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Doenças de Pele

O documento descreve várias doenças de pele como dermatite atópica, dermatite de contato, estrófulo e dermatite na área das fraldas. Ele fornece detalhes sobre suas causas, sintomas e tratamentos.

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O documento descreve várias doenças de pele como dermatite atópica, dermatite de contato, estrófulo e dermatite na área das fraldas. Ele fornece detalhes sobre suas causas, sintomas e tratamentos.

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Doenças de pele

Feito por João Otávio Penteado Bzuneck – turma 61 FEMPAR

Dermatite atópica
Se apresenta clinicamente sobre a forma de eczema, frequentemente associada a atopias (asma, rinite alérgica).
Geralmente o aparecimento é precoce, nos primeiros 7 meses de vida. Consiste em um processo inflamatório cutâneo
crônico, pruriginoso e recorrente. A pele da criança vai ter uma tendência a ficar seca (xerodermia), e em alguns
pacientes, o prurido é constante e incontrolável, sendo um dos fatores responsáveis pela diminuição da qualidade de
vida dos pacientes e de seus familiares.

Existe uma importante relação de dermatite atópica em pacientes com histórico familiar (até 70%). Pacientes que
sibilam e são atópicos obviamente tem maior risco. Observa-se também maior incidência de dermatite atópica em
filhos de mãe que passaram por grande stress durante a gestação.

Observa-se também menor incidência de dermatite atópica em locais tropicais, tanto pelo efeito imunossupressor
UVB e pela maior sintetização de vitamina D. O aleitamento materno também contribui para menores taxas de atopia.

Ocorre elevação de IgE, quando associada a manifestações respiratórias e, neste caso, correlacionam-se com a
gravidade da doença; Fatores emocionais, a correlação é incontestável: ansiedade, tensão, estresse interpessoal,
depressão, frustração e agressão podem agravar a DA.

Lactente: lesões eritematosas, papulosas ou papulovesiculares (eczema


agudo), evoluindo para descamação com exsudato seroso. Afeta
principalmente a face, couro cabeludo, pescoço e superfícies extensoras,
normalmente poupando a região da fralda.

No eczema atópico do lactente, pode ocorrer áreas ou estender-se atingindo


toda a face, pescoço dobras antecubitais e poplíteas e nos casos mais graves,
generalizar. Poupa a área da fralda.

Escolares: lesões vesiculosas subagudas com menos exsudação (pele muito


seca e liquenificação residual persistente). Afeta preferencialmente áreas
flexoras (especialmente fossas poplíteas e cubitais), nádegas, raiz posterior da
coxa, dorso das mãos, tornozelo e pescoço

Adolescentes: placas mais localizadas e com predomínio da liquenificação (liquenoide). Acometem principalmente as
superfícies de flexão, punhos, dorso das mãos, pescoço e pálpebras inferiores.

Em todas as fases da doença podemos observar: xerose, prurido intenso e curso crônico, com surtos de
agudização. Pode ocorrer a formação de crostas com colonização de S. aureus – infecção secundária.

Outras manifestações: Polpite descamativa, dermatite crônica de mãos e


pés, queratose pilar, queilite, eczema de mamilos e vulva, ictiose vulgar,
ptiríase alba, eczema disidrosiforme e eritrodermia.
Tratamento da dermatite atópica

• Hidratação – medida basal – evitar fatores agravantes como ambientes


úmidos, banhos quentes em excesso, medidas ambientais, controle do stress
• Sabonetes especiais – Nívea Milk, embora seja consenso que o melhor é o da
La Roche Posay ($$$)
• Corticoides tópicos de média a alta potência – em lactentes na face e em
áreas flexurais, recomenda-se hidrocortisona que é um corticoide de baixa
potência; nas demais áreas e faixas etárias pode usar dexametasona
• Casos sem resposta pode ser utilizado o tacrolimus tópico (0,03%)
• Tratamento do prurido com anti-histamínicos
• Se infecção secundária, preferir ATB tópico (mupirocina 2%); se necessário
ATB sistêmico, cefalexina ou Bactrim

Dermatite de contato
Pode ocorrer por irritação primária ou sensibilização prévia da pele. Geralmente os
alérgenos são metais pesados (cromo, mercúrio), ou substancias presentes em veículos
de produtos de beleza (fragrâncias, etc.).

Nestes casos, um irritante é qualquer agente químico capaz de produzir inflamação do


aplicado sobre a pele na concentração e tempo suficientes, sem a participação do
mecanismo de memória imunológica (sem sensibilização prévia). Irritantes fortes
geram dermatite em virtualmente todos os indivíduos, ao passo que os fracos, apenas
nos mais susceptíveis ou após repetidas exposições. Nos adultos, existe um importante fator ocupacional –
professores, lavadeiras tem muito essa doença.

Apresentação clínica

• Eczema agudo: eritema, edema, infiltração, vesiculação e exsudação.


• Eczema Subagudo: vesículas, exsudação e crostas.
• Eczema crônico: liquenificação e descamação.

O diagnóstico é eminentemente clínico,


mas podem ser realizados testes para
identificar o alérgeno responsável por
desencadear a resposta.

Tratamento

Afastar a causa, na fase aguda e subaguda pode ser realizada compressas com água boricada (frascos de ácido
bórico a 3%), corticoides tópicos de baixa ou média potencia (hidrocortisona, betametasona).
Nos quadros graves pode utilizar corticoterapia sistêmica como prednisolona, tacrolimus e utilizar ATB tópico se
infecção secundária (formação de vesículas nas crostas).
Estrófulo
Doença crônica causada por reação de hipersensibilidade a picadas de inseto,
relacionada a hipersensibilidade tipo I (mediada por mastócitos e IgE). Ocorro em
crianças de 1 a 6 anos, sendo incomum após os 10 anos. A sazonalidade e exposição a
locais como sítios, chácaras que tem mais área verde estão veiculadas a maior
ocorrência de pernilongos.

Tratamento consiste na prevenção primária – uso de repelentes (Off Kids), telas e


mosquiteiros para afastar os pernilongos das crianças. Para aliviar os sintomas, pode
ser utilizado anti-histamínicos sistêmicos (preferir sempre pelos de segunda geração
por não possuírem ação sedativa).

Dermatite na área das fraldas – dermatite em “W”


Atinge as áreas de maior contato com as fraldas (dermatite em “W”). As pregas são poupadas, podendo aparecer
como como um discreto eritema perianal. Bastante frequente na infância, atingem principalmente lactentes dos 6-9
meses mas pode ser observada a partir dos primeiros dias de vida. Popularmente é conhecido como “assadura”, é
causada por um irritante primário que leva a uma infecção
secundária, seja por Candida, B. faecallis, Proteus,
Pseudomonas, Staphylococcus e Streptococcus. O uso de pós
e sabões no local da dermatite agrava o quadro.

1. Erupções causadas diretamente pelo uso da fralda:


dermatite de fralda irritativa primária da área das fraldas e
dermatite de contato alérgica ao material plástico (muito
rara).

2. Dermatites exacerbadas pelo uso da fralda: psoríase,


candidose, miliária

3. Dermatoses que acontecem na área da fralda, mas não


se relacionam com o seu uso - impetigo bolhoso, escabiose,
sífilis congênita.

Etiologia

• Fraldas
• Fezes e urina
• Fricção (acomete as pregas)
• Hidratação
• Temperatura
• Irritantes químicos: sabonetes, óleos, talcos, pomadas, banho de ervas
• Substancias com capacidade sensibilizante
• Microorganismos

Prevenção: O uso rotineiro de preparações tópicas para prevenir dermatite da área das fraldas não é necessário para
a pele normal. Os aditivos dessas preparações têm potencial de causar sensibilização. Usar rotineiramene cremes de
barreira a base de oxido de zinco (Hipoglos). Higiene adequada após a troca das
fraldas auxilia na prevenção.

Uma boa dica para diferenciar a dermatite de fralda para candidose é


observar as pregas – na candidose, ocorre acometimento das pregas; na
dermatite não. Na história também se observa uso de antibióticos por longos
períodos ou diarreia – tratar com miconazol tópico
Miscelânea

A presença de vegetações do HPV sempre levantam a suspeita de abuso sexual. Pode ser feita a cauterização da
lesão. Existe a vacina do HPV disponível no SUS para meninos e meninas entre 9 a 14 anos.

O HPV possui correlação com o câncer de colo de útero (subtipos 16 e 18) e com o câncer de pênis no homem.

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