0% acharam este documento útil (0 voto)
244 visualizações17 páginas

Custos de Armazenagem

Este documento discute a importância dos estoques e necessidades de espaço físico para armazenagem nas empresas. Aborda os objetivos da administração de estoques, tipos de estoques, e estrutura de custos relacionados. Também descreve como o planejamento de estoques pode ajudar a coordenar a oferta e demanda.

Enviado por

Fenias Justino
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
244 visualizações17 páginas

Custos de Armazenagem

Este documento discute a importância dos estoques e necessidades de espaço físico para armazenagem nas empresas. Aborda os objetivos da administração de estoques, tipos de estoques, e estrutura de custos relacionados. Também descreve como o planejamento de estoques pode ajudar a coordenar a oferta e demanda.

Enviado por

Fenias Justino
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

2

Índice

1. Introdução..............................................................................................................................3

1.1. Objectivos................................................................................................................................3

1.1.1. Objectivo geral........................................................................................................3

1.1.2. Objectivos específicos.............................................................................................3

1.2. Metodologia............................................................................................................................3

2. Conceito básicos....................................................................................................................3

3. Importância dos Estoques......................................................................................................4

4. Necessidades de espaço físico...............................................................................................5

5. Localização de depósitos.......................................................................................................6

6. Objectivos operacionais dos estoques....................................................................................7

7. Administração de estoques....................................................................................................9

8. Política de estoques................................................................................................................9

9. Tipos de estoques.................................................................................................................10

10. Estrutura de custos em Estoques......................................................................................11

11. Sistema de Planeamento de estoques...............................................................................13

12. Conclusão.........................................................................................................................17

13. Bibliografia.......................................................................................................................18

1. Introdução
3

Por um longo tempo, a ocupação física de um ambiente era focada com uma atenuação na área
enquanto a altura e o local de armazenamento eram menos notados. Com o passar deste mesmo
tempo, as empresas adquiriram uma maturidade maior no que se tratava das escolhas de seus
respectivos locais de armazenamento. Estes locais passam por uma avaliação geral onde visam
apresentar as necessidades da empresa com relação ao seu estoque, e adapta-las ao local
escolhido após a verificação de sua compatibilidade. A racionalização das empresas no âmbito
de armazenagem do estoque dos seus produtos torna-se maior à medida que suas demandas
crescem, e os locais para armazenamento e estoque de bens e mercadorias ficam mais caros,
seja por conta das taxas de impostos, ou mesmo pelo aluguel do espaço, mas segundo
(POZO,2001:77) sabe-se o quão é difícil especificar a demanda com precisão e garantir que os
nossos fornecedores jamais atrasem com os seus compromissos, factores que acarretam
problemas ao facto intrínseco da existência da empresa, o cliente, no entanto este propõem
minimizar este espaço, para que nossos estoques sejam os menores possíveis, reduzindo-se
assim os custos totais de armazenagem que envolve materiais, movimentação, equipamento e
pessoas.

1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
 Fazer um estudo acerca de todos os componentes da Armazenagem
1.1.2. Objectivos específicos
 Identificar a necessidade de espaço físico e localização dos depósitos;
 Caracterizar a administração de estoques e política de estoques;
 Descrever a estrutura dos custos de estoques, os tipos de estoques e o sistema de
planeamento de estoques.
1.2. Metodologia

Para a execução do trabalho foi utilizado o método de pesquisa descritiva com a finalidade de


analisar os componentes da armazenagem, partindo de uma revisão bibliográfica composta
pelos principais autores e estudiosos da área.

2. Conceito básicos

Armazenagem

Pode-se definir armazenagem como sendo o conjunto de atividades realizadas em um espaço


utilizado para a guarda provisória e futura distribuição de materiais como ocorre em centros de
4

distribuição e armazéns (MOURA, 1997 apud BRAGA; PIMENTA; VIEIRA, 2008) citado por
Amaral (2012)

Estoques

Entende-se por estoques quaisquer quantidades de bens fisicos que sejam conservados, de
forma improdutiva, por algum intervalo de tempo, constituem estoques tanto nos produtos
acabados que aguardam venda ou despacho, como materias˗primas e componentes que
aguardam utilização na produção (MOREIRA, pag.447)

Para Gasnier (2002) citado por Amaral (2012), os estoques podem ser de matérias primas,
componentes, ingredientes, insumos, materiais em processo, material para embalagens, material
para expediente, produtos acabados, mercadorias no varejo, materiais de manutenção,
ferramentas, entre outros

3. Importância dos Estoques

Segundo (MOREIRA, pag.447) para muitas pessoas, quando se fala em estoques, ocorre
imediatamente a ideia de uma industria qualquer. No entanto, sem negar a importancia da
administraçao de estoques para os segmentos industriais, eles nao sao nem de longe os unicos
setores interessados. Segundo Krajewski e Ritzman, perto de um trilhao de dolares foram
investidos em estoques na economia norte˗americana em 1987. Desse total, 37% pertenciam a
indusreia de transformaçao, 22% ao comercio varejista, 21% ao comercio atacadista, 12% ao
sector agropecuarioe 12% aos segmentos restantes da economia. Como se vê, embora a
importancia dos estoques seja fundamental para a industria, nao deixa de sê˗lo para os outros
sectores.

Para sermos um pouco mais especificos, é util citar que os investimentos em estoque englobam
itens dos mais diversos. Entretanto, é possivel classificar esses itens em alguns grandes grupos,
podendo o estoque total de uma determinada empresa ser constituido de qualquer combinaçao
desses tipos basicos. Genericamente, esses tipos sao os seguintes˸

 Materias˗primas
 Peças e outros itens comprados de terceiros
 Material em processo (produtos semi˗acabados ou montagens parciais)
 Produtos acabados.
4. Necessidades de espaço físico
5

Surge-se algumas questões na qual o tema em questão deve responder que são as seguintes: as
empresas, realmente, necessitam de espaço físico para estocagem? Quais são os motivos que
levam as firmas a ter enormes armazéns para estocagem? Segundo Pozo (2001:78-79) sabe-se
que, quando as demandas pelos produtos das empresas forem todas conhecidas com exatidão e,
também, se as mercadorias puderem ser fornecidas instantaneamente, teoricamente não há
necessidade de manter o espaço físico para o estoque. Entretanto, esse facto, que seria o ideal,
não costuma ocorrer com frequência por diversos motivos, tais como: demanda variável, atraso
nos fornecimentos, marketing e outros mais que geralmente a demanda torna-se difícil de ser
prevista com precisão. Portanto, as empresas usam estoque para coordenação entre a oferta e
demanda, resultante das dificuldades de estabelecer fortes parcerias entre a empresa, os
fornecedores e o próprio mercado.

Pode-se, então, os custos de armazenagem conforme quatro razoes básicas para


mantermos o espaço fisco para armazenagem, que são:

 Reduzir custos de transporte e produção;


 Coordenar suprimento da demanda;
 Auxiliar o processo de produção;
 Auxiliar o processo de marketing.
4.1. Reduzir custos de transporte e produção

A estocagem de produto em diversas localidades tendem a reduzir os custos de transporte pela


compensação nos custos de produção e estocagem. Por conseguinte, os custos totais de
fornecimento e distribuição dos produtos podem ser diminuídos.

4.2. Coordenação de suprimento e demanda

Empresas que têm produção fortemente sazonal com demanda com produtos razoavelmente
constantes enfrentam o problema de coordenar o seu suprimento com necessidade de produtos.
Industrias alimentícias produtoras de vegetais e frutas enlatadas são forcadas a armazenar
produção, de modo a atender o mercado durante a entressafra. Sempre que ocorra dificuldade
para coordenar o suprimento e demanda da forma precisa, são necessários estoques.

4.3. Auxiliar o processo de produção

Determinados processos de produção certamente influenciam necessidades de espaço físico


para armazenagem. A manufatura de certos produtos, como queijos e bebidas alcoólicas, requer
um período de tempo para a maturação ou envelhecimento. Depósitos servem não só apenas
6

para guardar o produto durante o processo de manufatura, mas também, no caso dos produtos
taxados, a armazenagem pode ser usada para segurar a mercadoria ate a sua venda. Nesse caso,
companhias podem evitar o pagamento de impostos ate a sua venda.

4.4. Auxiliar marketing

Para a área do marketing é muito importante a disponibilidade do produto para o mercado. A


armazenagem e utilizada para agregar esse tipo de valor. Ou seja pela estocagem do produto
próximo aos consumidores, pode-se conseguir entregas mais rápidas e melhoria no nível de
serviço em razão de melhor entrega, assim como maior disponibilidade, o que pode ter efeito
positivo nas vendas.

5. Localização de depósitos

Uma vez estabelecido que temos necessidade por área de armazenagem, a próxima
consideração a ser tomada e saber definir a localização desse espaço. Essa decisão é feita
tipicamente em dois níveis. Inicialmente, um armazém e localizado com referência a outros
depósitos do sistema logístico, em face das acções para reduzir custos com os transportes,
manutenção dos estoques e processamento dos pedidos.

Na segunda etapa, após a definição da localização geográfica, define-se o local especifico a ser
escolhido, ou seja, se o armazém deve ser no distrito industrial do município ou um local
próximo ao consumidor. A localização ideal irá facilitar e reduzir os custos envolvidos. Os
seguintes factores são importantes na análise para determinar o local:

 Atitude da comunidade e do governo local com relação ao depósito;


 Custo para preparar o terreno;
 Custos de construção;
 Facilidade dos serviços de transportes;
 Potencial para expansão;
 Disponibilidade da mão-de-obra local;
 Segurança do local;
 Valor promocional do local;
 Sistema viário do local.

Uma vez localizado o depósito, a próxima decisão é determinar o tamanho necessário do


edifício. Se o inventario deve ser estocado inteiramente em espaço alugado ou em espaço
próprio. Independentemente do estoque se guardado em facilidade própria ou alugada, o espaço
7

requerido deverá atender ao nível máximo de estoque para uma temporada específica,
conforme a avaliação da demanda. O tamanho óptimo do prédio será aquele que oferecer o
custo mínimo para a combinação das necessidades do mercado e atender plenamente os custos
finais do produto. Talvez o uso mais óbvio dos estoques, gerado pelo desbalanceamento entre
oferta e demanda, seria a proteção para as mercadorias, atender rapidamente ao mercado, além
de uma longa lista de serviços associados. O armazém ou depósito pode também ser chamado
de central de distribuição.

Uma das formas mais populares do uso dos depósitos é desgregar ou fraccionar as quantidades
transferidas em grandes volumes para quantidades menores demandadas pelos clientes. Essa
função é oposta à da consolidação e é a aplicação do importante principio logístico de
despachar tao longe quanto possível com o maior volume viável. Ou seja, a estrutura dos fretes
é tal que grandes lotes de entrega fretes unitários significamente mais baixos do que entregas
volumosas. Portanto, distribuir para clientes que demandam pequenos volumes fica mais barato
se um depósito regional é estabelecido para atendê-los. Maior grau de controlo sob as
operações de armazenagem, que ajuda a manufatura de uma parte da linha de produtos, e
entregando a depósito, em vez de directamente nos clientes. No depósito os itens são estocados
conforme os pedidos realizados. O custo adicional do armazém pode ser compensado pelos
menores custos da manufactura, resultantes de maiores lotes de produção para menor
quantidade de itens em cada planta. Pozo (2001:80-81)

6. Objectivos operacionais dos estoques

Segundo (MOREIRA, pag.448) os objectivos básicos de estoques são o de ligar vários fluxos
entre si e também proporcionar determinadas economias na produção. De uma forma mais
detalhada, essas grandes funções podem ser repartidas nos seguintes objectivos parciais:

a) Os estoques cobrem mudanças previstas no suprimento e na demanda


Há vários tipos de mudanças que podem aqui ser considerados. Assim, por exemplo, a empresa
pode adquirir maiores quantidades de mercadorias para as quais se acredita em um aumento
indesejável de preço ou, alternativamente, para as quais se espera alguma dificuldade de
abastecimento em um futuro próximo. Algumas vezes, a empresa estoca esperando os frutos de
uma campanha promocional junto aos clientes, embora o contrario (campanha promocional
para diminuir estoques) também seja comum.
8

b) Os estoques protegem contra incertezas


Essas incertezas dizem respeito ao momento em que se necessita de um determinado item.
Contam-se como incertezas, por exemplo, as faltas temporárias ou dificuldades na obtenção de
matérias-primas e outros insumos necessários a produção; variações bruscas e não previstas na
demanda de produtos acabados podem ocorrer em outros momentos. Alem disso, dificuldades
operacionais podem interromper o fluxo normal de produção. No tocante as matérias-primas e
insumos para a produção, é bom não esquecer também que existe um certo tempo entre o
pedido feito aos fornecedores e a entrega das mercadorias. Esse tempo, chamado de tempo de
espera, é com frequência sujeito a alguma indeterminação, forçando a manutenção de estoques.
Por todos esses motivos, alem do estoque que se mantem devido a variações planejadas, é
habitual deixar-se uma quantidade adicional, chamada estoque de segurança ou estoque de
reserva, cuja função é servir da anteparo (proteção) a quaisquer mudanças não previstas, seja no
suprimento, seja na demanda ou no tempo de espera.

c) Estoques permitem produção ou compras económicas

Com alguma frequência, torna-se mais económico para a empresa produzir ou comprar em
certas quantidades ou lotes que são excessivos para as necessidades de momento, o que
fatalmente levará a manutenção de estoques. No caso da produção interna de mercadorias, os
lotes propiciam a facilidade de se usar as mesmas máquinas para vários produtos, ou seja,
adoptar˗se a chamada produção intermitente por lotes de fabricação. Cada novo produto ou
item produz em uma dada máquina pode exigir um tempo de preparação ponderável,
produzindo-se em lotes, o custo dessa preparação é dividido por muitas unidades de
mercadorias.

No caso de matérias compradas pela empresa, a compra feita pelos lotes pode ensejar o
aproveitamento de descontos oferecidos em função da quantidade comprada. Dentro de certos
limites, pode ser mais interessante comprar uma quantidade maior. Alem disso, a parcela
inflexível dos custos de transporte pode ser dividida por uma quantidade maior de mercadoria,
abaixando o custo unitário de aquisição.

Para muitas empresas, os estoques tem também uma última função; a de assegurar o emprego
uniforme da mão˗de˗obra em função da demanda˸ embora as vezes a demanda seja pequena, a
empresa deseja conservar seus funcionários. Neste momento, a produção continua e os estoques
se acumulam. Eles serão consumidos tao logo a demanda se elevar acima da capacidade de
produção.
9

7. Administração de estoques

É o conjunto de actividades desenvolvidas para garantir um fluxo contínuo e uniforme na


produção e nas vendas da empresa. Faz-se necessário que a empresa registe e controle os dados
das mercadorias estocadas, ou seja:

 Quantidades de mercadorias que entram;


 Quantidades de mercadorias que saem;
 Época mais propícia para a compra;
 Preço e quantidades convenientes para compra;
 Ritmo de entrada e saída das mercadorias;

Finalidades da administração de estoques

Dentre as finalidades de administração de estoques as principais são:

 Reduzir perdas e furtos de mercadorias


 Assegurar a quantidade e qualidade das mercadorias
 Reduzir o excesso de compras
 Evitar a estocagem desnecessária;
 Fornecer elementos para cálculo das mercadorias
8. Política de estoques

Segundo Pozo (2001:35-36) Deve ser definida pela administração central da empresa e devera
repassar ao departamento de controlo de estoques o programa de metas e objectivos a serem
atingidos.

A função de planear e controlar estoques são factor primordial numa boa a demonstração do
processo produtivo preocupa-se com os problemas quantitativos e financeiros das matérias,
sejam eles matérias-primas, matérias auxiliares, matérias em processo ou produtos acabados.

O objectivo é demonstrar o quão importante é o planeamento de estoque para o resultado


financeiro de uma empresa, e visualizar seu alto impacto no custo do produto. Dentro das
múltiplas actuações do planejamento dos estoques e pelo facto de sua actual configuração estar
acompanhada pari passu os volumes e projecções de vendas e o processo de manufactura, é
imperioso que o sistema actualizado constantemente e que tenha a flexibilidade para
acompanhar as constantes mudanças de mercado. A seguir, uma lista usual e simplificada dos
objectivos do planeamento e controle de estoque:
10

 Assegurar o suprimento adequado de matérias-primas, matérias auxiliares, peças e


insumos ao processo de fabricação;
 Manter o estoque mais baixo possível para atendimento compatível as necessidades
vendidas;
 Identificar os itens obsoletos e defeituosos em estoque para eliminá-las;
 Não permitir condições de falta ou excesso nem relação à demanda de vendas;
 Prevenir-se contra perdas, danos, extravios ou mais uso;
 Manter as quantidades em relação às necessidades e aos registros;
 Fornecer bases concretas para a elaboração de dados ao panejamento de curto,
médio e longo prazo, das necessidades de estoques;
 Manter os custos nos níveis mais baixos possíveis, levando em conta os volumes de
vendas, prazos, recursos e seu efeito sobre o custo de venda do produto.

9. Tipos de estoques

Segundo Pozo (2001:36-37) existem diversos tipos de ou nomes de estoques, que podem
ou não ser metidos em um ou diversos almoxarifados. Usualmente, as empresas possuem
em sua organização cinco almoxarifados básicos, que são:

 Almoxarifados de matérias-primas;
 Almoxarifados de matérias auxiliarem;
 Almoxarifados de manutenção;
 Almoxarifados intermediários;
 Almoxarifados de acabados;

Almoxarifado de matérias-primas

Entende-se em geral o material básico que irá receber processos de transformação dentro da
fábrica, para posteriormente entrar no estoque de acabados como produto final.

Almoxarifado de matérias auxiliar

Compõe-se dos agregados que participam do processo de transformação matéria-prima dentro


da fábrica, é o matéria que ajuda e participa na execução e transformação do produto, porém,
não agrega a ele.
11

Almoxarifado de manutenção

Esse estoque é onde estão as peças que servem de apoio a manutenção dos equipamentos e
edifícios.

Almoxarifado intermediário

Também conhecido como peças em processo (WIP-Work in Process), estes estoques podem ou
não ser restritos, isto é possuir espaços delimitados e controlados; por isso tem um factor
altamente influente no custo do produto. Neste compõem as peças que estão em fabricação, ou
em subconjuntos, que são armazenados para compor o produto final. O volume deste estoque é
normalmente resultante de planeamento de matéria-prima e do planeamento de produção.

Almoxarifado acabados

Este é o estoque dos produtos pronto e embalados que serão enviados aos clientes. O bom
panejamento e controle desse estoque é muito importante, visto que todo material em estoque
está onerando o custo do produto, além de mostrar forte sujeição a obsolência.

10. Estrutura de custos em Estoques

Segundo (MOREIRA, pag.449) essencial a todos os sistemas de gestão de estoques é o


conhecimento dos custos incorridos pela mera existência de estoques dentro da empresa. A
racionalidade na gestão destes custos é justamente o esperado dos responsáveis pelo controlo
de estoque.

Distinguem-se os seguintes custos associados aos estoques:

a) Custo do item

É tambem chamado de custo unitario ou preço unitario, é o custo de comprar ou produzir


internamente uma unidade do item, dependendo do caso. Sera visto mais tarde que o tratamento
dos estoques no tocante aos poucos que acarretam independente do fato de ser a mercadoria
comprada externamente ou fabricada dentro da propria empresa.

b) Custo do pedido
12

É o custo de se encomendar a mercadoria, no caso de que seja comprada externamente. O custo


por pedido é a soma de todos os custos incorridos desde o momento em que o pedido é feito ate
o momento em que a mercadoria é estocada. Esses custos incluem:

 A manutenção de toda a estrurura da area de compras, como os custos de pessoal,


aluguel, despesas de escritorio etc;
 Custos de transporte da mercadoria;
 Custo de inspecionar a mercadoria antes de remetê-la ao estoque.

Deste modo, o custo de pedido está directamente determinado com base no volume das
requisições ou perdas que ocorrem no período. Pozo (2001:37)

c) Custo unitário de manutenção

É o custo de se manter uma unidade de uma dada mercadoria em estoque por um tempo
determinado, geralmente um ano. Os componentes do custo unitário de manutenção são os
seguintes:

 Custo do capital: estando o item no estoque, o capital correspondente não poderá ser
aplicado, gerando custos de oportunidade. Em outras palavras, o investimento em
estoque é uma soma de dinheiro indisponível para quaisquer actividades fora da
produção. O custo do capital é directamente proporcional ao investimento em estoque
do item,
 Custo de armazenagem: inclui o custo do espaço ocupado pela mercadoria, seguros,
taxas, perdas, obsolescência do material ou sua deterioração. Dito de forma bem mais
simples, o custo de armazenagem é aquele que existe apenas porque o material foi
estocado.

d) Custo de falta de estoque: reflete as consequências económicas da falta de estoque, tais


como vendas perdidas ou a perca de imagem e futuros negócios quando o material não está
disponível ou demorar ser entregue pelo consumidor.

Portanto, as empresas devem dimensionar adequadamente as necessidades de estoques em


relação a demanda, as oscilações do mercado, as negociações com o s fornecedores e a
satisfação do cliente, optimizando se os recursos disponíveis e minimizando os estoques e
custos. E se os estoques forem mínimos, a empresa poderá usar esse capital não para especular
13

o sistema financeiro e estagnar mas para aprimorar seus recursos nos processos de manufactura,
na aquisição de novos equipamentos ou adicionais para expandir ou diversificar sua produção,
tornando se mais eficaz e competitiva. Pozo (2001:38)

11. Sistema de Planeamento de estoques

Segundo Pozo (2001:39-40) a razão de manter estoques está relacionada com a previsão de seu
uso em um futuro imediato. E sabemos que é praticamente impossível conhecer a demanda
futura; torna-se necessário manter determinado nível de estoque, para assegurar a
disponibilidade de produtos às demandas, bem como minimizar os custos de produção,
movimentação e estoques. Devemos, portanto, avaliar os objectivos do estoque, que podem ser
de custo ou de nível de serviço.

11.1. Objectivo do Custo

O volume de estoques e sua localização são apenas uma das acções do sistema logístico. Deve-
se buscar um balanceamento dos custos de armazenagem, de pedidos e de falta para melhor
atender à demanda de mercado e aos anseios dos accionistas. É perfeitamente compreensível
que estes custos são conflituantes, pois quanto maior a quantidade estocada maior será seu
custo de manutenção. Maior estoque requer menor quantidade de pedidos, com lotes de
compras maiores, o que implica menor custo de aquisição e menores problemas de falta ou
atraso e, consequentemente, menores custos também.

11.2. Objectivo de Nível de Serviços

Esse procedimento visa atender às necessidades do cliente em relação a datas e à presteza de


entrega dos pedidos. Com esse modelo, procura-se considerar os estoques para atender à
qualquer solicitação do mercado, definindo-se um percentual de grau de atendimento. Por
exemplo, manter estoques para atender a 90.95, 98 ou 100% da demanda de acordo com prazos
solicitados pelo mercado, seja lá qual for o cliente. Deve-se levar em consideração que, quanto
maior for o grau de atendimento, maior será o custo de manutenção de estoque. O aumento do
custo de armazenagem tende a ser exponencial em relação à proximidade de 100%, levando os
custos a valores insuportáveis da empresa.
14

Existem diversas maneiras e métodos de planejar e controlar estoques, alguns muito simples,
outros complexos. Cada método tem sua aplicação diferenciada e determinada e que não pode
ser utilizada indistintamente por todo o sistema. Eis alguns sistemas:

 Quantidade económica de requisições;


 Lote económico;
 Lote padrão de requisição
 Estoque mínimo
 Estoque de equilíbrio

O método ideal irá depender da empresa e de seu sistema, porém, devemos ter sempre em
nossa mente o custo do estoque, e os melhores resultados obtidos pelas empresas
vencedoras são fundamentais no perfeito planeamento de seus recursos na Logística.

Para fazermos uma análise imediata de como está o planeamento de estoque de uma
empresa e consequentemente a sua gestão de estoque é comum utilizar-se da avaliação de
Retorno de Capital e de Giro de Estoque.

Retorno de Capital

A avaliação de retorno de capital investido em estoques (RC) e baseado no lucro das vendas
anuais sobre capital investido em estoques. Como parâmetro de validade de uma boa
administração de estoque, o retorno de capital deve situar se acima de um coeficiente 1, e
quanto maior for o coeficiente melhor será o resultado da gestão de estoques. A fórmula
utilizada é apresentada a seguir:

RC =Lucro:Capital em estoque

RC =L:C

Caso prático:

Uma empresa tendo como vendas anuais 65.000,00 tem em seus estoques ( matéria-prima ,
auxiliar, manutenção, WIP e acabados) um investimento de 240.000,00. Qual será o seu retorno
de capital em estoques?

RC =L:C
15

65.000 , OO
RC =
240.000,00

RC =¿0,27

RC=0,27 é um péssimo retorno de capital

Giros de estoques ou Rotatividade

É a avaliação do capital investido em estoques comparado com o custo das vendas anuais (R),
ou da quantidade de média de materiais em estoque dividido pelo custo anual das vendas. A
rotatividade, este é o termo mais comummente utilizado tanto pelas empresas multinacionais
como pelas nacionais, é expressa por meio da quantidade que o valor de estoque gira ao ano, ou
seja, o valor investido em estoque ou sua quantidade de peças que atenderá um determinado
período de tempo.

É necessário possuirmos o valor dos estoques e dividirmos pelo custo anual das vendas para o
cálculo da rotatividade. O valor de estoques pode ser utilizado em quantidades monetárias ou
quantidades de peças. A fórmula a seguir representa o modelo de cálculo da rotatividade:

R=Custo das Vendas Anuais: Estoque

R=CV:E

Exercício exemplo

[Link] empresa, tendo vendas anuais de 1.200.000,00 MZN sendo que seu custo anual das
vendas foi de 780.000,00 MZN e seu lucro anual de 65.000,00 MZN, e tendo em seus estoques
(matéria-prima, auxiliar, manutenção, WIP e acabados) um investimento de 240.000,00 MZN,
qual é a rotatividade de seus estoques?

Resolução

R=CV: E
16

780.000,00/ano →(custo de vendas anual)


R=
240.000,00→( custodos estoques)

R=3,25 → estoque gira 3,25 vezes ao ano.

2. A empresa tem vendas anuais de seu produto X em 5250 unidades e o estoque dessa peça é
de 1250 unidades, qual é a rotatividade do seu estoque? Podemos constatar que, quando
utilizamos quantidades de peças, somente usamos a quantidade de peças vendidas no ano e a
quantidade dessas peças em estoques.

Resolução

R=QV:E

R=5250:1250

5250 →( peças vendidas no ano)


R=
1250 →( peças em estoques)

R=4.2→o estoque gira 4,2 vezes ao ano.


17

12. Conclusão

Após varias investigações acerca do tema verificou-se que com o aumento da complexidade
dos empreendimentos e acirramento da concorrência é preciso lançar mão de ferramentas que
sejam mais confiáveis no caso do controle e previsão da demanda. Além disso, é preciso
aproveitar as diferentes técnicas que visam à redução de custos de armazenagem nessa que é
considerada uma das atividades mais caras de todo o sistema logístico, pois uma entidade
necessita de armazenagem para poder atender a demanda dos seus produtos, uma vez que os
fornecedores podem não conseguir honrar com os seus compromissos ou para aquisição das
suas matéria-prima ser necessário deslocar-se para fora do País e assim levar bastante tempo.
Com armazenagem pode-se evitar essas situações mas há que fazer a devida administração.
18

13. Bibliografia

AMARAL, J.L.S. GESTÃO DE ESTOQUES NA INDÚSTRIA TEXTIL: MALHAS


D`ESTEFANO EM ESTUDO DE CASO, Curso de Graduação em Engenharia de Produção na
Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (2013).
[Link] Acesso em
19.04.2019

MOREIRA. D. A. Administração da Produção e Operações. 2ªedicao, Cengage Learning: São


Paulo

POZO. H. Administração dos Recursos Materiais e Patrimoniais: uma abordagem logística.


Editora Atlas: São Paulo, 2001

Você também pode gostar