UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE ENGENHARIA AGRONÓMICA E FLORESTAL
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AGRONÓMICA
Curso: Engenharia Agronómica
Cadeira: Metodologia de Investigação Científica
Tema: Produtividade Agrícola
Produção de Mudas de Cebola em Campus-Nacogolone
Discente: Docentes:
Benilde Francisco de Encarnação Eng. Agnaldo Ubisse MSc
Eng. Hélio Motiua MSc
Mocuba, Maio de 2019
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. Localização da área de estudo
O estudo foi conduzido na Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal, Campus de
Nacogolone, situada no distrito de Mocuba. Mocuba é um distrito situado no centro da
província da Zambézia, em Moçambique, com sede na cidade de Mocuba. Tem limite, a norte
com o distrito de Lugela, a noroeste com o distrito de Milange, a oeste com o distrito de
Morrumbala, a sul com os distritos de Nicoadala e Namacurra, a leste com o distrito de
Maganja da Costa e a nordeste com o distrito de Ile.
Fig.1 Mapa da localização geográfica do distrito
3.1.1. Solos
Quanto aos solos, o distrito e caracterizado pela ocorrência de solos vermelhos argilosos,
moderadamente profundos a profundos, das planícies, solos argilosos pretos dos vales largos
onde eventualmente dominam condições hidromorficas, solos arenosos (invariavelmente) na
planície ou vales em terreno desenvolvido nas rochas acidas, variando a cor de vermelho (nos
topos e declives), branco (nas partes altas e medias dos vales), amarelos (nas declives onde o
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lençol freático se encontra mais perto da superfície), a cinzentos, acinzentados escuros e
pretos (fundo dos vales).
3.1.2. Clima
O clima do distrito, segundo a classificação climática de Thorntwaite, é do tipo sub-húmido
(sub-tropical), sendo influenciado pela Zona de Convergencia Inter-Tropical, determinando o
padrão de precipitação, com a estação chuvosa de Dezembro a Fevereiro, associado a outras
depressões que condicionam o estado do tempo nas duas estações, chuvosa e seca. Resulta de
Novembro a Fevereiro um tempo quente e húmido e de Marco a Outubro um tempo seco e
fresco, por vezes com precipitações irregulares.
A precipitação média anual varia de 850 mm na estação de Chingoma, a 1.300 mm na estação
de Malei, a sul da Cidade de Mocuba, e cerca de 1.175 mm na estação climática de Mocuba.
A temperatura média mensal varia entre 20 e 27ºC, com a temperatura máxima variando de
27 a 35ºC, e a mínima de 15 a 22ºC. A amplitude térmica mensal varia de 10 a 16ºC. O
período mais quente estende-se de Outubro a Fevereiro, sendo os meses mais frios Junho,
Julho e Agosto.
3.1.3. Hidrologia
O Distrito de Mocuba é atravessado pelos rios Licungo e Lugela, mostrando os seus caudais
alguma sazonalidade, sendo dominado por duas grandes regiões influenciadas pela fisiografia
e altitude, a Baixa Zambézia com altitudes que variam entre 100 e 200 m, com frequentes
ondulações não muito pronunciadas, e que estabelece a transição da zona baixa inferior para
uma zona sub-planáltica com altitude de 200 a 400 metros, correspondendo a Media
Zambézia.
A rede hidrográfica do Distrito é constituída por dez rios com os seus afluentes e
subafluentes: Licungo, Raraga, e Namacurra – de regime permanente e que desaguam no
Oceano Índico. Mudhi, Lugela, Maratha, Laze, Munhiba, Makuwani e Dagaragane, seus
afluentes – de regime periódico.
3.1.4. Vegetação
Tem uma vegetação Diversa, as espécies pioneiras são de fácil crescimento e fácil
reprodução; plantas com ramos flexíveis; a composição florística e estrutura são
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determinadas pelos factores hidrológicos, mas também pelo clima, relevo e solo. O distrito é
rico em espécies nativas produtoras de madeiras preciosas e tem grande
potencial silvícola. As principais espécies de madeira são: Mucarala, Umbila, Chanfuta,
Jambire, Muroto, Pau-Ferro, Mondzo, Mucarala.
3.2. Desenho da amostragem
A unidade experimental foi conduzida em canteiros contendo uma área total de 1 m2. Os
bulbinhos foram plantados na posição vertical, com ápice voltado para cima e ao nível da
superfície do solo, em fileiras espaçadas de 10x10 cm de espaçamento estre plantas, com
estande de 100 plantas por m2.
O delineamento utilizado foi em blocos casualizados em esquema factorial 10x3 com 3
repetições; com 3 tamanhos de bulbinhos, medidos pelo maior diâmetro transversal, sendo
enquadrados nas classes: I – 1 a 1,9 cm; II – 2 a 2,9 cm; III – 3 a 3,9 cm.
3.3. Recolha de dados
A colecta dos dados foi obtida durante o desenvolvimento do experimento, englobando toda a
estrutura de custo de produção, implantação e colheita, os quais que serviram de base para os
cálculos das análises utilizadas no desenvolvimento do estudo. Para a realização deste
trabalho foram usados os seguintes materiais: caneta e caderno para o registo de todos os
dados e observações no campo.
3.4. Analise dos dados
Foram avaliados os dados de produção de bulbos comercializáveis, e a produtividade total de
bulbos. Os bulbos foram classificados de acordo com o diâmetro transversal, seguindo a
portaria 529 de 18 de Março de 1995, criada pelo Ministério Agricultura Pecuária e
Abastecimento (MAPA). As classes padrões de bulbos de cebola são classe I (bulbos entre 15
e 35 mm); classe II (entre 36 e 50 mm); classe III (entre 51 e 60 mm); classe III cheia (entre
61 e 70 mm) e IV (entre 71 e 90 mm). Ao final, obteve-se a produtividade total de bulbos,
com auxílio de balança de precisão e um classificador construído para essa finalidade.
As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software Sisvar 5.6. (Ferreira, 2014)
aplicando-se teste de TUKEY (p≤0,05) para as variáveis produção e produtividade total e
análise de regressão para diâmetro do pseudocaule e altura de plantas.
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