18/06/2020
Uma transferência é um padrão de movimento pelo
qual se move uma pessoa de uma superfície para outra.
Transferências A pessoa pode transferir-se, entre outras, da cama para
a cadeira, da cadeira para a cama, da cama para a
sanita ou banheira e vice-versa.
Mover o doente do leito
Todos os procedimentos devem ser
explicados à pessoa para que esta possa
colaborar e participar facilitando, assim, o
procedimento e fomentando o autocuidado.
Tipos de Planear a execução dos procedimentos em
Transferências segurança minimizando o esforço. Ajustar a
altura da cama de acordo com o centro de
gravidade do profissional e o tipo de
procedimento a realizar.
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Mover a pessoa no leito deve ser feito, preferencialmente, por dois
profissionais em movimentos sincronizados e usando, quando
possível, auxiliares como, por exemplo, o resguardo. Este deve ser
enrolado junto ao corpo para garantir firmeza na preensão e
melhor controlar o movimento.
Com o auxílio do resguardo pode mover-se a pessoa
em qualquer direção (altura ou largura do leito). Não
utilizando auxiliares, quando se requer mover a pessoa
dependente no sentido da largura do leito (para a
direita ou para a esquerda) os profissionais devem
colocar-se ambos do lado para o qual vai ser
mobilizada a pessoa (figura C). Quando o movimento
for executado no sentido ascendente ou descendente
devem colocar-se um de cada lado do leito (figura D).
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Em qualquer das situações, e quando não se usa
resguardo, deve fazer-se deslizar o corpo da pessoa sobre
o leito, colocando os antebraços sob o corpo nos seguintes
locais:
• Cintura escapular - a mão do profissional deve apoiar o
ombro do lado oposto;
• Região dorsal - entre a cintura escapular e a região lombar;
• Cintura pélvica – ao nível da segunda vértebra sagrada;
•Cavado poplíteo.
Todos os movimentos devem ser executados em bloco pelo
que se exige que os profissionais combinem entre si quem
dá a ordem para o início da execução. A sincronização de
movimentos é essencial, não só para o sucesso da técnica
mas também para a minimização do esforço e do risco de
lesão para os profissionais e para a pessoa.
Quando a técnica for executada apenas por um
profissional, este deve utilizar os mesmos princípios já
descritos, verificando se a força a exercer é compatível
com a que pode despender. Após a avaliação
ergonómica da técnica, deve proceder deslocando em
primeiro lugar a parte superior do corpo (cintura
escapular e região dorsal) e, em seguida, a parte
inferior (cintura pélvica e membros inferiores).
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Transferência da pessoa dependente
Quando a pessoa apresenta um grau de dependência baixo ou moderado,
o enfermeiro assiste-a durante a transferência. A instrução da pessoa
relativamente à técnica a utilizar é fundamental para o sucesso da mesma
e para a minimização do risco de lesão.
A assistência à pessoa dependerá do grau de dependência mas deverão
ser seguidos os seguintes passos na transferência da cama para a cadeira:
- Providenciar o material necessário (ex. cadeira de rodas ou cadeirão,
cintos de segurança, tábuas ou outros dispositivos, elevadores
mecânicos);
- Preparar a cadeira de rodas (travar as rodas, elevar ou retirar o apoio
de braço mais próximo do leito e afastar os pedais) ou cadeirão e
colocar a cadeira de rodas ou cadeirão paralelo à cama;
- Partindo do decúbito dorsal, a pessoa deve fletir e/ou ser ajudada a
fletir os joelhos (figura 1);
- Colocar uma mão ao nível da região escapulo-umeral e outra nos
joelhos e rodar a pessoa (figura 2);
- Assistir na elevação do tronco com uma mão e
simultaneamente fazer pressão nos membros
inferiores na direção do chão, ajudando-a a
sentar-se com um movimento coordenado
(figura 3);
-Com a pessoa sentada na beira do leito, avaliar
sinais e sintomas de hipotensão ortostática
(figura 4);
- Descer a base do leito de forma a que os pés
fiquem assentes no chão (figura 5) e assegurar-
se de que a pessoa está calçada ou usa meias
antiderrapantes;
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- Solicitar à pessoa para inclinar o tronco a fim de
transferir o peso para a frente e assumir a posição
ortostática (figura 6);
- Assistir a pessoa durante a transferência, colocando as
mãos na região dorsolombar. Se possível, pedir-lhe para
se apoiar no braço oposto da cadeira (figura 7);
-Colocar os pés nos pedais de apoio da cadeira, que
devem estar ajustados de forma a que a pessoa mantenha
flexão da anca e joelho a 90º (figura 8);
- Se necessário, colocar superfície de trabalho para apoio
dos membros superiores.
https://www.youtube.com/watch?v=Gz3IPD6DKyA
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Para efetuar transferência da cadeira para a cama
realiza-se o procedimento pela ordem inversa do
descrito para a transferência da cama para a cadeira.
A pessoa que apresenta grau de dependência elevado
e/ou não pode colaborar, deverá ser transferida com a
ajuda de meios mecânicos, exceto se houver algum
obstáculo que o impeça. Nesse caso, se o peso e altura
o permitirem, a transferência poderá ser feita por dois
profissionais.
Para transferir a pessoa da cama para a cadeira, e
tratando-se de um esforço acrescido, os profissionais
devem respeitar todos os princípios da mecânica corporal
anteriormente enunciados.
A transferência manual deve ser realizada da seguinte
forma :
- Os dois profissionais devem colocar-se do mesmo lado da
cama;
- Um enfermeiro deve colocar os antebraços e mãos sob a
escapulo-umeral e a região lombar e o outro entre a região
lombar e a região poplítea;
- Através de um movimento coordenado entre os dois
profissionais, deslocam a pessoa para a extremidade do leito;
- Colocando-se paralelamente à cama, o profissional
responsável pela transferência da parte superior do corpo
passa os antebraços sob as axilas da pessoa de modo a
segurar-lhe os antebraços junto ao tronco. Para maior
estabilidade e diminuir a carga sobre o ombro da pessoa, o
enfermeiro deve segurar o antebraço esquerdo com a mão
direita e o antebraço direito com a mão esquerda (figura A);
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- O outro elemento, responsável pela transferência da
parte inferior do corpo da pessoa, coloca-se de frente
para a cama com os antebraços sob os membros
inferiores;
- A transferência é feita em bloco, colocando a pessoa na
cadeira/cadeirão (figura B, C e D).
Da cadeira para a cama realiza-se o procedimento pela
ordem inversa.
O uso de auxiliares mecânicos é
sempre a melhor solução para
transferir a pessoa de uma
superfície para outra. Os transferes
devem ser utilizados nas
transferências entre a cama e a
maca para minimizar o esforço.
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Os elevadores podem ser usados para transferências
entre todas as superfícies: cama, cadeira de rodas,
cadeirão, banheira, cadeira de banho ou outras. Podem
ser usados ainda para transporte entre espaços como,
por exemplo, o quarto e o WC. Alguns elevadores
permitem a colocação da pessoa na posição ereta e
também podem ser utilizados para treinos de marcha. A
carga máxima suportada deve ser sempre verificada no
caso de transferências de pessoas com peso elevado.
Também o tamanho das lonas deve ser ajustado ao
tamanho e peso da pessoa para garantir a segurança e
o conforto.
-A transferência da cama para a cadeira com elevador pode ser realizada por um profissional se a
pessoa apresentar grau de dependência baixo ou moderado, e por dois se o grau de dependência
for elevado.
O procedimento deve seguir os seguintes passos:
- Instruir a pessoa sobre a técnica a executar e solicitar a sua colaboração;
- - Providenciar o material necessário e preparar a cadeira/cadeirão para receber a pessoa;
- - Rodar ou assistir a pessoa a rodar para o lado;
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- Colocar a lona desde a região cervical até à região
sagrada, rodar a pessoa para o lado oposto e esticar a lona;
- Deslocar-se para o lado oposto e passar a lona por baixo
dos membros inferiores;
- Colocar o elevador em ângulo de 90º com a cama, com
triângulo de suspensão por cima da pessoa;
- Fazer descer triângulo de suspensão até cerca de um
palmo do doente e aplicar as presilhas superiores nos
respetivos ganchos;
- Aplicar as presilhas dos membros inferiores nos ganchos
inferiores (ou de acordo com as instruções do
equipamento);
- Elevar triângulo, verificando se a pessoa está bem apoiada,
destravar elevador e deslocá-lo até que a pessoa esteja
centrada sobre a cadeira onde vai permanecer sentada;
- Fazer descer o triângulo, apoiando a pessoa;
- Retirar a lona e posicionar na cadeira.
Para efetuar a transferência da cadeira/cadeirão para a
cama utiliza-se o mesmo procedimento pela ordem
inversa.
- Colocar a lona na cadeira e ajustá-la ao corpo da pessoa
(figuras 25A, B e C);
- Aplicar as presilhas nos ganchos, elevar e transportar até
ao leito (fi guras 25D e 26A);
- Rodar a pessoa no leito para retirar a lona (fi guras 26C e
D).
Sempre que possível, a pessoa deve participar ativamente
nos procedimentos, podendo inclusivamente segurar o
comando e controlar o elevador (figuras 26A e B).
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Quando é necessário transferir um doente com
sistemas de soros, drenagens e outros dispositivos, é
conveniente que a transferência seja feita na presença
de pelo menos um enfermeiro. Estes materiais e
Doente com tubagens, como é o caso da sonda nasogástrica, algália
sistemas de soros, e saco colector, dreno de fluidos, sistema de soros etc,
drenagens e nunca devem ser desadaptados. Estes devem se
possível ser passados para o local a transferir, antes do
outros doente, ou pelo menos serem colocados o mais
dispositivos próximo do corpo do doente e serem transferidos ao
mesmo tempo. Estes cuidados são importantes na
medida em que previnem puxões e consequentemente
lesões no doente.
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Na transferência de doentes com alteração da
consciência, devemos perceber que este não irá
colaborar como o poderia fazer numa situação normal.
Transferência de utentes Para além disso, um doente desorientado pode pelo
com alterações contrário fazer movimentos bruscos e inesperados. Por
comportamentais: essa razão e para segurança do doente e de toda a
agitados ou imobilizados equipa irá ser sempre necessário a ajuda de dois ou
mais profissionais, ou então deve-se utilizar as ajudas
técnicas, como por exemplo o elevador.
O posicionamento/alternâncias de decúbito é essencial
Posicionamentos para a pessoa com alterações da mobilidade, com o
objetivo de prevenir complicações associadas à
imobilidade, proporcionar conforto e promover a
autonomia da pessoa.
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• Almofadas de textura moldável, adequadas ao
posicionamento que se pretende. Recomenda-se a
Material existência de almofadas (70x40cm; 55x30cm; 30x20cm)
necessário: e rolos de diferentes dimensões.
• Superfície de apoio
• Planear a atividade de acordo com o nível de dependência e a
situação clínica;
• Instruir a pessoa e família sobre o procedimento;
• Solicitar a colaboração da pessoa de acordo com as suas
capacidades;
• Assistir a pessoa a posicionar-se;
• As alternâncias de decúbito devem ter em consideração a
Princípios condição do doente e as superfícies de apoio usadas; • Considera-
se que a pessoa em situação de imobilidade deve ser posicionada
gerais: de duas em duas horas.
No entanto, a frequência dos posicionamentos é determinada pela
mobilidade da pessoa, pela condição clínica global, pelos objetivos
do tratamento e ainda pelas condições globais da pele;
• Em qualquer posicionamento, a pessoa deve ficar confortável, o
peso corporal distribuído equitativamente, respeitando o
alinhamento corporal e reduzindo as tensões articulares e
musculares;
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• Na alternância de decúbito, reposicionar a pessoa usando movimentos suaves e firmes de modo a que a
pressão seja aliviada ou redistribuída, as diferentes articulações assumam diferentes posições e as zonas
de pressão também sejam diferentes. Na figura 12 apresentam-se as zonas de pressão, bem como a
frequência de ulceração e os posicionamentos com que se relacionam:
• Evitar posicionar a pessoa em contacto direto com
dispositivos médicos, tais como tubos e sistemas de
drenagem;
• Avaliar regularmente a pele. Se a pessoa não
responde favoravelmente conforme o esperado, devem
ser reconsiderados a frequência e o método de
posicionamento;
• Utilizar ajudas de transferência para evitar a fricção e
a torção. No caso da utilização do resguardo, este deve
ser colocado desde a região escapulo-umeral até à
região poplítea;
• Registar a posição adotada, a frequência e a avaliação
dos resultados no regime de reposicionamentos.
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Os posicionamentos a efetuar podem ser os seguintes:
Decúbito dorsal – DD;
• Decúbito semidorsal (direito/esquerdo) – DSD (D/E);
• Decúbito lateral (direito/esquerdo) – DL (D/E);
• Decúbito ventral – DV;
• Decúbito semiventral (direito/esquerdo) – DSV (D/E);
• Posição de Fowler
Decúbito Dorsal
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curricular/posicionamento/posicionar-decubito-dorsal/
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Decúbito
Semidorsal
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curricular/posicionamento/posicionar-decubito-semi-dorsal/
Decúbito Lateral
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curricular/posicionamento/posicionar-decubito-lateral/
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Decúbito
Ventral
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curricular/posicionamento/posicionar-decubito-ventral/
Decúbito
semiventral
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curricular/posicionamento/posicionar-a-pessoa-na-cama/
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Posição de
Fowler
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Lavar as mãos e calçar luvas;
Cumprimentar o doente, informar acerca do procedimento e tranquilizar;
Reunir todo o material necessário;
Promover a privacidade do doente (fechar cortinas, pedir às visitas para
sair, encostar a porta);
Baixar as grades ;
Posicionar o doente segundo o decúbito pretendido;
Técnica de Verificar o alinhamento corporal do doente;
Posicionamentos
Perguntar ao doente se este está confortável;
Cobrir o doente e subir as grades;
Abrir as cortinas e arrumar todo o material;
Despedir-se do doente ;
Tirar as luvas e lavar as mãos.
Ao longo da realização do procedimento deve-se sempre promover a
autonomia o doente e estimular a comunicação. Devem ainda ser
respeitados os princípios ergonómicos.