ESCOLA ESTADUAL DR.
FERNANDO CORRÊA DA COSTA
CURSO NORMAL MÉDIO
CLAUDIA PATRICIA RODRIGUES DOS SANTOS
RELATÓRIO DE ESTÁGIO – ENSINO FUNDAMENTAL
Em Língua portuguesa foram ministrados os seguintes conteúdos: leitura,
escrita, reestruturação do texto onde no primeiro momento realizei uma sondagem
dando uma atividade de registro individual em que os alunos escreveram o nome
das figuras relacionadas a música "o sapo não lava o pé".
Em seguida também registraram a escrita dessa música em outra atividade.
Num segundo momento de sondagem trabalhei a leitura individual do texto musical
"sapo cururu".
Através dessas sondagens identifiquei um aluno com dislexia, pois seus
textos apresentavam escrita espelhada, e distribuia letras aleatóriamente, além de
não organizar o espaçamento entre as palavras e também não conseguiu ler o
pequeno texto "sapo cururu"
Encontrei também outro aluno que distribuia letras aleatóriamente mas
conseguiu fazer a leitura do pequeno texto "sapo cururu".
Nessa disciplina realizei com os alunos diversas atividades:
utilizando balões e pedacinhos de papéis com palavras fiz o ditado
estourado, onde cada aluno estourava um balão e lia para a turma a
palavra que encontrou;
utilizando massinha de modelar fizemos um ditado e os alunos
formavam as palavras em caixa alta com a massinha;
utilizei um tablet e fizemos uma competição com o aplicativo "forma
palavras – escola games" onde cada aluno, um por vez, formava
palavras de acordo com as figuras apresentadas pelo aplicativo, e
vencia quem alcançava a maior pontuação;
utilizei a caixa surpresa contendo diversas figuras em EVA onde cada
aluno colocava a mão dentro da caixa e retirava uma figura e assim
todos registravam em seus cadernos o nome dessa figuras;
utilizando um barbante com bandeirinhas de festa junina realizei um
ditado onde os alunos escolhiam uma bandeirinha e liam a palavra
escrita atras dela para todos registrarem no caderno;
Pedi aos alunos que fizessem um desenho livre e escrevessem uma
pequena história sobre esse desenho;
Em outra ocasião pedi que fizessem um desenho livre e registrassem
o nome de cada componente de seus desenhos;
Entreguei atividades xerocopiadas de leitura e interpretação onde os
alunos responderam individualmente;
Em todas as aulas utilizei letras móveis de EVA para auxiliar os alunos na
formação de diversas palavras e através disso o aluno com dislexia não apresentou
mais escrita espelhada e nem letras distribuidas aleatóriamente.
Ao trabalhar a sonoridade de cada letra no momento da formação das
palavras evidenciei que as dificuldades de escrita e leitura foram sanadas,
principalmente com relação ao aluno com dislexia que ao final dessas aulas
conseguiu escrever um pequeno texto além de registrar no caderno as perguntas
de interpretação e também fazer leitura de outro texto em voz alta.
A experiência adquirida por mim em sala de aula, fez com que de agora em
diante, eu compreenda melhor as teorias da educação. Nesse Estágio tive a
oportunidade de associar a teoria com a prática e pude ver o processo ensino-
aprendizagem como realmente é me possibilitando, assim, a agir como mediadora
entre o aluno e o conhecimento.
Ao aprendiz como sujeito de sua aprendizagem
corresponde, necessariamente, um professor
sujeito de sua prática docente.
Telma Weisz