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Sistemas de Determinação Sexual

O documento descreve diferentes sistemas de determinação do sexo em seres vivos, incluindo sistemas baseados em cromossomos sexuais como XY e ZW, e sistemas que não envolvem cromossomos sexuais como o sistema haploide-diploide encontrado em himenópteros. Os principais sistemas de determinação do sexo discutidos são XY (encontrado em humanos e outros mamíferos), ZW (encontrado em aves e borboletas) e o sistema haploide-diploide de abelhas, vespas e

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Sistemas de Determinação Sexual

O documento descreve diferentes sistemas de determinação do sexo em seres vivos, incluindo sistemas baseados em cromossomos sexuais como XY e ZW, e sistemas que não envolvem cromossomos sexuais como o sistema haploide-diploide encontrado em himenópteros. Os principais sistemas de determinação do sexo discutidos são XY (encontrado em humanos e outros mamíferos), ZW (encontrado em aves e borboletas) e o sistema haploide-diploide de abelhas, vespas e

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Índice

1. Introdução..................................................................................................................3

1.1. Objectivos...........................................................................................................3

1.1.1. Objectivo Geral...........................................................................................3

1.1.2. Objectivos específicos.................................................................................3

1.2. Metodologia do trabalho.....................................................................................3

2. Sistemas de determinação do sexo................................................................................4

2.1. Machos heterogaméticos.........................................................................................4

2.1.1. Sistema XY/XX...............................................................................................4

2.1.2. Sistema X0/XX................................................................................................5

2.2. Fêmeas heterogaméticas.........................................................................................6

2.2.1. Sistema ZW......................................................................................................6

2.2.2. Sistema Z0/ZZ..................................................................................................7

3. Sistemas de determinação do sexo que não envolvem cromossomas sexuais..............7

3.1. Sistema haploide-diploide.......................................................................................7

3.2. Sistema de balanço gênico em drosophila..............................................................8

3.3. Ginandromorfismo..................................................................................................9

3.4. Determinação não Genética do Sexo......................................................................9

4. Conclusão....................................................................................................................11

4. Referencias Bibliográficas...........................................................................................12
3

1. Introdução
O presente trabalho tem como tema Sistemas de determinação do sexo (XY, XO, ZW,
ZO) e Sistemas de determinação do sexo que não envolvem cromossomas sexuais.
Nesse sistema, as fêmeas possuem o cariótipo XX, ou seja, apresentam o cromossoma X
em dose dupla, e os machos apresentam os cromossomas XY. Está presente nos
insectos, mamíferos, alguns peixes e plantas. É o caso da espécie humana, onde o
macho é o sexo heterogamético (XY) e é ele que define o sexo da prole. A presença do
cromossoma Y nos machos determina a produção de testosterona e consequente
desenvolvimento das características sexuais masculinas.

O sexo foi definido como a soma das diferenças morfológicas, fisiológicas e


psicológicas que distinguem o macho da fêmea permitindo a reprodução sexual e
assegurando a continuidade das espécies. Os processos de diferenciação sexual são
realizados durante o desenvolvimento embrionário, onde ocorre a proliferação,
diferenciação e maturação das células germinativas e primordiais, precursoras de
ovócitos e espermatozoides em fêmeas e machos, respectivamente.

1.1. Objectivos
Em função do trabalho definiu-se os seguintes objectivos:

1.1.1. Objectivo Geral


 Analisar os diferentes sistemas de determinação de sexo.

1.1.2. Objectivos específicos


 Identificar os sistemas de determinação do sexo (XY, XO, ZW, ZO);
 Descrever as regras de determinação de sexo em formigas, abelhas e vespas;;

1.2. Metodologia do trabalho


Para a materialização do presente trabalho usou-se o método qualitativo que se baseou
na análise das obras literárias e artigos da internet sobre a Descrição do Mecanismo de
Defesa Imunitária do Organismo, neste sentido o presente trabalho de pesquisa
apresenta a seguinte estrutura temática. Introdução, desenvolvimento em que nos
debruçaremos com mais detalhes os aspectos ligados ao tema, conclusão e por fim a
bibliografia usada na elaboração do presente trabalho.
4

2. Sistemas de determinação do sexo


Para (Anderson,2000), a espécie humana apresenta 23 pares de cromossomos. 22 pares
são autossomos e não tem relação direta com a determinação do sexo. Um par, chamado
de alossomos (X e Y), são os cromossomos sexuais.

A mulher apresenta dois alossomos X e é chamada de sexo homogamético, pois seus


gametas sempre terão o cromossomo X. O homem apresenta um X e um Y e é o sexo
heterogamético, pois seus gametas serão metade com cromossomo X e metade com
cromossomo Y.

Segundo (Capel, 2000), pela análise do cariótipo podemos distinguir o sexo em


numerosos seres vivos. Esse fato decorre da existência de um sistema genético de
determinação do sexo, condicionado por cromossomos especiais, denominados
cromossomos sexuais. Tal determinação sexual compreende quatro tipos: XY, XO,
ZWe ZO.

2.1. Machos heterogaméticos


Nestes sistemas de determinação sexual, os machos (heterogaméticos) formam gametas
distintos, por tanto, é quem determina o sexo do descendente. As fêmeas formam apenas
um tipo de gameta.

2.1.1. Sistema XY/XX


Para (Capel, 2000), nesse sistema, as fêmeas possuem o cariótipo XX, ou seja,
apresentam o cromossomo X em dose dupla, e os machos apresentam os cromossomos
XY. Está presente nos insetos, mamíferos, alguns peixes e plantas. É o caso da espécie
humana, onde o macho é o sexo heterogamético (XY) e é ele que define o sexo da prole.
A presença do cromossomo Y nos machos determina a produção de testosterona e
conseqüente desenvolvimento das características sexuais masculinas.

O sistema XY ocorre no homem, nos demais mamíferos e nos insetos dípteros. As


fêmeas são caracterizados por XX e os machos por XY.

Para (Anderson,2000), os machos formam gametas que apresentam, além do lote de


autossomos, cromossomos sexuais distintos, uns contendo o cromossomo Y que
determinara o sexo masculino, outros contendo o cromossomo X, que determina o sexo
feminino.
5

Este sistema é encontrado em humanos e outros mamíferos.

2.1.2. Sistema X0/XX


Para (Capel, 2000), esse sistema ocorre em espécies onde não existe o cromossomo Y.
Os machos são, portanto, X0 (lê-se xis-zero) e as fêmeas são XX. Esse tipo de herança
ocorre em alguns insetos, como os gafanhotos. Os machos desse sistema possuem um
número ímpar de cromossomos em seu cariótipo e as fêmeas possuem um número par.
A determinação sexual do tipo XO ocorre em algumas espécies de insetos, pertencentes
aos hemípteros (percevejos),ortópteros (baratas e gafanhotos)e coleópteros
(besouros),além dos nematóides (vermes). Nesses casos as células macho apresentam
um cromossomo a menos que a fêmea, porque falta oY. Assim, fala-se em fêmea XX e
macho XO.
Para (Anderson,2000), os machos formam gametas que apresentam numero distinto de
cromossomos. A presença de um cromossomo X no gameta do macho, além dos
autossomos, determina a formação de uma fêmea e, sua ausência, a formação de um
organismo macho. Ocorre em percevejos, gafanhotos e baratas.
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2.2. Fêmeas heterogaméticas


Agora, são as fêmeas quem vão formar gametas distintos e determinar o sexo dos
descendentes. Para diferenciar dos sistemas de machos heterogaméticos, os
cromossomos sexuais nesta condição são denominados como Z e W.

2.2.1. Sistema ZW
Segundo (Anderson,2000), esse tipo de herança ocorre em algumas espécies de insetos,
peixes, aves e répteis. Nessa herança, o sexo heterogamético é a fêmea, que apresenta os
cromossomos sexuais ZW e o macho, ZZ. Como a fêmea é heterogamética, ela que
define o sexo da prole.

No sistema ZW os cromossomos sexuais são invertidos: o macho apresenta dois


cromossomos sexuais iguais, ZZ, enquanto a fêmea apresentadois diferentes, umZ e
outro [Link] sistema aparece em lepidópteros (borboletas, mariposas), peixes e aves.

As fêmeas formam gametas contendo ou o cromossomo Z, que determinará a formação


de um macho, ou o cromossomo W, que determina a formação de uma fêmea. Os
machos formam apenas gametas portadores do cromossomo Z, alem do lote de
autossomos. Ocorre em borboletas, mariposas, alguns peixes e aves.

2.2.2. Sistema Z0/ZZ


Para (Andersen MH, 2006), gametas das fêmeas contendo o lote de autossomos mais o
cromossomo Z determina a formação de um macho. Se o gameta da fêmea, apresenta
apenas o lote de autossomos, o organismo formado será uma fêmea. Os gametas dos
machos, todos apresentam o cromossomo Z alem do lote de autossomos. Encontrado em
galinha e alguns répteis.
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Ocorre em galinhas domésticas e répteis. Os machos são homogaméticos, com dois


cromossomos sexuais iguais (ZZ) e as fêmeas são heterogaméticas, apresentando apenas
um cromossomo sexual Z.

3. Sistemas de determinação do sexo que não envolvem cromossomas sexuais


A identificação do sexo por meio do exame de cromossomos sexuais só é possível nas
células em divisão. Todavia, mesmo em células em interfase, nas quais não se
distinguem os cromossomos, podemos determinar e identificar o sexo.

3.1. Sistema haploide-diploide


Para (Andersen MH, 2006), nos himenópteros (abelhas, vespas e formigas) a
determinação sexual não envolve cromossomos sexuais. A rainha é uma fêmea fértil,
cujos óvulos fecundados produzem fêmeas diplóides, enquanto os óvulos não
fecundados evoluem partenogeneticamente para machos haplóides. As fêmeas férteis
(rainhas) ou estéreis (obreiras) são determinadas pelo tipo de alimentação que as larvas
recebem durante oseu desenvolvimento.

Enquanto as larvas das futuras operárias recebem apenas mel e pólen, as larvas que
evoluirão para rainhas recebem ainda a geléia real, uma secreção glandular das
operárias adultas.

Para (Capel, 2000), é o tipo de determinação de sexo comum em himenópteros (abelhas,


vespas, cupins). Nesse sistema, as fêmeas são diplóides, originadas de fecundação da
rainha (fêmea fértil da colônia) pelo macho. Já, os machos, se desenvolvem por
partenogênese, a partir de ovos não fertilizados, sendo estes, haplóides.

Figura 1: Abelha rainha e operária (diplóides), zangão (haplóide).


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Fonte: (Capel, 2000)

3.2. Sistema de balanço gênico em drosophila


Para (Andersen, 2000), na Drosophila melanogaster, conhecida vulgarmente como
mosca-da-fruta, o sexo depende de um balanço entre o número de cromossomos X e o
número de lotes (conjuntos) de autossomos.

No gênero Drosophila (Figura 2), encontramos um sistema peculiar de determinação do


sexo. Mesmo havendo a presença de cromossomos sexuais X e Y (machos
heterogaméticos), vão ocorrer variações de sexo relacionadas à proporção entre
cromossomos X e autossomos.

Figura 2: Mosca das frutas, gênero Drosophila

Fonte: [Link] [Link].

Segundo (Austin,1972), os machos apresentam 2 lotes de autossomos mais os


cromossomos sexuais XY. As fêmeas, 2 lotes de autossomos mais XX. O índice sexual
(IS) é determinado pela razão entre o número de cromossomos X e o número de lotes de
autossomos. Assim, as fêmeas apresentam IS = 1,0 e os machos, IS = 0,5. Qualquer IS
entre 0,5 e 1,0 determina um indivíduo intersexo. IS maiores que 1,0 determinam
metafêmeas e menores que 0,5, metamachos.
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Machos: 2A + XY
Fêmeas: 2A + XX

3.3. Ginandromorfismo
Segundo (Austin,1972), é o fenômeno pelo qual um indivíduo de uma espécie
bissexuada tem um “mosaico” (desenho)de partes masculinas e femininas. Em tais
espécies faltam os hormônios sexuais circulantes, de modo que o fenótipo depende
exclusivamente dos genótipos de cada célula, resultando da soma dos efeitos dos
mesmos sobre as células do animal.

3.4. Determinação não Genética do Sexo


Segundo (Austin,1972), existem casos em que a determinação do sexo é realizada pela
ação do meio ambiente. Na maioria das vezes têm grande importância os hormônios
sexuais.
Na drosófila e em outros insetos, as características sexuais secundárias dependem dos
cromossomos e não dos hormônios, o que se prova facilmente: o transplante de testículo
ou de ovário para o sexo oposto não altera os caracteres sexuais secundários desses
insetos.
Alguns exemplos:
10

a) Galinhas: essas aves possuem um ovário normal do lado esquerdo e um testículo


atrofiado do outro lado. Retirando-se o ovário, o testículo pode desenvolver-se e mudar
o sexo para o masculino (reversão de sexo), aparecendo crista e plumagem vistosa,
canto, porte ereto, e, inclusive, fertilidade como macho. O mesmo pode ser obtido pela
remoção do ovário e implantação do testículo de um galo. A remoção dos testículos de
um macho imaturo dará origem a uma ave com todas as características deuma galinha
normal.
b) Gado Bovino: na prenhez gamelar, em que os gêmeos são de sexos diferentes, o
testículo do sexo masculino desenvolve-se antes que o ovário do feto feminino. Os
hormônios masculinos, devido à fusão da corrente sangüínea na placenta passam ao
organismo da fêmea, tornando-se esta interssexuada, estéril: é a chamada freemartin ou
vaca maninha ou machorro.
c) Bonellia viridis: trata-se de um verme equiurídeo que apresenta marcante
dimorfismo sexual. A fêmea tem 8 cm de comprimento e sua tromba, quando
distendida, chega a 1 m. O macho mede 1,5 mm de comprimento e vive na tromba da
fêmea, alimentando-se de secreções desta. Trata-se de um animal de desenvolvimento
indireto, ou seja, apresenta forma larvária. Quando a larva se desenvolve fora do
organismo materno,origina uma fêmea; porém, quando se desenvolve dentro do
organismo materno, dá origem a um macho, por ação hormonalda mãe. Se a larva for
retirada do organismo da mãe antes da maturação completa, transformar-se-á em
intersexuado.

4. Conclusão
Chegado ao final do trabalho concluiu-se que na natureza, a maioria dos animais e
muitas plantas, apresentam diferença sexual, onde encontramos organismos masculinos
e femininos. Geralmente, essa diferenciação é determinada por cromossomos especiais,
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denominados cromossomos sexuais. As características determinadas pelos genes


presentes nesses cromossomos também terão padrão de herança diferente dos genes
localizados nos demais cromossomos (autossomos).
Os genes localizados nos cromossomos sexuais apresentam um padrão de herança
diferente dos autossomos devido ao macho apresentar apenas um cromossomo X.
Alelos recessivos no cromossomo X manifestam-se em dose única nos machos por não
haver homologia no par sexual. Na fêmeas de mamíferos a presença de dois
cromossomos X é compensada pela anulação aleatória de um desses cromossomos por
compactação, tornando as fêmeas mosaicos. Nos sistemas de determinação de sexo,
encontramos sistemas de machos heterogaméticos (XX/XY, XX/X0) e de fêmeas
hetorgaméticas (ZZ/ZW, ZZ/Z0).

4. Referencias Bibliográficas
1. ANDERSON, Robert et al. The onset of germ cell migration in the mouse
embryo. Mechanisms of development, v. 91, n. 1-2, p. 61-68, 2000.
12

2. AUSTIN, Colin Russell; SHORT, R. V. Reproduction in Mammals: Volume 1,


Germ Cells and Fertilization. Londres: Cambridge University Press, 1972.
3. BRONSON, Franklin H. Mammalian reproductive biology. Chicago: University
of Chicago Press, 1989.
4. BUEHR, Mia. The primordial germ cells of mammals: some current
perspectives. Experimental cell research, v. 232, n. 2, p. 194-207, 1997.
5. BYSKOV, Anne G. Differentiation of mammalian embryonic gonad.
Physiological reviews, v. 66, n. l, p. 71-117, 1986.
6. CAPEL, Blanche et al. Migration of mesonephric cells into the mammalian
gonad depends on Sry. Mechanisms of development, v. 84, n. 1-2, p. 127-131,
1999.
7. CAPEL, Blanche. The battle of the sexes. Mechanisms of development, v. 92, n.
l, p. 89-103, 2000.

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