mais complexas produções geotecnológicas.
O eixo ―Valores à Vida Social‖ abarca o subeixo: (1) Participação social como garantia de
direitos. Nele, procura-se reconhecer os diferentes tipos de convivência social; compreender os
processos históricos, sociais e culturais associados às lutas por cidadania em múltiplos contextos,
destacando a importância da interação entre os sujeitos do local e do mundo num complexo
intercâmbio de vivências dadas multiescalarmente.
O último eixo ―Cultura e Identidade‖ abarca os subeixos: (1) Identidade, espaço e cultura; e
(2) A identidade cultural dos grupos sociais amazônicos. Os aspectos e elementos inerentes ao eixo
são indispensáveis por ir além da dimensão conceitual e perpassarem pela reflexão em torno das
noções de pertencimento e vínculo a grupos sociais, compreendendo-os em toda a sua
complexidade a partir de diferentes fontes e linguagens.
Cabe, portanto, às Ciências Humanas: promover a aprendizagem que procure reconhecer
e respeitar a diversidade social, política, cultural e étnico-racial que caracteriza a sociedade
brasileira e mundial; analisar os conhecimentos de sua região relacionando-os aos com outros em
nível global; e compreender as relações que se estabelecem entre as diferentes temporalidades.

239
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Nesse sentido, procura-se reconhecer que as sociedades humanas se apropriam e


promovem, por meio do trabalho, transformações no espaço natural, nos costumes, nos hábitos e
nas formas de expressão e linguagem e, que as relações dos seres humanos com o espaço-tempo
devem primar pela conservação e preservação dos espaços, bem como, possibilitar o
desenvolvimento de habilidades de compreensão do papel das tecnologias e da informação na
configuração das paisagens, na vida cotidiana e, do uso da linguagem gráfica como instrumento de
representação e interpretação do espaço físico e social, possibilitando a construção do
conhecimento a partir de reflexões e conceitos acerca da realidade vivida.

3.2.4.1 Componente Curricular: História

Em diferentes temporalidades e espacialidades o processo de escrita da história acabou


atendendo a diferentes projetos, interesses e finalidades. No caso do Brasil tal situação fica evidente
ao se observar que o ensino de História, no século XIX, ao se constituir como componente curricular,
acabou ficando sob a égide do positivismo e com a missão de ―formar uma identidade nacional
comum‖; uma história-narrativa pautada na concepção fragmentada e memorialista do processo
histórico, cujo principal objetivo esteve centrado na exaltação de heróis e na valorização da
linearidade temporal.
Ao longo do século XX, em diferentes conjunturas políticas, o ensino de História acabou
permanecendo nesta condição de subserviência a diferentes projetos políticos. Ao longo do governo
Vargas, por exemplo, as concepções herdadas do século anterior prevaleceram, haja vista que o
projeto de uma educação centrada na exaltação da pátria e da memória nacional persistiu assim
como o modelo de educação pautada na memorização e na simples reprodução da informação
colocando o aluno em sua condição passiva de mero reprodutor do que lhe era repassado.
Nesse mesmo governo, em sua fase ditatorial (1937-1945), esse modelo passou a ser
ainda mais doutrinador, devido a mecanismos de controle e DE censura estabelecidos como o do
Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).
No regime militar, o modelo adotado foi sistematicamente mais enrijecido pelos diferentes
mecanismos e dispositivos implementados nos mais diferentes campos: ideológico, cultural, social e
político. Com a censura e a repressão mais uma vez a escrita e o ensino de História acabaram
sendo utilizados como elementos propulsores de um modelo voltado para a formação de valores
morais, desenvolvendo um espírito patriótico e nacionalista.
240
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Com a Lei 5.692/71 (BRASIL, 1971) foi introduzido o componente Estudos Sociais no
sistema educacional brasileiro, assim como de Educação Moral e Cívica e Organização Social e
Política do Brasil (OSPB). O componente curricular História continuou a subsistir, no entanto, com
pequena carga horária, pautada no modelo enciclopédico, dogmático e acrítico. Nos estudos
historiográficos da atualidade

a velha História de fatos e nomes já foi substituída pela História Social e Cultural;
os estudos das mentalidades e representações estão sendo incorporados;
pessoas comuns já são reconhecidas como sujeitos históricos; o cotidiano está
presente nas aulas e o etnocentrismo vem sendo abandonado em favor de uma
visão mais pluralista (PINSKY, 2015, p. 7).

Ademais, cabe salientar que outras situações e conjunturas voltadas ao ensino de História
poderiam ser aqui enumeradas; nesse sentido, há de se perceber que ao circunscrever o ―ensino de
História‖ nas recentes experiências dos diferentes modelos educacionais estabelecidos no Brasil,
percebe-se um forte fluxo de permanência destes, em que os sujeitos sociais, tradições, culturas,
identidades, memórias, dentre outros aspectos, foram fortemente invisibilizados e negligenciados.
Assim, ao assumir a condição de propulsores de currículos a serem implementados, torna-
se salutar refletir sobre as seguintes questões: Que sujeitos queremos formar? Quais as concepções
teórico-metodológicas podem nos auxiliar nesse processo?
Ao se ter clareza desses pressupostos, é preciso, fundamentalmente, levar-se em conta a
realidade na qual o sujeito que iremos formar está imerso, a fim de levá-lo a potencializar o olhar
crítico sobre o seu universo cultural, social, político, levando-o a situar o estudo da História em seu
contexto, a fim de lhe atribuir sentido; assim convém mencionar Marc Bloch (2001) e sua obra
Apologia da História ou O Ofício do Historiador, cuja motivação para sua produção foi uma pergunta
feita por seu filho: ―Papai, me explica para que serve a História?‖.
De forma, predominante, paira no senso comum a concepção de que a História é a ciência
do passado. Tal visão corrobora para a geração de uma mentalidade conceitual atrelada a algo
estático, conservado em espaços específicos como museus, memoriais, bibliotecas, dentre outros.

Uma importante intenção didática é a de possibilitar ao estudante a reflexão


sobre o presente pelo estudo do passado, para que possa desenvolver o esforço
de dimensionar a vida hodierna em extensões de tempo. A sugestão dos PCN
para a relação entre tempo passado e tempo presente é a de que as questões
atuais devem servir para sensibilizar os alunos para o estudo do passado, de
modo que, estudando outras realidades temporais e espaciais, eles possam

241
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

dimensionar a sua inserção e adesão a grupos sociais diversificados


(BITTENCOURT, 2009, p. 214).

Portanto, ao provocar tal questionamento da atividade-fim que reside na essência dos


estudos voltados à História, torna-se possível ampliar tais noções, haja vista que o passado é, por
definição, um dado que nada mais modificará, mas o conhecimento do passado é uma coisa em
progresso, que incessantemente se transforma e se aperfeiçoa (BLOCH, 2001).
Dessa forma, ao estabelecer tal compreensão, considera-se que o ensino de História
precisa adentrar no campo historiográfico, haja vista que o papel da História é ir além da narrativa e,
acima de tudo, possibilitar meios para que o passado possa compreendido e relacionado ao tempo
presente por múltiplos caminhos.
Ao historiador cabe fomentar, estimular, aguçar a busca por olhares diferenciados e novos
e, assim, por intermédio da ―provocação histórica‖ cada sujeito é convidado a tecer o seu olhar e,
sobretudo, criar pontos de reflexão entre o passado e o tempo presente.
Portanto, é necessário se ter clareza das transformações do tempo em que se vive,
perpassando não apenas as condições materiais, tecnológicas e, sim, aspectos culturais, sociais,
presentes em diversas mentalidades que emergem nesse início de século e de milênio, logo não
cabe mais reproduzir o ensino de História, como exemplificado a seguir:

PROFESSORA: Como se chamavam os camponeses na Idade Média?


A CLASSE (em coro): chamavam-se servos.
PROFESSORA: E que é que eles faziam? Que é que eles tinham?
A CLASSE: Tinham doenças.
PROFESSORA: Que doenças, Jêrome?
JÊROME (grave): A peste.
PROFESSORA: E mais, Emmanuel?
EMMANUEL (entusiasta): A CÓLERA.
PROFESSORA: Vocês sabem muito bem a lição de História, concluiu
placidamente. Passemos à Geografia (PERNOUD, 1977, p. 6).

As competências gerais propostas pela BNCC (BRASIL, 2017a) precisam ser utilizadas de
modo a promover a inversão de paradigmas no ensino de História, para isso é fundamental impelir o
sujeito a assumir a condição ativa no processo de ensino e aprendizagem.
No campo da História, a competência geral 2, voltada ao pensamento científico, crítico e
criativo permite ir além da curiosidade intelectual, pois sendo o campo historiográfico marcado pelo
debate e por diferentes concepções, pode-se, assim, levar o discente a conhecer de que forma

242
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

ocorre o processo de produção do conhecimento histórico, permitindo-lhe a ampliação do conceito


de fontes históricas e, sobretudo, colocando-o na condição de acesso e uso amplo das mesmas em
suas diferentes perspectivas.
Ao desenvolver tal processo, o sujeito passa não a identificar e fixar determinada causa de
determinado processo histórico e, sim, a suscitar possíveis hipóteses relacionadas ao problema em
questão. Ao se considerar tais aspectos, observa-se que o discente passa a assumir a postura de
autonomia no processo de ensino e aprendizagem, retirando-o da condição de passividade e lhe
dando a possibilidade de consolidar sua base argumentativa (competência geral 7).
Vale ressaltar que, no campo da História, tal autonomia implica em estimular o uso de
múltiplas fontes e linguagens (competência geral 4) na compreensão dos diferentes processos
históricos. Assim, a noção de ―passado‖ passa a receber um novo tratamento, deixando de ser algo
distante; a própria realidade, marcada por processos locais, regionais, globais, de diferentes
naturezas, passa a ter diante de si uma postura investigativa, levando o discente a olhar para o
presente por meio das diferentes faces das expressões culturais e levá-lo a ir à busca de suas
origens, tradições e identidades, associando-as ao tempo presente e, sobretudo, voltando seu olhar
à Amazônia paraense.
Cabe estimular o discente à pesquisa e ao espírito crítico, científico e criativo, em que
professor precisa ter clareza de que estará oferecendo aos alunos

a formação de um repertório intelectual e cultural, para que possam estabelecer


identidades e diferenças com outros indivíduos e com grupos sociais presentes
na realidade vivida – no âmbito familiar, no convívio da escola, nas atividades de
lazer, nas relações econômicas, políticas, artísticas, religiosas, sociais e culturais.
E, simultaneamente, permitir a introdução dos alunos na compreensão das
diversas formas de relações sociais e a perspectiva de que as histórias
individuais se integram e fazem parte do que se denomina História nacional e de
outros lugares (BRASIL, 1997b, p. 35).

Ademais, torna-se salutar também mencionar que os elementos da estrutura funcional da


Base aqui ponderados não podem ser considerados na condição de ―arquétipo‖ último e, sim, como
ponto de partida propulsor de novas releituras, recriações e tessituras que perpassam a
compreensão dos processos históricos em suas múltiplas dimensões.
Nesse sentido, cabe ao historiador fomentar e não perder de vista, no labor do ensino, o
incentivo à pesquisa em vez de apresentar possíveis ―verdades cristalizadas‖; deve, portanto,
colocar o discente sempre em diálogo contínuo com o tempo presente e o passado circunscrevendo

243
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

o processo de ensino e aprendizagem imerso na sua própria realidade, além de promover as


devidas conexões com o regional e o global.

244
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

HISTÓRIA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções
relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois)
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como
relógio e calendário
1.1 Identificar as diferentes noções de tempo,
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, suas
associando a diferentes culturas, espaços e
1. Tempo, trabalho, especificidades e importância
mundos do trabalho
tecnologias e a (EF02HI11) Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho
transformação do existentes na comunidade em que vive
espaço (EF03HI11) Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo,
considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos
(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras
1.2 Identificar as relações de trabalho e as formas
épocas e lugares
de lazer em diferentes temporalidades e
(EF03HI12) Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e
espacialidades
espaços, analisando mudanças e permanências
ESPAÇO/TEMPO E
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico,
SUAS
escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os
TRANSFORMAÇÕES
regem
(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade e o município, as relações
2. A paisagem estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos
amazônica como migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.
2.1 Observar, pensar e descrever a paisagem
produto da relação (EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade e discutir as razões
homem/natureza culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus
significados
(EF03HI10) Identificar as diferenças entre os espaços públicos e o espaço doméstico,
compreendendo a importância dessa distinção
3. Campo, o espaço
3.1 Observar, identificar e descrever a localização (EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade e o município; as relações
ribeirinho e a cidade
de sua rua, assim como conhecer os diversos tipos estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos
como formações
de logradouro migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.
socioespaciais
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e
separam as pessoas em diferentes grupos
1.1 Identificar e descrever a localização de sua
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade, e
rua, assim como conhecer os diversos tipos de
LINGUAGEM E descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam
1. A linguagem logradouro
SUAS FORMAS (EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais,
cartográfica do lugar
COMUNICATIVAS prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções
1.2 Conhecer os diversos modos de vida no
(EF03HI08) Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os
campo, comparando-os ao longo do tempo e do
do passado
espaço

245
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família e à


escola
(EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por
1.1 Identificar o papel de cada membro familiar
diferentes sujeitos em diferentes espaços
(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes
fontes
(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias das famílias
(EF01HI07) Identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar, de modo a
1. Participação 1.2 Identificar os diferentes grupos sociais e as reconhecer as diversas configurações de família, acolhendo-as e respeitando-as
VALORES À VIDA
social como garantia relações estabelecidas com a sociedade levando (EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em
SOCIAL
de direitos em conta valores e regras sociais diferentes comunidades
(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e
compreender sua função, seu uso e seu significado
(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família e à
escola
1.3 Reconhecer sua condição de pertencimento a (EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança,
uma família e a uma comunidade pertencimento e memória
(EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e
histórias nos âmbitos pessoal, familiar e escolar
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus
1.1 Observar os marcos históricos como espaços significados
1. Identidade, de memória e identidade amazônica (EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios
espaço e cultura etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes
(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças
2.1 Identificar sua condição de pertencimento a um particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade
grupo social, levando em consideração aspectos (EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência ou à
culturais, sociais e econômicos da família, e discutir as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são
descartados
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança,
pertencimento e memória
CULTURA E
(EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e
IDENTIDADE 2.2 Reconhecer-se como sujeito de sua própria
2. A identidade histórias nos âmbitos pessoal, familiar e escolar
história, reconhecendo a diversidade entre
cultural dos grupos (EF03HI02) Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar
diferentes grupos sociais no espaço amazônico
sociais amazônicos acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade ou região em que vive
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus
significados
(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as
das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade
2.3 Identificar sua história de vida, inserindo-a na (EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em
realidade amazônica e nacional que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e
culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes

246
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

HISTÓRIA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF04HI06) Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas
1. Tempo, trabalho,
1.1 Reconhecer o papel das tecnologias da e mercadorias, analisando as formas de adaptação ou marginalização
tecnologias e a
informação, da comunicação e dos transportes (EF04HI08) Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral,
transformação do
para as sociedades urbanas e ribeirinhas imprensa, rádio, televisão, cinema e internet) e discutir seus significados para os diferentes
espaço
estratos sociais
2.1 Compreender os processos de formação da (EF04HI02) Identificar mudanças ocorridas ao longo do tempo, com base nos grandes marcos da
sociedade e da natureza utilizando conhecimentos história da humanidade, tais como o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio e a criação da
histórico-geográficos indústria, colocando em questão perspectivas evolucionistas
ESPAÇO/TEMPO E 2.2 Compreender a formação e a organização do
SUAS espaço geográfico a partir das transformações (EF04HI01) Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano, no tempo e no
TRANSFORMAÇÕES 2. Campo, o espaço ocorridas no campo, na área ribeirinha e na cidade espaço, com base na identificação de mudanças ocorridas ao longo do tempo
ribeirinho e a cidade
(EF04HI04) Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado de
como formações 2.3 Compreender os diferentes aspectos presentes
nomadismo e de fixação das primeiras comunidades humanas.
socioespaciais na relação entre sociedade e natureza na
(EF04HI05) Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenção na natureza,
paisagem no lugar onde vive
avaliando os resultados dessas intervenções
2.4. Conhecer a diversidade de atividades
econômicas desenvolvidas e a importância das (EF04HI07) Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos
mesmas para o desenvolvimento econômico do para a dinâmica da vida comercial
município
1.1 Ler e interpretar a representação do espaço do
município usando mapas simples e/ou construindo (EF04HI03) Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas
1. A linguagem
juntos o próprio mapa do seu espaço de convívio interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente
LINGUAGEM E como produção
SUAS FORMAS humana em
1.2 Conhecer os diversos povos que migraram
COMUNICATIVAS diferentes tempos e
para a região amazônica, seus costumes, suas (EF04HI11) Analisar, na sociedade em que vive, a existência ou não de mudanças associadas à
espaços
linguagens e as contribuições para a sociedade migração (interna e internacional).
atual
1.1 Valorizar as ações coletivas que tenham
1. Participação
VALORES À VIDA repercussão na melhoria das condições de vida (EF04HI01PA) Identificar as práticas e ações coletivas presentes em comunidades tradicionais,
social como garantia
SOCIAL das comunidades ocorridas ao longo do tempo, discutindo as interferências nos modos de vida em geral
de direitos
1.1 Compreender o processo de formação do povo
brasileiro a partir de diferentes fluxos migratórios
(EF04HI09) Identificar as motivações dos processos migratórios em diferentes tempos e espaços
(franceses, espanhóis, holandeses, japoneses);
1. A identidade e avaliar o papel desempenhado pela migração nas regiões de destino
CULTURA E em diferentes espacialidades e temporalidades
cultural dos grupos
IDENTIDADE
sociais amazônicos
(EF04HI10) Analisar diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da
1.2 Colocar em evidência os modos de vida nas
sociedade brasileira
cidades e no campo a partir da realidade local

247
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

HISTÓRIA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF05HI01) Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com
1. Diversidade e o espaço geográfico ocupado
ESPAÇO/TEMPO E 1.1 Compreender os processos de formação da
organização (EF05HI02) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à
SUAS sociedade e da natureza utilizando conhecimentos
populacional compreensão da ideia de Estado
TRANSFORMAÇÕES histórico-geográficos
amazônica (EF05HI08) Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades,
incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.
1. A linguagem (EF05HI06) Comparar o uso de diferentes linguagens no processo de comunicação e avaliar os
LINGUAGEM E como produção 1.1 Compreender os conceitos de fontes históricas significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas
SUAS FORMAS humana em e o processo de construção do saber histórico ao
(EF05HI09) Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo
COMUNICATIVAS diferentes tempos e longo do tempo
presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais
espaços
(EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à
1. Participação 1.1 Criar ações coletivas que tenham repercussão
VALORES À VIDA pluralidade e aos direitos humanos
social como garantia na melhoria das condições de vida das
SOCIAL (EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das
de direitos comunidades
sociedades, compreendendo-o como conquista histórica
(EF05HI03) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos
antigos
1.1 Compreender o universo cultural e religioso
(EF05HI07) Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de
1. A identidade amazônico a partir da diversidade local
CULTURA E memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade
cultural dos grupos
IDENTIDADE na nomeação desses marcos de memória
sociais amazônicos
1.2 Estabelecer a diferença entre os conceitos de
(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças
patrimônio cultural, material e imaterial, levando
e permanências desses patrimônios ao longo do tempo
em conta o espaço amazônico
HISTÓRIA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Conhecer a construção do conceito de "mundo (EF06HI06) Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano
clássica", estabelecendo o contraponto com outras (EF06HI09) Discutir o conceito de Antiguidade Clássica, seu alcance e limite na tradição
sociedades ocidental, assim como os impactos sobre outras sociedades e culturas
(EF06HI03) Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana e sua
1.2 Identificar Povos da Antiguidade na África
1. Natureza, historicidade e analisar os significados dos mitos de fundação
(egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e
ESPAÇO/TEMPO E trabalho, (EF06HI08) Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos, sociais
nas Américas (pré-colombianos)
SUAS tecnologias e a e econômicos dos astecas, maias e incas e dos povos indígenas de diversas regiões brasileiras
TRANSFORMAÇÕES transformação do (EF06HI16) Caracterizar e comparar as dinâmicas de abastecimento e as formas de organização
espaço 1.3 Compreender as diferentes formas de
do trabalho e da vida social em diferentes sociedades e períodos, com destaque para as relações
organização social do trabalho
entre senhores e servos
1.4 Entender as diversas teorias sobre a origem da (EF06HI07) Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África, no
humanidade, seus deslocamentos e os processos Oriente Médio e nas Américas, distinguindo alguns significados presentes na cultura material e
de sedentarização na tradição oral dessas sociedades

248
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.1 Relacionar a importância das fontes para a


escrita da história e como utilizar em uma (EF06HI01) - Identificar diferentes formas de compreensão da noção de tempo e de periodização
sociedade em constante transformações dos processos históricos (continuidades e rupturas)
tecnológicas
1.2 Interpretar historicamente e/ou
1. A linguagem
geograficamente fontes e documentos, destacando (EF06HI04) Conhecer as teorias sobre a origem do homem americano
LINGUAGEM E como produção
sua importância na construção dos fatos históricos
SUAS FORMAS humana em
1.3 Conhecer e analisar os diferentes papéis
COMUNICATIVAS diferentes tempos e
sociais das mulheres no mundo antigo, nas (EF06HI19) Descrever e analisar os diferentes papéis sociais das mulheres no mundo antigo e
espaços
sociedades medievais e a presença do trabalho nas sociedades medievais
infantil
1.4 Conhecer e utilizar fontes de informação
(EF06HI02) Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das
escritas e imagens, utilizando para tanto, alguns
fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas
procedimentos históricos e geográficos
1.1 Comparar as relações sociais, econômicas,
(EF06HI14) Identificar e analisar diferentes formas de contato, adaptação ou exclusão entre
políticas, religiosas e culturais nos diferentes
populações em diferentes tempos e espaços.
espaços e tempos
1.2 Relacionar cidadania e democracia na
(EF06HI17) Diferenciar escravidão, servidão e trabalho livre no mundo antigo
organização das sociedades antigas
(EF06HI13) Conceituar ―império‖ no mundo antigo, com vistas à análise das diferentes formas de
1.3 Compreender as diferentes formas de
equilíbrio e desequilíbrio entre as partes envolvidas
dominação imperialista durante o período
1. Participação (EF06HI15) Descrever as dinâmicas de circulação de pessoas, produtos e culturas no
VALORES À VIDA escravista
social como garantia Mediterrâneo e seu significado
SOCIAL
de direitos 1.4 Identificar e comparar a fragmentação política
(EF06HI18) Analisar o papel da religião cristã na cultura e nos modos de organização social no
da sociedade estamental medieval com a
período medieval.
centralização política das Monarquias absolutistas
1.5 Identificar as ações do homem em sociedade e
suas consequências em diferentes espaços e (EF06HI05) Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes tipos
tempos, de modo que construam referenciais que de sociedade, com destaque para os povos indígenas originários e povos africanos, e discutir a
possibilitem uma participação propositiva e reativa natureza e a lógica das transformações ocorridas
nas questões sociais, culturais e ambientais
(EF06HI10) Explicar a formação da Grécia Antiga, com ênfase na formação da pólis e nas
1.1 Reconhecer o legado político greco-romano e
transformações políticas, sociais e
a influência dessas civilizações
culturais
1.2 Compreender a educação grega, romana e (EF06HI11) Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e
respectivamente o pensamento crítico e políticas nos períodos monárquico
1. Fontes
CULTURA E republicano deixados por essas sociedades e republicano
histórica/geográficas
IDENTIDADE 1.3 Compreender o legado sociocultural e jurídico
e memória cultural (EF06HI12) Associar o conceito de cidadania a dinâmicas de inclusão e exclusão na Grécia e
dos povos da antiguidade no processo de
Roma antigas
construção da democracia
1.4Perceber na paisagem local e no lugar em que (EF06HI05) Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes tipos
vivem as diferentes manifestações da natureza, de sociedade, com destaque para os povos indígenas originários e povos africanos, e discutir a
sua apropriação e transformação pela ação da natureza e a lógica das transformações ocorridas

249
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

coletividade, de seu grupo socia


HISTÓRIA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Compreender a construção do ideário de
(EF07HI01) Explicar o significado de ―modernidade‖ e suas lógicas de inclusão e exclusão, com
modernidade de ―Novo Mundo‖ e seus impactos na
base em uma concepção europeia
concepção de História
1. Natureza, 1.2 Compreender os significados das relações de
ESPAÇO/TEMPO E trabalho, poder nos períodos históricos e geográficos, tendo (EF07HI09) Analisar os diferentes impactos da conquista europeia da América para as
SUAS tecnologias e a enfrentamento de problemas de ordem econômico, populações ameríndias e identificar as formas de resistência
TRANSFORMAÇÕES transformação do social e geográfica
espaço 1.3 Reconhecer a dinâmica das mudanças (EF07HI13) Caracterizar a ação dos europeus e suas lógicas mercantis visando ao domínio no
econômicas, sociais e a importância da mundo atlântico
participação da coletividade na transformação da
(EF07HI17) Discutir as razões da passagem do mercantilismo para o capitalismo
realidade histórica
1.1 Conhecer e utilizar fontes de informação (EF07HI06) Comparar as navegações no Atlântico e no Pacífico entre os séculos XIV e XVI
escritas e imagens, utilizando para tanto, alguns (EF07HI11) Analisar a formação histórico-geográfica do território da América portuguesa por
1. A linguagem procedimentos históricos e geográficos meio de mapas históricos
LINGUAGEM E como produção 1.2 identificar o conhecimento técnico dos povos (EF07HI03) Identificar aspectos e processos específicos das sociedades africanas e americanas
SUAS FORMAS humana em africanos e pré-colombianos expressos na sua antes da chegada dos europeus, com destaque para as formas de organização social e o
COMUNICATIVAS diferentes tempos e cultura desenvolvimento de saberes e técnicas
espaços 1.3 Conhecer e entender a História da África e os (EF07HI02) Identificar conexões e interações entre as sociedades do Novo Mundo, da Europa,
fatores que permearam a vinda e a vida dos da África e da Ásia no contexto das navegações e indicar a complexidade e as interações que
africanos na América ocorrem nos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico
1.1 Reconhecer a dinâmica das mudanças
econômicas, sociais e a importância da (EF07HI04) Identificar as principais características dos Humanismos e dos Renascimentos e
participação da coletividade na transformação da analisar seus significados
realidade histórica
1.2 Identificar e relacionar as vinculações entre as
(EF07HI05) Identificar e relacionar as vinculações entre as reformas religiosas e os processos
1. Participação reformas religiosas e os processos culturais e
VALORES À VIDA culturais e sociais do período moderno e na américa
social como garantia sociais do período moderno no continente Europeu
SOCIAL
de direitos 1.3 Comparar a fragmentação política da
(EF07HI07) Descrever os processos de formação e consolidação das monarquias e suas
sociedade medieval com o novo modelo
principais características com vistas à compreensão das razões da centralização política
centralizador das Monarquias absolutistas
1.4 Compreender os hábitos alimentares dos
(EF07HI10) Analisar, com base em documentos históricos, diferentes interpretações sobre as
índios, negros e Europeus: a formação da nossa
dinâmicas das sociedades americanas no período colonial
cultura alimentar
1.1 Conhecer e perceber as consequências da
vinda das ordens religiosas para a Amazônia, (EF07HI12) Identificar a distribuição territorial da população brasileira em diferentes épocas,
1. Fontes
CULTURA E dando início ao processo de aculturamento do considerando a diversidade étnico-racial e étnico-cultural (indígena, africana, europeia e asiática)
histórica/geográficas
IDENTIDADE índio e do negro
e memória cultural
1.2 Descrever os processos de colonização e (EF07HI15) Discutir o conceito de escravidão moderna e suas distinções em relação ao
aculturação na consolidação do mundo moderno escravismo antigo e à servidão medieval

250
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF07HI16) Analisar os mecanismos e as dinâmicas de comércio de escravizados em suas


diferentes fases, identificando os agentes responsáveis pelo tráfico e as regiões e zonas
africanas de procedência dos escravizados
1.3 Analisar os diferentes processos de produção
(EF07HI14) Descrever as dinâmicas comerciais das sociedades americanas e africanas e
ou circulação de riquezas e suas implicações
analisar suas interações com outras sociedades do Ocidente e do Oriente
sócio-espaciais
1.4 Entender a conquista da América e as formas
de organização política dos indígenas e europeus: (EF07HI08) Descrever as formas de organização das sociedades americanas no tempo da
conflitos, dominação e conciliação, dando ênfase conquista com vistas à compreensão dos mecanismos de alianças, confrontos e resistências
as conquistas europeias na Amazônia
HISTÓRIA
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF08HI17) Relacionar as transformações territoriais, em razão de questões de fronteiras, com
as tensões e conflitos durante o Império
1.1 Reconhecer a ocupação e conquista de novo (EF08HI18) Identificar as questões internas e externas sobre a atuação do Brasil na Guerra do
espaços territoriais, para imposição de modelos Paraguai e discutir diferentes versões sobre o conflito
políticos e econômicos na história e a cumulação (EF08HI25) Caracterizar e contextualizar aspectos das relações entre os Estados Unidos da
de riquezas como consequências desse processo América e a América Latina no século XIX
(EF08HI26) Identificar e contextualizar o protagonismo das populações locais na resistência ao
imperialismo na África e Ásia
1. Natureza,
1.2 Definir a formação e a ação das Novas (EF08HI07) Identificar e contextualizar as especificidades dos diversos processos de
ESPAÇO/TEMPO E trabalho,
concepções de Estado, como símbolo de independência nas Américas, seus aspectos populacionais e suas conformações territoriais
SUAS tecnologias e a
dominação socioeconômico (EF08HI09) Conhecer as características e os principais pensadores do Pan-americanismo
TRANSFORMAÇÕES transformação do
espaço (EF08HI08) Conhecer o ideário dos líderes dos movimentos independentistas e seu papel nas
1.3 Comparar o processo de independência do
revoluções que levaram à independência das colônias hispano-americanas
Brasil com outros países independentes e as
(EF08HI13) Analisar o processo de independência em diferentes países latino-americanos e
formas de governos adotadas
comparar as formas de governo neles adotadas
1.4 Debater sobre a produção tecnológica, dentro (EF08HI03) Analisar os impactos da Revolução Industrial na produção e circulação de povos,
de um contexto de preservação dos recursos produtos e culturas
naturais , que são finitos e a apropriação dos (EF08HI24) Reconhecer os principais produtos, utilizados pelos europeus, procedentes do
resultados dos avanços tecnológicos por uma continente africano durante o imperialismo e analisar os impactos sobre as comunidades locais
classe na forma de organização e exploração econômica
(EF08HI01) Identificar os principais aspectos conceituais do iluminismo e do liberalismo e discutir
a relação entre eles e a organização do mundo contemporâneo
1.1 Utilizar a linguagem, informações e conceitos
1. A linguagem (EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas
históricos para discutir aspectos referentes a
LINGUAGEM E como produção políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado
participação popular nas decisões políticas, social
SUAS FORMAS humana em (EF08HI21) Identificar e analisar as políticas oficiais com relação ao indígena durante o Império
e econômicas
COMUNICATIVAS diferentes tempos e (EF08HI22) Discutir o papel das culturas letradas, não letradas e das artes na produção das
espaços identidades no Brasil do século XIX
1.2 Utilizar corretamente procedimentos de (EF08HI23) Estabelecer relações causais entre as ideologias raciais e o determinismo no
pesquisa para compreender o espaço e suas contexto do imperialismo europeu e seus impactos na África e na Ásia

251
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

transformações sociais e culturais, seus processos


de construção, identificando suas relações,
problemas contradições
1.3 Pesquisar e comparar os processos de
independências nas Américas, dentro de critérios
(EF08HI09) Conhecer as características e os principais pensadores do Pan-americanismo
de diferenciação das várias realidades
geográficas, culturais e politicas
(EF08HI11) Identificar e explicar os protagonismos e a atuação de diferentes grupos sociais e
1.1 Entender o processo de independência do étnicos nas lutas de independência no Brasil, na América espanhola e no Haiti
Brasil como necessidade de tomada do poder e (EF08HI12) Caracterizar a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte
afirmação da elite local em detrimento dos portuguesa, em 1808, até 1822 e seus desdobramentos para a história política brasileira
movimentos emancipatórios populares (EF08HI16) Identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional nas rebeliões
e nos movimentos contestatórios ao poder centralizado
1.2 Compreender a revolução de 1930 como o fim
da dominação de uma oligarquia agrária e o (EF08HI06) Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o entendimento
começo da dominação e do populismo de Getúlio de conflitos e tensões
Vargas
1. Participação
VALORES À VIDA (EF08HI02) Identificar as particularidades político-sociais da Inglaterra do século XVII e analisar
social como garantia
SOCIAL os desdobramentos posteriores à Revolução Gloriosa.
de direitos
(EF08HI03) Analisar os impactos da Revolução Industrial na produção e circulação de povos,
1.3 Conhecer e identificar as principais revoluções
produtos e culturas
que ocorreram no continente europeu e seu
(EF08HI04) Identificar e relacionar os processos da Revolução Francesa e seus desdobramentos
desfecho para o processo emancipatório no Brasil
na Europa e no mundo
(EF08HI10) Identificar a Revolução de São Domingo como evento singular e desdobramento da
Revolução Francesa e avaliar suas implicações
1.4 Entender o escravismo no Brasil do século
XIX: as plantations e revoltas de escravos, o (EF08HI19) Formular questionamentos sobre o legado da escravidão nas Américas, com base na
abolicionismo e políticas migratórias no Brasil seleção e consulta de fontes de diferentes naturezas
Imperial
1.1 Compreender os diversos tipos de sociedades
implantadas no Brasil, desde a colônia, como (EF08HI05) Explicar os movimentos e as rebeliões da América portuguesa, articulando as
consequência de um modelo agroexportador para temáticas locais e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas Américas
a metrópole
(EF08HI14) Discutir a noção da tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros na
1.2 Entender as revoltas e a fuga para os
1. A dimensão sociedade brasileira do final do período colonial, identificando permanências na forma de
quilombos como forma de manutenção da
CULTURA E cultural e preconceitos, estereótipos e violências sobre as populações indígenas e negras no Brasil e nas
liberdade e da sua cultura
IDENTIDADE demográfica do Américas
espaço 1.3 Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar
a sócio-diversidade, reconhecendo-os como (EF08HI20) Identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados
direitos dos povos e indivíduos para o da escravidão no Brasil e discutir a importância de ações afirmativas
fortalecimento da democracia
1.4 Conhecer e respeitar o modo de vida e de (EF08HI27) Identificar as tensões e os significados dos discursos civilizatórios, avaliando seus
grupos diversos, nos diferentes tempos e espaços impactos negativos para os povos indígenas originários e as populações negras nas Américas

252
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

HISTÓRIA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF09HI18) Descrever e analisar as relações entre as transformações urbanas e seus impactos
1.1 Diferenciar que a sociedade e a natureza na cultura brasileira entre 1946 e 1964 e na produção das desigualdades regionais e sociais
possuem princípios e leis próprios e que o espaço (EF09HI28) Identificar e analisar aspectos da Guerra Fria, seus principais conflitos e as tensões
resulta das interações entre elas, historicamente geopolíticas no interior dos blocos liderados por soviéticos e estadunidenses
definidas (EF09HI33) Analisar as transformações nas relações políticas locais e globais geradas pelo
desenvolvimento das tecnologias digitais de informação e comunicação
(EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira e
avaliar suas contradições e impactos na região em que vive
(EF09HI12) Analisar a crise capitalista de 1929 e seus desdobramentos em relação à economia
global
(EF09HI13) Descrever e contextualizar os processos da emergência do fascismo e do nazismo, a
consolidação dos estados totalitários e as práticas de extermínio (como o holocausto)
1. Natureza, (EF09HI14) Caracterizar e discutir as dinâmicas do colonialismo no continente africano e asiático
ESPAÇO/TEMPO E trabalho, e as lógicas de resistência das populações locais diante das questões internacionais
SUAS tecnologias e a 1.2 Descrever a natureza do espaço como lugar (EF09HI24) Analisar as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos
TRANSFORMAÇÕES transformação do histórico, onde ocorre lutas sociais, dias atuais, identificando questões prioritárias para a promoção da cidadania e dos valores
espaço transformações e interações entre os grupos democráticos
sociais distintos (EF09HI29) Descrever e analisar as experiências ditatoriais na América Latina, seus
procedimentos e vínculos com o poder, em nível nacional e internacional, e a atuação de
movimentos de contestação às ditaduras
(EF09HI31) Descrever e avaliar os processos de descolonização na África e na Ásia
(EF09HI34) Discutir as motivações da adoção de diferentes políticas econômicas na América
Latina, assim como seus impactos sociais nos países da região
(EF09HI35) Analisar os aspectos relacionados ao fenômeno do terrorismo na
contemporaneidade, incluindo os movimentos migratórios e os choques entre diferentes grupos e
culturas
1.3 Entender as tensões, disputas interesses dos
(EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da história republicana, identificando
seguimentos sociais envolvidos na proclamação
particularidades da história local e regional até 1954
da República e seus primeiros desdobramentos
1.1 Analisar e entender os discursos, elementos
(EF09HI10) Identificar e relacionar as dinâmicas do capitalismo e suas crises, os grandes
constitutivos dos governos totalitários e militaristas
1. A linguagem conflitos mundiais e os conflitos vivenciados na Europa
no período entre guerras
LINGUAGEM E como produção
1.2 Compreender as disputas capitalistas
SUAS FORMAS humana em (EF09HI11) Identificar as especificidades e os desdobramentos mundiais da Revolução Russa e
relacionadas à Primeira Guerra Mundial e a
COMUNICATIVAS diferentes tempos e seu significado histórico
implantação do socialismo na Rússia
espaços
1.3 Entender, discutir o papel das ideias populista (EF09HI06) Identificar e discutir o papel do trabalhismo como força política, social e cultural no
no período varguista e suas contradições Brasil, em diferentes escalas (nacional, regional, cidade, comunidade)
VALORES À VIDA 1. Participação 1.1 Identificar as mudanças Culturais, sociais e (EF09HI09) Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de
SOCIAL social como garantia econômicas, ocorridas na sociedade e suas movimentos sociais

253
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

de direitos implicações no comportamento das pessoas (EF09HI15) Discutir as motivações que levaram à criação da Organização das Nações Unidas
(ONU) no contexto do pós-guerra e os propósitos dessa organização
(EF09HI17) Identificar e analisar processos sociais, econômicos, culturais e políticos do Brasil a
partir de 1946
(EF09HI20) Discutir os processos de resistência e as propostas de reorganização da sociedade
brasileira durante a ditadura civil-militar
(EF09HI25) Relacionar as transformações da sociedade brasileira aos protagonismos da
sociedade civil após 1989
(EF09HI27) Relacionar aspectos das mudanças econômicas, culturais e sociais ocorridas no
Brasil a partir da década de 1990 ao papel do País no cenário internacional na era da
globalização
(EF09HI32) Analisar mudanças e permanências associadas ao processo de globalização,
considerando os argumentos dos movimentos críticos às políticas globais
(EF09HI36) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no
início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência
(EF09HI08) Identificar as transformações ocorridas no debate sobre as questões da diversidade
no Brasil durante o século XX e compreender o significado das mudanças de abordagem em
1.2 Identificar estratégias que promoveram o
relação ao tema
combate à discriminação de grupos sociais
(EF09HI26) Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros,
étnicos e de gênero
indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de
consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas
1.3 Entender a proclamação da república como
consequência do anacronismo do 2° império, e o (EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais aspectos sociais, culturais, econômicos e
surgimento de uma camada urbana com novas políticos da emergência da República no Brasil
ideias e a ausência da participação popular
(EF09HI16) Relacionar a Carta dos Direitos Humanos ao processo de afirmação dos direitos
fundamentais e de defesa da dignidade humana, valorizando as instituições voltadas para a
defesa desses direitos e para a identificação dos agentes responsáveis por sua violação
1.4 Analisar o poder dos militares, na tomada do
(EF09HI19) Identificar e compreender o processo que resultou na ditadura civil-militar no Brasil e
Estado, como um processo de dominação e
discutir a emergência de questões relacionadas à memória e à justiça sobre os casos de violação
manutenção da elite política local, subjugada aos
dos direitos humanos
interesses imperialistas
(EF09HI30) Comparar as características dos regimes ditatoriais latino-americanos, com especial
atenção para a censura política, a opressão e o uso da força, bem como para as reformas
econômicas e sociais e seus impactos
1.5 Reconhecer que as melhorias nas condições (EF09HI22) Discutir o papel da mobilização da sociedade brasileira do final do período ditatorial
de vida, as transformações socioculturais, o até a Constituição de 1988
respeito as minorias, os avanços tecnológicos e os
(EF09HI23) Identificar direitos civis, políticos e sociais expressos na Constituição de 1988 e
direitos políticos são conquistas decorrentes de
relacioná-los à noção de cidadania e ao pacto da sociedade brasileira de combate a diversas
acordos e conflitos ainda não usufruídos por todos
formas de preconceito, como o racismo
os seres humanos
1. A dimensão 1.1 Compreender a escravidão negra e do Índio,
CULTURA E (EF09HI03) Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-
cultural e como uma fase do capitalismo para exploração e
IDENTIDADE abolição e avaliar os seus resultados
demográfica do obtenção de lucro

254
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

espaço (EF09HI04) Discutir a importância da participação da população negra na formação econômica,


1.2 Reconhecer a partir da localidade e do
política e social do Brasil
cotidiano a cidadania e democracia na
(EF09HI07) Identificar e explicar, em meio a lógicas de inclusão e exclusão, as pautas dos povos
organização das sociedades
indígenas, no contexto republicano (até 1964), e das populações afrodescendentes
1.3 Reconhecer e entender os ciclos históricos, (EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da história republicana, identificando
como fases do processo de dominação do sistema particularidades da história local e regional até 1954
capitalista que determinam as várias formas de
(EF09HI21) Identificar e relacionar as demandas indígenas e quilombolas como forma de
uso dos espaços rural e urbano, apontando sua
contestação ao modelo desenvolvimentista da ditadura
interferência no meio ambiente

255
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.4.2 Componente Curricular: Geografia

As últimas décadas têm sido marcadas por debates profícuos no pensamento filosófico e
científico a respeito das transformações que se dão no âmbito mundial e na organização das
sociedades. A Geografia, assim como as outras ciências, defronta-se com a tarefa de reformular
categorias e conceitos para compreender melhor o desenvolvimento da sociedade, por ganharem
conotações novas ou por terem perdido seu caráter explicativo.
O âmago da discussão geográfica é, sem dúvida, o espaço geográfico (SANTOS, 2004),
fruto da relação entre sociedade e natureza, esse ―encontro‖ mediado pelo trabalho e pelo uso de
técnicas, é o que garante a produção de um ambiente que está em constante transformação.
Compreender tais mudanças, de acordo com a BNCC (BRASIL, 2017a) requer o que se chama de
―pensamento espacial‖, a partir de um ―raciocínio geográfico‖ que é intrínseco a uma dada ―situação
geográfica‖27.
Pensar espacialmente é um esforço relacional do próprio agir humano; ao reconhecer e
comparar paisagens, por exemplo, tem-se a possibilidade de interpretar a realidade que envolve os
sujeitos. A partir disso, criam-se condições para prováveis resoluções de problemas das mais
diversas ordens (política, econômica e cultural).
Outros conceitos ou categorias geográficas são extremamente necessários para ampliar os
horizontes do conhecimento, tais como: paisagem, território, região e lugar são também
fundamentos conceituais imprescindíveis para que os alunos possam reconhecer a desigualdade
dos usos dos recursos naturais, as (re)configurações socioespaciais via disputas geopolíticas, e as
desigualdades socioeconômicas inerentes a cada contexto socioespacial.
Pretende-se, portanto, garantir minimamente que a partir de seu próprio entorno o aluno
consiga desenvolver habilidades capazes de responder as problemáticas então vivenciadas por ele.
O avanço das técnicas, o aumento e aceleração de circulação de mercadorias, homem e
ideias, sobretudo a partir da revolução técnico-científica, distanciam os homens do tempo e da
natureza, as práticas sociais se realizam concomitantemente num mesmo tempo e em espaços
diferentes ou num espaço onde há tempos diversos determinando aos teóricos da área, a ampliação
de seus estudos entre o local e o global, entre a racionalidade natural e a social.

27No texto que compõe a Base Nacional Curricular Comum para o Ensino Fundamental, o ―raciocínio geográfico‖ tem
por fundamento sete princípios, a saber: analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem
(BRASIL, 2017a).

256
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

É válido lembrar ainda que as reformulações da Ciência Geográfica provocaram mudanças


significativas no ensino da Geografia com base em fundamentos críticos. No Brasil, no final da
década de 1980, as discussões sobre os fundamentos dessa ciência e seu papel na sociedade se
tornam mais intensas com relação ao ensino e às críticas no que tange aos seus conteúdos.
Nesse período, destacam-se os estudos de Vesentini (1987), Moreira (1988), Vlach (1988)
e Moraes (1989) dando início à reflexão da renovação da Geografia no Brasil, ao considerar a
postura estratégica do saber sobre o espaço.
Nesse contexto, a Geografia Crítica nasce e converge na crítica sistemática ao ensino de
conteúdos estruturados da Geografia Tradicional, pela descrição e enumeração de dados que
priorizavam apenas o observável e a memorização; assim, tem-se a preocupação de propiciar ao
aluno a compreensão do espaço geográfico na sua concretude e nas suas contradições.
É importante salientar igualmente que neste caminho de renovação metodológica do
ensino da Geografia e orientando os encaminhamentos pedagógicos que surgirão a partir deste
documento de reestruturação curricular, não se pretende dicotomizar tal Ciência, trabalhando o
espaço geográfico como se a natureza e a humanidade fossem separadas em suas relações; em
outras palavras, descartam-se aqui compreensões diacrônicas pertinentes ao que se chama de
Geografia Física e Geografia Humana.
Corroborando com Casseti (2002) e Mendonça (2008), entende-se, portanto o espaço
geográfico como um todo sistêmico, ―[...] como um conjunto uno e múltiplo aberto a múltiplas
determinações‖ (SUERTEGARAY, 2002. p. 118), pois o homem está envolvido por objetos (técnicos
ou naturais) e ações (antrópicas ou de natureza), mas esse envolvimento ocorre em uma relação
conflituosa.
As propostas de renovação do ensino desta Ciência convergiram também para reflexões de
seus aspectos didático-pedagógicos que vão além da preocupação com os conteúdos críticos,
considerando o aluno como sujeito do processo ensino-aprendizagem (PAGANELLI, 1978; PIAGET,
1994; VYGOTSKY, 2003), e ainda

[...] quando se trata de ensinar as bases da Ciência, opera-se uma transmutação


pedagógico-didática, em que os conteúdos da Ciência se transformam em
conteúdos de ensino [...], de modo que deva ser didaticamente assimilável pelos
alunos, conforme a idade, nível de desenvolvimento, condições prévias de
aprendizagem e condições socioculturais (CAVALCANTI, 1995, p. 35).

257
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Nesse sentido, o ensino de Geografia se vincula a uma reflexão pedagógica que diz respeito
aos métodos de ensino e a necessidade de se considerar o aluno como sujeito do processo ensino-
aprendizagem, assim, em diálogo sistemático com a BNCC a qual estabelece, em linhas gerais, as
aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos da Educação Básica no
desenrolar de sua vivência escolar, produz-se um direcionamento curricular estadual capaz de
atender às demandas e às particularidades locais deste tão imenso e diversificado espaço paraense.
Longe de se constituir uma orientação pragmática, ortodoxa e estanque, as diretrizes
geográficas contidas aqui devem funcionar como norteadoras daquilo que se pretende trabalhar em
sala de aula, a respeitar sempre a realidade (política, econômica e cultural) na qual o educando, a
própria escola e o professor estão inseridos.
Dentro desse contexto, é importante identificar as articulações entre eixos estruturantes,
subeixos e os objetivos de aprendizagem aqui propostos. No eixo ―O Espaço/Tempo e suas
Transformações‖, os objetivos de Aprendizagem estão, de modo geral, alinhados a objetos de
estudo que abordam a questão da própria relação entre sociedade e natureza e seu
desenvolvimento técnico-produtivo, por isso o subeixo em cada Ciclo de Aprendizagem aponta para
as dimensões analíticas do trabalho, das tecnologias e da transformação do espaço e da paisagem.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ trata da linguagem cartográfica a ser
dirimida, dessa forma desde as mais básicas noções de localização até as mais complexas
produções geotecnológicas, o subeixo vincula à cartografia como produção humana em diferentes
tempos e espaços e aponta para esse fim.
No eixo ―Valores à Vida Social‖, busca-se evidenciar a importância da interação entre os
sujeitos do local e do mundo num complexo intercâmbio de vivências dadas multiescalarmente.
Desse modo, faz-se uso do conceito de sustentabilidade e de sua operacionalidade para viabilizar a
compreensão de que toda ação local reverbera em consequências (positivas ou negativas) que são
de ordem mundial ou vice-versa; portanto, o subeixo, em todos os anos, assinala a participação
social como garantia de direitos, desenvolvimento e sustentabilidade.
No que se refere ao eixo ―Cultura e Identidade‖, é indispensável entender que toda ação
humana é uma ação igualmente cultural e técnica que produz espaço. Destarte, aspectos
relacionados a dinâmicas populacionais, territorialidades, expressões de modos de vida e
identidades abrangem toda a ―situação geográfica‖ presente no subeixo, logo os objetivos de
aprendizagem estão alinhados e atentos às devidas manifestações da cultura no espaço.

258
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

GEOGRAFIA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas
e lugares
(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças,
parques) para o lazer e diferentes manifestações
(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e
1.1 Identificar e caracterizar os elementos que
umidade, etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com
compõem a paisagem, considerando lugares,
outras
temporalidades e costumes diferentes, em
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola
especial na Amazônia
etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares
(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano
1. Trabalho, (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção
ESPAÇO/TEMPO E
tecnologias e a (EF01GE10) Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da
SUAS
transformação do natureza (chuva, vento, calor etc.)
TRANSFORMAÇÕES
espaço e da paisagem (EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em
diferentes tempos
1.2 Comparar paisagens do lugar onde habita e (EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza,
das relações entre a humanidade e a natureza comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares
em outros lugares, em especial na Amazônia (EF03GE04) Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança
das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros
lugares
1.3 Identificar as atividades de trabalho como
mecanismo humano de geração de renda que
(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade
diferencia o contexto socioespacial envolvido,
especialmente o amazônico
(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias
inventadas e brincadeiras
(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência,
considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo,
dentro e fora) e tendo o corpo como referência
1. A linguagem (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas
1.1 Descrever a localização de sua rua e mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência
LINGUAGEM E cartográfica como
memorizar referenciais espaciais ao longo de
SUAS FORMAS produção humana em (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e
seu respectivo itinerário cotidiano, trabalhando
COMUNICATIVAS diferentes tempos e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua)
com conceitos e produções cartográficos
espaços (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como
frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações
espaciais da sala de aula e da escola
(EF03GE06) Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos
de representação cartográfica
(EF03GE07) Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representações

259
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

em diferentes escalas cartográficas


1.1 Identificar objetos técnicos, como os de (EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel
transporte e de comunicação, enquanto na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso
elementos de construção do ambiente responsável
(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus
diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos
1.2 Conhecer e reproduzir atitudes sustentáveis
desses usos no cotidiano da cidade e do campo
em relação ao uso dos recursos naturais
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de
1. Participação social diferentes lugares, identificando os impactos ambientais
como garantia de (EF03GE10) Identificar os cuidados necessários para utilização da água na agricultura e na
VALORES À VIDA
direitos, geração de energia de modo a garantir a manutenção do provimento de água potável
SOCIAL
desenvolvimento e (EF03GE09) Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em
sustentabilidade 1.3 Refletir que a interação entre humanidade e atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas
natureza é um processo complexo de equilíbrio ambientais provocados por esses usos
e desequilíbrio relacionado ao uso dos recursos (EF03GE08) Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados pelo
necessários à sobrevivência humana e da consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a ampliação
própria natureza de hábitos de redução, reúso e reciclagem/ descarte de materiais consumidos em casa, na
escola e/ou no entorno
(EF03GE11) Comparar impactos das atividades econômicas urbanas e rurais sobre o ambiente
físico natural, assim como os riscos provenientes do uso de ferramentas e máquinas
(EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo
do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente
(EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala
1.1 Reconhecer semelhanças e diferenças nas de aula, escola etc.)
formas pelas quais os diferentes grupos sociais (EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e
culturalmente produzem o espaço, no modo de viver de pessoas em diferentes lugares
considerando a história de sua cidade e de seu (EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive
1. Identidade, espaço e bairro (EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar,
CULTURA E
cultura em diferentes comercial, sono etc.)
IDENTIDADE
situações geográficas (EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou
comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças
(EF03GE01) Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de
1.2 Compreender que a cultura é uma
vivência, seja na cidade, seja no campo
construção humana com ampla diversidade
(EF03GE02) Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e
socioespacial, principalmente territorial, e que
econômica de grupos de diferentes origens
influencia concretamente em sua relação com a
(EF03GE03) Reconhecer os diferentes modos de vida de povos e comunidades tradicionais em
natureza
distintos lugares
GEOGRAFIA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
ESPAÇO/TEMPO E 1. Trabalho, 1.1 Compreender a construção do espaço (EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade,
SUAS tecnologias e a urbano ou do rural, em especial o amazônico, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas

260
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

TRANSFORMAÇÕES transformação do como desdobramento da relação entre (EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas),
espaço e da paisagem humanidade e natureza, identificando circulação e consumo de diferentes produtos
diferenciações de acordo com o ambiente de (EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade
produção envolvido (EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura
vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou
degradação dessas áreas
1. A linguagem (EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas
LINGUAGEM E cartográfica como 1.1 Compreender a produção cartográfica como paisagens rurais e urbanas
SUAS FORMAS produção humana em instrumento de fundamental importância para
(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores,
COMUNICATIVAS diferentes tempos e melhor entendimento do espaço geográfico
finalidades, diferenças e semelhanças
espaços
(EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de
1. Participação social 1.1 Compreender a função e a importância das
participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos
como garantia de instituições, oficiais ou não, na organização do
VALORES À VIDA Municipais
direitos, espaço geográfico, bem como entender a
SOCIAL (EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município,
desenvolvimento e estrutura administrativa a que se está
Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus
sustentabilidade submetido, desde casa até o mundo
lugares de vivência
(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da
sociedade brasileira
1.1 Identificar as expressões de territorialidade (EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como
1. Identidade, espaço e
dos mais diferentes povos no Brasil e no terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade
CULTURA E cultura em diferentes
mundo, em especial na Amazônia (indígenas, da demarcação desses territórios
IDENTIDADE situações históricas e
quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, (EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da
geográficas
pescadores, camponeses, entre outros) comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do
país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma
delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira
GEOGRAFIA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que
1.1 Analisar a relação entre campo e cidade vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura
considerando suas dinâmicas locais, valendo- (EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais,
1. Trabalho, se de conceitos como os de estrutura, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento
ESPAÇO/TEMPO E
tecnologias e a processo, forma e função (EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o
SUAS
transformação do campo e entre cidades na rede urbana
TRANSFORMAÇÕES
espaço e da paisagem 1.2 Compreender os setores da economia a (EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento
partir da observação de diferentes vínculos tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços
trabalhistas associados à questão dos níveis de
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação
desenvolvimento tecnológico em cada setor
1. A linguagem 1.1 Realizar leitura cartográfica das (EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de
LINGUAGEM E
cartográfica como transformações socioespaciais por meio dos fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes
SUAS FORMAS
produção humana em produtos de sensoriamento remoto e (EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas
COMUNICATIVAS
diferentes tempos e geoprocessamento para igualmente temáticos e representações gráficas
261
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

espaços compreender hierarquias urbanas


(EF05GE11) Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da
residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo
soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas
1. Participação social 1.1 Compreender a interação entre (EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por
como garantia de humanidade e natureza como um processo buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente,
VALORES À VIDA
direitos, complexo de equilíbrio e desequilíbrio mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos
SOCIAL
desenvolvimento e relacionado ao uso dos recursos necessários à que afetam a comunidade em que vive
sustentabilidade sobrevivência humana e da própria natureza (EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de
poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.)
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e
extrativa e no cotidiano das populações
1.1 Compreender as expressões de
1. Identidade, espaço e
territorialidade dos mais diferentes povos no
CULTURA E cultura em diferentes
Brasil e no mundo, em especial na Amazônia (EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre
IDENTIDADE situações históricas e
(indígenas, quilombolas, ribeirinhos, grupos em diferentes territórios
geográficasextrativistas, pescadores, camponeses, entre
outros)
GEOGRAFIA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Analisar a relação da humanidade com a (EF06GE06) Identificar as características das paisagens transformadas pelo trabalho humano a
natureza a partir das transformações técnicas e partir do desenvolvimento da agropecuária e do processo de industrialização
tecnológicas no tempo e no espaço, com
destaque para exemplificações do espaço (EF06GE07) Explicar as mudanças na interação humana com a natureza a partir do surgimento
1. Trabalho, amazônico e conceituações inerentes ao das cidades
ESPAÇO/TEMPO E pensamento geográfico
tecnologias e a
SUAS
transformação do (EF06GE03) Descrever os movimentos do planeta e sua relação com a circulação geral da
TRANSFORMAÇÕES
espaço e da paisagem 1.2 Compreender a dinâmica dos sistemas atmosfera, o tempo atmosférico e os padrões climáticos
constitutivos da Terra – Litosfera, Hidrosfera, (EF06GE04) Descrever o ciclo da água, comparando o escoamento superficial no ambiente
Atmosfera e Biosfera – e suas inter-relações urbano e rural, reconhecendo os principais componentes da morfologia das bacias e das redes
para o entendimento do meio físico no planeta hidrográficas e a sua localização no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal
(EF06GE05) Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais
1. A linguagem (EF06GE08) Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas
1.1 Elaborar produções cartográficas e afins
LINGUAGEM E cartográfica como
(croqui, mapa mental, planta, entre outros)
SUAS FORMAS produção humana em (EF06GE09) Elaborar modelos tridimensionais, blocos-diagramas e perfis topográficos e de
utilizando recursos técnicos disponíveis
COMUNICATIVAS diferentes tempos e vegetação, visando à representação de elementos e estruturas da superfície terrestre
conforme a situação geográfica
espaços
1. Participação social (EF06GE12) Identificar o consumo dos recursos hídricos e o uso das principais bacias
como garantia de 1.1 Analisar os múltiplos usos dos recursos da hidrográficas no Brasil e no mundo, enfatizando as transformações nos ambientes urbanos
VALORES À VIDA
direitos, natureza e suas implicações no contexto de (EF06GE11) Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na
SOCIAL
desenvolvimento e sustentabilidade global e local distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as transformações da biodiversidade local
sustentabilidade e do mundo

262
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF06GE13) Analisar consequências, vantagens e desvantagens das práticas humanas na


dinâmica climática (ilha de calor etc.)
1.1 Analisar Identificar as expressões de (EF06GE01) Comparar modificações das paisagens nos lugares de vivência e os usos desses
territorialidade dos mais diferentes povos no lugares em diferentes tempos
1. Identidade, espaço e
Brasil e no mundo, em especial na Amazônia (EF06GE10) Explicar as diferentes formas de uso do solo (rotação de terras, terraceamento,
CULTURA E cultura em diferentes
(indígenas, quilombolas, ribeirinhos, aterros etc.) e de apropriação dos recursos hídricos (sistema de irrigação, tratamento e redes de
IDENTIDADE situações históricas e
extrativistas, pescadores, camponeses, entre distribuição), bem como suas vantagens e desvantagens em diferentes épocas e lugares
geográficas
outros) com foco em questões sobre o uso da (EF06GE02) Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedade, com
terra destaque para os povos originários
GEOGRAFIA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Analisar o processo histórico de ocupação (EF07GE02) Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação
e formação do território brasileiro, em especial socioeconômica e territorial do Brasil, compreendendo os conflitos e as tensões históricas e
o amazônico, considerando fluxos econômicos contemporâneas
e populacionais, conflitos e incrementações
(EF07GE07) Analisar a influência e o papel das redes de transporte e comunicação na
1. Trabalho, estruturais no espaço, tais como transporte,
ESPAÇO/TEMPO E configuração do território brasileiro
tecnologias e a energia, comunicação e indústrias
SUAS
transformação do 1.2 Interpretar os modos de produção (EF07GE05) Analisar fatos e situações representativas das alterações ocorridas entre o período
TRANSFORMAÇÕES
espaço e da paisagem desenvolvidos por diversas sociedades desde o mercantilista e o advento do capitalismo
comunal primitivo até os atuais
desdobramentos do capitalismo, abordando (EF07GE08) Estabelecer relações entre os processos de industrialização e inovação tecnológica
questões que igualmente envolvem com as transformações socioeconômicas do território brasileiro
características do feudalismo e do socialismo
1. A linguagem (EF07GE09) Interpretar e elaborar mapas temáticos e históricos, inclusive utilizando tecnologias
1.1 Avaliar produções cartográficas e afins
LINGUAGEM E cartográfica como digitais, com informações demográficas e econômicas do Brasil (cartogramas), identificando
(croqui, mapa mental, planta, entre outros)
SUAS FORMAS produção humana em padrões espaciais, regionalizações e analogias espaciais
utilizando recursos técnicos disponíveis
COMUNICATIVAS diferentes tempos e (EF07GE10) Elaborar e interpretar gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas, com
conforme a situação geográfica
espaços base em dados socioeconômicos das regiões brasileiras
(EF07GE12) Comparar unidades de conservação existentes no Município de residência e em
1.1 Avaliar os múltiplos usos dos recursos da outras localidades brasileiras, com base na organização do Sistema Nacional de Unidades de
natureza e suas implicações no contexto de Conservação (SNUC)
1. Participação social sustentabilidade global e local, considerando a (EF07GE06) Discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de mercadorias
como garantia de política, a economia e a cultura provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, em diferentes
VALORES À VIDA
direitos, lugares
SOCIAL
desenvolvimento e (EF07GE11) Caracterizar dinâmicas dos componentes físico-naturais no território nacional, bem
1.2 Avaliar a composição das paisagens
sustentabilidade como sua distribuição e biodiversidade (Florestas Tropicais, Cerrados, Caatingas, Campos
naturais presentes no território brasileiro, bem
Sulinos e Matas de Araucária)
como os processos de intervenção humana
(EF07GE01) Avaliar, por meio de exemplos extraídos dos meios de comunicação, ideias e
implementados nestas
estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil
1. Identidade, espaço e 1.1 Avaliar as expressões de territorialidade (EF07GE03) Selecionar argumentos que reconheçam as territorialidades dos povos indígenas
CULTURA E
cultura em diferentes dos mais diferentes povos no Brasil e no originários, das comunidades remanescentes de quilombos, de povos das florestas e do cerrado,
IDENTIDADE
situações históricas e mundo, em especial na Amazônia (indígenas, de ribeirinhos e caiçaras, entre outros grupos sociais do campo e da cidade, como direitos legais

263
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

geográficas quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, dessas comunidades


pescadores, camponeses, entre outros) com (EF07GE04) Analisar a distribuição territorial da população brasileira, considerando a diversidade
foco em questões sobre o uso da terra étnico-cultural (indígena, africana, europeia e asiática), assim como aspectos de renda, sexo e
idade nas regiões brasileiras
GEOGRAFIA
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF08GE09) Analisar os padrões econômicos mundiais de produção, distribuição e intercâmbio
dos produtos agrícolas e industrializados, tendo como referência os Estados Unidos da América e
os países denominados de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)
1.1 Analisar a ação dos Estados Nacionais na
(EF08GE07) Analisar os impactos geoeconômicos, geoestratégicos e geopolíticos da ascensão
conquista de novos espaços para a produção,
dos Estados Unidos da América no cenário internacional em sua posição de liderança global e na
1. Trabalho, circulação e acumulação de riquezas
ESPAÇO/TEMPO E relação com a China e o Brasil
tecnologias e a
SUAS (EF08GE08) Analisar a situação do Brasil e de outros países da América Latina e da África,
transformação do
TRANSFORMAÇÕES assim como da potência estadunidense na ordem mundial do pós-guerra
espaço e da paisagem
(EF08GE13) Analisar a influência do desenvolvimento científico e tecnológico na caracterização
1.2 Analisar os processos produtivos das
dos tipos de trabalho e na economia dos espaços urbanos e rurais da América e da África
diversas regiões continentais e suas inter-
(EF08GE14) Analisar os processos de desconcentração, descentralização e recentralização das
relações para o funcionamento da economia
atividades econômicas a partir do capital estadunidense e chinês em diferentes regiões no
mundial
mundo, com destaque para o Brasil
(EF08GE23) Identificar paisagens da América Latina e associá-las, por meio da cartografia, aos
diferentes povos da região, com base em aspectos da geomorfologia, da biogeografia e da
1. A linguagem
climatologia
LINGUAGEM E cartográfica como 1.1 Utilizar a linguagem cartográfica para obter
(EF08GE19) Interpretar cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas
SUAS FORMAS produção humana em informações e representar a espacialidade dos
com informações geográficas acerca da África e América
COMUNICATIVAS diferentes tempos e fenômenos históricos e geográficos
(EF08GE18) Elaborar mapas ou outras formas de representação cartográfica para analisar as
espaços
redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de vida
e usos e ocupação de solos da África e América
(EF08GE01) Descrever as rotas de dispersão da população humana pelo planeta e os principais
fluxos migratórios em diferentes períodos da história, discutindo os fatores históricos e
condicionantes físico-naturais associados à distribuição da população humana pelos continentes
(EF08GE04) Compreender os fluxos de migração na América Latina (movimentos voluntários e
1.1 Avaliar os fenômenos demográficos e suas forçados, assim como fatores e áreas de expulsão e atração) e as principais políticas migratórias
1. Participação social relações com os processos e dinâmicas da região
como garantia de socioespaciais em diferentes escalas (EF08GE02) Relacionar fatos e situações representativas da história das famílias do Município
VALORES À VIDA
direitos, em que se localiza a escola, considerando a diversidade e os fluxos migratórios da população
SOCIAL
desenvolvimento e mundial
sustentabilidade (EF08GE03) Analisar aspectos representativos da dinâmica demográfica, considerando
características da população (perfil etário, crescimento vegetativo e mobilidade espacial)
1.2 Explicar o significado histórico-geográfico (EF08GE12) Compreender os objetivos e analisar a importância dos organismos de integração do
das organizações políticas e socioeconômicas território americano (Mercosul, OEA, OEI, Nafta, Unasul, Alba, Comunidade Andina, Aladi, entre
em escala local, regional ou mundial para a outros)
resolução de diversos problemas, bem como as (EF08GE06) Analisar a atuação das organizações mundiais nos processos de integração cultural
264
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

relações de poder inerentes a cada situação


e econômica nos contextos americano e africano, reconhecendo, em seus lugares de vivência,
geográfica marcas desses processos
(EF08GE05) Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o
entendimento de conflitos e tensões na contemporaneidade, com destaque para as situações
geopolíticas na América e na África e suas múltiplas regionalizações a partir do pós-guerra
(EF08GE16) Analisar as principais problemáticas comuns às grandes cidades latino-americanas,
particularmente aquelas relacionadas à distribuição, estrutura e dinâmica da população e às
condições de vida e trabalho
1.3 Analisar as categorias do espaço urbano e
(EF08GE17) Analisar a segregação socioespacial em ambientes urbanos da América Latina, com
seu funcionamento, em cada contexto
atenção especial ao estudo de favelas, alagados e zona de riscos
socioespacial, comparando-as
(EF08GE20) Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que
multiescalarmente sempre que necessário
se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as
desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua
apropriação e valoração na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos
(EF08GE22) Identificar os principais recursos naturais dos países da América Latina, analisando
seu uso para a produção de matéria-prima e energia e sua relevância para a cooperação entre os
países do Mercosul
(EF08GE21) Analisar o papel ambiental e territorial da Antártica no contexto geopolítico, sua
1.4 Analisar as funções dos recursos naturais relevância para os países da América do Sul e seu valor como área destinada à pesquisa e à
na produção do espaço geográfico, compreensão do ambiente global
relacionando-os com as mudanças provocadas (EF08GE24) Analisar as principais características produtivas dos países latino-americanos (como
pelas interferências humanas e as implicações exploração mineral na Venezuela; agricultura de alta especialização e exploração mineira no
desse processo em diferentes situações Chile; circuito da carne nos pampas argentinos e no Brasil; circuito da cana-de-açúcar em Cuba;
geográficas polígono industrial do sudeste brasileiro e plantações de soja no centro-oeste; maquiladoras
mexicanas, entre outros)
(EF08GE15) Analisar a importância dos principais recursos hídricos da América Latina (Aquífero
Guarani, Bacias do rio da Prata, do Amazonas e do Orinoco, sistemas de nuvens na Amazônia e
nos Andes, entre outros) e discutir os desafios relacionados à gestão e comercialização da água
(EF08GE10) Distinguir e analisar conflitos e ações dos movimentos sociais brasileiros, no campo
1. Identidade, espaço e 1.1 Analisar as manifestações culturais dos
e na cidade, comparando com outros movimentos sociais existentes nos países latino-
CULTURA E cultura em diferentes diferentes grupos étnicos que compõem a
americanos
IDENTIDADE situações históricas e matriz populacional de diferentes lugares e
(EF08GE11) Analisar áreas de conflito e tensões nas regiões de fronteira do continente latino-
geográficas contextos
americano e o papel de organismos internacionais e regionais de cooperação nesses cenários
GEOGRAFIA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF09GE02) Analisar a atuação das corporações internacionais e das organizações econômicas
1.1 Avaliar em fontes diversas o significado mundiais na vida da população em relação ao consumo, à cultura e à mobilidade.
1. Trabalho,
ESPAÇO/TEMPO E histórico e geográfico das relações de poder (EF09GE06) Associar o critério de divisão do mundo em Ocidente e Oriente com o Sistema
tecnologias e a
SUAS entre as nações na organização do espaço Colonial implantado pelas potências europeias
transformação do
TRANSFORMAÇÕES mundial (EF09GE05) Analisar fatos e situações para compreender a integração mundial (econômica,
espaço e da paisagem
política e cultural), comparando as diferentes interpretações: globalização e mundialização
1.2 Avaliar as transformações técnicas (EF09GE11) Relacionar as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de
265
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

científicas, informacionais a produção e industrialização com as transformações no trabalho em diferentes regiões do mundo e suas
circulação de riquezas, ao desenvolvimento consequências no Brasil
das redes, às mudanças no mundo do trabalho (EF09GE12) Relacionar o processo de urbanização às transformações da produção
e vida social, bem como nas relações entre os agropecuária, à expansão do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital financeiro
países em diferentes países, com destaque para o Brasil
(EF09GE13) Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial
ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à matéria-prima
(EF09GE10) Analisar os impactos do processo de industrialização na produção e circulação de
produtos e culturas na Europa, na Ásia e na Oceania
1.1 Aplicar a linguagem cartográfica na (EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações
1. A linguagem interpretação de indicadores sociais, populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com
LINGUAGEM E cartográfica como crescimento tecnológico, atividades diferentes projeções cartográficas
SUAS FORMAS produção humana em econômicas, fluxos populacionais, além das
(EF09GE14) Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e
COMUNICATIVAS diferentes tempos e questões ambientais no mundo contemporâneo
esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados e
espaços em diferentes escalas, a partir de produções
informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticas mundiais
cartográficas
1.1 Analisar elementos histórico-geográficos (EF09GE08) Analisar transformações territoriais, considerando o movimento de fronteiras,
que expliquem o desencadeamento de tensões, conflitos e múltiplas regionalidades na Europa, na Ásia e na Oceania
inúmeros conflitos étnico-culturais no mundo (EF09GE09) Analisar características de países e grupos de países europeus, asiáticos e da
contemporâneo provocando inclusive Oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas
mudanças nas fronteiras desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico-naturais
1. Participação social
(EF09GE16) Identificar e comparar diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, da Ásia e da
como garantia de
VALORES À VIDA Oceania
direitos, 1.2 Avaliar de maneira crítica as funções dos
SOCIAL (EF09GE18) Identificar e analisar as cadeias industriais e de inovação e as consequências dos
desenvolvimento e recursos naturais na produção do espaço
usos de recursos naturais e das diferentes fontes de energia (tais como termoelétrica, hidrelétrica,
sustentabilidade geográfico, relacionando-os com as mudanças
eólica e nuclear) em diferentes países
provocadas pelas interferências humanas e as
(EF09GE17) Explicar as características físico-naturais e a forma de ocupação e usos da terra em
implicações desse processo em diferentes
diferentes regiões da Europa, da Ásia e da Oceania
situações geográficas
(EF09GE07) Analisar os componentes físico-naturais da Eurásia e os determinantes histórico-
geográficos de sua divisão em Europa e Ásia
(EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de
compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às
1.1 Avaliar de maneira crítica as manifestações
1. Identidade, espaço e diferenças
culturais dos diferentes grupos étnicos que
CULTURA E cultura em diferentes (EF09GE04) Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na
compõem a matriz populacional de diferentes
IDENTIDADE situações históricas e Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais
lugares e contextos para o entendimento do
geográficas (EF09GE01) Analisar criticamente de que forma a hegemonia europeia foi exercida em várias
espaço geográfico
regiões do planeta, notadamente em situações de conflito, intervenções militares e/ou influência
cultural em diferentes tempos e lugares

266
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.4.3 Componente Curricular: Estudos Amazônicos

O componente curricular de Estudos Amazônicos compõe a parte diversificada do


Documento Curricular do Estado do Pará a partir da Resolução nº 630/97 (BARROS, 2016), sendo
ofertada apenas para o Ensino Fundamental II (anos finais), tornando-se obrigatória a partir de 1999.
Este componente acompanha as DCNGEB (BRASIL, 2013a) quando estabelece que as
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da história, do meio ambiente e da
economia precisam estar presentes nos Currículos, propondo ainda interdisciplinaridade e a
contextualização como princípios para ampliar as inúmeras possibilidades de interação entre os
diversos componentes e suas respectivas áreas de conhecimento.
Nesse sentido, propõe-se a elaboração de um documento que valorize as características
do lugar e da região em sua totalidade, bem como a relação do local com o global, possibilitando
assim um entendimento amplo e contextualizado à sua vida social, além de valorar a identidade e o
sentimento de pertencimento do lugar para garantir aos alunos a compreensão da importância do
sujeito do lugar no exercício de sua vida cidadã.
Assim, o Documento Curricular do Estado do Pará se organiza a partir de eixos
estruturantes, subeixos e objetivos de aprendizagem em relação estrita com as habilidades e
competências da BNCC (BRASIL, 2017a) para possibilitar o desenvolvimento e aprendizagem nos
anos finais do Ensino Fundamental; e a partir da estrutura aqui definida tem-se:
O eixo ―O Espaço/Tempo e suas Transformações‖ constituído pelo subeixo ―Trabalho,
tecnologias e a transformação do espaço e da paisagem‖ que propõe um entendimento sobre a
concepção de Amazônia no que tange a território, a meio ambiente e a múltiplos usos e formas de
apropriação da região.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ que abrange o subeixo ―A linguagem
cartográfica como produção humana em diferentes tempos e espaços‖ em que a cartografia e os
documentos se constituem em meios de comunicação e/ou entendimento de um lugar com suas
dinâmicas e características.
O eixo ―Valores à Vida Social‖ composto pelo subeixo ―Participação social como garantia
de direitos, desenvolvimento e sustentabilidade‖ que traz uma discussão nas formas de apropriação
e nos usos do espaço amazônico, considerando a dinâmica demográfica e espacial, além do
entendimento sobre a necessidade do equilíbrio ecológico para a manutenção da vida a partir da
sustentabilidade.

267
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Essa discussão poderá contribuir para a construção de propostas pedagógicas que


possibilitem aos alunos a aprendizagem de atitudes para o consumo mais consciente e que
minimizem os impactos ao meio e colaborem para o bem-estar das gerações atuais, sem
comprometer a segurança das gerações futuras.
Ainda foi considerada, neste componente, a dignidade humana como um bem a ser
preservado, bem como discutir com os alunos a importância de adaptar os espaços coletivos para a
promoção de acessibilidades em atendimentos às diferentes necessidades.
E o eixo ―Cultura e Identidade‖ com o subeixo ―Identidade, espaço e cultura em diferentes
situações históricas e geográficas‖, possibilitando uma avaliação sobre a necessidade de
valorização dos diversos tipos de conhecimentos, sejam eles cientificamente validados ou não, o
que propicia destaque aos saberes popularmente construídos na Amazônia paraense.
A concepção de cultura e identidade, trazida pelo subeixo, assegura aos sujeitos
compreender a importância dos conhecimentos tradicionais e das atividades artísticas para a
valorização da identidade e cultura dos povos da Amazônia, reconhecendo os mitos, as crendices
populares relacionadas, por exemplo, à alimentação, bem como reconhecer os procedimentos
utilizados pelas populações tradicionais no cultivo de espécies amazônicas úteis à vida humana e a
importância dos recursos naturais amazônicas como fonte de matéria-prima para as atividades
industriais, inclusive de alimentos, de cosméticos e de medicamentos.
A construção do componente curricular Estudos Amazônicos teve ainda como base as
habilidades de Geografia e História do Ensino Fundamental Anos Finais da BNCC (BRASIL, 2017a),
isso porque propõem objetivos e até objetos de conhecimento acerca das características
histórico/geográficas da região; além do mais, são os profissionais licenciados em Geografia e/ou
História que estão habilitados para ministrarem Estudos Amazônicos nas escolas, e, portanto,
referências nas suas expertises para desenvolver o trabalho.
Vale ressaltar que, diante da necessidade de adentrar mais sobre o ensinamento dos
Estudos Amazônicos e por compor a parte diversificada do currículo estadual, este componente
curricular não apresenta habilidades especificas na Base, dessa foram criadas algumas habilidades
exclusivas para ele e estão devidamente identificadas com as inicias ―EA‖, seguido todos os outros
padrões correspondentes ao código alfanumérico apresentado na BNCC (BRASIL, 2017a).

268
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

ESTUDOS AMAZÔNICOS
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF06GE01) Comparar modificações das paisagens nos lugares de vivência e os usos desses
1.1Analisar o espaço geográfico Amazônico com lugares em diferentes tempos
base em noções de paisagem, lugar, território, (EF06GE02) Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedade, com
região, fronteira, territorialidade, identidade, destaque para os povos originários
natureza entre outros (EF06EA01PA) Analisar o espaço amazônico com base nas categorias geográficas e históricas
para o entendimento da região na perspectiva da dinâmica humana e da natureza
1.2 Compreender o domínio morfoclimático (EF06GE05) Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais
1. Trabalho,
Amazônico para reconhecer os principais recursos (EF06EA02PA) Identificar os elementos e fatores que caracterizam o clima Amazônico, tipos de
ESPAÇO/TEMPO E tecnologias e a
naturais da região e do Pará solo, relevo e formações vegetais da região
SUAS transformação do
(EF06GE04) Descrever o ciclo da água, comparando o escoamento superficial no ambiente
TRANSFORMAÇÕES espaço e da
paisagem urbano e rural, reconhecendo os principais componentes da morfologia das bacias e das redes
1.3 Reconhecer o potencial hídrico da Amazônia e
hidrográficas e a sua localização no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal
sua importância para os múltiplos usos
(EF06GE12) Identificar o consumo dos recursos hídricos e o uso das principais bacias
hidrográficas no Brasil e no mundo, enfatizando as transformações nos ambientes urbanos
1.4 Analisar na paisagem amazônica as (EF06GE06) Identificar as características das paisagens transformadas pelo trabalho humano a
manifestações das atividades econômicas e os partir do desenvolvimento da agropecuária e do processo de industrialização
processos históricos e socioespaciais dos diversos (EF06GE07) Explicar as mudanças na interação humana com a natureza a partir do surgimento
atores na região das cidades
(EF06GE08) Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas
1.1 Identificar a localização da Amazônia no Brasil
(EF06EA03PA) Reconhecer as representações cartográficas em diferentes escalas para melhor
e no espaço mundial
compreensão do espaço amazônico
1. A linguagem
(EF06GE09) Elaborar modelos tridimensionais, blocos-diagramas e perfis topográficos e de
LINGUAGEM E cartográfica como
1.2 Interpretar historicamente e/ou vegetação, visando à representação de elementos e estruturas da superfície terrestre
SUAS FORMAS produção humana
geograficamente fontes e documentos, bem como (EF06HI07) Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África, no
COMUNICATIVAS em diferentes tempos
e espaços os elementos cartográficos destacando sua Oriente Médio e nas Américas, distinguindo alguns significados presentes na cultura material e
importância na construção dos fatos históricos na tradição oral dessas sociedades
amazônicos (EF06HI02) Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das
fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas
(EF06HI05) Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes tipos
de sociedade, com destaque para os povos indígenas originários e povos africanos, e discutir a
natureza e a lógica das transformações ocorridas
1. Participação social 1.1 Analisar os diversos atores sociais da (EF06EA04PA) Explicar a relação sociedade-natureza no espaço amazônico ao longo da
como garantia de Amazônia com seus respectivos modos de vida história e as implicações econômicas, ambientais e socioespaciais a partir dos diferentes
VALORES À VIDA
direitos, para o entendimento das identidades como grupos humanos na região
SOCIAL
desenvolvimento e indígena, ribeirinha, quilombola e outros, bem (EF06GE10) Explicar as diferentes formas de uso do solo (rotação de terras, terraceamento,
sustentabilidade como a relação com a natureza amazônica aterros etc.) e de apropriação dos recursos hídricos (sistema de irrigação, tratamento e redes
de distribuição), bem como suas vantagens e desvantagens em diferentes épocas e lugares
(EF06EA05PA) Relacionar os diferentes processos de trabalho com as mudanças sociais e
econômicas ocorridas na Amazônia.

269
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF06GE11) Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na
distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as transformações da biodiversidade
local e do mundo
(EF06HI06) Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano
(EF06HI08) Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos,
1. Identidade, espaço
1.1 Descrever a presença das diferentes sociais e econômicos dos astecas, maias e incas e dos povos indígenas de diversas regiões
e cultura em
CULTURA E identidades na Amazônia ao longo da história para brasileiras
diferentes situações
IDENTIDADE a configuração de diversas territorialidades na (EF06HI04) Conhecer as teorias sobre a origem do homem americano
históricas e
região (EF06EA06PA) Reconhecer os diferentes modos de vida na Amazônia por meio das técnicas
geográficas
utilizadas na produção e organização do espaço ao longo da história e as consequências atuais
desse processo
ESTUDOS AMAZÔNICOS
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF07GE11) Caracterizar dinâmicas dos componentes físico-naturais no território nacional, bem
como sua distribuição e biodiversidade (Florestas Tropicais, Cerrados, Caatingas, Campos
1.1 Analisar o domínio morfoclimático Amazônico
Sulinos e Matas de Araucária)
para entender sua importância para a apropriação
(EF07EA01PA) Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico
dos recursos naturais
amazônico relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas ao longo do
tempo
(EF07HI02) Identificar conexões e interações entre as sociedades do Novo Mundo, da Europa,
da África e da Ásia no contexto das navegações e indicar a complexidade e as interações que
ocorrem nos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico
(EF07EA02PA) Discutir as guerras e os diversos interesses nela envolvidos, tomando por base
1.2 Explicar o processo histórico de ocupação e a política do Estado em sua expansão Territorial
formação do território Amazônico e Paraense para (EF07HI03) Identificar aspectos e processos específicos das sociedades africanas e
1. Trabalho, americanas antes da chegada dos europeus, com destaque para as formas de organização
compreender as ações do Estado colonial e pós-
ESPAÇO/TEMPO E tecnologias e a
colonial e suas repercussões nas formas e social e o desenvolvimento de saberes e técnicas
SUAS transformação do
processos espaciais na região e no lugar. (EF07HI06) Comparar as navegações no Atlântico e no Pacífico entre os séculos XIV e XVI
TRANSFORMAÇÕES espaço e da
(EF07GE01) Avaliar, por meio de exemplos extraídos dos meios de comunicação, ideias e
paisagem
estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil
(EF07EA03PA) Relacionar os movimentos de resistências na Amazônia e no Pará com a luta
por cidadania, a partir de diferentes visões de liberdade, nacionalidade e identidade
(EF07GE05) Analisar fatos e situações representativas das alterações ocorridas entre o período
mercantilista e o advento do capitalismo
(EF07GE07) Analisar a influência e o papel das redes de transporte e comunicação na
1.3 Explicar as características das dinâmicas dos
configuração do território brasileiro
fluxos de produção econômica na Amazônia
(EF07GE08) Estabelecer relações entre os processos de industrialização e inovação
relacionando aos diferentes atores sociais com
tecnológica com as transformações socioeconômicas do território brasileiro
seus respectivos modos de vida
(EF07HI14) Descrever as dinâmicas comerciais das sociedades americanas e africanas e
analisar suas interações com outras sociedades do Ocidente e do Oriente

270
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF07GE09) Interpretar e elaborar mapas temáticos e históricos, inclusive utilizando tecnologias


1.1 Identificar as diferentes formas de regionalizar
digitais, com informações demográficas e econômicas do Brasil (cartogramas), identificando
a Amazônia e o Pará.
1. A linguagem padrões espaciais, regionalizações e analogias espaciais
LINGUAGEM E cartográfica como (EF07GE10) Elaborar e interpretar gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas, com
1.2 Entender o significado da legenda e dos
SUAS FORMAS produção humana base em dados socioeconômicos das regiões brasileiras
símbolos que representam a paisagem, interpretar
COMUNICATIVAS em diferentes tempos (EF07EA04PA) Construir e interpretar gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas,
para extrair e elaborar informações históricas e
e espaços com base em dados ambientais, socioeconômicos da Amazônia e do Estado paraense
geográficas acerca do espaço amazônico e
(EF07HI11) Analisar a formação histórico-geográfica do território da América portuguesa por
paraense.
meio de mapas históricos
(EF07HI09) Analisar os diferentes impactos da conquista europeia da América para as
1.1 Analisar a presença do colonizador europeu e populações ameríndias e identificar as formas de resistência
dos africanos para a formação da população (EF07HI12) Identificar a distribuição territorial da população brasileira em diferentes épocas,
Amazônica e paraense considerando a diversidade étnico-racial e étnico-cultural (indígena, africana, europeia e
asiática)
(EF07EA05PA) Identificar os significados histórico-geográficos da relação de poder sobre a
Amazônia compreendendo as formas e os processos de organização da região e do Estado
1.2 Compreender a exploração econômica na (EF07GE02) Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação
Amazônia e no Pará no período colonial socioeconômica e territorial do Brasil, compreendendo os conflitos e as tensões históricas e
relacionando aos interesses e as formas de contemporâneas
ocupação do território (EF07HI16) Analisar os mecanismos e as dinâmicas de comércio de escravizados em suas
1. Participação social
diferentes fases, identificando os agentes responsáveis pelo tráfico e as regiões e zonas
como garantia de
VALORES À VIDA africanas de procedência dos escravizados
direitos,
SOCIAL (EF07EA06PA) Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na
desenvolvimento e
1.3 Compreender a produção da borracha como exploração dos recursos naturais e suas implicações socioeconômicas e ambientais na
sustentabilidade
um processo de exploração local de interesse Amazônia e no Pará
internacional e as implicações na organização do (EF07GE06) Discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de mercadorias
espaço amazônico e paraense provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, em diferentes
lugares
1.4 Comparar indicadores sociais e econômicos
(EF07GE04) Analisar a distribuição territorial da população brasileira, considerando a
nacionais, destacando a região Amazônica, bem
diversidade étnico-cultural (indígena, africana, europeia e asiática), assim como aspectos de
como o Estado do Pará e seus municípios para
renda, sexo e idade nas regiões brasileiras
entender a situação atual no contexto brasileiro
1.5 Reconhecer o potencial turístico dos
(EF07EA07PA) Identificar os fatores que contribuem para o desenvolvimento do turismo na
municípios paraenses como atividade econômica
região amazônica
dos lugares
(EF07GE03) Selecionar argumentos que reconheçam as territorialidades dos povos indígenas
1.1 Valorizar os patrimônios históricos,
originários, das comunidades remanescentes de quilombos, de povos das florestas e do
1. Identidade, espaço material/imaterial Amazônicos e paraenses,
cerrado, de ribeirinhos e caiçaras, entre outros grupos sociais do campo e da cidade, como
e cultura em reconhecendo inclusive os sítios arqueológicos.
CULTURA E direitos legais dessas comunidades
diferentes situações
IDENTIDADE 1.2 Analisar as comunidades do campo, indígenas,
históricas e (EF07HI12) Identificar a distribuição territorial da população brasileira em diferentes épocas,
quilombolas e ribeirinhas valorizando a importância
geográficas considerando a diversidade étnico-racial e étnico-cultural (indígena, africana, europeia e
para a diversificação étnica-cultural amazônica e
asiática)
paraense

271
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF07EA08PA) Selecionar argumentos que reconheçam as territorialidades dos povos


1.3 Reconhecer a cultura paraense através da
indígenas originários, das comunidades remanescentes de quilombos, de povos das florestas,
culinária, saberes e sabores, musicalidade, lendas
de ribeirinhos, entre outros grupos sociais do campo e da cidade, como direitos legais dessas
e outros a partir das diferentes identidades.
comunidades
ESTUDOS AMAZÔNICOS
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF08EA01PA) Explicar a inserção do espaço amazônico e do Pará a economia nacional
1.1. Analisar a reestruturação do espaço (Divisão Territorial do Trabalho) e global (Divisão Internacional do Trabalho) a partir da segunda
amazônico a partir da sua integração à escala metade do século passado
nacional e global pós1960 (EF08EA02PA) Analisar as implicações socioeconômicas, espaciais e ambientais a partir do
processo de inserção do espaço amazônico na economia nacional e global
1. Trabalho, 1.2. Analisar o processo de (re) organização do (EF08EA03PA) Explicar as estratégias estatais e políticas públicas territoriais voltadas para a
ESPAÇO/TEMPO E tecnologias e a espaço da circulação como resultado das reordenação do espaço amazônico
SUAS transformação do transformações do espaço da produção,
(EF08EA04PA) Analisar a influência e o papel das redes de transporte e comunicação na
TRANSFORMAÇÕES espaço e da relacionando-o a reconfiguração do espaço
configuração do território amazônico e suas implicações nas formas e processos espaciais
paisagem regional amazônico no contexto nacional pós 1960
1.3 Compreender as diferentes formas espaciais
dos meios urbano e rural, bem como dos
(EF08EA05PA) Identificar as diferentes formas e processos de ocupação do território
ribeirinhos, dos quilombolas e indígena para o
amazônico a partir das múltiplas territorialidades
entendimento da organização do espaço
amazônico pós 1950.
(EF08GE23) Identificar paisagens da América Latina e associá-las, por meio da cartografia, aos
1.1 Realizar leituras de imagens, de dados e de
diferentes povos da região, com base em aspectos da geomorfologia, da biogeografia e da
documentos de diferentes fontes de informação, de
climatologia
modo que interprete, analise e relacione
1. A linguagem (EF08HI19) Discutir o papel das culturas letradas, não letradas e artísticas na produção do
informações sobre o território amazônico.
LINGUAGEM E cartográfica como imaginário e das identidades no Brasil do século XIX
SUAS FORMAS produção humana 1.2 Construir gráficos e outras representações (EF08GE18) Elaborar mapas ou outras formas de representação cartográfica para analisar as
COMUNICATIVAS em diferentes tempos cartográficas sobre os indicadores sociais, redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de
e espaços crescimento tecnológico, atividades econômicas, vida e usos e ocupação de solos da África e América
fluxos populacionais, além das questões
(EF08EA06PA) Utilizar linguagem cartográfica para obter informações e representar as
socioespaciais e ambientais na Amazônia e no
espacialidades e as territorialidades na região amazônica
Estado Paraense, bem como em seus municípios.
(EF08GE16) Analisar as principais problemáticas comuns às grandes cidades latino-
1.1 Analisar os padrões de ocupação da Amazônia americanas, particularmente aquelas relacionadas à distribuição, estrutura e dinâmica da
e suas implicações na organização espacial das população e às condições de vida e trabalho
1. Participação social
cidades e dos fluxos na região (EF08GE17) Analisar a segregação socioespacial em ambientes urbanos da América Latina,
como garantia de
VALORES À VIDA com atenção especial ao estudo de favelas, alagados e zona de riscos
direitos,
SOCIAL
desenvolvimento e 1.2 Analisar as políticas territoriais implantadas na
sustentabilidade Amazônia pós 1950 para o entendimento da (EF08EA07PA) Explicar o papel do Estado no processo de reestruturação do espaço brasileiro
organização espacial local e regional na a partir das políticas de integração do território nacional pós – 1950
atualidade.

272
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF08EA08PA) Compreender a diversidade e os indicadores socioeconômicos brasileiros como


resultado do processo diferenciado de apropriação do território, destacando a Amazônica e
paraense
1.3 Reconhecer a dinâmica demográfica
(EF08GE16) Analisar as principais problemáticas comuns às grandes cidades latino-
amazônica e paraense, além da ação do Estado no
americanas, particularmente aquelas relacionadas à distribuição, estrutura e dinâmica da
enfrentamento de problemas de ordem econômico-
população e às condições de vida e trabalho
social e no que se refere aos fluxos populacionais
(EF08GE20) Analisar características de países e grupos de países da América e da África no
na região
que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as
desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua
apropriação e valoração na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos
(EF09GE11) Relacionar as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de
industrialização com as transformações no trabalho em diferentes regiões do mundo e suas
consequências no Brasil
1.4 Caracterizar as relações de trabalho, as
(EF08EA09PA) Identificar as relações sociais, econômicos e de produção nas sociedades
condições do trabalhador rural e urbano e os
Amazônicas
problemas sociais no campo e na cidade na
(EF08EA10PA) Identificar os níveis de convivência entre diferentes espaços sociais e
Amazônia e no Pará
econômicos de produção
(EF08EA11PA) Relacionar os diferentes processos de trabalho com as mudanças sociais e
econômicas ocorridas na Amazônia
(EF08HI27) Identificar as tensões e os significados dos discursos civilizatórios, avaliando seus
impactos negativos para os povos indígenas originários e as populações negras nas Américas
1.5 Compreender a importância dos movimentos
(EF08EA12PA) Identificar e analisar os movimentos de enfrentamento aos governos militares
sociais, culturais e ecológicos nas cidades e no
(EF08HI05) Explicar os movimentos e as rebeliões da América portuguesa, articulando as
campo na Amazônia e no Pará, na tentativa de
temáticas locais e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas Américas
resolução de problemas afins
(EF08EA13PA) Explicar os movimentos sociais como formas de resistência aos problemas de
acesso e exercício pleno da cidadania
(EF08GE04) Compreender os fluxos de migração na América Latina (movimentos voluntários e
forçados, assim como fatores e áreas de expulsão e atração) e as principais políticas
migratórias da região
1.1 Analisar e avaliar a dinâmica dos fluxos (EF08GE11) Analisar áreas de conflito e tensões nas regiões de fronteira do continente latino-
migratórios para a Amazônia considerando as americano e o papel de organismos internacionais e regionais de cooperação nesses cenários
implicações a partir das diferentes identidades (EF08EA14PA) Explicar a organização do espaço rural e urbano bem como o papel dos
1. Identidade, espaço culturais provenientes de tais fluxos diversos atores sociais envolvidos nos problemas agrários e urbanos da Amazônia
e cultura em (EF08EA15PA) Analisar a dinâmica populacional da região geoeconômica amazônica e suas
CULTURA E
diferentes situações implicações na organização do espaço rural e urbano
IDENTIDADE
históricas e
geográficas 1.2 Analisar o patrimônio material / imaterial e (EF08EA16PA) Identificar e aplicar a noção de biomas, ecorregiões e recursos naturais no
respeitar a sócio- diversidade e o bioculturalismo, entendimento do processo de produção do espaço geográfico das identidades amazônicas
reconhecendo-os como direitos dos povos e
indivíduos para o fortalecimento da democracia na
(EF08EA17PA) Relacionar os movimentos de resistências com a luta por cidadania, a partir de
Amazônia e no Pará
diferentes visões de liberdade, nacionalidade e identidade.

273
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

ESTUDOS AMAZÔNICOS
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Comparar o modo em que diferentes grupos
sociais se apropriam da natureza amazônica e (EF09EA01PA) Analisar de maneira crítica as interações das sociedades com o meio físico
paraense, bem como as implicações de tais formas amazônico e paraense, levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos
de apropriações
1.2 Conhecer as políticas adotadas pelo governo (EF09GE05) Analisar fatos e situações para compreender a integração mundial (econômica,
federal e a relação de exploração e dominação das política e cultural), comparando as diferentes interpretações: globalização e mundialização
populações nativas da Amazônia relacionada a (EF09EA02PA) Relacionar as mudanças, as permanências e as rupturas mentais com os
uma política globalizante processos de transformações nas diferentes sociedades
(EF09GE18) Identificar e analisar as cadeias industriais e de inovação e as consequências dos
1.3 Analisar as atividades industriais e de inovação
usos de recursos naturais e das diferentes fontes de energia (tais como termoelétrica,
e as consequências dos usos de recursos naturais
hidrelétrica, eólica e nuclear) em diferentes países
e das diferentes fontes de energia (tais como
(EF09EA03PA) Explicar e exemplificar como a globalização tem gerado transformações
termoelétrica, hidrelétrica e eólica) na Amazônia
econômicas, políticas, sociais e culturais que alteram a dinâmica espacial das diferentes
paraense
regiões do mundo contemporâneo, destacando a Amazônia
1. Trabalho,
(EF09GE13) Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial
ESPAÇO/TEMPO E tecnologias e a
ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à matéria-
SUAS transformação do
prima
TRANSFORMAÇÕES espaço e da
(EF09EA04PA) Caracterizar a dinâmica de produção e as formas de apropriação do espaço
paisagem
agrário sob o modo de produção capitalista e a sua relação com outras formas de produção
1.4 Analisar as atividades agropecuárias e de agrícola
extrativismo como formas de apropriação e uso do (EF09EA05PA) Explicar os principais problemas fundiários e ambientais verificados na região
solo na Amazônia e no Pará amazônica com diferentes níveis de desenvolvimento e modernização técnico-científica
(EF09EA06PA) Explicar as implicações do processo de modernização técnico-científica sobre a
dinâmica produtiva do campo e suas repercussões sócio-espaciais na Amazônia e no Pará
(EF09GE12) Relacionar o processo de urbanização às transformações da produção
agropecuária, à expansão do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital financeiro
em diferentes países, com destaque para o Brasil
1.5 Compreender o processo de implantação dos
grandes projetos na Amazônia e no Pará bem
(EF09EA07PA) Entender os fatores que produziram e produzem as transformações técnico-
como a análise das transformações socioculturais,
produtivas do espaço amazônico e paraense
econômicas e ambientais decorrentes desse
processo
1.1 Utilizar a linguagem gráfica para obter
(EF09HI28) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no
informações e representar a espacialidade dos
1. A linguagem início do século XXI
fenômenos históricos e geográficos
LINGUAGEM E cartográfica como
1.2 Interpretar indicadores sociais, crescimento (EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações
SUAS FORMAS produção humana
tecnológico, atividades econômicas, fluxos populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com
COMUNICATIVAS em diferentes tempos
populacionais, além das questões ambientais na diferentes projeções cartográficas
e espaços
Amazônia e no Estado Paraense, bem como em (EF09GE14) Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e
seus municípios em diferentes escalas, a partir de esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados

274
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

produções cartográficas e informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticas


mundiais
(EF09HI17) Identificar e analisar processos sociais, econômicos, culturais e políticos do Brasil a
1.1 Analisar as políticas territoriais implantadas na partir de 1946
Amazônia pós 1950 para o entendimento da (EF09EA08PA) Identificar e analisar as principais consequências espaciais do processo de
organização espacial local e regional na inserção do espaço paraense face à reestruturação recente da Amazônia
atualidade. (EF09EA09PA) Explicar e exemplificar estratégias estatais e políticas territoriais voltadas para a
reordenação de espaços locais no Pará
(EF07GE12) Comparar unidades de conservação existentes no Município de residência e em
outras localidades brasileiras, com base na organização do Sistema Nacional de Unidades de
1. Participação social
1.2 Analisar o conflito entre a degradação Conservação (SNUC)
como garantia de
VALORES À VIDA ambiental na Amazônia e no Pará e a necessidade (EF09EA10PA) Explicar como a interferência humana realizada de forma descontrolada e
direitos,
SOCIAL de preservação da natureza e do uso de seus predatória tem gerado fortes impactos ambientais na região amazônica
desenvolvimento e
recursos a partir da sustentabilidade (EF09EA11PA) Analisar a importância dos movimentos e das conferências mundiais sobre o
sustentabilidade
meio ambiente, analisando as consequências econômicas, ambientais e geopolíticas
ocasionadas pela mesma sobre a Amazônia
(EF07GE12) Comparar unidades de conservação existentes no Município de residência e em
1.3 Compreender a importância das Unidades de
outras localidades brasileiras, com base na organização do Sistema Nacional de Unidades de
Conservação e sua implantação na Amazônia,
Conservação (SNUC)
considerando a relação entre preservar e degradar
(EF09EA12PA) Analisar o processo de apropriação da natureza decorrente da produção
o domínio amazônico a população local, regional e
econômica de cada região e as repercussões sócio-espaciais causadas pelo modelo de
global
desenvolvimento imposto
(EF09HI03) Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-
abolição e avaliar os seus resultados
1.1 Entender as revoltas e a fuga para os (EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de
quilombos como forma de manutenção da compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às
liberdade e da sua cultura na Amazônia Paraense diferenças
(EF09EA13PA) Relacionar as vivências culturais e suas expressões nas artes e na literatura
1. Identidade, espaço como conformismo e/ou resistência
e cultura em 1.2 Refletir sobre as ações dos homens em
CULTURA E
diferentes situações sociedade e suas consequências no tempo e (EF09HI16) Relacionar a Carta dos Direitos Humanos ao processo de afirmação dos direitos
IDENTIDADE
históricas e espaço, a fim de que construam referências para fundamentais e de defesa da dignidade humana, valorizando as instituições voltadas para a
geográficas uma participação construtiva referente às questões defesa desses direitos e para a identificação dos agentes responsáveis por sua violação
sociais, culturais e ambientais
1.3 Analisar a importância do patrimônio material / (EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de
imaterial e respeitar a sócio- diversidade e o compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às
bioculturalismo, para a manutenção das diversas diferenças
territorialidades na região fortalecendo a (EF09EA13PA) Relacionar as vivências culturais e suas expressões nas artes e na literatura
democracia na Amazônia e no Pará como conformismo e/ou resistência

275
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.5 Área de Conhecimento: Ciências da Natureza

3.2.5.1 Componente Curricular: Ciências

ÁREA: CIÊNCIAS DA NATUREZA


COMPONENTE CURRICULAR
Ciências

O Ensino de Ciências no Brasil no início do século XX foi marcadamente constituído pelos


ideários positivistas e deterministas segundo os quais a Ciência, por seu caráter pragmático e
utilitarista, seria capaz de promover o bem-estar social. Como todo e qualquer fenômeno construído
sócio historicamente, esse campo experimentou nas últimas décadas mudanças conceituais e
metodológicas, reflexos do modo de pensar e de entender o papel da educação frente às demandas
da sociedade que naturalmente se modificam com o passar dos tempos.
Na década de 1930, por exemplo, em função da crescente industrialização pela qual
passava o Brasil, a escola organiza seus currículos na tentativa de preparar os estudantes para essa
demanda da sociedade. Cumpre essa função a Reforma Francisco Campos em 1931 28, quando o
ensino de Ciências, compreendido naquele momento, na forma de um conjunto de conhecimentos
repassados como verdades absolutas, passa a fazer parte do currículo escolar.
Na década de 1950, o uso crescente de tecnologias resultante ainda do processo de
industrialização, reforça a necessidade de uma educação que responda as demandas do mercado.
Nesse contexto, a Lei 4.024/61 (BRASIL, 1961) que objetivava preparar o indivíduo para mobilizar
conhecimentos científicos e uso de recursos tecnológicos por meio do ensino que valorizava a
reprodução do método científico, contribuiu para fortalecer de maneira mais significativa o ensino de
Ciências.
Com a LDB nº 5692/71 (BRASIL, 1971) e a redefinição da Educação Básica, prevalece o
ensino pela transmissão de conhecimentos acumulados e ainda caracterizado pelo seu caráter
neutro e inquestionável, constituído por conteúdos selecionados de acordo com sua relevância
técnico-científica.
Apresentados sem nenhuma conexão com a realidade, os conhecimentos físicos,
químicos, biológicos e geológicos eram ensinados em séries diferentes, de modo dogmático,

28Ver. BRASIL. Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. Decreto nº 19.890, de 18 de abril de
1931. Rio de Janeiro, 18 de abril de 1931.

276
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

acrítico, memorístico, centrado na transmissão de conceitos e definições, resultante ainda da forte


influência do pensamento racionalista (BRASIL, 1998a).
Essa perspectiva epistemológica começa a ser questionada por pesquisadores e
educadores do mundo inteiro que, influenciados pelos estudos culturais da Ciência, passam a
considerar a produção do conhecimento científico como um processo social, histórico e cultural.
Dessa forma, a década de 1980 é marcada por uma aproximação do ensino de Ciências com as
Ciências Humanas e Sociais, reforçando a concepção de Ciência enquanto construção humana e a
educação como fenômeno social e político.
Nesse contexto, evidencia-se a tendência pedagógica Ciência, Tecnologia e Sociedade
(CTS) que enfatiza conteúdos socialmente relevantes, decorrentes do modelo desenvolvimentista
que se tornou mundialmente hegemônico após a segunda guerra mundial.
Na década de 1990, a LDB 9394/96 (BRASIL, 1996) aponta para a necessidade de uma
reforma na Educação Básica e nesse cenário, destacam-se os PCN (BRASIL, 1998a); neles as
orientações para o ensino de Ciências reúnem princípios do sociointeracionismo e da tendência CTS
com relevância na formação da cidadania, na abordagem de questões sociais, na valorização dos
conhecimentos prévios e na avaliação diagnóstica.
Visando a superar a fragmentação do ensino, os PCN de Ciências Naturais apresentavam
os conteúdos distribuídos em quatro eixos temáticos: Vida e Ambiente, Ser Humano e Saúde,
Tecnologia e Sociedade e Terra e Universo. Também são indicados sete temas transversais a
serem contemplados como articuladores do ensino e da formação escolar: Ética, Saúde, Meio
Ambiente, Orientação Sexual, Pluralidade Cultural, Trabalho e Consumo.
A orientação dos conteúdos por meio de eixos e temas transversais objetivava contribuir
para a ligação entre diferentes saberes, possibilitando a interdisciplinaridade ao contemplar
conhecimentos biológicos, físicos, químicos, culturais, sociais e tecnológicos.
Por se configurar como uma proposta aberta e flexível, os PCN (BRASIL, 1998a) não
atribuíram a si mesmos um caráter normativo, pois caso o fizesse se sobreporia à competência dos
Estados e Municípios e desconsideraria a diversidade sociocultural das diferentes regiões do País,
além de comprometer a autonomia de professores e equipes pedagógicas na elaboração dos
currículos regionais, conforme dispõe o Parecer CNE/CEB nº 3/97.

Os PCN´s não dispensam a necessidade de formulação de diretrizes


curriculares nacionais que deverão fundamentar a fixação de conteúdos

277
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

mínimos e a base nacional comum dos currículos, em caráter obrigatório


para todo o território nacional, nos termos do Artigo 26 da Lei no 9394/96
(BRASIL, 1997c, p. 280).

Em 2014, no Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pela Lei nº 13.005/2014


(BRASIL, 2014a), alguns termos que nortearão a BNCC passam a constar nos documentos oficiais
com destaque para os direitos e objetivos de aprendizagem para os alunos do Ensino Fundamental.
Com a mudança introduzida na LDB pela Lei nº 13.415/2017, os termos ―direitos e objetivos de
aprendizagem‖ tornam-se equivalentes as expressões ―competências e habilidades‖, conforme o
parecer homologado pela Portaria nº 1.570 do MEC/CNE (BRASIL, 2017b).
Assim, tanto o ensino de Ciências quanto as demais áreas de conhecimento passam a
contribuir para os saberes que os alunos devem aprender na Educação Básica, ou seja, direitos e
objetivos de aprendizagem, bem como a capacidade desses alunos de mobilizar e aplicar esses
conhecimentos em situações cotidianas, isto é, o desenvolvimento de competências e habilidades.
O documento apresentado dialoga com as prerrogativas pontuadas quando estrutura o seu
Currículo considerando os objetivos de aprendizagem e as habilidades que devem ser
desenvolvidas ao longo dos nove anos do Ensino Fundamental, destacando ainda que essa mesma
estrutura curricular é organizada de modo a contemplar as oito competências especificas da Área de
Ciências da Natureza, destacadas no final desse texto, que estão relacionadas às dez competências
gerais apontadas na BNCC (BRASIL, 2017a).
Cada competência é constituída por um conjunto de habilidades que expressam as
aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos
escolares e, no caso específico de Ciências da Natureza, propiciar a necessária alfabetização
científica para o cidadão deste tempo, inserido em um contexto caracterizado pelo crescente
desenvolvimento científico-tecnológico.
Para tanto, é necessário um corte epistemológico que busque romper com o velho
paradigma; isso implica desfazer equívocos nas visões de ciência e tecnologia como aqueles
relacionados à visão descontextualizada e socialmente neutra da atividade científico-tecnológica, a-
problemática e a-histórica do método científico e, também, à concepção de que o conhecimento
cientificamente produzido e ensinado deva ser fragmentado, especializado, segregado e isolado
dentro das disciplinas (MORAES, 2003).

278
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Um novo paradigma propõe uma aprendizagem significativa que ocorre pela complexidade
das interações entre os diversos sujeitos envolvidos no processo, seus contextos históricos e
sociais, sua relação com o mundo e com as pessoas (MORIN, 2013).
Uma das funções da escola é preparar o estudante para o exercício consciente da
cidadania, socialmente comprometido e atuante no espaço em que está inserido, para tanto é
importante pensar um currículo nas Ciências da Natureza que venha contribuir para o
desenvolvimento integral do aluno.
Desse modo, é importante compreender o aluno dentro de uma perspectiva mais ampla e
singular, considerando os aspectos intelectuais, afetivos, sociais, culturais e relacionais, em sua
aprendizagem, posto que o estudante

É um ser humano que está desenvolvendo uma atividade complexa e que nesse
processo está se apropriando, ao mesmo tempo, de um determinado objeto de
conhecimento cultural e se formando como sujeito cultural. Isso significa que é
impossível homogeneizar os alunos, é impossível desconsiderar sua história de
vida, seus modos de viver, suas experiências culturais, e dar um caráter de
neutralidade aos conteúdos, desvinculando-os do contexto sócio-histórico que os
gestou (GIROTTO, 2006, p. 34).

Para tanto, propõe-se pensar em propostas que valorize a interdisciplinaridade dos


conhecimentos, trabalhando temas ou eixos estruturantes que organizem o currículo e que visem ao
protagonismo do estudante como sujeito ativo na sua aprendizagem, que trate de ―ensinar o aluno a
aprender, a encontrar o nexo, a estrutura, o problema que vincula a informação e que permite
aprender‖ (HERNÁNDEZ; VENTURA, 1998, p. 66).
Ao se pensar uma diretriz curricular nas Ciências da Natureza, deve-se levar em
consideração a construção de um documento que valorize tanto um ensino globalizante, quanto os
conhecimentos locais, que estejam próximos à realidade do estudante, contextualizados à sua vida
social, valorizando seus interesses e estimulando sua curiosidade, para que os conhecimentos
construídos em sala de aula produzam sentidos para esses sujeitos.
Nessa perspectiva, propõe-se a estruturação do currículo da área de Ciências da Natureza
a partir de eixos estruturantes, subeixos e objetivos de aprendizagem, aos quais os conteúdos
devem se vincular, para possibilitar o desenvolvimento de habilidades e competências ao longo dos
anos que compõem o Ensino Fundamental.
Para o desenvolvimento do trabalho pedagógico na área de Ciências da Natureza, bem
como nas demais áreas de conhecimento no Ensino Fundamental, foram definidos quatro grandes

279
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

eixos estruturantes que se relacionam com os objetos de estudo de cada componente da matriz
curricular, resultantes da produção humana no decorrer dos tempos e nos diversos contextos
socioculturais.
Esses eixos estruturantes se subdividem em subeixos que, por sua vez, desencadeiam os
objetivos de aprendizagem e as habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos.
O eixo ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖ é constituído pelos subeixos (1) Vida,
Ambiente e suas interações; (2) Ser humano, Ambiente e Saúde; e (3) Terra e universo, possibilitará
a compreensão da natureza como um todo dinâmico, tendo os seres vivos e, em particular, o ser
humano como parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive, bem como
reconhecer o funcionamento do corpo humano, considerando as suas transformações e os efeitos
resultantes de substâncias prejudiciais à saúde; o eixo contempla ainda a compreensão do sistema
solar, a composição da Terra, os fenômenos atmosféricos e suas influências na dinâmica da vida.
―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ representa o segundo eixo da estrutura
curricular proposta, sendo formado pelos subeixos (1) Educação, Ciência, Tecnologia e
comunicação a serviço da vida; e (2) Transferência, Processamento e Armazenamento de
informações; por representar um instrumento de comunicação, a linguagem é a manifestação das
diferentes culturas que compõem a diversidade da sociedade brasileira.
Embora o documento sinalize para apropriação de conhecimentos cientificamente
validados, é importante ressaltar a necessidade de reconhecer outras formas de conhecimentos e
linguagens construídos em diferentes contextos sócio-históricos; dessa forma, considera-se
necessário compreender o uso social da linguagem cientifica e para tanto reconhecer que as
abordagens metodológicas, precisam ser contextualizadas com aspectos sócio-científicos por meio
de práticas e atitudes, que possibilitem a compreensão entre ciência, tecnologia e sociedade.
O conhecimento científico, historicamente construído, sempre esteve ligado às atividades
acadêmicas, tornando-o distante da cultura popular, assim para que o mesmo se torne parte dessa
cultura é necessário que o mesmo contribua para a solução de problemas cotidianos, assumindo
importância nesse sentido, os meios informais de divulgação cientifica, como jornais, revistas,
programas televisivos e outras mídias.
Cumpre importante papel nessa divulgação da ciência, precisamente no campo escolar,
programas de Educomunicação, por favorecer uma interação entre comunicação e educação, como

280
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

campo de diálogo, contribuindo para o exercício da cidadania, por meio de debates envolvendo
ciência, tecnologia, sociedade e ambiente.
O terceiro eixo deste Documento Curricular apresenta o tema ―Valores à Vida Social‖
constituído pelos subeixos (1) Sustentabilidade e recursos naturais; e (2) Dignidade humana, corpo e
saúde. Discutir os fundamentos do desenvolvimento sustentável é possibilitar ao sujeito
compreender a necessidade do equilíbrio ecológico para a manutenção da vida.
Essa discussão poderá contribuir para que os sujeitos desenvolvam certas habilidades,
levando-os a construção de propostas para um consumo mais consciente e práticas que minimizem
impactos ao meio, como o descarte adequado de produtos tecnológicos, a reutilização ou reciclagem
de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana e outras ações individuais e/ou coletivas
favorecedoras do uso racional do meio e que colaborem para o bem estar das gerações atuais, sem
comprometer a segurança de gerações futuras.
Ainda nesse eixo, considerando a dignidade humana como um bem a ser preservado,
recomenda-se discutir a necessidade de adaptações dos espaços coletivos para promoção de
acessibilidades em atendimentos de diferentes necessidades. Dessa forma, é oportunizado aos
sujeitos reconhecer a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às
diferenças.
―Cultura e Identidade‖ corresponde ao quarto e último eixo da estrutura curricular proposta
neste documento, formado pelos subeixos (1) Conhecimentos tradicionais e ambientes amazônicos;
e (2) Espécies amazônicas e seu aproveitamento na saúde e na economia. Esse eixo reflete a
necessidade de valorização dos diversos tipos de conhecimentos, sejam eles cientificamente
validados ou não, o que nos possibilita destacar os saberes popularmente construídos.
Essa concepção oportuniza aos sujeitos o reconhecimento dos saberes populares, que
transmitidos ao longo das gerações passam a fazer parte da cultura dos povos amazônicos locais.
Tal concepção dialoga com o que preconiza Chassot (2008) quando defende o resgaste dos saberes
populares, tornando-os saberes escolares.
Essa concepção assegura aos sujeitos, compreender a importância dos conhecimentos
tradicionais e das atividades artísticas para a valorização da identidade e cultura dos povos da
Amazônia, reconhecendo os mitos, as crendices populares relacionadas, por exemplo, à
alimentação, bem como reconhecer os procedimentos utilizados pelas populações tradicionais no

281
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

cultivo de espécies amazônicas úteis à vida humana e a importância das espécies amazônicas como
fonte de matéria prima para indústria de alimentos, de cosméticos e de medicamentos.
A organização acima descrita proporcionará aos sujeitos envolvidos no processo, mobilizar
conhecimentos relativos aos tópicos de ciências, necessários para o desenvolvimento das
competências específicas apontadas na Base (BRASIL, 2017a).
Finalmente, a partir dessa organização, disponibiliza-se para toda a comunidade o
Documento Curricular que deverá nortear o ensino no estado do Pará, resultado da construção
coletiva em que cada área/componente curricular indica os objetivos de aprendizagem e as
habilidades que serão desenvolvidas pelos sujeitos que os mobilizarão de forma contextualizada e
interdisciplinar, possibilitando o desenvolvimento das competências indicadas pela BNCC (BRASIL,
2017a).

282
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

CIÊNCIAS
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a
sucessão de dias, semanas, meses e anos
(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de
seres humanos e de outros seres vivos
(EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra
projetada
1.1 Compreender e analisar a
(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície
composição do ambiente natural
(água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.)
(EF03CI07) Identificar características da Terra (como seu formato esférico, a presença de água, solo etc.),
com base na observação, manipulação e comparação de diferentes formas de representação do planeta
(mapas, globos, fotografias etc.)
(EF03CI08) Observar, identificar e registrar os períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol, demais estrelas,
Lua e planetas estão visíveis no céu
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano,
discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente
(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da
vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado,
1.2 Compreender e analisar a
destacando os materiais tipicamente utilizados na cultura amazônica (cuia de tacaca, brinquedos de miriti,
natureza como um todo dinâmico,
ESPAÇO/TEMPO E artesanatos marajoaras e tapajônicos etc.)
1. Vida, Ambiente e tendo o ser humano como parte
SUAS (EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em
suas interações integrante e agente de
TRANSFORMAÇÕES vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.)
transformações do mundo em que
(EF03CI09) Comparar diferentes amostras de solo do entorno da escola com base em suas características
vive
(cor, textura, cheiro, tamanho das partículas, permeabilidade etc.), enfatizando particularidades do solo
amazônico
(EF03CI10) Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, dentre outras
possibilidades), reconhecendo a importância do solo para a agricultura e para a vida
(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se
desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem,
reconhecendo as espécies nativas da região amazônica
(EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral
(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função
1.3 Reconhecer, analisar e
desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres
associar os principais grupos de
vivos
seres vivos aos ambientes em que
(EF03CI04) Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se
são encontrados no planeta Terra
deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo, destacando os animais do bioma amazônico
(EF03CI05) Descrever e comunicar as alterações desde o nascimento que ocorrem em animais de diferentes
meios terrestres ou aquáticos, inclusive o homem
(EF03CI06) Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns
(presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.)

283
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.4 Compreender a importância da (EF02CI01PA) Identificar os diferentes usos do solo, da água e do ar, e a importância de tais elementos para a
água, do ar e do solo para a manutenção da vida.
existência de vida na terra, e os
(EF03CI03PA) Adotar medidas preventivas em relação às doenças veiculadas pela água, ar e solo, com
fatores e elementos que podem
ênfase nas doenças endêmicas da região amazônica
torná-los fontes de doenças.
2.1 Perceber e analisar o corpo (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e
humano para se discutir a explicar suas funções
importância da adoção de hábitos (EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer,
saudáveis de higiene pessoal escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde
(EF03CI01PA) Comparar diferentes tipos de alimentos usados pelos seres humanos, identificando aqueles
2.2 Compreender e reconhecer a
adequados à manutenção da vida e a uma dieta saudável
importância da boa alimentação
(EF03CI02PA) Discutir a adoção de hábitos alimentares saudáveis para a manutenção da saúde humana
para o ser humano
tomando como base os alimentos consumidos no cotidiano
(EF03CI01) Produzir diferentes sons a partir da vibração de variados objetos e identificar variáveis que influem
2. Ser humano, nesse fenômeno
Ambiente e Saúde 2.3 Perceber e associar a relação (EF03CI02) Experimentar e relatar o que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes
entre os órgãos do sentido e o (copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na
ambiente intersecção com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas e outros objetos de uso cotidiano)
(EF03CI03) Discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde auditiva e visual considerando as
condições do ambiente em termos de som e luz
2.4 Perceber a necessidade da
adoção de atitudes de segurança
(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e
no manuseio de materiais que
inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza e medicamentos etc.)
podem causar acidentes
domésticos
1.1 Reconhecer o uso da
1. Educação, Ciência,
tecnologia na exploração dos (EF03CI04PA) Identificar diferentes tipos de tecnologias utilizadas pelo homem, explicando a sua utilização na
Tecnologia e
recursos naturais, considerando exploração de recursos do ambiente, considerando que o descarte inadequado de produtos tecnológicos pode
comunicação a serviço
LINGUAGEM E que sua utilização pode interferir acarretar impactos ambientais
da vida
SUAS FORMAS no equilíbrio ambiental
COMUNICATIVAS 2. Transferência,
2.1 Compreender a importância
Processamento e (EF02CI02PA) Identificar equipamentos associados com as tecnologias de informação, reconhecendo a sua
das tecnologias como meios de
Armazenamento de importância como instrumento para a aquisição e armazenamento de conhecimentos
informação e comunicação
informações
1.1 Compreender a importância de
conservar o ambiente, por meio do
1. Sustentabilidade e (EF03CI05PA) Desenvolver hábitos e atitudes que contribuam para a conservação do meio natural,
uso racional dos recursos
recursos naturais considerando a sua importância na manutenção da saúde humana
disponíveis, tendo em vista a
VALORES À VIDA
preservação da saúde humana
SOCIAL
2.1 Reconhecer a diversidade
2. Dignidade humana, humana expressa por meio de (EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da
corpo e saúde diferenças físicas, valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças
comportamentais e cognitivas

284
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.1 Compreender a importância


dos conhecimentos tradicionais (EF03CI06PA) Reconhecer os saberes populares locais como forma de valorizar o conhecimento tradicional,
para a preservação da cultura dos preservando a diversidade das tradições e a cultura local
povos da Amazônia
1.2 Reconhecer a importância dos
1. Conhecimentos
CULTURA E recursos naturais da Amazônia (EF03CI07PA) Valorizar a diversidade amazônica, reconhecendo-a como fonte de uso medicinal, artesanal,
tradicionais e ambiente
IDENTIDADE como fatores que contribuem para cosmético e industrial
amazônico
a diversificação economia regional
1.3 Compreender a importância
das atividades artísticas para a (EF03CI08PA) Reconhecer a importância de preservar as tradições e a cultura local, considerando as diversas
valorização da identidade e cultura expressões artísticas desenvolvidas na região
dos povos da Amazônia
CIÊNCIAS
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF04CI01) Identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis,
reconhecendo sua composição
1.1 Verificar as transformações
(EF04CI02) Testar e relatar transformações nos materiais do dia a dia quando expostos a diferentes
1. Vida, Ambiente e que ocorrem na matéria,
condições (aquecimento, resfriamento, luz e umidade)
suas interações considerando suas propriedades
(EF04CI03) Concluir que algumas mudanças causadas por aquecimento ou resfriamento são reversíveis
físicas e químicas
(como as mudanças de estado físico da água) e outras não (como o cozimento do ovo, a queima do papel
etc.)
(EF04CI04) Analisar e construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres
vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos
2.1 Perceber e analisar as (EF04CI05) Descrever e destacar semelhanças e diferenças entre o ciclo da matéria e o fluxo de energia entre
interações entre os diferentes os componentes vivos e não vivos de um ecossistema, utilizando como exemplos ecossistemas amazônicos
ESPAÇO/TEMPO E 2. Ser humano, grupos de seres vivos e suas (EF04CI06) Relacionar a participação de fungos e bactérias no processo de decomposição, reconhecendo a
SUAS Ambiente e Saúde relações com o ambiente, em importância ambiental desse processo
TRANSFORMAÇÕES particular aquelas relacionadas à (EF04CI07) Verificar a participação de microrganismos na produção de alimentos, combustíveis,
saúde humana medicamentos, entre outros
(EF04CI08) Propor, a partir do conhecimento das formas de transmissão de alguns microrganismos (vírus,
bactérias e protozoários) atitudes e medidas adequadas para prevenção de doenças a eles associadas
3.1 Compreender a interação entre (EF04CI09) Identificar os pontos cardeais, com base no registro de diferentes posições relativas do Sol e da
o sistema solar, seus constituintes sombra de uma vara (gnômon)
e suas especificações, (EF04CI10) Comparar as indicações dos pontos cardeais resultantes da observação das sombras de uma
reconhecendo a alternância entre vara (gnômon) com aquelas obtidas por meio de uma bússola
3. Terra e universo
dia e noite e das estações do ano,
como consequência dos (EF04CI11) Associar os movimentos cíclicos da Lua e da Terra a períodos de tempo regulares e ao uso desse
movimentos de rotação e conhecimento para a construção de calendários em diferentes culturas
translação da terra
INGUAGEM E SUAS 1. Educação, Ciência, 1.1 Compreender o uso da (EF04CI01PA) Manipular dispositivos eletrônicos capazes de executar a função de armazenamento e
FORMAS Tecnologia e tecnologia como meio para suprir pesquisa de informações (celulares, tablets, computadores, etc...) que contribuam para a promoção da
COMUNICATIVAS comunicação a serviço as necessidades humanas, qualidade de vida

285
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

da vida relacionando-a a pesquisa, (EF04CI02PA) Reconhecer a importância da tecnologia para a pesquisa e divulgação de conhecimentos úteis
armazenamento e divulgação de à prevenção e tratamento de doenças bem como para a qualidade ambiental (no beneficiamento de alimentos,
informações solo, água e ar)
1.1 Discutir a necessidade de
adaptações dos espaços coletivos (EF04CI03PA) Reconhecer os espaços que estão inadequados às diferentes necessidades e propor medidas
para promover condições de para a remoção de barreiras físicas e arquitetônicas, a fim de promover o acesso, amplo e irrestrito, com
acessibilidade em atendimento às segurança e autonomia de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida
diferentes necessidades
1.2 Compreender a existência de
VALORES À VIDA 1. Dignidade humana,
diferentes linguagens (braile, libras
SOCIAL corpo e saúde
etc.) e a importância de seu uso (EF04CI04PA) Identificar as diferentes formas de comunicação utilizadas por surdos, cegos e outras
para viabilizar a comunicação com deficiências e propor a construção de materiais concretos a partir das diferentes formas de linguagens (braile,
pessoas portadores de deficiência, libras etc.) para facilitar a comunicação e socialização dos portadores de deficiências no ambiente escolar e
diminuindo as barreiras de social.
comunicação com os portadores
destas deficiências
1.1 Conhecer os saberes (EF04CI05PA) Reconhecer, por meio dos saberes populares, a importância do uso de plantas medicinais da
populares relacionados ao Amazônia como formas alternativas para o tratamento de doenças.
tratamento de doenças oriundas
(EF04CI06PA) Identificar tipos de plantas medicinais amazônicas, seus principais efeitos e indicações de
de práticas curativas presentes no
1. Conhecimentos tratamento terapêutico.
CULTURA E contexto amazônico
tradicionais e ambiente
IDENTIDADE 1.2 Refletir sobre os mitos e (EF04CI07PA) Reconhecer as diversas práticas provenientes dos povos tradicionais amazônicos relacionadas
amazônico
crendices populares amazônicos ao tratamento de doenças (banhos de ervas, unguento de plantas, partes de animais etc.)
utilizados para a preservação
ambiental e tratamento de (EF04CI08PA) Conhecer as lendas relacionadas com o cuidado e preservação do ambiente amazônico.
doenças
CIÊNCIAS
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
1.1 Analisar as transformações
(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como
1. Vida, Ambiente e que ocorrem na matéria,
densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças
suas interações considerando suas propriedades
mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras
físicas e químicas
(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são
considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das
ESPAÇO/TEMPO E
funções desses sistemas
SUAS
2.1 Compreender o funcionamento (EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes
TRANSFORMAÇÕES
2. Ser humano, dos sistemas que compõem o pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos
Ambiente e Saúde corpo humano e suas interações (EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares
com o meio físico (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a
manutenção da saúde do organismo
(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição, etc.) entre crianças
e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade

286
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

física etc.)
(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e
3.1 Compreender a interação entre
aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite
o sistema solar, seus constituintes
(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da
e suas especificações,
Terra
reconhecendo a alternância entre
3. Terra e universo (EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das
dia e noite e das estações do ano,
formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses
como consequência dos
(EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para
movimentos de rotação e
observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e
translação da terra
discutir usos sociais desses dispositivos
1.1 Relacionar os prejuízos (EF05CI01PA) Discutir os impactos produzidos pelo descarte inadequado do lixo tecnológico, considerando os
causados ao ambiente ao descarte problemas que este descarte pode provocar no ambiente
inadequado dos produtos (EF05CI02PA) Relacionar os componentes que entram na composição dos equipamentos eletrônicos
1. Educação, Ciência, tecnológicos descartados inadequadamente aos prejuízos que podem causar à saúde humana
LINGUAGEM E
Tecnologia e 1.2 Conhecer as tecnologias em
SUAS FORMAS
comunicação a serviço educação e refletir de forma crítica
COMUNICATIVAS
da vida sobre as implicações do avanço (EF05CI03PA) Discutir sobre segurança digital e avaliar formas de proteção de dados pessoais para formar
da tecnologia digital sobre a vida cidadãos digitais responsáveis, praticando o pensamento crítico e ter bons hábitos de privacidade
das pessoas no mundo
contemporâneo
(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo
1.1 Perceber e avaliar à hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento
importância da água para a vida, de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais)
identificando seus diferentes usos (EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do
VALORES À VIDA 1. Sustentabilidade e (na alimentação, higiene, ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico
SOCIAL recursos naturais agricultura, indústria dentre outras (EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir
possibilidades), suas fontes, seu e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos
processamento e os prejuízos (EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas
causados pelo seu desperdício para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida
cotidiana
1.1 Compreender a importância (EF05CI04PA) Reconhecer a importância de preservar a biodiversidade amazônica incentivando a exploração
1. Espécies
das espécies amazônicas como sustentável das espécies com potencial econômico
amazônicas e seu
fonte de matéria prima para
aproveitamento na (EF05CI05PA) Identificar os impactos ambientais e sociais decorrentes da utilização de espécies amazônicas
indústria de alimentos, de
saúde e na economia na indústria de cosméticos e medicamentos
cosméticos e de medicamentos
2.1 Associar as características dos
CULTURA E
ecossistemas amazônicos com os
IDENTIDADE
diferentes modos de vida das
2. Conhecimentos (EF05CI06PA) Identificar os modos de vida das comunidades amazônicas em diferentes ecossistemas (por
comunidades que a compõe
tradicionais e ambiente exemplo, casa de palafitas em áreas com variação do nível das águas; ocas em aldeias localizadas em
valorizando as culturas
amazônico capoeiras; casas de barro/tabatinga em áreas com terreno argiloso, etc.)
representadas nas moradias
construídas

287
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CIÊNCIAS
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
1.1 Estabelecer diferenças entre (EF06CI01) Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal,
substâncias e misturas de água e óleo, água e areia etc.)
substâncias, analisando os (EF06CI02) Identificar evidências de transformações químicas a partir do resultado de misturas de materiais
1. Vida, Ambiente e materiais formados por uma ou que originam produtos diferentes dos que foram misturados (mistura de ingredientes para fazer um bolo,
suas interações mais substâncias, os diferentes mistura de vinagre com bicarbonato de sódio etc.)
processos de separação de (EF06CI03) Selecionar métodos mais adequados para a separação de diferentes sistemas heterogêneos a
misturas, reconhecendo o uso partir da identificação de processos de separação de materiais (como a produção de sal de cozinha, a
cotidiano desses materiais destilação de petróleo, entre outros)
(EF06CI05) Explicar a organização básica das células e seu papel como unidade estrutural e funcional dos
seres vivos
2.1 Compreender o funcionamento
(EF06CI06) Concluir, com base na análise de ilustrações e/ou modelos (físicos ou digitais), que os organismos
do corpo humano analisando os são um complexo arranjo de sistemas com diferentes níveis de organização
sistemas que o compõe,
(EF06CI07) Justificar o papel do sistema nervoso na coordenação das ações motoras e sensoriais do corpo,
discutindo as alterações que o uso
2. Ser humano, com base na análise de suas estruturas básicas e respectivas funções
de drogas lícitas e ilícitas podem
Ambiente e Saúde (EF06CI08) Explicar a importância da visão (captação e interpretação das imagens) na interação do
promover no organismo,
organismo com o meio e, com base no funcionamento do olho humano, selecionar lentes adequadas para a
considerando ainda as
correção de diferentes defeitos da visão
consequências no âmbito social
(EF06CI09) Deduzir que a estrutura, a sustentação e a movimentação dos animais resultam da interação entre
que as drogas podem provocar
ESPAÇO/TEMPO E os sistemas muscular, ósseo e nervoso
SUAS (EF06CI10) Explicar como o funcionamento do sistema nervoso pode ser afetado por substâncias psicoativas
TRANSFORMAÇÕES (EF06CI01PA) Reconhecer o criacionismo como uma interpretação para a origem do universo e descrever o
3.1 Compreender as diferentes Big Bang como a teoria cientificamente aceita
teorias sobre a origem do universo (EF06CI11) Identificar as diferentes camadas que estruturam o planeta Terra (da estrutura interna à
e a formação do sistema solar, atmosfera) e suas principais características
descrevendo a composição da (EF06CI12) Identificar diferentes tipos de rocha, relacionando a formação de fósseis a rochas sedimentares
Terra e de sua atmosfera em diferentes períodos geológicos
(EF06CI13) Selecionar argumentos e evidências que demonstrem a esfericidade da Terra
(EF06CI14) Inferir que as mudanças na sombra de uma vara (gnômon) ao longo do dia em diferentes períodos
3.2 Analisar os movimentos de
do ano são uma evidência dos movimentos relativos entre a Terra e o Sol, que podem ser explicados por meio
rotação e translação e suas
3. Terra e universo dos movimentos de rotação e translação da Terra e da inclinação de seu eixo de rotação em relação ao plano
consequências
de sua órbita em torno do Sol
3.3 Reconhecer os diversos
(EF06CI02PA) Identificar as causas que geram os movimentos das massas de ar, as correntes marinhas, as
fatores que contribuem para a
alterações climáticas nas diferentes estações do ano, com enfoque para as peculiaridades climáticas da
formação dos diferentes tipos de
região amazônica
climas
3.4 Discutir as condições
necessárias para a presença de (EF06CI03PA) Identificar os gases presentes na atmosfera primitiva e a mudança na composição desta
vida na Terra atmosfera após o surgimento dos seres fotossintéticos

288
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.1 Compreender a ciência e a


Educação, Ciência,
LINGUAGEM E tecnologia como processos que
Tecnologia e (EF06CI04) Associar a produção de medicamentos e outros materiais sintéticos ao desenvolvimento científico
SUAS FORMAS geram conhecimentos e produtos
comunicação a serviço e tecnológico, reconhecendo benefícios e avaliando impactos socioambientais
COMUNICATIVAS necessários ao desenvolvimento
da vida
sustentável
1.1 Compreender que a ação (EF06CI04PA) Reconhecer perturbações ambientais, identificando propostas de intervenção no ambiente, que
VALORES À VIDA 1. Sustentabilidade e humana, na produção de bens e considere a utilização sustentável da biodiversidade com enfoque na região amazônica
SOCIAL recursos naturais serviços, pode resultar em (EF06CI05PA) Associar o uso sustentável dos recursos naturais às condições necessárias para a
degradação ambiental sobrevivência humana e manutenção da qualidade de vida
1.1 Reconhecer os procedimentos
1. Conhecimentos
CULTURA E utilizados pelas populações (EF06CI06PA) Identificar a importância dos fatores abióticos (temperatura, índice pluviométrico, luminosidade/
tradicionais e ambiente
IDENTIDADE tradicionais no cultivo de espécies radiação solar) na preparação do solo para o cultivo de espécies nativas
amazônico
amazônicas úteis à vida humana
CIÊNCIAS
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
1.1 Compreender e analisar a
estrutura e funcionamento dos (EF07CI07) Caracterizar os principais ecossistemas brasileiros quanto à paisagem, à quantidade de água, ao
ecossistemas, descrevendo as tipo de solo, à disponibilidade de luz solar, à temperatura, etc., correlacionando essas características à flora e
interações dos seres vivos com o fauna específicas, com destaque para o bioma amazônico
ambiente em que vivem
(EF07CI01) Discutir a aplicação, ao longo da história, das máquinas simples e propor soluções e invenções
para a realização de tarefas mecânicas cotidianas.
1.2 Reconhecer os diferentes usos
1. Vida, Ambiente e (EF07CI03) Utilizar o conhecimento das formas de propagação do calor para justificar a utilização de
de máquinas simples e térmicas
suas interações determinados materiais (condutores e isolantes) na vida cotidiana, explicar o princípio de funcionamento de
presentes no cotidiano,
alguns equipamentos (garrafa térmica, coletor solar etc.) e/ou construir soluções tecnológicas a partir desse
relacionando-as ao contexto
conhecimento
histórico de sua criação,
(EF07CI04) Avaliar o papel do equilíbrio termodinâmico para a manutenção da vida na Terra, para o
fundamentações teóricas e
ESPAÇO/TEMPO E funcionamento de máquinas térmicas e em outras situações cotidianas
impactos ambientais resultantes
SUAS (EF07CI05) Discutir o uso de diferentes tipos de combustível e máquinas térmicas ao longo do tempo, para
de sua utilização
TRANSFORMAÇÕES avaliar avanços, questões econômicas e problemas socioambientais causados pela produção e uso desses
materiais e máquinas
2.1 Compreender as
2. Ser humano, transformações físicas, fisiológicas (EF07CI01PA) Explicar que as transformações resultam da interação entre os hormônios e da influência do
Ambiente e Saúde e psicológicas que ocorrem na meio social no desenvolvimento do indivíduo
puberdade
(EF07CI02) Diferenciar temperatura, calor e sensação térmica nas diferentes situações de equilíbrio
termodinâmico cotidianas.
3.1 Compreender e analisar os
(EF07CI08) Avaliar como os impactos provocados por catástrofes naturais ou mudanças nos componentes
fenômenos atmosféricos
3. Terra e universo físicos, biológicos ou sociais de um ecossistema afetam suas populações, podendo ameaçar ou provocar a
reconhecendo suas influências na
extinção de espécies, alteração de hábitos, migração etc.
dinâmica da vida
(EF07CI12) Demonstrar que o ar é uma mistura de gases, identificando sua composição, e discutir fenômenos
naturais ou antrópicos que podem alterar essa composição

289
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF07CI13) Descrever o mecanismo natural do efeito estufa, seu papel fundamental para o desenvolvimento
da vida na Terra, discutir as ações humanas responsáveis pelo seu aumento artificial (queima dos
combustíveis fósseis, desmatamento, queimadas etc.) e selecionar e implementar propostas para a reversão
ou controle desse quadro
(EF07CI14) Justificar a importância da camada de ozônio para a vida na Terra, identificando os fatores que
aumentam ou diminuem sua presença na atmosfera, e discutir propostas individuais e coletivas para sua
preservação
3.2 Compreender a Terra como (EF07CI16) Justificar o formato das costas brasileira e africana com base na teoria da deriva dos continentes
um sistema dinâmico,
relacionando o movimento das
(EF07CI15) Interpretar fenômenos naturais (como vulcões, terremotos e tsunamis) e justificar a rara
placas tectônicas com os
ocorrência desses fenômenos no Brasil, com base no modelo das placas tectônicas
fenômenos naturais decorrentes
deste movimento
1.1 Relacionar o avanço científico (EF07CI06) Discutir e avaliar mudanças econômicas, culturais e sociais, tanto na vida cotidiana quanto no
1. Educação, Ciência, e suas tecnologias na construção mundo do trabalho, decorrentes do desenvolvimento de novos materiais e tecnologias (como automação e
LINGUAGEM E
Tecnologia e de produtos tecnológicos que informatização)
SUAS FORMAS
comunicação a serviço favoreçam o desenvolvimento
COMUNICATIVAS (EF07CI11) Analisar historicamente o uso da tecnologia, incluindo a digital, nas diferentes dimensões da vida
da vida econômico e social da
humana, considerando indicadores ambientais e de qualidade de vida
humanidade
(EF07CI09) Interpretar as condições de saúde da comunidade, cidade ou estado, com base na análise e
1.1 Reconhecer a saúde como
comparação de indicadores de saúde (como taxa de mortalidade infantil, cobertura de saneamento básico e
bem individual e comum
incidência de doenças de veiculação hídrica, atmosférica entre outras) e dos resultados de políticas públicas
VALORES À VIDA 1. Dignidade humana, promovido pela ação coletiva,
destinadas à saúde
SOCIAL corpo e saúde relacionando a saúde humana
(EF07CI10) Argumentar sobre a importância da vacinação para a saúde pública, com base em informações
com o desenvolvimento científico e
sobre a maneira como a vacina atua no organismo e o papel histórico da vacinação para a manutenção da
tecnológico
saúde individual e coletiva e para a erradicação de doenças
1. Conhecimentos 1.1 Discutir o aproveitamento dos (EF07CI02PA) Identificar os principais minérios produzidos na Amazônia (Cobre, Ferro, Bauxita/Alumínio,
CULTURA E
tradicionais e ambiente recursos minerais regionais e seus Caulim, Ouro) e relacionar a importância destes materiais à indústria e ao uso cotidiano, analisando os
IDENTIDADE
amazônico reflexos no ambiente impactos ambientais resultantes da extração desses minérios
CIÊNCIAS
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF08CI01) Identificar e classificar diferentes fontes (renováveis e não renováveis) e tipos de energia
utilizados em residências, comunidades ou cidades
(EF08CI02) Construir circuitos elétricos com pilha/bateria, fios e lâmpada ou outros dispositivos e compará-los
1.1 Compreender os processos de a circuitos elétricos residenciais
ESPAÇO/TEMPO E geração de energia identificando (EF08CI03) Classificar equipamentos elétricos residenciais (chuveiro, ferro, lâmpadas, TV, rádio, geladeira
1. Vida, Ambiente e
SUAS sua forma de transmissão e etc.) de acordo com o tipo de transformação de energia (da energia elétrica para a térmica, luminosa, sonora e
suas interações
TRANSFORMAÇÕES relacionando seu uso aos mecânica, por exemplo)
impactos socioambientais (EF08CI04) Classificar equipamentos elétricos residenciais com base no cálculo de seus consumos efetuados
a partir dos dados de potência (descritos no próprio equipamento) e tempo médio de uso
(EF08CI05) Propor ações coletivas para otimizar o uso de energia elétrica em sua escola e/ou comunidade,
com base na seleção de equipamentos segundo critérios de sustentabilidade (consumo de energia e eficiência

290
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

energética) e hábitos de uso


(EF08CI06) Discutir e avaliar usinas de geração de energia elétrica (termelétricas, hidrelétricas, eólicas etc.),
suas semelhanças e diferenças, seus impactos socioambientais, e como essa energia chega e é usada em
sua cidade, comunidade, casa ou escola
(EF08CI08) Analisar e explicar as transformações que ocorrem na puberdade considerando a atuação dos
hormônios sexuais
2.1 Relacionar as dimensões
(EF08CI09) Comparar o modo de ação e a eficácia dos diversos métodos contraceptivos e justificar a
orgânicas, culturais, afetivas e
necessidade de compartilhar a responsabilidade na escolha e na utilização do método mais adequado à
éticas na reprodução humana, que
2. Ser humano, prevenção da gravidez precoce e indesejada e de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)
implicam cuidados, sensibilidade e
Ambiente e Saúde (EF08CI10) Identificar os principais sintomas, modos de transmissão e tratamento de algumas DST (com
responsabilidade no campo da
ênfase na AIDS), e discutir estratégias e métodos de prevenção
sexualidade, especialmente a
partir da puberdade (EF08CI11) Selecionar argumentos que evidenciem as múltiplas dimensões da sexualidade humana
(biológica, sociocultural, afetiva e ética) e a necessidade de respeitar, valorizar e acolher a diversidade de
indivíduos, sem preconceitos baseados nas diferenças de gênero
3.1 Analisar as diferentes formas
de reprodução como resultado da (EF08CI07) Comparar diferentes processos reprodutivos em plantas e animais em relação aos mecanismos
evolução e diversificação da vida adaptativos e evolutivos
na Terra
(EF08CI13) Representar os movimentos de rotação e translação da Terra e analisar o papel da inclinação do
3.2 Descrever os diferentes tipos eixo de rotação da Terra em relação à sua órbita na ocorrência das estações do ano, com a utilização de
de movimento executados pela modelos tridimensionais
3. Terra e universo
terra e as consequências que (EF08CI14) Relacionar climas regionais aos padrões de circulação atmosférica e oceânica e ao aquecimento
provocam no clima do planeta desigual causado pela forma e pelos movimentos da Terra
(EF08CI15) Identificar as principais variáveis envolvidas na previsão do tempo e como elas são medidas
3.3 Compreender os fenômenos
celestes a partir da observação e (EF08CI12) Justificar, por meio da construção de modelos e da observação da Lua no céu, a ocorrência das
construção de modelos fases da Lua e dos eclipses, com base nas posições relativas entre Sol, Terra e Lua
experimentais
1.1 Discutir o uso da ciência e
1. Transferência, suas tecnologias para
LINGUAGEM E (EF08CI01PA) Estimular a produção de tecnologias digitais para o armazenamento, aquisição e divulgação do
Processamento e transferência, processamento e
SUAS FORMAS conhecimento e sua importância para a inclusão social no mundo contemporâneo, considerando ainda que o
Armazenamento de armazenamento de informações e
COMUNICATIVAS acesso desigual desta tecnologia gera exclusão e desigualdade social
informações sua importância para inclusão
digital e social
1.1 Explicar de que maneira a
VALORES À VIDA 1. Sustentabilidade e ocupação humana promove (EF08CI16) Discutir iniciativas que contribuam para restabelecer o equilíbrio ambiental a partir da identificação
SOCIAL recursos naturais modificações nos ambientes de alterações climáticas regionais e globais provocadas pela intervenção humana
naturais
(EF08CI02PA) Considerar os saberes populares locais como forma de conhecimentos que podem contribuir
1.1 Analisar a importância dos
1. Conhecimentos para a sustentabilidade ambiental
CULTURA E conhecimentos tradicionais dos
tradicionais e ambiente (EF08CI03PA) Debater a importância de preservar a biodiversidade amazônica, considerando os impactos
IDENTIDADE povos da Amazônia na
amazônico ambientais decorrentes da exploração das espécies com potencial econômico
sustentabilidade ambiental

291
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

CIÊNCIAS
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF09CI01) Explicar estados físicos da matéria e suas transformações com base em modelo de constituição
submicroscópica
1.1 Analisar a estrutura e a
(EF09CI02) Comparar quantidades de reagentes e produtos envolvidos em transformações químicas,
composição da matéria que
estabelecendo a proporção entre as suas massas
constitui os elementos naturais
(EF09CI03) Identificar modelos que descrevem a estrutura da matéria (constituição do átomo e composição de
moléculas simples) e reconhecer sua evolução histórica
1. Vida, Ambiente e (EF09CI10) Comparar as ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin apresentadas em textos científicos e
1.2 Compreender a origem,
suas interações históricos, identificando semelhanças e diferenças entre essas ideias e compreendendo sua importância para
evolução e diversificação da vida
explicar a diversidade biológica
na terra, explicando as causas e
(EF09CI11) Discutir a evolução e a diversidade das espécies com base na atuação da seleção natural sobre
consequências da extinção de
as variantes de uma mesma espécie, resultantes de processo reprodutivo
seres vivos, bem como as
(EF09CI16) Selecionar argumentos sobre a viabilidade da sobrevivência humana fora da Terra, com base nas
diferentes teorias e evidências da
condições necessárias à vida, nas características dos planetas e na ordem de grandeza das medidas
origem do homem
astronômicas
ESPAÇO/TEMPO E (EF09CI08) Associar os gametas à transmissão das características hereditárias, estabelecendo relações entre
SUAS 2.1 Compreender os processos de ancestrais e descendentes
2. Ser humano,
TRANSFORMAÇÕES transmissão das características (EF09CI09) Discutir as ideias de Mendel sobre hereditariedade (fatores hereditários, segregação, gametas,
Ambiente e Saúde
hereditárias no ser humano fecundação), considerando-as para resolver problemas envolvendo a transmissão de características
hereditárias em diferentes organismos
(EF09CI14) Descrever a composição e a estrutura do Sistema Solar (Sol, planetas rochosos, planetas
gigantes gasosos e corpos menores), assim como a localização do Sistema Solar na nossa Galáxia (a Via
3.1 Interpretar os fenômenos Láctea) e dela no Universo (apenas uma galáxia dentre bilhões)
celestes no contexto (EF09CI15) Relacionar diferentes leituras do céu e explicações sobre a origem da Terra, do Sol ou do Sistema
científico/cultural Solar às necessidades de distintas culturas (agricultura, caça, mito, orientação espacial e temporal etc.)
(EF09CI17) Analisar o ciclo evolutivo do Sol (nascimento, vida e morte) baseado no conhecimento das etapas
3. Terra e universo
de evolução de estrelas de diferentes dimensões e os efeitos desse processo no nosso planeta
(EF09CI04) Planejar e executar experimentos que evidenciem que todas as cores de luz são formadas pela
3.2 Analisar o espectro
composição das três cores primárias da luz e que a cor de um objeto está relacionada à cor da luz que o
eletromagnético e reconhecer
ilumina
suas características e suas
(EF09CI06) Classificar as radiações eletromagnéticas por suas frequências, fontes e aplicações, discutindo e
implicações de uso
avaliando as implicações éticas dessas aplicações
(EF09CI05) Reconhecer e explicar os principais mecanismos envolvidos na transmissão e recepção de
1. Educação, Ciência,
LINGUAGEM E 1.1 Relacionar a produção de imagem e som que revolucionaram os sistemas de comunicação humana
Tecnologia e
SUAS FORMAS tecnologias às condições de vida (EF09CI07) Discutir e avaliar o papel do avanço tecnológico na aplicação da radiação eletromagnética no
comunicação a serviço
COMUNICATIVAS no mundo contemporâneo diagnóstico (raios-X, ultrassom, ressonância nuclear magnética) e tratamento de doenças (radioterapia,
da vida
cirurgia ótica a laser etc.)
1.1 Discutir a importância dos (EF09CI12) Justificar a importância das unidades de conservação para a preservação da biodiversidade e do
VALORES À VIDA 1. Sustentabilidade e
órgãos de proteção ambiental para patrimônio nacional, considerando os diferentes tipos de unidades (parques, reservas e florestas nacionais),
SOCIAL recursos naturais
a preservação e conservação da as populações humanas e atividades a eles relacionados

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

biodiversidade (EF09CI13) Propor iniciativas individuais e coletivas para a solução de problemas ambientais da cidade ou da
comunidade, com base na análise de ações sustentáveis bem-sucedidas
1. Espécies
1.1 Analisar a utilização da
CULTURA E amazônicas e seu (EF09CI01PA) Debater a importância de pesquisar a diversidade amazônica, como fonte de recursos para uso
biodiversidade amazônica na
IDENTIDADE aproveitamento na medicinal, cosmético e industrial, tendo em vista o desenvolvimento da economia local e nacional
pesquisa e na cadeia produtiva
saúde e na economia

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

3.2.6 Área de Conhecimento: Matemática

3.2.6.1 Componente Curricular: Matemática

ÁREA: MATEMÁTICA
COMPONENTE CURRICULAR
Matemática

A Matemática, como área de conhecimento, assume um papel fundamental para o


desenvolvimento da capacidade de raciocinar logicamente, comunicar-se, argumentar e recorrer aos
conhecimentos matemáticos para a compreensão e atuação no mundo garantindo ao sujeito o
acesso à cidadania.
Nesse sentido, a Matemática como um conhecimento histórico e socialmente construído e
formalizado, serve para promover o empoderamento do educando como cidadão do mundo,
valorizando interesses, estimulando a curiosidade e desenvolvendo o espírito científico e nessa
perspectiva o conhecimento matemático se torna imprescindível para a tomada de decisões dos
sujeitos, sejam estas simples ou complexas.
Os currículos escolares, em todas as épocas e culturas, têm no par matemática e língua
materna seu eixo fundamental. Gostando ou não de matemática, as crianças estudam-na e os
adultos utilizam-na em suas ações do cotidiano; assim a história do ensino de Matemática mostra
que no decorrer dos anos esse componente curricular passou por diversas transformações, sejam
de caráter metodológico, seja nos conteúdos que deveriam ser ensinados.
Mas por muito tempo a Matemática foi considerada como uma disciplina que promovia a
exclusão social, visto o grande número de reprovações e evasões escolares provocadas pela
mesma, pois sempre foi considerada pelos alunos, pais e professores como um conhecimento difícil
de ser aprendido; por esse motivo, aos longos dos anos, muitas discussões e pesquisas têm sido
desenvolvidas na área de educação matemática para tentar resolver as dificuldades sentidas por
professores e alunos relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem da mesma; uma das
dificuldades observadas nessas pesquisas diz respeito à incompreensão da linguagem matemática
pelos alunos.
A Matemática, enquanto área de conhecimento, caracteriza-se por possuir uma linguagem
própria que pode ser definida como um sistema simbólico com símbolos próprios que se relacionam
segundo determinadas regras. Tal linguagem foi construída ao longo do tempo pelas necessidades

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

sociais e culturais da sociedade. Assim, pode-se entender a linguagem matemática como meio de
expressão e de compreensão da realidade que cerca os indivíduos.
Nesse sentido, as competências específicas de Matemática em articulação com as
competências gerais da BNCC (BRASIL, 2017a), instigam o desenvolvimento de habilidades que
promovam a compreensão da linguagem matemática. A quarta competência geral da Base expõe a
importância de utilizar diferentes linguagens para compreensão da sociedade.

Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual


(como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica,
tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações, experiências,
ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos
que levem ao entendimento mútuo (BRASIL, 2017a, p.18).

Assim sendo, a Matemática como uma dessas linguagens necessita ser compreendida
pelo aluno. Tal compreensão envolve perceber que esse componente curricular tem uma linguagem
diferenciada e própria como se fosse uma outra língua. Para Machado (2011), a Matemática erige-
se, desde os primórdios, como um sistema de representações original; apreendê-lo tem o significado
de um mapeamento da realidade, como um caso da língua, no entanto se for concebida como
sistema formal não comporta oralidade, caracterizando-se como um sistema simbólico
exclusivamente escrito.
Nesses termos, a incompreensão dessa linguagem pode provocar nos alunos dificuldade
para desenvolver o processo de aprendizagem, principalmente na resolução de problemas, pois
segundo os estudos de Nunes e Brayan (1997), Damm (2003) e Valetin e Sam (2004), Jucá, Pina e
Froés (2018), as dificuldades dos alunos na compreensão dos problemas matemáticos estão
diretamente relacionados à falta de compreensão da linguagem matemática exposta nos problemas,
levando os alunos do Ensino Fundamental, seja dos anos iniciais ou finais, a não compreenderem o
raciocínio lógico que o problema necessita para sua solução e consequentemente a não identificar a
operação matemática que o problema sugere.
Essas dificuldades mostram a deficiência dos alunos de não compreenderem o enunciado
do problema e de expressarem o mesmo na linguagem matemática, pois para resolver um problema
matemático é preciso fazer uma ―tradução do problema‖, ou seja, traduzir o enunciado que se
encontra na língua materna para uma linguagem matemática adequada, seja ela numérica,
geométrica ou algébrica.

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Para Granell (2003) essa tradução é o que permite converter os conceitos matemáticos em
objetos mais facilmente manipuláveis e calculáveis. Assim, pode-se dizer que, inicialmente, a
dificuldade na resolução de problemas matemáticos é reflexo da dificuldade de leitura e de
interpretação de texto, mas também da dificuldade dos alunos na sua compreensão como já
enfatizado.
A compreensão da linguagem matemática, seja numérica, algébrica ou geométrica, é
necessária para que os alunos, em qualquer nível de ensino, possam compreender
matematicamente o mundo ao seu redor e estabelecer relações entre as diferentes linguagens da
matemática, assim como entre as diversas áreas de conhecimento, como aponta a terceira
competência específica exposta na BNCC.

Compreender as relações entre conceitos e procedimentos dos diferentes


campos da Matemática (Aritmética, Álgebra, Geometria, Estatística e
Probabilidade) e de outras áreas do conhecimento, sentindo segurança quanto
à própria capacidade de construir e aplicar conhecimentos matemáticos,
desenvolvendo a autoestima e a perseverança na busca de soluções (BRASIL,
2017a, p. 265).

No entanto, não se pode falar em desenvolvimento da linguagem sem levar em conta o


desenvolvimento do pensamento, pois a dialética linguagem e pensamento é essencial para a
constituição da aquisição do conhecimento; Vygotsky (2001) considera pensamento e linguagem
como dois tipos de atividade da consciência e que são a chave para a sua compreensão; assim,
com a ajuda da linguagem, a criança controla primeiro o ambiente e, mais tarde, seu próprio
comportamento.
Nesse sentido, o pensamento matemático seja ele numérico, algébrico ou geométrico só
pode ser expresso a partir do momento que o aluno compreende a linguagem matemática, seus
símbolos e significados.
O pensamento numérico é o primeiro desenvolvido nas crianças, mesmo antes de entrar
na escola, as crianças já possuem uma ideia numérica. Na Educação Infantil as crianças são
levadas a contar, ordenar e quantificar seja no contexto escolar ou na vida social, uma vez que esse
meio social é rico em experiências matemáticas o que proporciona às crianças a compreensão de
conceitos matemáticos importantes para o dia a dia (GINSBURG, 1997).

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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Tais experiências trazidas pelo seu contexto social muitas vezes não são valorizadas pela
escola para a construção e compreensão da linguagem matemática, daí a desconexão entre a
Matemática que os alunos vivenciam no dia a dia e a escolar.
A escola, de forma geral, tende a priorizar os procedimentos das operações, muito mais
que a compressão do conceito destas, deixando a linguagem matemática esvaziada de sentido e
reduzida a um conjunto de símbolos e regras que nada significam para os alunos, dessa maneira
uma forma de consolidar as habilidades dos alunos na compreensão da linguagem numérica em
qualquer etapa de ensino é desenvolver atividades que privilegiem o contexto social do aluno.
Quanto à linguagem geométrica serve para que os alunos compreendam o espaço e o
tempo e suas transformações, assim como para compreender as localizações, as formas, as
grandezas e medidas que utilizam no dia a dia e até mesmo os padrões geométricos existentes na
natureza; para a sua compreensão é imprescindível o desenvolvimento do pensamento geométrico.
Para Crowley (1994), o modelo de Van Hiele é primordial para o desenvolvimento deste
pensamento; tal modelo consiste em cinco níveis de compreensão: visualização, análise, dedução
informal, dedução formal e rigor. Cada nível corresponde a uma etapa do desenvolvimento
geométrico dos alunos, assim pode ser utilizado desde os anos iniciais do Ensino Fundamental até o
Ensino Médio.
O modelo de Van Hiele propõe que os alunos do Ensino Fundamental sejam levados a
explorar os sólidos geométricos e as figuras planas e estabelecer relações entre elas, assim como
descobrir seus elementos, suas propriedades e sua contextualização no mundo; pode-se observar
que por meio do modelo de Van Hiele pode ser feita a progressão de uma etapa para outra: dos
anos iniciais para os anos finais, assim como deste para o Ensino Médio.
A linguagem algébrica tem sua maior ênfase no Ensino Fundamental anos finais e no
ensino médio, no entanto para a compreensão e utilização dessa linguagem é necessário o
desenvolvimento do pensamento algébrico desde os anos iniciais, pois o aluno deve desenvolver
habilidades não só com os algoritmos, mas, também, com os padrões, sequências e observação de
regularidades nas operações, assim como o sentido do símbolo algébrico, ou seja, desenvolver a
capacidade de interpretar e usar esses símbolos nos diversos domínios da Matemática.
Ponte (2005) afirma que o desenvolvimento do pensamento algébrico diz respeito a:
compreender padrões, relações e funções; representar e analisar situações matemáticas e
estruturas, usando símbolos algébricos; usar modelos matemáticos para representar e compreender

297
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relações quantitativas; e analisar mudança em diversas situações (Estudo da variação). Assim, no


desenvolvimento do pensamento algébrico, o aluno voltará sua atenção não só para as ‗letras‘
empregadas nas expressões algébricas, mas também para as relações existentes entre elas,
raciocinando e manipulando essas relações de modo geral e abstrato tanto quanto necessário.
Nesse sentido, a progressão do pensamento algébrico dos anos iniciais para os anos finais
deve ser feita de forma significativa, pois se esse pensamento não for adequadamente construído
desde os anos iniciais, os alunos apresentarão deficiências e dificuldades na apreensão dela ao
atingirem os anos finais, visto que o ensino de álgebra nessa etapa de ensino privilegia apenas os
procedimentos com os símbolos algébricos em detrimento do desenvolvimento do pensamento
algébrico.

Não podemos deixar de reconhecer que o pensamento algébrico se potencializa


à medida que, gradativamente, o estudante desenvolve uma linguagem mais
apropriada para ele. Assim, se de um lado, a introdução precoce e sem suporte
empírico a uma linguagem simbólica e abstrata pode funcionar como obstáculo
ao desenvolvimento do pensamento algébrico, de outro, o menosprezo ou recusa
ao modo simbólico e formal de pensar algebricamente pode representar também
um freio ao pleno desenvolvimento do pensamento algébrico (FIORENTINI;
FERNANDES; CRISTÓVÃO, 2005, p. 6).

Nesse contexto, a compreensão da linguagem matemática é necessária para que os


alunos do Ensino Fundamental possam evoluir de um ano a outro estabelecendo conexões entre os
conteúdos aprendidos em cada etapa e também para que possam ―ler‖ o mundo em que vivem.
Essa leitura, por meio da linguagem matemática, possibilita ao indivíduo o seu empoderamento, que
se encontra expresso nas oito competências específicas de matemática da BNCC, dentre elas,
―Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a capacidade de produzir argumentos
convincentes, recorrendo aos conhecimentos matemáticos para compreender e atuar no mundo‖
(BRASIL, 2017a, p. 267).
Nessa perspectiva, não se pode falar em ensino de Matemática sem discutir a sua
importância na vida social ou como representação cultural de uma sociedade, visto que a história da
Matemática mostra como as diferentes matemáticas surgiram a partir da necessidade das diversas
civilizações o que se verifica em uma das competências específicas da Base em que o aluno deve:

Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana, fruto das necessidades e


preocupações de diferentes culturas, em diferentes momentos históricos, e é uma
ciência viva, que contribui para solucionar problemas científicos e tecnológicos e

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para alicerçar descobertas e construções, inclusive com impactos no mundo do


trabalho (BRASIL, 2017a, p. 267).

As atividades matemáticas constituídas como práticas sociais estabelecem que os


indivíduos possam compreender seu contexto social e consigam interagir de forma reflexiva e crítica
nesse meio; por intermédio do discurso sociológico, pode-se considerar as atividades matemáticas
como práticas sociais, mas não simplesmente práticas intencionais e sim condicionadas pela própria
estrutura da língua e das produções do conhecimento matemático em seus mais variados aspectos
sociais (STRUIK, 1998).
Nas práticas sociais dos indivíduos, esses necessitam de diversos conhecimentos para
compreender os fenômenos que os envolvem, sejam eles fenômenos naturais, políticos,
econômicos; o conhecimento matemático os ajuda a lidar com esses diferentes fenômenos na leitura
e interpretação de gráficos e tabelas, nas operações matemáticas que realizam no dia a dia, na
resolução de problemas sociais e no desenvolvimento de valores a vida social (ética, respeito ao
outro, conviver com a diversidade, etc..), pois o conhecimento matemático se desenvolveu em meio
a uma diversidade cultural e étnica.
Para Skovsmose (2008), a Matemática tem um papel de extrema importância dentro de
uma sociedade altamente tecnológica, agindo não só de forma descritiva, mas também formatando a
sociedade; em outras palavras, ela não tem mais como única função (talvez nem como principal)
descrever a natureza, mas um papel importantíssimo na tomada de decisões e no planejamento do
futuro.
Assim o conhecimento matemático é importante para compreender as transformações da
sociedade que ocorrem no espaço em que se vive e em determinado tempo e dessa forma, quem
não tem conhecimento matemático tem dificuldades em avaliar as decisões que estão sendo
tomadas e em manter uma postura crítica em meio a um ambiente que está permeado de
matemática como os sistemas econômicos, as tecnologias que evoluem rapidamente, as situações
políticas, etc.
É a partir dessa compreensão da realidade que os indivíduos se tornam críticos, reflexivos
e capazes de atuar e de transformar a sociedade em que vivem. Para a formação de um sujeito
reflexivo Skovsmose (2008) discute sobre a importância do conhecimento reflexivo; esse
conhecimento seria como uma lente que serviria para ampliar e refinar a visão, e tem importante

299
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

papel no desenvolvimento da compreensão que ajuda a clarear a visão de mundo, possibilitando ao


indivíduo ―enxergar-se‖ em seu contexto social como aborda a quinta competência geral da BNCC.

Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, compreender,


utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as
escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida
pessoal e coletiva. Para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência
socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com
posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do
planeta (BRASIL, 2017a, p. 9).

Nesse sentido, a educação deve estar vinculada à sociedade, pois ―toda metodologia
sugerida pelo educador prevê a prática social como ponto de partida e de chegada da ação
pedagógica‖ (SAVIANI, 2006, p. 70); trata-se de abordar todos os pontos de vista sobre o tema
social em questão, levantando questões, identificando problemas e relacionando-os aos conteúdos
que são ensinados pelo professor, vinculados a questões que exigem soluções.
Dessa forma, os discentes do Ensino Fundamental precisam desenvolver habilidades que
possam fazê-los compreender e refletir sobre a sua realidade e se tornar cidadãos críticos, pois,
segundo Skovsmose (2008), a expressão ―crítica‖ tem a ver com uma investigação de condições
para obtenção de conhecimento, com a identificação de problemas sociais e sua avaliação, com
uma reação às situações sociais problemáticas.
Portanto, as atividades matemáticas desenvolvidas no Ensino Fundamental, seja nos anos
iniciais ou nos anos finais, assim como no Ensino Médio devem valorizar a resolução de problemas,
por meio de atividades investigativas que levem o aluno a visualização e a utilização desse
conhecimento no contexto social.
O desenvolvimento das habilidades, expostas na BNCC e neste documento Curricular, exige
que o aluno assuma um papel de sujeito ativo na sua aprendizagem e isso pode ser realizado por
meio de atividades que privilegie o ensino de matemática por resolução de problemas e por
investigação, nesta perspectiva os alunos são livres para escolher as estratégias de resolução e
investigar a construção dos conceitos e procedimentos que se deseja que eles aprendam.
Na opinião de Boaler, Munson e Williams (2018), uma parte importante da matemática é o
ato de raciocinar – explicar por que os métodos são escolhidos e como os passos estão interligados,
usando a lógica para conectar as ideias. O raciocínio está no cerne da matemática.

300
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Os alunos são inspirados pela criatividade que se torna possível quando a matemática é
visual e investigativa; eles ficam empolgados ao experimentar a matemática dessa maneira e se
beneficiam com a oportunidade de colaborar com suas ideias e criatividade individuais para a
solução dos problemas e para o espaço de aprendizagem e à medida que vão se desenvolvendo em
sua compreensão da matemática, podemos encorajá-los a ampliar e a generalizar suas ideias por
meio do raciocínio, da justificação e da comprovação. Esse processo aprofunda a sua compreensão
e os ajuda a comprimir sua aprendizagem (BOALER; MUNSON; WILLIAMS, 2018).
Assim, na colocação de Machado (2011), para enfrentar as dificuldades com o ensino de
matemática, mais do que despertar o interesse pelas suas aplicações práticas, é fundamental
desvelar a beleza intrínseca, sua vocação para apreensão dos padrões e das regularidades na
natureza, suas relações diretas com os ritmos, com a música, com as artes de modo geral.

301
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

MATEMÁTICA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01MA11) Descrever a localização de pessoas e de objetos no espaço em relação à sua própria posição,
utilizando termos como à direita, à esquerda, em frente, atrás
(EF01MA12) Descrever a localização de pessoas e de objetos no espaço segundo um dado ponto de
referência, compreendendo que, para a utilização de termos que se referem à posição, como direita, esquerda,
em cima, em baixo, é necessário explicitar-se o referencial
1.1 Compreender localização e
(EF02MA12) Identificar e registrar, em linguagem verbal ou não verbal, a localização e os deslocamentos de
movimentação no espaço para o
pessoas e de objetos no espaço, considerando mais de um ponto de referência, e indicar as mudanças de
reconhecimento do meio em que
direção e de sentido
vive
(EF02MA13) Esboçar roteiros a ser seguidos ou plantas de ambientes familiares, assinalando entradas, saídas
e alguns pontos de referência
(EF03MA12) Descrever e representar, por meio de esboços de trajetos ou utilizando croquis e maquetes, a
movimentação de pessoas ou de objetos no espaço, incluindo mudanças de direção e sentido, com base em
diferentes pontos de referência
(EF01MA13) Relacionar figuras geométricas espaciais (cones, cilindros, esferas e blocos retangulares) a
objetos familiares do mundo físico
1. A Matemática para (EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos
ESPAÇO/TEMPO E
compreensão do apresentados em diferentes disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos
SUAS
espaço/tempo nas (EF02MA14) Reconhecer, nomear e comparar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide,
TRANSFORMAÇÕE
transformações da cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico
S
sociedade (EF02MA15) Reconhecer, comparar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo), por
1.2 Compreender as relações entre
meio de características comuns, em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em sólidos
as figuras unidimensionais,
geométricos
bidimensionais e tridimensionais
(EF03MA13) Associar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera)
para percepção do mundo
a objetos do mundo físico e nomear essas figuras
(EF03MA14) Descrever características de algumas figuras geométricas espaciais (prismas retos, pirâmides,
cilindros, cones), relacionando-as com suas planificações
(EF03MA15) Classificar e comparar figuras planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo)
em relação a seus lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices
(EF03MA21) Comparar, visualmente ou por superposição, áreas de faces de objetos, de figuras planas ou de
desenhos
1.3 Identificar as transformações
geométricas como construções
(EF03MA16) Reconhecer figuras congruentes, usando sobreposição e desenhos em malhas quadriculadas ou
elementares, e suas
triangulares, incluindo o uso de tecnologias digitais
representações na natureza e nas
artes
1. A Matemática como 1.1 Empregar a linguagem (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações
LINGUAGEM E
linguagem para a numérica para argumentar e cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de
SUAS FORMAS
compreensão da demonstrar sua estratégia na identificação
COMUNICATIVAS
realidade resolução de problemas (EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando diferentes estratégias como o pareamento e

302
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

outros agrupamentos
(EF01MA03) Estimar e comparar quantidades de objetos de dois conjuntos (em torno de 20 elementos), por
estimativa e/ou por correspondência (um a um, dois a dois) para indicar ―tem mais‖, ―tem menos‖ ou ―tem a
mesma quantidade‖
(EF01MA04) Contar a quantidade de objetos de coleções até 100 unidades e apresentar o resultado por
registros verbais e simbólicos, em situações de seu interesse, como jogos, brincadeiras, materiais da sala de
aula, entre outros
(EF01MA05) Comparar números naturais de até duas ordens em situações cotidianas, com e sem suporte da
reta numérica
(EF01MA06) Construir fatos básicos da adição e utilizá-los em procedimentos de cálculo para resolver
problemas
(EF01MA07) Compor e decompor número de até duas ordens, por meio de diferentes adições, com o suporte
de material manipulável, contribuindo para a compreensão de características do sistema de numeração
decimal e o desenvolvimento de estratégias de cálculo
(EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a ordem de centenas) pela compreensão de
características do sistema de numeração decimal (valor posicional e função do zero)
(EF02MA02) Fazer estimativas por meio de estratégias diversas a respeito da quantidade de objetos de
coleções e registrar o resultado da contagem desses objetos (até 1000 unidades)
(EF02MA03) Comparar quantidades de objetos de dois conjuntos, por estimativa e/ou por correspondência
(um a um, dois a dois, entre outros), para indicar ―tem mais‖, ―tem menos‖ ou ―tem a mesma quantidade‖,
indicando, quando for o caso, quantos a mais e quantos a menos
(EF02MA04) Compor e decompor números naturais de até três ordens, com suporte de material manipulável,
por meio de diferentes adições
(EF02MA05) Construir fatos básicos da adição e subtração e utilizá-los no cálculo mental ou escrito
(EF03MA01) Ler, escrever e comparar números naturais de até a ordem de unidade de milhar, estabelecendo
relações entre os registros numéricos e em língua materna
(EF03MA02) Identificar características do sistema de numeração decimal, utilizando a composição e a
decomposição de número natural de até quatro ordens
(EF03MA03) Construir e utilizar fatos básicos da adição e da multiplicação para o cálculo mental ou escrito
(EF03MA04) Estabelecer a relação entre números naturais e pontos da reta numérica para utilizá-la na
ordenação dos números naturais e também na construção de fatos da adição e da subtração, relacionando-os
com deslocamentos para a direita ou para a esquerda
(EF03MA05) Utilizar diferentes procedimentos de cálculo mental e escrito para resolver problemas
significativos envolvendo adição e subtração com números naturais.
(EF01MA09) Organizar e ordenar objetos familiares ou representações por figuras, por meio de atributos, tais
como cor, forma e medida
1.2 Interpretar as ideias
(EF01MA10) Descrever, após o reconhecimento e a explicitação de um padrão (ou regularidade), os
matemáticas expostas nas
elementos ausentes em sequências recursivas de números naturais, objetos ou figuras
regularidades e padrões, como
(EF02MA09) Construir sequências de números naturais em ordem crescente ou decrescente a partir de um
estímulo ao desenvolvimento da
número qualquer, utilizando uma regularidade estabelecida
investigação e da criatividade
(EF02MA10) Descrever um padrão (ou regularidade) de sequências repetitivas e de sequências recursivas,
por meio de palavras, símbolos ou desenhos

303
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF02MA11) Descrever os elementos ausentes em sequências repetitivas e em sequências recursivas de


números naturais, objetos ou figuras
(EF03MA10) Identificar regularidades em sequências ordenadas de números naturais, resultantes da
realização de adições ou subtrações sucessivas, por um mesmo número, descrever uma regra de formação da
sequência e determinar elementos faltantes ou seguintes
(EF03MA11) Compreender a ideia de igualdade para escrever diferentes sentenças de adições ou de
subtrações de dois números naturais que resultem na mesma soma ou diferença
(EF01MA08) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até dois
algarismos, com os significados de juntar, acrescentar, separar e retirar, com o suporte de imagens e/ou
material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais
(EF02MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até três
ordens, com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, utilizando estratégias pessoais ou
convencionais
(EF02MA07) Resolver e elaborar problemas de multiplicação (por 2, 3, 4 e 5) com a ideia de adição de
parcelas iguais por meio de estratégias e formas de registro pessoais, utilizando ou não suporte de imagens
e/ou materil manipulável
(EF02MA08) Resolver e elaborar problemas envolvendo dobro, metade, triplo e terça parte, com o suporte de
1.1 Utilizar o conhecimento
imagens ou material manipulável, utilizando estratégias pessoais
matemático na modelação e
(EF03MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e subtração com os significados de juntar, acrescentar,
resolução de problemas sociais
separar, retirar, comparar e completar quantidades, utilizando diferentes estratégias de cálculo exato ou
aproximado, incluindo cálculo mental
(EF03MA07) Resolver e elaborar problemas de multiplicação (por 2, 3, 4, 5 e 10) com os significados de
adição de parcelas iguais e elementos apresentados em disposição retangular, utilizando diferentes
estratégias de cálculo e registros
1. O diálogo da
VALORES À VIDA (EF03MA08) Resolver e elaborar problemas de divisão de um número natural por outro (até 10), com resto
Matemática com a vida
SOCIAL zero e com resto diferente de zero, com os significados de repartição equitativa e de medida, por meio de
social
estratégias e registros pessoais
(EF03MA09) Associar o quociente de uma divisão com resto zero de um número natural por 2, 3, 4, 5 e 10 às
ideias de metade, terça, quarta, quinta e décima partes.
(EF01MA15) Comparar comprimentos, capacidades ou massas, utilizando termos como mais alto, mais baixo,
mais comprido, mais curto, mais grosso, mais fino, mais largo, mais pesado, mais leve, cabe mais, cabe
menos, entre outros, para ordenar objetos de uso cotidiano
(EF01MA16) Relatar em linguagem verbal ou não verbal sequência de acontecimentos relativos a um dia,
utilizando, quando possível, os horários dos eventos
(EF01MA17) Reconhecer e relacionar períodos do dia, dias da semana e meses do ano, utilizando calendário,
1.2 Empregar o conhecimento de
quando necessário
sistemas de grandezas e de
(EF01MA18) Produzir a escrita de uma data, apresentando o dia, o mês e o ano, e indicar o dia da semana de
medidas em situações do dia a dia
uma data, consultando calendários
(EF01MA19) Reconhecer e relacionar valores de moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro para
resolver situações simples do cotidiano do estudante
(EF02MA16) Estimar, medir e comparar comprimentos de lados de salas (incluindo contorno) e de polígonos,
utilizando unidades de medida não padronizadas e padronizadas (metro, centímetro e milímetro) e
instrumentos adequados.

304
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF02MA17) Estimar, medir e comparar capacidade e massa, utilizando estratégias pessoais e unidades de
medida não padronizadas ou padronizadas (litro, mililitro, grama e quilograma)
(EF02MA18) Indicar a duração de intervalos de tempo entre duas datas, como dias da semana e meses do
ano, utilizando calendário, para planejamentos e organização de agenda
(EF02MA19) Medir a duração de um intervalo de tempo por meio de relógio digital e registrar o horário do
início e do fim do intervalo
(EF02MA20) Estabelecer a equivalência de valores entre moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro
para resolver situações cotidianas
(EF03MA17) Reconhecer que o resultado de uma medida depende da unidade de medida utilizada.
(EF03MA18) Escolher a unidade de medida e o instrumento mais apropriado para medições de comprimento,
tempo e capacidade.
(EF03MA19) Estimar, medir e comparar comprimentos, utilizando unidades de medida não padronizadas e
padronizadas mais usuais (metro, centímetro e milímetro) e diversos instrumentos de medida.
(EF03MA20) Estimar e medir capacidade e massa, utilizando unidades de medida não padronizadas e
padronizadas mais usuais (litro, mililitro, quilograma, grama e miligrama), reconhecendo-as em leitura de
rótulos e embalagens, entre outros.
(EF03MA22) Ler e registrar medidas e intervalos de tempo, utilizando relógios (analógico e digital) para
informar os horários de início e término de realização de uma atividade e sua duração
(EF03MA23) Ler horas em relógios digitais e em relógios analógicos e reconhecer a relação entre hora e
minutos e entre minuto e segundos
(EF03MA24) Resolver e elaborar problemas que envolvam a comparação e a equivalência de valores
monetários do sistema brasileiro em situações de compra, venda e troca
(EF01MA20) Classificar eventos envolvendo o acaso, tais como ―acontecerá com certeza‖, ―talvez aconteça‖ e
―é impossível acontecer‖, em situações do cotidiano
(EF01MA21) Ler dados expressos em tabelas e em gráficos de colunas simples
(EF01MA22) Realizar pesquisa, envolvendo até duas variáveis categóricas de seu interesse e universo de até
30 elementos, e organizar dados por meio de representações pessoais.
(EF02MA21) Classificar resultados de eventos cotidianos aleatórios como ―pouco prováveis‖, ―muito
prováveis‖, ―improváveis‖ e ―impossíveis‖
(EF02MA22) Comparar informações de pesquisas apresentadas por meio de tabelas de dupla entrada e em
1.3 Desenvolver o conhecimento gráficos de colunas simples ou barras, para melhor compreender aspectos da realidade próxima
estatístico e probabilístico para (EF02MA23) Realizar pesquisa em universo de até 30 elementos, escolhendo até três variáveis categóricas de
compreensão do contexto seu interesse, organizando os dados coletados em listas, tabelas e gráficos de colunas simples.
sociocultural (EF03MA25) Identificar, em eventos familiares aleatórios, todos os resultados possíveis, estimando os que têm
maiores ou menores chances de ocorrência
(EF03MA26) Resolver problemas cujos dados estão apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de
barras ou de colunas
(EF03MA27) Ler, interpretar e comparar dados apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de barras
ou de colunas, envolvendo resultados de pesquisas significativas, utilizando termos como maior e menor
frequência, apropriando-se desse tipo de linguagem para compreender aspectos da realidade sociocultural
significativos
(EF03MA28) Realizar pesquisa envolvendo variáveis categóricas em um universo de até 50 elementos,

305
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

organizar os dados coletados utilizando listas, tabelas simples ou de dupla entrada e representá-los em
gráficos de colunas simples, com e sem uso de tecnologias digitais.
(EF01MA01PA) Reconhecer a constituição do sistema de numeração, de grandezas e medidas como
1. Os saberes e as 1.1 Compreender a construção do
representação dos diferentes saberes matemáticos existentes em diferentes culturas
práticas matemáticas sistema de numeração, de
CULTURA E (EF02MA01PA) Compreender os diferentes sistemas de numeração de medidas e medidas como
existentes em grandezas e de medidas como uma
IDENTIDADE representação dos diferentes saberes matemáticos existentes em diferentes culturas
diferentes grupos representação de diferentes
(EF03MA01PA) Identificar os diferentes sistemas de numeração, grandezas e medidas como representação
sociais culturas
dos diferentes saberes matemáticos existentes em diferentes culturas
MATEMÁTICA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Identificar localização e
(EF04MA16) Descrever deslocamentos e localização de pessoas e de objetos no espaço, por meio de malhas
movimentação no espaço para o
quadriculadas e representações como desenhos, mapas, planta baixa e croquis, empregando termos como
reconhecimento do meio em que
direita e esquerda, mudanças de direção e sentido, intersecção, transversais, paralelas e perpendiculares
1. A Matemática para vive
ESPAÇO/TEMPO E
compreensão do 1.2 Recordar as relações entre as (EF04MA17) Associar prismas e pirâmides a suas planificações e analisar, nomear e comparar seus atributos,
SUAS
espaço/tempo nas figuras unidimensionais, estabelecendo relações entre as representações planas e espaciais
TRANSFORMAÇÕE
transformações da bidimensionais e tridimensionais (EF04MA18) Reconhecer ângulos retos e não retos em figuras poligonais com o uso de dobraduras,
S
sociedade para percepção do mundo esquadros ou softwares de geometria
1.3 Identificar as transformações
(EF04MA19) Reconhecer simetria de reflexão em figuras e em pares de figuras geométricas planas e utilizá-la
geométricas nas construções
na construção de figuras congruentes, com o uso de malhas quadriculadas e de softwares de geometria
elementares
(EF04MA01) Ler, escrever e ordenar números naturais até a ordem de dezenas de milhar
(EF04MA02) Mostrar, por decomposição e composição, que todo número natural pode ser escrito por meio de
adições e multiplicações por potências de dez, para compreender o sistema de numeração decimal e
desenvolver estratégias de cálculo
(EF04MA03) Resolver e elaborar problemas com números naturais envolvendo adição e subtração, utilizando
1.1 Aplicar a linguagem matemática
estratégias diversas, como cálculo, cálculo mental e algoritmos, além de fazer estimativas do resultado
para argumentar e demonstrar,
(EF04MA04) Utilizar as relações entre adição e subtração, bem como entre multiplicação e divisão, para
escrevendo e representando de
ampliar as estratégias de cálculo
várias maneiras a resolução de
1. A Matemática como (EF04MA05) Utilizar as propriedades das operações para desenvolver estratégias de cálculo
LINGUAGEM E problemas
linguagem para a (EF04MA09) Reconhecer as frações unitárias mais usuais (1/2, 1/3, 1/4, 1/5, 1/10 e 1/100) como unidades de
SUAS FORMAS
compreensão da medida menores do que uma unidade, utilizando a reta numérica como recurso.
COMUNICATIVAS
realidade (EF04MA10) Reconhecer que as regras do sistema de numeração decimal podem ser estendidas para a
representação decimal de um número racional e relacionar décimos e centésimos com a representação do
sistema monetário brasileiro
(EF04MA11) Identificar regularidades em sequências numéricas compostas por múltiplos de um número
1.2 Empregar as ideias
natural
matemáticas expressas nas
(EF04MA12) Reconhecer, por meio de investigações, que há grupos de números naturais para os quais as
regularidades e nos padrões, como
divisões por um determinado número resultam em restos iguais, identificando regularidades
estímulo ao desenvolvimento da
(EF04MA13) Reconhecer, por meio de investigações, utilizando a calculadora quando necessário, as relações
investigação e da criatividade
inversas entre as operações de adição e de subtração e de multiplicação e de divisão, para aplicá-las na

306
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

resolução de problemas
(EF04MA14) Reconhecer e mostrar, por meio de exemplos, que a relação de igualdade existente entre dois
termos permanece quando se adiciona ou se subtrai um mesmo número a cada um desses termos
(EF04MA15) Determinar o número desconhecido que torna verdadeira uma igualdade que envolve as
operações fundamentais com números naturais
(EF04MA06) Resolver e elaborar problemas envolvendo diferentes significados da multiplicação (adição de
parcelas iguais, organização retangular e proporcionalidade), utilizando estratégias diversas, como cálculo por
estimativa, cálculo mental e algoritmos
1.1 Empregar o conhecimento
(EF04MA07) Resolver e elaborar problemas de divisão cujo divisor tenha no máximo dois algarismos,
matemático na elaboração e
envolvendo os significados de repartição equitativa e de medida, utilizando estratégias diversas, como cálculo
resolução de situações problemas,
por estimativa, cálculo mental e algoritmos
com estratégias diversificadas
(EF04MA08) Resolver, com o suporte de imagem e/ou material manipulável, problemas simples de contagem,
como a determinação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção
com todos os elementos de outra, utilizando estratégias e formas de registro pessoais
(EF04MA20) Medir e estimar comprimentos (incluindo perímetros), massas e capacidades, utilizando unidades
de medida padronizadas mais usuais, valorizando e respeitando a cultura local
(EF04MA21) Medir, comparar e estimar área de figuras planas desenhadas em malha quadriculada, pela
contagem dos quadradinhos ou de metades de quadradinho, reconhecendo que duas figuras com formatos
diferentes podem ter a mesma medida de área
1. O diálogo da (EF04MA22) Ler e registrar medidas e intervalos de tempo em horas, minutos e segundos em situações
VALORES À VIDA 1.2 Expressar o sistema de
Matemática com a vida relacionadas ao seu cotidiano, como informar os horários de início e término de realização de uma tarefa e sua
SOCIAL grandezas e medidas na resolução
social duração
de problemas matemáticos e do
(EF04MA23) Reconhecer temperatura como grandeza e o grau Celsius como unidade de medida a ela
contexto social
associada e utilizá-lo em comparações de temperaturas em diferentes regiões do Brasil ou no exterior ou,
ainda, em discussões que envolvam problemas relacionados ao aquecimento global
(EF04MA24) Registrar as temperaturas máxima e mínima diárias, em locais do seu cotidiano, e elaborar
gráficos de colunas com as variações diárias da temperatura, utilizando, inclusive, planilhas eletrônicas
(EF04MA25) Resolver e elaborar problemas que envolvam situações de compra e venda e formas de
pagamento, utilizando termos como troco e desconto, enfatizando o consumo ético, consciente e responsável
(EF04MA26) Identificar entre eventos aleatórios cotidianos, aqueles que têm maior chance de ocorrência,
reconhecendo características de resultados mais prováveis, sem utilizar frações
1.3 Empregar o conhecimento
(EF04MA27) Analisar dados apresentados em tabelas simples ou de dupla entrada e em gráficos de colunas
probabilístico e estatístico na
ou pictóricos, com base em informações das diferentes áreas do conhecimento, e produzir texto com a síntese
solução de problemas que abordem
de sua análise
sobretudo, questões sociais
(EF04MA28) Realizar pesquisa envolvendo variáveis categóricas e numéricas e organizar dados coletados por
meio de tabelas e gráficos de colunas simples ou agrupadas, com e sem uso de tecnologias digitais
1. Os saberes e as (EF04MA01PA) Identificar os diferentes sistemas: de numeração, de medidas de tempo, temperatura,
1.1 Representar o sistema de
CULTURA E práticas. Matemáticas comprimento, capacidade, massa, área e do sistema monetário existentes em diferentes culturas com a
numeração, de grandezas e de
IDENTIDADE em diferentes grupos utilização da história da matemática
medidas
sociais (EF04MA02PA) Relatar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
MATEMÁTICA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

307
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades


(EF05MA14) utilizar e compreender diferentes representações para a localização de objetos no plano, como
1.1 Empregar as ideias de mapas, células em planilhas eletrônicas e coordenadas geográficas, a fim de desenvolver as primeiras noções
localização e movimentação no de coordenadas cartesianas
espaço para o reconhecimento do (EF05MA15) interpretar, descrever e representar a localização ou movimentação de objetos no plano
meio em que vive cartesiano (1º quadrante), utilizando coordenadas cartesianas, indicando mudanças de direção e de sentido e
1. A Matemática para giros
ESPAÇO/TEMPO E
compreensão do 1.2 Ilustrar as relações entre as (EF05MA16) Associar figuras espaciais a suas planificações (prismas, pirâmides, cilindros e cones) e analisar,
SUAS
espaço/tempo nas figuras unidimensionais, nomear e comparar seus atributos
TRANSFORMAÇÕE
transformações da bidimensionais e tridimensionais (EF05MA17) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá-
S
sociedade para percepção do mundo los, utilizando material de desenho ou tecnologias digitais
(EF05MA18) Reconhecer a congruência dos ângulos e a proporcionalidade entre os lados correspondentes de
1.3 Interpretar as Transformações figuras poligonais em situações de ampliação e de redução em malhas quadriculadas e usando tecnologias
geométricas nas construções digitais
elementares (EF05MA01PA) Reconhecer simetria de reflexão, rotação e translação em figuras e em pares de figuras
geométricas planas, com o uso de malhas quadriculadas e de softwares de geometria
(EF05MA01) Ler, escrever e ordenar números naturais até a ordem das centenas de milhar com compreensão
das principais características do sistema de numeração decimal
1.1 Empregar a linguagem
(EF05MA02) Ler, escrever e ordenar números racionais na forma decimal com compreensão das principais
matemática para argumentar e características do sistema de numeração decimal, utilizando, como recursos, a composição e decomposição e
demonstrar, escrevendo e
a reta numérica
representando de várias maneiras
(EF05MA03) Identificar e representar frações (menores e maiores que a unidade), associando-as ao resultado
(por números, desenhos,
de uma divisão ou à ideia de parte de um todo, utilizando a reta numérica como recurso
diagramas, etc.), suas estratégias
(EF05MA04) Identificar frações equivalentes
para resolução de problemas
(EF05MA05) Comparar e ordenar números racionais positivos (representações fracionária e decimal),
1. A Matemática como
LINGUAGEM E relacionando-os a pontos na reta numérica
linguagem para a
SUAS FORMAS (EF05MA10) Concluir, por meio de investigações, que a relação de igualdade existente entre dois membros
compreensão da
COMUNICATIVAS permanece ao adicionar, subtrair, multiplicar ou dividir cada um desses membros por um mesmo número, para
realidade
construir a noção de equivalência
1.2 Analisar as ideias matemáticas (EF05MA11) Resolver e elaborar problemas cuja conversão em sentença matemática seja uma igualdade com
expressas nas regularidades e nos uma operação em que um dos termos é desconhecido
padrões, como estímulo a (EF05MA12) Resolver problemas que envolvam variação de proporcionalidade direta entre duas grandezas,
investigação e a criatividade na para associar a quantidade de um produto ao valor a pagar, alterar as quantidades de ingredientes de receitas,
solução de problemas ampliar ou reduzir escala em mapas, entre outros
(EF05MA13) Resolver problemas envolvendo a partilha de uma quantidade em duas partes desiguais, tais
como dividir uma quantidade em duas partes, de modo que uma seja o dobro da outra, com compreensão da
ideia de razão entre as partes e delas com o todo
(EF05MA06) Associar as representações 10%, 25%, 50%, 75% e 100% respectivamente à décima parte,
1.1 Utilizar o conhecimento quarta parte, metade, três quartos e um inteiro, para calcular porcentagens, utilizando estratégias pessoais,
1. O diálogo da
VALORES À VIDA matemático na elaboração e cálculo mental e calculadora, em contextos de educação financeira, entre outros
Matemática com a vida
SOCIAL resolução de situações problemas, (EF05MA07) Resolver e elaborar problemas de adição e subtração com números naturais e com números
social
com estratégias diversificadas racionais, cuja representação decimal seja finita, utilizando estratégias diversas, como cálculo por estimativa,
cálculo mental e algoritmos

308
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF05MA08) Resolver e elaborar problemas de multiplicação e divisão com números naturais e com números
racionais cuja representação decimal é finita (com multiplicador natural e divisor natural e diferente de zero),
utilizando estratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálculo mental e algoritmos
(EF05MA09) Resolver e elaborar problemas simples de contagem envolvendo o princípio multiplicativo, como
a determinação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção com
todos os elementos de outra coleção, por meio de diagramas de árvore ou por tabelas
(EF05MA19) Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas das grandezas comprimento, área, massa,
tempo, temperatura e capacidade, recorrendo a transformações entre as unidades mais usuais em contextos
1.2. Aplicar o conhecimento de
socioculturais
sistema de grandezas e medidas
(EF05MA20) Concluir, por meio de investigações, que figuras de perímetros iguais podem ter áreas diferentes
na resolução de problemas
e que, também, figuras que têm a mesma área podem ter perímetros diferentes
matemáticos e do contexto social
(EF05MA21) Reconhecer volume como grandeza associada a sólidos geométricos e medir volumes por meio
de empilhamento de cubos, utilizando, preferencialmente, objetos concretos
(EF05MA22) Apresentar todos os possíveis resultados de um experimento aleatório, estimando se esses
resultados são igualmente prováveis ou não
(EF05MA23) Determinar a probabilidade de ocorrência de um resultado em eventos aleatórios, quando todos
1.3 Utilizar o conhecimento
os resultados possíveis têm a mesma chance de ocorrer (equiprováveis)
probabilístico e estatístico na
(EF05MA24) Interpretar dados estatísticos apresentados em textos, tabelas e gráficos (colunas ou linhas),
resolução de problemas que
referentes a outras áreas do conhecimento ou a outros contextos, como saúde e trânsito, e produzir textos
abordem sobretudo, questões
com o objetivo de sintetizar conclusões
sociais
(EF05MA25) Realizar pesquisa envolvendo variáveis categóricas e numéricas, organizar dados coletados por
meio de tabelas, gráficos de colunas, pictóricos e de linhas, com e sem uso de tecnologias digitais, e
apresentar texto escrito sobre a finalidade da pesquisa e a síntese dos resultados
1. Os saberes e as (EF05MA02PA) Descrever os sistemas de numeração, de grandezas e medidas, existentes em diferentes
1.1 Explicar a diferença entre o
CULTURA E práticas matemáticas culturas com a utilização da história da matemática
sistema de numeração, de
IDENTIDADE em diferentes grupos
grandezas e de medidas (EF05MA03PA) Expressar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
sociais
MATEMÁTICA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF06MA16) Associar pares ordenados de números a pontos do plano cartesiano do 1º quadrante, em
situações como a localização dos vértices de um polígono.
(EF06MA17) Quantificar e estabelecer relações entre o número de vértices, faces e arestas de prismas e
pirâmides, em função do seu polígono da base, para resolver problemas e desenvolver a percepção espacial
1. A Matemática para 1.1 Compreender e utilizar as
ESPAÇO/TEMPO E (EF06MA18) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e classificá-
compreensão do relações entre as figuras
SUAS los em regulares e não regulares, tanto em suas representações no plano como em faces de poliedros
espaço/tempo nas unidimensional, bidimensional e
TRANSFORMAÇÕE (EF06MA19) Identificar características dos triângulos e classificá-los em relação às medidas dos lados e dos
transformações da tridimensional para a percepção do
S ângulos
sociedade mundo
(EF06MA20) Identificar características dos quadriláteros, classificá-los em relação a lados e a ângulos e
reconhecer a inclusão e a intersecção de classes entre eles
(EF06MA21) Construir figuras planas semelhantes em situações de ampliação e de redução, com o uso de
malhas quadriculadas, plano cartesiano ou tecnologias digitais

309
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF06MA22) Utilizar instrumentos, como réguas e esquadros, ou softwares para representações de retas
paralelas e perpendiculares e construção de quadriláteros, entre outros
(EF06MA23) Construir algoritmo para resolver situações passo a passo (como na construção de dobraduras
ou na indicação de deslocamento de um objeto no plano segundo pontos de referência e distância fornecida e
etc.)
1.2. Compreender e utilizar as (EF06MA01PA) Reconhecer no plano cartesiano, o simétrico de figuras em relação aos eixos e à origem
transformações geométricas como
(EF06MA02PA) Reconhecer figuras obtidas por simetrias de translação, rotação e reflexão, usando
construções elementares e
instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica e vincular esse estudo a representações planas
representações da natureza e das
de obras de arte, elementos arquitetônicos, entre outros
artes
(EF06MA05) Classificar números naturais em primos e compostos, estabelecer relações entre números,
1.1 Relacionar as ideias expressas pelos termos ―é múltiplo de‖, ―é divisor de‖, ―é fator de‖, e estabelecer, por meio de investigações,
matemáticas, reconhecendo critérios de divisibilidade por 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 100 e 1000
padrões e regularidades, como (EF06MA12) Fazer estimativas de quantidades e aproximar números para múltiplos da potência de 10 mais
estimulo à investigação e à próximas
criatividade na solução de (EF06MA14) Reconhecer que uma igualdade matemática não se altera ao adicionar, subtrair, multiplicar ou
problemas dividir os seus dois membros por um mesmo número e utilizar essa noção para determinar valores
desconhecidos na resolução de problemas
1. A Matemática como
(EF06MA01) Comparar, ordenar, ler e escrever números naturais e números racionais em sua representação
LINGUAGEM E meio de linguagem e
decimal, fazendo uso da reta numérica
SUAS FORMAS de expressão para a
(EF06MA03) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculos (mentais ou escritos, exatos ou
COMUNICATIVAS compreensão da
aproximados) com números naturais, por meio de estratégias variadas, com compreensão dos processos
realidade
1.2 Utilizar a linguagem matemática neles envolvidos com e sem uso de calculadora
e suas representações como (EF06MA04) Construir algoritmo em linguagem natural e representá-lo por fluxograma que indique a resolução
estratégias para a resolução de de um problema simples (por exemplo, se um número natural qualquer é par)
problemas (EF06MA07) Compreender, comparar e ordenar frações associadas às ideias de partes de inteiros e resultado
de divisão, identificando frações equivalentes
(EF06MA08) Reconhecer que os números racionais positivos podem ser expressos nas formas fracionária e
decimal, estabelecer relações entre essas representações, passando de uma representação para outra, e
relacioná-los a pontos na reta numérica
(EF06MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam as ideias de múltiplo e de divisor
(EF06MA09) Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo da fração de uma quantidade e cujo
resultado seja um número natural, com e sem uso de calculadora
(EF06MA10) Resolver e elaborar problemas que envolvam adição ou subtração com números racionais
1.1 Utilizar processos matemáticos positivos na representação fracionária
1. O diálogo da na modelação e resolução de (EF06MA11) Resolver e elaborar problemas com números racionais positivos na representação decimal,
VALORES À VIDA
Matemática com a vida problemas matemáticos, do envolvendo as quatro operações fundamentais e a potenciação, por meio de estratégias diversas, utilizando
SOCIAL
social cotidiano e sociais estimativas e arredondamentos para verificar a razoabilidade de respostas, com e sem uso de calculadora
(EF06MA13) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com base na ideia de
proporcionalidade, sem fazer uso da ―regra de três‖, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e
calculadora, em contextos de educação financeira, entre outros
(EF06MA15) Resolver e elaborar problemas que envolvam a partilha de uma quantidade em duas partes
desiguais, envolvendo relações aditivas e multiplicativas, bem como a razão entre as partes e entre uma das

310
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

partes e o todo
(EF06MA24) Resolver e elaborar problemas que envolvam as grandezas comprimento, massa, tempo,
temperatura, área (triângulos e retângulos), capacidade e volume (sólidos formados por blocos retangulares),
sem uso de fórmulas, inseridos, sempre que possível, em contextos oriundos de situações reais e/ou
relacionadas às outras áreas do conhecimento
(EF06MA25) Reconhecer a abertura do ângulo como grandeza associada às figuras geométricas
1.2 Compreender e aplicar os
(EF06MA26) Resolver problemas que envolvam a noção de ângulo em diferentes contextos e em situações
sistemas de grandezas e medidas
reais, como ângulo de visão
existentes no contexto social
(EF06MA27) Determinar medidas da abertura de ângulos, por meio de transferidor e/ou tecnologias digitais
(EF06MA28) Interpretar, descrever e desenhar plantas baixas simples de residências e vistas aéreas
(EF06MA29) Analisar e descrever mudanças que ocorrem no perímetro e na área de um quadrado ao se
ampliarem ou reduzirem, igualmente, as medidas de seus lados, para compreender que o perímetro é
proporcional à medida do lado, o que não ocorre com a área
(EF06MA30) Calcular a probabilidade de um evento aleatório, expressando-a por número racional (forma
fracionária, decimal e percentual) e comparar esse número com a probabilidade obtida por meio de
experimentos sucessivos
(EF06MA31) Identificar as variáveis e suas frequências e os elementos constitutivos (título, eixos, legendas,
1.3 Utilizar o conhecimento fontes e datas) em diferentes tipos de gráfico
probabilístico e estatístico na (EF06MA32) Interpretar e resolver situações que envolvam dados de pesquisas sobre contextos ambientais,
sustentabilidade, trânsito, entre outros, apresentadas pela mídia em tabelas e em diferentes tipos de gráficos e
elaboração de situações problemas
redigir textos escritos com o objetivo de sintetizar conclusões
que abordem questões sociais
(EF06MA33) Planejar e coletar dados de pesquisa referente a práticas sociais escolhidas pelos alunos e fazer
uso de planilhas eletrônicas para o registro, representação e interpretação das informações, em tabelas, vários
tipos de gráficos e texto
(EF06MA34) Interpretar e desenvolver fluxogramas simples, identificando as relações entre os objetos
representados (por exemplo, posição de cidades considerando as estradas que as unem, hierarquia dos
funcionários de uma empresa etc.)
1. Os saberes e as 1.1 Expressar os sistemas de (EF06MA02) Reconhecer o sistema de numeração decimal, como o que prevaleceu no mundo ocidental, e
práticas Matemáticas numeração como representação destacar semelhanças e diferenças com outros sistemas, de modo a sistematizar suas principais
CULTURA E
existentes em dos diferentes saberes características (base, valor posicional e função do zero), utilizando, inclusive, a composição e decomposição
IDENTIDADE
diferentes grupos matemáticos existentes no contexto de números naturais e números racionais em sua representação decimal
sociais dos grupos sociais (EF06MA03PA) Ilustrar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
MATEMÁTICA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF07MA22) Construir circunferências, utilizando compasso, reconhecê-las como lugar geométrico e utilizá-
1. A Matemática para las para fazer composições artísticas e resolver problemas que envolvam objetos equidistantes
ESPAÇO/TEMPO E 1.1 Analisar e avaliar as relações
compreensão do (EF07MA23) Verificar relações entre os ângulos formados por retas paralelas cortadas por uma transversal,
SUAS entre as figuras unidimensional,
espaço/tempo nas com e sem uso de softwares de geometria dinâmica
TRANSFORMAÇÕE bidimensional e tridimensional para
transformações da (EF07MA24) Construir triângulos, usando régua e compasso, reconhecer a condição de existência do triângulo
S a percepção do mundo
sociedade quanto à medida dos lados e verificar que a soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo é 180°
(EF07MA25) Reconhecer a rigidez geométrica dos triângulos e suas aplicações, como na construção de

311
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

estruturas arquitetônicas (telhados, estruturas metálicas e outras) ou nas artes plásticas


(EF07MA26) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um
triângulo qualquer, conhecidas as medidas dos três lados
(EF07MA28) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um
polígono regular (como quadrado e triângulo equilátero), conhecida a medida de seu lado
(EF07MA19) Realizar transformações de polígonos representados no plano cartesiano, decorrentes da
multiplicação das coordenadas de seus vértices por um número inteiro
1.2. Interpretar as transformações
(EF07MA20) Reconhecer e representar, no plano cartesiano, o simétrico de figuras em relação aos eixos e à
geométricas como construções
origem
elementares e representações da
(EF07MA21) Reconhecer e construir figuras obtidas por simetrias de translação, rotação e reflexão, usando
natureza e das artes
instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica e vincular esse estudo a representações planas
de obras de arte, elementos arquitetônicos, entre outros
(EF07MA05) Resolver um mesmo problema utilizando diferentes algoritmos
(EF07MA06) Reconhecer que as resoluções de um grupo de problemas que têm a mesma estrutura podem
ser obtidas utilizando os mesmos procedimentos
1.1 Analisar as ideias matemáticas, (EF07MA07) Representar por meio de um fluxograma os passos utilizados para resolver um grupo de
reconhecendo padrões e problemas
regularidades, como estimulo à (EF07MA14) Classificar sequências em recursivas e não recursivas, reconhecendo que o conceito de recursão
investigação e à criatividade na está presente não apenas na matemática, mas também nas artes e na literatura
solução de problemas (EF07MA15) Utilizar a simbologia algébrica para expressar regularidades encontradas em sequências
numéricas
(EF07MA16) Reconhecer se duas expressões algébricas obtidas para descrever a regularidade de uma
mesma sequência numérica são ou não equivalentes
1. A Matemática como (EF07MA08) Comparar e ordenar frações associadas às ideias de parte de inteiros, resultado da divisão, razão
LINGUAGEM E meio de linguagem e e operador
SUAS FORMAS de expressão para a (EF07MA09) Utilizar, na resolução de problemas, a associação entre razão e fração, como a fração 2/3 para
COMUNICATIVAS compreensão da expressar a razão de duas partes de uma grandeza para três partes da mesma ou três partes de outra
realidade grandeza
(EF07MA10) Comparar e ordenar números racionais em diferentes contextos e associá-los a pontos da reta
1.2 Articular as linguagens
numérica
numérica, algébrica e geométrica e
(EF07MA11) Compreender e utilizar a multiplicação e divisão de números racionais, a relação entre elas e
suas diferentes representações
suas propriedades operatórias
como estratégias para a resolução
(EF07MA13) Compreender a ideia de variável, representada por letra ou símbolo, para expressar relação entre
de problemas.
duas grandezas, diferenciando-a da ideia de incógnita
(EF07MA17) Resolver e elaborar problemas que envolvam variação de proporcionalidade direta e de
proporcionalidade inversa entre duas grandezas, utilizando sentença algébrica para expressar a relação entre
elas
(EF07MA18) Resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações polinomiais de 1o
grau, redutíveis à forma ax + b = c, fazendo uso das propriedades da igualdade
1. O diálogo da 1.1 Aplicar processos matemáticos (EF07MA01) Resolver e elaborar problemas com números naturais, envolvendo as noções de divisor e de
VALORES À VIDA
Matemática com a vida na modelação e resolução de múltiplo, podendo incluir máximo divisor comum ou mínimo múltiplo comum, por meio de estratégias diversas,
SOCIAL
social problemas matemáticos, do sem a aplicação de algoritmos

312
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

cotidiano e sociais (EF07MA02) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, como os que lidam com acréscimos
e decréscimos simples, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, no contexto de educação
financeira, entre outros
(EF07MA04) Resolver e elaborar problemas que envolvam operações com números inteiros
(EF07MA12) Resolver e elaborar problemas que envolvam as operações com números racionais
(EF07MA27) Calcular medidas de ângulos internos de polígonos regulares, sem o uso de fórmulas, e
estabelecer relações entre ângulos internos e externos de polígonos, preferencialmente vinculadas à
construção de mosaicos e de ladrilhamentos
(EF07MA29) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de grandezas inseridos em contextos
oriundos de situações cotidianas ou de outras áreas do conhecimento, reconhecendo que toda medida
1.2 Interpretar e empregar os empírica é aproximada.
sistemas de grandezas e medidas (EF07MA30) Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida do volume de blocos retangulares,
existentes no contexto social envolvendo as unidades usuais (metro cúbico, decímetro cúbico e centímetro cúbico)
(EF07MA31) Estabelecer expressões de cálculo de área de triângulos e de quadriláteros
(EF07MA32) Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida de área de figuras planas que podem ser
decompostas por quadrados, retângulos e/ou triângulos, utilizando a equivalência entre áreas
(EF07MA33) Estabelecer o número como a razão entre a medida de uma circunferência e seu diâmetro, para
compreender e resolver problemas, inclusive os de natureza histórica
(EF07MA34) Planejar e realizar experimentos aleatórios ou simulações que envolvem cálculo de
probabilidades ou estimativas por meio de frequência de ocorrências
(EF07MA35) Compreender, em contextos significativos, o significado de média estatística como indicador da
1.3 Aplicar o conhecimento
tendência de uma pesquisa, calcular seu valor e relacioná-lo, intuitivamente, com a amplitude do conjunto de
probabilístico e estatístico na
dados
elaboração de situações problemas
(EF07MA36) Planejar e realizar pesquisa envolvendo tema da realidade social, identificando a necessidade de
que abordem sobretudo, questões
ser censitária ou de usar amostra, e interpretar os dados para comunicá-los por meio de relatório escrito,
sociais
tabelas e gráficos, com o apoio de planilhas eletrônicas
(EF07MA37) Interpretar e analisar dados apresentados em gráfico de setores divulgados pela mídia e
compreender quando é possível ou conveniente sua utilização
1. Os saberes e as 1.1 Analisar sistemas de (EF07MA03) Comparar e ordenar números inteiros em diferentes contextos, incluindo o histórico, associá-los
práticas Matemáticas numeração como representação a pontos da reta numérica e utilizá-los em situações que envolvam adição e subtração
CULTURA E
existentes em dos diferentes saberes
IDENTIDADE
diferentes grupos matemáticos existentes no contexto (EF07MA01PA) Relatar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
sociais dos grupos sociais
MATEMÁTICA
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF08MA14) Demonstrar propriedades de quadriláteros por meio da identificação da congruência de
1. A Matemática para
ESPAÇO/TEMPO E 1.1 Determinar as relações entre as triângulos.
compreensão do
SUAS figuras unidimensional, (EF08MA15) Construir, utilizando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica, mediatriz,
espaço/tempo nas
TRANSFORMAÇÕE bidimensional e tridimensional para bissetriz, ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares
transformações da
S a percepção do mundo (EF08MA16) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um
sociedade
hexágono regular de qualquer área, a partir da medida do ângulo central e da utilização de esquadros e

313
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

compasso
(EF08MA17) Aplicar os conceitos de mediatriz e bissetriz como lugares geométricos na resolução de
problemas
1.2. Interpretar as transformações
(EF08MA18) Reconhecer e construir figuras obtidas por composições de transformações geométricas
geométricas como construções
(translação, reflexão e rotação), com o uso de instrumentos de desenho ou de softwares de geometria
elementares e suas representações
dinâmica
na natureza e nas artes
1.1 Reconhecer as regularidades e (EF08MA10) Identificar a regularidade de uma sequência numérica ou figural não recursiva e construir um
os padrões, como estímulo à algoritmo por meio de um fluxograma que permita indicar os números ou as figuras seguintes
investigação e à criatividade para a
(EF08MA11) Identificar a regularidade de uma sequência numérica recursiva e construir um algoritmo por meio
elaboração de estratégias na
de um fluxograma que permita indicar os números seguintes
resolução de problemas
(EF08MA01) Efetuar cálculos com potências de expoentes inteiros e aplicar esse conhecimento na
representação de números em notação científica
(EF08MA02) Resolver e elaborar problemas usando a relação entre potenciação e radiciação, para
1. A Matemática como representar uma raiz como potência de expoente fracionário
LINGUAGEM E meio de linguagem e (EF08MA03) Resolver e elaborar problemas de contagem cuja resolução envolva a aplicação do princípio
SUAS FORMAS de expressão para a multiplicativo
COMUNICATIVAS compreensão da 1.2 Utilizar as linguagens numérica (EF08MA05) Reconhecer e utilizar procedimentos para a obtenção de uma fração geratriz para uma dízima
realidade e algébrica, em diferentes periódica
representações, para elaboração e (EF08MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculo do valor numérico de expressões
resolução de problemas algébricas, utilizando as propriedades das operações
(EF08MA07) Associar uma equação linear de 1º grau com duas incógnitas a uma reta no plano cartesiano
(EF08MA08) Resolver e elaborar problemas relacionados ao seu contexto próximo, que possam ser
representados por sistemas de equações de 1º grau com duas incógnitas e interpretá-los, utilizando, inclusive,
o plano cartesiano como recurso
(EF08MA09) Resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações polinomiais de 2º
grau do tipo ax2= b
(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de
tecnologias digitais
1.1 Utilizar o conhecimento (EF08MA12) Identificar a natureza da variação de duas grandezas, diretamente, inversamente proporcionais
matemático na modelação e ou não proporcionais, expressando a relação existente por meio de sentença algébrica e representá-la no
resolução de problemas sociais plano cartesiano
(EF08MA13) Resolver e elaborar problemas que envolvam grandezas diretamente ou inversamente
1. O diálogo da proporcionais, por meio de estratégias variadas
VALORES À VIDA
Matemática com a vida (EF08MA19) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de área de figuras geométricas, utilizando
SOCIAL
social 1.2 Diferenciar e Empregar o expressões de cálculo de área (quadriláteros, triângulos e círculos), em situações como determinar medida de
sistema de grandezas e de terrenos
medidas para a resolução de (EF08MA20) Reconhecer a relação entre um litro e um decímetro cúbico e a relação entre litro e metro cúbico,
problemas matemáticos e do para resolver problemas de cálculo de capacidade de recipientes
contexto social (EF08MA21) Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo do volume de recipiente cujo formato é o
de um bloco retangular
(EF08MA22) Calcular a probabilidade de eventos, com base na construção do espaço amostral, utilizando o

314
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princípio multiplicativo, e reconhecer que a soma das probabilidades de todos os elementos do espaço
amostral é igual a 1
(EF08MA23) Avaliar a adequação de diferentes tipos de gráficos para representar um conjunto de dados de
uma pesquisa
(EF08MA24) Classificar as frequências de uma variável contínua de uma pesquisa em classes, de modo que
1.3 Aplicar o conhecimento resumam os dados de maneira adequada para a tomada de decisões
probabilístico e estatístico na (EF08MA25) Obter os valores de medidas de tendência central de uma pesquisa estatística (média, moda e
elaboração de situações problemas mediana) com a compreensão de seus significados e relacioná-los com a dispersão de dados, indicada pela
que abordem sobretudo, questões amplitude
sociais (EF08MA26) Selecionar razões, de diferentes naturezas (física, ética ou econômica), que justificam a
realização de pesquisas amostrais e não censitárias, e reconhecer que a seleção da amostra pode ser feita de
diferentes maneiras (amostra casual simples, sistemática e estratificada)
(EF08MA27) Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e
escrever relatório que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados, destacando
aspectos como as medidas de tendência central, a amplitude e as conclusões
1.1 Desenvolver construções (EF08MA01PA) Descobrir por meio da história da matemática, a construção da álgebra e da geometria como
1. Os saberes e as
algébricas e geométricas como uma atividade matemática fruto de diferentes culturas e práticas sociais
práticas Matemáticas
CULTURA E representações e sistematizações
existentes em
IDENTIDADE dos diferentes saberes (EF08MA02PA) Relatar situações que representem a cultura local por meio de representações algébricas e
diferentes grupos
matemáticos existentes no contexto geométricas
sociais
dos diversos grupos sociais
MATEMÁTICA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF09MA11) Resolver problemas por meio do estabelecimento de relações entre arcos, ângulos centrais e
ângulos inscritos na circunferência, fazendo uso, inclusive, de softwares e geometria dinâmica
(EF09MA14) Resolver e elaborar problemas de aplicação do teorema de Pitágoras ou das relações de
proporcionalidade envolvendo retas paralelas cortadas por secantes
1.1 Analisar as relações entre as
(EF09MA15) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um
figuras unidimensional,
1. A Matemática para polígono regular cuja medida do lado é conhecida, utilizando régua e compasso, como também softwares
ESPAÇO/TEMPO E bidimensional e tridimensional para
compreensão do (EF09MA16) Determinar o ponto médio de um segmento de reta e a distância entre dois pontos quaisquer no
SUAS a percepção do mundo
espaço/tempo nas plano cartesiano, sem o uso de fórmulas, e utilizar esse conhecimento para calcular, por exemplo, medidas de
TRANSFORMAÇÕE
transformações da perímetros e áreas de figuras planas construídas no plano
S
sociedade (EF09MA17) Reconhecer vistas ortogonais de figuras espaciais e aplicar esse conhecimento para desenhar
objetos em perspectiva
1.2. Aplicar as transformações (EF09MA03PA) Reconhecer e utilizar as transformações geométricas na construção de figuras semelhantes
geométricas como construções
elementares e suas representações (EF09MA12) Reconhecer as condições necessárias e suficientes para que dois triângulos sejam semelhantes
na natureza e nas artes
LINGUAGEM E 1. A Matemática como 1.1 Interpretar e aplicar a (EF09MA01) Reconhecer que, uma vez fixada uma unidade de comprimento, existem segmentos de reta cujo
SUAS FORMAS meio de linguagem e linguagem matemática na comprimento não é expresso por número racional (como as medidas de diagonais de um polígono e alturas de
COMUNICATIVAS de expressão para a elaboração e resolução de um triângulo, quando se toma a medida de cada lado como unidade)

315
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compreensão da problemas (EF09MA02) Reconhecer um número irracional como um número real cuja representação decimal é infinita e
realidade não periódica, e estimar a localização de alguns deles na reta numérica

(EF09MA03) Efetuar cálculos com números reais, inclusive potências com expoentes fracionários
(EF09MA04) Resolver e elaborar problemas com números reais, inclusive em notação Científica, envolvendo
diferentes operações
(EF09MA06) Compreender as funções como relações de dependência unívoca entre duas variáveis e suas
representações numérica, algébrica e gráfica e utilizar esse conceito para analisar situações que envolvam
relações funcionais entre duas variáveis
(EF09MA09) Compreender os processos de fatoração de expressões algébricas, com base em suas relações
com os produtos notáveis, para resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações
polinomiais do 2º grau
(EF09MA10) Demonstrar relações simples entre os ângulos formados por retas paralelas cortadas por uma
1.2 Desenvolver a argumentação transversal
matemática apoiada no raciocínio
intuitivo e dedutivo (EF09MA13) Demonstrar relações métricas do triângulo retângulo, entre elas o teorema de Pitágoras,
utilizando, inclusive, a semelhança de triângulos
(EF09MA05) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de aplicação de
percentuais sucessivos e a determinação das taxas percentuais, preferencialmente com o uso de tecnologias
digitais, no contexto da educação financeira
1.1 Utilizar o conhecimento
(EF09MA07) Resolver problemas que envolvam a razão entre duas grandezas de espécies diferentes, como
matemático na modelação e
velocidade e densidade demográfica
resolução de problemas sociais
(EF09MA08) Resolver e elaborar problemas que envolvam relações de proporcionalidade direta e inversa
entre duas ou mais grandezas, inclusive escalas, divisão em partes proporcionais e taxa de variação, em
contextos socioculturais, ambientais e de outras áreas
(EF09MA18) Reconhecer e empregar unidades usadas para expressar medidas muito grandes ou muito
1.2 Diferenciar e utilizar o sistema
pequenas, tais como distância entre planetas e sistemas solares, tamanho de vírus ou de células, capacidade
de grandezas e de medidas para a
de armazenamento de computadores, entre outros
resolução de problemas
(EF09MA19) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de volumes de prismas e de cilindros
VALORES À VIDA matemáticos e do contexto social
retos, inclusive com uso de expressões de cálculo, em situações cotidianas
SOCIAL
(EF09MA20) Reconhecer, em experimentos aleatórios, eventos independentes e dependentes e calcular a
probabilidade de sua ocorrência, nos dois casos
(EF09MA21) Analisar e identificar, em gráficos divulgados pela mídia, os elementos que podem induzir, às
1.3 Analisar e empregar o vezes propositadamente, erros de leitura, como escalas inapropriadas, legendas não explicitadas
conhecimento probabilístico e corretamente, omissão de informações importantes (fontes e datas), entre outros
estatístico em situações problemas (EF09MA22) Escolher e construir o gráfico mais adequado (colunas, setores, linhas), com ou sem uso de
que abordem, sobretudo, questões planilhas eletrônicas, para apresentar um determinado conjunto de dados, destacando aspectos como as
sociais medidas de tendência central
(EF09MA23) Planejar e executar pesquisa amostral envolvendo tema da realidade social e comunicar os
resultados por meio de relatório contendo avaliação de medidas de tendência central e da amplitude, tabelas e
gráficos adequados, construídos com o apoio de planilhas eletrônicas

316
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

1.1 Analisar as construções (EF09MA01PA) Comparar, por meio da história da matemática, a construção da geometria e da álgebra como
1. Os saberes e as
algébricas e geométricas como diferentes práticas sociais e culturais
práticas Matemáticas
CULTURA E representações e sistematizações
existentes em
IDENTIDADE dos diferentes saberes (EF09MA02PA) Inferir situações que representem a cultura local por meio de representações geométricas e
diferentes grupos
matemáticos existentes no contexto algébricas
sociais
dos grupos sociais

317
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3.2.7 Área de Conhecimento: Ensino Religioso

3.2.7.1 Componente Curricular: Ensino Religioso

ÁREA: ENSINO RELIGIOSO


COMPONENTE CURRICULAR
Ensino Religioso

Pensar um ensino público escolarizado, científico e laico é algo que ainda hoje não se
concretizou como deveria na educação brasileira. Os avanços são significativos, mas os
anacronismos ainda estão presentes e não se restringem apenas a presença do Ensino Religioso no
currículo da escola básica no que se refere à laicidade.
O Ensino Religioso, na sua história, esteve fortemente ligado à religião dominante e ainda
hoje sofre com suas influências, aliadas a outros segmentos do Cristianismo; as tentativas para
superação dessa situação não ocorreram com LDB nº 9.394/1996 (BRASIL, 1996), uma vez que
previa um Ensino Religioso desenvolvido a partir dos modelos confessional e interconfessional 29
respectivamente, não indo além da proposta de uma educação para religiosidade enviesada nos
valores da matriz cultural-religiosa judaico-cristã.
Com a alteração do art. 33 da LDB por meio da Lei nº 9.475/1997 (BRASIL, 1997a), iniciou-
se a perspectiva da escolarização, ou seja, buscou-se organizar o Ensino Religioso a partir da
própria escola, de seus princípios e pressupostos científicos, e não mais das confissões religiosas.
Em termos legais ou jurídicos, o Ensino Religioso é compreendido como área de
conhecimento (BRASIL, 1998d) no Ensino Fundamental, ampliada tal concepção para Educação
Básica (BRASIL, 2010c) e reforçada na Diretriz Curricular Nacional para o Ensino Fundamental de
Nove Anos (BRASIL, 2010b).
Não obstante a isso, o Ensino Religioso vinha sofrendo com a ausência de políticas
curriculares e de formação de professores, pois até então não se dispunha de diretrizes para isso,
reafirmando, por outro lado, inconsistências diante da laicidade do próprio Estado que deixava e à
revelia dos sistemas e instituições de ensino tal competência.

29 O modelo confessional, também conhecido como catequético, refere-se objetivamente ao ensino de uma tradição
religiosa. Encontrou base legal para aplicação na LDB no 4.024/1961. O modelo interconfessional, também conhecido
como teológico, é visto como o segundo modelo adotado no Brasil, refere-se ao ensino dos valores comuns de diferentes
confissões cristãs, por esse motivo também é conhecido como modelo ecumênico. Encontrou base legal para aplicação
na LDB no 5.692/1971.

318
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Essa situação permitia, por outro lado, que a disciplina ainda continuasse sob a influência
das confissões religiosas, especialmente as cristãs.
A orientação legal que apontava o Ensino Religioso como área de conhecimento de certa
forma também serviu para acentuar ainda mais esse caráter, situação que começou mudar de forma
mais efetiva em 2006 (SENA et al., 2006), quando se tornou consenso que ele depende diretamente
das pesquisas e resultados da Ciência da Religião, disciplina acadêmica das Ciências Humanas
surgida na segunda metade do século XIX.
Esse reconhecimento também chegou a se concretizar pelo Ministério da Educação (MEC),
com a homologação do Parecer CP/CNE nº 12/20018 e da Resolução CNE nº 05/2018 (BRASIL,
2018) que instituiu a Ciência da Religião como ciência de referência para a formação de professores
de Ensino Religioso.
Dessa forma, esse componente curricular na atualidade equipara-se aos demais,
organizando-se em termos de formação inicial e orientação curricular pelo próprio MEC,
assegurando assim os seguintes objetivos:

a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e


estéticos, a partir das manifestações religiosas percebidas na realidade dos
educandos;
b) Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de
crença, no constante propósito de promoção dos direitos humanos;
c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre
perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de
concepções e o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição Federal;
d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a
partir de valores, princípios éticos e da cidadania (BRASIL, 2017a, p, 435).

Para isso, adota a religião como seu objeto de estudo em toda sua complexidade, numa
perspectiva ética, que assume o estudo da religião do ponto de vista externo, ou seja, aquilo que
pode ser observado e constado enquanto um fato humano, pois ―as religiões e religiosidades devem
ser vistas como expressões culturais, sociais e psicológicas, sendo fenômenos humanos que podem
ser estudados por uma perspectiva também humana na escola pública‖ (COSTA, 2015, p. 52).
Nesse sentido, o Ensino Religioso busca estudar e religião, assim como a sua negação,
assumindo como competências específicas para o Ensino Fundamental:

1. Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos


religiosos e filosofias de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos,
estéticos e éticos.

319
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2. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de


vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.
3. Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto
expressão de valor da vida.
4. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de
ser e viver.
5. Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da
política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.
6. Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de
intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar
os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz
(BRASIL, 2017a, p, 435).

Partindo disso, neste documento há quatro eixos norteadores do ensino que possuem
subeixos específicos e adequados para cada ano e etapa do Ensino Fundamental reorganizados a
partir da BNCC (BRASIL, 2017a), sendo equivalentes aos objetos de conhecimento descritos na
mesma.
Dessa forma, o primeiro eixo ―O Espaço/Tempo e suas Transformações‖ apresenta
subeixos que buscam apresentar a materialidade das religiões e espiritualidades na cultura brasileira
no espaço/tempo, destacando sua evolução, transformação e adaptação.
O segundo eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ traz subeixos em que se
destacam sistematicamente as diferentes linguagens e formas comunicativas registradas nos textos
escritos e orais, nas celebrações, expressões e manifestações simbólicas, assim como outras
concepções e posturas observadas no seu contexto sociocultural, sejam elas materiais ou imateriais,
buscando mostrar como os seres humanos vêm se constituindo enquanto linguagem.
O terceiro eixo ―Valores à Vida Social‖ apresenta subeixos que possibilitam a abordagem
ética aplicada nesse componente curricular, orientada por um olhar que estuda as religiões fora de
seu universo de crença pessoal, permitindo assim, a visibilidade das religiões como elas realmente
se apresentam.
Essa postura, não nega as crenças pessoais, mas também não as elegem nos seus
estudos, ou seja, o distanciamento exigido na abordagem ética permite estudar as religiões e os
sem-religião sem recair nos juízos de valores preconcebidos, que em muitas vezes podem chegar à
intolerância religiosa. Dessa forma, essa abordagem constante nos subeixos esclarece vários
equívocos sobre as práticas de muitas religiões, pois se fundamenta na observação dos fatos
religiosos em diferentes situações e contextos.

320
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Educação Infantil e Ensino Fundamental

Já o quarto eixo ―Cultura e Identidade‖ traz subeixos que buscam destacar, utilizando os
estudos sistemáticos e empíricos, a diversidade cultural religiosa brasileira e mundial na sociedade,
destacando suas estruturas, cosmovisões, influências e ideologias, permitindo espaço para
discussões atuais que envolvem questões bioéticas, de identidade, étnico-raciais e temáticas até
então interditadas na educação, como a discussão sobre a morte, práticas lutuosas e rituais
funerários.
Nesse aspecto, o presente documento busca se alicerçar na sua ciência de referência,
Ciência da Religião e na sua própria estrutura interna organizada em dois grandes ramos: o estudo
sistemático ou comparativo das religiões e o estudo empírico ou histórico das religiões; suas
pesquisas e resultados, quando transmutados, asseguram o seu ensino nas escolas públicas numa
perspectiva científica e laica.

321
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ENSINO RELIGIOSO
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01ER01PA) Perceber na sua convivência a existência das religiões
1. Representações 1.1 Identificar as ideias e
(EF03ER03) Identificar e respeitar práticas celebrativas (cerimônias, orações, festividades, peregrinações,
religiosas representações sobre religiões
entre outras) de diferentes tradições religiosas
(EF02ER01PA) Identificar com respeito às religiões presentes no seu bairro
2.1 Conhecer as religiões presentes
2. Religiões locais (EF03ER02) Caracterizar os espaços e territórios religiosos como locais de realização das práticas
no seu entorno
ESPAÇO/TEMPO E celebrativas
SUAS (EF02ER01) Reconhecer os diferentes espaços de convivência
TRANSFORMAÇÕES 3.1 Identificar os diferentes espaços (EF03ER01) Identificar e respeitar os diferentes espaços e territórios religiosos de diferentes tradições e
3. Espaços seculares e
seculares e religiosos paraenses movimentos religiosos
religiosos
(EF03ER01PA) Diferenciar e respeitar os lugares, religiosos e não religiosos
(EF02ER02PA) Identificar a diversidade religiosa paraense
4.1 Conhecer as religiões presentes
4. Diversidade religiosa (EF03ER04) Caracterizar as práticas celebrativas como parte integrante do conjunto das manifestações
na sociedade brasileira
religiosas de diferentes culturas e sociedades
1.1 Conhecer os elementos culturais (EF02ER04) Identificar os símbolos presentes nos variados espaços de convivência
1. Elementos culturais e
que se relacionam com as religiões, (EF01ER02PA) Perceber como as expressões culturais possuem relações com as tradições religiosas
religiosos
destacando o contexto paraense (EF01ER04) Valorizar a diversidade de formas de vida
2.1 Conhecer e comparar diferentes (EF02ER02) Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em variados ambientes de
2. Narrativas e histórias
temas nas narrativas e histórias convivência
LINGUAGEM E SUAS religiosas
religiosas (EF03ER02PA) Reconhecer e respeitar as histórias e relatos religiosos com seus vários assuntos
FORMAS
COMUNICATIVAS (EF02ER03PA) Identificar e respeitar as festas seculares e religiosas
3.1 Conhecer e diferenciar as práticas
3. Práticas celebrativas (EF03ER03) Identificar e respeitar práticas celebrativas (cerimônias, orações, festividades, peregrinações,
celebrativas seculares e religiosas
entre outras) de diferentes tradições religiosas
4.1 Conhecer os símbolos religiosos e (EF02ER05) Identificar, distinguir e respeitar símbolos religiosos de distintas manifestações, tradições e
4. Símbolos seculares e
seculares, assim como seus instituições religiosas
religiosos
significados (EF01ER03PA) Diferenciar as expressões simbólicas religiosas das seculares
1.1 Perceber o autoconhecimento (EF01ER02) Reconhecer que o seu nome e o das demais pessoas os identificam e os diferenciam
como identidade pessoal construída (EF02ER03) Identificar as diferentes formas de registro das memórias pessoais, familiares e escolares
1. Conhecendo-se
no seu convívio familiar e (fotos, músicas, narrativas, álbuns...)
sociocultural (EF01ER04PA) Expor com segurança e autoestima a formação da sua identidade
2.1 Perceber a importância da (EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós
2. Os outros e a sua
convivência pacífica e respeitosa
importância (EF02ER04PA) Demonstrar respeito diante das diferenças humanas e socioculturais
VALORES À VIDA entre diferentes pessoas e grupos
SOCIAL 3.1 Entender os direitos e deveres (EF01ER05) Identificar e acolher sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada um
3. Direitos e cuidados de
com base nos direitos sociais e
si e dos outros (EF03ER03PA) Reconhecer a importância do respeito diante das regras familiares, religiosas e sociais
humanos, sem quaisquer distinções
(EF01ER06) Identificar as diferentes formas pelas quais as pessoas manifestam sentimentos, ideias,
4. Convivência em 4.1. Entender o respeito às
memórias, gostos e crenças em diferentes espaços
respeito: liberdade e diferenças, considerando os princípios
(EF01ER03) Reconhecer e respeitar as características físicas e subjetivas de cada um
tolerância religiosa legais
(EF02ER05PA) Perceber e reconhecer os direitos humanos como a liberdade e a tolerância religiosa

322
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF02ER06) Exemplificar alimentos considerados sagrados por diferentes culturas, tradições e expressões
1. Manifestações 1.1 Identificar as diferentes
religiosas
religiosas manifestações religiosas
(EF01ER05PA) Identificar e respeitar as religiões presentes ao seu redor
(EF01ER06PA) Identificar e reconhecer elementos que caracterizam as religiões
2.1 Conhecer alguns aspectos que
2. Conhecendo religiões (EF03ER05) Reconhecer as indumentárias (roupas, acessórios, símbolos, pinturas corporais) utilizadas em
CULTURA E caracterizam as religiões
diferentes manifestações e tradições religiosas
IDENTIDADE
3.1 Conhecer a diversidade religiosa e (EF03ER06) Caracterizar as indumentárias como elementos integrantes das identidades religiosas
3. Diversidade religiosa
secular (EF02ER06PA) Identificar e respeitar as diferentes manifestações, religiosas e não religiosas
(EF02ER07) Identificar significados atribuídos a alimentos em diferentes manifestações e tradições
4.1 Identificar as religiões presentes
4. Religiões no Brasil religiosas
na cultura brasileira
(EF03ER04PA) Identificar as religiões presentes no Brasil, destacando o contexto regional e local
ENSINO RELIGIOSO
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF04ER04) Identificar as diversas formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos,
1.1 Conhecer a historia do surgimento
1. As primeiras religiões dança, meditação) nas diferentes tradições religiosas
das primeiras religiões
ESPAÇO/TEMPO E (EF04ER01PA) Identificar e localizar no espaço/tempo as primeiras religiões
SUAS (EF04ER05) Identificar representações religiosas em diferentes expressões artísticas (pinturas, arquitetura,
TRANSFORMAÇÕES 2.1 Identificar a presença e influência esculturas, ícones, símbolos, imagens), reconhecendo-as como parte da identidade de diferentes culturas e
2. Religiões e sociedade
das religiões na sociedade tradições religiosas
(EF04ER02PA) Identificar como a presença das religiões é percebida nas ações das pessoas
1.1 Conhecer as narrativas religiosas (EF04ER06) Identificar nomes, significados e representações de divindades nos contextos familiar e
1. As origens e o começo e seculares sobre o surgimento da comunitário
vida (EF04ER03PA) Respeitar os relatos religiosos e seculares sobre as origens humanas e do universo
LINGUAGEM E SUAS
(EF04ER01) Identificar ritos presentes no cotidiano pessoal, familiar, escolar e comunitário
FORMAS
(EF04ER02) Identificar ritos e suas funções em diferentes manifestações e tradições religiosas
COMUNICATIVAS 2. Ritos religiosos e 2.1 Identificar a função e distinção
(EF04ER03) Caracterizar ritos de iniciação e de passagem em diversos grupos religiosos (nascimento,
seculares entre ritos religiosos e seculares
casamento e morte)
(EF04ER04PA) Identificar e respeitar os ritos religiosos e não religiosos
(EF04ER07) Reconhecer e respeitar as ideias de divindades de diferentes manifestações e tradições
1.1 Perceber o cuidado de si e do
1. Cuidados de si e do religiosas
outro na perspectiva dos direitos
outro (EF04ER05PA) Entender a importância de praticar o respeito próprio e coletivo com base na igualdade
VALORES À VIDA humanos
entre as pessoas
SOCIAL
(EF04ER04) Identificar as diversas formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos,
2. Normas e valores 2.1 Conhecer normas religiosas e
dança, meditação) nas diferentes tradições religiosas
religiosos e seculares seculares
(EF04ER06PA) Perceber como os valores religiosos e seculares ajudam na organização social
(EF04ER05) Identificar representações religiosas em diferentes expressões artísticas (pinturas, arquitetura,
1. Matrizes cultural- 1.1 Estudar as matrizes cultural- esculturas, ícones, símbolos, imagens), reconhecendo-as como parte da identidade de diferentes culturas e
CULTURA E religiosas do Brasil religiosas brasileiras tradições religiosas
IDENTIDADE (EF04ER07PA) Identificar a origem e formação das manifestações religiosas regionais e locais
2. Religiões e 2.1 Conhecer os aspectos religiosos
(EF04ER08PA) Perceber e identificar as características religiosas nas manifestações artístico-culturais
manifestações artístico- presentes nas manifestações

323
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

culturais artístico-culturais
ENSINO RELIGIOSO
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Estudar as relações e o papel das
1. Religiões e vida pública (EF05ER01PA) Identificar e reconhecer a influência e os limites das religiões no dia a dia
ESPAÇO/TEMPO E religiões na vida pública
SUAS (EF05ER01) Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes culturas e tradições religiosas
2. Interações nos espaços
TRANSFORMAÇÕES 2.1 Conhecer os espaços religiosos como recurso para preservar a memória
religiosos
(EF05ER02PA) Identificar nas paisagens urbanas e rurais santuários e templos e outros espaços religiosos
(EF05ER03PA) Identificar a função dos textos escritos e orais das religiões
(EF05ER03) Reconhecer funções e mensagens religiosas contidas nos mitos de criação (concepções de
mundo, natureza, ser humano, divindades, vida e morte)
1. Textos escritos e orais 1.1 Conhecer e comparar os textos
(EF05ER04) Reconhecer a importância da tradição oral para preservar memórias e acontecimentos
LINGUAGEM E SUAS das religiões escritos e orais das religiões
religiosos
FORMAS
(EF05ER05) Identificar elementos da tradição oral nas culturas e religiosidades indígenas, afro-brasileiras,
COMUNICATIVAS
ciganas, entre outras
2.1 Conhecer as ideias sobre (EF05ER02) Identificar mitos de criação em diferentes culturas e tradições religiosas
2. Divindades e seres
divindades e seres sobre-humanos (EF05ER04PA) Identificar e perceber a presença das divindades como patrimônio histórico-cultural material
sobre-humanos
das religiões e imaterial na cultura regional e local
1.1 Conhecer princípios legais sobre (EF05ER07) Reconhecer, em textos orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver
1. Direitos humanos os direitos humanos e a liberdade
VALORES À VIDA (EF05ER05PA) Reconhecer e respeitar o direito a ter ou não uma crença religiosa
religiosa
SOCIAL
2. Diálogo e respeito 2.1 Perceber a importância do diálogo
(EF05ER06PA) Reconhecer a importância do diálogo intercultural
entre religiões entre as religiões e setores seculares
1. Manifestações da 1.1 Conhecer as manifestações da (EF05ER07) Reconhecer, em textos orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver
religiosidade popular religiosidade popular brasileira (EF05ER07PA) Identificar e respeitar as manifestações religiosas populares locais, regionais e nacionais
CULTURA E (EF05ER03) Reconhecer funções e mensagens religiosas contidas nos mitos de criação (concepções de
2.1 Perceber o surgimento de novas
IDENTIDADE 2. Novas religiosidades e mundo, natureza, ser humano, divindades, vida e morte)
religiosidades e espiritualidades no
espiritualidades (EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e anciãos na comunicação e preservação da tradição oral
país
(EF05ER08PA) Perceber os elementos que caracterizam novas religiosidades e espiritualidades
ENSINO RELIGIOSO
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1. O Surgimento das 1.1 Estudar o contexto espaço-
(EF06ER01PA) Compreender como as religiões surgiram
ESPAÇO/TEMPO E religiões temporal de surgimento das religiões
SUAS (EF06ER06) Reconhecer a importância dos mitos, ritos, símbolos e textos na estruturação das diferentes
2. Classificação das 1.2 Estudar a classificação das
TRANSFORMAÇÕES crenças, tradições e movimentos religiosos
religiões religiões
(EF06ER02PA) Entender os tipos de religiões
1.1 Estudar as narrativas sobre a (EF06ER01) Reconhecer o papel da tradição escrita na preservação de memórias, acontecimentos e
LINGUAGEM E SUAS
1. As origens: narrativas origem do cosmo e da humanidade ensinamentos religiosos
FORMAS
religiosas e seculares nas perspectivas religiosas e (EF06ER04) Reconhecer que os textos escritos são utilizados pelas tradições religiosas de maneiras
COMUNICATIVAS
seculares diversas

324
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF06ER07) Exemplificar a relação entre mito, rito e símbolo nas práticas celebrativas de diferentes
tradições religiosas
(EF06ER03PA) Reconhecer os relatos de criação do universo e das pessoas com bases religiosas e
seculares
2.1 Estudar as características (EF06ER04PA) Identificar e respeitar as ideias atribuídas aos seres sobre-humanos nas religiões e
2. Caracterização de
atribuídas às divindades e seres espiritualidades locais
divindades e seres sobre-
sobre-humanos nas religiões e (EF06ER06) Reconhecer a importância dos mitos, ritos, símbolos e textos na estruturação das diferentes
humanos
espiritualidades crenças, tradições e movimentos religiosos
1.1 Conhecer os princípios e normas
1. Princípios e normas (EF06ER05PA) Reconhecer e respeitar os princípios e normas que organizam o coletivo social e aqueles
estabelecidas para a vida social em
VALORES À VIDA para a vida social compartilhados no universo religioso local e regional
sua diversidade
SOCIAL
2. Valores éticos e 2.1 Conhecer os valores éticos e
(EF06ER06PA) Reconhecer os significados éticos e estéticos presentes na cultura religiosa local
estéticos estéticos na cultura brasileira
(EF06ER07PA) Identificar e aplicar as ideias sobre culturas no estudo das religiões e espiritualidades
(EF06ER02) Reconhecer e valorizar a diversidade de textos religiosos escritos (textos do Budismo,
Cristianismo, Espiritismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo, entre outros)
1.1 Estudar as definições e relações
CULTURA E 1. Culturas, religiões e (EF06ER03) Reconhecer, em textos escritos, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver
entre cultura, religiões e
IDENTIDADE espiritualidades (EF06ER04) Reconhecer que os textos escritos são utilizados pelas tradições religiosas de maneiras
espiritualidades
diversas
(EF06ER05) Discutir como o estudo e a interpretação dos textos religiosos influenciam os adeptos a
vivenciarem os ensinamentos das tradições religiosas
ENSINO RELIGIOSO
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF07ER01PA) Identificar as religiões que existem no território brasileiro, destacando o contexto paraense
1.1 Estudar o cenário cultural-religioso
1. Religiões do Brasil (EF07ER01) Reconhecer e respeitar as práticas de comunicação com as divindades em distintas
ESPAÇO/TEMPO E brasileiro
manifestações e tradições religiosas
SUAS
TRANSFORMAÇÕES 1.2 Conhecer os diferentes espaços
2. Espaços religiosos e (EF07ER02PA) Identificar e respeitar os locais, religiosos e seculares, que fazem parte do contexto
religiosos e seculares na paisagem
seculares brasileiro
brasileira
1.1 Estudar os aspectos que
1. Aspectos dos ritos caracterizam e diferenciam os ritos (EF07ER03PA) Compreender e respeitar os ritos que estão presentes nas religiões e espiritualidades locais
LINGUAGEM E SUAS nas religiões e espiritualidades
FORMAS (EF07ER01) Reconhecer e respeitar as práticas de comunicação com as divindades em distintas
COMUNICATIVAS 2. Símbolos e signos 2.1 Conhecer os símbolos e signos manifestações e tradições religiosas
religiosos e seculares religiosos e seculares (EF07ER04PA) Reconhecer e diferenciar os símbolos e sinais que estão presentes nos objetos, imagens e
figuras religiosas ou não
(EF07ER07) Identificar e discutir o papel das lideranças religiosas e seculares na defesa e promoção dos
1. O papel das 1.1 Estudar o papel histórico-social direitos humanos
VALORES À VIDA
instituições na formação das instituições e outros setores na (EF07ER06) Identificar princípios éticos em diferentes tradições religiosas e filosofias de vida, discutindo
SOCIAL
de valores formação de valores humanos como podem influenciar condutas pessoais e práticas sociais
(EF07ER05PA) Perceber o desenvolvimento e função de normas estabelecidas por instituições e grupos

325
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

organizados
(EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando
2.1 Conhecer as motivações
concepções e práticas sociais que a violam
2. Fundamentalismos e religiosas que alimentam os
(EF07ER05) Discutir estratégias que promovam a convivência ética e respeitosa entre as religiões
intolerância religiosa fundamentalismos e fanatismos
(EF07ER06PA) Entender e combater ideias que alimentam várias formas de discriminação e preconceito,
religiosos
em especial, a intolerância religiosa
(EF07ER02) Identificar práticas de espiritualidade utilizadas pelas pessoas em determinadas situações
(acidentes, doenças, fenômenos climáticos)
1.1 Estudar de forma histórica e
1. Estudo histórico e (EF07ER05) Discutir estratégias que promovam a convivência ética e respeitosa entre as religiões
CULTURA E sistemática as religiões no Brasil e no
comparado de religiões (EF07ER04) Exemplificar líderes religiosos que se destacaram por suas contribuições à sociedade
IDENTIDADE mundo: África, Ásia, Américas,
no Brasil e no mundo (EF07ER03) Reconhecer os papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas
Europa, Oceania
(EF07ER07PA) Compreender e respeitar a diversidade cultural religiosa e seus efeitos através dos estudos
comparados das religiões no Brasil e no mundo
ENSINO RELIGIOSO
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Estudar a diversidade e
1. As religiões em
pluralidade cultural religiosa na (EF08ER01PA) Compreender e respeitar a diversidade religiosa percebida de várias formas no seu entorno
diversos contextos
sociedade
ESPAÇO/TEMPO E
2.1 Conhecer os novos movimentos
SUAS
2. Estudos sobre religiosos e espiritualidades do mundo
TRANSFORMAÇÕES (EF08ER02PA) Reconhecer e respeitar as práticas místicas, mágicas e esotéricas presentes nos novos
espiritualidades e novos contemporâneo, em especial, suas
movimentos religiosos e espiritualidades
movimentos religiosos práticas místicas, mágicas e
esotéricas
(EF08ER03PA) Compreender e analisar a importância dos textos escritos e orais nas religiões e
espiritualidades
1. Textos escritos e orais
1.1 Conhecer os textos escritos e (EF08ER03) Analisar doutrinas das diferentes tradições religiosas e suas concepções de mundo, vida e
nas religiões e
orais nas religiões e espiritualidades morte
espiritualidades
LINGUAGEM E SUAS (EF08ER01) Discutir como as crenças e convicções podem influenciar escolhas e atitudes pessoais e
FORMAS coletivas
COMUNICATIVAS 2. Processos culturais de (EF08ER04PA) Perceber e reconhecer os modos como as culturas, religiões e espiritualidades se misturam
2.1 Conhecer e analisar os processos
hibridação, sincretismo,
culturais de hibridação, sincretismo,
apropriação e adaptação (EF08ER05) Debater sobre as possibilidades e os limites da interferência das tradições religiosas na esfera
apropriação e adaptação entre
entre religiões e pública
religiões e espiritualidades
espiritualidades
(EF08ER05PA) Esclarecer equívocos sobre conflitos e atitudes sustentadas em motivações fanáticas em
diferentes contextos religiosos
1. Conflitos, 1.1 Esclarecer as causas de conflitos,
(EF08ER05) Debater sobre as possibilidades e os limites da interferência das tradições religiosas na esfera
VALORES À VIDA fundamentalismos e fundamentalismos e fanatismos de
pública
SOCIAL fanatismo religioso motivação religiosa
(EF08ER06) Analisar práticas, projetos e políticas públicas que contribuem para a promoção da liberdade
de pensamento, crenças e convicções
2. Diálogo intercultural: 2.1 Perceber a importância do diálogo (EF08ER07) Analisar as formas de uso das mídias e tecnologias pelas diferentes denominações religiosas

326
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

ecumenismo, diálogo intercultural, assim como as (EF08ER02) Analisar filosofias de vida, manifestações e tradições religiosas destacando seus princípios
inter-religioso, tolerância experiências com base no éticos
e intolerância religiosa ecumenismo, diálogo inter-religioso e (EF08ER04) Discutir como filosofias de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes
tolerância religiosa campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia)
(EF08ER06PA) Demonstrar atitudes de aproximação, diálogo e principalmente de respeito entre as
diversas religiões
1. Estudos históricos e
1.1 Estudar e conhecer as religiões
comparados sobre
indígenas, africanas e afro-brasileiras (EF08ER07PA) Compreender as contribuições das religiões indígenas, africanas e afro-brasileiras para a
religiões indígenas,
como práticas culturais da sociedade cultura e identidade regional e nacional
africanas e afro-
brasileira
brasileiras
CULTURA E
2. Religiões e sociedade: (EF08ER08PA) Analisar a influência das religiões na organização social dos sistemas e instituições
IDENTIDADE
organização social no seculares, assim como a produção de ideologias
2.1 Estudar e perceber o papel das
contexto das religiões,
religiões nas ideologias e
ideologias religiosas, (EF08ER04) Discutir como filosofias de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes
organizações sociais
religiões e espaços campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia)
públicos
ENSINO RELIGIOSO
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF09ER03) Identificar sentidos do viver e do morrer em diferentes tradições religiosas, através do estudo
1. Concepções seculares 1.1 Conhecer concepções e de mitos fundantes
da existência humana orientações de vida secular (EF09ER01PA) Reconhecer e respeitar os pensamentos e orientações de vida secular, como ateísmo,
agnosticismo, materialismo, existencialismo, niilismo, entre outros
2. Estudos (EF09ER02PA) Compreender e analisar as influências das religiões e espiritualidades nos diversos
ESPAÇO/TEMPO E complementares de espaços e setores; na economia, mercado e marketing
SUAS religiões: espacialidades 2.1 Estudar e analisar as relações
TRANSFORMAÇÕES e territorialidades entre religiões com espacialidades e
religiosas; economia, territorialidades; economia, mercado e
(EF09ER02) Discutir as diferentes expressões de valorização e de desrespeito à vida, por meio da análise
mercado e marketing marketing religiosos; aspectos e
de matérias nas diferentes mídias
religiosos; aspectos e processos naturais da vida religiosa
processos naturais da
vida religiosa
1.1 Estudar e analisar as concepções
1. Concepções da vida
da vida após a morte nas religiões e (EF09ER03PA) Reconhecer e respeitar as ideias de vida após a morte nas religiões e espiritualidades
após a morte
LINGUAGEM E SUAS espiritualidades
FORMAS 2. Processos e
2.1 Estudar e analisar como as
COMUNICATIVAS determinações religiosas (EF09ER04PA) Refletir sobre as determinações ideológicas de origens religiosas no pensamento e
religiões influenciam na formação do
no pensamento e comportamento humano
pensamento e comportamento
comportamento
1. Direitos humanos, 1.1 Perceber a importância dos (EF09ER05PA) Identificar e respeitar a convivência cidadã, baseada nos direitos humanos e nos limites
VALORES À VIDA
laicidade e liberdade direitos humanos, da laicidade e da entre o público e o privado
SOCIAL
religiosa liberdade religiosa (EF09ER06) Reconhecer a coexistência como uma atitude ética de respeito à vida e à dignidade humana

327
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(EF09ER01) Analisar princípios e orientações para o cuidado da vida e nas diversas tradições religiosas e
filosofias de vida
(EF09ER07) Identificar princípios éticos (familiares, religiosos e culturais) que possam alicerçar a
2. Religiões e ética:
2.1 Estudar e perceber a relação construção de projetos de vida
moralidade e valores
entre religiões, ética, moralidade e (EF09ER08) Construir projetos de vida assentados em princípios e valores éticos
humanos e religiosos em
valores humanos (EF09ER06PA) Compreender a relação e importância de limites entre ética, moral e valores humanos, da
diálogo
visão religiosa
(EF09ER04) Identificar concepções de vida e morte em diferentes tradições religiosas e filosofias de vida,
1.1 Conhecer e perceber nos rituais
1. Rituais funerários e por meio da análise de diferentes ritos fúnebres
funerários a sua relação com as
práticas lutuosas (EF09ER07PA) Compreender a finalidade dos rituais funerários diante da morte, assim como sua relação
práticas lutuosas
com o luto, rompimentos de vínculos significativos, perdas e demais situações
CULTURA E (EF09ER03) Identificar sentidos do viver e do morrer em diferentes tradições religiosas, através do estudo
IDENTIDADE de mitos fundantes
2. Questões bioéticas, 2.1 Estudar e conhecer a influência
(EF09ER05) Analisar as diferentes ideias de imortalidade elaboradas pelas tradições religiosas
identidade e étnico-racial das religiões nas questões bioéticas,
(ancestralidade, reencarnação, transmigração e ressurreição)
no contexto das religiões identidade e étnico-racial
(EF09ER08PA) Refletir eticamente diante das questões bioéticas, identidade e étnico-racial, considerando
os limites entre o público e privado, entre o secular e religioso

328
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

4 PARTE DIVERSIFICADA

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) homologada em dezembro de 2017 define as


aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo da educação básica de
forma progressiva e por áreas de conhecimento (BRASIL, 2017a).

Ao se referir à parte diversificada, o documento diz que os currículos devem trazer


conteúdos específicos e complementares a serem definidos pelas próprias redes de ensino,
instituições e sistemas, de forma a garantir que as características regionais e locais sejam
contempladas, conforme estabelece a LDB no Art. 26:

os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio


devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de
ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida
pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e
dos educandos (BRASIL, 1996, n.p.).

Logo, de acordo com a citada Lei, o objetivo de ter uma parte diversificada nos currículos
locais é reconhecer e considerar que as escolas brasileiras atendem estudantes nos diferentes
contextos físicos, sociais, econômicos, culturais, entre outros, específicos de cada realidade.
Nesse contexto se situa o Pará, um estado com dimensões territoriais continentais, ampla
diversidade cultural e uma população caracterizada por diferentes povos: quilombola, ribeirinho,
urbano e indígena. Essas características exigem, então, que a parte diversificada não seja uma
decisão curricular definida pelas políticas educacionais, e, sim pelos sistemas e/ou pelas escolas, no
entanto, os conhecimentos selecionados precisam ser formalizados ao Conselho de Educação e ao
sistema próprio, pois tais conhecimentos devem estar articulados à BNCC e ao Documento
Curricular Estadual.
Como espaço para que a escola pense a cultura local, à parte diversificada é inerente à
discussão entre conhecimento e cultura locais de forma a complementar criticamente a formação
cidadã dos estudantes.
Este Documento Curricular Estadual traz dois, de seus três princípios, conhecimentos
próprios da Amazônia paraense, que podem ser referências para a seleção desses conhecimentos
nas escolas.

329
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

5 MODALIDADES DE ENSINO

As modalidades de ensino são uma forma diversificada de oferta e atendimento a um


número maior de pessoas com interesses diferentes e podem-se localizar nos níveis da educação
escolar; assim, neste documento apresentamos as modalidades que compõem o currículo do Estado
do Pará a saber:

5.1 EDUCAÇÃO ESPECIAL

Ao longo dos últimos anos intensos debates acerca dessa modalidade têm surgido em
consonância com o discurso de acesso e permanência ao ensino, estreita relação com os
pressupostos inclusivos e com as políticas públicas educacionais, a fim de possibilitar o ensino às
diferenças.
Nesse sentido, objetiva-se ampliar as noções de Educação Especial para a compreensão
do processo a partir dos estudos socioculturais com vistas a localizar pessoas com deficiência na
sociedade, o seu lugar na escola e as culturas que reproduzem ações que inviabilizam o acesso
destes sujeitos aos espaços escolares.
A fim de alcançar esse objetivo, apresentam-se as bases históricas, filosóficas e
metodológicas que norteiam as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica para o atendimento
aos alunos com deficiência (BRASIL, 2001a).
Historicamente no Brasil, a organização do atendimento às pessoas com deficiência se
deu por meio da substituição ao ensino comum, evidenciando diferentes entendimentos,
terminologias e modalidades específicas; essa organização possibilitou a criação de diversos
espaços, instituições, escolas e classes especiais pautados no atendimento exclusivo a esse
público.
Os atendimentos seguiam pressupostos relacionados aos conceitos clínicos terapêuticos,
com base no conceito da normalidade/anormalidade, bem como testes psicométricos. Do ponto de
vista da abordagem sociocultural, a questão central é que o problema da deficiência não se localiza
no próprio indivíduo, mas na perpetuação do conceito de normalidade/anormalidade, pois para
Abberley (1991) caracterizar as pessoas como anormais é decorrente de como a sociedade vê a
deficiência.

330
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Diante desse reflexo, podem ser citados alguns acontecimentos que foram possíveis para
modificações estruturantes no acesso ao currículo por parte das pessoas com deficiência.
Ainda na época do Império houve a criação de duas instituições: o Imperial Instituto dos
Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin Constant (IBC), e o Instituto dos Surdos Mudos,
em 1857, hoje denominado de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
No início do século XX, outras instituições especializadas surgem para o atendimento de
pessoas com deficiência: em 1926 é fundado o Instituto Pestalozzi voltado para o atendimento de
pessoas com deficiência mental e em 1954 é fundada a primeira Associação de Pais e Mestres dos
Excepcionais (APAE).
No estado do Pará alguns registros datam de 1886 com a proposta de construção de
hospícios para o atendimento dos então chamados ―alienados‖ na cidade de Belém, a exemplo do
que foi criado na cidade do Rio de Janeiro o Hospital Pedro II. Esses espaços em geral eram
constituídos em ambientes longes dos centros urbanos, pois as pessoas que nele eram atendidas
estavam à margem da sociedade e não pertenciam ao padrão da dita normalidade.
Antes mesmo dos discursos integracionistas, houve, na década de 60, o que foi chamado
de ensino emendativo, movimento que tinha forte apelo à educação de surdos, cegos e deficientes
mentais. Dessa maneira, diante desse cenário, originaram-se as primeiras instituições no estado
voltadas para o atendimento de pessoas com deficiência.
A constituição dessas instituições no Pará surge a partir do forte apelo do governo de
Juscelino Kubitschek com a promoção de cursos de especialização na cidade do Rio de Janeiro,
bem como a Campanha de Educação do Surdo Brasileiro (CESB), cujo objetivo era

[...] promover a educação e a assistência aos deficientes da audição e da fala, de


todo o Brasil, fornecendo-lhes pessoal especializado (orientadores, professores e
assistentes) e pessoal técnico, além de material necessário à abertura e
funcionamento de escolas especializadas por todo país (ROCHA, 2006, p. 23).

Por meio dessa política de formação de professores, foram encaminhadas seis professoras
para realizarem cursos de especialização na Cidade do Rio de Janeiro e em consequências disso no
dia 21 de outubro de 1960 foi fundada a Escola de Educação de Surdos-Mudos Professor Astério de
Campos.
Esse processo possibilitou que houvesse a disseminação da política da Educação Especial
no Pará, inclusive com a afirmação do atendimento em outras áreas da deficiência como ―A Escola

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

de Cegos do Pará‖, que a fim de prestar uma homenagem ao jovem cego que se destacou na luta
pela educação do deficiente visual no Brasil, no ano de 1965 denominou-se de Escola "José Álvares
de Azevedo", mais tarde (15/12/1965) transformada em "Instituto José Álvares de Azevedo" e com a
criação do Centro de Educação Especial pela Lei 4.398, de 14 de Julho de 1972 (PARÁ, 1972),
passou a funcionar como Unidade Técnica, instalada em prédio próprio desde o ano de 1966.
Posteriormente, no período entre 1968 e 1996, ocorre o que convencionalmente
chamamos de fase da integração na Educação Especial do Estado. Os fatos a seguir são relevantes
a fim de compreender como ocorreu esse processo histórico:
 Criação da primeira sala especializada no atendimento de pessoas cegas, denominado de
―Classe Braille‖, onde funcionou no Grupo Escolar José Veríssimo;
 Constituição da primeira classe especial para os alunos considerados ―atrasados‖ em 1968
no Grupo Escolar Vilhena Alves;
 Presença de professores especializados para trabalhar na Educação Especial, nomeados
de professores itinerantes;
 Efetivação das primeiras matrículas dos alunos com deficiência: Escola Salesiana do
Trabalho, Grupo Escolar Justo Chermont, Grupo Escolar José Veríssimo e a Escola
Tenente Rego Barros (PARÁ, 1996).

A partir de 1990 a política educacional brasileira adere à filosofia da inclusão, movimento


iniciado na Europa por meio do Tratado de Salamanca (1994) e Declaração Mundial de Educação
para Todos (1990), ambos ratificando a importância de uma política educacional do aprender e do
participar, sem nenhum tipo de discriminação e sem perder de vista as peculiaridades entre
igualdades e diferenças como valores indissociáveis.
Nesse sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/90, no Artigo
55, sustenta que os pais ou responsáveis dessas educandos têm a obrigação de matricular seus
filhos na rede regular de ensino (BRASIL, 1990), porém, apesar do Brasil compartilhar dos preceitos
inclusivos, ainda em 1994 é publicada a Política Nacional de Educação Especial (BRASIL, 1994),
orientando o processo de integração instrucional que compreende o acesso aos alunos com
deficiência que possuem ―condições‖ de acompanhar e desenvolver atividades curriculares no
ensino comum no mesmo ritmo dos alunos ―ditos normais‖.

332
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Concomitante à aplicação da política de integração instrucional, o Brasil promulga, por


meio do decreto nº 3.956/2001 (BRASIL, 2001a), a Convenção de Guatemala (1999) e afirma que as
pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as
demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou
exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades
fundamentais.
Diante do processo histórico, as mudanças estruturais, a organização do sistema
educacional e econômico e as representações constituídas acerca da pessoa com deficiência,
transformaram o cenário da Educação Especial no Brasil. A linha cronológica possibilita perceber as
alterações curriculares no pensar do atendimento destinado ao público-alvo dessa modalidade de
ensino.
Dessa forma, seguindo as mudanças educacionais em 2007 é lançado o Plano de
Desenvolvimento da Educação – PDE (BRASIL, 2007), reafirmado pela agenda social tendo como
eixos a formação de professores para a Educação Especial a implantação de salas de recursos
multifuncionais, acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e permanência das
pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à escola dos
favorecidos pelo Benefício de Prestação Continuada.
Essa perspectiva, com base na filosofia da inclusão, está presente nos sistemas
educacionais e compartilha da concepção da transversalidade no sentido de atender ao público alvo
da educação especial, no cumprimento constitucional que prevê a igualdade de condições de
acesso e permanência na escola e a continuidade nos níveis mais elevados de ensino (BRASIL,
1988).

5.1.1 A Escola Comum na perspectiva da inclusão escolar


A inclusão de pessoas com deficiência nos ambientes escolares rompe com os
paradigmas do conservadorismo contestando modelos educacionais vigentes ratificando a
diversidade dos alunos e a pluralidade do ensino-aprendizagem e das novas formas de
comunicação.
Nesse sentido que constituir ambientes escolares inclusivos perpassa pela proposição de
desconstrução do conceito de normalidade a fim de fundamentar a concepção de identidade e
diferença. Ressalta-se com isso que esses aspectos fazem referência não somente à questão da

333
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

pessoa com deficiência, mas a todas as demais minorias presentes nos ambientes escolares cujos
cuidado e atenção, ao longo dos anos, ficaram invisibilizados em função dos grupos privilegiados.
Problematizar essas representações faz parte da questão estruturante da escola inclusiva,
haja vista que em função do contexto histórico excludente, por vezes mesmo nos ambientes
escolares, atribuem-se identidades que mantêm os alunos em grupos excluídos e/ou segregados.
Evidencia-se, dessa maneira, a responsabilidade social de prever e prover meios de
satisfazerem essas necessidades ao invés de destacar ou rotular o sujeito que as apresenta, pois
são decorrentes das oportunidades, existentes ou não, bem como dos instrumentos e medições que
possam ser apropriados por essas pessoas em suas relações sociais e não resultam unicamente
das deficiências biológicas que possam apresentar (ROSS, 2004). Se favoráveis forem as condições
sociais, a situação de deficiência será atenuada, uma vez que não serão impostas restrições à
participação dessas pessoas.
Diante do exposto, a educação inclusiva questiona essa artificialidade do que se considera
como ―normal‖ e busca comumente compreender e valorizar as diferenças bem como rejeitar
qualquer proposta de currículo diferenciado, recortado e empobrecido, resgatando uma proposta de
recriação da própria escola ao garantir uma educação de qualidade que reconhece as diferenças,
valoriza a diversidade e prioriza a equidade.
Considerando esse cenário, é pertinente pensar na possibilidade de debate que vislumbre
a necessidade de flexibilização curricular como prerrogativa para celebrar as diferenças em sala de
aula, contrariando a prática tradicional de que todos aprendem da mesma forma, com as mesmas
estratégias metodológicas, com os mesmos materiais e na mesma faixa etária (FERNANDES,
2011).
O desafio da flexibilização curricular está na adequação de objetivos propostos, na adoção
de metodologias alternativas de ensino, no uso de recursos e materiais específicos, no
redimensionamento do tempo e espaço escolar, etc.; as decisões sobre as adequações a serem
feitas nos componentes curriculares não podem estar baseadas nas características de
aprendizagem próprias de cada deficiência, mas sim nos interesses e possibilidades de cada
estudante.
Na busca por estratégias que possibilitem o respeito à diferença e o rompimento desses
estereótipos é preciso pensar em que estratagemas didáticos, políticos e pedagógicos são
necessários a fim de proporcionar novos olhares acerca do processo inclusivo. Acerca disso,

334
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

apresenta-se a seguir a rede de apoio que constitui o sistema inclusivo da rede estadual de
educação.

Essa rede de apoio se configura como mecanismo a fim de atender às demandas


específicas dos alunos com:
 Deficiência intelectual, visual, física, neuromotora e auditiva;
 TEA, deficiências múltiplas e surdocegos;
 Altas habilidades/superdotação.

O apoio especializado se realiza no contexto da sala de aula ou em contraturno por meio


da oferta do Atendimento Educacional Especializado em sala de recursos multifuncionais, técnicos,
tecnológicos, físicos e materiais e têm por objetivo possibilitar o acesso e a
complementação/suplementação do currículo comum ao aluno.
A ampliação do número de alunos com deficiência na rede se deve à rede de apoio
constituída e à consequente adoção de currículos flexíveis conforme orienta a resolução CNE/CEB
Nº 2, de 11 de setembro de 2001 (BRASIL, 2001c), e ao efetivo funcionamento dos recursos e
serviços de apoio pedagógico especializados, necessários para o acesso ao currículo e à
aprendizagem e participação dos alunos com deficiência.
Nesse sentido, para atender a essas especificidades, os sistemas de ensino devem
matricular todos os estudantes com deficiência, TEA e altas habilidades/ superdotação, cabendo às
escolas se organizarem para esse atendimento, garantindo as condições para uma educação de
qualidade a todos, devendo considerar suas necessidades educacionais específicas, pautando-se

335
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

em princípios éticos, políticos e estéticos, conforme assegura o Art. 4 Resolução CNE/CEB Nº 2, de


2001:

I – a dignidade humana e a observância do direito de cada estudante de realizar


seus projetos e estudo, de trabalho e de inserção na vida social, com autonomia
e independência;
II – a busca da identidade própria de cada estudante, o reconhecimento e a
valorização das diferenças e potencialidades, o atendimento às necessidades
educacionais no processo de ensino e aprendizagem, como base para a
constituição e ampliação de valores, atitudes, conhecimentos, habilidades e
competências;
III – o desenvolvimento para o exercício da cidadania, da capacidade de
participação social, política e econômica e sua ampliação, mediante o
cumprimento de seus deveres e o usufruto de seus direitos (BRASIL, 2001c,
n.p.).

O atendimento educacional especializado (AEE), previsto pelo Decreto nº 7.611/2011


(BRASIL, 2011), é parte integrante do processo educacional, sendo que os sistemas de ensino
devem matricular os estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas
habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no AEE.
O objetivo desse atendimento é identificar habilidades e necessidades dos estudantes,
organizar recursos de acessibilidade e realizar atividades pedagógicas específicas que promovam
seu acesso ao currículo; ele não substitui a escolarização em classe comum e é ofertado no
contraturno da escolarização em salas de recursos multifuncionais da própria escola, de outra escola
pública ou em centros de AEE da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou
filantrópicas sem fins lucrativos conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente
dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios.
Os sistemas e as escolas devem proporcionar condições para que o professor da classe
comum possa explorar e estimular as potencialidades de todos os estudantes adotando uma
pedagogia dialógica, interativa, interdisciplinar e inclusiva e, na interface, o professor do AEE deve
identificar habilidades e necessidades dos estudantes, organizando e orientando por meio de
serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade para a participação e aprendizagem dos
estudantes.
Na organização dessa modalidade, com base no Art. 29 da Resolução CNE/CEB n o
04/2010, na perspectiva da Educação Inclusiva, os sistemas de ensino devem observar as seguintes
orientações fundamentais:

336
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

I – o pleno acesso e efetiva participação dos estudantes no ensino regular;


II – a oferta do atendimento educacional especializado (AEE);
III – a formação de professores para o AEE e para o desenvolvimento de práticas
educacionais inclusivas;
IV – a participação da comunidade escolar;
V – a acessibilidade arquitetônica, nas comunicações e informações, nos
mobiliários e equipamentos e nos transportes;
VI – a articulação das políticas públicas intersetoriais (BRASIL, 2010b, n.p.).

Nesse sentido, os sistemas de ensino assegurarão a observância das seguintes


orientações fundamentais conforme Art. 59 da LDB (BRASIL, 1996):

I – métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para


atender às suas necessidades;
II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido
para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, a
aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os
superdotados;
III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para
atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados
para a integração desses educandos nas classes comuns;
IV – educação especial para o trabalho, visando à sua efetiva integração na vida
em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem
capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os
órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade
superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora;
V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares
disponíveis para o respectivo nível do ensino regular (BRANDÃO, 2010, p. 135).

A LDB (BRASIL, 1996), no Artigo 60, prevê que os órgãos normativos dos sistemas de
ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e com atuação exclusiva em Educação Especial para fins de apoio técnico e
financeiro pelo poder público e, no seu Parágrafo único, estabelece que o poder público ampliará o
atendimento aos estudantes com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino,
independentemente do apoio às instituições previstas nesse artigo.
Já o Decreto nº 7.611/2011 (BRASIL, 2011) dispõe sobre o atendimento educacional
especializado, regulamenta o Parágrafo único do Artigo 60 da LDB (BRASIL, 1996) e acrescenta
dispositivo ao Decreto nº 6.253/2007, prevendo, no âmbito do FUNDEB, a dupla matrícula dos
alunos público-alvo da Educação Especial, uma no ensino regular da rede pública e outra no
atendimento educacional especializado.

337
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

5.1.2 Educação Hospitalar

A educação pode acontecer em muitos espaços, seja por meio de ensino formal ou
informal, afinal, a prática educativa é uma ação universal, social e recíproca, que acontece em todas
as sociedades desde os primórdios da humanidade, buscando preparar os indivíduos para a
convivência com seus pares, com trocas de saberes e cultura, num processo de ensinar e aprender;
assim a educação, como valor universal, é um direito.
Isso é assegurado e em ―todos os Estatutos e Convenções sobre os Direitos Humanos e
os Direitos da Infância e da Adolescência aparece a educação como direito de todo ser humano, de
toda criança e adolescente por serem humanos. Sem condicionantes‖ (ARROYO, 2007, p. 37).
Nesse contexto, insere-se o atendimento escolar em ambiente hospitalar, pois garante o
acesso e continuidade da escolarização a alunos impossibilitados de frequentar a escola por motivo
de adoecimento.
Essa modalidade de ensino tem crescido no Brasil ao longo dos últimos vinte anos e vem
garantindo para crianças e adolescentes o direito de continuidade em suas vidas acadêmicas,
mesmo quando elas estiverem hospitalizados.
No estado do Pará essa ação pedagógica já vem sendo desenvolvida no Hospital Ophir
Loyola, na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar
Viana, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, no Hospital Universitário João Barros
Barreto, no Núcleo de Apoio ao Enfermo Egresso (NAEE), na Unidade Especial Abrigo João Paulo II
e no Espaço Acolher; no ano de 2012 mais dois novos espaços foram adquiridos por intermédio de
convênios com o Hospital Universitário Betina Ferro, o HEMOPA e Hospitais Regionais.
A gerência das atividades escolares nos hospitais está ligada à Diretoria de Educação,
Diversidade, Cidadania e Inclusão (DEDIC), à Coordenação de Educação Especial (COEES) e ao
Anexo I - Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Barão do Rio Branco que asseguram a
lotação de professores do quadro de magistério, após convênio de cooperação técnica entre
Secretaria de Estado de Educação e as Unidades de Saúde.
Nacionalmente o documento que orienta as ações pedagógicas dentro dos hospitais é
denominado de Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico Domiciliar: estratégias e orientações
(BRASIL, 2002a) que foi editado no ano de 2002 pelo Ministério da Educação/Secretaria de
Educação Especial em parceria com representantes dos Sistemas de Educação e Saúde, com
objetivo de normatizar as ações em todo país.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Dessa forma, os atendimentos educacionais desenvolvidos dentro dos hospitais ―[...]


devem estar vinculados aos sistemas de educação como uma unidade de trabalho pedagógico das
Secretarias Estaduais, do Distrito Federal e Municipais de Educação, como também as direções
clínicas dos serviços e sistemas de saúde‖ (BRASIL, 2002a, p.15). De igual maneira, as classes
hospitalares quando criadas devem seguir as normativas previstas na LDB (BRASIL, 1996) e nas
DCNEB (BRASIL, 2001b).
Segundo o mesmo documento, a classe hospitalar e o atendimento pedagógico domiciliar
têm como objetivo acompanhar o desenvolvimento e a construção do conhecimento de crianças,
jovens e adultos que estejam matriculados ou não na rede regular de ensino, da educação básica e
que estejam temporariamente ou permanentemente impossibilitados de frequentar a escola.
Para tal, o currículo pode ser flexibilizado e/ou adaptado a fim de propiciar o ingresso, o
retorno ou a integração desses sujeitos na comunidade escolar e a ação educacional passa a se
configurar como mais um item na atenção integral à saúde.
Dentro dos aspectos didáticos e curriculares da educação escolar hospitalar existem duas
vertentes teóricas sobre como desenvolver as práticas pedagógicas nesse ambiente; uma defende a
escolarização sistematizada, com propostas educativo-escolares em busca da garantia de
aprendizagens acadêmicas como requerida pela escola convencional e a outra, uma educação
diferenciada e própria, baseada em propostas lúdico-terapêuticas questionando, inclusive, a
ocupação dos espaços pedagógicos em detrimento de mais consultórios, leitos e laboratórios.
Os estudos mostram que não há uma unanimidade quanto ao entendimento da forma mais
adequada de ensinar o aluno doente, mas já se tem bem mais definido a importância de se inserir
nas ações educativas o caráter pedagógico educacional. Como a Pedagogia Hospitalar ainda dá
seus primeiros passos, utilizam-se os estudos de pesquisadores brasileiros para a busca de
entendimentos da organização didático-curricular desses espaços.
Primeiramente, é necessário compreender o impacto que a internação hospitalar causa na
vida da criança; quando a mesma inicia o tratamento de saúde, sua rotina é alterada
significativamente: há separação da família, dos parentes, dos amigos e da escola; tristeza e
ansiedade tomam conta de sua vida e daqueles que a amam; e, muitas vezes por períodos longos, é
privada da convivência escolar, sendo os espaços pedagógicos no hospital o lugar onde mais
interage com outras crianças (FONSECA, 2003).

339
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Segundo Fontes (2005), o tempo de internação determinará que tipo de ação pedagógica
deva ser desenvolvido com a criança hospitalizada. Para internações de até quinze dias, o professor
deve trabalhar atividades lúdicas que propicie sua melhor adaptação aquele espaço que pode lhe
parecer estranho e assustador.
Após esse tempo já será possível desenvolver um currículo oficial, pois a partir de então
―[...] o desejo por atividades mais próximas das do tipo escolar irá aflorar quase espontaneamente‖
(FONTES, 2005, p. 22). Como a realidade da escola regular é diferente a do ambiente hospitalar,
observa-se que

A estrutura é voltada ao trabalho individual, especializado, fragmentado: o


conhecimento é parcelado em disciplinas; os tempos e os espaços são
predeterminados; os conteúdos predefinidos linearmente em uma cadeia de pré-
requisitos. Cabe ao educando, um ser em formação, enquadrar-se e adaptar-se a
essa estrutura, independente da sua individualidade, das suas experiências
sociais e culturais (AZEVEDO, 2007, p.17-18).

Por possuir esse formato de organização, a escola acaba excluindo uma parcela
significativa de alunos, inclusive as crianças em situação de adoecimento. Já a escola no hospital
apresenta características particulares a esse ambiente, como tempo de permanência da criança em
internação, espaço físico, situação física e emocional do aluno, dentre outros; esses fatores
influenciam sobre os métodos, conteúdos e estratégias a serem realizados com essas crianças.
Assim, a obrigatoriedade de se cumprir a carga horária exigida por lei, dentro dos dias
letivos estipulados, num sistema em que os conteúdos curriculares são extensos e fragmentados,
geralmente não se adequam à dinâmica de atividades educacionais desenvolvidas no hospital e
nem à realidade física e emocional do aluno em tratamento de saúde.
Entretanto, é certo que as atividades pedagógicas não podem deixar de ter um caráter
escolar, com uma aprendizagem sistematizada, planejada e avaliada durante todo o processo
educativo. Para tal, sua organização didática e curricular precisa ser pensada e adaptada a esse
ambiente e aos condicionantes individuais dos sujeitos que ali fazem tratamento; então, por serem
realidades distintas, é impossível tentar transportar uma realidade para a outra.
Dessa forma, como acatar essas duas exigências do saber: atender sistematicamente às
demandas educacionais das crianças hospitalizadas e como acolher as suas necessidades
subjetivas sem prejuízo do bom desempenho acadêmico nesse momento tão singular em que
vivem?
340
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Sugerem-se, portanto, alguns nortes para a construção de um currículo aplicável à escola


em ambiente hospitalar:

 Tomar consciência dos fundamentos epistemológicos, éticos- políticos e


axiológicos que estão em jogo nas relações travadas no interior da
instituição hospitalar;
 Colocar tais fundamentos em confronto com o que se tem como perspectiva
de transformação;
 Reconhecer as posições e funções de cada agente/sujeito envolvido no
processo educativo/curativo;
 Mobilizar esses elementos na construção da tomada de consciência e
decisão na direção da emancipação dos sujeitos;
 Construir estratégias de integração entre os conhecimentos, práticas e
valores construídos nesse espaço e aqueles com os quais a
criança/adolescente irá dialogar ao regressar à escola fora do hospital
(AROSA; RIBEIRO; SARDINHA, 2008, p. 55).

A compreensão de todos esses saberes apontados como necessários para compor o


currículo da classe hospitalar proporcionará aos docentes uma prática voltada à formação dos
educandos hospitalizados levando em conta suas necessidades biológicas, emocionais e sociais;
ultrapassará a ideia de uma educação filantrópica e despertará no professor a necessidade de uma
análise reflexiva e crítica das realidades que cercam a dinâmica educativa do hospital.

À medida que as sensibilidades se voltam para os sujeitos da ação educativa,


para nossas identidades e saberes docentes e, sobretudo, para nosso trabalho, e
à medida que temos outro olhar sobre os educandos, torna-se obrigatório ter
outra visão sobre a prática escolar, os currículos, os tempos e seu ordenamento
(ARROYO, 2007, p. 21).

Então, fica claro o importante papel do professor como agente formador de cidadãos
capazes de entender a realidade em que vivem em todos os seus aspectos: o meio ambiente, a
sociedade, a escola, o hospital, a sua situação de saúde e todos os demais fatores que se
relacionam ao fazer humano; essas são premissas necessárias à formação dos educandos e devem
estar presentes no currículo da educação escolar hospitalar.

5.2 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

No contexto atual da Educação de Jovens e Adultos, faz-se urgente repensar o currículo,


sua funcionalidade e suas implicações na vida dos sujeitos que participam dessa modalidade de

341
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

ensino; por isso discutir o papel da escolaridade para esses sujeitos que não conseguiram concluir a
Educação Básica na idade mais apropriada, é um aspecto muito relevante na educação paraense
atualmente.

A educação básica para todos significa dar as pessoas, independentemente da


idade a oportunidade de desenvolver seu potencial, coletivamente ou
individualmente. Não é apenas um direito, mas também um dever e uma
responsabilidade para com os outros e com toda a sociedade (SOUZA, 2000, p.
165).

Nesse sentido, a construção de uma educação de qualidade para os sujeitos da EJA no


Pará significa amenizar ou superar os desafios que ao longo da história marginalizam e excluem
homens e mulheres, negando-lhes direitos e acesso aos bens materiais e culturais, no sentido amplo
de cultura.
Para tanto, é preciso que o currículo para EJA tenha em sua abrangência as vivências
desses sujeitos contemplando os anseios, as necessidades e as peculiaridades dessa modalidade
de ensino. Desse modo, o currículo se configurará em um instrumento importante e real do processo
ensino-aprendizagem ―é compreendido como instrumento básico da organização e funcionamento
da escola e é através dele que se faz a transmissão, ampliação e apropriação do saber‖
(SANTIAGO, 1990, p. 50).
Nas últimas décadas, as transformações demográficas e culturais deixaram explícito o
peso da diversidade, colocando-a no centro do debate e das práticas educativas, assim um currículo
é hoje multicultural, seja qual for o sentido que queiramos atribuir à raiz do termo cultura.
O currículo multicultural contempla os conhecimentos, as atitudes e as competências que,
numa sociedade num certo momento, são considerados relevantes, tendo em conta as
características da população escolar, as finalidades e propósitos do sistema educativo; ignorar essa
diversidade, como variável constante na construção e realização do currículo, significa
desconsiderar muitos daqueles saberes e atitudes, bem como o princípio da equidade e da
igualdade de oportunidades educativas.
A razão de ser e grande finalidade da teoria e da prática de organização e
desenvolvimento curricular é, e sempre foi, a concepção e a realização das melhores formas de
adequar o currículo à diversidade a que se destina.
De acordo com Sacristán (2000), o discurso dominante da pedagogia moderna,
mediatizado pelo individualismo, ressalta as funções educativas relacionadas com o

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

desenvolvimento humano, deixando de considerar, em muitos casos, a permanente função cultural


da escola como finalidade essencial; na discussão sobre educação e qualidade do ensino, torna-se
fundamental retomar e ressaltar a relevância do currículo recuperando a consciência do valor da
escola como instituição facilitadora de cultura e buscando descobrir mecanismos por meio dos quais
ela cumprirá tal função.
A busca do sentido da educação escolar e das práticas que nela se realizam não será, por
certo, uma preocupação restrita à Educação de Jovens e Adultos, porém nela assume uma
dimensão preocupante e desafiante, uma vez que somente a EJA envolve não os educandos que
serão ―amanhã‖, mas aqueles que poderiam ter sido ―ontem‖ e que devem ser ―hoje‖.
É aqui que ela se autonomiza, pois seu método e sua dinâmica próprios lhe conferem a
condição de adquirir nos próximos anos uma dimensão capaz de inclusive propor respostas para os
atuais problemas enfrentados pela educação como um todo.

5.3 EDUCAÇÃO PARA SUJEITOS PRIVADOS DE LIBERDADE

A Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988) assegura no art. 205 o direito à educação
para todos e de acordo com os preceitos legais que regem os direitos da população privada de
liberdade, constantes na Lei de Execução Penal – 7210/84, em seu art. 11, Inciso IV, ao Estado
cabe prestar a assistência educacional ao apenado e ao internado.
A oferta da educação nas casas penais do estado do Pará articula-se as políticas sociais e
assistenciais destinadas aos sujeitos em regime de privação de liberdade contidas na Lei de
Execução Penal (BRASIL, 1984), além de proporcionar expectativas de formação e qualificação
profissional.
A educação carcerária compreende um conjunto de ações articuladas visando a contribuir
para o desenvolvimento integral do apenado, com a construção de possibilidades de acesso ao
mundo do trabalho após o cumprimento da pena. A Lei de Execução Penal n o 7210/84 na Seção V
estabelece que o Estado deve contemplar um processo educacional abrangendo:

Art. 17. A assistência educacional compreenderá a instrução escolar e a


formação profissional do preso e do internado; Art. 18. O ensino de 1º grau será
obrigatório, integrando-se no sistema escolar da Unidade Federativa; Art. 19. O
ensino profissional será ministrado em nível de iniciação ou de aperfeiçoamento
técnico; Parágrafo único. A mulher condenada terá ensino profissional adequado

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

à sua condição; Art. 20. As atividades educacionais podem ser objeto de


convênio com entidades públicas ou particulares, que instalem escolas ou
ofereçam cursos especializados; Art. 21. Em atendimento às condições locais,
dotar-se-á cada estabelecimento de uma biblioteca, para uso de todas as
categorias de reclusos, provida de livros instrutivos, recreativos e didáticos
(BRASIL, 1984, n.p.).

A ação educativa nas casas penais abrange um currículo diferenciado, adequado às


singularidades das condições existenciais dos sujeitos em condição de privação de liberdade, e para
tanto, oportuniza-se a possibilidade de continuidade do processo de escolarização mediante a
educação de jovens e adultos, além de complementação profissional vinculado ao acesso ao mundo
do trabalho.
O currículo efetivado nas casas penais do estado do Pará resulta do diálogo permanente
com a população em condição de privação da liberdade, visando a estabelecer nexos que
possibilitem promover a ação educativa adequada às condições existenciais desses sujeitos.
Quanto ao atendimento educacional de crianças e adolescentes em cumprimento de
medidas socioeducativas, a ação abrange a continuidade do percurso de escolarização, conforme
previsto na lei 8069/90 (ECA) em seu Art. 53 diz que a criança e o adolescente têm direito à
educação visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, o preparo para o exercício da
cidadania e a qualificação para o trabalho (BRASIL, 1990).
A criança e o adolescente que cumprem medida socioeducativa decorrente da restrição da
liberdade, compreendendo que tal medida deve incidir apenas sobre o direito de ir e vir e não sobre
os demais direitos fundamentais, não estão destituídos da condição de sujeito de direitos, sob a
custódia do Estado devem ter garantido o acesso à educação.
A flexibilização do currículo é o eixo central da ação educativa nesses espaços, porém,
deve seguir as orientações previstas no regimento escolar da SEDUC visando a assegurar a
posterior continuidade do percurso de escolarização do estudante.
A organização do currículo nos espaços de cumprimento de medidas socioeducativas
compreende o momento histórico de transitoriedade da vida e de permanência do adolescente na
unidade, de modo que a metodologia de ensino se adapte à realidade existencial com temas
interdisciplinares que contribuam com a formação do adolescente e a reinserção social para,
futuramente, retornar a educação formal.

344
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Esse atendimento compreende um conjunto de ações articuladas com as instituições que


compõem o sistema de assistência social e penitenciário com a finalidade de contribuir para a
reinserção dos sujeitos na sociedade.
A Proposta Pedagógica escolar para adolescentes e jovens em cumprimento de medidas
socioeducativas no âmbito da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (FASEPA) surge
como ação efetiva de inclusão, considerando os diversos aspectos da vida na perspectiva da
construção e conquista da educação libertadora.
Tendo como exercício constante o diálogo e a busca da identidade nos seus ambientes
educativos, deverá possibilitar as transformações dos sujeitos, respeitando as suas diferenças,
valorizando suas potencialidades e, acima de tudo, apostando no ser humano como agente de
transformação.
Tal proposta tem seu alicerce no referencial político-pedagógico do pensamento de Paulo
Freire (FREIRE, 2000) com contribuições das experiências de Antônio Carlos Gomes da Costa, com
sua Pedagogia da Presença; logo a proposta pedagógica do Convênio SEDUC - FASEPA parte de
uma visão sócio-interacionista de educação que procura perceber homens e mulheres em sua
totalidade, como produto e produtor das relações socioculturais na interação com o conhecimento
aqui organizado na perspectiva interdisciplinar.
Nessa direção indica os seguintes pressupostos:
 O ser humano é um sujeito de direitos, criativo e transformador;
 A adolescência é uma fase de peculiaridades na formação da identidade social;
 A identidade social dos sujeitos é formada na família e requer a compreensão dos vários
contextos sociais;
 A compreensão de família se dá a partir de um enfoque multidimensional e complexo;
 O empoderamento e a emancipação social dos sujeitos são construídos dentro de um
processo reflexivo e desvelador de oportunidades;
 A defesa dos direitos humanos é vetor de condições humanizadoras, de intervenção e do
atendimento;
 A realidade é dinâmica e está em permanente movimento;
 A educação, como um processo de formação e informação intrínseco à realidade social
vivenciada, é um instrumento de empoderamento e transformação.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Os sujeitos em cumprimento de medida socioeducativa de internação vivenciarão a


proposta pedagógica da EJA que será articulada ao ensino profissional visando a contribuir em um
currículo integrado. Vale ressaltar que a proposta curricular elaborada em Projeto Político
Pedagógico, de identidade própria, considerará as peculiaridades e singularidades do contexto em
que será executada.
Os conteúdos de ensino, sem fins em si mesmos, deverão servir como meios para o
desenvolvimento de competências, habilidades, atitudes e valores por parte dos alunos sendo
organizados a partir de temas geradores, demandados pelas situações/questões significativas
vivenciadas pelos mesmos e sugeridos pelos adolescente e jovens, com base nos documentos
orientadores da Educação de Jovens e Adultos, ou outros documentos, a critério da CEJA/SEDUC
em conjunto com a CSP/FASEPA.

5.4 EDUCAÇÃO INDÍGENA

A educação escolar indígena, no âmbito do estado do Pará, é uma modalidade de ensino


em conformidade com as DCNGEB (BRASIL, 2013a) e fundamentada nos princípios democráticos
que asseguram o desenvolvimento do processo educacional pautado na interculturalidade, no
multilinguismo e da etnicidade.
O reconhecimento da singularidade dos povos indígenas vislumbra a educação em sua
forma abrangente com o envolvimento de toda a comunidade na construção do fazer pedagógico
articulado à realidade dos diversos tempos e espaços vivenciados no cotidiano de cada grupo;
nesse contexto, busca-se reconhecer e assegurar o valor das pedagogias construídas
historicamente resultante das experiências transmitidas de geração a geração.
É por meio da educação do convívio entre os pares, seu contexto, suas relações que os
povos indígenas reproduzem e recriam suas identidades, suas tradições, seus valores, padrões de
comportamento e de formas próprias de relacionamento, segundo a dinâmica de cada contexto
cultural, assim, o currículo das escolas indígenas orienta-se segundo o modo de viver dos sujeitos.
De acordo com os encaminhamentos previstos nas políticas emanadas do MEC, a
educação escolar indígena no estado do Pará atende aos preceitos contidos no Referencial
Curricular Nacional Para as Escolas Indígenas – RCNEI – e da Resolução CEB nº 3/CNE/1999

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

(BRASIL, 1999), com o objetivo de assegurar e garantir o direito à diferença étnico-cultural das
comunidades indígenas.
A relação estabelecida entre a educação e a comunidade compreende o currículo como
um elemento catalizador das diferenças, das identidades, manifestas ou ocultas no cotidiano das
relações sociais dos sujeitos, as quais estão sistematizadas na organização das escolas indígenas
do Pará.
Dessa forma, o currículo das escolas indígenas comporta os elementos simbólicos e
representativos da cultura produzida pelos diferentes grupos com a garantia do reconhecimento da
ação educativa vinculada aos tempos e espaços definidos na dinâmica de vida de cada um deles.
Frente a essa realidade, busca-se assegurar a interação e integração dos conhecimentos
e das práticas, saberes e experiências, vinculados à vida social dos grupos indígenas do estado do
Pará.

5.5 EDUCAÇÃO DO CAMPO

Com a aprovação das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do
Campo via Resolução CNE/CEB nº 1, de 3/4/2002 (BRASIL, 2002b), as pessoas que vivem na área
rural passam a ter direito a uma educação diferenciada daquela oferecida aos que vivem na cidade.
Esse direito extrapola a noção de espaço geográfico e compreende as necessidades culturais,
sociais e a formação integral desses sujeitos.
Considerando a universalização do acesso e permanência na escola do campo na
Educação Básica para crianças, jovens e adultos, faz-se necessária a (re)construção coletiva do
currículo e do Projeto Político Pedagógico das instituições educacionais, a partir das experiências
dos seus sujeitos e da comunidade local, a fim de (re)afirmar suas identidades, culturas, valores
éticos, práticas solidárias e democráticas capazes de superar os principais problemas da sala de
aula entre eles a aprendizagem de turmas seriadas ou multisseriadas.
Nesse sentido, a garantia da interdisciplinaridade como mecanismo de superação da
homogeneização, fragmentação, hierarquia e padronização da organização do processo pedagógico
presente na escola atualmente favorece a inclusão de temáticas referentes à agricultura familiar, à
pesca artesanal e ao extrativismo que respeitem a diversidade cultural, social, econômica dos
grupos sociais presentes no meio rural.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Destarte, é importante reorientar a organização do trabalho pedagógico que supere a


seriação no ensino, possibilitando vivências educativas por meios de ciclos de formação, pedagogia
da alternância, aliado ainda a experiências curriculares com eixos temáticos, temas geradores,
dentre outros que contemplem o contexto local, inclusive para assegurar um calendário escolar
diferenciado de acordo com as diversas realidades existentes no campo, incorporando componentes
curriculares que valorizem:
 O tempo e o espaço amazônicos, a constituição dos modos de vida das populações
tradicionais; a diversidade da religiosidade; a (re)afirmação da cultura, da herança social,
dos saberes local e identidade dos sujeitos e dos movimentos sociais no campo;
 As temáticas relativas ao papel da mulher, sua participação na produção e na comunidade,
etc.
 A memória do trabalho da mulher e do negro no campo;
 O resgate da memória, da história oral, das lendas e mitos que conferem identidade à
Amazônia e suas populações;
 As orientações sobre a estrutura e desenvolvimento das organizações no meio rural,
gestão de empreendimento rurais solidários;
 A contemplação de conhecimentos sobre a saúde, nutrição e segurança do trabalho no
campo;
 As tecnologias sociais e produtivas no campo;
 A educação ambiental como componente formativo indispensável;
 A formação integral dos sujeitos do campo;
 A incorporação de práticas agrícolas.

5.6 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E QUILOMBOLAS


A política curricular proposta para a educação das relações étnico-raciais e quilombola
deve estar fundada em dimensões históricas, sociais, antropológicas oriundas da realidade
brasileira, buscando combater o racismo e discriminações que atingem negros e índios.
A referida proposta apresenta como metas o direito dos negros e dos índios de se
reconhecerem na cultura nacional, de expressarem visões próprias de mundo, de se manifestarem
com autonomia individual e coletivamente.

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

Esse direito garante o acesso dos referidos cidadãos a cursarem todos os níveis de ensino
em escolas devidamente instaladas e equipadas, orientados por professores com formação para
lidar com as relações produzidas pelo racismo e discriminações, capazes de conduzir a reeducação
das relações entre diferentes grupos étnico-raciais e a valorização da história, da cultura e da
identidade dos indígenas e descendentes de africanos.
Nela se propõe a divulgação e a produção de conhecimentos, a formação de atitudes,
posturas e valores que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial para
interagirem na construção de uma nação democrática, justa e inclusiva em que todos igualmente
tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada.
A política curricular para a educação das relações étnico-raciais e quilombola tem como
princípios:

5.6.1 A consciência política e histórica da diversidade


Esse princípio deve conduzir:
 À igualdade básica da pessoa humana como sujeito de direitos;
 À compreensão de que a sociedade é formada por pessoas que pertencem a grupos
étnico-raciais distintos, que possuem cultura e história próprias, igualmente valiosas e que
em conjunto constroem, na nação brasileira, sua história;
 Ao conhecimento e à valorização da história dos povos africanos e da cultura afro-
brasileira na construção histórica e cultural brasileira;
 À superação da indiferença, injustiça e desqualificação com que os negros, os povos
indígenas e também as classes populares às quais os negros, no geral, pertencem, são
comumente tratados;
 À desconstrução ideologia do branqueamento por meio de questionamentos e análises
críticas, objetivando eliminar conceitos, ideias, comportamentos veiculados pelo mito da
democracia racial que tanto mal faz a negros, a índios e a brancos;
 À análise das relações étnico-raciais e sociais com o estudo de história e cultura afro-
brasileira, africana e indígena, de informações e subsídios que permitam aos profissionais
da educação formular concepções e percursos pedagógicos pautados na superação de
preconceitos e com capacidade de construir posturas e atitudes respeitosas;

349
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

 Ao estabelecimento de uma relação dialógica entre os diferentes, com a finalidade de


negociações visando à construção de uma sociedade justa.

5.6.2 Fortalecimento de Identidades e de Direitos


Esse princípio deve orientar para:
 O desencadeamento de processos de afirmação de identidades, de historicidade negada
ou distorcida;
 O rompimento com imagens negativas forjadas por diferentes meios de comunicação,
contra os negros e os povos indígenas;
 O respeito à diversidade identitária em contraposição à ideia de uma identidade humana
universal;
 O combate à privação e à violação de direitos;
 A ampliação do acesso a informações sobre a diversidade da nação brasileira e sobre a
recriação e afirmação das identidades provocadas pelas relações étnico-raciais;
 A formação continuada dos professores oferecidas nos diferentes etapas e modalidades
de ensino.

5.6.3 Ações Educativas de Combate ao Racismo e a Discriminações


O princípio encaminha para:
 A conexão dos objetivos, de estratégias de ensino e de atividades com a experiência de
vida dos alunos e professores, valorizando aprendizagens vinculadas às suas relações
com pessoas negras, brancas, mestiças, assim como as vinculadas às relações entre
negros, indígenas e brancos no conjunto da sociedade;
 A readequação dos materiais didáticos que promovam o combate ao racismo e as
discriminações efetivada pelos profissionais da educação, pelas representações dos
negros, dos indígenas e de outras minorias;
 A reflexão e a tomada de decisão acerca das relações étnico-raciais positivas para que
professores e alunos possam reconhecer suas responsabilidades enfrentando e superando
discordâncias, conflitos, contestações;

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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental

 A valorização da oralidade, da corporeidade e da arte, marcas da cultura de raiz africana e


indígena, ao lado da escrita e da leitura;
 A educação patrimonial, a partir do patrimônio cultural afro-brasileiro e indígena, visando a
preservá-lo e a difundi-lo;
 A ênfase na valorização da participação dos diferentes grupos sociais, étnico-raciais na
construção da nação brasileira, aos elos culturais e históricos entre diferentes grupos
étnico-raciais;
 A elaboração de projetos políticos pedagógicos que contemplem a diversidade étnico-
racial.

Para reafirmar a política curricular para a educação das relações étnico-raciais e


quilombolas, faz-se necessário que os entes federados articulem suas ações aos princípios da
consciência política e histórica da diversidade; do fortalecimento de identidades e de direitos
pautados em ações educativas de combate ao racismo e a Discriminações.
Nessa perspectiva, urge desenvolver ações que busquem superar as práticas
discriminatórias étnico-raciais no ambiente escolar, investindo na formação dos professionais da
Educação Básica e na elaboração de materiais didáticos que levem a comunidade escolar a refletir
sobre suas práticas pedagógicas na preparação do/a educando/a para o exercício pleno da
cidadania, considerando a pluralidade étnico-racial brasileira e atendendo aos dispositivos previstos
na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, alterada pela Lei 10.639/2003 (BRASIL, 2003) e
Lei 11.645/2008 (BRASIL, 2008) e pelo Plano Nacional de Implementação das Diretrizes
Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e
Cultura Afrobrasileira e Indígena (BRASIL, 2009a).

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