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Mapa de Riscos Ambientais no Trabalho

O documento descreve o que é um Mapa de Riscos Ambientais, seus objetivos e etapas de elaboração. Um Mapa de Riscos Ambientais representa graficamente os riscos presentes no ambiente de trabalho, como riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes. Sua elaboração pela CIPA visa identificar esses riscos, suas fontes e medidas preventivas, contribuindo para a saúde e segurança dos trabalhadores.

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Mapa de Riscos Ambientais no Trabalho

O documento descreve o que é um Mapa de Riscos Ambientais, seus objetivos e etapas de elaboração. Um Mapa de Riscos Ambientais representa graficamente os riscos presentes no ambiente de trabalho, como riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes. Sua elaboração pela CIPA visa identificar esses riscos, suas fontes e medidas preventivas, contribuindo para a saúde e segurança dos trabalhadores.

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Qualidade, segurança, meio ambiente e saúde – Técnico em química

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Profª Juliana Gomes Rosa

Qualidade, saúde, meio ambiente e segurança

2. Mapa de Riscos Ambientais


Antes de tratar especificamente do mapa de risco é preciso definir e comentar a
respeito da CIPA. CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Esta
é uma comissão que deve ser formada por representantes dos empregados e dos
empregadores que devem ser treinados de modo a contribuir com a prevenção de
acidentes. ANR 5 trata das atribuições, funcionamento, dimensionamento, treinamento
dentre outros detalhes referentes à CIPA. Dentre as atribuições desta comissão está a de
observar e relatar os riscos no ambiente de trabalho e, quando possível, atuar para
minimização ou até eliminação desses riscos (Rossete, 2014).
A CIPA foi instituída em 1944, no entanto o número de acidentes de trabalho no
Brasil continuou a crescer e outras medidas foram sendo tomadas ao longo do tempo.
Umas das formas de atuar no grande número de acidentes de trabalho foi por meio da
exigência legal do mapa de riscos ambientais que se deu por meio da Portaria 05 de
Agosto de 1992 do Ministério do Trabalho Emprego e Portaria de nº 25 de 29/12/1994 da
Secretaria de Saúde e Segurança do Trabalho (SSST). A elaboração do Mapa de Riscos
Ambientais passou, então, a compor as principais atribuições da CIPA.

2.1. O que é o Mapa de Riscos Ambientais?

Um Mapa de Riscos Ambientais é uma representação gráfica do conjunto de riscos


presentes nos locais de trabalho (riscos: fatores capazes de acarretar prejuízos à saúde e à
integridade física dos trabalhadores). Nesta representação gráfica devem ser registrados
todos os tipos de risco, ou seja, riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de
acidentes (mecânicos). Como visto anteriormente, os riscos tem origens em elementos do
processo de trabalho (materiais e equipamentos utilizados, as instalações e espaços de
trabalho etc.) e na forma de organização de trabalho (arranjo físico, postura, jornada e
turno de trabalho etc.).
O Mapa de Riscos Ambientais é uma maneira fácil e rápida de representar os
riscos de acidentes de trabalho. A representação e localização dos riscos facilita a
localização de locais perigosos e propicia o desenvolvimento de atitudes mais cautelosas
por parte dos trabalhadores (Ferreira e Peixoto, 2014). O Mapa de Riscos deve ser afixado
em locais acessíveis no ambiente de trabalho de modo a informar e orientar tanto as
pessoas que trabalham no ambiente como as que eventualmente transitam pelo local.
Qualidade, segurança, meio ambiente e saúde – Técnico em química
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Profª Juliana Gomes Rosa

O Mapa de Riscos deve ser elaborado pela CIPA, com a participação dos
trabalhadores envolvidos no processo produtivo e com a orientação do Serviço
Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), quando
houver. A colaboração das pessoas expostas aos riscos é indispensável.

2.2. Quais os objetivos do mapa de riscos ambientais?

A Portaria de nº 25 de 29/12/1994 (SSST) estabelece os objetivos do Mapa de


Riscos. São eles:
“a) “reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação
de segurança e saúde no trabalho na empresa;
b) possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre
os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.”
Além desses objetivos especificados na legislação, o mapa de riscos contribui para
a segurança do trabalho de outras maneiras. A sua construção facilita a discussão e a
escolha das prioridades a serem trabalhadas pela CIPA, pelo SESMT e pela empresa. O
mapeamento dos ricos também possibilita o desenvolvimento de um plano de trabalho
com as medidas necessárias ao saneamento daquele ambiente, com planejamento de ações
a curto, médio e longo prazo (Ferreira e Peixoto, 2014). Além disso, ele contribui com a
conscientização sobre os riscos e pode contribuir também para reduzi-los ou eliminá-los.

2.3. Símbolos utilizados no Mapa de Risco

No Mapa de Riscos Ambientais são empregados círculos com cor e tamanho


diferentes. O tamanho dos círculos está relacionado com o grau de intensidade do risco.
Riscos elevados são representados por círculos grandes, riscos médios por círculos
intermediários e riscos leves por círculos pequenos. O diâmetro do círculo grande deve
ser duas vezes maior que o diâmetro do círculo médio, que deve ser duas vezes maior que
o círculo pequeno. Em outras palavras, a proporção do tamanho é 1 para risco leve, 2 para
risco médio e 4 para risco grave. As cores dos círculos representam o tipo de risco, físico,
químico, biológico, ergonômico ou de acidentes. Os tamanhos e cores dos círculos
empregados no mapa de risco são apresentados na Figura 1. Os círculos devem ser
acompanhados do número de trabalhadores afetados pelo risco, ou seja, que trabalham
naquele ambiente.
Em um mesmo ambiente de trabalho podem estar presentes diferentes tipos de
risco com mesma intensidade. Nestes casos, o círculo representativo dos riscos pode ser
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dividido em partes iguais de modo que cada parte represente um tipo de risco. A Figura
2 apresenta um exemplo de um círculo que representa mais de um risco.

Figura 1: Dimensões e cores dos círculos que representam os riscos em ambientes


de trabalho. Fonte: Rossete (2014).

Figura 2: Sinalização de diferentes riscos em um mesmo sono.


Em casos em que o risco afeta um ambiente inteiro, como o ruído, por exemplo,
o círculo deve ser colocado no meio do setor e deve apresentar setas como mostrado na
Figura 3.

2.4. Etapas de elaboração do mapa de riscos

A elaboração do mapa de riscos ambientais envolve o conhecimento das


características do local, dos trabalhadores que executam suas atividades no ambiente, dos
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riscos presentes e das formas de prevenção. As etapas de elaboração conforme a Portaria


são A Portaria de nº 25 de 29/12/1994 (SSST):
1. Com relação às características do local devem ser conhecidos:
 os trabalhadores: número, gênero, idade, treinamento profissionais e de segurança
e saúde, jornada;
 os instrumentos e materiais de trabalho;
 as atividades exercidas;
 o ambiente.
2. Identificar os riscos existentes no local analisado;
3. Identificar a fonte geradora do risco, podendo ser equipamento, máquina,
material, atividade, ambiente, fluxo ou intensidade de trabalho.
4. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:
 medidas de proteção coletiva;
 medidas de organização do trabalho;
 medidas de proteção individual;
 medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, bebedouro,
refeitório, área de lazer.
5. Identificar os indicadores de saúde como queixas mais frequentes e comuns
entre os servidores expostos aos mesmos riscos, acidentes de trabalho ocorridos, doenças
profissionais diagnosticadas e causas mais frequentes de ausência ao trabalho.
6. Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;
7. Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, indicando através de
círculo:
 O grupo a que pertence o risco e a sua intensidade, de acordo com a simbologia
padronizada;
 O número de trabalhadores expostos ao risco (o qual deve ser anotado dentro do
círculo);
 A especificação do agente (por exemplo: químico-sílica, hexano, ácido clorídrico)
que deve ser anotada também dentro do círculo ou ao lado do círculo.
No caso das empresas da Indústria da construção, o Mapa de Riscos do
estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser
revisto sempre que um fato novo e superveniente, modificar a situação de riscos
estabelecida.
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O Mapa de Riscos deve ser atualizado no mínimo anualmente a cada nova gestão
da CIPA e no caso de alterações no ambiente de trabalho. No caso de correções de
irregularidades, por exemplo, os círculos devem ser eliminados se o risco for eliminado
ou ter o diâmetro diminuído se a intensidade do risco for diminuída (Ferreira e Peixoto,
2014).
As Figuras 4 e 5 apresentam exemplos de Mapa de Risco. Como podemos
observar além dos círculos simbolizando os riscos o documento completo as fontes
geradoras dos riscos e recomendações, data de elaboração e pessoas envolvidas na sua
elaboração.

Figura 4: Exemplo de Mapa de Riscos Ambientais. Fonte: Projeto Mapa de Risco


CIPA – Unicamp 2015.
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Figura 5: Exemplo de Mapa de Riscos Ambientais. Fonte: Projeto Mapa de Risco


CIPA – Unicamp 2015.

Referências
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes - CIPA. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 1978. Disponível em:
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-05.pdf. Acesso
em 07 de junho 2020.
Brasil. Portaria n° 3.214, de 08 de junho de 1978. Aprova as normas regulamentadoras
que consolidam as leis do trabalho, relativas à segurança e medicina do trabalho. Norma
Regulamentadora nº 09 (NR 9): Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).
Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, 1978b.
Disponível em https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-
09-atualizada-2019.pdf. Acesso 25 de maio de 2020.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 1994.
Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 1994. Disponível em:
https://www.fcm.unicamp.br/fcm/sites/default/files/2017/page/portaria_n_25_29_dez_1
994_mt_riscos_ambientais_mapa_de_ris_0.pdf. Acesso em 05 de junho de 2020.
Ferreira, S. L. e Peixoto, N. H.. Segurança do Trabalho I, 2 ed. – Santa Maria: UFSM,
CTISM, Rede e-Tec Brasil, 2014.
PONZETTO, Gilberto. Mapa de riscos ambientais: manual prático. São Paulo: LTr, 2002.
118p..
Projeto Mapa de Risco Unicamp 2015. Disponível em:
https://www.cipa.unicamp.br/pdf/ProjetoMapadeRisco92cd.pdf. Acesso dia 08 de junho
de 2020.
ROSSETE, C. A.. Segurança e Higiene do Trabalho. São Paulo: Pearson Education do
Brasil Ltda, 2014. (Coleção Bibliografia Universitária Pearson).

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