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Código de Ética da Administração DF

Este documento aprova códigos de conduta e ética para autoridades públicas e servidores do Distrito Federal. Estabelece normas para prevenir conflitos de interesses, assegurar a integridade e a lisura do processo decisório governamental, e limitar atividades após o exercício de cargos públicos. Também cria comissões de ética para zelar pela aplicação destes códigos.

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Código de Ética da Administração DF

Este documento aprova códigos de conduta e ética para autoridades públicas e servidores do Distrito Federal. Estabelece normas para prevenir conflitos de interesses, assegurar a integridade e a lisura do processo decisório governamental, e limitar atividades após o exercício de cargos públicos. Também cria comissões de ética para zelar pela aplicação destes códigos.

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DECRETO Nº 37.297, DE 29 DE ABRIL DE 2016.

TÍTULO II
DA CONDUTA ÉTICA DAS AUTORIDADES
Aprova, no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta do
Distrito Federal, o Código de Conduta da Alta Administração, o
CAPÍTULO I
Código de Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis do
Poder Executivo e institui as Comissões de Ética do Poder Executivo DAS NORMAS FUNDAMENTAIS
do Distrito Federal e dá outras providências.
Art. 3º As normas fundamentais de conduta das autoridades da
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das Administração Pública do Distrito Federal visam,
atribuições que lhe conferem os incisos VII, X e XXVI do artigo 100 especialmente, às seguintes finalidades:
da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
I - tornar claras as regras éticas de conduta das autoridades
Art. 1º Fica aprovado, no âmbito da Administração Pública Direta e
Indireta do Distrito Federal, o Código de Conduta da Alta públicas, para que a sociedade possa aferir a integridade e a
Administração, o Código de Ética dos Servidores e Empregados lisura do processo decisório governamental;
Públicos Civis do Poder Executivo e institui as Comissões de Ética, na
II - contribuir para o aperfeiçoamento dos padrões éticos das
forma estabelecida, respectivamente, nos Anexos I, II e III deste
Decreto. autoridades públicas, a partir do exemplo dado pelas
autoridades de nível hierárquico superior;
Art. 2º O Código de Conduta da Alta Administração e o Código de
Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis do Poder III - preservar a imagem e a reputação do administrador
Executivo do Distrito Federal deverão estar disponíveis em todos os público, cuja conduta esteja de acordo com as normas éticas
órgãos e entidades da Administração Pública sujeitos às suas normas, estabelecidas neste Código;
em local visível e de fácil acesso ao público.
IV - estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses
Art. 3º Em razão de distintas especificidades técnicas, institucionais públicos e privados e limitações às atividades profissionais
ou jurídicas devidamente motivadas, outras normas de conduta posteriores ao exercício de cargo público;
ética poderão ser aprovadas no âmbito do Poder Executivo do
Distrito Federal. V - minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse
privado e o dever funcional das autoridades públicas; e
ANEXO I
CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO VI - criar mecanismo de consulta destinado a possibilitar o
PÚBLICA DIRETA E INDIRETA DO DISTRITO prévio e pronto esclarecimento de dúvidas quanto à conduta
FEDERAL ética do administrador público.

TÍTULO I CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES DOS CONFLITOS DE INTERESSES

CAPÍTULO I Art. 4º Configura conflito de interesse e conduta antiética,


DOS PRINCÍPIOS E VALORES FUNDAMENTAIS DA dentre outros comportamentos:
CONDUTA ÉTICA I - o investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser
afetado por decisão ou política governamental a respeito da
Art. 1º Fica instituído o Código de Conduta da Alta qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas em
Administração Pública Direta e Indireta do Distrito Federal, razão do cargo ou função;
cujas normas aplicam-se às seguintes autoridades:
II - custeio de despesas por particulares de forma a influenciar
I - Secretários de Estado, Secretários de Estado Adjuntos, nas decisões administrativas.
Secretários Executivos e Subsecretários, bem como cargos de
natureza equivalente; Art. 5º No relacionamento com outros órgãos e entidades da
Administração Pública do Distrito Federal, a autoridade
II - dirigentes de órgãos especializados até o nível de CNE-02 pública deve esclarecer a existência de eventual conflito de
ou equiparados; e interesses e comunicar qualquer circunstância ou fato
III - dirigentes máximos das entidades da Administração Direta impeditivo de sua participação em decisão coletiva ou em
e Indireta do Distrito Federal. órgão colegiado.

Art. 2º No exercício de suas funções, as pessoas abrangidas por Art. 6º As propostas de trabalho ou de negócio futuro no setor
este Código devem pautarse pelos padrões de ética, sobretudo privado e qualquer negociação que envolva conflito de
no que diz respeito à integridade, à moralidade, à interesses devem ser imediatamente informadas pela autoridade
impessoalidade, à clareza de posições e ao decoro, com vistas a pública distrital à Comissão-Geral de Ética Pública,
motivar o respeito e a confiança do público em geral. independentemente da sua aceitação ou rejeição.

Parágrafo único. Os padrões éticos de que trata este artigo são Art. 7º As autoridades regidas por este Código, ao assumirem
exigidos no exercício e na relação entre as atividades públicas e cargo, emprego ou função pública, devem firmar Termo de
privada, de modo a prevenir eventuais conflitos de interesses. Compromisso de que, nos 2 anos seguintes à sua exoneração,
não poderão:

I - atuar em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica,


inclusive sindicato ou associação de classe, em processo ou
negócio do qual tenha participado, em razão das suas Art. 13. A idoneidade é condição essencial para ocupação de
atribuições; cargos políticos ou comissionados no Poder Executivo do
Distrito Federal.
II - prestar consultoria a pessoa física ou jurídica, inclusive
sindicato ou associação de classe, a respeito de programas ou Art. 14. São deveres da autoridade pública, dentre outros:
políticas do órgão ou entidade da Administração Pública do
Distrito Federal a que esteve vinculado ou com que tenha tido I - agir com lealdade e boa-fé;
relacionamento direto e relevante nos 6 meses anteriores ao II - ser justo e honesto no desempenho de suas funções e em
término do exercício de função pública; suas relações com os demais agentes públicos, superiores
III - atuar na representação de interesses privados perante o hierárquicos e com os usuários do serviço público;
órgão ou entidade da Administração de que tenha sido III - praticar a cortesia e a urbanidade nas relações públicas e
dirigente; respeitar a capacidade e as limitações individuais dos usuários,
IV - aceitar cargo de administrador ou conselheiro, ou sem discriminação ou preconceito;
estabelecer vínculo profissional com pessoa física ou jurídica IV - respeitar a hierarquia administrativa;
com a qual tenham mantido relacionamento oficial direto e
relevante nos 6 meses anteriores à exoneração; e V - não ceder às pressões que visem a obter quaisquer favores,
benesses ou vantagens indevidas;
V - intervir em benefício ou em nome de pessoa física ou
jurídica, em órgão ou entidade da Administração Pública do VI - reconhecer o mérito de cada servidor e propiciar igualdade
Distrito Federal com que tenham tido relacionamento oficial de oportunidade para o desenvolvimento profissional, não
direto e relevante nos 6 meses anteriores à exoneração. admitindo atitude que possa afetar a carreira profissional de
subordinados.
CAPÍTULO III
DO RELACIONAMENTO ENTRE AS AUTORIDADES Seção II
PÚBLICAS Das Vedações

Art. 8º Eventuais divergências entre as autoridades públicas Art. 15. Dentre as vedações, a autoridade pública não pode:
referidas no art. 1º devem ser resolvidas internamente,
I - utilizar-se de cargo, emprego ou função, de facilidades,
mediante coordenação administrativa, não lhes cabendo
amizades, posições e influências, para obter favorecimento,
manifestarse publicamente sobre matéria que não seja afeta à
para si ou para outrem em qualquer órgão e/ou entidade
sua área de competência.
públicos;
Art. 9º É vedado à autoridade pública opinar publicamente a
II - imputar a outrem fato desabonador da moral e da ética que
respeito da honorabilidade e do desempenho funcional de outra
sabe não ser verdade;
autoridade pública.
III - ser conivente com erro ou infração a este Código;
TÍTULO III
DA CONDUTA ÉTICA IV - usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício
regular de direito por qualquer pessoa;
CAPÍTULO I
DOS DEVERES E DAS VEDAÇÕES À AUTORIDADE V - faltar com a verdade com pessoa que necessite do
PÚBLICA atendimento em serviços públicos; e

VI - exercer atividade profissional antiética ou relacionar o seu


Seção I
nome a empreendimento que atente contra a moral pública.
Dos Deveres Éticos Fundamentais
Art. 16. A autoridade pública não poderá receber salário ou
Art. 10. A autoridade pública deve atuar com retidão e outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei,
honradez, procurando satisfazer o interesse público e evitar nem receber transporte, hospedagem ou favores de particulares
obter proveito ou vantagem pessoal indevida para si ou para de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua
terceiro. probidade ou honorabilidade.
Art. 11. A observância do interesse público, especialmente no Parágrafo único. É permitida a participação em seminários,
que diz respeito à proteção e manutenção do patrimônio congressos e eventos semelhantes, desde que tornada pública
público, implica o dever de abster-se a autoridade pública de eventual remuneração, bem como o pagamento das despesas de
qualquer ato que importe em enriquecimento ilícito, gere viagem pelo promotor do evento, o qual não poderá ter
prejuízo à Fazenda Pública, atente contra os princípios da interesse em decisão a ser tomada pela autoridade.
Administração Pública ou viole direito de particular.
Art. 17. É permitido à autoridade pública o exercício não
Art. 12. A autoridade pública não utilizará bens ou recursos remunerado de encargo de mandatário, desde que não implique
públicos, humanos ou materiais, para fins pessoais, a prática de atos empresariais ou outros incompatíveis com o
particulares, políticos ou partidários, nem se valerá de sua exercício do seu cargo ou função.
função para obtenção de vantagem indevida.
Art. 18. É vedada à autoridade pública a aceitação de presentes,
salvo de autoridades estrangeiras nos casos protocolares em
que houver reciprocidade.
Parágrafo único. Não se consideram presentes para os fins
deste artigo os brindes que:

I - não tenham valor comercial;


TÍTULO IV
II - distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de DA CENSURA ÉTICA E DE OUTRAS DISPOSIÇÕES
cortesia, propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de
eventos especiais ou datas comemorativas, não ultrapassem o Art. 22. A violação das normas estipuladas neste Código
valor de R$ 100,00. acarretará, sem prejuízo das medidas ou sanções
administrativas, civis ou criminais previstas em legislação
Seção III própria, a aplicação pela Comissão de Ética Pública de censura
Das Variações Patrimoniais ética às autoridades em exercício ou já exoneradas.

Art. 19. Além da declaração de bens e rendas de que trata a Lei § 1º A fundamentação da aplicação da censura ética constará
Federal nº 8.730, de 10 de novembro de 1993, a autoridade em Relatório, assinado por todos os integrantes da Comissão-
pública, no prazo de 10 dias contados de sua posse, enviará à Geral de Ética, com a ciência do agente público faltoso.
Comissão-Geral de Ética Pública - CGEP informações sobre § 2º A Comissão de Ética Pública poderá adotar outras
sua situação patrimonial que, real ou potencialmente, possa providências que estejam no seu âmbito de competência, além
suscitar conflito com o interesse público, indicando o modo da aplicação da censura ética.
pelo qual irá evitá-lo.
Art. 23. A Comissão-Geral de Ética Pública deverá encaminhar
Art. 20. As alterações relevantes no patrimônio da autoridade o Relatório à autoridade competente.
pública deverão ser imediatamente comunicadas à CGEP,
especialmente quando se tratar de: Parágrafo único. Caberá à autoridade competente avaliar a
oportunidade e conveniência de eventual exoneração do cargo
I - atos de gestão patrimonial que envolvam: em comissão ou dispensa da função de confiança, conforme
a) transferência de bens a cônjuge, ascendente, descendente ou avaliação ao grau de censurabilidade da conduta.
parente na linha colateral; Art. 24. As normas previstas neste Código de Conduta da Alta
b) aquisição, direta ou indireta, do controle de empresa; Administração Pública Direta e Indireta do Distrito Federal
aplicam-se sem prejuízo dos deveres funcionais e sanções
c) outras alterações significativas ou relevantes no valor ou na disciplinares previstas em lei, bem como da apuração de
natureza do patrimônio; responsabilidade civil, penal e administrativa.

II - atos de gestão de bens, cujo valor possa ser ANEXO II


substancialmente alterado por decisão ou política CÓDIGO DE ÉTICA DOS SERVIDORES E
governamental. EMPREGADOS PÚBLICOS CIVIS DO PODER
EXECUTIVO DO DISTRITO FEDERAL
§ 1º É vedado o investimento em bens cujo valor ou cotação
possa ser afetado por decisão ou política governamental a CAPÍTULO I
respeito da qual a autoridade pública tenha informações PARTE GERAL
privilegiadas, em razão do cargo ou função, inclusive
investimentos de renda variável ou em commodities, contratos Art. 1º O Código de Ética dos Servidores e Empregados
futuros e moedas para fim especulativo, excetuadas aplicações Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito Federal, sem
em modalidades de investimento que a CGEP venha a prejuízo da aplicação de outras normas constitucionais e legais,
especificar. tem por finalidade:
§ 2º Em caso de dúvida, a CGEP poderá solicitar informações I - tornar claras e acessíveis as regras éticas de conduta a serem
adicionais e esclarecimentos sobre alterações patrimoniais a ela observadas e praticadas pelos servidores e empregados
comunicadas pela autoridade pública ou que, por qualquer públicos;
outro meio, cheguem ao seu conhecimento.
II - garantir a necessária integridade, lisura, legitimidade e
§ 3º A autoridade pública poderá consultar previamente a transparência à Administração Pública;
CGEP a respeito de ato específico de gestão de bens que
pretenda realizar. III - preservar a imagem e a reputação dos servidores e
empregados públicos do Distrito Federal, cujas condutas
§ 4º A fim de preservar o caráter sigiloso das informações estejam de acordo com as normas éticas previstas neste
pertinentes à situação patrimonial da autoridade pública, as Código.
comunicações e consultas, após serem conferidas e
respondidas, serão acondicionadas em envelope lacrado, que Art. 2º Todos os agentes da Administração Pública Distrital
somente poderá ser aberto por determinação da Comissão. têm deveres éticos aos quais aderem automaticamente no
momento de sua investidura. Além de observar os princípios da
Art. 21. A autoridade pública que mantiver participação legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade,
superior a 5% (cinco por cento) do capital de sociedade de eficiência, cortesia, proporcionalidade, razoabilidade,
economia mista, de instituição financeira, ou de empresa que probidade, segurança jurídica, supremacia do interesse público,
negocie com o Poder Público, tornará público este fato. finalidade e motivação, devem pautar-se pelos padrões da ética.
Art. 3º Aos servidores e empregados públicos impõe-se atuação XI - não participar de transações ou operações financeiras
profissional condizente com o cargo e a busca permanente do utilizando informação privilegiada da entidade a que pertence
interesse público e do bem comum, observando em sua função ou tenha acesso por sua condição ou exercício do cargo, função
ou fora dela, a dignidade, o decoro, o zelo e os princípios ou emprego que desempenha, nem permitir o uso impróprio da
morais em busca da excelência profissional, ciente de que seus informação para interesse incompatível com o interesse da
atos, comportamentos e atitudes implicam diretamente na Administração Pública;
preservação da imagem da Administração Pública.
XII - prestar contas da gestão dos bens, direitos e serviços
Parágrafo único. A idoneidade é condição essencial para realizados à coletividade no exercício das atribuições;
ocupação de cargo comissionado pelos servidores ou
empregados públicos do Distrito Federal. XIII - atuar com diligência, sobriedade, profissionalismo e
comprometimento, no exercício das atribuições;
Art. 4º A observância do interesse público, especialmente no
que diz respeito à proteção e manutenção do patrimônio XIV - apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao
público, implica o dever de abster-se o agente da prática de ato exercício do cargo, da função ou do emprego público;
que importe em reconhecimento ilícito, gere prejuízo à XV - velar pela regularidade e eficácia dos processos ou
Fazenda Pública, atente contra os princípios da Administração decisões nas quais intervenha;
Pública ou viole direito de particular.
XVI - abster-se de praticar atos que prejudiquem as funções ou
a reputação de outros servidores públicos ou cidadãos;
CAPÍTULO II XVII - guardar assiduidade, pontualidade, eficiência e eficácia
VEDAÇÕES E DEVERES no cumprimento das atribuições;

Art. 5º É vedado ao servidor ou empregado público agir com XVIII - comunicar previamente ao superior hierárquico
discriminação ou preconceito. eventuais ausências;

Art. 6º É dever do servidor ou empregado público: XIX - não se retirar da repartição pública, sem estar autorizado,
qualquer documento, livro, processo ou bem pertencente ao
I - agir com cordialidade, urbanidade, disponibilidade e atenção patrimônio público;
com todos os usuários do serviço público;
XX - não exercer atividade profissional incompatível com os
II - desempenhar as atribuições com probidade, retidão, justiça termos deste Código ou associar o seu nome a empreendimento
e lealdade com vistas à plena realização do interesse público; de natureza duvidosa que comprometa a idoneidade ou a
III - exercer as atribuições com eficiência e excelência, legitimidade funcional;
evitando ações que atrasem a prestação do serviço público; XXI - não utilizar sua identidade funcional com abuso de poder
IV - guardar reserva e discrição sobre fatos e informações de ou desvio de finalidade com o objetivo de obter vantagem ou
que tenha conhecimento em razão do exercício de suas benefício estranho ao exercício do cargo, função ou emprego
atribuições, sem prejuízo dos deveres e responsabilidades público;
previstas em normas que regulam o sigilo administrativo; XXII - não exercer atividade privada incompatível com o
V - dar cumprimento às ordens superiores, ressalvadas aquelas exercício do cargo, função ou emprego público, observadas as
manifestamente ilegais; restrições dispostas no art. 37, inciso XVI, da Constituição da
República Federativa do Brasil de 1988 e no art. 19, inciso XV,
VI - declarar suspeição, impedimento e eventual circunstância da Lei Orgânica do Distrito Federal;
configuradora de conflito de interesses que implique em ofensa
à legitimidade de participação em processo administrativo, XXIII - utilizar os recursos públicos disponíveis com
procedimento e decisão monocrática ou em órgão colegiado; responsabilidade, economicidade e clareza;

VII - abster-se de utilizar o cargo, função ou emprego público XXIV - proteger e conservar os bens do Estado, devendo
para obter benefícios ou vantagens indevidas para si ou para utilizá-los para o desempenho das atribuições de maneira
outrem; racional e eficiente;

VIII - não promover manifestações de apreço ou desapreço na XXV - resistir a pressões de quaisquer origens que visem à
repartição; obtenção de favores, benesses ou vantagens indevidas, bem
como de adoção de conduta em violação da lei e dos preceitos
IX - levar ao conhecimento da autoridade competente ato ou éticos que orientam a atuação do servidor público, e comunicá-
fato de que teve conhecimento que possa causar prejuízo à las a seus superiores;
Administração Pública ou constituir infração ou violação a
qualquer disposição deste Código; XXVI - assumir a responsabilidade pela execução do seu
trabalho e pelos pareceres e opiniões profissionais de sua
X - abster-se de atuar com proselitismo político a favor ou autoria, apoiando-se em documentos e evidências que
contra partidos políticos ou candidatos através da utilização do permitam convicção da realidade ou da veracidade dos fatos ou
cargo, da função ou do emprego público ou por meio da das situações apresentadas, de modo a evitar posicionamentos
utilização de infraestrutura, bens ou recursos públicos; meramente pessoais;
XXVII - manter-se atualizado em relação à legislação, aos III - os presentes de menor valor realizados em razão de
regulamentos e demais normas relativas ao desempenho de vínculo de amizade ou relação pessoal ou decorrentes de
suas atribuições; acontecimentos no qual seja usual efetuá-los; e

XXVIII - não fazer uso de informações privilegiadas ou IV - ingressos para participação em atividades, shows, eventos,
recobertas de sigilo, em favor de si próprio, parentes, amigos simpósios, congressos ou convenções, desde que ajustados em
ou quaisquer terceiros. contrapartida de contrato administrativo ou convênio.

Art. 7º No exercício das atribuições, o servidor ou empregado Art. 11. Ao servidor ou empregado público é facultada a
público deve atuar com comprometimento ético e moral, cujos participação em eventos, seminários, simpósios e congressos,
elementos são indissociáveis para o alcance de sua finalidade desde que eventual remuneração, vantagem ou despesa não
social. implique em situação caracterizadora de conflito de interesses,
aplicando-se no que couber a Lei nº 12.813, de 16 de maio de
Art. 8º O servidor ou empregado público deve viabilizar a 2013.
publicidade dos atos administrativos por meio de ações
transparentes que permitam o acesso às informações § 1º Considera-se conflito de interesse a situação gerada pelo
governamentais, nos termos da Lei nº 4.990, de 12 de confronto de pretensões públicas e privadas que possa
dezembro de 2012 e do Decreto nº 34.276, de 11 de abril de comprometer o interesse coletivo ou influenciar o desempenho
2013. da função pública.

Art. 9º Diante de situações excepcionais e extraordinárias, o § 2º A ocorrência de conflito de interesses independe da


servidor ou empregado público deve ser diligente e proativo, na existência de prova de lesão ao patrimônio público, do
medida de suas competências, para realizar as tarefas recebimento de qualquer vantagem ou ganho pelo servidor,
necessárias para mitigar, neutralizar ou superar as dificuldades empregado público ou terceiro.
momentâneas.
CAPÍTULO IV
CAPÍTULO III SANÇÕES ÉTICAS E PROCEDIMENTO
REGIME DE BENEFÍCIOS
Art. 12. A violação aos dispositivos estabelecidos no presente
Art. 10. O servidor ou empregado público não deve, direta ou Código enseja ao servidor ou empregado público infrator a
indiretamente, solicitar, insinuar, aceitar ou receber bens, aplicação de censura ética.
benefícios ou quaisquer vantagens materiais ou imateriais, para
si ou para outrem, em razão do exercício de suas atribuições, Parágrafo único. A aplicação da censura ética não implica
cargo, função ou emprego público. prejuízo das penalidades previstas no regime jurídico
específico aplicável ao cargo, função ou emprego público, nem
§ 1º Entende-se como bens e vantagens de natureza indevida das responsabilidades penais e civis estabelecidas em lei.
quaisquer benefícios, viagens, hospedagens, privilégios,
transporte ou valor, especialmente se proveniente de pessoa Art. 13. Em caso de violação ao presente código, cada órgão ou
física ou jurídica que: entidade, deve instaurar o procedimento para apuração de
responsabilidade correspondente a cada caso.
I - tenha atividade regulada ou fiscalizada pelo órgão ou
entidade em que o servidor ou empregado público desempenhe § 1º O procedimento deve ser instruído com a manifestação da
atribuições; respectiva assessoria jurídica e da Comissão de Ética
responsável de cada órgão ou entidade.
II - administre ou explore concessões, autorizações ou
permissões concedidas por órgão ou entidade no qual o § 2º A censura ética prevista no artigo anterior deve ser
servidor ou empregado público esteja vinculado; aplicada pela Comissão de Ética responsável de cada órgão ou
entidade.
III - seja ou pretenda ser contratada por órgão ou entidade em
que o servidor ou empregado público desempenhe atribuições; § 3º As Comissões de Ética devem encaminhar Relatório ao
Dirigente Máximo do Órgão e Entidade, relatando o grau de
IV - aguarde decisão ou ação do órgão ou entidade em que o censurabilidade da conduta.
servidor ou empregado público desempenhe atribuições;
CAPÍTULO V
V - tenha interesse que possa ser afetado por decisão, ação, DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
retardamento ou omissão do órgão ou entidade em que o
servidor ou empregado público desempenhe atribuições. Art. 14. Este Código aplica-se aos servidores e empregados
públicos do Distrito Federal, sem prejuízo da aplicação das
§ 2º Não serão considerados como bens e vantagens de normas específicas a cada carreira e de outros regimes jurídicos
natureza indevida: vigentes.
I - as condecorações, honrarias e reconhecimentos protocolares Art. 15. As infrações às normas deste Código praticadas por
recebidos de governos, organismos nacionais e internacionais empregados terceirizado podem acarretar na substituição destes
ou entidades sem fins lucrativos, nas condições em que a lei e o pela empresa prestadora de serviços.
costume oficial admitam esses benefícios;
Parágrafo único. O gestor do contrato é responsável pela
II - os brindes de distribuição coletiva a título de divulgação ou condução do procedimento da solicitação de substituição do
patrocínio estipulados contratualmente por ocasião de eventos empregado terceirizado.
especiais ou em datas comemorativas, nos limites do contrato;
Art. 16. O provimento no serviço público implica a ciência das II - administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta
normas deste Código, vedado a alegação de desconhecimento. Administração do Distrito Federal, devendo:

a) receber propostas e sugestões para o seu aprimoramento e


modernização, submetendo-as ao Governador do Distrito
Federal;

b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas,


ANEXO III deliberando sobre casos omissos;
DAS COMISSÕES DE ÉTICA NO PODER EXECUTIVO c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em
DO DISTRITO FEDERAL desacordo com as normas nele previstas, quando praticadas
pelas autoridades a ele submetidas;
TÍTULO I
DA GESTÃO DA ÉTICA III - dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do
Código de Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis
CAPÍTULO I do Poder Executivo do Distrito Federal;
DA COMISSÃO-GERAL DE ÉTICA PÚBLICA
IV - coordenar, avaliar e supervisionar a atuação das comissões
Art. 1º Fica criada a Comissão-Geral de Ética Pública - CGEP, de ética dos órgãos e entidades do Poder Executivo do Distrito
vinculada ao Governador do Distrito Federal, com a finalidade Federal;
de promover atividades que dispõem sobre a conduta ética de V - organizar e desenvolver, em cooperação com outros
servidores e empregados públicos, em especial: órgãos/entidades, cursos, manuais, cartilhas, palestras,
I - integrar os órgãos, programas e ações relacionadas com a seminários e outras ações de capacitação e disseminação do
ética pública; Código de Conduta da Alta Administração e do Código de
Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis do Poder
II - contribuir para a implementação de políticas públicas tendo Executivo do Distrito Federal;
a transparência e o acesso à informação como instrumentos
fundamentais para o exercício da gestão da ética pública; VI - elaborar plano de trabalho específico, envolvendo, se for o
caso, outros órgãos e entidades do Distrito Federal com o
III - promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a objetivo de criar eficiente sistema de informação, educação,
compatibilização e interação de normas, procedimentos acompanhamento e avaliação de resultados da gestão ética
técnicos e de gestão relativos à ética pública; e distrital;

IV - articular ações com vistas a estabelecer e efetivar VII - aprovar o seu regimento interno; e
procedimentos de incentivo e incremento ao desempenho
institucional na gestão da ética pública do Distrito Federal. VIII - desenvolver outras atividades inerentes à sua finalidade.

Art. 2º A CGEP será integrada por 5 (cinco) cidadãos de § 1º A CGEP contará com um secretário, a quem compete
reconhecida idoneidade moral, reputação ilibada e experiência prestar o apoio técnico e administrativo aos trabalhos da
na administração pública, designados pelo Governador do Comissão.
Distrito Federal, para mandatos de 2 (dois) anos, permitida § 2º Cumpre à CGEP responder a consultas sobre aspectos
uma recondução. éticos que lhe forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética
§ 1º A atuação no âmbito da CGEP não enseja qualquer e pelos órgãos e entidades que integram o Poder Executivo do
remuneração para seus membros e os trabalhos nela Distrito Federal, bem como pelos cidadãos e servidores que
desenvolvidos são considerados prestação de relevante serviço venham a ser indicados para ocupar cargo ou função abrangida
público, devendo ser registrados nos assentamentos funcionais pelo Código de Conduta da Alta Administração do Distrito
do integrante. Federal.

§ 2º O Presidente da Comissão-Geral de Ética Pública será CAPÍTULO II


eleito dentre seus membros e terá o voto de qualidade em caso DAS COMISSÕES DE ÉTICA
de empate nas deliberações.
Art. 4º Em todos os órgãos e entidades do Poder Executivo,
§ 3º Ficará suspenso da Comissão, até o trânsito em julgado, o deverá ser criada, por meio de Portaria do respectivo Secretário
membro que vier a ser indiciado criminalmente, responder a de Estado ou do dirigente máximo da entidade, uma Comissão
processo administrativo disciplinar ou transgredir a qualquer de Ética, integrada por 3 servidores ou empregados públicos
dos preceitos do Código de Ética dos Servidores e Empregados efetivos e respectivos suplentes, encarregada de orientar e
Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito Federal e do aconselhar sobre a ética funcional do servidor e empregado
Código de Conduta da Alta Administração. público, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio
público estadual, competindo-lhe conhecer concretamente de
Art. 3º À CGEP compete: atos susceptíveis de censura ética.
I - atuar como instância consultiva do Governador do Distrito § 1º A criação de Comissão de Ética prevista no caput não se
Federal e dos Secretários de Estado em matéria de ética aplica às Administrações Regionais, cuja apuração de eventual
pública; infração ética deverá ser promovida pela Comissão instalada na
Secretaria de Estado supervisora.
§ 2º No caso de inexistirem condições objetivas para apuração VII - decidir os casos de urgência ad referendum da Comissão.
de violações éticas no âmbito do órgão ou entidade, ou mesmo
em face da inexistência de Comissão de Ética pelos mesmos Art. 8º Compete aos membros da Comissão de Ética:
motivos, a autoridade máxima poderá utilizar-se de Comissão I - examinar as matérias que lhe forem submetidas, emitindo
de Ética instalada em outro Órgão ou Entidade. pareceres;
§ 3º Os membros de cada Comissão de Ética serão escolhidos II - pedir vista de matéria em deliberação na Comissão;
entre servidores e empregados do seu quadro permanente, entre
brasileiros de reconhecida idoneidade moral, reputação ilibada III - solicitar informações a respeito de matérias sob exame da
e dotados de conhecimentos de Administração Pública e Comissão; e
designados pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou
IV - representar a Comissão em atos públicos, por delegação
órgão, para mandatos de 2 anos, permitida uma recondução.
do Presidente.
§ 4º A Portaria a que se refere o caput deverá ser publicada no
Art. 9º Compete ao Secretário da Comissão de Ética:
Diário Oficial do Distrito Federal, com a indicação dos nomes
dos membros titulares e dos respectivos suplentes. I - organizar a agenda das reuniões e assegurar o apoio
logístico à Comissão;
§ 5º A atuação, no âmbito da Comissão de Ética não enseja
qualquer remuneração para seus membros e os trabalhos nela II - secretariar as reuniões da Comissão;
desenvolvidos serão considerados prestação de relevante
serviço público, devendo ser registrados nos assentamentos III - proceder ao registro das reuniões e à elaboração de suas
funcionais do integrante. atas;

§ 6º Ficará suspenso da Comissão de Ética, até o trânsito em IV - dar apoio à Comissão e seus integrantes para o
julgado, o membro que vier a ser indiciado criminalmente, cumprimento das atividades que lhe sejam próprias;
responder a processo administrativo disciplinar ou transgredir a
V - instruir as matérias sujeitas a deliberações;
qualquer dos preceitos do Código de Ética dos Servidores e
Empregados Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito VI - providenciar, previamente à instrução de matéria para
Federal. deliberação pela Comissão, parecer sobre a legalidade de ato a
ser por ela baixado;
Art. 5º É dever do titular do órgão ou entidade da
Administração Pública do Distrito Federal: VII - desenvolver ou supervisionar a elaboração de estudos e
pareceres com vistas a subsidiar o processo de tomada de
I - assegurar as condições de trabalho para que as comissões de
decisão da Comissão; e
ética cumpram suas funções, inclusive para que do exercício
das atribuições de seus integrantes não lhes resulte qualquer VIII - solicitar às autoridades submetidas ao Código de
prejuízo ou dano; e Conduta da Alta Administração informações e subsídios para
instruir assunto sob apreciação da Comissão de Ética.
II - conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética
conforme processo coordenado pela Comissão-Geral de Ética CAPÍTULO IV
Pública DOS DEVERES E RESPONSABILIDADES DOS
MEMBROS DAS COMISSÕES DE ÉTICA
CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES DAS COMISSÕES DE ÉTICA
Art. 10. Os membros de Comissão de Ética obrigam-se a
apresentar e manter arquivadas declarações de bens e rendas,
Art. 6º Cada Comissão de Ética contará com um secretário e
assim como informações sobre sua situação patrimonial que,
um presidente, escolhidos dentre seus membros, vinculada
real ou potencialmente, possam suscitar conflito com o
administrativamente à autoridade máxima do órgão ou
interesse público.
entidade.
Art. 11. O membro de Comissão de Ética que estiver
Art. 7º Compete ao Presidente da Comissão Ética:
relacionado com matéria que envolva servidor ou empregado
I - convocar e presidir as reuniões; público submetido ao Código de Ética do Poder Executivo do
Distrito Federal deverá abster-se de participar de deliberação,
II - orientar os trabalhos da comissão, ordenar os debates, declarando seu impedimento.
iniciar e concluir as deliberações;
Art. 12. As matérias examinadas nas reuniões da Comissão de
III - tomar os votos e proclamar os resultados; Ética são consideradas de caráter sigiloso até a deliberação
final.
IV - autorizar a presença de pessoas nas reuniões que, por si ou
por entidades que representem, possam contribuir para os Art. 13. Os membros da Comissão não poderão se manifestar
trabalhos da Comissão; publicamente sobre situação específica que possa vir a ser
objeto de sua deliberação formal.
V - assinar correspondência externa em nome da Comissão e
solicitar as assinaturas dos demais membros quando considerar Art. 14. Os membros da Comissão deverão justificar
conveniente; previamente eventual impossibilidade de comparecer às
reuniões.
VI - proferir voto de qualidade; e
CAPÍTULO V
DAS COMPETÊNCIAS DA COMISSÃO DE ÉTICA Art. 17. Compete aos dirigentes máximos dos órgãos e
entidades do Poder Executivo do Distrito Federal:
Art. 15. Compete às Comissões de Ética:
I - observar e fazer observar as normas de ética e disciplina;
I - orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor
no tratamento com as pessoas e com o patrimônio; II - constituir a Comissão de Ética;

II - atuar como instância consultiva de dirigentes, servidores e III - garantir os recursos humanos, materiais e financeiros para
empregados públicos no âmbito de seu respectivo órgão ou que a Comissão de Ética cumpra com suas atribuições; e
entidade; IV - atender com prioridade às solicitações da CGEP.
III - convocar servidor e empregado público para prestar Art. 18. As reuniões da Comissão de Ética ocorrerão por
informações ou apresentar documentos; iniciativa do seu Presidente.
IV - esclarecer e julgar comportamentos eticamente duvidosos; Art. 19. Os trabalhos das Comissões de Ética devem ser
V - aproveitar, sempre que possível, os eventos de treinamento desenvolvidos com observância dos seguintes princípios:
de agentes públicos para divulgação das normas de conduta I - celeridade;
ética, por meio de explanação ou distribuição de folhetos,
folders e outros instrumentos congêneres; II - proteção à honra e à imagem da pessoa investigada;

VI - inserir, quando cabível, nos manuais e procedimentos III - proteção à identidade do denunciante, que deverá ser
técnicos, cartilhas e similares, mensagens que contemplem mantida sob reserva, se este assim o desejar; e
conduta ética apropriada, divulgando normas de conduta dos
IV - independência e imparcialidade dos seus membros na
agentes públicos e o funcionamento da Comissão;
apuração dos fatos.
VII - elaborar plano de trabalho específico para a gestão da
Art. 20. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de
ética no órgão ou entidade, com o objetivo de criar meios
direito privado, associação ou entidade de classe poderá
suficientes e eficazes de informação, educação e
provocar a atuação da Comissão de Ética, visando à apuração
monitoramento relacionados às normas de conduta do servidor
de infração ética imputada a agente público, órgão ou setor
ou empregado público;
específico do Poder Executivo do Distrito Federal.
VIII - elaborar estatísticas de processos analisados,
Art. 21. O processo de apuração de prática de ato em
acompanhando a evolução numérica para que sirva de
desrespeito ao preceituado no Código de Ética dos Servidores e
subsídios à elaboração de relatórios gerenciais nos quais
Empregados Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito
constem dados sobre a efetividade de gestão pública;
Federal será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia
IX - aplicar o Código de Ética dos Servidores e Empregados fundamentada, respeitando-se o contraditório e ampla defesa
Públicos Civis do Poder Executivo do Distrito Federal pela Comissão de Ética, que notificará o investigado para
devendo: manifestar-se por escrito no prazo de 5 dias.

a) receber propostas e sugestões para o seu aprimoramento e § 1º O investigado poderá produzir prova documental e
modernização submetendo-as à Comissão-Geral de Ética testemunhal necessárias à sua defesa.
Pública para seu aperfeiçoamento;
§ 2º As Comissões poderão requisitar os documentos que
b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e entenderem necessários à instrução probatória, inclusive
deliberar sobre casos omissos; promover diligências e solicitar parecer.

c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em § 3º Na hipótese de serem juntados novos elementos de prova,
desacordo com as normas éticas pertinentes; e o investigado será notificado para se manifestar no prazo de 10
dias.
d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou
entidade a que estiver vinculada, o desenvolvimento de ações § 4º Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética
objetivando a disseminação, capacitação e treinamento sobre as proferirão decisão conclusiva e fundamentada.
normas de ética e disciplina;
§ 5º Se a conclusão for pela existência de falta ética, as
X - Comunicar à CGEP situações que possam configurar Comissões de Ética tomarão as seguintes providências, no que
descumprimento do Código de Conduta da Alta Administração couber:
do Distrito Federal; e
I - encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou
XI - desenvolver outras atividades inerentes à sua finalidade. função de confiança à autoridade hierarquicamente superior ou
devolução ao órgão de origem, conforme o caso; e
CAPÍTULO VI
DO FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO DE ÉTICA II - encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-
Geral do Distrito Federal ou unidade específica do Sistema de
Art. 16. O dirigente máximo de cada órgão ou entidade Correição do Distrito Federal de que trata a Lei nº 4.938, de 19
autorizará, se houver necessidade, a dedicação exclusiva dos de setembro de 2012, para exame de eventuais transgressões
servidores designados para integrar a Comissão de Ética. disciplinares.
§ 6º A recomendação prevista no inciso I do § 5º será feita com documentos necessários à instrução dos procedimentos de
avaliação do grau de censurabilidade da conduta. investigação instaurados pela Comissão-Geral de Ética Pública
e pelas Comissões de Ética.
Art. 22. Será mantido com a chancela de reservado, até que
esteja concluído qualquer procedimento instaurado para Parágrafo único. As autoridades competentes não poderão
apuração de prática em desrespeito às normas éticas, com alegar sigilo para deixar de prestar informação solicitada pela
acesso ao interessado e seu representante. Comissão-Geral de Ética Pública e pelas Comissões de Ética
dos órgãos e entidades.
§ 1º Concluída a investigação e após a deliberação da
Comissão do órgão ou entidade, os autos deixarão de ser Art. 30. A infração de natureza ética cometida por membro de
reservados. Comissão de Ética será apurada pela Comissão-Geral de Ética
Pública.
§ 2º Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento
acobertado por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento Art. 31. A Comissão-Geral de Ética Pública manterá controle
somente será permitido a quem detiver direito perante o órgão das decisões finais tomadas pelas Comissões de Ética para fins
ou entidade originariamente encarregado da sua guarda. de consulta pelos órgãos ou entidades da Administração
Pública do Distrito Federal.
§ 3º Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam
ser mantidos, as Comissões, depois de concluído o processo de Art. 32. Os Presidentes das Comissões de Ética atuarão como
investigação, providenciarão para que tais documentos sejam agentes de ligação com a CGEP, que disporá em Resolução
desentranhados dos autos, lacrados e acautelados. própria sobre as atividades que deverão desenvolver para o
cumprimento de suas atribuições.
Art. 23. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada no
recinto das Comissões de Ética é assegurado o direito de saber Art. 33. Caberá recurso ao dirigente máximo do órgão ou
o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da acusação entidade nos julgamentos exarados pelas Comissões de Ética.
e de ter vista dos autos mesmo que ainda não tenha sido
notificada da existência do procedimento investigatório. § 1º O recurso deverá ser fundamentado e interposto perante a
própria Comissão ou a CGEP, cabendo a estas o juízo de
Parágrafo único. O direito assegurado neste artigo inclui o de reconsideração da decisão em 5 dias ou neste prazo encaminhá-
obter cópia dos autos e de certidão do seu teor. lo, devidamente instruído, ao dirigente máximo do órgão ou
entidade.
Art. 24. As Comissões de Ética não poderão se eximir de
fundamentar o julgamento da falta ética do servidor, § 2º São irrecorríveis as instaurações e demais deliberações da
empregado público ou prestador de serviços contratado, referida Comissão.
alegando a falta de previsão no Código de Ética do Poder
Executivo do Distrito Federal, cabendo-lhe recorrer à analogia, § 3º Caberá recurso ao Governador do Distrito Federal dos
aos costumes e princípios éticos e morais conhecidos em outras julgamentos da Comissão-Geral de Ética.
profissões. Parágrafo único. Havendo dúvida quanto à Art. 34. A investidura em cargo ou função pública ou a
legalidade, a Comissão de Ética competente deverá ouvir celebração de contrato de trabalho por agentes públicos deverá
previamente a assessoria jurídica do órgão ou entidade. ser acompanhado de Termo de Compromisso, em que o
Art. 25. As Comissões de Ética, sempre que constatarem a interessado reconhece e se compromete a observar as normas
possível ocorrência de ilícitos penais, civis ou administrativos, do Código de Conduta da Alta Administração ou Código de
encaminharão cópia dos autos às autoridades competentes para Ética dos Servidores e Empregados Públicos Civis do Poder
apuração dos fatos, sem prejuízo das medidas de sua Executivo do Distrito Federal.
competência.

Art. 26. As decisões das Comissões de Ética, na análise de


qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela
levantado, serão resumidas em ementa e, com a omissão dos
nomes dos investigados, divulgadas no sítio do próprio órgão,
bem como remetidas à Comissão- Geral de Ética Pública.

Art. 27. A conclusão da apuração não excederá 20 dias,


contados da data de instauração do processo, admitida a sua
prorrogação por igual período.

TÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 28. Os trabalhos na Comissão-Geral de Ética Pública e nas


Comissões de Ética são considerados relevantes e têm
prioridade sobre as atribuições próprias dos cargos dos seus
membros, quando estes não atuarem com exclusividade na
Comissão.

Art. 29. Os órgãos e entidades da Administração Pública do


Distrito Federal darão tratamento prioritário às solicitações de

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