Frenagem Regenerativa em Trens Elétricos
Frenagem Regenerativa em Trens Elétricos
Salvador
2017
MOACIR MUNIZ DOS SANTOS
Salvador
2017
MOACIR MUNIZ DOS SANTOS
__________________________________________________________________
Hernesto Miyamoto
Mestre em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação – Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Professor Orientador: Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC-Salvador).
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José Marciano Brito Carvalho
Especialista em Gestão de Sistemas e Serviços - Universidade do Estado da Bahia – UNEB.
Professor da Disciplina da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC-Salvador).
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Paschoal Molinari Neto
Mestre em Engenharia Eletrônica e Computação – Instituto Tecnológico de Aeronáutica – (ITA).
Coordenador dos Cursos de Engenharia da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC-Salvador)
Agradecimento
Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado força para continuar esta batalha, aos meus
familiares e amigos, todas as pessoas que diretamente e indiretamente contribuíram com meu
crescimento pessoal e profissional.
Tendo pessoas especiais que marcaram a minha vida positivamente, com conselhos,
paciência, e acima de tudo, acreditaram e acreditam em me tornar um ser cada dia melhor, são
elas, Angela Maria, Celestino Muniz e professores Hernesto Miyamoto e Murilo Anderson.
Resumo
Regenerative braking is used in many types of electric vehicles to reuse the kinetic energy
that would be wasted in decelerating these vehicles, making them more efficient and
sustainable. This study will demonstrate the application of this technology in conjunction
with an efficient CBTC (COMMUNICATION TRAIN CONTROL) signaling system,
optimizing the stopping and starting time of TUE'S (electric traction trains) and providing
reuse of the energy produced at the moment of braking of the trains, thus generating a
significant reduction in the consumption of electric energy in the Brazilian metro system.
1. Considerações gerais............................................................................................................12
1.1. Justificativa...........................................................................................................................12
1.2. Delimitação do tema.............................................................................................................12
1.3. Problema...............................................................................................................................12
1.4. Hipótese.................................................................................................................................12
1.5. Objetivo.................................................................................................................................12
1.5.1. Objetivo geral..............................................................................................................12
1.5.2. Objetivos específicos...................................................................................................12
1.6. Metodologia...........................................................................................................................12
1.7. Estruturação do trabalho.....................................................................................................12
2. Referencial Teórico..............................................................................................................13
2.1. Referência um.......................................................................................................................13
2.1.1. Subtítulo1.....................................................................................................................13
2.1.2. Subtítulo 2....................................................................................................................13
2.2. Título 2...................................................................................................................................14
2.2.1. Subtítulo3.....................................................................................................................14
2.2.2. Subtítulo4.....................................................................................................................14
2.3. Titulo 3...................................................................................................................................14
2.3.1. Subtítulo 5....................................................................................................................14
3. Desenvolvimento...................................................................................................................16
3.1. Especificação.........................................................................................................................16
3.2. Dimensionamento.................................................................................................................16
3.3. Orçamento.............................................................................................................................16
4. Considerações finais.............................................................................................................17
4.1. Análise dos resultados obtidos.............................................................................................17
4.2. Proposta para trabalho futuro............................................................................................17
5. Referências............................................................................................................................18
APÊNDICES................................................................................................................................19
Apêndice A – título do apêndice.................................................................................................20
Apêndice B – Título XXXX.........................................................................................................21
1. Considerações gerais
Com esta integração também é possível a redução do headway (intervalo mínimo entre
trens), e consequentemente o aumento da capacidade de transporte das linhas,
otimizando a operação dos trens, ao mesmo tempo em que mantém os mais altos níveis
de segurança para o transporte.
Com este estudo foi possível observar que o uso da frenagem regenerativa é
economicamente viável, por outro lado é necessário maiores estudos referente a este
assunto para contribuir em melhores meios de informação no campo da energia de
transportes metroviários.
Dois fatores são muito importantes para o futuro energético do mundo, o modo como a
energia é utilizada e as tecnologias empregadas na geração, transporte e consumo.
Atualmente, para favorecer o desenvolvimento dos países, há cada vez mais energia sendo
comercializada e a preços relativamente baixos, o que induz ao desperdício de energia,
sendo por hábitos inadequados ou por baixa eficiência dos aparelhos utilizados. Porém a
tendência é de que o mercado faça prevalecer preços adequados para o comercio de
energia, criando, assim, melhores hábitos no consumo e a utilização de aparelhos mais
eficientes, reduzindo o desperdício e levando a um uso mais eficaz da energia. O outro
fator é o desenvolvimento tecnológico que levará a um melhor aproveitamento dos
recursos naturais para a geração de energia e ao desenvolvimento de formas mais
econômicas de gerar, distribuir e consumir a energia elétrica.
Os dois fatores apresentados justificam a proposta apresentada neste trabalho, que visa
diminuir o desperdício da energia gerada pelos freios regenerativos em trens de tração
através do emprego das tecnologias desenvolvidas pela engenharia.
1.3. Problema
Qual a melhor forma de atender a crescente demada de energia no país, considerando os aspectos
tais como ambiental, social, econômico e tecnológico?
1.4. Hipótese
Com a utilização do mecanismo de recuperação de energia, representada pela frenagem
regenerativa em trens de tração, é possível alcançar uma redução no consumo de energia
pelos trens do setor metroviário. Desta forma, possibilitando, uma melhoria na eficiência
do uso de energia, assim como, no desenvolvimento de energias renováveis, além de
ajudar a sanar alguns dos problemas relacionados ao meio ambiente.
1.5. Objetivo
1.6. Metodologia
Com a crescente demanda de energia elétrica em todo mundo, toda forma de utilização consciente
será sempre benvinda. No setor metroviário esse planejamento pode ser inserido com a utilização da
energia gerada através da utilização da frenagem regenerativa dos trens de tração.
Neste trabalho, primeiramente foram realizadas pesquisas em livros, revistas técnicas e artigos
científicos sobre o mecanismo de reutilização de energia.
Posteriormente, os trens instalados no metrô de Salvador, foram avaliados em relação aos seus
funcionamentos sem sistema de frenagem regenerativa e aos seus funcionamentos após instalação
do sistema de frenagem regenerativa. Desta forma, utilizou-se cálculos para obter a energia média
elétrica consumida pelos trens, através da fórmula: EMC=l∗EEC∗p e cálculos para obter a energia
média elétrica gerada pelos motores elétricos dos trens, através da fórmula: 𝐸𝑀𝐺=𝑙∗EEG∗𝑝.
Também foram levados em consideração o peso do trem, a velocidade comercial (a velocidade que
será assumida é de 40 km/h) e o tempo de ciclo (tempo que o trem percorre a linha durante a ida e
volta). Os trens que estudados são compostos por 4 (quatro) carros nas condições de carregamento
W3=8 pass/m2, resultando em um peso total de 257,6 t/trem. A avaliação do funcionamento das
instalações foi feita em 10h diárias (segunda à sexta) durante 22 (vinte e dois) dias por mês e 5h
(aos sábados) durante 4 (quatro) dias por mês, totalizando 240h/mês. Após, obtenção de todos os
valores e resultados dos cálculos realizou-se uma análise comparativa entre os resultados do
desempenho do trem antes e depois da instalação do sistema de frenagem regenerativa. Sendo
assim, garantindo a redução do consumo de energia pelos trens e demonstrando que a energia que
seria desperdiçada nos bancos de resistores, em forma de calor, caso não houvesse a instalação do
sistema de frenagem regenerativa, é significativa em relação à energia necessária para alimentação
dos veículos.
2. Referencial Teórico
Este tipo de motor é o de construção mais simples, o que o torna mais robusto e consequentemente
confiável, pois este tipo de máquina é desprovido de elementos de contato móvel. Além destas
vantagens, este tipo de máquina possui um rendimento melhor que uma máquina de corrente
contínua equivalente. (SOUTO, 2007). O motor é formado pelo estator, que é a parte fixa da
máquina e que é alimentada pelo controlador de tração, e o rotor, que é a parte girante, onde será
produzida a força mecânica para movimentar o trem. A sua estrutura básica é mostrada na figura
(1).
Os três enrolamentos das fases U, V e W são montados no estator. O rotor estudado é do tipo
gaiola de esquilo, e suas barras são curto-circuitadas nos anéis da extremidade. Quando a tensão
CA trifásica é aplicada nos enrolamentos do estator, um campo magnético rotativo é gerado em
volta do mesmo. Ao inserir um rotor do tipo gaiola de esquilo no estator, uma força eletromotora é
induzida, provocando uma corrente secundária que flui através das barras do rotor quando estas
cruzam o fluxo magnético do campo magnético rotativo produzido pelo estator. Como resultado,
um torque é gerado no rotor (CCR METRÔ, 2011).
Estes motores possuem outra característica importante na sua operação, o escorregamento, que é a
diferença entre a rotação do campo girante produzido pelas correntes do estator e a rotação
mecânica do rotor (SOUTO, 2007). Esta diferença determina o conjugado para a operação do
motor. O escorregamento também é determinante na forma de operação do motor, ou seja, se o
funcionamento é motor ou gerador. A operação será como motor quando a velocidade do rotor for
menor que a velocidade do campo magnético girante, fazendo com que o escorregamento seja
positivo. Já para a operação como gerador, a velocidade do campo magnético girante passa a ser
menor que a velocidade do rotor, tornando o escorregamento negativo. Este comportamento é
demonstrado pelas expressões :
𝑓𝑚=𝑓𝑒−𝑓𝑟
Atualmente o sistemas de frenagem dos TUE’s estão divididos em duas partes, a frenagem
dinâmica que é a responsável por grande parte da desaceleração da composição e a frenagem
mecânica, que atua para finalizar e manter a parada do trem ou ainda nas paradas de emergência,
como no momento das paradas os rotores das maquinas estão em movimento, eles passam a gerar
uma tensão continua, pois o enrolamento de campo continua com alimentados.
Em função deste comportamento, que depende das características da carga e do tipo de frenagem
escolhido, é necessário um dispositivo ou técnica que seja capaz, para quando necessário, desviar a
energia excedente e impedir uma sobretensão no barramento CC (Corrente Contínua) do inversor.
Sobre o ato de frenar, duas considerações importantes precisam ser feitas: como remover esta
energia, e o que fazer com ela. É possível desviá-la de maneira mecânica ou elétrica, podendo ser
diretamente convertida em calor, ou reaproveitada em equipamentos específicos para regeneração
de energia. (BELTRAME, 2006). Através de um dispositivo mecânico, composto por um atuador
e pastilhas de freio, sempre que for necessário parar o eixo do motor, as pastilhas são acionadas, e
toda a energia mecânica do eixo se converte em calor nas pastilhas. Neste caso, a energia
mecânica contida no motor é convertida em energia elétrica, e nesta condição, ou é dissipada em
forma de calor sobre resistores especiais e também no próprio motor, ou é regenerada e devolvida
para a rede de alimentação.
Desta forma se diz que quando o resultado da frenagem é convertido em calor, o método
empregado é do tipo dissipativo, e quando o seu resultado é a geração de energia elétrica, o
método é do tipo regenerativo.
FRENAGEM POR FLUXO: Nesta técnica a corrente de fluxo é elevada quase ao valor da
corrente nominal, aumentando assim as perdas no motor. Da mesma maneira que na injeção de
CC, a energia do eixo é convertida em calor e dissipada pelo próprio motor. De mesmo modo,
requer cautela e uso intermitente para não danificar o motor (BELTRAME, 2006).
MC’s - Carros motores, cada um com quatro motores de tração, cabine de condução, e dois
pantógrafos.
M’s - Carros reboque, cada um com quatro motores de tração.
FRENAGEM DINÂMICA: Também chamado frenagem reostática ou frenagem resistiva, este
subsistema de frenagem atua diretamente na redução de velocidade carros motores dos TUE’s. Os
motores de tração de corrente continua são de excitação independente, com os enrolamentos de
armadura sendo alimentados diretamente pela tensão da rede aérea de energia de 3000 ±20% (V)
através do contato do pantógrafo com a rede área de energia.
Este subsistema trabalha com a prerrogativa da “falha segura” (fail safe) em que em uma condição
de defeito, o sistema comuta automaticamente para uma condição que trará maior segurança para
os passageiros. Para atingir essa prerrogativa, o sistema pneumático, quando funcionando
normalmente em regime de tração na manutenção da velocidade do TUE. É responsável por
manter a sapatas do freio desconectadas dos rodeiro, permitindo seu movimento livremente. Em
regime de frenagem, uma eletroválvula realiza o alivio da pressão
do sistema pneumático, retirando parte do ar comprimido da tubulação do circuito e permitindo
então o contato das sapatas de freio com os rodeiros do TUE, reduzindo assim sua velocidade
(BRANCO; FERREIRA, 2000).
Imediatamente utilizada, por outro TUE que esteja, naquele mesmo momento, em
aceleração e que se alimenta da mesma fonte do TUE que está freando, ou;
Armazenada até ser necessária a sua utilização, gerando um elevado custo para seu
armazenamento.
Com a crescente demanda energética das cidades, faz-se necessário a implementação de novos
métodos, tais como a frenagem regenerativa, uma tecnologia que faz uso da energia que seria
dissipada para o ambiente em forma de calor, devolvendo-a a rede de forma a ser reaproveitada.
Ainda para este autor, praticamente todos os novos trens adquiridos pelas companhias operadoras
de trens urbanos já possuem o sistema de regeneração de energia, devido ao padrão tecnológico
das empresas estrangeiras construtoras do material rodante. Porém como as vias brasileiras não
possuem a infra-estrutura adequada para reaproveitamento da energia (não possuem rede aérea /
rede elétrica compatível para receber a energia produzida pelos trens, subestações elétricas
adaptadas e sistema de sinalização), a tecnologia não é utilizada.
Para a operação como motor de tração, a característica natural do motor de indução não é
apropriada para a carga de tração ferroviária. Devido a isto, o motor de corrente contínua foi
largamente usado até que a possibilidade de utilização do motor de indução fosse possível
(SOUTO, 2007). As características dos motores de corrente contínua atendem quase que
perfeitamente a carga de tração ferroviária, que é o elevado torque a baixas velocidades e
mudanças constantes de velocidade do motor com métodos relativamente simples. A utilização de
motores de indução só foi possível com o controle de tensão e frequência separados, o que implica
num controlador complexo denominado inversor VVVF (Variador voltagem variador de
frequencia) Este tipo de controlador é necessário, devido à característica “Conjugado x
Velocidade” do motor de indução ser limitada, pois o conjugado de partida é pequeno e as
correntes de partida são elevadas quando se opera com frequência fixa conforme é mostrado na
Figura 4.
Para se obter a característica Força x Velocidade necessária para a tração, o esforço máximo deve
ser mantido constante durante a partida e para que esta operação se concretize, o fluxo magnético
(Φm) deve ser mantido constante. Este fluxo é mantido constante até a frequência nominal da
máquina, e a partir deste ponto aumenta-se a velocidade do motor mantendo a potência constante
com o enfraquecimento do fluxo magnético como mostrado na figura 6.
A relação que determina a velocidade do motor pode ser demonstrada pela expressão a seguir:
(1-s)
Onde:
n: rotação mecânica do motor em rpm;
fe: frequência de alimentação do estator;
P: nº de pólos do motor;
s: escorregamento do motor.
Segundo (SOUTO, 2007) o torque disponível na ponta do eixo do motor pode ser
demonstrado pela expressão:
Onde:
T: torque;
A variação da relação V1/f1 é feita linearmente até a frequência base (nominal) do motor. Acima
dessa, a tensão é máxima (igual a nominal) e permanece constante, havendo então apenas a
variação da frequência aplicada ao enrolamento estatórico do motor, conforme representado na
figura 5.
Nota-se, portanto, que o torque permanece constante até a frequência base, e decresce
gradativamente acima desta. Como Potência = Torque x Rotação, a potência útil do motor cresce
linearmente até a frequência base e permanece constante acima desta, conforme pode ser
observado na figura 7.
O acionamento dos motores de tração é executado pelo inversor VVVF, que é responsável pela
conversão da forma de energia contínua para alternada. O inversor converte a corrente contínua
proveniente da eletrificação da via em corrente alternada através de uma técnica denominada
“modulação por largura de pulso” (PWM). Esta Técnica consiste no controle do tempo de
acionamento e desligamento de semicondutores controlados. O controle adequado deste tempo
sintetiza uma forma de onda alternada na frequência desejada para operação do motor. Quando a
frequência de escorregamento é negativa, o torque também se torna negativo, exercendo uma força
de frenagem. Entretanto, para um TUE equipado com inversor VVVF (tensão variável, frequência
variável), controlando V / fi, ou a frequência de escorregamento, pode-se controlar o esforço de
tração e o esforço da frenagem regenerativa. Desta forma, as mesmas características podem ser
obtidas da mesma forma que aquelas de um motor CC para os TUE’s (SOUTO, 2007).
DIREÇÃO DE ROTAÇÃO DO MOTOR: O motor de indução gira na mesma direção que gira o
campo magnético rotativo do estator. Entretanto, quando mudamos a sequência das fases, trocando
duas das três fases (por exemplo U-V-W para U-W-V), a direção da rotação do campo magnético
rotativo é revertida. Isto reverte a direção de rotação do motor.
A sequência de fases pode ser trocada, alterando o tempo dos componentes de chaveamento para as
diferentes fases no Inversor VVVF (CCR METRÔ, 2011).
Os TUE’s com motores elétricos de indução não possuem necessariamente a mesma curva
característica (velocidade x esforço de tração) como os TUE’s com motores CC. Com o motor CC,
a velocidade é controlada, basicamente, pelo controle de tensão e pelo controle do campo
magnético, enquanto que no motor de indução, muitos aspectos devem ser controlados, como por
exemplo, a tensão de entrada do motor, corrente, frequência de alimentação e a frequência de
escorregamento (CCR Metrô, 2011).
Para chegar a isto, um inversor VVVF foi desenvolvido de modo a poder alterar a tensão e a
frequência de saída e, desta forma, controlar a velocidade de rotação do motor de indução (CCR
METRÔ, 2011).
Na figura 8 (a), as chaves A e D são ligadas, enquanto na figura 8 (b), as chaves B e C são ligadas.
Controle de Modulação por Largura de Pulso: Para aumentar ou diminuir a tensão de saída do
inversor, é utilizado um método para controlar a tensão média. Este método liga e desliga os
dispositivos de chaveamento cortando a tensão constante em pedaços e, assim, modifica a tensão
média. Este método é conhecido como “Controle PWM”. Como apresentado na figura (9), a
tensão de uma onda de altura constante é partida em pedaços e, alterando a largura desses pedaços,
a tensão média pode ser controlada (CCR METRÔ, 2011).
Figura 10 - Estrutura Básica (corte e circuito equivalente) do IGBT. (a) Vista em corte. (b)
Circuito 1. (c) Circuito 2.
Operação do IGBT: Para ligar o IGBT, um sinal positivo é aplicado no GATE do MOSFET. Desta
forma, um canal n é formado na camada p+ exatamente acima do terminal do GATE, além da
camada de isolação. São injetados elétrons da camada n+ do emissor através do canal n, que leva
ao acionamento do MOSFET, conforme figura 11. Além disso, tendo em vista que o MOSFET é
ligado quando a junção das camadas p+ e n- do coletor é polarizada como emissora, a base do
transistor pnp é comandada e lacunas são injetadas da camada p+ para a camada n-, que ligam o
transistor pnp. Como resultado o coletor e emissor do IGBT se tornam contínuos - turned on (CCR
METRÔ, 2011).
Para desligar o IGBT, um sinal negativo é aplicado no GATE do MOSFET. Desta forma, o canal n
formado exatamente acima do terminal de GATE desaparece. Então, a injeção de elétrons da
camada n+ para a camada n- do emissor é interrompida, o que desliga o MOSFET. Quando o
MOSFET desliga, o suprimento de lacunas de camada p+ para a camada n- do coletor é
interrompida e a corrente que estava fluindo através do transistor pnp é desligada.
Como resultado, o coletor e o emissor do IGBT se tornam descontínuos - turned off (Manual CCR
METRÔ, 2011).Diferentemente do MOSFET, os buracos no IGBT, como portadores minoritários,
são injetados da camada p+ do coletor para a camada n-. Isto resulta em uma resistência
inadequada (Rn-) na camada n- causada por modulação da condutividade. Por esta razão, o IGBT
é um dispositivo caracterizado por alta densidade de corrente e baixa tensão, que é equivalente
àquela do transistor bi-polar (CCR METRÔ, 2011).
O módulo do tipo IGBT apresenta alta confiabilidade e longa vida útil em sistemas de tração de
material rodante sob condições severas de cíclicas cargas térmicas. Além disso, uma resposta de
alta velocidade é possível uma vez que a frequência de chaveamento é alta (CCR METRÔ, 2011).
O TUE estudado utiliza um Controle Vetorial como sistema de controle para os motores de
indução. Comparado com o controle da frequência de escorregamento, que tem sido
convencionalmente utilizado para sistema de controle da tração para o material rodante, o Controle
Vetorial pode rapidamente controlar o torque de saída dos motores de indução no valor desejado.
Como resultado, a resposta aos fenômenos transitórios, como por exemplo, deslizamento e
patinação, é otimizada (CCR METRÔ, 2011).
Entretanto, O TUE estudado utiliza o Controle Vetorial para controlar a regeneração rapidamente,
ou o torque de frenagem dos motores. Desta forma, o controle pode ser realizado sem a ativação de
OVD, reduzindo bastante a frequência de perdas do freio regenerativo (CCR METRÔ, 2011).
O TUE pode continuamente operar o freio dinâmico para alterar a potência regenerativa
consumida da catenária para os resistores de frenagem utilizando o Chopper de Frenagem
mesmo se a tensão de catenária for alterada rapidamente.
A Alimentação dos trens é realizada por um sistema de rede aérea de energia elétrica.
E essa alimentação é proveniente das subestações retificadoras.
A Rede Aérea de energia elétrica do sistema estudado é composta, basicamente, por um cabo de
cobre nu denominado Cabo Mensageiro, responsável pela sustentação da catenária e pela
transmissão elétrica proveniente das subestações retificadoras, que fornecem corrente contínua sob
tensão nominal de 3kVcc, e por dois Fios de Contato, responsáveis pelo contato elétrico (fios de
contato x canoas dos pantógrafos). Possui também Cabo Guarda, constituído por cabo de cobre nu,
lançado acima da catenária, que funciona como captor de descargas atmosféricas e fio terra das
estruturas metálicas.
A estrutura da rede aérea em formato de catenária é demonstrada pela figura 13, e possui as
seguintes características:
O término da passagem de um trem por determinado ponto é importante para definir que um
veículo chegou a esse ponto e sua parte final também passou por esse ponto. Segundo (NUNES,
2012), exemplos de utilização dessa informação são:
Por fim a detecção de via livre é utilizada para duas funções: a via deve estar livre para se permitir
o licenciamento de um trem para ela; e, aparelhos de mudança de via necessitam estar livres, ou
seja, sem veículos passando sobre eles, para serem operados.
O Circuito de Via é utilizado para a detecção de trens dentro de uma seção de bloqueio. Esta
seção se resume num trecho de via férrea, de limites definidos, cuja utilização para movimento de
trens é controlada por sinais de bloqueio. A mesma só pode ser ocupada apenas por um trem de
cada vez, assim seus sinais de bloqueio devem permanecer fechados para qualquer outro trem que
tente o adentrar. (NUNES, 2012 apud CAZELLI, 2012).
Para delimitar um circuito de via e, também, evitar a interferência de um circuito no adjacente, são
instaladas juntas isolantes entre os trilhos. Essas juntas, como o nome sugere, isolam eletricamente
um circuito do outro. Os circuitos de via funcionam no princípio de falha segura, ou seja, quando há
alguma falha no circuito de via, ele indica uma situação mais restritiva. Nesse caso, a situação mais
restritiva é a indicação de ocupação. (NUNES, 2012).
Normalmente, utilizam-se circuitos de via onde se deseja obter informações de trilhos partidos ou
para a transmissão de informação via trilhos.
SISTEMA DE SINALIZAÇÃO: O sistema de sinalização atual instalado baseia-se em circuitos de
via (CDV), onde os trens são detectados em circuitos de +/- 300m. A ocupação destes circuitos de
via instalados nos trilhos pelos eixos dos trens não oferece oportunidade pontual de localização dos
trens dentro deste CDV, para uma localização pontual dos trens ao logo da via.
Cada trem recebe informação via rádio do sistema de sinalização CBTC, que autoriza sua
movimentação até uma posição segura do próximo trem, o sistema sabe a cada instante onde os
trens estão na via, portanto sabe a necessidade de aceleração e frenagem de cada trem. O trem em
vias de aceleração será informado via rádio que deverá aguardar segundos para que outro trem em
processo de frenagem consiga transferir a energia elétrica dos motores de tração para o trem que
necessita de energia elétrica para aceleração. Este processo de controle de aceleração e frenagem
de trens influenciará o headway (intervalo mínimo entre trens).
A tabela 2 demonstra a massa das composições sem passageiros (AW0) e com passageiros, cuja
referência é a de AW3, contabilizando 8 passageiros / m².
Tempo de Ciclo:
O tempo de ciclo (tp) é o tempo que o trem percorre a linha durante a ida e volta.
Com base na velocidade comercial adotada (40 km/h) e na extensão da linha ida e volta, 18
km, é possível avaliar o tempo médio de ciclo através da expressão:
𝑣= =40𝑘𝑚/ℎ
𝑣= =0,011𝑘𝑚/𝑠
𝑡𝑝= /s=1636,36𝑠
Número de
Define-se headway por intervalo entre trens, o tempo medido entre a passagem de dois trens
consecutivos por um mesmo ponto. Pode ser medido também com referência a um mesmo
evento (por exemplo, abertura de portas em uma plataforma).
Onde:
Portanto,
Consumo de energia:
Sendo:
CME= (259,66∗240)0,4545=137.114,22
CTE= T∗CME=
Análise da frenagem no trecho entre as estações Campo da Pólvora e Lapa, demonstrada na Figura
15.
Figura 15 - Velocidade em função do espaço percorrido.
Geração de Energia
𝐸𝑀𝐺=18∗12,5∗257,6=57,96, 𝑘𝑊ℎ/𝑡𝑟𝑒𝑚
GME =30.606
A geração total de energia (GTE) para tração de 7 trens é calculada pela expressão:
Relação entre a energia elétrica consumida e a energia elétrica gerada pelos motores elétricos
dos trens
Portanto, para o referido sistema, a energia passível de regeneração representa uma parcela de
22,32% da energia consumida pelos trens em uma malha ferroviária.
3. Desenvolvimento
3.1. Especificação
3.2. Dimensionamento
3.3. Orçamento
.
43
4. Considerações finais
Com a cresente demanada de energia elétrica em todo mundo, toda forma de utilização
consciente será sempre bem vinda, No setror metroviário essa planejamento pode ser
inserido com a utilização da energia gerada pelo utilização da frenagem regenerativas dos
trens de tração, para comprovar a que esse método é benéfico e eficiente para esse sistema
Foram utilizados modelos matemáticos para os cálculos da energia elétrica consumida e
energia elétrica gerada pelos motores elétricos dos trens. Os resultados foram obtidos pela
análise dos parâmetros do trem, e a partir do modelo de análise desenvolvida. As análises
demonstram que a energia que seria desperdiçada nos bancos de resistores, em forma de
calor, caso não houvesse um sistema de frenagem regenerativa instalado, é significativa em
relação à energia necessária para alimentação dos veículos, e que se esta tecnologia for
aliada ao sistema de sinalização e controle CBTC, permitirá uma maior eficiência do uso da
energia elétrica gerada pelo processo de frenagem.
5. Referências
CAMARGO, Ana Paula; SALES, Luís Henrique; Controle da demanda de energia para
melhor aproveitamento da frenagem regenerativa dos trens. 2013.
APÊNDICES
48