Norma de Proteção Catódica para Dutos Terrestres
Norma de Proteção Catódica para Dutos Terrestres
C JAN / 2005
PROJETO DE SISTEMA DE
PROTEÇÃO CATÓDICA
- DUTO TERRESTRE
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.
Proteção Catódica
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.
Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e
as suas Subsidiárias) e homologadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a
revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para
ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em
conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.
1 OBJETIVO
1.1 Esta Norma fixa os requisitos mínimos a serem observados na elaboração de projeto
(incluindo dimensionamento) de sistemas de proteção catódica por corrente impressa e por
corrente galvânica para duto terrestre.
1.2 No caso de tubulação sujeita a correntes de interferência deve ser dado um tratamento
específico de combate a tais correntes, para aplicação desta Norma.
1.3 Esta Norma é aplicável a dutos terrestres de aço-carbono e aço inoxidável. Pode
também ser aplicada às partes terrestres de seções de dutos submarinos protegidos por
sistema de proteção catódica para instalações terrestres.
1.4 Esta Norma pode ser aplicada à recuperação, modificações e reparos realizados em
sistemas de proteção catódica de dutos existentes.
1.5 Esta Norma se aplica a procedimentos iniciados a partir da data de sua edição.
2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
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3 SÍMBOLOS OU SIGLAS
CA - Corrente Alternada;
CC - Corrente Contínua;
CST - Trincamento por Corrosão sob Tensão;
ρ - Resistividade Elétrica do Solo (Ω.cm);
PC - Proteção Catódica.
4 DEFINIÇÕES
Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 4.1 a 4.22.
Eletrodo que provê a corrente para a proteção catódica por meio de ação galvânica.
Eletrodo que provê a corrente para a proteção catódica por meio de corrente impressa.
4.3 Cupom
Dispositivo protetor que conduz corrente quando o nível de tensão limite pré-determinada é
excedida.
Eletrodo cujo potencial a circuito aberto é constante sob condições similares de medição e
que é usado para medir o potencial estrutura-eletrólito.
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Material com baixa resistividade, que pode reter umidade e que envolve um anodo enterrado
com a finalidade de reduzir a resistência efetiva do anodo ao eletrólito e evitar sua
polarização.
Estação que abriga os equipamentos responsáveis por prover a proteção catódica por meio
de corrente impressa.
Metal condutor, geralmente cobre, que conecta 2 pontos na mesma estrutura ou diferentes
estruturas, com a finalidade de fazer a continuidade elétrica entre estes pontos.
Acessório isolante elétrico instalado entre 2 trechos de duto, para prover descontinuidade
elétrica entre estes trechos. Por exemplo: junta tipo convencional (instalada em par de
flanges) ou tipo monobloco.
Potencial da estrutura medido sem o erro de tensão causado pela queda ôhmica da corrente
de proteção ou alguma outra corrente.
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Sistema que consiste de fonte de corrente contínua e de anodo com a finalidade de prover
corrente de proteção a uma estrutura metálica.
Região do solo no qual nenhuma tensão mensurável, causada por fluxo de corrente, ocorre
entre 2 pontos.
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5 REQUISITOS DE PROJETO
5.1.1 Para novos projetos de dutos, o dimensionamento do SPC deve ser parte do projeto
total do duto e do gerenciamento da corrosão. Devem ser também incluídos os detalhes do
isolamento do duto (por exemplo, a localização da junta de isolamento) e o sistema de
revestimento protetor.
5.1.2 O projeto, fabricação, instalação e pré-operação do SPC para duto terrestre deve ser
executado conforme a norma PETROBRAS N-2298 e por pessoal técnico experiente e
qualificado.
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5.4.2 Os valores de resistividade do solo devem ser obtidos de acordo com a norma
PETROBRAS N-2245, na profundidade do duto prevista em projeto, ao longo da rota onde o
duto deve ser instalado e a várias profundidades onde o leito de anodos for instalado. A
quantidade de medições a serem realizadas deve ser baseada nas condições locais do solo.
Mais medições devem ser realizadas se existirem mudanças nas características do solo.
5.4.5 Devem ser identificados os locais onde haja linhas de transmissão CA de alta ou
média tensão ou sistemas elétricos ferroviários e metroviários, que cruzem ou sigam em
paralelo ao duto a ser projetado.
5.5.1 Devem ser instaladas juntas isolantes aéreas nas extremidades do duto, em
derivações para ramais e entre dutos protegidos catodicamente e instalações não
protegidas.
5.5.2 Recomenda-se, adicionalmente, instalar juntas entre seções de dutos com diferentes
sistemas de revestimentos. [Prática Recomendada]
5.5.3 Em dutos novos devem ser usadas juntas de isolamento do tipo monobloco. Cada
junta deve ser provida com pontos de teste.
5.5.4 Sistemas ou instrumentos de aterramento e o SPC devem ser compatíveis entre si. As
juntas de isolamento elétrico devem ser protegidas usando aterramento ou supressores de
transiente.
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5.5.6 A resistência elétrica da junta isolante deve ser maior que 10 MΩ, medida
a 1 000 Vcc ao ar seco antes da instalação.
5.5.7 No caso de não ser possível o uso de juntas de isolamento monobloco em dutos
existentes, o isolamento elétrico deve ser realizado por conjunto para isolamento de flange.
Tal conjunto deve ser protegido contra a entrada de sujeira e umidade pela instalação de
flange protetor ou fita protetora.
5.5.8 O duto protegido por PC deve ser eletricamente isolado dos sistemas de aterramentos
comuns para evitar deficiências na PC do duto. Entretanto, o isolamento não é necessário
se forem tomadas as medidas que assegurem que a corrente de proteção adequada está
sendo injetada no sistema de dutos para compensar efeitos galvânicos de outros sistemas.
5.6.1 Por razões de segurança pessoal e integridade do duto, deve ser requerido o
aterramento elétrico do duto protegido catodicamente ou de seus acessórios.
5.6.2 Deve ser feito aterramento elétrico, caso seja requerido, de forma compatível com o
SPC através da instalação de células de polarização ou circuitos de diodos (adequadamente
especificados e calculados para o propósito em questão), no circuito de aterramento ou
através da instalação de eletrodos de aterramento, feitos de zinco ou aço galvanizado,
enterrado em solo de baixa resistividade e não em continuidade elétrica direta com outros
sistemas de aterramento.
5.6.3 No caso do aterramento ser instalado para minimizar o efeito das voltagens
alternadas induzidas no duto, isto pode ser feito em locais onde o cálculo for executado
antecipadamente ou onde as medidas de voltagem para a terra são mais altas e onde o duto
estiver exposto e puder ser tocado pelo pessoal.
Se a PC for aplicada em duto não soldado, a continuidade do duto deve ser garantida. Isto
deve ser feito por meio da instalação de ligações permanentes através de conectores de alta
resistência mecânica e métodos de fixação aceitáveis. A continuidade do duto não soldado
deve ser verificada realizando-se medidas de resistência e de potencial.
6 DIMENSIONAMENTO
6.1 A demanda de corrente total para dutos novos, Itot, deve ser determinada pela avaliação
dos parâmetros de projeto e/ou por experiência prévia de sistemas similares utilizando a
equação:
Itot = i x n x 2 x Π x r x L
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Onde:
Itot = corrente total de proteção, em mA;
i = densidade de corrente de projeto para aço nu, em mA/m2;
n = fator de falha do revestimento;
r = raio externo do duto, em m;
L = comprimento do duto, em m;
Π =
6.3 Para a determinação da corrente requerida para dutos já existentes, sem PC, onde a
condição atual do revestimento for desconhecida, deve ser realizado teste de injeção de
corrente conforme a norma PETROBRAS N-2245.
6.4 O SPC pode ser projetado, de tal maneira que, o aumento da corrente exigida devido à
deterioração progressiva do revestimento possa ser possível através da instalação de PC
adicional.
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6.6.1.2 Os locais para os SPC por corrente impressa devem levar em consideração os
seguintes fatores:
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a) materiais para isolamento térmico, tal como: a espuma de poliuretano tem alta
resistência elétrica e, provavelmente, mesmo encharcada, a PC do aço do duto
seria insuficiente devido ao efeito de blindagem do isolamento térmico; em tais
casos, devem ser considerados métodos alternativos para o controle da
corrosão;
b) instalação de um SPC, unicamente para a proteção do isolamento do duto;
normalmente é difícil de ser justificada, a menos que exista uma preocupação
de que o isolamento térmico possa vir a sofrer danos mecânicos significativos
expondo o duto diretamente ao solo;
c) se existir um SPC próximo ao duto isolado, com capacidade suficiente, este
pode ser considerado para interligar ao duto;
d) o isolamento térmico evita o aterramento natural de altas voltagens induzidas
por linhas de transmissão nas vizinhanças do duto; se não forem tomados os
devidos cuidados quanto ao aterramento do duto nas vizinhanças de voltagens
induzidas, pode ocorrer variações de potencial em uma extensão considerável
do duto podendo acarretar em um processo corrosivo no duto e/ou risco às
pessoas que estiverem em contato direto com este duto.
7.1.1 A fonte de tensão CC pode ser um retificador, alimentado por energia elétrica CA,
porém fontes alternativas de tensão podem ser consideradas. Antes de especificar a fonte
de tensão contínua, deve ser levado em consideração o seguinte:
7.1.2 Os gradientes de voltagem no solo próximo aos leitos de anodos podem ser perigosos
para pessoas e animais.
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7.1.3 Em geral, deve ser evitada voltagem maior do que 50 V na saída do retificador. Caso
isto não possa ser evitado, devem ser verificadas as prováveis conseqüências com respeito
à segurança.
7.2.1.1 Os leitos de anodos dos SPCs por corrente impressa podem ser do tipo profundo ou
superficial e devem ser projetados e alocados conforme os seguintes requisitos:
7.2.1.2 Na escolha da localização e do tipo de leito a ser instalado, devem ser considerados
os seguintes fatores:
7.2.2.1 Os leitos de anodos profundos podem ser utilizados nas seguintes condições:
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7.2.2.4 Quando necessário, devem ser utilizados tubo-camisa metálicos para a realização
da perfuração do leito de anodos. O tubo-camisa metálico deve ser isolado eletricamente de
qualquer estrutura na superfície.
7.2.2.5 Se a estabilização mencionada no item 7.2.2.3 for requerida deve ser utilizado
tubo-camisa não metálico perfurado.
7.2.2.7 Os leitos de anodos profundos devem ser providos de “vent” adequado para os
dutos de forma a prevenir a retenção de gás entre os anodos e o enchimento de anodos
condutor. Este “vent” deve ser fabricado de material não metálico e resistente à cloretos.
7.2.3.1 Os leitos de anodos superficiais devem ser utilizados nas seguintes condições:
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7.2.4.1 O material para os anodos inertes deve ser escolhido da listagem a seguir:
Densidade de
Desgaste Tipo de Eletrólito na
Tipo de Anodo Corrente Máx.
(kg/A.ano) Faixa do Leito
(A/m2)
Fe-Si-Cr 0,4 10 Qualquer eletrólito
Grafite 0,4 3 Isento de cloretos
Ti com óxido de metal desprezível 100 Qualquer eletrólito
Titânio/nióbio platinizado desprezível 100 Qualquer eletrólito
7.2.4.3 Os anodos devem ser instalados com enchimento, conforme norma PETROBRAS
N-2298, quando a resistividade média da faixa do leito de anodos tiver valor superior a
3 000 Ω.cm.
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7.2.4.6 Podem ser utilizados materiais alternativos desde que seus desempenhos, nas
condições de operação específicas, sejam confiáveis e documentados. [Prática
Recomendada]
7.2.4.8 Materiais condutivos à base de carbono (moinha de coque) e outros devem ser
usados a menos que as condições do solo dêem uma resistência ao solo satisfatória, sendo
esperado que o solo seja homogêneo e o consumo dos anodos uniforme.
7.3.1.1 Onde houver mais de um duto a ser protegido catodicamente, a corrente de retorno
dos dutos pode ser independentemente ajustada. Neste caso, os dutos devem ser isolados
um do outro e providos com uma conexão negativa individual conectada à fonte de corrente.
7.3.1.2 Podem ser instalados resistores nos cabos negativos para balancear
individualmente a corrente de cada duto adjacente. Cada cabo deve ser provido com um
“shunt” e diodo para evitar influência mútua das tubulações durante as medições do
potencial “ON-OFF”.
7.3.1.3 Todos os cabos, diodos e instrumentos para medição da corrente podem ser
instalados em uma caixa de distribuição ou cabine de retificador-transformador.
7.3.2.1 A fonte de voltagem contínua pode ser provida com um controlador automático de
potencial, que deve ser ligado a um eletrodo de referência permanentemente enterrado
próximo ao duto. Os eletrodos de referência devem ser calibrados periodicamente.
7.3.2.2 O circuito de medição de potencial deve ter uma resistência de entrada mínima de
100 MΩ. O sistema de controle eletrônico deve ter uma precisão de ± 10 mV e ser provido
com ajustes de voltagem e de circuitos de limitação de corrente, assim como pode ter
alarmes para proteger o duto contra polarização fora do critério estabelecido, no caso de
falha do eletrodo de referência. Um medidor de painel pode ser fornecido para leitura do
potencial tubo-solo.
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7.3.3.1 A fonte pode ser provida com controle de corrente para ajustar a corrente para o
duto.
7.3.3.2 O controle automático de corrente não deve ser usado sozinho para ajustar o fluxo
de corrente onde a umidade do solo ou outras variações próximas ao duto possam causar
variações no potencial.
8.1.1 Os sistemas de PC por corrente galvânica devem ser considerados para dutos de
pequeno diâmetro ou para pequenos trechos de dutos de maior diâmetro revestido com
revestimentos de alta qualidade em solos de baixa resistitividade, em água, em pântanos e
em solos alagados.
8.1.2 A utilização dos anodos galvânicos também pode ser considerada nas condições a
seguir:
8.1.4 Os anodos galvânicos devem ser distinguidos pelo tipo de material (nome comercial),
pela massa dos anodos (sem o enchimento) e pelo número do lote de produção.
8.1.5 Deve estar disponível (ser fornecida) toda a documentação constando o número, tipo,
massa, dimensões, análise química e dados de eficiência dos anodos.
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8.2.2 Podem ser utilizadas outras ligas desde que comprovadas e documentadas sua
eficiência em solos similares.
8.2.3 Os anodos de zinco não podem ser utilizados se a resistividade do eletrólito for maior
que 3 000 Ω.cm, enquanto não forem avaliados e testados em campo e sejam confirmados
que atendem aos requisitos de projeto.
8.3.2 Podem ser utilizadas outras ligas desde que comprovadas e documentadas sua
eficiência em solos similares.
8.3.3 Os anodos de magnésio não podem ser utilizados se a resistividade do eletrólito for
maior que 15 000 Ω.cm enquanto não forem avaliados e testados em campo e sejam
confirmados que atendem aos requisitos de projeto.
8.4.1 O enchimento para anodos galvânicos podem ser constituídos por uma mistura de
gesso, bentonita e sulfato de sódio.
8.5.1 Os cabos dos anodos galvânicos devem ser conectados aos dutos através de uma
caixa de ligação ou “shunt” incorporado ao circuito dentro da caixa.
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9 ACEITAÇÃO DO PROJETO
_____________
/ANEXO A
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Cj 1 Cj 2 Cj 3
E M M E
C C C
L1 L2 L3 L4
A-2 A metodologia aqui apresentada está baseada nas leis de atenuação de potencial e de
corrente e assume as seguintes condições:
1 n−1 ρ i+1 + ρ i
ρ FAIXA = x ∑ x (km i+1 − km i )
L i=1 2
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Onde:
L = extensão de faixa onde foram feitas as medições, dentro da influência do
conjunto de retificadora/leito de anodos, em km;
ρi = resistividade elétrica do eletrólito no ponto i, obtida conforme a norma
PETROBRAS N-2245, em Ω.cm;
Kmi = quilometragem do ponto i, em km;
n = número de medições efetuadas.
r
a (cons tan te de atenuação do duto, em 1/ km ) = .
Rt
Onde:
Re 1
Rt (resistência transversal do duto, Ω.km) = x
Π x D 1 000
Onde:
D = diâmetro externo do duto, em m;
Re = resistência específica do revestimento, em Ω.m2, em função da qualidade
do revestimento da resistividade elétrica media da faixa (ver TABELA A-1),
calculada como:
ρ aço
r (resistência linear do duto, em Ω/km) = x 1 000
Π xDxe
Onde:
ρaço = 1,8 x 10-7, em Ω.m;
e = espessura da parede do duto, em m;
D = diâmetro externo do duto, em m.
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O cálculo da corrente para cada conjunto de retificador/leito de anodos deve ser realizado
de forma similar à apresentada no exemplo dos conjuntos Cj1, Cj2 e Cj3 da FIGURA A-1:
0,3 L 2
I1 = senh (a x L 1 ) + senh a x
RC 2
0,3 L2 L
I2 = senh a x + senh a x 3
RC 2 2
0,3 L3
I3 = senh a x + senh (a x L 4 )
RC 2
A-7 5º Passo - Definição da Corrente (A) Nominal do Retificador de cada Leito de Anodos
A-8.1.1 A massa líquida mínima requerida de material dos anodos (M, em kg) é dada pela
seguinte fórmula:
D x T x IN
M=
0,9
Onde:
D = taxa de desgaste do anodo segundo o item 7.2.4.2, em kg/A.ano;
T = tempo de vida do SPC, em anos, que deve ser igual a prevista para o duto
ou diferente, quando assim determinada pela PETROBRAS;
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A-8.1.2 O número mínimo (n1) de anodos por esse critério é calculado da seguinte forma:
M
n1 =
P
Onde:
M = massa líquida mínima requerida, em kg;
P = massa líquida do anodo, em kg.
Ia = S x i
Onde:
S = área da superfície externa do anodo, em m2;
i = densidade de conrrente do anodo, segundo o item 7.2.4.2, em A/m2.
A-8.2.2 O número mínimo (n2) de anodos por esse critério é calculado da seguinte forma:
IN
n2 =
Ia
Onde:
IN = corrente nominal do retificador, em A.
Onde:
RDUTO = resistência do trecho de duto influenciado pelo conjunto de
retificador/leito de anodos, em Ω;
RCABO = resistência dos cabos elétricos positivo e negativo, em Ω;
RLEITO = resistência do leito de anodos, em Ω.
R DUTO = R C x coth(al)
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R L1 = R C x coth(aL 1 )
L
R L 2 / 2 = R C coth a 2
2
− R CABO = L d x
R k1
+ Lp +
(n − 1) x s x R k 2
1 000 2 1 000
Onde:
Ld = comprimento do cabo negativo (do retificador ao duto), em m;
Rk1 = resistência específica equivalente do cabo do circuito negativo, conforme
norma ABNT NBR 5111, em Ω/km;
Lp = comprimento do cabo positivo (do retificador ao primeiro anodo do leito),
em m;
n = número de anodos;
s = espaçamento entre anodos, em m;
Rk2 = resistência específica equivalente do cabo do circuito positivo, conforme
norma ABNT NBR 5111, em Ω/km; se forem usados 2 cabos positivos,
dividir Rk2 por 2.
Onde:
ρLEITO = resistividade média do solo na área de instalação do leito de anodos,
obtida conforme a norma PETROBRAS N-2245, em Ω.cm;
n = número de anodos do leito;
L = comprimento da camisa do anodo ou de seu próprio comprimento, quando
a instalação não possuir enchimento, em cm;
d = diâmetro da camisa do anodo ou seu próprio diâmetro, quando a
instalação não possuir enchimento, em cm;
s = espaçamento entre anodos, em cm.
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ρ LEITO 4 x L2 + 4 x L S 2 + L2 S S 2 + L2
R LEITO = x 1n + − − 1
2xΠ xL dxs L L
Onde:
ρLEITO = resistividade média do solo na área de instalação do leito de anodos,
obtida conforme a norma PETROBRAS N-2245, em Ω.cm;
L = comprimento total do leito, em cm;
d = diâmetro do leito, em cm;
S = dobro da profundidade de instalação do leito, em cm.
A-10 8º Passo - Definição da Tensão (V) Nominal do Retificador de cada Leito de Anodos
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ÍNDICE DE REVISÕES
REV. A e B
Não existe índice de revisões.
REV. C
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas
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IR 1/1
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Membros
_____________