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PMPR CURITIBA, PR, 3 DE SETEMBRO DE 2018
EM
3ª SEÇÃO DIRETRIZ Nº 004/2018- PM/3
RONDAS OSTENSIVAS TÁTICO MÓVEL (ROTAM)
1 FINALIDADE
Estabelecer orientações visando padronizar os procedimentos atinentes ao
patrulhamento ostensivo repressivo qualificado – Rondas Ostensivas Tático Móvel
(ROTAM) – nas Unidades Operacionais de Área da Polícia Militar do Paraná.
2 REFERÊNCIAS
a) Constituição da República Federativa do Brasil;
b) Constituição do Estado do Paraná;
c) Decreto Lei nº 667/69, com as respectivas alterações posteriores;
d) Lei nº 16.575/2010 – Lei de Organização Básica da PMPR;
e) Diretriz nº 004/2000 – Diretriz Geral de Planejamento e Emprego da PMPR;
f) Manual Básico de Policiamento Ostensivo/IGPM.
3 OBJETIVOS
1) Estabelecer os procedimentos operacionais com relação ao emprego da
ROTAM e dos demais integrantes da PMPR;
2) Evitar conflitos de competência entre o policiamento ostensivo ordinário e
extraordinário;
3) Definir o campo de ação das frações lançadas no terreno;
4) Atuar como tropa de reserva e aplicação especial do Comando da OPM;
5) Melhorar o emprego operacional e o tempo de resposta da Corporação em
situações “problemas” ou em locais onde seja necessário o emprego de tropa em “força”,
precedendo ou até mesmo evitando o emprego de tropas de operações especiais ou de
controle de tumultos e distúrbios (tropas de choque), para que seja restabelecida a
sensação de segurança, minimizando ou eliminando problemas de segurança pública,
dando respostas rápidas aos anseios da população;
6) Definir a estrutura da ROTAM, estabelecendo as normas para seu
funcionamento e emprego;
7) Normatizar as formas de apoio operacional e administrativo dos Comandos
Regionais de Polícia Militar e das suas respectivas OPMs subordinadas com relação ao
emprego da ROTAM;
8) Atuar em apoio (cobertura) ou diretamente nas seguintes ocorrências:
a) Atuação em áreas urbanas e rurais;
b) Localização e prisão de criminosos;
c) Segurança de áreas conflagradas, tanto rurais quanto urbanas;
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d) Ocorrências que ultrapassem a capacidade de resposta do policiamento
ordinário;
e) Situações que exijam o emprego de tropa especializada, precedendo,
apoiando e/ou suplementando seu emprego mediante determinação do escalão superior;
f) Outras de caráter preventivo e/ou repressivo, conforme determinação do
Cmt. da OPM.
4 CONCEITO, ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DOS EFETIVOS ROTAM
► A ROTAM, com efetivo de 01(um) Pelotão PM, é a força tática de manobra
exclusiva do Comandante de Unidade.
4.1 Composição dos efetivos
► O efetivo das ROTAM será composto da seguinte forma:
4.1.1 Comando
1) O Comando da ROTAM será exercido preferentemente por um 1º Ten. QOPM,
ou por um 2º Ten. QOPM, com no mínimo 03(três) anos de exercício na atividade
operacional, a ser designado pelo Comandante da OPM por publicação em Boletim
Interno, preferencialmente, não acumulando outra função na OPM;
2) O Subcomando da ROTAM será exercido por um 2º Ten. QOPM ou, na falta
deste, poderá responder excepcionalmente o Subtenente,1º ou 2º Sargento QPM 1-0;
3) Os Sargentos integrantes da ROTAM, deverão ser indicados pelo Cmt. da
ROTAM e apreciados pelo Cmt. da UOp. Os escolhidos deverão ter no mínimo 03(três)
anos de experiência na atividade operacional, possuir liderança ética e positiva sobre os
subordinados, bem como exercer plenamente a sua condição hierárquica e estar no
mínimo no BOM comportamento.
4.1.2 Tropa
1) Base de organização do Pelotão ROTAM
a) O Pelotão ROTAM será constituído de 03(três) a 06(seis) GPM(s);
b) O GPM terá de 04(quatro) a 11(onze) PMs sendo: 01(um) Sargento, 02(dois)
Cabos e 08(oito) Soldados;
c) O efetivo das Praças na ROTAM só será efetivado se os mesmos estiverem no
mínimo no BOM comportamento.
2) Composição do Pelotão ROTAM nas missões de controle de distúrbios
civis
O emprego da ROTAM deverá seguir o constante dos manuais em utilização pela
Corporação.
Observações:
1) As Companhias Independentes poderão constituir um Grupo ROTAM, desde
que de acordo com o disposto no subitem nº 1 (Base de organização do Pelotão
ROTAM), do item 4.1.2 (Tropa);
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2) As companhias destacadas da Sede da OPM poderão constituir GPM ROTAM,
desde que haja ligação técnica e subordinação ao Pelotão ROTAM da OPM.
5 VIATURAS, EQUIPAMENTOS, ARMAMENTO E MUNIÇÃO
5.1 Viaturas
O Pelotão ROTAM da Unidade deverá ter, no mínimo, uma viatura por GPM, com
quatro portas, estilo caminhonetas utilitárias, onde seja possível transportar cinco
militares estaduais em condições de conforto e de desembarque tático.
5.2 Equipamentos
1) Os equipamentos serão adquiridos em conformidade com a necessidade e as
peculiaridades de cada OPM;
2) Para as missões de CDC o Pelotão ROTAM deverá ser dotado com os
seguintes equipamentos básicos:
► Escudo balístico nível III-A, no tamanho 620x1000mm:
Para cada 4(quatro) militares: mínimo 1(um) escudo e máximo 2(dois)
escudos.
► Bastão de 90cm;
► Capacete balístico nível I com proteção de nuca e viseira;
► Caneleira com proteção de pé;
► Máscara de gás;
► Veste balística: o colete balístico utilizado pelo efetivo da ROTAM será o
de nível III-A, de carga individual, com capa ostensiva, já com porta equipamentos, na cor
preta, padrão BOPE.
5.3 Armamento
1) O armamento será adquirido em conformidade com a necessidade e as
peculiaridades de cada OPM;
2) Para as missões de CDC o Pelotão ROTAM deverá ser dotado no mínimo com
espingardas calibre 12, que possibilitem o uso de munição não letal;
3) O uso de lançadores de granada ou outros similares, somente poderá ser
utilizado, quando disponível na OPM, mediante autorização do respectivo Comandante
de OPM, com a ciência ao Escalão Superior;
4) A utilização de fuzis devem ser vinculadas à autorização do Oficial Comandante
da OPM e devem estar nas viaturas do Comandante e Subcomandante do Pelotão,
sendo que para a utilização do referido armamento, o policial militar deverá ter
conhecimento técnico e tático.
5.4 Munição
1) A dotação de munição deve obedecer aos critérios existentes na PMPR, bem
como disponibilidades na OPM. Compete aos Comandantes Regionais de Polícia Militar
a realização dos pedidos necessários para dotações específicas de munições de uso não
convencional pela tropa regular;
2) O uso de munições ou artefatos de controle de distúrbios, de qualquer tipo ou
espécie, somente poderão ser utilizados mediante autorização do respectivo
Comandante de OPM, com a ciência do Escalão Superior e de acordo com as Diretrizes
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do Comando Geral da PMPR;
3) O Operador de material de controle de distúrbios, de qualquer tipo ou espécie,
deverá possuir curso com habilitação específica, cabendo ao Comandante do Pelotão
ROTAM a inteira responsabilidade pela fiscalização e aplicação desta norma.
6 EXECUÇÃO
1) A aplicação das equipes ROTAM poderá variar de acordo com o efetivo
disponível e as demais peculiaridades de cada OPM, porém deverá obedecer a
sequência de aplicação como efetivo de reforço e/ou recobrimento de área na malha
protetora. A ROTAM constitui o 3º Esforço e o 2º Recobrimento da Malha Protetora;
2) O emprego ordinário da ROTAM, em ações preventivas e repressivas, deve
obedecer a criterioso e continuado Estudo de Situação, realizado periodicamente pela
P/3 de cada OPM, com base em informações e estatísticas de geoprocessamento e
mapa do crime, para que as ações sejam definidas por critérios técnicos-científicos e não
de forma aleatória;
3) Como critério base de aplicação, devem ser observadas as seguintes
prioridades, exceto se as análises estatísticas e criminais indicarem o contrário.
O emprego deverá priorizar locais, horários e dias específicos de maior
probabilidade de ocorrências, com vistas à redução dos seguintes crimes:
a) Roubo;
b) Homicídio;
c) Tráfico de drogas e de armas;
d) Furto, entre outros considerados mais graves.
4) Outras ações determinantes do emprego:
a) Realização constante de operações policiais-militares: batida policial,
bloqueios e ações de abordagens e identificação de pessoas;
b) Policiamento preventivo de presença em locais de grande movimentação
de pessoas, devendo priorizar as áreas consideradas “polígono vermelho”;
c) Operações de controle de distúrbios civis, policiamento em eventos
especiais, patrulhamento preventivo em áreas específicas, apoios a outras unidades,
entre outras.
5) Todas as ações e operações dos efetivos ROTAM só podem ser realizadas
quando comandadas pelo Oficial Comandante ou pelo Subcomandante. Quando o
Subcomandante for graduado as ações e operações devem ser supervisionadas
diretamente pelo Oficial CPU da OPM.
6) Os efetivos ROTAM poderão ser suplementadas com cães, vinculadas
tecnicamente ao BOPE.
7) Normas a serem observadas para o deslocamento do efetivo da ROTAM em
apoio a outra OPM:
a) Quando se tratar de ocorrências extraordinárias, no âmbito de outra OPM
ou CRPM, que precisem de decisão e ações no menor espaço de tempo possível, a OPM
mais próxima do local poderá dar o apoio necessário, de acordo com suas
disponibilidades. Neste caso caberá ao Oficial Comandante atuar mediante ordens do
Comandante de OPM, a quem compete realizar as comunicações aos Comandos
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Regionais de Polícia Militar;
b) Quando se tratar de ocorrências extraordinárias, no âmbito do 1º e 6º
CRPM, que precisem de decisão e ações no menor espaço de tempo possível, compete
preferencialmente, ao Chefe de Operações do COPOM, o deslocamento de efetivo de
uma área para outra, devendo comunicar ao Escalão Superior, de acordo com as normas
e ordens em vigor;
c) Nas situações ordinárias de apoio previamente planejados, os
deslocamentos de efetivo das ROTAM dentro de um mesmo Comando Regional de
Polícia Militar, para apoio a outra OPM, compete ao respectivo Comandante Regional,
bem como a definição das situações que comportem tais medidas. Quando se tratar de
deslocamento para apoio a OPM diversa do respectivo Comando Regional, a
competência para a autorização será do Subcomandante Geral da PMPR, bem como a
definição das situações que comportem tais medidas.
7 TREINAMENTO E INSTRUÇÃO
1) Todas as ações e operações devem ser precedidas de instruções e orientações
gerais, bem como as relativas a Ordens de Serviços/Operações específicas, sob a
responsabilidade do respectivo Comandante;
2) O efetivo da ROTAM deve ser capacitado constantemente em ações e táticas
próprias de operações policiais, sem contudo entrar na esfera exclusiva de atuação do
BOPE;
3) Outras técnicas, táticas, polícia ostensiva, radio patrulhamento, polícia
comunitária, primeira intervenção em crises, tiro policial, equipamentos de proteção
individual, entre outros, devem fazer parte da programação regular de assuntos a serem
inseridos nas capacitações e instruções sob a responsabilidade do respectivo
Comandante;
4) Anualmente, o efetivo da ROTAM deverá ser capacitado em estágio, devendo
ser desenvolvida dentro da filosofia e estratégia de polícia comunitária, visando
uniformização de condutas e linhas de ações. A grade curricular do Estágio deverá
abranger:
a) Sociologia do Crime e da Violência;
b) Direitos Humanos;
c) Mediação de Conflitos;
d) Armamento, táticas e técnicas de tiro;
e) Abordagem policial;
f) Defesa Pessoal;
g) Uso progressivo da força;
h) Polícia Comunitária;
i) Qualidade de vida;
j) Primeira Intervenção em Crises;
k) Outras disciplinas.
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8 PRESCRIÇÕES DIVERSAS
1) Os efetivos ROTAM deverão estar em constante e permanente treinamento,
com o foco na qualidade da prestação de serviços, buscando sempre a eficiência,
eficácia e a efetividade, propiciando melhor qualidade de vida à comunidade nas áreas
de responsabilidade territorial onde atuarão, reduzindo os índices de violência e
criminalidade, aumentando a sensação de segurança.
2) A supervisão, controle e fiscalização destes efetivos, deverá ser evidenciada
pelos comandantes das frações, com o objetivo de inibir ações que venham a desvirtuar
os objetivos essenciais de tais grupos, no atendimento aos anseios e necessidades da
comunidade;
3) O uniforme dos integrantes da ROTAM será o 4º RUPM B3 – Safári, com boina
preta padrão PMPR, colete tático preto padrão BOPE e braçal padrão ROTAM;
4) As viaturas deverão ser padronizadas, brancas com plotagens amarelo e cinza,
conforme descritivo da 4ª Seção/EM;
5) Outros armamentos, munições e equipamentos não previstos nesta Diretriz
devem ser solicitados ao Escalão Superior, bem como outros necessários segundo as
peculiaridades e características regionais.
6) Na área de responsabilidade territorial do 1º e 6º CRPM os efetivos ROTAM só
atuarão em situações de Controle de Distúrbios Civis, desde que conjuntamente ou
incorporados ao BOPE.
7) Fica revogada a Diretriz nº 002/2011 – PM/3.
Assinado no original
Coronel QOPM Audilene Rosa de Paula Dias Rocha,
Comandante-Geral da PMPR.
DISTRIBUIÇÃO : Comandante-Geral – Subcomandante-Geral (Unidades Subordinadas) – Chefe do EM –
Seções do EM – Diretorias – 1º a 6º CRPMs – CCB – Casa Militar – SESP.
POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ
ESTADO-MAIOR
3ª SEÇÃO
DIRETRIZ Nº 004/2018- PM/3
RONDAS OSTENSIVAS TÁTICO MÓVEL (ROTAM)
CURITIBA
2018