AUDITORIA E CONTROLO INTERNO
AUDITORIA
O que é auditoria?
Auditoria é um exame cuidadoso e independente das actividades
desenvolvidas em determinada entidade ou sector, cujo objectivo é
averiguar se elas estão de acordo com as disposições planeiadas e/
ou estabelecidas previamente, se foram implementadas com eficácia e
se estão adequadas com os objectivos traçados pela entidade.
AUDITORIA INTERNA E EXTERNA
AUDITORIA INTERNA
Auditoria Interna - é um conjunto de procedimentos técnicos que tem por objectivo examinar
a integridade, a adequação e a eficácia dos controlos internos e das informações físicas,
contábeis, financeiras e operacionais da entidade.
Ela é efectuada pelos empregados da entidade à auditar.
A Auditoria Interna tem como objectivo principal prestar ajuda à Administração, possibilitando-lhe o
conhecimento da forma como desenvolve suas atividades, oferecendo condições para um desempenho
adequado de suas obrigações, proporcionando análise, apreciações, recomendações e comentários
objetivos e/ou convenientes acerca das atividades investigadas.
O que é auditoria externa?
Auditoria externa é o conjunto de procedimentos técnicos que tem por
objectivo a emissão de parecer sobre a adequação das demonstrações
contábeis, apontando se estas representam a posição patrimonial e
financeira, o resultado das operações, as mutações do património liquido e
as origens e aplicações de recursos da entidade auditada consoante os
princípios fundamentais de contabilidade e as normas moçambicanas de
contabilidade.
A auditoria externa é o sinonimo de auditoria independente ou seja ela não é
efectuada pelos empregados da entidade à auditar.
DIFERENÇAS ENTRE
AUDITORIA INTERNA E
EXTERNA
Auditoria Interna Auditoria Externa
A auditoria é realizada por um funcionário da A auditoria é realizada através da contratação de um
organização profissional independente.
O objetivo principal é atender as O objetivo principal é atender as necessidades de terceiros no
Necessidade da administração. que diz respeito à fidedignidade das informações financeiras.
A revisão das operações e do controle interno é A revisão das operações e do controle interno é
principalmente realizada para desenvolver aperfeiçoamento principalmente realizada para determinar a extensão do exame
e para induzir ao cumprimento de políticas e normas sem e a fidedignidade das demonstrações financeiras.
estar restrito aos assuntos financeiros.
O trabalho é subdivido em relação às linhas de O trabalho é subdividido em relação às principais contas do
responsabilidade administrativa. balanço patrimonial e das demonstrações de resultado.
O auditor incidentalmente com a intercepção e prevenção de
O auditor diretamente se preocupa com a intercepção e fraude a não ser que haja possibilidade de substancialmente
prevenção de fraude. acfetar as demonstrações financeiras.
O auditor deve ser independente em relação às pessoas O auditor deve ser independente em relação á administração,
cujo trabalho ele examina, porém subordinado as de fato e de atitude mental.
necessidades e desejos da Alta Administração.
O exame das informações comprobatórias
A revisão das atividades é contínua. das demonstrações financeiras é periódico,
geralmente anual.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Em termos gerais, procedimentos significa, entre outras coisas,
a maneira de alguém efectuar alguma coisa.
Os procedimentos de auditoria referem-se, pois, especificamente
aos métodos ou técnicas usadas pelos auditores na realização
do seu exame, com o objectivo de se obter as provas
necessárias para a emissão do parecer, ou seja, são passos
detalhados que se incluem na investigação do auditor.
Inspecção significa examinar ou observar com atenção aos
detalhes. O termo pode se referir a uma análise criteriosa feita com
o objetivo de encontrar problemas ou a um estudo técnico
detalhado.
Refere-se não só a inspecção física de determinados bens do activo
(numerário, existências, imobilizado corpóreo, etc) como também à
inspecção da documentação que suporta as diversas operações
(documentos relativos a recebimentos, pagamentos, vendas,
compras, etc).
Observação
Trata-se, sobretudo, de observar como são desenvolvidas na
pratica as funções desenvolvidas na prática as funções
cometidas às varias pessoas. É sobremaneira importante, por
exemplo, a observação, na prática, dos procedimentos
contabilísticos e das medidas de controlo interno
implementados pelo órgão de gestão, afim de auxiliar o auditor
a determinar qual há-de ser a profundidade do seu exame ou,
por outras palavras, a profundidade dos testes substantivos.
Indagação
Torna-se indispensável ao auditor fazer todas as perguntas
(indagações) que entender necessárias a fim de obter os
esclarecimentos inerentes à prossecução do seu exame. As
perguntas podem ser, em princípio, dirigidas a qualquer
trabalhador da organização, conforme, a área que esteja a
ser examinada. Muitas das vezes as perguntas são feitas de
maneira informal não sendo mais do que breves pedidos de
informação e esclarecimento.
Outras vezes, porém, as perguntas tomam um aspecto mais
formal tratando-se, afinal, de verdadeiras entrevistas.
As entrevistas devem ser sempre
adequada e previamente preparadas pelo
auditor, uma vez que dos resultados
obtidos com as mesmas dependerá, em
boa parte, a sua compreensão daquilo que
pretende conhecer.
Confirmação
Este é um dos mais importantes procedimentos que o auditor realiza para a
obtenção das provas necessárias à emissão do seu parecer.
De facto, ao longo da auditoria, o auditor pode obter dois tipos de prova ou
evidência: a interna e a externa.
As provas internas são aquelas que o auditor obtém na empresa que está a ser
examinada, sejam tais provas geradas pela própria entidade auditada (facturas,
guias de remessa, guias de entrada em armazém) sejam enviadas por terceiros
directamente para a entidade (extractos bancários, facturas de fornecedores, etc.).
As provas externas são aquelas que o auditor obtém directamente de terceiros e
que se relacionam com a auditoria.
Passos Para Realizar Uma Auditoria
Interna de Qualidade
1. Defina os objectivos
Ao decidir pela realização da auditoria interna, o gestor deve ter muito claro
qual o motivo de realizá-la e quais resultados deseja alcançar. Isso porque o
processo se desenvolve por áreas, ou seja, o auditor faz um checklist e
estabelece, para cada sector da entidade auditada, o detalhamento dos
procedimentos, as tarefas, as operações e as actividades de rotina.
Ao determinar a analise por áreas, é possível chegar a resultados mais
precisos, além de identificar a qualidade dos controlos internos e o
cumprimento de normas e regulamentos.
2. Tenha um cronograma em mãos
É preciso ter um plano de implementação e um bom checklist em mãos,
considerando:
- Quais processos e subprocessos serão auditados?
- Quando isso ocorrerá?
- Quais ferramentas serão necessárias?
- Quais requisitos serão levados em consideração?
3. Deixe a equipe a par de tudo
É fundamental que os auditores participem de todo o processo de planejamento estratégico
da organização e que toda a equipe esteja envolvida (e engajada) com os propósitos de um
melhor controlo interno.
4. Verifique se não há pendencias anteriores
É fundamental ter um histórico de eventos anteriores, para que o auditor interno
possa avaliar o que foi ou não alcançado e implementar acções capazes de gerar
melhores resultados.
5. Não utilize checklist genérico
O processo de auditoria é dinâmico e utilizar padroes genéricos acaba
empobrecendo esse tipo de ferramenta de verificação e fazendo com que não
agregue nada à realidade da organização ou entidade auditada.
6. Elabore bons relatórios
É fundamental que o produto da auditoria seja revertido em bons relatórios, que
respondam a perguntas, tais como:
- Quais os procedimentos, processos e tarefas foram auditados?
- Quais problemas foram encontrados?
- Quais acções devem ser implementadas?
- Em quais áreas as melhorias devem ser focadas?
- Onde se deve investir?
CONTROLO INTERNO
O Controlo Interno é uma forma de organização que pressupõe a
existência de um plano e de sistemas coordenados destinados a
prevenir a ocorrência de erros e irregularidades ou minimizar as
suas consequências e maximizar o desempenho da entidade em
que se insere.
Assim, o controlo é o resultado do planeamento, organização e
orientação da gestão.
O Sistema de Controlo Interno é o plano de organização e todos
os métodos e procedimentos adoptados pela administração de
uma entidade para auxiliar a atingir o objectivo de gestão de
assegurar, tanto quanto for praticável, a metódica e eficiente
conduta dos seus negócios, incluindo a aderência às políticas
da administração, a salvaguarda dos activos, a prevenção e
detecção de fraudes e erros, a precisão e plenitude dos registos
contabilísticos e a atempada preparação de informação
financeira fidedigna.
Em suma, ambos os conceitos (controlo interno e
sistema de controlo interno) correspondem ao plano
de organização e aos métodos ou procedimentos
adoptados pela Administração de uma entidade para
auxiliar a atingir o objetivo de gestão, e resultam do
planeamento, organização e orientação da gestão.
Por definição um sistema corresponde a um
“conjunto de meios e processos empregados para
alcançar determinado fim”.
Métodos de Controlo Interno
Segundo Morais e Martins (2013) podem ser identificados cinco métodos de controlo interno:
a) Controlos administrativos: exercício de autoridade, estrutura orgânica, poder de decisão e
descrição de tarefas;
b) Controlos operacionais: planeamento, orçamento, contabilização e sistemas de informação,
documentação, autorização, políticas e procedimentos, e métodos;
c) Controlos para a gestão dos recursos humanos: recrutamento e seleção, orientação, formação e
desenvolvimento, e supervisão;
d) Controlos de revisão e análise: avaliação do desempenho, análise interna das operações e
programas, revisões externas e outros;
e) Controlo das instalações e equipamentos: inspeção das instalações e equipamentos.
Limitações do Controlo Interno
a) A segregação de funções dificulta mas não pode evitar por si só o conluio ou a cumplicidade;
b) A competência e a integridade do pessoal que executa as funções podem deteriorar-se, mesmo
tendo-se verificado todos os cuidados na sua seleção e formação;
c) Os poderes de autorização de operações por parte daqueles a quem foram confiados, podem
ser utilizados de forma arbitrária ou abusiva;
d) O controlo interno foca-se nas operações correntes, não estando preparado para actuar sobre
transações pouco usuais;
e) A própria direcção do Agrupamento pode, em algumas situações, ultrapassar ou contornar as
técnicas de controlo por si implementadas, ou ainda não se sentir motivado para a implementação
de um SCI.
Relação da Auditoria Interna com o Controlo Interno
A actividade de auditoria interna deve auxiliar a organização a
manter os controlos efectivos através da avaliação da sua
eficácia e eficiência, promovendo a melhoria continua.
Em suma, a auditoria assume uma função de supervisão do
controlo interno, enquanto este assume uma função com
carácter preventivo.
Assim, antes de elaborar o plano ou programa de auditoria, é
necessário observar como se encontram os controlos da
organização.
Será esta a finalidade da Auditoria Interna ?
INSPECÇÃO NA PRM
A actividade inspectiva na PRM, é da competência da Direcção de
Inspecção (e dos Departamentos Provinciais de Inspecção),
criada ao abrigo do Decreto no 85/2014, de 31 de Dezembro, que
cria o Estatuto Orgânico da Polícia da República de Moçambique
como uma unidade orgânica interna do Comando-Geral,
responsável pela fiscalização e controlo da correcta
administração dos recursos humanos, materiais, patrimoniais,
financeiros e pela análise de Programas e Subsistemas
colocados à disposição dos órgãos e unidades orgânicas do
Comando-Geral da PRM e de outras instituições a si adstritas.
A Direcção de Inspecção tem como atribuições:
a) Conceber, planear, coordenar, avaliar e executar inspecções e auditorias da PRM a todos os níveis, em matérias
técnico-operativa, administrativa e financeira;
b) Verificar o cumprimento das leis, regulamentos, despachos e instruções superiores impostas aos órgãos, unidades
orgânicas e aos membros da PRM;
c) Realizar inspecções, auditorias, inquéritos, sindicâncias determinadas pelo Comandante-Geral da Polícia e outros
superiores hierárquicos;
d) Assessorar o Comandante-Geral na fiscalização e verificação do funcionamento dos órgãos e unidades orgânicas da
PRM e propor medidas para o seu melhoramento;
e) Efectuar estudos e exames periciais e elaborar pareceres ou relatórios informativos no âmbito das suas atribuições;
f) Fiscalizar o cumprimento das disposições legais em vigor, directivas e ordens do Comandante-Geral;
g) Propor a adopção de medidas e contribuir para a correcção de irregularidades constatadas no decurso das actividades
inspectivas; e
h) Acompanhar a resolução de irregularidades e anomalias constatadas no decurso das actividades inspectivas aos
órgãos, unidades orgânicas e estabelecimentos de ensino da PRM até a respectiva conclusão.
DEPARTAMENTOS DE INSPECÇÃO NA PRM E SUAS
ATRIBUIÇÓES
A actividade inspectiva na PRM compreende os seguintes
departamentos, a saber:
Departamento de Inspecção Técnico-Operativa;
Departamento Inspecção Administrativa e Financeira.
Compete ao Departamento de Inspecção Técnico-Operativo:
a) Avaliar a prontidão combativa, a eficácia e eficiência da actuação dos membros da
PRM bem como dos meios operativos e sistemas das TIC;
b) Inspeccionar o treino operacional, a instrução, a formação, a reciclagem, a
administração e gestão dos membros da PRM;
c) Fiscalizar e inspeccionar a organização e coordenação operativa entre os diferentes
órgãos e unidades orgânicas da PRM;
d) Prestar assistência técnica às brigadas de inspecção.
Compete ao Departamento de Inspecção Administrativa e Financeira:
a) Verificar a observância das normas e procedimentos do Sistema de Administração
Financeira do Estado (SISTAFE);
b) Avaliar o nível organizacional e funcional dos órgãos e unidades orgânicas do
Comando-Geral da Polícia;
c) Verificar o cumprimento da legalidade, regularidade, eficiência, eficácia e
economicidade de recursos financeiros;
d) Fiscalizar todos os registos e documentos que servem de suporte para as
actividades administrativas e financeiras bem como controlar o cumprimento das
instruções emanadas pelas brigadas inspectivas;
e) Verificar e avaliar o nível de organização para o asseguramento logístico da PRM;
f) Fiscalizar a utilização racional dos recursos humanos, materiais e financeiros
afectos à PRM;
g) Realizar outras actividades que lhe forem superiormente incumbidas.
ALGUMA LEGISLAÇÃO PARA A ACTIVIDADE INSPECTIVA
Constituição da República de Moçambique - 2004;
Lei n◦ 35/2014, de 31 de Dezembro – Código Penal;
Lei n◦ 10/2017, de 01 de Agosto – Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE);
Decreto n◦ 5/2018, de 26 de Fevereiro – Regulamento do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do
Estado (REGFAE);
Decreto n◦ 30/2001, de 15 de Outubro – Normas de Funcionamento dos Serviços da Administração
Pública;
Decreto n◦ 14/2011, de 10 de Agosto – Regula a formação da vontade da Administração Pública;
Decreto n◦ 36/2007, de 27 de Agosto – Sistema Nacional do Arquivo do Estado.
PP, PT E SSPRM
Lei n◦ 16/2013, de 12 de Agosto – Lei da Polícia da República de Moçambique;
Decreto n◦ 84/2014, de 31 de Dezembro – Regulamento Disciplinar da PRM;
Decreto n◦ 93/2014, de 31 de Dezembro – Estatuto do Polícia;
Decreto n◦ 85/2014, de 31 de Dezembro – Estatuto Orgânico da PRM;
Decreto n◦ 86/2009 de 29 de Dezembro – Regulamento de Uniforme da PRM;
Decreto n◦ 9/2007, de 30 de Abril – Regulamento das Empresas de Segurança Privada;
Decreto n◦ 61/2014, de 24 de Outubro – Destino das multas das Empresas de Segurança Privada;
Decreto - Lei n◦ 01/2011, de 23 de Março – Código de Estrada;
Decreto n◦ 40/2013, de 21 de Agosto – sobre escoltas de substâncias explosivas;
Decreto n◦ 63/2014, de 24 de Outubro – actualiza as taxas a cobrar por fornecimento de serviço de escolta pelo
pessoal da PRM à veículos com pesos ou dimensões anormais;
Diploma Ministerial n◦ 51/94, de 20 de Abril – Comparticipações a pagar aos membros da PRM por serviço de
policiamento;
Decreto n◦ 17/93, de 25 de Agosto e Circular- n◦ 01/GMI/94 – Comparticipações das multas a pagar aos membros da
PT;
Decreto n◦ 26/2002, de 30 de Outubro – Serviços Sociais da PRM.
CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E GESTÃO FINANCEIRA
Decreto n◦ 5/2016, de 8 de Março – Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras
Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado;
Lei n◦ 9/2002, de 12 de Fevereiro – Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE);
Decreto n◦ 23/2004, de 20 de Agosto – Regulamento do Sistema de Administração Financeira
do Estado;
Decreto n◦ 42/2018, de 24 de Julho – Regulamento de Gestao do Patrimonio do Estado;
Circular n◦ 01/ GAB-MF/2010 – conceitos e procedimentos relativos a inscrição no Orçamento
do Estado, cobrança, contabilização e recolha de receitas consignadas e próprias;
Decreto n° 60/2014 de 24 de Outubro - Regulamento de Alienação de Viaturas
de Propriedade do Estado.
Diploma Ministerial n° 181/2013, de 16 de Outubro – Manual de Administração
Financeira e Procedimentos Contabilísticos (MAF);
Diploma Ministerial n° 141/2006, de 5 de Setembro – Estabelece na Direcção do
Património do Estado a Unidade Funcional de Supervisão das Aquisições
(UFSA);
Diploma Ministerial n° 142/2006, de 5 de Setembro – aprova o Modelo de
estruturação das Unidades Gestoras Executoras das Aquisições (UGEAS);
Diploma Ministerial n° 103/2001, de 20 de Junho – Classificador Orgânico,
económico e funcional da despesa e de operações financeiras do Estado.
Foi aprovado pelo Diploma Ministerial número 247/2012, de 3
de Outubro, no âmbito da Implementação do Plano
Estratégico da Actividade de Fiscalização e Inspecção
Administrativa do Estado, que recomenda a existência de um
instrumento que regule a postura e comportamento que os
Inspectores na actividade de fiscalização e inspecção
administrativa do Estado devem apresentar na realização das
suas tarefas.
Âmbito
Aplica-se aos inspectores, auditores internos, funcionários e
agentes do Estado ao serviço da Actividade de Fiscalização e
Inspecção Administrativa do Estado.
Objecto
• Estabelecer os valores fundamentais da profissão e os
princípios que guiam o comportamento dos inspectores,
individual ou colectivamente, no exercício da sua actividade
profissional.
• Garantir um cumprimento escrupuloso do Regulamento da
Actividade de Fiscalização e Inspecção Administrativa do
Estado, bem como a demais legislação aplicável na
Administração Pública
PRINCÍPIOS ÉTICOS
• Legalidade: agir com base na lei e nos regulamentos;
• Boa fé: agir de forma correcta, leal e com sentido de cooperação;
• Eficiência: cumprir as missões com rigor e qualidade;
• Transparência: disponibilizar, de forma clara e fidedigna a informação à prestar;
• Imparcialidade: garantir a todos um tratamento igual, sem discriminação de natureza política, religiosa
racial, económica ou outra;
• Integridade: agir em todas as circunstâncias com rectidão, honestidade e responsabilidade;
• Competência: aplicar os conhecimentos, as técnicas, a experiência;
• Independência Técnica: estar livre de impedimentos pessoais e externos e com autonomia;
• Objectividade: comportar-se de modo profissional com neutralidade e equilíbrio.
Sigilo Profissional
Os inspectores obrigam-se a guardar sigilo sobre todos os factos
e/ou informações respeitantes a actividade de fiscalização e
inspecção administrativa do Estado, das entidades sujeitas à
fiscalização e inspecção e de terceiros, cujo conhecimento lhes
advenha do desempenho das respectivas funções bem como
cumprir e fazer cumprir as regras e sistemas de segurança e de
controlo da informação.
Conflito de Interesse
Quando o interesse pessoal do Inspector, Auditor Interno,
Funcionário ou Agente do Estado ao serviço da Fiscalização e
Inspecção Administrativa do Estado em determinada matéria
interfira, ou seja susceptível de interferir com os deveres de
imparcialidade, isenção, igualdade e integridade a que está
vinculado no exercício da actividade .
Regras quanto a documentos escritos:
Os documentos produzidos pela área administrativa das inspecções
podem vir a ser tornados públicos exceptuando a informação confidencial
Salvaguarda de Activos
Os inspectores devem contribuem na protecção de activos da fiscalização e
inspecção administrativa.
Relacionamento Institucional
O relacionamento institucional dos órgãos de controlo interno desenvolve-
se obedecendo princípios de colaboração e articulação, conforme previsto
no Regulamento da Actividade de Fiscalização e Inspecção Administrativa
do Estado e demais legislação.
Relacionamento Profissional
Os inspectores desenvolvem as suas actividades num quadro de
permanente cumprimento dos deveres de respeito mútuo, de solidariedade,
de urbanidade, de lealdade e de observância das instruções emanadas
pelos superiores hierárquicos.
Os inspectores na sua actividade estão vedados de pratica de assédio,
incluindo o assédio sexual, violência ou ameaça de violência, perseguição
racial e outros tipos de comportamento considerados hostis,
desrespeitosos, abusivos e humilhantes não são toleráveis.
Relacionamento com a comunicação social
Os contactos com a comunicação social são estabelecidos pelos canais
definidos sendo vedada a prestação de qualquer informação fora dos
canais previamente definidos.
Os inspectores, auditores internos, funcionários e agentes do Estado no
seu relacionamento com a comunicação social, respeitam de forma
rigorosa os princípios da verdade, da transparência, da legalidade e o
dever de sigilo profissional
Dever de Informação
Os inspectores devem informar os respectivos superiores
hierárquicos sempre que tenham conhecimento ou
fundadas suspeitas quanto à prática de quaisquer
irregularidades, nomeadamente casos de fraude,
corrupção ou práticas lesivas aos interesses do Estado.
Estabelecimento de padrões de comportamento, atitudes e carácter exigidos aos
funcionários e agentes do Estado.
Proibição do uso indevido e/ou ilícito de informações privilegiadas obtidas no
exercício das funções.
Princípios de Legalidade, de Boa- fé e de transparência
MUITO OBRIGADO!
“Ninguém conhece tudo, Ninguém ignora tudo,
Ninguém jamais conhecerá tudo, Ninguém jamais
ignorará tudo, Por isso a vida é um eterno
aprender.”
Manuel Moisés David Américo