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Guia Completo sobre Diástase

Três frases: Este documento discute diástase abdominal, incluindo suas causas principais, tipos, e abordagem holística para tratamento considerando a funcionalidade do corpo como um todo. É importante avaliar a pressão intra-abdominal e não forçar contrações para evitar danos às vísceras.
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Guia Completo sobre Diástase

Três frases: Este documento discute diástase abdominal, incluindo suas causas principais, tipos, e abordagem holística para tratamento considerando a funcionalidade do corpo como um todo. É importante avaliar a pressão intra-abdominal e não forçar contrações para evitar danos às vísceras.
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[E-BOOK]

Diástase
Prevenção e tratamento
Ola, sou Janaina Cintas
Criadora dos cursos Biomecânica do Pilates, Avaliação Postural,
Cadeias Musculares, ABC da Fáscia, Atualizações Científicas do
Power House e Método Abdominal Hipopressivo.

Sou Fisioterapeuta graduada há 26 anos pela Universidade da


Cidade de São Paulo e tenho formação em Cadeias Fisiológicas
do Método Busquet, Reeducação Postural Global (RPG) de
Philippe Souchard, Método Pilates e Pilates Aéreo na Escola
Internacional de Madrid, na Espanha.

Espero que este e-book sirva como um guia para que você
entende o que é e como tratar diástases em seus alunos e
pacientes. Ter diástase pode não ser “normal”, tampouco
apenas uma questão estética. E é seu dever como
profissional solucionar este problema em seus clientes.

Gostaria de te parabenizar por ter chego até aqui e


te desejo uma excelente leitura!
Antes de iniciar a leitura deste e-book,
preciso que preste atenção no recado abaixo:

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Diástase: Prevenção e Tratamento

Diástase: Prevenção e
Tratamento
Tratar diástases abdominais parece fácil para muitos profissionais.
Alguns imaginam que, por se tratar de uma frouxidão excessiva na
linha alba (com instabilidade dela) basta fortalecer as musculaturas
abdominais.

O que esquecemos quando temos esse tipo de visão é um dos


motivos que podem levar à formação da diástase abdominal.
Vários conceitos vêm mudando na aérea do movimento e este é
mais um deles.

Sabemos que podem existir diversas causas e, neste e-book, nós


vamos conhecer as quatro principais delas, os tipos de diástase e
também compreender um pouco mais o corpo ao falarmos desta
disfunção.

Através desse conhecimento, conseguimos trabalhar de maneira


completa com o aluno e proporcionar maiores resultados.

Vamos entender isso melhor?


Diástase: Prevenção e Tratamento

Diástase
Segundo Torstein Lien, a diástase é um afastamento inteligente das
paredes do músculo reto abdominal para acomodar as alterações
viscerais e pressóricas dentro da fáscia transversallis (antigo
peritônio visceral), sendo considerada uma disfunção importante
quando esse afastamento é mantido acima de 3 cm.

Causas
1. Alterações da gravidez

Durante a gravidez, o corpo da mulher aproveita o crédito de


frouxidão da linha alba para garantir espaço para as vísceras e para
o crescimento do bebê.

Durante esse período, será necessário utilizar as cadeias


musculares cruzadas de extensão para manter a postura correta e
sem dores, pois as cadeias flexoras estarão em relaxamento para
acomodar o aumento pressórico.

Por conta de tais adaptações na estática da gestante, ela terá seu


ponto de apoio localizado na região torácica.

Diástases que surgem após a gravidez acontecem porque o


corpo ainda não eliminou essas necessidades gestacionais. Será
necessário tratá-la através da região torácica e flexibilizar os
músculos largos do abdômen para evitar a tração da linha alba.
Diástase: Prevenção e Tratamento

2. Conforto das vísceras

Todas as adaptações do corpo têm como foco garantir o conforto das


vísceras.

Caso exista necessidade, o corpo aproveita da maior frouxidão da


linha alba para acomodar as vísceras de maneira mais confortável.
Para realizar o tratamento desses casos, precisaremos descobrir o
que ocasionou o problema e corrigi-lo. Uma disfunção no sistema
estomatognático causado por maus hábitos alimentares pode ser
uma das causas, dentro tantos outros.

3. Contração excessiva dos músculos do abdômen

A musculatura abdominal possui diversas funções. Muitas vezes a


pessoa realiza uma contração excessiva dessas musculaturas até na
prática atividade física, levando a um aumento da PIA e comprimindo
as vísceras.

Como falei antes, o corpo sempre buscará o conforto das vísceras,


fazendo com que ocorra a distensão da linha alba. Portanto
alguns abdominais que diminuam a área interna podem gerar essa
disfunção também.
Diástase: Prevenção e Tratamento

4. Aumento da pressão intra-abdominal

Boa parte dos pacientes que encontramos com diástases abdominais


apresentam uma pressão intra-abdominal aumentada cronicamente.

Tipos de Diástase:
Funcionais ou Fisiológicas
As diástases na gravidez promovem um crédito de largura ou
frouxidão supra umbilical com a função de amortecer as importantes
e constantes variações pressóricas intra-abdominais para:

• Fenômenos hemodinâmicos;
• Fenômenos digestórios;
• Permitir o aumento de pressão gerado na gravidez.

Isso explica por que o transverso do abdômen passa a frente na linha


infra umbilical e atrás na linha supra umbilical. Ele deve proteger
sua principal ação, que é a fonação. Se passasse à frente da linha
alba da região supra umbilical, o transverso perderia sua função de
fonação com o processo fisiológico da gravidez.

Na gravidez, é através dessa folga que o bebê será gerado


recrutando as cadeias musculares cruzadas posteriores ou de
extensão para manter sua postura.

O diafragma diminui sua excursão durante a respiração na gravidez.


O motivo é o aumento do útero durante o crescimento do bebê, para
evitar que a pressão intra-abdominal aumente ainda mais. Quanto
mais o útero aumenta, menos o diafragma desce, porem as cadeias
cruzadas de extensão ou de abertura são recrutadas.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Assim, a diástase abdominal fisiológica é aumentada. A linha alba,


junto dos retos abdominais, são os grandes maestros que permitem
a distribuição de forças pressóricas durante o processo gestacional
entre os hemicorpos.

A gestante encontrará então para sua estática um importante


ponto de apoio na região torácica. Os músculos abdominais têm
papel significativo na atividade respiratória, principalmente durante
a fase expiratória (fásica). Isso pôde ser observado por meio da
eletroneuromiografia. No teste, se obtém o aumento da atividade
elétrica destes músculos durante a expiração e declínio durante a
inspiração.

Tipos de Diástase:
Não Fisiológicas
Diante dos resultados obtidos sobre a resposta sinérgica abdômino-
pélvica, observa-se que tanto a atividade perineal quanto a
abdominal são influenciáveis pelo padrão respiratório imposto.

Assim sendo, a manobra que demonstrou melhor estimular tal ação


sinérgica foi a execução da expiração.

Já aquela que mostrou praticamente nenhuma resposta sinérgica


entre os grupos musculares estudados foi a inspiração.

Segundo o artigo The Myth of Core Stability (O Mito da Estabilização


do Tronco), o autor relata que o transverso do abdômen tem várias
funções na postura ereta. A estabilidade é uma delas, mas está em
sinergia com os outros músculos da parede abdominal.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Ele atua no controle da pressão da cavidade abdominal para as


funções de fonação, respiração, defecação, vômito, etc.

Ele também forma a parede posterior do canal inguinal, atuando


como válvula e impedindo a herniação das vísceras por este canal.

Em alguns casos, encontramos músculos abdominais fracos, com


seu funcionamento inibido. Mas isto não ocorre simplesmente pela
falta de uso destes músculos. Na verdade, isso é uma estratégia
inteligente de proteção do corpo frente a um aumento da pressão
intra-abdominal.

Um indivíduo que possui hábitos alimentares errôneos, por exemplo,


pode gerar um excesso de gases. Os motivos podem ser o excesso
de fermentação dos alimentos, ou ainda pelo fato da fermentação
estar sendo feita no local errado.

Tal indivíduo gerará um abdômen globoso (distendido) que


prejudicará o sistema musculoesquelético perante o movimento.
Os músculos estarão distendidos, fora de sua curva normal de
comprimento e tensão, se relaxando.

Lembrando aqui que as vísceras têm prioridade. Logo, o transverso


do abdômen vai encontrar-se distendido, pois o corpo precisa abrir
Diástase: Prevenção e Tratamento

espaço nesta cavidade, tracionando a linha alba, podendo afastar os


músculos retos do abdômen.

Qualquer pressão exercida nesta região seria antifisiológica


aumentaria a dor, algumas vísceras não suportam pressão. Se os
músculos não sacrificarem seu funcionamento a favor das vísceras,
estarão contra o mecanismo de conforto do corpo.

Como vimos, ainda existem muitos questionamentos a serem


feitos sobre as propostas de estabilização do tronco. Um fator
extremamente importante que não é considerado por tais propostas é
a avaliação da pressão abdominal.

Solicitar contrações mantidas à pacientes que já possuam pressão


intra-cavitária elevada pode ser muito perigoso.

Esta elevação acentuada da pressão intra-abdominal pode:

• Gerar um efeito compressivo sobre os feixes vásculo-nervosos;


• Prejudicar o funcionamento de todo sistema visceral

Para tratarmos a diástase temos que voltar nossos olhares para a


funcionalidade da complexidade de um corpo, e buscar soluções
dentro de toda essa complexidade, onde temos uma ligação
anatômica importante entre diversos sistemas:

• Sistema Respiratório
• Músculos do abdômen
• Músculos do assoalho pélvico
• Quadril
• Sistema Fascial
• Sistema Visceral

Vamos nos aprofundar mais em cada um deles.


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Diástase: Prevenção e Tratamento

Sistema Respiratório
A mecânica respiratória compreende as várias etapas que vão
desde o condicionamento do ar, os movimentos da caixa torácica, a
contração do diafragma até a ação da prensa abdominal.

A ventilação pulmonar (ou respiração) é realizada atrás da mudança


de volume da caixa torácica.

Ela consiste em duas fases: a inspiração e a expiração.

Na inspiração, há a inalação do ar devido à expansão da cavidade


torácica e, consequentemente, pela pressão do ar no interior
dos pulmões ser mais baixa do que a pressão atmosférica. Já na
expiração, a expulsão do ar ocorre de forma passiva.

O Diafragma
O diafragma é o principal músculo da respiração e é quem separa o
abdômen do tórax.

Seu formato é de cúpula, sendo composto por um centro tendíneo


e uma parte periférica, que se prendem às seis últimas costelas, ao
osso esterno e à coluna vertebral.

Pilares diafragmáticos

Os pilares diafragmáticos estão firmemente inseridos nas últimas


vértebras torácicas (T11 e T12) e nas primeiras lombares (L1-L3).
Também se inserem nas últimas costelas.
Diástase: Prevenção e Tratamento

São responsáveis por fazer o movimento de aberturas das costelas


(alça de balde), facilitando a entrada de ar.

O centro tendíneo localiza-se na parte ântero-central do diafragma e


é apenas ele quem se move nas excursões respiratórias. Assemelha-
se a um trevo de 3 folhas e nele há o forame da veia cava inferior,
por onde passa a veia de mesmo nome (além do nervo frênico,
discutido mais adiante) que desemboca no coração e é responsável
por drenar todo o sangue da porção inferior do corpo.

Além dessa abertura, há outras passagens no diafragma conhecidas


como hiatos esofágico e aórtico.

O diafragma ainda tem um importante papel na função


das vísceras, pois grande parte delas está conectada
por meio de fáscias.

Citando alguns exemplos:

O fígado se fixa ao diafragma através de alguns ligamentos,


chamados triangulares direito e esquerdo, coronários direito e
Diástase: Prevenção e Tratamento

esquerdo e falciforme. O baço se conecta ao diafragma através do


ligamento freno-esplênico e o coração pelo forte ligamento frênico-
pericárdico.

Qualquer alteração do tônus diafragmático pode repercutir nestas e


em outras vísceras.

Os músculos mais importantes nessa fase são o diafragma, os


músculos intercostais externos e a porção intercondral (literalmente,
que se localiza entre as cartilagens) dos músculos intercostais
externos. A contração das cúpulas do diafragma causa seu
achatamento e aumento a cavidade torácica verticalmente, enquanto
uma contração dos músculos intercostais envolvidos aumentando,
assim, o diâmetro do tórax.

Quando a inspiração é profunda ou forçada, a contração dos


músculos escalenos e esternocleidomastóideos elevam as costelas.

Já na expiração, o ar é exalado, devido à pressão do ar no interior


dos pulmões ser maior do que a pressão atmosférica.

Quando os estímulos nervosos para os músculos do sistema


respiratório cessam e os músculos relaxam, a caixa torácica e os
pulmões retornam à sua posição inicial. Os músculos abdominais
também podem ajudar na expiração, uma vez que, quando
contraídos, forçam os órgãos abdominais contra o diafragma e
diminuem o volume do tórax.

A Faixa Abdominal
Todos os músculos do abdômen compõem a chamada faixa
abdominal que, na inspiração, é tônica para aumento da PIA,
Diástase: Prevenção e Tratamento

garantindo assim uma alavanca flexora no tronco, que será pré


compensada por uma alavanca de extensão.

Esta extensão é realizada pelos músculos profundos, também no


tronco, gerando assim, a estabilidade da coluna lombar. Porém, na
expiração forcada, esse grupo muscular age de forma fásica para
garantir a estabilidade do tronco. (Reflexo antecipatório postural)

Músculos do Abdômen:
Reto Abdominal
O reto abdominal é composto de músculos que caem à frente do
tronco e formam a camada muscular, que costurará numa ligação
fascial todos os outros três músculos da faixa abdominal.

Suas fibras por composição são 69% do tipo I e 31% de fibras do


tipo II, entrecortados por áreas não contráteis fasciais, resquício
Diástase: Prevenção e Tratamento

de mioseptos dos Cordatas: 3 para os brancos e 4 para os negros.


Tendo função essencialmente tônica!

Esses músculos estão recobertos pela bainha do reto do abdômen,


chegando até a linha alba, cuja função é manter toda a faixa
abdominal em sua posição.

Ela é formada pelas fáscias epimisais dos músculos:

• Oblíquo externo;
• Oblíquo interno;
• Transverso do abdômen.

Pressão Intra-Abdominal
Aqui devo lembrar que o aumento da pressão intra-abdominal se faz
importante para a estabilização da coluna vertebral (teoria descrita
por Paul Hodges).

Porém, se esse aumento for mantido, o indivíduo perderá a


eficácia da contração dos músculos extensores profundos do
tronco, gerando uma estratégia de compensação para manter
a estabilidade, que neste caso específico será realizado pelos
músculos superficiais.

O pesquisador egípcio Shafik, em suas pesquisas, observou que


a pressão intra-abdominal também possui estreita relação com a
pressão do fechamento do esfíncter gastresofágico (Reflexo de
Esforço Gastresofágico).

Nessa mesma pesquisa, observou também que o aumento


da pressão intra-abdominal transitória aumenta a eficácia e
Diástase: Prevenção e Tratamento

competência deste reflexo.

Porém, se esse aumento da pressão intra-abdominal for crônico,


o diafragma crural entende esse estímulo de forma excessiva. Ele
o interpretará de forma paradoxal, ou seja, o diafragma crural se
relaxa em consequência do esforço.

Isso nos traduz que um aumento da pressão intra-abdominal


transitório não é maléfico. A pressão intra-abdominal pode ser
aumentada em até 30 mmhg durante alguns segundos de esforço
sem nenhum dano ao indivíduo, com exceção aos hipertensos.

Porém, se esse aumento da pressão intra-abdominal se


tornar crônico, o diafragma crural perde sua função,
passando a se relaxar.

Conforme já citamos, o diafragma crural tem ritmo respiratório.


Ou seja, age em sincronia respiratória, porém não é um músculo
respiratório, mas possui uma atividade eletromiográfica de repouso.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Ou seja, o músculo diafragma crural tem uma atividade tônica de


base, contribuindo na barreira gastresofágica, tendo sua maior
atividade elétrica na fase expiratória.

Durante uma atividade física, ocorre o aumento da atividade elétrica


do diafragma crural, somada ao aumento da pressão manométrica
da barreira gastresofágica em sincronia.

Portanto, a função do diafragma crural é realizar o fechamento da


barreira gastresofágica. Seu objetivo é evitar o refluxo durante a
atividade física.

Contudo, o esforço prolongado leva a ineficácia do Reflexo de


Esforço Gastresofágico. Também ocorre o declínio da ativação do
diafragma crural, pois trata-se de um músculo esquelético de fibras
estriadas. Portanto, ele se fadiga perante o esforço mantido por
longo período.

O diafragma crural tem função de aproximadamente 44% de


atuação na barreira gastresofágica.

Esse dado é de extrema importância, pois existem publicações


comprovando que indivíduos que fazem Yoga, Pilates, ou exercícios
respiratórios melhoram a funcionalidade do músculo diafragma.

Também se observa uma melhora da barreira gastresofágica em


aproximadamente 45%, desde que os exercícios respiratórios não
exijam a estabilização segmentar.

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Diástase: Prevenção e Tratamento

Quadril
A cintura pélvica é um complexo no qual se anulam forças
importantes, a força peso normal.

Os dois ossos ilíacos e o sacro estão entre as estruturas


responsáveis por anular e transferir essas forças. A partir dessa
articulação, as forças chegam na parte superior do corpo e na
sínfise púbica, inserção dos músculos retos abdominais.

O púbis se junta ao ísquio na parte medial do forame obturado. É


nessa região que ele tem a inserção de diversos músculos mediais
da coxa. Na face póstero inferior do ísquio temos fortes inserções
ligamentares e musculares.

Também existe nessa região o acetábulo. Essa é a parte óssea


côncava que é formada pela fusão dos ossos:

• Ilíaco
• Ísquio
• Púbis

O acetábulo é aprofundado pelo lábio do acetábulo, um anel de


fibrocartilagem com importante papel de estabilização.

Mobilidade Ilíaca
Apesar do quadril ser uma articulação de muita estabilidade, existe
sim uma mobilidade ilíaca responsável por diversos desequilíbrios
no corpo. Ela é discreta, quase imperceptível, mas tem grande
Diástase: Prevenção e Tratamento

potencial para gerar desequilíbrios musculares, problemas posturais


e dor.

É essa mobilidade que condiciona a estática e dinâmica dos MMII


(membros inferiores).

Uma parte de seu grande potencial para desequilíbrios vem das


asas ilíacas. Essas estruturas possuem braços de alavanca que
existem na região e atuam nas cadeias musculares do tronco e do
membro inferior.

As asas ilíacas possuem algumas mobilidades, que são:

• Anterioridade e Posterioridade
• Abertura e Fechamento

Analisando a mobilidade ilíaca, conseguimos entender o


posicionamento disfuncional da pelve também. O sacro também
sempre acompanhará o ilíaco em disfunção.

Anterioridade do Ilíaco

A anterioridade acontece quando existe uma rotação anterior do


ilíaco sobre a cabeça do fêmur. Quando a anterioridade do ilíaco
acontece dos dois lados, também observamos uma anteversão da
pelve e aumento da lordose lombar.

Esse desequilíbrio tensiona o quadrado lombar, que leva a parte


posterior da asa ilíaca para o alto. Também teremos um reto femoral
tensionado, trazendo a parte anterior do ilíaco para baixo.

Observe os seguintes sinais durante sua avaliação:


Diástase: Prevenção e Tratamento

• Espinha Ilíaca Antero-Superior (EIAS) Baixa


• Crista Ilíaca Alta
• Espinha Ilíaca Postero-Superior (EIPS) Alta
• Descida do Púbis (Anterior)
• Subida do Ísquio (Posterior)
• Sacro se horizontaliza e fica mais alto

A anterioridade do ilíaco também gera tensão no quadríceps


femoral, o que pode levar a alterações patelo-femorais e um
recurvato do joelho.

O membro inferior também fica em alongamento compensatório,


fazendo com que a perna da lesão pareça aumentada.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Posterioridade do Ilíaco

Acontece quando existe uma rotação posterior do ilíaco sobre a


cabeça femoral.

Se a posterioridade estiver presente nos dois ilíacos, acontece


a retroversão da pelve e uma consequente retificação da coluna
lombar. O reto abdominal fica tensionado, o que leva a parte anterior
da asa ilíaca para cima.

Os isquiotibiais em tensão tracionam a parte posterior da asa ilíaca


para baixo. Os sinais importantes para a avaliação são:

• Espinha Ilíaca Antero Superior Alta


Diástase: Prevenção e Tratamento

• Crista Ilíaca Baixa


• Espinha Ilíaca Póstero Superior baixa
• Subida do Púbis
• Descida do Ísquio
• Sacro verticaliza-se e fica mais baixo

Como o isquiotibial fica tensionado é possível existir um flexo


do joelho. A tensão que acontece com a posterioridade do ilíaco
aumenta em até 30 vezes a compressão nos discos intervertebrais.
Ela também gera um encurtamento compensatório do membro
inferior e deixa a perna da lesão encurtada.

Abertura do Ilíaco

Na abertura do ilíaco, encontramos glúteos médios tensionados,


levando a parte superior da asa ilíaca para fora. O períneo também
fica em tensão e traciona a parte inferior da asa ilíaca para dentro.
Como resultado, os ísquios se aproximam.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Encontraremos, portanto 3 (três) pontos anatômicos altos no exame


clínico. Os principais sinais de abertura do ilíaco são:

• Espinha Ilíaca Antero Superior Alta


• Crista Ilíaca Alta
• Espinha Ilíaca Póstero Superior Alta
• Aumento da Distância entre o Umbigo e a Espinha Ilíaca Antero
Superior
• Sacro se inclinara numa Verticalização

Quando existe a abertura do ilíaco, o membro inferior afetado


fica em varo do joelho com um aumento de projeção do membro
(alongamento compensatório).

Fechamento do Ilíaco

O transverso do abdômen, além dos oblíquos, ficam tensionados


durante o fechamento do ilíaco, sendo responsáveis por tracionar
sua asa superior em direção à linha média. Os adutores do quadril
tracionam a asa ilíaca inferior ínfero lateralmente.

Encontraremos portanto 3 (três) pontos anatômicos baixos no


exame clínico. Os principais sinais de fechamento ilíaco são:

• Espinha Ilíaca Antero Superior Baixa


• Crista Ilíaca Baixa
• Espinha Ilíaca Póstero Superior Baixa
• Diminuição da Distância entre o Umbigo e a Espinha Ilíaca Antero
Superior
• Sacro se inclinara numa horizontalização
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Mobilidade Ilíaca
A sacro ilíaca é uma estrutura que divide o nosso corpo da parte
superior à parte inferior.

Juntas, permitem a transferência de carga do tronco para o chão


e vice-versa, e transmissão da força igual e contrária que o solo
devolve para nós quando apoiamos o pé no chão.

Portanto, existem vetores de forças que são paralelos, mas não são
na mesma direção e mesmo eixo, descendo o peso do tronco e da
cabeça que são jogados verticalmente até o sacro. E a resposta
igual contrária do chão que vai ao longo do membro inferior.

Isto gera uma força descendente e uma força ascendente, que


produz um cisalhamento na articulação sacro ilíaca.

Se pegarmos a articulação sacro ilíaca, virarmos o sacro num corte


transversal, podemos comparar o sacro à uma ponte suspensa. O
Diástase: Prevenção e Tratamento

sacro representaria o cobertor (que é a parte suspensa da ponte)


e os cabos de aço que a sustentam, seriam os ligamentos sacro
ilíacos posteriores.

Mas, relativos à articulação sacro ilíaca, teríamos virtualmente


cabos embaixo também, e estes seriam os ligamentos sacros ilíacos
anteriores. Portanto, o sacro seria o elemento suspenso, que deve
ser estabilizado por estas estruturas.

Além dos ligamentos sacro ilíacos anteriores e posteriores, temos


os ligamentos sacro ilíacos também chamados de interósseos.
É considerado um ligamento interno que, na verdade, é o mais
profundo dos ligamentos posteriores, não deixando de ser externo
da articulação.

O ligamento interósseo não é um elemento tão determinante para


a estabilidade da articulação sacro ilíaca. Então, principalmente
por esses fatores, uma danificação do ligamento interósseo não
compromete a integridade da articulação sacro ilíaca.

Assim, se não esse ligamento, quais são as forças e os elementos


que contribuem para a estabilidade da articulação sacro ilíaca?
Quando ela está submetida ao estresse, o que, além dos
ligamentos, interveem para garantir esta estabilidade?

Bom, tudo indica que a habilidade dos músculos transversais que


comprimem esta articulação contribui muito na estabilidade sacro
ilíaca. Portanto, o transverso abdominal e o assoalho pélvico com
direção e transmissão oblíqua de suas fibras ajudam a intervir.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Assoalho Pélvico
O assoalho pélvico é formado por algumas estruturas que encerram
a pelve inferiormente como:

• Músculos;
• Ligamentos;
• Fáscias.

Os músculos do assoalho pélvico (MAP), são organizados


anatomicamente em duas camadas:

Superficial:

Essa camada é chamada de períneo, sendo constituída pelos


órgãos genitais externos e o ânus. No homem, inicia-se na bolsa
escrotal (testículos) seguindo até o ânus. Na mulher, segue da vulva
até o ânus.

A camada superficial é formada pelos seguintes músculos:

• Bulboesponjoso;
• Isquicavernoso;
• Transverso superficial;
• Profundo períneo;
• Esfíncter uretral externo;
• Esfíncter anal externo.

Esses têm como função manter o fluxo urinário. Também tornam


possível o ato sexual (promovem a ereção do pênis e do clitóris, a
ejaculação e as contrações da vulva durante o orgasmo), além do
parto.

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Já a camada profunda é composta pelos músculos:

• Isquioscoccígeos;
• Levantadores do ânus (puborretal, pubococcígeo);
• Levantador da próstata e pubovaginal;
• Iliococcígeo.

O conjunto desses músculos formam o diafragma pélvico. Eles são


de fundamental importância para a sustentação dos órgãos internos.

Sabemos que esses músculos permanecem contraídos


constantemente. Além disso, quando, num aumento da pressão
abdominal repentina, como tossir ou espirrar, gera uma contração
rápida e aumenta a tensão nesses músculos. Isso acontece para
manter os órgãos em sua posição normal.

Além disso, esses músculos possuem esfíncteres que permanecem


fechados. Porém, quando urinamos ou defecamos, a musculatura
deverá se relaxar e os esfíncteres se abrem para permitir a
defecação e micção.

Discussão Biomecânica
dos Músculos do Assoalho
Pélvico
Hoyte & al. em 2001, descreveu o músculo levantador do ânus com
uma forma de cúpula dupla.

Isso é semelhante ao que Singh & al em 2002-03 e Aukee & al em


Diástase: Prevenção e Tratamento

2004 encontraram em seus estudos. Eles alegaram que o fascículo


iliococcígeo tinha uma forma de cúpula de convexidade superior.

Os resultados do nosso estudo estão inteiramente alinhados com o


que recentemente foi publicado em relação a este tópico.

Para que possamos afirmar que a maioria da população apresenta


no nível da musculatura do assoalho pélvico uma morfologia
de dupla cúpula de concavidade inferior, com o que podemos
considerar que essa é a morfologia normal que deve apresentar um
piso pélvico saudável.

Além disso, a presença dessas duas cúpulas horizontais


permitirá distribuir as forças da cavidade torácica do abdômen
equitativamente entre cada um dos seus quatro pilares:

1. Arco tendíneo da aponeurose obturante;


2. Núcleo fibroso central;
3. Anococcígeo raphia;
4. Cóccix.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Acreditamos que é importante manter essa morfologia normal das


cúpulas pélvicas, levando em consideração a função insubstituível
do assoalho pélvico, e especialmente o fascículo iliococcígeo.

Ele tem, por um lado, o papel de detentor dos órgãos pélvicos


(juntamente com a aponeurose pélvica) e, por outro lado, de
amortecedor da pressão exercida pelas vísceras abdominais
durante os esforços de hiper pressão abdômino torácica.

Deve-se lembrar que, durante este tipo de esforço, as vísceras da


pelve são deslocadas para baixo e para trás seguindo um arco de
círculo, onde o raio corresponde aos ligamentos sacro uterinos.
Portanto, é o resultado dessas forças oblíquas para baixo e para
trás.

Isto é, em uma direção perpendicular às cúpulas pélvicas, o que


explicaria que o elevador do ânus também é côncavo para baixo e
para trás; uma vez que nessa posição a divisão de forças em seus
pilares torna-se igual. Esta função de amortecimento permitiria a
proteção dos plexos do nervo pudendo e hipogástrico.

Nos casos em que há um problema no nível dos pilares do assoalho


pélvico para qualquer causa, será quando as cúpulas sejam
lesionadas.

Mais de 90% das mulheres nulíparas apresentaram, no estudo,


uma cúpula esquerda maior do que a direita, enquanto em 2/3 das
mulheres multíparas acontece em sentido inverso.

Além disso, as mulheres nulíparas têm, em geral, cúpulas


significativamente mais côncavas e anteriores do que multíparas.
De Lancey & al em 2003, e Tunn & al em 2003 já mostraram que
havia mulheres multíparas com piso pélvico muito assimétrico: com
Diástase: Prevenção e Tratamento

fascículos pubococcígeo muito finos ou com um volume muscular do


ânus muito menos importante de um lado do que o outro.

Segundo eles, essas descobertas podem estar relacionadas a uma


remessa traumática no assoalho pélvico.

Outra explicação desta assimetria poderia ser encontrada por


analogia com as cúpulas diafragmáticas.

Assim, podemos imaginar que os órgãos pélvicos também podem


modicar a morfologia do assoalho pélvico.

Os órgãos pélvicos ocupam um lugar proporcionalmente importante


em relação ao tamanho pélvico: o útero descansando na bexiga e o
cólon sigmóide que é, de fato, o "reservatório permanente" de fezes.

A função do períneo é a de amortecimento dos aumentos da


pressão intra-abdominal, é o solo para a sustentação das vísceras,
além de possuir função sexual para o mecanismo de ereção
masculina e orgasmo. É inervado pelo nervo pudendo (S2-S4)
no plexo sacral, que possui ligação com o nervo frênico, e com
todos nervos da faixa abdominal, todos tendo como origem centros
respiratórios supra espinhais (centro pneumotáxico).

Esses nervos se ligam também ao nervo vago (as emoções afetam


diretamente o diafragma torácico). A musculatura do Assoalho
Pélvico e a forma do Assoalho Pélvico, vem da interação de
músculos, nervos e ligamentos que exercem sua ação nos órgãos
pélvicos.

Na mulher, a vagina e os ligamentos se distendem para alcançar


a força necessária para suportar os aumentos de pressão intra-
abdominal.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Vísceras:
Anatomia do peritônio
Hoje chamado de fáscia transversallis, é um grande saco que
reveste todos os órgãos abdominais. Esse revestimento é um saco
hermeticamente fechado.

Tem como função a defesa das vísceras e lacrar a cavidade


abdominal. Isso, porém não acontece no corpo da mulher.
As trompas permitem a ligação da cavidade abdominal com o
exterior, através do útero e vagina. O peritônio, portanto, impede as
infecções de um modo geral. Ele também segrega um “lubrificante”
especial que facilita o deslizamento dos órgãos, uns sobre outros,
durante suas movimentações normais.

O líquido produzido por essa membrana deve-se manter sempre no


mesmo volume, pois é continuamente produzido e absorvido. Caso
algum problema aconteça temos o risco de aumentar a pressão
intra-abdominal (PIA).

A porção anterior do abdômen da fáscia transversallis está


diretamente ligado à camada dos músculos da faixa do abdômen
que estão imediatamente acima do estômago e descem até a parte
superior da pelve.

Ficam mais na parte posterior do tronco os chamados órgãos


retroperitoneais: rins e pâncreas. O fígado, o baço e o útero,
são quase integralmente envolvidos, portanto, chamados
de intraperitoneais. A vesícula, o jejuno e o íleo também são
intraperitoneais, porém, completamente envolvidos pela fáscia
transversallis.
Diástase: Prevenção e Tratamento

O abdômen é dividido por quadrantes de 1 a 9, conforme ilustra a


figura abaixo:

E em cada quadrante ficam dispostas as vísceras

• Num primeiro plano de uma vista anterior


• Segundo plano da mesma vista anterior, os órgãos
retroperitoneais.

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Diástase: Prevenção e Tratamento

Fígado
O fígado é a maior glândula do corpo humano e pode executar mais
de 500 funções.

Encontra-se na região abdominal, do lado direito, logo abaixo da


hemi cúpula diafragmática, e logo acima do mesoncólon transverso.
Ele pode ter uma massa de até 1,5 kg. É um órgão extremamente
sensível.

Quando estamos diante de um aumento do fígado (hepatomegalia),


o sistema músculo esquelético se adapta. A intenção é aliviar a
tensão sobre a glândula. O sistema visceral sempre será prioridade
e, nesse caso, alterações pressóricas importantes ocorrerão no
tronco.

A hemi cúpula diafragmática direita se levanta para ceder mais


espaço para o fígado, que não aceita pressão. Assim, gera-se
uma interferência direta no padrão respiratório a ser adotado. Além
do relaxamento dos músculos reto do abdômen do lado direito,
oblíquos internos e externos e transverso do abdômen.
Esta medida levará à elevação do hemi tórax direito, que será
realizada na região torácica baixa, gerando uma lordose nesse
segmento vertebral.

Além de uma inspiração diminuída, pois a hemi cúpula diafragmática


direita bloqueada em inspiração (diafragma em posição baixa),
aumentando a PIA, o que gera uma diminuição importante da
capacidade inspiratória, pois o diafragma não possui condições
de contrair-se para a entrada do ar, sendo determinante para
redução do volume pulmonar, atelectasias e alterações da mecânica
respiratória.
Diástase: Prevenção e Tratamento

--
A lordose estará associada a uma inclinação à esquerda pelo
relaxamento dos músculos abdominais a direita.

A concavidade gerada à esquerda elevará mais ainda o hemitórax


direito e o afastará para a direita, levando-o para longe das costelas
inferiores.

Também acontecerá um giro do tórax para a direita, criando uma


gibosidade posteriormente à esquerda.

Os pontos fixos para este esquema adaptativo serão: a escápula,


que é um dos pontos fixos através do processo coracóide,
que colocará em ação o peitoral menor para ajudar a elevar o
hemitórax direito. Pode ser afetado nesse esquema o ombro, pois
a musculatura suspensória do ombro direito estará em sofrimento
para toda essa adaptação.

Além disso, o serrátil anterior, que perdeu sua continuidade de força


dos abdominais à direita, poderá gerar nas escápulas a asa de
Sigaud, uma vez que a escápula perdeu sua fixação anterior;

O outro ponto de fixação para todo esse esquema adaptativo será


a base do occipto direito, gerando o aumento da tensão do trapézio
direito até a base do occipto. Uma hepatomegalia gera uma lordose
diafragmática levando o tronco em extensão com uma inclinação
à esquerda e uma rotação de tronco à direita. Pode gerar curvas
adaptativas inferiores a fim de reequilibrar o corpo.

Após resolvido o problema hepático, as adaptações musculares


continuam presentes, sendo necessária a intervenção de um
profissional do movimento para reativar todos esses músculos
citados.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Rins
Os rins estão localizados na porção posterior do abdômen, e suas
extremidades superiores estão localizadas na altura dos arcos
costais mais inferiores (10ª a 12ª costelas torácicas).

O rim direito quase sempre é menor e está situado um pouco abaixo


do rim esquerdo. Os rins se movimentam (para baixo e para cima)
de acordo como ato da respiração.

Cada rim tem a forma de um grande grão de feijão, medindo em


um adulto de 10 a 13 cm, com peso aproximado de 120 a 180g.
Anomalias renais não reconhecidas podem estar presentes entre
25% e 33% dos doentes e incluem:

• Rim em ferradura;
• Agenesia renal;
• Duplicação renal ou dos ureteres;
• Hipospádias.

Os rins estão localizados imediatamente abaixo dos músculos


quadrados lombares, quando não temos um órgão, seja porque
nascemos sem ele ou porque tivemos que o retirar, nosso
organismo gerará um tecido cicatricial para suprir esse espaço vago.

Esse tecido cicatricial terá uma formatação confusa gerando fibrose,


que transmitirão essa tensão aos músculos quadrados lombares.
Essa tensão renal poderá ser também gerada por pouca ingestão de
água, uso frequente de anabolizantes, cálculos renais dentre outros.

As medidas compensatórias músculo esqueléticas descritas a seguir


são adotadas para uma tensão renal do lado direito.
Diástase: Prevenção e Tratamento

Nas compensações relacionadas aos rins, primeiro criaremos


uma lordose na altura do rim direito com aumento da tensão dos
paravertebrais à direita. Percebam que aqui o esquema adaptativo
se faz diante de uma força centrípeta cicatricial, e não para o
conforto do órgão.

A partir daí, nosso tronco inclinar-se-á também à direita, gerando a


concavidade à direita pela tensão dos para vertebrais direitos.

Toda a força está sendo direcionada para o quadril esquerdo, que


será o ponto fixo nesse esquema adaptativo. O músculo quadrado
lombar do lado esquerdo encontrar-se-á em máxima tensão,
podendo trazer a asa ilíaca esquerda para cima, acionando dessa
maneira o reto femoral que também se tensionará.

É possível que a patela seja direcionada para o alto e ser a causa


de várias patologias musculoesqueléticas no joelho esquerdo.

A tensão excessiva do quadrado lombar também atrairá as últimas


costelas do hemicorpo esquerdo para baixo, aumentando inúmeras
vezes a força de cisalhamento nessa região.

A hemi cúpula do diafragma direito estará em posição baixa, ou


em inspiração, gerando uma tensão excessiva em seus músculos
acessórios. Com esse aumento de tensão e aumento de força
inspiratória no hemicorpo direito gerando dores na região cervical,
sobretudo nos músculos: esternocleidomastoideo (ECOM),
escalenos, infra hioideos e trapézio ao lado direito.

A giba nesse tipo de esquema biomecânico corporal aparecerá à


direita na parte posterior do tronco.

Em pesquisa realizada por Shaffik demonstrou que o aumento


Diástase: Prevenção e Tratamento

permanente de pressão da PIA leva a uma falha no mecanismo de


controle da barreira gastro-esofágica.

Vimos nesta pesquisa também possíveis implicações dos rins, falha


renal, e nela ainda fala de mortalidade, pois aumento da pressão
intra-abdominal pode levar a falhas de órgãos, sendo o impacto do
aumento da pressão abdominal na função renal e numa doença
crítica, gerando nos rins uma disfunção como produto de um
processo multifatorial.

E assim, cada víscera, órgão ou glândula e capaz de gerar suas


próprias compensações.

Conclusão

Como vimos nesse e-book, para o tratamento da diástase faz-


se imprescindível o conhecimento de todos os sistemas citados
anteriormente.
Gostaria de aprofundar este conhecimento
tão importante na prática, de forma gratuita?

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Janaina Cintas

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