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Insetos Do Cerrado PDF

Este documento resume um estudo sobre a distribuição sazonal e abundância de insetos em uma área de Cerradão no Distrito Federal, Brasil. Os principais achados são: 1) Foram coletados 129.199 espécimes de insetos pertencentes a 18 ordens, sendo as ordens Hymenoptera, Diptera, Coleoptera, Lepidoptera, Isoptera e Hemiptera as mais abundantes. 2) Apenas Lepidoptera e Hemiptera apresentaram relação com variáveis climáticas como temperatura. 3) Todas as

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Este documento resume um estudo sobre a distribuição sazonal e abundância de insetos em uma área de Cerradão no Distrito Federal, Brasil. Os principais achados são: 1) Foram coletados 129.199 espécimes de insetos pertencentes a 18 ordens, sendo as ordens Hymenoptera, Diptera, Coleoptera, Lepidoptera, Isoptera e Hemiptera as mais abundantes. 2) Apenas Lepidoptera e Hemiptera apresentaram relação com variáveis climáticas como temperatura. 3) Todas as

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216

ISSN 1676 - 918X


Agosto, 2008

Insetos de Cerrado: distribuição


estacional e abundância

CGPE 7552
ISSN 1676-918X
Agosto, 2008
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Embrapa Cerrados
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Boletim de Pesquisa
e Desenvolvimento 216

Insetos de Cerrado:
distribuição estacional e
abundância

Charles Martins de Oliveira


Marina Regina Frizzas

Planaltina, DF
2008
Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na:

Embrapa Cerrados
BR 020, Km 18, Rod. Brasília/Fortaleza
Caixa Postal 08223
CEP 73310-970 Planaltina, DF
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Fax: (61) 3388-9879
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Comitê de Publicações da Unidade


Presidente: José de Ribamar N. dos Anjos
Secretária-Executiva: Maria Edilva Nogueira

Supervisão editorial: Fernanda Vidigal Cabral de Miranda


Equipe de Revisão: Fernanda Vidigal Cabral de Miranda
Francisca Elijani do Nascimento
Jussara Flores de Oliveira Arbués
Normalização bibliográfica: Marilaine Schaun Palufê
Editoração eletrônica: Leila Sandra Gomes Alencar
Capa: Leila Sandra Gomes Alencar
Foto(s) da capa: Charles Martins de Oliveira
Impressão e acabamento: Divino Batista de Souza
Alexandre Moreira Veloso

Impresso no Serviço Gráfico da Embrapa Cerrados

1a edição
1a impressão (2008): tiragem 100 exemplares

Todos os direitos reservados


A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em
parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei no 9.610).
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Embrapa Cerrados

048i Oliveira, Charles Martins de.


Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância / Charles
Martins de Oliveira, Marina Regina Frizzas. – Planaltina, DF :
Embrapa Cerrados, 2008.
26 p.— (Boletim de pesquisa e desenvolvimento / Embrapa
Cerrados, ISSN 1676-918X ; 216)

1. Inseto. 2. Cerrado. 3. Clima. I. Frizzas, Marina Regina. II.


Título. III. Série.
595.7 - CDD 21
 Embrapa 2008
Sumário

Resumo......................................................................................5
Abstract......................................................................................6
Introdução...................................................................................7
Material e Métodos.......................................................................8
Área de estudo........................................................................8
Coleta de insetos.....................................................................9
Análises estatísticas.................................................................9
Resultados................................................................................ 10
Discussão................................................................................. 14
Conclusões................................................................................ 21
Agradecimentos......................................................................... 21
Referências .............................................................................. 22
Insetos de Cerrado:
distribuição estacional e
abundância
Charles Martins de Oliveira1
Marina Regina Frizzas2

Resumo
No Cerrado brasileiro, a alternância entre as estações seca e chuvosa é
particularmente evidente, e essa característica tem sido apontada como
responsável pela sazonalidade nos Insecta. Investigou-se o padrão estacional
de distribuição e a abundância de insetos em uma área de Cerradão do
Distrito Federal, Brasil, e a influência das variáveis climáticas na sazonalidade
desses organismos. Para a coleta dos insetos, utilizou-se uma armadilha
luminosa instalada quinzenalmente, entre agosto de 2005 e julho de 2006.
Os insetos coletados foram separados em nível de ordem e quantificados.
Os dados foram submetidos a análise faunística, a regressão linear múltipla
com as variáveis climáticas (temperatura, precipitação e umidade relativa)
e a análise circular de distribuição. Foram coletados 129.199 espécimes de
insetos pertencentes a 18 ordens. As ordens com as maiores porcentagens
de espécimes foram Hymenoptera (54 %), Diptera (27 %), Coleoptera
(8 %), Lepidoptera (4 %), Isoptera (4 %) e Hemiptera (2 %), que juntas
representaram 99,2 % de todos os espécimes coletados. Apenas Lepidoptera
e Hemiptera apresentaram relação com as variáveis climáticas (temperatura).
Todas as ordens, com exceção de Diptera e Lepidoptera, apresentaram uma
distribuição agrupada, com maior abundância no início da estação chuvosa. A
sazonalidade em abundância e a distribuição dos Insecta, de uma forma geral,
e para algumas ordens são discutidas.
Termos para indexação: Insecta, sazonalidade, Bioma Cerrado,
armadilha luminosa.
Engenheiro Agrônomo, [Link]., Pesquisador da Embrapa Cerrados, charles@[Link]
1

Engenheira Agrônoma, [Link]., Professora do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB/FACES),


2

SEPN 707/909, Asa Norte, Brasília, DF, 70790-075


Insects of “Cerrado”:
Seasonal distribution and
abundance

Abstract
In the Brazilian “Cerrado”, wet and dry seasons alternation is
particularly evident and this feature has been identified as responsible
for seasonality in Insecta. It was investigated the seasonal pattern
of distribution and abundance of insects in an area of “Cerradão” of
the Federal District, Brazil and the influence of climatic variables in
the seasonality of organisms. The insects were collected with a light
trap installed fortnightly, between August/2005 and July/2006. The
insects collected were separate at order level and counted. The data
were subjected to faunistic analysis, multiple linear regression with
climatic variables (temperature, precipitation and relative humidity)
and an circular analysis. A total of 129,199 specimens of insects
belonging to 18 orders was collected. The orders with the highest
percentages of specimens were Hymenoptera (54 %), Diptera (27 %),
Coleoptera (8 %), Lepidoptera (4 %), Isoptera (4 %) and Hemiptera (2
%), which together accounted for 99,2 % of all specimens collected.
Only Lepidoptera and Hemiptera presented relationship with climatic
variables (temperature). All orders, except Lepidoptera and Diptera,
presented a grouped distribution, with greater abundance at the first
half of the rainy season. The seasonality in abundance and distribution
for the Insecta, in general, and for some orders is discussed.
Index terms: Insecta, seasonality, Cerrado Biome, light trap.
Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 7

Introdução
O Cerrado ocupa uma área de aproximadamente 24 % do território
nacional (IBGE, 2004). Abrange quase a totalidade da Região Centro-
Oeste, partes das regiões Norte, Nordeste e Sudeste e apenas 2 % na
Região Sul do Brasil (Ribeiro; Walter, 2008; Sano et al., 2008).
Estima-se que contenha cerca de 30 % da biodiversidade brasileira
(Dias, 1996) e, a despeito desse fato, figura na lista dos 25 biomas de
alta biodiversidade mais ameaçados do mundo (Mittermeier et al.,
2005).

A fauna de invertebrados no Cerrado é ainda pouco conhecida, porém


estima-se que existam pelo menos 90 mil espécies (DIAS, 1992) e
que um grande número dessas sejam endêmicas (Klink; Machado,
2005). Esse número, contudo, parece ser uma subestimativa do
número real de espécies, em virtude da escassez de estudos sobre
esses organismos.

Pouco se conhece a respeito dos padrões estacionais de distribuição


e abundância de insetos em áreas de Cerrado e de como os fatores
bióticos e abióticos interferem na sazonalidade desse grupo (Pinheiro
et al., 2002). Alguns estudos têm provido evidências de que os insetos
tropicais sofrem alterações estacionais em abundância, principalmente
em áreas onde as estações chuvosas e secas se alternam (Wolda,
1978a; 1978b; Wolda; Fisk, 1981). A região central do Bioma
Cerrado apresenta um clima tipicamente bimodal no que se refere à
distribuição de chuvas, havendo uma estação seca (abril a setembro),
na qual a média anual de precipitação é de 185 mm, e uma estação
chuvosa (outubro a março) com precipitação média anual de
1.212 mm (Silva et al., 2008). As alterações entre estação seca e
chuvosa exercem forte influência na fisiologia e fenologia das plantas,
determinando os períodos de crescimento vegetativo e repouso,
florescimento e frutificação, o que, em última análise, aumenta ou
diminui os recursos alimentares para herbívoros, em que se incluem
muitas espécies de insetos.
8 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

O objetivo deste estudo foi avaliar o padrão estacional de distribuição


e abundância de insetos em uma área de Cerradão em Planaltina, DF,
e verificar a influência de variáveis climáticas na sazonalidade desse
grupo.

Material e Métodos
Área de estudo
O estudo foi conduzido em uma área de Cerrado de aproximadamente
40 ha localizada em Planaltina, DF (47°42’28”W; 15°36’18”S;
1.007 m) (Fig. 1). A vegetação local foi classificada como Cerradão,
caracterizada pela predominância de espécies arbóreas (em média
acima de 15 m), com a formação de um dossel contínuo, sem
associação com cursos de água (Ribeiro; Walter, 2008).

Fig. 1. Vista aérea da área de estudo.


Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 9

Coleta de insetos
As coletas foram realizadas quinzenalmente durante um ano, entre
os meses de agosto de 2005 e julho de 2006. A armadilha luminosa
utilizada foi semelhante ao modelo Intral, com lâmpada fluorescente
F15T8 BLB acoplada a um recipiente de coleta contendo álcool
70 % e detergente. A armadilha foi fixada a uma altura aproximada
de 2 m do solo por meio de um suporte metálico e conectada a
uma bateria automotiva de 12 V e 60 Ah, permanecendo ligada por
aproximadamente 14 horas (das 18h às 8h). Os insetos coletados
foram transportados ao laboratório de Entomologia da Embrapa
Cerrados e posteriormente transferidos para frascos contendo álcool
70 %. Sob microscópio estereoscópico, os insetos foram separados em
nível de ordem e contados. Todos os insetos coletados encontram-se
depositados no museu entomológico da Embrapa Cerrados.

Os dados meteorológicos diários de precipitação pluvial, temperatura e


umidade relativa do ar foram obtidos junto ao laboratório de Biofísica
Ambiental da Embrapa Cerrados.

Análises estatísticas
Realizou-se uma análise faunística visando selecionar as ordens
predominantes, isso é, aquelas que obtiveram os maiores índices
faunísticos de dominância, abundância, freqüência e constância
(Silveira Neto et al., 1995). Os índices foram calculados com base
no programa Anafau (Moraes et al., 2003).

Para verificar a relação da abundância, a distribuição estacional das


ordens de insetos predominantes e as variáveis climáticas (temperatura
média mensal, precipitação pluviométrica mensal e umidade relativa do
ar média mensal), foram realizadas análises de regressão linear múltipla,
conforme Pinheiro et al. (2002), utilizando o programa estatístico SAS
(SAS Institute, 2001).

Como a abundância de insetos ao longo do tempo não apresenta um


incremento linear e se constitui em processo periódico (Pinheiro
10 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

et al., 2002), verificou-se a existência de sazonalidade na distribuição


temporal das ordens de insetos por meio de uma análise circular (Zar,
1999), que permite determinar a ocorrência de picos populacionais.
Foram calculados o coeficiente de agregação r, cujo valor pode variar
de 0 (dispersão máxima dos dados) a 1 (agregação máxima dos dados
em uma mesma direção), e o desvio-padrão circular So (Zar, 1999),
por meio do programa Oriana 2.02 (Kovach, 2004).

Resultados
Coletou-se um total de 129.199 espécimes de insetos pertencentes
a 18 ordens. As ordens com os maiores números de espécimes
foram Hymenoptera (69.613), que representou 54 % do total
coletado; Diptera (35.065), com 27 %; Coleoptera (10.108),
com 8 %, Lepidoptera (5.669), com 4 %; Isoptera (4.766), com
4 %; e Hemiptera (2.911), com 2 % (Tabela 1). Essas seis ordens
juntas representaram 99,2 % de todos os insetos coletados e
apresentaram os maiores índices faunísticos, sendo classificadas
como superdominantes, superabundantes, superfreqüentes e
constantes, com exceção de Isoptera, a qual, quanto à constância,
foi classificada como acessória. As demais ordens (Psocoptera,
Trichoptera, Thysanoptera, Ephemeroptera, Blattodea, Neuroptera,
Orthoptera, Mantodea, Dermaptera, Odonata, Strepsiptera e
Plecoptera) representaram 0,8 % dos insetos coletados e não foram
incluídas na discussão deste estudo.

De uma forma geral, o pico populacional de insetos ocorreu no início


da estação chuvosa, mais especificamente no mês de novembro, o
que pode ser observado para os Insecta (soma de todos espécimes
coletados) e para as ordens Hymenoptera, Coleoptera e Isoptera.
Lepidoptera apresentou picos populacionais em setembro e outubro;
a ordem Hemiptera, em outubro; e Diptera, picos populacionais em
setembro e janeiro, durante a estação chuvosa, e em maio, na estação
seca (Fig. 2).
Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 11

Tabela 1. Total de espécimes por ordem, número de coletas, índices faunísticos


(dominância, abundância, freqüência e constância) para os Insecta coletados
em armadilha luminosa em área de Cerradão em Planaltina, DF.

Ordens Indivíduos Coletas Dominância(1) Abundância(2) Freqüência(3) Constância(4)


Hymenoptera 69.613 24 SD sa SF W
Diptera 35.065 24 SD sa SF W
Coleoptera 10.108 24 SD sa SF W
Lepidoptera 5.669 24 SD sa SF W
Isoptera 4.766 11 SD sa SF Y
Hemiptera 2.911 24 SD sa SF W
Psocoptera 393 18 SD sa SF W
Trichoptera 242 23 D ma MF W
Thysanoptera 129 10 D ma MF Y
Ephemeroptera 121 5 D a MF Z
Blattodea 95 16 D c F Y
Neuroptera 33 6 ND c F Z
Orthoptera 17 7 ND c F Z
Mantodea 14 5 ND d PF Z
Dermaptera 7 3 ND d PF Z
Odonata 7 4 ND d PF Z
Strepsiptera 6 3 ND d PF Z
Plecoptera 3 2 ND d PF Z
1
Superdominante (SD), dominante (D), não-dominante (ND).
2
Superabundante (sa), muito abundante (ma), abundante (a), comum (c), dispersa (d).
3
Superfreqüente (SF), muito freqüente (MF), freqüente (F), pouco freqüente (PF).
4
Constante (W), acessória (Y), acidental (Z).
12 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

Insecta dez./05 Hymenoptera dez./05


nov./05 jan./06 nov./05 jan./06

out./05 fev./06 out./05 fev./06

set./05 mar./06 set./05 mar./06

2500 2500
10000

ago./05 abr./06 ago./05


10000 abr./06
22500
22500
40000

62500
maio/06
40000 maio/06
jul./06 9000
jul./06 62500

jun./06 jun./06

Diptera dez./05 Coleoptera dez./05


nov./05 jan./06 nov./05 jan./06

out./05 fev./06 out./05 fev./06

set./05 mar./06 set./05 mar./06

625
400
2500
ago./05 abr./06 ago./05 1600 abr./06
5625

10000 3600
jul./06 maio/06 jul./06 maio/06
15625 6400

jun./06 jun./06

Lepidoptera dez./05 Isoptera dez./05


nov./05 jan./06 nov./05 jan./06

out./05 fev./06 out./05 fev./06

set./05 mar./06 set./05 mar./06

200

ago./05 abr./06 ago./05 800 abr./06


400
1800
900
maio/06 3200 maio/06
jul./06 1600 jul./06 5000

jun./06 jun./06

Hemiptera
dez./05
jan./06
nov./05
Fig. 2. Gráfico circular de abundância do
out./05 fev./06 total de insetos e as principais ordens de
Insecta coletadas por meio de armadilha
set./05 mar./06 luminosa em área de Cerradão em Planaltina,

100
DF. A área em verde em cada gráfico
ago./05 400
abr./06 refere-se ao período chuvoso e a área em
900
maio/06
vermelho, ao período seco.
jul./06 1600

jun./06
Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 13

Apenas as ordens Lepidoptera e Hemiptera apresentaram relação com


as variáveis climáticas (Fig. 3), sendo a temperatura média mensal a
única variável que se relacionou significativamente com a distribuição
das populações dessas duas ordens (Tabela 2).

Temperatura (°C) Umidade relativa (%) Precipitação (mm)


26 90

25 80
257

Umidade relativa (%)


24 70
Temperatura (°C)

23 60
211 200
22 50

21 40

20 121 30

19 20
57
18 28 53 10
8 53 8 0 0
17 0
Ago. 2005

Set. 2005

Out. 2005

Nov. 2005

Dez. 2005

Jan. 2006

Fev. 2006

Mar. 2006

Abr. 2006

Maio 2006

Jun. 2006

Fig. 3. Temperatura média mensal, Mês


precipitação mensal e umidade relativa Jul. 2006
do ar mensal média de agosto de 2005 a julho de 2006 em Planaltina, DF.

Tabela 2. Análise de regressão múltipla para variáveis climáticas


(temperatura média mensal, precipitação pluviométrica mensal e umidade
relativa média mensal), o total de insetos e as principais ordens de Insecta
coletadas em armadilha luminosa em área de Cerradão em Planaltina, DF.

Táxon R2 F P
Insecta(1) 0,22 0,77 0,5423 ns
Hymenoptera 0,28 1,05 0,4206 ns
Diptera 0,58 3,72 0,0607 ns
Coleoptera 0,22 0,76 0,5450 ns
Lepidoptera 0,78 9,60 0,0050**
Isoptera 0,31 1,19 0,3734 ns
Hemiptera 0,75 8,02 0,0085**
1
Total de espécimes de todas as ordens de insetos coletados no estudo.
** Significativo (P<0,01).
ns
Não-significativo.
14 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

Pela análise circular, observou-se que os Insecta apresentaram uma


distribuição agrupada na primeira metade da estação chuvosa, com
pico em novembro, mês que representou 55,9 % do total de insetos
coletados (Tabela 3; Fig.  2). Esse mesmo padrão de agrupamento foi
observado para as ordens Hymenoptera (86,8 %), Isoptera (86,1 %) e
Coleoptera (61,6 %), sendo as duas primeiras as que apresentaram os
maiores coeficientes de agregação (r) com valores de 0,973 e 0,986,
para Hymenoptera e Isoptera, respectivamente. Os Hemiptera também
apresentaram distribuição agrupada no início da estação chuvosa,
com pico em outubro, mês que representou 40,3 % dos espécimes
coletados. Lepidoptera e Diptera, apesar de também apresentarem picos
populacionais, mostraram uma distribuição dispersa ao longo do ano, sem
uma concentração clara em determinado período.

Tabela 3. Coeficiente de agregação (r), desvio-padrão circular (So), distribuição


e estação do ano com maior abundância para o total de insetos e as principais
ordens de Insecta coletadas por meio de armadilha luminosa em área de Cerra-
dão em Planaltina, DF.

Táxon r So Distribuição Estação


Insecta (1)
0,760 42,40 Agrupada Chuvosa
Hymenoptera 0,973 13,50 Agrupada Chuvosa
Diptera 0,460 70,88 Dispersa -
Coleoptera 0,772 41,21 Agrupada Chuvosa
Lepidoptera 0,403 77,24 Dispersa -
Isoptera 0,986 9,79 Agrupada Chuvosa
Hemiptera 0,642 53,96 Agrupada Chuvosa
1
Soma de todas as ordens de insetos coletados no estudo.

Discussão
No presente estudo, observou-se que os insetos, de uma maneira
geral, nessa fitofisionomia de Cerrado, apresentaram um padrão de
sazonalidade na distribuição das populações ao longo do ano, havendo
uma maior proporção de coleta na estação chuvosa (81,1 %). Para
a maioria das ordens mais abundantes (Hymenoptera, Coleoptera,
Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 15

Isoptera e Hemiptera), houve um claro agrupamento ou picos


de abundância no início da estação chuvosa. A sazonalidade na
distribuição e a abundância de insetos são um fenômeno relativamente
bem conhecido (Wolda, 1978b; Wolda, 1980; Wolda; Fisk, 1981;
Pinheiro et al., 2002). Contudo, os fatores que determinam esse
padrão de comportamento são muito complexos, inter-relacionados e
dificilmente podem ser isolados e ter a sua parcela de contribuição,
para a ocorrência desse fenômeno, quantificada.

Em regiões temperadas, as catástrofes climáticas – com alternância


extrema entre estação quente e estação fria, muitas vezes com
temperaturas negativas – parecem ser o fator principal na sazonalidade
de muitos organismos (Wolda, 1978a; 1988). Inicialmente,
acreditava-se que, nos trópicos, os insetos não apresentavam
sazonalidade, por ser essa região de alta diversidade de espécies,
o que se relacionaria com a estabilidade do ecossistema e pela
ausência de catástrofes climáticas comuns em ecossistemas
temperados (Dobzhansky, 1950; Wolda, 1978a). Atualmente,
sabe-se que a sazonalidade em insetos tropicais ocorre e sugere-se
que a estacionalidade na distribuição dos recursos alimentares e a
previsibilidade climática, em que a alternância entre estações secas e
chuvosa parece ser o fator mais importante, são as principais hipóteses
para a variabilidade em abundância nesse grupo de organismos
(Wolda, 1978a; 1978b; 1981; 1988).

O Cerrado brasileiro apresenta características climáticas e vegetacionais


que dão base de sustentação à essa hipótese. O clima nesse bioma
alterna entre uma estação seca (abril a setembro) e uma estação
chuvosa (outubro a março) (Silva et al., 2008). Observa-se também
em meados da estação seca uma redução na temperatura, que volta a
se elevar na transição representada pelo final da estação seca e o início
da estação chuvosa (Fig. 3). Esse período de transição também marca
o início da produção de novas folhas e emissão de flores em um grande
número de espécies vegetais (Morais et al., 2004; Oliveira, 2008),
apesar de haver uma grande variabilidade na fenologia das espécies
vegetais do Cerrado (Oliveira, 2008). Muitas espécies de insetos têm
16 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

a sua distribuição populacional ao longo do ano bem modelada pela


temperatura (Brakefield, 1987; Wolda, 1988). Por outro lado, a
umidade do ar e a precipitação, em muitos casos, não têm apresentado
relações diretas e significativas com a distribuição e a abundância de
insetos. Entretanto, alguns estudos têm sugerido que o aumento da
disponibilidade de água no solo e nas bacias hidrológicas e do ar no
início da estação chuvosa pode funcionar como um estímulo inicial ou
um “gatilho” para que as populações de insetos retomem a atividade
(Wolda, 1988), como observado para algumas espécies de Coleoptera
que apresentam altas populações de adultos, logo após as primeiras
chuvas ocorridas no início da estação chuvosa no Cerrado (Oliveira,
2005; 2007). As novas brotações que ocorrem na transição da estação
seca para a estação chuvosa são constituídas por tecidos vegetais
com menores níveis de toxinas, mais macios e com maior conteúdo
de nutrientes (Feeny, 1970) e essa disponibilidade de recursos
alimentares representa um papel importante na sazonalidade de insetos
(Wolda, 1978b; 1988).

Assim, apesar de não se ter obtido relações lineares significativas


para as variáveis climáticas e a distribuição das populações de Insecta
(R2=0,22 e P=0,543), sugere-se que a elevação da temperatura na
transição da estação seca e chuvosa, o aumento da disponibilidade de
água no solo e de recursos alimentares no início da estação chuvosa
sejam os fatores que mais contribuam para o padrão de sazonalidade
apresentado por esses organismos no Cerrado.

Entre as ordens coletadas, os Hymenoptera foram os mais abundantes


e apresentaram um pico populacional bastante elevado no mês de
novembro de 2005, quando ocorreram chuvas mais consistentes
(211 mm). A maior parte dos espécimes coletados dessa ordem
foi constituída de formas aladas de Formicidae. Muitas espécies de
Formicidae apresentam estratégias reprodutivas que envolvem várias
fases, das quais o vôo nupcial é a primeira (Peeters; Ito, 2001). A
disponibilidade de água no solo parece ser o fator que desencadeia
esses vôos de dispersão, que, para muitas espécies, ocorre envolvendo
um grande número de indivíduos em um curto espaço de tempo,
Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 17

geralmente no crepúsculo ou durante a noite (Della Lucia; Bento,


1993; Kaspari et al., 2001), quando são fortemente atraídos pela
luz. A maior abundância dos Hymenoptera durante a estação chuvosa
também pode ser decorrente do hábito de muitas espécies dentro dessa
ordem, que incluem parasitóides ou predadores de outras espécies de
insetos e polinizadores. Essas espécies teriam maior disponibilidade
de recursos alimentares durante a estação chuvosa, quando há
maior abundância de hospedeiros e presas, pois, como mostrado
anteriormente, as maiores populações de insetos ocorrem nessa
estação, havendo também uma grande parte de espécies vegetais
exibindo flores nesse período.

Os Diptera apresentaram uma distribuição dispersa e errática ao


longo do ano. Alguns estudos no Brasil têm demonstrado que, para
representantes dessa ordem, podem existir variações sazonais muito
grandes dentro de uma mesma família ou gênero e em um mesmo
ambiente (Souza; Linhares, 1997; Torres; Madi-Ravazzi, 2006;
Oliveira et al., 2007a). No Cerrado do Distrito Federal, o mesmo
padrão de distribuição dispersa em Diptera foi registrado por Pinheiro
et al. (2002). Esse grupo de insetos apresenta uma ampla gama de
hábitos alimentares e de hábitats. Em aproximadamente metade das
espécies, as fases imaturas se desenvolvem em praticamente qualquer
ambiente aquático e as espécies terrestres se desenvolvem em uma
ampla gama de substratos (Teskey, 1991; Guimarães; Amorin,
2006). A flexibilidade no uso dos recursos alimentares e na exploração
do hábitat sugere que as diversas espécies dessa ordem ocorrem
durante todo o ano, outras durante a estação seca e outras ainda na
estação chuvosa, o que concorre para uma distribuição dispersa nesse
grupo de insetos.

Os Coleoptera se constituem em uma ordem megadiversa e apresentam


também, tanto os imaturos quanto os adultos, uma ampla gama de
hábitos alimentares e de hábitats (Costa et al., 1988; Costa; Ide,
2006). Contudo, ao contrário do observado para os Diptera, alguns
estudos no Brasil têm demonstrado que, em regiões de Cerrado, os
Coleoptera apresentam um padrão de sazonalidade semelhante ao
18 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

descrito nesse estudo, com maior abundância no final da estação


seca e início da estação chuvosa, como observado no Cerrado de
Minas Gerais (Pinto et al., 2000; Holtz et al., 2001) e no Distrito
Federal, onde os Coleoptera também apresentaram uma distribuição
agregada com maior abundância na primeira metade da estação
chuvosa (Pinheiro et al., 2002). Padrões semelhantes também
foram observados na Mata Atlântica (Gnaspini et al., 2000) e na
Caatinga para a família Buprestidae (Iannuzzi et al., 2006). No
Brasil Central, algumas espécies de Melolonthidae, cujas larvas são
rizófagas, apresentam um sincronismo da fase ativa, constituída
por adultos e, posteriormente, por larvas, com a estação chuvosa.
Durante a estação seca, essas espécies permanecem em diapausa
larval e, posteriormente, passam a fase de pupa e de adultos inativos
no interior do solo, ocorrendo a revoada dos adultos com as primeiras
chuvas, geralmente em outubro (Oliveira et al., 2007b; 2008). Esse
comportamento, de sincronia dos adultos ativos, durante a revoada
para acasalamento e dispersão, com as primeiras chuvas que ocorrem
no Cerrado, parece explicar, pelo menos em parte, a distribuição
agrupada de adultos alados de Coleoptera no início da estação chuvosa
observada neste estudo.

Os Lepidoptera apresentaram uma distribuição não agregada, com uma


freqüência de coleta de adultos bastante representativa ao longo de
todo o ano e com um aumento considerável de captura em setembro/
outubro (Fig. 2), o que representou 48 % do total coletado. Esse
mesmo comportamento quanto à distribuição ao longo do ano também
foi registrado em outro estudo realizado no Cerrado do Brasil Central
(Pinheiro et al., 2002). Essa ordem apresentou uma relação positiva e
significativa com a temperatura (R2=0,78 e P=0,0050). Nos trópicos,
os Lepidoptera podem apresentar diversos mecanismos para sobreviver
em áreas onde existe uma alternância entre estação seca e chuvosa.
Algumas espécies podem atravessar a estação seca em diapausa larval
ou pupal (Janzen, 1987; Aiello 1992), outras ocorrem como adultos,
em diapausa reprodutiva, durante essa estação (De Vries, 1987).
Estudos têm demonstrado que formas imaturas de muitas espécies de
Lepidoptera apresentaram picos populacionais em maio e julho, em plena
Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 19

estação seca (Morais et al., 1999). A sobrevivência desses imaturos


durante a estação seca é possível, pois, no Cerrado, ao contrário
das florestas decíduas, as plantas, na maioria das fitofisionomias,
permanecem com folhas maduras. Essas folhas maduras, por sua
vez, podem apresentar menor pubescência que as folhas novas,
encontradas no início da estação chuvosa e que são menos adequadas
para alimentação dos imaturos de Lepidoptera (Morais et al., 1999).
Assim é possível que muitos dos adultos que foram coletados em plena
estação seca sejam provenientes dos imaturos, que são encontrados
se alimentando ativamente durante essa estação. Essas espécies que
ocorrem na estação seca podem estar também se beneficiando de uma
menor competição interespecífica por recursos alimentares e por uma
menor incidência de inimigos naturais (Ramos; Diniz, 1993; Morais
et al., 1999). O aumento da temperatura, ocorrido no final da estação
seca, e o aumento da disponibilidade de água, no início da estação
chuvosa, podem ser responsáveis pela emergência de adultos que se
encontravam em diapausa larval ou pupal aumentando a freqüência de
coleta de adultos, como observado em setembro e outubro de 2005.
Esse período representa também um aumento na disponibilidade de
recursos alimentares, uma vez que muitas espécies vegetais retomam
o crescimento vegetativo nessa época do ano (Morais; Diniz, 2004;
Oliveira, 2008). Assim, os adultos emergidos nessa época teriam
maior disponibilidade de alimento para sua progênie, já que os imaturos
de Lepidoptera são, em sua maioria, fitófagos (Dias, 2006).

À semelhança do observado em Hymenoptera, os representantes da


ordem Isoptera apresentaram uma distribuição altamente agregada
(r=0,986) com 86,1 % dos espécimes coletados no mês de novembro.
Os Isoptera constituem um grupo de organismos bastante diverso
e comum em áreas de Cerrado. Possuem uma organização social
bastante complexa, composta por castas formadas por espécimes
essencialmente ápteros durante grande parte do ano (Constantino,
1999). Em determinada época do ano e sob condições específicas,
surgem as formas aladas, que, por meio do vôo, são responsáveis
pela reprodução e dispersão. De forma geral, esses vôos ocorrem após
as primeiras chuvas, no início da estação chuvosa, e durante a noite
20 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

(Mill, 1983; Medeiros et al., 1999). A coleta abundante de Isoptera


observada neste estudo se deve à captura de formas aladas durante
os vôos de reprodução e dispersão, que provavelmente ocorreram
em função das chuvas mais abundantes que foram registradas em
novembro de 2005 (211 mm).

Os Hemiptera formam um grupo de insetos essencialmente fitófagos, que


se alimentam basicamente da seiva das plantas, com exceção de algumas
espécies com hábitos predadores e hematófagos. Observou-se, para os
representantes dessa ordem, uma freqüência maior de coleta no mês de
outubro (40,3 % do total coletado) e, juntamente com os Lepidoptera,
foram os únicos táxons que apresentaram relação significativa com a
temperatura (R2=0,75 e P=0,0085). Como mencionado anteriormente,
os meses de setembro e outubro no Cerrado marcam o início das
brotações de muitas espécies vegetais. Os grupos de insetos fitófagos
sugadores, como a maioria das espécies de Hemiptera, poderiam
explorar esse recurso alimentar durante todo o ano. Entretanto, as
folhas novas, geralmente, apresentam menores teores de toxinas, são
mais macias, exibem conteúdos de nutrientes mais elevados (Feeny,
1970) e são mais adequadas à alimentação de sugadores (Wolda,
1978b, Ott et al., 2006). Assim, sob a influência do aumento da
temperatura, que ocorre a partir do final da estação, e da maior
disponibilidade de recursos alimentares no início da estação chuvosa,
os Hemiptera parecem ser favorecidos e apresentam um aumento
populacional nessa época do ano.

A sazonalidade em abundância em insetos, seja em regiões temperadas


ou nos ecossistemas tropicais, é influenciada por uma série de
fatores bióticos e abióticos. Os dados existentes até o momento
não permitem a formulação de uma hipótese ou de um modelo geral
que explique com segurança o padrão de sazonalidade em insetos
tropicais (Wolda, 1980; 1992). Sabe-se que os fatores climáticos e
a fenologia vegetacional, como abordado aqui, são apenas algumas
das variáveis que podem influenciar a distribuição populacional e os
picos de abundância em insetos, que incluem um conjunto de outros
Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância 21

fatores, como competição interespecífica, predação, parasitismo,


distribuição de um recurso alimentar específico em determinada época
do ano, entre outros. Esses fatores parecem agir de forma conjunta às
variáveis climáticas e moldar os padrões de distribuição e abundância
de insetos. A abordagem empregada neste estudo, analisando a
sazonalidade de insetos com base no nível de ordem, pode também
representar um viés na interpretação dos dados, uma vez que uma
ou algumas espécies, dentro de cada ordem, algumas vezes, podem
apresentar uma superabundância em determinadas épocas do ano que
não são condizentes com o padrão geral de comportamento das demais
espécies do grupo. Apesar dessas limitações, observou-se claramente
neste estudo que a sazonalidade dos insetos no Cerrado é um fato e
que as primeiras chuvas que ocorrem no início da estação chuvosa
estão relacionadas com o aumento em abundância desses organismos,
já que 72,1 % dos adultos de Insecta são coletados na primeira metade
da estação chuvosa.

Conclusões
Na fitofisionomia Cerradão (Distrito Federal), os Insecta apresentam
sazonalidade de distribuição com maior abundância na primeira metade
da estação chuvosa (outubro a dezembro).

No Cerradão (Distrito Federal), as populações de Hymenoptera,


Coleoptera, Isoptera e Hemiptera apresentam distribuição agrupada e as
ordens Diptera e Lepidoptera, distribuição dispersa.

As populações de Lepidoptera e Hemiptera no Cerradão (Distrito


Federal) apresentam relação direta com a variável climática temperatura
média mensal.

Agradecimentos
Os autores agradecem à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito
Federal (FAP/DF) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro (processo:
22 Insetos de Cerrado: distribuição estacional e abundância

193.000.181/2004). Aos funcionários da Embrapa Cerrados Jânio


Fonseca da Silva e Sayuri Cristina Santos Takada. E aos estudantes
Lilian Glenadel Pereira, Georgia Carolina Martins Duarte, Dulce Ester
Campos de Oliveira, Juliane Evangelista Neto, Márcia Nair Bretas
de Almeida e André Luiz Nogueira Vieira pelo auxílio na instalação e
condução do experimento e na triagem dos insetos.

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