Currículo da Educação Infantil e Fundamental PA
Currículo da Educação Infantil e Fundamental PA
PARÁ
2019
Governador do Estado do Pará
Helder Zahluth Barbalho
Presidente da Undime/PA
Kátia Cristina de Souza Santos
Presidente da Uncme/PA
Maria de Nazaré Reis Alexandre
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Articulador de Conselho
Clara Lúcia Araujo Yunes – UNCME
Leila Cristina Almeida – CEE
Analista de Gestão
João Paulo Paulino Coimbra
EQUIPE DE REDATORES
Redatores de Educação Infantil
Ivône Rosa Cabral
Marluce do Socorro Martins Gatinho
Raisinery Macêdo da Silva Alves
Redatores de Arte
Dionelpho Machado e Cunha Junior
Silene Tropico e Silva
Paulo Sérgio das Neves Souza
Redatores de Ciências
Luciel Antônio da Silva Macedo
Hamilton Silva do Nascimento
Marcello Paul Casanova
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Redatores de Geografia
Fernando Junio da Costa Santos
Ivanilson Santana Favacho
Redatores de História
Benedito Carlos Rodrigues de Sousa
Francisco Augusto Lima Paes
Redatores Matemática
Audrey Cers de Oliveira Silva
Fernando Roberto Braga Colares
Rosineide de Sousa Jucá
Elaboradores
Ana Rosângela Colares Lavand • Anderson Ferreira Costa • André Moraes de Miranda • Antonio Carlos
Lobato da Silva • Ailton Araújo Palheta • Alessandra Muhkina Jastes Gonçalves • Aline Costa da Silva •
Alexandre Vinicius Campos Damasceno • Antonio Valdir Monteiro Duarte • Audrey Cers de Oliveira Silva •
Benedito Carlos Rodrigues de Sousa • Bruna Kely da Silva Galvão Lima • Bruno Ferreira da Costa • Carla
Leiliane Gonçalves Barroso • Carlene Ferreira Nunes Salvador • Daniel Lucas Sena • Delano Walber Lima
Matos • Dionelpho Machado e Cunha Junior • Dilermando Neves da Silva • Ednéa Maria Martins de Azevedo •
Eduardo Bechara Filho • Elienae da Costa Nascimento • Elizabete Gaspar Gouvêa • Emanoel Oliveira dos
Santos • Esther Maria de Souza Braga, Fernando Junio da Costa Santos • Fernando Roberto Braga Colares •
Francisco Augusto Lima Paes • Francisco Valdinei dos Santos Anjos • Gilda Maria Maia Martins Saldanha •
Giovana dos Anjos Ferreira • Gleice Jaqueline Costa Coelho • Hamilton Silva do Nascimento • Inês Antônia
Santos Ribeiro • Iran José Brito Ferreira • Ivan Luis de Castro Benício • Ivanilson Santana Favacho • Ivône
Rosa Cabral • Johny Fabrício Mendes da Costa • Joseane Miranda da Silva Monteiro • Josivan João Monteiro
Raiol • Laurimar de Matos Farias • Luciana Baleixo da Silva • Luciel Antônio da Silva Macedo • Luzinete
Rocha da Costa • Manoel Expedito de Sousa Ferreira • Marcello Paul Casanova • Marluce do Socorro Martins
Gatinho • Marcya Luzia Rodrigues • Margarida Maria de Almeida Rodrigues • Mayra Amarie de Sousa Lima •
Maria de Fátima de Oliveira Teixeira • Maria de Nazaré Vilhena • Maria de Fátima Cravo de Sousa • Maria
José de Souza Cravo • Mário José Siqueira da Silva • Maria Marta Remígio Lima do Nascimento • Maria do
Rosário Santos da Silva • Maura Kleber F. da Silva, Márcia Cristina Greco Ohuschi • Maiko de Jesus Martins
Melo • Mayra Amarie de Sousa Lima, Nalzira Freire das Merçês • Nayra da Cunha Rossy Santos • Paulo
Sérgio das Neves Souza • Pedro Paulo Santos da Silva • Plumma Samanta Anhelo Corêcha da Costa •
Raimunda de Nazaré Fernandes Corrêa • Raimundo Farias de O. Júnior • Raimundo William Tavares Júnior •
Raisinery Macêdo da Silva Alves • Raquel dos Anjos Veiga • Regina Maria Rovigati Simões • Rosane do
Socorro Pompeu de Loiola • Roseane do Socorro da Silva Matos Fernandes • Rosiane Barbosa Ferreira
• Rosineide de Sousa Jucá • Silene Tropico e Silva • Suellen de Fátima Pereira Bahia • Tania Mara Silva
Barbosa • Thaise Monteiro Paixão • Tomaz de Aquino Jacó de Azevedo • Walter Gomes Rodrigues Junior •
Welington da Costa Pinheiro • Vânia Maria Felix Ribeiro • Zilda Laura Ramalho Paiva
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Colaboradores
Ana Beatriz Pires Rebelo Figueiredo • Ana Idália da Luz Cavalcante • André Luiz Oliveira dos Santos • Ângela
Maria Melo Pantoja • Alex Tadeu Monteiro Pina, Carlos Alberto de Miranda Pinheiro • Clara Lúcia Araujo
Yunes • Ciro Cesar da Silva Lopes • Cirlene do Socorro Silva da Silva • Devison Amorim do Nascimento •
Eneida Castelo Reis • Edilson Miranda Júnior • Flávio Luiz Nunes de Carvalho • Flávio Martins Machado •
Francisca Célia Marques Monteiro • Jane Freire Cardoso • Jardel Cavalcante Silva • José Maria Marques de
Sena Junior • Léa Maria Paraense de Oliveira Serra • Luiz Miguel Galvão Queiroz • Maria Aleciane Gomes
Teles • Myrna Castelo Reis • Marcos Antonio de Carvalho • Núbia do Socorro Lopes de Oliveira • Milta
Mariane da Mata Martins • Márcia Cristina dos Santos Bandeira • Paulo Roberto Costa de Oliveira • Patrícia
Feitosa Santos • Rosiane Silva de Alcântara • Roberto Araújo Martins • Rosângela Lúcia da Silva Luz •
Rosilene Pachêco Quaresma • Silvaney Fonseca Ferreira Seabra • Silvete Morais Modesto • Sebastião
Rodrigues Moura • Valmir José Motta Conceição • Walquíria Cristina Batista Alves
Consultoria
Roseane do Socorro da Silva Matos Fernandes
Revisão Geral
Dionelpho Machado e Cunha Junior
Esther Maria de Souza Braga
Ivône Rosa Cabral
João Paulo Paulino Coimbra
Maria de Fátima Cravo de Sousa
Walter Gomes Rodrigues Júnior
Revisão Ortográfica
Esther Maria de Souza Braga
Maria de Nazaré Vilhena
Logo
Érica Teruel Guerra
Giulia Pagliarini Lanzuolo
João Paulo Paulino Coimbra
Capa
Dionelpho Machado e Cunha Junior
João Paulo Paulino Coimbra
Walter Gomes Rodrigues Júnior
Fotos
João Paulo Paulino Coimbra
Walter Gomes Rodrigues Júnior
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SUMÁRIO
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2 CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO
As concepções construídas sobre o currículo têm sua origem nos tempos históricos e nas
teorias hegemônicas. Na sociedade contemporânea vivemos um tempo de intensas mudanças: a
dinâmica do trabalho, a maneira como as pessoas interagem, a vida cotidiana e até mesmo o
pensamento estão num apelo que solicita aos sujeitos expandirem sua maneira de ver e atuar no
mundo e quebrar o olhar padrão sobre as coisas.
Examinar essas pautas emergentes exige reflexão sobre o significado da educação e da
escola na sociedade atual uma vez que os avanços civilizatórios produzem desigualdades sociais,
políticas, étnicas, econômicas e culturais. Há, portanto, um impulso desencadeado pelas novas
forças sociais a mudar a visão moderna do conhecimento que, derivada da especialização,
fragmentou-o em especialidades perdendo-se assim a visão da totalidade, separando os que sabem
―cientistas‖ dos que não sabem ―cidadãos comuns‖ (FERNANDES, 2007).
A educação é um processo de humanização com a finalidade explícita de tornar os
indivíduos partícipes do processo civilizatório, tanto que em sua dinâmica reproduz os cenários
sociais vigentes, mas é dotada da capacidade de colaborar para a construção da sociedade que se
quer – é uma prática sócio-histórica (FREIRE, 2000).
Nesse contexto, é que assume centralidade a discussão sobre currículo porque surge
desde que o homem demarca a necessidade de transmitir conhecimentos para a geração
descendente, mas só é foco de estudo e discussões a partir da década de 1920, para compreender
como o aluno aprende e como deve funcionar a administração escolar (grade curricular, horários...),
baseados na Teoria da Administração Científica desenvolvida por Franklin Bobbit 1, em que ―[...] a
produtividade é central e o indivíduo é simplesmente um elemento no sistema de produção‖
(KLIEBARD, 2011, p. 6).
Vale ressaltar a forte influência também do pragmatismo filosófico ao defender que a
sociedade precisa de um homem que faz, age e produz. O discurso oficial é de que a escola
1 ―A atividade inicial de Bobbitt ocorreu essencialmente no sentido de adaptar as técnicas do mundo dos negócios para
uso nas escolas‖ (KLIEBARD, 2011, p. 9).
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poderia promover a ascensão social de seus cidadãos, dando condições para competir no mercado
de trabalho, mas para vencer têm que desenvolver competências.
Na esteira das críticas aos pressupostos industriais dessa concepção de currículo, ganha
destaque o progressivismo de ideias liberais2 que concebe a escola como uma comunidade em
miniatura, centrada na experiência da criança, com o desenvolvimento do espírito científico, com
fortes influências da Psicologia.
É um currículo de vida ocupacional adulta, de controle social, porque as escolas são
vistas como espaços centrados na ordem, estabilidade, homogeneização e hierarquia sociais. É um
pensamento de controle social, mas não coercitivo, tanto que influencia a concepção de currículo
defendida pelo movimento da Escola Nova3.
No início da década de 1970 na Inglaterra, Michael Young 4 cria a Nova Sociologia da
Educação (NSE), primeira corrente sociológica com visão política, que situa como foco central da
investigação sociológica a seleção e transmissão do conhecimento escolar.
Essa corrente defende o currículo como construção social para identificar as fontes
institucionais de desigualdade em educação, na defesa de que as escolas poderiam mudar a
realidade social dos alunos.
A análise desses teóricos é que o currículo é uma invenção social oriunda dos conflitos
sobre que saberes devem fazer parte dele. Coloca em destaque também, a conexão entre as
relações de poder e as etapas da construção curricular, além do interesse pelo cotidiano da escola
por considerá-la um espaço político.
Assim, ―[...] uma perspectiva curricular inspirada pelo programa da NSE buscaria construir
um currículo que refletisse as tradições culturais e epistemológicas dos grupos subordinados e não
apenas dos grupos dominantes‖ (SILVA, 1999, p. 69).
Todo currículo é feito na cultura, fruto da produção humana, daí porque alguns
questionamentos são postos nessa discussão: quem seleciona os conteúdos? para quê e para
quem são selecionados esses conteúdos? e o porquê dessa escolha?
2A ideia é que a escola tem como função preparar indivíduos para desempenhar papéis sociais, tendo em vista as
aptidões individuais. Defende a igualdade de oportunidades, mas sem considerar a desigualdade de condições oriundas
de uma sociedade classista (FERNANDES, 2011).
3Movimento de renovação do ensino defendido por Rui Barbosa em 1882, que influenciou no século XX a elaboração do
Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), capitaneado por Lourenço Filho (1897-1970) e Anísio Teixeira (1900-
1971), nomes importantes de nossa história pedagógica.
4Sociólogo político britânico (1915-2002).
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O alvo das teorias críticas é a compreensão dos interesses que estão postos na
elaboração de um determinado currículo que se constitui como instrumento de controle, e não a
dimensão técnica do mesmo.
Assim, as posições sobre o currículo, com base nas teorias críticas, têm nos estudos de
Giroux (1997) e Azevedo (2007) a revelação da dinâmica do pensamento curricular como um
campo cultural de conflitos, resistências, reprodução, validações que concebe o currículo como
resultado de uma seleção cultural, com intenções subjacentes na escolha de certos conteúdos que
serão ministrados pela escola.
Sob essa perspectiva curricular está a defesa da construção de uma consciência crítica na
emancipação do Homem e do controle social que a escola assumiu; para tal empenho, o currículo
crítico é aquele que dispõe de uma montagem do cotidiano social vivido por aqueles que
frequentam a sala de aula, uma vez que a educação formal historicamente valorizou o saber
científico como aquele que atende às demandas humanas.
É comum ainda hoje, as escolas reproduzirem práticas pedagógicas que dicotomizam
teoria e prática vistas descontextualizadas do mundo da vida, e compartimentalizam o saber que
promovem um isolamento entre as áreas de conhecimento (SANTOMÉ, 1998). Portanto, discutir
currículo é incorporar a dimensão da cultura sem ter prejuízos de uma dimensão política (todos têm
um papel na sociedade; a escola muda a vida dos alunos) e é permitir ao sujeito se ver e enxergar
ao outro.
Seguindo essa linha de pensamento, entende-se que as culturas são práticas
significativas em que se está imerso, dessa forma o currículo deve assumir nova postura frente à
diversidade cultural, cabendo ao professor a elaboração de suas atividades em sala de aula levar
em conta essas diferenças (STOER; CORTESÃO, 1999).
Afinal, a identidade dos sujeitos é afetada pela escola, pelos conhecimentos que nela
circulam e pelas relações que vivem com seus pares; as identidades, portanto se formam e se
transformam. Dessa maneira, a aprendizagem que o aluno constrói na escola o ajuda a se
movimentar nos locais sociais e expandir a leitura dessas realidades.
Hoje, o currículo tem que dar conta dos fenômenos contemporâneos: mundo do trabalho,
vida moderna, desenvolvimento tecnológico, redes sociais, atividades desportivas e corporais,
produções artísticas, modalidades de exercício de cidadania, movimentos sociais, entre tantos
outros. Tudo o que ensinamos por meio do currículo tem estreita ligação com essas questões, ele
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anuncia uma prática produtiva que terá muitos efeitos: relação social, relação de poder e
identidades sociais.
A escola deve então assumir junto ao aluno sua responsabilidade educativa para a vida
pública, com disposição para o diálogo, tolerância e respeito às diferenças, como ouvir e negociar
em situações de conflito; daí porque as diversas culturas hoje devem compor a centralidade dos
desenhos curriculares, no protagonismo de ensinar os sujeitos que dela fazem parte a lidar com o
jogo das diferenças.
O aluno precisa compreender de que forma as diferenças são produzidas, para
desqualificá-las como condição biológica; é preciso desafiá-las, questioná-las no cotidiano da vida
escolar e, consequentemente, na vida em sociedade. Surge disso um novo papel social para os
alunos – aprender que o mundo é plural, as pessoas podem fugir aos rótulos convencionais que as
identificam como ―isso‖ ou ―aquilo‖.
Olhar pela ótica do outro favorece assim a empatia e faz com que os seres humanos se
tornem sensíveis e solidários às lutas sociais, logo, este documento compreende o currículo como
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O que se produz qualitativamente na escola vai determinar o que será vivido para além
dos seus muros, por isso o currículo ganha centralidade nessa discussão, pois é indispensável em
qualquer escola: O que deve entrar ou não no currículo? Por que elegemos determinados conteúdos
para ensinar? Que conteúdos não são tratados na escola? Aquilo que ensino como professor tem
sentido para o aluno? Só posso ensinar se o outro desejar e nem sempre a escola dá sentido ao que
ensina.
Assim, um ensino que garanta condições concretas de aprendizagem pelos alunos requer
uma nova organização do trabalho pedagógico que coloque em ação o diálogo entre as várias áreas
de conhecimento e a participação daqueles que fazem a escola; daí porque não viabilizar um
currículo em coleção, configurado em grade uma vez que assim reforçaria a fragmentação dos
conteúdos; é necessário, portanto se constituir uma construção coletiva, pois dessa forma expressa
uma identidade que é o lugar que se ocupa – etnia, religiosidade, valores, etc.
Além disso, é preciso reconstruir antigas concepções da formação docente, tantas vezes
arraigadas à ação pedagógica, afinal a sociedade não tem uma dinâmica igualitária, por isso pensar
em um currículo que favoreça a interação e o protagonismo entre quem ensina e quem aprende
significa que a escola contribui para que o aluno estabeleça um encontro entre a sua biografia (vida)
e a história.
2.1 PRINCÍPIOS
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Vivemos em um mundo intrincado que diz respeito a todos nós, para o bem e
para o mal. Embora com diferentes graus de proximidade, formamos
comunidades que compartilham experiências para além das circunstâncias locais
que rodeiam a cada um de nós. Estamos com outros para além do círculo de
pessoas com as quais estabelecemos vínculos diretos (SACRISTÁN, 2012, p.
46).
5A pluralidade cultural é característica determinante do processo de formação histórica do Pará, influências de inúmeras
etnias e tradições que se revelam em seus conjuntos arquitetônicos, em ricas manifestações culturais, na religiosidade,
na gastronomia, nos saberes e fazeres, no modo de vida, na maneira como as populações tradicionais se relacionam
com a floresta e seus recursos (PARÁ, 2012).
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Pensar um currículo que privilegie e avance nas discussões afeitas a uma Educação para
a Sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica, implica, fundamentalmente, propiciar debates
acerca de questões manifestas no seio da sociedade que apontam para incidentes e crimes
ambientais os quais colocam em risco recursos naturais e afetam o bem-estar das gerações.
Encontrar soluções para prevenção e remediação dos danos causados é tarefa de todos.
É urgente a compreensão, no contexto escolar, da complexidade que envolve o
desenvolvimento sustentável e, assim, construir um currículo que possibilite processos de
reelaboração de saberes que contribuam para mudança de atitudes em relação ao ambiente.
O Brasil, por meio das ações do MEC, vem desenvolvendo ações e política educacional
consubstanciada, por exemplo, no caso do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que se
volta para essas questões e das Conferências sobre meio-ambiente ocorridas pelo mundo6.
Em 1983, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento produz o
relatório ―Nosso Futuro Comum‖, conhecido por relatório Brundtland, de onde advém o conceito de
desenvolvimento sustentável, compreendido como a capacidade de ―equacionar os problemas da
pobreza, da satisfação das necessidades básicas de alimentação, de saúde e habitação, de uma
nova matriz energética que privilegie as fontes renováveis e do processo de inovação tecnológica‖
(FOGLIATTI, 2004, p. 15).
6Em 1972, em Estocolmo, foi construída a Declaração do Meio Ambiente, relevante para as questões ambientais, que
originou o conceito de ―eco desenvolvimento‖ como a relação harmônica entre meio ambiente e desenvolvimento,
consubstanciada na justiça social, eficiência econômica e prudência ecológica (FOGLIATTI, 2004).
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3 ETAPAS DE ENSINO
A partir de agora, serão abordadas as especificidades das duas etapas de ensino que
compõem este Documento Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental.
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Essa fase, portanto, ligada ao que Sarmento (2004) denomina ―sociologia da infância‖ que
compreende a criança em seus aspectos biológicos, mas, sobretudo, essencialmente inserida no
meio social local e global.
Segundo Kramer (1995, p. 55), "na década de 1920, educação significava possibilidade de
ascensão social e era defendida como direito de todas as crianças, consideradas como iguais".
Nesse tempo, o cuidado à infância se caracterizava por sua função filantrópica até que nas
décadas de 40 e 50, por meio do Departamento Nacional da Infância, passou também a ser
estimado pelos aspectos da saúde; então, na década de 70, em São Paulo, o ―Movimento de Luta
por creches‖ reivindicou melhores condições na Educação Infantil.
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O Plano Nacional de Educação – PNE (BRASIL, 2014a), elaborado para o decênio 2014-
2024, tem como uma das metas a universalização até 2016, a Educação Infantil na pré-escola para
as crianças de 4 a 5 anos de idade e ampliação da oferta de Educação Infantil em Creches de forma
a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos.
O referido plano apresenta dois grandes objetivos para alcance da referida meta, dos quais
se afirma que para a consecução desses objetivos se respalda em 17 estratégias, que englobam
expansão na oferta de vagas, estruturação física de escolas e creches, políticas de colaboração
interfederativas, levantamento da demanda por creche, redução das desigualdades econômicas e
territoriais, políticas inclusivas, formação de profissionais para a EI, busca ativa, ações de inclusão e
valorização da diversidade, entre outras.
Os dispositivos legais ora apresentados mostram-se de suma importância para a garantia de
oferta e atendimento com qualidade da educação infantil pelos entes federados, quando estes
salvaguardam os direitos que cabem às crianças de 0 a 5 anos e 11 meses de idade.
7 No Decreto Estadual nº 1.066 de 19 de junho de 2008, Art. 1° A regionalização do Estado do Pará tem como objetivo
definir regiões que possam representar espaços com semelhanças de ocupação, de nível social e de dinamismo
econômico e cujos municípios mantenham integração entre si, quer física quer economicamente, com a finalidade de
definir espaços que possam se integrar de forma a serem partícipes do processo de diminuição das desigualdades
regionais.
8 A referida pesquisa foi realizada pela equipe ProBNCC junto às secretarias municipais de educação para saber
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A modernidade trouxe então a ideia de que a criança, tida como ingênua, pura e ociosa,
fazia parte de um período que precisava ser alvo de investimentos morais, educacionais e de
cuidados com a saúde. Com isso se promoveu um modelo de infância universal que foi divulgado e
projetado a partir do padrão burguês de criança, com base em critérios de idade e dependência do
adulto, característicos de um tipo específico de papel social por ela assumido no interior dessa
classe.
O olhar atual sobre a infância é uma construção forjada na modernidade. Segundo Stearns
(2006), nesse contexto, a infância vai englobar três questões essenciais e inter-relacionadas, que
irão influenciar e promover um novo modo de ver as crianças. A primeira envolve a passagem da
infância, até então voltada ao trabalho, para a escolaridade; a segunda diz respeito à decisão de
limitar, levando em consideração os altos custos, o tamanho das famílias a patamares mais baixos;
e, por fim, a redução da taxa de mortalidade infantil.
Na atualidade, muitos estudos são realizados no sentido de pensar a infância como uma
categoria heterogênea que vê as crianças como sujeitos sociais e historicamente situadas em
determinado contexto, e constituídos pelas interações e experiências vivenciadas nas suas
realidades, o que implica dizer que seu desenvolvimento se dá entre outros seres humanos, em um
tempo e espaço determinado.
A infância, portanto, é um produto que se constitui a partir de um conjunto de
características que possibilita pensar que ela não existe somente de uma forma nem vivencia as
mesmas realidades, haja vista que nem toda infância é repleta de tempo livre para brincar, de
ausência de responsabilidades adultas e de direitos à saúde e educação de qualidade assegurada.
Nessa perspectiva, a infância não pode ser entendida de maneira homogênea, afinal não
existe uma maneira exclusiva de vivê-la, posto que há apenas uma única, mas várias infâncias
(FREITAS; KUHLMANN JR, 2002), que devem ser visualizadas a partir de suas especificidades
econômicas, sociais e culturais; é possível, desse modo, falar em infância pobre, rica, oriental,
ocidental, urbana, agrária, indígena, ribeirinha, quilombola, etc. Cada qual constituída por
características que se aproximam e se distanciam entre si e seus próprios pares.
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A infância precisa ser entendida também como fase da vida em que os sujeitos que nela
se encontram não sejam tomados como um projeto a ser concretizado, o vir a ser, o que ainda não é
e precisa ser preenchido para deixar de ser incompleto.
Essa visão foi, historicamente, alicerçada no próprio significado etimológico do termo
infância que, conforme Lajolo (2011), tem origem na língua latina: infante (in: prefixo que indica
negação; fante: particípio presente do verbo latino fari, que significa falar, denotando a ideia de
ausência de fala).
Partindo desse princípio, a criança por muito tempo foi concebida como um ser que não
fala, logo, que não tem como produzir a partir do seu viés sua própria história, e
[...] por não falar, a infância não se fala e, não se falando, não ocupa a primeira
pessoa nos discursos que dela se ocupam. E, por não ocupar esta primeira
pessoa, isto é, por não dizer eu, por jamais assumir o lugar de sujeito do
discurso, e, consequentemente, por consistir sempre um ele/ela nos discursos
alheios, a infância é sempre definida de fora (LAJOLO, 2011, p. 230).
Para Freitas (2007, p. 90), as crianças parecem basicamente ser aquilo o que delas se
fala, uma vez que ―são os incapazes em relação aos capazes; são os ociosos em relação aos
produtivos, são os normais em relação aos anormais‖. Entretanto, essa visão limita o sujeito criança,
fazendo desse alheio e estático perante aos fatos e condicionantes que emergem em seus contextos
reais de interação.
Esse pensamento perdurou por muito tempo inclusive em pesquisas científicas: a criança
era tratada como objeto a ser medido, observado, descrito, analisado e interpretado, ou seja, sempre
como ―o outro‖ em relação àquele que a nomeia e a estuda. Se a criança é aquela que não fala, está
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em desenvolvimento, é incompleta e não tem o que falar, não apresenta capacidade de expressar
suas particularidades, ela apenas imita, reproduz o adulto.
Martins Filho (2006) verifica na referência do estado, ao investigar os processos de
socialização entre crianças e entre elas e os adultos, constatou que a forma como os adultos
percebem as crianças reflete nas relações e nos modos como estes se dirigem a elas.
Para o autor, se o adulto considera a criança como ator social ele a ouve e respeita as
suas especificidades e suas manifestações culturais, mas se o adulto tem uma visão de criança
como sujeito padronizado, continuará tratando-a como ser sem vontades próprias, incompleto,
moldável e apenas imitador de práticas culturais alheias, porém hoje a criança é vista não somente
como sujeito de direitos, a partir de toda a legislação oficial que ampara e legitima suas
necessidades, mas também como produtora de cultura e não mais como simples reprodutora das
manifestações realizadas no universo adulto, sendo assim ela é concebida como
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sobre elas (QUINTEIRO, 2002). É necessário conhecer mais sobre as culturas infantis, os modos
de vida das crianças, as crianças que frequentam a escola, como aprendem, o que aprendem, o
que sentem e o que pensam.
Nesse sentido, ao se tomar as múltiplas infâncias vividas em contextos heterogêneos, o
entendimento de que os sujeitos que delas fazem parte são crianças concretas, vivas, reais e que
tem algo a dizer a partir de seus olhares, contribui, sobremaneira, para subsidiar ações de outras
pessoas e entidades que possibilitam a elaboração de currículos, práticas e programas que tomam
como ponto de partida as crianças e suas especificidades, para que de fato elas tenham condições
de usufruir de suas infâncias.
Constituindo-se como a primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil deve ser
garantida em creches, para crianças de 0 a 3 anos e em pré-escolas, para crianças de 4 e 5 anos,
sob a responsabilidade prioritariamente dos poderes públicos municipais, integrando o Sistema
Municipal de Ensino junto com Ensino Fundamental (BRASIL, 1996) 9.
Dessa forma, com base na concepção de infância assumida neste documento curricular,
reafirmamos o direito da criança ao atendimento educacional em consonância com a LDB n°
9.394/1996. A lei determina que a Educação Infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral
da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais,
complementando a ação da família e da comunidade (BRANDÃO, 2008).
No que se refere às duas formas de atendimento da Educação Infantil, é preciso analisar
separadamente as faixas etárias de 0 a 3 anos e de 4 a 5 anos porque foram grupos tratados
diferentemente, quer nos objetivos, quer nas demandas, quer nas instituições que atuam com essa
etapa, sejam públicas ou privadas.
As preocupações com o atendimento de crianças da Educação Infantil devem se pautar
na qualificação dos profissionais que atuam nessa etapa, além de se preocupar com o
desenvolvimento dos programas e currículos, com a disponibilidade de mobiliário, equipamentos
lúdicos e outros materiais pedagógicos adequados e necessários para os espaços.
9A Constituição Federal de 1988, no capítulo VIII, Art. 227, estabelece o direito dos trabalhadores, pais e responsáveis,
à educação de seus filhos e dependentes de 0 a 6 anos, além de considerar direito da própria criança.
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São, portanto, crianças filhas e filhos das populações do campo ora citadas e como tal,
vivem em diferentes contextos, brincam e na brincadeira refletem sua realidade, constroem-se
como sujeitos e representam seus mundos. Elas pensam sobre a vida e sua relação com o lugar
alcançando a compreensão de territorialidade: "um conjunto de relações que se originam num
sistema tridimensional sociedade-espaço-tempo em vias de atingir a maior autonomia possível,
compatível com os recursos do sistema" (RAFFESTIN, 1993, p. 160).
As crianças do campo vivenciam rotinas diversificadas, coerentes com as práticas de
trabalhos de seus pais ou responsáveis, a saber: as crenças nas coisas do mato, das águas, dos
ares, as diferentes variações linguísticas e outros aspectos da linguagem que cooperam para seus
modos de ser o lugar em que vivem.
Ainda, as crianças vivem em conformidade com os costumes que perfizeram e perfazem a
configuração de suas culturas; enfim, das condições sociais e históricas de produção de trabalho
envolvendo o rio, a terra, o ar, as plantas, as palhas, a mata e, ainda, toda a mitopoética
circundante. Em suma, as crianças do Campo participam ativamente como sujeitos construtores
das culturas, assim como são construídas por elas, dialeticamente.
Como estão no início de sua formação identitária, inclusive com o lugar em que vivem, as
crianças constroem também suas memórias, tanto individuais quanto coletivas. Assim, diante da
complexidade de sua formação como sujeito, a educação formal precisa estar coadunada, em seus
planos, projetos, políticas e currículo, com as vivências, ou seja, com o próprio sentido que a vida
tem para as crianças, público alvo ainda, que seja esse sentido a garantia de seus direitos sociais
constitucionalmente assegurados, a começar pelo direito à educação de qualidade.
Atentos ao fato de que no Brasil a educação do campo foi construída no esforço de
romper os modelos políticos e econômicos excludentes, importa ressaltar que a mesma deva ser
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pensada tendo em vista a transformação da realidade. Ela deve possibilitar pensamentos críticos
sobre o país a partir do lugar, assim como práticas que façam do lugar o ponto de partida para a
elaboração de um país no qual a diversidade e a heterogeneidade são afirmadas. Para isso, todos
os níveis de ensino formal são salutares, a começar pela Educação Infantil, importante fase de
formação do ser humano.
Assim, um longo percurso tem sido percorrido a fim de assegurar à Educação Infantil do
Campo as condições para que ela se desenvolva dentro dos princípios norteadores das
comunidades e dos povos do campo. Dentre a legislação, ressaltam-se o decreto 7.352, de 4 de
novembro de 201010, a Lei nº 9.39411, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 33 da Lei nº 11.94712, de
16 de junho de 2009, o qual dispõe sobre a política de Educação do Campo e o Programa Nacional
de Educação na Reforma Agrária.
Com base na legislação explicitada, é importante pensar uma Educação Infantil do Campo
que respeite a diversidade do campo em seus aspectos sociais, culturais, ambientais, políticos,
econômicos, geracional e de raça e etnia; incentivar projetos; desenvolver políticas de formação de
profissionais e, assim, valorizar a identidade da escola do campo.
Desse modo, vale considerar que cada sujeito no contexto da Educação Infantil do Campo
atue de maneira protagonizante nos processos de ensino e de aprendizagem, em que haja uma
cooperação na construção dos conhecimentos que norteiam o currículo, as práticas e as políticas
das instituições, por isso, a educação que se compromete nesse contexto não pode ser outra senão
aquela delineada pela sociodiversidade, pela heterogeneidade, multiculturalismos e a urgência da
garantia de direitos sociais.
10Disponível em <http://portal.mec.gov.br/docman/marco-2012-pdf/10199-8-decreto-7352-de4-de-novembro-de-2010/file>
Acesso em maio de 2018.
11Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm>. Acesso em maio de 2018.
12Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm>. Acesso em maio de 2018.
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Segundo as Orientações Curriculares para Educação Infantil do Campo (p.3) 13, importa
que as crianças do campo tenham seus saberes, cotidianos e identidades afirmadas, e não mais
sejam estereotipadas e inferiorizadas.
Outrossim, a esperança que este documento fomenta se alinha em prol da legitimação da
inclusão, por uma educação que desde as primeiras fases da infância se faça emancipatória, crítica
e afetiva, que a educação aqui proposta fomente a felicidade, a mitopoética, a fantasia, a
brincadeira, a curiosidade e as descobertas, as quais, nos contextos das matas, dos rios ou das
roças, permitem as crianças do Campo criarem e recriarem a realidade.
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A Educação Infantil é um direito dos povos indígenas que deve ser garantido e
realizado com o compromisso de qualidade sociocultural e de respeito aos
preceitos da educação diferenciada e específica. Sendo um direito, ela pode ser
também uma opção de cada comunidade indígena que possui a prerrogativa de,
ao avaliar suas funções e objetivos a partir de suas referências culturais, decidir
pelo ingresso ou não de suas crianças na escola desde cedo.
Para que essa avaliação expresse de modo legítimo os interesses de cada
comunidade indígena, os sistemas de ensino devem promover consulta livre,
prévia e informada acerca da oferta da Educação Infantil entre todos os
envolvidos, direta e indiretamente, com a educação das crianças indígenas, tais
como pais, mães, avós, ―os mais velhos‖, professores, gestores escolares e
lideranças comunitárias (BRASIL, 2013a, p. 364).
[…] nós, brasileiros, possuímos uma riqueza cultural de que ainda não nos
demos conta: são cerca de 200 povos indígenas, e mais de 180 línguas
diferentes, costumes díspares, valores culturais expressos das mais diferentes
formas, enfim, formas de ver o mundo, de ler a realidade, de sentir e trabalhar
com o tempo, com o espaço, com suas biografias e a constituição de suas
próprias histórias totalmente distintas (VENERE; VELANGA, 2008, p. 5).
O estado do Pará possui sete famílias de povos indígenas pertencentes aos troncos
linguísticos descritos a seguir: Tupi-guarani, Karíb, Timbira Oriental, Munduruku, (Krenhakarore) Jê,
Kayapó e Juruna. Dentro dessas famílias encontram-se os grupos indígenas que habitam o território
paraense e que são assim denominados, como grupo indígena da família ou tronco linguístico: Tupi-
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Nesse sentido, é importante destacar a posição que a criança indígena ocupa para cada
grupo ao qual ela pertença e de que maneira o lugar que ela ocupa interfere no desenvolvimento de
toda a comunidade indígena, ou mesmo, o que o aprendizado dessa criança poderá proporcionar
para a resistência de seu tronco familiar. Frente ao contexto, NEVES (2015) nos mostra o valoroso
papel das crianças indígenas Tenetehara para manter sua cultura viva.
Dessa maneira, para compor uma proposta pedagógica que concilie com a educação
indígena necessita considerar a maneira como essas crianças aprendem com seus pais e parentes
mais próximos, o que observam com os ensinamentos dos mais velhos, como se portar nos rituais
de sua aldeia e na relação com o meio ambiente, com os demais indígenas e os não indígenas.
Compreende-se então que a escola não pode ser apresentada para eles, como imposição às suas
culturas, da mesma maneira que foi apresentada pelos colonizadores do Brasil.
Se a escola é um espaço de construção do conhecimento e de formação dos sujeitos que
constroem uma dada sociedade, a instituição escola não pode se mostrar contraditória considerando
apenas a aprendizagem constituída nos espaços formais como as escolas, pois esse é apenas um
dos tantos conhecimentos e experiências vivenciados pelas crianças. As experiências trazidas por
esses sujeitos contribuirão para que compreendam o seu lugar no mundo, as complexas relações
que são estabelecidas, as interações e suas proposições.
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O Programa Raízes, criado pelo Decreto de 11 de maio de 2000, no Pará, identificou 240
comunidades nas terras quilombolas, contudo os estudos atuais apontam para 400 comunidades,
como é possível constatar acima.
No que se refere à educação quilombola, pode-se dizer que passou por um longo período
de esquecimento diluída nas políticas da Educação Rural, sem nenhuma política pública e ou
pedagógica que considerasse a sua especificidade, no entanto, o resultado das mobilizações,
tecidas no bojo dos movimentos sociais com destaque para o Movimento Negro e para o Movimento
Quilombola, fez com que fosse delineado um movimento de discussões sobre mudanças no modelo
de ensino para as escolas das comunidades quilombolas atendendo de forma específica e
diferenciadas as crianças.
As muitas lutas tecidas pelos movimentos sociais culminaram na promulgação da
Resolução nº 08 de 20 de novembro de 2012 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para
Educação Escolar Quilombola; a publicação dessa legislação pode ser considerada um dos marcos
na luta do Movimento Negro e do Movimento Quilombola, pois ela consolida a Educação Escolar
Quilombola como uma modalidade de ensino da Educação Básica.
No cumprimento da Educação Infantil como um dos níveis da Educação Básica, a
Educação Escolar Quilombola deve ser desenvolvida de acordo com a Resolução CNE/CEB Nº
4/2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica e a Resolução
CNE/CEB nº 5/2009, que definiu as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, bem como
considerar os aspectos específicos dessas populações na vivência de suas infâncias, destacadas
estas diretrizes e construída em conjunto com as comunidades a que pertencem.
Nesse sentido, a Educação Infantil Quilombola deve estar pautada nas DCNEI (BRASIL,
2010a) em que são recomendados o cuidar e o educar como elementos indissociáveis nessa etapa
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da educação básica, além de serem um direito das crianças quilombolas e, portanto obrigatória a
oferta pelo poder público para as crianças em idade pré-escolar de 4 e 5 anos.
Quanto às crianças em idade de creche, 0 a 3 anos, fica a critério das famílias decidirem
pela matrícula, uma vez que é também o direito da criança a permanência junto ao seu grupo
familiar e ao grupo comunitário de referência.
No que concerne à organização curricular da Educação Infantil Quilombola esta deve se
dar de forma democrática e horizontal, visto que todos devem ter direito a voz e escuta, rompendo
com a tradição de silêncio imposta a esse povo; logo, o atendimento educacional das crianças que
vivem nessas comunidades precisa estar pautado nos saberes ora pertencentes a esse povo. O
conhecimento tradicional de cada comunidade deverá ser expresso a partir da participação das
famílias e dos anciãos que são os especialistas nas tradições do seu povo.
Além disso, os saberes das comunidades remanescentes que fazem parte da história de
cada um e que devem refletir a realidade e o contexto local de cada comunidade, devem permear o
currículo escolar, visando ao promover uma educação transformadora com práticas educacionais
que assegurem a diversidade étnico racial da população ali existente.
A Educação Infantil Quilombola deve valorizar a história e a tradição do seu povo como
elementos indispensáveis à formação para a cidadania e afirmação da identidade cultural, esta
manifestada pelas crianças, sobretudo, por intermédio de seus modos de vida, das brincadeiras, do
trabalho e das relações com os adultos e idosos.
As crianças quilombolas apresentam modos próprios de se relacionar com o cotidiano e
conviver com a natureza e seus diferentes espaços. As brincadeiras representam suas produções
em nível cognitivo, afetivo e social, tanto dentro quanto fora da escola. Nesse momento, constroem
seu universo próprio a partir das suas interações com o contexto local (POJO; BARRETO, 2016).
Desse modo, os currículos da Educação Infantil Quilombola devem ser construídos
levando em consideração a forma organizativa das comunidades, suas contribuições sociais,
culturais, econômicas, políticas, e não somente suas vestimentas, rituais festivos, entre outros
fatores que fazem parte do cotidiano dos mesmos.
Assim como as brincadeiras e a confecção de materiais pedagógicos próprios da cultura
quilombola, devem fazer parte do currículo escolar, respeitando as particularidades locais, como
tempo, espaços pedagógicos, condições climáticas, rotinas que propiciam a valorização da
identidade quilombola, que os identifiquem, que permitam se sentir partícipes de sua história, que
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provoque a criança a se reconhecer como sujeito, conhecer suas origens, entender que a história do
povo quilombola foi construída por meio de lutas, contra o racismo, as desigualdades sociais, a
conquista da territorialidade, a saúde, a moradia, da educação; enfim, sobretudo, a busca pela
garantia de direitos.
Discorrer sobre o ―brincar como direito‖ e intercruzar suas bases com a Educação Infantil
mostra-se importante primeiro situar o leitor sobre qual lugar está sendo falado, quando se vai ao
encontro da ação do brincar e que concepções estão atreladas e caminham juntas a esta ação.
Oliveira (2012) conceitua o brincar como algo aprendido nas interações sociais e no
contato com as manifestações culturais produzidas e destaca a atuação do professor como
colaborador na ampliação e redimensionamento da ação do brincar à medida que observa, reflete,
planeja e intervém oferecendo às crianças novos elementos disponíveis na cultura para dialogar com
as crianças em diferentes espaços e tempos.
Nessa linha de pensamento, assume-se o brincar, no âmbito deste documento, como ato
revelador da existência da criança como pessoa, da sua identidade, estando, portanto, atrelado a
sua própria razão de ser no mundo, afinal brincar é algo muito sério porque envolve uma gama de
conhecimentos complexos e refinados, elaborados e reelaborados, por pessoas humanas ocupantes
de um tempo histórico chamado infância.
É basilar que antes de se aprofundar em qualquer análise, se assuma o brincar como
direito da criança, justificando tal atitude como uma situação de justiça social, de políticas públicas,
de direito universal que: ―em todas as medidas relativas à infância será dada prioridade aos
melhores interesses da infância‖ (ONU, 2002, p. 13).
Outro movimento fundamental ao qual se é impelido é desarticular a noção do ato de
brincar apenas a Educação Infantil ou a escola, tampouco o brincar como campo restrito da ação da
criança. É necessário alargar o olhar para as infâncias e as crianças para melhor compreendermos
que o brincar não está amarrado à escolarização, e é imperioso desescolarizá-lo. O brincar pertence
à vida do homem na Terra, mais particularmente ao tempo do ser-criança e se articula com os
modos de ser e as produções culturais terrenas.
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considerar a criança como sujeito é levar em conta, nas relações que com ela
estabelecemos que ela tem desejos, ideias, opiniões, capacidade de decidir, de
criar, de inventar, que se manifestam desde cedo, nos seus movimentos, nas
suas expressões, no seu olhar, nas suas vocalizações, na sua fala (FARIA;
SALES, 2012, p. 56).
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apresentem significado para a criança e ou grupo do qual faz parte. Para tanto as experiências
devem fazer sentido para elas nos contextos que falem e dialoguem sobre o mundo delas, mundo
este do qual o adulto deve se aproximar para conhecer, interagir para que dele também possa
aprender.
Brincar implica estabelecer vinculações entre o plano imaginário e o real, uma vez que a
criança reproduz a realidade ao mesmo tempo que articula com o plano da imaginação. Na
Educação Infantil, no âmbito da escola, cabe ao professor proporcionar experiências ricas e
diversificadas visando a
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era integrada à sociedade em que estava inserida, a começar pela escola onde lhe era negado o
direito primordial de todo sujeito: a participação inerente à cidadania.
Não cabe pensar em inclusão tão somente sem que se fomente de modo efetivo a
integração, independente de cada especificidade da criança enquanto sujeito social, cultural, político
e de direitos. Importante ressaltar que todo ser humano possui direitos que lhe são assegurados
legalmente na Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo II.
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Outros marcos legais que asseguram a educação inclusiva no país estão expressos na
Constituição Federal (1988), no ECA (1990), a LDB (1996), na Política Nacional para a Integração
da Pessoa Portadora de Deficiência (1999), no PNE (2001), na Convenção Interamericana para
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas com Deficiência (2001) e nas
Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001).
Em se tratando de Educação Especial e Cultura Amazônica é salutar enfocar também os
contextos em que a criança com deficiência é originária: comunidades indígenas, ribeirinhas,
quilombolas, assentadas, extrativistas, pescadoras, caiçaras, acampados, entre outros; ela precisa,
portanto, ser compreendida como um sujeito imerso dentro de suas especificidades sociais e
culturais.
Um exemplo dessa questão na Amazônia é o caso de crianças escalpeladas 16, problema
muito recorrente e que compromete o aprendizado das meninas vitimadas, isso em nível tal que
abarca não apenas problemas físicos, que as impedem de frequentar a escola regularmente, como
também problemas emocionais que afetam a sua autoestima, autoaceitação e interação com o
outro. Essas pessoas ―apresentam sentimentos de menos valia, baixa autoestima e, em alguns
casos, sentem-se desejosas de isolamento e apresentam ideação suicida (VALE, 2007, Apud
ALMEIDA, 2016, p. 68).
16Segundo Franco (2003 Apud Almeida 2016), o escalpelamento consiste no arrancamento parcial ou total do couro
cabeludo, inclusive de orelhas e pálpebras. O acidente acontece em pequenas embarcações motorizadas de forma
rudimentar, onde o motor é adaptado na parte central do barco para não prejudicar a estabilidade do mesmo, sendo que
do motor à hélice estende-se longitudinalmente um eixo que fica totalmente exposto, girando em alta velocidade de
2.500 rotações por minuto e com grande força de tração.
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Como sujeito partícipe desse mundo, merecem que as construções sociais e históricas
sobre infância e deficiência sejam revistas e ultrapassados. Tal como passou o tempo que passem
também as velhas concepções: de educação, de criança, de infância e de deficiência.
Portanto, o trabalho de uma educação inclusiva no contexto da Educação Infantil necessita
levar em conta as peculiaridades e as potencialidades de cada criança sem perder de vista a
brincadeira, a criatividade e a curiosidade, pois delas emergem algo imprescindível para ela: o
protagonismo e autonomia frente ao mundo em que está inserida.
A Educação Infantil enquanto primeira etapa da educação básica apresenta uma variação
dos demais níveis de ensino quando apresenta a família como importante articuladora no processo
de aprendizagem das crianças, pois é nesse primeiro momento de suas vidas que elas são
afastadas física e temporariamente de suas relações parentescas.
Afirma-se que esse é o primeiro momento de transição que a criança passa ao ―deixar‖ 17
seu lar para começar a construir seu vínculo com o espaço de educação formal que chamamos de
escola, no caso, de creche ou unidades de Educação Infantil; essa separação não pode em hipótese
nenhuma transformar-se em rompimento, visto que a educação dela deve ser complementar e
articulada com a que é oferecida pelas suas famílias, como destaca a LDB no Art. 29.
17O uso das aspas se dá pelo fato de a criança na verdade não deixa sua casa, mas a família a leva para o espaço da
escola.
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de escola, pois assim geraria maiores benefícios para os sujeitos que constituem o espaço escolar e
seu entorno.
O autor nos afirma que ―é possível imaginar um tipo de relação que não consista
simplesmente de uma ‗ajuda‘ gratuita dos pais à escola‖ (PARO, 2018, p. 39), mas a efetiva
participação aos preceitos pedagógicos da instituição na busca de contribuir para a melhoria do
ensino.
Pensar na relação democrática dentro do espaço escolar possibilita refletir que para a
materialidade dessa relação é necessário compreender os problemas que envolvem esse vínculo
família e escola, mensurar acerca dos valores que transitam nessa correlação e avaliar suas
potencialidades.
Uma das principais características levantadas pelo autor ao tratar da relação família e
escola é o afeto constituído junto aos seus alunos, sejam crianças ou adolescentes. Esse afeto se
constituiu como elemento importante no estabelecimento de referência educacional para a família e,
principalmente, na constituição do respeito entre professor e aluno.
Respeito não apenas a sua condição de criança, que deve ser cuidada, protegida
e tratada com carinho, mas também a seu direito de apropriar-se da cultura e de
manifestar-se, sem constrangimentos deletérios, seu pensamento e sua emoção.
O afeto supõe empatia e compromisso do educador com o educando, com a
preocupação de reforçar a condição de sujeito deste, estabelecendo uma relação
humana que não seja fria e exterior, ocupada apenas em oferecer conhecimento
para serem apreendidos, mas sim calorosa e cúmplice da própria formação de
personalidade do educando (PARO, 2007, p. 52).
O autor revela ainda que é importante compreender esse afeto não no sentido piegas, de
―autoajuda‖ ao professor, mas entender o afeto de forma a auxiliá-lo no melhor desenvolvimento das
suas atividades de ensino junto às suas crianças e/ou adolescentes.
Ao discorrer sobre a relação família e escola, esta necessita compreender e acolher a
organização familiar que historicamente vem se constituindo, particularmente as do século XXI e,
ainda considerar que as crianças são sujeitos históricos pertencentes a etnias e a povos diversos, de
culturas diferenciadas.
Nesse sentido, ao propor maior interação entre família e a escola na busca de estabelecer
uma relação mais forte e constante, essa relação deve estar pautada acima de tudo no respeito, na
superação de preconceitos ou de estigmas evitando dissabor e dor às crianças que pertencem a
diferentes famílias que hoje constituem a sociedade brasileira.
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A Educação Infantil não se trata de uma fase de educação que vislumbre a criança como
um ser humano à parte da sociedade, incapaz, mas um que possui importância na medida em que
constrói o mundo a partir de seu próprio mundo de significados e de representações, de si e dos
outros em processos dialéticos.
Assim como compreender esse processo é salutar para uma Educação Infantil de
qualidade, só é possível fazê-lo por meio da formação inicial e continuada do professor. É ele que,
conhecendo a legislação, tendo os suportes teóricos específicos e conciliando teoria e prática, terá
condições para agir como mediador, entre o que o aluno é e o que ele poderá ser, ou seja, atuando
na zona de desenvolvimento proximal, poderá colaborar para o alcance das potencialidades dos
alunos (VYGOTSKY, 1991).
O mundo infantil deve ser, portanto, encarado de modo cultural, compreendendo o saber e
o vir saber por intermédio das práticas: sentir, perceber, tocar, agir, modificar, descobrir, imitar e
criar, recorrendo às múltiplas linguagens.
A formação do professor de Educação Infantil possui, como todas as outras, uma
responsabilidade social, mas, sobretudo, um compromisso com a infância para além da visão
romantizada de outrora.
O professor não pode ser confundido apenas como cuidador, mas como aquele que educa
e cuida nessa rotina escolar da criança – como um gestor da aprendizagem do aluno; assim, na
relação entre escola e família, cabe a cooperação para suprir as necessidades educacionais da
criança.
Não obstante, no mundo globalizado e tomado cada vez mais pelo avanço da tecnologia,
do computador, da internet, as relações entre as pessoas têm se modificado, dissolvendo vínculos
afetivos e não comportando o bombardeio de informações que a criança também vivencia. Sobre
essas ameaças à infância, Kramer (1999) destaca a urgência de se resistir a uma sociedade
construída para reproduzir uma lógica capitalista que desumaniza o ser humano.
Por isso, cabe a formação do professor atentar para essa resistência, fazendo do trabalho
com o movimento, a música, as artes visuais, a linguagem oral e escrita, estudos da natureza e
sociedade e da matemática meios para a construção do cidadão desde a infância. Dessa maneira, a
formação expande o percurso e a postura de um profissional atento, atualizado com as mudanças
operantes no mundo em que a criança está inserida e, assim, no mundo dela.
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Nessa perspectiva, toda formação deve ultrapassar o mero repasse de conteúdos e listas
teóricas, ela deve deixar claro ao professor que cabe a ele o pensamento crítico, a compreensão de
que mesmo a sua formação não deve engessa-lo, antes, instigá-lo a considerar os diversos saberes
e vivencias em prol de sua práxis pedagógica.
Se assim realizado, somado a afetividade inerente à relação com a criança e com o brincar
como instrumento de mediação de saberes, poderá se dizer que a formação do professor de
Educação Infantil está de fato cumprindo o papel que lhe é apropriado.
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A citação que abre este item trata da formação de leitores e escritores. Ela é provocativa e
ao mesmo tempo intencional porque suscita ao educador uma análise de sua relação com essas
práticas e de como ele interage com as mesmas levando em consideração sua relação com a
docência com crianças.
A primeira questão que se deve fazer ao penetrar nessa temática é: como ―está se dando‖
a relação com a escrita e com a leitura ao longo da formação humana? A resposta a essa indagação
sobre a importância e o papel do registro de práticas na educação e compreender o expressivo
leque de possibilidades que direcionam para diferentes campos de análise e atuação do educador.
Em sentido lato o registro escrito exige que se tenha uma base de formação crítica para
que se compreenda trajetória da história da educação no Brasil. Os registros dessas práticas se
materializam tanto ao nível do discurso oral quanto da produção escrita e obtêm como produto final
artigos, leis, decretos entre outras bases legais que orientam e salvaguardam a educação como
direito.
Em estrito sentido o ato de registrar convida o educador a ter um olhar mais sensível,
estrito e pormenorizado na sua atuação, nos seus territórios de ação, e vão delineando sua
trajetória, sua identidade como cidadão e profissional. Nesse sentido, o registro de práticas perpassa
por uma captação do real em ações objetivamente observáveis e desafia a perceber o imperceptível
que se esconde nas emoções, nas reações e nos sentimentos tanto do educador quanto dos
educandos.
Essas pequenas sutilezas precisam fazer parte da vida do educador e de sua intimidade,
para que se possa captá-las é preciso aproximar de maneira prazerosa do ato de ler e do ato de
escrever, conhecer onde se manifestam e quais as funções sociais que exercem. Assim, pouco a
pouco se descobrirá que o prazer em ler e o prazer em escrever residem no ato significativo.
No âmbito deste documento, destaca-se o registro escrito, mas é necessário se ter
clareza de que a leitura também não está desvinculada do registro das práticas pedagógicas. O
perfil do educador como leitor irá contribuir para que ele possa ser bom escritor dedicar-se a ler com
prazer e escrever, utilizando a escrita como ferramenta de expressão, de linguagem fá-lo-á
compreender melhor o mundo e dará mais sentido ao registro de suas práticas.
O exercício sistemático do registro escrito nos ensina que se pode aproximar mais
daquilo que somos e fazemos, faz-nos conhecer melhor as crianças, observar a prática com mais
sensibilidade e ter mais domínio sobre as intervenções que devam ser realizadas.
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Para além da pura observação dos fatos, o registro das práticas pedagógicas deve ter por
essência a reflexão do vivido. Dialogar com as práticas requer que se evidenciem indicadores
positivos que busquem a qualidade a partir do melhor que os educandos já têm para que se possam
refazer processos, reconstruindo e vislumbrando novas ações e etapas no processo de
aprendizagem.
É preciso detectar as fragilidades para que todos alcancem a aprendizagem, acreditar que
todas as crianças são potencialmente capazes e ocupam lugares diferentes de acordo com cada
nível de aprendizagem.
Afinar o olhar entre as dimensões discutidas anteriormente dará ao professor a
possibilidade de se aproximar mais de si mesmo como pessoa e profissional e, ao mesmo tempo,
possibilitará que sua relação com a docência e com os educandos se dê de forma mais satisfatória.
O resultado dessa atitude que envolve inter-relações múltiplas entre eu-eu, eu-outro e eu-
conhecimento provocará transformações dos sujeitos envolvidos, ou seja, educadores e educandos
sofrerão mudanças a partir da relação com o saber.
O registro: por quê? para quê?
Quando bem compreendido, problematizado e utilizado, o registro de práticas assume um
caráter formador, identitário e promotor do desenvolvimento tanto do professor quanto das crianças,
portanto, é interessante que a concepção do registro perpasse por três eixos preliminares a saber:
Eixo da compreensão – compreendê-lo como instrumento emancipador que possibilita
perceber a intencionalidade educativa aplicada à prática pedagógica do que se propõe para a
educação infantil; Eixo da utilização – utilizá-lo como instrumento reflexivo-crítico das práticas e do
processo de desenvolvimento das crianças, permitindo assim que as narrativas escritas ao
tornarem-se públicas possam ser passíveis de dúvidas, (in)certezas, reflexões e de intervenções; e
Eixo das inter-relações – percebê-lo a partir das relações e inter-relações que estão para além da
sala de aula o qual envolvem uma perspectiva dialética, pois no registro considerar-se-á que o
conhecimento adquirido pela criança envolve as experiências e aprendizagens vivenciadas mundo
afora, dando sentido ao que se propõe dentro das instituições escolares.
Ao discorrer sobre registro é necessário atentar-se às relações individuais e coletivas que
deverão ser estabelecidas para a estruturação do referido documento considerando as ações que
irão demandar essa organização, e ainda, entender a finalidade de tais registros.
Relações individuais e coletivas
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AÇÕES MENTAIS
COMPARAR CLASSIFICAR SISTEMATIZAR INTERPRETAR
Exercita-se a leitura de
Observa-se o que é Organiza-se em categorias
significados que atribuo às
relevante objetos, ideias e acontecimentos
ideias e à realidade
Identificam-se
semelhanças e Extrai-se a essência
diferenças Colocam-se em ordem as das ideias sem omitir
fatos importantes Interpreta-se e levanto
Destacam-se experiências de acordo com
hipóteses sobre as
elementos critérios que estabeleço como
experiências vividas
significativos
Seleciona-se o que é
importante
Fonte: Freire, 2008, p. 50-51.
O quadro expõe algumas ações pensadas para o exercício do pensamento; essas ações
em conjunto e intercruzadas gerarão o que a autora chama de sujeito-autor, sujeito do
conhecimento.
O pensamento em ação materializado na escrita possibilita que o professor reveja suas
ações, reavalie os próximos passos e etapas de seu planejamento e efetivamente se veja como
autor intelectual e transformador de sua realidade gerando também possibilidades para as
humanidades que com ele interagem.
Escrever ou registrar práticas da Educação Infantil significa que não se tenha que fazer
exatamente as mesmas coisas simplesmente porque se atua com o mesmo grupo etário, por
exemplo. Cada grupo de criança traz consigo um mundo particular, único e independente; essas
características, quando bem dialogadas em forma de registro personificam, as práticas, dão voz e
vez às crianças e ao seu processo de desenvolvimento, engrandecem a profissão do professor e
amadurecem sua intelectualidade como profissional.
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Sem dúvida o ato de escrever envolve uma relação intima com a curiosidade e o
questionamento, com a leitura, oralidade e a espontaneidade do pensamento. Não existem roteiros,
receitas, ou manuais que possam nos ensinar a escrever. Este talvez seja o maior desafio de refletir
sobre a prática do registro nos convidando a agir.
A trajetória histórica da Educação Infantil no Brasil foi sendo construída, entre outros
aspectos, pelo assistencialismo, pelo descaso das políticas públicas, pela omissão de direitos, pela
cisão entre o cuidar e o educar e pela separação entre ricos e pobres (BRASIL, 2013a).
As concepções que constituíram esses fatos e que estão atrelados a eles têm raízes
profundas que atravessam o tempo e persistem até hoje; atingem e colaboram na produção das
concepções que povoam as mentalidades e os cenários educativos do século XXI.
E o que isso tem a ver com a organização dos espaços, materiais e tempos da Educação
Infantil? As velhas concepções atingem em cheio a temática que dá título a esse tema porque
muitos ainda concebem o espaço como algo secundarizado, inerte, estéril ou que pouco contribuiu
para a qualidade do atendimento.
Olhando com um pouco mais de cautela se pode verificar que o espaço isoladamente
talvez não nos remeta a relações mais significativas com os processos educativos estabelecidos
com as crianças e as infâncias, porém se o vincular ao tempo que é histórico e estabelece uma
íntima relação com a produção cultural de materiais far-se-á uma ligação mais profícua entre a
trilogia espaço-tempo-materiais.
Dessa forma se oferecer às crianças materiais atrativos para que elas criem e recriem
possibilidades de uso, têm-se grandes chances de provocar significativas aprendizagens e com um
pouco mais de diálogo, estudo e pesquisa pode se estar auxiliando as crianças a transformarem o
movimento de suas vidas. A isto se dá o nome de desenvolvimento.
A criança mobiliza-se em uma atividade, quando investe nela, quando faz uso de
si mesma como de um recurso, quando é posta em movimento por móbeis que
remetem a um desejo, um sentido, um valor. A atividade possui, então, uma
dinâmica interna. Não se deve esquecer, entretanto, que essa dinâmica supõe
uma troca com o mundo, onde a criança encontra metas desejáveis, meios de
ação e outros recursos que não ela mesma (CHARLOT, 2000, p. 55).
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
O autor chama atenção sobre a relação das crianças com o movimento. Atitude própria e
inerente ao ser criança e vivente no mundo. O mundo é o espaço mediador, cenário provocador de
novas e sempre desafiadoras possibilidades.
Nesse cenário o professor é o sujeito histórico cultural que, consciente dessas
possibilidades e cronologicamente detentor de uma maior experiência cultural e histórica suscita
possibilita o contato com novos espaços e materiais em situações que precisam ser estimuladoras.
Isso não quer dizer, no entanto, que o professor está sempre a controlar tudo, como se
assumisse ser o senhor do tempo para ditar quando e como se deve iniciar e parar as coisas. O
professor sutilmente deve atentar-se e buscar intimidade com as crianças e com as relações de
significância que elas fazem com os objetos, pessoas e situações. Ele deve ver, ouvir, perceber, o
que as crianças dizem como se deslocam no espaço, como dão vida aos materiais e o modo como
os ressignificam, como estabelecem relações com pessoas situações, objetos, elementos da
natureza. Sobre o que conversam o que imaginam e sentem.
Dessa forma, o espaço deve oferecer materiais acessíveis e interessantes para o olhar
das crianças, tornando-se local aprazível e acolhedor da intimidade do ser criança, sendo que
intimidade não quer dizer que lá só haja lugar para o que é ―conhecido‖. É necessário que as
crianças estejam em contato com novos e inusitados materiais que lhes proporcionem exploração e
surpresas, como caixas, carreteis, pedaços de madeiras, tronco de árvores, folhas secas, tendas,
são inúmeras as possibilidades de materiais que podem colaborar para que o espaço vá se
transformando em lugar.
Essa forma de ver o espaço, revelada pela autora, convida-nos a rever nossas posturas e
o modo como as práticas são conduzidas e reproduzidas no espaço escolar; as próprias DCNEI
(BRASIL, 2010a), em seu Art. 8º § 1º, chama atenção para alguns aspectos relacionados aos
objetivos da proposta pedagógica no que tange à organização de materiais, espaços e tempos e
chama atenção dentre outros fatores em assegurar a integralidade, e indissociabilidade entre o
cuidar e o educar, o reconhecimento das especificidades que orientam o desenvolvimento das
crianças, a mobilidade nos espaços, além da acessibilidade de espaços, materiais objetos,
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
Perceber o espaço como algo vivo e que dialoga com o processo educacional é entendê-
lo como interlocutor; da mesma forma, pensar em estratégias que possam fazer com que a
curiosidade e a criatividade das crianças estejam sempre sendo estimuladas por esse ambiente é
criar possibilidades novas e imprevisíveis para que elas se desenvolvam com qualidade e prazer.
Na maioria das vezes o que se observa em nossas práticas com a Educação Infantil é que
o professor ainda está preso às velhas práticas promovendo, quase sempre, atividades repetidas e
que priorizam grandes grupos de mesma faixa etária; todos fazem ao mesmo tempo as mesmas
coisas limitando rotinas e metodologias, fixando procedimentos e cerceando possibilidades de
crescimento humano-intelectual o que é mais comprometedor ainda.
Alargar o olhar para repensar a organização do espaço requer uma mudança ampla nos
caminhos da escola, mudança esta que deve partir de um movimento coletivo da escola e não
apenas de mentes que pensam de forma isolada.
O espaço deve proporcionar além do acesso e disponibilidade de objetos de diferentes
formas, texturas e tamanhos, promover a interação entre as crianças, não só de mesma faixa etária,
mas também de faixas etárias diferentes de modo que semanalmente as crianças possam interagir
em grupos diferentes dos que aqueles estabelecidos em sua turma de origem.
Vale ressaltar que todas as reflexões aqui feitas devem estar em consonância com a
proposta pedagógica curricular da instituição enquanto projeto pedagógico maior que rege e dá
direção às intervenções estabelecidas sem deixar de problematizar em sua constituição a complexa
relação histórica, política, social, econômica e cultural das relações humanas imbricadas. O modo
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como as concepções de criança e infância dialogam promoverá ou não a interação entre crianças-
ambientes e aprendizagens (OLIVEIRA, 2012).
Para a autora, a construção de ambiente de convivência e aprendizagem na Educação
Infantil necessita ser analisada sob a perspectiva de diferentes dimensões que precisam dialogar
entre si para ultrapassar uma lógica limitada que nos conduz ao olhar ingênuo de que o espaço está
restrito apenas ao aspecto espacial, mas se amplia em outras direções envolvendo:
a) Dimensão interacional – diferentes perspectivas de interação entre crianças de
diferentes faixas etárias e destas com adultos;
b) Dimensão física – considera o espaço como elemento educador. Assume, portanto
perspectiva de assegurar, estimular, renovar e planejar sempre novas formas de estabelecer formas
diversas de organização; por isso ele precisa ser pensado inclusive pelas próprias crianças. Exigirá
do professor também um olhar sensível para perceber que ali naquele espaço elas se sentem
melhor do que o espaço originalmente pensado pelo professor, por exemplo;
c) Dimensão temporal – implica considerar a qualidade do tempo vivido pelas crianças na
instituição. O que Arroyo (2001) denomina ―direitos a tempos-espaços de um justo e digno viver‖;
implica tornar o tempo produtivo, com etapas distintas e sempre renovadas; isso também implica
protagonizar o olhar das crianças em relação à ordem estabelecida para as atividades e ao tempo
de duração de cada uma delas.
d) Dimensão funcional – considera a real função e significado dos espaços e suas
possibilidades. Estão de fato a serviço das crianças? Contemplam na prática suas necessidades de
segurança, mobilidade, descanso, alimentação, criação e exploração? Podem contemplar mais de
uma função de acordo com a motivação e ideias socializadas por professores e crianças? Estas são
algumas perguntas que podemos nos fazer como profissionais, mas podem ser feitas às crianças de
modo a saber como estão se sentindo naquele ambiente e quais suas impressões sobre eles.
Essas dimensões ajudam a pensar um pouco mais sobre o espaço como partícipe do
processo de aprendizagem no sentido de ser entendido como comunicador e termômetro para os
índices de qualidade no ambiente escolar.
Sempre lembrando que, para além do espaço físico e das estruturas aparentemente
rígidas em que convencionalmente se entende o tempo e os materiais, existe a humanidade que
reside em cada criança, as interações subjetivas que superam e burlam a lógica que se pensa deter
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destinados às crianças da Educação Infantil, pois é nessa (re)organização que as experiências vão
oportunizar significados diferenciados de aprendizado; nesse sentido, cabe destacar
18Os eixos estruturantes do ensino fundamental podem ser estudados no item que discorre especificamente acerca
deles.
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
Este campo de experiência traduz o corpo como estrutura física não só da criança como
ser vivo, uma estrutura que possui habilidades importantes e necessárias para o desenvolvimento da
aprendizagem, pois é na corporeidade que a exploração do mundo e das coisas se efetiva, seja por
meio ―dos sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos‖
(BRASIL, 2017a, p. 38).
O pleno desenvolvimento da criança se legitima a partir dos gestos e movimentos que ela
apresenta em sua rotina, pois o corpo é por excelência um instrumento de comunicação e
emancipação da criança. Elas conhecem e reconhecem as sensações e funções de seu corpo [...]
identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência
sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física (BRASIL, 2017a, p. 39).
Na interligação com o ensino fundamental, o campo de experiência ―Corpo, gestos e
movimentos‖ está diretamente relacionado ao eixo estruturante ―Linguagem e suas Formas
Comunicativas‖, visto que nesse eixo a linguagem é fator essencial para o desenvolvimento humano
na forma de comunicação, pois serve para expor sentimentos, emoções e informações verbais,
corporais, artísticas e dos sonidos.
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GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Brincar e interagir com diferentes crianças e adultos
Identificar o outro como alguém que tem um nome, que tem características próprias (sentimentos/sensações/limitações sensoriais e
cognitivas)
Brincar livremente utilizando como principal recurso o corpo (engatinhar, andar, correr, pular, etc.)
Visualizar expressões fisionômicas e manifestações variadas envolvendo o corpo como um todo; (rir, chorar, abrir e fechar os olhos,
gargalhar, fazer caretas, beijar, etc.)
Integrar linguagens múltiplas utilizando a linguagem corporal. Exemplo: música e corpo, experiências táteis e o corpo; estímulos visuais
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de (vídeo) e o corpo
seu corpo nas brincadeiras e interações das quais
participa Utilizar estímulos sensoriais e promover experiências prazerosas através do envolvimento dos órgãos dos sentidos (tato, olfato, paladar,
visão, audição) e suas sensações
Brincar livremente ou de forma direcionada utilizando como principal recurso o corpo (pular, andar, correr, etc.)
Reconhecer-se como pessoa, a partir de sua própria imagem reproduzida a partir de diferentes objetos e efeitos como por exemplo:
espelho, projetores de imagem, sombras
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa Explorar ambientes externos a sala de aula e outros ambientes naturais presentes no entorno da escola, do bairro, etc.
etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos,
brinquedos Manipular diferentes materiais experimentando sensações e possibilidades dos referidos objetos
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GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras
Brincar com a voz a partir da música, da mímica, do gesto, do balbucio, do riso, da gargalhada, do choro e de outras emissões vocais
Perceber-se enquanto sujeito sensorial, a partir de brincadeiras e interações que estimulem os cinco sentidos para através deles construir
conhecimento
Explorar diferentes possibilidades de interação com espaços e pessoas (arrastar, engatinhar, sentar, rolar, etc.)
(EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma
Desenvolver vínculos afetivos estabelecendo sentimentos de confiança e segurança com o outro
faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social
Interagir com outras crianças através de brincadeiras que estimulem a comunicação verbal e não verbal
CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE PRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Experienciar por meio de diferentes linguagens, principalmente as que envolvem interação entre corpo e arte, momentos de prazer,
alegria e descontração em manifestações naturais e espontâneas considerando diferentes ritmos de desenvolvimento
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para
exprimir corporalmente emoções, necessidades e
Vivenciar o desenvolvimento processual do seu corpo descobrindo as possibilidades de autonomia e controle de seus movimentos
desejos
Conhecer o próprio corpo por meio dos movimentos, expressando-se por gestos, sons e ritmos diversificados
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais Brincar de forma espontânea e/ou dirigida explorando vivências culturais e que tenham como objetivo central o interesse dos bebês
nas brincadeiras e interações em ambientes Realizar interação do corpo com elementos da natureza
acolhedores e desafiantes
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GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE PRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Ampliar progressivamente o conhecimento sobre o seu corpo ao engatinhar, rolar, ficar de pé, andar dentre outras ações
CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Produzir sons a partir do próprio corpo
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GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
materiais para acompanhar brincadeiras cantadas,
canções, músicas e melodias Desenvolver a sensibilidade dos sentidos para construção da linguagem artística e o gosto pelas brincadeiras cantadas, canções,
músicas e o senso estético
Experienciar a relação com as brincadeiras por meio da música, em vivências sonoras que promovam a criatividade, o bem estar, a
afetividade e a sensibilidade
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GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
(EI01EF01) Reconhecer quando é chamado por seu Familiarizar-se com a entonação e/ou gestual da pronúncia do seu nome e dos outros
nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem
convive Construir vínculos sociais, afetivos e de identidade
Interagir cotidianamente com diferentes estilos musicais e a leitura de poemas
Desenvolver a atenção, percepção e concentração durante a leitura, a contação de histórias e manuseio do livro
(EI01EF02) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de
poemas e a apresentação de músicas Experienciar diferentes estilos musicais e a leitura de textos de diversos gêneros literários
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GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Reconhecer o movimento dos personagens e do enredo da história a partir da entonação de voz e gestos do contador
(EI01EF05) Imitar as variações de entonação e gestos
Brincar com seus pares utilizando os sons presentes nas histórias
realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar
Interagir cotidianamente com variados estilos musicais dando ênfase as diferentes sonoridades nela contida
(EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando Utilizar o próprio corpo como forma de comunicação
movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de
expressão Autoexpressar-se para ampliar suas interações
(EI01EF07) Conhecer e manipular materiais impressos e Explorar materiais impressos e audiovisuais para possibilitar o desenvolvimento das capacidades comunicativas
audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi,
jornal, cartaz, CD, let, etc.) Conhecer os dferentes instrumentos de comunicação social
Interagir cotidianamente com diferentes gêneros textuais
CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Participar, por meio da brincadeira, de situações que permitam manusear os objetos e diferentes materiais repetidas vezes
(EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de
objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura)
Testar diferentes possibilidades de uso e interação com os objetos e materiais
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CRECHE
GRUPO 1 (BEBÊS DE ZERO A 1 ANO E 6 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELOS BEBÊS
DESENVOLVIMENTO
Brincar, individualmente e em pequenos grupos, com materiais variados, como os que produzem sons, refletem, ampliam, iluminam, e
que possam ser encaixados, desmontados, enchidos e esvaziados
Desenvolver a noção de ritmo individual e coletivo
(EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e
fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, Participar de brincadeiras de roda ou danças circulares
balanços, escorregadores etc.)
Brincar a partir do contato corporal com seus pares e com os adultos
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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES À 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Brincar e interagir com diferentes crianças e adultos
Reconhecer-se como pessoa, a partir de sua própria imagem reproduzida a partir de diferentes objetos e efeitos como por exemplo:
espelho, projetores de imagem, sombras
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e
solidariedade na interação com crianças e adultos Identificar-se como ―eu‖ e o outro como ―tu/ele ou ela‖ e ―nós‖
Participar de atividades individuais e coletivas Reconhecer o outro como alguém que faz parte do grupo de convivência e é diferente do ―eu‖
Identificar o outro como alguém que tem um nome, que tem características próprias (sentimentos/sensações)
Compartilhar com os demais membros do grupo os conflitos, as alegrias, as conquistas, aflições e aspirações comuns
Brincar e interagir com o corpo como linguagem viva de expressão e comunicação
Visualizar expressões fisionômicas e manifestações variadas envolvendo o corpo como um todo (rir, chorar, abrir e fechar os olhos,
gargalhar, fazer caretas, etc.)
(EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e
confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades Integrar linguagens múltiplas utilizando a linguagem corporal. Exemplo: música e corpo, experiências táteis e o corpo; estímulos visuais
e desafios (vídeo) e o corpo
Brincar livremente ou de forma direcionada utilizando como principal recurso o corpo (pular, andar, correr, etc.)
Brincar e interagir coletivamente com diferentes espaços, materiais, objetos, brinquedos
Explorar ambientes externos a sala de aula e outros ambientes naturais presentes no entorno da escola, do bairro, etc.
(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com
crianças da mesma faixa etária e adultos
Manipular diferentes materiais experimentando sensações e possibilidades dos referidos objetos
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, Brincar com a voz a partir da música, da mímica, do gesto, do balbucio, do riso, da gargalhada e de outras emissões vocais
buscando compreendê-los e fazendo-se compreender
Expressar de forma livre e integrada as necessidades comunicativas
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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES À 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Manifestar-se comunicativamente com o corpo ou parte dele utilizando-se de objetos que permitam a expressão de linguagens
Brincar relacionando as partes do corpo ao nome científico (evitar termos pejorativos)
Expressar diferentes manifestações de conforto ou desconforto envolvendo a alimentação, higiene, brincadeiras e momentos de
(EI02EO05) Perceber que as pessoas têm
descanso
características físicas diferentes, respeitando essas
diferenças
Experimentar alimentos variados para promover a ampliação dos sentidos envolvidos nessa ação
Desenvolver atitudes de respeito ao que lhe é diferente como condição para garantir uma coexistência interpessoal e harmoniosa
Explorar diferentes possibilidades de interação com espaços e pessoas (arrastar, engatinhar, sentar, rolar, etc.)
Demonstrar respeito a todas às pessoas como condição para garantir uma coexistência interpessoal harmoniosa
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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES À 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Experienciar ações com seu corpo, gestos e movimentos, deparando-se com desafios corporais como: engatinhar, arrastar, ficar de pé,
caminhar, subir, descer, correr, rolar, pular, mexer, encaixar e tocar
(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de
Interagir com o universo da dramatização utilizando os movimentos das mãos para rasgar, amassar, apertar, pinçar, empurrar e cortar
sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras
com tesoura sem ponta
Experimentar movimentos de preensão, encaixe e lançamento, utilizando diversos objetos como: lápis, pincel, giz de cera, bola etc.
Explorar as habilidades motoras básicas dos grandes grupos musculares, como: rolar, dançar, pular, tanto nos espaços externos quanto
(EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-
interno da instituição, com ou sem obstáculos, desafiando uso dos diferentes gestos e movimentos corporais
se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo,
dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e
Vivenciar brincadeiras e jogos corporais do repertório cultural como: amarelinha, coelhinho sai da toca, brincadeira de roda, jogo do
atividades de diferentes naturezas
boliche, pula corda, dança do bambolê, saltos em pneus, dentre outros
Explorar os movimentos corporais, seguindo ritmos musicais (locais e regionais)
(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no
espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos Vivenciar um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo para descobrir variados usos desse espaço
e seguindo orientações com o corpo, tais como: sentar com apoio, rastejar, escorregar, caminhar apoiando-se em mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se,
correr, dar cambalhotas, alongar-se etc.
Brincar com os diversos sabores, cores, imagens, cheiros, texturas, consistências, temperaturas.
Identificar suas potencialidades e limites, desenvolvendo a consciência do que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade
física
Explorar espaços e materiais para o desenvolvimento do grafismo
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as Expressar-se por meio de representações teatrais, mímicas, expressões corporais e ritmos espontâneos, ao som de músicas e
habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, brincadeiras regionais ou não
pintar, rasgar, folhear, entre outros
Brincar estimulando a coordenação motora fina: enfileirar, encaixar, pinçar, organizar por cores, tamanhos ou formas, encaixotar e
guardar brinquedos
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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar suas preferências em relação a sons, temperaturas, imagens, texturas, gosto, ideias, intenções e criações
Representar e imitar sons com materiais alternativos, como: garrafas, latas, chocalhos, lixas e outros materiais
(EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e
instrumentos musicais, para acompanhar diversos Explorar gestos, sons, grafismos, movimentos e músicas
ritmos de música
Vivenciar brincadeiras de diversos grupos culturais, como: indígenas, ribeirinhos e quilombolas
Vivenciar o prazer da leitura a partir de histórias lidas, contadas, e/ou dramatizadas pelo adulto
Interagir com os sons de latas, chocalho, madeira, quengas de coco, plásticos e cones feitos com papel
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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar desejos, sentimentos e necessidades, dispondo do gesto como apoio e usando palavras e pequenas frases
Participar de atividades de leitura que permitam a identificação do seu nome e do nome dos colegas
Ouvir leitura de textos a partir de diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet, etc.)
Comunicar-se com diferentes intensões, sujeitos e contextos, respeitando o momento de ouvir e falar
Usar diferentes linguagens para expressar suas ideias e sentimentos
Interagir cotidianamente com diferentes estilos musicais e a leitura de poemas
Interagir cotidianamente com variados estilos musicais dando ênfase as diferentes sonoridades nela contida
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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da
esquerda para a direita) Expressar-se corporalmente, emitindo sons a partir de brincadeiras como: cantoria de parlendas, cantigas de roda ou brincadeiras
cantadas
Acompanhar a leitura com pausa sonora realizada pelo adulto-leitor ou parceiro mais experiente
Representar, nos diversos portadores de textos, a leitura com pausa sonora, com o apoio da leitura de imagens.
Desenvolver a atenção, percepção e concentração durante a cotação de histórias e manuseio do livro.
Reconhecer a partir de brincadeiras letras de músicas, brincadeiras cantadas, parlendas, poemas, rimas e quadrinhas.
Jogar utilizando acessórios como: cestas e caixas com roupas, calçados, panos, chapéus, colares, lenços e outros.
(EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos
Brincar de faz conta fazendo uso de adereços e fantasias
da história narrada, identificando cenários, personagens
e principais acontecimentos.
Construir e contar histórias considerando o seu nível de desenvolvimento
Expressar desejos, sentimentos e necessidades, utilizando o corpo nos movimentos, gestos, expressões, usando a linguagem na leitura
de mundo.
Ouvir leitura de textos a partir de diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet, etc.)
(EI02EF05) Relatar experiências e fatos acontecidos,
Vivenciar diferentes produções orais e escritas, variações de brincadeiras, histórias e cantigas, valorizando as diversidades linguísticas
histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
regionais e locais
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CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Brincar com seus pares utilizando os sons presentes nas histórias
Narrar fatos do cotidiano, utilizando jogos e brincadeiras
(EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base Interagir cotidianamente com histórias de diferentes gêneros literários
em imagens ou temas sugeridos
Relacionar-se com a literatura regional
Participar da elaboração de murais, cartazes, convites, panfletos e demais produções escritas que tenham significado específico para a
turma
(EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de Ler por memorização as etiquetas dos objetos da sala, dos cartazes, dos crachás dos colegas, das placas de sinalização
escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros
textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, Falar, perguntar, escutar o outro, expor suas ideias, dúvidas e descobertas, ampliando seu vocabulário e aprender a valorizar o grupo
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.) como instância de troca e aprendizagem
Expressar representações do pensamento a partir de rabiscos (desenhos)
Conhecer diversas imagens/cenas/obras em fotografias, pinturas, objetos, esculturas, cenas cotidianas por meio de fotos, gravuras e
obras de artistas
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CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Explorar a criação das primeiras figuras (figuras humanas, animais e objetos)
Explorar e descobrir as propriedades dos objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura) por meio de todos os sentidos
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e
Experimentar as relações de causa e efeitos (transbordar, tingir, misturar, mover e remover, etc.) na interação com o mundo físico
diferenças entre as características e propriedades dos
objetos (textura, massa, tamanho)
Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles
Comparar e identificar atributos de objetos diversificados e explorar suas possibilidades (pequeno/grande, comprido/curto,
redondo/quadrado, liso/rugoso/áspero, leve/pesado etc.
Criar e construir rotinas diárias de noções de tempos, seus ritmos biológicos, rotinas familiares e do espaço escolar como: hora de
chegada, hora de conversa, do lanche, da brincadeira, do aprender, da chegada da mamãe, etc.
Descrever os fenômenos naturais como: a claridade do sol, o vento nas folhagens, a chuva etc.
(EI02ET02) Observar, relatar e descrever incidentes do Participar das atividades que envolvam calendários com marcação de dia, semana, mês, ano e condições climáticas
cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva
etc.) Organizar-se em espaços com brinquedos e objetos diversos que favoreçam o brincar de faz de conta em diversos lugares como:
mercadinho, posto de saúde, posto de gasolina e outros
Manusear recursos tecnológicos para promover experiências relativas à luz, sombra e projeção
Observar e criar explicações para fenômenos e elementos da natureza presentes no dia a dia (calor, chuva, claro, escuro, quente, frio)
comparando diferenças e semelhança
Estabelecer relações entre os fenômenos naturais de diferentes regiões, as formas de vida dos grupos que ali vivem
Pesquisar, explorar e narrar hábitos e necessidades básicas de animais e vegetais
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CRECHE
GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Brincar usando jogos para realizar deslocamentos, passando por obstáculos (pneus, cadeiras, cordas, bambolês) de diferentes maneiras
Participar de diferentes brincadeiras utilizando noções: aberto/fechado, dentro/fora, acima/abaixo, perto/longe, direito/esquerdo
(EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora,
em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e Explorar, orientar-se no espaço e indicar posição de acordo com algumas relações: de vizinhanças (perto, longe, próximo), de posição
temporais (antes, durante e depois) (abaixo, acima, entre, ao lado, a direita, a esquerda), de direção e sentido (para frente, para traz, para direita, para esquerda, para cima,
para baixo, no mesmo sentido e em sentido diferente)
Observar no meio social e natural as formas geométricas existentes, descobrindo semelhanças e diferenças entre objetos no espaço,
(EI02ET05) Classificar objetos, considerando combinando formas, estabelecendo relações espaciais e temporais, em situações que evolvam descrições orais, construções e
determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.) representações
Amassar, transvasar, empilhar, encher, esvaziar, produzir sons, rolar objetos e materiais comparando-os e classificando conforme
propriedades diversas: peso (leve/pesado), volume (cheio/vazio), espessura (grosso/fino), textura (liso/áspero/macio), cor e forma
Participar de situações e atividades utilizando noções temporais: sempre/nunca, começo/meio/fim, antes/durante/depois, cedo/tarde,
dia/noite, novo/velho, amanhã/ontem/hoje
(EI02ET06) Utilizar conceitos básicos de tempo (agora,
Brincar utilizando noções espaciais (comprimento, distância e largura), maior/menor, grande/pequeno, alto/baixo, longe/perto, grosso/fino,
antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento,
gordo/magro
rápido, depressa, devagar)
Explorar a participação diária das crianças em situações e atividades que envolvam calendários com marcação de dia, semana, mês, ano
e condições climáticas
Vivenciar situações onde as famílias compartilhem suas histórias e saberes
Identificar fatos históricos destacando tempos passado, presente e futuro ou ainda, ontem, hoje, amanhã, agora e depois
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GRUPO 2 (CRIANÇAS BEM PEQUENAS DE 1 ANO E 7 MESES A 3 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Envolver-se em situações reais de contagem (quantas crianças faltaram ou estão presentes na aula)
Brincar de faz de conta envolvendo situações de contagem registrando quantidades, utilizando o traçado convencional ou não
convencional
Quantificar, contar, comparar, fazer cálculos, numerar, identificar numeração, fazer estimativas em relação a quantidade de pessoas ou
(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de objetos presentes na sala, na escola, na família etc
crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a
quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, Construir torres com blocos de diferentes tamanhos, contar parte do corpo, encaixar copinhos ou peças do menor para o maior, muito,
bolas, livros etc.) pouco, mais menos etc
Promover a exploração de diferentes instrumentos de medida não convencionais e convencionais (barbante, copo, palmo, passo, pé,
régua, calendário, relógio, fita métrica, balança)
Envolver-se em situações reais de contagem com dinheiro de brincadeira que represente as cédulas originais
PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Interagir com crianças e adultos durante as brincadeiras e demais atividades lúdicas ou sociais
Reconhecer o outro como alguém que faz parte do grupo de convivência e é diferente do ―eu‖
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, Identificar o outro como alguém que tem um nome, que tem características próprias (sentimentos, sensações, cor, raça, aparência)
percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos,
necessidades e maneiras de pensar e agir Demonstrar respeito pelos gostos e escolhas de seus pares interagindo com crianças que possuem habilidades e características
diferentes da sua
Sensibilizar-se e se manifestar frente a situações do cotidiano que possam parecer injustas, preconceituosas e desrespeitosas, com uma
postura própria, inédita e singular
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Acolher o outro como alguém que faz parte do grupo de convivência, respeitando as diferenças
Manifestar iniciativa nas escolhas de brincadeiras e atividades, na seleção de materiais e na busca de parcerias considerando seu
interesse
Entender-se como sujeito que tem competências e habilidades com capacidade de desenvolver atividades propostas
(EI03EO02) Agir de maneira independente, com
Reconhecer-se como partícipe do grupo ao qual pertence
confiança em suas capacidades, reconhecendo suas
conquistas e limitações
Mostrar confiança frente a novas atividades e desafios propostos no cotidiano
Propor brincadeiras e situações de aprendizagens, explorando materiais diversos que envolvam seus interesses e dos outros
Demonstrar atitudes de cooperação com o ―outro‖
Demonstrar desejo e empatia pela participação do outro nas brincadeiras e atividades propostas
Expressar e reconhecer diferentes sentimentos e emoções em si e no outro (tristeza, alegria, surpresa, raiva, etc.)
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a
Demonstrar sentimentos diversos educando-se emocionalmente para possíveis frustações
pessoas e grupos diversos
Aprender a lidar com a diversidade de afetos e sentimentos reconhecendo suas emoções
Reconhecer suas características corporais aprendendo a valorizá-las percebendo as qualidades e limitações, quando houver
(EI03EO05) Demonstrar valorização das características
de seu corpo e respeitar as características dos outros Construir sua autoimagem valorizando seu gênero e do outro
(crianças e adultos) com os quais convive
Compreender e respeitar a diversidade de gênero, de culturas e étnica dos sujeitos e de si
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PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
O EU, O OUTRO E O NÓS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Respeitar e valorizar sua cultura e cidadania, assim como a do ―outro‖
Ouvir e recontar histórias dos diversos povos existentes (indígena, africano, asiático, europeu)
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por
diferentes culturas e modos de vida Aprender sobre tradições familiares diversas para reconhecer sua identidade cultural
Conhecer e explorar costumes brincadeiras de épocas e povos diferenciados, por meio de brinquedos, imagens e narrativas que
promovam a construção de uma relação positiva com seus grupos de pertencimento
PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar corporalmente seus sentimentos e emoções nas relações com o ambiente e com ―o outro‖ durante as atividades cotidianas
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de
expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto
Explorar suas características corporais (altura, peso, etc.) durante brincadeiras e atividades artísticas
nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras,
dança, teatro, música
Expressar seu mundo interior explorando suas fantasias e seu imaginário
Expressar habilidades corporais aprendidas durante as atividades artísticas e outras
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso
de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto Demonstrar formas de uso e controle do próprio corpo
de histórias, atividades artísticas, entre outras
possibilidades Realizar movimentos básicos como: rastejar, correr, pular, subir, saltitar, etc.
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PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Movimentar-se utilizando movimentos corporais com gradativa complexidade, identificando a lateralidade
Expressar-se com espontaneidade demonstrando a dominância de lateralidade no ambiente externo (recortar papel, segurar ou carregar
objetos, pentear os cabelos, etc.)
(EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados Compreender e fazer uso de noções básicas de higiene e cuidados do próprio corpo
à higiene, alimentação, conforto e aparência
Adquirir autonomia para alimentar-se e se vestir
Ajudar o adulto a organizar os espaços de brincadeira e de descanso
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no Aprimorar suas habilidades manuais frente a novos desafios
atendimento adequado a seus interesses e
necessidades em situações diversas Vivenciar e manipular objetos de diferentes tamanhos e pesos que envolvam habilidades manuais
PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expressar-se musicalmente utilizando o corpo e a voz
(EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais,
Expressar-se musicalmente utilizando materiais alternativos e/ou instrumentos musicais
objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de
faz de conta, encenações, criações musicais, festas
Interagir em momentos festivos participando de brincadeiras, danças e diversas atividades rítmicas
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PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Reconhecer canções marcantes de eventos específicos do cotidiano ou do seu grupo, outros gêneros musicais advindo de seu contexto
social, familiar, cultural e de outras partes do mundo
PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Expor suas ideias frente a diversos assuntos da realidade local
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PRÉ-ESCOLA
GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Fazer uso da escrita de memória para melhor elaborar a construção da linguagem escrita (parlendas, músicas, versos, quadrinhas,
poesias outros) a partir de suas hipóteses
Explorar brincadeiras cantadas tradicional e culturalmente
(EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando Manusear e explorar cotidianamente livros diversos
orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar
palavras conhecidas Associar a leitura como elemento de comunicação social
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GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
escritas (escrita espontânea), em situações com função
social significativa Expor suas impressões acerca dos textos lidos para as crianças
(EI03EF09) Levantar hipóteses em relação à linguagem Realizar a leitura do signo fazendo a relação com a imagem simbolizada
escrita, realizando registros de palavras e textos, por
meio de escrita espontânea Construir histórias considerando o seu nível de desenvolvimento
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CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Explorar diferentes objetos e elementos da natureza identificando semelhanças e diferenças
(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre Despertar o senso da curiosidade em relação ao mundo concreto, instigando o senso para observação, formulação de hipóteses e
objetos, observando suas propriedades pesquisa
Registrar oralmente de forma coletiva ou individualmente as observações das curiosidades e pesquisas realizadas
Demonstrar curiosidade a partir de afirmações e questionamentos;
(EI03ET02) Observar e descrever mudanças em
Explorar o mundo observando os fenômenos naturais e artificiais, bem como as mudanças ocorridas pela interferência do homem;
diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles,
em experimentos envolvendo fenômenos naturais e
Identificar e descrever oralmente e/ou via registros observando as mudanças temporais vivenciadas pelos fenômenos
artificiais
Construir hipóteses a partir de observações e contatos com os fenômenos
Utilizar estratégias diferenciadas para a resolução de problemas com os fenômenos observados
(EI03ET03) Identificar e selecionar fontes de Interagir com ―o outro‖ na busca de informações sobre os fenômenos observados
informações, para responder a questões sobre a
natureza, seus fenômenos, sua conservação Explorar individual e/ou coletivamente informações em fontes científicas e do saber popular
(EI03ET06) Relatar fatos importantes sobre seu Reconhecer e respeitar a composição das famílias, em suas diferentes formas e composição
nascimento e desenvolvimento, a história dos seus
familiares e da sua comunidade Conhecer e observar documentos importantes que mostram registro do nascimento e desenvolvimento da criança (certidão e carteira de
vacinação entre outros)
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GRUPO 3 (CRIANÇAS PEQUENAS DE 4 ANOS A 5 ANOS E 11 MESES)
CAMPO DE EXPERIÊNCIA:
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E
APRENDIZAGENS A SEREM VIVENCIADAS PELAS CRIANÇAS PEQUENAS
DESENVOLVIMENTO
Utilizar o calendário como forma de localização do tempo, destacando aniversários
Vivenciar situações em que sintam-se desafiadas a exercitar o raciocínio lógico matemático
Envolver-se em situações reais de contagem (quantas crianças faltaram ou estão presentes na aula, quantos pratos, copos, talheres
estão sendo usados para merenda e almoço)
Identificar fatos históricos destacando tempos passado, presente e futuro ou ainda, ontem, hoje, amanhã, agora e depois
(EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas
quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em
Vivenciar situações do cotidiano envolvendo o tempo, podendo utilizar o relógio como instrumento de aprendizagem
uma sequência
Experienciar ludicamente situações problemas envolvendo a sequência numérica e a ordenação de números
Explorar e comparar o próprio corpo e do ―outro‖ como referência para entender noções de medida, peso e altura
Explorar e comparar noções de unidades usuais de medidas (metro, centímetro, palmos, passos, gramas, colheres, pitadas e copos)
(EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.),
construindo gráficos básicos
Exploração e comparação de medidas de grandezas
Experienciar o conceito e medição de líquidos e sólidos (água, terra, areia, pedras, massas, etc.)
Envolver-se em situações reais de contagem com dinheiro de brincadeira que represente as cédulas originais
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Sobre as orientações indicadas pelas DCNEB, fazem-se dois destaques: (1) aos cuidados
que sistemas e escolas devem ter com a transição entre instituições diferentes, pois a falta deste
cuidado pode trazer prejuízos para desenvolvimento e aprendizagem das crianças; (2) diz respeito à
importância dos registros do desenvolvimento e da aprendizagem das crianças realizados pelos
professores. Tais cuidados são importantes do ponto de vista pedagógico ao processo de transição
entre as duas etapas, assim como para possíveis trocas de instituições de ensino, ao concordar-se
que ―[...] as práticas e concepções de ambos os níveis de ensino são integradas a partir do
reconhecimento de suas diferentes histórias e concepções‖, conforme (MOSS, 2008 apud NEVES,
GOUVÊA; CASTANHEIRA, 2011, p. 123).
Assim, compreendida a transição entre as duas etapas, há, no entanto, de se ter a
cuidadosa preocupação de não confundir os objetivos específicos de cada etapa para a formação da
criança, nem tampouco desconsiderar que o sujeito aprendiz passa por processos de mudanças e
maturidades biológicas e intelectuais e que pertencem a uma cultura familiar, religiosa, social as
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quais devem servir como pontos de partida para a construção curricular das etapas em discussão
neste texto.
3.2 ETAPA DO ENSINO FUNDAMENTAL
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a partir de eixos estruturantes, dos quais são extraídos os subeixos que definem os objetivos de
aprendizagem aos quais estão relacionadas às habilidades.
Dessa forma, o professor precisa desenvolver sua prática pedagógica por meio de
metodologias que promovem o protagonismo dos estudantes e, consequentemente, sua formação.
As habilidades dispostas neste Documento são identificadas por meio de um código
alfanumérico (BRASIL, 2017a, p. 28, adaptado) com a seguinte representação:
Neste Documento Curricular são indicados para reflexão temas relevantes a serem
reelaborados no cotidiano escolar por meio de quatro eixos estruturantes no desenvolvimento das
unidades escolares. Esses eixos serão desdobrados em subeixos que suscitarão em objetivos de
aprendizagem; são eles:
―Espaço/Tempo e suas Transformações‖
―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖
―Valores à Vida Social‖
―Cultura e Identidade‖
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19―A cultura pode ser entendida como o conjunto de valores, crenças, costumes e práticas que caracterizam o modo de
vida de determinado grupo social. Esse conjunto possibilita ao indivíduo se inserir e interagir em seu grupo social, pois
lhe permite negociar ―maneiras apropriadas de agir em contextos específicos‖ (EAGLETON, 2005, p. 55).
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Assim, o sujeito é constituído de corpo, mente sentimento e espírito. Um sujeito que está
inserido na história, em sua dimensão social e que deve educar-se ao longo da vida, que deve
aprender a sobreviver num mundo de conflitos, num contexto de diversidades e de transformações
constantes e que deve entender que o que o distingue do outro é sua capacidade de consciência e
de reflexão (MORAES, 2003).
Diante do ritmo desenfreado do processo de globalização e do desenvolvimento
tecnológico consolidado na dinâmica da vida contemporânea, questões ligadas à preocupação com
os aspectos sociais e à preservação ambiental são corriqueiramente noticiadas, mas são
negligenciadas em detrimento do lucro das grandes corporações. Essas corporações devastam
grandes áreas verdes aumentando a poluição atmosférica por meio da emissão de efluentes
químicos que poluem mananciais que são vias de sobrevivência dos seres humanos e dos demais;
provocam também a extinção de espécies da fauna e da flora.
Dessa maneira, a escola precisa preparar os alunos para lidar com tais situações para
buscar formas de transformar a sociedade em que vivem; e o currículo deve atender a essas
demandas possibilitando ao educando a possibilidade de refletir criticamente acerca das mudanças
histórico-sociais provocadas, em grande medida, pela ação do homem no tempo/espaço vivido.
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Nesse sentido, é importante que a escola traga para dentro de seus muros, e ensine,
pratique e discuta toda essa diversidade das diferentes formas de linguagem, e que faça os alunos
se desenvolverem e descobrirem qual é a melhor forma que eles se identificam, quais são suas
habilidades em relação às linguagens e que competências podem desenvolver.
Portanto, para que a alfabetização funcional (saber ler e interpretar textos) seja plena, é
importante que os estudantes desenvolvam competências de leitura não só quanto a textos em
linguagem verbal (jornais, revistas, livros), mas filmes, fotografias, histórias em quadrinhos, cartazes
publicitários, canções, peças de teatro, pintura, etc.
Também na alfabetização matemática, é preciso que compreendam a linguagem
matemática e possam usá-la de forma funcional e reflexiva na sociedade, afinal, ao entrar em
contanto com os diferentes tipos de linguagem nas escolas, as crianças e jovens se apropriam e e
aumentam o seu repertório de linguagens, quanto das interações sociais que ela promove, quanto
em relação ao patrimônio científico, artístico-cultural do Brasil e da humanidade.
Assim, o currículo deve propiciar o contato dos alunos com as distintas formas de
linguagens, pois permitirá a apropriação dos mesmos de maneira crítica e criativa dessa diversidade
de linguagens, e progressivamente, ao final do processo, terão totais condições de conquistar plena
autonomia e exercitar, também plenamente, sua cidadania.
Os valores que constituem a sociedade foram e são construídos pela humanidade por
meio das relações sociais a que estão submetidos; a família, a igreja, as associações comunitárias,
os espaços de lazer, a escola, entre outros, são, por excelência, instituições e espaços de
convivência humana em que as ideias são confrontadas, surgindo daí novas formas de ver o mundo
e nele estar.
Construir uma sociedade que tenha como base a equidade, talvez seja o maior desafio
contemporâneo a fim de que se pratique a justiça respeitando a igualdade de direito de cada
cidadão.
Se a equidade se configura como condição para atingir a justiça social e que, por sua vez,
depende de valores construídos socialmente, a ética enquanto ramo da filosofia que cuida
particularmente de investigar os princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o
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Participação social: valor que se desenvolve à medida que o homem se torna parte da
vida em sociedade e compartilha com os demais membros conflitos, aflições e aspirações
comuns.
Respeito mútuo: valor que leva uma pessoa a tratar outra com atenção, deferência,
consideração e reverência; a reação da outra deve ser no mesmo nível: respeito mútuo.
Solidariedade: valor que se manifesta no compromisso pelo qual as pessoas se obrigam
umas às outras e cada uma delas a todas com o intuito de confortar, consolar e oferecer
ajuda.
Tolerância: valor que se manifesta na tendência a admitir, nos outros, maneiras de
pensar, agir e sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas.
Portanto, o currículo deve favorecer o encontro dos educandos com esses valores a fim de
que atuem na sociedade de forma mais humana, com equidade e justiça, sabendo que o seu direito
termina quando começa o do outro; entendo que os espaços são comuns a todos e que a percepção
do outro e princípio básico para a boa convivência entre pares.
20―Osurgimento de análises que passam a integrar um conjunto identificado com Estudos Culturais é resultante de uma
movimentação teórica e política que se articulou contra as concepções elitistas e hierárquicas de cultura – como era o
caso das matrizes arnoldianas e levisistas. Naquelas tradições, cultura e civilização estavam em oposição. Aquilo de
que a palavra cultura dava conta constituía algo qualitativamente superior ao que seria proporcionado pelos ditos
progressos da civilização‖ (COSTA, 2010, p. 136-137, grifo nosso).
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Tanto a arte quanto a história, a literatura e a comunicação, bem como outros campos do
conhecimento, constituem-se nas sociedades modernas em constantes diálogos com as mais
variadas tecnologias comunicacionais (CLANCLINI, 2011).
Essas possibilidades de diálogos são atualmente usuais nos mais diversificados campos
da cultura, sobretudo, entre a cultura popular e a cultura erudita, contestando a antiga dicotomia
entre esses dois campos que dissociava e criava fronteiras e limites no âmbito da educação e da
formação integral do indivíduo, inviabilizando, em grande medida, as diversas matrizes e variedades
construídas por homens e mulheres, produtos e produtores de cultura.
No corpo da cultura urbana, vivencia-se a diversidade cultural que contribui
significativamente com a formulação e a construção das identidades; é a partir da cultura urbana que
se pode – e se deve – combater o clássico conceito eurocentrista21 de aculturação, possibilitando
com isso diferentes aprendizagens em diversidade cultural superando constantes abordagens
normativas e disciplinares.
Com isso, discute-se que a proposição aqui defendida, além de ser um convite às
perspectivas interdisciplinares, celebrando possibilidades de comunicação, de expressão bem como
de consenso entre linguagens, sugere-se ―(...) um passo à frente no sentido de se produzir uma
tensão crítica entre modelos culturais e gerenciais‖ (BARROS; OLIVEIRA JR., 2011, p. 22).
Aqui não se trata de discutir simplesmente o que a cultura, em suas múltiplas formas de
comunicação e expressão, pode vir a cooperar com a educação, mas como a educação e seus
diversos processos podem contribuir com o pensar e o agir cultura e suas diversas identidades; ao
mencionar a diversidade cultural, busca-se informar que:
21Este conceito foi muito utilizado no período das grandes navegações e descobrimentos marítimos (séculos XV e XVI).
Nessa fase da história, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, descobriram novas terras na África e Ásia
e implantaram suas culturas (religião, língua, modos, costumes) entre os povos conquistados. Fizeram isso, pois
acreditavam que a cultura europeia era mais desenvolvida do que a dos indígenas e africanos.
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conceitos menos rigorosos, condizentes com os aspectos culturais onde esses estão inseridos, sem
emoldurá-los, mas principalmente abertos a novas possibilidades de entendimento sobre as relações
sociais do ser humano com o mundo.
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ÁREA: LINGUAGENS
COMPONENTES CURRICULARES
Língua Portuguesa
Educação Física
Arte
Língua Inglesa
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Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro
e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo
responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a
questões do mundo contemporâneo; e
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Por muito tempo, o ensino de Língua Portuguesa priorizou o estudo da teoria gramatical,
trabalhando ―com o ensino da metalinguagem e não com o ensino da língua‖ (MARINHO, 1997, p.
87). Isso evidencia que ―cada momento social e histórico demanda uma percepção de língua, de
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mundo, de sujeito, demonstrando o caráter dinâmico da linguagem no meio social em que atua‖
(FUZA; OHUSCHI; MENEGASSI, 2011, p. 479).
No contexto educacional brasileiro, como ocorreu no mundo todo, esse caráter dinâmico
da linguagem se configurou ao longo dos anos por meio de três concepções de linguagem: como
expressão do pensamento, como instrumento de comunicação e como forma de interação
(GERALDI, 1984)22; essas concepções determinam o ensino da língua materna, tendo como pano
de fundo a perspectiva sociopolítica, que ―evidencia a influência de fatores externos – sociais,
políticos, econômicos e culturais – sobre o ensino da Língua Portuguesa‖ (SOARES, 1998, p. 45).
A década de 1970 também priorizou uma concepção tradicional, porém, enfocando o
ensino ―por meio da repetição, de exercícios que estimulassem a resposta, de forma que ele
―seguisse o modelo‖ (ZANINI, 1999, p. 81), ou preenchesse lacunas, o que era priorizado nos livros
didáticos os quais, consoante à pesquisadora, tornaram-se grandes aliados dos professores.
Nessa época, a classe popular conquistou seu direito à escolarização, trazendo, para o
ambiente escolar, padrões culturais e variantes linguísticas diferentes; ao mesmo tempo, o regime
militar foi implantado no país, buscando o desenvolvimento do capitalismo.
Logo, mudou-se a concepção de ensino da língua materna, criando-se um sistema, com
base na Lei nº 5692/71, que, de acordo com Soares (1998, p. 57), ―estabelecia que à língua nacional
se deveria dar especial relevo ‗como instrumento de comunicação e como expressão da cultura
brasileira‘‖ e sob esse viés, a linguagem é vista como instrumento de comunicação, ligando-se à
teoria da comunicação e concebendo a língua como um código capaz de transmitir certa mensagem
ao receptor (GERALDI, 1984).
A partir de críticas e denúncias a esses métodos, repensou-se o modo de ensinar a LP nas
escolas, pautando-se na concepção interacionista de linguagem, que teve início entre as décadas de
1980 e 1990, a partir da redemocratização da nação e da chegada das ciências linguísticas à escola.
22As concepções de linguagem foram renomeadas por Geraldi (1984) a partir das ideias discutidas por
Bakhtin/Volochinov (1992), que apresentam e criticam duas orientações filosófico-linguísticas que vigoraram em sua
época (década de 1920), subjetivismo individualista e objetivismo abstrato - rejeitando a enunciação monológica em que
se apoiam essas duas correntes - e defendem sua proposta de enunciação dialógica de linguagem (a interação verbal).
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Destarte, propôs-se o ensino da língua não mais centrado na teoria gramatical e sim nas
práticas de leitura e produção textual. Essa transformação, de acordo com Geraldi (1997), ocorreu,
especificamente, a partir da década de 1980, época em que surgiram várias pesquisas voltadas para
a sala de aula, discutindo-se o estabelecimento de uma interação social, e propondo-se o discurso e
o texto como unidades de ensino; dessa forma, por meio do discurso, o aluno pode expressar seu
ponto de vista sobre o mundo e, por meio do texto, aprender a língua materna (GERALDI, 1997).
Mas apesar do avanço que essa nova perspectiva trouxe para o ensino da língua,
ocorreram algumas interpretações equivocadas a respeito das mudanças propostas; assim, nas
escolas, passaram a existir dois extremos: a) continuar seguindo a prática pedagógica tradicional,
por crer que o trabalho com a LP precisa ser pautado no ensino gramatical; b) abolir o ensino
gramatical, por acreditar que se deve trabalhar apenas com a leitura e com a produção textual,
trabalho este, muitas vezes, restrito à leitura como decodificação e ao texto como mero pretexto para
a produção escrita.
Dessa forma, desde essa época, instaurou-se o que se chama de crise no ensino da LP a
qual ainda hoje pode ser comprovada pelo desempenho linguístico não satisfatório encontrado nos
resultados de testes, como a Prova Brasil e o ENEM, e em redações de concursos vestibulares.
Diante dessa crise, após a década de 1990, muitos trabalhos foram desenvolvidos em
torno dos gêneros do discurso, impulsionados pela consolidação da mudança do objeto de ensino e
de aprendizagem da língua materna, como apontam os PCN (BRASIL, 1998b), etretanto, em
princípio, o trabalho com os gêneros era restrito à exposição ou visitação dos alunos à diversidade
de textos que circulam na sociedade.
Assim, a partir da perspectiva bakhtiniana, surgiram novas pesquisas (BARBOSA, 2003);
ROJO; CORDEIRO, 2004, etc.) propondo um trabalho específico com cada gênero. Tal trabalho,
realizado por meio de atividades de leitura, produção de textos e análise linguística (estudo
gramatical reflexivo e contextualizado), organizadas em sequências didáticas mais intensivas,
permite um aprofundamento do estudo do gênero, o que possibilita o desenvolvimento de
capacidades específicas inerentes à compreensão e produção de textos dos gêneros enfocados.
Nos PCN (BRASIL, 1998b), os conteúdos de língua portuguesa estão distribuídos por ―(...)
dois eixos de práticas de linguagem: as práticas de uso da linguagem e as práticas de reflexão sobre
a língua e a linguagem‖ (ROJO, 2000, p. 29); assim, eles concorrem para a reflexão sobre a língua e
a linguagem contemplando aspectos relacionados ―(...) à variação linguística; à organização
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LÍNGUA PORTUGUESA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos
(EF01LP05) Reconhecer o sistema de escrita alfabética como representação dos sons da fala
(EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em sílabas
(EF01LP07) Identificar fonemas e sua representação por letras
(EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação
escrita
1.1 Identificar as diferentes
(EF01LP09) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons sílabas iniciais
sonoridades das letras do alfabeto e
(EF01LP13) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons sílabas mediais e finais
distingui-las em situação de interação
(EF02LP02) Segmentar palavras em sílabas e remover e substituir sílabas iniciais, mediais ou finais para
criar novas palavras
(EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas,
trissílabas e polissílabas
(EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e
proparoxítonas
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são
irregulares e com h inicial que não representa fonema
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e
1. Interação e demonstrativos como recurso coesivo anafórico
ESPAÇO/TEMPO E reconhecimento de (EF35LP07) Utilizar, ao produzir o texto, os conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regras
SUAS elementos contidos no básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de
TRANSFORMAÇÕES ambiente a partir de interrogação, vírgula em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso
vivências e linguagens (EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando
letras/grafemas que representem fonemas
1.2 Reconhecer e se apropriar do (EF02LP03) Ler e escrever palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (f, v, t,
sistema de escrita alfabética de modo d, p, b) e correspondências regulares contextuais (c e q; e e o, em posição átona em final de palavra)
a atingir os níveis de aprendizagem (EF02LP04) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, identificando que
necessários na leitura e na escrita existem vogais em todas as sílabas
(EF02LP05) Ler e escrever corretamente palavras com marcas de nasalidade (til, m, n)
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e
fonemas: c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas
de nasalidade (til, m, n)
(EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV,
identificando que existem vogais em todas as sílabas
(EF03LP03) Ler e escrever palavras com os dígrafos lh, nh, ch
(EF03LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em monossílabos terminados em a, e, o e em
palavras oxítonas terminadas em a, e, o seguidas ou não de s
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar
informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.)
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa
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cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital,
reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem produziu e a quem se destinam
(EF15LP04) Identificar efeitos de sentido produzidos pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em
textos multissemióticos
(EF12LP07) Identificar e (re)produzir em cantigas, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas e
canções, rimas, alterações, assonâncias, o ritmo de fala relacionado ao ritmo e à melodia das músicas e
seus efeitos de sentido
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e
1.3 Reconhecer o efeito de sentido interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias)
dos textos e sua finalidade baseado (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto
nas pistas linguísticas subjacentes da frase ou do texto
neles (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de
substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos,
demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de
enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto quando for o caso
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos
sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições
de produção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais,
recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e
inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas
(EF15LP09) Expressar-se, em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser
compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo
adequado
(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em
notícias, manchetes, lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para o público
infantil, digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação
2.1 Usar a linguagem oral e a escrita comunicativa e o tema/assunto do texto
nos diferentes gêneros textuais nas (EF12LP12) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios
diversas situações de comunicação publicitários e textos de campanha de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros
2. As linguagens e seus
sob a influência de fatores sociais, do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
significados contidos no
culturais... que as condicionam (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na
espaço social na
escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando
formação dos sujeitos
a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por
pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão
pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição,
conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade
(EF12LP06) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, recados,
avisos, convites, receitas, instrução de montagem dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, que
possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade
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(EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas,
agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas de álbuns, fotos ou
ilustrações (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF01LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, diagramas,
entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos,
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP17) Identificar e reproduzir, em relatos de experiências pessoais, a sequência dos fatos, utilizando
expressões que marquem a passagem do tempo (―antes‖, ―depois‖, ―ontem‖, ―hoje‖, ―amanhã‖, ―outro dia‖,
―antigamente‖, ―há muito tempo‖, etc.) e o nível de informatividade necessário
(EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do
campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP14) Planejar e produzir pequenos relatos de observação de processos de fatos, de experiências
pessoais, mantendo as características do gênero, considerando situação comunicativa e o tema/assunto do
2.2 Reconhecer e registrar os texto
diversos mecanismos de escrita que (EF02LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, pequenos
reforçam a interação do sujeito na relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia infantil, dentre outros gêneros do campo
contemporaneidade e sua relação investigativo, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do
com as territorialidade sociais texto
(família, bairro, cidade...) (EF03LP13) Planejar e produzir cartas pessoais e diários, com expressão de sentimentos e opiniões,
dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e diário
e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos
(verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos
gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com
algumas notícias e textos de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em
áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa, a organização específica da fala nesses gêneros e
o tema/assunto/ finalidade dos textos
(EF03LP20) Produzir cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (carta de leitor e de
reclamação a jornais ou revistas), dentre outros gêneros do campo político-cidadão, com opiniões e
críticas, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto
(EF03LP21) Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientização destinados ao
público infantil, observando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda
(cores, imagens, slogan, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizados por colegas, formulando
3. O espaço/tempo
3.1 Planejar e produzir textos lidos e perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
como gerador do
ouvidos nos diversos espaços (igreja, (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de
processo de
clube, feira, dentre outros) e fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a
alfabetização
contextos sociais (quilombola, situação e a posição do interlocutor
cultural/letramento dos
ribeirinho, indígena) (EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor
sujeitos
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para
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(EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas
já dominadas, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as
palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação
(EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente,
ação, objeto da ação
(EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos
(EF03LP26) Identificar e reproduzir, em relatórios de observação e pesquisa, a formatação e a
diagramação específica desses gêneros (passos ou listas de itens, tabelas, ilustrações, gráficos, resumos
dos resultados), inclusive em suas versões orais
(EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de
exclamação e, em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos,
de adjetivos e de verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras
(EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos em cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas
do leitor ou de reclamação a jornais ou revistas), digitais ou impressas
(EF03LP24) Ler/ouvir e compreender, com autonomia, relatos de observações e de pesquisas em fontes
de informações, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF03LP11) Ler e compreender, com autonomia, textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de
montagem, etc.) com estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a serem
seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa
e o tema/assunto do texto
(EF03LP12) Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais e diárias, com expressão de sentimentos
e opiniões, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero
carta e com a estrutura própria desses textos (problema, opinião, argumentos), considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF03LP18) Ler e compreender, com autonomia, cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital
(carta de leitor e de reclamação a jornais, revistas) e notícias, dentre outros gêneros do campo jornalístico,
de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto
do texto
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como
direção do olhar, riso, gestos, movimentos de cabeça (de concordância ou discordância), expressão
1.1 Identificar os elementos não corporal, tom de voz
linguísticos e multissemióticos (EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos
contidos nos diversos textos, multissemióticos (imagens, diagramas, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo
1. A variação linguística observando as variações linguísticas de fala e adequando a línguagem à situação comunicativa
LINGUAGEM E
e a multissemiose nos nos seus contextos específicos (EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de
SUAS FORMAS
diversos contextos palavras, jogo de palavras, tamanho de letra) em textos publicitários e de propaganda, como elementos de
COMUNICATIVAS
sociais convencimento
1.2 Reconhecer as significações (EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos
expressas pela multissemiose (EF01LP15) Agrupar palavras pelo critério de aproximação de significado (sinonímia) e separar palavras
resultantes dos arranjos na pelo critério de oposição de significado (antonímia)
linguagem com base em suportes (EF02LP10) Identificar sinônimos de palavras de texto lido, determinando a diferença de sentido entre eles,
diversos e formar antônimos de palavras encontradas em texto lido pelo acréscimo do prefixo de negação in- / im-
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(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e ponto de
vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e
sonoros e de metáforas
(EF12LP18) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, sonoridades, jogo de
palavras, reconhecendo seu pertencimento ao mundo imaginário e sua dimensão de encantamento, jogo e
fruição
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do
texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes
modos de divisão dos versos, estrofes e refrãos e seu efeito de sentido
(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde,
de maneira autônima, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de
assombração, etc.) e crônicas
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e
2.1 Reproduzir sua aprendizagem no personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens,
processo de alfabetização cultural narrador e a construção do discurso indireto e direto
como sujeito leitor da literatura (EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em verso, explorando rimas, sons e jogos de
palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões,
inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF01LP26) Identificar elementos de uma narrativa lida ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo
e espaço
(EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras,
quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade
(EF02LP28) Reconhecer o conflito gerador de uma narrativa ficcional e sua resolução, além de palavras,
expressões e frases que caracterizam personagens e ambientes
(EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia, cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do
campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando
sua forma de organização à sua finalidade
(EF02LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, textos literários, de gêneros variados,
desenvolvendo o gosto pela leitura
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em
meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião,
após a leitura
2.2 Expressar a influência dos (EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma
diferentes aspectos comunicativos da dimensão lúdica de encadeamento, valorizando-os em sua diversidade cultural como patrimônio artístico
linguagem literária como processo de da humanidade
sua formação cultural (EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de
eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala
de personagens
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(EF01LP19) Recitar parlendas, quadras, quadrinhas, trava-língua, com entonação adequada e observando
as rimas
(EF01LP18) Registrar, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cantigas, quadras,
quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP15) Cantar cantigas e canções obedecendo ao ritmo e à melodia
(EF02LP14) Planejar e produzir pequenos relatos de observação de processos, de fatos, de experiências
pessoais, mantendo as características do gênero, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto
do texto
(EF03LP27) Recitar cordel e cantar repentes e emboladas, observando as rimas e obedecendo ao ritmo e
à melodia
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos
(EF12LP15) Identificar a forma de composição de slogans publicitários
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
e palestras
(EF35LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
(EF12LP14) Identificar e reproduzir, em fotolegendas de notícias, álbum de fotos digital noticioso, cartas de
leitor (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a diagramação específicas de cada um desses
gêneros, inclusive em suas versões orais
(EF12LP16) Identificar e reproduzir, em anúncios publicitários e textos de campanha de conscientização
destinados ao público infantil (orais ou escritos, digitais ou impressas), a formatação e a diagramação
3. A interação e o uso 3.1 Identificar e reproduzir os específicas de cada um desses gêneros
da linguagem em suas componentes linguísticos presentes (EF01LP20) Identificar e reproduzir, em listas, agendas, calendários, regras, avisos, convites, receitas,
diversas formas na linguagem no processo de instruções de montagem, e legendas para álbuns, fotos e ilustrações (digitais ou impressas), a formatação
comunicativas construção de sentidos e a diagramação específicas de cada um desses gêneros
(EF01LP24) Identificar e reproduzir, em enunciados e tarefas escolares, diagramas, entrevistas,
curiosidades, digitais ou impressos, a formatação e a diagramação específica de cada um desses gêneros,
inclusive em suas versões orais
(EF02LP29) Observar, em poemas visuais, o formato do texto na página, as ilustrações e outros efeitos
visuais
(EF02LP16) Identificar e reproduzir, em bilhetes, recados, avisos, cartas, e-mails, receitas (modo de fazer),
relatos (digitais ou impressos), a formatação e a diagramação especifica de cada um desses gêneros
(EF02LP25) Identificar e reproduzir, em relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia
infantil, digitais ou impressos, a formatação e a diagramação específica de cada um desses gêneros,
inclusive em suas versões orais
(EF15LP10) Escutar, com atenção, fala de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
1.1 Cooperar com o grupo enquanto
1. A (EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas de regras e
sujeito integrante da Escola, da
VALORES À VIDA cooperação/competição regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação
família e da comunidade como
SOCIAL como valores das cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
espaços sociais de aprendência e de
diversas sociedades (EF02LP18) Planejar e produzir cartazes e folhetos para divulgar eventos da escola ou da comunidade,
atuação
utilizando linguagem persuasiva e elementos textuais e visuais (tamanho da letra, leiaute, imagens)
adequados ao gênero, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
123
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF03LP15) Assistir, em vídeo digital, a programa de culinária infantil e, a partir dele, planejar e produzir
receitas em áudio ou vídeo
(EF12LP14) Identificar e reproduzir, em fotolegendas de notícias, álbum de fotos digital noticioso, cartas de
leitor (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses
gêneros, inclusive em suas versões orais
(EF35LP10) Identificar gêneros textuais do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos
comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea,
conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e
TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes lides e corpo de notícias simples para o
público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a
diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,
1.2 Transformar os espaços sociais
organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for
cooperando com o todo a partir das
preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes
vivências aprendidas
pesquisadas
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
(EF03LP16) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem,
digitais ou impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a
serem seguidos) e a diagramação específica dos textos desses gêneros (lista de ingredientes ou materiais
e instruções de execução – ―modo de fazer‖)
(EF03LP17) identificar e reproduzir, em gêneros epistolares e diários, a formatação própria desses textos
(relato de acontecimento, expressão de vivências, emoções, opiniões ou críticas) e a diagramação
específica dos textos desses gêneros (data, saudação, corpo do texto, despedida, assinatura)
(EF03LP25) Planejar e produzir textos para apresentar resultados de observações, pesquisas em fontes de
informações, incluindo, quando pertinente, imagens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio
de diálogos entre as personagens e marcadores das falas das personagens e de cena
2.1 Identificar no ambiente familiar, (EF12LP19) Reconhecer, em textos versificados, rimas, sonoridades, jogos de palavras, palavras,
2. A família, a escola e escolar e comunitário aspectos de expressões, comparações, relacionando-as com sensações e associações
a comunidade na vivências que contribuem para o seu (EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a mediação do professor (leitura compartilhada), textos que
construção de valores processo formativo, mediante a circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses
sociais leitura e a compreensão dos diversos (EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor ou com
gêneros autonomia, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem (digitais ou
impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos
sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma
124
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
dimensão lúdica de encadeamento, valorizando-os em sua diversidade cultural como patrimônio artístico
da humanidade
CULTURA E (EF12LP08) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas
IDENTIDADE em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para o público
infantil, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o
1.1 Reconhecer que a vivência, os tema/assunto do texto
conhecimentos adquiridos e a (EF12LP09) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans,
atuação com os pares têm relação anúncios publicitários e textos de campanha de conscientização destinados ao público infantil, dentre
com a formação das identidades outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF12LP10) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cartazes,
avisos, folhetos, regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros
1. As culturas local e gêneros do campo de atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
regional como (EF12LP17) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, enunciados
construção de e tarefas escolares, diagramas, curiosidades, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de
identidades enciclopédia infantil, entre outros gêneros do campo investigativo, considerando a situação comunicativa e
o tema/assunto do texto
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando
características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como
1.2 Compreender e reconhecer as
características do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando
diversas culturas e suas
preconceitos linguísticos
características na formação de
(EF35LP01PA) Reconhecer as variedades linguísticas como formas de cultura e identidade evidenciadas
identidade evitando, assim,
nas suas condições de produção dos textos, evitando o preconceito linguístico
preconceitos
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de
enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto
(EF12LP13) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans e
peça de campanha de conscientização destinada ao público infantil que possam ser repassados oralmente
por meio e ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do texto
(EF15LP08) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
(EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas,
2.1 Planejar e produzir textos orais e curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente por
2. O multiculturalismo e escritos com a colaboração dos meio e ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o
suas interfaces com as colegas e/ou professor, resultantes tema/assunto/finalidade do texto
linguagens de trabalhos ou pesquisas por meio (EF02LP21) Explorar com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de
das diversas linguagens e mídias pesquisa, conhecendo suas possibilidades
(EF02LP20) Reconhecer a função dos textos utilizados para apresentar informações coletadas em
atividades de pesquisa (enquetes, pequenas entrevistas, registros de experimentações)
(EF02LP19) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, notícias
curtas para o público infantil, para compor jornal falado que possa ser repassado oralmente ou em meio
digital, em áudio ou vídeo, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF02LP24) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, relatos de
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
experimentos, registros de observação, entrevistas, dentre outros gêneros do campo investigativo, que
possam ser repassados oralmente por meio e ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
(EF02LP23) Planejar e produzir, com certa autonomia, pequenos registros de observação de resultados de
pesquisa, coerentes com um tema investigativo
LÍNGUA PORTUGUESA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF15LP09) Expressar-se, em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser
compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo
adequado
1.1 Produzir textos orais e escritos (EF35LP08) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por
coerentes com ajuda dos colegas pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão
e/ou professor a partir do contexto pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição,
social utilizando elementos coesivos conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade
e suas estruturas basilares, bem (EF04LP11) Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do
1. A dimensão como os demais recursos campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses
espaço/tempo na necessários textos (problemas, opinião, argumento), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade
relação das diversas do texto
linguagens e o (EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor,
indivíduo ilustrando, quando for o caso, em portador adequado, manual ou digital
(EF04LP22) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de enciclopédia infantil digitais ou
impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
1.2 Compreender as transformações
(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressos, para o jornal
ocorridas nos elementos
ESPAÇO/TEMPO E da escola, noticiando fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do
comunicativos no tempo/espaço e a
SUAS gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
partir disso planejar e produzir textos
TRANSFORMAÇÕES (EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet,
orais e escritos com certa autonomia
orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/ televisivo e
entrevista
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como
2.1 Identificar e analisar os direção do olhar, riso, gestos, movimentos de cabeça (de concordância ou discordância), expressão
elementos contidos no tempo/espaço corporal, tom de voz
que contribuem para a construção de (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
sentido na produção de textos (EF04LP18) Analisar o padrão entonacional e a expressão facial e corporal de âncoras de jornais
2. Interação e
radiofônicos e televisivos e de entrevistadores/ entrevistados
reconhecimento de
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvidas sobre a escrita das palavras, especialmente no
diversos elementos
caso de palavras com relação irregulares fonema-grafema
comunicativos no
tempo/espaço 2.2 Identificar os diferentes recursos (EF35LP17) Buscar e selecionar, com apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos
e fontes como instrumentos básicos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais
na sua formação como aprendente (EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais
da língua portuguesa plausível para o contexto que deu origem à consulta
(EF04LP20) Reconhecer a função de gráficos, diagramas e tabelas, como forma de apresentação de
dados de informações
126
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
127
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e
personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens,
narrador e a construção do discurso indireto e direto
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em verso, explorando rimas, sons e jogos de
palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros
(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de
eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala
de personagens
(EF04LP25) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens, de acordo
com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,
organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que
preciso, informações necessárias à produção texto, organizando em tópicos os dados e as fontes
pesquisadas
1.3 Planejar e produzir textos orais e
(EF15LP08) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
escritos resultantes de trabalhos ou
produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
pesquisas por meio das diversas
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos
linguagens, mídias, vivências e
multissemióticos (imagens, diagramas, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo
contextos
de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa
(EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a programa infantil com instruções de montagem, de jogos e
brincadeiras e, a partir dele, planejar e produzir tutoriais em áudio ou vídeo
(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observações
e pesquisas em fontes de informações impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente, imagens e
gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF04LP14) Identificar, em notícias, fatos, participantes, local e momento/tempo da ocorrência do fato
noticiado
(EF04LP09) Ler e compreender, com autonomia, boletos, faturas e carnês, dentre outros gêneros do
2.1 Compreender que o contexto campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero (campos, itens elencados, medidas de
social contribui para o processo de consumo, código de barras) e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto
letramento ampliando o seu (EF04LP10) Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do
2. O letramento como desenvolvimento comunicacional campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação
processo de comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
desenvolvimento (EF04LP19) Ler e compreender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a
comunicacional situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são
irregulares e com h inicial que não representa fonema
2.2 Compreender os recursos
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e
linguísticos e gramaticais adquiridos
demonstrativos como recurso coesivo anafórico
no processo de letramento
(EF04LP05) Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita ponto final, de interrogação,
de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumerações e em
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e
TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes lides e corpo de notícias simples para o
público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a
2. A ética como 2.1 Identificar e usar os diferentes diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais
princípio mediador das gêneros textuais de acordo com o (EF04LP13) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (instruções de jogos digitais ou
relações sociais, o contexto social se constituindo impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a serem
respeito e a superação sujeito-cidadão seguidos) e formato específico dos textos orais ou escritos desses gêneros (lista/ apresentação de
de preconceitos materiais e instruções/ passos de jogo)
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de
fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a
situação e a posição do interlocutor
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor
1.1 Reelaborar textos orais a partir de (EF45LP01PA) Descrever oralmente ou por meio da escrita os textos diversos trabalhados pelo professor
histórias ouvidas na construção de em sala de aula
identidades (EF04LP01PA) Reelaborar textos da cultura amazônica – orais ou escritos – mantendo a linguagem
característica para a preservação da memória e da tradição dessa literatura
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando
características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como
CULTURA E 1. Memória, tradição e 1.2 Identificar os elementos culturais característica do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando
IDENTIDADE diversidade cultural presentes nos diversos textos em preconceitos linguísticos
distintos contextos sociais (EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma
dimensão lúdica de encadeamento, valorizando-se, em sua diversidade cultural como património artístico
da humanidade
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do
1.3 Conhecer e apreciar textos em
texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais
diversos formatos produzidos em
(EF35LP01PA) Reconhecer as variedades linguísticas como formas de cultura e identidade evidenciadas
diferentes contextos e culturas
nas suas condições de produção dos textos
LÍNGUA PORTUGUESA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF15LP09) Expressar-se, em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser
compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo
adequado
1.1 Produzir textos orais e escritos (EF05LP11) Registrar com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros dirigidas a
1. A dimensão
com autonomia a partir do contexto veículos da mídia impressa ou digital (cartas do leitor a jornais, revistas), com expressão de sentimentos e
ESPAÇO/TEMPO E espaço/tempo na
social utilizando elementos coesivos opiniões, de acordo com as convenções do gênero textual carta, considerando a situação comunicativa e o
SUAS relação das diversas
e suas estruturas basilares, bem tema/ assunto do texto
TRANSFORMAÇÕES linguagens e o
como os demais recursos (EF35LP08) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por
indivíduo
necessários pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão
pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição,
conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade
(EF05LP12) Planejar e produzir, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação
comunicativa e a finalidade do texto
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor,
ilustrando, quando for o caso, em portador adequado, manual ou digital
(EF05LP25) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de dicionário, digitais ou impressos,
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto
1.2 Compreender as transformações (EF05LP18) Roteirizar, produzir e editar vídeo para vlogs argumentativos sobre produtos de mídia para o
ocorridas nos elementos público infantil (filmes, desenhos animados, HQs, games, etc.) com base em conhecimentos dobre os
comunicativos no tempo/espaço e a mesmos, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/
partir disso planejar e produzir textos assunto/ finalidade do texto
orais e escritos com autonomia (EF05LP17) Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesse da turma, a
partir de buscas de informações imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do
gênero e considerando a situação comunicativa
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como
2.1 Identificar e analisar os direção do olhar, riso, gestos, movimentos de cabeça (de concordância ou discordância), expressão
elementos contidos no tempo/espaço corporal, tom de voz
e a força argumentativa deles na (EF05LP20) Analisar a validade e a força de argumentos em argumentações sobre produtos de mídia para
construção de sentido na recepção e o público infantil (filmes, desenhos animados, HQs, games, etc.) com base em conhecimentos sobre os
produção de textos mesmos
(EF05LP21) Analisar o padrão entonacional, a expressão facial e corporal e as escolhas de variedade e
registro linguístico de vloggers de vlogs opinativos ou argumentativos
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvidas sobre a escrita das palavras, especialmente no
caso de palavras com relação irregulares fonema-grafema
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos
2.2 Identificar os diferentes recursos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais
2. Interação e
e fontes como instrumentos básicos (EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes
reconhecimento de
na produção de textos, comparando significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos
diversos elementos
informações e as utilizando utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual
comunicativos no
(EF05LP23) Comparar informações apresentadas em gráficos e tabela
tempo/espaço
(EF05LP16) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre
o que é mais confiável e por quê
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos
sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições
2.3 Vivenciar e registrar suas de produção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais,
transformações comunicativas recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e
ocorridas no tempo/ espaço enquanto inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas
sujeito do processo de letramento (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para
tendo consciência de que os corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação
elementos comunicacionais (EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
contribuem na sua formação e palestras
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas
gráficas e de acordo com as características do gênero textual
131
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF05LP19) Argumentar oralmente sobre acontecimentos de interesse social, com base em conhecimentos
sobre fatos divulgados em TV, rádio, mídia impressa ou digital, respeitando pontos de vista diferentes
(EF05LP27) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e
articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível
adequado de informatividade
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos
1.1 Inferir informações implícitas e
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos
explícitas baseado nas
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos
representações semióticas que
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de
conduzem a essas conclusões,
enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto
inclusive quanto ao efeito de sentido
delas (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes
modos de divisão dos versos, estrofes e refrãos e seu efeito de sentido
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula disponíveis e/ou em
meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião,
após leitura
(EF05LP28) Observar, em ciberpoemas e minicontos infantis em mídia digital, os recursos multissemióticos
presentes nesses textos digitas
(EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio
de diálogos entre as personagens e marcadores das falas das personagens e de cena
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e ponto de
vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e
1. Signos, símbolos e
LINGUAGEM E sonoros e de metáforas
códigos como
SUAS FORMAS (EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde,
representações de 1.2 Compreender a literatura
COMUNICATIVAS de maneira autônima, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de
formas comunicativas reproduzindo sua aprendizagem
assombração, etc.) e crônicas
enquanto sujeito leitor da mesma no
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e
se processo de formação
interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias)
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões,
inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e
personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens,
narrador e a construção do discurso indireto e direto
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em verso, explorando rimas, sons e jogos de
palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de
eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala
de personagens
(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação
comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,
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organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que
preciso, informações necessárias à produção texto, organizando em tópicos os dados e as fontes
pesquisadas
(EF15LP08) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos
1.2 Reproduzir e produzir textos orais produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis
e escritos resultantes de trabalhos ou (EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos
pesquisas por meio das diversas multissemióticos (imagens, diagramas, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo
linguagens, mídias, vivências e de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa
contextos (EF05LP24) Planejar e produzir textos sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em
fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a
situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF05LP13) Assistir, em vídeo digital, a postagem de vlog infantil de críticas de brinquedos e livros de
literatura infantil e, a partir dele, planejar e produzir resenhas digitais em áudio ou vídeo
(EF05LP09) Ler e compreender, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros
gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções desse gênero e considerando a
situação comunicativa e a finalidade do texto
(EF05LP10) Ler e compreender, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns dentre outros gêneros do
2.1 Compreender que o contexto
campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa
social contribui para o processo de
e a finalidade do texto
letramento ampliando o seu
(EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com autonomia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs
desenvolvimento comunicacional
argumentativos, dentre outros gêneros do campo político-cidadão, de acordo com as convenções dos
gêneros e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto
(EF05LP22) Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações
gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são
irregulares e com h inicial que não representa fonema
2. O letramento como (EF05LP05) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo
processo de (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e
desenvolvimento demonstrativos como recurso coesivo anafórico
comunicacional (EF05LP07) Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto:
adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade
2.2 Fazer uso coerente dos recursos (EF05LP06) Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com
linguísticos e gramaticais adquiridos pronomes pessoais/ nomes sujeitos da oração
no processo de letramento (EF35LP07) Utilizar, ao produzir o texto, os conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regras
básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de
interrogação, vírgula em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso
(EF05LP08) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de
sufixo
(EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de
concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois pontos,
vírgulas em enumerações) e regras ortográficas
2.3 Compreender a estrutura da (EF05LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares, contextuais e
construção da silaba suas morfológicas palavras de uso frequente com correspondências irregulares
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regularidades e irregularidades na
(EF05LP03) Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas
construção das palavras
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações
e palestras
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa
cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital,
reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem produziu e a quem se destinam
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em
textos multissemióticos
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar
informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.)
3.1 Reconhecer e analisar o efeito de
(EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes
3. A semiose como sentido dos textos orais e escritos,
significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos
recurso de construção sua finalidade e propósito baseado
utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual
de sentido nas diversas nas pistas linguísticas subjacentes
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto
formas comunicativas neles e as contribuições para a sua
da frase ou do texto
continuidade
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de
substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos,
demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de
enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto quando for o caso
(EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos e reconhecer, na leitura
de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência
textos curtos com nível de textualidade adequado
(EF15LP10) Escutar, com atenção, fala de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
1. A família, a escola e
1.1 Atuar no grupo enquanto sujeito (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizados por colegas, formulando
a comunidade na
na constituição da Escola e na perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário
construção de valores
comunidade como espaço social (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na
sociais
escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando
a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
(EF35LP10) Identificar gêneros textuais do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos
VALORES À VIDA comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea,
SOCIAL conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e
2. A ética como TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
2.1 Identificar e usar com autonomia
princípio mediador das (EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes lides e corpo de notícias simples para o
os diferentes gêneros textuais de
relações sociais, o público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e a
acordo com o contexto social se
respeito e a superação diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais
constituindo sujeito-cidadão
de preconceitos (EF05LP14) Identificar e reproduzir, em textos resenha crítica de brinquedos ou livros de literatura infantil, e
a formatação própria desses textos (apresentação e avaliação do produto)
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de
fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a
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de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as
condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar
possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de
forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade
de circulação desses textos e ―funde‖ os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do
gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido provocados pela seleção lexical, topicalização de elementos e
seleção e hierarquização de informações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF67LP07) Identificar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e perceber seus efeitos de sentido
(EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo às convenções da língua escrita
(EF67LP33) Pontuar textos adequadamente
(EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos
1.2 Reconhecer as semelhanças e
linguístico-discursivos de prescrição, causalidade, sequências descritivas e expositivas e ordenação de
diferenças nas formas pelas quais
eventos
diferentes grupos sociais lidam com
formas comunicativas fazendo uso (EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora,
dos diversos efeitos de sentido metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras
produzidos por recursos ortográficos (EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e
e sonoros publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos
noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos
verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e
futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos
persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais,
construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de
persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
1.3 Usar a linguagem oral e escrita
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
nos diferentes gêneros textuais,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
observando as transformações
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
ocorridas e suas influências no
jogo
processo de alfabetização e
(EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais
letramento
como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital,
que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do
argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de
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um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se
nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo
professor
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação,
levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação
2.1 Reconhecer a importância das oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando
diversas formas de comunicação na também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e
formação do sujeito, utilizando as pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da
diferentes linguagens de maneira fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea
responsável e autônoma (EF69LP41) Usar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos
e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens,
inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a
quantidade de texto (e imagem) por slide, usando progressivamente e de forma harmônica recursos mais
2. As linguagens e seus sofisticados como efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados etc.
significados contidos no (EF69LP14) Formular perguntas e decompor, com a ajuda dos colegas e dos professores, tema/questão
espaço social na polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão para análise mais minuciosa e
formação dos sujeitos buscar em fontes diversas informações ou dados que permitam analisar partes da questão e compartilhá-
2.2 Registrar no espaço/tempo sua
los com a turma
relação com as territorialidades
(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de
sociais (família, bairro, cidade,
participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais,
estado, país, planeta...)
intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma
problemática ou ―convocar‖ para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto
de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos
(EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar
2.3 Perceber suas práticas sociais diferentes graus de parcialidade/ imparcialidade dados pelo recorte feito e pelos efeitos de sentido
em diferentes mídias e situações advindos de escolhas feitas pelo autor, de forma a poder desenvolver uma atitude crítica frente aos textos
comunicativas produzindo textos em jornalísticos e tornar-se consciente das escolhas feitas enquanto produtor de texto
diferentes linguagens (EF06LP02) Estabelecer relação entre os diferentes gêneros jornalísticos, compreendendo a centralidade
da notícia
(EF67LP20) Realizar pesquisa, a partir de recortes e questões definidos previamente, usando fontes
indicadas e abertas
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
3.1 Vivenciar e registrar suas
3. O espaço/tempo posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
transformações ocorridas no tempo e
como gerador do contextos públicos, como diante dos representados)
no espaço enquanto sujeito do
processo de (EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
processo de letramento,
alfabetização reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
reconhecendo a importância do uso
cultural/letramento dos configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
coerente dos diversos recursos
sujeitos as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
interacionais na sua formação
(EF69LP40) Analisar, em gravações de seminários, conferências rápidas, trechos de palestras, dentre
outros, a construção composicional dos gêneros de apresentação – abertura/saudação, introdução ao
tema, apresentação do plano de exposição, desenvolvimento dos conteúdos, por meio do encadeamento
de temas e subtemas (coesão temática), síntese final e/ou conclusão, encerramento –, os elementos
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paralinguísticos (tais como: tom e volume da voz, pausas e hesitações – que, em geral, devem ser
minimizadas –, modulação de voz e entonação, ritmo, respiração etc.) e cinésicos (tais como: postura
corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia, modulação
de voz e entonação, sincronia da fala com ferramenta de apoio etc.), para melhor performar apresentações
orais no campo da divulgação do conhecimento
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF67LP34) Formar antônimos com acréscimo de prefixos que expressam noção de negação
(EF67LP35) Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação,
levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação
oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando
também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e
pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da
fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea
(EF67LP14) Definir o contexto de produção da entrevista (objetivos, o que se pretende conseguir, porque
aquele entrevistado etc.), levantar informações sobre o entrevistado e sobre o acontecimento ou tema em
questão, preparar o roteiro de perguntar e realizar entrevista oral com envolvidos ou especialistas
relacionados com o fato noticiado ou com o tema em pauta, usando roteiro previamente elaborado e
formulando outras perguntas a partir das respostas dadas e, quando for o caso, selecionar partes,
transcrever e proceder a uma edição escrita do texto, adequando-o a seu contexto de publicação, à
3.2 Planejar e produzir textos orais e construção composicional do gênero e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
escritos resultantes de trabalhos ou temática
pesquisas por meio das diversas (EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
linguagens e mídias pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados
(EF67LP21) Divulgar resultados de pesquisas por meio de apresentações orais, painéis, artigos de
divulgação científica, verbetes de enciclopédia, podcasts científicos etc.
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos
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(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros
(EF67LP22) Produzir resumos, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o uso adequado de
paráfrases e citações
(EF06LP12) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (nome e pronomes), recursos
semânticos de sinonímia, antonímia e homonímia e mecanismos de representação de diferentes vozes
(discurso direto e indireto)
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens estáticas, sequenciação ou
sobreposição de imagens, definição de figura/fundo, ângulo, profundidade e foco, cores/tonalidades,
relação com o escrito (relações de reiteração, complementação ou oposição) etc. em notícias, reportagens,
fotorreportagens, foto-denúncias, memes, gifs, anúncios publicitários e propagandas publicados em jornais,
revistas, sites na internet etc.
(EF67LP27) Analisar, entre os textos literários e entre estes e outras manifestações artísticas (como
1.1 Compreender e produzir textos cinema, teatro, música, artes visuais e midiáticas), referências explícitas ou implícitas a outros textos,
usando as formas comunicativas quanto aos temas, personagens e recursos literários e semióticos
existentes nas manifestações (EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
linguísticas com base nas diversas os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação
representações semióticas que e expressividade, variedades e registros linguísticos), os gestos e os deslocamentos no espaço cênico, o
conduzem a produção de sentidos figurino e a maquiagem e elaborando as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora
e da exploração dos modos de interpretação
(EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos
sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico,
esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas,
infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão
desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão
(EF67LP29) Identificar, em texto dramático, personagem, ato, cena, fala e indicações cênicas e a
organização do texto: enredo, conflitos, ideias principais, pontos de vista, universos de referência
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
1.2 Identificar e relatar as outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
experiências linguísticas advindas escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
desse diálogo com o cotidiano, das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
expressando sua aprendizagem comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
como sujeito leitor da literatura minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada
gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha
lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido
decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades
linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e
percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do
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foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e
indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do
uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo
(EF67LP31) Criar poemas compostos por versos livres e de forma fixa (como quadras e sonetos),
utilizando recursos visuais, semânticos e sonoros, tais como cadências, ritmos e rimas, e poemas visuais e
vídeo-poemas, explorando as relações entre imagem e texto verbal, a distribuição da mancha gráfica
(poema visual) e outros recursos visuais e sonoros
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para
caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos
personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o
tratamento da temática
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF06LP07) Identificar, em textos, períodos compostos por orações separadas por vírgula sem a utilização
de conectivos, nomeando-os como períodos compostos por coordenação
(EF06LP08) Identificar, em texto ou sequência textual, orações como unidades constituídas em torno de
um núcleo verbal e períodos como conjunto de orações conectadas
(EF06LP10) Identificar sintagmas nominais e verbais como constituintes imediatos da Oração
2.1 Identificar e compreender os
(EF06LP04) Analisar a função e as flexões de substantivos e adjetivos e de verbos nos modos Indicativo,
recursos linguísticos e gramaticais
Subjuntivo e Imperativo: afirmativo e negativo
que são manifestos por meio da
linguagem manifestando sua (EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
aprendência no processo de normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
letramento nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
2. O letramento como parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
processo sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
comunicacional indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF69LP28) Observar os mecanismos de modalização adequados aos textos jurídicos, as modalidades
deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo:
2.2 Fazer uso dos recursos
Proibição: ―Não se deve fumar em recintos fechados.‖; Obrigatoriedade: ―A vida tem que valer a pena.‖;
linguísticos e gramaticais adquiridos
Possibilidade: ―É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis‖, e os
na sua vivência como aprendente da
mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas,
língua portuguesa no processo
em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo:
comunicacional
―Que belo discurso!‖, ―Discordo das escolhas de Antônio.‖ ―Felizmente, o buraco ainda não causou
acidentes mais graves‖
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(EF67LP11) Planejar resenhas, vlogs, vídeos e podcasts variados, e textos e vídeos de apresentação e
apreciação próprios das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay,
detonado etc.), dentre outros, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo,
leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha de uma produção ou evento
cultural para analisar – livro, filme, série, game, canção, videoclipe, fanclipe, show, saraus, slams etc. – da
busca de informação sobre a produção ou evento escolhido, da síntese de informações sobre a
obra/evento e do elenco/seleção de aspectos, elementos ou recursos que possam ser destacados positiva
ou negativamente ou da roteirização do passo a passo do game para posterior gravação dos vídeos
(EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo as convenções da língua escrita
(EF67LP10) Produzir notícia impressa tendo em vista características do gênero – título ou manchete com
verbo no tempo presente, linha fina (opcional), lide, progressão dada pela ordem decrescente de
importância dos fatos, uso de 3ª pessoa, de palavras que indicam precisão –, e o estabelecimento
adequado de coesão e produzir notícia para TV, rádio e internet, tendo em vista, além das características
do gênero, os recursos de mídias disponíveis e o manejo de recursos de captação e edição de áudio e
imagem
(EF67LP12) Produzir resenhas críticas, vlogs, vídeos, podcasts variados e produções e gêneros próprios
das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay, detonado etc.), que
apresentem/descrevam e/ou avaliem produções culturais (livro, filme, série, game, canção, disco,
videoclipe etc.) ou evento (show, sarau, slam etc.), tendo em vista o contexto de produção dado, as
características do gênero, os recursos das mídias envolvidas e a textualização adequada dos textos e/ou
produções
(EF67LP13) Produzir, revisar e editar textos publicitários, levando em conta o contexto de produção dado,
explorando recursos multissemióticos, relacionando elementos verbais e visuais, utilizando adequadamente
estratégias discursivas de persuasão e/ou convencimento e criando título ou slogan que façam o leitor
motivar-se a interagir com o texto produzido e se sinta atraído pelo serviço, ideia ou produto em questão
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de
terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não
com o professor) de livros de maior extensão como romances, narrativas de enigma, narrativas de
aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de
esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da
tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela
1.A família, a escola e pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc.,
1.1 Reproduzir sua aprendizagem no
VALORES À VIDA a comunidade na gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de
processo de sujeito leitor da literatura
SOCIAL construção de valores audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos
na construção de valores sociais
sociais especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários
aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o
tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao
gênero poético e à situação de compartilhamento em questão
(EF67LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –,
romances infanto-juvenis, contos populares, contos de terror, lendas brasileiras, indígenas e africanas,
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programa (de teatro, dança, exposição etc.), sinopse, resenha crítica, comentário em blog/vlog cultural etc.,
para selecionar obras literárias e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, exposições, espetáculos,
CD´s, DVD´s etc.), diferenciando as sequências descritivas e avaliativas e reconhecendo-os como gêneros
que apoiam a escolha do livro ou produção cultural e consultando-os no momento de fazer escolhas,
quando for o caso
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na
participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas
para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da
definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio
impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou
vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF69LP22) Produzir, revisar e editar textos reivindicatórios ou propositivos sobre problemas que afetam a
vida escolar ou da comunidade, justificando pontos de vista, reivindicações e detalhando propostas
(justificativa, objetivos, ações previstas etc.), levando em conta seu contexto de produção e as
características dos gêneros em questão
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
2.1 Respeitar as opiniões e as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
variações linguísticas reconhecendo- (EF67LP01PA) Assumir posição de respeito em relação às diversas formas de falar da língua portuguesa,
as como forma de expressão dos levando em consideração que suas variações são naturais, tendo em vista a diversidade de regiões e de
diversos grupos nas diferentes culturas que permeiam nossa língua
situações de comunicação rejeitando (EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
o preconceito colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP11) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações
2. O respeito das polêmicas em entrevistas, discussões e debates (televisivo, em sala de aula, em redes sociais etc.), entre
diferenças e a outros, e se posicionar frente a eles
superação de (EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito
preconceitos 2.2 Conhecer as variantes linguístico
linguísticas como formas (EF67LP23) Respeitar os turnos de fala, na participação em conversações e em discussões ou atividades
comunicativas, sem que haja coletivas, na sala de aula e na escola e formular perguntas coerentes e adequadas em momentos
preconceito regional, cultural histórico oportunos em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
e social cooperando com o grupo (EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou
enquanto sujeito atuante na questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social
constituição da Escola e na (EF67LP02) Explorar o espaço reservado ao leitor nos jornais, revistas, impressos e on-line, sites
comunidade como espaço social noticiosos etc., destacando notícias, fotorreportagens, entrevistas, charges, assuntos, temas, debates em
foco, posicionando-se de maneira ética e respeitosa frente a esses textos e opiniões a eles relacionadas, e
publicar notícias, notas jornalísticas, fotorreportagem de interesse geral nesses espaços do leitor
(EF69LP23) Contribuir com a escrita de textos normativos, quando houver esse tipo de demanda na escola
– regimentos e estatutos de organizações da sociedade civil do âmbito da atuação das crianças e jovens
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(grêmio livre, clubes de leitura, associações culturais etc.) – e de regras e regulamentos nos vários âmbitos
da escola – campeonatos, festivais, regras de convivência etc., levando em conta o contexto de produção e
as características dos gêneros em questão
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
jogo
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
1.1 Vivenciar e registrar, por meio da
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
linguagem escrita e oral a
1. Gênero, diversidade leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
diversidade cultural existente na
e linguagem slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
escola, na família, bairro e nos
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
diferentes grupos sociais
escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
CULTURA E
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
IDENTIDADE
minuto e outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP02) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e
propagandas em diferentes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a articulação entre elas
2.1 Reconhecer que sua vivência e em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-
2. As culturas local,
os conhecimentos adquiridos têm alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em
regional e nacional
relação com o que é estudado e questão, como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes
como construção de
contribuem para a formação de sua a esses gêneros
identidades
identidade (EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos
típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as
hesitações etc.
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(EF67LP03) Comparar informações sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes veículos e mídias,
analisando e avaliando a confiabilidade
(EF67LP04) Distinguir, em segmentos descontínuos de textos, fato da opinião enunciada em relação a
esse mesmo fato
2.2 Reconhecer e analisar textos em
(EF67LP25) Reconhecer e utilizar os critérios de organização tópica (do geral para o específico, do
diversos formatos produzidos em
específico para o geral etc.), as marcas linguísticas dessa organização (marcadores de ordenação e
diferentes culturas e contextos
enumeração, de explicação, definição e exemplificação, por exemplo) e os mecanismos de paráfrase, de
maneira a organizar mais adequadamente a coesão e a progressão temática de seus textos
(EF67LP01) Analisar a estrutura e funcionamento dos hiperlinks em textos noticiosos publicados na Web e
vislumbrar possibilidades de uma escrita hipertextual
LÍNGUA PORTUGUESA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF67LP23) Respeitar os turnos de fala, na participação em conversações e em discussões ou atividades
coletivas, na sala de aula e na escola e formular perguntas coerentes e adequadas em momentos
oportunos em situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign
(esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo,
considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de
gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à
fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos
cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de
olho com plateia etc.
(EF67LP09) Planejar notícia impressa e para circulação em outras mídias (rádio ou TV/vídeo), tendo em
1.1 Usar diferentes formas de vista as condições de produção, do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação
expressões linguísticas em situações etc. –, a partir da escolha do fato a ser noticiado (de relevância para a turma, escola ou comunidade), do
1. Interação e
de comunicação, produzindo textos levantamento de dados e informações sobre o fato – que pode envolver entrevistas com envolvidos ou com
ESPAÇO/TEMPO E reconhecimento de
orais e escritos coerentes a partir do especialistas, consultas a fontes, análise de documentos, cobertura de eventos etc.–, do registro dessas
SUAS elementos contidos no
contexto social utilizando elementos informações e dados, da escolha de fotos ou imagens a produzir ou a utilizar etc. e a previsão de uma
TRANSFORMAÇÕES ambiente a partir de
coesivos e suas estruturas basilares, estrutura hipertextual (no caso de publicação em sites ou blogs noticiosos)
vivências e linguagens
bem como os demais recursos (EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens
necessários multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de
opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas
e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais,
gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre
outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista,
de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as
condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar
possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de
forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade
de circulação desses textos e ―funde‖ os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do
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gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF67LP06) Identificar os efeitos de sentido provocados pela seleção lexical, topicalização de elementos e
seleção e hierarquização de informações, uso de 3ª pessoa etc.
(EF67LP07) Identificar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e perceber seus efeitos de sentido
(EF67LP32) Escrever palavras com correção ortográfica, obedecendo às convenções da língua escrita
(EF67LP33) Pontuar textos adequadamente
(EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e
1.2 Apontar e utilizar os diferentes
efeitos de sentido produzidos por publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos
recursos ortográficos e sonoros,
noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos
reconhecendo as semelhanças e
verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e
diferenças nas formas pelas quais
futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos
diversos grupos sociais lidam com
persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais,
formas comunicativas
construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de
persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens)
(EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos
linguístico-discursivos de prescrição, causalidade, sequências descritivas e expositivas e ordenação de
evento
(EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora,
metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
jogo
1.3 Usar a linguagem oral e escrita, (EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais
observando suas propriedades e/ou como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital,
características de acordo com suas que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do
condições de produção argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de
argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura
pergunta e resposta etc.
(EF69LP27) Analisar a forma composicional de textos pertencentes a gêneros normativos/ jurídicos e a
gêneros da esfera política, tais como propostas, programas políticos (posicionamento quanto a diferentes
ações a serem propostas, objetivos, ações previstas etc.), propaganda política (propostas e sua
sustentação, posicionamento quanto a temas em discussão) e textos reivindicatórios: cartas de
reclamação, petição (proposta, suas justificativas e ações a serem adotadas) e suas marcas linguísticas,
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de voz e entonação, sincronia da fala com ferramenta de apoio etc.), para melhor performar apresentações
orais no campo da divulgação do conhecimento
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF67LP34) Formar antônimos com acréscimo de prefixos que expressam noção de negação
(EF67LP35) Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas
(EF69LP38) Organizar os dados e informações pesquisados em painéis ou slides de apresentação,
levando em conta o contexto de produção, o tempo disponível, as características do gênero apresentação
oral, a multissemiose, as mídias e tecnologias que serão utilizadas, ensaiar a apresentação, considerando
também elementos paralinguísticos e cinésicos e proceder à exposição oral de resultados de estudos e
pesquisas, no tempo determinado, a partir do planejamento e da definição de diferentes formas de uso da
fala – memorizada, com apoio da leitura ou fala espontânea
(EF67LP21) Divulgar resultados de pesquisas por meio de apresentações orais, painéis, artigos de
divulgação científica, verbetes de enciclopédia, podcasts científicos etc.
(EF67LP14) Definir o contexto de produção da entrevista (objetivos, o que se pretende conseguir, porque
aquele entrevistado etc.), levantar informações sobre o entrevistado e sobre o acontecimento ou tema em
questão, preparar o roteiro de perguntar e realizar entrevista oral com envolvidos ou especialistas
relacionados com o fato noticiado ou com o tema em pauta, usando roteiro previamente elaborado e
formulando outras perguntas a partir das respostas dadas e, quando for o caso, selecionar partes,
3.2 Reproduzir sua vivência no seu transcrever e proceder a uma edição escrita do texto, adequando-o a seu contexto de publicação, à
processo de letramento produzindo construção composicional do gênero e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
textos orais e escritos resultantes de temática
trabalhos ou pesquisas por meio das (EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
diversas linguagens e mídias pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros
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(EF67LP22) Produzir resumos, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o uso adequado de
paráfrases e citações
(EF67LP08) Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens estáticas, sequenciação ou
sobreposição de imagens, definição de figura/fundo, ângulo, profundidade e foco, cores/tonalidades,
relação com o escrito (relações de reiteração, complementação ou oposição) etc. em notícias, reportagens,
fotorreportagens, foto-denúncias, memes, gifs, anúncios publicitários e propagandas publicados em jornais,
revistas, sites na internet etc.
(EF67LP27) Analisar, entre os textos literários e entre estes e outras manifestações artísticas (como
1.1 Produzir textos usando as formas cinema, teatro, música, artes visuais e midiáticas), referências explícitas ou implícitas a outros textos,
comunicativas existentes nas quanto aos temas, personagens e recursos literários e semióticos
manifestações linguísticas com base (EF69LP33) Articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos
nas diversas representações sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático – infográfico,
semióticas que conduzem a esquema, tabela, gráfico, ilustração etc. – e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas,
produção de sentidos infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão
desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão
(EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação
e expressividade, variedades e registros linguísticos), os gestos e os deslocamentos no espaço cênico, o
figurino e a maquiagem e elaborando as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora
e da exploração dos modos de interpretação
(EF67LP29) Identificar, em texto dramático, personagem, ato, cena, fala e indicações cênicas e a
organização do texto: enredo, conflitos, ideias principais, pontos de vista, universos de referência
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
1.2 Compreender e produzir textos
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
revelando suas experiências
minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
linguísticas advindas desse diálogo
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada
com o cotidiano que expressem sua
gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha
aprendizagem como sujeito leitor da
lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido
literatura
decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades
linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e
percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do
foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e
indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do
uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo
(EF67LP31) Criar poemas compostos por versos livres e de forma fixa (como quadras e sonetos),
utilizando recursos visuais, semânticos e sonoros, tais como cadências, ritmos e rimas, e poemas visuais e
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vídeo-poemas, explorando as relações entre imagem e texto verbal, a distribuição da mancha gráfica
(poema visual) e outros recursos visuais e sonoros
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para
caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos
personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o
tratamento da temática
(EF67LP30) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e
personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero
pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais
adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto
(EF07LP08) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, adjetivos que ampliam o sentido do
substantivo sujeito ou complemento verbal
(EF07LP07) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, a estrutura básica da oração: sujeito,
predicado, complemento (objetos direto e indireto)
(EF07LP09) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, advérbios e locuções adverbiais que
ampliam o sentido do verbo núcleo da oração
(EF07LP11) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, períodos compostos nos quais duas
orações são conectadas por vírgula, ou por conjunções que expressem soma de sentido (conjunção ―e‖) ou
2.1 Identificar e compreender os oposição de sentidos (conjunções ―mas‖, ―porém‖)
recursos linguísticos e gramaticais (EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
que são manifestos por meio da normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
linguagem manifestando sua nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
aprendência no processo de parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
2. O letramento como
letramento sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
processo de
indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
desenvolvimento
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
comunicacional
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF07LP12) Reconhecer recursos de coesão referencial: substituições lexicais (de substantivos por
sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos)
(EF07LP13) Estabelecer relações entre partes do texto, identificando substituições lexicais (de substantivos
por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos),
que contribuem para a continuidade do texto
(EF69LP28) Observar os mecanismos de modalização adequados aos textos jurídicos, as modalidades
2.2 Fazer uso dos recursos deônticas, que se referem ao eixo da conduta (obrigatoriedade/permissibilidade) como, por exemplo:
linguísticos e gramaticais adquiridos Proibição: ―Não se deve fumar em recintos fechados.‖; Obrigatoriedade: ―A vida tem que valer a pena.‖;
na sua vivência como aprendente da Possibilidade: ―É permitido a entrada de menores acompanhados de adultos responsáveis‖, e os
língua portuguesa no processo mecanismos de modalização adequados aos textos políticos e propositivos, as modalidades apreciativas,
comunicacional em que o locutor exprime um juízo de valor (positivo ou negativo) acerca do que enuncia. Por exemplo:
―Que belo discurso!‖, ―Discordo das escolhas de Antônio.‖ ―Felizmente, o buraco ainda não causou
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de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês,
de recursos iconográficos, de pontuação etc.
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os
recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as
pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de
figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura
corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros
em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de
linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia,
paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas
e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como
modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações
próprios de cada gênero narrativo
(EF69LP18) Utilizar, na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as
relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão adequados aos tipos
de argumento e à forma de composição de textos argumentativos, de maneira a garantir a coesão, a
coerência e a progressão temática nesses textos (―primeiramente, mas, no entanto, em
primeiro/segundo/terceiro lugar, finalmente, em conclusão‖ etc.)
(EF69LP34) Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir
marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro
comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa
conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do
texto, a sistematização de conteúdos e informações e um posicionamento frente aos textos, se esse for o
caso
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências;
em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em
3.2 Inferir informações implícitas e
entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a
explícitas com base nas diversas
esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente
representações semióticas dos textos
(EF67LP05) Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e argumentos em textos
compreendendo como isso conduz a
argumentativos (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), manifestando
produção de sentido
concordância ou discordância
(EF67LP26) Reconhecer a estrutura de hipertexto em textos de divulgação científica e proceder à remissão
a conceitos e relações por meio de notas de rodapés ou boxes
(EF69LP39) Definir o recorte temático da entrevista e o entrevistado, levantar informações sobre o
entrevistado e sobre o tema da entrevista, elaborar roteiro de perguntas, realizar entrevista, a partir do
roteiro, abrindo possibilidades para fazer perguntas a partir da resposta, se o contexto permitir, tomar nota,
gravar ou salvar a entrevista e usar adequadamente as informações obtidas, de acordo com os objetivos
estabelecidos
(EF07LP09) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, advérbios e locuções adverbiais que
ampliam o sentido do verbo núcleo da oração
(EF07LP05) Identificar, em orações de textos lidos ou de produção própria, verbos de predicação completa
e incompleta: intransitivos e transitivos
(EF07LP07) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, a estrutura básica da oração: sujeito,
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esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da
tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela
pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc.,
gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de
audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos
especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários
aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o
tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao
gênero poético e à situação de compartilhamento em questão
(EF67LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –,
1.1 Produzir e reproduzir sua romances infanto-juvenis, contos populares, contos de terror, lendas brasileiras, indígenas e africanas,
aprendizagem no processo de sujeito narrativas de aventuras, narrativas de enigma, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em quadrinhos,
leitor da literatura na construção de mangás, poemas de forma livre e fixa (como sonetos e cordéis), vídeo-poemas, poemas visuais, dentre
valores sociais outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros
(estrofação, rimas, aliterações, etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico espacial
(distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal
1. A família, a escola e (EF67LP31) Criar poemas compostos por versos livres e de forma fixa (como quadras e sonetos),
a comunidade na utilizando recursos visuais, semânticos e sonoros, tais como cadências, ritmos e rimas, e poemas visuais e
construção de valores vídeo-poemas, explorando as relações entre imagem e texto verbal, a distribuição da mancha gráfica
sociais (poema visual) e outros recursos visuais e sonoros
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
(EF67LP24) Tomar nota de aulas, apresentações orais, entrevistas (ao vivo, áudio, TV, vídeo),
identificando e hierarquizando as informações principais, tendo em vista apoiar o estudo e a produção de
sínteses e reflexões pessoais ou outros objetivos em questão.
(EF67LP18) Identificar o objeto da reclamação e/ou da solicitação e sua sustentação, explicação ou
1.2 Perceber que no ambiente social justificativa, de forma a poder analisar a pertinência da solicitação ou justificação
são produzidos valores que (EF67LP15) Identificar a proibição imposta ou o direito garantido, bem como as circunstâncias de sua
contribuem para o seu processo aplicação, em artigos relativos a normas, regimentos escolares, regimentos e estatutos da sociedade civil,
formativo de sujeito-cidadão e regulamentações para o mercado publicitário, Código de Defesa do Consumidor, Código Nacional de
produzir textos diversos, respeitando Trânsito, ECA, Constituição, dentre outros
opiniões contrárias e fomentando o (EF67LP19) Realizar levantamento de questões, problemas que requeiram a denúncia de desrespeito a
diálogo direitos, reivindicações, reclamações, solicitações que contemplem a comunidade escolar ou algum de
seus membros e examinar normas e legislações
(EF69LP01) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a
esse tipo de discurso e vislumbrando possibilidades de denúncia quando for o caso
(EF67LP17) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas de solicitação e
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de tramitação de leis, canais de educação política, bem como de propostas e proposições que circulam
nesses canais, de forma a participar do debate de ideias e propostas na esfera social e a engajar-se com a
busca de soluções para problemas ou questões que envolvam a vida da escola e da comunidade
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas
para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da
definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio
impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou
vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF89LP12) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido, de
interesse coletivo, com regras acordadas e planejar, em grupo, participação em debate a partir do
levantamento de informações e argumentos que possam sustentar o posicionamento a ser defendido (o
que pode envolver entrevistas com especialistas, consultas a fontes diversas, o registro das informações e
dados obtidos etc.), tendo em vista as condições de produção do debate – perfil dos ouvintes e demais
participantes, objetivos do debate, motivações para sua realização, argumentos e estratégias de
convencimento mais eficazes etc. e participar de debates regrados, na condição de membro de uma equipe
de debatedor, apresentador/mediador, espectador (com ou sem direito a perguntas), e/ou de juiz/avaliador,
como forma de compreender o funcionamento do debate, e poder participar de forma convincente, ética,
respeitosa e crítica e desenvolver uma atitude de respeito e diálogo para com as ideias divergentes
(EF69LP15) Apresentar argumentos e contra-argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na
participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos
(EF89LP15) Utilizar, nos debates, operadores argumentativos que marcam a defesa de ideia e de diálogo
com a tese do outro: concordo, discordo, concordo parcialmente, do meu ponto de vista, na perspectiva
aqui assumida etc.
(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas,
comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de
interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos,
culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e
demonstrando domínio dos gêneros
(EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo-
assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita,
acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam
sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções
para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação,
identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de
abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às
propostas
(EF89LP21) Realizar enquetes e pesquisas de opinião, de forma a levantar prioridades, problemas a
resolver ou propostas que possam contribuir para melhoria da escola ou da comunidade, caracterizar
demanda/necessidade, documentando-a de diferentes maneiras por meio de diferentes procedimentos,
gêneros e mídias e, quando for o caso, selecionar informações e dados relevantes de fontes pertinentes
diversas (sites, impressos, vídeos etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, que possam
servir de contextualização e fundamentação de propostas, de forma a justificar a proposição de propostas,
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(EF69LP41) Usar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos
e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens,
inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a
quantidade de texto (e imagem) por slide, usando progressivamente e de forma harmônica recursos mais
sofisticados como efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados etc. Construção
composicional e estilo Gêneros de divulgação científica
(EF89LP26) Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das
vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra
resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias
colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de
sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos
utilizados
(EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados. Estratégias de escrita:
textualização, revisão e edição
(EF89LP13) Planejar entrevistas orais com pessoas ligadas ao fato noticiado, especialistas etc., como
3.2 Planejar e produzir textos
forma de obter dados e informações sobre os fatos cobertos sobre o tema ou questão discutida ou
diversos interagindo no
temáticas em estudo, levando em conta o gênero e seu contexto de produção, partindo do levantamento de
tempo/espaço sociais por meio de
informações sobre o entrevistado e sobre a temática e da elaboração de um roteiro de perguntas,
diferentes formas comunicativas na
garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade temática, realizar entrevista e fazer
construção interativa
edição em áudio ou vídeo, incluindo uma contextualização inicial e uma fala de encerramento para
publicação da entrevista isoladamente ou como parte integrante de reportagem multimidiática, adequando-
a a seu contexto de publicação e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
temática
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos. Estratégias de produção
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros
(EF89LP27) Tecer considerações e formular problematizações pertinentes, em momentos oportunos, em
situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
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gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre
outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista,
de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as
condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar
possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de
forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade
de circulação desses textos e ―funde‖ os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor
(EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e
circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo (escrito
ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse
contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando
estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para,
com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas,
fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e
editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/ alterando
efeitos, ordenamentos etc.
(EF69LP22) Produzir, revisar e editar textos reivindicatórios ou propositivos sobre problemas que afetam a
vida escolar ou da comunidade, justificando pontos de vista, reivindicações e detalhando propostas
(justificativa, objetivos, ações previstas etc.), levando em conta seu contexto de produção e as
características dos gêneros em questão
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
3.2 Compreender que o contexto possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
social, além de contribuir para o seu jogo
processo de letramento e o (EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
desenvolvimento comunicacional, é o colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
espaço de interação e atuação social opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas.
Registro
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e campanhas publicitárias, envolvendo o uso articulado e
complementar de diferentes peças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folheto, panfleto, anúncio de
jornal/revista, para internet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir da escolha da questão/problema/causa
significativa para a escola e/ou a comunidade escolar, da definição do público-alvo, das peças que serão
produzidas, das estratégias de persuasão e convencimento que serão utilizadas
(EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação
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(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e
escrita nas quais ela deve ser usada
(EF08LP14) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão sequencial (articuladores) e referencial (léxica e
pronominal), construções passivas e impessoais, discurso direto e indireto e outros recursos expressivos
adequados ao gênero textual
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do
gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários,
relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos
utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a
fomentar práticas de consumo conscientes
(EF08LP09) Interpretar efeitos de sentido de modificadores (adjuntos adnominais – artigos definido ou
indefinido, adjetivos, expressões adjetivas) em substantivos com função de sujeito ou de complemento
verbal, usando-os para enriquecer seus próprios textos
(EF08LP10) Interpretar, em textos lidos ou de produção própria, efeitos de sentido de modificadores do
verbo (adjuntos adverbiais – advérbios e expressões adverbiais), usando-os para enriquecer seus próprios
textos
(EF89LP06) Analisar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
informação) e seus efeitos de sentido
(EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos
3.4 Reconhecer e analisar os efeitos típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as
de sentido dos textos orais e escritos
hesitações etc.
e suas finalidades baseado nas
(EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo,
pistas linguísticas neles subjacentes,
antítese, aliteração, assonância, dentre outras
considerando os aspectos e
(EF89LP05) Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso, em textos, de recurso a formas de apropriação
propósitos comunicacionais
textual (paráfrases, citações, discurso direto, indireto ou indireto livre)
(EF89LP32) Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade
(referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras
manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas,
personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto,
vídeos-minuto, vidding, dentre outros
(EF89LP34) Analisar a organização de texto dramático apresentado em teatro, televisão, cinema,
identificando e percebendo os sentidos decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam
sua realização como peça teatral, novela, filme etc.
(EF08LP16) Explicar os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e
argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases
verbais, advérbios etc.)
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para
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em campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-
alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em
questão, como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes
1.1 Reconhecer o uso das novas a esses gêneros
1. Os multiletramentos multimídias e dos novos letramentos (EF89LP01) Analisar os interesses que movem o campo jornalístico, os efeitos das novas tecnologias no
e suas interfaces com como recursos expressivos para campo e as condições que fazem da informação uma mercadoria, de forma a poder desenvolver uma
as linguagens e compreender os interesses atitude crítica frente aos textos jornalísticos
identidades linguísticas comunicativos veiculados por (EF89LP30) Analisar a estrutura de hipertexto e hiperlinks em textos de divulgação científica que circulam
quaisquer gêneros discursivos na Web e proceder à remissão a conceitos e relações por meio de links
(EF89LP02) Analisar diferentes práticas (curtir, compartilhar, comentar, curar etc.) e textos pertencentes a
diferentes gêneros da cultura digital (meme, gif, comentário, charge digital etc.) envolvidos no trato com a
informação e opinião, de forma a possibilitar uma presença mais crítica e ética nas redes
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de
terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não
com o professor) de livros de maior extensão como romances, narrativas de enigma, narrativas de
aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de
esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da
tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou
fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela
pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc.,
gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de
audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos
especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários
aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o
2. Linguagem e 2.1 Reconhecer a leitura como forma tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao
diversidade linguística de construção do processo identitário gênero poético e à situação de compartilhamento em questão
como formadores e fonte de conhecimento cultural (EF89LP33) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
socioculturais e participando ativamente na sua leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –
identitários comunidade romances, contos contemporâneos, minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias
romanceadas, novelas, crônicas visuais, narrativas de ficção científica, narrativas de suspense, poemas de
forma livre e fixa (como haicai), poema concreto, ciberpoema, dentre outros, expressando avaliação sobre
o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções
culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem
um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se
nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo
professor
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/
manifestações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de
leituras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus,
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), dentre
outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
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escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os
recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as
pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de
figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura
corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros
em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de
2.2 Reconhecer os elementos linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia,
contidos nos textos que contribuem paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas
para a construção de sentido e das e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como
identidades dos interlocutores modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações
próprios de cada gênero narrativo
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros
(estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico espacial
(distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal
(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de
participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais,
intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma
problemática ou ―convocar‖ para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto
de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos
(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos,
ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de
recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações
entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de
sentido
LÍNGUA PORTUGUESA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF89LP21) Realizar enquetes e pesquisas de opinião, de forma a levantar prioridades, problemas a
ESPAÇO/TEMPO E
resolver ou propostas que possam contribuir para melhoria da escola ou da comunidade, caracterizar
SUAS
demanda/necessidade, documentando-a de diferentes maneiras por meio de diferentes procedimentos,
TRANSFORMAÇÕES
gêneros e mídias e, quando for o caso, selecionar informações e dados relevantes de fontes pertinentes
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diversas (sites, impressos, vídeos etc.), avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, que possam
servir de contextualização e fundamentação de propostas, de forma a justificar a proposição de propostas,
projetos culturais e ações de intervenção
(EF69LP01) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a
esse tipo de discurso e vislumbrando possibilidades de denúncia quando for o caso
(EF89LP17) Relacionar textos e documentos legais e normativos de importância universal, nacional ou
local que envolvam direitos, em especial, de crianças, adolescentes e jovens – tais como a Declaração dos
Direitos Humanos, a Constituição Brasileira, o ECA -, e a regulamentação da organização escolar – por
exemplo, regimento escolar -, a seus contextos de produção, reconhecendo e analisando possíveis
motivações, finalidades e sua vinculação com experiências humanas e fatos históricos e sociais, como
forma de ampliar a compreensão dos direitos e deveres, de fomentar os princípios democráticos e uma
atuação pautada pela ética da responsabilidade (o outro tem direito a uma vida digna tanto quanto eu
tenho)
(EF69LP11) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações
polêmicas em entrevistas, discussões e debates (televisivo, em sala de aula, em redes sociais etc.), entre
1. Interação e outros, e se posicionar frente a eles
reconhecimento de (EF09LP01) Analisar o fenômeno da disseminação de notícias falsas nas redes sociais e desenvolver
elementos 1.1 Atuar na comunidade em que estratégias para reconhecê-las, a partir da verificação/avaliação do veículo, fonte, data e local da
comunicativos vive (família, escola e comunidade) publicação, autoria, URL, da análise da formatação, da comparação de diferentes fontes, da consulta a
existentes no ambiente debatendo sobre assunto/temas sites de curadoria que atestam a fidedignidade do relato dos fatos e denunciam boatos etc.
social manifestados por atuais, contribuindo na constituição (EF89LP19) Analisar, a partir do contexto de produção, a forma de organização das cartas abertas, abaixo-
meio das linguagens do espaço/tempo social assinados e petições on-line (identificação dos signatários, explicitação da reivindicação feita,
acompanhada ou não de uma breve apresentação da problemática e/ou de justificativas que visam
sustentar a reivindicação) e a proposição, discussão e aprovação de propostas políticas ou de soluções
para problemas de interesse público, apresentadas ou lidas nos canais digitais de participação,
identificando suas marcas linguísticas, como forma de possibilitar a escrita ou subscrição consciente de
abaixo-assinados e textos dessa natureza e poder se posicionar de forma crítica e fundamentada frente às
propostas
(EF89LP18) Explorar e analisar instâncias e canais de participação disponíveis na escola (conselho de
escola, outros colegiados, grêmio livre), na comunidade (associações, coletivos, movimentos, etc.), no
munícipio ou no país, incluindo formas de participação digital, como canais e plataformas de participação
(como portal e-cidadania), serviços, portais e ferramentas de acompanhamentos do trabalho de políticos e
de tramitação de leis, canais de educação política, bem como de propostas e proposições que circulam
nesses canais, de forma a participar do debate de ideias e propostas na esfera social e a engajar-se com a
busca de soluções para problemas ou questões que envolvam a vida da escola e da comunidade
(EF69LP09) Planejar uma campanha publicitária sobre questões/problemas, temas, causas significativas
para a escola e/ou comunidade, a partir de um levantamento de material sobre o tema ou evento, da
definição do público-alvo, do texto ou peça a ser produzido – cartaz, banner, folheto, panfleto, anúncio
impresso e para internet, spot, propaganda de rádio, TV etc. –, da ferramenta de edição de texto, áudio ou
vídeo que será utilizada, do recorte e enfoque a ser dado, das estratégias de persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF89LP12) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido, de
interesse coletivo, com regras acordadas e planejar, em grupo, participação em debate a partir do
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enumerações, exemplificações e remissões a conceitos e relações por meio de notas de rodapé, boxes ou
links; ou título, contextualização do campo, ordenação temporal ou temática por tema ou subtema,
intercalação de trechos verbais com fotos, ilustrações, áudios, vídeos etc. e reconhecer traços da
linguagem dos textos de divulgação científica, fazendo uso consciente das estratégias de impessoalização
da linguagem (ou de pessoalização, se o tipo de publicação e objetivos assim o demandarem, como em
alguns podcasts e vídeos de divulgação científica), 3ª pessoa, presente atemporal, recurso à citação, uso
de vocabulário técnico/especializado etc., como forma de ampliar suas capacidades de compreensão e
produção de textos nesses gêneros
(EF89LP08) Planejar reportagem impressa e em outras mídias (rádio ou TV/vídeo, sites), tendo em vista as
condições de produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. – a
partir da escolha do fato a ser aprofundado ou do tema a ser focado (de relevância para a turma, escola ou
comunidade), do levantamento de dados e informações sobre o fato ou tema – que pode envolver
entrevistas com envolvidos ou com especialistas, consultas a fontes diversas, análise de documentos,
cobertura de eventos etc. -, do registro dessas informações e dados, da escolha de fotos ou imagens a
produzir ou a utilizar etc., da produção de infográficos, quando for o caso, e da organização hipertextual (no
caso a publicação em sites ou blogs noticiosos ou mesmo de jornais impressos, por meio de boxes
variados)
(EF69LP41) Usar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos
e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens,
inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a
quantidade de texto (e imagem) por slide, usando progressivamente e de forma harmônica recursos mais
sofisticados como efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados etc. Construção
composicional e estilo Gêneros de divulgação científica
(EF89LP26) Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das
vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra
resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações
(EF89LP25) Divulgar o resultado de pesquisas por meio de apresentações orais, verbetes de enciclopédias
colaborativas, reportagens de divulgação científica, vlogs científicos, vídeos de diferentes tipos etc.
(EF89LP14) Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de
sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos
utilizados
(EF69LP35) Planejar textos de divulgação científica, a partir da elaboração de esquema que considere as
3.2 Planejar e produzir textos pesquisas feitas anteriormente, de notas e sínteses de leituras ou de registros de experimentos ou de
diversos interagindo no estudo de campo, produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados
tempo/espaço sociais por meio de e resultados de pesquisas, tais como artigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem
diferentes formas comunicativas, científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa, infográfico, relatório, relato
reconhecendo a importância dos de experimento científico, relato (multimidiático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção,
elementos comunicativos na que podem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato
composição interacional mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos científicos e estudos de campo realizados. Estratégias de escrita:
textualização, revisão e edição
(EF89LP13) Planejar entrevistas orais com pessoas ligadas ao fato noticiado, especialistas etc., como
forma de obter dados e informações sobre os fatos cobertos sobre o tema ou questão discutida ou
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temáticas em estudo, levando em conta o gênero e seu contexto de produção, partindo do levantamento de
informações sobre o entrevistado e sobre a temática e da elaboração de um roteiro de perguntas,
garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade temática, realizar entrevista e fazer
edição em áudio ou vídeo, incluindo uma contextualização inicial e uma fala de encerramento para
publicação da entrevista isoladamente ou como parte integrante de reportagem multimidiática, adequando-
a a seu contexto de publicação e garantindo a relevância das informações mantidas e a continuidade
temática
(EF69LP36) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e
resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico,
infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de
campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de
suas construções composicionais e estilos. Estratégias de produção
(EF69LP37) Produzir roteiros para elaboração de vídeos de diferentes tipos (vlog científico, vídeo-minuto,
programa de rádio, podcasts) para divulgação de conhecimentos científicos e resultados de pesquisa,
tendo em vista seu contexto de produção, os elementos e a construção composicional dos roteiros
(EF89LP27) Tecer considerações e formular problematizações pertinentes, em momentos oportunos, em
situações de aulas, apresentação oral, seminário etc.
(EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e
reescrita, tendo em vista as restrições temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendidos e as
configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto,
as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança próprias ao texto literário
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada
gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha
lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido
decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades
linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e
percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do
foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e
indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do
1.1 Analisar os elementos linguísticos
uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo
LINGUAGEM E 1. A Interação nas e não linguísticos presentes nos
(EF69LP17) Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e
SUAS FORMAS diferentes formas textos nos diversos contextos sociais
publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos
COMUNICATIVAS comunicativas fazendo uso dos mesmos na
eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos
elaboração de textos diversos
noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos
verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e
futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos
persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais,
construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de
persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de
palavras, metáforas, imagens)
(EF69LP18) Utilizar, na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as
relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão adequados aos tipos
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(EF69LP22) Produzir, revisar e editar textos reivindicatórios ou propositivos sobre problemas que afetam a
vida escolar ou da comunidade, justificando pontos de vista, reivindicações e detalhando propostas
(justificativa, objetivos, ações previstas etc.), levando em conta seu contexto de produção e as
características dos gêneros em questão
(EF69LP26) Tomar nota em discussões, debates, palestras, apresentação de propostas, reuniões, como
forma de documentar o evento e apoiar a própria fala (que pode se dar no momento do evento ou
posteriormente, quando, por exemplo, for necessária a retomada dos assuntos tratados em outros
contextos públicos, como diante dos representados)
(EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu
vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e
possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em
3.2 Compreender que o contexto
jogo
social contribui para o processo de
(EF69LP25) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, assembleia, reuniões de
letramento ampliando o
colegiados da escola, de agremiações e outras situações de apresentação de propostas e defesas de
desenvolvimento comunicacional e a
opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus
partir dessa compreensão, atuar na
posicionamentos, no tempo de fala previsto, valendo-se de sínteses e propostas claras e justificadas.
comunidade fazendo uso do
Registro
conhecimento adquirido
(EF89LP11) Produzir, revisar e editar peças e campanhas publicitárias, envolvendo o uso articulado e
complementar de diferentes peças publicitárias: cartaz, banner, indoor, folheto, panfleto, anúncio de
jornal/revista, para internet, spot, propaganda de rádio, TV, a partir da escolha da questão/problema/causa
significativa para a escola e/ou a comunidade escolar, da definição do público-alvo, das peças que serão
produzidas, das estratégias de persuasão e convencimento que serão utilizadas
(EF69LP52) Representar cenas ou textos dramáticos, considerando, na caracterização dos personagens,
os aspectos linguísticos e paralinguísticos das falas (timbre e tom de voz, pausas e hesitações, entonação
e expressividade, variedades e registros linguísticos), os gestos e os deslocamentos no espaço cênico, o
figurino e a maquiagem e elaborando as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora
e da exploração dos modos de interpretação
(EF09LP05) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, orações com a estrutura sujeito-verbo de
ligação-predicativo
(EF09LP08) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, a relação que conjunções (e locuções
3.3 Reconhecer os graus de
conjuntivas) coordenativas e subordinativas estabelecem entre as orações que conectam
formalidade e informalidade da
(EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito
língua, fazendo uso coerente dos
linguístico
recursos linguísticos e gramaticais
(EF69LP30) Comparar, com a ajuda do professor, conteúdos, dados e informações de diferentes fontes,
adquiridos no processo de
levando em conta seus contextos de produção e referências, identificando coincidências,
letramento/alfabetização como
complementaridades e contradições, de forma a poder identificar erros/imprecisões conceituais,
subsidio para a ampliação do seu
compreender e posicionar-se criticamente sobre os conteúdos e informações em questão
desenvolvimento comunicacional
(EF69LP32) Selecionar informações e dados relevantes de fontes diversas (impressas, digitais, orais etc.),
avaliando a qualidade e a utilidade dessas fontes, e organizar, esquematicamente, com ajuda do professor,
as informações necessárias (sem excedê-las) com ou sem apoio de ferramentas digitais, em quadros,
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tabelas ou gráficos
(EF89LP16) Analisar a modalização realizada em textos noticiosos e argumentativos, por meio das
modalidades apreciativas, viabilizadas por classes e estruturas gramaticais como adjetivos, locuções
adjetivas, advérbios, locuções adverbiais, orações adjetivas e adverbiais, orações relativas restritivas e
explicativas etc., de maneira a perceber a apreciação ideológica sobre os fatos noticiados ou as posições
implícitas ou assumidas
(EF89LP23) Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos
argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos
utilizados
(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e
escrita nas quais ela deve ser usada
(EF69LP29) Refletir sobre a relação entre os contextos de produção dos gêneros de divulgação científica –
texto didático, artigo de divulgação científica, reportagem de divulgação científica, verbete de enciclopédia
(impressa e digital), esquema, infográfico (estático e animado), relatório, relato multimidiático de campo,
podcasts e vídeos variados de divulgação científica etc. – e os aspectos relativos à construção
composicional e às marcas linguística características desses gêneros, de forma a ampliar suas
possibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes a esses gêneros. Relação entre textos
(EF69LP08) Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre
outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do
gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso
adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à
norma culta
(EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários,
relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos
utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a
fomentar práticas de consumo conscientes
(EF09LP09) Identificar efeitos de sentido do uso de orações adjetivas restritivas e explicativas em um
período composto
(EF09LP06) Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de
3.4 Reconhecer e analisar os efeitos ligação ―ser‖, ―estar‖, ―ficar‖, ―parecer‖ e ―permanecer‖
de sentido dos textos orais e escritos
(EF89LP06) Analisar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a
e suas finalidades baseado nas
elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de
pistas linguísticas neles subjacentes,
informação) e seus efeitos de sentido
considerando os aspectos e
(EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos
propósitos comunicacionais a
típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, o ritmo, a gestualidade e expressão facial, as
ampliação sua compreensão acerca
hesitações etc.
dessas pistas no ato comunicacional
(EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo,
antítese, aliteração, assonância, dentre outras
(EF89LP05) Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso, em textos, de recurso a formas de apropriação
textual (paráfrases, citações, discurso direto, indireto ou indireto livre)
(EF89LP32) Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade
(referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras
manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas,
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personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto,
vídeos-minuto, vidding, dentre outros
(EF89LP34) Analisar a organização de texto dramático apresentado em teatro, televisão, cinema,
identificando e percebendo os sentidos decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam
sua realização como peça teatral, novela, filme etc.
(EF69LP50) Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma
e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para
caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos
personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o
tratamento da temática
(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou
questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social
(EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,
em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as
identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção
(EF69LP40) Analisar, em gravações de seminários, conferências rápidas, trechos de palestras, dentre
outros, a construção composicional dos gêneros de apresentação – abertura/saudação, introdução ao
tema, apresentação do plano de exposição, desenvolvimento dos conteúdos, por meio do encadeamento
de temas e subtemas (coesão temática), síntese final e/ou conclusão, encerramento –, os elementos
paralinguísticos (tais como: tom e volume da voz, pausas e hesitações – que, em geral, devem ser
minimizadas –, modulação de voz e entonação, ritmo, respiração etc.) e cinésicos (tais como: postura
1.1 Analisar textos lidos e/ou ouvidos corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia, modulação
nos diversos espaços e contextos de voz e entonação, sincronia da fala com ferramenta de apoio etc.), para melhor performar apresentações
sociais como formas interativas orais no campo da divulgação do conhecimento
1. As linguagens como
compreendendo sua identificação (EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais
instrumentos
VALORES À VIDA como valor social com o intuito de como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital,
comunicativos
SOCIAL produzir textos coerentes e que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do
identificadores de
pertinentes no processo de interação argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de
valores na sociedade
argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura
pergunta e resposta etc.
(EF69LP23) Contribuir com a escrita de textos normativos, quando houver esse tipo de demanda na escola
– regimentos e estatutos de organizações da sociedade civil do âmbito da atuação das crianças e jovens
(grêmio livre, clubes de leitura, associações culturais etc.) – e de regras e regulamentos nos vários âmbitos
da escola – campeonatos, festivais, regras de convivência etc., levando em conta o contexto de produção e
as características dos gêneros em questão
(EF89LP35) Criar contos ou crônicas (em especial, líricas), crônicas visuais, minicontos, narrativas de
aventura e de ficção científica, dentre outros, com temáticas próprias ao gênero, usando os conhecimentos
sobre os constituintes estruturais e recursos expressivos típicos dos gêneros narrativos pretendidos, e, no
caso de produção em grupo, ferramentas de escrita colaborativa
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências;
em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em
entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a
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outros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações,
escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão
das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists
comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages, trailer honesto, vídeo-
minuto, dentre outras possibilidades de práticas de apreciação e de manifestação da cultura de fãs
(EF69LP20) Identificar, tendo em vista o contexto de produção, a forma de organização dos textos
normativos e legais, a lógica de hierarquização de seus itens e subitens e suas partes: parte inicial (título –
nome e data – e ementa), blocos de artigos (parte, livro, capítulo, seção, subseção), artigos (caput e
parágrafos e incisos) e parte final (disposições pertinentes à sua implementação) e analisar efeitos de
sentido causados pelo uso de vocabulário técnico, pelo uso do imperativo, de palavras e expressões que
indicam circunstâncias, como advérbios e locuções adverbiais, de palavras que indicam generalidade,
como alguns pronomes indefinidos, de forma a poder compreender o caráter imperativo, coercitivo e
generalista das leis e de outras formas de regulamentação
(EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os
recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as
pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de
figuras de linguagem como as aliterações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras, a postura
corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros
em prosa quanto nos gêneros poéticos, os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de
2.2 Reconhecer os elementos
linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, metonímia, hipérbole, eufemismo, ironia,
contidos nos textos que contribuem
paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões denotativas
para a construção de sentido e das
e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordinadas adjetivas etc.), que funcionam como
identidades dos interlocutores e fazer
modificadores, percebendo sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações
uso deles nas interações do dia a dia
próprios de cada gênero narrativo
(EF69LP48) Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros
(estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico espacial
(distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal
(EF69LP21) Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de
participação social, sobretudo àquelas vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais,
intervenções urbanas e práticas próprias das culturas juvenis que pretendam denunciar, expor uma
problemática ou ―convocar‖ para uma reflexão/ação, relacionando esse texto/produção com seu contexto
de produção e relacionando as partes e semioses presentes para a construção de sentidos
(EF89LP36) Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos,
ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de
recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações
entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de
sentido
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
23Segundo Castellani Filho (1991), antes da LDB no 9394/96 (BRASIL, 1996), a Educação Física era considerada
―atividade curricular‖ importante para a formação do aluno enquanto conhecimentos capazes de favorecer aprendizagens
significativas.
186
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
dinâmico onde o movimento é a experiência e o corpo, por sua vez, é a condição primeira para a
criação, tradução e expressão dessa cultura‖ (VAGO, 2006, p. 11).
Nesse contexto as práticas corporais compõem as produções derivadas das
representações que se transformam ao longo do tempo, sendo resinificadas suas intencionalidades
e formas de expressão, o que se chama de cultura corporal24.
Ainda corroborando com essa concepção, Vago (2006) destaca que as práticas corporais
não devem ser reduzidas a atos motores, mas compreendidas como produção humana,
experiências compartilhadas, expressões de sentimentos materializadas em intenções por meio de
movimentos e gestos.
A Educação Física é parte da cultura, portanto da cultura corporal produzida pelos sujeitos
que se movimentam e se inter-relacionam e foi incorporada pela Educação Física em seus
conteúdos de caráter universal ou regional, dentre eles: o jogo, o esporte, a dança, a ginástica, as
lutas e outras formas de produções e/ou atividades culturais de movimento com finalidades de lazer,
expressão de sentimentos, saúde, afetos e emoção, com características lúdicas das diversas
culturas humanas.
Para a escola, enquanto espaço de socialização do saber sistematizado e,
consequentemente, de formação de homens e mulheres para atuar, intervir e modificar a sociedade
em que vivem e, especialmente, ao professor de Educação Física cabe proporcionar aos educandos
vivências curriculares significativas que possam valorizar as diversas manifestações da cultura
corporal rumo à construção de uma ―escola mais democrática que potencialize relações humanas
mais democráticas‖ (NEIVA et al., 2009, p. 44).
24 Cultura corpos são ―formas de representações simbólicas de realidades vividas pelo homem, historicamente criadas e
culturalmente desenvolvidas, exteriorizadas pelas expressões corporais como a dança, o jogo etc‖ (NEIVA et al., 2009, p.
38).
25 Nessa perspectiva, segundo esses autores, ―as manifestações da cultura corporal serão tratadas como jogos no
sentido empregado por Huizinga (1971), que em nada se relaciona com a visão funcionalista com a qual o jogo tem sido
empregado na escola‖. Eles seguem observando que: ―Ao concebermos a dança, a brincadeira, a ginástica, o esporte, a
luta, as artes circenses etc. como jogos, o trabalho escolar recairá sobre a vivência e a leitura dos significados e sentidos
produzidos culturalmente e por eles veiculados, como, por exemplo, as relações de poder, as questões de consumo,
gênero, classe, entre outras‖ (NEIVA et al., 2009, p. 43).
188
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
Compreender a Educação Física sob um contexto mais amplo significa entender que ela é
composta por interações que se estabelecem nas relações sociais, políticas, econômicas e culturais
dos povos. É partindo dessa posição que este documento curricular aponta a cultura corporal como
objeto de estudo e ensino da Educação Física, evidenciando a relação estreita entre a formação
histórica do ser humano por meio do trabalho e as práticas corporais decorrentes.
A ação pedagógica da Educação Física deve estimular a reflexão sobre o acervo de
formas e representações do mundo que o ser humano tem produzido, exteriorizadas pela expressão
corporal em jogos e brincadeiras, danças, lutas, ginásticas, esportes e práticas corporais de
aventura. Essas expressões podem ser identificadas como formas de representação simbólica de
realidades vividas pelo homem (NEIVA et al., 2009).
Considerando as diretrizes curriculares propostas neste documento como base de
construção do conhecimento ao componente curricular da educação física, faz-se necessário
integrar e interligar os eixos estruturantes que se relacionam com os objetos de estudo de cada
componente da matriz curricular, com as competências específicas da BNCC.
Neste documento se propõe os seguintes eixos estruturantes: ―O Espaço/Tempo e suas
Transformações‖ que faz correlação com as Competências Específicas da Educação Física na
BNCC 1, 2 e 3:
Entende-se o corpo em sua totalidade, ou seja, o ser humano é o seu corpo, que sente,
pensa e age. Os aspectos subjetivos de valorização – ou não – do corpo devem ser analisados sob
uma perspectiva crítica da construção hegemônica do referencial de beleza e saúde, veiculado por
mecanismos mercadológicos e midiáticos, os quais fazem do corpo uma ferramenta produtiva e um
objeto de consumo.
Esse elemento articulador tem também como pressuposto a reflexão crítica sobre as
diferentes visões constituídas ao longo da história da humanidade em relação ao corpo que
189
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
favoreceram a dicotomia corpo-mente e sua repercussão no interior das aulas de Educação Física,
nas práticas corporais. As preocupações com o corpo e com os significados que o mesmo assume
na sociedade constituem um dos aspectos que precisam ser tratados no interior das aulas de
Educação Física, para que sejam desmistificadas algumas perspectivas ingênuas no trato com essa
questão.
No segundo eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖, esse elemento articulador
ganha relevância com a Competências Específicas 8 e 10:
190
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
mão das diversas possibilidades que o lúdico pode assumir nas diferentes práticas corporais
conforme discutem os autores.
O terceiro eixo estruturante denominado ―Valores à Vida Social‖ permite uma relação com
as Competências Específicas 4 e 6:
que permitem aos alunos analisarem as manifestações da cultura corporal em relação às dimensões
éticas, e estéticas, à época e a sociedade que gerou; as razões da sua produção e transformação, e
vinculação global.
Além disso, comtempla a reflexão sobre as possibilidades que o aluno tem ou não de
acessar uma determinada prática no lugar onde moram, os recursos disponíveis, os agentes
envolvidos nessa configuração e os aspectos socioculturais que atravessam seu desenvolvimento.
Cada palavra da linguagem corporal é a comunicação e revelação para constantes leituras
e diálogos entre os seres humanos. É a comunicação não-verbal que proporciona e revela as inter e
intra relações que vão para além do social e que atingem a essência do ser.
Nessa perspectiva, a linguagem corporal, permeada pela cultura na qual o indivíduo está
inserido, possibilita o conhecimento de si mesmo e do outro. Faz-se necessário então que o
currículo incentive a prática e assegure discussões acerca dos valores humanos, passando pela
formação docente para tal; assim assumimos uma estreita relação entre a educação e a
comunicação, em suas diversas formas, quando concordamos que por intermédio de comunicação,
é possível obter um comportamento ético dos indivíduos, na execução da ação comum; a estratégia
que as sociedades criam para facilitá-la é o que chamamos de educação.
E é nesse contexto que se insere a Educação Física, enquanto componente curricular que
deve cumprir seu papel a fim de promover a cidadania por meio da organização, sistematização e
socialização do conhecimento e saberes escolares, considerando os valores democráticos e
propiciando a aprendizagem sobre o movimento humano nas práticas corporais.
192
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
EDUCAÇÃO FÍSICA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
1. Interação e reconhecimento de 1.1 Identificar por meio de
(EF12EF01) Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes
elementos contidos no ambiente a práticas corporais elementos e
no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de
partir de vivências, e linguagens formas de organização espacial
desempenho dos colegas
corporais em múltiplas realidades
(EF12EF02) Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal, visual, oral e escrita), as
brincadeiras e os jogos populares do contexto comunitário e regional, reconhecendo e valorizando a
2.1 Vivenciar lúdica, criativa e importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de origem
culturalmente as práticas (EF12EF07) Experimentar, fruir e identificar diferentes elementos básicos da ginástica (equilíbrios,
2. As linguagens e seus corporais considerando os saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais) e da ginástica geral, de forma individual e
significados contidos no espaço movimentos naturais (saltos, em pequenos grupos, adotando procedimentos de segurança
social na formação dos sujeitos giros) relacionados à formação (EF12EF09) Participar da ginástica geral, identificando as potencialidades e os limites do corpo, e
humana dos sujeitos e da respeitando as diferenças individuais e de desempenho corporal
sociedade (EF35EF07) Experimentar e fruir, de forma coletiva, combinações de diferentes elementos da
ginástica geral (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais), propondo
ESPAÇO/TEMPO E coreografias com diferentes temas do cotidiano
SUAS 3.1 Vivenciar ludicamente
TRANSFORMAÇÕES brincadeiras praticadas ao
(EF12EF03) Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios de brincadeiras e jogos populares do
longo dos tempos como
contexto comunitário e regional, com base no reconhecimento das características dessas práticas
expressão da cultura dos
3. A dimensão espaço/tempo na
diferentes povos
relação das diversas linguagens e
(EF12EF04) Colaborar na proposição e na produção de alternativas para a prática, em outros
o indivíduo 3.2 Vivenciar experiências
momentos e espaços, de brincadeiras e jogos e demais práticas corporais tematizadas na escola,
lúdicas como cantigas de roda,
produzindo textos (orais, escritos, audiovisuais) para divulgá-las na escola e na comunidade
e pequenos jogos em diversos
(EF12EF12) Identificar os elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos) das danças do contexto
espaços pedagógicos
comunitário e regional, valorizando e respeitando as manifestações de diferentes culturas
4.1 Vivenciar temas da cultura
corporal como processo de
4. O espaço/tempo como gerador
formação permanente e (EF12EF06) Discutir a importância da observação das normas e das regras dos esportes de marca e
do processo de alfabetização
sistemática que perspective o de precisão para assegurar a integridade própria e as dos demais participantes
cultural/letramento dos sujeitos
letramento e alfabetização
cultural
1.1 Experimentar práticas
corporais relacionando-as com (EF12EF05) Experimentar e fruir, prezando pelo trabalho coletivo e pelo protagonismo, a prática de
1. O diálogo nas diferentes formas diversos códigos e/ou formas esportes de marca e de precisão, identificando os elementos comuns a esses esportes
LINGUAGEM E de comunicação, expressão e linguísticas
SUAS FORMAS manifestação corporal (EF12EF11) Experimentar e fruir diferentes danças do contexto comunitário e regional (rodas
1.2 Vivenciar experiências com
COMUNICATIVAS cantadas, brincadeiras rítmicas e expressivas), e recriá-las, respeitando as diferenças individuais e de
danças e/ou jogos simbólicos
desempenho corporal
2. Práticas corporais nos diversos 2.1 Estabelecer relações entre (EF12EF10) Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal, oral, escrita e audiovisual), as
contextos sociais vivências corporais e características dos elementos básicos da ginástica e da ginástica geral, identificando a presença
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SUAS FORMAS práticas corporais nos diversos corporais contidas nos diversos planejar estratégias para sua superação
COMUNICATIVAS contextos sociais contextos como possiblidades (EF67EF08) Experimentar e fruir exercícios físicos que solicitem diferentes capacidades físicas,
linguísticas identificando seus tipos (força, velocidade, resistência, flexibilidade) e as sensações corporais
provocadas pela sua prática
1.2. Identificar através das
manifestações da cultura
corporal elementos estéticos, (EF67EF01PA) Conhecer como se estruturam as manifestações corporais e suas formas de
políticos, históricos nos comunicação linguística contextualizando-as com os diferentes grupos sociais em que vivem
diferentes grupos sociais em
que vivem
1. A cooperação/competição 1.1 Problematizar as práticas
como valores antagônicos corporais individuais ou (EF67EF06) Analisar as transformações na organização e na prática dos esportes em suas diferentes
inerentes às diversas culturas coletivas dentro de contextos manifestações (profissional e comunitário/lazer)
societárias cooperativos e competitivos
2.1 Adotar postura e atitude de
respeito para com os colegas (EF67EF20) Executar práticas corporais de aventura urbanas, respeitando o patrimônio público e
VALORES À VIDA
em situações lúdicas e utilizando alternativas para a prática segura em diversos espaço
SOCIAL
2. O reconhecimento das esportivas, buscando solucionar
diferenças e a superação de os conflitos com respeito
preconceitos
2.2. Conhecer e respeitar a (EF67EF02PA) Identificar e repelir o bullying e/ou qualquer outro tipo de atitude de desrespeito
diversidade cultural em diversos tomando as práticas corporais sistematizadas como instrumentos de atuação na solução de conflitos
contextos sociais.
1.1 Reconhecer a importância (EF67EF14) Experimentar, fruir e recriar diferentes lutas do Brasil, valorizando a própria segurança e
das atividades de natureza integridade física, bem como as dos demais
1. A relação entre linguagens
relacional, respeitando
territorialização/desterritorialização
características físicas, sociais, (EF67EF05PA) Experimentar através das disputas corporais, suas relações com a competição e
dos saberes culturais
motoras próprias, bem como da cooperação, como possibilidade educativa e integradora da formação da cidadania
CULTURA E coletividade
IDENTIDADE 2.1 Reconhecer o corpo como (EF67EF18) Experimentar e fruir diferentes práticas corporais de aventura urbanas, valorizando a
meio de manifestação de própria segurança e integridade física, bem como as dos demais
linguagem e expressão nas
2. Diferença e diversidade
diferentes culturas: indígenas, (EF67EF11) Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos
africanas, campesinas, (ritmo, espaço, gestos)
ribeirinhas, entre outras
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7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
ESPAÇO/TEMPO E 1. A relação sujeito/espaço como 1.1 Estabelecer relações de (EF67EF03) Experimentar e fruir esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios,
SUAS princípio de uma educação companheirismo, cordialidade e valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
1.2. Compreender a
necessidade de cuidar do (EF67EF03PA) Analisar o envolvimento pessoal e familiar com a prática regular de atividades físicas
espaço físico onde se realizam e/ ou exercícios físicos.
as práticas corporais para a
segurança individual e coletiva
1.1 Identificar as linguagens (EF67EF05) Planejar e utilizar estratégias para solucionar os desafios técnicos e táticos, tanto nos
corporais compreendido nos esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios como nas modalidades esportivas
diversos contextos como escolhidas para praticar de forma específica
LINGUAGEM E 1. A variação linguística e as possiblidades linguísticas
SUAS FORMAS práticas corporais nos diversos (EF67EF12) Planejar e utilizar estratégias para aprender elementos constitutivos das danças urbanas
COMUNICATIVAS contextos sociais 1.2. Manter atitude de busca
pessoal e/ou coletiva,
(EF67EF07) Propor e produzir alternativas para experimentação dos esportes não disponíveis e/ou
articulando a percepção da
acessíveis na comunidade e das demais práticas corporais tematizadas na escola
cultura corporal de movimento
(EF67EF13) Diferenciar as danças urbanas das demais manifestações da dança, valorizando e
respeitando os sentidos e significados atribuídos a eles por diferentes grupos sociais
1.1 Vivenciar práticas corporais
(EF67EF15) Planejar e utilizar estratégias básicas das lutas do Brasil, respeitando o colega como
1. O respeito à diversidades contextualizando conceitos que
oponente
socioculturais menosprezem, inferiorizem e/ou
(EF67EF17) Problematizar preconceitos e estereótipos relacionados ao universo das lutas e demais
VALORES À VIDA discriminem o outro
práticas corporais, propondo alternativas para superá-los, com base na solidariedade, na justiça, na
SOCIAL
equidade e no respeito
2.1 Dialogar e respeitar a
participação dos colegas nas (EF67EF01) Experimentar e fruir, na escola e fora dela, jogos eletrônicos diversos, valorizando e
2. Direitos humanos e diversidade
práticas corporais propostas respeitando os sentidos e significados atribuídos a eles por diferentes grupos sociais e etários
1.1 Conhecer as diferentes (EF67EF21) Identificar a origem das práticas corporais de aventura e as possibilidades de recriá-las,
manifestações da cultura reconhecendo as características (instrumentos, equipamentos de segurança, indumentária,
corporal em diversos contextos organização) e seus tipos de práticas
socioculturais, percebendo-as
1. As culturas local, regional e como ferramenta educacional e
CULTURA E (EF67EF11) Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos
nacional como influência na inclusiva
IDENTIDADE (ritmo, espaço, gestos)
construção de identidades
1.2. Reconhecer as práticas
corporais sistematizadas local e (EF67EF04PA) Reconhecer e valorizar a pluralidade das práticas corporais e suas diversas
mundial de diferentes culturas e linguagens e variações estéticas como identidade na formação cultural os povos e grupos
tempos históricos
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8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
1.1 Identificar por meio das (EF89EF05) Identificar as transformações históricas do fenômeno esportivo e discutir alguns de seus
1. Interação e reconhecimento de
práticas corporais substâncias problemas (doping, corrupção, violência etc.) e a forma como as mídias os apresentam
elementos contidos no ambiente a
que podem prejudicar e/ou
partir de vivências nas práticas (EF89EF09) Problematizar a prática excessiva de exercícios físicos e o uso de medicamentos para a
alterar o funcionamento
ESPAÇO/TEMPO E corporais ampliação do rendimento ou potencialização das transformações corporais
adequado do organismo
SUAS
TRANSFORMAÇÕES 2. A (EF89EF06) Verificar locais disponíveis na comunidade para a prática de esportes e das demais
2.1 Entender a prática do
contextualização/conhecimento, a práticas corporais tematizadas na escola, propondo e produzindo alternativas para utilizá-los no
movimento como produção e
fruição/apreciação, a tempo livre
vivência necessárias à vida em
produção/fazer, no corpo em (EF89EF10) Experimentar e fluir um ou mais tipos de ginástica de conscientização corporal,
sociedade
movimento identificando as exigências corporais dos mesmos
(EF89EF04) Identificar os elementos técnicos ou técnicos-táticos individuais, combinações táticas,
1.1 Vivenciar o corpo como sistemas de jogo e regras das modalidades esportivas praticadas, bem como diferenciar as
1. O diálogo das diferentes formas
possibilidade de interação com modalidades esportivas com base nos critérios da lógica interna das categorias de esporte:
de expressão e manifestação
o outro, de linguagem e de rede/parede, campo e taco, invasão e combate
corporal
expressão (EF89EF02PA) Aplicar regras, habilidades básicas e intenções táticas adequadas às práticas
LINGUAGEM E
corporais sistematizadas
SUAS FORMAS
2.1 Compreender a dança, os
COMUNICATIVAS
esportes, as lutas, os jogos
2. Signos, símbolos e códigos
como elementos constitutivos e (EF89EF18) Discutir as transformações históricas, o processo de esportivização e a midiatização de
como representações de formas
simbólicos de linguagem nos uma ou mais lutas, danças e jogos valorizando e respeitando as culturas de origem
comunicativas
diferentes contextos sócio
históricos
(EF89EF01) Experimentar diferentes papéis (jogador, árbitro e técnico) e fruir os esportes de
1.1 Construir atitudes
rede/parede, campo e taco, invasão e combate, valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo
cooperativas por meio dos
(EF89EF02) Praticar um ou mais esportes de rede/parede, campo e taco, invasão e combate
jogos e/ou esportes coletivos
oferecidos pela escola, usando habilidades técnico-táticas básicas
1. A cooperação/competição como que possam contribuir para as
(EF89EF13PA) Identificar semelhanças e diferenças dos jogos em contextos sociais diferenciados,
valores antagônicos presentes nas relações interpessoais
tais como aldeias indígenas, quilombolas, etc.
diversas sociedades
1.2 Compreender as emoções (EF89EF03PA) Identificar as diferenças e semelhanças entre as práticas corporais de
expressas pelo corpo como conscientização e as de condicionamento físico e reconhecer como a prática de cada uma dessas
VALORES À VIDA
fator de autoconhecimento e manifestações pode contribuir para a melhoria das condições de vida, saúde, bem-estar e cuidado
SOCIAL
aprendizagem consigo mesmo
2.1 Participar de atividades
(EF89EF11) Identificar as diferenças e semelhanças entre a ginástica de conscientização corporal e
relacionados à prática corporal,
as de condicionamento físico e discutir como a prática de cada uma dessas manifestações pode
2. A cultura corporal como observando sua importância à
contribuir para a melhoria das condições de vida, saúde, bem-estar e cuidado consigo mesmo
expressão da identidade e valores saúde
sociais 2.2 Adotar atividades corporais
(EF89EF04PA) Identificar os cuidados básicos de saúde, alimentação e higiene na realização de
que favoreçam a saúde, a
práticas corporais sistematizadas
higiene e a boa alimentação
1. A cultura corporal e suas 1.1. Contextualizar a história (EF89EF01PA) Reconhecer a diversidade de práticas corporais culturalmente construídas
CULTURA E
manifestações como fator de dos esportes, danças lutas, identificando seus elementos constitutivos e a possibilidade de reinventá-los
IDENTIDADE
construção da identidade e jogos e brincadeiras presentes (EF89EF06PA) Conhecer a difusão e diferença de cada esporte, relacionando-as com as mudanças
200
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26O termo cibercultura tem vários sentidos, no entanto, pode-se entender como a forma sociocultural que advém de uma relação de trocas entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônicas, surgidas na década de
1970, graças à convergência das telecomunicações com a informática. Sendo assim, o termo é utilizado na definição dos agenciamentos sociais das comunidades no espaço eletrônico virtual (ciberespaço). Diante disto, estas comunidades
ampliam e popularizam a utilização da internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando assim maior aproximação entre as pessoas de todo o mundo (LÉVY, 2009).
202
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
A história do ensino da Arte no Brasil foi marcada por dependência do sistema cultural
eurocêntrico, que tem como preponderância a visualidade da arte barroca trazida durante os
processos da colonização portuguesa.
Essa manifestação cultural é considerada o primeiro produto artístico que absorveu as
características de cunho nacionalista da criação da cultura brasileira marcada pelas festas religiosas,
pelos batuques dos negros africanos, pelos dançares e afazeres indígenas, pelo cotidiano das
pessoas amazônidas, pela visualidade da fauna e da flora, pelas mesclas de elementos da cultura
europeia com a cultura afro-indígena da Amazônia brasileira; uma absorção que vai de encontro à
forte influência dos cantos gregorianos e todo o conglomerado que compunha as manifestações da
cultura importada europeia.
No século XX, a partir dos anos 1950, além do Desenho, passaram a fazer parte do
currículo escolar as matérias: Música, Canto Orfeônico e Trabalhos Manuais; nesse período o
ensino e a aprendizagem estavam concentrados na transmissão de conteúdos a serem
reproduzidos, sem a preocupação com a realidade social e nem com as diferenças individuais dos
alunos, baseados na Pedagogia Tradicional da época.
O Brasil também passou nas décadas de 1950, 1960 e início de 1970, pela proposta da
Escola Nova, fundamentada nas teorias de John Dewey (2010) e Jean Piaget (MURANI, 2010) que
preceituava a livre expressão e a espontaneidade no ato de aprender arte, o que contrariava a
Pedagogia Tecnicista, a qual surge nos Estados Unidos na segunda metade do século XX e chega
ao Brasil entre as décadas de 1960 e 1970, no que aluno e professor tinham papel secundário na
aquisição do conhecimento.
Nessa proposta os professores enfatizavam um saber reduzido aos aspectos técnicos e do
uso diversificado de materiais (inclusive réguas, esquadros, compassos, pantógrafos, etc.)
caracterizando pouco compromisso com o conhecimento da linguagem artística.
Em 1971, com a Lei Federal n. 5692/71 (BRASIL, 1971), em seu Artigo 7º, o Ensino de
Arte, sob a denominação de Educação Artística, passa a ser componente curricular obrigatório nos
currículos do Ensino Fundamental (a partir da 5ª série) e do Ensino do Segundo Grau; é nesse
contexto histórico, de repressão política e cultural, que o ensino de Arte se torna obrigatório sob uma
concepção tecnicista, centrada nas habilidades e técnicas.
Com a promulgação da Nova LDB, Lei nº 9394/96 (BRASIL, 1996), revogam-se as
203
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disposições anteriores, a denominação de Educação Artística se modifica para Ensino de Arte que
continua sendo componente curricular obrigatório nos diversos níveis da Educação Básica visando
ao desenvolvimento cultural dos alunos conforme o Art. 26, § 2º:
204
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cultural para sua vida, passa a compreendê-la como algo essencial em sua formação e deixa de vê-
la como inacessível e sem sentido à vida cotidiana (MOREIRA; CANDAU, 2014).
O componente, organicamente constituído por linguagens/disciplinas e conhecimentos/
conteúdos conectado com as demais áreas do conhecimento humano, busca garantir os direitos
(princípios e valores) e as aprendizagens essenciais (objetivos de aprendizagem) e pretende tornar
o aprendiz capaz de exercitar as dez competências gerais propostas pela BNCC (BRASIL, 2017a).
Com uma proposição de o alunado exercitar diferentes formas de experimentação e
conhecimento, entende-se a importância de partir da linguagem artística específica de cada
professor em sua formação, alinhada aos objetivos de aprendizagem e habilidades da Base para
promover o conhecimento artístico de forma global aproximando os conteúdos do contexto do
aprendiz quando interage com diferentes dimensões do conhecimento de Arte: estesia, criação,
crítica, fruição, expressão, reflexão, etc.
Vislumbra-se, com a geração de interatividade entre dimensões e objetivos de
aprendizagens artísticas, a potencialização do conhecimento pautado numa ecologia de saberes que
defendendo a existência de um espaço fronteira que integra diferentes formas de conhecimento
permissíveis ao avanço na prática do diálogo durante a comunicação de saberes por gerar
aproximações entre conhecimento científico e a compreensão cultural (HISSA, 2011).
Nesse contexto, a Arte entendida como experimentação, produção e cognição gera
práticas, processos e experiências suscitadas no âmbito do conhecimento científico e outros
saberes, adquiridos em múltiplas sociedades. "Essa ecologia de saberes permite não só superar a
monocultura do saber científico, como a ideia de que os saberes não científicos sejam alternativos
ao saber científico" (HISSA, 2011, p. 19).
Com essa proposta, visa-se a contribuir com o espaço escolar na elaboração de novos
projetos políticos pedagógicos de atendimento às necessidades e aos desafios do Ensino de Arte na
atualidade, no entanto ela precisa ser colaborativa conforme as DCN em que prediz que a
elaboração é de responsabilidade ―das escolas, seus professores, dirigentes e funcionários, com a
indispensável participação das famílias e dos estudantes‖ (BRASIL, 2013, p. 104).
Ademais essa estrutura curricular integra valores e princípios educacionais presentes nas
leis de Educação do país que consideram o direito do aprendiz e a garantia do exercício da
cidadania pela observância de seu direito civil que visa a considerar a diferença, a livre expressão e
a igualdade social, racial, de credo religioso, etc.
207
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
É também necessário garantir o direito político que prevê o poder de decisão do alunado a
partir de sua participação em debates, implicando a concordância no porte como também na criação
de direitos; essa atitude está relacionada à competência de criticidade para analisar, (re)elaborar e
se posicionar perante as críticas, fazendo valer suas reivindicações por meio do diálogo.
Diante da efetiva participação do educando em sua formação, vislumbra-se que venha a
assumir responsabilidades e obrigações e a se desenvolver cognitiva e socioafetivamente de forma
integral na busca pela preservação e manutenção do regime democrático em sua instituição, estado,
país (BRASIL, 2013).
É importante valorizar também a educação multicultural visando a compreender
identidades amazônicas que, em seu desdobramento civil, político e social, atuem como mecanismo
comunicativo e expressivo em Arte, observando o quanto são valorizados e/ou desprestigiados os
princípios e os valores no que se refere aos temas culturais que evidenciam, por meio da Arte, os
avanços na garantia de seus direitos.
208
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
nas aulas de Arte, que busquem iluminação em novas e exitosas experiências de educadores
atentos para isso (PENNA, 2008).
É a partir da importância da Arte como componente curricular obrigatório de
desenvolvimento do conhecimento cognitivo e socioafetivo que se ratifica a relevância do
desenvolvimento de dimensões artísticas nas proposições curriculares do Estado do Pará.
Ao se propor a elaboração do Documento Curricular do Estado na Área de Linguagens, o
componente curricular Arte (artes visuais, dança, música e teatro), considerou a construção de um
instrumento que valorizasse tanto o ensino globalizante e interdisciplinar quanto os conhecimentos
locais bem como as amplitudes de expressões artísticas produzidas nesse Ecossistema chamado
Amazônia, inseridos no contexto da vida social, da interculturalidade, do campo estético, filosófico e
patrimonial, valorizando interesses e estimulando a curiosidade a fim de que os saberes construídos
em sala de aula produzam sentidos plurais para os diversos aprendentes.
Nessa perspectiva, a estrutura proposta neste documento, a partir de Eixos Estruturantes,
subeixos e objetivos de aprendizagem cujo teor está vinculado ao desenvolvimento de habilidades e
competências, busca a consolidação de aprendizagens essenciais e a ampliação dos
conhecimentos teóricos e das práticas artísticas fortalecendo a autonomia dos estudantes ao longo
dos anos do Ensino Fundamental.
Dessa forma, os eixos estruturantes, os subeixos e os objetivos de aprendizagens do
componente curricular Arte, neste documento, organizam-se em níveis progressivos de
complexidade propondo uma articulação adequada às transições da educação infantil para o
ensino fundamental, dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), para os anos finais ( 6º
e 7º ano) e (8º e 9º ano).
1º ao 5º ano
209
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
210
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
princípios basilares fundamentais nessa primeira etapa do ensino de Arte e suas progressões
necessárias para os anos seguintes.
6º ao 7º ano
8º ao 9º anos
211
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
diversificada em que a formação escolar, artística e cultural dos estudantes seja uma constante
aprendizagem.
No eixo ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖ entende-se que a Arte como grande
campo de conhecimento que é desde os primórdios da humanidade, bem como a produção de suas
constituições artísticas, subsiste para que os mais diversos estudantes tenham acesso aos bens
culturais com possibilidades de compreensão de suas sintaxes comunicativas e expressivas.
Além disso, espera-se que esses conhecimentos sejam contextualizados no tempo e no
espaço, onde estão inseridos, assegurando-lhes a ampliação de seus entendimentos cognitivos com
as mais diversas produções artísticas e culturais da Amazônia paraense, nacionais e internacionais,
de diferentes épocas e contextos.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ busca a compreensão dos aprendentes
sobre os diversos signos, códigos e símbolos-pensamentos para melhor entendimento sobre a arte
estudada e produzida com suas realidades por meio da reflexão e a investigação do processo
artístico pelo reconhecimento dos materiais e procedimentos usados no contexto cultural de sua
produção; os discentes devem buscar possibilidades diversas de relações entre sua percepção
sensível e crítica com experiências artísticas e estéticas por eles vivenciadas.
No terceiro eixo ―Valores à Vida Social‖ intensificam-se ainda mais os conhecimentos e
entendimentos sobre o respeito às diferenças sociais, culturais, bem como políticos e sociais como
valores éticos na construção de uma sociedade justa e igualitária em que as práticas artísticas
ocorridas dentro e fora da escola possam contribuir de forma significativa para a aplicação e
afirmação desses valores.
Já no último eixo ―Cultura e Identidade‖ o aprofundamento das aprendizagens em Arte nas
diferentes linguagens por meio de suas variadas formas artísticas: canto, dança, teatralidade ou
suas visualidades, é intermediado pelo diálogo entre elas e as possibilidades relacionais com outras
áreas do conhecimento; isso possibilita aos mais diversos estudantes maior autonomia nas
experiências e vivências das artes integradas.
Por outro lado, é importante que essas relações sejam também produzidas e intensificadas
por intermédio das mais variadas tecnologias rudimentares ou atuais, advindas de redes sociais, a
fim de compreender ainda mais o reconhecimento entre a arte e a realidade social por meio da
reflexão e percepção de materiais, tecnologias e procedimentos usados no contexto cultural no
âmbito real ou virtual.
212
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
ARTE
1º, 2º e 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais
Artes Visuais
(ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.)
(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço
Dança (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento,
1.1 Interação e reconhecimento de
ESPAÇO/TEMPO E 1. O espaço/tempo como gerador moderado e rápido) na construção do movimento dançado
diversos materiais contidos no meio
SUAS do processo de formação (EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura,
ambiente a partir de vivências,
TRANSFORMAÇÕES cultural/letramento dos sujeitos Música intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções
linguagens e expressões artísticas
e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical
(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos
Teatro teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de
personagens e narrativas etc.)
1.1 Expressar ideias, emoções, (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho,
sensações por meio da articulação pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação,
Artes Visuais
de poéticas pessoais em trabalhos vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos,
individuais e grupais recursos e técnicas convencionais e não convencionais
(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo
1. Os diferentes aspectos
1.2 Valorizar as próprias expressões Dança corporal na construção do movimento dançado
LINGUAGEM E comunicativos das linguagens
em Arte e dos colegas, bem como (EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio
SUAS FORMAS artística, corporal e linguística no
leitura a releitura de composições corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos,
COMUNICATIVAS contexto social como processo de Música
locais, regionais e nacionais reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de
formação cultural
instrumentos musicais variados
1.3 Identificar em manifestações da
(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos
cultura corporal, visual e sonoro
elementos estéticos, políticos, Teatro teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de
personagens e narrativas etc.)
históricos e sociais
1.1 Fortalecer o respeito à (EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo
Artes Visuais
1. A família, a escola e a diversidade e a busca da e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade
comunidade na construção de acessibilidade para promover a (EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo
valores sociais inclusão de qualquer pessoa com Dança e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos
deficiência dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança
(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de
VALORES À VIDA 2.1 Desenvolver o senso crítico do histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos
SOCIAL aluno a partir de questionamentos Música
musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e
2. A cultura corporal, visual,
sobre a fruição em arte colaborativo
musical e cênica como expressão
das identidades e das
2.2 Vivenciar processos de
territorialidades (EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na
experimentação artísticos, estéticos, Teatro
bem como educativos e a realização criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos
de tarefas individuais e em grupo
CULTURA E 1. As culturas local, regional e 1.1 Expressar ideias e sentimentos Artes Visuais (EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças,
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
215
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
1.1 Compreender processos, (EF69AR02) Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais, contextualizando-os
Artes Visuais
1. As linguagens e seus estrutura, forma e características de no tempo e no espaço
significados contidos nos espaços diferentes estilos e gêneros das (EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação
na formação dos sujeitos Artes em âmbito local, regional e Dança e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de
nacional artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas
ESPAÇO/TEMPO E
SUAS (EF69AR19) Identificar e analisar diferentes estilos musicais, contextualizando-os
2.1 Estabelecer relações, Música no tempo e no espaço, de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da
TRANSFORMAÇÕES
2. O espaço/tempo como gerador associações e meios de expressar estética musical
do processo de formação em Artes as diversidades e
(EF69AR25) Identificar e analisar diferentes estilos cênicos, contextualizando-os
cultural/letramento dos sujeitos manifestações culturais oriundas de
experiências, saberes e fazeres Teatro no tempo e no espaço de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da
estética teatral
próprios
(EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha,
Artes Visuais forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na
apreciação de diferentes produções artísticas
(EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do
Dança movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da
1. A variação linguística, as
LINGUAGEM E 1.1 Identificar em manifestações da dança em sua história tradicional e contemporânea
manifestações artísticas e as
SUAS FORMAS cultura corporal elementos estéticos, (EF69AR20) Explorar e analisar elementos constitutivos da música (altura,
práticas corporais nos diversos
COMUNICATIVAS políticos, históricos e sociais intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de recursos tecnológicos
contextos sociais Música
(games e plataformas digitais), jogos, canções e práticas diversas de
composição/criação, execução e apreciação musicais
(EF69AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos
Teatro acontecimentos cênicos (figurinos, adereços, cenário, iluminação e sonoplastia) e
reconhecer seus vocabulários
1.1 Contribuir com práticas e ações Artes Visuais
1. O reconhecimento das em Arte que divulguem e Dança
VALORES À VIDA (EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais
diferenças e a superação de disseminem a boa relação e união
SOCIAL Música entre diversas linguagens artísticas
preconceitos de competitividade e colaboração
mútua Teatro
1.1 Identificar manifestações
artísticas no campo da História da Artes Visuais
Arte em diferentes culturas e etnias
1. A relação entre linguagens Dança (EF69AR33) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística,
CULTURA E
territorialização/desterritorialização 1.2 Compreender os processos de problematizando as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte
IDENTIDADE
dos saberes culturais descentralização e Música (arte, artesanato, folclore, design etc.)
desmaterialização de produções
artísticas em âmbito local, regional, Teatro
nacional e internacional
ARTE
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
ESPAÇO/TEMPO E 1. A relação sujeito/espaço como 1.1 Compreender as relações Artes Visuais (EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em
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SUAS princípio de uma educação políticas, estéticas e históricas, bem temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo,
TRANSFORMAÇÕES afetiva, participativa, dialógica e como seus desdobramentos entre a fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e
inclusiva arte, cultura e sociedade digitais
(EF69AR13) Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de
1.2 Perceber nas produções Dança dança de diferentes matrizes estéticas e culturais como referência para a criação
artísticas seu percurso criador e dos e a composição de danças autorais, individualmente e em grupo
pares considerando a diversidade (EF69AR23) Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas
das produções artísticas locais e sonoras, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos
global Música
acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não convencionais, expressando
ideias musicais de maneira individual, coletiva e colaborativa
(EF69AR28) Investigar e experimentar diferentes funções teatrais e discutir os
Teatro
limites e desafios do trabalho artístico coletivo e colaborativo.
(EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística
Artes Visuais (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem,
instalação, vídeo, fotografia, performance etc.)
(EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação
1. A variação linguística, as
LINGUAGEM E 1.1 Identificar em manifestações da Dança do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios
manifestações artísticas e as
SUAS FORMAS cultura corporal elementos estéticos, próprios
práticas corporais nos diversos
COMUNICATIVAS políticos, históricos e sociais (EF69AR21) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de
contextos sociais
Música composição/criação, execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e
características de instrumentos musicais diversos
(EF69AR29) Experimentar a gestualidade e as construções corporais e vocais de
Teatro
maneira imaginativa na improvisação teatral e no jogo cênico
Artes Visuais (EF69AR34) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de
culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas,
1.1 Reconhecer valores culturais e
1. O reconhecimento das Dança africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de
VALORES À VIDA estéticos representados por
diferenças e a superação de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
SOCIAL produções artísticas das culturas Música
preconceitos
local, regional, nacional e mundial
(EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida
Teatro social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética
1.1 Compreender os processos de Artes Visuais
ascensão da produção artística
1. As culturas local, regional e local, regional e nacional, bem como Dança
CULTURA E (EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais
nacional como influência na internacional sobre diversidade e
IDENTIDADE Música entre diversas linguagens artísticas
construção de identidades diferença como tema de grupos
étnico-raciais, de mulheres, de
pessoas com deficiências etc. Teatro
ARTE
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagens Linguagem Habilidades
ESPAÇO/TEMPO E 1. A dimensão espaço e tempo na 1.1 Conhecer e distinguir diferentes (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais
SUAS relação das diversas linguagens e momentos da História da Arte, os Artes Visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de
TRANSFORMAÇÕES o indivíduo aspectos estéticos predominantes, a diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
tradição dos estilos e a presença ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e
dessa tradição na produção artística cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório
contemporânea imagético.
(EF69AR15) Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas
Dança
1.2 Compreender variadas na escola e em outros contextos, problematizando estereótipos e preconceitos
informações sobre arte, patrimônio (EF69AR18) Reconhecer e apreciar o papel de músicos e grupos de música
cultural e formas de folguedos na Música brasileiros e estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento de formas e
história de culturas e etnias gêneros musicais
(EF69AR24) Reconhecer e apreciar artistas e grupos de teatro brasileiros e
Teatro estrangeiros de diferentes épocas, investigando os modos de criação, produção,
divulgação, circulação e organização da atuação profissional em teatro
1.1 Compreender e utilizar diferentes (EF69AR08) Diferenciar as categorias de artista, artesão, produtor cultural,
linguagens artísticas (visual, Artes Visuais curador, designer, entre outras, estabelecendo relações entre os profissionais do
plástica, corporal, musical, verbal, sistema das artes visuais
poética) para expressar opiniões, (EF69AR14) Analisar e experimentar diferentes elementos (figurino, iluminação,
desejos, sentimentos e Dança cenário, trilha sonora etc.) e espaços (convencionais e não convencionais) para
LINGUAGEM E 1. Signos, símbolos e códigos pensamentos composição cênica e apresentação coreográfica
SUAS FORMAS como representações de formas (EF69AR22) Explorar e identificar diferentes formas de registro musical (notação
COMUNICATIVAS comunicativas 1.2 Entender a arte como linguagem, musical tradicional, partituras criativas e procedimentos da música
sistema de signos e códigos Música
contemporânea), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e
passível de transmissão e expressão audiovisual
de ideias, pensamentos,
sentimentos e produtora de (EF69AR27) Pesquisar e criar formas de dramaturgias e espaços cênicos para o
Teatro
discursos acontecimento teatral, em diálogo com o teatro contemporâneo
1. O respeito às diferenças e a 1.1 Conhecer quais ferramentas são Artes Visuais
afirmação de valores éticos, mais adequadas para valorizar a
estéticos, culturais, políticos e aprendizagem em arte em relação Dança (EF69AR35) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para
VALORES À VIDA
socais presentes nas mais às linguagens artísticas presentes acessar, apreciar, produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios
SOCIAL
diversas instituições sociais em redes sociais potencializando o Música artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável
(família, escola, comunidade, respeito às diferenças e valores
trabalho, redes sociais etc.) éticos Teatro
1.1 Identificar relações entre Artes Visuais
diversos contextos culturais na Dança
geração do patrimônio artístico local, Música (EF69AR33) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística,
1. A Linguagem e educação nacional e global analisando problematizando as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte
patrimonial como processo de possibilidades e potencialidades de (arte, artesanato, folclore, design etc.)
CULTURA E mediação e formação cultural, fortalecimento de vínculos de
IDENTIDADE bem como suas manifestações identidade e pertencimento histórico, (EF69AR34) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de
como fator de construção de social e cultural na formação do Teatro culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas,
identidade educando africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de
vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
1.2 Reconhecer a importância do
patrimônio artístico de natureza
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
De acordo com Santos (2011), o ensino de Língua Inglesa, como disciplina obrigatória no
currículo escolar brasileiro, iniciou ainda no ano de 1809 quando D. João VI decretou sua
implantação juntamente com a Língua Francesa, com o objetivo estratégico de estreitar as relações
comerciais com a França e a Inglaterra.
Nessa perspectiva, os ensinos desses idiomas visavam à capacitação dos estudantes para
que se comunicassem oralmente e por escrito e o único método de ensino conhecido era o Método
Clássico ou Gramática/Tradução.
Germain (1993) afirma que, a abordagem da Gramatica/Tradução foi a primeira
metodologia que servia para ensinar as línguas clássicas, tais como: grego e latim; tal metodologia
era voltada especificamente para a tradução de textos literários e o domínio da gramática normativa
cujos principais instrumentos estavam restritos ao uso do dicionário e dos livros de gramática.
Dessa forma, desde o século XIX o sistema educacional brasileiro vem sendo submetido
às sucessivas reformas nas quais o ensino de Língua Inglesa tem sido ora negligenciado, ora
tratado indevidamente; ainda é perceptível a negligência no que se refere à forma tradicional como,
com frequência, é trabalhado nas escolas de Educação Básica.
Já na década de 1990, os PCN apontavam a leitura como a função social das línguas
estrangeiras com o seguinte argumento de que
No contexto atual em que o sujeito tem acesso instantâneo a outros mundos e discursos
midiáticos, a Língua Inglesa facilita o intercâmbio cultural fazendo com que o aprendente se utilize
de outras ferramentas para se aprender uma língua estrangeira, a cultura do idioma alvo será parte
222
Documento Curricular do Estado do Pará
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integrante do processo e ensino e aprendizagem, assim o foco não será mais a gramática normativa,
mas sim o despertar para um pensamento mais crítico que vai além de aprender regras gramaticais.
―O compartilhamento e a troca de experiências culturais são transformados em conhecimentos
socioculturais que enriquecem o aprendizado de uma língua estrangeira‖ (JOHNSON, 2009, n.p.,
tradução nossa).
Dessa forma, o ensino de Língua Estrangeira contribui na formação integral do
aprendente, no seu autoconhecimento decorrente do contato com o outro e no respeito intercultural.
―O conhecimento de mundo é mediado pela virtude de ser situado num ambiente cultural e é a partir
deste ambiente cultural que acabam se tornando mediadores de pensamento‖ (JOHNSON, 2009,
n.p., tradução nossa).
A proposta é de despertar no aluno uma percepção de linguagem que ultrapasse seu
caráter instrumental de meio de expressão e comunicação para que alcance seus significados,
conhecimentos e valores; portanto é mister a abordagem comunicativa no ensino de Língua Inglesa
no qual o aluno desenvolve as quatro habilidades no idioma para situações reais de comunicação, a
saber: Listening (Escuta), Reading (Leitura), Speaking (Fala) e Writing (Escrita, visando à
aprendizagem e dando ênfase à autenticidade focando o uso real da língua nas práticas
comunicativas cotidianas levando em consideração que há grande variedade de materiais autênticos
de literatura, CDs, DVDs, notícias, filmes, programas de tevê, folhetos e menus.
Floris (2008 apud GUO, 2012) destaca a necessidade de incorporar materiais autênticos
no design do curso porque eles são mais motivadores, envolventes e relevantes para a vida dos
alunos, nesse sentido Littlewood (1992 apud GUO, 2012) faz menção a diversas considerações na
adoção de materiais autênticos: necessidades dos aprendizes, seu interesse nos tópicos que por
consequência, envolverão situações da língua estrangeira de uma forma lúdica e mais interessante
para o discente.
Nessa direção, uma boa estratégia é o uso de textos e obras de autores da literatura
estrangeira que precisa ser concebido como um processo dialógico ininterrupto em que o leitor
possa executar um processo ativo de construção de sentidos e também relacionar a informação
nova aos saberes já adquiridos, o conhecimento discursivo da sua história e de outras leituras
utilizadas ao longo de sua vida.
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A realidade nas escolas públicas não acompanha o uso da internet e suas mídias digitais
de uma forma eficiente, os professores não contam com suporte tecnológico abrangente para
desempenhar suas funções pedagógicas por meio de recursos digitais via rede sem fio ou em
equipamentos modernos com maior durabilidade ou por desconhecimento ou por falta de escola
equipada.
Assim, são observadas nas escolas ―conexões de Internet lentas, a falta de finanças
limitadas ou instalações educacionais com poucos recursos tornaram difícil, e em muitos casos,
impossíveis, para os aprendentes de línguas obter os benefícios da aprendizagem através de
computadores‖ (REINDERS; THOMAS, 2013, p. 11, tradução nossa).
Esses fatores limitam o uso de tecnologias no aprendizado da língua, bem como a falta de
intimidade do docente com os meios tecnológicos, na maioria das vezes com dificuldade em se
adaptar a essas novas tecnologias, ―perdendo muitas vezes até para o aluno, os quais convivem
desde muito cedo com as ferramentas digitas‖ (OLIVEIRA, 2014, p. 8).
Os discentes, que já nasceram em um mundo digital sendo chamados de ‗nativos digitais‘,
possuem mais facilidade com o uso da tecnologia. ―Pessoas cujas vidas sociais giram em torno de
telefones celulares e redes sociais on-line será proficiente com essas ferramentas e muitos (mas
nem todos) jovens estarão nesta categoria‖ (WALKER; WHITE, 2013, p. 11, tradução nossa); tal
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exceção se deve ao fato de que, mesmo sendo jovens, nem todos possuem condições necessárias
para adquirirem ou mesmo ter condições financeiras para acesso ao mundo virtual.
Outro fator a ser levado em consideração é que, nem sempre os alunos se sentirão
engajados ou animados pelo uso da ferramenta digital para uma aprendizagem formal, que eles
ficarão automaticamente animados e engajados pelo uso dessas ferramentas para a aprendizagem
formal. Nesse caso, cabe ao professor elaborar e conscientizar o discente de que a o mundo virtual
pode e deve ser utilizado também como forma pedagógica que irá enriquecer o aprendizado da
língua estrangeira.
Assim sendo, dentro dessa nova perspectiva globalizada de ensino, a BNCC (BRASIL,
2017a) veio para nortear os currículos e as propostas pedagógicas de cada componente curricular,
cujo objetivo, no caso da Língua Inglesa, é possibilitar o engajamento e a participação dos
estudantes, no sentido de desenvolver o pensamento crítico e uma cidadania ativa.
Segundo a Base, esse novo modelo curricular apresenta três implicações importantes, a
saber: o caráter formativo, que envolve as relações entre língua, território e cultura, ―na medida em
que os falantes de Inglês já não se encontram apenas nos países em que essa é a língua oficial‖
(BRASIL, 2017a, p. 239).
A partir dessas três implicações foram criados os cinco eixos organizadores propostos pela
BNCC para a componente Língua Inglesa, que são:
1) Eixo Oralidade (Speaking): Práticas de compreensão e produção oral de Língua Inglesa
em diferentes contextos discursivos presenciais ou simulado, com repertório de falas diversas,
incluída a fala do professor.
2) Eixo Leitura (Reading): Práticas de leitura de textos diversos em Língua Inglesa (verbais,
verbo-visuais, multimodais) presentes em diferentes suportes e esferas de circulação. Tais práticas
envolvem articulação com os conhecimentos prévios dos alunos em língua materna e/ou outras
línguas.
3) Eixo Escrita (Writing): Práticas de produção de textos em Língua Inglesa relacionados ao
cotidiano dos alunos em diferentes suportes e esferas de circulação. Tais práticas envolvem a
escrita mediada pelo professor ou colegas e articuladas com conhecimentos prévios dos alunos em
língua materna e/ou outras línguas.
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O eixo 3 ―Valores à Vida Social‖ está interligado à competência específica 3 da BNCC; nele
são abordadas questões como família, escola e comunidade, direitos humanos, respeito à
diversidade social e cultural, fazendo-se um link das semelhanças e diferenças entre a Língua
Inglesa e a Língua Portuguesa em todos os aspectos que permeiam tais línguas; nesse sentindo, o
discente irá ―Identificar similaridades e diferenças entre a língua inglesa e a língua materna/outras
línguas, articulando-as a aspectos sociais, culturais e identitários, em uma relação intrínseca entre
língua, cultura e identidade‖ (BRASIL, 2017a, p. 244).
O eixo 4 ―Cultura e Identidade‖ aborda questões como diferença, diversidade e culturas
locais, regionais e nacionais; ele está relacionado à competência específica 6 da BNCC em que é
feita uma ligação entre a Língua Inglesa e sua influência na cultura regional por intermédio de
diversas manifestações artísticas, a fim de ―Conhecer diferentes patrimônios culturais, materiais e
imateriais, difundidos na língua inglesa, com vistas ao exercício da fruição e da ampliação de
perspectivas no contato com diferentes manifestações artístico-culturais (BRASIL, 2017a, p. 244).
Sendo assim, o trabalho com a Língua Inglesa leva em consideração os eixos
estruturantes propostos neste Documento, tornando o ensino e aprendizagem da Língua Inglesa
mais completo no sentido de que o foco será sempre no individuo enquanto agente de uma
sociedade globalizada, comunicativa e tecnológica que utiliza o idioma estrangeiro para fins sociais,
políticos e econômicos.
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LÍNGUA INGLESA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF06LI07) Formular hipóteses sobre a finalidade de um texto em língua inglesa, com base em sua
1.1 Desenvolver, mediante à
1. O espaço/tempo como estrutura, organização textual e pistas gráficas
semântica da Língua Inglesa,
gerador do processo de (EF06LI05) Aplicar os conhecimentos da língua inglesa para falar de si e de outras pessoas,
diálogo interrelacional para falar de
alfabetização cultural/letramento explicitando informações pessoais e características relacionadas a gostos, preferências e rotinas
si e do outro relacionando com a
dos sujeitos (EF06LI01PA) Conhecer e compreender através dos textos diversos os diferentes comportamentos
realidade a que pertence
socioculturais dos países falantes da língua inglesa
2.1 Fazer uso dos tempos verbais
para produção de textos orais e
(EF06LI08) Identificar o assunto de um texto, reconhecendo sua organização textual e palavras
escritos, assim como, identificando
cognatas
as palavras cognatas e os falsos
cognatos
(EF06LI02) Coletar informações do grupo, perguntando e respondendo sobre a família, os amigos, a
2.2 Utilizar a linguagem oral com escola e a comunidade
eficácia (aceitando as variações (EF06LI04) Reconhecer, com o apoio de palavras cognatas e pistas do contexto discursivo o
que toda língua tem), adequando-a assunto, o assunto e as informações principais em textos orais sobre temas familiares
as intenções e situações (EF06LI06) Planejar apresentação sobre a família, a comunidade e a escola, compartilhando-a
comunicativas e estratégias dentro oralmente com o grupo
de contextos específicos (EF06LI12) Interessar-se pelo texto lido, compartilhando suas ideias sobre o que o texto
informa/comunica
ESPAÇO/TEMPO E
(EF06LI05) Aplicar os conhecimentos da língua inglesa para falar de si e de outras pessoas,
SUAS
2.3 Desenvolver, mediante à explicitando informações pessoais e características relacionadas a gostos, preferências e rotinas
TRANSFORMAÇÕES
2. A relação sujeito/espaço semântica da Língua Inglesa, (EF06LI02PA) Identificar no texto a linguagem gráfica como uma das estratégias de leitura para a
como princípio de uma diálogo interrelacional para falar de interpretação do mesmo
educação afetiva, participativa, si e do outro relacionando com a (EF06LI08) Identificar o assunto de um texto, reconhecendo sua organização textual e palavras
dialógica e inclusiva realidade a que pertence. Assim cognatas
como, utilizar a linguagem gráfica e (EF06LI03PA) utilizar o presente simples e o presente continuo para produzir textos orais e escritos,
tempos verbais para obter a mostrando relações de sequência e causalidade
informação do texto (EF06LI04PA) Empregar, de forma inteligível, o verbo modal ―can‖ para descrever habilidades (no
presente)
2.4 Realizar corretamente leituras (EF06LI10) Conhecer a organização de um dicionário bilíngue (impresso e/ou on-line) para construir
de imagens, de dados e de repertório lexical
documentos de diferentes fontes
de informação, de modo que
interprete, analise e relacione (EF06LI13) Listar ideias para a produção de textos, levando em conta o tema e o assunto
informações contidas nos textos de
língua inglesa
2.5 Desenvolver a habilidade da (EF06LI14) Organizar ideias, selecionando-as em função da estrutura e do objetivo do texto
escrita por meio de linguagens
(EF06LI15) Produzir textos escritos em língua inglesa (histórias em quadrinhos, cartazes, chats,
diversas, informando sobre a
blogues, agendas, fotolegendas, entre outros), sobre si mesmo, sua família, seus amigos, gostos,
realidade na qual vive
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em que vive
(EF07LI16) Reconhecer a pronúncia de verbos regulares no passado (-ed)
(EF07LI18) Utilizar o passado simples e o passado contínuo para produzir textos orais e escritos,
mostrando relações de sequência e causalidade
(EF07LI05) Compor, em língua inglesa, narrativas orais sobre fatos, acontecimentos e
personalidades marcantes do passado
2.2 Aplicar o uso de conhecimento
(EF07LI15) Construir repertório lexical relativo a verbos regulares e irregulares (formas no passado),
verbais para produção de textos
preposições de tempo (in, on, at) e conectores (and, but, because, then, so, before, after, entre
orais e escritos
outros)
(EF07LI17) Explorar o caráter polissêmico de palavras de acordo com o contexto de uso
(EF07LI19) Discriminar sujeito de objeto utilizando pronomes a eles relacionados
(EF07LI20) Empregar, de forma inteligível, o verbo modal can para descrever habilidades (no
presente e no passado)
3.1 Ler textos de forma a despertar
atenção do aluno pela língua
3. A relação sujeito/espaço
estrangeira (inglês) fazendo
como princípio de uma (EF07LI04PA) Utilizar o seu conhecimento de mundo como uma das ferramentas principais para
inferências contextuais sobre os
educação afetiva, participativa, leitura e interpretação de textos em inglês
mesmos utilizando o seu
dialógica e inclusiva
conhecimento de mundo como
ferramenta de aprendizagem
(EF07LI01) Interagir em situações de intercâmbio oral para realizar as atividades em sala de aula, de
1.1 Praticar as habilidades da
forma respeitosa e colaborativa, trocando ideias e engajando-se em brincadeiras e jogos
1. A variação linguística e as língua inglesa de uma forma lúdica
(EF07LI02) Entrevistar os colegas para conhecer suas histórias de vida
práticas corporais nos diversos
1.2 Utilizar o seu conhecimento de (EF07LI03) Mobilizar conhecimentos prévios para compreender texto oral
contextos sociais
mundo como forma de interpretar
(EF07LI12) Planejar a escrita de textos em função do contexto (público, finalidade, layout e suporte)
um texto em língua inglesa
2.1 Explorar a mensagem do texto
(EF07LI13) Organizar texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos ou tópicos e
de acordo com a estrutura que o
subtópicos, explorando as possibilidades de organização gráfica, de suporte e de formato do texto
mesmo e apresentado
(EF07LI06) Antecipar o sentido global de textos em língua inglesa por inferências, com base em
LINGUAGEM E 2. As linguagens inter e intra
2.2 Reconhecer as estratégias de leitura rápida, observando títulos, primeiras e últimas frases de parágrafos e palavras-chave
SUAS FORMAS relacional na construção do
leitura como uma ferramenta repetidas
COMUNICATIVAS indivíduo
primordial de leitura e (EF07LI07) Identificar a(s) informação(ões)-chaves de partes de um texto em língua inglesa
compreensão de textos em uma (parágrafos)
língua estrangeira (EF07LI08) Relacionar as partes de um texto (parágrafos) para construir seu sentido global
(EF07LI09) Selecionar, em um texto, a informação desejada como objetivo de leitura
3.1 Manipular sites de pesquisa em
(EF07LI10) Escolher, em ambientes virtuais, textos em língua inglesa, de fontes confiáveis, para
inglês como ferramenta para o
3. O uso das mídias digitais no estudos/pesquisas escolares
aprendizado
âmbito do ensino-aprendizagem
3.2 Utilizar a comunicação virtual
da Lingua inglesa (EF07LI11) Participar de troca de opiniões e informações sobre textos, lidos na sala de aula ou em
como forma de aprendizado da
outros ambientes
língua inglesa
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(EF09LI10) Propor potenciais argumentos para expor e defender ponto de vista em texto escrito,
refletindo sobre o tema proposto e pesquisando dados, evidências e exemplos para sustentar os
argumentos, organizando-os em sequência lógica
(EF09LI11) Utilizar os recursos verbais e não verbais para construção da persuasão em textos da
esfera publicitária, de forma adequada ao contexto de circulação produção e compreensão)
3.
Contextualização/conhecimento, 3.1 Revisar pequenos textos para
(EF09LI06PA) Ler e interpretar trechos de livros que foram adaptados para o cinema ou peças
a fruição/apreciação, a melhor compreensão do léxico da
teatrais de autores consagrados da Língua Inglesa
produção/fazer nas diversas língua inglesa
linguagens
(EF09LI14) Utilizar conectores indicadores de adição, condição, oposição, contraste, conclusão e
síntese como auxiliares na construção da argumentação e intencionalidade discursiva
4. Signos, símbolos e códigos 4.1 Demonstrar características
(EF09LI15) Empregar, de modo inteligível, as formas verbais em orações condicionais dos tipos 1 e
como representações de formas lexicais e sintáticas próprias da
2 (if-clauses)
comunicativas Língua Inglesa
(EF09LI16) Empregar, de modo inteligível, os verbos should, must, have to, may e might para indicar
recomendação, necessidade ou obrigação e probabilidade
1. Participação social como 1.1 Refletir sobre os costumes ou (EF09LI07PA) Produzir textos em Língua Inglesa que apontam costumes de outros países para
garantia de direitos maneiras de agir e interagir reflexão sobre respeito cultural, religioso, comportamental
2. A cooperação/competição (EF09LI01) Fazer uso da língua inglesa para expor pontos de vista, argumentos e contra-
2.1 Expressar e Demonstrar
como valores antagônicos argumentos, considerando o contexto e os recursos linguísticos voltados para a eficácia da
consciência linguística do uso que
presentes nas diversas comunicação
se faz da língua estrangeira
sociedades (EF09LI07) Identificar argumentos principais e as evidências/ exemplos que os sustentam
VALORES À VIDA
3.1 Compreender que no ambiente
SOCIAL 3. A família, a escola e a
familiar, escolar e comunitário são (EF09LI08PA) Analisar textos em Língua Inglesa que abordam problemas que afetam a vida escolar
comunidade na construção de
produzidos valores que contribuem e/ou familiar, relativos à diversidade de gênero, gravidez na adolescência, drogas e preconceitos
valores sociais
para o processo formativo
4.1 Respeitar os diferentes pontos
4. Direitos humanos e (EF09LI09) Compartilhar, com os colegas, a leitura dos textos escritos pelo grupo, valorizando os
de vista e realidades culturais que
diversidades socioculturais diferentes pontos de vista defendidos, com ética e respeito
cada indivíduo carrega
(EF09LI08) Explorar ambientes virtuais de informação e socialização, analisando a qualidade e a
validade das informações veiculadas
1.1 Utilizar a Língua Inglesa como (EF09LI12) Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas
1. A cibercultura e a construção uma ferramenta para participar da publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem
de novas culturas identitárias comunidade globalizada de posicionamento crítico
informação por meio da Internet (EF09LI13) Reconhecer, nos novos gêneros digitais (blogues, mensagens instantâneas, tweets,
CULTURA E entre outros), novas formas de escrita (abreviação de palavras, palavras com combinação de letras e
IDENTIDADE números, pictogramas, símbolos gráficos, entre outros) na constituição das mensagens
2.1 Respeitar as pluralidades
(EF09LI17) Debater sobre a expansão da língua inglesa pelo mundo, em função do processo de
culturais e seu próprio papel como
colonização nas Américas, África, Ásia e Oceania
2. O multiculturalismo e suas cidadão de seu país e do mundo
interfaces com as linguagens 2.2 Reconhecer o papel da Língua
(EF09LI18) Analisar a importância da língua inglesa para o desenvolvimento das ciências (produção,
Inglesa no cenário científico,
divulgação e discussão de novos conhecimentos), da economia e da política no cenário mundial
econômico e político
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Convém ressaltar que tal estrutura não representa uma realidade estanque e enrijecida;
procura-se considerá-la sempre em movimento ao suscitar e estabelecer conexões nos diferentes
níveis analíticos, além de possibilitar metodologicamente a integração entre os componentes
curriculares que integram a área e/ou com outras áreas.
O eixo ―O Espaço/Tempo e suas Transformações‖ abarca o subeixos: (1) Tempo, trabalho,
tecnologias e a transformação do espaço; (2) A paisagem amazônica como produto da relação
homem/natureza; (3) Campo, o espaço ribeirinho e a cidade como formações socioespaciais; e (4)
Produção da vida material e o uso sustentável dos recursos naturais na Amazônia. Ele permite
adentrar em aspectos conceituais e, sobretudo, compreender as relações/transformações
desenvolvidas nos diferentes contextos e espacialidades, seja no âmbito local, regional ou global,
identificando ambiguidades, contradições que emergem destes processos.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ tem como subeixos: (1) A linguagem
como produção humana em diferentes tempos e espaços; e (2) A linguagem cartográfica do lugar. O
eixo é de fundamental importância por permitir que seja possível explorar fontes históricas de
diferentes naturezas além de ler e interpretar os acontecimentos em diferentes sociedades, tempos
e espaços. Nesse sentido, ao explorar a linguagem cartográfica, procura-se ir além de noções
básicas de localização até as mais complexas produções geotecnológicas.
O eixo ―Valores à Vida Social‖ abarca o subeixo: (1) Participação social como garantia de
direitos. Nele, procura-se reconhecer os diferentes tipos de convivência social; compreender os
processos históricos, sociais e culturais associados às lutas por cidadania em múltiplos contextos,
destacando a importância da interação entre os sujeitos do local e do mundo num complexo
intercâmbio de vivências dadas multiescalarmente.
O último eixo ―Cultura e Identidade‖ abarca os subeixos: (1) Identidade, espaço e cultura; e
(2) A identidade cultural dos grupos sociais amazônicos. Os aspectos e elementos inerentes ao eixo
são indispensáveis por ir além da dimensão conceitual e perpassarem pela reflexão em torno das
noções de pertencimento e vínculo a grupos sociais, compreendendo-os em toda a sua
complexidade a partir de diferentes fontes e linguagens.
Cabe, portanto, às Ciências Humanas: promover a aprendizagem que procure reconhecer
e respeitar a diversidade social, política, cultural e étnico-racial que caracteriza a sociedade
brasileira e mundial; analisar os conhecimentos de sua região relacionando-os aos com outros em
nível global; e compreender as relações que se estabelecem entre as diferentes temporalidades.
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Com a Lei 5.692/71 (BRASIL, 1971) foi introduzido o componente Estudos Sociais no
sistema educacional brasileiro, assim como de Educação Moral e Cívica e Organização Social e
Política do Brasil (OSPB). O componente curricular História continuou a subsistir, no entanto, com
pequena carga horária, pautada no modelo enciclopédico, dogmático e acrítico. Nos estudos
historiográficos da atualidade
a velha História de fatos e nomes já foi substituída pela História Social e Cultural;
os estudos das mentalidades e representações estão sendo incorporados;
pessoas comuns já são reconhecidas como sujeitos históricos; o cotidiano está
presente nas aulas e o etnocentrismo vem sendo abandonado em favor de uma
visão mais pluralista (PINSKY, 2015, p. 7).
Ademais, cabe salientar que outras situações e conjunturas voltadas ao ensino de História
poderiam ser aqui enumeradas; nesse sentido, há de se perceber que ao circunscrever o ―ensino de
História‖ nas recentes experiências dos diferentes modelos educacionais estabelecidos no Brasil,
percebe-se um forte fluxo de permanência destes, em que os sujeitos sociais, tradições, culturas,
identidades, memórias, dentre outros aspectos, foram fortemente invisibilizados e negligenciados.
Assim, ao assumir a condição de propulsores de currículos a serem implementados, torna-
se salutar refletir sobre as seguintes questões: Que sujeitos queremos formar? Quais as concepções
teórico-metodológicas podem nos auxiliar nesse processo?
Ao se ter clareza desses pressupostos, é preciso, fundamentalmente, levar-se em conta a
realidade na qual o sujeito que iremos formar está imerso, a fim de levá-lo a potencializar o olhar
crítico sobre o seu universo cultural, social, político, levando-o a situar o estudo da História em seu
contexto, a fim de lhe atribuir sentido; assim convém mencionar Marc Bloch (2001) e sua obra
Apologia da História ou O Ofício do Historiador, cuja motivação para sua produção foi uma pergunta
feita por seu filho: ―Papai, me explica para que serve a História?‖.
De forma, predominante, paira no senso comum a concepção de que a História é a ciência
do passado. Tal visão corrobora para a geração de uma mentalidade conceitual atrelada a algo
estático, conservado em espaços específicos como museus, memoriais, bibliotecas, dentre outros.
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As competências gerais propostas pela BNCC (BRASIL, 2017a) precisam ser utilizadas de
modo a promover a inversão de paradigmas no ensino de História, para isso é fundamental impelir o
sujeito a assumir a condição ativa no processo de ensino e aprendizagem.
No campo da História, a competência geral 2, voltada ao pensamento científico, crítico e
criativo permite ir além da curiosidade intelectual, pois sendo o campo historiográfico marcado pelo
debate e por diferentes concepções, pode-se, assim, levar o discente a conhecer de que forma
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HISTÓRIA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções
relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois)
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como
relógio e calendário
1.1 Identificar as diferentes noções de tempo,
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, suas
associando a diferentes culturas, espaços e
1. Tempo, trabalho, especificidades e importância
mundos do trabalho
tecnologias e a (EF02HI11) Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho
transformação do existentes na comunidade em que vive
espaço (EF03HI11) Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo,
considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos
(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras
1.2 Identificar as relações de trabalho e as formas
épocas e lugares
de lazer em diferentes temporalidades e
(EF03HI12) Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e
espacialidades
espaços, analisando mudanças e permanências
ESPAÇO/TEMPO E
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico,
SUAS
escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os
TRANSFORMAÇÕES
regem
(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade e o município, as relações
2. A paisagem estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos
amazônica como migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.
2.1 Observar, pensar e descrever a paisagem
produto da relação (EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade e discutir as razões
homem/natureza culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus
significados
(EF03HI10) Identificar as diferenças entre os espaços públicos e o espaço doméstico,
compreendendo a importância dessa distinção
3. Campo, o espaço
3.1 Observar, identificar e descrever a localização (EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade e o município; as relações
ribeirinho e a cidade
de sua rua, assim como conhecer os diversos tipos estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos
como formações
de logradouro migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.
socioespaciais
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e
separam as pessoas em diferentes grupos
1.1 Identificar e descrever a localização de sua
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade, e
rua, assim como conhecer os diversos tipos de
LINGUAGEM E descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam
1. A linguagem logradouro
SUAS FORMAS (EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais,
cartográfica do lugar
COMUNICATIVAS prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções
1.2 Conhecer os diversos modos de vida no
(EF03HI08) Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os
campo, comparando-os ao longo do tempo e do
do passado
espaço
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HISTÓRIA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF04HI06) Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas
1. Tempo, trabalho,
1.1 Reconhecer o papel das tecnologias da e mercadorias, analisando as formas de adaptação ou marginalização
tecnologias e a
informação, da comunicação e dos transportes (EF04HI08) Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral,
transformação do
para as sociedades urbanas e ribeirinhas imprensa, rádio, televisão, cinema e internet) e discutir seus significados para os diferentes
espaço
estratos sociais
2.1 Compreender os processos de formação da (EF04HI02) Identificar mudanças ocorridas ao longo do tempo, com base nos grandes marcos da
sociedade e da natureza utilizando conhecimentos história da humanidade, tais como o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio e a criação da
histórico-geográficos indústria, colocando em questão perspectivas evolucionistas
ESPAÇO/TEMPO E 2.2 Compreender a formação e a organização do
SUAS espaço geográfico a partir das transformações (EF04HI01) Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano, no tempo e no
TRANSFORMAÇÕES 2. Campo, o espaço ocorridas no campo, na área ribeirinha e na cidade espaço, com base na identificação de mudanças ocorridas ao longo do tempo
ribeirinho e a cidade
(EF04HI04) Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado de
como formações 2.3 Compreender os diferentes aspectos presentes
nomadismo e de fixação das primeiras comunidades humanas.
socioespaciais na relação entre sociedade e natureza na
(EF04HI05) Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenção na natureza,
paisagem no lugar onde vive
avaliando os resultados dessas intervenções
2.4. Conhecer a diversidade de atividades
econômicas desenvolvidas e a importância das (EF04HI07) Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos
mesmas para o desenvolvimento econômico do para a dinâmica da vida comercial
município
1.1 Ler e interpretar a representação do espaço do
município usando mapas simples e/ou construindo (EF04HI03) Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas
1. A linguagem
juntos o próprio mapa do seu espaço de convívio interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente
LINGUAGEM E como produção
SUAS FORMAS humana em
1.2 Conhecer os diversos povos que migraram
COMUNICATIVAS diferentes tempos e
para a região amazônica, seus costumes, suas (EF04HI11) Analisar, na sociedade em que vive, a existência ou não de mudanças associadas à
espaços
linguagens e as contribuições para a sociedade migração (interna e internacional).
atual
1.1 Valorizar as ações coletivas que tenham
1. Participação
VALORES À VIDA repercussão na melhoria das condições de vida (EF04HI01PA) Identificar as práticas e ações coletivas presentes em comunidades tradicionais,
social como garantia
SOCIAL das comunidades ocorridas ao longo do tempo, discutindo as interferências nos modos de vida em geral
de direitos
1.1 Compreender o processo de formação do povo
brasileiro a partir de diferentes fluxos migratórios
(EF04HI09) Identificar as motivações dos processos migratórios em diferentes tempos e espaços
(franceses, espanhóis, holandeses, japoneses);
1. A identidade e avaliar o papel desempenhado pela migração nas regiões de destino
CULTURA E em diferentes espacialidades e temporalidades
cultural dos grupos
IDENTIDADE
sociais amazônicos
(EF04HI10) Analisar diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da
1.2 Colocar em evidência os modos de vida nas
sociedade brasileira
cidades e no campo a partir da realidade local
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HISTÓRIA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF05HI01) Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com
1. Diversidade e o espaço geográfico ocupado
ESPAÇO/TEMPO E 1.1 Compreender os processos de formação da
organização (EF05HI02) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à
SUAS sociedade e da natureza utilizando conhecimentos
populacional compreensão da ideia de Estado
TRANSFORMAÇÕES histórico-geográficos
amazônica (EF05HI08) Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades,
incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.
1. A linguagem (EF05HI06) Comparar o uso de diferentes linguagens no processo de comunicação e avaliar os
LINGUAGEM E como produção 1.1 Compreender os conceitos de fontes históricas significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas
SUAS FORMAS humana em e o processo de construção do saber histórico ao
(EF05HI09) Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo
COMUNICATIVAS diferentes tempos e longo do tempo
presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais
espaços
(EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à
1. Participação 1.1 Criar ações coletivas que tenham repercussão
VALORES À VIDA pluralidade e aos direitos humanos
social como garantia na melhoria das condições de vida das
SOCIAL (EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das
de direitos comunidades
sociedades, compreendendo-o como conquista histórica
(EF05HI03) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos
antigos
1.1 Compreender o universo cultural e religioso
(EF05HI07) Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de
1. A identidade amazônico a partir da diversidade local
CULTURA E memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade
cultural dos grupos
IDENTIDADE na nomeação desses marcos de memória
sociais amazônicos
1.2 Estabelecer a diferença entre os conceitos de
(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças
patrimônio cultural, material e imaterial, levando
e permanências desses patrimônios ao longo do tempo
em conta o espaço amazônico
HISTÓRIA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Conhecer a construção do conceito de "mundo (EF06HI06) Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano
clássica", estabelecendo o contraponto com outras (EF06HI09) Discutir o conceito de Antiguidade Clássica, seu alcance e limite na tradição
sociedades ocidental, assim como os impactos sobre outras sociedades e culturas
(EF06HI03) Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana e sua
1.2 Identificar Povos da Antiguidade na África
1. Natureza, historicidade e analisar os significados dos mitos de fundação
(egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e
ESPAÇO/TEMPO E trabalho, (EF06HI08) Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos, sociais
nas Américas (pré-colombianos)
SUAS tecnologias e a e econômicos dos astecas, maias e incas e dos povos indígenas de diversas regiões brasileiras
TRANSFORMAÇÕES transformação do (EF06HI16) Caracterizar e comparar as dinâmicas de abastecimento e as formas de organização
espaço 1.3 Compreender as diferentes formas de
do trabalho e da vida social em diferentes sociedades e períodos, com destaque para as relações
organização social do trabalho
entre senhores e servos
1.4 Entender as diversas teorias sobre a origem da (EF06HI07) Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África, no
humanidade, seus deslocamentos e os processos Oriente Médio e nas Américas, distinguindo alguns significados presentes na cultura material e
de sedentarização na tradição oral dessas sociedades
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HISTÓRIA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF09HI18) Descrever e analisar as relações entre as transformações urbanas e seus impactos
1.1 Diferenciar que a sociedade e a natureza na cultura brasileira entre 1946 e 1964 e na produção das desigualdades regionais e sociais
possuem princípios e leis próprios e que o espaço (EF09HI28) Identificar e analisar aspectos da Guerra Fria, seus principais conflitos e as tensões
resulta das interações entre elas, historicamente geopolíticas no interior dos blocos liderados por soviéticos e estadunidenses
definidas (EF09HI33) Analisar as transformações nas relações políticas locais e globais geradas pelo
desenvolvimento das tecnologias digitais de informação e comunicação
(EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira e
avaliar suas contradições e impactos na região em que vive
(EF09HI12) Analisar a crise capitalista de 1929 e seus desdobramentos em relação à economia
global
(EF09HI13) Descrever e contextualizar os processos da emergência do fascismo e do nazismo, a
consolidação dos estados totalitários e as práticas de extermínio (como o holocausto)
1. Natureza, (EF09HI14) Caracterizar e discutir as dinâmicas do colonialismo no continente africano e asiático
ESPAÇO/TEMPO E trabalho, e as lógicas de resistência das populações locais diante das questões internacionais
SUAS tecnologias e a 1.2 Descrever a natureza do espaço como lugar (EF09HI24) Analisar as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos
TRANSFORMAÇÕES transformação do histórico, onde ocorre lutas sociais, dias atuais, identificando questões prioritárias para a promoção da cidadania e dos valores
espaço transformações e interações entre os grupos democráticos
sociais distintos (EF09HI29) Descrever e analisar as experiências ditatoriais na América Latina, seus
procedimentos e vínculos com o poder, em nível nacional e internacional, e a atuação de
movimentos de contestação às ditaduras
(EF09HI31) Descrever e avaliar os processos de descolonização na África e na Ásia
(EF09HI34) Discutir as motivações da adoção de diferentes políticas econômicas na América
Latina, assim como seus impactos sociais nos países da região
(EF09HI35) Analisar os aspectos relacionados ao fenômeno do terrorismo na
contemporaneidade, incluindo os movimentos migratórios e os choques entre diferentes grupos e
culturas
1.3 Entender as tensões, disputas interesses dos
(EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da história republicana, identificando
seguimentos sociais envolvidos na proclamação
particularidades da história local e regional até 1954
da República e seus primeiros desdobramentos
1.1 Analisar e entender os discursos, elementos
(EF09HI10) Identificar e relacionar as dinâmicas do capitalismo e suas crises, os grandes
constitutivos dos governos totalitários e militaristas
1. A linguagem conflitos mundiais e os conflitos vivenciados na Europa
no período entre guerras
LINGUAGEM E como produção
1.2 Compreender as disputas capitalistas
SUAS FORMAS humana em (EF09HI11) Identificar as especificidades e os desdobramentos mundiais da Revolução Russa e
relacionadas à Primeira Guerra Mundial e a
COMUNICATIVAS diferentes tempos e seu significado histórico
implantação do socialismo na Rússia
espaços
1.3 Entender, discutir o papel das ideias populista (EF09HI06) Identificar e discutir o papel do trabalhismo como força política, social e cultural no
no período varguista e suas contradições Brasil, em diferentes escalas (nacional, regional, cidade, comunidade)
VALORES À VIDA 1. Participação 1.1 Identificar as mudanças Culturais, sociais e (EF09HI09) Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de
SOCIAL social como garantia econômicas, ocorridas na sociedade e suas movimentos sociais
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de direitos implicações no comportamento das pessoas (EF09HI15) Discutir as motivações que levaram à criação da Organização das Nações Unidas
(ONU) no contexto do pós-guerra e os propósitos dessa organização
(EF09HI17) Identificar e analisar processos sociais, econômicos, culturais e políticos do Brasil a
partir de 1946
(EF09HI20) Discutir os processos de resistência e as propostas de reorganização da sociedade
brasileira durante a ditadura civil-militar
(EF09HI25) Relacionar as transformações da sociedade brasileira aos protagonismos da
sociedade civil após 1989
(EF09HI27) Relacionar aspectos das mudanças econômicas, culturais e sociais ocorridas no
Brasil a partir da década de 1990 ao papel do País no cenário internacional na era da
globalização
(EF09HI32) Analisar mudanças e permanências associadas ao processo de globalização,
considerando os argumentos dos movimentos críticos às políticas globais
(EF09HI36) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no
início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência
(EF09HI08) Identificar as transformações ocorridas no debate sobre as questões da diversidade
no Brasil durante o século XX e compreender o significado das mudanças de abordagem em
1.2 Identificar estratégias que promoveram o
relação ao tema
combate à discriminação de grupos sociais
(EF09HI26) Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros,
étnicos e de gênero
indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de
consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas
1.3 Entender a proclamação da república como
consequência do anacronismo do 2° império, e o (EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais aspectos sociais, culturais, econômicos e
surgimento de uma camada urbana com novas políticos da emergência da República no Brasil
ideias e a ausência da participação popular
(EF09HI16) Relacionar a Carta dos Direitos Humanos ao processo de afirmação dos direitos
fundamentais e de defesa da dignidade humana, valorizando as instituições voltadas para a
defesa desses direitos e para a identificação dos agentes responsáveis por sua violação
1.4 Analisar o poder dos militares, na tomada do
(EF09HI19) Identificar e compreender o processo que resultou na ditadura civil-militar no Brasil e
Estado, como um processo de dominação e
discutir a emergência de questões relacionadas à memória e à justiça sobre os casos de violação
manutenção da elite política local, subjugada aos
dos direitos humanos
interesses imperialistas
(EF09HI30) Comparar as características dos regimes ditatoriais latino-americanos, com especial
atenção para a censura política, a opressão e o uso da força, bem como para as reformas
econômicas e sociais e seus impactos
1.5 Reconhecer que as melhorias nas condições (EF09HI22) Discutir o papel da mobilização da sociedade brasileira do final do período ditatorial
de vida, as transformações socioculturais, o até a Constituição de 1988
respeito as minorias, os avanços tecnológicos e os
(EF09HI23) Identificar direitos civis, políticos e sociais expressos na Constituição de 1988 e
direitos políticos são conquistas decorrentes de
relacioná-los à noção de cidadania e ao pacto da sociedade brasileira de combate a diversas
acordos e conflitos ainda não usufruídos por todos
formas de preconceito, como o racismo
os seres humanos
1. A dimensão 1.1 Compreender a escravidão negra e do Índio,
CULTURA E (EF09HI03) Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-
cultural e como uma fase do capitalismo para exploração e
IDENTIDADE abolição e avaliar os seus resultados
demográfica do obtenção de lucro
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
As últimas décadas têm sido marcadas por debates profícuos no pensamento filosófico e
científico a respeito das transformações que se dão no âmbito mundial e na organização das
sociedades. A Geografia, assim como as outras ciências, defronta-se com a tarefa de reformular
categorias e conceitos para compreender melhor o desenvolvimento da sociedade, por ganharem
conotações novas ou por terem perdido seu caráter explicativo.
O âmago da discussão geográfica é, sem dúvida, o espaço geográfico (SANTOS, 2004),
fruto da relação entre sociedade e natureza, esse ―encontro‖ mediado pelo trabalho e pelo uso de
técnicas, é o que garante a produção de um ambiente que está em constante transformação.
Compreender tais mudanças, de acordo com a BNCC (BRASIL, 2017a) requer o que se chama de
―pensamento espacial‖, a partir de um ―raciocínio geográfico‖ que é intrínseco a uma dada ―situação
geográfica‖27.
Pensar espacialmente é um esforço relacional do próprio agir humano; ao reconhecer e
comparar paisagens, por exemplo, tem-se a possibilidade de interpretar a realidade que envolve os
sujeitos. A partir disso, criam-se condições para prováveis resoluções de problemas das mais
diversas ordens (política, econômica e cultural).
Outros conceitos ou categorias geográficas são extremamente necessários para ampliar os
horizontes do conhecimento, tais como: paisagem, território, região e lugar são também
fundamentos conceituais imprescindíveis para que os alunos possam reconhecer a desigualdade
dos usos dos recursos naturais, as (re)configurações socioespaciais via disputas geopolíticas, e as
desigualdades socioeconômicas inerentes a cada contexto socioespacial.
Pretende-se, portanto, garantir minimamente que a partir de seu próprio entorno o aluno
consiga desenvolver habilidades capazes de responder as problemáticas então vivenciadas por ele.
O avanço das técnicas, o aumento e aceleração de circulação de mercadorias, homem e
ideias, sobretudo a partir da revolução técnico-científica, distanciam os homens do tempo e da
natureza, as práticas sociais se realizam concomitantemente num mesmo tempo e em espaços
diferentes ou num espaço onde há tempos diversos determinando aos teóricos da área, a ampliação
de seus estudos entre o local e o global, entre a racionalidade natural e a social.
27No texto que compõe a Base Nacional Curricular Comum para o Ensino Fundamental, o ―raciocínio geográfico‖ tem
por fundamento sete princípios, a saber: analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem
(BRASIL, 2017a).
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Nesse sentido, o ensino de Geografia se vincula a uma reflexão pedagógica que diz respeito
aos métodos de ensino e a necessidade de se considerar o aluno como sujeito do processo ensino-
aprendizagem, assim, em diálogo sistemático com a BNCC a qual estabelece, em linhas gerais, as
aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos da Educação Básica no
desenrolar de sua vivência escolar, produz-se um direcionamento curricular estadual capaz de
atender às demandas e às particularidades locais deste tão imenso e diversificado espaço paraense.
Longe de se constituir uma orientação pragmática, ortodoxa e estanque, as diretrizes
geográficas contidas aqui devem funcionar como norteadoras daquilo que se pretende trabalhar em
sala de aula, a respeitar sempre a realidade (política, econômica e cultural) na qual o educando, a
própria escola e o professor estão inseridos.
Dentro desse contexto, é importante identificar as articulações entre eixos estruturantes,
subeixos e os objetivos de aprendizagem aqui propostos. No eixo ―O Espaço/Tempo e suas
Transformações‖, os objetivos de Aprendizagem estão, de modo geral, alinhados a objetos de
estudo que abordam a questão da própria relação entre sociedade e natureza e seu
desenvolvimento técnico-produtivo, por isso o subeixo em cada Ciclo de Aprendizagem aponta para
as dimensões analíticas do trabalho, das tecnologias e da transformação do espaço e da paisagem.
O eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ trata da linguagem cartográfica a ser
dirimida, dessa forma desde as mais básicas noções de localização até as mais complexas
produções geotecnológicas, o subeixo vincula à cartografia como produção humana em diferentes
tempos e espaços e aponta para esse fim.
No eixo ―Valores à Vida Social‖, busca-se evidenciar a importância da interação entre os
sujeitos do local e do mundo num complexo intercâmbio de vivências dadas multiescalarmente.
Desse modo, faz-se uso do conceito de sustentabilidade e de sua operacionalidade para viabilizar a
compreensão de que toda ação local reverbera em consequências (positivas ou negativas) que são
de ordem mundial ou vice-versa; portanto, o subeixo, em todos os anos, assinala a participação
social como garantia de direitos, desenvolvimento e sustentabilidade.
No que se refere ao eixo ―Cultura e Identidade‖, é indispensável entender que toda ação
humana é uma ação igualmente cultural e técnica que produz espaço. Destarte, aspectos
relacionados a dinâmicas populacionais, territorialidades, expressões de modos de vida e
identidades abrangem toda a ―situação geográfica‖ presente no subeixo, logo os objetivos de
aprendizagem estão alinhados e atentos às devidas manifestações da cultura no espaço.
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GEOGRAFIA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas
e lugares
(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças,
parques) para o lazer e diferentes manifestações
(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e
1.1 Identificar e caracterizar os elementos que
umidade, etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com
compõem a paisagem, considerando lugares,
outras
temporalidades e costumes diferentes, em
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola
especial na Amazônia
etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares
(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano
1. Trabalho, (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção
ESPAÇO/TEMPO E
tecnologias e a (EF01GE10) Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da
SUAS
transformação do natureza (chuva, vento, calor etc.)
TRANSFORMAÇÕES
espaço e da paisagem (EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em
diferentes tempos
1.2 Comparar paisagens do lugar onde habita e (EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza,
das relações entre a humanidade e a natureza comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares
em outros lugares, em especial na Amazônia (EF03GE04) Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança
das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros
lugares
1.3 Identificar as atividades de trabalho como
mecanismo humano de geração de renda que
(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade
diferencia o contexto socioespacial envolvido,
especialmente o amazônico
(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias
inventadas e brincadeiras
(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência,
considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo,
dentro e fora) e tendo o corpo como referência
1. A linguagem (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas
1.1 Descrever a localização de sua rua e mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência
LINGUAGEM E cartográfica como
memorizar referenciais espaciais ao longo de
SUAS FORMAS produção humana em (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e
seu respectivo itinerário cotidiano, trabalhando
COMUNICATIVAS diferentes tempos e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua)
com conceitos e produções cartográficos
espaços (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como
frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações
espaciais da sala de aula e da escola
(EF03GE06) Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos
de representação cartográfica
(EF03GE07) Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representações
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TRANSFORMAÇÕES transformação do como desdobramento da relação entre (EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas),
espaço e da paisagem humanidade e natureza, identificando circulação e consumo de diferentes produtos
diferenciações de acordo com o ambiente de (EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade
produção envolvido (EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura
vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou
degradação dessas áreas
1. A linguagem (EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas
LINGUAGEM E cartográfica como 1.1 Compreender a produção cartográfica como paisagens rurais e urbanas
SUAS FORMAS produção humana em instrumento de fundamental importância para
(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores,
COMUNICATIVAS diferentes tempos e melhor entendimento do espaço geográfico
finalidades, diferenças e semelhanças
espaços
(EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de
1. Participação social 1.1 Compreender a função e a importância das
participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos
como garantia de instituições, oficiais ou não, na organização do
VALORES À VIDA Municipais
direitos, espaço geográfico, bem como entender a
SOCIAL (EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município,
desenvolvimento e estrutura administrativa a que se está
Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus
sustentabilidade submetido, desde casa até o mundo
lugares de vivência
(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da
sociedade brasileira
1.1 Identificar as expressões de territorialidade (EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como
1. Identidade, espaço e
dos mais diferentes povos no Brasil e no terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade
CULTURA E cultura em diferentes
mundo, em especial na Amazônia (indígenas, da demarcação desses territórios
IDENTIDADE situações históricas e
quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, (EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da
geográficas
pescadores, camponeses, entre outros) comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do
país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma
delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira
GEOGRAFIA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixos Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que
1.1 Analisar a relação entre campo e cidade vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura
considerando suas dinâmicas locais, valendo- (EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais,
1. Trabalho, se de conceitos como os de estrutura, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento
ESPAÇO/TEMPO E
tecnologias e a processo, forma e função (EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o
SUAS
transformação do campo e entre cidades na rede urbana
TRANSFORMAÇÕES
espaço e da paisagem 1.2 Compreender os setores da economia a (EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento
partir da observação de diferentes vínculos tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços
trabalhistas associados à questão dos níveis de
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação
desenvolvimento tecnológico em cada setor
1. A linguagem 1.1 Realizar leitura cartográfica das (EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de
LINGUAGEM E
cartográfica como transformações socioespaciais por meio dos fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes
SUAS FORMAS
produção humana em produtos de sensoriamento remoto e (EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas
COMUNICATIVAS
diferentes tempos e geoprocessamento para igualmente temáticos e representações gráficas
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científicas, informacionais a produção e industrialização com as transformações no trabalho em diferentes regiões do mundo e suas
circulação de riquezas, ao desenvolvimento consequências no Brasil
das redes, às mudanças no mundo do trabalho (EF09GE12) Relacionar o processo de urbanização às transformações da produção
e vida social, bem como nas relações entre os agropecuária, à expansão do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital financeiro
países em diferentes países, com destaque para o Brasil
(EF09GE13) Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial
ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à matéria-prima
(EF09GE10) Analisar os impactos do processo de industrialização na produção e circulação de
produtos e culturas na Europa, na Ásia e na Oceania
1.1 Aplicar a linguagem cartográfica na (EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações
1. A linguagem interpretação de indicadores sociais, populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com
LINGUAGEM E cartográfica como crescimento tecnológico, atividades diferentes projeções cartográficas
SUAS FORMAS produção humana em econômicas, fluxos populacionais, além das
(EF09GE14) Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e
COMUNICATIVAS diferentes tempos e questões ambientais no mundo contemporâneo
esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados e
espaços em diferentes escalas, a partir de produções
informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticas mundiais
cartográficas
1.1 Analisar elementos histórico-geográficos (EF09GE08) Analisar transformações territoriais, considerando o movimento de fronteiras,
que expliquem o desencadeamento de tensões, conflitos e múltiplas regionalidades na Europa, na Ásia e na Oceania
inúmeros conflitos étnico-culturais no mundo (EF09GE09) Analisar características de países e grupos de países europeus, asiáticos e da
contemporâneo provocando inclusive Oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas
mudanças nas fronteiras desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico-naturais
1. Participação social
(EF09GE16) Identificar e comparar diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, da Ásia e da
como garantia de
VALORES À VIDA Oceania
direitos, 1.2 Avaliar de maneira crítica as funções dos
SOCIAL (EF09GE18) Identificar e analisar as cadeias industriais e de inovação e as consequências dos
desenvolvimento e recursos naturais na produção do espaço
usos de recursos naturais e das diferentes fontes de energia (tais como termoelétrica, hidrelétrica,
sustentabilidade geográfico, relacionando-os com as mudanças
eólica e nuclear) em diferentes países
provocadas pelas interferências humanas e as
(EF09GE17) Explicar as características físico-naturais e a forma de ocupação e usos da terra em
implicações desse processo em diferentes
diferentes regiões da Europa, da Ásia e da Oceania
situações geográficas
(EF09GE07) Analisar os componentes físico-naturais da Eurásia e os determinantes histórico-
geográficos de sua divisão em Europa e Ásia
(EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de
compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às
1.1 Avaliar de maneira crítica as manifestações
1. Identidade, espaço e diferenças
culturais dos diferentes grupos étnicos que
CULTURA E cultura em diferentes (EF09GE04) Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na
compõem a matriz populacional de diferentes
IDENTIDADE situações históricas e Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais
lugares e contextos para o entendimento do
geográficas (EF09GE01) Analisar criticamente de que forma a hegemonia europeia foi exercida em várias
espaço geográfico
regiões do planeta, notadamente em situações de conflito, intervenções militares e/ou influência
cultural em diferentes tempos e lugares
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ESTUDOS AMAZÔNICOS
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF06GE01) Comparar modificações das paisagens nos lugares de vivência e os usos desses
1.1Analisar o espaço geográfico Amazônico com lugares em diferentes tempos
base em noções de paisagem, lugar, território, (EF06GE02) Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedade, com
região, fronteira, territorialidade, identidade, destaque para os povos originários
natureza entre outros (EF06EA01PA) Analisar o espaço amazônico com base nas categorias geográficas e históricas
para o entendimento da região na perspectiva da dinâmica humana e da natureza
1.2 Compreender o domínio morfoclimático (EF06GE05) Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais
1. Trabalho,
Amazônico para reconhecer os principais recursos (EF06EA02PA) Identificar os elementos e fatores que caracterizam o clima Amazônico, tipos de
ESPAÇO/TEMPO E tecnologias e a
naturais da região e do Pará solo, relevo e formações vegetais da região
SUAS transformação do
(EF06GE04) Descrever o ciclo da água, comparando o escoamento superficial no ambiente
TRANSFORMAÇÕES espaço e da
paisagem urbano e rural, reconhecendo os principais componentes da morfologia das bacias e das redes
1.3 Reconhecer o potencial hídrico da Amazônia e
hidrográficas e a sua localização no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal
sua importância para os múltiplos usos
(EF06GE12) Identificar o consumo dos recursos hídricos e o uso das principais bacias
hidrográficas no Brasil e no mundo, enfatizando as transformações nos ambientes urbanos
1.4 Analisar na paisagem amazônica as (EF06GE06) Identificar as características das paisagens transformadas pelo trabalho humano a
manifestações das atividades econômicas e os partir do desenvolvimento da agropecuária e do processo de industrialização
processos históricos e socioespaciais dos diversos (EF06GE07) Explicar as mudanças na interação humana com a natureza a partir do surgimento
atores na região das cidades
(EF06GE08) Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas
1.1 Identificar a localização da Amazônia no Brasil
(EF06EA03PA) Reconhecer as representações cartográficas em diferentes escalas para melhor
e no espaço mundial
compreensão do espaço amazônico
1. A linguagem
(EF06GE09) Elaborar modelos tridimensionais, blocos-diagramas e perfis topográficos e de
LINGUAGEM E cartográfica como
1.2 Interpretar historicamente e/ou vegetação, visando à representação de elementos e estruturas da superfície terrestre
SUAS FORMAS produção humana
geograficamente fontes e documentos, bem como (EF06HI07) Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África, no
COMUNICATIVAS em diferentes tempos
e espaços os elementos cartográficos destacando sua Oriente Médio e nas Américas, distinguindo alguns significados presentes na cultura material e
importância na construção dos fatos históricos na tradição oral dessas sociedades
amazônicos (EF06HI02) Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das
fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas
(EF06HI05) Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes tipos
de sociedade, com destaque para os povos indígenas originários e povos africanos, e discutir a
natureza e a lógica das transformações ocorridas
1. Participação social 1.1 Analisar os diversos atores sociais da (EF06EA04PA) Explicar a relação sociedade-natureza no espaço amazônico ao longo da
como garantia de Amazônia com seus respectivos modos de vida história e as implicações econômicas, ambientais e socioespaciais a partir dos diferentes
VALORES À VIDA
direitos, para o entendimento das identidades como grupos humanos na região
SOCIAL
desenvolvimento e indígena, ribeirinha, quilombola e outros, bem (EF06GE10) Explicar as diferentes formas de uso do solo (rotação de terras, terraceamento,
sustentabilidade como a relação com a natureza amazônica aterros etc.) e de apropriação dos recursos hídricos (sistema de irrigação, tratamento e redes
de distribuição), bem como suas vantagens e desvantagens em diferentes épocas e lugares
(EF06EA05PA) Relacionar os diferentes processos de trabalho com as mudanças sociais e
econômicas ocorridas na Amazônia.
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF06GE11) Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na
distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as transformações da biodiversidade
local e do mundo
(EF06HI06) Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano
(EF06HI08) Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos,
1. Identidade, espaço
1.1 Descrever a presença das diferentes sociais e econômicos dos astecas, maias e incas e dos povos indígenas de diversas regiões
e cultura em
CULTURA E identidades na Amazônia ao longo da história para brasileiras
diferentes situações
IDENTIDADE a configuração de diversas territorialidades na (EF06HI04) Conhecer as teorias sobre a origem do homem americano
históricas e
região (EF06EA06PA) Reconhecer os diferentes modos de vida na Amazônia por meio das técnicas
geográficas
utilizadas na produção e organização do espaço ao longo da história e as consequências atuais
desse processo
ESTUDOS AMAZÔNICOS
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF07GE11) Caracterizar dinâmicas dos componentes físico-naturais no território nacional, bem
como sua distribuição e biodiversidade (Florestas Tropicais, Cerrados, Caatingas, Campos
1.1 Analisar o domínio morfoclimático Amazônico
Sulinos e Matas de Araucária)
para entender sua importância para a apropriação
(EF07EA01PA) Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico
dos recursos naturais
amazônico relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas ao longo do
tempo
(EF07HI02) Identificar conexões e interações entre as sociedades do Novo Mundo, da Europa,
da África e da Ásia no contexto das navegações e indicar a complexidade e as interações que
ocorrem nos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico
(EF07EA02PA) Discutir as guerras e os diversos interesses nela envolvidos, tomando por base
1.2 Explicar o processo histórico de ocupação e a política do Estado em sua expansão Territorial
formação do território Amazônico e Paraense para (EF07HI03) Identificar aspectos e processos específicos das sociedades africanas e
1. Trabalho, americanas antes da chegada dos europeus, com destaque para as formas de organização
compreender as ações do Estado colonial e pós-
ESPAÇO/TEMPO E tecnologias e a
colonial e suas repercussões nas formas e social e o desenvolvimento de saberes e técnicas
SUAS transformação do
processos espaciais na região e no lugar. (EF07HI06) Comparar as navegações no Atlântico e no Pacífico entre os séculos XIV e XVI
TRANSFORMAÇÕES espaço e da
(EF07GE01) Avaliar, por meio de exemplos extraídos dos meios de comunicação, ideias e
paisagem
estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil
(EF07EA03PA) Relacionar os movimentos de resistências na Amazônia e no Pará com a luta
por cidadania, a partir de diferentes visões de liberdade, nacionalidade e identidade
(EF07GE05) Analisar fatos e situações representativas das alterações ocorridas entre o período
mercantilista e o advento do capitalismo
(EF07GE07) Analisar a influência e o papel das redes de transporte e comunicação na
1.3 Explicar as características das dinâmicas dos
configuração do território brasileiro
fluxos de produção econômica na Amazônia
(EF07GE08) Estabelecer relações entre os processos de industrialização e inovação
relacionando aos diferentes atores sociais com
tecnológica com as transformações socioeconômicas do território brasileiro
seus respectivos modos de vida
(EF07HI14) Descrever as dinâmicas comerciais das sociedades americanas e africanas e
analisar suas interações com outras sociedades do Ocidente e do Oriente
270
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
271
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
ESTUDOS AMAZÔNICOS
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Comparar o modo em que diferentes grupos
sociais se apropriam da natureza amazônica e (EF09EA01PA) Analisar de maneira crítica as interações das sociedades com o meio físico
paraense, bem como as implicações de tais formas amazônico e paraense, levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos
de apropriações
1.2 Conhecer as políticas adotadas pelo governo (EF09GE05) Analisar fatos e situações para compreender a integração mundial (econômica,
federal e a relação de exploração e dominação das política e cultural), comparando as diferentes interpretações: globalização e mundialização
populações nativas da Amazônia relacionada a (EF09EA02PA) Relacionar as mudanças, as permanências e as rupturas mentais com os
uma política globalizante processos de transformações nas diferentes sociedades
(EF09GE18) Identificar e analisar as cadeias industriais e de inovação e as consequências dos
1.3 Analisar as atividades industriais e de inovação
usos de recursos naturais e das diferentes fontes de energia (tais como termoelétrica,
e as consequências dos usos de recursos naturais
hidrelétrica, eólica e nuclear) em diferentes países
e das diferentes fontes de energia (tais como
(EF09EA03PA) Explicar e exemplificar como a globalização tem gerado transformações
termoelétrica, hidrelétrica e eólica) na Amazônia
econômicas, políticas, sociais e culturais que alteram a dinâmica espacial das diferentes
paraense
regiões do mundo contemporâneo, destacando a Amazônia
1. Trabalho,
(EF09GE13) Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial
ESPAÇO/TEMPO E tecnologias e a
ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à matéria-
SUAS transformação do
prima
TRANSFORMAÇÕES espaço e da
(EF09EA04PA) Caracterizar a dinâmica de produção e as formas de apropriação do espaço
paisagem
agrário sob o modo de produção capitalista e a sua relação com outras formas de produção
1.4 Analisar as atividades agropecuárias e de agrícola
extrativismo como formas de apropriação e uso do (EF09EA05PA) Explicar os principais problemas fundiários e ambientais verificados na região
solo na Amazônia e no Pará amazônica com diferentes níveis de desenvolvimento e modernização técnico-científica
(EF09EA06PA) Explicar as implicações do processo de modernização técnico-científica sobre a
dinâmica produtiva do campo e suas repercussões sócio-espaciais na Amazônia e no Pará
(EF09GE12) Relacionar o processo de urbanização às transformações da produção
agropecuária, à expansão do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital financeiro
em diferentes países, com destaque para o Brasil
1.5 Compreender o processo de implantação dos
grandes projetos na Amazônia e no Pará bem
(EF09EA07PA) Entender os fatores que produziram e produzem as transformações técnico-
como a análise das transformações socioculturais,
produtivas do espaço amazônico e paraense
econômicas e ambientais decorrentes desse
processo
1.1 Utilizar a linguagem gráfica para obter
(EF09HI28) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no
informações e representar a espacialidade dos
1. A linguagem início do século XXI
fenômenos históricos e geográficos
LINGUAGEM E cartográfica como
1.2 Interpretar indicadores sociais, crescimento (EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações
SUAS FORMAS produção humana
tecnológico, atividades econômicas, fluxos populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com
COMUNICATIVAS em diferentes tempos
populacionais, além das questões ambientais na diferentes projeções cartográficas
e espaços
Amazônia e no Estado Paraense, bem como em (EF09GE14) Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e
seus municípios em diferentes escalas, a partir de esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados
274
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
275
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
28Ver. BRASIL. Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. Decreto nº 19.890, de 18 de abril de
1931. Rio de Janeiro, 18 de abril de 1931.
276
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
277
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
278
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Um novo paradigma propõe uma aprendizagem significativa que ocorre pela complexidade
das interações entre os diversos sujeitos envolvidos no processo, seus contextos históricos e
sociais, sua relação com o mundo e com as pessoas (MORIN, 2013).
Uma das funções da escola é preparar o estudante para o exercício consciente da
cidadania, socialmente comprometido e atuante no espaço em que está inserido, para tanto é
importante pensar um currículo nas Ciências da Natureza que venha contribuir para o
desenvolvimento integral do aluno.
Desse modo, é importante compreender o aluno dentro de uma perspectiva mais ampla e
singular, considerando os aspectos intelectuais, afetivos, sociais, culturais e relacionais, em sua
aprendizagem, posto que o estudante
É um ser humano que está desenvolvendo uma atividade complexa e que nesse
processo está se apropriando, ao mesmo tempo, de um determinado objeto de
conhecimento cultural e se formando como sujeito cultural. Isso significa que é
impossível homogeneizar os alunos, é impossível desconsiderar sua história de
vida, seus modos de viver, suas experiências culturais, e dar um caráter de
neutralidade aos conteúdos, desvinculando-os do contexto sócio-histórico que os
gestou (GIROTTO, 2006, p. 34).
279
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
eixos estruturantes que se relacionam com os objetos de estudo de cada componente da matriz
curricular, resultantes da produção humana no decorrer dos tempos e nos diversos contextos
socioculturais.
Esses eixos estruturantes se subdividem em subeixos que, por sua vez, desencadeiam os
objetivos de aprendizagem e as habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos.
O eixo ―Espaço/Tempo e suas Transformações‖ é constituído pelos subeixos (1) Vida,
Ambiente e suas interações; (2) Ser humano, Ambiente e Saúde; e (3) Terra e universo, possibilitará
a compreensão da natureza como um todo dinâmico, tendo os seres vivos e, em particular, o ser
humano como parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive, bem como
reconhecer o funcionamento do corpo humano, considerando as suas transformações e os efeitos
resultantes de substâncias prejudiciais à saúde; o eixo contempla ainda a compreensão do sistema
solar, a composição da Terra, os fenômenos atmosféricos e suas influências na dinâmica da vida.
―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ representa o segundo eixo da estrutura
curricular proposta, sendo formado pelos subeixos (1) Educação, Ciência, Tecnologia e
comunicação a serviço da vida; e (2) Transferência, Processamento e Armazenamento de
informações; por representar um instrumento de comunicação, a linguagem é a manifestação das
diferentes culturas que compõem a diversidade da sociedade brasileira.
Embora o documento sinalize para apropriação de conhecimentos cientificamente
validados, é importante ressaltar a necessidade de reconhecer outras formas de conhecimentos e
linguagens construídos em diferentes contextos sócio-históricos; dessa forma, considera-se
necessário compreender o uso social da linguagem cientifica e para tanto reconhecer que as
abordagens metodológicas, precisam ser contextualizadas com aspectos sócio-científicos por meio
de práticas e atitudes, que possibilitem a compreensão entre ciência, tecnologia e sociedade.
O conhecimento científico, historicamente construído, sempre esteve ligado às atividades
acadêmicas, tornando-o distante da cultura popular, assim para que o mesmo se torne parte dessa
cultura é necessário que o mesmo contribua para a solução de problemas cotidianos, assumindo
importância nesse sentido, os meios informais de divulgação cientifica, como jornais, revistas,
programas televisivos e outras mídias.
Cumpre importante papel nessa divulgação da ciência, precisamente no campo escolar,
programas de Educomunicação, por favorecer uma interação entre comunicação e educação, como
280
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
campo de diálogo, contribuindo para o exercício da cidadania, por meio de debates envolvendo
ciência, tecnologia, sociedade e ambiente.
O terceiro eixo deste Documento Curricular apresenta o tema ―Valores à Vida Social‖
constituído pelos subeixos (1) Sustentabilidade e recursos naturais; e (2) Dignidade humana, corpo e
saúde. Discutir os fundamentos do desenvolvimento sustentável é possibilitar ao sujeito
compreender a necessidade do equilíbrio ecológico para a manutenção da vida.
Essa discussão poderá contribuir para que os sujeitos desenvolvam certas habilidades,
levando-os a construção de propostas para um consumo mais consciente e práticas que minimizem
impactos ao meio, como o descarte adequado de produtos tecnológicos, a reutilização ou reciclagem
de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana e outras ações individuais e/ou coletivas
favorecedoras do uso racional do meio e que colaborem para o bem estar das gerações atuais, sem
comprometer a segurança de gerações futuras.
Ainda nesse eixo, considerando a dignidade humana como um bem a ser preservado,
recomenda-se discutir a necessidade de adaptações dos espaços coletivos para promoção de
acessibilidades em atendimentos de diferentes necessidades. Dessa forma, é oportunizado aos
sujeitos reconhecer a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às
diferenças.
―Cultura e Identidade‖ corresponde ao quarto e último eixo da estrutura curricular proposta
neste documento, formado pelos subeixos (1) Conhecimentos tradicionais e ambientes amazônicos;
e (2) Espécies amazônicas e seu aproveitamento na saúde e na economia. Esse eixo reflete a
necessidade de valorização dos diversos tipos de conhecimentos, sejam eles cientificamente
validados ou não, o que nos possibilita destacar os saberes popularmente construídos.
Essa concepção oportuniza aos sujeitos o reconhecimento dos saberes populares, que
transmitidos ao longo das gerações passam a fazer parte da cultura dos povos amazônicos locais.
Tal concepção dialoga com o que preconiza Chassot (2008) quando defende o resgaste dos saberes
populares, tornando-os saberes escolares.
Essa concepção assegura aos sujeitos, compreender a importância dos conhecimentos
tradicionais e das atividades artísticas para a valorização da identidade e cultura dos povos da
Amazônia, reconhecendo os mitos, as crendices populares relacionadas, por exemplo, à
alimentação, bem como reconhecer os procedimentos utilizados pelas populações tradicionais no
281
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
cultivo de espécies amazônicas úteis à vida humana e a importância das espécies amazônicas como
fonte de matéria prima para indústria de alimentos, de cosméticos e de medicamentos.
A organização acima descrita proporcionará aos sujeitos envolvidos no processo, mobilizar
conhecimentos relativos aos tópicos de ciências, necessários para o desenvolvimento das
competências específicas apontadas na Base (BRASIL, 2017a).
Finalmente, a partir dessa organização, disponibiliza-se para toda a comunidade o
Documento Curricular que deverá nortear o ensino no estado do Pará, resultado da construção
coletiva em que cada área/componente curricular indica os objetivos de aprendizagem e as
habilidades que serão desenvolvidas pelos sujeitos que os mobilizarão de forma contextualizada e
interdisciplinar, possibilitando o desenvolvimento das competências indicadas pela BNCC (BRASIL,
2017a).
282
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
CIÊNCIAS
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a
sucessão de dias, semanas, meses e anos
(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de
seres humanos e de outros seres vivos
(EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra
projetada
1.1 Compreender e analisar a
(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície
composição do ambiente natural
(água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.)
(EF03CI07) Identificar características da Terra (como seu formato esférico, a presença de água, solo etc.),
com base na observação, manipulação e comparação de diferentes formas de representação do planeta
(mapas, globos, fotografias etc.)
(EF03CI08) Observar, identificar e registrar os períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol, demais estrelas,
Lua e planetas estão visíveis no céu
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano,
discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente
(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da
vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado,
1.2 Compreender e analisar a
destacando os materiais tipicamente utilizados na cultura amazônica (cuia de tacaca, brinquedos de miriti,
natureza como um todo dinâmico,
ESPAÇO/TEMPO E artesanatos marajoaras e tapajônicos etc.)
1. Vida, Ambiente e tendo o ser humano como parte
SUAS (EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em
suas interações integrante e agente de
TRANSFORMAÇÕES vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.)
transformações do mundo em que
(EF03CI09) Comparar diferentes amostras de solo do entorno da escola com base em suas características
vive
(cor, textura, cheiro, tamanho das partículas, permeabilidade etc.), enfatizando particularidades do solo
amazônico
(EF03CI10) Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, dentre outras
possibilidades), reconhecendo a importância do solo para a agricultura e para a vida
(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se
desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem,
reconhecendo as espécies nativas da região amazônica
(EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral
(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função
1.3 Reconhecer, analisar e
desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres
associar os principais grupos de
vivos
seres vivos aos ambientes em que
(EF03CI04) Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se
são encontrados no planeta Terra
deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo, destacando os animais do bioma amazônico
(EF03CI05) Descrever e comunicar as alterações desde o nascimento que ocorrem em animais de diferentes
meios terrestres ou aquáticos, inclusive o homem
(EF03CI06) Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns
(presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.)
283
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
1.4 Compreender a importância da (EF02CI01PA) Identificar os diferentes usos do solo, da água e do ar, e a importância de tais elementos para a
água, do ar e do solo para a manutenção da vida.
existência de vida na terra, e os
(EF03CI03PA) Adotar medidas preventivas em relação às doenças veiculadas pela água, ar e solo, com
fatores e elementos que podem
ênfase nas doenças endêmicas da região amazônica
torná-los fontes de doenças.
2.1 Perceber e analisar o corpo (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e
humano para se discutir a explicar suas funções
importância da adoção de hábitos (EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer,
saudáveis de higiene pessoal escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde
(EF03CI01PA) Comparar diferentes tipos de alimentos usados pelos seres humanos, identificando aqueles
2.2 Compreender e reconhecer a
adequados à manutenção da vida e a uma dieta saudável
importância da boa alimentação
(EF03CI02PA) Discutir a adoção de hábitos alimentares saudáveis para a manutenção da saúde humana
para o ser humano
tomando como base os alimentos consumidos no cotidiano
(EF03CI01) Produzir diferentes sons a partir da vibração de variados objetos e identificar variáveis que influem
2. Ser humano, nesse fenômeno
Ambiente e Saúde 2.3 Perceber e associar a relação (EF03CI02) Experimentar e relatar o que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes
entre os órgãos do sentido e o (copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na
ambiente intersecção com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas e outros objetos de uso cotidiano)
(EF03CI03) Discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde auditiva e visual considerando as
condições do ambiente em termos de som e luz
2.4 Perceber a necessidade da
adoção de atitudes de segurança
(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e
no manuseio de materiais que
inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza e medicamentos etc.)
podem causar acidentes
domésticos
1.1 Reconhecer o uso da
1. Educação, Ciência,
tecnologia na exploração dos (EF03CI04PA) Identificar diferentes tipos de tecnologias utilizadas pelo homem, explicando a sua utilização na
Tecnologia e
recursos naturais, considerando exploração de recursos do ambiente, considerando que o descarte inadequado de produtos tecnológicos pode
comunicação a serviço
LINGUAGEM E que sua utilização pode interferir acarretar impactos ambientais
da vida
SUAS FORMAS no equilíbrio ambiental
COMUNICATIVAS 2. Transferência,
2.1 Compreender a importância
Processamento e (EF02CI02PA) Identificar equipamentos associados com as tecnologias de informação, reconhecendo a sua
das tecnologias como meios de
Armazenamento de importância como instrumento para a aquisição e armazenamento de conhecimentos
informação e comunicação
informações
1.1 Compreender a importância de
conservar o ambiente, por meio do
1. Sustentabilidade e (EF03CI05PA) Desenvolver hábitos e atitudes que contribuam para a conservação do meio natural,
uso racional dos recursos
recursos naturais considerando a sua importância na manutenção da saúde humana
disponíveis, tendo em vista a
VALORES À VIDA
preservação da saúde humana
SOCIAL
2.1 Reconhecer a diversidade
2. Dignidade humana, humana expressa por meio de (EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da
corpo e saúde diferenças físicas, valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças
comportamentais e cognitivas
284
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
285
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
da vida relacionando-a a pesquisa, (EF04CI02PA) Reconhecer a importância da tecnologia para a pesquisa e divulgação de conhecimentos úteis
armazenamento e divulgação de à prevenção e tratamento de doenças bem como para a qualidade ambiental (no beneficiamento de alimentos,
informações solo, água e ar)
1.1 Discutir a necessidade de
adaptações dos espaços coletivos (EF04CI03PA) Reconhecer os espaços que estão inadequados às diferentes necessidades e propor medidas
para promover condições de para a remoção de barreiras físicas e arquitetônicas, a fim de promover o acesso, amplo e irrestrito, com
acessibilidade em atendimento às segurança e autonomia de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida
diferentes necessidades
1.2 Compreender a existência de
VALORES À VIDA 1. Dignidade humana,
diferentes linguagens (braile, libras
SOCIAL corpo e saúde
etc.) e a importância de seu uso (EF04CI04PA) Identificar as diferentes formas de comunicação utilizadas por surdos, cegos e outras
para viabilizar a comunicação com deficiências e propor a construção de materiais concretos a partir das diferentes formas de linguagens (braile,
pessoas portadores de deficiência, libras etc.) para facilitar a comunicação e socialização dos portadores de deficiências no ambiente escolar e
diminuindo as barreiras de social.
comunicação com os portadores
destas deficiências
1.1 Conhecer os saberes (EF04CI05PA) Reconhecer, por meio dos saberes populares, a importância do uso de plantas medicinais da
populares relacionados ao Amazônia como formas alternativas para o tratamento de doenças.
tratamento de doenças oriundas
(EF04CI06PA) Identificar tipos de plantas medicinais amazônicas, seus principais efeitos e indicações de
de práticas curativas presentes no
1. Conhecimentos tratamento terapêutico.
CULTURA E contexto amazônico
tradicionais e ambiente
IDENTIDADE 1.2 Refletir sobre os mitos e (EF04CI07PA) Reconhecer as diversas práticas provenientes dos povos tradicionais amazônicos relacionadas
amazônico
crendices populares amazônicos ao tratamento de doenças (banhos de ervas, unguento de plantas, partes de animais etc.)
utilizados para a preservação
ambiental e tratamento de (EF04CI08PA) Conhecer as lendas relacionadas com o cuidado e preservação do ambiente amazônico.
doenças
CIÊNCIAS
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
1.1 Analisar as transformações
(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como
1. Vida, Ambiente e que ocorrem na matéria,
densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças
suas interações considerando suas propriedades
mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras
físicas e químicas
(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são
considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das
ESPAÇO/TEMPO E
funções desses sistemas
SUAS
2.1 Compreender o funcionamento (EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes
TRANSFORMAÇÕES
2. Ser humano, dos sistemas que compõem o pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos
Ambiente e Saúde corpo humano e suas interações (EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares
com o meio físico (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a
manutenção da saúde do organismo
(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição, etc.) entre crianças
e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade
286
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
física etc.)
(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e
3.1 Compreender a interação entre
aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite
o sistema solar, seus constituintes
(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da
e suas especificações,
Terra
reconhecendo a alternância entre
3. Terra e universo (EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das
dia e noite e das estações do ano,
formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses
como consequência dos
(EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para
movimentos de rotação e
observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e
translação da terra
discutir usos sociais desses dispositivos
1.1 Relacionar os prejuízos (EF05CI01PA) Discutir os impactos produzidos pelo descarte inadequado do lixo tecnológico, considerando os
causados ao ambiente ao descarte problemas que este descarte pode provocar no ambiente
inadequado dos produtos (EF05CI02PA) Relacionar os componentes que entram na composição dos equipamentos eletrônicos
1. Educação, Ciência, tecnológicos descartados inadequadamente aos prejuízos que podem causar à saúde humana
LINGUAGEM E
Tecnologia e 1.2 Conhecer as tecnologias em
SUAS FORMAS
comunicação a serviço educação e refletir de forma crítica
COMUNICATIVAS
da vida sobre as implicações do avanço (EF05CI03PA) Discutir sobre segurança digital e avaliar formas de proteção de dados pessoais para formar
da tecnologia digital sobre a vida cidadãos digitais responsáveis, praticando o pensamento crítico e ter bons hábitos de privacidade
das pessoas no mundo
contemporâneo
(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo
1.1 Perceber e avaliar à hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento
importância da água para a vida, de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais)
identificando seus diferentes usos (EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do
VALORES À VIDA 1. Sustentabilidade e (na alimentação, higiene, ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico
SOCIAL recursos naturais agricultura, indústria dentre outras (EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir
possibilidades), suas fontes, seu e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos
processamento e os prejuízos (EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas
causados pelo seu desperdício para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida
cotidiana
1.1 Compreender a importância (EF05CI04PA) Reconhecer a importância de preservar a biodiversidade amazônica incentivando a exploração
1. Espécies
das espécies amazônicas como sustentável das espécies com potencial econômico
amazônicas e seu
fonte de matéria prima para
aproveitamento na (EF05CI05PA) Identificar os impactos ambientais e sociais decorrentes da utilização de espécies amazônicas
indústria de alimentos, de
saúde e na economia na indústria de cosméticos e medicamentos
cosméticos e de medicamentos
2.1 Associar as características dos
CULTURA E
ecossistemas amazônicos com os
IDENTIDADE
diferentes modos de vida das
2. Conhecimentos (EF05CI06PA) Identificar os modos de vida das comunidades amazônicas em diferentes ecossistemas (por
comunidades que a compõe
tradicionais e ambiente exemplo, casa de palafitas em áreas com variação do nível das águas; ocas em aldeias localizadas em
valorizando as culturas
amazônico capoeiras; casas de barro/tabatinga em áreas com terreno argiloso, etc.)
representadas nas moradias
construídas
287
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
CIÊNCIAS
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
1.1 Estabelecer diferenças entre (EF06CI01) Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal,
substâncias e misturas de água e óleo, água e areia etc.)
substâncias, analisando os (EF06CI02) Identificar evidências de transformações químicas a partir do resultado de misturas de materiais
1. Vida, Ambiente e materiais formados por uma ou que originam produtos diferentes dos que foram misturados (mistura de ingredientes para fazer um bolo,
suas interações mais substâncias, os diferentes mistura de vinagre com bicarbonato de sódio etc.)
processos de separação de (EF06CI03) Selecionar métodos mais adequados para a separação de diferentes sistemas heterogêneos a
misturas, reconhecendo o uso partir da identificação de processos de separação de materiais (como a produção de sal de cozinha, a
cotidiano desses materiais destilação de petróleo, entre outros)
(EF06CI05) Explicar a organização básica das células e seu papel como unidade estrutural e funcional dos
seres vivos
2.1 Compreender o funcionamento
(EF06CI06) Concluir, com base na análise de ilustrações e/ou modelos (físicos ou digitais), que os organismos
do corpo humano analisando os são um complexo arranjo de sistemas com diferentes níveis de organização
sistemas que o compõe,
(EF06CI07) Justificar o papel do sistema nervoso na coordenação das ações motoras e sensoriais do corpo,
discutindo as alterações que o uso
2. Ser humano, com base na análise de suas estruturas básicas e respectivas funções
de drogas lícitas e ilícitas podem
Ambiente e Saúde (EF06CI08) Explicar a importância da visão (captação e interpretação das imagens) na interação do
promover no organismo,
organismo com o meio e, com base no funcionamento do olho humano, selecionar lentes adequadas para a
considerando ainda as
correção de diferentes defeitos da visão
consequências no âmbito social
(EF06CI09) Deduzir que a estrutura, a sustentação e a movimentação dos animais resultam da interação entre
que as drogas podem provocar
ESPAÇO/TEMPO E os sistemas muscular, ósseo e nervoso
SUAS (EF06CI10) Explicar como o funcionamento do sistema nervoso pode ser afetado por substâncias psicoativas
TRANSFORMAÇÕES (EF06CI01PA) Reconhecer o criacionismo como uma interpretação para a origem do universo e descrever o
3.1 Compreender as diferentes Big Bang como a teoria cientificamente aceita
teorias sobre a origem do universo (EF06CI11) Identificar as diferentes camadas que estruturam o planeta Terra (da estrutura interna à
e a formação do sistema solar, atmosfera) e suas principais características
descrevendo a composição da (EF06CI12) Identificar diferentes tipos de rocha, relacionando a formação de fósseis a rochas sedimentares
Terra e de sua atmosfera em diferentes períodos geológicos
(EF06CI13) Selecionar argumentos e evidências que demonstrem a esfericidade da Terra
(EF06CI14) Inferir que as mudanças na sombra de uma vara (gnômon) ao longo do dia em diferentes períodos
3.2 Analisar os movimentos de
do ano são uma evidência dos movimentos relativos entre a Terra e o Sol, que podem ser explicados por meio
rotação e translação e suas
3. Terra e universo dos movimentos de rotação e translação da Terra e da inclinação de seu eixo de rotação em relação ao plano
consequências
de sua órbita em torno do Sol
3.3 Reconhecer os diversos
(EF06CI02PA) Identificar as causas que geram os movimentos das massas de ar, as correntes marinhas, as
fatores que contribuem para a
alterações climáticas nas diferentes estações do ano, com enfoque para as peculiaridades climáticas da
formação dos diferentes tipos de
região amazônica
climas
3.4 Discutir as condições
necessárias para a presença de (EF06CI03PA) Identificar os gases presentes na atmosfera primitiva e a mudança na composição desta
vida na Terra atmosfera após o surgimento dos seres fotossintéticos
288
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
289
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF07CI13) Descrever o mecanismo natural do efeito estufa, seu papel fundamental para o desenvolvimento
da vida na Terra, discutir as ações humanas responsáveis pelo seu aumento artificial (queima dos
combustíveis fósseis, desmatamento, queimadas etc.) e selecionar e implementar propostas para a reversão
ou controle desse quadro
(EF07CI14) Justificar a importância da camada de ozônio para a vida na Terra, identificando os fatores que
aumentam ou diminuem sua presença na atmosfera, e discutir propostas individuais e coletivas para sua
preservação
3.2 Compreender a Terra como (EF07CI16) Justificar o formato das costas brasileira e africana com base na teoria da deriva dos continentes
um sistema dinâmico,
relacionando o movimento das
(EF07CI15) Interpretar fenômenos naturais (como vulcões, terremotos e tsunamis) e justificar a rara
placas tectônicas com os
ocorrência desses fenômenos no Brasil, com base no modelo das placas tectônicas
fenômenos naturais decorrentes
deste movimento
1.1 Relacionar o avanço científico (EF07CI06) Discutir e avaliar mudanças econômicas, culturais e sociais, tanto na vida cotidiana quanto no
1. Educação, Ciência, e suas tecnologias na construção mundo do trabalho, decorrentes do desenvolvimento de novos materiais e tecnologias (como automação e
LINGUAGEM E
Tecnologia e de produtos tecnológicos que informatização)
SUAS FORMAS
comunicação a serviço favoreçam o desenvolvimento
COMUNICATIVAS (EF07CI11) Analisar historicamente o uso da tecnologia, incluindo a digital, nas diferentes dimensões da vida
da vida econômico e social da
humana, considerando indicadores ambientais e de qualidade de vida
humanidade
(EF07CI09) Interpretar as condições de saúde da comunidade, cidade ou estado, com base na análise e
1.1 Reconhecer a saúde como
comparação de indicadores de saúde (como taxa de mortalidade infantil, cobertura de saneamento básico e
bem individual e comum
incidência de doenças de veiculação hídrica, atmosférica entre outras) e dos resultados de políticas públicas
VALORES À VIDA 1. Dignidade humana, promovido pela ação coletiva,
destinadas à saúde
SOCIAL corpo e saúde relacionando a saúde humana
(EF07CI10) Argumentar sobre a importância da vacinação para a saúde pública, com base em informações
com o desenvolvimento científico e
sobre a maneira como a vacina atua no organismo e o papel histórico da vacinação para a manutenção da
tecnológico
saúde individual e coletiva e para a erradicação de doenças
1. Conhecimentos 1.1 Discutir o aproveitamento dos (EF07CI02PA) Identificar os principais minérios produzidos na Amazônia (Cobre, Ferro, Bauxita/Alumínio,
CULTURA E
tradicionais e ambiente recursos minerais regionais e seus Caulim, Ouro) e relacionar a importância destes materiais à indústria e ao uso cotidiano, analisando os
IDENTIDADE
amazônico reflexos no ambiente impactos ambientais resultantes da extração desses minérios
CIÊNCIAS
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF08CI01) Identificar e classificar diferentes fontes (renováveis e não renováveis) e tipos de energia
utilizados em residências, comunidades ou cidades
(EF08CI02) Construir circuitos elétricos com pilha/bateria, fios e lâmpada ou outros dispositivos e compará-los
1.1 Compreender os processos de a circuitos elétricos residenciais
ESPAÇO/TEMPO E geração de energia identificando (EF08CI03) Classificar equipamentos elétricos residenciais (chuveiro, ferro, lâmpadas, TV, rádio, geladeira
1. Vida, Ambiente e
SUAS sua forma de transmissão e etc.) de acordo com o tipo de transformação de energia (da energia elétrica para a térmica, luminosa, sonora e
suas interações
TRANSFORMAÇÕES relacionando seu uso aos mecânica, por exemplo)
impactos socioambientais (EF08CI04) Classificar equipamentos elétricos residenciais com base no cálculo de seus consumos efetuados
a partir dos dados de potência (descritos no próprio equipamento) e tempo médio de uso
(EF08CI05) Propor ações coletivas para otimizar o uso de energia elétrica em sua escola e/ou comunidade,
com base na seleção de equipamentos segundo critérios de sustentabilidade (consumo de energia e eficiência
290
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
291
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
CIÊNCIAS
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem HABILIDADES
(EF09CI01) Explicar estados físicos da matéria e suas transformações com base em modelo de constituição
submicroscópica
1.1 Analisar a estrutura e a
(EF09CI02) Comparar quantidades de reagentes e produtos envolvidos em transformações químicas,
composição da matéria que
estabelecendo a proporção entre as suas massas
constitui os elementos naturais
(EF09CI03) Identificar modelos que descrevem a estrutura da matéria (constituição do átomo e composição de
moléculas simples) e reconhecer sua evolução histórica
1. Vida, Ambiente e (EF09CI10) Comparar as ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin apresentadas em textos científicos e
1.2 Compreender a origem,
suas interações históricos, identificando semelhanças e diferenças entre essas ideias e compreendendo sua importância para
evolução e diversificação da vida
explicar a diversidade biológica
na terra, explicando as causas e
(EF09CI11) Discutir a evolução e a diversidade das espécies com base na atuação da seleção natural sobre
consequências da extinção de
as variantes de uma mesma espécie, resultantes de processo reprodutivo
seres vivos, bem como as
(EF09CI16) Selecionar argumentos sobre a viabilidade da sobrevivência humana fora da Terra, com base nas
diferentes teorias e evidências da
condições necessárias à vida, nas características dos planetas e na ordem de grandeza das medidas
origem do homem
astronômicas
ESPAÇO/TEMPO E (EF09CI08) Associar os gametas à transmissão das características hereditárias, estabelecendo relações entre
SUAS 2.1 Compreender os processos de ancestrais e descendentes
2. Ser humano,
TRANSFORMAÇÕES transmissão das características (EF09CI09) Discutir as ideias de Mendel sobre hereditariedade (fatores hereditários, segregação, gametas,
Ambiente e Saúde
hereditárias no ser humano fecundação), considerando-as para resolver problemas envolvendo a transmissão de características
hereditárias em diferentes organismos
(EF09CI14) Descrever a composição e a estrutura do Sistema Solar (Sol, planetas rochosos, planetas
gigantes gasosos e corpos menores), assim como a localização do Sistema Solar na nossa Galáxia (a Via
3.1 Interpretar os fenômenos Láctea) e dela no Universo (apenas uma galáxia dentre bilhões)
celestes no contexto (EF09CI15) Relacionar diferentes leituras do céu e explicações sobre a origem da Terra, do Sol ou do Sistema
científico/cultural Solar às necessidades de distintas culturas (agricultura, caça, mito, orientação espacial e temporal etc.)
(EF09CI17) Analisar o ciclo evolutivo do Sol (nascimento, vida e morte) baseado no conhecimento das etapas
3. Terra e universo
de evolução de estrelas de diferentes dimensões e os efeitos desse processo no nosso planeta
(EF09CI04) Planejar e executar experimentos que evidenciem que todas as cores de luz são formadas pela
3.2 Analisar o espectro
composição das três cores primárias da luz e que a cor de um objeto está relacionada à cor da luz que o
eletromagnético e reconhecer
ilumina
suas características e suas
(EF09CI06) Classificar as radiações eletromagnéticas por suas frequências, fontes e aplicações, discutindo e
implicações de uso
avaliando as implicações éticas dessas aplicações
(EF09CI05) Reconhecer e explicar os principais mecanismos envolvidos na transmissão e recepção de
1. Educação, Ciência,
LINGUAGEM E 1.1 Relacionar a produção de imagem e som que revolucionaram os sistemas de comunicação humana
Tecnologia e
SUAS FORMAS tecnologias às condições de vida (EF09CI07) Discutir e avaliar o papel do avanço tecnológico na aplicação da radiação eletromagnética no
comunicação a serviço
COMUNICATIVAS no mundo contemporâneo diagnóstico (raios-X, ultrassom, ressonância nuclear magnética) e tratamento de doenças (radioterapia,
da vida
cirurgia ótica a laser etc.)
1.1 Discutir a importância dos (EF09CI12) Justificar a importância das unidades de conservação para a preservação da biodiversidade e do
VALORES À VIDA 1. Sustentabilidade e
órgãos de proteção ambiental para patrimônio nacional, considerando os diferentes tipos de unidades (parques, reservas e florestas nacionais),
SOCIAL recursos naturais
a preservação e conservação da as populações humanas e atividades a eles relacionados
292
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
biodiversidade (EF09CI13) Propor iniciativas individuais e coletivas para a solução de problemas ambientais da cidade ou da
comunidade, com base na análise de ações sustentáveis bem-sucedidas
1. Espécies
1.1 Analisar a utilização da
CULTURA E amazônicas e seu (EF09CI01PA) Debater a importância de pesquisar a diversidade amazônica, como fonte de recursos para uso
biodiversidade amazônica na
IDENTIDADE aproveitamento na medicinal, cosmético e industrial, tendo em vista o desenvolvimento da economia local e nacional
pesquisa e na cadeia produtiva
saúde e na economia
293
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
ÁREA: MATEMÁTICA
COMPONENTE CURRICULAR
Matemática
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
sociais e culturais da sociedade. Assim, pode-se entender a linguagem matemática como meio de
expressão e de compreensão da realidade que cerca os indivíduos.
Nesse sentido, as competências específicas de Matemática em articulação com as
competências gerais da BNCC (BRASIL, 2017a), instigam o desenvolvimento de habilidades que
promovam a compreensão da linguagem matemática. A quarta competência geral da Base expõe a
importância de utilizar diferentes linguagens para compreensão da sociedade.
Assim sendo, a Matemática como uma dessas linguagens necessita ser compreendida
pelo aluno. Tal compreensão envolve perceber que esse componente curricular tem uma linguagem
diferenciada e própria como se fosse uma outra língua. Para Machado (2011), a Matemática erige-
se, desde os primórdios, como um sistema de representações original; apreendê-lo tem o significado
de um mapeamento da realidade, como um caso da língua, no entanto se for concebida como
sistema formal não comporta oralidade, caracterizando-se como um sistema simbólico
exclusivamente escrito.
Nesses termos, a incompreensão dessa linguagem pode provocar nos alunos dificuldade
para desenvolver o processo de aprendizagem, principalmente na resolução de problemas, pois
segundo os estudos de Nunes e Brayan (1997), Damm (2003) e Valetin e Sam (2004), Jucá, Pina e
Froés (2018), as dificuldades dos alunos na compreensão dos problemas matemáticos estão
diretamente relacionados à falta de compreensão da linguagem matemática exposta nos problemas,
levando os alunos do Ensino Fundamental, seja dos anos iniciais ou finais, a não compreenderem o
raciocínio lógico que o problema necessita para sua solução e consequentemente a não identificar a
operação matemática que o problema sugere.
Essas dificuldades mostram a deficiência dos alunos de não compreenderem o enunciado
do problema e de expressarem o mesmo na linguagem matemática, pois para resolver um problema
matemático é preciso fazer uma ―tradução do problema‖, ou seja, traduzir o enunciado que se
encontra na língua materna para uma linguagem matemática adequada, seja ela numérica,
geométrica ou algébrica.
295
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
Para Granell (2003) essa tradução é o que permite converter os conceitos matemáticos em
objetos mais facilmente manipuláveis e calculáveis. Assim, pode-se dizer que, inicialmente, a
dificuldade na resolução de problemas matemáticos é reflexo da dificuldade de leitura e de
interpretação de texto, mas também da dificuldade dos alunos na sua compreensão como já
enfatizado.
A compreensão da linguagem matemática, seja numérica, algébrica ou geométrica, é
necessária para que os alunos, em qualquer nível de ensino, possam compreender
matematicamente o mundo ao seu redor e estabelecer relações entre as diferentes linguagens da
matemática, assim como entre as diversas áreas de conhecimento, como aponta a terceira
competência específica exposta na BNCC.
296
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
Tais experiências trazidas pelo seu contexto social muitas vezes não são valorizadas pela
escola para a construção e compreensão da linguagem matemática, daí a desconexão entre a
Matemática que os alunos vivenciam no dia a dia e a escolar.
A escola, de forma geral, tende a priorizar os procedimentos das operações, muito mais
que a compressão do conceito destas, deixando a linguagem matemática esvaziada de sentido e
reduzida a um conjunto de símbolos e regras que nada significam para os alunos, dessa maneira
uma forma de consolidar as habilidades dos alunos na compreensão da linguagem numérica em
qualquer etapa de ensino é desenvolver atividades que privilegiem o contexto social do aluno.
Quanto à linguagem geométrica serve para que os alunos compreendam o espaço e o
tempo e suas transformações, assim como para compreender as localizações, as formas, as
grandezas e medidas que utilizam no dia a dia e até mesmo os padrões geométricos existentes na
natureza; para a sua compreensão é imprescindível o desenvolvimento do pensamento geométrico.
Para Crowley (1994), o modelo de Van Hiele é primordial para o desenvolvimento deste
pensamento; tal modelo consiste em cinco níveis de compreensão: visualização, análise, dedução
informal, dedução formal e rigor. Cada nível corresponde a uma etapa do desenvolvimento
geométrico dos alunos, assim pode ser utilizado desde os anos iniciais do Ensino Fundamental até o
Ensino Médio.
O modelo de Van Hiele propõe que os alunos do Ensino Fundamental sejam levados a
explorar os sólidos geométricos e as figuras planas e estabelecer relações entre elas, assim como
descobrir seus elementos, suas propriedades e sua contextualização no mundo; pode-se observar
que por meio do modelo de Van Hiele pode ser feita a progressão de uma etapa para outra: dos
anos iniciais para os anos finais, assim como deste para o Ensino Médio.
A linguagem algébrica tem sua maior ênfase no Ensino Fundamental anos finais e no
ensino médio, no entanto para a compreensão e utilização dessa linguagem é necessário o
desenvolvimento do pensamento algébrico desde os anos iniciais, pois o aluno deve desenvolver
habilidades não só com os algoritmos, mas, também, com os padrões, sequências e observação de
regularidades nas operações, assim como o sentido do símbolo algébrico, ou seja, desenvolver a
capacidade de interpretar e usar esses símbolos nos diversos domínios da Matemática.
Ponte (2005) afirma que o desenvolvimento do pensamento algébrico diz respeito a:
compreender padrões, relações e funções; representar e analisar situações matemáticas e
estruturas, usando símbolos algébricos; usar modelos matemáticos para representar e compreender
297
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Nesse sentido, a educação deve estar vinculada à sociedade, pois ―toda metodologia
sugerida pelo educador prevê a prática social como ponto de partida e de chegada da ação
pedagógica‖ (SAVIANI, 2006, p. 70); trata-se de abordar todos os pontos de vista sobre o tema
social em questão, levantando questões, identificando problemas e relacionando-os aos conteúdos
que são ensinados pelo professor, vinculados a questões que exigem soluções.
Dessa forma, os discentes do Ensino Fundamental precisam desenvolver habilidades que
possam fazê-los compreender e refletir sobre a sua realidade e se tornar cidadãos críticos, pois,
segundo Skovsmose (2008), a expressão ―crítica‖ tem a ver com uma investigação de condições
para obtenção de conhecimento, com a identificação de problemas sociais e sua avaliação, com
uma reação às situações sociais problemáticas.
Portanto, as atividades matemáticas desenvolvidas no Ensino Fundamental, seja nos anos
iniciais ou nos anos finais, assim como no Ensino Médio devem valorizar a resolução de problemas,
por meio de atividades investigativas que levem o aluno a visualização e a utilização desse
conhecimento no contexto social.
O desenvolvimento das habilidades, expostas na BNCC e neste documento Curricular, exige
que o aluno assuma um papel de sujeito ativo na sua aprendizagem e isso pode ser realizado por
meio de atividades que privilegie o ensino de matemática por resolução de problemas e por
investigação, nesta perspectiva os alunos são livres para escolher as estratégias de resolução e
investigar a construção dos conceitos e procedimentos que se deseja que eles aprendam.
Na opinião de Boaler, Munson e Williams (2018), uma parte importante da matemática é o
ato de raciocinar – explicar por que os métodos são escolhidos e como os passos estão interligados,
usando a lógica para conectar as ideias. O raciocínio está no cerne da matemática.
300
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
Os alunos são inspirados pela criatividade que se torna possível quando a matemática é
visual e investigativa; eles ficam empolgados ao experimentar a matemática dessa maneira e se
beneficiam com a oportunidade de colaborar com suas ideias e criatividade individuais para a
solução dos problemas e para o espaço de aprendizagem e à medida que vão se desenvolvendo em
sua compreensão da matemática, podemos encorajá-los a ampliar e a generalizar suas ideias por
meio do raciocínio, da justificação e da comprovação. Esse processo aprofunda a sua compreensão
e os ajuda a comprimir sua aprendizagem (BOALER; MUNSON; WILLIAMS, 2018).
Assim, na colocação de Machado (2011), para enfrentar as dificuldades com o ensino de
matemática, mais do que despertar o interesse pelas suas aplicações práticas, é fundamental
desvelar a beleza intrínseca, sua vocação para apreensão dos padrões e das regularidades na
natureza, suas relações diretas com os ritmos, com a música, com as artes de modo geral.
301
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MATEMÁTICA
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01MA11) Descrever a localização de pessoas e de objetos no espaço em relação à sua própria posição,
utilizando termos como à direita, à esquerda, em frente, atrás
(EF01MA12) Descrever a localização de pessoas e de objetos no espaço segundo um dado ponto de
referência, compreendendo que, para a utilização de termos que se referem à posição, como direita, esquerda,
em cima, em baixo, é necessário explicitar-se o referencial
1.1 Compreender localização e
(EF02MA12) Identificar e registrar, em linguagem verbal ou não verbal, a localização e os deslocamentos de
movimentação no espaço para o
pessoas e de objetos no espaço, considerando mais de um ponto de referência, e indicar as mudanças de
reconhecimento do meio em que
direção e de sentido
vive
(EF02MA13) Esboçar roteiros a ser seguidos ou plantas de ambientes familiares, assinalando entradas, saídas
e alguns pontos de referência
(EF03MA12) Descrever e representar, por meio de esboços de trajetos ou utilizando croquis e maquetes, a
movimentação de pessoas ou de objetos no espaço, incluindo mudanças de direção e sentido, com base em
diferentes pontos de referência
(EF01MA13) Relacionar figuras geométricas espaciais (cones, cilindros, esferas e blocos retangulares) a
objetos familiares do mundo físico
1. A Matemática para (EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos
ESPAÇO/TEMPO E
compreensão do apresentados em diferentes disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos
SUAS
espaço/tempo nas (EF02MA14) Reconhecer, nomear e comparar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide,
TRANSFORMAÇÕE
transformações da cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico
S
sociedade (EF02MA15) Reconhecer, comparar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo), por
1.2 Compreender as relações entre
meio de características comuns, em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em sólidos
as figuras unidimensionais,
geométricos
bidimensionais e tridimensionais
(EF03MA13) Associar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera)
para percepção do mundo
a objetos do mundo físico e nomear essas figuras
(EF03MA14) Descrever características de algumas figuras geométricas espaciais (prismas retos, pirâmides,
cilindros, cones), relacionando-as com suas planificações
(EF03MA15) Classificar e comparar figuras planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo)
em relação a seus lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices
(EF03MA21) Comparar, visualmente ou por superposição, áreas de faces de objetos, de figuras planas ou de
desenhos
1.3 Identificar as transformações
geométricas como construções
(EF03MA16) Reconhecer figuras congruentes, usando sobreposição e desenhos em malhas quadriculadas ou
elementares, e suas
triangulares, incluindo o uso de tecnologias digitais
representações na natureza e nas
artes
1. A Matemática como 1.1 Empregar a linguagem (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações
LINGUAGEM E
linguagem para a numérica para argumentar e cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de
SUAS FORMAS
compreensão da demonstrar sua estratégia na identificação
COMUNICATIVAS
realidade resolução de problemas (EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando diferentes estratégias como o pareamento e
302
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
outros agrupamentos
(EF01MA03) Estimar e comparar quantidades de objetos de dois conjuntos (em torno de 20 elementos), por
estimativa e/ou por correspondência (um a um, dois a dois) para indicar ―tem mais‖, ―tem menos‖ ou ―tem a
mesma quantidade‖
(EF01MA04) Contar a quantidade de objetos de coleções até 100 unidades e apresentar o resultado por
registros verbais e simbólicos, em situações de seu interesse, como jogos, brincadeiras, materiais da sala de
aula, entre outros
(EF01MA05) Comparar números naturais de até duas ordens em situações cotidianas, com e sem suporte da
reta numérica
(EF01MA06) Construir fatos básicos da adição e utilizá-los em procedimentos de cálculo para resolver
problemas
(EF01MA07) Compor e decompor número de até duas ordens, por meio de diferentes adições, com o suporte
de material manipulável, contribuindo para a compreensão de características do sistema de numeração
decimal e o desenvolvimento de estratégias de cálculo
(EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a ordem de centenas) pela compreensão de
características do sistema de numeração decimal (valor posicional e função do zero)
(EF02MA02) Fazer estimativas por meio de estratégias diversas a respeito da quantidade de objetos de
coleções e registrar o resultado da contagem desses objetos (até 1000 unidades)
(EF02MA03) Comparar quantidades de objetos de dois conjuntos, por estimativa e/ou por correspondência
(um a um, dois a dois, entre outros), para indicar ―tem mais‖, ―tem menos‖ ou ―tem a mesma quantidade‖,
indicando, quando for o caso, quantos a mais e quantos a menos
(EF02MA04) Compor e decompor números naturais de até três ordens, com suporte de material manipulável,
por meio de diferentes adições
(EF02MA05) Construir fatos básicos da adição e subtração e utilizá-los no cálculo mental ou escrito
(EF03MA01) Ler, escrever e comparar números naturais de até a ordem de unidade de milhar, estabelecendo
relações entre os registros numéricos e em língua materna
(EF03MA02) Identificar características do sistema de numeração decimal, utilizando a composição e a
decomposição de número natural de até quatro ordens
(EF03MA03) Construir e utilizar fatos básicos da adição e da multiplicação para o cálculo mental ou escrito
(EF03MA04) Estabelecer a relação entre números naturais e pontos da reta numérica para utilizá-la na
ordenação dos números naturais e também na construção de fatos da adição e da subtração, relacionando-os
com deslocamentos para a direita ou para a esquerda
(EF03MA05) Utilizar diferentes procedimentos de cálculo mental e escrito para resolver problemas
significativos envolvendo adição e subtração com números naturais.
(EF01MA09) Organizar e ordenar objetos familiares ou representações por figuras, por meio de atributos, tais
como cor, forma e medida
1.2 Interpretar as ideias
(EF01MA10) Descrever, após o reconhecimento e a explicitação de um padrão (ou regularidade), os
matemáticas expostas nas
elementos ausentes em sequências recursivas de números naturais, objetos ou figuras
regularidades e padrões, como
(EF02MA09) Construir sequências de números naturais em ordem crescente ou decrescente a partir de um
estímulo ao desenvolvimento da
número qualquer, utilizando uma regularidade estabelecida
investigação e da criatividade
(EF02MA10) Descrever um padrão (ou regularidade) de sequências repetitivas e de sequências recursivas,
por meio de palavras, símbolos ou desenhos
303
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF02MA17) Estimar, medir e comparar capacidade e massa, utilizando estratégias pessoais e unidades de
medida não padronizadas ou padronizadas (litro, mililitro, grama e quilograma)
(EF02MA18) Indicar a duração de intervalos de tempo entre duas datas, como dias da semana e meses do
ano, utilizando calendário, para planejamentos e organização de agenda
(EF02MA19) Medir a duração de um intervalo de tempo por meio de relógio digital e registrar o horário do
início e do fim do intervalo
(EF02MA20) Estabelecer a equivalência de valores entre moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro
para resolver situações cotidianas
(EF03MA17) Reconhecer que o resultado de uma medida depende da unidade de medida utilizada.
(EF03MA18) Escolher a unidade de medida e o instrumento mais apropriado para medições de comprimento,
tempo e capacidade.
(EF03MA19) Estimar, medir e comparar comprimentos, utilizando unidades de medida não padronizadas e
padronizadas mais usuais (metro, centímetro e milímetro) e diversos instrumentos de medida.
(EF03MA20) Estimar e medir capacidade e massa, utilizando unidades de medida não padronizadas e
padronizadas mais usuais (litro, mililitro, quilograma, grama e miligrama), reconhecendo-as em leitura de
rótulos e embalagens, entre outros.
(EF03MA22) Ler e registrar medidas e intervalos de tempo, utilizando relógios (analógico e digital) para
informar os horários de início e término de realização de uma atividade e sua duração
(EF03MA23) Ler horas em relógios digitais e em relógios analógicos e reconhecer a relação entre hora e
minutos e entre minuto e segundos
(EF03MA24) Resolver e elaborar problemas que envolvam a comparação e a equivalência de valores
monetários do sistema brasileiro em situações de compra, venda e troca
(EF01MA20) Classificar eventos envolvendo o acaso, tais como ―acontecerá com certeza‖, ―talvez aconteça‖ e
―é impossível acontecer‖, em situações do cotidiano
(EF01MA21) Ler dados expressos em tabelas e em gráficos de colunas simples
(EF01MA22) Realizar pesquisa, envolvendo até duas variáveis categóricas de seu interesse e universo de até
30 elementos, e organizar dados por meio de representações pessoais.
(EF02MA21) Classificar resultados de eventos cotidianos aleatórios como ―pouco prováveis‖, ―muito
prováveis‖, ―improváveis‖ e ―impossíveis‖
(EF02MA22) Comparar informações de pesquisas apresentadas por meio de tabelas de dupla entrada e em
1.3 Desenvolver o conhecimento gráficos de colunas simples ou barras, para melhor compreender aspectos da realidade próxima
estatístico e probabilístico para (EF02MA23) Realizar pesquisa em universo de até 30 elementos, escolhendo até três variáveis categóricas de
compreensão do contexto seu interesse, organizando os dados coletados em listas, tabelas e gráficos de colunas simples.
sociocultural (EF03MA25) Identificar, em eventos familiares aleatórios, todos os resultados possíveis, estimando os que têm
maiores ou menores chances de ocorrência
(EF03MA26) Resolver problemas cujos dados estão apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de
barras ou de colunas
(EF03MA27) Ler, interpretar e comparar dados apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de barras
ou de colunas, envolvendo resultados de pesquisas significativas, utilizando termos como maior e menor
frequência, apropriando-se desse tipo de linguagem para compreender aspectos da realidade sociocultural
significativos
(EF03MA28) Realizar pesquisa envolvendo variáveis categóricas em um universo de até 50 elementos,
305
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
organizar os dados coletados utilizando listas, tabelas simples ou de dupla entrada e representá-los em
gráficos de colunas simples, com e sem uso de tecnologias digitais.
(EF01MA01PA) Reconhecer a constituição do sistema de numeração, de grandezas e medidas como
1. Os saberes e as 1.1 Compreender a construção do
representação dos diferentes saberes matemáticos existentes em diferentes culturas
práticas matemáticas sistema de numeração, de
CULTURA E (EF02MA01PA) Compreender os diferentes sistemas de numeração de medidas e medidas como
existentes em grandezas e de medidas como uma
IDENTIDADE representação dos diferentes saberes matemáticos existentes em diferentes culturas
diferentes grupos representação de diferentes
(EF03MA01PA) Identificar os diferentes sistemas de numeração, grandezas e medidas como representação
sociais culturas
dos diferentes saberes matemáticos existentes em diferentes culturas
MATEMÁTICA
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Identificar localização e
(EF04MA16) Descrever deslocamentos e localização de pessoas e de objetos no espaço, por meio de malhas
movimentação no espaço para o
quadriculadas e representações como desenhos, mapas, planta baixa e croquis, empregando termos como
reconhecimento do meio em que
direita e esquerda, mudanças de direção e sentido, intersecção, transversais, paralelas e perpendiculares
1. A Matemática para vive
ESPAÇO/TEMPO E
compreensão do 1.2 Recordar as relações entre as (EF04MA17) Associar prismas e pirâmides a suas planificações e analisar, nomear e comparar seus atributos,
SUAS
espaço/tempo nas figuras unidimensionais, estabelecendo relações entre as representações planas e espaciais
TRANSFORMAÇÕE
transformações da bidimensionais e tridimensionais (EF04MA18) Reconhecer ângulos retos e não retos em figuras poligonais com o uso de dobraduras,
S
sociedade para percepção do mundo esquadros ou softwares de geometria
1.3 Identificar as transformações
(EF04MA19) Reconhecer simetria de reflexão em figuras e em pares de figuras geométricas planas e utilizá-la
geométricas nas construções
na construção de figuras congruentes, com o uso de malhas quadriculadas e de softwares de geometria
elementares
(EF04MA01) Ler, escrever e ordenar números naturais até a ordem de dezenas de milhar
(EF04MA02) Mostrar, por decomposição e composição, que todo número natural pode ser escrito por meio de
adições e multiplicações por potências de dez, para compreender o sistema de numeração decimal e
desenvolver estratégias de cálculo
(EF04MA03) Resolver e elaborar problemas com números naturais envolvendo adição e subtração, utilizando
1.1 Aplicar a linguagem matemática
estratégias diversas, como cálculo, cálculo mental e algoritmos, além de fazer estimativas do resultado
para argumentar e demonstrar,
(EF04MA04) Utilizar as relações entre adição e subtração, bem como entre multiplicação e divisão, para
escrevendo e representando de
ampliar as estratégias de cálculo
várias maneiras a resolução de
1. A Matemática como (EF04MA05) Utilizar as propriedades das operações para desenvolver estratégias de cálculo
LINGUAGEM E problemas
linguagem para a (EF04MA09) Reconhecer as frações unitárias mais usuais (1/2, 1/3, 1/4, 1/5, 1/10 e 1/100) como unidades de
SUAS FORMAS
compreensão da medida menores do que uma unidade, utilizando a reta numérica como recurso.
COMUNICATIVAS
realidade (EF04MA10) Reconhecer que as regras do sistema de numeração decimal podem ser estendidas para a
representação decimal de um número racional e relacionar décimos e centésimos com a representação do
sistema monetário brasileiro
(EF04MA11) Identificar regularidades em sequências numéricas compostas por múltiplos de um número
1.2 Empregar as ideias
natural
matemáticas expressas nas
(EF04MA12) Reconhecer, por meio de investigações, que há grupos de números naturais para os quais as
regularidades e nos padrões, como
divisões por um determinado número resultam em restos iguais, identificando regularidades
estímulo ao desenvolvimento da
(EF04MA13) Reconhecer, por meio de investigações, utilizando a calculadora quando necessário, as relações
investigação e da criatividade
inversas entre as operações de adição e de subtração e de multiplicação e de divisão, para aplicá-las na
306
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
resolução de problemas
(EF04MA14) Reconhecer e mostrar, por meio de exemplos, que a relação de igualdade existente entre dois
termos permanece quando se adiciona ou se subtrai um mesmo número a cada um desses termos
(EF04MA15) Determinar o número desconhecido que torna verdadeira uma igualdade que envolve as
operações fundamentais com números naturais
(EF04MA06) Resolver e elaborar problemas envolvendo diferentes significados da multiplicação (adição de
parcelas iguais, organização retangular e proporcionalidade), utilizando estratégias diversas, como cálculo por
estimativa, cálculo mental e algoritmos
1.1 Empregar o conhecimento
(EF04MA07) Resolver e elaborar problemas de divisão cujo divisor tenha no máximo dois algarismos,
matemático na elaboração e
envolvendo os significados de repartição equitativa e de medida, utilizando estratégias diversas, como cálculo
resolução de situações problemas,
por estimativa, cálculo mental e algoritmos
com estratégias diversificadas
(EF04MA08) Resolver, com o suporte de imagem e/ou material manipulável, problemas simples de contagem,
como a determinação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção
com todos os elementos de outra, utilizando estratégias e formas de registro pessoais
(EF04MA20) Medir e estimar comprimentos (incluindo perímetros), massas e capacidades, utilizando unidades
de medida padronizadas mais usuais, valorizando e respeitando a cultura local
(EF04MA21) Medir, comparar e estimar área de figuras planas desenhadas em malha quadriculada, pela
contagem dos quadradinhos ou de metades de quadradinho, reconhecendo que duas figuras com formatos
diferentes podem ter a mesma medida de área
1. O diálogo da (EF04MA22) Ler e registrar medidas e intervalos de tempo em horas, minutos e segundos em situações
VALORES À VIDA 1.2 Expressar o sistema de
Matemática com a vida relacionadas ao seu cotidiano, como informar os horários de início e término de realização de uma tarefa e sua
SOCIAL grandezas e medidas na resolução
social duração
de problemas matemáticos e do
(EF04MA23) Reconhecer temperatura como grandeza e o grau Celsius como unidade de medida a ela
contexto social
associada e utilizá-lo em comparações de temperaturas em diferentes regiões do Brasil ou no exterior ou,
ainda, em discussões que envolvam problemas relacionados ao aquecimento global
(EF04MA24) Registrar as temperaturas máxima e mínima diárias, em locais do seu cotidiano, e elaborar
gráficos de colunas com as variações diárias da temperatura, utilizando, inclusive, planilhas eletrônicas
(EF04MA25) Resolver e elaborar problemas que envolvam situações de compra e venda e formas de
pagamento, utilizando termos como troco e desconto, enfatizando o consumo ético, consciente e responsável
(EF04MA26) Identificar entre eventos aleatórios cotidianos, aqueles que têm maior chance de ocorrência,
reconhecendo características de resultados mais prováveis, sem utilizar frações
1.3 Empregar o conhecimento
(EF04MA27) Analisar dados apresentados em tabelas simples ou de dupla entrada e em gráficos de colunas
probabilístico e estatístico na
ou pictóricos, com base em informações das diferentes áreas do conhecimento, e produzir texto com a síntese
solução de problemas que abordem
de sua análise
sobretudo, questões sociais
(EF04MA28) Realizar pesquisa envolvendo variáveis categóricas e numéricas e organizar dados coletados por
meio de tabelas e gráficos de colunas simples ou agrupadas, com e sem uso de tecnologias digitais
1. Os saberes e as (EF04MA01PA) Identificar os diferentes sistemas: de numeração, de medidas de tempo, temperatura,
1.1 Representar o sistema de
CULTURA E práticas. Matemáticas comprimento, capacidade, massa, área e do sistema monetário existentes em diferentes culturas com a
numeração, de grandezas e de
IDENTIDADE em diferentes grupos utilização da história da matemática
medidas
sociais (EF04MA02PA) Relatar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
MATEMÁTICA
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
307
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
308
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF05MA08) Resolver e elaborar problemas de multiplicação e divisão com números naturais e com números
racionais cuja representação decimal é finita (com multiplicador natural e divisor natural e diferente de zero),
utilizando estratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálculo mental e algoritmos
(EF05MA09) Resolver e elaborar problemas simples de contagem envolvendo o princípio multiplicativo, como
a determinação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção com
todos os elementos de outra coleção, por meio de diagramas de árvore ou por tabelas
(EF05MA19) Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas das grandezas comprimento, área, massa,
tempo, temperatura e capacidade, recorrendo a transformações entre as unidades mais usuais em contextos
1.2. Aplicar o conhecimento de
socioculturais
sistema de grandezas e medidas
(EF05MA20) Concluir, por meio de investigações, que figuras de perímetros iguais podem ter áreas diferentes
na resolução de problemas
e que, também, figuras que têm a mesma área podem ter perímetros diferentes
matemáticos e do contexto social
(EF05MA21) Reconhecer volume como grandeza associada a sólidos geométricos e medir volumes por meio
de empilhamento de cubos, utilizando, preferencialmente, objetos concretos
(EF05MA22) Apresentar todos os possíveis resultados de um experimento aleatório, estimando se esses
resultados são igualmente prováveis ou não
(EF05MA23) Determinar a probabilidade de ocorrência de um resultado em eventos aleatórios, quando todos
1.3 Utilizar o conhecimento
os resultados possíveis têm a mesma chance de ocorrer (equiprováveis)
probabilístico e estatístico na
(EF05MA24) Interpretar dados estatísticos apresentados em textos, tabelas e gráficos (colunas ou linhas),
resolução de problemas que
referentes a outras áreas do conhecimento ou a outros contextos, como saúde e trânsito, e produzir textos
abordem sobretudo, questões
com o objetivo de sintetizar conclusões
sociais
(EF05MA25) Realizar pesquisa envolvendo variáveis categóricas e numéricas, organizar dados coletados por
meio de tabelas, gráficos de colunas, pictóricos e de linhas, com e sem uso de tecnologias digitais, e
apresentar texto escrito sobre a finalidade da pesquisa e a síntese dos resultados
1. Os saberes e as (EF05MA02PA) Descrever os sistemas de numeração, de grandezas e medidas, existentes em diferentes
1.1 Explicar a diferença entre o
CULTURA E práticas matemáticas culturas com a utilização da história da matemática
sistema de numeração, de
IDENTIDADE em diferentes grupos
grandezas e de medidas (EF05MA03PA) Expressar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
sociais
MATEMÁTICA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF06MA16) Associar pares ordenados de números a pontos do plano cartesiano do 1º quadrante, em
situações como a localização dos vértices de um polígono.
(EF06MA17) Quantificar e estabelecer relações entre o número de vértices, faces e arestas de prismas e
pirâmides, em função do seu polígono da base, para resolver problemas e desenvolver a percepção espacial
1. A Matemática para 1.1 Compreender e utilizar as
ESPAÇO/TEMPO E (EF06MA18) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e classificá-
compreensão do relações entre as figuras
SUAS los em regulares e não regulares, tanto em suas representações no plano como em faces de poliedros
espaço/tempo nas unidimensional, bidimensional e
TRANSFORMAÇÕE (EF06MA19) Identificar características dos triângulos e classificá-los em relação às medidas dos lados e dos
transformações da tridimensional para a percepção do
S ângulos
sociedade mundo
(EF06MA20) Identificar características dos quadriláteros, classificá-los em relação a lados e a ângulos e
reconhecer a inclusão e a intersecção de classes entre eles
(EF06MA21) Construir figuras planas semelhantes em situações de ampliação e de redução, com o uso de
malhas quadriculadas, plano cartesiano ou tecnologias digitais
309
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF06MA22) Utilizar instrumentos, como réguas e esquadros, ou softwares para representações de retas
paralelas e perpendiculares e construção de quadriláteros, entre outros
(EF06MA23) Construir algoritmo para resolver situações passo a passo (como na construção de dobraduras
ou na indicação de deslocamento de um objeto no plano segundo pontos de referência e distância fornecida e
etc.)
1.2. Compreender e utilizar as (EF06MA01PA) Reconhecer no plano cartesiano, o simétrico de figuras em relação aos eixos e à origem
transformações geométricas como
(EF06MA02PA) Reconhecer figuras obtidas por simetrias de translação, rotação e reflexão, usando
construções elementares e
instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica e vincular esse estudo a representações planas
representações da natureza e das
de obras de arte, elementos arquitetônicos, entre outros
artes
(EF06MA05) Classificar números naturais em primos e compostos, estabelecer relações entre números,
1.1 Relacionar as ideias expressas pelos termos ―é múltiplo de‖, ―é divisor de‖, ―é fator de‖, e estabelecer, por meio de investigações,
matemáticas, reconhecendo critérios de divisibilidade por 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 100 e 1000
padrões e regularidades, como (EF06MA12) Fazer estimativas de quantidades e aproximar números para múltiplos da potência de 10 mais
estimulo à investigação e à próximas
criatividade na solução de (EF06MA14) Reconhecer que uma igualdade matemática não se altera ao adicionar, subtrair, multiplicar ou
problemas dividir os seus dois membros por um mesmo número e utilizar essa noção para determinar valores
desconhecidos na resolução de problemas
1. A Matemática como
(EF06MA01) Comparar, ordenar, ler e escrever números naturais e números racionais em sua representação
LINGUAGEM E meio de linguagem e
decimal, fazendo uso da reta numérica
SUAS FORMAS de expressão para a
(EF06MA03) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculos (mentais ou escritos, exatos ou
COMUNICATIVAS compreensão da
aproximados) com números naturais, por meio de estratégias variadas, com compreensão dos processos
realidade
1.2 Utilizar a linguagem matemática neles envolvidos com e sem uso de calculadora
e suas representações como (EF06MA04) Construir algoritmo em linguagem natural e representá-lo por fluxograma que indique a resolução
estratégias para a resolução de de um problema simples (por exemplo, se um número natural qualquer é par)
problemas (EF06MA07) Compreender, comparar e ordenar frações associadas às ideias de partes de inteiros e resultado
de divisão, identificando frações equivalentes
(EF06MA08) Reconhecer que os números racionais positivos podem ser expressos nas formas fracionária e
decimal, estabelecer relações entre essas representações, passando de uma representação para outra, e
relacioná-los a pontos na reta numérica
(EF06MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam as ideias de múltiplo e de divisor
(EF06MA09) Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo da fração de uma quantidade e cujo
resultado seja um número natural, com e sem uso de calculadora
(EF06MA10) Resolver e elaborar problemas que envolvam adição ou subtração com números racionais
1.1 Utilizar processos matemáticos positivos na representação fracionária
1. O diálogo da na modelação e resolução de (EF06MA11) Resolver e elaborar problemas com números racionais positivos na representação decimal,
VALORES À VIDA
Matemática com a vida problemas matemáticos, do envolvendo as quatro operações fundamentais e a potenciação, por meio de estratégias diversas, utilizando
SOCIAL
social cotidiano e sociais estimativas e arredondamentos para verificar a razoabilidade de respostas, com e sem uso de calculadora
(EF06MA13) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com base na ideia de
proporcionalidade, sem fazer uso da ―regra de três‖, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e
calculadora, em contextos de educação financeira, entre outros
(EF06MA15) Resolver e elaborar problemas que envolvam a partilha de uma quantidade em duas partes
desiguais, envolvendo relações aditivas e multiplicativas, bem como a razão entre as partes e entre uma das
310
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
partes e o todo
(EF06MA24) Resolver e elaborar problemas que envolvam as grandezas comprimento, massa, tempo,
temperatura, área (triângulos e retângulos), capacidade e volume (sólidos formados por blocos retangulares),
sem uso de fórmulas, inseridos, sempre que possível, em contextos oriundos de situações reais e/ou
relacionadas às outras áreas do conhecimento
(EF06MA25) Reconhecer a abertura do ângulo como grandeza associada às figuras geométricas
1.2 Compreender e aplicar os
(EF06MA26) Resolver problemas que envolvam a noção de ângulo em diferentes contextos e em situações
sistemas de grandezas e medidas
reais, como ângulo de visão
existentes no contexto social
(EF06MA27) Determinar medidas da abertura de ângulos, por meio de transferidor e/ou tecnologias digitais
(EF06MA28) Interpretar, descrever e desenhar plantas baixas simples de residências e vistas aéreas
(EF06MA29) Analisar e descrever mudanças que ocorrem no perímetro e na área de um quadrado ao se
ampliarem ou reduzirem, igualmente, as medidas de seus lados, para compreender que o perímetro é
proporcional à medida do lado, o que não ocorre com a área
(EF06MA30) Calcular a probabilidade de um evento aleatório, expressando-a por número racional (forma
fracionária, decimal e percentual) e comparar esse número com a probabilidade obtida por meio de
experimentos sucessivos
(EF06MA31) Identificar as variáveis e suas frequências e os elementos constitutivos (título, eixos, legendas,
1.3 Utilizar o conhecimento fontes e datas) em diferentes tipos de gráfico
probabilístico e estatístico na (EF06MA32) Interpretar e resolver situações que envolvam dados de pesquisas sobre contextos ambientais,
sustentabilidade, trânsito, entre outros, apresentadas pela mídia em tabelas e em diferentes tipos de gráficos e
elaboração de situações problemas
redigir textos escritos com o objetivo de sintetizar conclusões
que abordem questões sociais
(EF06MA33) Planejar e coletar dados de pesquisa referente a práticas sociais escolhidas pelos alunos e fazer
uso de planilhas eletrônicas para o registro, representação e interpretação das informações, em tabelas, vários
tipos de gráficos e texto
(EF06MA34) Interpretar e desenvolver fluxogramas simples, identificando as relações entre os objetos
representados (por exemplo, posição de cidades considerando as estradas que as unem, hierarquia dos
funcionários de uma empresa etc.)
1. Os saberes e as 1.1 Expressar os sistemas de (EF06MA02) Reconhecer o sistema de numeração decimal, como o que prevaleceu no mundo ocidental, e
práticas Matemáticas numeração como representação destacar semelhanças e diferenças com outros sistemas, de modo a sistematizar suas principais
CULTURA E
existentes em dos diferentes saberes características (base, valor posicional e função do zero), utilizando, inclusive, a composição e decomposição
IDENTIDADE
diferentes grupos matemáticos existentes no contexto de números naturais e números racionais em sua representação decimal
sociais dos grupos sociais (EF06MA03PA) Ilustrar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
MATEMÁTICA
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF07MA22) Construir circunferências, utilizando compasso, reconhecê-las como lugar geométrico e utilizá-
1. A Matemática para las para fazer composições artísticas e resolver problemas que envolvam objetos equidistantes
ESPAÇO/TEMPO E 1.1 Analisar e avaliar as relações
compreensão do (EF07MA23) Verificar relações entre os ângulos formados por retas paralelas cortadas por uma transversal,
SUAS entre as figuras unidimensional,
espaço/tempo nas com e sem uso de softwares de geometria dinâmica
TRANSFORMAÇÕE bidimensional e tridimensional para
transformações da (EF07MA24) Construir triângulos, usando régua e compasso, reconhecer a condição de existência do triângulo
S a percepção do mundo
sociedade quanto à medida dos lados e verificar que a soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo é 180°
(EF07MA25) Reconhecer a rigidez geométrica dos triângulos e suas aplicações, como na construção de
311
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
312
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
cotidiano e sociais (EF07MA02) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, como os que lidam com acréscimos
e decréscimos simples, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, no contexto de educação
financeira, entre outros
(EF07MA04) Resolver e elaborar problemas que envolvam operações com números inteiros
(EF07MA12) Resolver e elaborar problemas que envolvam as operações com números racionais
(EF07MA27) Calcular medidas de ângulos internos de polígonos regulares, sem o uso de fórmulas, e
estabelecer relações entre ângulos internos e externos de polígonos, preferencialmente vinculadas à
construção de mosaicos e de ladrilhamentos
(EF07MA29) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de grandezas inseridos em contextos
oriundos de situações cotidianas ou de outras áreas do conhecimento, reconhecendo que toda medida
1.2 Interpretar e empregar os empírica é aproximada.
sistemas de grandezas e medidas (EF07MA30) Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida do volume de blocos retangulares,
existentes no contexto social envolvendo as unidades usuais (metro cúbico, decímetro cúbico e centímetro cúbico)
(EF07MA31) Estabelecer expressões de cálculo de área de triângulos e de quadriláteros
(EF07MA32) Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida de área de figuras planas que podem ser
decompostas por quadrados, retângulos e/ou triângulos, utilizando a equivalência entre áreas
(EF07MA33) Estabelecer o número como a razão entre a medida de uma circunferência e seu diâmetro, para
compreender e resolver problemas, inclusive os de natureza histórica
(EF07MA34) Planejar e realizar experimentos aleatórios ou simulações que envolvem cálculo de
probabilidades ou estimativas por meio de frequência de ocorrências
(EF07MA35) Compreender, em contextos significativos, o significado de média estatística como indicador da
1.3 Aplicar o conhecimento
tendência de uma pesquisa, calcular seu valor e relacioná-lo, intuitivamente, com a amplitude do conjunto de
probabilístico e estatístico na
dados
elaboração de situações problemas
(EF07MA36) Planejar e realizar pesquisa envolvendo tema da realidade social, identificando a necessidade de
que abordem sobretudo, questões
ser censitária ou de usar amostra, e interpretar os dados para comunicá-los por meio de relatório escrito,
sociais
tabelas e gráficos, com o apoio de planilhas eletrônicas
(EF07MA37) Interpretar e analisar dados apresentados em gráfico de setores divulgados pela mídia e
compreender quando é possível ou conveniente sua utilização
1. Os saberes e as 1.1 Analisar sistemas de (EF07MA03) Comparar e ordenar números inteiros em diferentes contextos, incluindo o histórico, associá-los
práticas Matemáticas numeração como representação a pontos da reta numérica e utilizá-los em situações que envolvam adição e subtração
CULTURA E
existentes em dos diferentes saberes
IDENTIDADE
diferentes grupos matemáticos existentes no contexto (EF07MA01PA) Relatar situações que represente a cultura local por meio do sistema de numeração
sociais dos grupos sociais
MATEMÁTICA
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF08MA14) Demonstrar propriedades de quadriláteros por meio da identificação da congruência de
1. A Matemática para
ESPAÇO/TEMPO E 1.1 Determinar as relações entre as triângulos.
compreensão do
SUAS figuras unidimensional, (EF08MA15) Construir, utilizando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica, mediatriz,
espaço/tempo nas
TRANSFORMAÇÕE bidimensional e tridimensional para bissetriz, ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares
transformações da
S a percepção do mundo (EF08MA16) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um
sociedade
hexágono regular de qualquer área, a partir da medida do ângulo central e da utilização de esquadros e
313
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
compasso
(EF08MA17) Aplicar os conceitos de mediatriz e bissetriz como lugares geométricos na resolução de
problemas
1.2. Interpretar as transformações
(EF08MA18) Reconhecer e construir figuras obtidas por composições de transformações geométricas
geométricas como construções
(translação, reflexão e rotação), com o uso de instrumentos de desenho ou de softwares de geometria
elementares e suas representações
dinâmica
na natureza e nas artes
1.1 Reconhecer as regularidades e (EF08MA10) Identificar a regularidade de uma sequência numérica ou figural não recursiva e construir um
os padrões, como estímulo à algoritmo por meio de um fluxograma que permita indicar os números ou as figuras seguintes
investigação e à criatividade para a
(EF08MA11) Identificar a regularidade de uma sequência numérica recursiva e construir um algoritmo por meio
elaboração de estratégias na
de um fluxograma que permita indicar os números seguintes
resolução de problemas
(EF08MA01) Efetuar cálculos com potências de expoentes inteiros e aplicar esse conhecimento na
representação de números em notação científica
(EF08MA02) Resolver e elaborar problemas usando a relação entre potenciação e radiciação, para
1. A Matemática como representar uma raiz como potência de expoente fracionário
LINGUAGEM E meio de linguagem e (EF08MA03) Resolver e elaborar problemas de contagem cuja resolução envolva a aplicação do princípio
SUAS FORMAS de expressão para a multiplicativo
COMUNICATIVAS compreensão da 1.2 Utilizar as linguagens numérica (EF08MA05) Reconhecer e utilizar procedimentos para a obtenção de uma fração geratriz para uma dízima
realidade e algébrica, em diferentes periódica
representações, para elaboração e (EF08MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculo do valor numérico de expressões
resolução de problemas algébricas, utilizando as propriedades das operações
(EF08MA07) Associar uma equação linear de 1º grau com duas incógnitas a uma reta no plano cartesiano
(EF08MA08) Resolver e elaborar problemas relacionados ao seu contexto próximo, que possam ser
representados por sistemas de equações de 1º grau com duas incógnitas e interpretá-los, utilizando, inclusive,
o plano cartesiano como recurso
(EF08MA09) Resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações polinomiais de 2º
grau do tipo ax2= b
(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de
tecnologias digitais
1.1 Utilizar o conhecimento (EF08MA12) Identificar a natureza da variação de duas grandezas, diretamente, inversamente proporcionais
matemático na modelação e ou não proporcionais, expressando a relação existente por meio de sentença algébrica e representá-la no
resolução de problemas sociais plano cartesiano
(EF08MA13) Resolver e elaborar problemas que envolvam grandezas diretamente ou inversamente
1. O diálogo da proporcionais, por meio de estratégias variadas
VALORES À VIDA
Matemática com a vida (EF08MA19) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de área de figuras geométricas, utilizando
SOCIAL
social 1.2 Diferenciar e Empregar o expressões de cálculo de área (quadriláteros, triângulos e círculos), em situações como determinar medida de
sistema de grandezas e de terrenos
medidas para a resolução de (EF08MA20) Reconhecer a relação entre um litro e um decímetro cúbico e a relação entre litro e metro cúbico,
problemas matemáticos e do para resolver problemas de cálculo de capacidade de recipientes
contexto social (EF08MA21) Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo do volume de recipiente cujo formato é o
de um bloco retangular
(EF08MA22) Calcular a probabilidade de eventos, com base na construção do espaço amostral, utilizando o
314
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
princípio multiplicativo, e reconhecer que a soma das probabilidades de todos os elementos do espaço
amostral é igual a 1
(EF08MA23) Avaliar a adequação de diferentes tipos de gráficos para representar um conjunto de dados de
uma pesquisa
(EF08MA24) Classificar as frequências de uma variável contínua de uma pesquisa em classes, de modo que
1.3 Aplicar o conhecimento resumam os dados de maneira adequada para a tomada de decisões
probabilístico e estatístico na (EF08MA25) Obter os valores de medidas de tendência central de uma pesquisa estatística (média, moda e
elaboração de situações problemas mediana) com a compreensão de seus significados e relacioná-los com a dispersão de dados, indicada pela
que abordem sobretudo, questões amplitude
sociais (EF08MA26) Selecionar razões, de diferentes naturezas (física, ética ou econômica), que justificam a
realização de pesquisas amostrais e não censitárias, e reconhecer que a seleção da amostra pode ser feita de
diferentes maneiras (amostra casual simples, sistemática e estratificada)
(EF08MA27) Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e
escrever relatório que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados, destacando
aspectos como as medidas de tendência central, a amplitude e as conclusões
1.1 Desenvolver construções (EF08MA01PA) Descobrir por meio da história da matemática, a construção da álgebra e da geometria como
1. Os saberes e as
algébricas e geométricas como uma atividade matemática fruto de diferentes culturas e práticas sociais
práticas Matemáticas
CULTURA E representações e sistematizações
existentes em
IDENTIDADE dos diferentes saberes (EF08MA02PA) Relatar situações que representem a cultura local por meio de representações algébricas e
diferentes grupos
matemáticos existentes no contexto geométricas
sociais
dos diversos grupos sociais
MATEMÁTICA
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF09MA11) Resolver problemas por meio do estabelecimento de relações entre arcos, ângulos centrais e
ângulos inscritos na circunferência, fazendo uso, inclusive, de softwares e geometria dinâmica
(EF09MA14) Resolver e elaborar problemas de aplicação do teorema de Pitágoras ou das relações de
proporcionalidade envolvendo retas paralelas cortadas por secantes
1.1 Analisar as relações entre as
(EF09MA15) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um
figuras unidimensional,
1. A Matemática para polígono regular cuja medida do lado é conhecida, utilizando régua e compasso, como também softwares
ESPAÇO/TEMPO E bidimensional e tridimensional para
compreensão do (EF09MA16) Determinar o ponto médio de um segmento de reta e a distância entre dois pontos quaisquer no
SUAS a percepção do mundo
espaço/tempo nas plano cartesiano, sem o uso de fórmulas, e utilizar esse conhecimento para calcular, por exemplo, medidas de
TRANSFORMAÇÕE
transformações da perímetros e áreas de figuras planas construídas no plano
S
sociedade (EF09MA17) Reconhecer vistas ortogonais de figuras espaciais e aplicar esse conhecimento para desenhar
objetos em perspectiva
1.2. Aplicar as transformações (EF09MA03PA) Reconhecer e utilizar as transformações geométricas na construção de figuras semelhantes
geométricas como construções
elementares e suas representações (EF09MA12) Reconhecer as condições necessárias e suficientes para que dois triângulos sejam semelhantes
na natureza e nas artes
LINGUAGEM E 1. A Matemática como 1.1 Interpretar e aplicar a (EF09MA01) Reconhecer que, uma vez fixada uma unidade de comprimento, existem segmentos de reta cujo
SUAS FORMAS meio de linguagem e linguagem matemática na comprimento não é expresso por número racional (como as medidas de diagonais de um polígono e alturas de
COMUNICATIVAS de expressão para a elaboração e resolução de um triângulo, quando se toma a medida de cada lado como unidade)
315
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
compreensão da problemas (EF09MA02) Reconhecer um número irracional como um número real cuja representação decimal é infinita e
realidade não periódica, e estimar a localização de alguns deles na reta numérica
(EF09MA03) Efetuar cálculos com números reais, inclusive potências com expoentes fracionários
(EF09MA04) Resolver e elaborar problemas com números reais, inclusive em notação Científica, envolvendo
diferentes operações
(EF09MA06) Compreender as funções como relações de dependência unívoca entre duas variáveis e suas
representações numérica, algébrica e gráfica e utilizar esse conceito para analisar situações que envolvam
relações funcionais entre duas variáveis
(EF09MA09) Compreender os processos de fatoração de expressões algébricas, com base em suas relações
com os produtos notáveis, para resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações
polinomiais do 2º grau
(EF09MA10) Demonstrar relações simples entre os ângulos formados por retas paralelas cortadas por uma
1.2 Desenvolver a argumentação transversal
matemática apoiada no raciocínio
intuitivo e dedutivo (EF09MA13) Demonstrar relações métricas do triângulo retângulo, entre elas o teorema de Pitágoras,
utilizando, inclusive, a semelhança de triângulos
(EF09MA05) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de aplicação de
percentuais sucessivos e a determinação das taxas percentuais, preferencialmente com o uso de tecnologias
digitais, no contexto da educação financeira
1.1 Utilizar o conhecimento
(EF09MA07) Resolver problemas que envolvam a razão entre duas grandezas de espécies diferentes, como
matemático na modelação e
velocidade e densidade demográfica
resolução de problemas sociais
(EF09MA08) Resolver e elaborar problemas que envolvam relações de proporcionalidade direta e inversa
entre duas ou mais grandezas, inclusive escalas, divisão em partes proporcionais e taxa de variação, em
contextos socioculturais, ambientais e de outras áreas
(EF09MA18) Reconhecer e empregar unidades usadas para expressar medidas muito grandes ou muito
1.2 Diferenciar e utilizar o sistema
pequenas, tais como distância entre planetas e sistemas solares, tamanho de vírus ou de células, capacidade
de grandezas e de medidas para a
de armazenamento de computadores, entre outros
resolução de problemas
(EF09MA19) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de volumes de prismas e de cilindros
VALORES À VIDA matemáticos e do contexto social
retos, inclusive com uso de expressões de cálculo, em situações cotidianas
SOCIAL
(EF09MA20) Reconhecer, em experimentos aleatórios, eventos independentes e dependentes e calcular a
probabilidade de sua ocorrência, nos dois casos
(EF09MA21) Analisar e identificar, em gráficos divulgados pela mídia, os elementos que podem induzir, às
1.3 Analisar e empregar o vezes propositadamente, erros de leitura, como escalas inapropriadas, legendas não explicitadas
conhecimento probabilístico e corretamente, omissão de informações importantes (fontes e datas), entre outros
estatístico em situações problemas (EF09MA22) Escolher e construir o gráfico mais adequado (colunas, setores, linhas), com ou sem uso de
que abordem, sobretudo, questões planilhas eletrônicas, para apresentar um determinado conjunto de dados, destacando aspectos como as
sociais medidas de tendência central
(EF09MA23) Planejar e executar pesquisa amostral envolvendo tema da realidade social e comunicar os
resultados por meio de relatório contendo avaliação de medidas de tendência central e da amplitude, tabelas e
gráficos adequados, construídos com o apoio de planilhas eletrônicas
316
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
1.1 Analisar as construções (EF09MA01PA) Comparar, por meio da história da matemática, a construção da geometria e da álgebra como
1. Os saberes e as
algébricas e geométricas como diferentes práticas sociais e culturais
práticas Matemáticas
CULTURA E representações e sistematizações
existentes em
IDENTIDADE dos diferentes saberes (EF09MA02PA) Inferir situações que representem a cultura local por meio de representações geométricas e
diferentes grupos
matemáticos existentes no contexto algébricas
sociais
dos grupos sociais
317
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Pensar um ensino público escolarizado, científico e laico é algo que ainda hoje não se
concretizou como deveria na educação brasileira. Os avanços são significativos, mas os
anacronismos ainda estão presentes e não se restringem apenas a presença do Ensino Religioso no
currículo da escola básica no que se refere à laicidade.
O Ensino Religioso, na sua história, esteve fortemente ligado à religião dominante e ainda
hoje sofre com suas influências, aliadas a outros segmentos do Cristianismo; as tentativas para
superação dessa situação não ocorreram com LDB nº 9.394/1996 (BRASIL, 1996), uma vez que
previa um Ensino Religioso desenvolvido a partir dos modelos confessional e interconfessional 29
respectivamente, não indo além da proposta de uma educação para religiosidade enviesada nos
valores da matriz cultural-religiosa judaico-cristã.
Com a alteração do art. 33 da LDB por meio da Lei nº 9.475/1997 (BRASIL, 1997a), iniciou-
se a perspectiva da escolarização, ou seja, buscou-se organizar o Ensino Religioso a partir da
própria escola, de seus princípios e pressupostos científicos, e não mais das confissões religiosas.
Em termos legais ou jurídicos, o Ensino Religioso é compreendido como área de
conhecimento (BRASIL, 1998d) no Ensino Fundamental, ampliada tal concepção para Educação
Básica (BRASIL, 2010c) e reforçada na Diretriz Curricular Nacional para o Ensino Fundamental de
Nove Anos (BRASIL, 2010b).
Não obstante a isso, o Ensino Religioso vinha sofrendo com a ausência de políticas
curriculares e de formação de professores, pois até então não se dispunha de diretrizes para isso,
reafirmando, por outro lado, inconsistências diante da laicidade do próprio Estado que deixava e à
revelia dos sistemas e instituições de ensino tal competência.
29 O modelo confessional, também conhecido como catequético, refere-se objetivamente ao ensino de uma tradição
religiosa. Encontrou base legal para aplicação na LDB no 4.024/1961. O modelo interconfessional, também conhecido
como teológico, é visto como o segundo modelo adotado no Brasil, refere-se ao ensino dos valores comuns de diferentes
confissões cristãs, por esse motivo também é conhecido como modelo ecumênico. Encontrou base legal para aplicação
na LDB no 5.692/1971.
318
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Essa situação permitia, por outro lado, que a disciplina ainda continuasse sob a influência
das confissões religiosas, especialmente as cristãs.
A orientação legal que apontava o Ensino Religioso como área de conhecimento de certa
forma também serviu para acentuar ainda mais esse caráter, situação que começou mudar de forma
mais efetiva em 2006 (SENA et al., 2006), quando se tornou consenso que ele depende diretamente
das pesquisas e resultados da Ciência da Religião, disciplina acadêmica das Ciências Humanas
surgida na segunda metade do século XIX.
Esse reconhecimento também chegou a se concretizar pelo Ministério da Educação (MEC),
com a homologação do Parecer CP/CNE nº 12/20018 e da Resolução CNE nº 05/2018 (BRASIL,
2018) que instituiu a Ciência da Religião como ciência de referência para a formação de professores
de Ensino Religioso.
Dessa forma, esse componente curricular na atualidade equipara-se aos demais,
organizando-se em termos de formação inicial e orientação curricular pelo próprio MEC,
assegurando assim os seguintes objetivos:
Para isso, adota a religião como seu objeto de estudo em toda sua complexidade, numa
perspectiva ética, que assume o estudo da religião do ponto de vista externo, ou seja, aquilo que
pode ser observado e constado enquanto um fato humano, pois ―as religiões e religiosidades devem
ser vistas como expressões culturais, sociais e psicológicas, sendo fenômenos humanos que podem
ser estudados por uma perspectiva também humana na escola pública‖ (COSTA, 2015, p. 52).
Nesse sentido, o Ensino Religioso busca estudar e religião, assim como a sua negação,
assumindo como competências específicas para o Ensino Fundamental:
319
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Partindo disso, neste documento há quatro eixos norteadores do ensino que possuem
subeixos específicos e adequados para cada ano e etapa do Ensino Fundamental reorganizados a
partir da BNCC (BRASIL, 2017a), sendo equivalentes aos objetos de conhecimento descritos na
mesma.
Dessa forma, o primeiro eixo ―O Espaço/Tempo e suas Transformações‖ apresenta
subeixos que buscam apresentar a materialidade das religiões e espiritualidades na cultura brasileira
no espaço/tempo, destacando sua evolução, transformação e adaptação.
O segundo eixo ―Linguagem e suas Formas Comunicativas‖ traz subeixos em que se
destacam sistematicamente as diferentes linguagens e formas comunicativas registradas nos textos
escritos e orais, nas celebrações, expressões e manifestações simbólicas, assim como outras
concepções e posturas observadas no seu contexto sociocultural, sejam elas materiais ou imateriais,
buscando mostrar como os seres humanos vêm se constituindo enquanto linguagem.
O terceiro eixo ―Valores à Vida Social‖ apresenta subeixos que possibilitam a abordagem
ética aplicada nesse componente curricular, orientada por um olhar que estuda as religiões fora de
seu universo de crença pessoal, permitindo assim, a visibilidade das religiões como elas realmente
se apresentam.
Essa postura, não nega as crenças pessoais, mas também não as elegem nos seus
estudos, ou seja, o distanciamento exigido na abordagem ética permite estudar as religiões e os
sem-religião sem recair nos juízos de valores preconcebidos, que em muitas vezes podem chegar à
intolerância religiosa. Dessa forma, essa abordagem constante nos subeixos esclarece vários
equívocos sobre as práticas de muitas religiões, pois se fundamenta na observação dos fatos
religiosos em diferentes situações e contextos.
320
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Já o quarto eixo ―Cultura e Identidade‖ traz subeixos que buscam destacar, utilizando os
estudos sistemáticos e empíricos, a diversidade cultural religiosa brasileira e mundial na sociedade,
destacando suas estruturas, cosmovisões, influências e ideologias, permitindo espaço para
discussões atuais que envolvem questões bioéticas, de identidade, étnico-raciais e temáticas até
então interditadas na educação, como a discussão sobre a morte, práticas lutuosas e rituais
funerários.
Nesse aspecto, o presente documento busca se alicerçar na sua ciência de referência,
Ciência da Religião e na sua própria estrutura interna organizada em dois grandes ramos: o estudo
sistemático ou comparativo das religiões e o estudo empírico ou histórico das religiões; suas
pesquisas e resultados, quando transmutados, asseguram o seu ensino nas escolas públicas numa
perspectiva científica e laica.
321
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
ENSINO RELIGIOSO
1º, 2º E 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF01ER01PA) Perceber na sua convivência a existência das religiões
1. Representações 1.1 Identificar as ideias e
(EF03ER03) Identificar e respeitar práticas celebrativas (cerimônias, orações, festividades, peregrinações,
religiosas representações sobre religiões
entre outras) de diferentes tradições religiosas
(EF02ER01PA) Identificar com respeito às religiões presentes no seu bairro
2.1 Conhecer as religiões presentes
2. Religiões locais (EF03ER02) Caracterizar os espaços e territórios religiosos como locais de realização das práticas
no seu entorno
ESPAÇO/TEMPO E celebrativas
SUAS (EF02ER01) Reconhecer os diferentes espaços de convivência
TRANSFORMAÇÕES 3.1 Identificar os diferentes espaços (EF03ER01) Identificar e respeitar os diferentes espaços e territórios religiosos de diferentes tradições e
3. Espaços seculares e
seculares e religiosos paraenses movimentos religiosos
religiosos
(EF03ER01PA) Diferenciar e respeitar os lugares, religiosos e não religiosos
(EF02ER02PA) Identificar a diversidade religiosa paraense
4.1 Conhecer as religiões presentes
4. Diversidade religiosa (EF03ER04) Caracterizar as práticas celebrativas como parte integrante do conjunto das manifestações
na sociedade brasileira
religiosas de diferentes culturas e sociedades
1.1 Conhecer os elementos culturais (EF02ER04) Identificar os símbolos presentes nos variados espaços de convivência
1. Elementos culturais e
que se relacionam com as religiões, (EF01ER02PA) Perceber como as expressões culturais possuem relações com as tradições religiosas
religiosos
destacando o contexto paraense (EF01ER04) Valorizar a diversidade de formas de vida
2.1 Conhecer e comparar diferentes (EF02ER02) Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em variados ambientes de
2. Narrativas e histórias
temas nas narrativas e histórias convivência
LINGUAGEM E SUAS religiosas
religiosas (EF03ER02PA) Reconhecer e respeitar as histórias e relatos religiosos com seus vários assuntos
FORMAS
COMUNICATIVAS (EF02ER03PA) Identificar e respeitar as festas seculares e religiosas
3.1 Conhecer e diferenciar as práticas
3. Práticas celebrativas (EF03ER03) Identificar e respeitar práticas celebrativas (cerimônias, orações, festividades, peregrinações,
celebrativas seculares e religiosas
entre outras) de diferentes tradições religiosas
4.1 Conhecer os símbolos religiosos e (EF02ER05) Identificar, distinguir e respeitar símbolos religiosos de distintas manifestações, tradições e
4. Símbolos seculares e
seculares, assim como seus instituições religiosas
religiosos
significados (EF01ER03PA) Diferenciar as expressões simbólicas religiosas das seculares
1.1 Perceber o autoconhecimento (EF01ER02) Reconhecer que o seu nome e o das demais pessoas os identificam e os diferenciam
como identidade pessoal construída (EF02ER03) Identificar as diferentes formas de registro das memórias pessoais, familiares e escolares
1. Conhecendo-se
no seu convívio familiar e (fotos, músicas, narrativas, álbuns...)
sociocultural (EF01ER04PA) Expor com segurança e autoestima a formação da sua identidade
2.1 Perceber a importância da (EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós
2. Os outros e a sua
convivência pacífica e respeitosa
importância (EF02ER04PA) Demonstrar respeito diante das diferenças humanas e socioculturais
VALORES À VIDA entre diferentes pessoas e grupos
SOCIAL 3.1 Entender os direitos e deveres (EF01ER05) Identificar e acolher sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada um
3. Direitos e cuidados de
com base nos direitos sociais e
si e dos outros (EF03ER03PA) Reconhecer a importância do respeito diante das regras familiares, religiosas e sociais
humanos, sem quaisquer distinções
(EF01ER06) Identificar as diferentes formas pelas quais as pessoas manifestam sentimentos, ideias,
4. Convivência em 4.1. Entender o respeito às
memórias, gostos e crenças em diferentes espaços
respeito: liberdade e diferenças, considerando os princípios
(EF01ER03) Reconhecer e respeitar as características físicas e subjetivas de cada um
tolerância religiosa legais
(EF02ER05PA) Perceber e reconhecer os direitos humanos como a liberdade e a tolerância religiosa
322
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF02ER06) Exemplificar alimentos considerados sagrados por diferentes culturas, tradições e expressões
1. Manifestações 1.1 Identificar as diferentes
religiosas
religiosas manifestações religiosas
(EF01ER05PA) Identificar e respeitar as religiões presentes ao seu redor
(EF01ER06PA) Identificar e reconhecer elementos que caracterizam as religiões
2.1 Conhecer alguns aspectos que
2. Conhecendo religiões (EF03ER05) Reconhecer as indumentárias (roupas, acessórios, símbolos, pinturas corporais) utilizadas em
CULTURA E caracterizam as religiões
diferentes manifestações e tradições religiosas
IDENTIDADE
3.1 Conhecer a diversidade religiosa e (EF03ER06) Caracterizar as indumentárias como elementos integrantes das identidades religiosas
3. Diversidade religiosa
secular (EF02ER06PA) Identificar e respeitar as diferentes manifestações, religiosas e não religiosas
(EF02ER07) Identificar significados atribuídos a alimentos em diferentes manifestações e tradições
4.1 Identificar as religiões presentes
4. Religiões no Brasil religiosas
na cultura brasileira
(EF03ER04PA) Identificar as religiões presentes no Brasil, destacando o contexto regional e local
ENSINO RELIGIOSO
4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF04ER04) Identificar as diversas formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos,
1.1 Conhecer a historia do surgimento
1. As primeiras religiões dança, meditação) nas diferentes tradições religiosas
das primeiras religiões
ESPAÇO/TEMPO E (EF04ER01PA) Identificar e localizar no espaço/tempo as primeiras religiões
SUAS (EF04ER05) Identificar representações religiosas em diferentes expressões artísticas (pinturas, arquitetura,
TRANSFORMAÇÕES 2.1 Identificar a presença e influência esculturas, ícones, símbolos, imagens), reconhecendo-as como parte da identidade de diferentes culturas e
2. Religiões e sociedade
das religiões na sociedade tradições religiosas
(EF04ER02PA) Identificar como a presença das religiões é percebida nas ações das pessoas
1.1 Conhecer as narrativas religiosas (EF04ER06) Identificar nomes, significados e representações de divindades nos contextos familiar e
1. As origens e o começo e seculares sobre o surgimento da comunitário
vida (EF04ER03PA) Respeitar os relatos religiosos e seculares sobre as origens humanas e do universo
LINGUAGEM E SUAS
(EF04ER01) Identificar ritos presentes no cotidiano pessoal, familiar, escolar e comunitário
FORMAS
(EF04ER02) Identificar ritos e suas funções em diferentes manifestações e tradições religiosas
COMUNICATIVAS 2. Ritos religiosos e 2.1 Identificar a função e distinção
(EF04ER03) Caracterizar ritos de iniciação e de passagem em diversos grupos religiosos (nascimento,
seculares entre ritos religiosos e seculares
casamento e morte)
(EF04ER04PA) Identificar e respeitar os ritos religiosos e não religiosos
(EF04ER07) Reconhecer e respeitar as ideias de divindades de diferentes manifestações e tradições
1.1 Perceber o cuidado de si e do
1. Cuidados de si e do religiosas
outro na perspectiva dos direitos
outro (EF04ER05PA) Entender a importância de praticar o respeito próprio e coletivo com base na igualdade
VALORES À VIDA humanos
entre as pessoas
SOCIAL
(EF04ER04) Identificar as diversas formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos,
2. Normas e valores 2.1 Conhecer normas religiosas e
dança, meditação) nas diferentes tradições religiosas
religiosos e seculares seculares
(EF04ER06PA) Perceber como os valores religiosos e seculares ajudam na organização social
(EF04ER05) Identificar representações religiosas em diferentes expressões artísticas (pinturas, arquitetura,
1. Matrizes cultural- 1.1 Estudar as matrizes cultural- esculturas, ícones, símbolos, imagens), reconhecendo-as como parte da identidade de diferentes culturas e
CULTURA E religiosas do Brasil religiosas brasileiras tradições religiosas
IDENTIDADE (EF04ER07PA) Identificar a origem e formação das manifestações religiosas regionais e locais
2. Religiões e 2.1 Conhecer os aspectos religiosos
(EF04ER08PA) Perceber e identificar as características religiosas nas manifestações artístico-culturais
manifestações artístico- presentes nas manifestações
323
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
culturais artístico-culturais
ENSINO RELIGIOSO
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Estudar as relações e o papel das
1. Religiões e vida pública (EF05ER01PA) Identificar e reconhecer a influência e os limites das religiões no dia a dia
ESPAÇO/TEMPO E religiões na vida pública
SUAS (EF05ER01) Identificar e respeitar acontecimentos sagrados de diferentes culturas e tradições religiosas
2. Interações nos espaços
TRANSFORMAÇÕES 2.1 Conhecer os espaços religiosos como recurso para preservar a memória
religiosos
(EF05ER02PA) Identificar nas paisagens urbanas e rurais santuários e templos e outros espaços religiosos
(EF05ER03PA) Identificar a função dos textos escritos e orais das religiões
(EF05ER03) Reconhecer funções e mensagens religiosas contidas nos mitos de criação (concepções de
mundo, natureza, ser humano, divindades, vida e morte)
1. Textos escritos e orais 1.1 Conhecer e comparar os textos
(EF05ER04) Reconhecer a importância da tradição oral para preservar memórias e acontecimentos
LINGUAGEM E SUAS das religiões escritos e orais das religiões
religiosos
FORMAS
(EF05ER05) Identificar elementos da tradição oral nas culturas e religiosidades indígenas, afro-brasileiras,
COMUNICATIVAS
ciganas, entre outras
2.1 Conhecer as ideias sobre (EF05ER02) Identificar mitos de criação em diferentes culturas e tradições religiosas
2. Divindades e seres
divindades e seres sobre-humanos (EF05ER04PA) Identificar e perceber a presença das divindades como patrimônio histórico-cultural material
sobre-humanos
das religiões e imaterial na cultura regional e local
1.1 Conhecer princípios legais sobre (EF05ER07) Reconhecer, em textos orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver
1. Direitos humanos os direitos humanos e a liberdade
VALORES À VIDA (EF05ER05PA) Reconhecer e respeitar o direito a ter ou não uma crença religiosa
religiosa
SOCIAL
2. Diálogo e respeito 2.1 Perceber a importância do diálogo
(EF05ER06PA) Reconhecer a importância do diálogo intercultural
entre religiões entre as religiões e setores seculares
1. Manifestações da 1.1 Conhecer as manifestações da (EF05ER07) Reconhecer, em textos orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver
religiosidade popular religiosidade popular brasileira (EF05ER07PA) Identificar e respeitar as manifestações religiosas populares locais, regionais e nacionais
CULTURA E (EF05ER03) Reconhecer funções e mensagens religiosas contidas nos mitos de criação (concepções de
2.1 Perceber o surgimento de novas
IDENTIDADE 2. Novas religiosidades e mundo, natureza, ser humano, divindades, vida e morte)
religiosidades e espiritualidades no
espiritualidades (EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e anciãos na comunicação e preservação da tradição oral
país
(EF05ER08PA) Perceber os elementos que caracterizam novas religiosidades e espiritualidades
ENSINO RELIGIOSO
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1. O Surgimento das 1.1 Estudar o contexto espaço-
(EF06ER01PA) Compreender como as religiões surgiram
ESPAÇO/TEMPO E religiões temporal de surgimento das religiões
SUAS (EF06ER06) Reconhecer a importância dos mitos, ritos, símbolos e textos na estruturação das diferentes
2. Classificação das 1.2 Estudar a classificação das
TRANSFORMAÇÕES crenças, tradições e movimentos religiosos
religiões religiões
(EF06ER02PA) Entender os tipos de religiões
1.1 Estudar as narrativas sobre a (EF06ER01) Reconhecer o papel da tradição escrita na preservação de memórias, acontecimentos e
LINGUAGEM E SUAS
1. As origens: narrativas origem do cosmo e da humanidade ensinamentos religiosos
FORMAS
religiosas e seculares nas perspectivas religiosas e (EF06ER04) Reconhecer que os textos escritos são utilizados pelas tradições religiosas de maneiras
COMUNICATIVAS
seculares diversas
324
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF06ER07) Exemplificar a relação entre mito, rito e símbolo nas práticas celebrativas de diferentes
tradições religiosas
(EF06ER03PA) Reconhecer os relatos de criação do universo e das pessoas com bases religiosas e
seculares
2.1 Estudar as características (EF06ER04PA) Identificar e respeitar as ideias atribuídas aos seres sobre-humanos nas religiões e
2. Caracterização de
atribuídas às divindades e seres espiritualidades locais
divindades e seres sobre-
sobre-humanos nas religiões e (EF06ER06) Reconhecer a importância dos mitos, ritos, símbolos e textos na estruturação das diferentes
humanos
espiritualidades crenças, tradições e movimentos religiosos
1.1 Conhecer os princípios e normas
1. Princípios e normas (EF06ER05PA) Reconhecer e respeitar os princípios e normas que organizam o coletivo social e aqueles
estabelecidas para a vida social em
VALORES À VIDA para a vida social compartilhados no universo religioso local e regional
sua diversidade
SOCIAL
2. Valores éticos e 2.1 Conhecer os valores éticos e
(EF06ER06PA) Reconhecer os significados éticos e estéticos presentes na cultura religiosa local
estéticos estéticos na cultura brasileira
(EF06ER07PA) Identificar e aplicar as ideias sobre culturas no estudo das religiões e espiritualidades
(EF06ER02) Reconhecer e valorizar a diversidade de textos religiosos escritos (textos do Budismo,
Cristianismo, Espiritismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo, entre outros)
1.1 Estudar as definições e relações
CULTURA E 1. Culturas, religiões e (EF06ER03) Reconhecer, em textos escritos, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver
entre cultura, religiões e
IDENTIDADE espiritualidades (EF06ER04) Reconhecer que os textos escritos são utilizados pelas tradições religiosas de maneiras
espiritualidades
diversas
(EF06ER05) Discutir como o estudo e a interpretação dos textos religiosos influenciam os adeptos a
vivenciarem os ensinamentos das tradições religiosas
ENSINO RELIGIOSO
7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF07ER01PA) Identificar as religiões que existem no território brasileiro, destacando o contexto paraense
1.1 Estudar o cenário cultural-religioso
1. Religiões do Brasil (EF07ER01) Reconhecer e respeitar as práticas de comunicação com as divindades em distintas
ESPAÇO/TEMPO E brasileiro
manifestações e tradições religiosas
SUAS
TRANSFORMAÇÕES 1.2 Conhecer os diferentes espaços
2. Espaços religiosos e (EF07ER02PA) Identificar e respeitar os locais, religiosos e seculares, que fazem parte do contexto
religiosos e seculares na paisagem
seculares brasileiro
brasileira
1.1 Estudar os aspectos que
1. Aspectos dos ritos caracterizam e diferenciam os ritos (EF07ER03PA) Compreender e respeitar os ritos que estão presentes nas religiões e espiritualidades locais
LINGUAGEM E SUAS nas religiões e espiritualidades
FORMAS (EF07ER01) Reconhecer e respeitar as práticas de comunicação com as divindades em distintas
COMUNICATIVAS 2. Símbolos e signos 2.1 Conhecer os símbolos e signos manifestações e tradições religiosas
religiosos e seculares religiosos e seculares (EF07ER04PA) Reconhecer e diferenciar os símbolos e sinais que estão presentes nos objetos, imagens e
figuras religiosas ou não
(EF07ER07) Identificar e discutir o papel das lideranças religiosas e seculares na defesa e promoção dos
1. O papel das 1.1 Estudar o papel histórico-social direitos humanos
VALORES À VIDA
instituições na formação das instituições e outros setores na (EF07ER06) Identificar princípios éticos em diferentes tradições religiosas e filosofias de vida, discutindo
SOCIAL
de valores formação de valores humanos como podem influenciar condutas pessoais e práticas sociais
(EF07ER05PA) Perceber o desenvolvimento e função de normas estabelecidas por instituições e grupos
325
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
organizados
(EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando
2.1 Conhecer as motivações
concepções e práticas sociais que a violam
2. Fundamentalismos e religiosas que alimentam os
(EF07ER05) Discutir estratégias que promovam a convivência ética e respeitosa entre as religiões
intolerância religiosa fundamentalismos e fanatismos
(EF07ER06PA) Entender e combater ideias que alimentam várias formas de discriminação e preconceito,
religiosos
em especial, a intolerância religiosa
(EF07ER02) Identificar práticas de espiritualidade utilizadas pelas pessoas em determinadas situações
(acidentes, doenças, fenômenos climáticos)
1.1 Estudar de forma histórica e
1. Estudo histórico e (EF07ER05) Discutir estratégias que promovam a convivência ética e respeitosa entre as religiões
CULTURA E sistemática as religiões no Brasil e no
comparado de religiões (EF07ER04) Exemplificar líderes religiosos que se destacaram por suas contribuições à sociedade
IDENTIDADE mundo: África, Ásia, Américas,
no Brasil e no mundo (EF07ER03) Reconhecer os papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas
Europa, Oceania
(EF07ER07PA) Compreender e respeitar a diversidade cultural religiosa e seus efeitos através dos estudos
comparados das religiões no Brasil e no mundo
ENSINO RELIGIOSO
8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
1.1 Estudar a diversidade e
1. As religiões em
pluralidade cultural religiosa na (EF08ER01PA) Compreender e respeitar a diversidade religiosa percebida de várias formas no seu entorno
diversos contextos
sociedade
ESPAÇO/TEMPO E
2.1 Conhecer os novos movimentos
SUAS
2. Estudos sobre religiosos e espiritualidades do mundo
TRANSFORMAÇÕES (EF08ER02PA) Reconhecer e respeitar as práticas místicas, mágicas e esotéricas presentes nos novos
espiritualidades e novos contemporâneo, em especial, suas
movimentos religiosos e espiritualidades
movimentos religiosos práticas místicas, mágicas e
esotéricas
(EF08ER03PA) Compreender e analisar a importância dos textos escritos e orais nas religiões e
espiritualidades
1. Textos escritos e orais
1.1 Conhecer os textos escritos e (EF08ER03) Analisar doutrinas das diferentes tradições religiosas e suas concepções de mundo, vida e
nas religiões e
orais nas religiões e espiritualidades morte
espiritualidades
LINGUAGEM E SUAS (EF08ER01) Discutir como as crenças e convicções podem influenciar escolhas e atitudes pessoais e
FORMAS coletivas
COMUNICATIVAS 2. Processos culturais de (EF08ER04PA) Perceber e reconhecer os modos como as culturas, religiões e espiritualidades se misturam
2.1 Conhecer e analisar os processos
hibridação, sincretismo,
culturais de hibridação, sincretismo,
apropriação e adaptação (EF08ER05) Debater sobre as possibilidades e os limites da interferência das tradições religiosas na esfera
apropriação e adaptação entre
entre religiões e pública
religiões e espiritualidades
espiritualidades
(EF08ER05PA) Esclarecer equívocos sobre conflitos e atitudes sustentadas em motivações fanáticas em
diferentes contextos religiosos
1. Conflitos, 1.1 Esclarecer as causas de conflitos,
(EF08ER05) Debater sobre as possibilidades e os limites da interferência das tradições religiosas na esfera
VALORES À VIDA fundamentalismos e fundamentalismos e fanatismos de
pública
SOCIAL fanatismo religioso motivação religiosa
(EF08ER06) Analisar práticas, projetos e políticas públicas que contribuem para a promoção da liberdade
de pensamento, crenças e convicções
2. Diálogo intercultural: 2.1 Perceber a importância do diálogo (EF08ER07) Analisar as formas de uso das mídias e tecnologias pelas diferentes denominações religiosas
326
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
ecumenismo, diálogo intercultural, assim como as (EF08ER02) Analisar filosofias de vida, manifestações e tradições religiosas destacando seus princípios
inter-religioso, tolerância experiências com base no éticos
e intolerância religiosa ecumenismo, diálogo inter-religioso e (EF08ER04) Discutir como filosofias de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes
tolerância religiosa campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia)
(EF08ER06PA) Demonstrar atitudes de aproximação, diálogo e principalmente de respeito entre as
diversas religiões
1. Estudos históricos e
1.1 Estudar e conhecer as religiões
comparados sobre
indígenas, africanas e afro-brasileiras (EF08ER07PA) Compreender as contribuições das religiões indígenas, africanas e afro-brasileiras para a
religiões indígenas,
como práticas culturais da sociedade cultura e identidade regional e nacional
africanas e afro-
brasileira
brasileiras
CULTURA E
2. Religiões e sociedade: (EF08ER08PA) Analisar a influência das religiões na organização social dos sistemas e instituições
IDENTIDADE
organização social no seculares, assim como a produção de ideologias
2.1 Estudar e perceber o papel das
contexto das religiões,
religiões nas ideologias e
ideologias religiosas, (EF08ER04) Discutir como filosofias de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes
organizações sociais
religiões e espaços campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia)
públicos
ENSINO RELIGIOSO
9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eixo Subeixo Objetivos de aprendizagem Habilidades
(EF09ER03) Identificar sentidos do viver e do morrer em diferentes tradições religiosas, através do estudo
1. Concepções seculares 1.1 Conhecer concepções e de mitos fundantes
da existência humana orientações de vida secular (EF09ER01PA) Reconhecer e respeitar os pensamentos e orientações de vida secular, como ateísmo,
agnosticismo, materialismo, existencialismo, niilismo, entre outros
2. Estudos (EF09ER02PA) Compreender e analisar as influências das religiões e espiritualidades nos diversos
ESPAÇO/TEMPO E complementares de espaços e setores; na economia, mercado e marketing
SUAS religiões: espacialidades 2.1 Estudar e analisar as relações
TRANSFORMAÇÕES e territorialidades entre religiões com espacialidades e
religiosas; economia, territorialidades; economia, mercado e
(EF09ER02) Discutir as diferentes expressões de valorização e de desrespeito à vida, por meio da análise
mercado e marketing marketing religiosos; aspectos e
de matérias nas diferentes mídias
religiosos; aspectos e processos naturais da vida religiosa
processos naturais da
vida religiosa
1.1 Estudar e analisar as concepções
1. Concepções da vida
da vida após a morte nas religiões e (EF09ER03PA) Reconhecer e respeitar as ideias de vida após a morte nas religiões e espiritualidades
após a morte
LINGUAGEM E SUAS espiritualidades
FORMAS 2. Processos e
2.1 Estudar e analisar como as
COMUNICATIVAS determinações religiosas (EF09ER04PA) Refletir sobre as determinações ideológicas de origens religiosas no pensamento e
religiões influenciam na formação do
no pensamento e comportamento humano
pensamento e comportamento
comportamento
1. Direitos humanos, 1.1 Perceber a importância dos (EF09ER05PA) Identificar e respeitar a convivência cidadã, baseada nos direitos humanos e nos limites
VALORES À VIDA
laicidade e liberdade direitos humanos, da laicidade e da entre o público e o privado
SOCIAL
religiosa liberdade religiosa (EF09ER06) Reconhecer a coexistência como uma atitude ética de respeito à vida e à dignidade humana
327
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
(EF09ER01) Analisar princípios e orientações para o cuidado da vida e nas diversas tradições religiosas e
filosofias de vida
(EF09ER07) Identificar princípios éticos (familiares, religiosos e culturais) que possam alicerçar a
2. Religiões e ética:
2.1 Estudar e perceber a relação construção de projetos de vida
moralidade e valores
entre religiões, ética, moralidade e (EF09ER08) Construir projetos de vida assentados em princípios e valores éticos
humanos e religiosos em
valores humanos (EF09ER06PA) Compreender a relação e importância de limites entre ética, moral e valores humanos, da
diálogo
visão religiosa
(EF09ER04) Identificar concepções de vida e morte em diferentes tradições religiosas e filosofias de vida,
1.1 Conhecer e perceber nos rituais
1. Rituais funerários e por meio da análise de diferentes ritos fúnebres
funerários a sua relação com as
práticas lutuosas (EF09ER07PA) Compreender a finalidade dos rituais funerários diante da morte, assim como sua relação
práticas lutuosas
com o luto, rompimentos de vínculos significativos, perdas e demais situações
CULTURA E (EF09ER03) Identificar sentidos do viver e do morrer em diferentes tradições religiosas, através do estudo
IDENTIDADE de mitos fundantes
2. Questões bioéticas, 2.1 Estudar e conhecer a influência
(EF09ER05) Analisar as diferentes ideias de imortalidade elaboradas pelas tradições religiosas
identidade e étnico-racial das religiões nas questões bioéticas,
(ancestralidade, reencarnação, transmigração e ressurreição)
no contexto das religiões identidade e étnico-racial
(EF09ER08PA) Refletir eticamente diante das questões bioéticas, identidade e étnico-racial, considerando
os limites entre o público e privado, entre o secular e religioso
328
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
4 PARTE DIVERSIFICADA
Logo, de acordo com a citada Lei, o objetivo de ter uma parte diversificada nos currículos
locais é reconhecer e considerar que as escolas brasileiras atendem estudantes nos diferentes
contextos físicos, sociais, econômicos, culturais, entre outros, específicos de cada realidade.
Nesse contexto se situa o Pará, um estado com dimensões territoriais continentais, ampla
diversidade cultural e uma população caracterizada por diferentes povos: quilombola, ribeirinho,
urbano e indígena. Essas características exigem, então, que a parte diversificada não seja uma
decisão curricular definida pelas políticas educacionais, e, sim pelos sistemas e/ou pelas escolas, no
entanto, os conhecimentos selecionados precisam ser formalizados ao Conselho de Educação e ao
sistema próprio, pois tais conhecimentos devem estar articulados à BNCC e ao Documento
Curricular Estadual.
Como espaço para que a escola pense a cultura local, à parte diversificada é inerente à
discussão entre conhecimento e cultura locais de forma a complementar criticamente a formação
cidadã dos estudantes.
Este Documento Curricular Estadual traz dois, de seus três princípios, conhecimentos
próprios da Amazônia paraense, que podem ser referências para a seleção desses conhecimentos
nas escolas.
329
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
5 MODALIDADES DE ENSINO
Ao longo dos últimos anos intensos debates acerca dessa modalidade têm surgido em
consonância com o discurso de acesso e permanência ao ensino, estreita relação com os
pressupostos inclusivos e com as políticas públicas educacionais, a fim de possibilitar o ensino às
diferenças.
Nesse sentido, objetiva-se ampliar as noções de Educação Especial para a compreensão
do processo a partir dos estudos socioculturais com vistas a localizar pessoas com deficiência na
sociedade, o seu lugar na escola e as culturas que reproduzem ações que inviabilizam o acesso
destes sujeitos aos espaços escolares.
A fim de alcançar esse objetivo, apresentam-se as bases históricas, filosóficas e
metodológicas que norteiam as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica para o atendimento
aos alunos com deficiência (BRASIL, 2001a).
Historicamente no Brasil, a organização do atendimento às pessoas com deficiência se
deu por meio da substituição ao ensino comum, evidenciando diferentes entendimentos,
terminologias e modalidades específicas; essa organização possibilitou a criação de diversos
espaços, instituições, escolas e classes especiais pautados no atendimento exclusivo a esse
público.
Os atendimentos seguiam pressupostos relacionados aos conceitos clínicos terapêuticos,
com base no conceito da normalidade/anormalidade, bem como testes psicométricos. Do ponto de
vista da abordagem sociocultural, a questão central é que o problema da deficiência não se localiza
no próprio indivíduo, mas na perpetuação do conceito de normalidade/anormalidade, pois para
Abberley (1991) caracterizar as pessoas como anormais é decorrente de como a sociedade vê a
deficiência.
330
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Diante desse reflexo, podem ser citados alguns acontecimentos que foram possíveis para
modificações estruturantes no acesso ao currículo por parte das pessoas com deficiência.
Ainda na época do Império houve a criação de duas instituições: o Imperial Instituto dos
Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin Constant (IBC), e o Instituto dos Surdos Mudos,
em 1857, hoje denominado de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
No início do século XX, outras instituições especializadas surgem para o atendimento de
pessoas com deficiência: em 1926 é fundado o Instituto Pestalozzi voltado para o atendimento de
pessoas com deficiência mental e em 1954 é fundada a primeira Associação de Pais e Mestres dos
Excepcionais (APAE).
No estado do Pará alguns registros datam de 1886 com a proposta de construção de
hospícios para o atendimento dos então chamados ―alienados‖ na cidade de Belém, a exemplo do
que foi criado na cidade do Rio de Janeiro o Hospital Pedro II. Esses espaços em geral eram
constituídos em ambientes longes dos centros urbanos, pois as pessoas que nele eram atendidas
estavam à margem da sociedade e não pertenciam ao padrão da dita normalidade.
Antes mesmo dos discursos integracionistas, houve, na década de 60, o que foi chamado
de ensino emendativo, movimento que tinha forte apelo à educação de surdos, cegos e deficientes
mentais. Dessa maneira, diante desse cenário, originaram-se as primeiras instituições no estado
voltadas para o atendimento de pessoas com deficiência.
A constituição dessas instituições no Pará surge a partir do forte apelo do governo de
Juscelino Kubitschek com a promoção de cursos de especialização na cidade do Rio de Janeiro,
bem como a Campanha de Educação do Surdo Brasileiro (CESB), cujo objetivo era
Por meio dessa política de formação de professores, foram encaminhadas seis professoras
para realizarem cursos de especialização na Cidade do Rio de Janeiro e em consequências disso no
dia 21 de outubro de 1960 foi fundada a Escola de Educação de Surdos-Mudos Professor Astério de
Campos.
Esse processo possibilitou que houvesse a disseminação da política da Educação Especial
no Pará, inclusive com a afirmação do atendimento em outras áreas da deficiência como ―A Escola
331
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
de Cegos do Pará‖, que a fim de prestar uma homenagem ao jovem cego que se destacou na luta
pela educação do deficiente visual no Brasil, no ano de 1965 denominou-se de Escola "José Álvares
de Azevedo", mais tarde (15/12/1965) transformada em "Instituto José Álvares de Azevedo" e com a
criação do Centro de Educação Especial pela Lei 4.398, de 14 de Julho de 1972 (PARÁ, 1972),
passou a funcionar como Unidade Técnica, instalada em prédio próprio desde o ano de 1966.
Posteriormente, no período entre 1968 e 1996, ocorre o que convencionalmente
chamamos de fase da integração na Educação Especial do Estado. Os fatos a seguir são relevantes
a fim de compreender como ocorreu esse processo histórico:
Criação da primeira sala especializada no atendimento de pessoas cegas, denominado de
―Classe Braille‖, onde funcionou no Grupo Escolar José Veríssimo;
Constituição da primeira classe especial para os alunos considerados ―atrasados‖ em 1968
no Grupo Escolar Vilhena Alves;
Presença de professores especializados para trabalhar na Educação Especial, nomeados
de professores itinerantes;
Efetivação das primeiras matrículas dos alunos com deficiência: Escola Salesiana do
Trabalho, Grupo Escolar Justo Chermont, Grupo Escolar José Veríssimo e a Escola
Tenente Rego Barros (PARÁ, 1996).
332
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
333
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
pessoa com deficiência, mas a todas as demais minorias presentes nos ambientes escolares cujos
cuidado e atenção, ao longo dos anos, ficaram invisibilizados em função dos grupos privilegiados.
Problematizar essas representações faz parte da questão estruturante da escola inclusiva,
haja vista que em função do contexto histórico excludente, por vezes mesmo nos ambientes
escolares, atribuem-se identidades que mantêm os alunos em grupos excluídos e/ou segregados.
Evidencia-se, dessa maneira, a responsabilidade social de prever e prover meios de
satisfazerem essas necessidades ao invés de destacar ou rotular o sujeito que as apresenta, pois
são decorrentes das oportunidades, existentes ou não, bem como dos instrumentos e medições que
possam ser apropriados por essas pessoas em suas relações sociais e não resultam unicamente
das deficiências biológicas que possam apresentar (ROSS, 2004). Se favoráveis forem as condições
sociais, a situação de deficiência será atenuada, uma vez que não serão impostas restrições à
participação dessas pessoas.
Diante do exposto, a educação inclusiva questiona essa artificialidade do que se considera
como ―normal‖ e busca comumente compreender e valorizar as diferenças bem como rejeitar
qualquer proposta de currículo diferenciado, recortado e empobrecido, resgatando uma proposta de
recriação da própria escola ao garantir uma educação de qualidade que reconhece as diferenças,
valoriza a diversidade e prioriza a equidade.
Considerando esse cenário, é pertinente pensar na possibilidade de debate que vislumbre
a necessidade de flexibilização curricular como prerrogativa para celebrar as diferenças em sala de
aula, contrariando a prática tradicional de que todos aprendem da mesma forma, com as mesmas
estratégias metodológicas, com os mesmos materiais e na mesma faixa etária (FERNANDES,
2011).
O desafio da flexibilização curricular está na adequação de objetivos propostos, na adoção
de metodologias alternativas de ensino, no uso de recursos e materiais específicos, no
redimensionamento do tempo e espaço escolar, etc.; as decisões sobre as adequações a serem
feitas nos componentes curriculares não podem estar baseadas nas características de
aprendizagem próprias de cada deficiência, mas sim nos interesses e possibilidades de cada
estudante.
Na busca por estratégias que possibilitem o respeito à diferença e o rompimento desses
estereótipos é preciso pensar em que estratagemas didáticos, políticos e pedagógicos são
necessários a fim de proporcionar novos olhares acerca do processo inclusivo. Acerca disso,
334
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
apresenta-se a seguir a rede de apoio que constitui o sistema inclusivo da rede estadual de
educação.
335
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
A LDB (BRASIL, 1996), no Artigo 60, prevê que os órgãos normativos dos sistemas de
ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e com atuação exclusiva em Educação Especial para fins de apoio técnico e
financeiro pelo poder público e, no seu Parágrafo único, estabelece que o poder público ampliará o
atendimento aos estudantes com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino,
independentemente do apoio às instituições previstas nesse artigo.
Já o Decreto nº 7.611/2011 (BRASIL, 2011) dispõe sobre o atendimento educacional
especializado, regulamenta o Parágrafo único do Artigo 60 da LDB (BRASIL, 1996) e acrescenta
dispositivo ao Decreto nº 6.253/2007, prevendo, no âmbito do FUNDEB, a dupla matrícula dos
alunos público-alvo da Educação Especial, uma no ensino regular da rede pública e outra no
atendimento educacional especializado.
337
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
A educação pode acontecer em muitos espaços, seja por meio de ensino formal ou
informal, afinal, a prática educativa é uma ação universal, social e recíproca, que acontece em todas
as sociedades desde os primórdios da humanidade, buscando preparar os indivíduos para a
convivência com seus pares, com trocas de saberes e cultura, num processo de ensinar e aprender;
assim a educação, como valor universal, é um direito.
Isso é assegurado e em ―todos os Estatutos e Convenções sobre os Direitos Humanos e
os Direitos da Infância e da Adolescência aparece a educação como direito de todo ser humano, de
toda criança e adolescente por serem humanos. Sem condicionantes‖ (ARROYO, 2007, p. 37).
Nesse contexto, insere-se o atendimento escolar em ambiente hospitalar, pois garante o
acesso e continuidade da escolarização a alunos impossibilitados de frequentar a escola por motivo
de adoecimento.
Essa modalidade de ensino tem crescido no Brasil ao longo dos últimos vinte anos e vem
garantindo para crianças e adolescentes o direito de continuidade em suas vidas acadêmicas,
mesmo quando elas estiverem hospitalizados.
No estado do Pará essa ação pedagógica já vem sendo desenvolvida no Hospital Ophir
Loyola, na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar
Viana, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, no Hospital Universitário João Barros
Barreto, no Núcleo de Apoio ao Enfermo Egresso (NAEE), na Unidade Especial Abrigo João Paulo II
e no Espaço Acolher; no ano de 2012 mais dois novos espaços foram adquiridos por intermédio de
convênios com o Hospital Universitário Betina Ferro, o HEMOPA e Hospitais Regionais.
A gerência das atividades escolares nos hospitais está ligada à Diretoria de Educação,
Diversidade, Cidadania e Inclusão (DEDIC), à Coordenação de Educação Especial (COEES) e ao
Anexo I - Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Barão do Rio Branco que asseguram a
lotação de professores do quadro de magistério, após convênio de cooperação técnica entre
Secretaria de Estado de Educação e as Unidades de Saúde.
Nacionalmente o documento que orienta as ações pedagógicas dentro dos hospitais é
denominado de Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico Domiciliar: estratégias e orientações
(BRASIL, 2002a) que foi editado no ano de 2002 pelo Ministério da Educação/Secretaria de
Educação Especial em parceria com representantes dos Sistemas de Educação e Saúde, com
objetivo de normatizar as ações em todo país.
338
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Segundo Fontes (2005), o tempo de internação determinará que tipo de ação pedagógica
deva ser desenvolvido com a criança hospitalizada. Para internações de até quinze dias, o professor
deve trabalhar atividades lúdicas que propicie sua melhor adaptação aquele espaço que pode lhe
parecer estranho e assustador.
Após esse tempo já será possível desenvolver um currículo oficial, pois a partir de então
―[...] o desejo por atividades mais próximas das do tipo escolar irá aflorar quase espontaneamente‖
(FONTES, 2005, p. 22). Como a realidade da escola regular é diferente a do ambiente hospitalar,
observa-se que
Por possuir esse formato de organização, a escola acaba excluindo uma parcela
significativa de alunos, inclusive as crianças em situação de adoecimento. Já a escola no hospital
apresenta características particulares a esse ambiente, como tempo de permanência da criança em
internação, espaço físico, situação física e emocional do aluno, dentre outros; esses fatores
influenciam sobre os métodos, conteúdos e estratégias a serem realizados com essas crianças.
Assim, a obrigatoriedade de se cumprir a carga horária exigida por lei, dentro dos dias
letivos estipulados, num sistema em que os conteúdos curriculares são extensos e fragmentados,
geralmente não se adequam à dinâmica de atividades educacionais desenvolvidas no hospital e
nem à realidade física e emocional do aluno em tratamento de saúde.
Entretanto, é certo que as atividades pedagógicas não podem deixar de ter um caráter
escolar, com uma aprendizagem sistematizada, planejada e avaliada durante todo o processo
educativo. Para tal, sua organização didática e curricular precisa ser pensada e adaptada a esse
ambiente e aos condicionantes individuais dos sujeitos que ali fazem tratamento; então, por serem
realidades distintas, é impossível tentar transportar uma realidade para a outra.
Dessa forma, como acatar essas duas exigências do saber: atender sistematicamente às
demandas educacionais das crianças hospitalizadas e como acolher as suas necessidades
subjetivas sem prejuízo do bom desempenho acadêmico nesse momento tão singular em que
vivem?
340
Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
Então, fica claro o importante papel do professor como agente formador de cidadãos
capazes de entender a realidade em que vivem em todos os seus aspectos: o meio ambiente, a
sociedade, a escola, o hospital, a sua situação de saúde e todos os demais fatores que se
relacionam ao fazer humano; essas são premissas necessárias à formação dos educandos e devem
estar presentes no currículo da educação escolar hospitalar.
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
ensino; por isso discutir o papel da escolaridade para esses sujeitos que não conseguiram concluir a
Educação Básica na idade mais apropriada, é um aspecto muito relevante na educação paraense
atualmente.
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
A Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988) assegura no art. 205 o direito à educação
para todos e de acordo com os preceitos legais que regem os direitos da população privada de
liberdade, constantes na Lei de Execução Penal – 7210/84, em seu art. 11, Inciso IV, ao Estado
cabe prestar a assistência educacional ao apenado e ao internado.
A oferta da educação nas casas penais do estado do Pará articula-se as políticas sociais e
assistenciais destinadas aos sujeitos em regime de privação de liberdade contidas na Lei de
Execução Penal (BRASIL, 1984), além de proporcionar expectativas de formação e qualificação
profissional.
A educação carcerária compreende um conjunto de ações articuladas visando a contribuir
para o desenvolvimento integral do apenado, com a construção de possibilidades de acesso ao
mundo do trabalho após o cumprimento da pena. A Lei de Execução Penal n o 7210/84 na Seção V
estabelece que o Estado deve contemplar um processo educacional abrangendo:
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(BRASIL, 1999), com o objetivo de assegurar e garantir o direito à diferença étnico-cultural das
comunidades indígenas.
A relação estabelecida entre a educação e a comunidade compreende o currículo como
um elemento catalizador das diferenças, das identidades, manifestas ou ocultas no cotidiano das
relações sociais dos sujeitos, as quais estão sistematizadas na organização das escolas indígenas
do Pará.
Dessa forma, o currículo das escolas indígenas comporta os elementos simbólicos e
representativos da cultura produzida pelos diferentes grupos com a garantia do reconhecimento da
ação educativa vinculada aos tempos e espaços definidos na dinâmica de vida de cada um deles.
Frente a essa realidade, busca-se assegurar a interação e integração dos conhecimentos
e das práticas, saberes e experiências, vinculados à vida social dos grupos indígenas do estado do
Pará.
Com a aprovação das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do
Campo via Resolução CNE/CEB nº 1, de 3/4/2002 (BRASIL, 2002b), as pessoas que vivem na área
rural passam a ter direito a uma educação diferenciada daquela oferecida aos que vivem na cidade.
Esse direito extrapola a noção de espaço geográfico e compreende as necessidades culturais,
sociais e a formação integral desses sujeitos.
Considerando a universalização do acesso e permanência na escola do campo na
Educação Básica para crianças, jovens e adultos, faz-se necessária a (re)construção coletiva do
currículo e do Projeto Político Pedagógico das instituições educacionais, a partir das experiências
dos seus sujeitos e da comunidade local, a fim de (re)afirmar suas identidades, culturas, valores
éticos, práticas solidárias e democráticas capazes de superar os principais problemas da sala de
aula entre eles a aprendizagem de turmas seriadas ou multisseriadas.
Nesse sentido, a garantia da interdisciplinaridade como mecanismo de superação da
homogeneização, fragmentação, hierarquia e padronização da organização do processo pedagógico
presente na escola atualmente favorece a inclusão de temáticas referentes à agricultura familiar, à
pesca artesanal e ao extrativismo que respeitem a diversidade cultural, social, econômica dos
grupos sociais presentes no meio rural.
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Documento Curricular do Estado do Pará
Educação Infantil e Ensino Fundamental
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Educação Infantil e Ensino Fundamental
Esse direito garante o acesso dos referidos cidadãos a cursarem todos os níveis de ensino
em escolas devidamente instaladas e equipadas, orientados por professores com formação para
lidar com as relações produzidas pelo racismo e discriminações, capazes de conduzir a reeducação
das relações entre diferentes grupos étnico-raciais e a valorização da história, da cultura e da
identidade dos indígenas e descendentes de africanos.
Nela se propõe a divulgação e a produção de conhecimentos, a formação de atitudes,
posturas e valores que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial para
interagirem na construção de uma nação democrática, justa e inclusiva em que todos igualmente
tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada.
A política curricular para a educação das relações étnico-raciais e quilombola tem como
princípios:
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