PROGRAMA DE FORÇA TÁTICA
DIRETRIZ Nº PM3-007/02/05
Há situações que exigem um efetivo com treinamento específico para atuação em
ocorrências mais graves, como seqüestros, roubos e aquelas envolvendo o crime
organizado etc.;
Ações de polícia ostensiva que, por voltarem-se à prevenção de crimes violentos ou à
sua repressão imediata, em pontos de alta incidência, onde a atuação do policiamento
comunitário não seja suficiente, demandam patrulhas reforçadas em efetivo e
armamento, com treinamento tático diferenciado;
Policiamento de eventos com grande público ou manifestações públicas (controle de
tumultos, passeatas etc.), reintegrações de posse etc., que exigem ações limitadas de
tropa de choque;
OBJETIVO
Fornecer ao Cmt de OPM Territorial condições de, com seus próprios meios, agir
preventiva ou repressivamente, dentro da competência constitucional da Polícia Militar,
nas situações mais graves e/ou em locais de maior incidência criminal da respectiva área
que demandem maior poder de reação, de modo ágil, específico e localizado.
Força Tática
É a denominação que recebe a fração F Ptr reforçada, treinada para ações táticas de
polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, tais como a prevenção setorizada,
com intensificação ou saturação localizada de policiamento, repressão ao crime
organizado ou em locais com alto índice de crimes violentos, ocorrências de vulto,
eventos de importância, controle de tumultos e ações para restauração da ordem pública
de maior magnitude. Realiza o patrulhamento tático motorizado, executado com viatura
de maior porte e com reforço de armamento e equipamento, empregado segundo as
normas em vigor, isoladamente ou em conjunto, e coordenado com os demais
programas de policiamento ostensivo.
Organização e Constituição
As Forças Táticas são previstas em municípios que sediem, no mínimo, uma Cia PM,
organizada nos escalões Companhia Força Tática (Cia F T), Pelotão Força Tática (Pel
F T) ou Grupo Força Tática (Gp F T);
As Cia F T ficarão subordinadas ao Chefe do P/3 do Btl, que responderá, também, pela
função de Cmt Cia F T;
Os Pel F T e Gp F T ficarão subordinados ao Cmt da Cia PM sediada no respectivo
município. Excepcionalmente, poderão subordinar-se ao P/3 do Btl, quando este estiver
sediado no mesmo município;
Poderão ser integrados ao escalão de F T os seguintes efetivos:
Do policiamento montado e dos canis setoriais, constituindo frações específicas (Pel P
Mon ou Gp P Mon e Pel Canil ou Gp Canil);
Excepcionalmente, mediante estudo específico, o efetivo de reforço destinado a
determinado município, em razão da existência de presídio, poderá integrar o efetivo de
OPM F T de cidade maior, localizada, no máximo, a 60 (sessenta) quilômetros de
distância.
Para fins de controle operacional do Programa ROCAM, nas OPM em que o município
sediar Btl, o efetivo de motociclistas e respectivas motocicletas ficarão à disposição do
P/3;
A F T é uma F Ptr reforçada com terceiro PM, destinada às finalidades previstas nesta
Dtz;
Na função habitual de patrulha, a guarnição será de 03 (três) PM, podendo ser alterada
para 04 (quatro) ou até 05 (cinco) apenas quando for usada no controle de distúrbios
civis (ações de choque), retornando a 03 (três) PM tão logo cesse esta ação;
A composição básica da guarnição será de 01 (um) Subten/Sgt PM encarregado, 01
(um) Cb/Sd PM auxiliar e 01 (um) Sd PM motorista, não podendo o encarregado ser Cb
PM na falta de Sgt PM para cumprir a missão.
Treinamento e Instrução
A Força Tática deverá receber, mensalmente, treinamento de operações de controle de
tumultos;
As frações de Força Tática devem receber instrução específica sobre seu emprego nas
operações a serem desencadeadas e outros assuntos de interesse, com duração mínima
de sessenta minutos;
A instrução deve ser coordenada pelo Oficial P/3, que centralizará a orientação
doutrinária das Forças Táticas, e deverá ser transmitida pelo Cmt Cia F T, Cmt Pel F T
ou Cmt Gp F T, conforme o caso, podendo ser ministrada por outros oficiais e praças
possuidores de cursos ou especializações de interesse, sempre acompanhados dos Cmt
de fração Tática;
A critério do Cmt da UOp, membros da comunidade científica ou da sociedade poderão
ser convidados a ministrar palestras sobre assuntos de interesse para a Força Tática,
sendo, neste caso, acompanhados pelo Cmt F T no seu respectivo nível, pelo menos.
Regime e horário de serviço
O regime de serviço da Força Tática será determinado pelo Cmt da UOp, segundo as
necessidades de emprego em ações táticas de polícia ostensiva de sua área, obedecendo
o previsto na Portaria n° PM1-2-2-95, publicada no DOE n° 198, de 17OUT95, e
transcrita no Bol G PM n° 202, de 20OUT95, e eventuais alterações posteriores;
O horário será fixado pelo Cmt da UOp, em função das peculiaridades e características
criminógenas da área, bem como de eventos que demandem este policiamento.
Emprego
A F T será empregada:
Cotidianamente, no seu município sede, em ações táticas de polícia ostensiva, sempre
devidamente comandada pelo respectivo Cmt F T, Cmt Pel F T ou Cmt F Ptr, em apoio
às demais variáveis e programas de policiamento ostensivo ou em operações específicas
e localizadas, segundo as informações estatístico-criminais disponibilizadas pelos
Sistemas Inteligentes (COPOM ON-LINE, FOTOCRIM E INFOCRIM), P/3 e P/2 do
Btl, pela Coordenadoria de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública
ou outras fontes de interesse;
Mediante aplicação de Plano de Policiamento Inteligente (PPI), instituído pelas
NORSOP e de preparação semanal, a partir de:
Análise dos indicadores de homicídio e roubo, além de outros eventos que demandem a
F T na área do município ou Btl;
Identificação das Áreas de Interesse de Segurança Pública (AISP) e estabelecimento das
prioridades de intervenção da F T;
A F T de determinado município poderá ser, eventualmente, empregada pelo Cmt da
UOp em outra parte do território do Btl, quando for o caso, buscando atender às
necessidades de ações táticas da OPM para diminuição dos índices de criminalidade,
podendo utilizá-la no horário em que for mais indicado o seu emprego;
Os Cmt de G Cmdo e de Btl poderão, extraordinariamente, agrupar as F T dos
municípios sob sua circunscrição, inclusive formando escalões matriciais, para emprego
conjunto ou para desenvolver operações especiais de maior envergadura;
6.5.4. o emprego da Força Tática precederá, em princípio, o das OPM Pol Chq.
Responsabilidade do Oficial P/3
Zelar pela instrução da F T, acompanhando a evolução e avaliando a aprendizagem;
Elaborar programa de assuntos e cronograma para instrução, zelando para que seja
cumprido, bem como pela proficiência e dedicação dos instrutores;
Promover e canalizar o fluxo de informações de caráter estatístico-criminal de interesse
para o emprego da F T, em estreita colaboração com o Oficial de Informações da OPM.
Prescrições Diversas
Baixada a O Op para ajuste do Programa a esta Dtz, a cada 06 (meses), o Cmt do G
Cmdo ou o Cmt Pol Área (CPC e CPM) reunirá todos os integrantes do Programa para
sua avaliação (troca de informações, apresentação de sugestões, orientações, ajustes
etc.), devendo encaminhar cópia da nova O Op e respectivos anexos à 3ª EM/PM, se
houver modificações;
O Pel F T e o Gp F T, em princípio, dedicar-se-ão às principais ocorrências de roubo e
homicídio, sendo certo, entretanto, que darão o primeiro atendimento a qualquer
solicitante, providenciando a continuação por outra Vtr do patrulhamento, se for o caso;
As guarnições do Pel F T e do Gp F T deverão elaborar o BO/PM-TC nas ocorrências
que atenderem até seu término, constando no Relatório de Serviço Operacional - RSO
aquelas em que meramente apoiarem os outros segmentos operacionais do Btl;
Na falta de viatura de Força Tática ou de Subt/Sgt para comandar a guarnição, o seu
efetivo só poderá ser distribuído nas demais viaturas de Força Tática até o limite
estabelecido no subitem “6.2.7”, sendo os excedentes remanejados para os demais
Programas de Policiamento (Programa de Radiopatrulha, Programa de Viaturas
Comunitárias etc.);
A rendição dos turnos de F T será obrigatoriamente na sede do Btl ou, no caso de F T
descentralizada, na sede da respectiva Cia;
Os componentes das guarnições deverão sofrer rodízio periódico, não superior a 03
(três) meses, de forma que os PM sejam permutados entre as guarnições das Vtr F T,
inclusive a do Cmt F T.
O Cmt da Força Tática, quanto ao seu emprego e atuação, deverá observar
necessariamente, o contido na NI nº PM3-001/02/96, de 14MAR96 - Ocorrências de
Grande Vulto e/ou com Reféns e alterações posteriores, Dtz n° PM3-005/02/97, de
04DEZ97 - Emprego Operacional da PMESP e Dtz nº PM3-001/02/05, de 09MAI05 –
NORSOP, além de outros documentos que, por sua natureza, possam nortear as ações
táticas de polícia ostensiva;
O Programa de Força Tática não deverá realizar escolta de presos, para o que já se
reservou efetivo em QPO;