Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação á Distância
Pessoa Humana
Olga Emílio Pedro Samo
Docente:
Curso: Administração Pública
Disciplina: Teologia
2ºAno
Quelimane, Junho de 2020
Índice
Introdução....................................................................................................................................3
Objectivo......................................................................................................................................3
Metodologia.................................................................................................................................3
Conceito Pessoa Humana............................................................................................................4
Responsabilidade Moral..............................................................................................................4
Consciência..................................................................................................................................5
Tipos de Consciência...................................................................................................................5
Faculdade Moral..........................................................................................................................6
Bioética........................................................................................................................................6
A vida Humana............................................................................................................................6
Sexualidade Humana...................................................................................................................6
Actos Contra a vida Humana.......................................................................................................7
Pensamento Social da Igreja........................................................................................................8
Conclusão..................................................................................................................................10
Bibliografia................................................................................................................................11
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Introdução
Com base na cadeira, abordarei o tema relacionado a Pessoa Humana &
Responsabilidade Moral, onde vou começar pela conceituação, fundamentos básicos e
suas teorias.
Objectivo
O objectivo deste trabalho é de trazer conhecimentos teóricos e práticos relativos
ao tema em causa.
Metodologia
Para que fosse possível a realização do presente trabalho, o grupo teve como
metodologia de trabalho a consulta bibliográfica.
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Conceito Pessoa Humana
A pessoa Humana é uma criatura de Deus, justificada por Jesus Cristo e prometida á
divinização. A visão cristã do ser humano supõe uma estrutura própria de quem crê,
espera e ama.
Crer, esperar e amar são 3 operações reunidas que tem uma significação religiosa e
designam a verdadeira relação ao Deus verdadeiro, o Deus de Jesus Cristo.
Ora a relação dos homens a Deus é sempre de ordem activa, da classe do fazer e
introduz sempre uma dinâmica Esta visão do ser humano, não deve ser confundida com
outras maneiras de abordar a questão do homem. Trata-se do que o cristianismo
confessa e compreende do comportamento humano quando ele considera que a maneira
de ser homem não é sem relação a Deus. O Cristianismo confessa que a condição
humana é, como tal, vocação a crer, esperar e amar.
Em outra vertente pessoa humana é um valor moral e espiritual inerente à pessoa, ou
seja, todo ser humano é dotado desse preceito, e tal constitui o princípio máximo do
estado democrático de direito.
Responsabilidade Moral
Responsabilidade quer dizer que uma pessoa deve ser capaz de prestar contas por suas
acções e pelas consequências que delas de correm. Sendo assim, só pode responder por
suas acções o indivíduo capa z de possuir a liberdade d e escolha. Para que se possa
falar em responsabilidade moral é necessário que se entenda o livre arbítrio.
Associamos questões de responsabilidade ao que julgamos deveres ou obrigações que
cada um tem para com os demais. Dentre essas obrigações há as que expressam deveres
estritos. Mas como nem todos “deveres morais” expressam deveres em sentido estrito, é
comum atribuirmos responsabilidade moral para além daquilo a que estamos
estritamente obrigados. Não é incomum afirmar que alguém deveria ter feito ou deixado
de fazer algo, mesmo se ele não tinha a obrigação estrita de fazê-lo ou deixar de fazê-lo.
Mas como poderíamos “culpar” ou “condenar” moralmente alguém se ele não tinha a
obrigação estrita de fazê-lo? É que o escopo de nossas avaliações “morais”, sendo
amplo, comporta tipos diversos de “demandas”, o mesmo devendo valer para nossas
“atitudes reactivas”, tais como o ressentimento e seus análogos vicários, como a
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indignação. Porém, reacções como o ressentimento e a indignação não podem ser
reacções genéricas à má vontade, à indiferença ou à falta de consideração, mas reacções
“apropriadas”a injustiças. Se alguém devia fazer algo, porém não estava efectivamente
submetido ao dever estrito de fazê-lo, indignar-se é reagir exageradamente, muito além
do que é contextualmente apropriado. Afinal, o modo como reagimos moralmente de
forma apropriada não pode estar completamente dissociado do modo como
interpretamos certos fatos.
Consciência
O termo consciência, em seu sentido moral, é uma habilidade, capacidade, intuição, ou
julgamento do intelecto que distingue o certo do errado. Juízos morais desse tipos
podem reflectir valores ou normas sociais (princípios e regras). Em
termos psicológicos a consciência é descrita como conduzindo a sentimentos já
de remorso, quando o indivíduo age contra seus valores morais, já de rectidão ou
integridade, quando a acção corresponde a essas normas. Em que medida a consciência
representa um juízo anterior a uma acção e se tais juízos baseiam-se, ou deveriam
basear-se, somente na razão é um tema muito discutido em toda a história da filosofia.
Tipos de Consciência
Os principais tipos de consciência que se destacam na filosofia e no filosofar
são: consciência de si, consciência do outro, inconsciência, consciência imediata
e consciência reflectida
Tipos de consciência:
Consciência adoradora.
Consciência afectiva.
Consciência amadora.
Consciência ambiental.
Consciência assistencial.
Consciência bioquímica.
Consciência cidadã.
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Consciência cívica.
Faculdade Moral
Numa breve definição de faculdade moral, podemos dizer que se trata do conjunto de
valores, de normas e de noções do que é certo ou errado, proibido e permitido, dentro de
uma determinada sociedade, de uma cultura. Como sabemos, as práticas positivas de um
código moral são importantes para que possamos viver em sociedade, fato que fortalece
cada vez mais a coesão dos laços que garantem a solidariedade social. Do contrário,
teríamos uma situação de caos, de luta de todos contra todos para o atendimento de
nossas vontades.
Bioética
Bioética é um estudo sistemático da conduta humana, no âmbito das ciências da vida e
da saúde, considera a luz e valores e de princípios morais.
No âmbito das ciências da vida da saúde compreende a consideração da biosfera para
além da medicina.
A bioética é a orientação que diz respeito às intervenções sobre a vida, entendida em
sentido extensivo que se deve compreender também as intervenções sobre a vida e
saúde do homem.
A vida Humana
Início da vida humana
O ser o humano começa a existir no acto sexual o óvulo que sempre tem cromossoma X
fica fecundado pelo espermatozóide que tem ou cromossoma X ou Y, o resultado numa
menina-XX, ou num rapaz-XY, dependendo do tipo de espermatozóide que fecunda o
óvulo.
Sexualidade Humana
Conceito
A regulamentação da sexualidade humana é firmemente radicada na carne e no sangue e
toca num conjunto factores:
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1. Sexo Cromossómico: depende da constituição genética que distingue
cromossomas sexuais diferentes, XX na mulher e XY no homem, essa fórmula
reside todas as diferenciações ulteriores.
2. Sexo gonádico: distingue na mulher órgãos genitais do tipo feminino, os
ovários, e no homem, testículos, órgãos do tipo masculino. Neste contexto
distingue-se o sexo enzimático, isto é, a existências de substâncias químicas
provenientes dos games que provocam as determinações gonádicas que
aparecem no crescimento do indivíduo (Laversim, 755).
3. Sexo endócrino: Concerne as secreções hormonais das glândulas endócrinas
que ficam derramadas directamente no sangue do individuo para permear todo
organismo. O sexo endócrino é essencialmente mas não unicamente relacionado
as gonatas e determinam o aspecto interior do individuo (Laversim, 755).
4. Sexo Morfológico: Concerne com as características sexuais secundárias
exteriores-órgãos genitais externos, estaturas, abundancias, disposição do pelo, o
tom da voz etc. Trata-se do sexo do estado civil (Laversim, 755).
5. Sexo Psicológico: constituído pelas características afectivas e intelectuais de
cada sexo (Laversim, 755).
6. Sexo Funcional: troca o papel do individuo de realizar um acto sexual seguido
ou não por procriação (Laversim, 755).
7. Sexo Social: refere a vida na sociedade, segundo o papel de cada sexo fora do
acto sexual, por exemplo, na vida familiar, no campo profissional.
Actos Contra a vida Humana
A Contracepção
E o mecanismo de interferência no processo natural da fecundação. Esta pode ser
preventiva, impedindo a fecundação, ou abortivo, impedindo o desenvolvimento do
óvulo fecundado.
Reprodução
Consiste na assistência médica do processo de reprodução humana. Existem várias
técnicas de assistências de acordo com os motivos da necessidade da assistência.
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Pensamento Social da Igreja
Os principais pensamentos sociais da Igreja são:
A Justiça: a justiça consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao
próximo o que lhes é devido. Elas se traduzem na atitude determinada pela
vontade de reconhecer o outro como pessoa com direitos e deveres.
A Caridade: entre as virtudes no seu conjunto e, em particular, entre virtudes,
valores sociais e a caridade, subsiste um profundo liame, que deve ser cada vez
mais acuradamente reconhecido.
Bem comum: o bem comum é a dimensão social e o comunitário do bem moral.
Ele não consiste na simples soma dos bens particulares de cada sujeito do corpo
social. Sendo de todos e de cada um, é e permanece comum, porque, porque
indivisível e porque e porque somente juntos é possível alcança-lo, aumentá-lo e
conservá-lo, também em vista do futuro.
Subsidiariedade: é o princípio que preconiza a entreajuda entre as pessoas,
instituições e sociedades salvaguardando a autonomia que lhes é devida. A
subsidiariedade entendida em sentido positivo, como ajuda económica,
institucional, legislativa oferecida ás entidades sociais menores, corresponde
uma série de implicações em negativo, que impõem ao Estado abster-se de tudo
o que, de facto, restringir o espaço vital das células menores e essenciais da
sociedade.
Solidariedade: a solidariedade confere particular relevo intrínseca sociabilidade
da pessoa humana, a igualdade de todos em dignidade direitos, ao caminho
comum dos homens e dos povos para uma unidade cada vez mais convicta.
Boa Governação: Esta caracteriza-se pela capacidade de ter um projecto,
orientado a favorecer uma convivência social mais livre e mais justa, em que
vários grupos de cidadãos, mobilizando-se para elaborar e exprimir as próprias
orientações, para fazer frente as suas necessidades fundamentais, para defender
legítimos interesses.
A Paz: fruto da justiça e da caridade: A paz é um valor um dever universal e
encontra o seu fundamento na ordem racional e moral da sociedade que tem as
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suas raízes no próprio Deus, fonte primaria do ser, verdade essencial e bem
supremo.
Defesa da cultura: A palavra «cultura» indica, em geral, todas as coisas por
meio das quais o homem apura e desenvolve as múltiplas capacidades do seu
espírito e do seu corpo; se esforça por dominar, pelo estudo e pelo trabalho, o
próprio mundo; torna mais humana, com o progresso dos costumes e das
instituições, a vida social, quer na família quer na comunidade civil; e,
finalmente, no decorrer do tempo, exprime, comunica aos outros e conserva nas
obras, para que sejam de proveito a muitos e até á inteira humanidade, as suas
grandes experiencias espirituais e as suas aspirações.
A Família: A íntima comunidade da vida e do amor conjugal, fundada pelo
criador e dotada de leis próprias, é instituída por meio da aliança matrimonial,
ou seja pelo irrevogável consentimento pessoal. Deste modo, por meio do acto
humano com o qual os cônjuges mutuamente se dão e recebem um ao outro,
nasce uma instituição também á face da sociedade, confirmada pela lei divina.
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Conclusão
Com base no estudo o tema realizado conclui-se que as práticas positivas de um código
moral são importantes para que possamos viver em sociedade, fato que fortalece cada
vez mais a coesão dos laços que garantem a solidariedade social.
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Bibliografia
ENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo
Gonet. Hermenêutica. Fundamentos de Teologia. Brasília: 2002, pp.232-236.
Coyly, K. (2000). Teologia da criação. São Paulo: Edições Loyola.
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