Código de Ética da Administração DF
Código de Ética da Administração DF
TÍTULO II
DA CONDUTA ÉTICA DAS AUTORIDADES
Aprova, no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta do
Distrito Federal, o Código de Conduta da Alta Administração, o
CAPÍTULO I
Código de Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis do
Poder Executivo e institui as Comissões de Ética do Poder Executivo DAS NORMAS FUNDAMENTAIS
do Distrito Federal e dá outras providências.
Art. 3º As normas fundamentais de conduta das autoridades da
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das Administração Pública do Distrito Federal visam,
atribuições que lhe conferem os incisos VII, X e XXVI do artigo 100 especialmente, às seguintes finalidades:
da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
I - tornar claras as regras éticas de conduta das autoridades
Art. 1º Fica aprovado, no âmbito da Administração Pública Direta e
Indireta do Distrito Federal, o Código de Conduta da Alta públicas, para que a sociedade possa aferir a integridade e a
Administração, o Código de Ética dos Servidores e Empregados lisura do processo decisório governamental;
Públicos Civis do Poder Executivo e institui as Comissões de Ética, na
II - contribuir para o aperfeiçoamento dos padrões éticos das
forma estabelecida, respectivamente, nos Anexos I, II e III deste
Decreto. autoridades públicas, a partir do exemplo dado pelas
autoridades de nível hierárquico superior;
Art. 2º O Código de Conduta da Alta Administração e o Código de
Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis do Poder III - preservar a imagem e a reputação do administrador
Executivo do Distrito Federal deverão estar disponíveis em todos os público, cuja conduta esteja de acordo com as normas éticas
órgãos e entidades da Administração Pública sujeitos às suas normas, estabelecidas neste Código;
em local visível e de fácil acesso ao público.
IV - estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses
Art. 3º Em razão de distintas especificidades técnicas, institucionais públicos e privados e limitações às atividades profissionais
ou jurídicas devidamente motivadas, outras normas de conduta posteriores ao exercício de cargo público;
ética poderão ser aprovadas no âmbito do Poder Executivo do
Distrito Federal. V - minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse
privado e o dever funcional das autoridades públicas; e
ANEXO I
CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO VI - criar mecanismo de consulta destinado a possibilitar o
PÚBLICA DIRETA E INDIRETA DO DISTRITO prévio e pronto esclarecimento de dúvidas quanto à conduta
FEDERAL ética do administrador público.
TÍTULO I CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES DOS CONFLITOS DE INTERESSES
Art. 2º No exercício de suas funções, as pessoas abrangidas por Art. 6º As propostas de trabalho ou de negócio futuro no setor
este Código devem pautarse pelos padrões de ética, sobretudo privado e qualquer negociação que envolva conflito de
no que diz respeito à integridade, à moralidade, à interesses devem ser imediatamente informadas pela autoridade
impessoalidade, à clareza de posições e ao decoro, com vistas a pública distrital à Comissão-Geral de Ética Pública,
motivar o respeito e a confiança do público em geral. independentemente da sua aceitação ou rejeição.
Parágrafo único. Os padrões éticos de que trata este artigo são Art. 7º As autoridades regidas por este Código, ao assumirem
exigidos no exercício e na relação entre as atividades públicas e cargo, emprego ou função pública, devem firmar Termo de
privada, de modo a prevenir eventuais conflitos de interesses. Compromisso de que, nos 2 anos seguintes à sua exoneração,
não poderão:
Art. 8º Eventuais divergências entre as autoridades públicas Art. 15. Dentre as vedações, a autoridade pública não pode:
referidas no art. 1º devem ser resolvidas internamente,
I - utilizar-se de cargo, emprego ou função, de facilidades,
mediante coordenação administrativa, não lhes cabendo
amizades, posições e influências, para obter favorecimento,
manifestarse publicamente sobre matéria que não seja afeta à
para si ou para outrem em qualquer órgão e/ou entidade
sua área de competência.
públicos;
Art. 9º É vedado à autoridade pública opinar publicamente a
II - imputar a outrem fato desabonador da moral e da ética que
respeito da honorabilidade e do desempenho funcional de outra
sabe não ser verdade;
autoridade pública.
III - ser conivente com erro ou infração a este Código;
TÍTULO III
DA CONDUTA ÉTICA IV - usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício
regular de direito por qualquer pessoa;
CAPÍTULO I
DOS DEVERES E DAS VEDAÇÕES À AUTORIDADE V - faltar com a verdade com pessoa que necessite do
PÚBLICA atendimento em serviços públicos; e
Art. 19. Além da declaração de bens e rendas de que trata a Lei § 1º A fundamentação da aplicação da censura ética constará
Federal nº 8.730, de 10 de novembro de 1993, a autoridade em Relatório, assinado por todos os integrantes da Comissão-
pública, no prazo de 10 dias contados de sua posse, enviará à Geral de Ética, com a ciência do agente público faltoso.
Comissão-Geral de Ética Pública - CGEP informações sobre § 2º A Comissão de Ética Pública poderá adotar outras
sua situação patrimonial que, real ou potencialmente, possa providências que estejam no seu âmbito de competência, além
suscitar conflito com o interesse público, indicando o modo da aplicação da censura ética.
pelo qual irá evitá-lo.
Art. 23. A Comissão-Geral de Ética Pública deverá encaminhar
Art. 20. As alterações relevantes no patrimônio da autoridade o Relatório à autoridade competente.
pública deverão ser imediatamente comunicadas à CGEP,
especialmente quando se tratar de: Parágrafo único. Caberá à autoridade competente avaliar a
oportunidade e conveniência de eventual exoneração do cargo
I - atos de gestão patrimonial que envolvam: em comissão ou dispensa da função de confiança, conforme
a) transferência de bens a cônjuge, ascendente, descendente ou avaliação ao grau de censurabilidade da conduta.
parente na linha colateral; Art. 24. As normas previstas neste Código de Conduta da Alta
b) aquisição, direta ou indireta, do controle de empresa; Administração Pública Direta e Indireta do Distrito Federal
aplicam-se sem prejuízo dos deveres funcionais e sanções
c) outras alterações significativas ou relevantes no valor ou na disciplinares previstas em lei, bem como da apuração de
natureza do patrimônio; responsabilidade civil, penal e administrativa.
Art. 5º É vedado ao servidor ou empregado público agir com XVIII - comunicar previamente ao superior hierárquico
discriminação ou preconceito. eventuais ausências;
Art. 6º É dever do servidor ou empregado público: XIX - não se retirar da repartição pública, sem estar autorizado,
qualquer documento, livro, processo ou bem pertencente ao
I - agir com cordialidade, urbanidade, disponibilidade e atenção patrimônio público;
com todos os usuários do serviço público;
XX - não exercer atividade profissional incompatível com os
II - desempenhar as atribuições com probidade, retidão, justiça termos deste Código ou associar o seu nome a empreendimento
e lealdade com vistas à plena realização do interesse público; de natureza duvidosa que comprometa a idoneidade ou a
III - exercer as atribuições com eficiência e excelência, legitimidade funcional;
evitando ações que atrasem a prestação do serviço público; XXI - não utilizar sua identidade funcional com abuso de poder
IV - guardar reserva e discrição sobre fatos e informações de ou desvio de finalidade com o objetivo de obter vantagem ou
que tenha conhecimento em razão do exercício de suas benefício estranho ao exercício do cargo, função ou emprego
atribuições, sem prejuízo dos deveres e responsabilidades público;
previstas em normas que regulam o sigilo administrativo; XXII - não exercer atividade privada incompatível com o
V - dar cumprimento às ordens superiores, ressalvadas aquelas exercício do cargo, função ou emprego público, observadas as
manifestamente ilegais; restrições dispostas no art. 37, inciso XVI, da Constituição da
República Federativa do Brasil de 1988 e no art. 19, inciso XV,
VI - declarar suspeição, impedimento e eventual circunstância da Lei Orgânica do Distrito Federal;
configuradora de conflito de interesses que implique em ofensa
à legitimidade de participação em processo administrativo, XXIII - utilizar os recursos públicos disponíveis com
procedimento e decisão monocrática ou em órgão colegiado; responsabilidade, economicidade e clareza;
VII - abster-se de utilizar o cargo, função ou emprego público XXIV - proteger e conservar os bens do Estado, devendo
para obter benefícios ou vantagens indevidas para si ou para utilizá-los para o desempenho das atribuições de maneira
outrem; racional e eficiente;
VIII - não promover manifestações de apreço ou desapreço na XXV - resistir a pressões de quaisquer origens que visem à
repartição; obtenção de favores, benesses ou vantagens indevidas, bem
como de adoção de conduta em violação da lei e dos preceitos
IX - levar ao conhecimento da autoridade competente ato ou éticos que orientam a atuação do servidor público, e comunicá-
fato de que teve conhecimento que possa causar prejuízo à las a seus superiores;
Administração Pública ou constituir infração ou violação a
qualquer disposição deste Código; XXVI - assumir a responsabilidade pela execução do seu
trabalho e pelos pareceres e opiniões profissionais de sua
X - abster-se de atuar com proselitismo político a favor ou autoria, apoiando-se em documentos e evidências que
contra partidos políticos ou candidatos através da utilização do permitam convicção da realidade ou da veracidade dos fatos ou
cargo, da função ou do emprego público ou por meio da das situações apresentadas, de modo a evitar posicionamentos
utilização de infraestrutura, bens ou recursos públicos; meramente pessoais;
XXVII - manter-se atualizado em relação à legislação, aos III - os presentes de menor valor realizados em razão de
regulamentos e demais normas relativas ao desempenho de vínculo de amizade ou relação pessoal ou decorrentes de
suas atribuições; acontecimentos no qual seja usual efetuá-los; e
XXVIII - não fazer uso de informações privilegiadas ou IV - ingressos para participação em atividades, shows, eventos,
recobertas de sigilo, em favor de si próprio, parentes, amigos simpósios, congressos ou convenções, desde que ajustados em
ou quaisquer terceiros. contrapartida de contrato administrativo ou convênio.
Art. 7º No exercício das atribuições, o servidor ou empregado Art. 11. Ao servidor ou empregado público é facultada a
público deve atuar com comprometimento ético e moral, cujos participação em eventos, seminários, simpósios e congressos,
elementos são indissociáveis para o alcance de sua finalidade desde que eventual remuneração, vantagem ou despesa não
social. implique em situação caracterizadora de conflito de interesses,
aplicando-se no que couber a Lei nº 12.813, de 16 de maio de
Art. 8º O servidor ou empregado público deve viabilizar a 2013.
publicidade dos atos administrativos por meio de ações
transparentes que permitam o acesso às informações § 1º Considera-se conflito de interesse a situação gerada pelo
governamentais, nos termos da Lei nº 4.990, de 12 de confronto de pretensões públicas e privadas que possa
dezembro de 2012 e do Decreto nº 34.276, de 11 de abril de comprometer o interesse coletivo ou influenciar o desempenho
2013. da função pública.
IV - articular ações com vistas a estabelecer e efetivar VII - aprovar o seu regimento interno; e
procedimentos de incentivo e incremento ao desempenho
institucional na gestão da ética pública do Distrito Federal. VIII - desenvolver outras atividades inerentes à sua finalidade.
Art. 2º A CGEP será integrada por 5 (cinco) cidadãos de § 1º A CGEP contará com um secretário, a quem compete
reconhecida idoneidade moral, reputação ilibada e experiência prestar o apoio técnico e administrativo aos trabalhos da
na administração pública, designados pelo Governador do Comissão.
Distrito Federal, para mandatos de 2 (dois) anos, permitida § 2º Cumpre à CGEP responder a consultas sobre aspectos
uma recondução. éticos que lhe forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética
§ 1º A atuação no âmbito da CGEP não enseja qualquer e pelos órgãos e entidades que integram o Poder Executivo do
remuneração para seus membros e os trabalhos nela Distrito Federal, bem como pelos cidadãos e servidores que
desenvolvidos são considerados prestação de relevante serviço venham a ser indicados para ocupar cargo ou função abrangida
público, devendo ser registrados nos assentamentos funcionais pelo Código de Conduta da Alta Administração do Distrito
do integrante. Federal.
§ 6º Ficará suspenso da Comissão de Ética, até o trânsito em IV - dar apoio à Comissão e seus integrantes para o
julgado, o membro que vier a ser indiciado criminalmente, cumprimento das atividades que lhe sejam próprias;
responder a processo administrativo disciplinar ou transgredir a
V - instruir as matérias sujeitas a deliberações;
qualquer dos preceitos do Código de Ética dos Servidores e
Empregados Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito VI - providenciar, previamente à instrução de matéria para
Federal. deliberação pela Comissão, parecer sobre a legalidade de ato a
ser por ela baixado;
Art. 5º É dever do titular do órgão ou entidade da
Administração Pública do Distrito Federal: VII - desenvolver ou supervisionar a elaboração de estudos e
pareceres com vistas a subsidiar o processo de tomada de
I - assegurar as condições de trabalho para que as comissões de
decisão da Comissão; e
ética cumpram suas funções, inclusive para que do exercício
das atribuições de seus integrantes não lhes resulte qualquer VIII - solicitar às autoridades submetidas ao Código de
prejuízo ou dano; e Conduta da Alta Administração informações e subsídios para
instruir assunto sob apreciação da Comissão de Ética.
II - conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética
conforme processo coordenado pela Comissão-Geral de Ética CAPÍTULO IV
Pública DOS DEVERES E RESPONSABILIDADES DOS
MEMBROS DAS COMISSÕES DE ÉTICA
CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES DAS COMISSÕES DE ÉTICA
Art. 10. Os membros de Comissão de Ética obrigam-se a
apresentar e manter arquivadas declarações de bens e rendas,
Art. 6º Cada Comissão de Ética contará com um secretário e
assim como informações sobre sua situação patrimonial que,
um presidente, escolhidos dentre seus membros, vinculada
real ou potencialmente, possam suscitar conflito com o
administrativamente à autoridade máxima do órgão ou
interesse público.
entidade.
Art. 11. O membro de Comissão de Ética que estiver
Art. 7º Compete ao Presidente da Comissão Ética:
relacionado com matéria que envolva servidor ou empregado
I - convocar e presidir as reuniões; público submetido ao Código de Ética do Poder Executivo do
Distrito Federal deverá abster-se de participar de deliberação,
II - orientar os trabalhos da comissão, ordenar os debates, declarando seu impedimento.
iniciar e concluir as deliberações;
Art. 12. As matérias examinadas nas reuniões da Comissão de
III - tomar os votos e proclamar os resultados; Ética são consideradas de caráter sigiloso até a deliberação
final.
IV - autorizar a presença de pessoas nas reuniões que, por si ou
por entidades que representem, possam contribuir para os Art. 13. Os membros da Comissão não poderão se manifestar
trabalhos da Comissão; publicamente sobre situação específica que possa vir a ser
objeto de sua deliberação formal.
V - assinar correspondência externa em nome da Comissão e
solicitar as assinaturas dos demais membros quando considerar Art. 14. Os membros da Comissão deverão justificar
conveniente; previamente eventual impossibilidade de comparecer às
reuniões.
VI - proferir voto de qualidade; e
CAPÍTULO V
DAS COMPETÊNCIAS DA COMISSÃO DE ÉTICA Art. 17. Compete aos dirigentes máximos dos órgãos e
entidades do Poder Executivo do Distrito Federal:
Art. 15. Compete às Comissões de Ética:
I - observar e fazer observar as normas de ética e disciplina;
I - orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor
no tratamento com as pessoas e com o patrimônio; II - constituir a Comissão de Ética;
II - atuar como instância consultiva de dirigentes, servidores e III - garantir os recursos humanos, materiais e financeiros para
empregados públicos no âmbito de seu respectivo órgão ou que a Comissão de Ética cumpra com suas atribuições; e
entidade; IV - atender com prioridade às solicitações da CGEP.
III - convocar servidor e empregado público para prestar Art. 18. As reuniões da Comissão de Ética ocorrerão por
informações ou apresentar documentos; iniciativa do seu Presidente.
IV - esclarecer e julgar comportamentos eticamente duvidosos; Art. 19. Os trabalhos das Comissões de Ética devem ser
V - aproveitar, sempre que possível, os eventos de treinamento desenvolvidos com observância dos seguintes princípios:
de agentes públicos para divulgação das normas de conduta I - celeridade;
ética, por meio de explanação ou distribuição de folhetos,
folders e outros instrumentos congêneres; II - proteção à honra e à imagem da pessoa investigada;
VI - inserir, quando cabível, nos manuais e procedimentos III - proteção à identidade do denunciante, que deverá ser
técnicos, cartilhas e similares, mensagens que contemplem mantida sob reserva, se este assim o desejar; e
conduta ética apropriada, divulgando normas de conduta dos
IV - independência e imparcialidade dos seus membros na
agentes públicos e o funcionamento da Comissão;
apuração dos fatos.
VII - elaborar plano de trabalho específico para a gestão da
Art. 20. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de
ética no órgão ou entidade, com o objetivo de criar meios
direito privado, associação ou entidade de classe poderá
suficientes e eficazes de informação, educação e
provocar a atuação da Comissão de Ética, visando à apuração
monitoramento relacionados às normas de conduta do servidor
de infração ética imputada a agente público, órgão ou setor
ou empregado público;
específico do Poder Executivo do Distrito Federal.
VIII - elaborar estatísticas de processos analisados,
Art. 21. O processo de apuração de prática de ato em
acompanhando a evolução numérica para que sirva de
desrespeito ao preceituado no Código de Ética dos Servidores e
subsídios à elaboração de relatórios gerenciais nos quais
Empregados Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito
constem dados sobre a efetividade de gestão pública;
Federal será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia
IX - aplicar o Código de Ética dos Servidores e Empregados fundamentada, respeitando-se o contraditório e ampla defesa
Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito Federal pela Comissão de Ética, que notificará o investigado para
devendo: manifestar-se por escrito no prazo de 5 dias.
a) receber propostas e sugestões para o seu aprimoramento e § 1º O investigado poderá produzir prova documental e
modernização submetendo-as à Comissão-Geral de Ética testemunhal necessárias à sua defesa.
Pública para seu aperfeiçoamento;
§ 2º As Comissões poderão requisitar os documentos que
b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e entenderem necessários à instrução probatória, inclusive
deliberar sobre casos omissos; promover diligências e solicitar parecer.
c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em § 3º Na hipótese de serem juntados novos elementos de prova,
desacordo com as normas éticas pertinentes; e o investigado será notificado para se manifestar no prazo de 10
dias.
d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou
entidade a que estiver vinculada, o desenvolvimento de ações § 4º Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética
objetivando a disseminação, capacitação e treinamento sobre as proferirão decisão conclusiva e fundamentada.
normas de ética e disciplina;
§ 5º Se a conclusão for pela existência de falta ética, as
X - Comunicar à CGEP situações que possam configurar Comissões de Ética tomarão as seguintes providências, no que
descumprimento do Código de Conduta da Alta Administração couber:
do Distrito Federal; e
I - encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou
XI - desenvolver outras atividades inerentes à sua finalidade. função de confiança à autoridade hierarquicamente superior ou
devolução ao órgão de origem, conforme o caso; e
CAPÍTULO VI
DO FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO DE ÉTICA II - encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-
Geral do Distrito Federal ou unidade específica do Sistema de
Art. 16. O dirigente máximo de cada órgão ou entidade Correição do Distrito Federal de que trata a Lei nº 4.938, de 19
autorizará, se houver necessidade, a dedicação exclusiva dos de setembro de 2012, para exame de eventuais transgressões
servidores designados para integrar a Comissão de Ética. disciplinares.
§ 6º A recomendação prevista no inciso I do § 5º será feita com documentos necessários à instrução dos procedimentos de
avaliação do grau de censurabilidade da conduta. investigação instaurados pela Comissão-Geral de Ética Pública
e pelas Comissões de Ética.
Art. 22. Será mantido com a chancela de reservado, até que
esteja concluído qualquer procedimento instaurado para Parágrafo único. As autoridades competentes não poderão
apuração de prática em desrespeito às normas éticas, com alegar sigilo para deixar de prestar informação solicitada pela
acesso ao interessado e seu representante. Comissão-Geral de Ética Pública e pelas Comissões de Ética
dos órgãos e entidades.
§ 1º Concluída a investigação e após a deliberação da
Comissão do órgão ou entidade, os autos deixarão de ser Art. 30. A infração de natureza ética cometida por membro de
reservados. Comissão de Ética será apurada pela Comissão-Geral de Ética
Pública.
§ 2º Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento
acobertado por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento Art. 31. A Comissão-Geral de Ética Pública manterá controle
somente será permitido a quem detiver direito perante o órgão das decisões finais tomadas pelas Comissões de Ética para fins
ou entidade originariamente encarregado da sua guarda. de consulta pelos órgãos ou entidades da Administração
Pública do Distrito Federal.
§ 3º Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam
ser mantidos, as Comissões, depois de concluído o processo de Art. 32. Os Presidentes das Comissões de Ética atuarão como
investigação, providenciarão para que tais documentos sejam agentes de ligação com a CGEP, que disporá em Resolução
desentranhados dos autos, lacrados e acautelados. própria sobre as atividades que deverão desenvolver para o
cumprimento de suas atribuições.
Art. 23. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada no
recinto das Comissões de Ética é assegurado o direito de saber Art. 33. Caberá recurso ao dirigente máximo do órgão ou
o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da acusação entidade nos julgamentos exarados pelas Comissões de Ética.
e de ter vista dos autos mesmo que ainda não tenha sido
notificada da existência do procedimento investigatório. § 1º O recurso deverá ser fundamentado e interposto perante a
própria Comissão ou a CGEP, cabendo a estas o juízo de
Parágrafo único. O direito assegurado neste artigo inclui o de reconsideração da decisão em 5 dias ou neste prazo encaminhá-
obter cópia dos autos e de certidão do seu teor. lo, devidamente instruído, ao dirigente máximo do órgão ou
entidade.
Art. 24. As Comissões de Ética não poderão se eximir de
fundamentar o julgamento da falta ética do servidor, § 2º São irrecorríveis as instaurações e demais deliberações da
empregado público ou prestador de serviços contratado, referida Comissão.
alegando a falta de previsão no Código de Ética do Poder
Executivo do Distrito Federal, cabendo-lhe recorrer à analogia, § 3º Caberá recurso ao Governador do Distrito Federal dos
aos costumes e princípios éticos e morais conhecidos em outras julgamentos da Comissão-Geral de Ética.
profissões. Parágrafo único. Havendo dúvida quanto à Art. 34. A investidura em cargo ou função pública ou a
legalidade, a Comissão de Ética competente deverá ouvir celebração de contrato de trabalho por agentes públicos deverá
previamente a assessoria jurídica do órgão ou entidade. ser acompanhado de Termo de Compromisso, em que o
Art. 25. As Comissões de Ética, sempre que constatarem a interessado reconhece e se compromete a observar as normas
possível ocorrência de ilícitos penais, civis ou administrativos, do Código de Conduta da Alta Administração ou Código de
encaminharão cópia dos autos às autoridades competentes para Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis do Poder
apuração dos fatos, sem prejuízo das medidas de sua Executivo do Distrito Federal.
competência.
TÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS