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Interpretação de Conto

O conto "O ciclista", de Dalton Trevisan, descreve de forma dinâmica e arriscada a jornada diária de um ciclista urbano que desafia os perigos do trânsito em alta velocidade. Comparada a uma lâmpada mágica, a bicicleta liberta as energias do protagonista, que enfrenta ônibus, caminhões e acidentes sempre retomando a jornada.

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Interpretação de Conto

O conto "O ciclista", de Dalton Trevisan, descreve de forma dinâmica e arriscada a jornada diária de um ciclista urbano que desafia os perigos do trânsito em alta velocidade. Comparada a uma lâmpada mágica, a bicicleta liberta as energias do protagonista, que enfrenta ônibus, caminhões e acidentes sempre retomando a jornada.

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COLÉGIO ESTADUAL PAULA GOMES

Ensino fundamental e médio


Rua Curupis, 903 - Santa Quitéria - Fone (41) 3269.1992
Curitiba - PR
Atividade de Literatura, Corpo e Arte 2º trimestre Valor: 3.0
Nome: Nº Turma:
Professora: Alyne Valente Data: ______ / 07 /2020 Nota:

DALTON TREVISAN, o vampiro de Curitiba


Um contista brasileiro contemporâneo
Dalton Trevisan é o autor do conto que será apresentado a seguir. Esse autor, pelo
conjunto de sua obra, já ganhou vários prêmios literários. Detesta dar entrevistas e falar
sobre os textos que escreve, pois acredita que o conto deve ser sempre melhor do que o
contista. Gosta de escrever sobre temas relacionados ao cotidiano urbano
contemporâneo, à violência das cidades, ao erotismo, aos mais diferentes tipos humanos,
principalmente urbanos, e afirma que se inspira em notícias policiais, frases que escuta,
obras clássicas e até bulas de remédio para escrever. Gosta de escrever contos curtos.
O título do conto que você vai ler é O ciclista, publicado originalmente em 1968.

1. Antes de ler o conto, responda às seguintes questões:


a) Quais são, hoje em dia, os veículos que circulam pelas ruas das cidades?
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b) Você acha que todas as cidades poderiam ser chamadas de “labirinto urbano”? Por quê?
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c) Na época em que esse conto foi publicado, a bicicleta era o meio de transporte de diversas pessoas nas cidades. A
entrega de correspondências e objetos postais, por exemplo, era feita com bicicleta. Atualmente, a situação é a
mesma ou mudou?
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d) Em sua opinião, o ciclista poderia ser, hoje em dia, considerado um personagem típico da cidade? Por quê?
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2. Leia o conto “O ciclista” e depois responda às questões.


O ciclista
Curvado no guidão lá vai ele numa chispa – e a morte na garupa. Na esquina dá com o sinal vermelho, não se perturba, levanta voo na cara do
guarda crucificado. Um trim-trim da campainha, investe os minotauros do labirinto urbano. Livra a mão direita, abre o guarda-chuva. Na esquerda,
lambe deliciado o sorvete de casquinha, antes que derreta.
É sua lâmpada de Aladino a bicicleta: ao montar no selim, solta o gênio acorrentado ao pedal. Indefeso homem, frágil máquina, arremete
impávido colosso. Desvia de fininho o poste. Eis o caminhão sem freio, bafo quente na sua nuca. Muito favor perde o boné? A sombra lá no chão?
O tênis manchado de sangue?
Atropela gentilmente e, vespa raivosa que morde, fina-se ao partir o ferrão. Monstro inimigo tritura com chio de pneus o seu diáfano esqueleto.
Se não estrebucha ali mesmo, bate o pó da roupa e – uma perna mais curta – foge por entre as nuvens, a bicicleta no ombro.
Em cada curva a morte pede carona. Finge não vê-la, essa foi de raspão, pedala com fúria. Opõe o peito magro ao para-choque do ônibus. Salta
no asfalto a poça d’água. Num só corpo, touro e toureiro, malferido golpeia o ar nos cornos do guidão.
Fim do dia, ele guarda num canto o pássaro de viagem. Enfrenta o sono trim-trim. Primeira esquina avança pelo céu trim-trim na contramão.
TREVISAN, Dalton. O ciclista. In:
_____. Mistérios de Curitiba. 5.
ed. Rio de Janeiro: Record,
1996, p. 47-48.
a) Retire duas expressões do texto, uma no primeiro e outra no segundo parágrafo, que possam confirmar que tudo
no conto acontece em alta velocidade.
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b) Que informações sobre o protagonista você pode deduzir, considerando o primeiro parágrafo do conto?
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c) “Lâmpada de Aladino” é uma menção à história Aladim e a lâmpada


maravilhosa, do Livro das mil e uma noites. Quando Aladino (também
chamado de Aladim) esfregava a lâmpada, um gênio aparecia para realizar
qualquer desejo. Em sua opinião, por que a bicicleta foi comparada, no
conto, à lâmpada maravilhosa de Aladim?

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d) Na frase: “Monstro inimigo tritura com chio de pneus o seu diáfano esqueleto”, o que pode ser entendido por
“monstro inimigo” e por “esqueleto”?
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e) Você gostou do conto? Por quê?
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