12-12-2012
Universidade Técnica de Lisboa
Faculdade de Medicina Veterinária
MEDICINA I
INSUFICIÊNCIA
CARDÍACA
Definição
IC surge quando ocorrem alterações
estruturais ou funcionais que impedem o
coração de encher ou ejectar sangue de
modo a proporcionar as necessidades
metabólicas dos tecidos periféricos.
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IC – consequências
hemodinâmicas e circulatórias
Diminuição do débito cardíaco
Vasoconstrição
Retenção de água e sódio
Activação das vias neurohormonais,
incluindo o SNSimpático e o eixo renina-
angiotensina-aldosterona
Mecanismos de IC
Na fase inicial – tentativa de
compensação
Rapidamente – compensação passa a
ser prejudicial e acelera progressão da
doença
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Mecanismos de IC
Alterações no tónus autonómico
Remodelação do Miocárdio e hipertrofia
Necrose e apoptose dos miócitos
Ciclo alterado do cálcio e da
contratilidade
Activação das vias neurohormonais
Alterações na produção de energia do
miocárdio
3D Medical Animation Congestive Heart Failure Animation - [Link]
Mecanismos de IC – Sinais
clínicos
taquicárdia,
sopro, fervores
húmidos e
ascite
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Função cardíaca global
3 determinantes primários:
1. Pré-carga – volume de sangue ou
pressão hidrostática dentro dos
ventrículos no fim da diástole
2. Pós-carga – a força que se opõe à
ejecção de sangue para o sistema
periférico arterial, do qual a pressão
arterial sanguínea é o factor primário
3. Contratilidade – a capacidade intrínseca
do miocárdio gerar força para ejectar
sangue
Função cardíaca global - Clínica
1. Pré-carga – volume de Avaliação da distensão jugular
sangue ou pressão
venosa, derrames, edema ou ascite
hidrostática dentro dos
ventrículos no fim da Grau de hipertrofia excêntrica ao
diástole RX ou Eco
2. Pós-carga – a força
que se opõe à ejecção de Medição da PA e dimensões das
sangue para o sistema camaras
periférico arterial
3. Contratilidade – a Contratilidade Modo M – FE%
capacidade intrínseca do
miocárdio gerar força para
ejectar sangue
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Mecanismo de Frank-Starling
Em 1914 Ernst Starling “quanto maior
volume dentro do ventrículo no fim da
diástole melhor é a contração
subsequente” – no coração saudável
esta relação é crescente, i.e. pqs
aumentos no volume ventricular
melhoram a função cardíaca.
Disfunção Sistólica
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Evolução do edema pulmonar
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Classificação da gravidade da IC segundo os critérios do
New York Heart Association (adaptado de Ware 2009 e Botte
2012)
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SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Classificação da gravidade da IC segundo os critérios do
International Small Animal Cardiac Health Council
(adaptado de Ware 2009 e Botte 2012)
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Classificação da gravidade da IC segundo os critérios do painel de
especialistas do American College of Veterinary Internal Medicine
adaptado
de Atkins et
al 2009 e
Botte 2012
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Frequência Respiratória em
Repouso (FRR)
Recentemente: o sinal mais
facilmente associado ao
desenvolvimento de doença cardíaca
no Estadio C (i.e. edema pulmonar) é
a FRR determinada em casa pelos
donos
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Frequência Respiratória em
Repouso (FRR)
Cão com doença cardíaca – FRR >35 resp/minuto
é altamente sugestivo de edema pulmonar
Curva de base para comparação
Ensinar a observar a FR durante 60 segundos
quando o cão está em repouso, de preferência a
dormir
Ensinar que uma respiração é contada como o
tempo que o tórax se eleva e baixa
(cima e baixo = um)
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Frequência Respiratória em
Repouso (FRR)
A determinação da FRR pelos donos
não é 100% específica, mas é mais
sensível que a tosse.
Na maioria dos casos ocorre um
aumento da FRR antes da tosse.
Congestive heart failure in Dogs (Last Breaths) - [Link]
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