Ermelindo Manuel Esticane
Trabalho Individual
Introdução ao Seguro
(Licenciatura em Contabilidade com Habilitações em Auditoria)
Universidade Rovuma
Extensão Niassa
2020
Ermelindo Manuel Esticane
Introdução ao Seguro
(Licenciatura em Contabilidade com Habilitações em Auditoria)
Trabalho de pesquisa da Cadeira de
Contabilidade Sectorial, a ser entregue no
Departamento de Ciências Económicas e
Empresas, leccionado pela docente: Leta
Khombe
Universidade Rovuma
Extensão Niassa
2020
Índice Paginas
1. Introdução............................................................................................................................3
2. Objectivos............................................................................................................................3
2.1. Objectivo Geral.................................................................................................................3
2.2. Objectivos Específicos......................................................................................................3
2.3. Metodologias.....................................................................................................................3
3. REVISÃO DE LITERATURA............................................................................................4
3.1 Conceito de Seguro............................................................................................................4
3.2. Elementos Básicos e Essenciais do Seguro.......................................................................4
3.2.1. O Contrato de Seguro.....................................................................................................4
3.3. Resenha histórica do seguro em Moçambique...................................................................5
4. Supervisão da actividade Seguradora...................................................................................7
7. Conclusão.............................................................................................................................9
8. Bibliografia........................................................................................................................10
1. Introdução
O presente trabalho faz parte da Cadeira de Contabilidade Publica, o mesmo aborda
sobre a introdução do seguro, seu conceito, Resenha histórica do seguro em
Moçambique e Supervisão da actividade Seguradora e o objectivo deste trabalho é
demonstrar a amplitude da área de Seguros e Contabilidade, fornecer informações
básicas colectadas sobre seguros e contabilidade, apresentar dados para contribuir para a
clareza da área de seguros e contabilidade ao estudante de ciências contabilísticos e
apresentar as oportunidades que o mercado de seguros tem para ser seguido pelo
profissional de ciências contabilísticos.
As áreas de contabilidade e seguros possuem o papel de criar uma segurança e
minimizar os riscos do Ser Humano e das organizações empresariais, seja para seus
bens patrimoniais, receitas, investimentos ou decisões.
2. Objectivos
2.1. Objectivo Geral
Demonstrar como funciona a are do seguro e fornecer informações básicas
colectadas sobre seguros em Moçambique.
2.2. Objectivos Específicos
Conceptualizar o conceito;
Estudar Resenha histórica do seguro em Moçambique;
Como funciona a Supervisão da actividade Seguradora;
2.3. Metodologias
O estudo consistiu em uma análise qualitativa e quantitativa dos principais conceitos da
área de seguros e de contabilidade, e após o estudo destes conceitos a junção dos dois
com a contabilização de seguros.
A pesquisa bibliográfica é elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de livros, artigos de periódicos e actualmente com material
disponibilizado na Internet.
3. REVISÃO DE LITERATURA
3.1 Conceito de Seguro
Segundo Pinto (2000) define o seguro respalda duas partes, um contrato bilateral,
através do qual alguém (Segurado), mediante o pagamento (Prémio) a outrem
(Seguradora), garante para si ou para terceiros (beneficiários), uma promessa de
reembolso (indemnização), sobre os prejuízos que venha a sofrer, ou seja, na sua
integridade física (seguro de pessoas), ou em bens materiais (seguro de bens) ou em
bens de terceiros (seguro de responsabilidade), consequentes de ocorrência fortuita
(sinistro) de alguns eventos (riscos) previstos no contrato.
3.2. Elementos Básicos e Essenciais do Seguro
3.2.1. O Contrato de Seguro
O contrato é representado por um documento chamado apólice, em que é regulado
expressamente em Lei e definido pelo código civil, envolvendo os seguintes elementos:
Contrato de seguro: é aquele pelo qual uma das partes (segurador) se obriga para
com a outra (segurado), mediante o pagamento de um prêmio, a indenizá-lo de
prejuízo decorrente de riscos futuros, previstos no contrato.
Seguradora: Entidade jurídica legalmente constituída para assumir e gerir riscos
especificados no contrato de seguro;
Apólice: Instrumento do contrato de seguro pelo qual o segurado repassa à
seguradora a responsabilidade do ressarcimento financeiro decorrido de eventos que
possam advir dos riscos estabelecidos na mesma.
Segurado: É a pessoa física ou jurídica em nome de quem faz o seguro, transfere
para a seguradora mediante pagamento do prémio, o risco de um evento aleatório
atingir seu bem de interesse.
Risco: Representa a possibilidade de um evento inesperado ocorrer, gerando
prejuízo ou necessidade económica ou danos materiais e pessoais. O risco deve ser
incerto, aleatório, possível, real e lícito.
Prémio: Elemento essencial do contrato de seguro. Preço ou custo do seguro
especificado no contrato para que a seguradora assuma a responsabilidade por um
determinado risco.
Indemnização: Elemento essencial do contrato de seguro. Montante a ser pago pela
seguradora ao segurado ou beneficiário pelos prejuízos decorrentes de um sinistro,
não podendo ser superior à importância segurada, o que não se aplica aos seguros de
vida, devido irreparabilidade do dano.
Franquia: Valor inicial da importância segurada, pelo qual o segurado fica
responsável como segurador de si mesmo
Apólice: Constitui o contrato propriamente dito, incluindo todas as cláusulas
pactuadas.
3.3. Resenha histórica do seguro em Moçambique
Embora o seguro, na sua forma moderna, tenha iniciado a praticar-se na Europa, mais
concretamente em Génova, na Itália, desde o século XIV, e registado um grande
desenvolvimento a partir do século XVIII, em Moçambique só começou a ser
transaccionado no início do século XX.
Contudo, é sabido que modalidades de interajuda no seio de comunidades e famílias
moçambicanas, perante infortúnios de alguns, que não são mais do que a ideia básica do
seguro e do célebre princípio um por todos e todos por um, constituem práticas
seculares.
Nos primeiros anos, as transacções de seguro estavam entregues a firmas comerciais
que, para além do comércio interno, importação e exportação, se dedicavam, entre
outras actividades subsidiárias, a actividade de seguro, sendo maior parte dessas
instituições constituídas por agências estabelecidas em Moçambique, de capitais
Britanicos e Sul Africanos, numa reflexão clara do fraco poderio económico de
Portugal, então potência colonizadora, sendo maior expressão económica destas
agências observada no período compreendido entre 1933 a 1942.
Em 1943, foi criada a primeira sociedade de seguros colonial, a “NAUTICUS” e nos
tempos que se seguiram até 1948, com a também criação da segunda companhia
colonial, a “LUSITANA”, em 1945, a situação conheceu uma inversão positiva nas
transacções de seguro a favor das companhias de seguro com sede em Moçambique.
Em 1949, foram criados em Moçambique os serviços de Fiscalização Técnica da
Indústria Seguradora, que mais tarde passou a ostentar o nome de Inspecção de Seguros.
Em 1957, nascem mais duas novas sociedades de seguro com sede local,
nomeadamente, a “MUNDIAL E CONFIANÇA DE MOÇAMBIQUE” e a
“TRANQUILIDADE DE MOÇAMBIQUE”, elevando para quatro o número de
companhias seguradoras com sede em Moçambique.
Após a Independência Nacional, a 25 de Junho de 1975, a importância económica deste
sector mereceu, desde logo, a atenção do Estado e Governo de Moçambique, tendo sido
um dos primeiros sectores de actividade económica a ser nacionalizado, acto que se
verificou em Janeiro de 1977, à luz dos seguintes objectivos:
Por tratar-se de dum sector consumidor de divisas que, como tal, importava
controlar;
Por ser um sector que gere, também, seguros sociais, no caso, por exemplo, de
Acidentes de Trabalho e, como tal, de reflexos sociais importantes;
Por ser um sector de serviços complexos e onde não havia quadros nacionais
preparados. Havia, assim, que garantir a sua formação técnica e profissional de
forma acelerada;
Em suma, por servir melhor as necessidades da economia, assegurando o
desenvolvimento dos seguros que sirvam os máximos interesses nacionais.
É, assim, criada em 1 de Janeiro de 1977, a EMOSE – EMPRESA MOÇAMBICANA
DE SEGUROS, E.E., pelo Decreto-Lei nº 3/77, de 13-01-1977, instituição que foi
confiada a exclusividade do exercício da actividade seguradora e resseguradora e que
resultou da fusão das quatro companhias seguradoras com sede em Moçambique,
nomeadamente, as companhias de Seguros NAUTICUS, LUSITANA,
TRAQUILIDADE DE MOÇAMBIQUE e a MUNDIAL E CONFIANÇA DE
MOÇAMBIQUE, esta última com a sede na cidade da Beira foi liquidada, dada à sua
situação prática de falência.
Por outro lado, cessaram as suas actividades na República de Moçambique as agências
gerais e delegações das cerca de trinta companhias de seguros estrangeiras, entre as
quais, portuguesas, inglesas, sul-africanas e italianas.
Esta exclusividade do exercício da actividade seguradora do Estado Moçambicano, por
intermédio da EMOSE, E.E., teve sempre em vista a prossecução dos objectivos do
Governo, considerando que:
O sector segurador apoiava-se “em esquemas e estruturas capitalistas que não
beneficiavam a Nação”;
Os prémios, as poupanças, o investimento e a mutualidade não eram processados em
benefício do Povo, mas sim com vista a multiplicação da riqueza dos detentores do
capital;
Das cerca de três dezenas de seguradoras e agências existentes em Moçambique,
apenas quatro delas possuíam sede no solo pátrio;
“A legislação, as modalidades de seguro, suas bases e reservas técnicas, e seu
caucionamento fora do País”, visavam obter vantagens para a “potência colonial”;
“Os dinheiros das seguradoras eram, fundamentalmente, aplicados nos sectores
especulativos, em especial para a área imobiliária”;
As resseguradoras nem sempre tinham em conta o necessário equilíbrio de
cobertura de risco a nível nacional, “favore
4. Supervisão da actividade Seguradora
A actividade seguradora em Moçambique teve seu início no século XX, tendo sido
inicialmente desenvolvida por firmas comerciais a praticarem paralelamente com as
suas actividades comerciais e de navegação.
Havendo necessidade de fiscalização técnica da indústria seguradora, foi criada em
1949 a Inspecção Geral de Crédito e Seguros.
Em 13 de Janeiro de 1977, ao abrigo do Decreto-Lei n o 03/77 foi criada à Empresa
Moçambicana de Seguros (EMOSE), Empresa Estatal, acto justificado pela necessidade
do Estado gerir seguros sociais tais como os de acidentes de trabalho, com reflexos
sociais, para garantir a formação técnico-profissional acelerada de quadros nacionais
aptos, num sector de serviços complexos que na altura não existiam; e como forma de
melhor servir as necessidades da economia, assegurando-se que sirva a plenitude dos
interesses nacionais.
Volvidos 22 anos após a criação da EMOSE, através do Decreto no 42/99 de 20 de
Julho, foi criada a Inspecção Geral de Seguros (IGS) e aprovado o respectivo Estatuto
Orgânico, com vista a imprimir maior dinâmica como órgão de supervisão e
fiscalização da actividade seguradora e resseguradora, incluindo a respectiva mediação
e dos fundos de pensões, como resultado dos esforços do Estado na promoção de
crescimento e desenvolvimento económico nesta área já aberta à iniciativa privada, com
liberalização da actividade seguradora e resseguradora, emanada pela Lei n o 24/91 de 31
de Dezembro.
Peremptoriamente, o Decreto-Lei no 1/2010 de 31 de Dezembro que Aprova o Regime
Jurídico dos Seguros cria o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM)
e extingue, deste modo, a Inspecção Geral de Seguros (IGS) criada pelo Decreto 42/99
de 20 de Julho.
O Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) sucede à IGS e conserva
a universalidade dos direitos e obrigações por estes titulados. O ISSM, que funciona sob
tutela do Ministro que superintende a área das Finanças, é agora uma pessoa colectiva
de direito público dotada de personalidade jurídica, com autonomia administrativa e
financeira.
7. Conclusão
O resultado esperado é demonstrar a amplitude da área de Seguros e Contabilidade,
fornecendo informações que contribua ao crescimento profissional do estudante de
contabilidade, compreendendo o caminho abrangente e especifico que do mercado de
seguros.
Em 1949, foram criados em Moçambique os serviços de Fiscalização Técnica da
Indústria Seguradora, que mais tarde passou a ostentar o nome de Inspecção de Seguros.
8. Bibliografia
CASTIGLIONE, Luiz Roberto – Seguros, Conceitos e Critérios de Avaliação de
Resultados. Ed. Manuais Técnicos de Seguros, 1997.
PINTO, Maurício Gonçalves Camilo. A importância da contabilidade e da atuaria no
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PUC de São Paulo, São Paulo.
DEL FIORI, Alexandre – Dicionário de Seguros – São Paulo – Ed. Manuais Técnicos
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GIL, António Carlos. Como elaborar projectos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991.
LIEBSCHER, Peter.. Library Quantity with quality? Teaching quantitative and
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NASCIMENTO,Geuma. A importância da Contabilidade. Disponível em:
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VARANDA, Antonio Menezes - Teoria geral do seguro - Funenseg. 11ed. Rio de
Janeiro – 2012.
http://www.issm.gov.mz/index.php/2014-09-23-08-03-41/2014-09-23-08-48-31/historia
http://mucusse.no.comunidades.net/resenha-historica-do-seguro-em-mocambiquecendo
as suas companhias-mãe”.