Estatuto Orgânico da UCAN 2013
Estatuto Orgânico da UCAN 2013
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES E PRINCIPIOS GERAIS
CAPITULO I
Natureza e Estatuto
Artigo 1.º
(Natureza)
1. A Universidade Católica de Angola, abreviadamente UCAN, é uma instituição universitária
católica, criada pela Igreja Católica em Angola, autorizada pelo Governo da República de Angola
através do Decreto nº 38-A/92, de 7 de Agosto e instituída a 29 de Outubro de 1997, após
aprovação da Sagrada Congregação de Educação Católica (SCEC).
Artigo 2.º
(Utilidade Pública)
1. A UCAN constitui, nos termos da lei, uma pessoa colectiva de utilidade pública, dotada de
autonomia estatutária, científica, pedagógica, patrimonial, administrativa, financeira e
disciplinar.
Artigo 3.º
(Relação com a CEAST)
1. A CEAST é, na Igreja Católica em Angola, o órgão promotor desta instituição universitária,
competindo-lhe fazer as nomeações dos órgãos superiores da Universidade, nomeadamente do
Magno Chanceler, do Reitor, Vice-reitores e do Secretário-Geral.
2. Existindo, no seio da CEAST, uma Comissão Episcopal para a Universidade Católica (CEUC),
pertence a esta determinar as modalidades de relacionamento e responsabilização com os órgãos
superiores da UCAN.
3. Assim, enquanto instituição católica, a UCAN responde diante da CEAST através da Comissão
Episcopal para a UCAN e diante da Sagrada Congregação da Educação Católica, através do Magno
Chanceler.
Artigo 4.º
(Atribuições do Magno Chanceler)
A UCAN realiza as suas actividades sob a alta supervisão do Chanceler, cujas atribuições são:
a. Zelar para que a UCAN se mantenha fiel às suas finalidades, pelo respeito à integridade dos
princípios da doutrina e da moral cristã e pela fidelidade à Missão da Universidade;
b. Dar posse ao Reitor;
c. Exercer a presidência de honra nas reuniões ou sessões de quaisquer órgãos a que
compareça;
d. Promover a actividade científica, o progresso do conhecimento da Fé e o aprofundamento
evangélico da vida cristã no seio da UCAN;
e. Fomentar a união entre todos os membros e organismos da comunidade universitária;
f. Sancionar as deliberações dos órgãos competentes da UCAN sobre quadros de pessoal, tabelas
de remuneração e orçamentos;
g. Homologar a aprovação das contas de gerência da UCAP;
h. Homologar as designações para o desempenho de cargos directivos;
i. Dar parecer sobre a concessão de títulos honoríficos a que se refere o Art. 51º;
j. Manter a CEUC ao corrente da vida universitária.
Artigo 5º
(Identidade e Missão)
1. Sendo o objectivo da Universidade Católica garantir, em forma institucional, uma presença
cristã no mundo universitário perante os grandes problemas da sociedade e da cultura, ela deve
possuir, enquanto católica, as seguintes características essenciais:
a. Uma instituição cristã, não só dos indivíduos, mas também da comunidade universitária
enquanto tal;
3. A Universidade Católica de Angola tem como missão actuar solidária e efectivamente para o
desenvolvimento integral da pessoa humana e da sociedade, por meio da geração e comunhão
do saber, comprometida com a qualidade, os valores éticos e cristãos, na busca da verdade.
Artigo 6.º
(Fins)
Constituem fins da Universidade Católica de Angola:
a. Contribuir para a promoção e o desenvolvimento do ensino superior no país, numa perspectiva
de desenvolvimento integral do homem e de todos os homens.
Artigo 7.º
(Visão)
A Universidade Católica de Angola pretende ser uma instituição de referência no ensino, na
pesquisa e na extensão, processos indissociáveis e comprometidos com a inovação, o
desenvolvimento sustentável e a justiça social.
Artigo 8.º
(Valores)
1. Os valores definem o modo como a Universidade quer ser e caminhar. Os valores que sustentam
a visão estratégica da UCAN e que devem estar presentes em todos os seus programas e
actividades, para além dos valores específicos como entidade da Igreja Católica, são: o
TRABALHO, a RESPONSABILIDADE, o RESPEITO, o SERVIÇO, a LIBERDADE e a TRANSPARÊNCIA.
b.A RESPONSABILIDADE é o fundamento das acções humanas e estas têm consequências sobre
os outros, pelo que se exige responsabilidade social na produção e na transferência do
conhecimento, nos processos de gestão, no compromisso com os direitos humanos e com a
sustentabilidade económica e ambiental;
c. O RESPEITO pelas outras pessoas, pelas normas, pelo funcionamento da instituição e pelo
património, pelas autoridades em geral e da instituição em particular é um princípio
indissociável de toda a acção da UCAN;
d.A actividade da universidade é um SERVIÇO público que orienta a suas acções para atender às
necessidades da sociedade em matéria de formação superior, e para produzir, transferir e
aplicar o conhecimento em benefício da qualidade de vida dos cidadãos, assumindo o
compromisso com o bem comum (aprender a pensar e a agir em termos de país);
Artigo 9º
(Sede, Símbolo e Dia da Universidade)
1. A UCAN tem a sua sede em Luanda, podendo criar estabelecimentos e desenvolver actividades
em toda a Região Académica 1, quando tal seja exigido pelo desenvolvimento da sua missão.
3. O “selo branco” da UCAN, que fica sob a guarda do Secretário-Geral, reproduz os motivos do
logótipo e exibe forma gráfica idêntica.
Artigo 10.º
(Autonomia)
1. A UCAN goza de liberdade na definição dos seus objectivos e programas de ensino e de
investigação e de autonomia cultural pedagógica, disciplinar, administrativa, financeira e
patrimonial.
3. No quadro da sua autonomia científica, a UCAN promove e apoia a investigação nas áreas dos
seus interesses específicos.
5. No quadro da sua autonomia pedagógica, a UCAN goza da faculdade de, livremente, definir e
programar as suas actividades académicas, científicas e pedagógicas.
Artigo 11.º
(Actividade editorial)
1. A UCAN promove publicações destinadas à difusão das suas actividades científicas e culturais nas
distintas áreas de investigação e ensino.
3. Para assegurar a sua actividade editorial, a instituição cria uma Editora da Universidade Católica –
a UCEDITORA.
Artigo 12.º
(Formação cristã)
No desenvolvimento das suas actividades de ensino e de prestação de serviços à comunidade, a
UCAN atende à necessidade de proporcionar, para além da ministração de conhecimentos
científicos e técnicos, uma formação humana e intelectual, conforme aos valores cristãos.
Artigo 13.º
(Pastoral Universitária)
4. Os serviços de pastoral universitária de cada Centro da UCAN são presididos pelo Capelão,
nomeado pelo Magnífico Chanceler da UCAN.
Artigo 14.º
(Gestão da qualidade)
1. A UCAN adopta, em todas as áreas de actuação, práticas baseadas em sistemas de gestão da
qualidade, aferidos e avaliados segundo padrões internacionalmente reconhecidos.
2. São objecto de gestão coordenada todos os recursos de uso comum, nomeadamente os que
respeitam às tecnologias de informação e de comunicação, o equipamento científico de grande
dimensão, bem como o acervo bibliográfico e arquivístico da Universidade.
Artigo 15.º
(Cooperação com outras instituições)
1. A UCAN pode celebrar acordos com instituições universitárias ou culturais, nacionais,
estrangeiras ou internacionais, no quadro das suas atribuições e com vista à sua melhor
prossecução.
2. A UCAN mantém relações privilegiadas com as distintas Universidades Católicas e está disponível
para coordenar os seus esforços nos campos científico e pedagógico com outras e instituições de
investigação e ensino superior.
Artigo 16.º
(Desenvolvimento estratégico)
Para assegurar o serviço à sociedade, a UCAN desenvolve e/ou participa no desenvolvimento de
centros de excelência, sociedade comerciais e projectos de impacto social que complementam a
missão e a visão da instituição.
Artigo 17.º
(Independência)
A UCAN é independente do Estado, sem prejuízo das competências do órgão de tutela do ensino
superior, e de quaisquer ideologias e organizações políticas e partidárias, devendo os seus membros
Artigo 18.º
(Declarações Públicas)
1. As declarações públicas que, expressa ou implicitamente, envolvam a responsabilidade da UCAN
ou de qualquer dos seus estabelecimentos e unidades orgânicas apenas podem provir dos seus
representantes legais ou estatutários.
TITULO II
GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR DA UCAN
CAPÍTULO I
(DOS ÓRGÃOS EXECUTIVOS E DELIBERATIVOS)
ARTIGO 19.º
(Órgãos de Gestão da UCAN)
São órgãos do Gestão da UCAN:
1. Órgãos executivos:
b. O Reitor
c. O Conselho de Direcção
d. Secretário Geral
2. Órgãos deliberativos:
a. O Senado
3. O exercício de funções nos órgãos executivos da UCAN é incompatível com o exercício de cargos
de gestão ou de fiscalização na Entidade Promotora da UCAN.
ARTIGO 20.º
(DA REITORIA)
1. A Reitoria da UCAN é constituída por um Reitor e por vice-reitores para distintas áreas de
actuação, bem como o Secretário-geral.
ARTIGO 21.º
(DO REITOR)
1. O Reitor é a entidade que dirige a UCAN e é responsável, perante a CEUC, por toda a actividade
da Universidade.
k. Nomear, exonerar e dar posse, sob proposta dos decanos e/ou directores, aos chefes de
departamento de ensino e investigação e demais responsáveis das faculdades, centros e
institutos;
l. Conferir graus e assinar diplomas;
m. Praticar quaisquer outros actos necessários ao correcto funcionamento da Universidade ou que
lhe sejam cometidos por determinação superior;
n. Dar cumprimento às orientações do órgão de tutela;
o. Comunicar, ao órgão de tutela, todos os dados indispensáveis ao exercício da tutela;
p. Superintender a gestão académica, administrativa e financeira, sem prejuízo da capacidade de
delegação nos termos legais;
q. Nomear os júris para as provas de doutoramento, sob proposta da direcção das faculdades;
r. Delegar aos órgãos de gestão das unidades orgânicas as competências que se tornem
necessárias a uma gestão mais eficiente;
s. Encomendar a avaliação da Instituição e prever acções de aproveitamento dos resultados.
2. O Reitor é nomeado pela CEAST, ouvido o parecer da CEUC, por um mandato quatro anos,
renovável uma vez.
ARTIGO 22.º
(Vice-Reitores)
1. O Reitor da UCAN, no exercício das suas funções, é coadjuvado por vice-reitores para áreas
distintas.
2. Os Vice-reitores são nomeados pela CEAST, ouvido o parecer da CEUC e do Reitor, por um
mandato quatro anos, renovável uma vez.
Artigo 23.º
(Vice-Reitor para área académica)
Compete ao Vice-reitor para a área académica:
a. Exercer a direcção pedagógica da universidade, em conformidade com a política da instituição;
b. Dirigir e controlar a elaboração e implementação do plano académico da universidade;
c. Organizar e assegurar a preparação e controlo da aplicação dos regulamentos e legislação
inerentes à actividade académica e recolher e tratar a informação necessária ao bom
funcionamento de todo esse processo;
d. Coordenar actividades de natureza curricular dos cursos de graduação que a universidade
ministra;
e. Planificar e coordenar a preparação das propostas de criação e extinção de cursos de graduação
na universidade;
f. Planificar o ingresso de estudantes no primeiro ano académico;
g. Autorizar a alteração temporária da ordem de leccionação de disciplinas de anos académicos
diferentes no curriculum;
h. Dirigir e controlar a elaboração do plano de formação do corpo docente e investigador;
i. Preparar o relatório anual académico;
j. Superintender e coordenar a actividade dos serviços seguintes:
i. Direcção do Registo Académico;
ii. Direcção dos Serviços de Documentação Académica
k. Decidir sobre assuntos correntes de administração, que se situem no âmbito da sua área de
actuação.
Artigo 24.º
(Vice-reitor para investigação e extensão universitária)
Compete ao Vice-reitor para investigação e extensão universitária:
a. Acompanhar e supervisionar as actividades da Biblioteca da Universidade - BUCAN;
b. Propor ao Reitor a nomeação do Director e do Director-adjunto da BUCAN;
c. Acompanhar e coordenar com a Reitoria da Universidade, as actividades dos Centros de
Estudo e de Investigação já existentes ou a serem criados;
d. Propor e incentivar as actividades de extensão universitária;
e. Coordenar e acompanhar as actividades de formação avançada em colaboração com as
respectivas unidades orgânicas;
f. Organizar e manter centro de edição, publicação e documentação;
g. Decidir sobre assuntos correntes de administração, que se situem no âmbito da sua área de
actuação.
ARTIGO 25.º
(Secretaria Geral)
1. A Secretaria Geral apoia, coordena e supervisiona a gestão corrente dos serviços não académicos
da Universidade.
3. Cada um destes Serviços rege-se por um regulamento interno a ser aprovado pela Reitoria;
5. Cada um destes Serviços deve ter um orçamento e uma gestão autónoma, devidamente
integrada no plano geral da Secretaria Geral.
ARTIGO 26.º
(Secretário Geral)
1. Compete ao Secretário Geral:
a. Apoiar, coordenar e supervisionar todos os serviços dependentes da Secretaria Geral;
b. Apresentar à Reitoria, para aprovação, o orçamento anual e os regulamentos internos de cada
serviço existente ou a criar;
c. Vigiar o cumprimento do Regulamento Interno de cada um dos serviços e acompanhar a sua
gestão financeira;
d. Assegurar-se da correcta gestão do sistema de registo do património;
e. Organizar concursos para empreitadas de construção, autorizar contractos de fornecimentos;
f. Assegurar a operacionalidade do sistema de transportes próprios da Universidade;
g. Organizar o controlo interno e auditoria externa das contas da instituição, das unidades
orgânicas e do seu sistema de gestão e controla a aplicação de fundos próprios.
h. Preparar o relatório geral da secretaria-geral.
2. O Secretário geral é nomeado pela CEAST, ouvido o parecer da CEUC e do Reitor, por um
mandato de cinco anos, renovável uma vez.
Artigo 27º
(Órgãos específicos da UCAN)
A fim de assegurar um dos aspectos fundamentais das Universidade Católicas, a Reitoria cria, sob
sua directa dependência, os seguintes órgãos:
a. Uma Capelania, dirigida por um presbítero católico nomeado para as funções de Capelão da
Universidade, que assegura as actividades de voluntariado universitário, com a consequente
gestão litúrgica e pastoral.
b. Um Centro Fé e Cultura, que assegura a animação e formação cristã dos estudantes, dirigido por
um Director.
Artigo 28.º
(Serviços de apoio à Reitoria)
A Reitoria da UCAN é apoiada por serviços de apoio, constituídos por:
a. Gabinete de Assessores;
b. Gabinete Jurídico;
c. Gabinete de Imprensa e Comunicação Social;
d. Gabinete de Desenvolvimento de Carreiras e Cooperação Institucional;
e. Secretariado Executivo da Reitoria.
Artigo 29.º
(Secretariado Executivo da Reitoria)
1. Secretariado Executivo da Reitoria é um órgão de apoio nas áreas de planificação e estatística,
matérias de natureza jurídica, intercâmbio, relações públicas e secretariado.
3. Secretariado Executivo da Reitoria é dirigido por um Secretário Executivo, nomeado pelo Reitor,
ouvido o Conselho de Direcção.
CAPÍTULO II
(DOS ORGÃOS COLEGIAIS)
ARTIGO 30.º
(SENADO)
1. O Senado é um órgão de natureza deliberativa que coadjuva o Reitor na gestão da Universidade
Católica, em especial no que se refere à coordenação das actividades de investigação científica,
de oferta educativa, de desenvolvimento e inovação, à gestão da qualidade, à mobilidade de
professores e estudantes no seio da Universidade, às relações internacionais e à gestão dos
recursos financeiros e dos espaços pertencentes à Universidade.
5. Compete ao Senado:
a. Elaborar e aprovar o seu regulamento interno;
b. Pronunciar-se sobre o projecto de estatuto da Instituição;
c. Aprovar os regulamentos da instituição de ensino;
d. Pronunciar-se sobre os relatórios de actividade e de contas da Instituição;
e. Pronunciar-se sobre o plano de desenvolvimento da Instituição;
f. Pronunciar-se sobre o relatório da avaliação da Instituição e sobre as orientações de
aproveitamento dos seus resultados;
g. Pronunciar-se sobre a concessão de títulos e distinção honoríficos, de carácter académico.
5. As deliberações do Senado são aprovadas por maioria dos votos validamente expressos.
7. O Senado reúne em sessão ordinária três vezes ao ano e, extraordinariamente, sempre que
convocado pelo Reitor.
Artigo 31.º
(Conselho de Direcção)
1. O Conselho de Direcção é o órgão de apoio, consulta e assessoria do Reitor para as questões de
gestão da Universidade, que será por este convocado quando o julgue necessário.
3. Poderão ainda participar nos trabalhos do Conselho de Direcção quaisquer outras entidades que
o Reitor entenda designar ou convidar.
TITULO III
ESTRUTURA ACADÉMICA E DO ENSINO
CAPÍTULO I
UNIDADES ORGÂNICAS
ARTIGO 32.º
(Unidades Orgânicas)
1. A UCAN tem unidades orgânicas de ensino e investigação e unidades orgânicas de investigação
constituídas por Faculdades, Institutos Superiores e Escolas e Centros de Investigação.
4. A UCAN assenta nas seguintes unidades orgânicas de ensino e de investigação sem prejuízo das
que vierem a ser criadas:
a. Biblioteca da UCAN
b. Faculdade de Direito
c. Faculdade de Economia e Gestão
d. Faculdade de Engenharia
e. Faculdade de Ciências Humanas
f. Faculdade de Teologia
g. Instituto Superior de Ciências da Saúde
h. Instituto Superior de Ciências Agrárias
i. Instituto Superior de Serviço Social
j. Instituto Superior de Ciências Pedagógicas
5. São unidades orgânicas de investigação, sem prejuízo das que vierem a ser criadas:
a. O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC)
Av. Pedro de Castro Van-Dúnem Loy 24, Luanda, Angola
C.P. 2064 Tel. (+244) 222 010 916 Fax.(+244) 222 010 918 -19-
Estatuto Orgânico da Universidade Católica de Angola 2013
6. As unidades orgânicas dentro das linhas gerais traçadas pela UCAN regem-se por este Estatuto e
por Estatutos ou Regulamentos próprios a elaborar pela respectiva Faculdade, Instituto ou
Centro de Investigação, sujeitos à homologação do Senado.
ARTIGO 33.º
(Departamentos)
1. As unidades orgânicas estruturam-se em Departamentos, entendidos como subunidades de
ensino e investigação correspondentes a áreas do saber ou a um conjunto de áreas com
inequívoca relação entre si, delimitados em função de objectivos próprios e de metodologia e
técnicas de ensino e de investigação específicas.
4. Cabe ao Conselho Científico de cada unidade orgânica propor a criação, transformação, cisão,
fusão e extinção de departamentos, competindo ao Reitor a sua aprovação, ouvido o Senado.
ARTIGO 34.º
(Novas unidades orgânicas)
1. Nos termos da lei e dos presentes Estatutos, a UCAN pode criar, cindir, fundir ou integrar no seu
seio outras unidades orgânicas, de ensino e investigação, de natureza universitária ou politécnica.
2. As unidades orgânicas criadas ao abrigo deste artigo passam a fazer parte da estrutura orgânica
da UCAN, sem necessidade de observar o procedimento de alteração dos Estatutos.
ARTIGO 35.º
(Criação, modificação e extinção de unidades)
1. A criação, modificação e extinção de unidades de ensino e de investigação da UCAN é feita nos
termos do presente Estatuto e das demais normas aplicáveis.
ARTIGO 36.º
(Gestão das Unidades Orgânicas)
A gestão das unidades orgânicas é exercida por órgãos executivos e colegiais e compreendem as
seguintes entidades e estruturas:
a. Órgãos executivos:
i. Decano para as faculdades e Director-Geral para os Institutos e Escolas;
ii. Vice-decano para as faculdades e Director-Geral adjunto para os Institutos e Escolas;
iii. Coordenadores de departamento.
b. Órgãos deliberativos:
i. Assembleia da unidade orgânica;
ii. Conselho de Direcção
iii. Conselho Científico
iv. Conselho Pedagógico
ARTIGO 37.º
(Decano, Director Geral)
1. Compete ao Decano ou Director-Geral:
a. Assegurar a direcção da respectiva unidade, dando execução às directivas superiores;
b. Representar a unidade orgânica;
c. Presidir os respectivos Conselhos;
d. Promover a elaboração do Regulamento ou Estatutos da unidade orgânica e submete-lo à
aprovação do Senado;
e. Proceder à gestão académica, administrativa e financeira da unidade orgânica;
f. Elaborar o programa de actividades anual com o respectivo orçamento e submetê-lo à
aprovação do Senado antes do início do ano lectivo seguinte;
g. Organizar o quadro do respectivo pessoal, providenciar o seu provimento progressivo, de
acordo com as disponibilidades humanas e materiais da UCAN e propor a sua aprovação ao
Vice-reitor dos assuntos académicos;
h. Exercer controlo sobre o desempenho profissional dos docentes e técnicos administrativos
da unidade orgânica, nos limites fixados pelas normas em vigor.
i. Executar as deliberações do Conselho Científico e Pedagógico;
2. O Decano, o Director-geral e seus adjuntos são nomeados pelo Reitor, ouvido o Conselho de
Direcção, por um mandato quatro anos renovável uma vez.
Artigo 38º
(Gestão das Unidades Orgânicas)
ARTIGO 39.º
(Assembleia da Unidade Orgânica)
A assembleia da unidade orgânica rege-se, com as devidas adaptações, pelo disposto no artigo 28º
deste Estatuto.
ARTIGO 40.º
(Conselho Científico)
1. O Conselho Científico é o órgão para as questões científicas da unidade orgânica, cabendo-lhe
estudar e propor as medidas mais adequadas nessas matérias.
6. O Conselho Científico rege-se por Regulamento próprio, aprovado pelo Reitor, por proposta da
direcção da unidade orgânica.
ARTIGO 41.º
(Conselho Pedagógico)
1. O Conselho Pedagógico é o órgão para as questões pedagógicas da unidade orgânica, cabendo-
lhe estudar e propor as medidas mais adequadas nessa matéria.
3. Poderão formar parte do Conselho Pedagógico outros docentes e discentes ou quaisquer outras
personalidades que para o efeito sejam convidados pelo decano ou director-geral, com o direito
ao uso da palavra, mas sem direito a voto.
7. O Conselho Pedagógico exerce as suas competências no quadro das orientações para a promoção
da qualidade pedagógica definidas pela Universidade.
8. O Conselho Pedagógico reúne-se em sessão ordinária uma vez por ano e, extraordinariamente,
sempre que o Decano ou Director da Unidade orgânica considere necessário.
9. O Conselho Pedagógico rege-se por Regulamento próprio, aprovado pelo Reitor, por proposta
da direcção da unidade orgânica.
ARTIGO 42.º
(Conselho de Direcção das Unidades Orgânicas)
1. O Conselho de Direcção é o órgão de apoio e assessoria ao Decano ou ao Director-Geral da
faculdade ou Instituto, cabendo-lhe emitir parecer e pronunciar-se sobre todos os assuntos
relacionados com a gestão e direcção da instituição que forem submetidos à sua apreciação.
ARTIGO 43.º
(Secretariado)
1. A Direcção da unidade orgânica é apoiada por um secretariado, que acumula funções
académicas e administrativas da unidade orgânica;
2. Nas unidades orgânicas que funcionem geograficamente fora do campus principal da UCAN,
funcionará uma secretaria administrativa e uma extensão dos serviços académicos.
3. Cabe ao secretariado:
a. Dar tratamento a toda a informação estatística relativa à vida da unidade orgânica;
CAPÍTULO II
SERVIÇOS ACADÉMICOS
ARTIGO 44.º
(Serviços Académicos)
1. A Direcção dos Serviços Académicos é o interface entre as unidades orgânicas e o corpo
discente;
2. A Direcção dos Serviços Académicos está na dependência orgânica da Vice-Reitora da Área
Académica;
3. O Director dos Serviços Académicos é nomeado pelo Vice-Reitor da Área Académica.
4. O organograma e o regulamento interno dos Serviços Académicos são aprovados pelo Vice-
Reitor da Área Académica.
CAPÍTULO III
GRAUS ACADÉMICOS
ARTIGO 45.º
(Graus)
1. A UCAN atribui os graus de Bacharel, Licenciado, Mestre e Doutor, nos termos da legislação
vigente.
2. A Universidade pode criar cursos não conferentes de grau, com títulos ou diplomas a definir
pela Universidade.
ARTIGO 46.º
(Regulamento)
Relativamente a cada um dos graus atribuídos na UCAN, será aprovado, pelo Conselho de Direcção
da Universidade, sob proposta do Conselho Científico e Pedagógico da respectiva unidade orgânica
e ouvido o Senado, um regulamento, no qual estão definidos, nos termos da lei e dos presentes
Estatutos, os respectivos pressupostos de atribuição, o regime de acesso, a estrutura curricular, os
regimes de frequência e de avaliação e o modo de certificação.
ARTIGOS 47.º
(Cursos)
A UCAN ministra cursos conducentes à atribuição dos graus previstos no artigo 36º, podendo, ainda,
ministrar cursos de especialização, de aperfeiçoamento e de actualização.
ARTIGO 48.º
(Cursos de especialização, de aperfeiçoamento e de actualização)
1. Os cursos de especialização, de aperfeiçoamento e de actualização destinam-se à formação em
determinada especialidade, ao aperfeiçoamento dos conhecimentos e ao acesso aos resultados
da investigação científica, numa perspectiva de aplicação prática ou de formação profissional
2. O regime dos cursos referidos neste artigo constará de um regulamento próprio, a aprovar pelo
Reitor, sob a proposta do Conselho Cientifico e Pedagógico da respectiva unidade e ouvido o
Conselho Universitário
CAPÍTULO III
AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
ARTIGO 49.º
(Regime de avaliação de conhecimentos)
ARTIGO 50.º
(Avaliação Final)
As classificações dos resultados obtidos pelos alunos serão exaradas em livros de termos,
devidamente oficializados, os quais constituem os únicos documentos a fazer fé em juízo ou fora
dele.
CAPITULO IV
DIPLOMAS E CERTIFICADOS
ARTIGO 51.º
(Certificados)
1. A frequência e aprovação nos cursos ministrados na UCAN, conducentes ou não à atribuição de
graus académicos, são devidamente certificadas, nos termos da lei, pelos órgãos competentes.
3. Os diplomas que certifiquem a atribuição de grau terão a assinatura do Reitor e do Decano e/ou
Director Geral da respectiva unidade orgânica.
4. Nos demais certificados a emitir, constará apenas a assinatura do Decano ou Director Geral da
unidade orgânica.
5. Os certificados de atribuição académica devem conter a indicação do diploma legal que autoriza o
respectivo curso.
ARTIGO 52.º
(Distinções)
1. A UCAN concede as seguintes distinções:
a. Mérito Universitário, a um membro da comunidade que se tenha distinguido por relevantes
serviços prestados à Universidade;
b. Doutor Honoris Causa, a personalidade que se tenha distinguido pelo saber ou pela actuação
em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os
povos.
c. Professor Emérito, a docente aposentado da UCAN, que tenha alcançado posição eminente
em actividades universitárias;
d. Professor Honoris Causa, a professor ou cientista ilustre, não pertencente à UCAN, que a esta
tenha prestado relevantes serviços;
2. A decisão de conceder esta distinção cabe ao Reitor, sob a proposta fundamentada de uma ou
mais unidades orgânicas aprovada por maioria de dois terços do respectivo Conselho Científico, e
que tenha obtido parecer favorável do Senado.
3. A medalha da Universidade é atribuída pelo reitor, por sua iniciativa ou sob proposta do CEUC, e
destina-se a galardoar pessoas ou instituições que tenham prestado relevantes serviços à
Universidade ou que se tenham distinguido por méritos excepcionais.
CAPITULO V
Outras unidades e serviços
Artigo 53º
(Património)
2. A Universidade administra ainda os bens do domínio público ou privado que o Estado ou outra
pessoa colectiva pública lhe cedam, nas condições previstas na lei e nos protocolos firmados
com essas entidades.
4. A Universidade pode, nos termos da lei, adquirir e arrendar terrenos ou edifícios indispensáveis
ao seu funcionamento.
5. A Universidade dispõe livremente do seu património, nos termos da lei e dos presentes
Estatutos.
6. A Universidade mantém um cadastro actualizado de todo o seu património, bem como dos bens
que administra.
7. Os bens móveis, sujeitos a desgaste pelo uso, podem ser abatidos à carga mediante solicitação
do colaborador da UCAN que, habitualmente usa esse bem.
Artigo 54º
(Receitas)
1. A repartição do orçamento no seio da Universidade obedece a critérios transparentes, tendo em
vista permitir a todas as suas estruturas a execução dos respectivos planos de actividade.
ARTIGO 55.º
(Intercâmbio)
O Gabinete de Desenvolvimento de Carreiras e Cooperação Institucional deve:
a. Assegurar a gestão de bolsas de estudo quer dos estudantes da UCAN, quer dos docentes da
UCAN que sejam enviados para outras instituições nacionais ou estrangeiras, para fazerem
formação;
b. Preparar a celebração de convénios com distintas instituições de ensino universitário
nacionais, estrangeiras ou internacionais e empresas públicas ou privadas visando promover
o acesso dos quadros da UCAN aos programas de formação, bem como a mobilidade do
corpo docente e discentes com vista à sua melhor missão e superação.
ARTIGO 56.º
(VACATURA)
1. Em casos de vacatura no Gestão da UCAN, deve a CEAST proceder à nomeação de um novo
titular do órgão executivo.
2. Caso a nomeação não possa ocorrer de forma imediata, a gestão corrente e funcionamento da
instituição é assegurada por uma comissão de gestão nomeada pela CEAST, ouvida a CEUC.
CAPÍTULO VI
(DISPOSIÇÕES FINAIS)
ARTIGO 57.º
(Revisão dos Estatutos)
1. Os Estatutos podem ser objecto de revisão ordinária quatro anos após a sua entrada em vigor e
quatro anos após a data da publicação da última revisão.
2. A revisão extraordinária pode ter lugar em qualquer momento, por deliberação do Conselho
Geral aprovada por maioria de dois terços dos seus membros em efectividade de funções.
3. As propostas de alteração dos Estatutos podem ser apresentadas por qualquer dos membros do
Conselho Geral e pelo Reitor.
ARTIGO 58.º
(Dúvidas e omissões)
As dúvidas e/ou omissões no presente Estatuto Orgânico são dirimidas e/ou preenchidas pela CEUC.