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Moda Digital: Transformação da Indústria

O documento discute como a moda digital está impactando a indústria da moda, incluindo o desenvolvimento de roupas que existem apenas no mundo virtual, desfiles e coleções digitais, e a produção sob demanda após a criação e exibição digital de peças.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Moda Digital: Transformação da Indústria

O documento discute como a moda digital está impactando a indústria da moda, incluindo o desenvolvimento de roupas que existem apenas no mundo virtual, desfiles e coleções digitais, e a produção sob demanda após a criação e exibição digital de peças.
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Report de Moda e Comportamento_ Novos Tempos: como a Moda Digital impacta a Indústria_ Maio 2020

Por Marina Giustino | Arte Haydée Lima

Já pensou desenvolver peças que só existem no mundo virtual, vestidas por um avatar ou pelo
próprio consumidor em realidade aumentada? Ou realizar um desfile, uma campanha ou, ainda,
mostruários de showroom totalmente digitais para serem apresentados e depois reproduzidos
fisicamente sob demanda? Com a impossibilidade de deslocamentos e contatos físicos, roupas
criadas e exibidas digitalmente não parecem tão distantes assim da realidade. Muito se tem
falado sobre rever os processos da Indústria, o que inclui a maneira como produzimos
e apresentamos coleções. Até recentemente, a ideia de uma semana de moda virtual parecia
impensável, mas a crise fez com que eventos como a London Fashion Week se adaptassem a um
novo contexto. Independentemente de Covid-19, este é um assunto que já vinha sendo discutido
por conta da emergência climática. Mas a quarentena acabou acelerando o debate e a demanda
de marcas que se viram impossibilitadas de produzir durante o período.

A Moda digital é um vasto campo a ser explorado. O primeiro ponto que deve ser ressaltado
é que ela não gera resíduos. Desenvolver uma moda 100% digital pode ser libertador, pois
é uma moda que pode ser criada sem culpa. Não há limitações econômicas, estéticas e de
tamanho. É uma oportunidade de colocar em prática as ideias mais loucas, criando peças que
não poderiam existir no espaço físico por exemplo. O segundo ponto é que não se pode negar
a presença do online em nossas vidas. A tela já se tornou parte das nossas rotinas com o uso
massivo de apps através de lives no Instagram, reuniões via Zoom, encontros no Houseparty,
vídeos do TikTok e por aí vai... Criar peças pensando em seu uso exclusivamente online é algo
muito promissor pros dias de hoje. Já pensou vestir um body da cor da pele como base e ir
acrescentando peças em realidade aumentada por cima dele, podendo trocá-las com apenas
um clique, para diferentes ocasiões do dia?

Mas peraí, isso significa que a Moda digital irá substituir a Moda física? De maneira alguma.
O digital deve ser visto como um aliado, facilitando processos, tornando-os mais sustentáveis
e democratizando o uso de peças. Sabemos que nada pode substituir o valor de uma Moda
artesanal, feita à mão, com séculos de tradição. O intuito não é esse. Há espaço tanto para
roupas usadas na ‘”vida real” quanto para aquelas usadas em ocasiões online. Marques Almeida + I.T + The Fabricant

Quer saber mais? Acompanha o report que a gente elaborou com o maior entusiasmo pra você! ;)
a era dos filtros_
A Gucci foi uma das primeiras marcas de Moda a embarcar
na ideia da realidade aumentada. Em 2019, a marca lançou um app
em parceria com a startup Wannaby que propunha aos consumidores
experimentar virtualmente alguns acessórios, dentre eles o modelo
de tênis Ace. Bastava apontar a câmera do celular para os pés
e visualizar o calçado em você, sendo possível customizá-lo com
patches, bordados e listras. O consumidor podia tanto comprar
a peça quanto salvar a foto e compartilhar nas redes, o que ajudou
a viralizar a iniciativa. Logo depois, vimos explodir no Instagram uma
série de filtros desenvolvidos por marcas com acessórios icônicos,
como bolsas, óculos, joias. Basta um clique para se ter uma peça de
luxo no mundo virtual. A ideia, sem dúvidas, ajuda a democratizar
itens que muitas vezes não podem ser adquiridos fisicamente, além
de ser uma maneira bastante espontânea de divulgação. Em tempos
em que o rosto é o grande protagonista das telas e os filtros são
a nossa “nova maquiagem”, nada mais pertinente do que trazer isto
pro campo da Moda. Quer uma dica de por onde começar? Comece
pelos filtros. Os filtros são apenas o primeiro passo desta grande
revolução que é a Moda Digital.

Dior
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@jujulattuca
Gucci Jacquemus Collina Strada Balmain

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gameficação_
O potencial de colaboração da Indústria da Moda com a Indústria dos
Games é enorme e pouquíssimo explorado por marcas. Já existem
muitos designers de software preparados para criar não só roupas
para personagens de games como também para mídias sociais.
A criação deste tipo de design é cada vez mais popular, como
apontou a pesquisadora Fernanda Cintra do CRIÁVEL Caps, nossa
plataforma de pesquisa de tendências, na aula de Novas Linguagens
de Moda. Jogos como Animal Crossing estão permitindo que usuários
baixem gratuitamente para seus personagens modelos de roupas da
Gucci, Prada e Valentino. O The Sims também virou um playground de
Alta Moda, com contas de Instagram totalmente dedicadas à estética,
com looks de Marine Serre, Mugler, Bottega Veneta e Telfar.
Possivemente, a primeira marca a apostar na ideia de colaboração
com este universo foi a Louis Vuitton, que em 2016 trouxe uma
personagem da série Final Fantasy VIII, que conta com mais de 100
milhões de jogadores no mundo, para estrelar uma campanha.
Existem jogadores que estão realmente dispostos a pagar por novas
“skins” para seus avatares vestirem no Fortnite como extensão de
seus estilos pessoais ou até mesmo por status. Inclusive, alguns
designers de interiores já estão sendo pagos para projetar casas no
Animal Crossing, viu?

Louis Vuitton
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@animalcrossingfashionarchive / Marc Jacobs @idsims / Mugler @skinnycleo / Chanel

Report de Moda e Comportamento_ Novos Tempos: como a Moda Digital impacta a Indústria_ Maio 2020 | Bureau de Estilo ReA | CRIÁVEL
100%digital_
Um dos exemplos mais icônicos de Moda Digital aplicado ao mercado
é o da marca escandinava Carlings, que lançou uma coleção totalmente
virtual. Inicialmente a ideia era chamar a atenção sobre questões
ambientais e o desperdício da cadeia, mas a marca acabou abrindo
caminho para um novo nicho. Ao entrar no site, o cliente escolhe uma
peça da coleção, faz upload de uma foto sua e em seguida encomenda
a peça que custa cerca de 20 Euros. Após a compra, um designer da
marca irá vestir a imagem do cliente digitalmente, ajustando a peça nos
mínimos detalhes. Quando receber a foto de volta, o consumidor terá um
look virtual que poderá ser postado em suas redes sociais. A The
Fabricant, maison holandesa que se dedica inteiramente a criar roupas
digitais, lançou recentemente o primeiro vestido de Alta-Costura digital
do mundo, que foi vendido por 9.500 Dólares em um leilão. Dentre
as vantagens de se fabricar uma moda 100% digital é a de que enquanto
o software estiver disponível, a roupa vai estar sempre nova, sem
manchas, sem desgastes. Este tipo de moda também permite que
os designers possam criar de maneira livre, sem preocupações com
orçamentos, quantidade de peças ou adequações a qualquer tipo de
norma. O céu é o limite. O processo de design gráfico pode até ser
demorado, mas não há desperdício e nenhuma peça vai acabar
em um aterro sanitário.

Carlings Report de Moda e Comportamento_ Novos Tempos: como a Moda Digital impacta a Indústria_ Maio 2020 | Bureau de Estilo ReA | CRIÁVEL
Carlings: https://digitalcollection.carlings.com

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The Fabricant

Report de Moda e Comportamento_ Novos Tempos: como a Moda Digital impacta a Indústria_ Maio 2020 | Bureau de Estilo ReA | CRIÁVEL
materialização sob demanda_
Partir do digital para depois materializar também é uma alternativa que
vem sendo bastante requisitada. Levando em consideração toda a energia
gasta desproporcionalmente na produção de desfiles, showrooms
e shootings monumentais, atualmente, algumas marcas vêm criando peças
digitais para serem apresentadas a compradores e clientes. E se a venda for
concretizada, aí sim a peça será produzida fisicamente. É sustentável não
apenas economicamente mas, também, ambientalmente, já que resíduos não
serão gerados de forma desnecessária. É o caso da marca Napapijri que criou
amostras 3D digitais de sua coleção em parceria com a The Fabricant para
o Verão 2020. O designer Timothée Gleize foi além. Não só criou sua coleção
virtual como todo o espaço de seu showroom, colocando seu avatar dentro
de uma sala e convidando clientes para descobrirem seu universo. Já
a Marques Almeida elaborou uma jaqueta em parceria com a marca I.T.
Na ocasião do lançamento, ninguém pôde experimentá-la, ninguém a viu
fisicamente, apenas através de telas em tamanho real e, mesmo assim,
a peça se esgotou. Quem comprou a jaqueta recebeu depois a sua versão
materializada. Um ano mais tarde, a mesma peça foi colocada para download
gratuito no site da The Fabricant. Para vestir a jaqueta no formato digital
e fazer bom proveito é necessário saber manusear softwares como CLO3D,
OBJ e FBX. O objetivo da The Fabricant ao disponibilizar gratuitamente
artigos pra download é justamente o de inspirar designers a explorar mais
o universo da Moda 3D.
Napapijri + The Fabricant
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Napapijri + The Fabricant

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Marques Almeida + I.T + The Fabricant

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Timothée Gleize

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