DIVISÃO DE ENGENHARIA
CURSO: ENGENHARIA DE MINAS
2O ANO, TURMA B, CURSO DIURNO
DISCIPLINA: TOPOGRAFIA I
TEMA
CÁLCULO DE EMPOLAMENTO E CONTRAÇÃO DE SOLO
Discente:
Samantha Paulo Benasse
Docente:
Eng⁰. Edelson Assado
Tete, Junho de 2020
INDICE
INTRODUÇÃO...........................................................................................................................3
CÁLCULO DE EMPOLAMENTO E CONTRAÇÃO DE SOLO..............................................4
Empolamento...............................................................................................................................4
Fator de empolamento (FC).........................................................................................................5
Taxa de empolamento..................................................................................................................6
Variações Volumétricas dos Solos...............................................................................................7
Contracção...................................................................................................................................8
Classificação do solos segundo a dificuldade de desmonte.........................................................9
Cálculo do empolamento...........................................................................................................10
CONCLUSÃO...........................................................................................................................11
BIBLIOGRÁFIA.......................................................................................................................13
INTRODUÇÃO
O presente trabalho fala de cálculo de empolamento e contracção de solo. Na mineração os
volumes de terra medidos pela topografia são diferentes dos que precisam ser carregados no caso
de aterros ou cortes no terreno. aparesenta os factores de empolamente explicando os processos
de cálculos a partir de formulas exemplos e
CÁLCULO DE EMPOLAMENTO E CONTRAÇÃO DE SOLO
Empolamento
Chama-se empolamento de um solo, o acréscimo de volume devido ao removimento de suas
partículas em processo de escavação e/ou transportado.
É o processo inverso a compactação, onde se aplica uma energia para acomodar melhor as
partículas e diminuir os vazios do solo. No empolamento, tem-se o deslizamento ou movimento
entre as partículas, umas sobre as outras, acarretando no acréscimo de vazios do conjunto.
Solo empolado. Vv e Vt Peso específico aparente; resistência
Percentagem de empolamento
O conhecimento do empolamento dos solos é necessário para se saber qual o volume de solo a
ser escavado, transportado e depois compactado em determinadas obras. Este processo é muito
pronunciado em etapas de orçamento de obras.
Ou seja: Volume de corte (solo no estado natural) -> sofre escavação (volume de solo solto e
transportado– empolado)-> compactação(volume compactado).
Percentagem de empolamento (E) – é a percentagem do acréscimo de volume do solo em relação
ao seu volume de corte.
Determinação da percentagem de empolamento (E)
Considera-se que o volume de corte (Vc) equivale a 100% e que o acréscimo de volume de solo
(∆Vcorte) corresponde a porcentagem de empolamento (E%). ∆Vcorte = Vsolto – Vcorte.
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O cálculo do volume solto é impraticável. Logo, está expressão deve seres pacificada em função
dos pesos específicos aparentes dos solos no estados de corte a solto (empolado).
Fator de empolamento (FC)
É uma grandeza adimensional menor que a unidade, que multiplicado pelo volume solto resulta
no volume de corte, ou que multiplicado pelo peso específico aparente de corte resulta no peso
específico aparente solto.
Factor de Contração:
Vcomp
Fc = --------
Vcorte
Trata-se também de parâmetro dimensional, assumindo, para os solos, valores inferiores à
unidade. No entanto, quando a escavação for executada em materiais compactos (rocha sã, p.ex.)
de elevada densidade “in situ”, resultará fator de contração superior à unidade. Este parâmetro
permite que se faça uma estimativa do material, medido no corte, necessário à confecção de um
determinado aterro.
Fator de Homogeneização:
Vcorte 1
Fh = -------- = -----
Vcomp Fc
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O objectivo deste parâmetro, também dimensional, é similar ao do factor de contracção, ou seja,
estimar o volume de corte necessário à confecção de um determinado aterro. Sua aplicação é
voltada para a etapa de projeto constituindo-se em subsídio fundamental ao bom desempenho da
tarefa de distribuição do material escavado. Sendo o inverso do factor de contracção, assume
valores superiores à unidade para solos, e inferiores para materiais compactos.
Taxa de empolamento
Segundo o livro Como Preparar Orçamentos de Obras, de Aldo Dorea Mattos, publicado pela
Editora PINI, cada tipo de solo possui uma taxa de empolamento.
Material e (empolamento %)
• Rocha detonada - E 50%
• Solo argiloso - E 40%
• Terra comum- E 25%
• Solo arenoso seco - E 12%
É importante conhecer a estrutura do solo, seus índices físicos e propriedades como resistência,
compressibilidade, permeabilidade, entre outras, pois nos projectos são necessárias essas
propriedades para o dimensionamento adequado para seus fins estruturais, bem como no aterro.
É importante saber quais as condições de trabalho desse solo, pois conforme a energia de
compactação e de seu teor de humidade, os aterros com mesmo solo de origem, os chamados
“empréstimos”, terão solos de comportamentos diferentes, portanto, diferentes propriedades de
engenharia.
O comportamento de um aterro pode e, geralmente está, à mercê de um descontrole por quem o
faz, pois estes conhecimentos não estão devidamente entranhados na sociedade e, pior, trazendo
prejuízo e custos inconvenientes a ela.
A compactação de um solo é a densificação por meio de equipamento mecânico, geralmente um
rolo compactador, embora, em alguns casos, como em pequenas valetas, até soquetes manuais
podem ser empregados.
O adensamento é um fenómeno pelo qual os recalques ocorrem com a expulsão da água do
interior dos vazios do solo. As argilas possuem baixa permeabilidade, e por isso é preciso
acelerar o processo de saída da água dos vazios, que normalmente acontece de forma lenta.
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Para entendermos como funciona o processo de adensamento e as tensões ocorridas no solo,
falaremos da analogia utilizada por Terzaghi, onde se considera a estrutura sólida do solo
semelhante a uma mola, onde sua deformação é proporcional a carga sobre ele aplicada.
O solo saturado seria representado por uma mola dentro de um pistão cheio de água, no êmbolo,
cujo existe um orifício de reduzida dimensão (representando a capilaridade do solo) pelo qual a
água só passa lentamente, onde esse orifício representa a baixa permeabilidade do solo.
A pressão nas molas (ou seja, nas partículas sólidas) aumenta à medida que a água escapa pelos
furos (através dos vazios do solo). Com a expulsão da água intersticial, da camada compressível
considerada, o volume dos seus vazios vai diminuindo e, consequentemente, o seu volume total.
Como a camada está confinada lateralmente, a redução do volume se dá pela redução de altura.
Esta redução de altura é o que se denomina recalque por adensamento.
Variações Volumétricas dos Solos
Um material a ser terraplenado, possuidor de uma massa “m”, ocupa no corte de origem um
volume Vcorte. Ao ser escavado, esse material sofre um desarranjo em suas partículas, de forma
que a mesma massa passa a ocupar um volume Vsolto.
Finalmente, após ser descarregado e submetido a um processo mecânico de compactação, o
material ocupará um terceiro volume Vcomp. Para os solosterraplenados, prevalece a seguinte
relação:
Vsolto>Vcorte>Vcomp
Assim, em se tratando da mesma massa “m”, podemos concluir que:
Dcomp>Dcorte>Dsolto
Fig.1- Variação volumétrica do sol durante o processo de terraplanagem
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Contracção
O oposto do empolamento é a contracção, ou seja, o quanto o solo ocupa menos volume quando
compactado. Nesse caso, o volume final é inferior ao que era ocupado no corte. Assim, para
executar um aterro será necessária mais quantidade de solo para preencher o mesmo volume.
Para saber quanto de solo será necessário cortar para fazer um aterro e considerar redução
volumétrica de 10%, devemos utilizar a seguinte fórmula:
Vc = Va/C
Onde:
Vc = Volume de terra medido no corte
Va = Volume compactado no aterro
C = Contração (se a redução volumétrica é de 10%, a contracção é de 90%).
A compactação consiste no processo mecânico ou manual que, por meio de uma aplicação
repetida e rápida de cargas ao solo, conduz à diminuição de seu volume, e, portanto uma
diminuição do índice de vazios e um aumento de peso volumétrico seco.
Essa redução de volume é o resultado, sobretudo, da expulsão do ar dos vazios do solo, não
ocorrendo, necessariamente, uma alteração no teor de água ou do volume de partículas sólidas
durante a compactação. Com a diminuição dos vazios do solo, espera-se uma redução da
variação dos teores de umidade, da compressibilidade e permeabilidade e um aumento ao
cisalhamento e a erosão.
A compactação é um dos principais métodos para o melhoramento das propriedades mecânicas
dos solos. Quando os solos são retirados de seu local natural, apresentam características próprias
que variam conforme tamanho e distribuição dos grãos (areias, siltes e argilas), umidade, entre
outras, e sua escolha variam conforme o objetivo de sua utilização.
Quando ocorre um corte de solo em determinada área, solos remanescentes de escavações, esse
material sofre uma modificação e fica em um estado relativamente fofo e heterogêneo, com
pouca resistência e muito deformável, que pode variar de local para local.
Fenómeno físico em que os solos ou rochas quando compactados experimentam contracção
volumétrica em relação ao seu estado solto e, às vezes natural, não sendo do volume dos grãos,
mas do volume de vazios;
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O solo apresentará contracção volumétrica se a energia de compactação for suficiente
para aumentar seu Ɣs quando comparado ao estado em que ele se encontrava no estado
natural.
Também fundamental a sua determinação em serviços de terraplanagem;
Para efeito de cálculo do Empolamento, devemos considerar:
Solo compactado: após a execução de aterros compactados (barragens, fundações, rodovias,
etc), com rigoroso controle tecnológico de compactação (Ex: Proctor).
Classificação do solos segundo a dificuldade de desmonte
CATEGORIAS CARACTERÍSTICAS DENOMINAÇÃO
Solos do baixo consistência ou
1-Categoria capacidade granulares, com Solos normais
diâmetro médio abaixo de 15
cm
Solos de consistência ou
capacidade media a dura, Solos duros, Matacão, rachão
2-Categoria granulares, com diâmetro
médio entre 15cm a 100 cm,
volume baixo de 2cm3
Rochas ou material de dureza
3-Categoria semelhante a rochas são e
ainda em blocos com diâmetro Rochas
médio acima de 100 cm ou
volume superior a 2cm3
Turfa e argila orgânica – solos
Solos Moles em geral com baixa Solos Pobres
capacidade de suporte
Ao escavar o solo, a terra fica solta e passa a ocupar mais espaço. Esse efeito é conhecido como
empolamento e é expresso em percentagem. Se ao escavar 1 m3 de solo ele aumenta para 1,3
m3, o empolamento é de 30%.
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É importante conhecer esse fenómeno para planejar os equipamentos, principalmente de
transporte, e também a produtividade. Caso o volume de corte do solo seja de 100 m3, o total a
ser transportado será de 130 m3, graças ao empolamento.
O oposto do empolamento é a contracção. Ou seja, o quanto a terra ocupa a menos de volume
quando compactada. Nesse caso, o volume final é inferior ao que a terra ocupava no corte.
Assim, para executar um aterro com 1 m3, será preciso mais que 1 m3 de terra.
Cálculo do empolamento
1-Vamos imaginar uma obra que necessite escavar 50m ³ de terra, medido pelo serviço de
topografia. O objectivo é descobrir o Vs (volume de terra solta) para definir o transporte, o que é
calculado a partir da seguinte fórmula, sendo que "Vc" é o volume medido no corte; e "E" é o
empolamento. Vs = Vc (1 + E)
2- Para exemplo, vamos considerar que a terra é comum, com taxa de empolamento de 25%.
Para realizar a conta, transforme a percentagem em 0,25.
A conta fica assim: Vs = 50 (1 + 0,25)
Vs = 50 x 1,25 Volume de terra solta = 62,5 m³.
Portanto, depois da escavação, o volume de terra, que era de 50 m3 no corte, aumentará para
62,5 m³.
Cálculo da contracção
A contracção ocorre quando o volume final é inferior ao que havia no corte. Se 1 m3 de solo
(medido no corte) contrai para 0,9 m3 no aterro após compactação, a redução volumétrica é de
10%.
Para determinar quanto de terra será necessário cortar para fazer um aterro com 50 m³.,
considerando que a redução volumétrica de 10%
Resolução
Vc = Va/C
Vc = Volume de terra medido no corte
Va = Volume compactado no aterro
C = Contracção (se a redução volumétrica é de 10%, a contracção é de 90%) Aplicando a
fórmula, lembre-se de mudar a percentagem. Assim: 90% = 0,90.
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Portanto: Vc = 50/0,90 Vc = 55,55 m3 .
Se também quiser saber o volume de terra solta a ser transportada - usando a mesma taxa de
empolamento de 25% -, basta utilizar, novamente, a fórmula:
Vs = Vc (1 + E)
Vs = Vc (1 + E) Vs = 55,55 m3 (1 + 0,25)
Vs = 55,55 m3 x 1,25 Volume de terra solta = 69,4 m3.
Conclui-se, que para fazer um aterro com volume final de 50 m³ é necessário escavar 55,55 m3 e
transportar 69,4 m3 de terra.
CONCLUSÃO
No final do presente trabalho concluo que o calculo de empolamento e contracção de sola de
volume é de grande importante na mineração, factor de empolamento dos solos e essencial na
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determinação de uma jazida. O conhecimento do empolamento dos solos é necessário para se
saber qual o volume de solo a ser escavado, transportado e depois compactado em determinadas
obras. O oposto do empolamento é a contracção, ou seja, o quanto o solo ocupa menos volume
quando compactado.
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BIBLIOGRÁFIA
QUEIROZ, R. C. Geologia e Geotecnia básica para engenharia civil. São Carlos: RiMa, 2009.
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