FACULDADE EDUCACIONAL ARAUCÁRIA
BACACHERI
ENGENHARIA AMBIENTAL
ELVIS HENRIQUE GOMES
FRANCISCO VALDIELTON OLIVEIRA SILVA
WELINGTON DA GRAÇA PEREIRA
COMPOSTEIRA
CURITIBA
2019
ELVIS HENRIQUE GOMES
FRANCISCO VALDIELTON OLIVEIRA SILVA
WELINGTON DA GRAÇA PEREIRA
COMPOSTEIRA
Trabalho complementar para nota
do 2º bimestre para Curso de Engenharia
Ambientalda Faculdade Educacional
Araucária – FACEAR.
CURITIBA
2019
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.................................................................................................4
2 OBJETIVOS.....................................................................................................5
3 MATERIAIS E MÉTODOS...............................................................................6
4 ANEXO I...........................................................................................................7
5 ANEXO II..........................................................................................................8
6 RESULTADOS E DISCUÇÃO.........................................................................9
7 CONCLUSÃO................................................................................................10
REFERÊNCIAS..............................................................................................11
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1 INTRODUÇÃO
A quantidade de resíduos sólidos urbanos (RSU) cresce a cada dia no Brasil
devido, principalmente, ao aumento da geração de resíduos sólidos domiciliares
(RSD), que, de 2000 a 2008, cresceu 23,06%. No país, a matéria orgânica
representa cerca de 50% do total de RSU. A maior parte da matéria orgânica
proveniente das atividades diárias da população é depositada em aterros sanitários.
Estes aterros, mesmo que modernizados, ainda não se apresentam como uma
solução ecologicamente correta por inutilizar grandes áreas de terra, além do risco
de contaminação do solo, da atmosfera e dos lençóis freáticos. Uma alternativa que
contribui beneficamente para os problemas econômicos e ambientais é o
processamento biológico utilizando as técnicas de compostagem. Por definição,
estes processos transformam o resíduo orgânico em fertilizantes orgânicos. No caso
da compostagem, os microrganismos do próprio ambiente atuam como agentes;
O lixo orgânico é uma problemática nos aterros sanitários e lixões, eles
chegam a representar “50% de todos os resíduos desses espaços” Viana (2007). Ele
pode provocar vários problemas nesses espaços, tais como “focos de criação de
animais vetores de doenças como o rato, mosquito, barata etc. e de contaminação
de corpos d’água, pelo chorume” (JARDIM, 1995).
Para o processo de compostagem deste trabalho, empregou-se uma
composteira, com capacidade para 15 Kg, mantida em área coberta na Unifacear –
Campus Bacacheri. O período de compostagem foi de outubro de 2019 a novembro
de 2019.
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2 OBJETIVOS
Apresentar um projeto de construção de uma composteira pelos integrantes
da equipe, através de materiais recicláveis e que possa ser implementada na
Unifacear campus Bacacheri.
Com objetivo de verificar a viabilidade de conduzir o lixo orgânico produzido
no campus para a composteira e a eficiência de como é processado os resíduos
orgânicos na compostagem.
Promover a educação ambiental na instituição, demonstrando a utilidade que
pode trazer uma simples idéia de separação dos resíduos orgânicos e alojando em
uma composteira que pode ser projetada no seu domilicio.
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3 MATERIAIS E MÉTODOS
O primeiro experimento foi conduzido em uma área residencial coberta,
localizada no município de Colombo, no período entre Julho a Outubro de 2019. Já a
segunda compostagem foi realizada nos meses de outubro a novembro de 2019. Os
resíduos sólidos orgânicos empregados em ambas as compostagem consistiram de
restos de alimento (com exceção de carnes e gordura), cascas de ovos, borra de
café, aparas de árvores, arbustos e grama, dentre outros, gerados e coletados
seletivamente em residências próximas.
A compostagem se processou em uma composteira confeccionada a partir
de um balde plástico, com capacidade para 15Kg. Para a montagem da
composteira, sua tampa recortada de modo que todo o líquido percolado (chorume)
fosse drenado para o recipiente abaixo, além de furos em sua parede para permitir a
entrada de oxigênio, permitindo o desenvolvimento do processo aeróbio.
Os resíduos orgânicos, depois de picados (3-5 cm), foram introduzidos a
cada 15 dias, até o preenchimento de cerca de 50% do volume da mesma.
Imediatamente após a introdução dos resíduos na composteira, promovia-se o
revolvimento destes a fim de que os mesmos fossem incorporados à massa de
resíduos e aerados.
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4 ANEXO I
Principais problemas que poderão ocorrer no processo de compostagem
PROBLEMA CAUSA SOLUÇÃO
Cortar os materiais em
Processo Lento Metariais muito Grandes pedaços menores e realizar
a mistura
Cheiro podre Umidade em excesso Adicionar materiais secos e
terra
Cheiro de Amônia Excesso de Materiais Adicionar materiais secos
verdes
Falta de material verde Adicionar materiais verdes
Temperatura muito baixa Arejamento insuficiente Revirar a pilha
Umidade insuficiente Adicionar água
Aumentar o tamanho da
Clima frio pilha, ou isola-la com
palha.
Temperatura alta Pilha demasiada alta Diminuir o tamanho da
pilha
Arejamento insuficiente Revirar a pilha
Vetores Restos de carne, peixe, Retirar estes alimentos e
laticínios e gordura. cobrir com terra ou folha.
Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA
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5 ANEXO II
Fonte: Autores
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6 RESULTADOS E DISCUÇÃO
Durante o período da primeira compostagem foi constatada a ocorrência de
mau cheiro ou a presença de vetores, o que indicava que o processo estava sobre
condições inadequadas. Observou-se que ambos os recipientes estavam com pouca
ventilação, o que tornou o processo anaeróbico ineficiente, impedindo a degradação
correta da matéria orgânica. Já a segunda compostagem, observamos que o seu
processo estava em condições adequadas de aeração e umidade, principalmente, já
que, segundo Teixeira et al. (2004), o processo de compostagem em ambiente
aeróbio evita o mau cheiro e a proliferação de moscas.
De acordo com Souza et al. (2001), durante a compostagem, como resultado
da ação dos microorganismos, há desprendimento de gás carbônico, energia e água
(na forma de vapor). Parte dessa energia é usada para o crescimento dos
microrganismos, sendo o restante liberado como calor. Conseqüentemente, o
material que está sendo compostado se aquece, atinge uma temperatura elevada,
resfria-se e atinge estágio de maturação. Após a maturação, o composto orgânico
estará pronto, sendo constituído de partes resistentes dos resíduos orgânicos,
produtos decompostos e microrganismos mortos e vivos (SOUZA et al., 2001).
Analisamos alguns questionamentos em relação a compostagem que
servirão de perguntas para uma boa e correta utilização do que colocar na
composteira dos resíduos orgânicos selecionados:
Quais materiais são considerados resíduos orgânicos?
Os resíduos orgânicos constituem todo material de origem animal ou vegetal e cujo
acúmulo no ambiente não é desejável. Por exemplo, estercos de animais (cavalo,
porco, galinha etc), bagaço de cana-de-açúcar, serragem, restos de capina, aparas
de grama, restos de folhas do jardim, palhadas de milho e de frutíferas etc. Estão
incluídos também os restos de alimentos de cozinha, crus ou cozidos, como cascas
de frutas e de vegetais, restos de comida etc.
Quais materiais não devem ser misturados no composto?
Madeiras tratadas com pesticidas ou envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos
e fezes de animais domésticos. Não utilizar também papel encerado ou produtos
que contenham qualquer tipo de plastificação.
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O que se deve evitar no lixo orgânico doméstico para compostagem?
Deve-se evitar as gorduras animais, pois são de difícil decomposição, como também
restos de carne, por atrair animais domésticos, e revistas e jornais, que são de
decomposição mais lenta e podem ser reciclados.
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7 CONCLUSÃO
Devido o pouco tempo em que nosso material ficou se degragando, não
obtemos os dados quantitativos para a comparação de resultados, porém a
utilização da composteira é uma prática simples e que exige pouco conhecimento
técnico, é eficiente e de baixo custo para o tratamento de resíduos domésticos que
tem o destino os aterros.
Muitas vezes por falta de conhecimento técnico e compromisso com o meio
ambiente, a técnica da compostagem acaba sendo abandonada pelos governantes,
a qual geralmente é interpretada como trabalhosa e a qual não tem retorno
financeiro imediato.
O ideal seria levar esse assunto com mais ênfase a população, para conseguir
criar uma consciência sobre os benificios que pode ser gerado com a separação dos
resíduos orgânicos aos inutilizáveis, que por pequenas contribuições muito pode ser
feito para o futuro melhor.
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REFERÊNCIAS
JARDIM, N. S. Lixo municipal: manual de gerenciamento integrado, 1.ed. São
Paulo: IPT/CEMPRE 2163. 1995. 370p.
TEIXEIRA, L.B. et al. Processo de compostagem, a partir de lixo orgânico urbano,
em leira estática com ventilação natural. Belém: Embrapa, 2004, 8 p. (Circular
Técnica, 33).
SOUZA, F.A. de; AQUINO, A.M. de; RICCI, M. dos S.F.; FEIDEN, A. Compostagem.
Seropédida: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Agrobiologia,
11 p., 2001 (Boletim Técnico, nº 50).
CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA. Manual de compostagem doméstica.
Capturado em Rev. Bras. de Agroecologia. 5(2): 81-88 (2010) Compostagem
doméstica 87 02 de setembro de 2009. Online. Disponível na internet:
http://www.cmalcobaca.pt/resources/f62c9662fef2c635944676
ad147ab8fb/Manual_Compostagem.pdf.