Modulo 5 Portugues PDF
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2 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
FICHA TÉCNICA
Consultoria
CEMOQE MOÇAMBIQUE
Direcção
Coordenação
Elaborador
Salvador Uafeua
Revisão Instrucional
Nilsa Cherindza
Lina do Rosário
Dércio Langa
Revisão Científica
Revisão linguística
Maquetização e Ilustração
ElísioBajone
Osvaldo Companhia
Rufus Maculuve
Impressão
CEMOQE, Moçambique
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 3
ÍNDICE
INTRODUÇÃO ................................................................................................... 7
UNIDADE Nº 1 ..................................................................................................................... 9
[Link] NORMATIVOS .................................................................................................... 9
LIÇÃO NO 1 ........................................................................................................ 11
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA................................................................................... 11
LIÇÃO NO 2 ........................................................................................................ 18
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO................................................................ 18
LIÇÃO NO 3 ........................................................................................................ 21
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: VERBOS IRREGULARES......................................................... 21
LIÇÃO NO 4 ........................................................................................................ 29
PREPOSIÇÕES: SOB E SOBRE ....................................................................................... 29
UNIDADE 2: TEXTOS ADMINISTRATIVOS ...................................................................... 37
LIÇÃO NO5 .......................................................................................................... 40
TEXTOS ADMINISTRATIVOS: CARTA COMERCIAL .............................................................. 40
LIÇÃO NO 6 ........................................................................................................ 47
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: CONJUGAÇÃO PRONOMINAL ................................................. 47
LIÇÃO NO 7 ......................................................................................................... 52
CURRICULUM VITAE .............................................................................................. 52
LIÇÃO NO 8 ......................................................................................................... 57
TIPOS DE PALAVRAS COMPOSTAS ...................................................................................... 57
LIÇÃO NO 9 ......................................................................................................... 60
TEMAS TRANSVERSAIS: COMÉRCIO; TURISMO E DESPORTO .................................................. 60
UNIDADE NO 3: TEXTOS JORNALÍSTICOS ...................................................................... 66
LIÇÃO NO 10........................................................................................................ 68
TEXTOS JORNALÍSTICOS .......................................................................................... 68
LIÇÃO NO 11 ....................................................................................................... 74
TEXTO PUBLICITÁRIO: IMPRESSO; RADIOFÓNICO; TELEVISIVO ................................................ 74
LIÇÃO NO 12 ....................................................................................................... 78
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: CONJUGAÇÃO PERIFRÁSTICA: VERBOS AUXILIARES ESTAR A, COMEÇAR A,
ACABAR DE ......................................................................................................... 78
LIÇÃO NO 13 ....................................................................................................... 82
ORAÇÕES SUBORDINADAS INTERROGATIVAS.................................................................... 82
LIÇÃO NO 14 ....................................................................................................... 85
FUNÇÕES DO QUE .................................................................................................85
LIÇÃO N 15 ........................................................................................................ 89
O
4 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
LIÇÃO NO 17 ....................................................................................................... 98
TEXTOS EXPOSITIVOS/ EXPLICATIVOS ........................................................................... 98
LIÇÃO NO18 ..................................................................................................... 103
TEXTO EXPOSITIVO-ARGUMENTATIVO ........................................................................ 103
LIÇÃO NO 19 ..................................................................................................... 111
: FUNCIONAMENTO DA LINGA: ADVÉRBIOS E LOCUÇÕES ADVERBIAIS (ORDEM, DÚVIDA E QUANTIDADE)
.................................................................................................................... 111
LIÇÃO NO 20 ..................................................................................................... 115
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS E ADJECTIVOS: REGRAS ESPECÍFICAS ........................................... 115
LIÇÃO NO 21 ..................................................................................................... 122
VERBOS COM PARTICÍPIO DUPLO (REGULAR E IRREGULAR) ................................................. 122
LIÇÃO NO22 ...................................................................................................... 124
ORAÇÕES REDUZIDAS DE GERÚNDIO, PARTICÍPIO E INFINITIVO ............................................. 124
LIÇÃO NO 23 ..................................................................................................... 128
TEMAS TRANSVERSAIS: DESASTRES NATURAIS – SISMOS, EROSÃO E SECA ................................... 128
UNIDADE NO 5: TEXTOS LITERÁRIOS ............................................................................. 135
LIÇÃO NO 24 ..................................................................................................... 137
TEXTOS NARRATIVOS : ROMANCE ............................................................................ 137
LIÇÃO NO 25:..................................................................................................... 144
TEXTOS POÉTICOS (POESIA DE RUI DE NORONHA, NOÉMIA DE SOUSA, RUI NOGAR E AGOSTINHO
NETO). ........................................................................................................... 144
LIÇÃO NO 26 ..................................................................................................... 152
: TEXTOS DRAMÁTICOS (TRAGÉDIA) .......................................................................... 152
LIÇÃO NO 27 ..................................................................................................... 156
: FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: FUNÇÕES SINTÁCTICAS - ATRIBUTO E APOSTO .......................... 156
LIÇÃO NO 28...................................................................................................... 158
: INTERJEIÇÕES ................................................................................................... 158
LIÇÃO NO29: .................................................................................................... 160
VERBOS IRREGULARES: TRAZER, VER, CABER, CRER E CONSEGUIR ......................................... 160
LIÇÃO NO 30 ..................................................................................................... 165
: TEMAS TRANSVERSAIS: ASSÉDIO SEXUAL E CASAMENTO PREMATURO .................................... 165
UNIDADE NO 6: TEXTOS DE PESQUISA E ORGANIZAÇÃO DE DADOS ......................... 174
LIÇÃO NO 31: .................................................................................................... 175
RELATÓRIO FORMAL ............................................................................................ 175
LIÇÃO NO32: .................................................................................................... 182
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: DISCURSO RELATADO....................................................... 182
LIÇÃO NO 33 ..................................................................................................... 184
: PREPOSIÇÕES E LOCUÇÕES PREPOSITIVAS.................................................................... 184
LIÇÃO NO34 ..................................................................................................... 186
: TEMAS TRANSVERSAIS: SANEAMENTO DO MEIO E CULTURA E ARTE...................................... 186
LIÇÃO NO35 ...................................................................................................... 194
: AVALIAÇÃO FINAL.............................................................................................. 194
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 5
MENSAGEM DA SUA EXCE LÊNCIA MINISTRA DA E DUCAÇÃO
E DESENVOLVIMENTO HUMANO
6 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
INTRODUÇÃO
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 7
OBJECTIVOS GERAIS
Caro/a estudante, no fim deste módulo você deve ser capaz de:
- Usar a Língua Portuguesa como veículo de aquisição e desenvolvimento de conhecimentos
gerais, técnicos e científicos.
- Consolidar a capacidade de compreensão oral visando a interpretação de discursos de
natureza diversa e inter-relacionando os aspectos linguísticos e paralinguísticos.
- Desenvolver a capacidade de expressão oral, visando o domínio de diversas estratégias
discursivas e a adequação do discurso às várias situações de comunicação social.
- Desenvolver as habilidades de leitura, tendo em vista a consolidação da capacidade de
compreensão escrita, de forma autónoma e livre, sabendo reconhecer as regras de construção
dos vários textos.
- Desenvolver habilidades de escrita garantindo a coerência e coesão e revelando o domínio
das regras de textualização e o funcionamento da língua.
- Enriquecer o vocabulário necessário às várias situações de comunicação social e à
compreensão de conhecimento científico e técnicos.
- Consolidar os aspectos de funcionamento da língua necessários à reflexão sobre as suas
propriedades e regras, assim como ao aperfeiçoamento das competências linguísticas e
comunicativa, oral e escrita.
- Usar a Língua Portuguesa para adquirir e divulgar conhecimentos sobre deveres, direitos e
liberdades.
- Desenvolver hábitos de pesquisa e estudo independente na área da língua, que habilitam
para a busca de soluções para dúvidas surgidas na actividade estudantil e futura actividade
profissional.
- Usar a língua portuguesa para:
manifestar amor patriótico e orgulho de ser moçambicano;
manifestar atitude moral e civicamente correctas;
contribuir para a resolução pacífica de conflitos na família, na escola e comunidade;
participar na preservação e conservação do meio ambiente;
divulgar as regras de saúde e higiene;
discutir formas de prevenção da gravidez precoce;
manifestar atitudes contra o assédio sexual;
8 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
1 UNIDADE Nº 1
[Link] NORMATIVOS
1.1. Constituição
1.2. Princípios Fundamentais
1.3 Funcionamento da língua:
1.3.1 Verbos Irregulares
1.3.2 Preposições: sob e sobre
1.4 Tema Transversal: Género e Equidade
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 9
Prezado/a estudante: os conteúdos transversais serão abordados através de textos e das
actividades de língua realizadas na lição no âmbito do desenvolvimento das habilidades
linguísticas (ouvir, falar, ler e escrever).
Nesta unidade você, estimada/o estudante, tem a possibilidade de ―construir‖ um glossário
com terminologia específica, quer para os textos normativos, quer para temas transversais,
permite alargar o vocabulário e explorar as propriedades das palavras e os diferentes
contextos de uso.
10 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
LIÇÃO NO 1
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
1.1 Apresentação do texto: Excerto da Constituição
1.2 Conceito de Texto Normativo, Constituição da República
1.3 Estrutura do Texto Normativo
OBJECTIVOS DA LIÇÃO
No fim desta lição você deverá:
D U R A Ç Ã O D A L I Ç Ã O : 3horas e 30 minutos
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
Preâmbulo
A Luta Armada de Libertação Nacional, respondendo aos anseios seculares do nosso Povo,
aglutinou todas as camadas patrióticas da sociedade moçambicana num mesmo ideal de
liberdade, unidade, justiça e progresso, cujo escopo era libertar a terra e o Homem.
Conquistada a Independência Nacional em 25 de Junho de 1975, devolveram-se ao povo
moçambicano os direitos e as liberdades fundamentais.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 11
A Constituição de 1990 introduziu o Estado de Direito Democrático, alicerçado na separação
e interdependência dos poderes e no pluralismo, lançando os parâmetros estruturais da
modernização, contribuindo de forma decisiva para a instauração de um clima democrático
que levou o país à realização das primeiras eleições multipartidárias.
A presente Constituição reafirma, desenvolve e aprofunda os princípios fundamentais do
Estado moçambicano, consagra o carácter soberano do Estado de Direito Democrático,
baseado no pluralismo de expressão, organização partidária e no respeito e garantia dos
direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. A ampla participação dos cidadãos na feitura
da Lei Fundamental traduz o consenso resultante da sabedoria de todos no reforço da
democracia e da unidade nacional.
TÍTULO I
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I
REPÚBLICA
Artigo 1
(República de Moçambique)
A República de Moçambique é um Estado independente, soberano, democrático e de justiça
social.
Artigo 2
(Soberania e legalidade)
1. A soberania reside no povo.
2. O povo moçambicano exerce a soberania segundo as formas fixadas na Constituição.
3. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade.
4. As normas constitucionais prevalecem sobre todas as restantes normas do ordenamento
jurídico.
Artigo 3
(Estado de Direito Democrático)
A República de Moçambique é um Estado de Direito, baseado no pluralismo de expressão, na
organização política democrática, no respeito e garantia dos direitos e liberdades
fundamentais do Homem.
Artigo 4
12 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
(Pluralismo jurídico)
O Estado reconhece os vários sistemas normativos e de resolução de conflitos que coexistem
na sociedade moçambicana, na medida em que não contrariem os valores e os princípios
fundamentais da Constituição.
Artigo 5
(Nacionalidade)
1. A nacionalidade moçambicana pode ser originária ou adquirida.
2. Os requisitos de atribuição, aquisição, perda e reaquisição da nacionalidade são
determinados pela Constituição e regulados por lei.
Artigo 6
(Território)
1. O território da República de Moçambique é uno, indivisível e inalienável, abrangendo toda
a superfície terrestre, a zona marítima e o espaço aéreo delimitados pelas fronteiras nacionais.
2. A extensão, o limite e o regime das águas territoriais, a zona económica exclusiva, a zona
contígua e os direitos aos fundos marinhos de Moçambique são fixados por lei.
Artigo 7
(Organização territorial)
1. A República de Moçambique organiza-se territorialmente em províncias, distritos, postos
administrativos, localidades e povoações.
2. As zonas urbanas estruturam-se em cidades e vilas.
3. A definição das características dos escalões territoriais, assim como a criação de novos
escalões e o estabelecimento de competências no âmbito da organização político-
administrativa é fixada por lei.
Artigo 8
(Estado unitário)
A República de Moçambique é um Estado unitário, que respeita na sua organização os
princípios da autonomia das autarquias locais.
Artigo 9
(Línguas nacionais)
O Estado valoriza as línguas nacionais como património cultural e educacional e promove o
seu desenvolvimento e utilização crescente como línguas veiculares da nossa identidade.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 13
Artigo 10
(Língua oficial)
Na República de Moçambique a língua portuguesa é a língua oficial.
14 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
contrariar as leis fundamentais da Constituição. Se a lei for contra a Constituição considera-
se inconstitucional.
Vamos a seguir detalhar alguns termos que têm relação com a Constituição.
Segundo o que foi exposto acima, o que será uma lei? O que é um Estado? O que
entendemos por um direito? Quando estamos perante um dever? A seu ver, o que é uma
norma jurídica?
Como podemos notar, quando definimos o texto normativo, deu para perceber que há algo
que está acima de nós e que nos impede de fazer algo estranho a nós e aos outros. Porque não
conduzimos sem carta de condução? Porque sabemos de antemão quando formos
encontrados, seremos punidos. Porque há algo que regula. Porquê os que têm carta de
condução, na sua condução andam a esquerda e não a direita no nosso país? É porque há uma
regra a qual todo o condutor no território moçambicano deve submeter-se, ou seja, cumprir,
para que não seja punido. E esta entidade que vela pela observação é o guardião da norma.
Lei é toda a norma ou regra a que devem submeter-se ou ajustar-se os actos do cidadão. Em
sentido restrito, só é Lei a norma jurídica escrita que emana do poder legislativo (Assembleia
da Republica). Não pode contrariar o que diz a Constituição de um Estado, entendida esta
como a Carta Magna.
A lei é disposição genérica provinda dos órgãos estaduais competentes. Assim, chamamos de
lei aquela norma jurídica que provém de órgãos estaduais, de competência legislativa,
podendo conter ou não uma verdadeira norma jurídica. A lei é toda disposição normativa.
Estado, organização política que exerce sua autoridade sobre um território concreto. A
característica fundamental do Estado moderno é a soberania, reconhecida tanto dentro da
própria nação como por parte dos demais estados. Nos estados federais, esse princípio vê-se
modificado no aspecto de que certos direitos e autoridade das entidades federadas não são
delegados por um governo federal central, derivando na verdade de uma Constituição. O
governo federal, no entanto, é reconhecido como soberano na escala internacional.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 15
como de forças armadas para sua segurança externa, funções que requerem um sistema
destinado a recolher impostos. Nos séculos XIX e XX, a maioria dos estados aceitou sua
responsabilidade em uma ampla gama de assuntos sociais, dando origem ao conceito de
estado do bem-estar.
De tudo quanto expomos podemos concluir que o Estado é uma nação organizada
politicamente.
Costume, é um valor social consagrado pela tradição e que se impõe aos integrantes do
grupo e se transmite através de gerações. As normas consuetudinárias têm uma origem extra-
estatal e surgem nos grupos sociais quando se pode falar (dentro dos mesmos) de uma
efectiva acomodação, generalizada e prolongada no tempo, a tais normas.
16 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Na Constituição de Moçambique encontramos uma organização do texto que começa com
preâmbulo. Depois seguem-se os títulos principais seguidos de capítulos cujo conteúdo é
arrumado em artigos. Cada artigo tem um número correspondente. Esta forma de organização
do texto facilita a consulta do documento. A Constituição é aprovada pela Assembleia da
República. A sua publicação carece da autorização do presidente da República.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Prezado/a estudante! As questões que se seguem são lhe colocadas para medir o grau de
assimilação da nossa lição apresentada acima. A sua resolução é necessária, para saber o
quanto você compreendeu o que acabamos de tratar.
1. Como classifica o excerto textual dos artigos 1 a 10, quanto à tipologia textual?
2. O da luta Armada em Moçambique?
3. Quando é que Moçambique se tornou independente?
4. Quando a Constituição introduz o Estado de Direito democrático em Moçambique?
4.1. Qual é a base desse Estado de Direito?
5. Defina República de Moçambique de acordo com o Artigo 1 da Constituição.
6. Como se encontra organizado o território da República de Moçambique?
6.1. Qual é a vantagem deste tipo de organização?
6.2. Como se estruturam as zonas urbanas de Moçambique?
7. Qual é a posição plasmada na Constituição relativamente às línguas nacionais?
8. Qual é a língua oficial de Moçambique?
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 17
4. A Constituição introduz o Estado de Direito Democrático em Moçambique em 1990.
4.1. A base desse Estado de Direito é a separação e interdependência de poderes (poder
executivo, poder legislativo e poder judiciário).
5. De acordo com o artigo 1 da Constituição a República de Moçambique é um Estado
independente, soberano, democrático e de justiça social.
6. O território da República de Moçambique encontra-se organizado em províncias, distritos,
postos administrativos, localidades e povoações. As zonas urbanas estruturam-se em cidades
e vilas.
6.1. A vantagem deste tipo de organização é de permitir a representação do Governo Central,
isto é, permite a descentralização e a representação dos Órgãos do Estado.
7. Relativamente às línguas nacionais a posição plasmada na Constituição é de valorizá-las
como património cultural e educacional e promover o seu desenvolvimento e utilização como
línguas veiculares da identidade moçambicana.
8. A língua oficial de Moçambique é a língua portuguesa.
LIÇÃO NO 2
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO
1.2.1 Conceito de Princípio
1.2.2 Interpretação do texto
1.2.3. Actividades
INTRODUÇÃO
18 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Nesta lição você vai conhecer os princípios que regem a República de Moçambique. Ao
mesmo tempo ajudará a estabelecer os princípios na sua vida quotidiana, bem como na
relação com a sua família, com os seus amigos e espelhar a sua própria identidade.
T E M P O D E D U R A Ç Ã O : 3 horas
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 19
1.2.2 Leitura e interpretação dos princípios
Prezado/a estudante, releia os artigos 1 a 10 do texto da lição um. Procure explicar por suas
palavras o que quer dizer cada um destes princípios enunciados em cada um dos artigos.
O primeiro princípio estabelece a denominação e descrição, isto é, como se chama a nação
desta Constituição. Trata-se da Constituição da República de Moçambique e suas
características.
O segundo princípio é o princípio de auto-afirmação, como sendo um Estado soberano e esta
soberania reside no povo. Em todo o caso, o Estado subordina-se à Constituição, quer dizer
que o Estado não está acima da Constituição e apoia-se nas leis. Nenhuma lei está acima da
Constituição.
O terceiro princípio fundamenta o Estado de Direito Democrático que tem como base o
pluralismo de expressão, na organização política democrática, no respeito e garantia dos
direitos e liberdades fundamentais do Homem.
Quanto ao pluralismo jurídico, isso verifica-se pelo reconhecimento dos diversos sistemas
normativos e de resolução de conflitos. Por exemplo a existência dos diferentes tribunais
(militar, administrativo, de menores, populares, etc).
O princípio de nacionalidade que é quinto artigo, estabelece como se é moçambicano - pela
originalidade ou pela aquisição. É originário, aquele que tenha nascido em Moçambique ou
os que tenham nascido fora de Moçambique enquanto os pais estavam ao serviço do estado
moçambicano.
O princípio de território explica que existe apenas um país chamado Moçambique, que não
pode ser dividido nem penhorado. Este território tem limites aéreo, terrestre e marítimo que
estão fixados na lei.
O sétimo princípio diz-nos como é que o território da República de Moçambique está
organizado, isto é, a divisão administrativa do país.
O princípio do Estado unitário, procura clarificar que, embora haja autarquias locais, o
Estado continua o mesmo, isto é, vários poderes autárquicos do mesmo Estado.
O nono princípio valoriza as nossas línguas nacionais como património da nossa cultura e ao
mesmo tempo nos identificam como moçambicanos.
O décimo princípio procura clarificar que embora haja várias línguas, a língua oficial é a
língua portuguesa. Isto é, a língua com a qual se escrevem documentos oficiais e de
comunicação nas instituições moçambicanas.
20 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
1.2.3 ACTIVIDADE S
Depois de ter lido cuidadosamente os artigos 1 a 10 da Constituição propomos uma
actividade.
Faça o levantamento do vocabulário, anotando as palavras que não conhece. Consulte o
significado destas palavras no dicionário.
Exemplo:
Anseio – Ideal – Soberania – Alienar –
Aglutinar – Instaurar – Requisito – Unitário –
Discuta no seu grupo de estudo sobre o significado das palavras levantadas por cada um dos
membros. Apresentem ao tutor no Centro de Apoio (CA).
CHAVE DE CORRECÇÃO
Resposta aberta. Está dependente da palavra que estimada/o estudante vai colocar. Tomando
o exemplo das palavras anteriores teremos:
Anseio – desejo
Aglutinar – juntar
Ideal – imaginário; aspiração
Instaurar – estabelecer; organizar
Soberania – independente; autoridade suprema; faz leis próprias
Requisito – condição exigida para um certo fim; preceito
Alienar – transferir para domínio alheio (por venda, troca, doação, etc.); alucinar; perder o
juízo
Unitário – com carácter de unidade
O dicionário, os colegas do grupo de estudo e o tutor auxiliarão no sentido apropriado do uso
do termo, palavra ou vocábulo levantado.
LIÇÃO NO 3
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: VERBOS IRREGULARES
1.3.1 Noções de verbo, tempos e modos verbais
1.3.2 Determinação da raiz ou radical do verbo
1.3.3 Conjugação dos verbos pôr, querer e poder
1.3.4 Actividades da lição
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 21
INTRODUÇÃO A LIÇÃO 3
Nesta lição você saberá usar adequadamente os verbos irregulares, conjugá-los-á nos tempos
do modo indicativo e conjuntivo. Empregará adequadamente as formas verbais dos verbos
pôr, querer e poder nas frases da sua autoria. Esta lição é de extrema importância porque
além de permitir distinguir o verbo irregular do regular, permite identificar a que conjugação
pertence cada verbo.
OBJECTIVOS DA APRENDIZAGEM
São objectivos desta lição:
Distinguir o verbo regular do irregular;
Determinar radicais ou raízes de verbos;
Conjugar os verbos irregulares nos tempos de modo indicativo e conjuntivo;
Elaborar frases orais e escritas em que ocorram os verbos pôr, querer e poder.
22 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
expressar desta forma: estaremos na Katembe no sábado. Veja que a intenção é expressa com
a palavra estaremos. Se fosse eu sozinho, diria: estarei na Katembe no sábado. Quando
retiramos as palavras estaremos e estarei, nos exemplos 1 e 2, as frases perdem os seus
sentidos. Estas palavras são os verbos.
Verbo é uma classe de palavra variável que indica acção, exprime qualidade, estado ou
existência de uma pessoa, animal ou coisa e é elemento essencial da frase. Por outras
palavras, o verbo é uma palavra que exprime o que se passa, isto é, um acontecimento
representado no tempo.
O verbo varia em tempo, modo, pessoa, número e voz. Ou seja, quando flexionado, o verbo
dá-nos, a ideia de tempo (presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-
perfeito e futuro); de modo (indicativo, conjuntivo, imperativo, condicional e infinitivo); de
pessoa gramatical (1a – Eu/Nós; 2a – Tu/Vós; 3a – Ele(a)/Eles(as) do singular ou plural
respectivamente); de número gramatical (singular ou plural) e voz em que se encontra (activa
ou passiva).
Exemplo: eu estudo a lição; tu estudas a lição; ele estuda a lição; nós estudamos a lição;
vós estudais a lição; eles estudam a lição.
Os verbos são classificados quanto à sua transitividade, quanto à sua significação e quanto à
sua conjugação. Nesta lição, reservamo-nos apenas a estudar a conjugação.
Quanto a conjugação os verbos classificam-se em regulares e irregulares. Aqui o nosso foco
vai para os verbos irregulares.
Verbos irregulares são os verbos que modificam a sua raiz (ou radical) ao longo da sua
conjugação. Por outras palavras, aqueles verbos que alteram o seu radical quando enunciado
num determinado tempo, modo e pessoa.
O que é raiz ou radical do verbo?
Radical ou raiz do verbo é a parte do verbo que fica quando retirada (ou colocada em
evidência) a desinência verbal ou do verbo.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 23
O que é que vem a ser então a desinência do verbo?
A desinência do verbo é a parte do verbo constituída pela última vogal e o ―r‖ do infinitivo
do verbo. Para identificar a conjugação pertence o verbo tira-se o ―r‖ ao infinitivo, e a vogal
temática determina a conjugação a que pertence. Em português existem três conjugações.
* para o verbo pôr quando se coloca em evidência a desinência verbal, fica uma letra (p), o
que não constitui a raiz ou radical do verbo. Para estes casos, é preciso conhecer a origem
(etimologia) do verbo, para a determinação da sua raiz. O verbo pôr é de origem latina, isto é,
provem do latim. No infinitivo pôr em latim é ―ponere‖, e a desinência latina do verbo é
24 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
―ere‖. A sua raiz é pon. A vogal temática é “e”, por isso o verbo pôr é um verbo da segunda
conjugação, de tema em ―e‖.
A raíz pon, por vezes passa a pond, pus, punh, por, ponh.
O verbo querer apresenta a raiz inicial em quer, por vezes passa a quis, querer, quei,
O verbo poder apresenta a raiz inicial em pod, por vezes passa a poss, pud, pôd, poder,
A estas alterações das raízes ou radicais é que faz com que o verbo seja irregular.
Dos verbos que apresentou anteriormente, coloque em evidência a desinência verbal e veja se
se trata de um verbo irregular. Caso tenha ficado uma só letra, procure a origem do verbo.
Na língua portuguesa, quase a maioria das palavras são provenientes do grego e to
latim.
1.3.3 Conjugação dos verbos pôr, querer e poder (nos tempos do modo indicativo
e conjuntivo
Conjugar um verbo é enunciá-lo no tempo, modo e pessoa. O verbo dá-nos, pois, entre outras
indicações, a noção do tempo. Há tempos verbais variáveis.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 25
Mais-que-perfeito eu pusera
Futuro Eu porei
Modo conjuntivo, diz-se que o verbo está no modo conjuntivo, quando o facto expresso pelo
verbo é encarado como uma dúvida ou um desejo. Exemplo:
Preste atenção aos tempos verbais do modo indicativo e aos do modo conjuntivo, nos
exemplos dados. O que nota? A que conclusão chegou?
Certo! O modo conjuntivo apresenta três tempos, enquanto o modo indicativo apresenta cinco
tempos. No modo conjuntivo não aparecem os tempos referentes ao pretérito perfeito e
pretérito mais-que-perfeito. O tempo de pretérito perfeito remete-nos a uma acção acabada,
efectivada. O modo conjuntivo remete-nos à uma dúvida ou desejo. Então, uma dúvida
acabada, é uma dúvida esclarecida; e um desejo já satisfeito, não constitui desejo. Razão pela
qual não se conjuga no pretérito perfeito e pretérito mais-que-perfeito do conjuntivo.
Quadro de conjugação
Tem Modos verbais
pos
verba Pôr Querer Poder
is
indicativo conjuntivo indicativo conjuntivo indicativo conjuntivo
26 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
eu ponho eu ponha eu queira
Presente
eu quero eu possa
tu pões tu ponhas tu queiras eu posso
tu queres tu possas
ele(a) põe ele(a) ponha ele(a) queira tu podes
ele(a) quer ele(a) possa
nós pomos nós nós ele(a) pode
nós queremos nós possamos
vós pusestes ponhamos queiramos nós podemos
vós quereis vós possais
eles(as) vós ponhais vós queirais vós podeis
eles(as) eles(as)
puseram eles(as) eles(as) eles podem
querem possam
ponham queiram
eu pus eu quis eu pude
Pretérito perfeito
eu pusesse tu quisesses
eu queria eu pudesse
eu punha tu pusesses ele(a) eu podia
tu querias tu pudesses
tu punhas ele(a) pusesse quisesse tu podias
ele(a) queria ele pudesse
ele(a) punha nós nós ele(a) podia
nós nós pudéssemos
nós púnhamos puséssemos quiséssemos nós podíamos
queríamos vós pudésseis
vós púnheis vós pusésseis vós vós podíeis
vós queríeis eles
eles punham eles quisésseis eles podiam
eles queriam pudessem
pusessem eles
quisessem
eu quisera eu pudera
perfeito
Pretérito mai-que-
eu pusera
tu quiseras tu puderas
tu puseras
ele(a) quisera ele(a) pudera
ele(a) pusera
nós nós
nós puséramos
quiséramos pudéramos
vós puséreis
vós quiséreis vós pudéreis
eles puseram
eles quiseram eles puderam
eu quererei eu quiser eu poderei eu puder
Futuro
eu porei eu puser
tu quererás tu quiseres tu poderás tu puderes
tu porás tu puseres
ele(a) quererá ele(a) quiser ele poderá ele(a) puder
ele(a) porá ele(a) puser
nós nós nós nós
nós poremos nós pusermos
quereremos quisermos poderemos pudermos
vós poreis vós puserdes
vós querereis vós quiserdes vós podeis vós puderdes
eles(as) porão eles puserem
eles quererão eles quiserem eles poderão eles puderem
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Prezado/a estudantes, é chegado o momento de avaliar a sua aprendizagem. Responda as
questões.
1. Atente nas seguintes frases:
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 27
a) ―A constituição de 1990 introduziu o Estado de Direito Democrático‖
b) ―A presente Constituição (…) desenvolve (…)os princípios fundamentais do estado
Moçambicano‖.
c) ―O nadador ficou de boca aberta, bebeu água, foi pela primeira vez que parou de nadar‖.
1.1. Identifique as formas verbais presentes nas frases das alíneas a), b) e c).
1.2. Refira a conjugação a que pertencem os mesmos verbos.
1.3. Das formas verbos identificadas na questão 1.1, haverá forma verbal que nos remete a
um verbo irregular?
1.3.1. Se sim, qual? E como seria o verbo no infinitivo?
1.3.2. Se não, porquê?
2. Preencha os espaços em branco com as formas verbais dos verbos indicados entre
parêntesis no tempo e modo.
a) A Constituição de 1990 (trazer – pretérito perfeito do indicativo) _________________ o
Estado de Direito Democrático.
b) Os estados (querer – pretérito mais-que-perfeito do indicativo) ________________ que as
leis principais ficassem na Constituição.
c) se tu (querer – pretérito imperfeito do conjuntivo) _______________ que as leis principais
estivessem na Constituição, terias de requerer a sua inclusão.
3. Conjugue o verbo trazer no presente do conjuntivo e o verbo dar no pretérito imperfeito do
indicativo.
4. Elabore frases da sua autoria, usando as formas verbais dos verbos rir e chorar, nos
seguintes tempos do modo indicativo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito,
pretérito mais que perfeito e futuro.
CHAVE -DE-CORRECÇÃO
1.1. As formas verbais presentes nas frases são: a) introduziu, b) desenvolve e c) ficou,
bebeu, foi, parou e, nadar.
1.2. introduziu forma verbal que pertence a verbo da 3a conjugação;
Desenvolve, bebeu, foi, são formas verbais que pertencem verbos da 2a conjugação;
Ficou, parou e nadar, são formas verbais que pertencem a verbos da 1 a conjugação.
1.3. Sim.
1.3.1 A forma verbal que nos remete ao verbo irregular é ficou. O verbo no infinitivo é ―ser‖
28 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
2. a) Trouxe 2.b) quiseram 2.c) quisesses
3. Presente do conjuntivo do verbo trazer: Eu traga, Tu tragas, Ele(a) traga, Nós tragámos,
Vós tragais, Eles(as) tragam.
Pretérito imperfeito do indicativo do verbo dar: eu dava, tu davas, ele (a) dava, nós
dávamos, vós dáveis, eles (as) davam.
4.
presente pretérito perfeito pretérito imperfeito pretérito + que perfeito
rir chorar rir chorar rir chorar rir chorar
futuro
rir chorar
Rirei chorarei
Rirás chorarás
Rirá chorará
Riremos choraremos
Rireis chorareis
rirão chorarão
LIÇÃO NO 4
PREPOSIÇÕES: SOB E SOBRE
INTRODUÇÃO À LIÇÃO
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 29
Nesta lição, caro estudante, vai aprofundar os seus conhecimentos sobres as preposições.
Também saberá como usar adequadamente as preposições. As preposições são importantes,
porque elas funcionam como argamassa nas frases, isto é dão consistência ao sentido das
frases. Elas funcionam como uma ponte. Usará as preposições respeitando as sua regras.
D U R A Ç Ã O : 3 horas
1.4.1 Definição
Preposições
Prezado/a estudante, preste atenção ao texto:.
Procure retirar as palavras em negrito (bold). Releia o texto. O que acontece? Sem estas
palavras (preposições) perde-se o sentido da frase ou da oração.
Preposições
São uma classe de palavras invariáveis que estabelecem uma relação entre dois ou mais
termos da oração.
Sozinhas as preposições não significam nada e a relação que estabelecem ganha sentido de
acordo com o contexto. Assim, podem implicar movimento (no espaço, no tempo) ou
situação (se apresentar um valor mais estável).
Exemplo: quando sai de casa (implica movimento).
Os cabelos em desordem, sem chapéu (implicam situação).
30 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
As preposições são constituídas por apenas uma palavra e são as seguintes:
a até de entre por sobre
ante com desde para sem trás
após contra em perante sob
.
Atenção: por vezes as preposições surgem ligadas fónica e graficamente às palavras que se
lhe seguem. É o caso das preposições a, de, em e por (na sua forma primitiva per), podem
contrair-se com alguns determinantes ou pronomes, isto é, quando são seguidas de artigo
definido; bem como das preposições de e em quando são seguidas de artigos indefinidos ou
determinantes demonstrativos (esse, este, aquele).
Exemplos:
a +a = à por (per)+o = em+este = neste
a+o = ao pelo de+ele = dele, etc
de+o = do a+aquele =
em+o = no àquele
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 31
Estas preposições não se substituem. Pode dizer-se que o seu sentido é contrário.
A preposição sob pode equivaler a termos tais como: por baixo de, debaixo de, no governo
de, no tempo de, …
Exemplo: todos os doentes devem estar sob cuidados médicos.
A preposição sobre pode ter os seguintes significados: em cima de, acerca de, além, por
causa de, contra, um tanto.
Exemplo: após enxurradas sentamo-nos a chorar sobre as margens do rio, com saudades de
casa.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
32 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Agora é chegado o momento de fazer a avaliação da sua aprendizagem em relação a lição que
acaba de terminar. É o momento de pôr em prática o que você aprendeu. O que aqui é
apresentado é uma sugestão. Você pode colocar questões a si ou aos seus colegas, ou mesmo
ao seu tutor no dia em que for ao CA.
1. Elabore cinco frases à sua escolha onde empregue preposições.
2. Preencha as lacunas com as preposições sob e sobre que estudou.
a) O cão dorme ____________ a cadeira
b) O prato está _____________ a prateleira.
c) Ela conversa _____________ qualquer assunto com tranquilidade.
3. Sublinhe nos artigos 1, 2, 3, 4 e 5, do excerto do texto da Constituição da República, as
preposições existentes.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. Resposta livre. Desde que elabore cinco frases contendo preposições; as preposições dever
ser usadas adequadamente; observe as regras do uso das preposições. Correcção linguística.
Para ter a certeza do que fez, apresente o seu tutor no CA, ou aos colegas de estudo.
2. a) O cão dorme sob a cadeira
b) O prato está sobre a prateleira.
c) Ela conversa sobre qualquer assunto com tranquilidade.
3. As preposições a serem sublinhadas são:
Art. 1 a preposição é: de Art. 4. As preposições são: de, na, em e da;
Art. 2. As preposições são: no, na, à, sobre e Art. 5. As preposições são: da, pela e por.
do;
Art. 3. As preposições são: de, no, na, dos e
do;
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 33
Capítulo III
Direitos, Liberdades e Garantias Individuais
Artigo 66
(Habeas Corpus)
1. Em caso de prisão ou detenção ilegal, o cidadão tem direito a recorrer à providência do
habeas corpus.
2. A providência de habeas corpus é interposta perante o tribunal, que sobre ela decide no
prazo máximo de oito dias.
Artigo 67
Extradição
1. A extradição só pode ter lugar por decisão judicial.
2. A extradição por motivos políticos não é autorizada.
3. Não é permitido a extradição por crimes a que corresponda na lei do Estado requisitante a
pena de morte ou prisão perpétua, ou sempre que fundadamente se admita que o extraditado
possa vir a ser sujeito a tortura, tratamento desumano, degradante ou cruel.
4. O cidadão moçambicano não pode ser expulso ou extraditado do território nacional.
Artigo 68
Inviolabilidade do domicílio e da correspondência
1. O domicílio e a correspondência ou outros meios de comunicação privada sãp invioláveis,
salvo nos casos especialmente previstos na lei.
2. A entrada nos domicílios dos cidadãos contra a sua vontade só pode ser ordenada pela
autoridade judicial competente, nos casos e segundo as formas especialmente previstas na lei.
3. Ninguém deve entrar durante a noite no domicílio de qualquer pessoa sem o seu
consentimento.
Artigo 69
Direito de impugnação
O cidadão pode impugnar os actos que violam os seus direitos estabelecidos na Constituição
e nas demais leis.
Artigo 70
Direito de recorrer aos tribunais
O cidadão tem o direito de recorrer aos tribunais contra os actos que violem os seus direitos e
interesses reconhecidos pela Constituição e pela lei.
Artigo 71
Utilização da informática
34 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
1. É proibida a utilização de meios informáticos para registo e tratamento de dados
individualmente identificáveis relativos às convicções políticas, filosóficas ou ideológicas, à
fé religiosa, à filiação partidária ou sindical e à vida privada.
2. A lei regula a protecção de dados pessoais constantes dos registos informáticos, as
condições de acesso aos bancos de dados, de constituição e utilização por autoridades
públicas e entidades privadas destes bancos de dados ou de suportes informáticos.
3. Não é permitido o acesso a arquivos, ficheiros e registos informáticos ou de bancos de
dados para o conhecimento de dados pessoais relativos a terceiros, nem a transferência de
dados pessoais de um para outro ficheiro informático pertencentes a distintos serviços ou
instituições, salvo nos casos estabelecidos na lei ou por decisão judicial.
4. Todas as pessoas têm direito de aceder aos dados colhidos que lhes digam respeito e de
obter a respectiva rectificação.
Artigo 72
Suspensão de exercício de direitos
1. As liberdades e garantias individuais só podem ser suspensas ou limitadas
temporariamente em virtude de declaração do estado de guerra, do estado de sítio ou do
estado de emergência nos termos estabelecidos na Constituição.
2. Sempre que se verifique suspensão ou limitação de liberdades ou de garantias, elas têm um
carácter geral e abstracto e devem especificar a duração e a base legal em que se assentam.
Extracto da Constituição da República de Moçambique
Questionário
Leia o texto com atenção e responda as perguntas.
1. Identifique o texto quanto ao género literário e quanto à tipologia textual.
1.1. De que que capítulo foi extraído o texto?
1.2. Quantos artigos tem este excerto?
1.3 De que fala este excerto da Constituição da República?
1.4 Quantos números apresenta o artigo sobre a extradição?
1.5. Qual é o prazo máximo da apresentação do habeas corpus?
1.6. Segundo a Constituição da República, quem decide sobre a extradição de um cidadão?
1.8 Em que crime não é permitida a extradição?
1.9 Em que circunstâncias o cidadão tem direito de recorrer ao tribunal?
1.10. Qual dos artigos evoca o direito à privacidade?
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 35
2. ―É proibida a utilização de meios informáticos para registo e tratamento de dados
individualmente identificáveis relativos às convicções políticas, filosóficas ou ideológicas, à
fé religiosa, à filiação partidária ou sindical e à vida privada.‖
a) Retire as preposições que ocorrem no período em 2.
b) Indique o tempo e o modo da forma verbal sublinhada em 2.
c) Conjugue o verbo proibir no pretérito imperfeito do conjuntivo no tempo simples em todas
as pessoas gramaticais.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. Quanto ao género literário o texto é normativo, e quanto à tipologia textual é Constituição
da República.
1.1. O texto foi extraído III Capítulo da Constituição da República.
1.2. O excerto tem 7 artigos.
1.3 Este excerto da Constituição da República fala sobre Direitos, Liberdades e Garantias
Individuais.
1.4 O artigo sobre a extradição apresenta 4 números.
1.5. O prazo máximo da apresentação do habeas corpus é de oito dias.
1.6. Segundo a Constituição da República, quem decide sobre a extradição de um cidadão é o
tribunal judicial.
1.8 O não é permitida a extradição em crimes que corresponda na lei do Estado requisitante a
pena de morte ou prisão perpétua.
1.9 O cidadão tem direito de recorrer ao tribunal em todas as circunstâncias em que
determinados actos violem os seus direitos e interesses reconhecidos pela Constituição e pela
lei.
1.10. O artigo que evoca o direito à privacidade é o artigo 68 da Constituição da República.
2. a) As preposições que ocorrem na frase em 2 são: a, de, para, às e, à.‖
b) é proibida - tempo pretérito perfeito composto do modo indicativo.
c) pretérito imperfeito do conjuntivo.
eu proibisse ele proibisse vós proibísseis
tu proibisses nós proibíssemos eles proibissem.
36 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
2 UNIDADE 2: TEXTOS ADMINISTRATIVOS
INTRODUÇÃO
Nesta unidade, prezado/a estudante, tem a possibilidade de
optar por um ensino profissionalizante, tomando em consideração a
natureza textual (Administrativa) e tipos de textos que lhe são proposta (Carta
comercial e Curriculum Vitae). Os conteúdos desta unidade procuram preparar a si de modo a
ingressar numa área profissionalizante para a sua actividade no mercado do trabalho. Os
conteúdos que apresentamos a si dão e solidificam os seus conhecimentos sobre os
procedimentos correctos que deve tomar no desempenho da sua profissão, ou mesmo para a
mudança da categoria profissional ou solicitação de emprego. Vai, portanto aprender a redigir
(elaborar) uma Carta Comercial e um Curriculum Vitae.
No que diz respeito à gramática, ampliará os seus conhecimentos no que diz respeito a
conjugação pronominal, distinguindo os diferentes tipos de conjugação pronominal, bem
como as palavras compostas.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 37
Quanto aos conteúdos dos temas transversais, analisará com profundidade, o comércio, o
turismo e o desporto como actividades que proporcionam o desenvolvimento integral.
38 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Usa o “se” em frases cujos verbos exigem a conjugação reflexa ou
recíproca.
Indica as vantagens e desvantagens do comércio formal e informal.
Identifica a estrutura do Curriculum;
Identifica as áreas turísticas de Moçambique;
T E M P O D E D U R A Ç Ã O D A U N I D A D E : 19 horas.
Materiais complementares
Gramática da Língua Portuguesa, guião do turismo, os meios de comunicação social, manual
sobre as técnicas administrativas (textos).
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 39
LIÇÃO NO5
TEXTOS ADMINISTRATIVOS: CARTA COMERCIAL
2.1.1 Carta comercial
[Link] Apresentação do texto da carta comercial
[Link] Definições e conteúdo
[Link] Estrutura do texto da carta comercial
[Link] Tipo de linguagem
[Link] Como redigir uma carta Comercial
[Link] Actividades da lição
[Link] Chave de Correcção
INTRODUÇÃO
Cara/o estudante, nesta lição terá conhecimentos sólidos do que são textos administrativos e
tipologias textuais de textos administrativos, saberá apresentar a estrutura do texto da carta
comercial, distinguirá o tipo de linguagem a ser usada numa carta comercial e saberá redigir
(elaborar) uma carta comercial.
D U R A Ç Ã O D A L I Ç Ã O : 4 horas.
40 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
2.1.1. Carta comercial
[Link] Apresentação do Texto da Carta Comercial
Texto A
Companhia vidreira
End. Telegráfico: CVID
Av. Das Industrias Matola – Machava
Exmo Senhor
Ferreira Neto
Av. Eduardo Mondlane Quelimane
(Texto adaptado)
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 41
Texto B
Casa Chibanga
Av. Marien Nguabi
Maputo
Exm. os Senhores
Armazéns Xavier e Irmãos, Lda.
Rua Correia de Brito, 613, C.P. 544, Beira
Exm. os Senhores,
Anteontem procedemos ao levantamento, na central da camionagem, da mercadoria que
V. [Link] nos devolveram, alegando deficiência de fabrico e má marcação dos tamanhos.
O nosso encarregado de armazém, após uma inspecção pormenorizada, detectou essas
deficiências em apenas 45 das 600 peças fornecidas, pelo que não podemos aceitar de modo
algum a devolução do restante artigo sem deficiências. Além do mais, a mercadoria fornecida
a 27 /01/2017 só agora é que V. Ex. as procederam à sua devolução, quando nas nossas
facturas está expressamente estipulado que as reclamações só serão aceites num prazo
máximo de quinze dias.
Vamos aceitar a devolução das 45 peças com defeito, embora a reclamação tenha sido
feita fora do prazo, visto que é pela primeira vez que [Link] transaccionam connosco e
porque a nossa firma tem como lema ―cliente bem servido é um amigo adquirido‖. Quanto às
restantes peças sem defeito, já as fizemos seguir hoje através da CFM.
Lamentando o incidente ocorrido, ficamos a aguardar as v/ prezadas ordens. Com os n/
melhores cumprimentos subscrevemo-nos.
De [Link]
Atentamente
O Gerente
_________________________________
(Assinatura)
Anexo: senha CP no 3038
P.S.: Informamos [Link] de que as n/ facturas vencem a 60 dias.
42 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Prezado/a estudante:
Estes textos são aqueles que estabelecem uma relação entre o indivíduo e a instituição. Às
vezes queremos pedir um emprego e não falamos oralmente, mas sim fazemos uma carta
onde colocamos o nosso pedido. Quando estamos numa situação em que não podemos estar
com a pessoa face a face para colocarmos o nosso pedido com o responsável da empresa ou
sector público, usamos uma forma de comunicação, esta é a carta.
Textos administrativos
São textos de carácter documental, de comunicação entre instituições e utilizam-se no mundo
do trabalho.
Existem diferentes tipos de textos de natureza administrativa, tais como: Requerimento,
Convocatória, Acta, Carta Comercial, Ofício, Curriculum Vitae, etc.
Aqui nos reservamos a analisar a carta comercial.
O que vem a ser uma carta comercial? Antes de falarmos o que é uma carta comercial
devemos primeiro saber o que é uma carta e tipos de carta. Então, o que é a carta?
Carta
A carta é um meio de comunicação ao qual recorremos para nos comunicarmos com os
outros.
De acordo com o tipo de comunicação, as cartas apresentam diferentes características.
Tipos de carta
1. Carta pessoal, familiar ou privada. É a carta que dirigimos a um amigo, a um familiar, …
para lhe comunicarmos os nossos sentimentos, desejos, opiniões.
2. A Carta comercial. É a carta que se escreve para oferecer um produto, fazer um pedido ou
formular uma reclamação. Pode-se entender a carta comercial como um documento escrito,
trocado por empresas ente si ou entre as empresas e os seus clientes e vice-versa, visando
iniciar, manter ou encerrar transacções. Incluem ainda as cartas de candidatura a emprego e
as cartas de resposta a anúncios. A carta comercial pode dividir-se ainda em:
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 43
Carta de oferta: quando o objectivo é dar a conhecer um produto, uma firma, serviço que se
possa prestar, etc.
Carta de informação: quando o objectivo é apenas informar.
Carta de pedido: quando o objectivo é fazer uma encomenda.
Carta de reclamação: quando o objectivo é apresentar uma queixa ou protestar contra um
mau serviço.
44 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
A linguagem deve ser objectiva, de modo a não suscitar várias interpretações;
A linguagem deve ser directa, de modo a suprimir palavras e frases desnecessárias;
A linguagem deve ser simples e clara, de modo a ser entendida ou compreendida por
qualquer leitor.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Compreensão e interpretação dos textos A e B
Agora procure responder as questões que lhe são colocadas para avaliar o seu nível de
compreensão dos textos propostos.
1. Identifique os remetentes das cartas A e B
2. Que razões apresentam os remetentes do texto B para a recusa da reclamação dos clientes?
2.1 O reclamante aceitou as peças? Justifique a sua resposta, com uma frase do texto.
3. Identifique as partes constituintes da carta do texto A.
4. Como classifica as cartas comerciais dos textos A e B quanto aos seus objectivos?
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 45
CHAVE DE CORRECÇÃO
46 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
LIÇÃO NO 6
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA: CONJUGAÇÃO
PRONOMINAL
INTRODUÇÃO
Caro/a estudante, já falamos da conjugação na primeira unidade, sobretudo na lição no 3.
Agora, nesta lição, vai enriquecer os conteúdos anteriores com um novo elemento que se
junta a forma verbal. Este novo elemento é o pronome, mas desta vez, é o pronome pessoal
na forma de complemento. São os pronomes me, te, se, nos, vos. O pronome se é valido para
a terceira pessoa do singular e do plural.
D U R A Ç Ã O : 3 horas
2.2.1Conjugação pronominal
Veja como termina o texto B da lição anterior. Já pôde observar?
O texto B, no seu último parágrafo termina desta forma: ―Com os n/ melhores cumprimentos
subscrevemo-nos.‖ O que aconteceu com esta forma verbal destacada na frase? Certo!
Apresenta um pronome que está ligado a forma verbal.
O que acontece quando acoplamos um pronome à uma forma verbal. A forma verbal liga-se
ao pronome. Na unidade um, conjugamos os verbos irregulares. Aqui um novo elemento
aparece: o pronome. O que é um pronome? Pronome significa o que é a favor do nome, isto
é, uma palavra que substitui o nome (como a própria palavra sugere).
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 47
Conjugação pronominal
Conjugação pronominal – chama-se conjugação pronominal quando os verbos estão
conjugados com os pronomes. Existem, no entanto, algumas diferenças que são dependentes
dos pronomes usados.
Com os pronomes pessoais: o, a, os, as, lo, la, los, las, nos, nas..
Exemplos:
Sorriu para os filhos e acarinhou-os. (Aqui o pronome os está em vez do nome filhos)
Quis vê-la pela última vez. (o pronome la está em vez de um nome feminino que nos remete
ao pronome pessoal ela).
Estes são os túmulos dos meus avós, observem-nos bem. (o pronome nos está em vez do
nome os túmulos).
48 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Conjugação do verbo subscrever-se, numa pronominal reflexa, nos tempos
do modo indicativo
Tempo
Modo
Que eu me Se eu me Quando eu
subscreva subscrevesse subscrever-me
Que tu te Se tu te Quando tu
subscrevas subscrevesses subscreveres-te
Que ele/a se Se ele se Quando ele
Conjuntivo
Eu subscrevê-lo-ei
Tu subscrevê-lo-ás
Ele/a subscrevê-lo-
á
Condicional
Nós subscrevê-lo-
emos
Vós subscrevê-lo-
eis
Eles/as subscrevê-
lo-ão
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 49
[Link] Conjugação pronominal recíproca (pronomes pessoais Recíproco)
É a conjugação feita com os pronomes pessoais do plural (nos, vos e se), exprime uma
relação de reciprocidade na acção praticada.
[Link] Se passivo
O se é pronome passivo, quando não se refere ao sujeito da frase. Por outras palavras, o
elemento se, por vezes, é empregue com a função de um pronome passivo. Exemplo: vende-
se a casa. A frase está na voz passiva. Na voz activa seria: a casa é vendida
. Os pronomes usados na conjugação pronominal são: me, te, se, nos, vos, lhe, lhes.
Formas combinatórias e contracções dos pronomes: lho = lhe +o;
no-la = nós + (l)a; ma = me+a; tas = te+ as
**
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Atente nas frases seguintes e substitua as palavras sublinhadas por pronomes.
a) Tu convenceste a tua namorada a ficar. b) Entregaste as pantufas à avó?
c) Visitei o Ramos, porque ele ainda está doente.
d) Márcia, obedece à tua mana!
50 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
2. Elabore três frases, usando a conjugação pronominal recíproca, tendo como verbo
abraçar-se no modo indicativo.
CHAVE DE C ORRECÇÃO
a) Tu convenceste-a a ficar. c) Visitei-o, porque ele ainda está doente.
b) Entregaste-as na? d) Márcia, obedece-a.
2. Resposta aberta. Desde que as formas verbais se encontrem nos seguintes tempos do modo
indicativo:
Abraçamo-nos; abraçai-vos, abraçam-se (presente indicativo), abraçámo-nos, abraçastes-vos,
abraçaram-se (pretérito perfeito); abraçávamo-nos, abraçáveis-vos, abraçavam-se (pretérito
imperfeito); abraçáramo-nos, abraçáreis-vos, abraçaram-se (Pretérito mais que perfeito
simples); tínhamo-nos abraçado, tínheis-vos abraçado, tinham-se abraçado (pretérito mais
que perfeito composto); abraçar-nos-emos, abraçar-vos-eis, abraçar-se-ão (Futuro)
Note: apenas três frases.
c) Quem vendeu-nos os livros?
3. a) O homem que beijou-me é o meu pai. d) Eu comprarei a máquina se convier-me.
b) Eu não vi-te ontem.
4. a) 1o me – pronome pessoal na forma de complemento, da primeira pessoa do singular.
2o -me – pronome pessoal reflexo, da primeira pessoa do singular.
b) -se – pronome pessoal recíproco, da terceira pessoa do plural.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 51
LIÇÃO NO 7
CURRICULUM VITAE
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai estudar um novo tipo de texto que pertence aos textos administrativos – o
Curriculum vitae (CV), que é um texto autobiográfico, usado para solicitar uma vaga de
emprego e, até mesmo, uma mudança de categoria profissional. Normalmente, o CV é
acompanhado por uma carta comercial (carta-ofício).
D U R A Ç Ã O : 3 horas
Perfil Académico
2007 – Concluiu a 12a Classe, na Escola Secundária e Pré-universitária 25 de Setembro –
Quelimane.
2005 – concluiu a 10a classe, na Escola Secundária de Coalane, Quelimane.
2002 – Concluiu a 7a classe, na Escola Primária Completa de Coalane, Quelimane
52 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
1996-2000 – concluiu a 5a classe na escola primária completa de Coalane, Quelimane.
Formação profissional
2010 – Técnico de Informática, na área de Montagem e reparação de computadores, pela
Escola da TECNINFO (Técnica de Informática), Nampula
Experiência Profissional
Sem nenhuma experiência profissional
Domínio de línguas
Português - fala e escreve fluentemente
Changana - fala e escreve razoavelmente
Emacua - fala minimamente
Sena - compreende razoavelmente.
Disponibilidade
Imediata
Contacto
828195990 (Pessoal)
Anexos
Referências
Dados para conferência do processo de ensino
- Direcção da escola Secundária e Pré-universitária 25 de Setembro, Quelimane. (24213453)
Dados para a conferência de formação profissional:
- Direcção da TECNINFO (Técnica de Informática), Nampula (26 4531335)
Texto B
Curriculum vitae
Dados pessoais
António José Saraiva Manhique, nascido em Manjacaze, a 28 de Agosto de 1980, casado,
residente na Rua Acordos de Lusaka, 1o andar esquerdo, casa 30, Maputo.
Formação académica
Licenciado em Comunicação Social, com 18 valores, pela Universidade de Lúrio – UniLúrio
– Niassa, em 2017
Cursos de Francês e Inglês realizados em 2008 e 2011, no Instituto de Línguas, Cidade de
Maputo.
Curso de Informática, de 320 horas, realizado no Instituto Monitor, Cidade de Maputo.
Experiência Profissional
2013 ajudante mecânico na oficina dos TPM
2012 durante seis trabalhou numa empresa de exportação de tabaco
2011 – trabalhou em part-time numa empresa de venda de acessórios de material informático
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 53
Situação profissional
Actualmente está disponível para qualquer oferta de trabalho, já que terminou o curso há um
mês.
[Link] Definição
O que é um curriculum vitae? Na maior parte dos anúncios a oferecer emprego, exigem aos
candidatos a apresentação de um ―curriculum vitae‖, pois através dele obtém-se uma visão
rápida e clara das etapas mais importantes da carreira profissional de uma pessoa.
Curriculum vitae é uma expressão latina que significa ―percurso da vida‖ e consiste no
documento em que um candidato a emprego se dá a conhecer a uma empresa ou instituição. É
um dos instrumentos a que os empregadores recorrem para seleccionar os seus colaboradores.
Um curriculum vitae (CV)é um breve resumo de aspectos da nossa biografia, da nossa
formação académica e da nossa vida profissional. Também é designado por currículo.
Um ―curriculum vitae‖, será tanto mais rico quanto maior e mais variada for a nossa
experiência e a nossa participação no sector em que trabalhamos.
Um bom CV é aquele que desperta no empregador a vontade de comunicar pessoalmente
com o candidato, de modo a conhecê-lo melhor; é aquele que, redigido (escrito) com verdade,
revela as marcas individuais da personalidade do candidato.
Fins do curriculum
A primeira finalidade do CV é obter uma entrevista com os técnicos de recrutamento de
pessoal numa empresa.
O CV é um meio de comunicação com o mundo do trabalho e, portanto, deve, se possível, ser
escrito numa página; se não, nunca no verso.
54 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Note: normalmente, o CV é acompanhado, em anexo, de uma carta oficial, das referências
(quando solicitado) e de outros documentos de confirmação de dados.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 55
1. Baseando-se no anúncio abaixo elabore uma carta resposta a este anúncio. Junto a esta
carta anexe o seu curriculum vitae.
Anúncio de vaga
ESTÁGIO DE TÉCNICOS M/F
Seleccionamos finalistas / recém-licenciados em: ENGENHARIA MECÂNICA
Para estágios em: Nacala Porto
Somos: uma grande Empresa de Transportes
PRETENDEMOS: Idade inferior a 30 anos
OFERECEMOS:
Bolsa de estágio
Comparticipação por deslocações
Possível contratação posterior.
Respostas: acompanhadas de ―curriculum vitae‖com indicação de nome, morada, idade,‖
curriculum‖ escolar e profissional deverão ser enviadas ao no1/17 deste jornal, até cinco dias
após a sua publicação
CHAVE DE CORRECÇÃO
Deverá elaborar e apresentar uma carta comercial, onde manifesta o seu interesse pelo
estágio. A carta deve obedecer a estrutura organizacional e características linguísticas.
Apresentar um curriculum vitae que acompanha a carta comercial, respeitando os critérios da
sua elaboração.
Note Bem: A Carta Oficial e o Curriculum vitae devem ser apresentados ao seu tutor no CA.
56 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
LIÇÃO NO 8 TIPOS DE PALAVRAS COMPOSTAS
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai aprofundar o conhecimento sobre as palavras compostas, sobretudo quanto a
sua flexão ou variação.
OBJECTIVOS DA LIÇÃO
São objectivos desta lição:
Identificar as palavras compostas;
Classificar as palavras compostas quanto ao tipo;
Distinguir o processo de sua formação.
D U R A Ç Ã O : 3 horas
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 57
c) Substantivos ou nome. Exemplo guarda-fato (singular) guarda-fatos (plural); rectângulo
(singular) rectângulos (plural); oftalmologia (singular) oftalmologias (Plural)
d) Adjectivos: exemplo: sul-africano (singular) sul-africanos (plural); alto-falante (singular)
alto-falantes (plural)
e) Advérbios. Exemplo: neste (singular) nestes (plural); primeiramente, demais (são
invariáveis)
f) Locuções. Exemplo: Abaixo de; acima de; (as locuções são invariáveis)
g) Verbos. Exemplo: intervir (intervém - singular), (intervêm - plural), subscrever; há-de
(singular); hão-de (plural)
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Atente nas frases abaixo.
a). O senhor João tem uma machamba no planalto.
b). Muitos de nós nunca viram um cata-vento.
c). Sem qualquer hesitação, escrevemos as nossas dúvidas para apresentar no CA.
d) Na próxima semana os meus primos hão-de viajar.
e) Ele tem sido o vosso alto-falante.
1.1 Classifique morfologicamente as palavras sublinhadas.
1.2 Classifique cada uma delas quanto à sua formação.
58 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
CHAVE DE CORRECÇÃO
1.1 Morfologicamente as palavras sublinhadas classificam-se nomeadamente:
a) planalto é um substantivo ou nome, masculino do singular.
b) cata-vento é um substantivo ou nome, masculino do singular.
c) qualquer é pronome indefinido do singular
d) hão - de é uma forma verbal do verbo haver, na 3a pessoa do plural
e) alto-falante é um adjectivo, masculino do singular.
1.2 Quanto a sua formação
a) planalto é uma palavra composta por aglutinação (plano + alto).
b) cata-vento é uma palavra composta por justaposição (catar + vento).
c) qualquer é uma palavra composta por aglutinação (qual + quer)
d) hão-de é uma palavra composta por justaposição (hão + de)
e) alto-falante é uma palavra composta por justaposição (auto + falante).
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 59
LIÇÃO NO 9
TEMAS TRANSVERSAIS: COMÉRCIO; TURISMO E
DESPORTO
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai aprofundar os conteúdos relacionados com a actividade comercial, sua
importância na vida das pessoas. Para além disso, terá a oportunidade de verificar a
importância do turismo e do desporto na nossa vida.
D U R A Ç Ã O : 6 horas
2.4.1 Comércio
O comércio baseia-se na troca voluntária de produtos. As trocas podem ter lugar entre dois
parceiros (comércio bilateral) ou entre mais do que dois parceiros (comércio multilateral). Na
sua forma original, o comércio fazia-se por troca directa de produtos de valor reconhecido
como diferente pelos dois parceiros, cada um valoriza mais o produto do outro. Os
comerciantes modernos costumam negociar com o uso de um meio de troca indirecta, o
dinheiro. É raro fazer-se troca directa hoje em dia, principalmente nos países industrializados.
Como consequência, hoje podemos separar a compra da venda. A invenção do dinheiro (e
subsequentemente do crédito, papel-moeda e dinheiro não-físico) contribuiu grandemente
para a simplificação e promoção do desenvolvimento do comércio. Na Idade Média, o
comércio (Mercatura) era classificado como uma das artes mecânicas.
A maioria dos economistas aceita a teoria de que o comércio beneficia ambos os parceiros,
porque se um não fosse beneficiado, ele não participaria da troca e rejeitam a noção de que
toda a troca tem implícita a exploração de uma das partes. O comércio, entre locais, existe
60 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
principalmente porque há diferenças no custo de produção de um determinado produto
comerciável em locais diferentes. Como tal, uma troca aos preços de mercado entre dois
locais beneficia a ambos.
O comércio mundial é regulamentado pela Organização Mundial de Comércio.
O comércio pode estar relacionado à economia formal, legalmente estabelecido, com firma
registada, dentro da lei e pagando impostos, ou pode ainda estar relacionado à economia
informal, que são as actividades à margem da formalidade, sem firma registada, sem emitir
notas fiscais, sem pagar imposto.
2.4.2 Turismo
Embora não haja uma definição única do que seja Turismo, as Recomendações da
Organização Mundial de Turismo/Nações Unidas sobre Estatísticas de Turismo, definem-no
como "as actividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 61
distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de
lazer, negócios e outros."
Esta definição têm o inconveniente de privilegiar o lado da procura e não relevar a oferta,
incluindo no turismo as actividades desenvolvidas pelos visitantes e colocando de lado todas
as actividades produtoras de bens e serviços criadas para servir directa e indirectamente os
visitantes.
Há uma definição mais completa, que considera "o turismo como o movimento temporário de
pessoas para destinos fora dos seus locais habituais de trabalho e residência, as actividades
desenvolvidas durante a permanência nesses destinos e as facilidades criadas para satisfazer
as suas necessidades". Evidenciando, assim, a complexidade da actividade turística e as
relações que esta envolve.
Noutro ponto de vista, Turismo define-se a ciência do turismo através da turismologia: "A
Ciência Social de factos, obtida por um processo consecutivo, o qual abrange várias medidas
de movimento, motivação e uso do espaço turístico, que é a base que suporta a estrutura e
super estrutura do homo turísticus.
Turista é um visitante que se desloca voluntariamente por período de tempo igual ou
superior a vinte e quatro horas para local diferente da sua residência e do seu trabalho (sem
este ter por motivação, a obtenção de lucro) pernoitando nesse mesmo lugar. Já um
excursionista é um visitante que, embora visite esse mesmo lugar, não pernoita.
62 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Lago Niassa: O lago Niassa, mundialmente também chamado de lago Malawi é um dos
Grandes Lagos Africanos e está localizado no Vale do Rift, entre o Malawi, a Tanzânia e
Moçambique. Afluentes: Ruhuhu River; Peixe: Kampango, Tilapia rendalli; Ilhas: Ilha
Likoma, Chizumulu Island.
Museu de História Natural de Moçambique.
Jardim Botânico Tunduru.
2.4.3 Desporto
Realizar exercício físico, seja em que idade for, traz um conjunto de benefícios, não só a
nível físico, como psíquico e social.
A nível físico é sabido que o desporto ajuda no combate à obesidade, reduz o risco de
doenças cardiovasculares, fortalece músculos, ossos e articulações.
A nível psíquico, eleva a auto-estima dos praticantes, pois este desenvolve um conjunto de
habilidades que antes não possuía e melhora o seu aspecto físico, tendo consequentemente
uma melhor imagem de si.
A nível social, o desporto assume-se como um lugar privilegiado para se realizarem laços
sociais de amizade, permitindo a partilha de sentimentos e dando ao indivíduo a sensação de
pertença a um grupo.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 63
O valor da derrota. O desporto ensina as crianças a compreenderem que a vida se faz de
sucessos e insucessos e que é importante aprender com os insucessos que vão surgindo ao
longo da vida.
Texto
De: Sara Júlia Manhique
Bairro de Chamanculo D – Xipamanine
Telemóvel 842505267
Para:
Direcção Nacional de Turismo
Av. 25 de Setembro, Maputo
Ex. mos. Senhores
Através do anúncio publicado por [Link]. ª no Jornal Notícias, de 4 de Julho de 2017, tomei
conhecimento da abertura de um concurso para recepcionista no estabelecimento que [Link]. a
dirige, pelo que apresento a minha candidatura para o lugar referido.
Tenho 30 anos de idade, sou solteira e graduada do curso de Licenciatura em Comércio e
Marketing, pela Universidade Pedagógica de Moçambique, delegação de Maputo.
Em Março de 2015, fiz o curso de Informática, no Instituto Monitor.
Seguem, em anexo a esta carta o curriculum vitae e os documentos comprovativos das
minhas qualificações, além das referências, onde constam os contactos ou endereços das
entidades que testemunham a minha formação.
Antecipadamente, agradeço a atenção possível à candidatura que apresento, ficando a
aguardar uma resposta favorável. Subscrevo-me com consideração,
De [Link]
Sara Júlia Manhique
Sara Júlia Manhique
Questionário
Leia o texto e em seguida escolha as alternativas correctas e responda as questões que lhe são
colocadas
64 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
I. Escolha a alternativa correcta
1. O texto apresentado quanto a Tipologia é uma carta:
a) Comercial. b) Familiar c) de amiga
2. Quanto a estrutura o texto apresenta:
a) Cabeça, tronco e conclusão c) Cabeçaria, Corpo do texto e conclusão
b) Cabeçalho, texto e conclusão d) Cabeçalho, Corpo do texto e conclusão
II. Responda as questões
1. Quem é o remetente 2. Quem é o destinatário? 3. Qual é objectivo desta
desta carta? carta?
4.‖ Antecipadamente, agradeço a atenção possível à candidatura que apresento, ficando a
aguardar uma resposta favorável.‖
a) Divida a frase em orações e classifica as respectivas orações.
b) Classifique morfologicamente a palavra sublinhada quanto a sua formação.
5.‖ Subscrevo-me com consideração‖
a) A que tipo de conjugação pertence a forma verbal que ocorre na frase em 5.
b) Classifiqu morfologicamente a expressão me. c) Faça análise sintática da frase em 5.
CHAVE DE CORRECÇÃ O
I. Escolha a alternativa correcta
1. a) Comercial.
2. d) Cabeçalho, Corpo do texto e conclusão.
II. Responda as questões
1. O remetente desta carta é a Sara Júlia Manhique.
2. O destinatário desta carta é a Direcção Nacional de Turismo.
3. O objectivo desta carta é de responder ao anúncio do concurso para o preenchimento da
vaga de recepcionista publicado no jornal Notícias.
4.a) Antecipadamente, agradeço a atenção possível à candidatura – 1a oração subordinante
que apresento – 2a oração subordinada relativa.
ficando a aguardar uma resposta favorável – 3a oração reduzida do gerúndio.
b) - morfologicamente a palavra ―à‖ é uma preposição composta, quanto a sua formação é
uma combinação da preposição simples a mais o determinante artigo feminino a. (a +a=à)
5.a) Subscrevo-me esta forma verbal pertence a conjugação pronominal reflexa.
b) me morfologicamente é um pronome pessoal reflexivo.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 65
c) sujeito – subentendido ―eu‖ complemento circunstancial de modo –
predicado – subscrevo-me com consideração.
complemento directo - me
3
UNIDADE NO 3: TEXTOS
JORNALÍSTICOS
66 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
3.1.1 Entrevista
3.1.2 Texto publicitário: impresso; radiofónico; televisivo
3.2 Funcionamento da língua
3.2.1 Conjugação perifrástica: verbos auxiliares estar a, começar a, acabar de
3.2.2 Orações subordinadas interrogativas
[Link] Interrogativas directas
[Link] Interrogativas indirectas
3.2.3 Funções do que
[Link] Pronome relativo
[Link] Conjunção integrante, causal e consecutiva
3.3 Temas transversais
3.3.1 Prevenção de doenças: diabetes
3.3.2 Educação patriótica
INTRODUÇÃO
Nesta unidade vai aprofundar o género literário jornalístico e os seus diferentes tipos de
textos, especificamente a entrevista e o texto publicitário.
Caro/a estudante! Todos os dias os jornais e as revistas são publicados cheios de textos e
imagens que lhe informam sobre o passado, o presente e o futuro. Esses textos chamados
jornalísticos, não possuem as mesmas características entre eles, havendo assim, vários tipos
de textos jornalísticos: a reportagem, o artigo de opinião, a crónica, a notícia, a entrevista e o
texto publicitário (publicidade).
Esta unidade contém 7 lições: a primeira trata da entrevista;
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 67
Distinguir o texto da entrevista e do texto publicitário;
Fazer entrevistas;
Construir frases na conjugação perifrástica, com os verbos auxiliares, estar a, começar a,
acabar de;
Distinguir orações subordinadas interrogativas directas das interrogativas indirectas;
Explicar as causas e efeitos da diabete;
Preservar os monumentos, edifícios e outros espaços históricos;
T E M P O D E D U R A Ç Ã O D A U N I D A D E : 17 horas
LIÇÃO NO 10
TEXTOS JORNALÍSTICOS
3.1 Textos específicos
3.1.1 Entrevista
68 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
INTRODUÇÃO
Por vezes é interessante e importante saber a opinião directa de uma personalidade ou de
alguém que está envolvido num determinado projecto. Nesse caso, fazemos-lhe uma
entrevista. A entrevista é, como já dissemos na introdução geral desta unidade, um dos tipos
de texto do género jornalístico.
Nesta lição vai ler mais alguns textos jornalísticos em particular as entrevistas. Vai realizar
actividades práticas relacionadas a lição.
OBJECTIVOS DA LIÇÃO
São objectivos desta lição:
Ler entrevistas
Realizar entrevistas;
Usar a linguagem clara e directa na realização de entrevistas;
D U R A Ç Ã O D A A U L A : 3 horas
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 69
Pedro – Para proteger os alunos.
J.S.M. – Mas para proteger de quê?
Pedro – De assaltos que acontecem muito.
Paulo – E de acidentes também.
J.R.L. – E o que é que você fazia aos professores?
Ricardo – A alguns dava-lhes a reforma!
Pedro – Eu acho que dava oportunidade a novos professores.
Ricardo – E davas reforma aos outros.
J.R.L. – Acham que estes que têm agora não sabem brincar?
Paulo – Eles brincam connosco. Não tenho mesmo assim razão de queixas dos meus
professores.
Pedro – Eu por acaso também não.
Paulo – Todos eles gostam de brincar.
J.S.M. – Mas então não percebo! Afinal já ninguém tem razão de queixa dos professores,
nem da escola?!
Pedro – Eu tenho algumas razões de queixa da escola.
J.S.M. – Mas se fosses Ministro de Educação o que é que fazias?
Pedro – Na escola onde eu ando agora?
J.S.M. – Não, nas escolas em geral?
Pedro – Nas que estão a cair de velhas, restaurava-as, ou mandava-as abaixo e construía
novas.
J.S.M. – Achas que vale a pena continuar a haver escolas?
Pedro – Eu acho que sim.
Ricardo – E eu baixava o preço pelo menos das matriculas, ou mesmo retirava.
J.S.M. – Mas achas que vale a pena haver escolas?
Pedro – Eu acho que sim…
J.S.M. – E tu também?
Ricardo – Porque uma pessoa vai aprender, vai criar algo, que é para depois, quando for
maior trabalhar.
Paulo – E ensinar os filhos também.
Ricardo – Isto é uma passagem de um lado para o outro: um aprende e ensina ao outro, o
outro aprende e ensina a outro…
70 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
J.S.M. – Está bem, mas isso é conversa dos adultos, isso é o que eles vos dizem a vocês
acerca da escola. E vocês o que é que pensam da escola? Gostam da escola ou não gostam da
escola? Se agora fechasse a escola durante um ano?
Ricardo – Ficava chateado. Eu, nos primeiros dois meses, ficava todo contente porque tinha
muitas férias, mas acho que depois começava a ver que eram férias a mais, que estava
separado dos meus colegas que viviam longe.
J.R.L. – Qual é o momento da escola, desde que entram até que saem, de que vocês gostam
mais?
Paulo – A hora que não há aulas.
Pedro – Os intervalos.
J.S.M. – Quando eu disse fechar a escola, queria dizer as aulas, só acabar com as aulas.
Podiam continuar a encontrarem-se com os vossos amigos e a fazerem o que fazem
normalmente na escola, mas sem aulas. Os professores não entravam mais na escola. Ou
então, se entravam os porreiros.
Ricardo – Era capaz de saturar. Saturava de brincadeira. Eu estou de férias, vou para a praia,
brinco, jogo à bola, não sei que mais, mas quando chego ao último mês, começo a ficar
saturado de não fazer nada.
Pedro – E depois acho que o que ia acontecer era nós, por exemplo, quando íamos para casa,
víamos os nossos colegas, os nossos vizinhos, e isso tudo, começava tudo a conversar sobre
as aulas, e nós estávamos atrasados, não percebíamos nada. Eu acho que também
começávamos a sentir que nos faltavam as aulas.
Ricardo – Faltava-nos algo.
J.R.L. – O que vos faltava se calhar era aprender coisas novas. E acham que se aprende coisas
novas na escola, ou que é melhor maneira de aprender coisas novas?
In ―Se não sabe Porque É Que Pergunta?‖
Compreensão e interpretação do texto
Leitura orientada
1. O texto que acaba de ler é uma entrevista?
1.1. Identifique o assunto global da entrevista.
1.2. Quem são os seus intervenientes?
1.2. Seleccione uma, e apenas uma, das opiniões emitidas pelos entrevistados e comente-a, ou
seja, dê a tua opinião sobre ela, justificando a sua posição.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 71
Prezado/a estudante, depois de ter lido o texto, já pode perceber e dizer por suas palavras o
que é uma entrevista. Sim diga, o que é uma entrevista? Pode apoiar-se nas conversas que
acompanha pela rádio, televisão, jornais, revistas, entre outros meios. Isso mesmo, incluindo
o telefone/celular.
Uma entrevista é um diálogo entre um jornalista (aquele que faz as perguntas) e o
entrevistado, ou seja alguém que tenha conhecimentos sobre determinado assunto.
As entrevistas podem aparecer nos jornais, nas revistas, na rádio ou na televisão. Quando se
trata de uma entrevista escrita, surge a descrição da personagem, do ambiente em que se
desenrola a entrevista e a indicação dos gestos, bem como das suas reacções.
Características da entrevista
72 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
- Entrevista de opinião – recolhe-se o ponto de vista do entrevistado sobre determinado
assunto;
- Entrevista de personalidade recolhem-se factos biográficos e pessoais do entrevistado;
- Entrevista de grupo – recolhe-se opiniões de um certo número de pessoas sobre certo
assunto;
- Entrevista colectiva – quando um grupo de entrevistadores recolhe opiniões junto de uma
pessoa.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 73
[Link].1 Guião de Entrevista
Antes da realização da entrevista, deve-se seleccionar o tema, definir os objectivos e escolher
a pessoa a entrevistar.
Na condução da entrevista, devem observar-se alguns procedimento, tais como:
- Elaborar perguntas de acordo com as expectativas do entrevistador e de possíveis
leitores/ouvintes.
- Construir perguntas variadas (abertas – o que pensa de…? Ou fechadas – gosta de...?),
evitando influenciar as respostas e procurando alternativas para eventuais fugas ao tema.
- Adequar as perguntas ao entrevistado (personalidade, nível etário, …) e situação (momento
e lugar).
- Seleccionar um vocabulário claro e acessível e rigoroso.
- Estabelecer o número de perguntas e proceder a sua ordenação.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Fazer uma entrevista
Elabore um guião com perguntas que gostaria de fazer ao Ministro da Justiça sobre a
violência no país.
Depois, simule a entrevista com um colega que fará de ministro. Registe as respostas.
CHAVE DE CORRECÇÃO
Apresenta a entrevista já elaborada, considerando:
Enquadramento temático; estrutura do texto e tipo de linguagem. Articulação das ideias na
formulação dos objectivos e das perguntas.
INTRODUÇÃO
Prezado/a estudante!
Na televisão, na rádio, nos jornais e revistas, nos placards, nas paredes, nos transportes, nas
embalagens – por todo o lado o texto publicitário tenta influenciar a si, persuadi-lo. Para que
74 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
compre, invista, fume, não fume, viaje, coma, ande a pé, leia, use o detergente x ou visite a
loja y. usa imagens sugestivas, palavras que entram no ouvido, músicas agradáveis e
combina-as de forma insólita, suave, humorística. Adapta-se aos novos tempos e recupera
novos valores: a emancipação da mulher, a preservação da natureza, a alimentação racional.
Para não sermos manipulados cegamente, há que conhecer bem os textos publicitários – as
suas regras, as suas estratégias, os seus poderes.
Nesta lição vai conhecer a real função da publicidade. Quando chegar ao fim desta lição,
releia, todas as publicidades e analise-as e veja se, realmente, cada publicidade cumpre as
funções que deveriam ter.
OBJECTIVOS DA LIÇÃO
São objectivos da lição:
Definir texto publicitário;
Distinguir tipos de publicidade;
Identificar as vantagens e desvantagens de textos publicitários.
D U R A Ç Ã O : 3 horas
É texto escrito em vários códigos, isto é, com recursos a imagem, palavras, sons, …
O texto publicitário pode ser comercial ou não comercial (para o aprofundamento desta
distinção veja o módulo anterior - 4).
Os textos publicitários visam sempre adequar a mensagem que pretende veicular aos
diferentes meios de comunicação social. Assim distinguem-se:
Publicidade impressa é a publicidade veiculada pelos jornais, revistas, cartazes, folhetos,
panfletos….usa imagens e escrita (visual).
Publicidade radiofónica é a publicidade veiculada pela rádio. Usa som como meio de
transmissão da mensagem (mensagem auditiva/áudio).
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 75
Publicidade televisiva é a publicidade veiculada pela televisão, usa recursos a imagens,
escrita e som (áudio-visual).
Função da publicidade
76 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
têm mais do que um sentido deixam subentender isto e aquilo, insinuam. Visa despertar uma
sinfonia de sentido e emoções;
Frases de construção inesperada e original, assim como estilos dirigidos à emoção.
Predomínio de figuras de estilo de retórica: metáforas, hipérboles, personificações,
comparações.
Linguagem icónica, que usa ícone (imagem).
Usa frases de todos tipos, sobretudo imperativas e exclamativas.
Linguagem com variadíssimas funções.
Sobrevalorização dos adjectivos (há predominância de adjectivos).
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Texto 1
Bic
Bic. A que você trás no coração porque é perfeita, bem lançada, uma beleza de fazer inveja
aos seus amigos. E a Bic não é coisa passageira, não! Ela desliza, subtil, na sua vida, toma os
seus segredos com argúcia, risca tudo que você detesta, agarra sabiamente a sua mão … e
você deixa-se ir, deliciado. Irremediavelmente seduzido. Inadiavelmente apaixonado.
Hum! Bic!
Bic
Bic – vasta gama de mais avançada técnica moçambicana.
Texto 2
1. Observe a imagem seguinte. Repara no que ela mostra e sobretudo no que sugere. Utilize-a
para elaborar anúncio publicitário, construindo um slogan e um texto de argumentação.
CHAVE DE CORRECÇÃO
Texto 1.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 77
1. As palavras ou expressões que permitem identificá-la com uma mulher são: perfeita, bem
lançada, uma beleza de fazer inveja, desliza na sua vida, toma os seus segredos, agarra
sabiamente a sua mão.
2. Trata-se de texto publicitário (publicidade).
Texto 2
Resposta livre, mas deve ter em conta:
Elaboração de um anúncio publicitário, de acordo com a imagem sugerida.
Constrói um slogan original, curto, fácil de memorizar e que desperte simpatia pela marca,
levando ao consumidor a adquirir o produto.
No texto devem estar presentes as características do texto publicitário.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, prezado/a estudante, vai aprofundar outro tipo de conjugação diferente das
conjugações que tratamos nas lições passadas. Trata-se da conjugação perifrástica, também
conhecida por perífrase. Vai conhecer os auxiliares modais e auxiliares aspectuais da
conjugação perifrástica e o seu significado.
OBJECTIVOS DA LIÇÃO
78 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
São objectivos desta lição:
Conjugar perifrasticamente usando verbos auxiliares estar a, começar a, acabar de;
Identificar a conjugação perifrástica em frases do texto;
Exemplificar oralmente ou por escrito a conjugação perifrástica.
D U R A Ç Ã O D A L I Ç Ã O : 3 horas
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 79
Andar a + infinitivo Duração José Craverinha andava a escrever o diário.
Estar + gerúndio + Os noivos estavam preparando o casamento.
Prolongamento
Andar + gerúndio Os colegas andavam procurando o livro.
Estar para + infinitivo Iminência O pai estava para ir às minas, fazer o garimpo.
Ir + gerúndio Os estudantes iam-se aproximando do Tutor
Duração
Ir a + infinitivo Eles iam a reconhecer o Centro de Apoio
+
Vir + gerúndio Gradual Eles vinham falando com medo sobre as diabetes.
Ver a + infinitivo Dentre nós havia um que vinha a comandar o grupo.
Acabar de + infinitivo O escritor acabou de lançar uma nova obra literária.
Final
Deixar de + infinitivo Os meninos deixaram de ver a novela.
Auxiliares modais
Os auxiliares modais são usados para exprimir a possibilidade, a probabilidade e a
obrigatoriedade.
Auxiliares modais
Perífrase Significado Exemplo
Ter de + infinitivo O mecânico tinha de reparar o meu carro
Ter que + infinitivo Obrigatoriedade O repórter tinha que relatar o que via
Haver de + infinitivo Eles disseram que haviam de procurar o companheiro.
Probabilidade Devia chover brevemente para termos água suficiente.
Dever + infinitivo Obrigatoriedade Eles deviam ajudar-se mutuamente
moral
Poder + infinitivo Possibilidade Perante a dificuldade podem encontrar nova saída.
80 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. O que são auxiliares aspectuais e auxiliares modais.
2. Seleccione o predicado ou predicados de cada uma destas frases.
a) A água ondulava por baixo e o ar tornava-se visível.
b) Durante uma semana, ocuparam-se a fazer pequenas reparações.
c) Avistaram baleias, aves, lobos marinhos.
2.1. Agora usea construção perifrástica e faça as transformações necessárias. Indique o valor
dessa perífrase verbal.
3. Explique o valor das seguintes perífrases
a) Ficara combinado que, no caso de se afastarem, deviam seguir até a Ilha de Moçambique.
b) À medida que iam chegando, a alegria era tanta que saudavam os amigos a toque de
trombeta.
c) …partiu-se o eixo da veia de transmissão do carro e tiveram que reparar.
4. Identifique as formas verbais da conjugação perifrástica que ocorrem no texto da entrevista
– Conversas – já estudado.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. Veja a resposta a partir das definições dadas nas páginas anteriores.
2. a) A água ondulava por baixo e o ar tornava-se visível.
b) Durante uma semana, ocuparam-se a fazer pequenas reparações.
Note bem! Poderá usar outros verbos auxiliares e fazer outras formulações. Para certificar o
que fez, consulte o seu tutor ou o quadro dos auxiliares acima dado.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 81
b) iam chegando, tem o valor de duração, prolongamento ou continuidade.
c) tiveram que reparar. Tem o valor de obrigatoriedade.
INTRODUÇÃO
Como já estudou nos módulos anteriores, há frases que são compostas por orações que
mantêm entre si uma relação de independência. Estas são as orações coordenadas.
No entanto, há frases que são compostas por orações que mantêm entre si uma relação de
dependência. Essas orações são as orações subordinadas. Embora haja vários tipos de
orações subordinadas, nesta lição vamos tratar das orações subordinadas interrogativas e
as suas subclassificações em interrogativas directas e indirectas.
82 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
OBJECTIVOS DE APREND IZAGEM DA LIÇÃO
São objectivos desta lição:
Dividir a frase em orações e classificar as orações.
Fazer análise sintáctica da frase ou da oração.
Identificar nas frases pronome interrogativo directo, um advérbio interrogativo.
Diferenciar uma frase simples da complexa
D U R A Ç Ã O D A L I Ç Ã O : 2:00 hora
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 83
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Divida a frase em oração e classifica as respectivas orações.
a) Diga-me que faz aqui?
b) Vais viajar para Bazaruto? – perguntou a amiga.
c) Perguntou-nos se éramos filhos do mesmo pai.
d) Por aquela que foi tua, que fazes dos olhos da tua tomba?
e) Que terá acontecido, António queria saber.
1.1. Faça a análise sintáctica das frases das alíneas a), c) e, e).
1.2. Transforme as frases das alíneas b) e, e) em frases simples.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. a) Diga-me – 1a oração subordinante
que faz aqui? – 2a oração subordinada interrogativa directa
b) vais viajar para Bazaruto? – 1a oração subordinada interrogativa directa
Perguntou a amiga – 2a oração subordinante
c) Perguntou-nos – 1a oração subordinante
Se éramos filhos do mesmo pai – 2a oração subordinada interrogativa indirecta.
d) Por aquela que foi tua – 1a oração subordinante
Que fazes dos olhos da tua tomba? – 2a oração subordinada interrogativa directa
e) Que terá acontecido - 1a oração subordinada interrogativa indirecta.
António queria saber – 2a oração subordinante.
84 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Complemento circunstancial de lugar – e) Sujeito – António
aqui Predicado – queria saber
c) Sujeito – subentendido (ele/a) Complemento directo – que terá acontecido.
Predicado - perguntou-nos 1.2. b) Amiga, vais viajar para Bazaruto?
Complemento indirecto – nos e) Que terá acontecido. António queria saber.
Complemento directo – se éramos filhos do
memo pai.
INTRODUÇÃO
Estimada/o estudante! As palavras têm sentido e desempenham funções nas frases. É como as
pessoas, sendo elas mesmas, em contextos e lugares diferentes desempenham funções
diferentes. Por exemplo, a Antónia, pode ser mãe para com os filhos, esposa para com o
marido, filha para com os pais, sobrinha para com os tios, neta para com os avôs, mas não
deixa de ser Antónia, apenas desempenha funções diferentes. Assim também é a palavra
―que‖.
Com profundidade abordamos aqui, a função do que como pronome relativo e como
conjunção integrante, causal e consecutivo.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 85
OBJECTIVOS DE APREND IZAGEM DA LIÇÃO
São objectivos desta lição:
Distinguir as funções do ―que‖: relativo, integrante, causal e consecutivo em frases da sua
autoria
Identificar as orações subordinadas relativas, integrantes, causais e consecutivas introduzidas
por ―que‖.
D U R A Ç Ã O D A A U L A : 2 horas
Caro/a estudante! Lembre-se que você para além der ser estudante, você „e filho/a, mas
também você é neto/a. Assim também é a palavra “que”.
86 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
[Link] Conjunção integrante, causal e consecutiva
A palavra que é uma conjunção subordinativa quando introduz orações subordinadas
substantivas adverbiais. Essas orações são subordinadas porque desempenham,
respectivamente, funções substantivas e advérbios em outras orações (chamadas principais).
Conjunção integrante
O que é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração subordinada substantiva
integrante. Exemplos:
Conjunção causal
O que é uma conjunção causal quando introduz orações adverbiais causais, possuindo o valor
próximo a porque.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 87
Conjunção consecutiva
O que tem o valor de conjunção subordinativa consecutiva, quando introduz as orações
subordinadas adverbiais consecutivas, e é antecedido de tal, tanto.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Elabore frases 4 frases onde ocorre a palavra que, com função de pronome relativo (uma
frase), com função de conjunção integrante, causal e consecutiva (uma para cada função).
1.1. Divida as frases por si elaboradas em orações e classifique as respectivas orações.
2. Atente as frases
a) Percebemos que chegámos em má altura.
b) A menina está assim que o pai a pôs de castigo, de tal modo que não a deixara ir à
excursão anual.
c) Todos cumprimentaram minha mãe pela boa educação que me soubera dar.
2.1. Classifique morfologicamente a palavra que destacada nas frases acima.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1.1. Resposta livre, mas deverá atender o uso adequado da palavra ―que‖ com as funções
proposta (pronome relativo, conjunção integrante, causal e consecutiva). Respeitar as regras
de formulação frásica. Respeitar o número de frases pedido.
2.1.a) que é uma conjunção subordinativa integrante.
b) 1o que é uma conjunção subordinativa causal; o 2o que é uma conjunção subordinativa
consecutiva.
c) Que é um pronome relativo
88 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
LIÇÃO NO 15 TEMAS TRANSVERSAIS: PREVENÇÃO DE
DOENÇAS - DIABETES
INTRODUÇÃO
Nesta lição, prezado/a estudante, vamos abordar uma doença chamada diabetes. Como lidar
com esta doença, como tomar medidas de precaução para que possamos ter uma vida normal
e saudável. Passaremos a tratar com profundidade sobre a doença. Certamente já ouviu falar,
que doença é essa.
OBJECTIVOS DA LIÇÃO
São objectivos desta lição:
Caracterizar os tipos de diabetes.
Explicar as formas de prevenção da diabetes.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 89
Indicar a alimentação adequada para diabetes.
D U R A Ç Ã O : 2 hora
Texto
Plano estratégico nacional de prevenção e controlo das doenças não transmissíveis para
o período 2008-2014
Este Plano pertence ao Ministério da Saúde de Moçambique e foi elaborado pela Dra. Carla
Silva Matos, MD, MPH com especialidade em epidemiologia, Chefe do Departamento de
Prevenção e Controlo da Incapacidade e Doenças Não Transmissíveis, com o apoio dos
seguintes profissionais que contribuíram para a revisão, os comentários e a elaboração do
Plano de Monitoria e Avaliação. A todos que directa ou indirectamente deram o seu
contributo para a elaboração deste plano, um bem haja.
MISAU: Dr. Mouzinho Saíde, Direcção Nacional de Prevenção e Promoção de Saúde e
Controlo das Doenças;
Dra. Rosa Marlene Manjate, Direcção Nacional de Promoção de Saúde e Controlo das
Doenças; Dra. Elsa Jacinto, Direcção Nacional de Promoção e Prevenção de Saúde.
Diabetes Mellitus
A Federação Internacional de Diabetes (FID) estimou em 2003 que em todo o mundo, cerca
de 171 milhões de indivíduos sofriam de diabetes, e que este número irá ultrapassar o dobro
em 2030. Cerca de 3,2 milhões de pessoas morrem por ano devido à diabetes e suas
complicações. Nos países em desenvolvimento o número de pessoas que sofrem de diabetes
irá aumentar em cerca de 150% nos próximos 25 anos, sendo a diabetes do Tipo 2 a mais
prevalecente.
A diabetes é uma das maiores causas de doença e morte prematura em vários países, sendo
também responsável pelo aumento do risco para as DCV e é responsável por 50% a 80% das
mortes nestes indivíduos. Com o aumento da prevalência de diabetes em África, a sua
conhecida morbilidade, mortalidade prematura e custos de saúde cada vez mais elevados, a
prevenção é de primordial importância.
Os principais factores para o aumento da morbilidade por diabetes são: a idade e aumento da
esperança de vida, a tendência crescente para a obesidade, maus hábitos alimentares e o estilo
de vida cada vez mais sedentário. Estes factores de risco são liderados pela obesidade,
principal factor de risco para o aumento da incidência da diabetes do Tipo 2.
Em Moçambique a prevalência da diabetes na população com idade superior a 20 anos de
idade foi estimada em 3,1% em 2003, projectando-se um aumento para 3,6% em 2025. Ainda
em 2003, a Fundação Internacional de Insulin (FII) estimou que haviam cerca de 928 crianças
90 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
com diabetes do Tipo 1, com uma baixa esperança de vida, tendo sido estimada em 3,8 anos
para a cidade do Maputo e de 7 meses de vida para a zona rural.
Na população adulta dos 25 aos 64 anos de idade, em Moçambique, a prevalência de diabetes
é de 3,8% e o excesso de peso de 30,1% e de 10,2% para o meio Urbano e Rural,
respectivamente. A obesidade como factor de risco mais importante para a diabetes do Tipo 2
já é significativa sendo a prevalência de 11,5% no meio urbano e de 2,6% para o meio rural.
INTRODUÇÃO
Nesta lição são apresentados os pressupostos da educação patriótica que permitem continuar
a incutir o amor por Moçambique e pelo povo moçambicano.
OBJECTIVOS
Identificar aspectos e atitudes que movem o patriotismo.
DURAÇÃO : 2 HORAS
Apresentação do texto
Texto
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 91
NYSUI INSTA FADM A FOMENTAR EDUCAÇÃO CÍVICO-PATRIÓTICA PARA
PROMOÇÃO DA PAZ
92 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Havia um caçador solitário que vivia no centro de uma densa floresta, longe do povoado.
Diariamente visitava as suas armadilhas, nalgumas das quais encontrava, às vezes, um ou
outro animal caído. Aplicava nele uns golpes de azagaia, matava-o e levava-o para a palhota
servindo-lhe de alimento.
Assim foi passando o tempo, até, um dia, ao verificar as covas, encontrou numa delas um
homem, um macaco, um leão e uma cobra. Quis abandoná-los ali e fugir para longe, mas os
quatro puseram-se a chorar e a gritar, pedindo-lhe que os tirasse da cova, prometendo ser-lhe
útil um dia.
— salva-me a mim que sou pessoa como tu e, portanto, teu irmão – dizia o homem, lá do
fundo da cova.
— Não! – Gritaram em simultâneo os três animais. – tira-nos daqui. Não te deixes enganar
pelos aspectos físicos e saibas que ―pessoa não é sinónimo de personalidade‖. Saberemos
recompensar-te.
Sentindo pena de todos eles, o dono da armadilha retirou-os da cova, são e salvos.
Mal se viu cá fora, o homem disse um simples ―obrigado‖ e foi-se embora para o povoado
onde vivia.
No dia seguinte, o macaco apareceu-lhe em casa, trazendo um molho de espigas de mapira,
milho, mandioca, feijão e outros alimentos.
Uma noite, o leão dirigiu-se a um povoado longínquo, onde havia uma festa de batuque, e,
tendo apanhado uma , de lá trouxe-a ao homem da floresta, dando-lhe por esposa.
Dias depois, apareceu-lhe em casa o homem. Vendo o seu semelhante, o dono da casa
alegrou-se sobremodo e pensou que vinha em visita de agradecimento. Mandou a mulher
preparar um prato de ―xima‖ com carne. O casal de hóspedes comeu, bebeu, fartou-se e,
depois, despediu-se.
De regresso para o povoado, foi cogitando:
— De onde trouxe o homem aquela mulher tão bonita? Ah!, já me recordo! É aquela que
foi apanhada por um leão na noite de batuque.
Logo que chegou a casa foi informar ao rei que a mulher deste estava viva e casada com um
homem cuja palhota se localizava na floresta, com a mulher.
Trazido o indivíduo à presença do rei e da população e confirmada a veracidade dos factos,
foi acusado de se ter transformado em leão e se apoderado da mulher, casando com ela à
força.
Julgado e condenado à morte, levaram-no para fora da povoação, a fim de o executarem
debaixo de uma frondosa árvore, que lá existia.
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 93
Chegados aí, eis que, bruscamente, salta da densa ramagem uma grande cobra, pondo os
homens em fuga. Aproveitando-se da confusão, o condenado escapuliu-se, salvando-se de
uma certa e cruel morte arquitectada pelos homens, seus semelhantes.
Algum tempo depois, apareceram-lhe em simultâneo o macaco, o leão e a cobra, que lhe
perguntaram:
— Tínhamos razão ou não, quando te dissemos, naquele dia, que pessoa não era sinónimo
de personalidade? Como te agradeceu o teu semelhante? Tu não sabias que ―o piolho que te
suga é o que está nas tuas vestes?‖ Aprendes, então de uma vez para sempre – remataram os
três, de uma só vez.
Alberto Viegas (Adaptado)
Questionário
Depois de ter lido o texto com atenção, responda as perguntas que lhe são apresentadas.
1. ―Havia um caçador solitário que vivia no centro de uma densa floresta....‖ (1o parágrafo)
a) Descreva o dia-a-dia do caçador.
b) Quais são as personagem do texto?
c) Fale do narrador do texto quanto à ciência e quanto à presença.
2. ―... ao verificar as covas, encontrou numa delas um homem, um macaco, um leão e uma
cobra...‖ (2o parágrafo). Qual foi a 1a reacção do protagonista perante esta situação?
3. ―Tira-nos daqui‖. (4o parágrafo)
a) Indique os argumentos que os três animais apresentaram ao fazerem o pedido transcrito na
frase 3.
b) Classifique sintacticamente a partícula sublinhada.
c) Passe para o discurso indirecto a frase 3.
4. Aproveitando-se da confusão, o condenado escapuliu-se, salvando-se de uma certa e cruel
morte arquitectada pelos homens, seus semelhantes
a) Divida o período em orações e classifique-as.
b) A que tipo de conjugação pertence as formas verbais sublinhadas em 4?
c) Reescreva a frase em 4 e transforme a segunda oração em oração principal, a primeira em
oração coordenada explicativa e a terceira em coordena conclusiva.
5. Copie o quadro para a sua folha e preencha-o.
94 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
Palavra Sinónimo Antónimo
Densa
Longínquo
Trazido
Bonita
6.―— De onde trouxe o homem aquela mulher tão bonita? Ah!, já me recordo! É aquela que
foi apanhada por um leão na noite de batuque.‖ (11o parágrafo)
a) Em que discurso se encontra este parágrafo?
b) Quantos períodos tem o parágrafo?
c) Indique o tipo e formas de frase na parte sublinhada.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. a) O dia-a-dia do caçador era marcado pela visita às suas armadilhas, nalgumas das quais
encontrava, às vezes, um ou outro animal caído. Aplicava nele uns golpes de azagaia,
matava-o e levava-o para a palhota servindo-lhe de alimento.
b) As personagens do texto são: o caçador, o homem, o rei, a mulher, a cobra, o macaco e o
leão.
c) quanto a ciência o narrador é omnisciente e quanto à presença o narrador é não participante
(homodiegético)
2. A 1a reacção do protagonista perante esta situação foi de querer abandoná-los ali e fugir
para longe.
3. a) Os argumentos que os três animais apresentaram ao fazerem o pedido transcrito na frase
3 são: Não te deixes enganar pelos aspectos físicos e saibas que ―pessoa não é sinónimo de
personalidade‖. ―Saberemos recompensar-te.‖
b) nos – complemento directo.
c) eles ordenaram (pediram) que os tirasse dali.
4. a) Aproveitando-se da confusão – 1a oração principal
o condenado escapuliu-se – 2a oração coordenada copulativa assindética
salvando-se de uma certa e cruel morte arquitectada pelos homens, seus semelhantes – 3a
oração coordenada copulativa assindética
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 95
b) As formas verbais sublinhadas pertencem a conjugação pronominal reflexa
c) O condenado escapuliu-se porque aproveitando-se da confusão logo salvou-se de uma
certa e cruel morte arquitectada pelos homens, seus semelhantes.
5.
Palavra Sinónimo Antónimo
Densa Espessa, grossa, cerrada diluída, espaçosa
Longínquo Distante, longe, afastado, remoto Perto/próximo
Trazido Dirigido, encaminhado conduzido levado
Bonita Bela, linda, sublime Feia, desagradável
Obs.: apenas um sinónimo e antónimo
6.―— De onde trouxe o homem aquela mulher tão bonita? Ah!, já me recordo! É aquela que
foi apanhada por um leão na noite de batuque.‖ (11o parágrafo)
a) Encontra-se no discurso directo.
b) O parágrafo tem três períodos
c) Tipo – interrogativo; formas de frase da frase – afirmativa e activa.
2
UNIDADE NO 4: TEXTOS MULTIUSOS
96 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
INTRODUÇÃO A UNIDADE
Prezado/a estudante, nesta unidade 4, vai estudar um texto importantíssimo na vida social,
visto que ele transmite conhecimentos e ensina como proceder.
Nestes textos pode relacioná-los com os manuais de instrução ou didácticos (livros de ensino
e aprendizagem). As especificidades dos textos desta unidade são expositivo- explicativos e
expositivo-argumentativos.
A unidade contém 7 lições: 1a, texto expositivo-explicativo;
2a, texto expositivo-argumentativo;
3a, advérbios e locuções adverbiais;
4a, flexão dos substantivos e adjectivos; 5a, verbos com particípio duplo;
6a, orações reduzidas de: gerúndio, particípio e infinitivo; 7 a, desastres naturais: sismos,
erosão e, seca.
T E M P O D E D U R A Ç Ã O D A U N I D A D E : 18:30 horas
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 97
MATERIAIS COMPLEMENT ARES
Manuais de instrução ou didácticos
Gramática de Língua Portuguesa
Dicionário de Língua Portuguesa
INTRODUÇÃO
É um texto de natureza didáctica, porque nos ensina e acrescenta algo ao que já era conhecido
por nós. É um texto que traz alguma novidade e clarifica o que apresenta.
OBJECTIVOS DA LIÇÃO
Caracterizar o texto expositivo-explicativo;
Apresentar as características linguísticas;
Identificar a sua organização ou estrutura.
98 MÓDULO 5: PORTUGUÊS
D U R A Ç Ã O : 3 horas
Texto
DIRECÇÃO ÚNICA
MÓDULO 5: PORTUGUÊS 99
3. Retire do texto seguimentos expositivos e explicativos.
4. Sublinhe, no texto, as passagens que o aproximam de um discurso de um para vários
interlocutores.
5. Identifique os tempos verbais do último parágrafo.
Identifique no texto alguns advérbios.
[Link] Conceito
Texto expositivo-explicativo
Exposição ‗e uma forma de discurso que explica, define, interpreta e informa sobre um
determinado facto ou uma determinada ideia. O discurso expositivo, abarca todo o género de
composição oral e escrito, que não tenha como finalidade principal descrever um objecto
(descrição), contar uma história (narração) ou defender uma posição (argumentação).
O texto expositivo-explicativo caracteriza-se por possuir uma informação básica (que é do
domínio do leitor comum – no texto ―Direcção Única‖, que consta nas placas das vias
pública) e informações novas produto da investigação do autor do texto. O texto expositivo-
explicativo é produto de uma investigação em que se descrevem factos reais e dados
específicos dessa mesma investigação.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Indique no texto ―Direcção Única‖ as partes da sua estrutura.
2. Retire do texto dois enunciados ou segmentos expositivos e dois explicativos.
3. Apresente três formas verbais que indicam presente genérico, retiradas do texto em análise.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. As partes da estrutura do texto ―Direcção Única‖ são:
- a parte da questão ou problema – ―Direcção Única‖ – com a introdução – Minhas senhoras e
meus senhores;
- a parte da resolução ou desenvolvimento do tema – começa de : ―Direcção Única são as
duas palavras... (até) em linha recta pela direcção única‖.
- sugestão ou parte de conclusão – último parágrafo – ―Se nos enganássemos e fôssemos …
Escutando com tanta atenção‖
2. Dois enunciados ou segmentos expositivos
- ―Direcção Única é as duas palavras postas ao lado uma da outra para indicar o único
caminho por onde deve seguir toda a gente‖.
- ―Ora, as direcções proibidas não nos interessam absolutamente nada.‖
Dois enunciados ou segmentos explicativos.
- ―E, para que não haja confusões possíveis encontramos pelas esquinas e encruzilhadas …
Direcção proibida.‖
- ―Não quer isso dizer que vamos desprezar esses discos das direcções proibidas e
desobedecer..., não é nada disso.‖
Note bem. Poderá apresentar outros enunciados, desde que sejam expositivos ou
explicativos, respectivamente. Consulte o seu tutor se apresentar enunciados diferentes
destes.
INTRODUÇÃO
Estimada/o estudante, verá que o texto se centra mais no interlocutor. O texto ajudará a
perceber que há relações (de proximidade espacial, social) entre locutor e interlocutor
deixando marcas no texto. Neste texto consolidará o seu conhecimento sobre o valor da
conjugação perifrástica estudado na unidade anterior.
Há demais, conhecerá as fórmulas próprias para proceder diversas enunciações em relação a
tese: apresentação da tese, refutação e conclusão.
D U R A Ç Ã O : 3 horas
[Link]. Conceito
O texto expositivo-argumentativo é um texto elaborado com o objectivo de persuadir o
receptor a mudar de posição em relação a um determinado assunto e a aderir ao ponto de
vista do emissor.
O discurso argumentativo é um tipo de enunciado em que o emissor organiza argumentos
suficientes para poder convencer o auditório. Elaborar um texto argumentativo, é expor um
assunto, demonstrar ou rebater a validade de uma tese, defender uma opinião.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Texto
Meus caros companheiros:
Tomei uma decisão importante: não vou redigir nenhuma dissertação porque não tem valor
algum para mim. Sei que essa atitude poderá ser mal interpretada e provocar represálias.
Estou certo, porém, que vocês irão compreender-me quando analisarem as minhas razões.
Como sabem, sou péssimo estudante – candidato certo à reprovação. Não será, portanto, a
falta desse exercício que irá reprovar-me. Por outro lado, tais subtilezas não se coadunam
com o meu tipo de inteligência.
Não me venham dizer que o exercício será útil para a minha formação. Suponhamos que eu
faço a dissertação. Que significado terá? Nenhum, pois irei fazer uma redacção que nada
representa para mim.
Dirão vocês: ―se fizer a dissertação, nós seremos prejudicados e, por isso, ajustaremos as
contas.‖ Ora, todos sabemos que cada qual deve assumir a responsabilidade dos seus actos.
Com duas palavras provo isso ao tutor e, portanto, o grupo não será prejudicado.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. O enunciado é um discurso argumentativo (texto expositivo-argumentativo). Porque
apresenta uma tese e argumentos em defesa da tese apresentada. Além disso, o emissor está
preocupado em convencer os receptores, deitando mãos aos recursos argumentativos
apoiados em enunciações discursivas acompanhadas de princípios lógicos que conduzem o
raciocínio da exposição.
2. a) A tese no texto é : ―não vou redigir nenhuma dissertação porque não tem valor algum
para mim‖.
b) Os argumentos são: ―como sabem, sou péssimo estudante – candidato a reprovação. Não
será, portanto, a falta desse exercício que irá reprovar-me. Por outro lado, tais subtilezas não
se coadunam com o meu tipo de inteligência.‖
―Que significado terá? Nenhum, ….nada representa para mim.‖
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estimado/a estudante, vai aprofundar a utilidade dos advérbios e locuções
adverbiais nas frases, ou mesmo na sua locução quando comunica com os outros. Vai
consolidar o seu conhecimento sobre os advérbios (podem exprimir alguma circunstância e
que o advérbio recebe o nome da circunstância que ele exprime).
D U R A Ç Ã O : 1 hora
Advérbio de dúvida
Indica a incerteza do facto que é expresso, tais como: acaso, não, porventura, quiçá, sem,
talvez.
O tutor marcou porventura presenças?
Advérbio de quantidade
Indicam a noção de quantidade, tais como: apenas, assaz, bastante, mais, menos, mesmo,
muito, muitíssimo, nada, pouco, poucochinho, quanto, quão, quase, tanto, tão.
Ontem o menino assustou um cão tão grande.
Note bem. Alguns advérbios, sobretudo de modo, podem apresentar gradação (grau dos
advérbios) – grau comparativo ou grau superlativo.
Exe.: o carro andava tão depressa como a minha bicicleta.
O carro chegou tardíssimo.
Eu estou muito bem instalada.
Nas formas comparativas certos advérbios (mais bem ou melhor, mais mal ou pior),
prefere-se a primeira forma do comparativo, geralmente, antes do particípio.
Exemplo: O meu fato está mais bem (ou mais mal) passado que o teu.
Locuções adverbiais
São o conjunto de duas ou mais palavras que funcionam como advérbios. Isto é, palavras que
equivalem a advérbio.
ACTIVIDADES DA LIÇÃ O
1. Identifique nos textos anteriormente estudados (Direcção única, Há Lugar para Toda a
Gente e Meus Caros companheiros) advérbios e locuções adverbiais.
1.1. Agrupe os advérbios e locuções adverbiais de ordem, dúvida e quantidade.
2. Elabore frases da sua autoria onde ocorram advérbios de ordem, dúvida e quantidade.
3. Substitua as locuções adverbiais destacadas, pelos seus advérbios correspondentes.
a) Sabia tudo com probabilidade.
b) Com raridade pedia ajuda aos amigos.
c) Agiu movido pelo amor com sensibilidade
3.1. Retire os advérbios nas frases apresentadas nas alíneas a), b) e c). Releia as frases. O que
nota ao retirar os advérbios nas frases?
3.2. A que conclusão chega diante desses factos?
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. Texto ―Direcção Única‖ advérbios e locuções adverbiais presentes:
Ao lado, por onde, claramente, absolutamente, tão, intimamente, pelo contrário, a tempo,
muito, muitíssimas.
Texto ―Há Lugar Para Toda a Gente‖ advérbios e locuções adverbiais presentes:
Não, se possível, de mais, de menos, mais, de doçura, à fraternidade, sem esperança, senão,
só, entre, não num só, no décimo sétimo, nunca, onde, finalmente.
Texto ―meus companheiros‖ advérbios e locuções adverbiais presentes:
Não, mal, péssimo, nada.
1.1. Advérbios e locuções adverbiais de ordem: finalmente, no décimo sétimo.
INTRODUÇÃO
Já referiu desta classe de palavra nos módulos anterior. Pode lembrar agora que os
substantivos, também designados de nomes, são palavras que designam pessoas, animais,
coisas, acções, estados, qualidades.
É uma classe gramatical fácil de identificar, apesar da sua variedade. Essa variedade implica
que os agrupemos de acordo com aquilo que se refere – subclasses – que observam regras
diferentes da sua variação. É sobre esta variação que vamos aprofundar.
D U R A Ç Ã O : 4 horas
Substantivos
Grau comparativo
O comparativo pode ser de superioridade, de inferioridade e de igualdade e são precedidos
de dos advérbios mais, menos e tão, os quais exprimem a comparação da qualidade de uma
coisa com outra coisa, ou da qualidade de uma pessoa com a outra pessoa.
Grau Superlativo
Superlativo absoluto
a) Sintético – forma-se acrescentando ao adjectivo o sufixo (íssimo), quando o adjectivo
exprime uma qualidade elevada ao grau máximo.
Exemplo: José Augusto é aplicadíssimo nos estudos.
Os substantivos e adjectivos que variam em género, isto é, apresentam uma forma para o
masculino e outra forma para feminino), são biformes quanto ao género. Os que não mudam
de género, são uniformes quanto ao género.
Os substantivos e adjectivos que variam em número (singular e plural), são biformes quanto
ao número. Os que não mudam de número são uniformes quanto ao número.
Há, no entanto, substantivos e adjectivos uniformes, quanto ao género e número.
Exemplo: Um lápis simples usou no ensino primário. Lápis – substantivo uniforme quanto ao
género e número.
Tenho três lápis simples que uso no ensino secundário Simples – adjectivo uniforme quanto ao
Na minha infância fui sempre alegre género e número
Na nossa infância fomos sempre alegres. Infância – substantivo uniforme quanto ao
género e número.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Atente a frase: ―A Lúcia levava um vestidito lilás e um sapatões.‖
1.1. Explique a formação das palavras sublinhadas.
1.2. Em que grau se encontram estes substantivos?
1.3. Qual a intenção que se verifica na utilização dos graus que identificou?
2. Redija duas frases, no singular em que empregue a palavra difícil para caracterizar os
substantivos: ideia; livro.
2.1. Rescreva-as no plural.
3. ―Eu acho esta palavra muito difícil de perceber.‖
3.1. Identifique o grau em que se utilizou o adjectivo.
3.2. Reescreva a frase utilizando o grau normal.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1.1. A formação das palavras sublinhadas é por sufixação. Vestido+ito; sapato+ões.
1.2. Estes substantivos encontram-se no grau diminutivo e aumentativo, respectivamente.
1.3. Com a utilização dos graus que indiquei verifica-se a intenção de traduzir o valor
depreciativo.
2. a) Que ideia difícil é esta? b) Por dia leio um livro difícil.
2.1. a) Que ideias difíceis são estas? b) Por dia leio dois livros difíceis.
Observação. As frases são da sua autoria, desde que haja concordância entre os substantivos
e o adjectivo. Concordância em número. Contacte o seu tutor ou discuta com os colegas do
grupo.
3.1. - muito difícil – o adjectivo encontra-se no grau superlativo absoluto analítico.
3.2. Eu acho esta palavra difícil de perceber. – difícil está no grau normal
3.3. Eu acho esta palavra dificílima de perceber. – dificílima – grau superlativo absoluto
sintético.
4. Creio que seja um bom rapaz, tão bom do que o outro, que seja óptimo.
Aquele teu amendoim bom, estava muito bom no caril do que o meu, o qual achei melhor.
Atenção: Apenas uma frase onde esteja enquadrado o adjectivo bom nos graus normal,
comparativo de superioridade e superlativo absoluto sintético.
5. Sol escaldante; cão vadio; papagaio cinzento; palhaço célebre; sopa saborosa; chuva
miúda; futebol famoso; janela aberta.
Observação: a escolha do adjectivo é aleatória. Desde que concorde com o substantivo em
género.
INTRODUÇÃO
O verbo é um dos elementos que apresenta várias particularidades. É sobre uma dessas
particularidades do verbo que vamos tratar. Porém, deve recordar de outros elementos da
variação do verbo que já tratamos. Agora vamos dar continuidade do estudo do verbo, desta
vez para o particípio do verbo.
D U R A Ç Ã O : 2 horas
irregula
regular irregular regular Irregular regular
r
surpreend surpreendi
entregar entregado entregue surpreso tingir tingido tinto
er do
poluiçã
fartar fartado farto comer comido comida poluir poluído
o
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. O particípio regular e irregular dos verbos: findar, findado, findo; ganhar, ganhado,
ganho; juntar, juntado, junto; nascer, nascido, nado; convencer, convencido, convicto;
escrever, … , escrito; abrir, …., aberto; afligir, afligido, aflito; cobrir, … , aberto.
Observação: os verbos escrever, abrir e cobrir não apresentam o particípio regular.
1.1. Elabora quatro frases usando dois particípios regulares e dois particípios irregulares.
Frases da sua autoria. Desde que use as regras da utilização do particípio. Lembre-se que usa
nos tempos compostos. Por exemplo; José havia aberto o jogo. Não permito que ele esteja
aflito.
2. a) Quis respeito por isso disse a verdade. - Quis respeito por isso é dita a verdade.
b) Se fizesses perguntas, saberias tudo. - Se fizesses perguntas terias sabido tudo.
c) Quando eu quiser, direi tudo. - Quando eu quiser é dito tudo.
d) Deus permite que se escreva a carta. - Deus permite que seja escrita a carta
INTRODUÇÃO
D U R A Ç Ã O : 2:30 horas
As orações reduzidas não são introduzidas por conectivo, isto é, não apresenta elemento de
ligação (conjunções, locuções ou pronome).
Pode ser desenvolvida desta forma: agarrou-se a à árvore, embora esteja angustiado (com
angústia)
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Identifique e classifique as orações reduzidas nas frases abaixo:
a) Estávamos na sala em silêncio, passado o primeiro momento, voltou o ruído suspeito.
b) Ela distraiu-se tanto a ponto de esquecer a discussão.
c) Conquistou posições invejáveis, não obstante ser ainda jovem.
d) Distribuída por todo o país, a carne moída vem do estrangeiro.
e) Encarregara-a de anunciar-se pessoalmente.
f) Era um dia de sol, chegando à rua, arrependi-me de ter saído de casa.
g) Estou disposto a arriscar tudo.
h) Beijando, sente-se feliz.
1.1. Desenvolva as orações reduzidas em subordinadas correspondentes, das alíneas a), b) e
g)
INTRODUÇÃO
Nesta lição poderá aprofundar os seus conhecimentos sobre os desastres naturais. A partir
deles saberá lidar com os fenómenos da natureza e criar mecanismos para que tenha um
modo de vida adequado.
D U R A Ç Ã O : 2 horas
4.3.2 Seca
Apresentação do Texto
Dona Genoveva
É tempo das chuvas. Porém, nem até ao mais distante horizonte de mar se vê uma nuvem. O
calor está cheio de poeira leve e as cigarras desfazem-se em gritos para o sol. É seca.
A água começa a faltar nas cisternas caiadas de branco e em cujo fundo repousam pedaços de
ferro. Formam-se filas de gente com garrafões para encher na cisterna municipal de água
paga e racionada. Mas Dona Genoveva, que vive num bairro de casas maticadas com tecto de
macuti e sem cisterna, ali em Cumisseti, não está preocupada com a seca.
No seu quintalzinho, rodeado de cerca de caniço de um metro e meio de altura, onde
esgravatam meia dúzia de galinhas, ali no quintalzinho há uma nascente de água doce.
Dona Genoveva faz a sua lida de casa, come o seu caril de peixe ou de camarão, trata das
flores (ela tem uma buganvília a crescer num vaso de barro) e a seca não a atingiu.
De vez em quando sai, vai ao bazar comprar frutas ou amendoim, gosta de sentir o cheiro das
pessoas e a humidade do chão, conversa com os vendedores e nunca volta sem tomar um
pouco de chá na mesa comprida onde mais gente está também.
Uma certa manhãzinha, Dona Genoveva abre a porta de casa, espreguiça-se compridamente,
boceja.
Endireita-se e, no quase lusco-fusco matutino, sente uma grande, enorme, incomensurável
indignação: sentada junto da sua nascente, encostada à paliçada e de pernas estendidas, uma
mulher espera paciente que a lata que trouxe se encha.
Dona Genoveva aproxima-se dela:
- Que fazes tu aqui roubando a minha água?
Questionário
Depois de lido o texto, responda cuidadosamente às perguntas que lhe são
apresentadas.
1. Ao longo do trimestre falaram dos géneros literário.
a) A que género literário pertence o texto? (1.0)
b) Diferencie este texto do texto expositivo-argumentativo. (2.0)
2. De acordo com o texto, como é classificado o homem actual? (2.0)
3. Quais as diferenças básicas entre o homem e os outros animais? (1.5)
4. Ao contrário do que os nossos antepassados, até ao século XIX, pensavam, o homem não
foi criado, tal qual existe actualmente (3o parágrafo).
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. a) O texto pertence ao género literário expositivo-explicativo
b) O texto expositivo-explicativo é um texto que visa informar, isto é, transmitir
conhecimentos ao receptor sobre um determinado assunto. Este tipo de texto é por natureza
conceptual procurando instruir o receptor sobre determinado assunto ou problema. Enquanto
que o texto expositivo argumentativo é um texto com o objectivo de persuadir o receptor a
mudar de posição em relação a um determinado assunto e aderir ao ponto de vista do emissor.
O texto expositivo explicativo apresenta seguimentos explicativos ao passo que o texto
expositivo argumentativo apresenta seguimentos argumentativo (argumentos e contra
argumentos a favor ou contra a tese ou ideia defendida)
obs. Aceita-se outra resposta desde que plasme pela diferenciação do texto expositivo-
explicativo do expositivo-argumentativo.
INTRODUÇÃO
Nesta unidade com enfoque no género literário, vai
aprofundar os vários subgéneros do género literário,
sobretudo, narrativo, lírico e dramático. Cada um desses
subgéneros apresenta tipologias textuais diferentes. É lhe
proposto nesta unidade para os textos narrativos – o
romance; para os textos poéticos – a poesia lírica e; para
os textos dramáticos – a tragédia.
Estas três grandes categorias de texto literário, definidas a partir do seu conteúdo, constituem
o que se chama formas naturais da literatura, ou mais concretamente, géneros literários
maiores.
Os conteúdos gramaticais são outros conteúdos abordados.
5a, interjeições;
T E M P O D E D U R A Ç Ã O D A U N I D A D E : 14 horas
INTRODUÇÃO
Nesta lição aprenderá as técnicas e a arte de bem contar e de bem narrar. Vai consolidar os
seus conhecimentos de que uma narrativa obedece a uma estrutura com objectivos precisos: o
que se conta (o elemento da ficção); quem conta (a existência de um narrador expresso ou
não); a quem se conta (aqui entra o conceito de leitor: adulto, criança, culto,…); como se
conta (segundo uma ordem cronológica, segundo o uso de certas expressões, de certo
vocabulário, de certo tom…); porque se conta (qual o objectivo da narração – político,
moral, estético, divertimento,…).
D U R A Ç Ã O D A L I Ç Ã O : 2 horas
Elementos da Narrativa
São elementos da narrativa: o autor, narrador, personagem, acção, espaço, tempo e narratário.
Elementos intra-textuais e extra-textual.
Intra-textuais os que se encontram no texto, como o autor, narrador, personagem, acção,
espaço e tempo.
Extra-textuais os que se encontram fora do texto. Exemplo narratário – aquele que lê, ouve a
história.
Classificação da personagem
Nos módulos anteriores fez a classificação da personagem quanto ao relevo ou papel onde
distinguiu em : personagem principal, também conhecida por protagonista ou central;
personagem secundária; personagem aludida e personagem figurante
Classificação do narrador
Nos módulos anteriores classificou o narrador quanto à presença e distinguiu e participante
(presente) e não participante (ausente)
Participante autodiegético (identifica-se com personagem principal) e participante
homodiegético (identifica-se com personagem secundária). Não participante –
heterodiegético (intruso, alheio aos acontecimentos).
Descrição – é uma forma de expressão literária utilizado nos textos narrativos. São
fragmentos discursivos portadores de informações sobre personagens, objectos, o tempo e o
espaço que configuram no cenário diegético (cenário da história). São tendencialmente
estáticos, proporcionam momentos de suspensão temporal, pausas na progressão linear dos
eventos diegéticos.
Na descrição, os adjectivos ganham um grande relevo, pois exprimindo propriedades ou
qualidades dos objectos, das paisagens, das pessoas designadas pelos nomes a que se
aplicam, permitem a sua caracterização.
Para caracterizar os diferentes objectos da descrição, servimo-nos de um vocabulário onde
predominam os adjectivos, os advérbios e as formas verbais no pretérito imperfeito do
indicativo. Além disso, se queremos tornar mais expressiva a descrição, podemos empregar
diversas figuras de estilo, das quais se destacam a comparação, a metáfora, a sinestesia e a
personificação.
Há vários tipos de descrição: autónoma, de espaços, de ambientes, de personagens (retrato
físico, retrato psicológico, retrato misto e caricaturas), estática, dinâmica, objectiva e
subjectiva.
Exemplo: ―Os rapazes já tornados homens, passavam entre alas como heróis. As
velhotas aclamavam espalhando flores, dinheiro e grãos de Minho que as galinhas se
apresavam a debicar. Eu assistia ao espectáculo maravilhada quando descobri entre os
rapazes um novo rosto.”
Diálogo – é toda a conversa mantida entre duas ou mais personagens, a nível oral. O diálogo
na narrativa confere um maior dinamismo e verosimilhança, as personagens pois evita as
intervenções do narrador.
Exemplo: “- Quem será? Rindau, conheces aquele ali?
- É o filho do Rungo, o que vive no colégio dos padres.
- Ah!”
Monólogo- quando a personagem simula falar consigo mesmo, faz um solilóquio. Exemplo:
―Estaria eu apaixonada?‖
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai aprofundar os seus conhecimentos sobre os textos poéticos, quanto a sua
estrutura ou forma, e quanto ao seu conteúdo. Abordaremos sobre a classificação dos versos
quanto às sílabas métricas. A classificação da rima segundo a posição das palavras que
rimam, observando o esquema rimático; classificação segundo a classe gramatical das
palavras que rimam.
Os textos propostos nos introduzem a lírica moçambicana, pelos poetas Rui de Noronha,
Noémia de Sousa, Rui Nogar;
D U R A Ç Ã O : 3 horas
Apresentação do texto
Texto A
Amar
Amar é um prazer se nos amámos Então a vida inteira a rir levamos,
Alguém que pode amar-nos e nos ama, Que o mesmo fogo ardente nos inflama
Amar é um prazer, se nos chama, Os ideais da vida, e bem, a fama,
Alguém continuamente que chamámos. Mãos dadas pelo mundo procuramos.
Texto B
POR EU AMAR-TE TANTO
Que culpa tenho eu de amar-te assim? Tudo o que à luz da Natureza existe
Que culpa terás tu de o não saberes? Alegre é num momento e noutro triste,
Quem adivinha o que se passa em mim? … E eu sou tristeza sempre, sempre
Como adivinharei o que tu queres? pranto…
Compreensão e interpretação
1. A quem se dirige o sujeito poético?
2. Que sentimentos estão expressos nas perguntas formuladas no texto?
3. Exemplificando, apresente as funções de linguagem predominante no texto.
4. O poema é um soneto.
a) Faça o esquema rimático do poema.
d) Indique as seguintes rimas do texto: rima rica; rima pobre.
Texto
PATSHISES
Texto B
NEGRA
Gentes estranhas com os seus olhos cheios
de outros mundos Em seus formais cantos rendilhados
quiseram cantar teus encantos foste tudo, negra…
para eles só de mistérios profundos, menos tu.
de delírios e feitiçarias…
E ainda bem.
teus encantos profundos de África
Ainda bem que nos deixaram a nós,
mas não puderam. Do mesmo sangue, mesmos nervos, carne,
Em seus formais e rendilhados cantos, alma,
ausentes de emoção e sinceridade, sofrimento,
quedaste-te longínqua, inatingível, a glória única e sentida de te cantar
virgem de contactos mais fundos. com emoção verdadeira e radical,
E te mascararam de esfinge de ébano, a glória única e sentida de te cantar, toda
amante sensual, amassada,
jarra etrusca, exotismo tropical, moldada, vazada nesta sílaba imensa e
demência, atracção, crueldade, luminosa: MÃE
animalidade, magia…
Noémia de Sousa, in No Reino de Caliban
e não sabemos quantas outras palavras
vistosas e vazias. III, M. Ferreira
Texto
NA ZONA DO INIMIGO
Dizemos que há poesia quando num texto as palavras se encontram carregadas de vários
sentidos, numa forma mais ou menos rígida, como o soneto, ou mais inovadoras, como
algumas poesias modernas, permitindo ao texto várias leituras e várias significações
Estrutura métrica
Cada verso apresenta uma sequência de sons que podem ser contados. Essa contagem é feita
através de sílabas métricas. Ao contar as sílabas métricas deve ter-se em conta o seguinte:
- Os sons que se juntam e são sensíveis ao ouvido.
- A contagem faz-se apenas até à última sílaba tónica de cada verso.
- O número de sílabas gramaticais nem sempre é igual ao número de sílabas métricas: o
número de sílabas gramaticais é geralmente maior.
Por vezes, há a fusão de sílabas gramaticais. Essa fusão chama-se sinalefa.
Exemplo: sílabas gramaticais Mal/ a /ma/nhã/ dês/pon/ta/ a/ vir/ su/a/ví/ssi/ma (14 sílaba)
Sílabas métricas: Mal a/ ma/nhã /dês/pon/ta a /vir /sua/ví/ssi/ma (10 sílabas métricas)
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. O sujeito poético dirige-se a sua amada.
2. Esquema rimático e respectiva classificação
2.1. A rima dos últimos dois tercetos, quanto a classe gramatical é uma rima rica (existe,
triste; pranto, tanto) e rima pobre (rasteja, beija), respectivamente terceira e quarta estrofe.
3. As quatro figuras de estilo que ocorrem no texto e as passagens textuais que ilustram são:
Anáfora: Que culpa…./Que culpa…..; oh; corações …/oh, minhas …
Interrogação: que culpa tenho eu de amar-te assim? (todos os versos da primeira quadra e 3o e
4o verso da segunda estrofe).
Personificação - O mais humilde verme que rasteja/Tem outro que o ama, afaga e beija./…
E eu nada tenho por amar-te tanto! (última estrofe)
Metáfora – ocorre também nos versos da estrofe anterior (última estrofe).
Hipérbato ou inversão – oh; corações secretos de mulheres (em vez de – oh; mulheres de
corações secretos).
Apostrofe ou invocação – oh, minhas ilusões, mágoas sem fim; oh; corações secretos de
mulheres.
Atenção: Considerar apenas quatro figuras
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai aprofundar os seus conhecimentos sobre a actividade lúdica, sobretudo, a do
palco. Vai constatar que este tipo de texto exige uma grande complexidade de meios para a
sua realização (a decoração do espaço – palco, actores de bom nível, indumentária, luz, som e
técnicos).
D U R A Ç Ã O : 2 horas
Apresentação do texto
Texto
TRÊS IRMÃOS EM VIAGEM
Há dia e meio que os três irmãos vão a caminho da cidade – Das-Sete-Torres-Douradas.
Brás traz o seu tambor e toca um ritmo de marcha. Mas o calor aperta e a árvore de copa farta
convida-os a um descanso. Tiram a trouxa das costas e sentam-se.
ESNESTINHO: Uff! Que estafadela. O pai tinha razão: ninguém nos dá boleia.
PAULINO (tirando os sapatos): Tenho os pés em brasa. E uma sede danada. Não haverá
por aqui um poço ou uma nascente?
(Brás tira da saca um caderno e começa a escrever)
ERNESTINO: Ainda falta dia e meio para chegarmos à Cidade-Das-Sete-Torres-
Douradas. A broa está quase no fim, do vinho já nem sombra duma pinguinha.
PAULINO: Oxalá a gente não venha a arrepender-se desta aventura em que nos metemos.
Texto Dramático
Certamente já assistiu uma peça teatral, ela faz parte do texto dramático.
Texto dramático - Obra literária destinada a ser representada. (texto que não foi feito para ser
lido, mas sim para ser representado no palco).
O texto dramático é criado pelo dramaturgo e tem como finalidade última ser representado no
palco, passando, então, a ser considerado texto teatral.
A característica principal é a inexistência de narrador (O texto dramático não tem narrador).
É constituído pelo Discurso Dramático que no seu todo, integra: fala das personagens (em
discurso directo, antecedido do nome da personagem); indicações cénicas (normalmente
entre parênteses) relativas à movimentação e atitudes das personagens, ao cenário, ao guarda
roupa, à iluminação, à música.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Nesta unidade, sobre os textos literários (género literário), pode dividir-se em subgéneros ou
espécies literárias: narrativo, lírico e dramático.
1. Apresente num quadro resumo, algumas características próprias das formas naturais de
literatura ou correspondentes a esses géneros literários.
CHAVE DE CORRECÇÃO
Centrada na expressão de
Centrada na acção. Centrada na interacção
sentimentos.
Acção decorre num espaço Tempo essencialmente definido Acção decorrida num tempo de
cronológico, sequencial. como interior ao sujeito comunicação.
Personagens caracterizadas através
Personagens caracterizadas Caracterização das personagens
de: - interacções, a nível da
através: - do diálogo; - da (quando existem) centrada na
expressão corporal, da expressão
narração; da descrição expressão de sentimentos
verba; - indicações cénicas
Concebida para ser lida. Concebida para ser lida Concebida para ser representada
OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM
São objectivos desta lição:
Identificar as funções sintácticas de atributo e aposto
Distinguir o atributo de complemento verbal
Usar atributos e apostos em frases orais e escritas
D U R A Ç Ã O : 1:30
Note bem: há diferença entre atributo e o predicado. Enquanto o predicado é aquilo que se
afirma duma pessoa ou coisa, o atributo apenas limita e restringe a significação da palavra a
que se refere, designando uma pessoa ou coisa de todas as outras que não possuem essa
qualidade ou atributo.
Exemplo: escola boa (boa é atributo).
Atenção! Isso mostra que nem todo o adjectivo tem a função de atributo.
Aposto ou Continuado – é o nome (ou expressão equivalente) que se junta ao outro nome
para lhe acrescentar alguma informação, para o caracterizar ou determinar. Por outras
palavras, o aposto ou continuado é como um sinónimo do substantivo a que se refere.
Exemplo: O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyuse está de visita aos EUA
Aposto ou
continuado
Samora Machel, primeiro presidente da República Popular de Moçambique, foi um grande
guerrilheiro.
Às vezes, o aposto ou continuado liga-se ao substantivo por meio dum advérbio ou uma
conjunção empregada como advérbio.
Exemplo: Moçambique, quando Colónia, era muito explorada.
Os pintainhos, quando nascidos, procuram logo alimentos.
Muitas vezes o aposto ou continuado não pertence a uma palavra, mas ao sentido duma
oração.
Exemplo: ele fez-nos um convite: comparecermos ao seu casamento.
Fez uma proposta a sua companheira: viajarem por Moçambique inteiro, no fim do ano.
INTRODUÇÃO
Nesta lição é apresentada a questão do funcionamento da língua, sobretudo como recurso de
exterior exteriorização dos sentimentos e emoções do sujeito. Este elemento da gramática é a
interjeição e locução interjectiva. Lembre-se que se trata de outra classe de palavra.
D U R A Ç Ã O : 1 hora
5.2.2 Interjeições
Se observou atentamente nos textos apresentados, há expressões ou palavras que chamam
atenção e exprimem sentimentos diverso, é sobre estas que reservamos o seu aprofundamento
nesta lição
Interjeições - São palavras invariáveis com que, súbita e espontaneamente, chamamos
alguém ou exprimimos algum sentimento. Não deixam de ser simples exclamações ou gritos,
sem significação determinada e que podem dividir em: interjeições simples ou em locuções
interjectivas.
Interjeições simples:
a) Alegria: ah!, oh! h) Espanto: ih!, oh!, olá!, olé!, ah!, hem!
b) Animação: eia!, avante! i) Impaciência ou indignação: irra!, apre!
c) Cansaço: uf!, ah! j) Ordem: arrenda! Silêncio! Caluda!
d) Desejo: oxalá! k) Repulsa: safa!, fora!, abaixo!, credo!,
e) Dor: ai!, ui!, oh!, ah! abrenúncio!, morra!, fu!
f) Dúvida: hum! l) Silêncio: chui! Caluda!, pchiu! Schiu!
g) Entusiasmo: eia! Upa!, viva!, bravo! m) Chamamento: ó (deve ser usada antes
Apoiado!, coragem!, bis! do substantivo). Olá! Psit! Psiu!, eh! Wê!
São também consideradas interjeições, as palavras que imitamos de sons: catrapuz!, chape!,
tic-tac!, bum!, zz!, etc.
Locuções interjectivas
São palavras ou frases soltas que se empregam para exprimir sentimentos ou emoções e
equivalem a uma interjeição. São locuções interjectivas:
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Retire do texto do Romance, o texto de Rui de Noronha (por eu amar-te tanto) e no texto
dramático (Três irmãos em viagem) as interjeições neles presente.
2. Escolha apenas uma e diga o que exprime.
3. Elabore frases onde empregue as interjeições que exprimem dor, alegria e ordem.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. As interjeições presentes no texto do romance são: ah!, wê!, desapareça dai! Ah, é o
Mwando.
No texto de Rui de Noronha são: oh; no texto dramático são: uff! , oxalá
2. Essas interjeições exprimem: ah! - admiração; wê – chamamento, oh! -chamamento; uff! -
cansaço; oxalá! – desejo. Apenas deve escolher uma e explicar.
3. As frases são da sua autoria desde que use adequadamente as interjeições que exprimem
dor, alegria e ordem.
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai consolidar os seus conhecimentos sobre os verbos irregulares. Já tratámos
estes verbos na lição no3 da primeira unidade e na lição no 22 na quarta unidade.
o
Simples Composto Simples Composto
Eu Trago Trouxe Tenho Trazia Trouxera Tinha
Tu Trazes Trouxeste Tens Trazias Trouxeras Tinhas
trazido
trazido
Indicativo
Trará Terá
Traremos Teremos
Trareis Tereis
Trarão Terão
trazido
trazido
Traria
Traríamos
Traríeis
Trariam
Verbo ver,
Presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem
Pretérito perfeito simples do ind.: vi, viste, viu, vimos vistes, viram
Pretérito imperfeito do indicativo: via, vias, via, víamos, víeis, viam
Pretérito mais-que perfeito do ind.: vira, viras, vira, viramos, víreis, viram
Futuro do indicativo: verei, verás, verá, veremos, vereis, verão
Particípio passivo (particípio irregular): visto
Verbo caber
Presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
Pretérito perfeito simples do ind.: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes,
couberam.
Pretérito imperfeito do indicativo: cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam
Pretérito [Link]. [Link].: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis,
couberam
Futuro simples do indicativo: caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis, caberão
Presente do conjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam
Pretérito imp. Conj.: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem.
Futuro do conjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.
Verbo crer
Presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem
Pretérito perf. Simp. Ind.: cri, creste, creu, cremos, crieis, crêem
Pret. Imp. Do ind.: creria, crerias, creria, creríamos, creríeis, creriam
Pret. m. q. perf. Simp. Ind.: crera, creras, crera, crêramos, crereis, creram
Futuro simples do ind.: crerei, crerás, crerá, creremos, crereis, crerão
Particípio irregular: credo/ crença
Gerúndio: crendo
Presente do conjuntivo: creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam
Pretérito imperfeito do conjuntivo: Cresse, cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem.
Futuro do conjuntivo: crer, creres, crer, crermos, crerdes, crerem
Verbo conseguir
Presente do indicativo: consigo, consegues, consegue, conseguimos, conseguis, conseguem.
Pretérito perf. ind.: consegui, conseguiste, conseguiu, conseguimos, conseguistes,
conseguiram
Pret. imp. ind. conseguia, conseguias, conseguia, conseguíamos, conseguíeis, conseguiam.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
[Link] as formas verbais nas frases, e indique o tempo, modo, pessoa e número em que
se encontra.
a) Eles trouxeram a redacção do jornal, creio antes de ontem.
b) É necessário que eu veja todas as manchetes que couberam nos jornais.
c) Se nós víssemos tudo seria bom para que consigamos os nossos desejos.
d) Tal como crera, conseguira os seus estudos e trouxera os ganhos à comunidade.
2. Indique o nome ou substantivo que se formou a partir do verbo, na frase:
O nosso credo é puro.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. a) Trouxeram: Tempo – pretérito perfeito simples; modo – indicativo; pessoa – terceira
pessoa; número – plural. (pretérito perfeito simples do indicativo na terceira pessoa do plural)
Creio: Presente do indicativo na primeira pessoa do singular.
b) É – presente do indicativo na terceira pessoa do singular;
Veja - presente do conjuntivo, na primeira pessoa do singular
Couberam - pretérito perfeito simples do indicativo na 3a pessoa do plural.
c) Víssemos – pretérito imperfeito do conjuntivo na 1a pessoa do plural
Seria – modo condicional, na 3a pessoa do singular.
Consigamos – presente do conjuntivo, na 1a pessoa do plural.
d) Crera, conseguira, trouxera – pretérito mais que perfeito simples do indicativo, na 3a
pessoa
2. o nome ou substantivo que se formou a partir do verbo é Credo.
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai aprofundar questões relacionadas ao assédio sexual e casamento prematuro.
Vai adoptar certos comportamentos que permitam distanciar-se dessa realidade que se
verifica na sociedade moçambicana.
D U R A Ç Ã O : 2:00 horas
No âmbito laboral, não é necessário que haja uma diferença hierárquica entre assediado e
assediante, embora normalmente haja. A Organização Internacional do Trabalho define
assédio sexual como actos, insinuações, contactos físicos forçados, convites impertinentes,
desde que apresentem uma das características a seguir:
a) Ser uma condição clara para manter o emprego;
b) Influir nas promoções da carreira do assediado;
c) Prejudicar o rendimento profissional, humilhar, insultar ou intimidar a vítima;
d) Ameaçar e fazer com que as vítimas cedam por medo de denunciar o abuso;
e) Oferta de crescimento de vários tipos ou oferta que desfavorece as vítimas em meios
acadêmicos e trabalhistas entre outros, e que no acto possa dar algo em troca, como
possibilitar a intimidade para ser favorecido no trabalho.
Pode também ser visto como uma forma de violência contra mulheres ou homens e também
como tratamento discriminatório. A palavra chave da definição é: Inaceitável.
O assédio sexual pode ter várias formas de comportamento. Incluí a violência física e a
violência mental como coerção - Forçar alguém a fazer o que não quer. Pode ter uma longa
duração - a repetição de piadas ou trocadilhos de carácter sexual, convites constantes para
sair ou inaceitável conversas de natureza sexual. Pode também ser apenas um único acidente
- tocar ou apalpar alguém, de forma inapropriada, ou até abuso sexual e violação.
Maputo - Com a aprovação recente pelo Conselho de Ministros, pais e outros membros da
comunidade (as mestres dos ritos de iniciação, as matronas, líderes comunitários, religiosos,
professores e líderes de opinião, as associações juvenis em matéria de protecção da criança)
terão uma ferramenta eficaz na mão para criar um ambiente favorável para a prevenção, o
combate, a redução progressiva e a eliminação dos casamentos prematuros em Moçambique.
"O país ainda se depara com uma situação em que possui uma das taxas de casamentos
prematuros mais elevadas do mundo, afectando uma em cada duas raparigas e a segunda
Questionário
Depois de lido o texto com cuidado, responda com clareza as questões.
I. Das afirmações que se seguem escolha apenas a opção certa colocando um círculo a
alínea.
1. O texto pertence a natureza:
a) dos textos poéticos b) dos textos narrativos c) dos textos jornalísticos d) textos dramático
e) textos administrativos.
2. Quanto ao tipo o texto é:
a) um conto b) uma receita c) carta familiar d) um currículo vitae e) uma carta
comercial f) nenhuma opção é certa.
CHAVE DE CORRECÇÃO
I. 1. e) Textos administrativos.
2. c) Carta familiar
e) O remetente escreve esta carta porque o filho expulsou-a da casa, acusando-a de feiticeira,
mas também pretende chamar atenção ao filho, que quando chegar a fase adulta, os filhos
acusar-lhe-ão de feiticeiro.
b) O sentimento que domina a emissora, enquanto escrevia a carta era de tristeza? Porque ela
lembra de tudo quanto o fez foi com prazer, mas agora ‗e considerada feiticeira.
4. a) ―Sou eu tua mãe e estou escrevendo debaixo da árvore a qual serve de abrigo após me
teres expulsado acusando-me de feiticeira.
INTRODUÇÃO
Prezado/a estudante: vamos abordar uma nova tipologia
textual: o relatório, um texto de grande importância em
sectores, grupos ou organizações profissionais. Muitas
vezes, após sessões, épocas ou temporadas de actividades,
vemo-nos obrigados a avaliar o desempenho do nosso
grupo de trabalho, ou seja a fazer um balanço das nossas
actividades.
Esta unidade contém 5 lições, nomeadamente: 1a, relatório
formal;
2a, discurso relatado;
3a, preposições e locuções prepositivas;
a 4a, temas transversais: saneamento do meio e cultura e arte;
a 5a, Avaliação final do módulo (teste)
Nesta unidade abordaremos sobre o discurso relatado, as preposições e locuções prepositivas
e temas transversais que abordam sobre o saneamento do meio.
T E M P O D E D U R A Ç Ã O D A U N I D A D E : 9 horas
OBJECTIVO DE APRENDIZAGEM
Identificar as partes do relatório;
Escrever relatório da sua actividade lectiva ou outra.
D U R A Ç Ã O : 3:00 horas
c) Fecho
Compreende a assinatura do remetente (autor/relator), antecedida, às vezes, de uma fórmula
de cortesia (―Atenciosamente‖, ―Atenciosas Saudações‖, etc.)
d) Anexos compreende quadros, esquemas, tabelas, factos e quaisquer outros elementos que
possam esclarecer o destinatário. Trata-se de informações complementares, não
imediatamente necessárias ao corpo do relatório, onde poderiam, inclusive, perturbar o fluxo
das ideias na leitura.
c) quanto à conclusão
é a conclusão que, em última análise, dá o significado do relatório, já que ela preconiza as
medidas que devem ser tomadas por quem de direito.
sem qualquer receios, podemos afirmar que, sem as propostas finais não existe um verdadeiro
relatório.
Os cuidados enunciados para uma correcta conclusão, devem apresentar as seguintes
características:
- deduzir-se logicamente da argumentação que precede para que seja convincente;
- formar-se de uma ou mais sugestões, claras e ordenadamente expostas;
- ser precisas (não meramente aproximativa)
Características linguísticas
O texto de relatório, deve utilizar:
- Uma linguagem clara, concisa e rigorosa;
- Objectividade;
- Linguagem técnica (registo de língua de acordo com a natureza do relatório: corrente,
cuidada; uso da 1a ou 2a pessoa. Deve-se no entanto manter-se o uso da pessoa com que se
iniciou o texto, de modo que a coerência e a clareza não sejam afectadas).
- Uso de formas verbais como: notar, constatar, observar, confirmar, assegurar, sublinhar, etc.
- Emprego de frases curtas
- Uso de conectores adequados à intenção comunicativa do texto em questão.
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
1. Elabore um relatório sobre o decurso das suas actividades lectivas.
CHAVE DE CORRECÇÃO
Elabora o relatório da sua actividade lectiva.
Observa os critérios da elaboração do relatório e a estrutura do texto.
Expões os factos decorrentes das actividades lectivas e a sua apreciação.
INTRODUÇÃO
D U R A Ç Ã O : 1hora
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Passe para o discurso relatados as seguintes frases
a) Neste momento a Faculdade afigura-se-lhe como uma saída.
b) Achas que eu, além disso, posso fazer mais alguma coisa?
c) A bola é o primeiro brinquedo da criança.
CHAVE DE CORRECÇÃO
a) Ele afirmou que naquele momento a Faculdade afigurava-se-lhe como uma saída.
b) Ele perguntou se achava que ele além daquilo poderia fazer mais alguma coisa.
c) Ele declarou (disse) que a bola era o primeiro brinquedo da criança.
INTRODUÇÃO
Já estudamos, na primeira unidade na lição no4, esta classe de palavra invariável chamada
preposições. Agora com mais profundidade da combinação e da contracção das preposições e
acrescido a estes elementos está um novo elemento que é a locução prepositiva.
D U R A Ç Ã O : 1 hora
ACTIVIDADES DA LIÇÃO
Elabore seis frases, no mínimo e 10 no máximo, onde ocorram preposições e locuções
prepositivas.
CHAVE DE CORRECÇÃO
Elabora frases da sua autoria onde ocorrem preposições e locuções prepositivas.
Nota: conta a construção frásica e as regras de uso da preposição.
INTRODUÇÃO
Nesta lição vai aprofundar as condições de higiene quanto à saúde pública e individual. É de
extrema importância porque ajuda-nos a verificar os processos de recolha de, tratamentos do
lixo. Proporciona conhecimentos sobre as doenças proveniente do saneamento do meio
inadequado. Quanto à cultura e arte proporciona as formas de expressão.
Portanto, para uma melhor qualificação das condições de vida e de desenvolvimento humano
de um país, é necessário que toda a população seja contemplada com as medidas acima
apresentadas, o que não ocorre ainda em Moçambique. Afirma-se que cerca de 60% da
população possui água potável e 70% não dispõe de acesso à rede sanitária, conforme dados
de 2007. Outro dado, também do INE, afirma que 83,7% dos domicílios em Moçambique não
possuem acesso simultâneo à água, esgoto, colecta de lixo e electricidade.
O correcto tratamento de água, assim como a instalação de redes de esgoto, colectas de lixo,
entre outras acções de melhoria das condições sociais de higiene pública, é uma questão de
saúde. Isso porque existe uma grande quantidade de doenças provenientes de contacto de
pessoas com esgotos a céu aberto, da ingestão de água com impurezas, além do contágio
envolvendo insectos contaminados. Dentre essas enfermidades, podemos citar: a hepatite A,
a febre-amarela, a dengue, a febre tifóide, a cólera, a malária e muitas outras.
Portanto, um dos objectivos do saneamento ambiental é promover a sustentabilidade nos
sistemas de colecta e transporte de dejectos e lixos de toda ordem e tipo.
O sistema de saneamento envolve diferentes estruturas de acordo com o tipo de elemento a
ser trabalhado. O fornecimento de água é composto por estações de tratamento, sistemas de
abastecimento e sistemas de captação. A colecta de esgoto é constituída por interceptores,
rede colectora, estação elevatória e estações de tratamento de esgoto (ETEs). Já os resíduos
industriais possuem diferentes vias de tratamento e destinação, havendo atenção especial para
Texto
A indemnização
Nasci há muitos anos, talvez mesmo noventa, numa pequena povoação perto de Xinavane.
Nada me lembro da minha infância até aos oito anos. Dessa idade recordo a partida do meu
pai, agarrado pelos cipaios do senhor administrador, para ir trabalhar no porto de Lourenço
Marques. Chibalo.
A minha mãe, ainda nova, eu e mais o meu irmão josé, choramos abraçados aos joelhos do
meu pai, arrancado à pequena machamba, ao tratamento das suas galinhas e porcos.
O meu pai tentou fugir, mas um dos cipaios correu atrás dele e derrubou-o com o ―cassetete‖.
Veio, então, novamente junto de nós, abraçou e beijou a minha mãe, depois segurou-nos ao
colo, um em cada braço. Era robusto como um embondeiro.
- Despacha-te – ordenou um dos cipaios.
Minha mãe, sozinha, com os dois filhos gritando pelo pai, tomou para ela a tarefa que estava
a cargo do marido.
À noite, esgotada pelos trabalhos do dia, sentava-se cá fora, olhando parado na direcção da
cidade grande de cimento.
Nós, embora não esquecendo a figura amiga e carinhosa do pai, sentimos que a sua imagem
se ia apagando com o passar dos meses. Corríamos pelas picadas atrás dos pássaros,
tomávamos banho nus no lago das águas paradas, formado pelas chuvas. Só minha mãe
continuava triste.
Foi o régulo que trouxe a triste notícia. No cais da cidade distante, onde trabalhava, meu pai
tinha sido atingido na cabeça por um fardo de sisal, caído de uma lingada, tendo morte
instantânea. O régulo informou-a também de que o Estado pagaria.
Um dia, minha mãe, vestida com uma capulana negra, seguiu no carro da carreira para a
cidade.
Ali ninguém a informava concretamente dos papéis necessários para receber a indemnização
pela morte do marido. Os senhores funcionários, sentados às suas secretárias, limitavam-se a
encolher os ombros, terminando por dizer: ―Não é aqui, vá a secção tal.‖ E minha mãe andou
por todas as secções, subiu e desceu muitas escadas, humilde, acanhada, e voltou passados
quatro dias, mais cansada, faminta, sem nada do que pretendia.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1.1 ―Nasci há muitos anos, talvez mesmo noventa, numa pequena povoação perto de
Xinavane.‖ ―Nada me lembro da minha infância até aos oito anos.‖
Observação: aceitam-se outras passagens textuais desde que refiram ao narrador e esteja na
primeira pessoa.
2. O narrador nasceu em Moçambique, concretamente na povoação perto de Xinavane.
3. O facto que marcou o narrador na sua infância foi a partida do pai, agarrado pelos cipaios
do senhor administrador.
3.1. A reacção do narrador e do irmão ao presenciarem esse acontecimento foi de chorarem
abraçados aos joelhos do seu pai.
3.2. Sim. A partir desse dia, a vida mudou na família do narrador.
4. A mãe do narrador para superar a dificuldade em que passou a estar, tomou para ela a
tarefa que estava a cargo do marido.
5.1. A personagem deslocou-se para a cidade de Lourenço Marques.
5.2. A esse lugar ela ia informar-se concretamente dos papéis necessários para receber a
indemnização pela morte do marido.
5.3. A capulana negra significa ―luto‖.
6.1. A frase encontra-se no discurso directo
6.2. Um dos cipaios ordenou-lhe que se despachasse.
7. O narrador não considera justa a indemnização dada à mãe. ―Após cinco meses de espera,
minha mãe recebeu umas centenas de escudos. Era o preço de uma vida humana que o Estado
pagou, ficando, assim, livre de toda a responsabilidade.‖
8. Preste atenção à frase que conclui o terceiro parágrafo: ―Era robusto como um
embondeiro.‖
8.1. O recurso estilístico presente nesta passagem do texto é a hipérbole ou exageiro da
verdade.
9. 1. responsabilidade é uma palavra formada por derivada por sufixação
9.2. Dois (2) substantivos - vida, Estado, responsabilidade; dois (2) adjectivos – humana,
livre.
9.3. era – pretérito imperfeito do indicativo, na terceira pessoa do singular.
9.4 O verbo é irregular.
INTRODUÇÃO
Com este teste pretende-se medir o seu nível de assimilação dos conteúdos e prepará-lo para
o exame do ciclo.
OBJECTIVOS DA AVALIAÇÃO
Verificar o nível de assimilação dos conteúdos
D U R A Ç Ã O : 2 horas
Teste do fim do Módulo
Texto
O sol desprendeu-se bruscamente da abóbada celeste. Não se notou qualquer transição do dia
para noite. Esta chegou subitamente – pano de tablado caindo no ingente e multifacetado
teatro da vida. E, como sempre, vinha grávida de escuro, ulcerada pelas luzes distantes e
trémulas das estrelas, trazendo consigo os seus ultimatos de silêncio e montões de medos
estranhos.
Os pilões calaram-se, deixando de bater no amendoim dos caris para o jantar. E as fogueiras
começaram a pontilhar de tatuagens o vasto sudário que cobria o mundo.
Chegara, então, a lembrança constante, o medo eterno da indefensável presença dos mortos.
É que a noite de sertanejo não é igual, não se pode comparar à noite do citadino. Na selva, ela
transforma o mundo. E novo mundo surge quando os pilões deixam de bater o amendoim dos
caris.
O quadro que então se esboça é trágico. Em todos os espíritos se evolam imagens vagas,
alucinações colectivas, visuais, auditivas e outras: e toda a gente vê bruxos apresentando-se
para a caça aos não iniciados nos segredos da vida dupla.
Noite no ambiente, noite nos corações, noite nos cérebros.
A noite da selva não é só de alegria, nem só de tristeza. É também ocasião propícia para o
trabalho de bruxo, e é igualmente para o curandeiro. Por isso, Bondola, o curandeiro de
Matavata, tinha esperado aquela noite com doentia ansiedade.
Vocabulário
Evolar – voar Mandiqui – teoria que admite a
Sertão – região do interior transmigração das almas de um corpo para
outro
Tablado – parte do teatro onde os actores
Ingente – grande; enorme
representam
Sertanejo – habitante do sertão
Sudário – pano com que se limpa o suor.
11. ―Agora, enchendo o pátio, os curiosos (…) aguardavam, com ansiedade, o início do
ritual.‖ Último Parágrafo.
a) Classifique morfologicamente a expressão sublinhada.
b) Substitua por uma única palavra com o mesmo valor (sentido equivalente).
13 Composição
Dos dois temas propostos, escolha apenas um e desenvolva-o.
Tema 2.
Paralelamente aos tratamentos tradicionais, há um outro mal que constitui ameaça para o
mundo – o HIV/SIDA. Num espaço de 12 linhas no mínimo e 15 no máximo, elabore um
texto expositivo/explicativo abordando as formas de contágio, a prevenção e as
consequências desta doença.
CHAVE DE CORRECÇÃO
1. a) O texto é narrativo, porque narra uma história que se desenrola num determinado tempo,
espaço, que envolve personagens que realizam acções narradas no texto.
b) ―Marcara-a, com grande antecedência, porque a tarefa que se propusera era enorme e ia
jogar a sua reputação‖.
2. a) O autor fez esta afirmação porque a noite apareceu de repente, sem ter acontecido o
processo de mudança de dia para noite.
Obs.: aceitam-se outras respostas desde que reflitam o mesmo pensamento
b) A mudança repentina, produziu nas pessoas montões de medos estranhos.
8. Bondola e Macaloja (os dois curandeiros) eram rivais porque Macalija contestava o
conhecimento do diagnostico e tratamento de Bondola.
Obs.: aceitam-se outras respostas desde que tenham uma argumentação contrária a prática.
10. a) As três (3) características físicas da personagem Macalija são: lábios muito finos e
compridos; cara roída iluminada pela alegria.
b) O estado de espírito vivido pelos curiosos, enquanto aguardavam pelo início do ritual era
de ansiedade.
Tema 2.
Enquadramento temático
Estrutura do texto expositivo/explicativo (conter seguimentos expositivos e explicativos);
6. Isabel Duarte & Olívia figueiredo, Português Língua Materna, 7o Ano de escolaridade,
Contraponto Editores, edições livros escolares, Porto, 1988.
7. Lima de Oliveira, Manual de Língua Portuguesa, livro de leitura, Vol. II, Beira, 1999.
10. Vera Saraiva Baptista & Elisa Costa Pinto, Signos, 7o Ano de Escolaridade, Lisboa
Editora, S.A.