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Relatório 1

O documento descreve um relatório de laboratório sobre como usar um multímetro para medir grandezas elétricas como tensão, corrente e resistência. O procedimento experimental incluiu medidas de tensão em pilhas e fontes variáveis, resistência em resistores comerciais e tensão na rede elétrica.
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Relatório 1

O documento descreve um relatório de laboratório sobre como usar um multímetro para medir grandezas elétricas como tensão, corrente e resistência. O procedimento experimental incluiu medidas de tensão em pilhas e fontes variáveis, resistência em resistores comerciais e tensão na rede elétrica.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

Aluno: Luiz Henrique de Carvalho Filho - 10921495

Multímetros

Grupo: Luiz Henrique de Carvalho Filho - 10921495

Ismael Saraiva Souza de Oliveira - 10921221

João Pessoa, 10 de abril de 2013


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1. Objetivos

O objetivo da pratica de laboratório foi sabermos utilizar um multímetro, sabendo a sua


utilidade e funções de medições de tensão elétrica em corrente continua e alternada,
resistência elétrica e capacitância.

2. Introdução teórica
O multímetro é um instrumento de medida destinado a quantificar e avaliar grandezas físicas
elétricas, isto é, corrente, voltagem, resistência, etc. Ele é o principal instrumento de teste e
reparo de circuitos eletrônicos. Consiste basicamente de um galvanômetro, ligado a uma
chave seletora, uma bateria e vários circuitos componentes eletrônicos internos. Podendo ser
utilizado, basicamente, como amperímetro, ohmímetro ou voltímetro. Alguns outros podem
ter também um capacímetro ou também um termômetro eletrônico. Os multímetros com
galvanômetro são chamados de multímetros analógicos, em oposição aos multímetros digitais,
que possuem um mostrador de cristal líquido.

Voltímetro

O voltímetro é um aparelho que realiza medições de tensão elétrica em um circuito,


geralmente usando a unidade volt.

Ohmímetro

Um ohmímetro é um instrumento de medida elétrica que mede a resistência elétrica, ou seja, a


oposição à passagem da corrente elétrica.

A medição efetuada por um ohmímetro baseia-se na aplicação da Lei de Ohm: o ohmímetro


injeta no elemento uma corrente pré-estabelecida, mede a tensão aos terminais e efetua o
cálculo da resistência. No entanto, para que a medição seja correta, é necessário que o
elemento a medir se encontre devidamente isolado de outros componentes do circuito, e em
particular da massa através do corpo humano. Deste modo evita-se que o circuito envolvente
retire ou injete corrente distinta daquela aplicada pelo ohmímetro.

Amperímetro
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O amperímetro é um instrumento utilizado para fazer a medida de intensidade no fluxo da


corrente elétrica que passa através da sessão transversal de um condutor, devendo ser
colocado em série com o circuito.

Capacímetro

O capacímetro é um instrumento próprio para medir a capacitância de um capacitor. Seu


funcionamento baseia-se na definição de capacitância C como

Q
C= ,
V

onde Q é a quantidade de carga elétrica armazenada no capacitor e V é a tensão elétrica entre


seus terminais.

Lei de Ohm

A Primeira Lei de Ohm, assim designada em homenagem ao seu formulador, Georg Simon
Ohm, indica que a diferença de potencial (V) entre dois pontos de um condutor é proporcional
à corrente eléctrica (I) que o percorre:

V =RI

onde V é a diferença de potencial elétrico (ou tensão, ou ddp) medida em Volts; R é a


resistência elétrica do circuito medida em Ohms; I é a intensidade da corrente elétrica medida
em Ampères.

Porém, nem sempre essa lei é válida, dependendo do material usado para fazer o resistor (ou
'resistência'). Quando essa lei é verdadeira num determinado material, o resistor em questão
denomina-se resistor ôhmico ou linear. Na prática não existe um resistor ôhmico ou linear
'exato', mas muitos materiais (como a pasta de carbono) permitem fabricar dispositivos
aproximadamente lineares. Um exemplo de resistor (ou resistência) não linear, que não
obedece à Lei de Ohm é o díodo.

Conhecendo-se duas das grandezas envolvidas na Lei de Ohm, é fácil calcular a terceira:

V V
I= R=
R I
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A potência P, em Watts, dissipada num resistor, na presunção de que os sentidos da corrente e


da tensão são aqueles assinalados na figura, é dada por:

P=VI

Logo, a tensão ou a corrente podem ser calculadas a partir de uma potência conhecida:

P P
I= V=
V I

Outras relações, envolvendo resistência e potência, são obtidas por substituição algébrica:


P=I ² R P=
R

P
V = √ PR I=
√ R

4. Procedimento Experimental

Material utilizado

 Multímetro digital DMM HGL-2000 N;


 Pilhas AA;
 Fonte universal Smart AC/DC de 7 saídas;
 Conexão com a rede elétrica
 Resistores comerciais
 Reostatos;
 Capacitores.

Preparação do multímetro

O multímetro possui várias utilidades, por isso antes de fazer uma medição é
necessário uma preparação. De início, devem ser conectadas as pontas de prova, que entrarão
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em contato com os terminais do equipamento a ser medido. Em geral, para medição de tensão,
corrente e resistência deve ser feita a conecção como mostrado na figura abaixo.

Figura 1: Um multímetro

Este esquema apresenta alguns pontos que devem ser observados em qualquer
multímetro:

 Conexão das pontas de prova: deve ser procurado o conector adequado para
cada tipo de medição, observando as advertências. No multímetro mostrado, o
conector central apresenta limites quanto à grandeza medida, o superior é
usado para correntes contínuas de até 10A com limitação ao tempo de
medição. Outros modelos apresentam um terminal específico para medir
capacitância.
 Seleção do tipo de medição: o tipo de medição a ser feita é selecionado no
botão giratório no centro do multímetro. O botão deve ser girado até recair no
campo referente a medição a ser feita.
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 Escala da grandeza: também deve ser selecionada a escala de medição, que


normalmente é apresentada como o valor máximo que pode ser medido. Esta
escolha influenciará a resolução e a amplitude do instrumento. Via de regra,
para grandezas desconhecidas, deve ser medido da escala maior para a menor,
pois em alguns casos fazer o contrário pode queimar o multímetro.

Primeira etapa: medir tensão DC em pilhas

Nessa primeira parte, utilizamos o multímetro para medir a tensão elétrica entre os
terminais de duas pilhas AA. Medir corrente é uma das medições que mais requerem atenção,
pois podem queimar o multímetro.

Além dos passos gerais apresentados, deve-se também selecionar o tipo de corrente
sobre a qual se quer medir a tenção: corrente contínua (DC) ou alternada (AC). Em alguns
multímetros esta seleção é feita em um botão a parte; em outros, no próprio botão giratório. A
regra de se medir da escala maior para a menor aqui é importantíssima.

Com o multímetro preparado, as pontas de prova devem ser encostadas uma em cada
terminal da bateria, e tomada a medição que aparecerá na tela. Caso se meça com a polaridade
invertida, o resultado aparecerá com um sinal de menos.

Segunda etapa: medir tensão DC em fonte de variação discreta de tensão

Nesta etapa foram medidas as tensões em uma fonte universal Smart com 7 saídas.
Antes de se ligar na tomada, como em qualquer aparelho eletrônico, deve ser observada a
correspondência entre a tensão nominal de entrada do equipamento e a tensão nominal da rede
elétrica. Neste caso, a fonte tinha uma chave para selecionar 110V ou 220V.

Esta fonte também possui outras das chaves para a saída: uma para alterar a polaridade
outra para selecionar a tensão. As tensões disponíveis eram: 0,14V, 1,94V, 3,78V, 5,75V,
7,84V, 9,88V e 12,23V.

Com a correta seleção da escala para cada caso, a medida é tomada encostando as
pontas de teste nos terminais da fonte.
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Terceira etapa: medir a tensão AC na rede elétrica

Nesta etapa o multímetro foi utilizado para medir a tensão elétrica na rede elétrica. O
plugue da rede elétrica possui três conectores: Fase (F), Neutro (N) e Terra (T). O Terra é
ligado ao aterramento, o Neutro é mantido a uma tensão próxima ao Terra e o Fase a uma
diferença de potencial em relação ao Neutro equivalente à tensão nominal.

Nesta medição, o multímetro é ajustado para fazer medida de tensão AC, na maior
escala possível, pois é sabido que a tensão na rede elétrica é relativamente alta para
equipamentos eletrônicos. Foram tomadas as medidas de tensão F-N, F-T e N-T da rede de
220V e 110V.

Quarta etapa: medir a resistência em resistores

Nesta etapa foram feitas medidas de resistência em resistores convencionais. Nesses resistores
há uma dimensão nominal, que é grafada no corpo do resistor codificada com o código de
cores de resistores. Para ler o código de cores dos resistores devemos:

1. Identificar a cor do primeiro anel (mais perto de qualquer um dos terminais do


resistor), e verificar através da tabela de cores o algarismo correspondente à cor. Este
algarismo será o primeiro dígito do valor do resistor.

2. Identificar a cor do segundo anel. Determinar o algarismo correspondente ao segundo


dígito do valor da resistência.

3. Identificar a cor do terceiro anel. Determinar o valor para multiplicar o número


formado pelos itens 1 e 2. Efetuar a operação e obter o valor da resistência.

4. Identificar a cor do quarto anel e verificar a porcentagem de tolerância do valor


nominal da resistência do resistor.

Tabela de cores
Cores 1º anel 2º anel 3º anel 4º anel

1º 2º Multiplicado Tolerância
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dígito dígito r
Prata - - 0,01 10%
Ouro - - 0,1 5%
Preto 0 0 1 -
Marrom 1 1 10 1%
Vermelh 2 2 102 2%
o
Laranja 3 3 103 3%
Amarelo 4 4 104 4%
Verde 5 5 105 -
Azul 6 6 106 -
Violeta 7 7 107 -
Cinza 8 8 108 -
Branco 9 9 109 -

Tabela 1: Tabela de cores

Para tomar a medida da resistência, a chave do multímetro deve ser posta no campo de
resistências. Neste caso, não há perigo de queima em caso de escolha errada da escala, porém
uma escolha correta dá um resultado mais preciso. Escolhida a escala, deve-se encostar as
pontas de prova nos terminais do resistor para tomar a medida.

Quinta etapa: medir a resistência em reostatos de variação contínua

Nesta etapa foram feitas medidas de resistência elétrica em reostatos, que são, a grosso
modo, resistores cuja resistência pode ser ajustada. O reostato usado foi idêntico ao da figura
abaixo, que possui três pinos: entre os da extremidade a resistência é constante, e entre o do
meio e os da extremidade a resistência varia conforme se gira o botão.

Figura 2: reostato
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As medições de resistência neste caso são idênticas à quinta etapa.

Sexta etapa: medir capacitância de capacitor

Nesta última etapa o objetivo foi medir a capacitância de um capacitor. O primeiro


procedimento para tomar esta medida é descarregar o capacitor, encostando uma chave de
fenda nos terminais dele. Depois disso, o multímetro deve ser ajustado na configuração para
medir capacitância. O multímetro usado tinha um conector específico para colocar a ponta de
prova numa medição de capacitância. Seu número de série é PPN KC 622J1.6KV.

5. Resultados

Medições nas pilhas

Pilha 1 1,53V

Pilha 2 1,40V

Tabela 1

Medição das Baterias


Tipo da bateria Valor Nominal (V) Multímetro (V)
1,53V
Celular vermelha (1) 3,7 3,18
Celular vermelha (2) 3,7 0,08
Celular preta 3,7 0,13
Bateria média 9 8,68
Tipo da bateria Valor Nominal (V) Multímetro (V)
Celular vermelha (1) 3,7 3,18 1,40V
Celular vermelha (2) 3,7 0,08
Celular preta 3,7 0,13
Bateria média 9 8,68

Tabela 2
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Medição do Reostato
5,81 Max
0,00 Min

Tabela 3

Medições na fonte de variação contínua de tensão


DC AC
Tensão nominal Tensão medida (V) 1º grupo de conectores 2º grupo de conectores
(V)
0 0,14
2 1,94
4 3,78
6 5,75 5,78V 11,53V
8 7,84
10 9,88
12 12,23
Tabela 4

Medições na rede elétrica


Tensão entre Rede de 220V Rede de 110V
F–N 206V 100V
F–T 205V 100V
N–T 0V 0V
Tabela 5

Medição das resistências dos resistores


Número Resistência nominal (Ω) Tolerância (Ω) Resistência medida (Ω)
1 1,0 ×103 3% 1,0 ×103
2 - - -
2
3 1,0 ×10 2% 1,0 ×102
4 - 5% -

Tabela 6

Medição da resistência fixa do reostato: 3,90K Ω.

Medições da resistência variável do reostato: de 0 a 3,90K Ω.


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Medição da capacitância do capacitor: 6,10nF.

Discussão dos resultados

As medições nas pilhas mostram que ambas já foram um pouco usadas, mas não muito, já que
a tensão nominal das pilhas é de 1,5V.

Já as medições na fonte de variação discreta de tensão mostram claramente que a fonte usada
está bastante desajustada. Os valores medidos divergem consideravelmente dos valores
nominais. Esse resultado já era esperado, pois esta é um fonte genérica.

Quanto à fonte de variação contínua de tensão, os resultados não são tão próximos quanto se
esperava dos valores indicados nas marcas. Isto pode ter sido causado por um pequeno
desajuste nas marcas. Também deve ser considerados os erros de operação e erro de paralaxe.

Os valores obtidos nas medições da rede elétrica indicam uma condição muito boa. É
considerado aceitável uma diferença N – T de até 5V. No entanto ainda se observa uma sub-
tensão na fase.

Quanto aos resistores, comparando as resistências nominais e medidas com a tolerância, vê-se
que os dois primeiros resistores fogem da tolerância permitida, enquanto o terceiro atende às
especificações.
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Conclusão

O multímetro é um aparelho destinado a medir e avaliar grandezas elétricas. Existem modelos


com mostrador analógico (de ponteiro) e modelos com mostrador digital. Esses circuitos
comparam a corrente a medir com uma corrente interna gerada em incrementos fixos que vão
sendo contados digitalmente até que se igualem. Várias escalas divisoras de tensão, corrente,
resistência e outras são possíveis é um instrumento de medição muito importante quando se
trabalha com eletricidade, concentrando em um único aparelho os instrumentos mais
importantes nessa área: voltímetro, amperímetro, Ohmímetro, e capacímetro. Alguns modelos
ainda agregam outros instrumentos, como termômetro e decibelímetro. É clara a importância
de saber trabalhar com este instrumento. E mesmo que a primeira vista pareça ser algo
complicado, devido ao seu painel denso de informações, o uso desse instrumento se revela
algo fácil e prático.

Bibliografia

[Link]

[Link]
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[Link]

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