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Norma de Proteção Catódica para Dutos Terrestres

Este documento estabelece requisitos técnicos e práticas recomendadas para projetos de sistemas de proteção catódica por corrente impressa e galvânica para dutos terrestres de petróleo e gás. Ele descreve os objetivos, documentos relacionados, símbolos, definições e requisitos para projetos de proteção catódica de dutos enterrados visando prevenir a corrosão.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
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Norma de Proteção Catódica para Dutos Terrestres

Este documento estabelece requisitos técnicos e práticas recomendadas para projetos de sistemas de proteção catódica por corrente impressa e galvânica para dutos terrestres de petróleo e gás. Ele descreve os objetivos, documentos relacionados, símbolos, definições e requisitos para projetos de proteção catódica de dutos enterrados visando prevenir a corrosão.
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N-2171 REV.

C JAN / 2005

PROJETO DE SISTEMA DE
PROTEÇÃO CATÓDICA
- DUTO TERRESTRE

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


CONTEC deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve
Comissão de Normas ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo
Técnicas Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 15 CONTEC - Subcomissão Autora.

Proteção Catódica
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. – PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa
autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação
pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades
cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de
Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e
as suas Subsidiárias) e homologadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a
revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para
ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em
conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 24 páginas e Índice de Revisões


N-2171 REV. C JAN / 2005

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa os requisitos mínimos a serem observados na elaboração de projeto
(incluindo dimensionamento) de sistemas de proteção catódica por corrente impressa e por
corrente galvânica para duto terrestre.

1.2 No caso de tubulação sujeita a correntes de interferência deve ser dado um tratamento
específico de combate a tais correntes, para aplicação desta Norma.

1.3 Esta Norma é aplicável a dutos terrestres de aço-carbono e aço inoxidável. Pode
também ser aplicada às partes terrestres de seções de dutos submarinos protegidos por
sistema de proteção catódica para instalações terrestres.

1.4 Esta Norma pode ser aplicada à recuperação, modificações e reparos realizados em
sistemas de proteção catódica de dutos existentes.

1.5 Esta Norma se aplica a procedimentos iniciados a partir da data de sua edição.

1.6 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir contêm prescrições válidas para a presente Norma.

PETROBRAS N-420 - Anodos de Ligas de Ferro-Silício e


Ferro-Silício-Cromo;
PETROBRAS N-1489 - Anodos de Grafite;
PETROBRAS N-1732 - Anodos de Liga de Zinco;
PETROBRAS N-1783 - Anodos de Liga de Magnésio;
PETROBRAS N-1983 - Apresentação de Projeto de Sistema de Proteção
Catódica;
PETROBRAS N-2098 - Inspeção de Duto Terrestre em Operação;
PETROBRAS N-2245 - Levantamento de Dados de Campo para Projeto de
Proteção Catódica - Dutos Terrestres;
PETROBRAS N-2298 - Construção e Montagem de Sistema de Proteção
Catódica Por Corrente Impressa - Dutos Terrestres;
PETROBRAS N-2608 - Retificadores para Proteção Catódica;
PETROBRAS N-2801 - Inspeção de Sistemas de Proteção Catódica de Dutos
Terrestres;
ABNT NBR 5111 - Fios de Cobre Nu de Seção Circular para Fins
Elétricos;
ISO 8044 - Corrosion of Metals and Alloys - Basic Terms and
Definition;
ISO 13623 - Petroleum and Gas Industries - Pipeline Transportation
Systems;
ISO 13847 - Petroleum and Gas Industries - Pipeline Transportation
Systems - Welding of Pipelines;

2
N-2171 REV. C JAN / 2005

ASTM C 97-89 - Standard Test Method for Laboratory Evaluation of


Magnesium Sacrificial Anode Test Specimens for
Underground Applications;
IEC 60529 - Degree of Protection Provided by Enclosures;
IEC 60529-14 - Electrical Installations in Hazardous Areas;
NACE RP0169 - Control of External Corrosion on Underground or
Submerged Metallic Piping Systems;
NACE TM0497 - Measurement Techniques Related to Criteria for
Cathodic Protection on Underground or Submerged
Metallic Piping Systems Item No. 21231.

3 SÍMBOLOS OU SIGLAS

CA - Corrente Alternada;
CC - Corrente Contínua;
CST - Trincamento por Corrosão sob Tensão;
ρ - Resistividade Elétrica do Solo (Ω.cm);
PC - Proteção Catódica.

4 DEFINIÇÕES

Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 4.1 a 4.22.

4.1 Anodo Galvânico

Eletrodo que provê a corrente para a proteção catódica por meio de ação galvânica.

4.2 Anodo Inerte

Eletrodo que provê a corrente para a proteção catódica por meio de corrente impressa.

4.3 Cupom

Amostra metálica representativa do material, de área de superfície conhecida, para


quantificar a extensão da corrosão ou a efetividade da proteção catódica aplicada.

4.4 Dispositivo Desacoplador de Corrente Contínua

Dispositivo protetor que conduz corrente quando o nível de tensão limite pré-determinada é
excedida.

4.5 Eletrodo de Referência

Eletrodo cujo potencial a circuito aberto é constante sob condições similares de medição e
que é usado para medir o potencial estrutura-eletrólito.

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N-2171 REV. C JAN / 2005

4.6 Enchimento para Anodos

Material com baixa resistividade, que pode reter umidade e que envolve um anodo enterrado
com a finalidade de reduzir a resistência efetiva do anodo ao eletrólito e evitar sua
polarização.

4.7 Estação de Corrente Impressa

Estação que abriga os equipamentos responsáveis por prover a proteção catódica por meio
de corrente impressa.

4.8 Estação de Monitoramento

Instalação onde são realizadas medições e testes para os dutos enterrados.

4.9 Interligação Elétrica

Metal condutor, geralmente cobre, que conecta 2 pontos na mesma estrutura ou diferentes
estruturas, com a finalidade de fazer a continuidade elétrica entre estes pontos.

4.10 Junta de Isolamento Elétrico ou Junta Isolante

Acessório isolante elétrico instalado entre 2 trechos de duto, para prover descontinuidade
elétrica entre estes trechos. Por exemplo: junta tipo convencional (instalada em par de
flanges) ou tipo monobloco.

4.11 Leito de Anodos

Sistema de anodos galvânicos ou inertes enterrados ou imersos.

4.12 Ponto de Drenagem

Localização da conexão do cabo negativo à estrutura protegida, através do qual a corrente


protetora retorna à sua fonte.

4.13 Potencial Instantâneo “ON”

Potencial medido entre o eletrólito e a estrutura imediatamente após todas as fontes de


corrente de proteção catódica serem ligadas.

4.14 Potencial Livre da Queda IR (Potencial de Polarização)

Potencial da estrutura medido sem o erro de tensão causado pela queda ôhmica da corrente
de proteção ou alguma outra corrente.

4
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4.15 Potencial “ON”

Medida de potencial tubo-solo quando o sistema de proteção catódica está operando


continuamente, ou seja, potencial medido com a queda ôhmica IR presente no solo.

4.16 Potencial “OFF”

Medida de potencial estrutura-eletrólito imediatamente após a interrupção de aplicação da


corrente de todas as fontes de proteção catódica que influenciam no potencial do duto no
local da medição, ou seja, potencial medido livre da queda ôhmica.

Nota: Este potencial é normalmente medido imediatamente após o sistema de proteção


catódica ser desligado e o fluxo de corrente elétrica aplicada ser interrompido.
Esta medição deve ser realizada antes que ocorra a despolarização.

4.17 Potencial de Proteção - PC

Potencial estrutura-eletrólito para o qual a taxa de corrosão é desprezível.

4.18 Queda Ôhmica IR

Queda de tensão no solo devido à passagem de corrente elétrica, medida entre a


semi-célula de referência e a superfície metálica do duto, de acordo com a lei de Ohm.

4.19 Sistema de Proteção Catódica - SPC

Sistema que consiste de fonte de corrente contínua e de anodo com a finalidade de prover
corrente de proteção a uma estrutura metálica.

4.20 Sistema de Proteção Catódica por Corrente Impressa

Sistema que prove PC por meio de corrente impressa.

4.21 Sistema de Proteção Catódica por Corrente Galvânica

Sistema que prove PC por meio de corrente galvânica.

4.22 Terra Remoto

Região do solo no qual nenhuma tensão mensurável, causada por fluxo de corrente, ocorre
entre 2 pontos.

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5 REQUISITOS DE PROJETO

5.1 Condições Gerais

5.1.1 Para novos projetos de dutos, o dimensionamento do SPC deve ser parte do projeto
total do duto e do gerenciamento da corrosão. Devem ser também incluídos os detalhes do
isolamento do duto (por exemplo, a localização da junta de isolamento) e o sistema de
revestimento protetor.

5.1.2 O projeto, fabricação, instalação e pré-operação do SPC para duto terrestre deve ser
executado conforme a norma PETROBRAS N-2298 e por pessoal técnico experiente e
qualificado.

5.2 Informações de Projeto

Ao projetar um SPC, devem ser coletadas e consideradas as informações técnicas a seguir:

a) informação detalhada do duto a ser protegido, tais como: comprimento,


diâmetro, espessura de parede, tipo e grau do material, revestimento protetor,
perfil de temperatura de operação e pressão de projeto;
b) produtos a serem transportados;
c) tempo de vida útil requerido para o SPC;
d) desenhos relevantes da rota do duto, mostrando os SPC existentes, existência
de estruturas/dutos de terceiros etc.;
e) condição ambiental de operação dos equipamentos de PC;
f) detalhes topográficos e condições do solo, inclusive sua resistividade elétrica;
g) condições climáticas;
h) possibilidade de atividade de correntes telúricas;
i) localização, rota e nível de tensão das linhas de alta e média tensão aéreas e
enterradas;
j) localização das válvulas e estações reguladoras;
k) cruzamento de estrada de ferro, metroviária, rodovia, travessia de rios, etc.;
l) tubos-camisa que permaneçam após a construção;
m) tipos de solos dos leitos dos dutos;
n) tipos e localização das juntas isolantes;
o) características do sistema de tração elétrica adjacente (correntes alternadas ou
correntes contínuas), tais como: sub-estações e suas tensões operacionais e
polaridades e outras fontes de interferência;
p) tipos e localização de sistemas de aterramento;
q) disponibilidade de fornecimento de energia;
r) pH do solo e presença de bactérias que possam causar corrosão;
s) tipos de comunicação e localização de sistemas de telemetria na vizinhança
que possam ser utilizados por monitoração remota;
t) grau de vandalismo da faixa do duto.

5.3 Critérios para Proteção Catódica

Os critérios de PC devem ser os estabelecidos na norma PETROBRAS N-2801.

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N-2171 REV. C JAN / 2005

5.4 Levantamentos de Dados Preliminares

5.4.1 Deve ser realizado um levantamento de dados antes de se iniciar a elaboração do


projeto de PC. Informações obtidas durante as pesquisas preliminares relevantes ao traçado
do duto proposto, podem ser usadas desde que a data e a fonte de tais levantamentos
sejam documentadas. Se a área a ser levantada for afetada por mudanças sazonais, estas
mudanças devem ser levadas em consideração no projeto, assim como, devem ser
consideradas as condições mais severas com respeito ao solo.

5.4.2 Os valores de resistividade do solo devem ser obtidos de acordo com a norma
PETROBRAS N-2245, na profundidade do duto prevista em projeto, ao longo da rota onde o
duto deve ser instalado e a várias profundidades onde o leito de anodos for instalado. A
quantidade de medições a serem realizadas deve ser baseada nas condições locais do solo.
Mais medições devem ser realizadas se existirem mudanças nas características do solo.

5.4.3 Se as condições de corrosão previamente conhecidas são devidas à atividade


bacteriana, devem ser previstas ações apropriadas, que podem incluir análises químicas e
bacterianas do solo.

5.4.4 Devem ser investigadas possíveis fontes de corrente de interferência CC ou CA,


devendo ser incluídas no projeto as medidas a serem tomadas para eliminação do efeito
dessas correntes.

5.4.5 Devem ser identificados os locais onde haja linhas de transmissão CA de alta ou
média tensão ou sistemas elétricos ferroviários e metroviários, que cruzem ou sigam em
paralelo ao duto a ser projetado.

5.5 Isolamento Elétrico

5.5.1 Devem ser instaladas juntas isolantes aéreas nas extremidades do duto, em
derivações para ramais e entre dutos protegidos catodicamente e instalações não
protegidas.

5.5.2 Recomenda-se, adicionalmente, instalar juntas entre seções de dutos com diferentes
sistemas de revestimentos. [Prática Recomendada]

5.5.3 Em dutos novos devem ser usadas juntas de isolamento do tipo monobloco. Cada
junta deve ser provida com pontos de teste.

5.5.4 Sistemas ou instrumentos de aterramento e o SPC devem ser compatíveis entre si. As
juntas de isolamento elétrico devem ser protegidas usando aterramento ou supressores de
transiente.

5.5.5 As juntas de isolamento devem ser revestidas internamente em uma extensão


suficiente a evitar a corrosão por corrente de interferência. Todos os materiais dos selos,
revestimentos e isolamentos devem ser resistentes aos produtos transportados.

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N-2171 REV. C JAN / 2005

5.5.6 A resistência elétrica da junta isolante deve ser maior que 10 MΩ, medida
a 1 000 Vcc ao ar seco antes da instalação.

5.5.7 No caso de não ser possível o uso de juntas de isolamento monobloco em dutos
existentes, o isolamento elétrico deve ser realizado por conjunto para isolamento de flange.
Tal conjunto deve ser protegido contra a entrada de sujeira e umidade pela instalação de
flange protetor ou fita protetora.

5.5.8 O duto protegido por PC deve ser eletricamente isolado dos sistemas de aterramentos
comuns para evitar deficiências na PC do duto. Entretanto, o isolamento não é necessário
se forem tomadas as medidas que assegurem que a corrente de proteção adequada está
sendo injetada no sistema de dutos para compensar efeitos galvânicos de outros sistemas.

5.6 Aterramento Elétrico

5.6.1 Por razões de segurança pessoal e integridade do duto, deve ser requerido o
aterramento elétrico do duto protegido catodicamente ou de seus acessórios.

5.6.2 Deve ser feito aterramento elétrico, caso seja requerido, de forma compatível com o
SPC através da instalação de células de polarização ou circuitos de diodos (adequadamente
especificados e calculados para o propósito em questão), no circuito de aterramento ou
através da instalação de eletrodos de aterramento, feitos de zinco ou aço galvanizado,
enterrado em solo de baixa resistividade e não em continuidade elétrica direta com outros
sistemas de aterramento.

5.6.3 No caso do aterramento ser instalado para minimizar o efeito das voltagens
alternadas induzidas no duto, isto pode ser feito em locais onde o cálculo for executado
antecipadamente ou onde as medidas de voltagem para a terra são mais altas e onde o duto
estiver exposto e puder ser tocado pelo pessoal.

5.7 Continuidade Elétrica

Se a PC for aplicada em duto não soldado, a continuidade do duto deve ser garantida. Isto
deve ser feito por meio da instalação de ligações permanentes através de conectores de alta
resistência mecânica e métodos de fixação aceitáveis. A continuidade do duto não soldado
deve ser verificada realizando-se medidas de resistência e de potencial.

6 DIMENSIONAMENTO

6.1 A demanda de corrente total para dutos novos, Itot, deve ser determinada pela avaliação
dos parâmetros de projeto e/ou por experiência prévia de sistemas similares utilizando a
equação:

Itot = i x n x 2 x Π x r x L

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Onde:
Itot = corrente total de proteção, em mA;
i = densidade de corrente de projeto para aço nu, em mA/m2;
n = fator de falha do revestimento;
r = raio externo do duto, em m;
L = comprimento do duto, em m;
Π =

6.2 A TABELA 1 apresenta os valores dos efeitos combinados de densidade de corrente de


projeto “i” e do fator de falha do revestimento “n”, que podem ser utilizados se dados de
experiência prévia relevante não estiverem disponíveis. O fator de falha do revestimento “n”
inclui os efeitos do revestimento de fábrica e um revestimento compatível da junta de
campo.

TABELA 1 - DENSIDADE DE CORRENTE DE PROJETO “i x n” PARA AÇOS EM


SOLOS, COM VÁRIOS DUTOS REVESTIDOS E PARA USO EM
PROJETOS DE SISTEMAS DE PC PARA TEMPERATURA DE
OPERAÇÃO ≤ 30 °C

Densidade de Corrente de Projeto


mA/m2
Tipo de Revestimento
10 Anos de Vida 20 Anos de Vida 30 Anos de Vida
de Projeto de Projeto de Projeto
Asfalto/coal tar
0,4 0,6 0,8
Fita aplicada a frio
Epóxi Curado Termicamente
0,4 0,6 0,9
(FBE) Epóxi Líquido
Polietileno tripla camada
0,08 0,1 0,4
Polipropileno tripla camada
- para vida de projeto maior de que 30 anos deve ser usado um fator maior
correspondente;
- é assumido que a construção e operação do duto é conduzida de forma a minimizar os
danos no revestimento;
- para dutos operando a temperaturas elevadas, os valores de corrente devem ser
aumentados em 25 % para cada aumento de 10 ºC na temperatura de operação acima de
30 ºC;
- podem ser usados valores alternativos de corrente de projeto se forem confiáveis e
devidamente documentados; [Prática Recomendada]
- os requisitos de corrente também são dependentes do teor de oxigênio e da resistividade
do solo.

6.3 Para a determinação da corrente requerida para dutos já existentes, sem PC, onde a
condição atual do revestimento for desconhecida, deve ser realizado teste de injeção de
corrente conforme a norma PETROBRAS N-2245.

6.4 O SPC pode ser projetado, de tal maneira que, o aumento da corrente exigida devido à
deterioração progressiva do revestimento possa ser possível através da instalação de PC
adicional.

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Nota: Deve ser levado em consideração o risco de ocorrência de descolamento de


revestimento do duto ao longo de sua vida operacional do duto e a possibilidade
de ocorrer corrosão devido à blindagem da corrente de PC. Entre os exemplos
típicos onde isto pode ocorrer incluem potenciais excessivamente negativos e
casos de movimentação de solos.

6.5 O ANEXO A apresenta um dimensionamento típico de um SPC por corrente impressa,


baseado nas leis de atenuação de potencial e de corrente.

Notas: 1) O cálculo da corrente necessária à PC é uma alternativa à apresentada nos


itens 6.1 e 6.2.
2) O ANEXO A (Capítulo A-5) apresenta, também, uma forma estimativa para
distribuição dos conjuntos de retificador/leito de anodos.

6.6 Tipo de Sistema de Proteção Catódica e Seleção de Locais

6.6.1 Considerações Gerais

6.6.1.1 A PC dos dutos deve ser efetuada, preferencialmente, através da instalação de


sistemas por corrente impressa. Como alternativa, a PC pode ser efetuada através de
sistema por corrente galvânica. As limitações do uso de anodos galvânicos podem ser
verificadas no Capítulo 8.

6.6.1.2 Os locais para os SPC por corrente impressa devem levar em consideração os
seguintes fatores:

a) disponibilidade do fornecimento de energia;


b) resistividade do solo na área prevista para colocação do leito de anodos;
c) possíveis problemas de distribuição de corrente e efeitos de blindagens
causadas pelo aparecimento de rochas na superfície do solo, alta resistividade
do solo, vizinhança a outras estruturas, características geológicas não
uniformes, entre outros problemas;
d) impacto do SPC em outros já existentes ou a ser futuramente instalado, da
PETROBRAS ou de terceiros;
e) facilidade de acesso para a instalação de retificadores e pontos de teste;
f) distância suficiente entre o local a ser instalado o leito de anodo proposto e o
duto a ser protegido para obtenção da distribuição de corrente adequada ao
longo do duto;
g) existência de áreas classificadas como perigosas (vandalismo) ao longo de
toda a extensão do duto;
h) existência de fontes de correntes de interferência.

6.6.2 Proteção Catódica para Dutos Isolados Termicamente

6.6.2.1 Os sistemas de isolamento térmico são geralmente definidos como sistemas de


revestimento que incluem, além do revestimento anticorrosivo, uma outra camada cujo
propósito específico é promover o isolamento térmico ou que consiste em uma camada
simples de material elastomérico, como por exemplo borracha ou poliuretano, que promove
tanto a proteção anticorrosiva quanto o isolamento térmico.

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6.6.2.2 A necessidade e o tipo de PC para dutos isolados termicamente dependem de uma


avaliação adicional que devem levar em consideração os seguintes fatores:

a) materiais para isolamento térmico, tal como: a espuma de poliuretano tem alta
resistência elétrica e, provavelmente, mesmo encharcada, a PC do aço do duto
seria insuficiente devido ao efeito de blindagem do isolamento térmico; em tais
casos, devem ser considerados métodos alternativos para o controle da
corrosão;
b) instalação de um SPC, unicamente para a proteção do isolamento do duto;
normalmente é difícil de ser justificada, a menos que exista uma preocupação
de que o isolamento térmico possa vir a sofrer danos mecânicos significativos
expondo o duto diretamente ao solo;
c) se existir um SPC próximo ao duto isolado, com capacidade suficiente, este
pode ser considerado para interligar ao duto;
d) o isolamento térmico evita o aterramento natural de altas voltagens induzidas
por linhas de transmissão nas vizinhanças do duto; se não forem tomados os
devidos cuidados quanto ao aterramento do duto nas vizinhanças de voltagens
induzidas, pode ocorrer variações de potencial em uma extensão considerável
do duto podendo acarretar em um processo corrosivo no duto e/ou risco às
pessoas que estiverem em contato direto com este duto.

Nota: Os potenciais de PC, medidos em dutos isolados termicamente, muito


provavelmente não são indicativos dos potenciais existentes na interface
metal/eletrólito sob o revestimento. Por isto, estes potenciais não devem ser
utilizados para determinar a eficiência da PC no duto. Neste caso, deve ser
utilizado outro método para verificar a integridade do duto.

7 SISTEMAS DE CORRENTE IMPRESSA

7.1 Fonte de Energia

7.1.1 A fonte de tensão CC pode ser um retificador, alimentado por energia elétrica CA,
porém fontes alternativas de tensão podem ser consideradas. Antes de especificar a fonte
de tensão contínua, deve ser levado em consideração o seguinte:

a) disponibilidade e tipo de conexão para a fonte de corrente alternada;


b) tipo de retificador;
c) instrumentos de medição como, por exemplo, voltímetros, amperímetros, e
outros;
d) tipos de refrigeração;
e) tipo de controle de saída;
f) necessidade de instalação de um interruptor de corrente;
g) requisitos elétricos e de segurança para os equipamentos;
h) necessidade de proteção de surto de tensão CA e CC;
i) necessidade de proteção ambiental e abrigos;
j) componente CA na voltagem de saída CC (fator de “ripple” aceitável);
k) detalhes de identificação e dados de placa dos equipamentos.

7.1.2 Os gradientes de voltagem no solo próximo aos leitos de anodos podem ser perigosos
para pessoas e animais.

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7.1.3 Em geral, deve ser evitada voltagem maior do que 50 V na saída do retificador. Caso
isto não possa ser evitado, devem ser verificadas as prováveis conseqüências com respeito
à segurança.

7.1.4 Os retificadores devem ser especificamente projetados para o serviço de PC e devem


ser adequados à operação contínua em condições normais de serviço.

7.1.5 Os retificadores devem ser fornecidos conforme a norma PETROBRAS N-2608 e, na


escolha do tipo do retificador, deve ser considerado o seguinte:

a) para ambientes corrosivos, o retificador deve ser do tipo imerso em óleo;


b) para instalação em áreas classificadas, o retificador deve ser do tipo imerso em
óleo e atender aos requisitos indicado na norma PETROBRAS N-2608;
c) para as demais condições, deve ser utilizado o tipo a ar.

7.2 Leitos de Anodos

7.2.1 Condições Gerais

7.2.1.1 Os leitos de anodos dos SPCs por corrente impressa podem ser do tipo profundo ou
superficial e devem ser projetados e alocados conforme os seguintes requisitos:

a) a massa e qualidade do material devem atender à vida útil de projeto do SPC;


b) a resistência para a terra remota de cada leito deve permitir uma demanda de
corrente máxima de tal forma que a tensão calculada seja de 70 % ou menos
da capacidade de tensão da fonte de CC durante a vida útil de projeto do SPC;
o cálculo deve ser feito considerando um leito de anodo novo;
c) evitar as interferências prejudiciais provenientes de estruturas enterradas
vizinhas.

7.2.1.2 Na escolha da localização e do tipo de leito a ser instalado, devem ser considerados
os seguintes fatores:

a) condições do solo e variação da resistividade com a profundidade;


b) nível do lençol freático;
c) evidências de variações extremas nas condições do solo de estação para
estação;
d) natureza do terreno;
e) blindagem (especialmente para dutos paralelos);
f) probabilidade de danos devido à intervenção de terceiros;
g) fácil acesso ao local de instalação do equipamento;
h) proximidade de redes elétricas até 34,5 kVca, para retificadores.

7.2.2 Leito de Anodos Profundos

7.2.2.1 Os leitos de anodos profundos podem ser utilizados nas seguintes condições:

a) quando as condições do solo forem mais adequadas na profundidade do que


na superfície do solo;

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b) onde houver risco de blindagem pelos dutos adjacentes ou outras estruturas


enterradas;
c) onde o espaço disponível para o leito de anodos superficial for limitado;
d) onde houver risco de correntes de interferência sendo geradas nas instalações
vizinhas.

7.2.2.2 No detalhamento do projeto deve ser incluído um procedimento para perfuração do


poço profundo, estabelecendo a resistividade do solo a várias profundidades,
complementando com a perfuração e o método de instalação dos anodos e do enchimento
condutivo.

7.2.2.3 O projeto de perfuração e construção do leito profundo devem ser executado de


forma a evitar que ocorram indesejáveis transferências de água entre diferentes formações
geológicas e a contaminação do estrato básico.

7.2.2.4 Quando necessário, devem ser utilizados tubo-camisa metálicos para a realização
da perfuração do leito de anodos. O tubo-camisa metálico deve ser isolado eletricamente de
qualquer estrutura na superfície.

Nota: O tubo-camisa metálico promove, somente temporariamente, a estabilização do


furo de perfuração pois o metal que está sendo consumido pelo fluxo de corrente
contínua.

7.2.2.5 Se a estabilização mencionada no item 7.2.2.3 for requerida deve ser utilizado
tubo-camisa não metálico perfurado.

7.2.2.6 No cálculo da resistência do leito de anodos, os dados de resistividade do solo


correspondentes à profundidade no ponto médio do comprimento ativo devem ser utilizados,
devendo, também, ser levada em consideração a possibilidade de solos de múltiplas
camadas com diferenciais significativos de resistividades.

7.2.2.7 Os leitos de anodos profundos devem ser providos de “vent” adequado para os
dutos de forma a prevenir a retenção de gás entre os anodos e o enchimento de anodos
condutor. Este “vent” deve ser fabricado de material não metálico e resistente à cloretos.

7.2.3 Leitos de Anodos Superficiais

7.2.3.1 Os leitos de anodos superficiais devem ser utilizados nas seguintes condições:

a) quando os valores de resistividade próximos à superfície forem mais


adequados do que os valores de resistividade de um leito profundo;
b) se não houver risco de blindagem nos dutos adjacentes ou outras estruturas
enterradas;
c) quando houver espaço disponível para leito de anodo superficial;
d) se não houver risco de correntes de interferência sendo geradas em
instalações adjacentes.

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7.2.3.2 Os leitos de anodos superficiais podem ser instalados verticalmente ou


horizontalmente. Em ambos os casos, o ponto do enchimento de anodos onde a
condutividade for mais alta não deve estar a menos que 1 m do nível da superfície.

7.2.3.3 No cálculo da resistência do leito de anodos, devem ser utilizados os dados de


resistividade do solo correspondentes à linha de centro (leito de anodo horizontal) ou ponto
médio (leito de anodo vertical) dos anodos, devendo também ser considerada a
possibilidade de solos de múltiplas camadas de diferentes resistividades.

7.2.3.4 Os anodos verticais devem ser instalados e alinhados perpendicularmente ao eixo


do duto. A distância mínima entre anodos deve ser igual a 2 vezes o comprimento de sua
camisa ou de seu próprio comprimento, quando a instalação não possuir enchimento.

7.2.4 Anodos Inertes e Enchimento Condutivo

7.2.4.1 O material para os anodos inertes deve ser escolhido da listagem a seguir:

a) liga de ferro-silício, devendo ser usada ligas de ferro-silício-cromo em os solo


com alto teor de cloretos;
b) magnetita;
c) grafite;
d) titânio com óxido de metal;
e) titânio/nióbio platinizado;
f) polímeros condutivos;
g) aço.

7.2.4.2 O SPC deve ser dimensionado utilizando-se os anodos, conforme indicado na


TABELA 2 ou outro tipo, desde que aprovados pela PETROBRAS.

TABELA 2 - CARACTERÍSTICAS PARA APLICAÇÃO DE ANODOS

Densidade de
Desgaste Tipo de Eletrólito na
Tipo de Anodo Corrente Máx.
(kg/A.ano) Faixa do Leito
(A/m2)
Fe-Si-Cr 0,4 10 Qualquer eletrólito
Grafite 0,4 3 Isento de cloretos
Ti com óxido de metal desprezível 100 Qualquer eletrólito
Titânio/nióbio platinizado desprezível 100 Qualquer eletrólito

7.2.4.3 Os anodos devem ser instalados com enchimento, conforme norma PETROBRAS
N-2298, quando a resistividade média da faixa do leito de anodos tiver valor superior a
3 000 Ω.cm.

7.2.4.4 Os anodos de grafite devem atender a norma PETROBRAS N-1489.

7.2.4.5 Os anodos de Fe-Si-Cr devem atender a norma PETROBRAS N-420.

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7.2.4.6 Podem ser utilizados materiais alternativos desde que seus desempenhos, nas
condições de operação específicas, sejam confiáveis e documentados. [Prática
Recomendada]

7.2.4.7 O material, as dimensões e a massa dos anodos devem ser capazes de


fornecer 125 % da corrente de saída requerida pelo anodo conforme o projeto do SPC.

7.2.4.8 Materiais condutivos à base de carbono (moinha de coque) e outros devem ser
usados a menos que as condições do solo dêem uma resistência ao solo satisfatória, sendo
esperado que o solo seja homogêneo e o consumo dos anodos uniforme.

7.3 Distribuição e Controle da Corrente de Saída

A corrente de saída deve ser controlada pela voltagem de saída do retificador e os


potenciais eletroquímicos correspondentes medidos ao longo do duto.

7.3.1 Distribuição de Corrente para Dutos Múltiplos

7.3.1.1 Onde houver mais de um duto a ser protegido catodicamente, a corrente de retorno
dos dutos pode ser independentemente ajustada. Neste caso, os dutos devem ser isolados
um do outro e providos com uma conexão negativa individual conectada à fonte de corrente.

7.3.1.2 Podem ser instalados resistores nos cabos negativos para balancear
individualmente a corrente de cada duto adjacente. Cada cabo deve ser provido com um
“shunt” e diodo para evitar influência mútua das tubulações durante as medições do
potencial “ON-OFF”.

7.3.1.3 Todos os cabos, diodos e instrumentos para medição da corrente podem ser
instalados em uma caixa de distribuição ou cabine de retificador-transformador.

7.3.2 Controle Automático do Potencial

7.3.2.1 A fonte de voltagem contínua pode ser provida com um controlador automático de
potencial, que deve ser ligado a um eletrodo de referência permanentemente enterrado
próximo ao duto. Os eletrodos de referência devem ser calibrados periodicamente.

7.3.2.2 O circuito de medição de potencial deve ter uma resistência de entrada mínima de
100 MΩ. O sistema de controle eletrônico deve ter uma precisão de ± 10 mV e ser provido
com ajustes de voltagem e de circuitos de limitação de corrente, assim como pode ter
alarmes para proteger o duto contra polarização fora do critério estabelecido, no caso de
falha do eletrodo de referência. Um medidor de painel pode ser fornecido para leitura do
potencial tubo-solo.

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N-2171 REV. C JAN / 2005

7.3.3 Controle Automático de Corrente

7.3.3.1 A fonte pode ser provida com controle de corrente para ajustar a corrente para o
duto.

7.3.3.2 O controle automático de corrente não deve ser usado sozinho para ajustar o fluxo
de corrente onde a umidade do solo ou outras variações próximas ao duto possam causar
variações no potencial.

8 SISTEMAS DE ANODOS GALVÂNICOS

8.1 Considerações Gerais

8.1.1 Os sistemas de PC por corrente galvânica devem ser considerados para dutos de
pequeno diâmetro ou para pequenos trechos de dutos de maior diâmetro revestido com
revestimentos de alta qualidade em solos de baixa resistitividade, em água, em pântanos e
em solos alagados.

8.1.2 A utilização dos anodos galvânicos também pode ser considerada nas condições a
seguir:

a) se não houver fonte de tensão para corrente impressa disponível;


b) para proteção temporária de dutos recém instalados;
c) para proteção temporária de dutos já existentes;
d) no caso de ser impraticável a realização da manutenção do equipamento
elétrico associado com a corrente impressa;
e) para proteção localizada (ponto específico) como suplemento do sistema por
corrente impressa;
f) onde não for possível o sistema remoto de corrente impressa.

8.1.3 A PC por anodos galvânicos deve ser selecionada onde:

a) a resistividade do solo ou do enchimento do anodo for suficientemente baixa


para a efetividade da aplicação dos anodos galvânicos;
b) o tipo selecionado de anodos for capaz de suprir continuamente a demanda
máxima de corrente;
c) a massa total de anodos for suficiente para suprir a corrente requerida durante
a vida útil de projeto do sistema.

8.1.4 Os anodos galvânicos devem ser distinguidos pelo tipo de material (nome comercial),
pela massa dos anodos (sem o enchimento) e pelo número do lote de produção.

8.1.5 Deve estar disponível (ser fornecida) toda a documentação constando o número, tipo,
massa, dimensões, análise química e dados de eficiência dos anodos.

8.1.6 Deve ser considerado o impacto ambiental dos anodos galvânicos.

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8.2 Anodos de Zinco

8.2.1 Os anodos de zinco devem atender a norma PETROBRAS N-1732.

8.2.2 Podem ser utilizadas outras ligas desde que comprovadas e documentadas sua
eficiência em solos similares.

8.2.3 Os anodos de zinco não podem ser utilizados se a resistividade do eletrólito for maior
que 3 000 Ω.cm, enquanto não forem avaliados e testados em campo e sejam confirmados
que atendem aos requisitos de projeto.

8.3 Anodos de Magnésio

8.3.1 Os anodos de magnésio devem atender a norma PETROBRAS N-1783.

8.3.2 Podem ser utilizadas outras ligas desde que comprovadas e documentadas sua
eficiência em solos similares.

8.3.3 Os anodos de magnésio não podem ser utilizados se a resistividade do eletrólito for
maior que 15 000 Ω.cm enquanto não forem avaliados e testados em campo e sejam
confirmados que atendem aos requisitos de projeto.

8.4 Enchimento dos Anodos

8.4.1 O enchimento para anodos galvânicos podem ser constituídos por uma mistura de
gesso, bentonita e sulfato de sódio.

8.4.2 A composição específica do enchimento do anodo deve ser determinada pela


necessidade de se minimizar a resistividade e maximizar a retenção de umidade.

8.4.3 A composição para o enchimento deve ser incluída na especificação do anodo.

8.5 Cabos e Conexões dos Cabos

8.5.1 Os cabos dos anodos galvânicos devem ser conectados aos dutos através de uma
caixa de ligação ou “shunt” incorporado ao circuito dentro da caixa.

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9 ACEITAÇÃO DO PROJETO

A aceitação do projeto fica condicionada à observância desta Norma e da norma


PETROBRAS N-1983.

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/ANEXO A

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ANEXO A - ROTEIRO TÍPICO PARA DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA DE


PROTEÇÃO CATÓDICA POR CORRENTE IMPRESSA

A-1 Informações Complementares

Visando facilitar o entendimento deste roteiro, é apresentado um desenho esquemático na


FIGURA A-1, simulando um duto protegido por 3 conjuntos de retificador/leito de anodos.

Cj 1 Cj 2 Cj 3

E M M E

C C C
L1 L2 L3 L4

FIGURA A-1 - EXEMPLO ESQUEMÁTICO DE UM SISTEMA DE PROTEÇÃO


CATÓDICA POR CORRENTE IMPRESSA DE UM DUTO

A-2 A metodologia aqui apresentada está baseada nas leis de atenuação de potencial e de
corrente e assume as seguintes condições:

a) potenciais referidos ao eletrodo de Cu/CuSO4;


b) potencial natural típico do aço enterrado de -0,55 V;
c) faixa de PC do duto entre -0,85 V e -1,20 V, já polarizado;
d) elevação (em módulo) de potencial do duto de 0,65 V junto aos conjuntos de
retificador/leito de anodos (pontos “C” da FIGURA A-1) e de 0,30 V nos trechos
mais extremos do duto e no intervalo entre tais conjuntos (pontos “E” e “M” do
FIGURA A-1);
e) utilização de retificadores como fonte de injeção de corrente de PC;
f) cálculos elaborados para cada conjunto de retificador/leito de anodos, em
função da extensão de influência de cada um; por exemplo (ver FIGURA A-1):
- o conjunto CJ1 é responsável pela PC do duto nas extensões L1 e L2/2;
- o conjunto CJ2 é responsável pela PC do duto nas extensões L2/2 e L3/2;
- o conjunto CJ3 é responsável pela PC do duto nas extensões L3/2 e L4.

A-3 1º Passo - Cálculo da Resistividade Elétrica Média do Solo ao Longo da Faixa


(ρFAIXA,em Ω.cm) do Duto

1 n−1  ρ i+1 + ρ i  
ρ FAIXA = x ∑   x (km i+1 − km i )
L i=1  2  

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Onde:
L = extensão de faixa onde foram feitas as medições, dentro da influência do
conjunto de retificadora/leito de anodos, em km;
ρi = resistividade elétrica do eletrólito no ponto i, obtida conforme a norma
PETROBRAS N-2245, em Ω.cm;
Kmi = quilometragem do ponto i, em km;
n = número de medições efetuadas.

A-4 2º Passo - Cálculo dos Parâmetros Elétricos do Duto

R c (resistência característica do duto, em Ω) = r x R t ;

r
a (cons tan te de atenuação do duto, em 1/ km ) = .
Rt

Onde:
Re 1
Rt (resistência transversal do duto, Ω.km) = x
Π x D 1 000

Onde:
D = diâmetro externo do duto, em m;
Re = resistência específica do revestimento, em Ω.m2, em função da qualidade
do revestimento da resistividade elétrica media da faixa (ver TABELA A-1),
calculada como:

R e (TABELA A − 1) x ρ FAIXA ( em Ω.cm)


Re =
1 000

ρ aço
r (resistência linear do duto, em Ω/km) = x 1 000
Π xDxe

Onde:
ρaço = 1,8 x 10-7, em Ω.m;
e = espessura da parede do duto, em m;
D = diâmetro externo do duto, em m.

TABELA A-1 - RESISTÊNCIA ESPECÍFICA DO REVESTIMENTO

Qualidade do Revestimento Re (Ω.m2) - Para ρ = 1 000 Ω.cm


Excelente Maior que 10.000
Bom Entre 10.000 e 2.000
Regular Entre 2.000 e 1.000
Ruim Menor que 1.000
Nu Entre 25 e 5

Nota: Os valores indicados na TABELA A-1 são estimativos.

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A-5 3º Passo - Distribuição dos Conjuntos de Retificador/Leito de Anodos

Os conjuntos de retificador/leito de anodos devem ser distribuídos ao longo do duto de


forma a atender ao item 7.2.1.2 e às seguintes distâncias máximas:

a) distância máxima entre conjuntos e extremos do duto (LE, em km):


1,4
LE =
a

b) distância máxima entre conjuntos (LC, em km):


2,8
LC =
a

A-6 4º Passo - Cálculo da Corrente (A) de PC de cada Conjunto de Retificador/Leito de


Anodos

O cálculo da corrente para cada conjunto de retificador/leito de anodos deve ser realizado
de forma similar à apresentada no exemplo dos conjuntos Cj1, Cj2 e Cj3 da FIGURA A-1:

0,3   L 2 
I1 = senh (a x L 1 ) + senh  a x 
RC   2 

0,3   L2   L 
I2 = senh  a x  + senh  a x 3 
RC   2   2 

0,3   L3  
I3 = senh  a x  + senh (a x L 4 )
RC   2  

A-7 5º Passo - Definição da Corrente (A) Nominal do Retificador de cada Leito de Anodos

A corrente nominal do retificador deve ser, preferencialmente, um múltiplo de 10 mais


próximo do valor calculado no 4o passo.

A-8 6º Passo - Cálculo do Número Mínimo de Anodos de cada Leito

A-8.1 Cálculo pelo Critério de Massa Mínima

A-8.1.1 A massa líquida mínima requerida de material dos anodos (M, em kg) é dada pela
seguinte fórmula:

D x T x IN
M=
0,9

Onde:
D = taxa de desgaste do anodo segundo o item 7.2.4.2, em kg/A.ano;
T = tempo de vida do SPC, em anos, que deve ser igual a prevista para o duto
ou diferente, quando assim determinada pela PETROBRAS;

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IN = corrente nominal do retificador, em A.

A-8.1.2 O número mínimo (n1) de anodos por esse critério é calculado da seguinte forma:

M
n1 =
P

Onde:
M = massa líquida mínima requerida, em kg;
P = massa líquida do anodo, em kg.

A-8.2 Cálculo pelo Critério da Densidade de Corrente Máxima por Anodo

A-8.2.1 Cálculo da corrente máxima (Ia, em A) por anodo:

Ia = S x i

Onde:
S = área da superfície externa do anodo, em m2;
i = densidade de conrrente do anodo, segundo o item 7.2.4.2, em A/m2.

A-8.2.2 O número mínimo (n2) de anodos por esse critério é calculado da seguinte forma:

IN
n2 =
Ia

Onde:
IN = corrente nominal do retificador, em A.

A-8.3 Utilizar o maior entre n1 e n2.

A-9 7º Passo - Cálculo da Resistência Elétrica Equivalente do Circuito Externo ao


Retificador (RTOTAL, em Ω)

R TOTAL = R DUTO + R CABO + R LEITO

Onde:
RDUTO = resistência do trecho de duto influenciado pelo conjunto de
retificador/leito de anodos, em Ω;
RCABO = resistência dos cabos elétricos positivo e negativo, em Ω;
RLEITO = resistência do leito de anodos, em Ω.

A-9.1 Resistência (Ω) do Trecho de Duto influenciado pelo Retificador

R DUTO = R C x coth(al)

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Exemplo: RDUTO para o trecho de influência do conjunto de retificador/leito de


anodos Cj1 da FIGURA A-1.

A-9.1.1 Resistência do Duto no Trecho L1

R L1 = R C x coth(aL 1 )

A-9.1.2 Resistência do Duto no Trecho L2/2

 L 
R L 2 / 2 = R C coth a 2 
 2 

A-9.1.3 Resistência do duto igual ao paralelo de RL1 e RL2/2:

A-9.2 Resistência (Ω) dos Cabos Elétricos Positivo e Negativo (RCABO)

− R CABO = L d x
R k1 
+ Lp +
(n − 1) x s  x R k 2
1 000  2  1 000

Onde:
Ld = comprimento do cabo negativo (do retificador ao duto), em m;
Rk1 = resistência específica equivalente do cabo do circuito negativo, conforme
norma ABNT NBR 5111, em Ω/km;
Lp = comprimento do cabo positivo (do retificador ao primeiro anodo do leito),
em m;
n = número de anodos;
s = espaçamento entre anodos, em m;
Rk2 = resistência específica equivalente do cabo do circuito positivo, conforme
norma ABNT NBR 5111, em Ω/km; se forem usados 2 cabos positivos,
dividir Rk2 por 2.

A-9.3 Resistência (Ω) do Leito de Anodos

A-9.3.1 Para Leito de Anodos Verticais (RLEITO)

ρ LEITO   8 x L anodo  2 x L anodo 


R LEITO = x 1n   − 1 + x 1n (0,656 x n)
2 x Π x n x L anodo   φ anodo  s 

Onde:
ρLEITO = resistividade média do solo na área de instalação do leito de anodos,
obtida conforme a norma PETROBRAS N-2245, em Ω.cm;
n = número de anodos do leito;
L = comprimento da camisa do anodo ou de seu próprio comprimento, quando
a instalação não possuir enchimento, em cm;
d = diâmetro da camisa do anodo ou seu próprio diâmetro, quando a
instalação não possuir enchimento, em cm;
s = espaçamento entre anodos, em cm.

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A-9.3.2 Para Leito de Anodos Horizontais (RLEITO)

ρ LEITO   4 x L2 + 4 x L S 2 + L2  S S 2 + L2 
R LEITO = x 1n  + − − 1
2xΠ xL   dxs  L L 
   

Onde:
ρLEITO = resistividade média do solo na área de instalação do leito de anodos,
obtida conforme a norma PETROBRAS N-2245, em Ω.cm;
L = comprimento total do leito, em cm;
d = diâmetro do leito, em cm;
S = dobro da profundidade de instalação do leito, em cm.

A-10 8º Passo - Definição da Tensão (V) Nominal do Retificador de cada Leito de Anodos

A-10.1 Cálculo da Tensão de Saída Mínima do Retificador (VRET, em V)

VRET = 1,2 x IN x R TOTAL

A-10.2 A tensão nominal do retificador deve ser, preferencialmente, um múltiplo de 10 mais


próximo do valor do item 8.1.

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ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A e B
Não existe índice de revisões.

REV. C
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas

_____________

IR 1/1
N-2171 REV. C JAN / 2005

GRUPO DE TRABALHO 15-18

Membros

Nome Lotação Telefone Chave


João Hipólito de Lima Oliver TRANSPETRO/SUPORTE/TC/CONF 811-9248 DT25
Wilson Gil C. Júnior ENGENHARIA/IETEG/ETEG/EDUT 816-5756 SG9A
TRANSPETRO/DT/OLEODUTOS/TTOL-
Antônio Marcos Candido 856-5433 TFG2
SUL/FDOPA
TRANSPETRO/DT/OLEODUTOS/TTOL-
José Américo dos Reis Filho 821-2556 TM07
NNESE/ORSUB
Daniel Alves Torres Filho TRANSPETRO/DT/SUPORTE/SE/CONF 813-6688 TG07
Eduardo Wlaudemir Laurino TRANSPETRO/DT/SUPORTE/SP/CONF 852-9707 TPVH
Jair Beuren UN-BSOL/SOPT/EMI 845-6809 CSM7
José Spinola da Rocha UN-BA/APMG/SMS 826-5385 KZ75
Josemar Braga Santana UN-BA/ATP-S/SMS 826-5385 KSHJ
Antônio Rufino da Costa UN-RNCE/ATP-MO/OP-CAM 837-5070 PB0P
Lincoln Carretero Vidal TRANSPETRO/DT/SUPORTE/SUL/CONF 813-5237 TGP0
Edison V. Martins Terterola TRANSPETRO/DT/SUPORTE/SUL/CONF 856-5147 TFBP
Secretário Técnico
Pedro Paulo Barbosa Leite ENGENHARIA/SL/NORTEC 817-7454 ED9M

_____________

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