Simpósio de Especialistas em Operação de Centrais Hidrelétricas
Título do Artigo: Laudo Ergonômico na Uhe Dona Francisca
Código do Artigo: SP 03 - CEEE
Tema Preferencial: Tema E: Higiene, Segurança e Meio Ambiente
Tópico: Saúde Ocupacional na Função “Operação de Centrais Hidrelétricas”
Palavras Chave: Laudo ergonômico
Autor (es):
Eng. Seg. Trab. João Carlos Lindau e Eng. Seg. Trab. Rodrigo Machado
Carvalho
e-mail para contato:
[email protected] e
[email protected] Empresa / Endereço Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Rua Joaquim Porto Villanova, 201
para correspondência: – Prédio A2, sala 184, Porto Alegre, RS, CEP 91410-400.
1. DADOS
Local: Uhe Dona Francisca (2 X 62,5 MW).
Proprietário: DFESA (Dona Francisca Energética S.A)
Data da entrada em operação comercial: 05/02/2001 (maq. 1) e 12/04/2001 (maq. 2)
Endereço: Rua Argentina, 83
Bairro: Nova Boemia
Cidade: Agudo – RS CEP: 96540-110
Número total de operadores – 13 (CEEE).
2. OBJETIVO
Atender a legislação brasileira existente adequando os ambientes de trabalho e objetivando a
preservação da Segurança e Saúde Ocupacional.
3. DEFINIÇÕES
3.1. Enquadramento legal
Ergonomia – NR 17 (Normas Regulamentadoras aprovadas pela Portaria 3.214).
Conforme previsto no item 17.1.2, “Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às
características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise
ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho conforme
estabelecido nesta Norma Regulamentadora.”
3.2. Definição de ergonomia
A Ergonomia tem sido definida como sendo o estudo da adaptação do trabalho ao homem. O
objetivo central do estudo é o ser humano, suas habilidades, capacidades e limitações. De posse
destes conhecimentos, pode-se dizer quais são as ferramentas, os materiais, os métodos de trabalho, o
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arranjo dos instrumentos e dos locais de trabalho que melhor se adaptam ao homem, e ainda, como
são considerados outros fatores, tais como: clima, nível de ruído, vibrações, iluminação, tratamento
cromático, etc.
Assim, a ergonomia tem por objetivo, aumentar a eficiência do trabalho humano, fornecendo
dados para que este trabalho possa ser dimensionado de acordo com as reais capacidades do
organismo. Também ajuda a projetar máquinas adequadas ao uso humano, reduz a fadiga e o
desconforto físico do trabalhador, diminui o índice de acidentes e ausência no trabalho. Em outras
palavras, aumenta a eficiência, reduz os custos e proporciona mais conforto ao operador,
contribuindo não só para o bem estar humano, mas também para a economia nacional.
Para que haja eficiência, homem e a máquina devem formar um todo, completando-se
mutuamente.
Este complicado mecanismo de recebimento e emissão de informações é conhecido como a
interface “sistema Homem X Máquina“, o qual a ergonomia estuda minuciosamente para aumentar a
eficiência e a segurança com o máximo de conforto permitido na execução da tarefa.
Várias disciplinas são utilizadas na formação da base da ergonomia, entre elas destaca-se, por
exemplo, a antropometria. A palavra antropometria é derivada do grego: anthropo (homem) e
metrikos (medida). Assim, a antropometria é uma disciplina que estuda as dimensões do corpo
humano.
A aplicação dos dados antropométricos depende da utilização de alguns critérios, como
diferenças de tipos físicos, diferenças raciais e faixas etárias.
A utilização de dados antropométricos permite estabelecer parâmetros ergonômicos, como
envoltórios de alcance físico, planos de alcance visual, ângulo de conforto para posturas corporais,
dimensionamento de assentos e outros, que servem de subsídios para o desenvolvimento de projetos
de engenharia, desenho industrial (design), arquitetura e até mesmo da comunicação visual e
sinalização.
4. CARGO E FUNÇÃO DOS OPERADORES DA CEEE
Cargo: Aux. Técnico V
Função: Operador de Subestações e Usinas
Descrição das tarefas:
Operar equipamentos de comunicação, quadros de comando e manobrar equipamentos
diversos tais como, turbinas, comportas, grupos diesel, compressores, bombas, ventiladores,
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geradores, retificadores, motores elétricos, transformadores, seccionadoras, disjuntores, religadores,
etc. Efetuar leituras e preencher planilhas em instrumentos de medição, controlar níveis mecânicos e
elétricos. Preencher formulários para liberação de equipamentos sujeitos a manutenção. Registrar e
informar o Centro de Operações do Sistema, todas as ocorrências havidas na Usina e Subestação.
Inspecionar visualmente os equipamentos da Usina e Subestação a fim de relatar as anormalidades
existentes. Executar tarefas rotineiras tais como: abastecimento de combustíveis, água, troca de óleo,
purga de linhas, substituição de lâmpadas de sinalização e iluminação, água destilada nos elementos
de baterias, troca de fusíveis, etc. Executar a conservação e limpeza de seu local de trabalho e de
rotina nos equipamentos. Dirigir veículos da empresa, quando autorizado.
Os operadores possuem horário de trabalho no sistema de turnos de revezamento das 7 às 15
h, das 15 às 23 h e das 23 às 7 h.
5. AVALIAÇÕES NA USINA
5.1. Levantamento, transporte e descarga individual de materiais
A UHE Dona Francisca é provida internamente de Ponte Rolante com 3 sistemas de içamento
independentes, que propiciam o manuseio das mais variadas cargas internamente a usina. A área de
montagem prevê amplo espaço para manutenção de peças e equipamentos bem como para carga e
descarga de caminhões. Existe na Usina um elevador de pessoas/carga no qual podem ser
transportadas as cargas em carrinhos de duas e quatro rodas existentes. Na área externa existem dois
Pórticos que atendem as áreas da Tomada d’água e do Tubo de Sucção. Os operadores da Ponte
Rolante e dos Pórticos possuem treinamento específico e portam crachá de identificação.
5.2. Sala da Engenharia
Neste local verificamos que o pé direito é inferior a 2,60 m. Pela Portaria nº 3214, NR 8 –
Edificações, verificamos no item 8.2 que os locais de trabalho devem ter, no mínimo 3,00 m de pé
direito (altura do piso ao teto). O subitem 8.2.1 prevê que este item poderá ser reduzido por
autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho, desde que atendidas as condições de
iluminação e conforto térmico compatíveis com a natureza do trabalho.
Verificamos que a natureza do trabalho é a leitura, escrita e operação de micro computadores,
sendo o local bem iluminado e refrigerado por ar condicionado.
Assim sendo concluímos que estão atendidas as condições de iluminação e conforto térmico
compatíveis com a natureza do trabalho, conforme preconizada pela NR-8.
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Quanto aos postos de trabalho propriamente ditos, verificamos que as mesas e as cadeiras
comprometem a postura dos colaboradores, como pode ser verificado pela posição de digitação e
reflexos na tela do computador. Algumas mesas possuem cantos vivos que devem ser evitados pois
podem causar dificuldades na correta circulação sangüínea. Fotos 01 a 05.
• Recomendações:
• Substituição das cadeiras. As cadeiras devem possuir sistema com rodízios, regulagem de altura
do assento e do encosto, bordas anteriores arredondadas, apoio regulável para os braços e ser
estofada com espuma injetada e tecido que propicie a transpiração.
• Substituição ou adequação das mesas. Todas as mesas devem possuir as bordas ântero-superior
arredondadas.
• Colocação de ajuste móvel para a posição (altura) dos monitores, uma vez que os computadores
são utilizados por diferentes colaboradores. Os monitores devem estar localizados na linha
horizontal dos olhos dos colaboradores, a fim de evitar a postura crítica de flexão da coluna
cervical e aproveitar melhor o topo das mesas.
5.3. Sala de Comando
Verificamos que a natureza do trabalho é a leitura, escrita, operação de micro computadores e
análise e leitura de plantas. O local é bem iluminado e refrigerado por ar condicionado.
Assim sendo concluímos que estão atendidas as condições de iluminação e conforto térmico
compatíveis com a natureza do trabalho.
Quanto aos postos de trabalho propriamente ditos, verificamos que as mesas (área do
comando) são adequadas porém algumas cadeiras são inadequadas. Existe um problema que é crítico
em dias de sol, quando por falta de proteção nas janelas, o sol propicia possibilidade de ofuscamento
nos colaboradores, atrapalhando a visualização das telas dos micros de operação. A mesa onde são
feitas a análise e a leitura de plantas é baixa o que acaba comprometendo a postura dos
colaboradores. Fotos 07 a 10, 13 e 14.
• Recomendações:
• Substituição das cadeiras sem apoios de braços. As cadeiras devem possuir sistema com rodízios
(giro no eixo e rodas), regulagem de altura do assento e do encosto, bordas anteriores
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arredondadas, apoio regulável para os braços e ser estofada com espuma injetada e tecido que
propicie a transpiração.
• Substituição ou adequação da altura da mesa para análise e leitura de plantas.
• Colocação de ajuste móvel para a posição (altura) dos monitores, uma vez que os computadores
são utilizados por diferentes colaboradores. Os monitores devem estar localizados na linha
horizontal dos olhos dos colaboradores, a fim de evitar a postura crítica de flexão da coluna
cervical e aproveitar melhor o topo das mesas.
• Colocar película redutora de luminosidade nas janelas superiores da usina voltadas ao sol da tarde
(oeste).
5.4. Demais áreas
Uma vez que os colaboradores tanto da operação quanto e principalmente das manutenções
mecânica, elétrica e eletrônica atuam em áreas diversas, faz-se necessário adequar os locais da usina
quanto aos valores mínimos de iluminamento visando evitar erros de leitura e possíveis acidentes, e
tornar obrigatório o uso do protetor auricular nos locais indicados. Condições de conforto não se
aplicam pois estes locais não podem ser enquadrados como aqueles que exijam solicitação intelectual
e atenção constantes (NR 17, item 17.5.2).
• Recomendações:
• Sinalizar adequadamente o extintor na sala do motor de acionamento do elevador. Foto 6.
• Identificar através de placa a Sala do ar condicionado. Foto 11.
Construir duas passarelas de acesso entre o piso da casa de força e o topo do barril do geradores. Foto
12.
6. Condições Ambientais de Trabalho
A norma NR 17 – Ergonomia estabelece que nas Salas de controle e escritórios são
recomendadas condições de conforto tais como ruído aceitável, temperatura e umidade controlada
e iluminamento adequado.
Verificamos que nos postos de trabalho localizados nas Sala de Engenharia e na Sala de
Comando as seguintes condições:
• Iluminamento – Valores superiores a 500 lux sobre as mesas dos colaboradores e valores
acima de 300 lux na leitura de dados dos painéis da Sala de Comando.
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• Níveis de ruído – Valores inferiores a 65 dB (A) em ambos os locais.
• Temperatura e umidade controladas por sistema de ar condicionado.
Conclusão: Ambas as salas atendem o preconizado na NR 17.
6.1 Medições de Iluminamento e Ruído
Foram realizadas medições do nível de ruído e iluminamento nos diversos locais
inspecionados.
Utilizados os seguintes aparelhos:
Para as medições de nível de iluminamento:
• Luxímetro:
Fabric.: Lutron
Modelo: LX 102.
Para as medições de nível de ruído:
• Decibelímetro:
Fabric.: Simpson.
Modelo: Modelo 897.
OBS 1.: Os valores foram medidos em dB(A) e circuito de resposta lenta.
OBS 2.: Durante as medições de ruído as duas unidades estavam operando a plena carga, o que
indica que os valores encontrados são os máximos a serem encontrados em condições normais de
operação.
Os valores encontrados são os indicados nas planilhas de 1 e 2 .
Planilha 1 – Levantamento de Iluminação;
Planilha 2 – Levantamento de ruído.
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Planilha 1 – Levantamento de Iluminação – Dias 11 e 12/04/2002
Pto. Setor Atividade ou operação Hora da Nível [lux] Localização da medição
Nº medição
h min Medido NBR 5413
1 Sala da engenharia Leitura, escrita e operação de micro 13 30 600 500 Mesa do chefe
2 Sala da engenharia Leitura, escrita e operação de micro 13 31 530 500 Mesa auxiliar dupla
3 Sala da engenharia Leitura, escrita e operação de micro 13 31 520 500 Mesa auxiliar única
4 Sala do motor de acionamento Reparo de máquinas e equipamentos 13 40 250 200 Centro da sala
do elevador
5 Área de montagem – oficina Reparo de máquinas e equipamentos, 14 00 490 200 Bancada
usinagem
6 Área de montagem – centro da Reparo de máquinas e equipamentos 14 05 300 200 Centro da área
área
7 Sala de Comando – cota 64 Leitura, escrita e operação de micro 14 20 532 500 Mesa dos operadores
8 Sala de comando Leitura e medições 14 22 350 300 Painéis de Leitura
9 Sala de ar condicionado Reparo de máquinas e equipamentos 14 35 250 200 Centro da sala
10 Sala de ar condicionado Leitura e medições 14 36 50 300 Painéis de Leitura
11 Sala de tratamento de esgoto Reparo de máquinas e equipamentos 14 40 350 200 Centro da sala
sanitário
12 Sala de baterias Leitura do nível das baterias e 14 44 70 200 Centro da sala
reposição de líquido
13 Sala da manutenção Reparo de equipamentos 14 46 437 200 Centro da sala
14 Sala do Sistema de Ventilação Leitura e medições 14 47 133 300 Quadro de comando 1
Forçada
15 Sala do Sistema de Ventilação Leitura e medições 14 47 110 300 Quadro de comando 2
Forçada
16 Sala do Sistema de Ventilação Leitura e medições 14 48 70 300 Painel 1
Forçada
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Planilha 1 – Levantamento de Iluminação – Dias 11 e 12/04/2002
Pto. Setor Atividade ou operação Hora da Nível [lux] Localização da medição
Nº medição
h min Medido NBR 5413
17 Sala do Sistema de Ventilação Leitura e medições 14 48 90 300 Painel 2
Forçada
18 Sala do Sistema de Ventilação Leitura e medições 14 49 90 300 Painel 3
Forçada
19 Sala do Sistema de Ventilação Leitura e medições 14 49 86 300 Painel 4
Forçada
20 Sala do Gerador de Reparo de equipamentos 15 30 600 200 Centro da sala
Emergência
21 Sala do Gerador de Leitura e medições 15 31 480 300 Painel de comando
Emergência
22 Sala da hidráulica Reparo de equipamentos 15 36 450 200 Centro da sala
23 Sala da hidráulica Leitura e medições 15 37 430 300 Painel de comando
24 Sala do sistema de combate a Reparo de equipamentos 15 40 495 200 Centro da sala
incêndio
25 Sala do sistema de combate a Leitura e medições 15 41 470 300 Painel de comando
incêndio
26 Bombas de drenagem da Reparo de equipamentos 16 20 70 200 Painel de comando
barragem – margem direita
27 Bombas de drenagem da Leitura e medições 16 21 43 300 Junto ao pressostato
barragem – margem direita
28 Depósito de combustíveis – Manuseio 16 45 310 200 Centro da sala
cota 56
29 Poço da turbina – máquina 1- Reparo de equipamentos 16 50 50 200 Junto ao eixo
cota 55
30 Painel de instrumentos da Reparo de equipamentos 16 52 60 200 Parte interna do painel
turbina 1 – cota 56
31 Poço da turbina – máquina 2 - Reparo de equipamentos 16 55 76 200 Junto ao eixo
cota 55
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Planilha 1 – Levantamento de Iluminação – Dias 11 e 12/04/2002
Pto. Setor Atividade ou operação Hora da Nível [lux] Localização da medição
Nº medição
h min Medido NBR 5413
32 Painel de instrumentos da Reparo de equipamentos 16 56 60 200 Parte interna do painel
turbina 2 – cota 56
33 Painel de instrumentos do Leitura e medições 16 58 41 300 Painel de comando
gerador 1 – cota 56
34 Painel de instrumentos do Reparo de equipamentos 17 00 60 200 Parte interna do painel
gerador 1 – cota 56
35 Painel de instrumentos do Leitura e medições 17 03 48 300 Painel de comando
gerador 2 – cota 56
36 Painel de instrumentos do Reparo de equipamentos 17 04 60 200 Parte interna do painel
gerador 1 – cota 56
37 Tanque de CO2 - Proteção da Reparo de equipamentos 17 06 77 200 Junto ao tanque
maquina 2 – cota 56
38 Piso do caracol – máquina 2 Reparo de equipamentos 17 10 45 200 Junto aos pressostatos
cota 51
39 Difusor – máquina 2 – cota 47 Reparo de equipamentos 17 15 28 200 Junto aos pressostatos
40 Tanques de rebaixamento Reparo de equipamentos 11 00 253 200 Junto aos tanques – dia 12/04
41 Bombas de drenagem da Casa Leitura e medições 11 10 32 300 Painel de acionamento – dia 12/04
de Força – cota 42
42 Bombas de esgotamento da Leitura e medições 11 12 28 300 Painel de acionamento – dia 12/04
Casa de Força – cota 42
43 Tomada d’ água Leitura e medições 18 20 350 300 Painel de acionamento das comportas
44 Subestação – sala de comando Leitura e medições 18 40 640 300 Painéis de comando
45 Subestação – sala de comando Análise de desenhos e diagramas 18 42 600 500 Mesa para apoio de documentos
46 Subestação – sala de Leitura e medições 18 44 120 300 Painéis
telecomunicações
47 Subestação – sala de baterias Leitura do nível das baterias e 18 46 55 200 Centro da sala
reposição de líquido
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Planilha 1 – Levantamento de Iluminação – Dias 11 e 12/04/2002
Pto. Setor Atividade ou operação Hora da Nível [lux] Localização da medição
Nº medição
h min Medido NBR 5413
48 Cozinha – cota 68 Preparo de alimentos 11 40 670 200 Centro da sala – dia 12/04
49 Refeitório – cota 68 Consumo de alimentos 11 43 537 200 Mesa principal
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CEEE Planilha 2 – Levantamento de ruído – Dias 11 e 12/04/2002
PONTO POSTO / LOCAL HORÁRIO NIVEL TIPO DE QUANTIDADE. JORNADA TEMPO MÁXIMA TEMPO DE
DE
DA DE TRABALHADORES DE DE EXPOSIÇÃO EXPOSIÇÃO
AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO RUIDO
RUIDO TRABALHO EXPOSIÇÃO DIÁRIA EXCEDENTE
EXPOSTOS
dB(A) (h/min) (h/min) PERMISSIVEL (h/min)
(h/min)
CONT. INT. LOTADOS PRESENTES
NA AREA AVALIAÇÃO
1 Sala de engenharia 13:30 63 X 3 3 8
2 Sala do motor de 13:40 66 X - - -
acionamento do
elevador
3 Área de montagem 14:04 74 X - - -
4 Sala de comando – 14:21 62 X 2 3 8
cota 64
5 Área externa junto a 14:25 76,5 X - - -
sala de comando –
cota 64
6 Sala de ar 14:34 69 X - - -
condicionado –
centro da sala
7 Sala de ar 14:36 73 X - - -
condicionado – junto
ao painel
8 Sala de tratamento 14:41 69,5 X - - -
de esgoto sanitário
9 Sala de baterias 14:44 79,5 X - - -
10 Sala da manutenção 14:46 67,5 X - - -
11 Sala do sistema de 15:05 84,5 X - - - O valor de ruído medido foi realizado
ventilação forçada somente com a operação do ventilador
do poço de esgotamento e drenagem.
Os ventiladores maiores (Usina) estão
fora de operação por defeito nas aletas
de saída.
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CEEE Planilha 2 – Levantamento de ruído – Dias 11 e 12/04/2002
PONTO POSTO / LOCAL HORÁRIO NIVEL TIPO DE QUANTIDADE. JORNADA TEMPO MÁXIMA TEMPO DE
DE
DA DE TRABALHADORES DE DE EXPOSIÇÃO EXPOSIÇÃO
AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO RUIDO
RUIDO TRABALHO EXPOSIÇÃO DIÁRIA EXCEDENTE
EXPOSTOS
dB(A) (h/min) (h/min) PERMISSIVEL (h/min)
(h/min)
CONT. INT. LOTADOS PRESENTES
NA AREA AVALIAÇÃO
12 Sala do gerador de 15:30 __ X - - - Não foi medido o ruído pois queimou o
emergência motor de indução (arranque) quando
solicitamos que fosse ligado para esta
medição.
13 Sala das bombas de 15:43 103,5 X - - - Foi medido o ruído com a bomba diesel
combate a incêndio ligada.
– junto ao painel do
motor
14 Sala das bombas de 15:45 107 X - - - Foi medido o ruído com a bomba diesel
combate a incêndio - ligada.
junto ao painel de
comando
15 Sala da hidráulica 15:47 62 X - - - As bombas automáticas estavam
desligadas
16 Trafo da unidade 1 15:50 79 X - - - Com ventilação forçada ligada
17 Trafo da unidade 2 15:55 78,5 X - - - Com ventilação forçada ligada
18 Bombas de 16:21 73 X - - -
drenagem da
barragem da
margem direita
19 Depósito de 16:46 75 X - - -
combustíveis da
casa de força
20 Poço da turbina – 16:52 93,7 X - - -
máquina 1 – cota 55
21 Painel de 16:53 76,8 X - - -
instrumentos da
turbina 1 – cota 56
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CEEE Planilha 2 – Levantamento de ruído – Dias 11 e 12/04/2002
PONTO POSTO / LOCAL HORÁRIO NIVEL TIPO DE QUANTIDADE. JORNADA TEMPO MÁXIMA TEMPO DE
DE
DA DE TRABALHADORES DE DE EXPOSIÇÃO EXPOSIÇÃO
AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO RUIDO
RUIDO TRABALHO EXPOSIÇÃO DIÁRIA EXCEDENTE
EXPOSTOS
dB(A) (h/min) (h/min) PERMISSIVEL (h/min)
(h/min)
CONT. INT. LOTADOS PRESENTES
NA AREA AVALIAÇÃO
22 Poço da turbina – 16:55 92,5 X - - -
máquina 2 – cota 55
23 Painel de 16:56 76,3 X - - -
instrumentos da
turbina 2 – cota 56
24 Piso do caracol - 17:09 79,6 X - - -
máquina 2- cota 51
25 Piso do difusor – 17:14 76,5 X - - -
máquina 2 – cota 47
26 Tomada d’ água – 18:21 56 X - - -
junto aos painéis de
acionamento das
comportas
29 Subestação – sala 18:40 < 50 X - - -
de comando
30 Subestação – sala 18:44 66,5 X - - -
de telecomunicações
31 Subestação – sala 18:46 55 X - - - O exaustor está fora de operação
de baterias
32 Pátio da subestação 18:47 < 50 X - - - Esta subestação não possui
transformadores
33 Sala das bombas de 11:15 77,5 X - - - Com uma bomba de drenagem em
drenagem e operação. Dia 12/04
esgotamento da
casa de força
34 Cozinha – cota 68 11:40 67,5 X - - - Dia 12/04
35 Refeitório – cota 68 11:44 72 X - - - Dia 12/04
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• Análise dos Resultados:
Avaliação do iluminamento (Planilha 1 )
Normas utilizadas:
• NR-17;
• NBR 5413;
• NBR 5382;
• NBR 5461.
• Pela planilha 1 verifica-se que o valores encontrados nos locais 10, 12, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 26,
27, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 41, 42, 46, 47 estão abaixo dos níveis estabelecidos.
Avaliação do ruído (Planilha 2 )
Normas utilizadas:
• NR-15, Anexo 1;
Pela planilha 2 verifica-se que os valores encontrados nos locais 11, 12 (apesar de não medido,
com certeza será alto), 13, 14, 20 e 22 são considerados elevados. Assim sendo nestes locais o uso
do protetor auricular é obrigatório.
OBS: As medições de ruído foram sempre realizadas junto aos colaboradores com o máximo das
máquinas rotativas existentes nos locais ligadas, objetivando avaliar o maior nível de pressão
sonora. Pelos valores encontrados, o uso do protetor auricular é obrigatório junto aos locais acima
identificados, sempre que as mesmas estiverem em operação.
7. CONCLUSÃO
Este trabalho ergonômico visa melhorar efetivamente as condições de trabalho dos operadores
e colaboradores da Uhe Dona Francisca visando prevenir doenças ocupacionais. A prática tem
demonstrado que muitas das situações desfavoráveis que agora encontradas necessitam adequações,
poderiam ter sido evitadas, se devidamente analisadas previamente na elaboração do projeto. Citamos
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como exemplo a compra de móveis inadequados, falta de passarelas, iluminação deficiente por mau
posicionamento de luminárias, dificuldade de acessos entre outros.
As empresas no mundo estão evoluindo de forma sistêmica buscando aperfeiçoar as
condições de trabalho, visando preservar a SST (Saúde e Segurança do Trabalho) de todos os
colaboradores e este trabalho busca contemplar esta moderna tendência.
8. BIBLIOGRAFIA
• COUTO, H. de A. – Ergonomia Aplicada ao Trabalho – Vol. I – Belo Horizonte, ERGO
Editora, 1995.
• COUTO, H. de A. – Ergonomia Aplicada ao Trabalho – Vol. II – Belo Horizonte, ERGO
Editora, 1996.
• GRANDJEAN, Etienne – Manual de Ergonomia: adaptando o trabalho ao homem – Porto
Alegre, Ed. Artes Médicas Sul Ltda., 1998.
• IIDA, I. – Ergonomia: Projeto e Produção – São Paulo, Blucher, 1990.
• MTE – Segurança e Medicina do Trabalho – NR 17 – Ergonomia - Editora Atlas – 44 º
Edição, 1999.
• OLIVEIRA, P. A. B. – Introdução à Ergonomia Contemporânea – Curso de Extensão
Universitária, CETAF, 2001.
• PRETTO, C. M. P. – Análise Ergonômica dos Postos de Trabalho – CEEE, CONTER, 1998.
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Foto 01: Sala da Engenharia Foto 02: Sala da Engenharia
Este posto de trabalho apresenta Pé direito com altura inferior a 2,60m. As
equipamentos que comprometem a postura condições de iluminamento e conforto
dos colaboradores, como a posição de térmico são compatíveis com a natureza dos
digitação e os reflexos na tela do trabalhos.
computador. Necessita substituição da
cadeira existente por outra com descanso
para os braços, ajustes de altura e encosto.
Colocação de ajuste móvel de posição do
monitor.
Simpósio de Especialistas em Operação de Centrais Hidrelétricas
Foto 04: Sala da Engenharia
Mesa de trabalho com cantos vivos que deve
ser readequada ou substituída.
Foto 03: Sala da Engenharia
Vista lateral do posto de trabalho onde pode-
se observar a necessidade de substituição da
cadeira existente por outra com descanso
para os braços.
Foto 05: Sala da Engenharia
Mesa de trabalho com cantos vivos e cadeira
sem opções de ajustagens para o usuário
Foto 06: Sala do motor de acionamento do
elevador.
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A sinalização do círculo deverá estar acima
do extintor.
Foto 07 : Sala de comando Foto 08 : Sala de comando
Substituição da cadeira existente por outra Vista total do posto de trabalho da Operação.
com descanso para os braços, ajustes de A luz solar adentra a sala pelas janelas.
altura e encosto. Colocação de ajuste móvel
de posição do monitor.
Foto 09 : Sala de comando Foto 10 : Sala de comando
Readequação da mesa para leitura das Vista lateral do posto de trabalho da
plantas. Operação.
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Foto 12 : Barril do Gerador
Colocação passarela de acesso entre o piso
da casa de força e o topo do barril do
gerador.
Foto 11 : Sala de ar condicionado
Colocação de identificação na porta.
Foto 13 : Sala de Comando Foto 14 : Área de Montagem
Incidência da luz solar ofuscando a visão nas Colocação de película protetora contra
telas dos microcomputadores. incidência da luz solar nos vidros.