Molde para Plástico
Molde para Plástico
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GENERALIDADES
O molde para plástico é uma unidade completa, capaz de produzir moldagens (peças injetadas) na forma desejada
quando colocada na prensa de injeção (injetora plástica).
As ferramentas de injeção para plásticos são empregadas na produção de peças em larga escala, pois sua estrutura
permite a construção de várias cavidades, aumentando assim a produção e diminuindo ao mesmo o tempo e o custo.
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NOMENCLATURA
4. Espaçador ou calço
5. Placa suporte
7. Placa porta-matriz
23. Encosto
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MATERIAL: São construídas geralmente em aço SAE 1020 ou 1045 sem tratamento térmico.
EXTRATOR
Sua principal função é alojar a cabeça dos pinos, que formam o conjunto
extrator. Possui também roscas para fixação de parafusos.
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4. ESPAÇADOR OU CALÇO
MATERIAL: São construídos geralmente em aço SAE 1020ou 1045 sem tratamento
térmico.
5. PLACA SUPORTE
Sua função é suportar a pressão se injeção exercida no molde, durante a injeção do material plástico.
OBS.: quando feitas com P20 são temperadas e revenidas com dureza 48-50Rc.
7. PLACA PORTA-MATRIZ
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Sua principal função é possibilitar a fixação do conjunto superior do molde de injeção a placa fixa da máquina injetora.
Na sua construção são feitos furos e rebaixos, para o alojamento dos parafusos de fixação do conjunto superior;
também possui outras funções tais como: alojar e dar apoio a bucha de injeção; apoiar cabeças de postiços e colunas
guia.
MATERIAL: São construídos geralmente em aço SAE 1020ou 1045 sem tratamento térmico.
O parafuso com cabeça cilíndrica com sextavado interno, conhecido também como parafuso tipo “ALLEN”, é muito
utilizado na construção de ferramentas, pelo fato de não ocupar espaço para o alojamento de sua cabeça e de fácil
montagem, é um elemento de união entre duas ou mais partes na ferramenta.
MATERIAIS: São feitos geralmente de aços ligas SAE 6320 oxidados e com dureza 38-42Rc.
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Sua função é impedir que o componente gire. O pino de posição também é conhecido como pino de trava.
MATERIAL: É confeccionado geralmente em AÇO PRATA com dureza entre 46-50 Rc.
Sua função principal é permitir a passagem do material plástico do bico da maquina injetora,
ate os canais de distribuição. Outra função que a caracteriza é possibilita um perfeito
acoplamento do bico da maquina injetora com o molde, a fim de facilitar a extração do canal
principal. O canal da bucha de injeção deve possuir uma conicidade de mais ou menos 2 a 5° e
a superfície devera ser polida para facilitar o fluxo do material e a extração do canal principal.
Sua função é dar corte e fechamento ao produto, para formar furos ou rasgos no mesmo.
MATERIAL: São geralmente de AÇO PRATA temperado e revenido com dureza de 48-50 Rc.
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PREMO muito utilizado para cunhagem temperado e revenido com dureza 54-56 Rc.
Sua função é ser elemento formador juntamente com a cavidade matriz. Este
componente reproduz normalmente a parte interna do produto.
E outra vantagem é poderem ser substituídos quando ocorrer qualquer avaria, sem que haja alterações dos demais
elementos.
MATERIAL: Feito em AÇO SAE 8620 cementado, temperado e retificado com dureza entre 44-46
Rc.
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A principal função da bucha guia é garantir uma perfeita centralização entre o conjunto
superior e o conjunto inferior, juntamente com a coluna guia durante o fechamento.
MATERIAL: Feito em AÇO SAE 8620 cementado, temperado e retificado com dureza
entre 44-46 Rc.
MATERIAL: são feitos normalmente de AÇO PRATA e VH-13 temperado e revenido com dureza de
40-42 Rc.
Sua função é extrair o produto do inferior da cavidade macho. O pino extrator normalmente possui a forma cilíndrica,
pois seu custo de fabricação fica mais baixo em relação a outros formatos.
Os pinos extratores são feitos em formatos cilíndricos, mas suas formas dependem freqüentemente dos requisitos da
moldagem, assim, muitos extratores são feitos nos formatos de camisas, laminas, etc.
MATERIAL: são feitos normalmente de AÇO PRATA e VH-13 temperado e revenido com dureza de 40-42 Rc.
Sua principal função é extrair o canal “poço-frio” da bucha de injeção. Existem vários formatos de
ponta para estes pinos, a fim de possibilitar uma maior retenção.
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MATERIAL: são feitos normalmente de AÇO PRATA e VH-13 temperado e revenido com dureza de
40-42 Rc.
Sua principal função é retornar o conjunto extrator, parar que os pinos extratores fiquem paralelos
ao fundo da cavidade. Os pinos de retorno são geralmente cilíndricos.
MATERIAL: são feitos normalmente de AÇO PRATA temperado e revenido com dureza de 44-46
Rc.
23. ENCOSTO
Sua função é promover um assentamento perfeito do conjunto de extração, e serve também de apoio para
as placas extratoras.
MATERIAL: são feitos normalmente de AÇO PRATA ou AÇO SAE 1060 temperado e revenido com dureza de 42-44
Rc.
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TIPOS DE MATERIAIS
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AÇOS
O aço, usado para a construção do molde plástico deve ser resistente ao desgaste. A resistência ao desgaste esta
diretamente ligada a dureza da superfície, especialmente a cavidade do molde e às partes do molde duras e resistentes
ao atrito.
O aço necessita ser bastante tenaz (duro) e resistente contra esforços e fadiga, porque é necessário uma compressão em
torno de 1000 a 2000 Kgf/cm². Para a moldagem de injeção de alguns termoplásticos ou termofixos, as pressões são um
pouco menores, variando de 300 a 1400 Kgf/cm².
Outro requisito básico e importante é que os aços não tenha distorção para prejudicar o paralelismo dos produtos,
principalmente para a construção das cavidades.
O material das cavidades deve ser de fácil usinagem, porém, se for muito macio, se espalhará e será difícil de se polir.
Por outro lado se for muito duro, somente poderão ser usinadas com baixa velocidade de corte, aumentando
consideravelmente o tempo de construção.
O molde deve ser de fácil polimento, especialmente para a moldagem de materiais termoplásticos transparentes sendo
que as superfícies com alto teor de carbono não são boas para polimento.
Uma consideração final consiste na característica do aço suportar a ação química de certos materiais plásticos,
(particularmente o PVC), conseguidos freqüentemente pela utilização de aços normais de molde que, posteriormente
são cromados.
Uma prática alternativa consiste no emprego de aços inoxidáveis que têm a vantagem de permitir modificações
posteriores no molde, sem a retirada de qualquer revestimento, contornando a dificuldade de deposição de cromo (ou
metalização). Em geral, os aços inoxidáveis são de usinagem mais difícil que os aços-liga.
Como as cavidades têm como principal função ser o elemento formador da peça desejada, o material para sua
construção tem de ser o melhor possível.
Estes aços, endurecidos diretamente no óleo, no ar, ou cementados, são os mais usados para os moldes de
injeção. São encontrados em lingotes ou barras, normalmente recozidos, e também termicamente tratados para
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Os aços cromo-níquel de fadiga. A liga de 1,5% é de melhor usinagem, mas as variações de 2,5 a 3% de níquel
têm maior tenacidade.
Os aços cromo-níquel de 4 a 4,5% de níquel têm ótima resistência à tração, e portanto, são os mais usados.
VCO – Aço cromo-níquel-molibdênio (0,55C-1, OCr-3, 5Ni-0,30Mo) grande tenacidade. Sua têmpera é feita ao ar para
evitar deformações. É fornecido recozido, com dureza máxima 255 Brinell.
VMO – Aço cromo-níquel-molibdênio (0,55C-0, 70Cr-1, 5Ni-0, 35Mo) alta tenacidade e resistência ao desgaste. Vem
forjado, assegurando máxima durabilidade em trabalho. Podem ser fornecidos em duas diferentes condições de
tratamento térmico.
1. Recozido, com dureza entre 220 a 250 Brinell, facilmente usinável, para ser para ser posteriormente
endurecido.
ABNT P20 – Aços cromo-níquel-molibdênio (0,36C-1, 8Cr-1, 0Ni-0,30Mo) para endurecimento à tempera.
2. Para outras aplicações: postiços pequenos, peças que façam o interno do produto, cavidade para produtos de médias
ou pequenas solicitações.
OBS: Em toda compra deste aço deve ser solicitado o envio de certificado de qualidade, onde constem composição
química e o resultado do teste de ultra-som.
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Recomendações gerais
1. Utilizado como substituído do aço Sae 1050 na construção de: apoios para extratores, limitadores de cursos para
extração e conjuntos de extração para moldes pequenos.
2. Utilizado também na construção de: bico de injeção, buchas para canal, postiços pequenos, lâminas ou pinos postiços
que façam o interno do produto com pequenas solicitações de acabamento e buchas extratoras especiais.
3. Por ser um aço de grande resistência, quando temperado, e alta estabilidade dimensional quando aquecido, é
empregado também na construção de gavetas e postiços de grande dimensões, porém nunca em superfícies que
requeiram texturização e alto brilho superficial.
Recomendações gerais
1. Utilizado na construção de pinos de retorno, coluna e bucha de guia para as placas extratoras, colunas e guias do
bloco do molde, pinos inclinados para gavetas e tirantes limitadores por placas.
2. Aço de média temperabilidade, boa resistência ao desgaste na camada cementada, núcleo tenaz e com limite de
resistência entre 70 a 110 kgf/mm².
Villares..................................VB20
Eletrometal............................E 8620
SAE.......................................8620
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Estes aços possuem geralmente 1,25 a 2,5% de carbono e 12 a 14% de cromo, não são tão extensamente usados
para a usinagem de moldes, como a variedade de cromo-níquel, mas são adequadas para os moldes que necessitam de
mínima distorção e alta dureza para resistência as abrasões (atrito).
VC-130 – Aços cromo-vanadio (1,8C-12Cr-0,20V) indeformável, podendo ser temperado em óleo e banho de sal para
dureza até 63 a 65Rc. É fornecido recozido com dureza máxima de 240 Brinell (24Rc).
VC-131 – Aços cromo-vanadio (2,0C-12Cr, 5Cr-0,2V), indeformável. Quando temperado em óleo ou banho de sal
alcança dureza de 63 a 65Rc. É fornecido recozido com dureza máxima de 250 Brinell (25Rc).
UHB SVERKER 3 – Aço de Alta liga cromo-tungstênio (2,05C-1, 3W-13Cr-0,75Mn) indeformável de grande
resistência ao [Link] em óleo, pois apresenta maior dureza superficial.
VW3 – Aço de alta dureza (0,46C-1, 0CR-0, 2Mo-2, 0W-0, 1V) podendo atingir dureza entre 56-58Rc, quando
temperado em óleo. É fornecido recozido com 191 a 219 Brinell (9 a 21Rc).
TRAT.
APLICAÇÕES MATERIAL
TÉRMICO
Placas do molde, Calços, Colunas de
ESTRUTURA apoio
SAE 1045 RECOZER
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Cementado
Postiços para cunhagem VEP
Temp./Rev. 52-54 Rc
FOLHA DE
Lâminas até 2,5mm
SERRA
Cementado
Colunas de guia, Colunas cônicas SAE 8620
Temp./Rev. 58-60 Rc
Cementado
Buchas de guia, Buchas cônicas SAE 8620
Temp./Rev. 58-60 Rc
GUIA E
ACIONAMENTO Itens do conjunto para extração SAE 1045
Cementado
Pino inclinado p/ Gaveta, Limitadores SAE 8620
Temp./Rev. 52-54 Rc
EXTRAÇÃO
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Extração é o meio pelo qual se retira a peça do molde, sem prejudicar a sua aparência, pois o material plástico
tende a aderir em torno do macho, após a injeção da moldagem.
Na maioria dos projetos de molde, a cavidade fêmea é posicionada no lado de injeção, com a moldagem é então
extraída pelo lado móvel do molde. Este procedimento aplica-se às ferramentas de duas ou três placas.
Como regra geral, os extratores são colocados para operar na face inferior da moldagem, as marcas de extratores
na face visível da peça é assim evitada.
Sempre que possível, o curso do extrator deve tirar completamente a moldagem da cavidade do molde.
Devido ao grande desenvolvimento dos projetos de molde para plástico, houve a necessidade do aprimoramento
no sistema de extração. Criaram-se então variados tipos de extração. As mais conhecidas são:
A extração da moldagem por meio de pinos extratores, é o método mais comum e barato. Os extratores são
distribuídos conforme a necessidade do molde, sendo tomado cuidado no posicionamento para que a carga do extrator
seja satisfatoriamente balanceada, e que hajam suficientes extratores a fim de evitar a deformação loca da moldagem.
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PINOS EXTRATORES
EM
MILÍMETROS
D1 D2 D3 r k L1 L
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75 200 250
50 100 150
2,0 6 3 0,3 3
75 200 250
50 100 150
2,5 6 3 0,3 3
75 200 250
A extração por meio de camisa é usada normalmente para moldagens circulares ou partes circulares das
moldagens. O extrator é feito em formato tubular que envolve o núcleo-macho, e o revenimento para frente da camisa
extrai a peça.
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A extração por placa extratora consiste na colocação de uma placa ajustada, que envolve a base da cavidade
macho. Durante a extração, a placa se move ao longo da cavidade macho, levando a moldagem.
Este tipo de extração é principalmente utilizado onde o local da extração é uma aresta fina, tal como a parede
delgada de uma caixa. Para tais condições, um extrator de lâmina ou pino, extrator teriam área de apoio insuficiente e a
pressão exercida na pequena face, poderia ser suficiente para esmagar a moldagem através do extrator.
Neste tipo de extração, é essencial que a placa tinha guias adequadas durante a operação. A extração por placa
exerce uma retirada uniforme e segura do produto, mas constituem um alto custo em relação a usinagem.
A extração da moldagem pela introdução de ar comprimido entre a peça e a face da cavidade, propicia um
método bastante eficiente. O emprego deste processo é geralmente para peças cilíndricas tipo balde.
O ar comprimido deve ser introduzido no ponto mais afastado da linha de contato, de tal maneira que separe a
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moldagem da face do molde antes que possa esperar. Um exemplo comum do uso de ar comprimido é uma bacia, que é
normalmente extraída da cavidade macho por meio de ar.
O extrator consiste de um pino tipo válvula, é feito de aço cromo-níquel que é adicionado pela introdução de ar
comprimido por trás da cabeça. O ar é controlado pelo operador da injetora, através de registros, mas também pode ser
acionado automaticamente. O retorno da válvula é normalmente efetuado por meio de mola de compressão.
É o método de extração que aplica em moldes que tivessem apenas a extração simples, a peça continuaria presa
no molde, sendo necessária a extração manual, o processo tornaria improdutivo.
A extração dupla permite que após a peça ser extraída da cavidade, e se caso continuasse presa, a segunda
extração viria e extrairia a peça mecanicamente ou automaticamente.
O processo consiste em colocar dois pares de placas extratoras e dois ou quatro cames de acionamento, preso a
placa extratora inferior, que também está em contato com a placa superior. No movimento de extração, primeiro
aciona-se o curso de extração normal, em seguida o came é movimentado, fazendo com que a placa extratora superior
tenha um segundo curso.
A extração do lado fixo é normalmente usada em casos especiais de moldagem de peças, que não possa aparecer
a marca de injeção na parte visível do produto. Isto ocorre quando as peças são relativamente grandes, e se deslocar o
ponto de injeção para a lateral, alem de provocar o desbalanceamento do molde, poderia haver o problema de não
preencher a cavidade por causa da má distribuição do material plástico.
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a = 5º a 15º
a
Tg a =
curso
TOLERÂNCIAS E AJUSTES
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+60 +72
50 65
0 -30 -10 0 +12 +21 +30 +39 +41 +53
+73 +93
80 100
0 -36 -12 0 +13 +25 +35 +45 +51 +71
+88 +117
120 140
+63 +92
+93 +133
160 180
+68 +108
+106 +151
180 200
+77 +122
+113 +169
225 250
+84 +140
+126 +190
250 280
0 -56 -17 0 +16 +36 +52 +66 +94 +158
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
+144 +226
315 355
0 -62 -18 0 +18 +40 +57 +73 +108 +190
+166 +272
400 450
0 -68 -20 0 +20 +45 +63 +80 +126 +232
CANAIS DE ALIMENTAÇÃO
O conjunto de dutos percorridos pelo material termoplástico, desde o bico de injeção até o interior da cavidade é
chamado CANAIS DE ALIMENTAÇÃO.
O sistema de canais de alimentação é escolhido, em função da tipo de peça e do material que sai do bico das
máquina, com destino à cavidade.
Com grande desenvolvimento do emprego de materiais plásticos, houve a necessidade do aprimoramento dos
canais de alimentação, impostas pelas próprias exigências do mercado.
1. entrada direta
2. entrada indireta
3. canal de injeção
4. canal de distribuição
5. canal de retenção
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8. - entrada múltipla
1. entrada direta
A entrada direta é utilizada em moldes que possuem apenas uma cavidade, onde o material penetra através do próprio
canal de injeção. O ponto de injeção deve ser o mais próximo possível do centro geométrico da peça. Na injeção direta
não existe canal de corte, o material plástico que se solidifica no interior do canal de injeção, é extraído junto com a
peça.
O formato e as dimensões da bucha de injeção do molde podem variar de acordo com o tamanho e o tipo de maquina,
mas o tipo de alojamento esférico é o mais comum. O alojamento esférico deve ser usinado, com precisão, nas
dimensões específicas, de modo que se obtenha, uma vedação satisfatória em todos os moldes, permitindo que o bico
da maquina assente perfeitamente no alojamento da bucha, evitando assim vazamento de material plástico durante a
injeção.
Para disfarçar a chupagem provocada pela presença do canal de injeção, costuma-se fazer uma pequena protuberância
em forma de caloria esférica na região da superfície da peça.
2. A ENTRADA INDIRETA
A entrada indireta é utilizada em moldes que possuam mais de umas cavidades,. Como as cavidades do molde são
idênticas, a localização do ponto de injeção em relação é forma geométrica da peça tem que ser rigorosamente a mesma
em todas as cavidades, para que as cavidades sejam preenchidas simultaneamente e nas mesmas condições.
Observando-se a figura, pode-se notar um outro detalhe na região em que se bifurcam os canais de distribuição que por
sua vez saem do canal sem saída, que é chamado de POÇO FRIO.
A entrada indireta pode ter também o sistema de alimentação com canais de distribuição primário e secundário.
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5. produto moldado.
6. poço frio.
Normalmente aplica-se este processo no caso de moldagem simultânea de várias peças pequenas.
3. CANAL DE INJEÇÃO
O canal de injeção é o canal de entrada do material plástico no molde. A dimensão do orifício do bico varia de acordo
com o tamanho do molde, e com o material a ser injetado.
4. CANAL DE DISTRIBUIÇÃO.
O canal de distribuição é o responsável pela distribuição do material plástico para as diversas cavidades do molde.
Os canais de distribuição têm que ser “balanceados”, ou seja, as secções transversais dos mesmos necessitam ser
idênticas, e o percurso dos canais deve ser tão semelhantes entre si quanto possível, para que os produtos sejam
preenchidos simultaneamente e nas mesmas condições.
O comprimento dos canais de distribuição deve ser tão pequeno quanto possível, para minimizar a troca de calor do
termoplástico com o molde ao longo da trajetória de injeção, e evitar a perda de pressão de injeção.
O diâmetro dos canais de distribuição depende das características da peça a ser injetada, da construção do molde e
principalmente da reologia (estudo do fluxo) do material plástico.
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Na tabela, são dados os valores aproximados dos diâmetros dos furos dos canais de distribuição.
DIÂMETRO DO
SIGLA NOME TÉCNICO
CANAL EM MM
ABS Acitilonitrila – Butacieno Stireno 4,5 – 9,5
Acrílico de impacto 8 - 10
PC Policarbonato 5 – 9,5
PE Polietileno 1,6 – 9
PP Polipropileno 5 – 9,5
Em peças pequenas com canais curtos, podemos trabalhar com valores mínimos enquanto em peças grandes será
conveniente usar valores mínimos enquanto em peças grandes será conveniente usar valores máximo, independente dos
canais serem curtos ou não.
O desenho abaixo, ilustra alguns formatos de canais de distribuição, usados com freqüência.
O formato do canal de injeção de distribuição e as peças prontas, lembram uma arvore, razão pela qual os canais de
distribuição às vezes são chamados de GALHO.
1. receber e reter a primeira porção de termoplásticos que vem pelo canal de injeção, pois que este estando
normalmente a uma temperatura levemente mais baixa que o material que vem a seguir, poderia dar origem a
marcas e outros defeitos prejudicando o produto final.
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
2. Prender os canais de alimentação do lado móvel do molde para quando for acionado o sistema de extraçao.
6. PONTO DE INJEÇÃO
Ponto de injeção e o espaço entre o produto final e o canal de distribuição. Esse espaço também chamado de canal de
corte é um estrangulamento que serve de passagem para o material plástico penetrar na cavidade.
Existem vários tipos de ponto de injeção, que deverão ser adotados conforme o tipo do molde e a peça a ser injetada.
São eles:
O orifício não somente assegura a remoção da peça como também o fluxo de material.
O fluxo do material é acelerado, devido a secção transversal da entrada restrita, ser estreita, provocando assim, um
atrito entre o material plástico e a passagem, fazendo a solidificação prematura neste ponto.
1. A entrada restrita solidifica rapidamente, após o material plástico parar de fluir, reduzindo assim o tempo do
ciclo.
2. O resfriamento mais rápido da entrada reduz a necessidade de recalque, com diminuição das tensões na área de
injeção.
3. A pode ser eliminada com perfeição, melhorando a aparência do produto. A entrada é usada para a alimentação
lateral ou central. É particularmente adequada para materiais de boa fluidez, por exemplo: nylon, polipropileno,
etc.
Entrada capilar é um pequeno orifício que forma o ponto dr injeção da moldagem. Este pequeno ponto de injeção
rompe-se na abertura da ferramenta, e desta maneira nenhum canal precisa ser cortado da moldagem após a extração,
ficando somente uma pequena marca no produto acabado. Quando o diâmetro de uma entrada restrita for menor eu
0,8mm, ela é chamada de alimentação capilar. Este tipo de entrada pe usado para materiais de voa fluidez. São
aplicados nos casos em que a marca de alimentação deva ser a menor possível.
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
figura acima.
Este tipo de entrada é comumente utilizada nos moldes com três placas.
Estrada submarina é aquela perfurada em ângulo com o canal de distribuição para encontrar o produto. A moldagem
sairá do molde pelo lado móvel, cisalhando a entrada do material no ponto de injeção.
Em moldes totalmente automáticos, a entrada submarina permite que as peças já saiam prontas para uso, ou para serem
embaladas.
Entrada túnel é aquela que perfurada em ângulo, até encontrar um pino faceado, ira conduzir o material até o produto.
Para este tipo de entrada, o onde terá mais de uma cavidade, e o ponto de injeção será na parte inferior da peça.
Há casos especiais, em que será necessário fazer uma entrada em túnel especial, chamada tipo UNHA, utilizada para
peças muito pequenas e de difícil acesso.
O túnel formado pela injeção, será eliminado da peça por rebarbagem após a moldagem. Este tipo de entrada é usado
em peças que não permitem marcas na parte externa (visível), tem grande utilidade, pois o molde poderá ser de duas
placas.
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
A entrada em leque é aquela que espalha o fluxo desse material, diminuindo as manchas provenientes da injeção.
Entrada em disco é aquela que distribui o material plástico uniformemente em circulo, devera ser utilizada para produto
de formato cilíndrico e de preferência que contenha um furo central.
Depois de injetada a peça, deve-se eliminar o canal de injeção e o disco através de um dispositivo de estampar.
Entrada em aba é aquela utilizada para materiais com grande transparência, por exemplo, o acrílico, pois este material
necessita de obstáculos no ponto de injeção, para obter uma boa mistura, isto faz com que crie menos tensão no
material.
O material plástico sempre vem de encontro à cavidade, através do canal de distribuição, passando pela entrada restrita,
em seguida pela aba, ate chegar na cavidade.
A condução do material indiretamente para a cavidade, faz com que ele a preencha sem esguichamento, que poderia
aparecer na peça, prejudicando sua aparência.
Canal de
Entrada Restrita ABA
Distribuição
Injetora até
Diâmetro C L P Comprim. Largura Profund.
120 gr
0,5 esp.
8 2 3 1,2 12 a 23 6a9
peça
Acima de 0,5 esp.
10 4 5 3 24 a 35 10 a 12
120 gr peça
C = comprimento em mm
L = largura em mm
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
P = profundidade em mm.
As entradas múltiplas são vários pontos de injeção, numa mesma peça, para permitir um bom fluxo de material e sem
provocar distorções no produto.
São usadas principalmente em peças grandes ou planas, onde não possa apresentar distorções. Usa-se também em
moldes com trajeto longo, onde poderá acontecer resfriamento prematuro do material plástico.
Para evitar chupagem, as entradas devem estar próximas as paredes grossas do produto, de modo a manter suficiente
pressão de recalque.
CONCLUSÃO:
Os pontos de injeção e canais de injeção para moldes, devem ser localizados convenientemente conforme as
solicitações do produto, a fim de fornecerem as melhores condições de fluxo para o material plástico, e a marca por eles
deixada não afete a eficiência e a estética do produto.
As peças representadas mostram suas particularidades quanto ao ponto de injeção, cuja escolha depende da aplicação
do produto.
TIPOS DE MOLDE
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Este tipo de molde é muito usado para fazer peças que necessitam de uma extração forçada. Onde a peça injetada em 1°
lugar precisa ser extraída do macho (1ª extração), para que em seguida seja extraída totalmente (2ª extração).
FUNCIONAMENTO.
Quando o molde se abre, praticamente o came já começa a acionar a placa extratora para a 1ª extração, o came é
acionado por um postiço fixado na placa suporte, liberando a placa extratora que está sendo puxada. O molde se abre
totalmente quando é feita a 2ª extração, pelo próprio sistema da máquina. (ver figura a seguir).
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
1°) O molde se abre, a bucha não pode fazer a extração. A peça deve ser em 1° lugar, liberada do postiço macho, para que
ela possa ceder na extração.
2°) O macho sobe junto com a bucha, p/ extração da peça; até liberá-la do macho postiço; Em seguida o macho pára, e a
bucha continua p/ fazer a extração.
C = curso total
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
C = X+Y+Z
F = Folga
X = 1° curso
Y = 2° curso
Z = Movimento da alavanca.
O molde de três placas é muito usado em injeções de tampas plásticas para frascos em geral, e em peças grandes como:
bandejas, painéis de carro, etc.
Usa-se muito neste tipo de molas o sistema de entrada capilar, no qual o processo de extração das peças e do galho de
injeção requer um molde de três placas.
A figura abaixo mostra o molde fechado com o material injetado, sendo que nas figuras a seguir, mostra-se abrindo em
partes.
O desenho acima mostra o molde se abrindo na parte (A) para destacar o canal de injeção da peça desejada, onde a bucha
de nylon serve para manter a placa (nº 1) na mesma posição.
A abertura deve ser aproximadamente o dobro do tamanho do galho. O desenho a seguir mostra o molde se abrindo nas
partes (B) e (C). A placa (nº 1) se abre, ela bate no pino (nº 2) forçando a abertura (B), para destacar totalmente o galho.
Sendo assim o molde continua se abrindo, dando a abertura (C), para que as peças possam ser extraídas.
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
36 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
1. A aberturar da parte cilíndrica entre a cavidade e o cônico do capilar não deve passar de 0,5 a 0,8 mm.
3. A distancia entre o centro da bucha de injeção com centro capilar deve ser o menor possível.
4. A altura do capilar, sempre que tiver mais que uma cavidade, não deve passar de 15mm.
5. A passagem máxima da entrada para o canal de injeção não deve ser menor que a soma dos perfis de canais
utilizados.
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
O molde com bico quente é muito usado em moldes, com o interesse de reduzir o tempo de injeção, diminuir ou
praticamente eliminar o canal de injeção, quando for muito cumprido, sendo assim, sua finalidade é de manter o material
plástico que está sendo injetado sempre aquecido em sua temperatura de injeção, pouco antes de chegar diretamente na
cavidade.
Este tipo de molde também é usado em casos que quando o molde se abre, a peça injetada fica presa no lado fixo
do molde, exigindo assim a extração do lado fixo, que aumentará a distancia entre o bico de injeção da injetora e a
cavidade, tendo a necessidade de usar o bico quente (pág. 132).
O bico quente pode ser normal (pág. 71), sem válvula de vedação, ou com a válvula de vedação.
A válvula de vedação tem como finalidade vedar o fluxo do material injetado, para que ele não escoe
demasiadamente, dando melhor acabamento na peça e desperdiçando menos material (págs. 72, 73, 74 e 75).
Os moldes com extração do lado fixo são muitos usados em casos de peças como painéis de computador, toca fitas
e outros, onde as marcas de extratores e de injeção teriam de ficar do lado interno do produto.
38 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
GAVETAS
MOLDE COM BICO QUENTE VALVULADO
O molde com canal quente é muito usado em injeção de peças grandes, onde em uma injeção normal o material
injetado normal o material injetado demoraria muito tempo para encher a cavidade, por ela ser muito extensa,
endurecendo o material antes de formar a peça (figura abaixo).
Aplica-se também o sistema de canal quente quando o molde tem múltiplas cavidades, sendo necessário uma
grande produção, com bastante economia, total automatismo e ciclos bem curtos, portanto, eliminando-se os canais de
injeções distribuição, eliminando automaticamente a operação de moer o material para poder recuperá-lo, pois neste caso
o desperdício de material é praticamente zero.
Para que funcione o processo de injeção normal, temos que aumentar muito as dimensões do bico de injeção e dos
próprios canais de distribuição (se existir), perdendo assim muito material, o que elevaria o custo final do produto.
O bloco do canal quente é aquecido geralmente por resistência tipo cartucho, onde sua temperatura é regulada por
termostato (pág. 79).
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Molde exemplificado o sistema de injeção por canal e bico quente, mostrando em corte o bloco canal quente
(Manifold), bico quente, sistema de refrigeração e extração por placa.
Usa-se muito em moldes, o sistema de gavetas, para fazer rasgos, furos, e outros detalhes externos ou internos na
peça injetada. Detalhes estes que seriam impossíveis de serem feitos, sem a utilização da gaveta, pois os detalhes são
feitos no sentido transversal da abertura do molde, e tem que ser liberados antes da extração da peça.
1. Gavetas que nelas mesmas são usinados os formatos necessários da peça (pág. 65).
2. Gavetas que servem de intermediarias para acionamento de alguns postiços, pinos, que por sua vez, também dão os
formatos necessários da peça (pág. 87).
SISTEMA DE ACIONAMENTO
1. Acionamento por pino acionador, sendo que o próprio pino faz o retorno (págs. 85 e 87).
2. Acionamento por cunha, sendo o retorno feito por molas (pág. 89).
3. Acionamento por cunha mecânica, sendo que o próprio cunha faz o retorno (pág. 91).
4. Acionamento por pistão hidráulico, sendo que o próprio pistão faz o retorno (pág. 93).
Estes tipos de gavetas são acionados por pinos acionadores, onde os mesmos fazem o avanço e o retorno das
gavetas, sendo que neste caso as gavetas têm usinadas entre si o formato externo da peça desejada.
Por serem tipos de gavetas “cavidades”, geralmente são confeccionados com matérias próprios para cavidades,
como: VH-13, VC-150, VND, etc.
40 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Estes tipos de gavetas também são acionados e retornados por pinos acionadores, porém, neste caso, as gavetas somente
servem como intermediárias, sendo que nas mesmas são fixados postiços, que por sua vez são acionados e recuados pela
gaveta, e estes sim dão formatos externos ou internos na peça injetada.
Neste caso, os materiais usados para confecção das gavetas podem ser: VND ou o próprio VH-13.
Estes tipos de gavetas não são muitos recomendados para uso, tendo só como vantagens sua aplicação em espaços
reduzidos.
O acionamento é feito através da própria cunha trava, sendo que o recuo das gavetas é feito através de molas, tendo
a desvantagem que não podemos confiar nas molas, porque por melhor que seja a qualidade das mesmas, dependendo da
maneira como são utilizadas, elas vão se desgastando, podendo até ocorrer uma quebra e ocasionar até um prejuízo maior
em termos gerais.
Sistemas de gavetas acionadas e recuadas por cunhas acionadoras, quadradas ou retangulares, e suas seções, usadas
em casos de cursos de acionamento muito grandes, servindo como opção para outros casos específicos.
O acionamento de gavetas por pistão hidráulico ou pneumático geralmente é usado em casos que a gaveta trabalha
na parte fixa do molde, sendo necessário que o pistão seja acionado quando o molde se feche e recue antes mesmo que o
molde se abra, liberando, assim, o detalhe desejado, para que a peça injetada fique presa no macho quando o molde se
abrir.
O pistão também pode ser usado em casos de cursos muito grandes, onde em determinados casos seria impossível
o sistema convencional de gavetas.
41 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Este tipo de gaveta geralmente é usado em peças que têm detalhes internos e não haveria possibilidades de fazer a
extração por pinças. Somente são usadas em peças relativamente grandes, que determinem um bom espaço para a
localização das gavetas.
Os pinos acionadores das gavetas são posicionados com inclinações ao contrário das inclinações normais.
f E )+ K
H=( )+( ) + (R x tang a)+ X
cos a cos a ( sen a
Onde:
X = de 5 a 10 mm
C = Curso da gaveta
f = de 1 a 3 mm
f
K=C+
cos a
E = espessura da placa
42 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
A função das cunhas em um molde com sistema de gaveta é muito importante pois, além de suportar a pressão de
injeção do material injetado, ao mesmo tempo proporciona um bom fechamento junto à cavidade ou macho.
O 1º e o 2° desenho representam tipos de cunhas quase semelhantes, sendo que são usadas na maioria dos moldes
com gavetas.
O 3° desenho representa outro tipo de cunha, que já não é muito usada, por ter um sistema de fixação fraco,
podendo não suportar a pressão de injeção.
43 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
É importante observar a altura a altura das colunas de guia em moldes com gavetas, pois as mesmas devem ter a
sua altura “H” sempre maior do que a altura “X” do pino acionador da gaveta, pois quando o molde se fecha é necessário
que esteja guiado pelas colunas e buchas, antes mesmo da gaveta ser acionada.
44 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Molde com uma cavidade central, injeção direta e duas gavetas para fazer furos redondos no sentido horizontal da
peça.
Retorno mecânico
O retorno mecânico é usado com finalidade de permitir que os pinos extratores em alguns casos retornem ao ponto
inicial, antes da gaveta se feche sem bater nos pinos extratores.
Molas que são alojadas da placa suporte até a placa extratora. Não é indicado somente o uso de molas, sendo
assim, necessário o uso do retorno mecânico por garantia, pois a mola com um determinado tempo de uso, vai perdendo
sua força.
Contração
45 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Quando o material plástico quente penetra na cavidade é resfriado, ele se contrai, e a moldagem final é menor que o
molde original. Portanto, quando a ferramenta é projetada, deve-se adicionar uma tolerância de contração para dar as
dimensões correspondente a ferramenta.
Os materiais plásticos possuem diferentes valores de contração, e essa informação é fornecida pelo fabricante do
material.
Normalmente, é especificada uma faixa de valores de contração, o valor exato depende do tipo de peça e das
condições da máquina injetora.
A contração de moldagem é volumétrica, portanto todas as dimensões do produto devem ter essa tolerância de
contração.
Tolerâncias da peça
As tolerâncias apresentadas no desenho da peça, devem cobrir não apenas e desempenho funcional do produto, mas
também os três fatores que são:
a. variações de contração
a. Variações de contração
Os valores de contração, indicado pelo fabricante do material caseiam-se em moldagens de teste efetuadas em
condições especiais da prática, entretanto, a contração que ocorre, não depende apenas do tamanho e da secção
transversal do produto, mas também das condições da injetora. Assim haverá uma diferença entre a contração permissível
e aquela realmente obtida.
Ângulo de saída é a conicidade dada nas cavidades para facilitar a extração da moldagem.
Nas paredes da cavidade do molde no sentido de saída da peça, deve ter uma inclinação variando entre 0° 30’ a 3°,
com o propósito de facilitar a extração.
OBS: No desenho de produto, quando for necessário inclinação mínima, deverá ser adotado 0° 30’.
46 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Se uma peça tiver tolerâncias rigorosas, é necessário acomodar essas tolerâncias, deixando a máxima quantidade de
material possível nas cavidades macho e fêmea, para que, após a primeira amostra, as correções possam ser facilmente
efetuadas, porque é mais fácil usinar o material da cavidade para corrigir as dimensões do que adicionar metal.
1. faz-se todas as cavidades machos tão grande quanto possível, dentro das tolerâncias permitidas.
2. faz-se todas as cavidades fêmeas tão pequenas quanto possível, dentro das tolerâncias permitidas.
Fc = 1 x %
100
Para a cavidade matriz, usa-se as dimensões mínimas ao produto multiplicado pelo fator de contração.
Dc = dp . fc
dp = dimensão da peça em mm
Fc = fator de contração em %
EXEMPLO:
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Dados:
Material – ABS
+ 0,02
Dp2 = 18 + 0,1 = 18,10 Dc2 = 18,10 . 1,006 = 18,20
0
+ 0,02
Dp3 = 60 – 0,1 = 59,90 Dc3 = 59,90 . 1,006 = 60,25
0
+ 0,02
Dp4 = 10 + 0,2 = 10,20 Dc4 = 10,20 . 1,006 = 10,26
0
+ 0,02
Dp5 = 20 – 0,1 = 19,90 Dc5 = 19,90 . 1,006 = 20,01
0
+ 0,02
Dp6 = 2,1 + 0,2 = 2,30 Dc6 = 2,30 . 1,006 = 2,31
0
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Fatores que influenciam diretamente na contração de um produto moldado estão relacionados com:
CICLO DE MONTAGEM
DENSIDADE
Exercícios propostos
Dados:
Material: Poliestireno
49 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Dados:
Material: Polipropileno
TABELA DE CONTRAÇÃO
50 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
51 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
REFRIGERAÇÃO
O sistema de refrigeração em um molde de injeção é um dos detalhes mais importantes para o bom funcionamento
do mesmo, influenciando, diretamente, na qualidade da peça injetada.
A idéia de uma boa refrigeração baseia-se em obter uma boa estabilidade dimensional, um baixo índice de
deformação e uma boa estética da peça injetada, sabendo-se, também, que para cada tipo de peça existe um caso
diferente, notando que cada material plástico tem suas próprias características técnicas, geralmente fornecida em
catálogos dos fabricantes.
Resumindo em poucas palavras: a refrigeração, em si, não é usada para resfriar o molde inteiro, e sim para manter
os machos e a cavidade em uma temperatura estabilizada sendo que estes estão em contato direto com o material plástico
e, por motivo, sofrem um maior aquecimento.
Nota: Sabe-se das características diferentes de cada material plásticos, os machos e a cavidade devem ser resfriados
conforme o tipo de material [Link] exemplo:
1. Casos em que a refrigeração tem que ser feita com água gelada, devido ao super aquecimento dos machos e
cavidades.
2. Casos que a refrigeração é feita com água normal, ou seja, em sua temperatura ambiente (80%)
3. Casos em que a refrigeração, ou seja , o aquecimento tem que ser feito com óleo quente, com peças transparentes
de policarbonato.
52 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Este sistema de refrigeração em moldes de injeção é, em geral, um dos tipos mais usados, que resulta em uma boa
refrigeração, permitindo melhor qualidade das peças injetadas.
A água entra por um lado, praticamente dá a volta por outro lado, mantendo assim o postiço e sai por outro lado,
mantendo assim o postiço bem resfriado.
Este sistema de refrigeração pode ser usado em moldes com 1 (uma), 2 (duas), ou mais cavidades.
MATERIAIS PLÁSTICOS
Os Materiais plásticos são obtidos de diferentes origens, cada material tem características especificas, porém com
uma propriedade em comum, que é de se tornarem Plásticos, e, portanto possível de serem injetados(moldados).
Os Materiais Plásticos sofrem transformações quando expostos a pressão, e se conservam na forma em que foram
moldados, e só se transformam novamente quando submetido a um novo esforço.
Os Materiais Plásticos podem ser definidos como um grupo de Materiais Artificiais de origem orgânica,
principalmente o petróleo e o carvão mineral.
MATERIAIS TERMOFIXOS
MATERIAIS TERMOPLÁSTICOS
MATERIAIS TERMOFIXOS
53 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Quando nos referimos a Materiais Termofixos, falamos basicamente daqueles Materiais Sintéticos que através da
aplicação de calor e pressão se tornam sólidos, infusíveis à ação de solventes orgânicos (querosene, álcool, acetona,
etc...).
São eles: Plásticos Fenólicos, Aminoplásticos, Poliésteres Insaturados, Epóxies e Plásticos Alílicos.
MATERIAIS TERMOPLÁSTICOS
Os termoplásticos são Materiais que necessitam de calor (TERMO) para se tornarem moldáveis (PLÁSTICOS), e
uma vez resfriados, retém geometricamente na qual foram moldados. Se forem novamente aquecidos, voltaram a se
tornar Plásticos, podendo ser moldados em novas formas.
PLÁSTICOS COMUNS
PLÁSTICOS DE ENGENHARIA
PLÁSTICOS ESPECIAIS
PLÁSTICOS COMUNS
Plásticos Comuns ou de Massa, são aqueles produzidos e consumidos em grande quantidade e tem baixo custo em
comparação a outros Materiais Termoplásticos, porém não apresentam características físicas compatíveis aos Plásticos de
Engenharia.
São eles:
Polietileno PE
Poliestireno PS
Polipropileno PP
PLÁSTICOS DE ENGENHARIA
Plásticos de Engenharia são Termoplásticos mais nobres os quais apresentam propriedades físicas e químicas
diferenciadas e melhores.São produzidos em quantidades menores e tem custo consideravelmente mais alto em relação
aos plásticos Comuns.
54 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
São eles:
Poliacetais CA
Poliamida PA ( Nylon )
Policarbonato PC
Poliéster PET e PBT
Plásticos de uso especial são as últimas conquistas de desenvolvimento de Termoplásticos, pesquisados para fins
específicos.
São eles:
Os Termoplásticos quando são aquecidos até uma determinada temperatura têm sua viscosidade diminuída e
enquanto esta temperatura for mantida eles permanecerão com a mesma [Link]-se à temperatura inicial
eles se solidificarão e estará pronto para iniciar um novo ciclo, por isso, após serem moldados, poderão ser moídos e
misturados com material virgem para sofrer uma nova moldagem. Normalmente misturam-se 70% de material virgem e
30% de material recuperado.
AQUECIDO
Os Materiais Termofixos têm comportamento diferenciado em relação aos Termoplásticos. Sob a ação do calor, em
uma temperatura definida eles se fundem, tem viscosidade diminuída até o ponto de mínima viscosidade, a qual
permanece por um determinado tempo e logo a seguir aumenta até o material solidificar.
AQUECIDO
55 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
calor (refrigeração das cavidades). Enquanto para os Termofixos precisamos fornecer mais calor às cavidades
(repetências elétricas).
Os Materiais Termofixos além da transformação de estado físico têm também paralelamente uma química de
caráter irreversível.
Os elementos são substâncias acrescentadas à um Termoplástico para conferir, eliminar, aumentar ou diminuir
determinada propriedade. São eles:
CATALIZADORES: São produtos necessários ao controle da velocidade de polimerização (União entre moléculas
iguais) da resina plástica.
ESTABILIZADORES: Tem por finalidade, impedir que o material plástico se deteriore (perca vida), conservando as
características originais tais como: cor, aparência, etc.
MASSA: Material de aspecto fibroso que tem por finalidade dar maior resistência ao plástico, reduzindo o custo de
fabricação. Exemplo de massa:
Pó de serragem
Algodão
Talco
Mica
Microesferas de vidro
Etc.
PLASTIFICANTE: São substâncias aquosas que fervem à temperaturas entre 96 a 200°c. Tem por finalidade melhorar
o fluxo de materiais durante o processo de injeção.
56 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
ANTI-OXIDANTE: São aditivos com a finalidade de evitar ou retardar a degradação dos Termoplásticos, causada pela
oxidação, por influências atmosféricas ou por temperaturas elevadas atingidas durante o processo
de injeção.
RETARDANTES DE CHAMA: São aditivos incorporados aos Termofisicos e Termoplásticos com o objetivo de
modificar o comportamento dos mesmos quando expostos à chama.
Finalmente existe uma grande variedade de materiais Termoplásticos, cada um apresentando um comportamento
diferente durante a elaboração. Portanto, ao se iniciar um projeto de molde é necessário obter do fabricante todas as
informações relativas quanto ao comportamento do material pretendido.
Geralmente a Matéria-Prima chega ao mercado sob a forma granular, cilíndrica, prísmatica ou esférica. Os grãos
deverão ser de igual dimensão (uniformes), lisos e de preferência sem rebarbas, com a finalidade de evitar bloqueios do
sistema de alimentação e plastificação, e serem bem secos (sem umidade), pois a formação de vapores resultaram em
problemas no produto acabado.
Os Materiais Termoplásticos são recuperáveis, as peças refugadas, as purgas e os canais de injeção são novamente
reprocessados. Existem porém, algumas exceções: por exemplo peças transparentes e de coloração clara, NÃO SÃO
RECUPERAVEIS.
Os canais de injeção as purgas e refugos são moídos, tornando-se grânulos, que são misturados ao material virgem
dentro da seguinte proporção: 70% de material virgem é de 30% de material recuperado, para não alterar não alterar as
propriedades e a cor do [Link] isso o material é levado para estufas para eliminação de possíveis umidades. O
tempo de estufagem é de aproximadamente (duas horas com temperaturas de 80°c. Terminado este processo o material é
conduzido para o funil da máquina a fim de ser reutilizado).
57 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
PESO DE MOLDAGEM
Ao iniciar qualquer projeto de moldes para plásticos, deve-se calcular primeiramente o peso da moldagem, para
determinada escolha correta da máquina injetora. O peso da moldagem é formado pela peça, canais de injeção, canais de
distribuição e canal de retenção (poço frio).
PM = V . Pe
EXERCÍCIO RESOLVIDO:
D = 1,47 x 2 + 3
58 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
D = 2,94 + 3
D = 5,94mm
V = 0,68cm3
V = 0,96 + 0,113
V = 1,073 cm³
p x d2
V= xh
4
3,14 x 0,82
V= x 0,7
4
V = 0,35 cm³
59 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
p . D2 p
V= .h+ . (D2 – d2) . h
4 4
3,14 .
3,14 . (4,4² - 4²) .
V= 4,4² . 1,8 +
1,6
4 4
V = 27 . 35 + 0,785 . (3,6) . 16
V = 27 . 35 + 4,22
V = 31,58
Vt = V1 + V2 + V3 + V4
Vt = 65,34 cm³
PM = Vt . pe
PM = 65,34 . 1,2
PM = 78,48 gramas
60 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
QUADRADOS OU
CILINDRO CORÔA
RETÂNGULO
π . D² π
A= A= . (D² - d²)
Área = L . l 4 4
V = π . D³ V = 0,2618 . h . (D² + d² + D . d)
Capacidade máxima de injeção é a quantidade máxima de material plástico padrão que a máquina injetora consegue
injetar por ciclo. O material padrão para as máquinas injetoras é o poliestireno.
O fabricante da injetora realiza teste com poliestireno e padroniza a mesma com este material. Como os materiais
plásticos têm peso específico diferentes, automaticamente o fator volumétrico também será. Assim quando se necessitar
injetar qualquer outro material termoplástico que não seja poliestireno para saber qual é a capacidade máxima de injeção,
devamos utilizar a relação abaixo:
P esp. do mat. a ser inj. FV do poliestireno
Cm1 = Cap. inj. do Poliestireno . .
P esp. do poliestireno FV do mat. a ser injetado
Onde:
P esp. do mat. a ser inj. = Peso específico do material plástico a ser injetado........g/cm³
61 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
NOTA: O peso específico e o fator volumétrico dos materiais plásticos são valores tabelados pelo fabricante da matéria
prima.
A máquina injetora tem capacidade de injeção somente quando a capacidade máxima de injeção for maior que o
peso de moldagem.
EXEMPLO:
Calcular a capacidade máxima de injeção para um produto com peso de moldagem de 35 gramas em policarbonato
(PC), cuja capacidade máxima de injeção conforme o manual da injetora [e de 40 gramas com poliestileno (PS).
P esp. do mat. a ser inj. FV do PS
Cm1 = Cap. inj. do Poliestireno . .
P esp. do poliestireno FV do mat. a ser injetado
1,2 2,02
Cm1 = 40 . .
1,04 1,8
OBSERVAÇAO:
É possível utilizar esta maquina, porque a capacidade máxima de injeção é maior que o peso de moldagem.
Cm1 > Pm
CAPACIDADE DE PLASTIFICAÇÃO
Capacidade de plastificação é a quantidade máxima material padrão que a maquina injetora consegue amolecer
por hora, a fim de ser moldado.
Normalmente a capacidade de plastificação máxima é padronizada com o material plástico poliestireno pelos
fabricantes das maquinas. Como visto anteriormente, o peso especifico e fator volumétrico dos materiais são diferentes
uns dos outros, assim quando se for injetar qualquer outro material termoplástico que não seja poliestireno, devemos
utilizar a relação abaixo:
Cal. esp. do PS
Cp = Capacidade de plastific. do Poliestireno .
Cal. esp. do material a ser injetado
62 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Na pratica devemos utilizar apenas 80% da capacidade da injetora , então a relação ficara a seguinte.
Cal. esp. do PS
Cp = Capacidade de plastific. do PS . . 0,8
Cal. esp. do material a ser injetado
ONDE:
Cp = Capacidade de plastificação em kg / h.
NOTA:
O calor especifico dos materiais são valores tabelados conforme o fabricante da matéria prima. (tabela pág. 49).
EXEMPLO:
Calcular a capacidade de plastificação para injetor poliestireno, cuja capacidade de plastificação conforme manual de
injetora é de 50 kg / hora em poliestireno.
Cal. esp. do PS
Cp = Capacidade de plastific. do PS . . 0,8
Cal. esp. do Polipropileno
Cal. esp. do PS
Cp = 50 . . 0,8
Cal. esp. do PP
CALOR
ESPECÍFICO 135 325 275 181 325
Em KCAL/KG
FATOR
VOLUMÉTRICO 2,02 2,05 1,94 1,9 1,81
MATERIAIS
TERMOPLÁSTICOS FV
CONTRAÇÃO
0,2 – 0,6 0,7 - 1 2,5 0,7 - 1 2-5
%
PESO
ESPECÍFICO 1,04 1,14 0,9 1,42 0,95
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Pe – g/cm³
POLIETILENO
NYLON
NOME POLIESTIRENO POLIPROPILENO DELRIN ALTA
/6
DENSIDADE
MATERIAIS TERMO-PLÁSTICOS
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
CICLO DE OPERAÇÃO
Ciclo de operação é a quantidade por hora ou por minuto que a maquina injetora consegue realizar, o ciclo esta em
função da capacidade máxima de injeção e o peso de moldagem.
(Inj/horas)
OBSERVAÇÃO:
gramas
O peso de moldagem para a formula acima =
1000
lh
Im = (Injeções/minuto)
60
Onde:
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
3) Tempo do ciclo:
60
Tc = (segundo)
Im
Onde:
EXEMPLO:
Uma injetora tem capacidade de plastificação de 8kg/hora. Quer-se injetar 100g de poliamida. Verificar se é possível
utilizar esta injetora, quantas injeções serão feitas por hora e qual será o tempo do ciclo.
1,14 2,02
Cm1 = 120 x x
1,04 2,05
RESPOSTA: É possível utilizar esta injetora, porque a capacidade máxima de injeção é maior eu o peso da moldagem.
Capacidade de plastificação
Cal. espec. do PS
Cp = Capac. de plastif. do PS x x 0,8
Cal. espec. do mat. a ser injetado
Cp = 8x 135 x 0,8
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
325
gramas 100
Peso de moldagem = PM = PM = 0,1 Kg
1000 1000
2,658
Ih =
0,1
lh
Im =
60
lh 26,58
Im = lm = lm = 0,443 Injeções / minuto
60 60
Tempo do ciclo.
60 60
Tc = Tc =
lm 0,443
67 de 81 08/02/2012 12:51
MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
As características com que um termoplástico flui para o interior da cavidade do molde durante a injeção, precisam
ser completa e perfeitamente entendidas para que se possa projetar adequadamente à peça.
A cavidade é a parte oca, dentro do molde, que ao ser preenchida pelo termoplástico dá a ele a forma da peça
desejada.
A pressão aplicada para injetar o termo plástico dentro da cavidade é chamada de pressão de injeção, e a pressão
mantida durante a solidificação da peça é chamada pressão de recalque.
As pressões de injeção e de recalque, atuando sobre a superfície da cavidade originam uma força que tenta abrir o
molde, para resistir a essa força, o mecanismo de fechamento do molde tem que comprimir o lado do macho do molde
contra o lado da matriz com uma força denominada força de fechamento.
Esta força é proporcionada à áreas projetadas da moldagem, no plano de abertura do molde e deve ser suportada
pela força de fechamento da máquina injetora.
Devido as perdas ocorridas no bico da máquina, nos canais de injeção e de canais de distribuição, apenas uma
porcentagem da pressão de injeção é fornecida na cavidade.
2
A pressão de injeção varia entre 300 à 400 kgf/cm na área de moldagem no plano de abertura do molde.
A pressão nas cavidades é calculada como metade da pressão de injeção total fornecida pela máquina injetora.
A força de fechamento que impede a abertura do molde durante a injeção é calculada acrescentando à pressão da
cavidade mais 20% da força que age na cavidade.
Pti = PI . S
Onde:
2
PI = Pressão de injeção em kgf/cm (tabelado PG . 50)
2
S = Área da superfície da(s) cavidade(s), no plano de abertura do molde, em cm
Pti
Pc =
2
Onde:
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Para calcular a força de fechamento que impede a abertura do molde utilizamos a relação abaixo:
Ff = 1,2 . Pc
Onde:
Para calcular a pressão manométrica (pressão de injeção obtida através do manômetro do painel da máquina).
Pm = PI di2
x
de2
Onde:
Exemplo:
Calcular a pressão total de injeção, pressão nas cavidades, a força de fechamento e a pressão manométrica para o
produto abaixo:
Dados:
PRODUTO
Material – PVC flexível
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Pti = PI . S
1. Calculando a área
P x D² 3,14 x 6²
S= S=
4 4
S = 28,26 cm2
Pti 19782
Pc = Pc =
2 2
Dados:
di = 60mm
de = 200 mm
di² 6²
Pm = PI x . Pm = 700 x Pm = 700 . 0,09
de² 20²
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Pm = 63 Kgf / cm²
A placa suporte tem como função suportar a pressão de injeção, exercida no molde durante a injeção do material
plástico.
Esta placa deve ser calculada cuidadosamente para que possa resistir com segurança, aos esforços nele aplicados.
A sua espessura deve ser dimensionada , pois desta depende a segurança do molde. A largura e o comprimento são
determinadas conforme a necessidade do projeto.
Pct. I
e² = 0,75 x
L . tadm
Onde:
Pot = Pc . S
L = lagura da placa em cm
Valores de tadm
Quando utilizar-se blocos padronizados tipo “polimolde” a espessura da placa suporte já estará determinada.
Devera verificar-se , a mesma suportara a pressão solicitada.
Primeiramente verificam-se em catálogos as dimensões entre apoios, largura e a espessura da placa suporte. Em
seguida calcula-se o modulo da secção com a seguinte formula.
MODULO DA SECÇAO
M= L . e²
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Onde:
Após calculado o modulo da secção , deve-se determinar a pressão máxima que a placa suportará.
8 x M x tadm
Pct =
l
Onde:
Exemplo:
L = 400mm
l = 150mm
Pct x l
e² = 0,75
L x tadm
Pct = PC . S
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Pct = 40000Kgf
600000 600000
e² = 0,75 x e² = 0,75 x e² = 0,75 . 12
40 x 1250 50000
e = √9cm e = 3 cm e = 30mm
2. Tendo um molde com bloco padronizado, verificar pressão de injeção total, que a placa suporte resistirá.
Dados:
L = 300mm
l = 100mm
e = 34mm
tadm = 1000Kgf/cm²
L . e² 30 . 3 . 4²
M= M= M = 57,80 cm³
6 6
Quando o molde for de formato redondo, a placa suporte deste deverá ser calculada para que possa resistir os
esforços nela aplicados.
PC . R²
e² =
tadm
Onde:
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
R = raio do vão em cm
EXEMPLO:
Calcular a espessura da placa suporte para um molde redondo com os seguintes dados:
D = 125 mm
R = 62,5 mm
PC . R²
e² =
tadm
PI 700
Pc = Pc = Pc = 350 Kgf / cm²
2 2
350 x 6,25²
e² = e² = 10,937 e = 3,30cm e = 33mm
1250
A cavidade é submetida a alta pressão interna do material plástico injetado, portanto deve-se observar que a mesma
necessita ser dimensionada, prevendo-se as solicitações de esforços nela aplicada.
A cavidade recebe a pressão da maquina injetora, sendo que o trabalho com altas temperaturas, e se não for
dimensionadas adequadamente, poderá ocorrer deformações.
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
EM CAVIDADES CILINDRICAS
Pc
e = 0,625 . d .
tr
d Pc
h= x √ (1,2 x )
2 tf
Onde:
l Pc Onde:
e = √ (0,5 x x )
h1 tr e = espessura da parede longitudinal em cm
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
O aquecimento da câmara quente deverá ser feito através do uso de resistências elétricas tipo cartucho.
m x DT x c
P=
DT x n
Onde:
∆T = diferença de temperatura em °C
Exemplo:
Determinar a potencia necessária para aquecer o bloco da câmara quente com f15 kg, num tempo de 30 minutos a uma
temperatura de 250°C , considerando–se que o bloco esteja a uma temperatura de 20°C (temperatura ambiente). A
quantidade de resistência será de:
P = 1610 Watts
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
Exemplo:
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
l 16
Z= Z= Z = 0,64
L 25
2 Pc 2 320
h = 0,66 x l x 1,2 x x h = 0,66 x 16 x 1,2 x x
l x Z² tf 16 x 0,64² 1400
h = 3,055 cm h = 30,55 mm
Exemplo:
Pc 280
e = 0,625 x d x e = 0,625 x 6 x e = 0,84 cm
tr 1250
e = 8,4 mm (mínimo)
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
d Pc 6 280
h= x √ (1,2 x ) h= x √ (1,2 x ) h = 1,47 cm
2 tf 2 2400
h = 14,7 mm (mínimo)
CAVIDADE CILINDRICA.
e = 0,25 x D
D
h = 0,65 x
2
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
30000 x L³
e³ = 253440 x
h1
2
h = 0,66 x l x √ (0,42 x )
l x X²
l
X=
L
PTC = Pi x A ........ Kg
2. Desenha-se com certa simetria as distâncias entre centro das cavidades (se forem mais que uma).
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MOLDE PARA PLÁSTICO [Link]
π . 0,5²
b) Área do canal = 0,5 . 2,6 + ( ) Área do canal = 1,49cm²
4
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