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Incorporação e Ayahuasca: Entenda a Diferença

O documento discute incorporação e como ela tem sido erroneamente confundida com as medicinas nativas e ayahuasca. Ele explica que a incorporação requer um longo processo de aprendizado e preparação, e não deve ser vista como algo que pode ser alcançado rapidamente ou apenas através do uso da ayahuasca.

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Incorporação e Ayahuasca: Entenda a Diferença

O documento discute incorporação e como ela tem sido erroneamente confundida com as medicinas nativas e ayahuasca. Ele explica que a incorporação requer um longo processo de aprendizado e preparação, e não deve ser vista como algo que pode ser alcançado rapidamente ou apenas através do uso da ayahuasca.

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Dan Coppini

22 h ·
Muito provavelmente, poucas serão as pessoas que irão realmente ler esse texto na
íntegra e refletir sobre as palavras que me dediquei a escrever. Talvez o Facebook
não seja o veículo correto para tais reflexões, entretanto, é a via que tenho
acesso e, por ser gratuita e amplamente divulgada, creio que possa chegar em todos.

Vamos abordar algo REAL e facilmente assimilável sobre INCORPORAÇÃO e como isso tem
sido erroneamente confundido nos processos com as Medicinas Nativas, em especial,
com a Ayahuasca.

Em primeiro lugar: Quais são as funções da incorporação?


A incorporação é o ato de compartilharmos nosso corpo físico e mental com um
espírito já desencarnado. Como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, nosso corpo
astral é deslocado enquanto um segundo acopla concomitantemente para se manifestar.
O desenvolvimento da incorporação é uma prática milenar e ocorre em muitas
Tradições pelo mundo, portanto, não é algo exclusivo de uma ou outra “banda”.

Quando um espírito desencarnado incorpora em um veículo (‘médium’) traz consigo o


conhecimento adquirido em todas as suas experiências reencarnatórias, assim como as
instruções que recebe nos planos astrais. Diante às manifestações reais, uma gama
de conhecimentos é repassada a nós (os encarnados) e assim podemos lidar com mais
clareza tanto nos aspectos materiais, quanto nos espirituais. A incorporação é a
prova espiritual da continuidade pós-morte física.

A mente humana é repleta de barreiras que impedem o livre fluxo energético do


corpo. Quando as pessoas começam a estudar sobre essas faculdades, liberam poderes
incríveis, capazes de curar (modificar) mesmo estando à distância. Técnicas como o
Reiki e Cura Prânica (por exemplo) são conhecimentos consolidados que tratam desses
fluxos de carga e descarga. Uma pessoa incorporada corretamente, com o acoplamento
compartilhado tratado e desenvolvido, libera tanto as energias do próprio corpo
quanto aquelas emanadas pelo espírito que a está usando como veículo, portanto,
torna-se um ponto-de-energia muito forte.

A incorporação promove curas, libertações, limpezas, bem como, quando necessário,


defesas, espelhamentos, dentre outras funções. Cada veículo espiritual (‘médium’)
pode trabalhar de acordo com suas próprias convicções, assim, a tendência
energética natural de cada ser-humano é responsável pela qualidade de espíritos que
atrairá. Nesse exato ponto brilha a importância das religiões para a lapidação
desse processo.

O conhecimento ancestral deixou-nos valorosas lições sobre a natureza dos


espíritos, bem como os CÓDIGOS necessários para promovermos a correta comunicação
entre os mundos. Os planos espirituais são baseados única e exclusivamente em
símbolos, formas geométricas, em ordenamentos específicos, enfim, a comunicação
entre esse e outros planos necessita dessas informações para ocorrer, sob pena de
ser falha e até contrária. Por esse motivo, as celebrações espirituais (de todas as
religiões) possuem etapas que devem ser respeitadas, bem como símbolos e palavras
sagradas.

Algumas expressões religiosas enxergam na incorporação uma fraqueza, outras um


alicerce, mas em ambos os casos, não se incorpora nada que não se conheça. Abrir o
corpo para um espírito necessita de muito cuidado e de pessoas que são possuidoras
do conhecimento sobre os códigos. Já presenciei algumas casas de religião onde os
zeladores não conseguiam detectar a presença de espíritos de baixa vibração que
estavam obsidiando seus filhos. Certamente desconheciam alguns códigos-chave. Isso
mostra a importância do correto processo instrutivo, pois uma única falha pode
gerar um efeito muito difícil de controlar.
A incorporação é um longo processo de aprendizado. Não tenho dúvidas que para
desvendarmos o BÁSICO de um único espírito levamos mais de 10 anos, portanto, tudo
que falamos antes disso é superficial e mutável. O ato de incorporar (o que se
difere de animismo) exige uma preparação mental muito complexa, um desprendimento
de valores e crenças, um alinhamento através de energias herbais, preceitos, enfim,
mesmo que algumas pessoas discordem disso alegando que o espírito acompanha a
necessidade e vem independente desses conceitos, vou sempre reafirmar que basta um
erro nesse ciclo para que a fé desmorone, assim como a própria vida material.
Energias espirituais influenciam TODAS AS DEMAIS ENERGIAS.

Cientes da importância desse preparo todo, podemos adentrar na relação “Ayahuasca x


Incorporação”. Em primeiro lugar, deixo claro que, assim como todos, sou um eterno
aprendiz e gosto de estar nessa posição. Já me perdi em meio a “títulos e
diplomas”...

Quando ingerimos a Ayahuasca, todo sistema energético do nosso organismo entra em


colapso antes de se alinhar (pós-processos). Milhares de códigos e símbolos ocorrem
concomitantemente, abrindo-nos caminhos que conscientes não conseguiríamos. Isso,
em partes, facilita a incorporação, afinal, sem os milhares de entraves mentais que
possuímos o compartilhamento flui com muito mais naturalidade. O corpo astral, sob
a ação da Ayahuasca, abre-se completamente e nossos escudos astrais (proteções
naturais) diminuem consideravelmente suas emanações. Porém, justamente nessa
“facilidade” é que habitam as armadilhas.

A primeira armadilha é a fantasia da pré-disposição. A Ayahuasca abre portas para a


espiritualidade, porém, isso não é garantia que todos os espíritos atraídos estão
aptos ao trabalho espiritual de compartilhamento. Nossas mentes anseiam por
respostas, mas temos o grave erro de viver baseados no imediatismo. A incorporação
correta é um processo que leva anos, requer MUITA paciência, dedicação e amor à
espiritualidade, sendo assim, não teríamos condições de levar adiante um contato
espiritual baseado apenas trabalhos com a bebida de poder. Muitos mistérios podem
ser revelados durante tais trabalhos, mas o desenvolvimento requer um esforço que
transcende esses momentos. É muito comum vermos pessoas iniciarem credos após a
vivencia com a Ayahuasca, firmarem velas e oferendas a entidades que lhe foram
reveladas em tais circunstancias sem buscarem os códigos primordiais nas “bandas”
consolidadas. Isso faz com que todo árduo trabalho realizado pelos codificadores
(muitas vezes milenares) seja descartado em nome de uma suposta revelação ocorrida.
A pessoa até pode ter uma ligação ancestral com a força que lhe foi revelada, mas
isso não significa que saiba lidar com todos os aspectos ocultos que envolvem a
manifestação da mesma nesse plano de formas.

É comum nos depararmos com pessoas alegando: “Só consigo incorporar na força da
Ayahuasca! ”. Essas pessoas, que despertaram suas espiritualidades nos rituais
(muitas vezes não destinados a tais propósitos), foram mal instruídas em relação a
si próprias e sobre a própria função das bebidas de poder. Incorporação, salvo em
raríssimos casos, é desenvolvimento! Se desenvolver através das bebidas de poder é
um erro, pois acomoda, imobiliza e não transforma as pessoas. Além disso, favorece
o afloramento egóico, transformando negativamente aqueles que bebem sumo da Jiboia
Nurã para dar consultas ou chamar atenção durante seus processos. NÃO ESTOU
JULGANDO, mas constatando o que já presenciei em alguns locais, onde tornou-se
comum que algumas pessoas levem consigo aos rituais supostos apetrechos que “seus
guias” lhe solicitaram para trabalhar.
Existem pessoas desenvolvidas, com uma trajetória sólida na espiritualidade, que
dentro dos rituais incorporam em alguns momentos. Mesmo que alguns considerem um
erro, não vejo dessa forma, principalmente se estiverem exercendo seus papeis de
condutores energéticos. As palavras que definem isso são: RESPONSABILIDADE E
DISCERNIMENTO.

Quer incorporar? Procure uma banda com zeladores (as) descentes, cuja formação é
sólida e tenham paciência de ensinar, bem como entender seus processos com a
Ayahuasca. Não sejam irresponsáveis de começar a cultuar algo só porque teve uma
revelação ou visão durante seus trabalhos, busquem confirmações, aprendam
presencialmente, passem por todos os estágios, vivam aquilo que a Medicina lhe
apresentou. Se foi mostrado um caminho, trilhe se desejar, mas não queira encurtar,
sabotando o tempo de aprendizado. Se você nunca passou por iniciações (tão
importantes para a perpetuação dos antigos códigos) viva-as com a mesma intensidade
que se entrega aos rituais de Ayahuasca.

Você não incorpora corretamente se nunca passou pelo desenvolvimento e vivência


dentro das bandas. Você está se enganando e enganando as pessoas. Você não carrega
a ancestralidade da “cabocla X” só porque vivenciou algo com ela nos planos
espirituais, tampouco, o Exu “X” só porque o viu em algum momento durante suas
viagens astrais. Você, que está lendo até aqui, deve ter presenciado gente que
incorpora Jesus, Buda, deuses indianos, santos, arcanjos e até alienígenas em
rituais ayahusqueiros. Isso se chama EGO!

Outro ponto importante: A vulnerabilidade. Quando as pessoas estão vivenciando os


processos físico-espirituais com a Ayahuasca estão mais receptivas às informações.
Se uma despreparada cria uma rede de informações, pode gerar uma série de
transtornos por conta da vulnerabilidade. Agora, imaginem uma pessoa mal
incorporada falando? Duplica esse poder, afinal, soma-se à fé.

Ayahuasca tem como meta o silenciamento interior para que as informações e


revelações sejam capazes de promover as mudanças necessárias. A incorporação pode
ocorrer, é até algo previsto, principalmente nos centros urbanos, onde as pessoas
que procuram os rituais xamânicos vêm de Tradições onde ocorrem incorporações,
porém, esses rituais NÃO SE DESTINAM A ESSA FINALIDADE! Quando um (a) dirigente
deseja fazer um rito espiritual com uso de Ayahuasca como potencializadora dos
processos de incorporação, necessariamente deve explicitar isso e esclarecer os
principiantes sobre as diferenças entre já ser ou não desenvolvido.

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