Aula 13
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração)
- Pós-Edital
Rodrigo Rennó
Rodrigo Rennó
Aula 13
Aula 13: Trabalho em equipe.
Olá pessoal, tudo bem?
Nessa aula, iremos cobrir o seguinte tópico:
➢ Habilidades e comportamentos necessários para o bom desempenho no trabalho:
equipes e grupos de trabalho; atitudes necessárias ao bom relacionamento
interpessoal; empatia; proatividade; compreensão e receptividade nas relações de
trabalho. relações interpessoais.
Espero que gostem da aula!
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Aula 13
Sumário
Trabalho em equipe ........................................................................................................... 3
Formação dos Grupos ....................................................................................................................... 3
Grupos versus Indivíduos ................................................................................................................... 6
Estrutura dos Grupos ......................................................................................................................... 8
Liderança formal ............................................................................................................................................................... 9
Papéis................................................................................................................................................................................ 9
Desempenho de papel ...................................................................................................................................................... 9
Normas ........................................................................................................................................................................... 10
Status do Grupo .............................................................................................................................................................. 10
Tamanho do grupo ......................................................................................................................................................... 10
Composição do grupo ..................................................................................................................................................... 11
Grau de coesão ............................................................................................................................................................... 11
Equipes ............................................................................................................................................ 13
Tipos de Equipe .............................................................................................................................................................. 15
Criando Equipes Eficazes ................................................................................................................. 18
Fatores de contexto ........................................................................................................................................................ 19
Fatores de composição ................................................................................................................................................... 19
Fatores de processo........................................................................................................................................................ 20
Fatores do Projeto de Trabalho ...................................................................................................................................... 21
Competência Interpessoal ............................................................................................................... 23
Comportamentos Receptivo e Defensivo ......................................................................... 28
Comportamento Receptivo ............................................................................................................. 29
Comportamento Defensivo ............................................................................................................. 30
Empatia e Compreensão Mútua....................................................................................... 31
Resumo ........................................................................................................................... 34
Questões Comentadas ..................................................................................................... 42
Lista de Questões Trabalhadas na Aula ............................................................................ 69
Gabarito .......................................................................................................................... 82
Bibliografia ...................................................................................................................... 83
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TRABALHO EM EQUIPE
Uma organização é formada por diversas pessoas. Isto acontece porque suas atividades e processos
demandam mais esforço e conhecimento do que uma pessoa só poderia fornecer.
Desta forma, todas as organizações são compostas por grupos de pessoas, reunidas para alcançar
um objetivo. Um grupo de pessoas poderia ser definido como1:
“Um conjunto de dois ou mais indivíduos que estabelecem contatos pessoais, significativos e propositais, uns com os outros,
em base de continuidade, para alcançar um ou mais objetivos comuns”.
Os grupos em uma organização podem ser formais e informais 2. Os grupos formais podem ser
visualizados pela estrutura organizacional, ou seja, pelos componentes de cada setor ou
departamento.
As pessoas que compõem uma área da organização fazem parte de um grupo, as que fazem parte
de outro departamento são integrantes de outro grupo etc.
Já um grupo informal não é facilmente identificado. Estes grupos são formados por pessoas que têm
interesses comuns, relacionamentos de amizade etc. Estes grupos se formam pela necessidade que
temos de interagir com outras pessoas no ambiente de trabalho.
FORMAÇÃO DOS GRUPOS
Os grupos são formados em um processo de quatro a cinco fases: formação, erupção, normalização,
realização e encerramento (nos casos em que isto acontece)3.
1
(Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010)
2
(Rennó, 2013)
3
(Robbins, 2004)
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Formação
• Pessoas se conhecem e as regras de
funcionamento e comportamento dentro
do grupo são estabelecidas
Erupção ou Tormenta
• Formação dos primeiros conflitos, geralmente
relacionados com a disputa pelo controle do
poder e restrições ao individualismo
Normalização
• Já existe uma coesão dentro do grupo e o
relacionamento já está mais firme. Está claro
para seus membros quais são os
comportamentos aceitáveis dentro do grupo.
Realização ou Desempenho
• Estrutura do grupo já está plenamente
funcional e as energias já são gastas na
realização das atividades.
Encerramento ou Desintegração
• Aqui o grupo já se prepara para terminar seu
trabalho e entregar seu resultado final
Figura 1 - Fases da formação de um grupo
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(STJ - ANALISTA) O ciclo de desenvolvimento das equipes de trabalho é definido pelas etapas
de formação, conflito, normatização, desempenho e desintegração. Na etapa de normatização,
tem-se o início de um processo de ajuste ou de negociação, com a finalidade de estabelecer o
que será realizado, por quem e de qual maneira.
Comentários:
A questão está incorreta, pois o estabelecimento do que deve ser feito e quem deve
desempenhar cada papel já ocorre na fase da formação. Já os ajustes e negociações ocorrem
na fase da erupção ou tormenta.
Gabarito: errada
(TRF – ANALISTA) São grupos nas organizações que tendem a ter padrões mais rígidos de
status, autoridade, papeis e comunicação. O grupo que não corresponde a esta descrição é:
(A) o informal.
(B) a equipe de projeto.
(C) a equipe de trabalho.
(D) a estrutura matricial.
(E) o grupo de trabalho.
Comentários
Os grupos em uma organização podem ser formais e informais4. Os grupos formais podem ser
visualizados pela estrutura organizacional, ou seja, pelos componentes de cada setor ou
departamento.
As pessoas que compõem uma área da organização fazem parte de um grupo, as que fazem
parte de outro departamento são integrantes de outro grupo etc.
Já um grupo informal não é facilmente identificado. Estes grupos são formados por pessoas
que têm interesses comuns, relacionamentos de amizade etc. Estes grupos se formam pela
necessidade que temos de interagir com outras pessoas no ambiente de trabalho.
Deste modo, o gabarito é a letra A, pois os grupos informais não têm regras e padrões rígidos
de papeis e comunicação.
Gabarito: Letra A
4
(Rennó, 2013)
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(ANEEL – ANALISTA) No estágio de desenvolvimento do grupo classificado como normação, o
gerente do grupo começará a ter os componentes reunidos como uma unidade coordenada.
Comentários
Beleza. Nesta fase de normação (ou normalização) os conflitos já estão resolvidos e a equipe
começa a ter uma maior harmonia e coesão. Os membros da equipe começam a trabalhar em
conjunto e com uma maior coordenação dos esforços.
Gabarito: certa
GRUPOS VERSUS INDIVÍDUOS
A noção de que a decisão em grupo é melhor do que a decisão “solitária” de apenas uma pessoa é
bastante disseminada em nossa cultura. No ambiente corporativo, é comum a construção de grupos
de trabalho, comissões, comitês, dentre diversos exemplos de outros grupos e equipes.
Entretanto, nem sempre a decisão em grupo funciona melhor do que a decisão individual. Antes
de decidirmos isso, precisamos entender como funciona a decisão em grupo.
De acordo com Robbins, temos as seguintes vantagens das decisões em grupo 5:
Vantagens da Decisão
Descrição
em Grupo
Grupos geram Como agregam os recursos de várias pessoas, grupos
informações mais trazem mais dados e informações para o processo
completas e mais decisório.
conhecimento
Os grupos trazem mais diversidade de experiências e
Oferecem maior
pontos de vista, abrindo a possibilidade que novas
diversidade de pontos
maneiras de encarar o problema e novos métodos sejam
de vista
levados em consideração na solução.
Geram decisões de alta Evidências apontam que os grupos quase sempre
qualidade superarão mesmo os melhores indivíduos.
Levam a uma maior Muitas decisões geram problemas porque os membros
aceitação das decisões não aceitam a solução encontrada. Pessoas do grupo que
5
(Robbins, 2004)
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participaram da escolha da decisão tenderão a aceitar a
mesma e encorajar seus colegas a aceitar a decisão.
Só que existem também desvantagens da decisão grupal. Abaixo podemos ver as principais6:
Desvantagens da
Descrição
Decisão em Grupo
Grupos consumam tomar mais tempo para decidir do
Consomem mais tempo que as pessoas, naturalmente. Reuniões, debates e a
busca de uma decisão de consenso levam tempo.
Pressão da O desejo que as pessoas têm de serem aceitas no grupo
conformidade em pode levar a uma busca por evitar qualquer discussão
grupos mais aberta e reduzir possibilidade de novas ideias.
Grupos podem ser Se um grupo é dominado por pessoas com baixa
dominados por poucos habilidade e/ou capacidade, a efetividade do grupo irá
membros cair.
Diluição da Nas decisões individuais, fica claro quem é o responsável
responsabilidade pelos pela decisão. Já nas decisões em grupo a
resultados responsabilidade de cada membro é diluída.
(ANATEL – TÉCNICO) O trabalho em equipe, a despeito de demandar mais tempo e consumir
mais recursos dos trabalhadores, comparado ao o trabalho individual, é o modelo de trabalho
mais eficiente para o desenvolvimento de quaisquer atividades nas organizações.
Comentários:
Como vimos, nem sempre a decisão em grupo é superior. Em alguns casos, a decisão individual
pode ser a mais adequado.
6
(Robbins, 2004)
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Além disso, a questão erra na generalização. Fiquem sempre atentos quando a banca fala algo
como “sempre”, “nunca”, ”jamais”, pois normalmente existem exceções.
Gabarito: errada
(IBGE – AGENTE) Uma gerente de recursos humanos costuma envolver todos os membros de
sua equipe na tomada de decisões que afetam o grupo. Ela acredita que vários pontos de vista
ajudam a construir uma decisão melhor do que uma decisão tomada individualmente.
No entanto, a tomada de decisão em grupo apresenta algumas desvantagens quando
comparada com a tomada de decisão individual, tais como:
(A) resistência à implantação da decisão;
(B) baixa partilha de informações;
(C) baixa aceitação da decisão pelos envolvidos;
(D) diminuição da motivação dos envolvidos na decisão;
(E) diluição da responsabilidade pelos resultados.
Comentários:
A letra A está errada, pois são as decisões individuais que enfrentam maiores resistências. A
letra B está errada também, pois nos grupos existe uma maior partilha de informações entre
seus membros.
A letra C está errada pelo mesmo motivo da letra A, são as decisões individuais que são menos
aceitas pelos membros do grupo. A letra D está equivocada. A participação na tomada de
decisão costuma gerar maior motivação, e não o contrário.
Finalmente, a letra E está certa e é o gabarito. Decisões em grupo acabam diluindo a
responsabilidade de cada pessoa no resultado.
Gabarito: letra E
ESTRUTURA DOS GRUPOS
Os grupos de trabalho contam com uma estrutura que modela o comportamento das pessoas e que
explica como as pessoas interagem dentro deles.
De acordo com Chiavenato, as principais variáveis estruturais de um grupo são: liderança formal,
papéis, desempenho de papel, normas, status do grupo, tamanho, composição e seu grau de
coesão7.
7
(Chiavenato, Comportamento Organizacional: a dinâmica do sucesso das organizações, 2014)
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Variáveis Estruturais de um Grupo
Liderança formal
Papéis
Desempenho de papel
Normas
Status do grupo
Tamanho
Composição
Grau de coesão
Liderança formal
Cada grupo tem um líder formalmente indicado pela organização, que pode ser o gerente, o chefe,
o supervisor, etc. Esse líder desempenha um papel importante no funcionamento do grupo,
podendo ter uma influência positiva e guiar seus subordinados para os objetivos desejados, ou ter
um impacto negativo no funcionamento do grupo.
Papéis
Um papel é um conjunto de atividades e comportamentos solicitados de um membro da organização
que ocupa um determinado posto ou posição.
Uma instituição seria, assim, um conjunto de papéis, com diversas pessoas desempenhando papéis
e com expectativas sobre os papéis desempenhados pelos seus colegas e subordinados.
Desempenho de papel
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 9
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Cada membro de um grupo desempenha um papel, como vimos acima. O desempenho de cada
papel sofre diversas influências8:
✓ Identidade de papel – relacionada com as atitudes e os comportamentos da pessoa e que
são consistentes com o papel assumido;
✓ Percepção de papel – Refere-se à visão pessoal sobre como a pessoa deve agir em
determinada situação com base na interpretação de como ela acredita que deve se
comportar;
✓ Expectativa de papel – é a maneira como os outros acreditam que a pessoa deve reagir em
determinada situação;
✓ Conflito de papéis – quando uma pessoa se confronta com diferentes expectativas associadas
aos papéis que ela desempenha, o resultado é o conflito de papéis. De certa forma, todos nós
enfrentamos o conflito de papéis.
Normas
As normas são os padrões aceitáveis de comportamento que são compartilhados pelos membros de
uma organização. Estipulam regras que devem ser seguidas e dizem o que cada pessoa pode ou não
pode fazer em cada situação.
As normas aumentam a previsibilidade do comportamento do grupo, aumentam as chances de
sucesso dele, buscam reduzir problemas interpessoais, dentre outras vantagens.
Status do Grupo
O status significa a importância que seus membros dão ao grupo e aos seus participantes. Quanto
mais valor percebido, maior será o desejo de participar do mesmo.
Tamanho do grupo
O tamanho do grupo influencia o seu comportamento. As evidências apontam que grupos menores
são melhores na realização de tarefas. Já para resolver problemas, grupos maiores atingem
melhores resultados.
8
(Chiavenato, Comportamento Organizacional: a dinâmica do sucesso das organizações, 2014)
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Grupos de grande porte costumam ser mais diversificados, agregando pessoas com diferentes
perspectivas. Se precisamos descobrir dados e fatos, quanto maior o grupo melhor será.
Outro fator importante é a “folga social”, que se refere à tendência dos indivíduos se esforçarem
menos quando o grupo é grande. Ou seja, trabalharia com menos empenho do que o faria de modo
individual.
Isso pode acontecer pela percepção de que existem pessoas que não colaboram, por entender que
seu desempenho não fará muita diferença no resultado final ou mesmo por tentar jogar a “carga”
do trabalho nos demais colegas.
Composição do grupo
Grupos podem ser homogêneos ou heterogêneos. Os grupos heterogêneos contam com pessoas
diferentes, com históricos, formações, gêneros diferentes. Com isso, contam com uma diversidade
de conhecimentos e habilidades que os habilitam a lidar melhor com os diversos problemas que o
grupo pode enfrentar.
Já os grupos homogêneos contariam com pessoas mais assemelhadas, com menor diversidade.
Estudos comprovam que os grupos heterogêneos costumam ser superiores e atingir melhores
resultados.
Grau de coesão
O grau de coesão se refere ao grau em que as pessoas são atraídas entre si e motivadas a permanecer
no grupo. Quanto mais coeso o grupo é, maior a sua produtividade tende a ser.
A coesão pode ser fortalecida quando o grupo é reduzido, quando os membros passam bastante
tempo juntos ou quando existe uma ameaça externa que une seus membros.
Os principais fatores que aumentam ou diminuem a coesão do grupo são as seguintes 9:
Fatores importantes na coesão grupal
Aumentam a coesão Diminuem a coesão
Acordo sobre os objetivos grupais Desacordo quanto aos objetivos
Frequência das interações Tamanho grande do grupo
9
(Chiavenato, Comportamento Organizacional: a dinâmica do sucesso das organizações, 2014)
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Atratividade pessoal Experiências desagradáveis
Competição intergrupal Competição intragrupal
Avaliação favorável Dominação por um ou mais membros
(ANATEL - TECNICO) Em uma equipe de trabalho, a folga social caracteriza-se pelo esforço
igualitário das pessoas para obter os melhores desempenhos por estarem trabalhando
coletivamente, o que cria um clima de cooperação social e de maior flexibilidade nas relações
interpessoais.
Comentários:
A “folga social” é um conceito que se refere à tendência dos indivíduos se esforçarem menos
quando o grupo é grande. Ou seja, os indivíduos trabalhariam com menos empenho no grupo
do que o fariam de modo individual.
Como a questão fala de “esforço igualitário das pessoas” e de “melhores desempenhos por
estarem trabalhando coletivamente”, vemos logo que está errada.
Gabarito: errada
(ANCINE – TÉCNICO) Pessoas motivadas e convencidas a permanecer em uma equipe
constituem exemplo de coesão das equipes de trabalho.
Comentários
A coesão de uma equipe ocorre quando as pessoas envolvidas pensam nos objetivos do grupo,
quando trabalham de modo conjunto, sem ficarem excessivamente preocupadas cada uma
com seus problemas e objetivos pessoais.
Para que esta coesão exista, as pessoas têm de manter um clima de confiança e um
relacionamento positivo, harmônico, com vista a obter os resultados desejados pela equipe.
Gabarito: correta
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EQUIPES
Existe outro tipo de agrupamento de pessoas que consegue obter melhores resultados para suas
organizações: as equipes.
Os estudos já realizados indicam que as equipes superam os grupos normais quando uma atividade
demanda múltiplas habilidades, maior capacidade de análise e de experiência10.
Outro aspecto importante é que as equipes se demonstram mais flexíveis e adaptam-se melhor aos
desafios das organizações que estão em ambientes dinâmicos. Uma equipe, de acordo com
Chiavenato11,
“É um grupo de pessoas com habilidades complementares e que trabalham em conjunto para
alcançar um propósito comum pelo qual são coletivamente responsáveis”
Assim, as equipes de trabalho geram sinergia positiva através de uma coordenação de seu trabalho,
ou seja, o somatório de seu resultado é maior do que seria o somatório dos resultados isolados de
seus membros12.
Trabalho
Grupos Equipes
Individual
Figura 2 - Evolução do trabalho coletivo. Adaptado de: (Rennó, 2013)
Uma equipe seria, portanto, uma evolução dos grupos de trabalho. De acordo com Moscovici13,
“um grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção à sua própria forma de operar
e procura resolver os problemas que afetam o seu funcionamento”.
Assim sendo, muitas empresas incentivam a criação de equipes de trabalho, pois sabem que estas
equipes favorecem o alcance dos objetivos.
Para trabalhar em equipe, as pessoas precisam saber dialogar, devem buscar a inovação, devem
saber confiar nos seus colegas e devem ter uma visão sistêmica da organização. Não há espaço para
o individualismo nas equipes.
10
(Robbins, 2004)
11
(Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010)
12
(Rennó, 2013)
13
(Moscovici, 1994) apud (Macêdo, Rodrigues, Johann, & Cunha, 2007)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 13
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Aula 13
(PETROBRÁS - ADMINISTRADOR) O trabalho em equipe, geralmente, proporciona modelos
mais flexíveis em relação às estruturas organizacionais tradicionais.
Comentários:
Perfeito. O trabalho em equipe busca destruir as barreiras departamentais e aumentar a
coordenação entre as áreas da empresa. O trabalho em equipe permite às organizações se
adaptar mais rapidamente às mudanças no ambiente externo e seus novos desafios.
Gabarito: certa
De acordo com Chiavenato, as principais diferenças entre um grupo e uma equipe de trabalho são 14:
Grupos Equipes
Objetivo é trocar informações Objetivo é o desempenho coletivo
Não tem sinergia Sinergia positiva
Responsabilidade é individual Responsabilidade coletiva
Habilidades randômicas e variadas Habilidades complementares
Relacionamento é informal e solto Relacionamento é coeso e firme
Figura 3 - Diferença entre grupos e equipes - Fonte: (Chiavenato, Administração nos novos tempos 2010)
Atenção!
Toda equipe é um grupo, mas nem todo grupo é uma equipe.
Muitas as vezes, as bancas tratam de grupos e equipes como sinônimos!
Se a questão não pedir a diferença entre grupos e equipes, trate os termos
como semelhantes.
14
(Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 14
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Aula 13
(STJ - ANALISTA) Os grupos de trabalho têm como características o esforço individual, a
responsabilidade por resultados individuais e o objetivo de trabalho individual; já as equipes
de trabalho são caracterizadas por esforço coletivo, objetivos de trabalho compartilhados e
responsabilidade compartilhada pelos resultados.
Comentários:
A questão trata corretamente das diferenças entre os grupos e as equipes. Nas primeiras,
temos uma maior preocupação de cada membro com seu próprio desempenho.
Já nas equipes a preocupação está no resultado coletivo e na sinergia entre seus membros.
Gabarito: certa
Tipos de Equipe
De acordo com Robbins, existem quatro tipos principais de equipes15:
✓ Equipes de soluções de problemas – são formadas geralmente por pessoas do mesmo
departamento, que se reúnem para analisar melhorias de qualidade, no ambiente de trabalho
ou de eficiência. Os membros trocam informação e sugerem alternativas aos problemas
encontrados. Normalmente, estas equipes não contam com a autonomia para implementar
as sugestões por si só.
✓ Equipes Multifuncionais (cross-functional) – equipes formadas por membros de vários
departamentos, normalmente do mesmo nível hierárquico, que se juntam para realizar uma
atividade. Um exemplo deste tipo de equipe são as forças-tarefa.
✓ Equipes autogerenciadas – são formadas por funcionários que executam atividades
relacionadas ou interdependentes. Estes membros da equipe tomam muitas das
responsabilidades de um supervisor, pois planejam e distribuem as tarefas envolvidas no
trabalho, controlam os resultados e chegam até a escolher os membros da equipe.
✓ Equipes virtuais – os membros deste tipo de equipe utilizam as tecnologias de informação
para trabalhar juntos e atingir seus objetivos. Através de instrumentos como e-mails,
videoconferências e a internet conseguem trocar informações e interagir. Esta forma
15
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 15
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possibilita que pessoas possam trabalhar de qualquer lugar do mundo. Pode conter apenas
pessoas de dentro da mesma organização ou integrar pessoas de organizações diferentes.
Outra classificação menciona os seguintes tipos de equipes16:
Tipo de Equipe Descrição
Equipes funcionais Compõem-se de pessoas que executam tarefas similares,
numa mesma unidade organizacional; se, por um lado, a
troca de informações sobre procedimentos possibilita a
cooperação, por outro, o domínio de uma estreita gama de
tarefas pode limitar os ganhos de produtividade.
Equipes por fluxo de trabalho Ao integrar todas as atividades necessárias à fabricação de
ou células um produto ou à prestação de um serviço, esse modelo
favorece os processos de melhoria da qualidade e de
==12cf25==
aumento da produtividade, permitindo estabelecer sua
efetiva contribuição para os resultados.
Equipes multifuncionais Contam com a participação de especialistas de várias áreas
com o objetivo de desenvolver atividade específica, motivo
pelo qual são também conhecidas como equipes de projetos.
Equipes temporárias São forças-tarefas criadas para levar a cabo uma atribuição,
sem características de continuidade, podendo envolver
pessoas de diferentes áreas que dedicam parte de seu tempo
produtivo a esse fim.
Equipes autogerenciadas Têm ampla autonomia para tomar decisões visando à
melhoria dos resultados, bem como para contratar pessoas e
utilizar recursos; vêm-se tornando indispensáveis devido à
crescente complexidade das operações, o que exige decisões
rápidas.
Equipes em rede ou virtuais São comuns em organizações com sede em diferentes
lugares e que utilizam os recursos da tecnologia da
informação para que seus membros mantenham contato
entre si; aqui é importante promover encontros frequentes,
de modo a facilitar os relacionamentos interpessoais.
Equipes de riscos Criadas como estratégia para promover o espírito
empreendedor, reúnem talentos especiais, que podem até
vir a fazer parte da estrutura organizacional; têm ampla
autonomia para administrar seu próprio orçamento e atingir
os objetivos; uma variação desse modelo são as equipes
incumbidas de apresentar inovações e que dispõem de
tempo e recursos para desenvolver um projeto; caso este
seja aprovado, a unidade encarregada de sua implementação
incorpora os integrantes da equipe, seja com participação
16
(Macêdo, Rodrigues, Johann, & Cunha, 2007)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 16
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nos resultados de risco, seja como negócios-satélite
independentes.
Equipes verdadeiras Segundo Katzenbach (2000), quando a importância relativa
dos produtos do trabalho coletivo aumentar, uma equipe
verdadeira demandará que a liderança passe as mãos do
integrante ou integrantes mais adequados, de acordo com a
tarefa em questão.
Para que uma equipe tenha sucesso, são necessárias algumas habilidades 17:
Habilidades de Comunicação – sem uma comunicação eficaz entre os membros da equipe, será
muito difícil atingir os resultados desejados. Os canais de comunicação devem estar sempre abertos;
Habilidade de Autogerenciamento – A equipe deve, em conjunto, ultrapassar obstáculos por meio
da construção de um senso de propriedade, responsabilidade, compromisso e eficiência de cada
membro, encorajando a total participação e autocrítica para melhorar incessantemente as
condições de trabalho;
Habilidades de Liderança – Devem existir oportunidades para que todos exerçam a liderança. Cada
membro deve aprender a organizar, colaborar, planejar, facilitar, relacionar e servir como coach e
mentor;
Habilidades de Responsabilidade – Cada membro da equipe é responsável não só pelo seu trabalho,
mas também pelo trabalho dos seus colegas. A responsabilidade do trabalho é compartilhada por
todos;
Habilidade de Apoio à Diversidade – Quanto mais diversificada a equipe tanto maior sua habilidade
de responder a novos problemas e apresentar novas soluções. Os preconceitos devem ser evitados.
Pessoas com “perfis” diferentes trazem novas ideias e pontos de vista que podem acrescentar e
enriquecer o trabalho da equipe;
Habilidade de Retroação e Avaliação – Sem aprender com os erros passados, nenhuma equipe
cresce. Devemos incentivar a autocrítica e a busca pelo auto aprendizado constante;
Habilidade de Planejamento Estratégico – Em vez de responder a problemas com respostas
isoladas, a equipe deve utilizar o planejamento estratégico para mapear os desafios e oportunidades
de modo participativo;
Habilidade de Conduzir Reuniões Bem-sucedidas – Não deve existir perda de tempo com reuniões
longas e pouco produtivas. A equipe deve aprender a utilizar técnicas de modo que as reuniões
sejam curtas e produtivas;
Habilidade de Resolver Conflitos – A equipe deve aprender a resolver problemas, negociar
colaborativamente, responder a situações difíceis e resolver conflitos internos;
17
(Clock e Goldsmith) apud (Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008)
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Habilidades de Desfrutar – O trabalho não deve ser encarado como uma “pena” para os membros
da equipe. Aprender a gostar do trabalho que é feito e desfrutar dos momentos juntos é importante
para que a equipe tenha sucesso.
(DPU - AGENTE) Julgue o item seguinte, relativo ao trabalho em equipe.
Para um novo projeto nas organizações, os profissionais são escolhidos com base nas
habilidades que possuem de contribuir para o sucesso da atividade planejada e passam a
compor uma equipe de projeto, que se dissolverá após o término da tarefa para a qual tenha
sido criada.
Comentários:
Quando existe um projeto, a instituição deve escolher os profissionais mais adequados para
desempenhar cada papel necessário para o sucesso da equipe, no caso uma equipe do tipo
“força-tarefa”.
Naturalmente, o projeto é um esforço temporário e quando ele terminar a equipe será
dissolvida.
Gabarito: certa
(PETROBRÁS - ADMINISTRADOR) As equipes virtuais são aquelas criadas em caráter
permanente, para lidar com tarefas rotineiras ou cíclicas.
Comentários
Os principais objetivos ao montar uma equipe virtual são: montar rapidamente uma equipe
que tenha a habilidade de lidar com um projeto complexo, resolver um problema específico ou
aproveitar uma oportunidade estratégica importante.
Gabarito: errada
CRIANDO EQUIPES EFICAZES
Existem diversos fatores que seriam importantes para que tenhamos uma equipe de sucesso. De
acordo com Robbins18, são quatro os principais fatores para se ter uma equipe eficaz: o contexto, a
composição, o processo e o projeto de trabalho.
18
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 18
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Fatores de contexto
Os fatores de contexto englobam os recursos adequados para que a equipe alcance seus resultados,
como materiais, informações, equipamentos e ferramentas, pessoal capacitado, suporte
administrativo, dentre outros.
Outro fator seria a liderança e a estrutura. Os membros de uma equipe têm de concordar em quem
fará que tipo de tarefa, assegurando que todos dividirão o trabalho de maneira semelhante.
Este fator inclui as regras para o processo decisório, como serão definidos os cronogramas, as regras
de resolução de conflitos, a definição de quais são os conhecimentos que devem ser desenvolvidos,
dentre outros.
Um clima de confiança também é um aspecto que pode impulsionar o desempenho de uma equipe.
Membros de uma equipe eficaz confiam uns nos outros.
Esse clima de confiança facilita a cooperação entre os membros, reduz a necessidade de supervisão
do trabalho e agrega a noção nos seus membros de que os demais colegas não irão se aproveitar de
seu trabalho.
Com isso, as pessoas podem tomar decisões mais arriscadas e expor suas fraquezas quando sabem
que contam com a confiança dos demais membros.
Finalmente, os sistemas de avaliação de desempenho e as recompensas devem estar bem
desenhadas. Avaliações de desempenho individuais, remuneração fixa e incentivos individuais,
dentre outros instrumentos, não são adequados para equipes de alto desempenho.
As instituições devem construir avaliações de desempenho grupais, remuneração variável,
incentivos grupais, dentre outras ferramentas que possam adequadamente refletir o desempenho
da equipe.
Fatores de composição
Esses fatores são relativos aos membros da equipe, como devem ser selecionados. Os elementos
principais seriam: a qualidade dos participantes, sua personalidade, a distribuição de papeis, a sua
diversidade, o tamanho das equipes, a flexibilidade de seus membros e as preferências.
A qualidade dos membros é um ponto vital: o desempenho da equipe depende de pessoas com
conhecimentos, habilidades e atitudes dos seus membros.
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 19
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Rodrigo Rennó
Aula 13
A personalidade é outro fator importante. Estudos apontam que membros extrovertidos,
simpáticos, organizados e equilibrados emocionalmente tendem a receber melhores avaliações de
seus superiores19.
Outro ponto citado pela literatura trata-se do conceito que conhecemos como a “maçã podre”, que
estragaria os demais frutos da cesta. Deste modo, uma pessoa muito diferente em alguns dos
quesitos de personalidade citados acima (antipático, por exemplo), pode influenciar negativamente
toda a equipe, reduzindo seu desempenho.
A distribuição de papeis é também importante, pois as equipes têm diferentes necessidades e
tarefas que devem ser desenvolvidas e precisam das pessoas corretas para cada uma delas.
Os líderes precisam conhecer os membros da equipe para poder alocar cada pessoa no papel mais
adequado para cada uma e condizente com as necessidades da equipe.
Outro aspecto importante seria a diversidade. Como vimos, as equipes precisam de diversos
conhecimentos, habilidades e atitudes diferentes.
Com isso, é possível afirmar que equipes heterogêneas (com membros com históricos, formação,
gêneros, idades, especializações e conhecimentos diferentes) tendem a ser mais eficazes do que
equipes homogêneas.
O tamanho das equipes também influencia. Equipes menores costumam funcionar melhor do que
equipes grandes. Falando genericamente, equipes com menos de 10 pessoas costumam ser mais
eficazes.
A flexibilidade dos membros é outro fator que pode aumentar a eficácia da equipe. Quando uma
equipe conta com pessoas que podem fazer vários tipos de papeis e atividades, com a capacidade
de atuar em várias áreas, ela fica mais apta a lidar com seus desafios e depende pouco do
desempenho de um ou outro profissional.
Finalmente, temos as preferências dos membros. Nem todas as pessoas gostam de trabalhar em
equipe. Se desconsiderarmos isso e selecionarmos para a equipe um profissional que prefere
trabalhar sozinho, isso pode causar problemas. O ideal é a instituição ficar atenta às preferências
dos profissionais e somente selecionar pessoas que gostam de trabalhar em equipe.
Fatores de processo
Os fatores de processo envolvem os objetivos comuns, o estabelecimento de metas específicas, a
confiança, os níveis de conflito e a folga social.
19
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 20
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Aula 13
As equipes eficazes precisam ter uma visão conjunta, um destino desejado a ser alcançado. Quando
existem esses objetivos comuns, existe um direcionamento dos esforços, as pessoas sabem o que
devem fazer para que a equipe alcance o sucesso.
Ao mesmo tempo, existe a necessidade de definirmos metas específicas, que apontem resultados
específicos e datas alvo. Quando esses “alvos” existem e ficam claros para todos, as equipes tendem
a ficar mais energizadas.
A confiança é também importante. Quando temos confiança de que atingiremos um resultado, isso
nos dá mais tranquilidade e uma energia positiva que nos ajuda a desempenhar bem nossas tarefas.
Os níveis de conflito devem estar na medida certa. O conflito não é necessariamente ruim. Equipes
com um nível de conflito muito baixo podem ficar acomodadas.
Só que conflito demais pode também reduzir o desempenho da equipe e direcionar muitos esforços
e energia somente para a gestão desses conflitos. O ideal é que o conflito seja direcionado ao debate
de ideias, às críticas construtivas sobre o que deve ser feito na equipe.
Já a folga social significa a sinergia negativa e equipes com uma folga social grande não
desempenham bem. Seria o caso em que a soma dos esforços individuais seria maior do que o
esforço grupal.
Desta forma, as equipes eficazes buscam chamar à responsabilidade seus membros e cobrar que
cada um faça o seu melhor em prol da equipe.
Fatores do Projeto de Trabalho
As variáveis do projeto de trabalho envolvem a autonomia, a variedade de habilidades, a identidade
de tarefa e o significado da tarefa.
Todos nós precisamos de algum nível de autonomia para que possamos desempenhar bem nossas
atividades.
Além disso, devemos ter a liberdade de usar diversas habilidades ao nosso dispor para executar bem
as nossas tarefas (variedade de habilidades), pois muitas vezes existem vários caminhos possíveis
para alcançar um resultado.
Outro aspecto importante é a habilidade de poder executar por inteiro uma atividade ou tarefa
(identidade de tarefa), tendo consciência de como nosso trabalho é importante e do valor que
agregamos aos demais membros da equipe.
Essa noção de que o nosso trabalho e a atividade/tarefa que desempenhamos é importante para a
organização ou para outros membros também é significativa e é chamada de significado da tarefa.
Abaixo, temos um quadro com todos os fatores:
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 21
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Aula 13
Fatores Elementos
Recursos adequados
Liderança e estrutura
Contexto
Clima de confiança
Sistema de avaliação de desempenho e as recompensas
Qualidade dos participantes
Personalidade
Distribuição dos papeis
Composição Diversidade
Tamanho das equipes
Flexibilidade dos seus membros
Preferências dos membros
Objetivos comuns
Metas específicas
Processo Confiança
Níveis de conflito
Folga social
Autonomia
Projeto de Variedade de habilidades
trabalho Identidade de tarefa
Significado da tarefa
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 22
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Aula 13
(ANATEL - TECNICO) Equipes formadas por pessoas medianamente e altamente extrovertidas,
amáveis, conscientes e emocionalmente estáveis tendem a receber avaliações mais altas pelo
seu desempenho.
Comentários:
A questão trata dos fatores de composição, necessários para criarmos equipes eficazes,
especificamente a personalidade. Estudos apontam que membros extrovertidos, simpáticos,
organizados e equilibrados emocionalmente tendem a receber melhores avaliações de seus
superiores20.
Gabarito: certa
(TRT-SC – ANALISTA) Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem variáveis
de contexto, de composição e de processos da equipe.
É uma variável de processos da equipe, fortemente relacionada ao seu desempenho:
(A) nível de conflito;
(B) liderança;
(C) tamanho da equipe;
(D) alocação adequada de papéis;
(E) sistemas de avaliação de desempenho.
Comentários:
A questão cobra as variáveis para formarmos equipes eficazes: contexto da equipe,
composição da equipe, desenho do trabalho e processo da equipe.
Os fatores de processo envolvem os objetivos comuns, o estabelecimento de metas
específicas, a confiança, os níveis de conflito e a folga social.
Gabarito: letra A
COMPETÊNCIA INTERPESSOAL
20
(Robbins, 2004)
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Aula 13
Como vimos, não estamos sozinhos em nosso dia-a-dia nas empresas e órgãos públicos. Precisamos
lidar com diversos tipos de pessoas, desde chefes a subordinados.
Não nos basta termos conhecimento técnico ou acesso às novas tecnologias para podermos ser
bons gestores. Estudos voltados para o funcionamento das organizações mostram que diversos
aspectos interpessoais dificultam o seu desempenho, como dificuldades na comunicação, conflitos
desnecessários, dificuldade no relacionamento entre colegas, dentre outros.
As pessoas não trabalham isoladas umas das outras, mas sim em diversas relações complexas de
interdependência. Não podemos negligenciar essa parte essencial do trabalho de qualquer gestor.
Para que essa relação seja produtiva, nós precisamos ter o que é chamado de competência
interpessoal. Para Moscovici21,
“Competência interpessoal é a habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais, de lidar
com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada um e às exigências da situação”.
Assim, quando trabalhamos com outras pessoas temos de saber como lidar bem com cada um destes
indivíduos. Claro que para isso possa ocorrer, temos de conhecer suas necessidades e as
características e exigências do contexto envolvido.
Para o autor22, existem dois componentes da competência interpessoal que são fundamentais: a
percepção e a habilidade propriamente dita.
A percepção envolve a capacidade de entender qual é a realidade das situações interpessoais. Uma
pessoa com alta percepção consegue compreender não só a si mesma (e suas qualidades e
limitações), bem como entender e conhecer aos outros.
Isso não é adquirido facilmente, abrangendo um treinamento específico e uma pré-disposição para
receber um feedback ou retorno de outras pessoas.
Já a habilidade propriamente dita citada por Moscovici envolve uma capacidade de se comportar
sempre de maneira adequada frente aos outros, de modo que o relacionamento entre as pessoas
seja duradouro e satisfatório.
Para isso, a pessoa precisa ter a capacidade de ver um problema por vários ângulos ou pontos de
vista diferentes, bem como propor soluções criativas para os problemas e conseguir elaborar
propostas de ação que gerem resultados positivos para todos os envolvidos.
Outro autor que trabalha este tema é Chris Argyris23. De acordo com ele, competência interpessoal
é a habilidade de lidar eficazmente com relações de acordo com três critérios:
a) Percepção acurada da situação interpessoal, de suas variáveis relevantes e respectiva inter-
relação.
b) Habilidade de resolver realmente os problemas, de tal modo que não haja regressões.
21
(Moscovici, 1981)
22
(Moscovici, 1981)
23
(Argyris, 1968)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 24
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Aula 13
c) Soluções alcançadas de tal forma que as pessoas envolvidas continuem trabalhando juntas tão
eficientemente, pelo menos, como quando começaram a resolver seus problemas.
(MCT – TÉCNICO) A eficácia no comportamento interpessoal relaciona-se à habilidade para
resolver os problemas sem retrocessos.
Comentários:
Como vimos acima, não adiantaria um gestor “resolver” um problema apenas
superficialmente, “empurrando” a disputa para um outro embate futuro.
Gabarito: correta
(TRT 3º REGIÃO – ANALISTA) Competência interpessoal é a habilidade de
a) utilizar o poder do conhecimento para fazer as pessoas se comportarem de acordo com os
seus objetivos.
b) separar claramente os aspectos emocionais dos aspectos técnicos nos conflitos
interpessoais, procurando neutralizar os primeiros e ressaltar os segundos.
c) resolver os conflitos de percepção interpessoais utilizando técnicas de brainstorming.
d) envolver todos no processo de decisão por meio de processos de gestão participativa.
e) desenvolver acurada percepção da situação, de suas variáveis relevantes e suas respectivas
inter-relações.
Comentários
A banca nesta questão trabalhou a definição de competência interpessoal de Argyris 24. Para o
autor, a competência interpessoal é a habilidade de lidar eficazmente com relações de acordo
com três critérios:
“a) Percepção acurada da situação interpessoal, de suas variáveis relevantes e respectiva
inter-relação.
b) Habilidade de resolver realmente os problemas, de tal modo que não haja regressões.
c) Soluções alcançadas de tal forma que as pessoas envolvidas continuem trabalhando juntas
tão eficientemente, pelo menos, como quando começaram a resolver seus problemas.”
Vejam que a banca fez um “ctrl-c e ctrl-v” da definição do autor.
24
(Argyris, 1968)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 25
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Aula 13
Gabarito: letra E
O desenvolvimento interpessoal pode ser orientado para três níveis de consequências25: o
individual, o grupal e o organizacional.
A nível individual, o foco está voltado para as relações intrapessoais e interpessoais. Assim,
trabalhamos as motivações, os objetivos pessoais, a problemática de inter-relação, de afetividade e
intimidade.
O objetivo é ter mais autoconhecimento e conscientização, habilidades de percepção, diagnose e
comunicação para que possamos nos expressar melhor tanto verbal quanto emocionalmente e para
dar e receber feedback.
Já no nível grupal o foco é interpessoal, intragrupal e grupal. Trabalham-se as motivações e objetivos
comuns ao conjunto e a vários subconjuntos, bem como a problemática do poder, da autoridade,
controle e influência social.
Neste nível, temos de melhorar as nossas habilidades de comunicação efetiva, de dar e receber
feedback, de gerenciar os conflitos, de liderança e participação em grupo, para que possamos
trabalhar em equipe.
Finalmente, no nível organizacional, o foco predominante é o sistema (a organização toda).
Trabalham-se as motivações e objetivos individuais, grupais e organizacionais, e a problemática de
diferenciação e integração de subsistemas26.
Procura-se ampliar e aperfeiçoar a capacidade de trabalho em equipe, de diagnóstico e
administração de conflitos intergrupais, a competência interpessoal de comunicação,
interdependência e integração.
Desta forma, a competência interpessoal neste nível está voltada para a integração entre as diversas
equipes e o desempenho da organização como um todo.
Níveis Descrição
Voltado para as relações intrapessoais e interpessoais.
Trabalha as motivações, os objetivos pessoais, a
problemática de inter-relação, de afetividade e intimidade.
Individual Objetivo é ter mais autoconhecimento e conscientização,
habilidades de percepção, diagnose e comunicação para que
possamos nos expressar melhor tanto verbal quanto
emocionalmente e para dar e receber feedback.
25
(Moscovici, 1981)
26
(Moscovici, 1981)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 26
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Aula 13
Foco é interpessoal, intragrupal e grupal.
Trabalham-se as motivações e objetivos comuns ao grupo,
bem como a problemática do poder, da autoridade, controle
e influência social.
Grupal
Neste nível, temos de melhorar as nossas habilidades de
comunicação efetiva, de dar e receber feedback, de gerenciar
os conflitos, de liderança e participação em grupo, para que
possamos trabalhar em equipe.
Foco é a organização como um todo.
Trabalham-se as motivações e objetivos individuais, grupais
e organizacionais, e a problemática de diferenciação e
Organizacional integração de subsistemas.
Desta forma, a competência interpessoal neste nível está
voltada para a integração entre as diversas equipes e o
desempenho da organização como um todo.
(TRT 24º REGIÃO – ANALISTA) Na competência interpessoal grupal, são fatores trabalhados:
a) a busca do autoconhecimento e conscientização, as habilidades de percepção, diagnose e
comunicação para expressão verbal e emocional, para dar e receber feedback.
b) as motivações, os objetivos pessoais, a problemática de interrelação, de afetividade e
intimidade.
c) as motivações e objetivos individuais, grupais e organizacionais, e a problemática de
diferenciação e integração de subsistemas.
d) as motivações e objetivos comuns ao conjunto e a vários subconjuntos, bem como questões
sobre poder, autoridade, controle e influência social.
e) a interdependência de subsistemas e o trabalho em equipe, para o desempenho
organizacional como um todo.
Comentários:
A competência interpessoal pode ocorrer em três níveis27: o individual, o grupal e o
organizacional. No nível grupal, que foi citado pela banca, trabalhamos as motivações e
27
(Moscovici, 1981)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 27
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Aula 13
objetivos comuns ao conjunto e a vários subconjuntos, bem como a problemática do poder, da
autoridade, controle e influência social.
De acordo com Moscovici, no nível grupal temos de melhorar as nossas habilidades de
comunicação efetiva, de dar e receber feedback, de gerenciar os conflitos, de liderança e
participação em grupo, para que possamos trabalhar em equipe.
Gabarito: letra D
(CRM-ES – AGENTE) O relacionamento interpessoal é o relacionamento entre as pessoas
considerando a forma de como se comunicar e como se tratar. Analise a afirmativa a seguir.
“Se me conheço, consigo estabelecer relacionamentos saudáveis e reconhecer o outro”.
No contexto apresentado, é verdadeiro afirmar que para que haja um bom relacionamento
interpessoal é preciso possuir:
A) habilidades de gestão organizacional.
B) noções específicas de gestão de pessoas.
C) conhecimento intrapessoal.
D) Inteligência espacial.
E) normas de recursos humanos.
Comentários:
A questão já menciona a importância de “se conhecer”, de saber quais são seus pontos fortes
e duas fraquezas. Seria o conhecimento intrapessoal.
Para o Moscovici28, existem dois componentes da competência interpessoal que são
fundamentais: a percepção e a habilidade propriamente dita.
A percepção envolve a capacidade de entender qual é a realidade das situações interpessoais.
Uma pessoa com alta percepção consegue compreender não só a si mesma (e suas qualidades
e limitações), bem como entender e conhecer aos outros.
Gabarito: letra C
COMPORTAMENTOS RECEPTIVO E DEFENSIVO
28
(Moscovici, 1981)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 28
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Aula 13
Um dos fatores que dificultam o bom relacionamento interpessoal ocorre quando estamos com um
comportamento defensivo perante os outros. O comportamento defensivo existe por uma
necessidade natural do ser humano de se defender dos “perigos” reais ou imaginários.
Quando nos vemos em perigo, temos uma tendência de desconfiar dos outros, de buscarmos nos
outros as atitudes que possam nos prejudicar. Com isso, temos uma dificuldade de “ler” a mensagem
que nos está sendo transmitida, perdendo o sentido real da mensagem.
Este comportamento defensivo é uma das principais causas de distorções da mensagem e pode
causar conflitos e desentendimentos entre as pessoas.
Quanto mais defensiva for a pessoa, mais difícil será para ela a percepção dos objetivos e valores
que o outro está tentando passar. O contrário ocorre quando a pessoa é receptiva.
O comportamento receptivo acontece quando a pessoa tem uma mente aberta e não sem
preconceitos quanto ao usuário, tendo uma maior percepção do que o “outro” está buscando
transmitir.
Quando nos mostramos abertos para ouvir atentamente, com uma postura simpática, gera um
comportamento receptiva por parte do usuário e facilita a comunicação.
Para isso, devemos gerar uma empatia com o outro. Não podemos aparentar impaciência com as
dúvidas dos usuários, faltar com o respeito com ele, perguntar de modo a intimidar a pessoa, nem
fazer comentários ofensivos. Vamos ver esses conceitos com maior profundidade?
COMPORTAMENTO RECEPTIVO
Uma pessoa com a mente aberta, isto é, apta a ouvir ideias novas, buscando tirar uma lição para
poder crescer pessoalmente e/ou profissionalmente, possui o que chamamos de comportamento
receptivo.
No comportamento receptivo, a pessoa aceita fatos que naturalmente seriam rejeitados por outras
de forma precoce. Normalmente, o ser humano, diante de um fato novo, busca compreender tudo
que estiver relacionado a esse fato para só depois de conhecê-lo bem, aceitá-lo ou não. Para alguém
com comportamento receptivo, isso não acontece.
No comportamento receptivo, a pessoa fica atenta a tudo a sua volta para extrair o máximo de
possibilidades dos fatos que ocorrem e fica mais relaxada, aceitando as novas ideias sem fazer um
prejulgamento.
Resumindo, um comportamento receptivo no trabalho é aquele no qual a pessoa apresenta-se
aberta a novas possibilidades, demonstrando presteza, objetividade, clareza e foco no
atendimento ao cidadão.
Se a expressão, modo de falar, tom de voz ou conteúdo verbal do emissor parece estar avaliando ou
julgando o ouvinte, ele se coloca em guarda. Quando tentamos mudar a atitude de uma pessoa ou
influenciar o seu comportamento isso pode ser sentido como uma desaprovação a sua conduta.
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 29
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Rodrigo Rennó
Aula 13
Por fim, em um comportamento receptivo, observa-se a pessoa prestativa, aberta, solícita, objetiva,
sem impor obstáculos desnecessários e sem haver distorções na comunicação.
COMPORTAMENTO DEFENSIVO
Contrariamente ao comportamento receptivo, tem-se o comportamento defensivo em que a
pessoa consegue distorcer os fatos, gerando problemas onde não existem ou barreiras a
determinados acontecimentos com o intuito de dificultar o atendimento.
Normalmente, as atitudes geradas por aqueles com comportamentos defensivos acarretam em
problemas de relacionamentos, uma vez que eles se caracterizam por: agirem com desconfiança,
apontando prováveis falhas comportamentais alheias para reafirmar sua defesa.
Dessa maneira, o agente com comportamento defensivo distorce as situações vividas, buscando
proteger suas fraquezas, sem a necessidade de se justificar, e sem ser passível de contestação.
Por fim, o agente com comportamento defensivo caracteriza-se por dificultar as relações pessoais e
profissionais, acarretando, por exemplo, queda na qualidade do atendimento ao cidadão.
Logo, quanto mais a pessoa for defensiva, maior dificuldade haverá em entender o que o emissor
busca transmitir, pois haverá distorção do conteúdo da mensagem.
Dessa forma, conclui-se que o comportamento defensivo reflete um mecanismo de defesa do
agente, pois distorcendo os fatos reais consegue se proteger e preservar sua imagem.
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 30
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Aula 13
• Base na desconfiança;
Comportamento • Aponta falhas dos outros para proteger suas
fraquezas;
Defensivo • Dificuldade de entender o outro; distorcendo
sentido das mensagens
• Pessoa com a mente aberta;
Comportamento • Sem prejulgamento ao encontrar novos fatos
• Está aberta a novas possibilidades,
Receptivo demonstrando presteza, objetividade, clareza e
foco
EMPATIA E COMPREENSÃO MÚTUA
Vamos estudar agora duas características essenciais para que um atendimento seja prestado com
qualidade. A primeira é a empatia; a segunda, que decorre da primeira, é a compreensão mútua.
Quando somos capazes de entender o que o outro deseja, identificando suas emoções, estamos
externalizando o que chamamos de empatia. Essa externalização pode se dar de diversas formas:
verbal, ou não, por meios de sinais, posturas, comportamento, condutas e ações.
Portanto, empatia conceitua-se como a capacidade de compreender os sentimentos de outra
pessoa. A partir dessa compreensão, deve-se conseguir reagir prontamente aos anseios daquela
pessoa, reconhecendo e afirmando o seu estado emocional. Entretanto, empatia não significa que
haverá envolvimento emocional entre eles, ok?
A empatia deve se dar de modo natural e para isso é necessário saber fazer com que a outra pessoa
fale aquilo que realmente esteja precisando naquele momento sem ser “forçado” e, a partir daí,
compreendê-lo. Muitos autores afirmam que ter empatia é saber se colocar no lugar do outro para,
então, compreendê-lo melhor e, assim, buscar a melhor alternativa para solucionar os seus anseios.
Atenção, pessoal, para um detalhe: empatia não é a mesma coisa que simpatia. Ser simpático com
o cidadão que busca um atendimento não quer dizer que o servidor está tendo empatia. Ser
simpático nada mais é do que ser agradável com o outro.
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 31
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Aula 13
Já a empatia requer algo mais: deve haver reconhecimento do que o outro sente, assim como de
suas emoções, para poder ajudá-lo da melhor forma possível, sem se envolver emocionalmente
com o atendido.
Dessa forma, pode-se entender que a entonação de voz daquele que atende ao cidadão deve ser
normal, isto é, sem exagero, sem pressa (e sem lentidão), sem desmenti-lo ou rejeitá-lo e, muito
menos, sem interrompê-lo no momento em que estiver falando.
Características como presteza, discrição e tolerância são fundamentais no perfil do atendente, na
medida em que o aproxima do usuário, criando uma situação de empatia.
Logo, para ter um atendimento de qualidade, o servidor deve comunicar-se bem, compreender as
necessidades do cidadão, agir com presteza, discrição e tolerância e, como consequência, ter
empatia com ele, causando uma proximidade na relação. Tendo tudo isso de forma natural, ele
estará bem preparado para executar sua função.
Quando o servidor consegue deixar de lado seu ponto de vista e não fazer qualquer tipo de
julgamento, ele está apto a entender o que o outro tenta expor, seja por meio de um gesto, de um
tom de voz ou expressões faciais, como um olhar. Isto significa que há empatia entre eles, pois houve
o reconhecimento das necessidades e emoções do outro.
Muitos pensam que para ter empatia com alguém, você necessariamente deva concordar com ele,
no entanto, não é nada disso que significa empatia. Para ter empatia, é necessário entender o que
o outro sente.
E a compreensão mútua, o que significa? Ela nada mais é do que o resultado da empatia. Mas como
assim, professor? Simples, quando há compreensão mútua é porque ocorreu uma boa comunicação
ao ponto de conseguirem resolver os conflitos mais facilmente.
• entender o que o outro deseja, identificando suas
emoções;
Empatia • saber se colocar no lugar do outro;
• Não é o mesmo que simpatia ou cortesia.
Compreensão • É o resultado da empatia,
• há compreensão mútua quando ocorreu uma boa
Mútua comunicação
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Aula 13
(TRT-10 - TÉCNICO) A eficácia do comportamento interpessoal aumenta na medida em que o
indivíduo apresenta mais empatia nos relacionamentos pessoais e profissionais.
Comentários
Perfeito. A empatia favorece o relacionamento interpessoal, pois gera a compreensão mútua
entre os participantes.
Gabarito: certa
(ANATEL – TÉCNICO) Para que um atendimento seja percebido como de qualidade, em lugar
das perguntas mais específicas que abordem a finalidade do atendimento, o servidor
atendente deve priorizar as perguntas de caráter pessoal para que se estabeleça uma empatia
com o cidadão atendido.
Comentários
A Empatia é a atenção individual e o cuidado demonstrado pelo atendente em relação ao
problema apresentado pelo usuário, colocando-se em seu lugar, a fim de um melhor
entendimento desse problema.
Agora, ter empatia não significa ficar perguntando da vida pessoal do cliente, mas sim entender
seu problema, conhecer seu problema e se ver no seu lugar.
Gabarito: errada
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RESUMO
Trabalho em equipe
Um grupo de pessoas poderia ser definido como “Um conjunto de dois ou mais indivíduos
que estabelecem contatos pessoais, significativos e propositais, uns com os outros, em
base de continuidade, para alcançar um ou mais objetivos comuns”.
Os grupos formais podem ser visualizados pela estrutura organizacional, ou seja, pelos
componentes de cada setor ou departamento.
Um grupo informal não é facilmente identificado. Estes grupos são formados por
pessoas que têm interesses comuns, relacionamentos de amizade etc.
Formação dos Grupos
Pessoas se conhecem e as regras de funcionamento e
Formação
comportamento dentro do grupo são estabelecidas
Erupção ou Formação dos primeiros conflitos, geralmente relacionados com a
Tormenta disputa pelo controle do poder e restrições ao individualismo
Normalização Já existe uma coesão dentro do grupo e o relacionamento já está
mais firme. Está claro para seus membros quais são os
comportamentos aceitáveis dentro do grupo.
Realização ou
Desempenho Estrutura do grupo já está plenamente funcional e as energias já são
gastas na realização das atividades.
Encerramento ou Aqui o grupo já se prepara para terminar seu trabalho e entregar
Desintegração seu resultado final
Grupos versus Indivíduos
Vantagens da Decisão em
Descrição
Grupo
Grupos geram informações Como agregam os recursos de várias pessoas, grupos
mais completas e mais trazem mais dados e informações para o processo
conhecimento decisório.
Oferecem maior diversidade de Os grupos trazem mais diversidade de experiências e
pontos de vista pontos de vista, abrindo a possibilidade que novas
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 34
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Aula 13
maneiras de encarar o problema e novos métodos
sejam levados em consideração na solução.
Geram decisões de alta Evidências apontam que os grupos quase sempre
qualidade superarão mesmo os melhores indivíduos.
Muitas decisões geram problemas porque os membros
não aceitam a solução encontrada. Pessoas do grupo
Levam a uma maior aceitação
que participaram da escolha da decisão tenderão a
das decisões
aceitar a mesma e encorajar seus colegas a aceitar a
decisão.
Desvantagens da Decisão em
Descrição
Grupo
Grupos consumam tomar mais tempo para decidir do
Consomem mais tempo que as pessoas, naturalmente. Reuniões, debates e a
busca de uma decisão de consenso levam tempo.
O desejo que as pessoas têm de serem aceitas no
Pressão da conformidade em grupo pode levar a uma busca por evitar qualquer
grupos discussão mais aberta e reduzir possibilidade de novas
ideias.
Se um grupo é dominado por pessoas com baixa
Grupos podem ser dominados
habilidade e/ou capacidade, a efetividade do grupo irá
por poucos membros
cair.
Nas decisões individuais, fica claro quem é o
Diluição da responsabilidade
responsável pela decisão. Já nas decisões em grupo a
pelos resultados
responsabilidade de cada membro é diluída.
Estrutura dos Grupos
De acordo com Chiavenato, as principais variáveis estruturais de um grupo são: liderança
formal, papéis, desempenho de papel, normas, status do grupo, tamanho, composição e
seu grau de coesão
Liderança formal
Cada grupo tem um líder formalmente indicado pela organização, que pode ser o
gerente, o chefe, o supervisor, etc. Esse líder desempenha um papel importante no
funcionamento do grupo, podendo ter uma influência positiva e guiar seus subordinados
para os objetivos desejados, ou ter um impacto negativo no funcionamento do grupo.
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 35
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Papéis
Um papel é um conjunto de atividades e comportamentos solicitados de um membro da
organização que ocupa um determinado posto ou posição.
Desempenho de papel
• Identidade de papel – relacionada com as atitudes e os comportamentos da pessoa
e que são consistentes com o papel assumido;
• Percepção de papel – Refere-se à visão pessoal sobre como a pessoa deve agir em
determinada situação com base na interpretação de como ela acredita que deve se
comportar;
• Expectativa de papel – é a maneira como os outros acreditam que a pessoa deve
reagir em determinada situação;
• Conflito de papéis – quando uma pessoa se confronta com diferentes expectativas
associadas aos papéis que ela desempenha, o resultado é o conflito de papéis
Normas
As normas são os padrões aceitáveis de comportamento que são compartilhados pelos
membros de uma organização. Estipulam regras que devem ser seguidas e dizem o que
cada pessoa pode ou não pode fazer em cada situação.
Status do Grupo
O status significa a importância que seus membros dão ao grupo e aos seus participantes.
Quanto mais valor percebido, maior será o desejo de participar do mesmo.
Tamanho do grupo
O tamanho do grupo influencia o seu comportamento. As evidências apontam que
grupos menores são melhores na realização de tarefas. Já para resolver problemas,
grupos maiores atingem melhores resultados.
Outro fator importante é a “folga social”, que se refere à tendência dos indivíduos se
esforçarem menos quando o grupo é grande. Ou seja, trabalharia com menos empenho
do que o faria de modo individual.
Composição do grupo
Grupos podem ser homogêneos ou heterogêneos. Os grupos heterogêneos contam com
pessoas diferentes, com históricos, formações, gêneros diferentes.
Já os grupos homogêneos contariam com pessoas mais assemelhadas, com menor
diversidade.
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Aula 13
Grau de coesão
O grau de coesão se refere ao grau em que as pessoas são atraídas entre si e motivadas
a permanecer no grupo. Quanto mais coeso o grupo é, maior a sua produtividade tende
a ser.
Fatores importantes na coesão grupal
Aumentam a coesão Diminuem a coesão
Acordo sobre os objetivos grupais Desacordo quanto aos objetivos
Frequência das interações Tamanho grande do grupo
Atratividade pessoal Experiências desagradáveis
Competição intergrupal Competição intragrupal
Avaliação favorável Dominação por um ou mais membros
Equipes
Os estudos já realizados indicam que as equipes superam os grupos normais quando uma
atividade demanda múltiplas habilidades, maior capacidade de análise e de experiência.
As equipes de trabalho geram sinergia positiva através de uma coordenação de seu
trabalho, ou seja, o somatório de seu resultado é maior do que seria o somatório dos
resultados isolados de seus membros
Uma equipe seria, portanto, uma evolução dos grupos de trabalho
De acordo com Chiavenato, as principais diferenças entre um grupo e uma equipe de
trabalho são
Grupos Equipes
Objetivo é trocar informações Objetivo é o desempenho coletivo
Não tem sinergia Sinergia positiva
Responsabilidade é individual Responsabilidade coletiva
Habilidades randômicas e variadas Habilidades complementares
Relacionamento é informal e solto Relacionamento é coeso e firme
Tipos de Equipe
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 37
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Aula 13
De acordo com Robbins, existem quatro tipos principais de equipes
Equipes de soluções de problemas – são formadas geralmente por pessoas do mesmo
departamento, que se reúnem para analisar melhorias de qualidade, no ambiente de
trabalho ou de eficiência.
Equipes Multifuncionais (cross-functional) – equipes formadas por membros de vários
departamentos, normalmente do mesmo nível hierárquico, que se juntam para realizar
uma atividade. Um exemplo deste tipo de equipe são as forças-tarefa.
Equipes auto gerenciadas – são formadas por funcionários que executam atividades
relacionadas ou interdependentes. Estes membros da equipe tomam muitas das
responsabilidades de um supervisor, pois planejam e distribuem as tarefas envolvidas no
trabalho, controlam os resultados e chegam até a escolher os membros da equipe.
Equipes virtuais – os membros deste tipo de equipe utilizam as tecnologias de
informação para trabalhar juntos e atingir seus objetivos. Através de instrumentos como
e-mails, videoconferências e a internet conseguem trocar informações e interagir.
Outra classificação menciona os seguintes tipos de equipes:
Tipo de Equipe Descrição
Compõem-se de pessoas que executam tarefas similares, numa
mesma unidade organizacional; se, por um lado, a troca de
Equipes
informações sobre procedimentos possibilita a cooperação, por
funcionais
outro, o domínio de uma estreita gama de tarefas pode limitar os
ganhos de produtividade.
Ao integrar todas as atividades necessárias à fabricação de um
Equipes por fluxo produto ou à prestação de um serviço, esse modelo favorece os
de trabalho ou processos de melhoria da qualidade e de aumento da
células produtividade, permitindo estabelecer sua efetiva contribuição
para os resultados.
Contam com a participação de especialistas de várias áreas com o
Equipes
objetivo de desenvolver atividade específica, motivo pelo qual são
multifuncionais
também conhecidas como equipes de projetos.
São forças-tarefas criadas para levar a cabo uma atribuição, sem
Equipes características de continuidade, podendo envolver pessoas de
temporárias diferentes áreas que dedicam parte de seu tempo produtivo a esse
fim.
Têm ampla autonomia para tomar decisões visando à melhoria dos
Equipes resultados, bem como para contratar pessoas e utilizar recursos;
autogerenciadas vêm-se tornando indispensáveis devido à crescente complexidade
das operações, o que exige decisões rápidas.
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Aula 13
São comuns em organizações com sede em diferentes lugares e que
utilizam os recursos da tecnologia da informação para que seus
Equipes em rede
membros mantenham contato entre si; aqui é importante
ou virtuais
promover encontros frequentes, de modo a facilitar os
relacionamentos interpessoais.
Criadas como estratégia para promover o espírito empreendedor,
reúnem talentos especiais, que podem até vir a fazer parte da
Equipes de riscos
estrutura organizacional; têm ampla autonomia para administrar
seu próprio orçamento e atingir os objetivos.
Segundo Katzenbach (2000), quando a importância relativa dos
Equipes produtos do trabalho coletivo aumentar, uma equipe verdadeira
verdadeiras demandará que a liderança passe as mãos do integrante ou
integrantes mais adequados, de acordo com a tarefa em questão.
Para que uma equipe tenha sucesso, são necessárias algumas habilidades:
Habilidades de Comunicação – sem uma comunicação eficaz entre os membros da
equipe, será muito difícil atingir os resultados desejados.
Habilidade de Autogerenciamento – A equipe deve, em conjunto, ultrapassar obstáculos
por meio da construção de um senso de propriedade, responsabilidade, compromisso e
eficiência de cada membro, encorajando a total participação e autocrítica para melhorar
incessantemente as condições de trabalho;
Habilidades de Liderança – Devem existir oportunidades para que todos exerçam a
liderança.
Habilidades de Responsabilidade – Cada membro da equipe é responsável não só pelo
seu trabalho, mas também pelo trabalho dos seus colegas.
Habilidade de Apoio à Diversidade – Quanto mais diversificada a equipe tanto maior sua
habilidade de responder a novos problemas e apresentar novas soluções.
Habilidade de Retroação e Avaliação – Sem aprender com os erros passados, nenhuma
equipe cresce. Devemos incentivar a autocrítica e a busca pelo auto aprendizado
constante;
Habilidade de Planejamento Estratégico – Em vez de responder a problemas com
respostas isoladas, a equipe deve utilizar o planejamento estratégico para mapear os
desafios e oportunidades de modo participativo;
Habilidade de Conduzir Reuniões Bem-sucedidas – Não deve existir perda de tempo
com reuniões longas e pouco produtivas. A equipe deve aprender a utilizar técnicas de
modo que as reuniões sejam curtas e produtivas;
Habilidade de Resolver Conflitos – A equipe deve aprender a resolver problemas,
negociar colaborativamente, responder a situações difíceis e resolver conflitos internos;
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 39
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Aula 13
Habilidades de Desfrutar – O trabalho não deve ser encarado como uma “pena” para os
membros da equipe. Aprender a gostar do trabalho que é feito e desfrutar dos
momentos juntos é importante para que a equipe tenha sucesso.
Criando Equipes Eficazes
De acordo com Robbins, são quatro os principais fatores para se ter uma equipe eficaz:
o contexto, a composição, o processo e o projeto de trabalho
Fatores de contexto
Os fatores de contexto englobam os recursos adequados para que a equipe alcance seus
resultados, como materiais, informações, equipamentos e ferramentas, pessoal
capacitado, suporte administrativo, dentre outros. Outro fator seria a liderança e a
estrutura
Um clima de confiança também é um aspecto que pode impulsionar o desempenho de
uma equipe. Os sistemas de avaliação de desempenho e as recompensas devem estar
bem desenhadas. Avaliações de desempenho individuais, remuneração fixa e incentivos
individuais, dentre outros instrumentos, não são adequados para equipes de alto
desempenho.
Fatores de composição
Esses fatores são relativos aos membros da equipe, como devem ser selecionados.
Qualidade dos membros: o desempenho da equipe depende de pessoas com
conhecimentos, habilidades e atitudes dos seus membros.
Personalidade: estudos apontam que membros extrovertidos, simpáticos, organizados
e equilibrados emocionalmente tendem a receber melhores avaliações de seus
superiores.
Outro ponto citado pela literatura trata-se do conceito que conhecemos como a “maçã
podre”, que estragaria os demais frutos da cesta.
Distribuição de papeis: as equipes têm diferentes necessidades e tarefas que devem ser
desenvolvidas e precisam das pessoas corretas para cada uma delas.
Diversidade: as equipes precisam de diversos conhecimentos, habilidades e atitudes
diferentes.
Tamanho das equipes: equipes menores costumam funcionar melhor do que equipes
grandes.
Flexibilidade dos membros: é outro fator que pode aumentar a eficácia da equipe.
Preferências dos membros: nem todas as pessoas gostam de trabalhar em equipe. Se
desconsiderarmos isso e selecionarmos para a equipe um profissional que prefere
trabalhar sozinho, isso pode causar problemas.
Fatores de processo
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Aula 13
• As equipes eficazes precisam ter uma visão conjunta, um destino desejado a ser
alcançado. Quando existem esses objetivos comuns, existe um direcionamento dos
esforços, as pessoas sabem o que devem fazer para que a equipe alcance o sucesso.
• Ao mesmo tempo, existe a necessidade de definirmos metas específicas, que
apontem resultados específicos e datas alvo.
• A confiança é também importante. Quando temos confiança de que atingiremos um
resultado, isso nos dá mais tranquilidade e uma energia positiva que nos ajuda a
desempenhar bem nossas tarefas.
• Os níveis de conflito devem estar na medida certa. O conflito não é necessariamente
ruim. Equipes com um nível de conflito muito baixo podem ficar acomodadas.
• A folga social significa a sinergia negativa e equipes com uma folga social grande não
desempenham bem. Seria o caso em que a soma dos esforços individuais seria maior
do que o esforço grupal.
Fatores do Projeto de Trabalho
Todos nós precisamos de algum nível de autonomia para que possamos desempenhar
bem nossas atividades. Devemos ter a liberdade de usar diversas habilidades ao nosso
dispor para executar bem as nossas tarefas (variedade de habilidades), pois muitas vezes
existem vários caminhos possíveis para alcançar um resultado.
Outro aspecto importante é a habilidade de poder executar por inteiro uma atividade ou
tarefa (identidade de tarefa), tendo consciência de como nosso trabalho é importante e
do valor que agregamos aos demais membros da equipe.
Essa noção de que o nosso trabalho e a atividade/tarefa que desempenhamos é
importante para a organização ou para outros membros também é significativa e é
chamada de significado da tarefa.
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QUESTÕES COMENTADAS
1. (IADES – AL-GO – POLICIAL – 2019)
Com base nos conhecimentos relativos a comportamento receptivo e defensivo, empatia e
compreensão mútua, assinale a alternativa que apresenta o conceito de empatia.
(A) Polidez, educação e gentileza.
(B) Estado sentimental que faz que duas ou mais pessoas mantenham relacionamento marcado
pela delicadeza e a cordialidade.
(C) Ação que se pauta em princípios formais ou normas sociais necessárias para o cumprimento
de certos atos jurídicos, administrativos e (ou) contratuais.
(D) Comportamento que expressa bondade e sacrifício em benefício de outra pessoa.
(E) Aptidão para se identificar intelectual ou afetivamente com o outro; de se colocar no lugar
de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela agiria ou pensaria nas mesmas
circunstâncias.
Comentários
Quando somos capazes de entender o que o outro deseja, identificando suas emoções, estamos
externalizando o que chamamos de empatia. Essa externalização pode se dar de diversas formas:
verbal, ou não, por meios de sinais, posturas, comportamento, condutas e ações.
Portanto, empatia conceitua-se como a capacidade de compreender os sentimentos de outra
pessoa. A partir dessa compreensão, deve-se conseguir reagir prontamente aos anseios daquela
pessoa, reconhecendo e afirmando o seu estado emocional.
As letras A e B estão relacionadas com a educação, com a cortesia, não com a empatia. Já a letra C
está errada porque a empatia é se colocar no lugar do outro. Não se trata de uma norma ou lei, mas
de um comportamento.
Já a letra D não tem relação com sacrifícios, mas com o entendimento da situação da outra pessoa.
Finalmente, a letra E está perfeita e é o nosso gabarito.
Gabarito: letra E
2. (IADES – AL-GO – POLICIAL – 2019)
Acerca da eficácia no comportamento interpessoal, é correto afirmar que o trabalho em equipe
(A) presume objetivos compartilhados e competências complementares.
(B) requer que os membros disponham de conhecimentos similares em conteúdo e nível de
proficiência.
(C) realiza-se quando todos desempenham a mesma função e alcançam metas idênticas.
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(D) acontece quando os membros compartilham proximidade afetiva e espaços de interação
social.
(E) presume presença física dos membros para a realização das tarefas no local de trabalho.
Comentários
De acordo com Chiavenato, as principais diferenças entre um grupo e uma equipe de trabalho são 29:
Grupos Equipes
Objetivo é trocar informações Objetivo é o desempenho coletivo
Não tem sinergia Sinergia positiva
Responsabilidade é individual Responsabilidade coletiva
Habilidades randômicas e variadas Habilidades complementares
Relacionamento é informal e solto Relacionamento é coeso e firme
Figura 4 - Diferença entre grupos e equipes - Fonte: (Chiavenato, Administração nos novos tempos 2010)
Como podemos ver, a letra A está certa. Já a letra B está errada, pois não é necessário que todos
tenham conhecimentos semelhantes. Pelo contrário, o ideal seria que os conhecimentos e
habilidades sejam complementares.
O mesmo pode ser dito na letra C: não há esta exigência. Não há também a necessidade de que as
pessoas se conheçam profundamente ou sejam amigas, tampouco que sejam fortes.
Gabarito: letra A
3. (FGV – CM-SALVADOR – ANALISTA – 2018)
Os trabalhos em grupo e em equipe são muito comuns nas organizações públicas e privadas.
Mas nem sempre o trabalho em equipe é a melhor solução.
Uma desvantagem do trabalho em equipe é:
(A) desestimular a criatividade organizacional;
(B) dificultar o desenvolvimento de lideranças;
(C) requerer menor número de reuniões;
29
(Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 43
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(D) dificultar a participação dos funcionários nas decisões;
(E) exigir maiores demandas de comunicação.
Comentários
A letra A está errada, pois o trabalho em equipe estimula a criatividade. Ao mesmo tempo, ele facilita
o aparecimento de lideranças e possibilita a participação dos membros nas decisões.
Outro erro é dizer que requer menos reuniões. O trabalho em equipe consome mais tempo e
necessita de mais encontros entre seus membros. Por isso, a letra E está perfeita e é o nosso
gabarito.
Gabarito: letra E
4. (FAUEL – CM-ASSAI – AUXILIAR – 2018)
Um bom grau de trabalho em equipe depende de diversas atitudes e posturas que precisam
ser tomadas por todos os membros do grupo. Dentre as alternativas abaixo, a única que traz
uma postura que NÃO contribui para que haja um bom grau de trabalho em equipe é:
(A) Comportamento Empático;
(B) Comportamento Receptivo;
(C) Comportamento Defensivo;
(D) Comportamento Ético;
Comentários
O comportamento defensivo existe por uma necessidade natural do ser humano de se defender dos
“perigos” reais ou imaginários.
Quando nos vemos em perigo, temos uma tendência de desconfiar dos outros, de buscarmos nos
outros as atitudes que possam nos prejudicar. Com isso, temos uma dificuldade de “ler” a mensagem
que nos está sendo transmitida, perdendo o sentido real da mensagem.
Este comportamento defensivo é uma das principais causas de distorções da mensagem e pode
causar conflitos e desentendimentos entre o atendente e os usuários. Quanto mais defensiva for a
pessoa, mais difícil será para ela a percepção dos objetivos e valores que o outro está tentando
passar. O contrário ocorre quando a pessoa é receptiva.
Já a empatia ocorre quando somos capazes de entender o que o outro deseja, identificando suas
emoções. Finalmente, o comportamento ético ajuda no funcionamento das equipes.
Gabarito: letra C
5. (FGV – CM-SALVADOR – ANALISTA – 2018)
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Um gerente tem estilo de liderança participativo e costuma debater os problemas e tomar
decisões em conjunto com sua equipe de trabalho. O gerente considera que tomar decisões
em grupo traz, como vantagens, maior aceitação e legitimidade das decisões.
No entanto, o gerente reconhece que as decisões em grupo também apresentam alguns
pontos fracos, como:
(A) exigir muita experiência dos decisores;
(B) consumir muito tempo;
(C) estimular a racionalidade limitada;
(D) gerar conflito de papéis;
(E) dificultar a aceitação da solução escolhida.
Comentários
A questão trata das diferenças entre as decisões individuais e as grupais. De acordo com Robbins,
existem as seguintes desvantagens da decisão grupal30:
Desvantagens da
Descrição
Decisão em Grupo
Grupos consumam tomar mais tempo para decidir do
Consomem mais tempo que as pessoas, naturalmente. Reuniões, debates e a
busca de uma decisão de consenso levam tempo.
Pressão da O desejo que as pessoas têm de serem aceitas no grupo
conformidade em pode levar a uma busca por evitar qualquer discussão
grupos mais aberta e reduzir possibilidade de novas ideias.
Grupos podem ser Se um grupo é dominado por pessoas com baixa
dominados por poucos habilidade e/ou capacidade, a efetividade do grupo irá
membros cair.
Diluição da Nas decisões individuais, fica claro quem é o responsável
responsabilidade pelos pela decisão. Já nas decisões em grupo a
resultados responsabilidade de cada membro é diluída.
De acordo com o mesmo autor, temos as seguintes vantagens das decisões em grupo 31:
Vantagens da Decisão
Descrição
em Grupo
30
(Robbins, 2004)
31
(Robbins, 2004)
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Grupos geram Como agregam os recursos de várias pessoas, grupos
informações mais trazem mais dados e informações para o processo
completas e mais decisório.
conhecimento
Os grupos trazem mais diversidade de experiências e
Oferecem maior
pontos de vista, abrindo a possibilidade que novas
diversidade de pontos
maneiras de encarar o problema e novos métodos sejam
de vista
levados em consideração na solução.
Geram decisões de alta Evidências apontam que os grupos quase sempre
qualidade superarão mesmo os melhores indivíduos.
Muitas decisões geram problemas porque os membros
Levam a uma maior não aceitam a solução encontrada. Pessoas do grupo que
aceitação das decisões participaram da escolha da decisão tenderão a aceitar a
mesma e encorajar seus colegas a aceitar a decisão.
Como podemos ver, a única alternativa correta é a letra B. A letra A mostra uma desvantagem da
decisão individual. Já o erro da letra C está no fato de que a Racionalidade Limitada se aplica tanto
as decisões individuais quanto às grupais.
A letra D está errada porque não temos conflitos de papeis necessariamente no funcionamento dos
grupos. Finalmente, os grupos costumam levar a uma maior aceitação das decisões e não o
contrário.
Gabarito: letra B
6. (VUNESP – PAULIPREV – TÉCNICO – 2018)
Com relação ao trabalho em equipe, é correto afirmar:
(A) na equipe, o trabalho dispensa a existência de um líder;
(B) na equipe, existe uma hierarquia clara entre seus membros;
(C) o trabalho é dividido em partes, e a intervenção é a soma delas;
(D) a equipe tem objetivos e metas comuns;
(E) o trabalho em equipe implica na troca de favores entre pessoas conhecidas.
Comentários
A letra A está errada, pois não podemos afirmar que em todas as situações poderíamos dispensar a
função de um líder. O erro da letra B é que não existem necessariamente uma hierarquia entre seus
membros. O que deve ocorrer é que cada um dos membros saiba seu papel no funcionamento da
equipe.
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A letra C está incorreta. A equipe deve ter autonomia sobre a divisão ou não das atividades entre os
membros. Já a letra D está perfeita. A equipe tem objetivos comuns, ao contrário dos grupos (onde
os objetivos são individuais, de cada membro).
Finalmente, a letra E está errada. As equipes não precisam ter pessoas conhecidas em seu meio
para existirem, nem funcionam com trocas de favores.
Gabarito: letra D
7. (FGV – CM-SALVADOR – ANALISTA – 2018)
Um servidor administrativo foi convidado a assumir a chefia do departamento de atendimento
a clientes. Após sua apresentação aos subordinados, ele disse que acredita no potencial do
trabalho em grupo.
Em relação a equipes e grupos de trabalho, é correto afirmar que:
(A) o trabalho em grupo gera sinergia positiva por meio do esforço coordenado;
(B) o trabalho em equipe costuma tomar mais tempo e consumir mais recursos que o trabalho
individual;
(C) o trabalho em equipe é aquele em que se interage basicamente para compartilhar dados,
informações e auxiliar cada membro a atingir suas próprias metas;
(D) nos grupos de trabalho, as habilidades são complementares e a responsabilidade pode ser
individual ou mútua;
(E) as equipes multifuncionais são grupos de funcionários que realizam trabalhos muito
relacionados ou interdependentes e assumem muitas das responsabilidades que cabiam a seus
superiores hierárquicos.
Comentários
A letra A está errada, pois seria o trabalho em equipe que gera sinergia positiva. De acordo com
Chiavenato, as principais diferenças entre um grupo e uma equipe de trabalho são32:
32
(Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010)
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Grupos Equipes
Objetivo é trocar informações Objetivo é o desempenho coletivo
Não tem sinergia Sinergia positiva
Responsabilidade é individual Responsabilidade coletiva
Habilidades randômicas e variadas Habilidades complementares
Relacionamento é informal e solto Relacionamento é coeso e firme
Figura 5 - Diferença entre grupos e equipes - Fonte: (Chiavenato, Administração nos novos tempos 2010)
A letra B está certa, pois o trabalho individual costuma levar menos tempo e consumir menos
recursos do que o trabalho grupal ou em equipe. Já a letra C está descrevendo o trabalho em grupo
e suas trocas de informações. No trabalho em equipe os objetivos são coletivos.
A letra D está errada porque é no trabalho em equipe que as habilidades são complementares e a
responsabilidade é coletiva. Nos grupos, a responsabilidade é individual.
Já a letra E está incorreta porque descreve as equipes autogerenciadas. As equipes multifuncionais
são formadas por membros de vários departamentos, normalmente do mesmo nível hierárquico,
que se juntam para realizar uma atividade.
Gabarito: letra B
8. (VUNESP – CM-INDAIATUBA – AGENTE – 2018)
Um dos fatores impulsionadores do sucesso em nossas carreiras é a forma pela qual nos
relacionamos com as pessoas. Nossa forma de ser, pensar e agir influencia diretamente os
relacionamentos nas organizações.
Trabalhar em equipe exige
(A) protecionismo;
(B) individualismo;
(C) conformismo;
(D) liberalismo;
(E) altruismo.
Comentários
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A única alternativa que faz sentido no trabalho em equipe seria o altruísmo, que seria uma
característica de visar o bem-estar do próximo, não colocando os seus interesses pessoais acima do
interesse comum.
As demais alternativas não fazem sentido.
Gabarito: letra E
9. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
Uma gerente de recursos humanos costuma envolver todos os membros de sua equipe na
tomada de decisões que afetam o grupo. Ela acredita que vários pontos de vista ajudam a
construir uma decisão melhor do que uma decisão tomada individualmente.
No entanto, a tomada de decisão em grupo apresenta algumas desvantagens quando
comparada com a tomada de decisão individual, tais como:
(A) resistência à implantação da decisão;
(B) baixa partilha de informações;
(C) baixa aceitação da decisão pelos envolvidos;
(D) diminuição da motivação dos envolvidos na decisão;
(E) diluição da responsabilidade pelos resultados.
Comentários
De acordo com Robbins, existem as seguintes desvantagens da decisão grupal 33:
Desvantagens da Descrição
Decisão em Grupo
Grupos consumam tomar mais tempo para decidir do
Consomem mais tempo que as pessoas, naturalmente. Reuniões, debates e a
busca de uma decisão de consenso levam tempo.
Pressão da O desejo que as pessoas têm de serem aceitas no grupo
conformidade em pode levar a uma busca por evitar qualquer discussão
grupos mais aberta e reduzir possibilidade de novas ideias.
Grupos podem ser Se um grupo é dominado por pessoas com baixa
dominados por poucos habilidade e/ou capacidade, a efetividade do grupo irá
membros cair.
33
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 49
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Diluição da Nas decisões individuais, fica claro quem é o responsável
responsabilidade pelos pela decisão. Já nas decisões em grupo a
resultados responsabilidade de cada membro é diluída.
Gabarito: letra E
10. (QUADRIX – CFO-DF – AGDMINISTRADOR – 2017)
O trabalho em equipe, para que seja produtivo, deverá se pautar em um relacionamento
motivado por interesses pessoais em detrimento dos interesses do grupo.
Comentários
Óbvio que não, né? O trabalho, para ser efetivo, deve ser pautado nos interesses coletivos, não nos
interesses individuais.
Gabarito: errada
11. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem fatores de contexto, de
composição e de processo das equipes.
É um fator de contexto fortemente relacionado ao desempenho das equipes:
(A) diversidade dos membros;
(B) alocação adequada de papéis;
(C) propósito comum;
(D) recursos adequados;
(E) metas específicas.
Comentários
Abaixo, podemos ver os fatores de contexto, de acordo com Robbins34:
Fatores Elementos
Recursos adequados
Contexto Liderança e estrutura
Clima de confiança
34
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 50
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Sistema de avaliação de desempenho e as recompensas
O único fator de contexto seria mesmo o que trata dos recursos adequados. A diversidade dos
membros é um fator de composição. O mesmo pode ser dito da alocação (ou distribuição) dos
papeis.
Já o propósito (objetivos) comum é um fator de processo, da mesma forma que as metas específicas.
Gabarito: letra D
12. (IBFC – EMBASA – AGENTE – 2017)
É necessário que uma equipe tenha objetivos para que consiga se manter e se desenvolver.
São eles que guiam as ações de participação da equipe, que coordenam e planejam seus
esforços. Servem também para delimitar critérios para resolver conflitos interpessoais e para
a melhoria do trabalho. Quando uma equipe executa seus trabalhos e atinge níveis ótimos,
dizemos que a equipe está em:
(A) formação;
(B) tormenta;
(C) realização;
(D) aquiescência;
Comentários
Os grupos são formados em um processo de quatro a cinco fases: formação, erupção, normalização,
realização e encerramento (nos casos em que isto acontece)35.
É na etapa da realização ou de desempenho em que a estrutura do grupo já está plenamente
funcional e as energias já são gastas na realização das atividades.
Gabarito: letra C
13. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)
Uma agência do governo designou uma equipe de analistas para se reunirem algumas horas
por semana para discutirem formas de melhorar a qualidade, a eficiência, os processos e os
métodos de trabalho.
O tipo de equipe mais adequado para esse contexto é a:
(A) de resolução de problemas;
(B) autogerenciada;
35
(Robbins, 2004)
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(C) virtual;
(D) multifuncional;
(E) processual.
Comentários
De acordo com Robbins, existem quatro tipos principais de equipes36:
✓ Equipes de soluções de problemas – são formadas geralmente por pessoas do mesmo
departamento, que se reúnem para analisar melhorias de qualidade, no ambiente de
trabalho ou de eficiência. Os membros trocam informação e sugerem alternativas aos
problemas encontrados. Normalmente, estas equipes não contam com a autonomia para
implementar as sugestões por si só.
✓ Equipes Multifuncionais (cross-functional) – equipes formadas por membros de vários
departamentos, normalmente do mesmo nível hierárquico, que se juntam para realizar uma
atividade. Um exemplo deste tipo de equipe são as forças-tarefa.
✓ Equipes auto gerenciadas – são formadas por funcionários que executam atividades
relacionadas ou interdependentes. Estes membros da equipe tomam muitas das
responsabilidades de um supervisor, pois planejam e distribuem as tarefas envolvidas no
trabalho, controlam os resultados e chegam até a escolher os membros da equipe.
✓ Equipes virtuais – os membros deste tipo de equipe utilizam as tecnologias de informação
para trabalhar juntos e atingir seus objetivos. Através de instrumentos como e-mails,
videoconferências e a internet conseguem trocar informações e interagir. Esta forma
possibilita que pessoas possam trabalhar de qualquer lugar do mundo. Pode conter apenas
pessoas de dentro da mesma organização ou integrar pessoas de organizações diferentes.
Gabarito: letra A
14. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)
Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem variáveis de contexto, de
composição e de processos da equipe.
É uma variável de processos da equipe, fortemente relacionada ao seu desempenho:
(A) nível de conflito;
(B) liderança;
(C) tamanho da equipe;
(D) alocação adequada de papéis;
(E) sistemas de avaliação de desempenho.
Comentários
36
(Robbins, Organizational Behavior, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 52
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Rodrigo Rennó
Aula 13
A questão cobra as variáveis para formarmos equipes eficazes: contexto da equipe, composição da
equipe, desenho do trabalho e processo da equipe.
Os fatores de processo envolvem os objetivos comuns, o estabelecimento de metas específicas, a
confiança, os níveis de conflito e a folga social.
Gabarito: letra A
15. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
As equipes de trabalho são amplamente utilizadas nas organizações contemporâneas. No
entanto, as equipes nem sempre são mais adequadas que o trabalho individual.
Entre as desvantagens das equipes de trabalho em relação ao trabalho individual está:
(A) dificultam o processo de inovação;
(B) dificultam a emergência de líderes;
(C) tornam as tarefas interdependentes;
(D) tomam mais tempo e consomem mais recursos;
(E) alteram os sistemas de reconhecimento e recompensa organizacionais.
Comentários
De acordo com Robbins, existem as seguintes desvantagens da decisão grupal 37:
Desvantagens da Descrição
Decisão em Grupo
Grupos consumam tomar mais tempo para decidir do
Consomem mais tempo que as pessoas, naturalmente. Reuniões, debates e a
busca de uma decisão de consenso levam tempo.
Pressão da O desejo que as pessoas têm de serem aceitas no grupo
conformidade em pode levar a uma busca por evitar qualquer discussão
grupos mais aberta e reduzir possibilidade de novas ideias.
Grupos podem ser Se um grupo é dominado por pessoas com baixa
dominados por poucos habilidade e/ou capacidade, a efetividade do grupo irá
membros cair.
Diluição da Nas decisões individuais, fica claro quem é o responsável
responsabilidade pelos pela decisão. Já nas decisões em grupo a
resultados responsabilidade de cada membro é diluída.
37
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 53
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Rodrigo Rennó
Aula 13
As decisões em grupo consomem mais tempo mesmo (e, por consequência, recursos). Muitas vezes,
são necessárias diversas reuniões e a presença de muitas pessoas para que uma decisão seja acatada
pelo grupo.
A maior troca de informações e os diversos pontos de vista geram as vezes longos debates, que
custam tempo e dinheiro.
Gabarito: letra D
16. (UFMT – UFSBA – AGDMINISTRADOR – 2017)
As características: descobrir expectativas, avaliar o valor da participação, respeitar a
autoridade existente, testar limites de comportamento estão relacionadas com o estágio de
desenvolvimento da equipe na fase de
(A) ataque;
(B) formação;
(C) normatização;
(D) realização;
Comentários
A etapa em que estamos “descobrindo expectativas” é a fase de formação, aonde estamos
conhecendo os participantes do grupo e determinando quem deve fazer o que e quais são os
objetivos.
Nesta fase, iremos determinar quais serão as regras de comportamento que serão aceitas dentro do
grupo.
Gabarito: letra B
17. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
O gerente do departamento de contabilidade de um órgão público criou uma equipe de seis
funcionários com a incumbência de descobrir formas de reduzir o tempo necessário para a
realização de alguns processos do departamento. A equipe irá se reunir durante algumas horas
por semana, por três meses, para avaliar a situação e apresentar propostas para redução dos
prazos dos processos.
Esse tipo de equipe é conhecida como:
(A) multifuncional;
(B) autogerenciada;
(C) de resolução de problemas;
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 54
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Aula 13
(D) de alto desempenho;
(E) de projetos.
Comentários
Equipes para a solução de problemas são formadas geralmente por pessoas do mesmo
departamento, que se reúnem para analisar melhorias de qualidade, no ambiente de trabalho ou de
eficiência. Os membros trocam informação e sugerem alternativas aos problemas encontrados.
É o caso trazido pelo exemplo da banca.
Gabarito: letra C
18. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
Com o advento e progresso das tecnologias de comunicação, bem como em função dos
negócios globais de algumas corporações, algumas empresas adotam modelos de equipe em
que seus membros residem em países diferentes e se comunicam e compartilham trabalhos
por meio de ferramentas tecno-informacionais.
Nesse sentido, assinale a opção que indica esse modelo de equipe.
(A) Ad Hoc.
(B) Autogerenciada.
(C) Força-tarefa.
(D) Funcional cruzada.
(E) Virtual.
Comentários
O tipo de equipe em que as pessoas estão localizadas em países diferentes é mesmo a equipe virtual.
De acordo com Robbins,
"os membros deste tipo de equipe utilizam as tecnologias de informação para trabalhar juntos e atingir seus objetivos.
Através de instrumentos como e-mails, videoconferências e a internet conseguem trocar informações e interagir. Esta forma
possibilita que pessoas possam trabalhar de qualquer lugar do mundo. Pode conter apenas pessoas de dentro da mesma
organização ou integrar pessoas de organizações diferentes"
Gabarito: letra E
19. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
São várias as modalidades de equipes de trabalho. A equipe de risco é aquela constituída por:
(A) pessoas que executam tarefas similares, em uma mesma unidade organizacional, com
poucas funções bem definidas.
(B) especialistas de diferentes áreas com o intuito de desenvolver uma atividade específica sem
relação com a estratégia da empresa.
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 55
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Rodrigo Rennó
Aula 13
(C) funcionários que participam de equipes diferentes e que executam um rodízio periódico de
seus integrantes.
(D) diretores de cada departamento que trabalham em conjunto para decidir o plano tático da
organização.
(E) funcionários com foco em novos empreendimentos e com autonomia para gerir seu
orçamento e alcançar resultados.
Comentários
A classificação do tipo de equipe chamada de "equipe de risco" é encontrada no livro de Macedo et
al: "Aspectos comportamentais da Gestão de Pessoas". De acordo com os autores, essas equipes
são:
"Criadas como estratégia para promover o espírito empreendedor, reúnem talentos especiais, que podem até vir a fazer
parte da estrutura organizacional; têm ampla autonomia para administrar seu próprio orçamento e atingir os objetivos;
uma variação desse modelo são as equipes incumbidas de apresentar inovações e que dispõem de tempo e recursos para
desenvolver um projeto; caso este seja aprovado, a unidade encarregada de sua implementação incorpora os integrantes
da equipe, seja com participação nos resultados de risco, seja como negócios-satélite independentes".
Desta forma, podemos observar que o gabarito só pode mesmo ser a letra E.
Gabarito: letra E
20. (UFC – UFC – ASSISTENTE – 2015)
O que é uma equipe de trabalho multifuncional?
(A) Equipe de profissionais da mesma área que realizam as mesmas funções.
(B) Equipe de profissionais da mesma área com o objetivo de realizar funções distintas.
(C) Equipe de profissionais de nível hierárquico diferentes com o objetivo de realizar as mesmas
funções.
(D) Consiste em funcionários de diferentes níveis hierárquicos, mas da mesma área de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
(E) Consiste em funcionários de mesmo nível hierárquico, mas de diferentes áreas de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
Comentários
Equipes multifuncionais são aquelas que contam com a participação de especialistas de áreas
diferentes da instituição e atuam com o objetivo de desenvolver alguma atividade ou tarefa
específica. Desse modo, as letras A, B e D estão erradas, pois os funcionários devem ser de áreas
diferentes.
A letra C está incorreta, pois não basta que sejam de níveis hierárquicos diferentes para que a equipe
seja considerada multifuncional. Finalmente, a letra E está perfeita.
Gabarito: Letra E
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Aula 13
21. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)
A base fundamental do trabalho de cada executivo está na equipe. Ela constitui a sua unidade
de ação, a sua ferramenta de trabalho. Com ela, o executivo alcança metas e produz resultados.
Para tanto, ele precisa saber como escolher sua equipe, como desenhar o trabalho para aplicar
as competências dela, como treinar e preparar a equipe para aumentar sua excelência, como
liderar e impulsionar a equipe, como motivá-la, como avaliar o seu desempenho para melhorá-
lo cada vez mais e como recompensá-la para reforçar e reconhecer seu valor. Essa é a sua praia.
Trabalhar com a equipe passa a ser a atividade principal do executivo como gestor de pessoas.
Mas lidar com equipes exige cuidados especiais. Há uma variedade de tipos de equipes,
conforme descrito nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
(A) Equipes de melhoria de processos: é um grupo de pessoas com ou sem experiência, vindas
de fora da entidade. Os membros são geralmente pessoas com perfil mais conservador.
(B) Equipes funcionais cruzadas: são compostas de pessoas vindas de diversas áreas da
empresa (marketing, produtos, finanças, engenharia) e são formadas para alcançar um
objetivo específico por meio de um mix de competências. Quase sempre são designadas.
(C) Equipes de projetos: são formadas especialmente para desenhar um novo produto ou
serviço. Os participantes são designados na base de sua habilidade para contribuir para o
sucesso. O grupo geralmente debanda após completada a tarefa.
(D) Equipes autodirigidas: são compostas de pessoas altamente treinadas para desempenhar
um conjunto de tarefas interdependentes dentro de uma unidade natural de trabalho. Os
membros usam o consenso na tomada de decisão para desempenhar o trabalho, resolver
problemas ou lidar com clientes internos ou externos.
(E) Equipes de força-tarefa: uma força-tarefa é designada para resolver imediatamente um
problema. O grupo fica responsável por um plano de longo prazo para resolução do problema
que pode incluir a implementação da solução proposta.
Comentários
A letra A já está incorreta e é o nosso gabarito. Estas equipes de melhorias de processos devem
contar com profissionais experientes (pense bem: alguém que não sabe nada de um processo terá
como melhorá-lo?) e não com profissionais sem experiência.
As demais alternativas estão corretas.
Gabarito: letra A
22. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)
Uma equipe bem-sucedida requer habilidades especiais que devem ser inter-relacionadas,
mutuamente reforçadas e interdependentes entre si. A articulação dessas habilidades pode
ajudar uma equipe a definir melhor o que ela deve e como fazer. Clock e Goldsmith propõem
habilidades que os membros de uma equipe devem desenvolver, corretamente listadas nas
alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
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Aula 13
(A) Habilidade de autogerenciamento: a equipe deve, em conjunto, ultrapassar obstáculos por
meio da construção de um senso de propriedade, responsabilidade, compromisso e eficiência
de cada membro, encorajando a total participação e autocrítica para melhorar
incessantemente as condições de trabalho.
(B) Habilidade de comunicação: a equipe deve trabalhar colaborativamente para comunicar
aberta e honestamente, ouvir ativamente para obter sinergia.
(C) Habilidade de liderança: a equipe deve criar oportunidades para que cada participante sirva
como líder. Para tanto, cada membro deve aprender a organizar, colaborar, planejar, facilitar,
relacionar e servir como coach e mentor.
(D) Habilidade de responsabilidade: cada membro da equipe é responsável somente pelo seu
trabalho. A responsabilidade não é compartilhada com os demais.
(E) Habilidade de apoio à diversidade: quanto mais diversificada a equipe tanto maior sua
capacidade de responder a novos problemas e apresentar novas soluções. Novas ideias
proporcionam diferentes opiniões que enriquecem o trabalho da equipe. Estereótipos e
preconceitos devem ser eliminados.
Comentários
Nesta questão, a FGV jogou uma “casca de banana” para os candidatos, pois a letra D sugere que,
através da habilidade de responsabilidade, cada membro é responsável apenas pelo seu trabalho!
Como vimos acima, é exatamente o contrário. Dentro de uma equipe, a responsabilidade deve ser
compartilhada. Não adianta fazer o seu trabalho bem se seu colega está falhando, pois toda a equipe
será “penalizada”.
Gabarito: letra D
23. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
Uma gerente de recursos humanos costuma envolver todos os membros de sua equipe na
tomada de decisões que afetam o grupo. Ela acredita que vários pontos de vista ajudam a
construir uma decisão melhor do que uma decisão tomada individualmente.
No entanto, a tomada de decisão em grupo apresenta algumas desvantagens quando
comparada com a tomada de decisão individual, tais como:
(A) resistência à implantação da decisão;
(B) baixa partilha de informações;
(C) baixa aceitação da decisão pelos envolvidos;
(D) diminuição da motivação dos envolvidos na decisão;
(E) diluição da responsabilidade pelos resultados.
Comentários
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Aula 13
De acordo com Robbins, existem as seguintes desvantagens da decisão grupal38:
Desvantagens da Descrição
Decisão em Grupo
Grupos consumam tomar mais tempo para decidir do
Consomem mais tempo que as pessoas, naturalmente. Reuniões, debates e a
busca de uma decisão de consenso levam tempo.
Pressão da O desejo que as pessoas têm de serem aceitas no grupo
conformidade em pode levar a uma busca por evitar qualquer discussão
grupos mais aberta e reduzir possibilidade de novas ideias.
Grupos podem ser Se um grupo é dominado por pessoas com baixa
dominados por poucos habilidade e/ou capacidade, a efetividade do grupo irá
membros cair.
Diluição da Nas decisões individuais, fica claro quem é o responsável
responsabilidade pelos pela decisão. Já nas decisões em grupo a
resultados responsabilidade de cada membro é diluída.
Gabarito: letra E
24. (QUADRIX – CFO-DF – AGDMINISTRADOR – 2017)
O trabalho em equipe, para que seja produtivo, deverá se pautar em um relacionamento
motivado por interesses pessoais em detrimento dos interesses do grupo.
Comentários
Óbvio que não, né? O trabalho, para ser efetivo, deve ser pautado nos interesses coletivos, não nos
interesses individuais.
Gabarito: errada
25. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem fatores de contexto, de
composição e de processo das equipes.
É um fator de contexto fortemente relacionado ao desempenho das equipes:
(A) diversidade dos membros;
38
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 59
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Aula 13
(B) alocação adequada de papéis;
(C) propósito comum;
(D) recursos adequados;
(E) metas específicas.
Comentários
Abaixo, podemos ver os fatores de contexto, de acordo com Robbins39:
Fatores Elementos
Recursos adequados
Liderança e estrutura
Contexto
Clima de confiança
Sistema de avaliação de desempenho e as recompensas
O único fator de contexto seria mesmo o que trata dos recursos adequados. A diversidade dos
membros é um fator de composição. O mesmo pode ser dito da alocação (ou distribuição) dos
papeis.
Já o propósito (objetivos) comum é um fator de processo, da mesma forma que as metas específicas.
Gabarito: letra D
26. (IBFC – EMBASA – AGENTE – 2017)
É necessário que uma equipe tenha objetivos para que consiga se manter e se desenvolver.
São eles que guiam as ações de participação da equipe, que coordenam e planejam seus
esforços. Servem também para delimitar critérios para resolver conflitos interpessoais e para
a melhoria do trabalho. Quando uma equipe executa seus trabalhos e atinge níveis ótimos,
dizemos que a equipe está em:
(A) formação;
(B) tormenta;
(C) realização;
(D) aquiescência;
Comentários
39
(Robbins, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 60
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Aula 13
Os grupos são formados em um processo de quatro a cinco fases: formação, erupção, normalização,
realização e encerramento (nos casos em que isto acontece)40.
É na etapa da realização ou de desempenho em que a estrutura do grupo já está plenamente
funcional e as energias já são gastas na realização das atividades.
Gabarito: letra C
27. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)
Uma agência do governo designou uma equipe de analistas para se reunirem algumas horas
por semana para discutirem formas de melhorar a qualidade, a eficiência, os processos e os
métodos de trabalho.
O tipo de equipe mais adequado para esse contexto é a:
(A) de resolução de problemas;
(B) autogerenciada;
(C) virtual;
(D) multifuncional;
(E) processual.
Comentários
De acordo com Robbins, existem quatro tipos principais de equipes41:
✓ Equipes de soluções de problemas – são formadas geralmente por pessoas do mesmo
departamento, que se reúnem para analisar melhorias de qualidade, no ambiente de
trabalho ou de eficiência. Os membros trocam informação e sugerem alternativas aos
problemas encontrados. Normalmente, estas equipes não contam com a autonomia para
implementar as sugestões por si só.
✓ Equipes Multifuncionais (cross-functional) – equipes formadas por membros de vários
departamentos, normalmente do mesmo nível hierárquico, que se juntam para realizar uma
atividade. Um exemplo deste tipo de equipe são as forças-tarefa.
✓ Equipes auto gerenciadas – são formadas por funcionários que executam atividades
relacionadas ou interdependentes. Estes membros da equipe tomam muitas das
responsabilidades de um supervisor, pois planejam e distribuem as tarefas envolvidas no
trabalho, controlam os resultados e chegam até a escolher os membros da equipe.
✓ Equipes virtuais – os membros deste tipo de equipe utilizam as tecnologias de informação
para trabalhar juntos e atingir seus objetivos. Através de instrumentos como e-mails,
videoconferências e a internet conseguem trocar informações e interagir. Esta forma
40
(Robbins, 2004)
41
(Robbins, Organizational Behavior, 2004)
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 61
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possibilita que pessoas possam trabalhar de qualquer lugar do mundo. Pode conter apenas
pessoas de dentro da mesma organização ou integrar pessoas de organizações diferentes.
Gabarito: letra A
28. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)
Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem variáveis de contexto, de
composição e de processos da equipe.
É uma variável de processos da equipe, fortemente relacionada ao seu desempenho:
(A) nível de conflito;
(B) liderança;
(C) tamanho da equipe;
(D) alocação adequada de papéis;
(E) sistemas de avaliação de desempenho.
Comentários
A questão cobra as variáveis para formarmos equipes eficazes: contexto da equipe, composição da
equipe, desenho do trabalho e processo da equipe.
Os fatores de processo envolvem os objetivos comuns, o estabelecimento de metas específicas, a
confiança, os níveis de conflito e a folga social.
Gabarito: letra A
29. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
As equipes de trabalho são amplamente utilizadas nas organizações contemporâneas. No
entanto, as equipes nem sempre são mais adequadas que o trabalho individual.
Entre as desvantagens das equipes de trabalho em relação ao trabalho individual está:
(A) dificultam o processo de inovação;
(B) dificultam a emergência de líderes;
(C) tornam as tarefas interdependentes;
(D) tomam mais tempo e consomem mais recursos;
(E) alteram os sistemas de reconhecimento e recompensa organizacionais.
Comentários
Administração Geral e Pública p/ UFPI (Assistente em Administração) - Pós-Edital 62
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De acordo com Robbins, existem as seguintes desvantagens da decisão grupal 42:
Desvantagens da Descrição
Decisão em Grupo
Grupos consumam tomar mais tempo para decidir do
Consomem mais tempo que as pessoas, naturalmente. Reuniões, debates e a
busca de uma decisão de consenso levam tempo.
Pressão da O desejo que as pessoas têm de serem aceitas no grupo
conformidade em pode levar a uma busca por evitar qualquer discussão
grupos mais aberta e reduzir possibilidade de novas ideias.
Grupos podem ser Se um grupo é dominado por pessoas com baixa
dominados por poucos habilidade e/ou capacidade, a efetividade do grupo irá
membros cair.
Diluição da Nas decisões individuais, fica claro quem é o responsável
responsabilidade pelos pela decisão. Já nas decisões em grupo a
resultados responsabilidade de cada membro é diluída.
As decisões em grupo consomem mais tempo mesmo (e, por consequência, recursos). Muitas vezes,
são necessárias diversas reuniões e a presença de muitas pessoas para que uma decisão seja acatada
pelo grupo.
A maior troca de informações e os diversos pontos de vista geram as vezes longos debates, que
custam tempo e dinheiro.
Gabarito: letra D
30. (UFMT – UFSBA – AGDMINISTRADOR – 2017)
As características: descobrir expectativas, avaliar o valor da participação, respeitar a
autoridade existente, testar limites de comportamento estão relacionadas com o estágio de
desenvolvimento da equipe na fase de
(A) ataque;
(B) formação;
(C) normatização;
(D) realização;
42
(Robbins, 2004)
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Comentários
A etapa em que estamos “descobrindo expectativas” é a fase de formação, aonde estamos
conhecendo os participantes do grupo e determinando quem deve fazer o que e quais são os
objetivos.
Nesta fase, iremos determinar quais serão as regras de comportamento que serão aceitas dentro do
grupo.
Gabarito: letra B
31. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
O gerente do departamento de contabilidade de um órgão público criou uma equipe de seis
funcionários com a incumbência de descobrir formas de reduzir o tempo necessário para a
realização de alguns processos do departamento. A equipe irá se reunir durante algumas horas
por semana, por três meses, para avaliar a situação e apresentar propostas para redução dos
prazos dos processos.
Esse tipo de equipe é conhecida como:
(A) multifuncional;
(B) autogerenciada;
(C) de resolução de problemas;
(D) de alto desempenho;
(E) de projetos.
Comentários
Equipes para a solução de problemas são formadas geralmente por pessoas do mesmo
departamento, que se reúnem para analisar melhorias de qualidade, no ambiente de trabalho ou de
eficiência. Os membros trocam informação e sugerem alternativas aos problemas encontrados.
É o caso trazido pelo exemplo da banca.
Gabarito: letra C
32. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
Com o advento e progresso das tecnologias de comunicação, bem como em função dos
negócios globais de algumas corporações, algumas empresas adotam modelos de equipe em
que seus membros residem em países diferentes e se comunicam e compartilham trabalhos
por meio de ferramentas tecno-informacionais.
Nesse sentido, assinale a opção que indica esse modelo de equipe.
(A) Ad Hoc.
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(B) Autogerenciada.
(C) Força-tarefa.
(D) Funcional cruzada.
(E) Virtual.
Comentários
O tipo de equipe em que as pessoas estão localizadas em países diferentes é mesmo a equipe virtual.
De acordo com Robbins,
"os membros deste tipo de equipe utilizam as tecnologias de informação para trabalhar juntos e atingir seus objetivos.
Através de instrumentos como e-mails, videoconferências e a internet conseguem trocar informações e interagir. Esta forma
possibilita que pessoas possam trabalhar de qualquer lugar do mundo. Pode conter apenas pessoas de dentro da mesma
organização ou integrar pessoas de organizações diferentes"
Gabarito: letra E
33. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
São várias as modalidades de equipes de trabalho. A equipe de risco é aquela constituída por:
(A) pessoas que executam tarefas similares, em uma mesma unidade organizacional, com
poucas funções bem definidas.
(B) especialistas de diferentes áreas com o intuito de desenvolver uma atividade específica sem
relação com a estratégia da empresa.
(C) funcionários que participam de equipes diferentes e que executam um rodízio periódico de
seus integrantes.
(D) diretores de cada departamento que trabalham em conjunto para decidir o plano tático da
organização.
(E) funcionários com foco em novos empreendimentos e com autonomia para gerir seu
orçamento e alcançar resultados.
Comentários
A classificação do tipo de equipe chamada de "equipe de risco" é encontrada no livro de Macedo et
al: "Aspectos comportamentais da Gestão de Pessoas". De acordo com os autores, essas equipes
são:
"Criadas como estratégia para promover o espírito empreendedor, reúnem talentos especiais, que podem até vir a fazer
parte da estrutura organizacional; têm ampla autonomia para administrar seu próprio orçamento e atingir os objetivos;
uma variação desse modelo são as equipes incumbidas de apresentar inovações e que dispõem de tempo e recursos para
desenvolver um projeto; caso este seja aprovado, a unidade encarregada de sua implementação incorpora os integrantes
da equipe, seja com participação nos resultados de risco, seja como negócios-satélite independentes".
Desta forma, podemos observar que o gabarito só pode mesmo ser a letra E.
Gabarito: letra E
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34. (UFC – UFC – ASSISTENTE – 2015)
O que é uma equipe de trabalho multifuncional?
(A) Equipe de profissionais da mesma área que realizam as mesmas funções.
(B) Equipe de profissionais da mesma área com o objetivo de realizar funções distintas.
(C) Equipe de profissionais de nível hierárquico diferentes com o objetivo de realizar as mesmas
funções.
(D) Consiste em funcionários de diferentes níveis hierárquicos, mas da mesma área de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
(E) Consiste em funcionários de mesmo nível hierárquico, mas de diferentes áreas de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
Comentários
Equipes multifuncionais são aquelas que contam com a participação de especialistas de áreas
diferentes da instituição e atuam com o objetivo de desenvolver alguma atividade ou tarefa
específica. Desse modo, as letras A, B e D estão erradas, pois os funcionários devem ser de áreas
diferentes.
A letra C está incorreta, pois não basta que sejam de níveis hierárquicos diferentes para que a equipe
seja considerada multifuncional. Finalmente, a letra E está perfeita.
Gabarito: Letra E
35. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)
A base fundamental do trabalho de cada executivo está na equipe. Ela constitui a sua unidade
de ação, a sua ferramenta de trabalho. Com ela, o executivo alcança metas e produz resultados.
Para tanto, ele precisa saber como escolher sua equipe, como desenhar o trabalho para aplicar
as competências dela, como treinar e preparar a equipe para aumentar sua excelência, como
liderar e impulsionar a equipe, como motivá-la, como avaliar o seu desempenho para melhorá-
lo cada vez mais e como recompensá-la para reforçar e reconhecer seu valor. Essa é a sua praia.
Trabalhar com a equipe passa a ser a atividade principal do executivo como gestor de pessoas.
Mas lidar com equipes exige cuidados especiais. Há uma variedade de tipos de equipes,
conforme descrito nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
(A) Equipes de melhoria de processos: é um grupo de pessoas com ou sem experiência, vindas
de fora da entidade. Os membros são geralmente pessoas com perfil mais conservador.
(B) Equipes funcionais cruzadas: são compostas de pessoas vindas de diversas áreas da
empresa (marketing, produtos, finanças, engenharia) e são formadas para alcançar um
objetivo específico por meio de um mix de competências. Quase sempre são designadas.
(C) Equipes de projetos: são formadas especialmente para desenhar um novo produto ou
serviço. Os participantes são designados na base de sua habilidade para contribuir para o
sucesso. O grupo geralmente debanda após completada a tarefa.
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(D) Equipes autodirigidas: são compostas de pessoas altamente treinadas para desempenhar
um conjunto de tarefas interdependentes dentro de uma unidade natural de trabalho. Os
membros usam o consenso na tomada de decisão para desempenhar o trabalho, resolver
problemas ou lidar com clientes internos ou externos.
(E) Equipes de força-tarefa: uma força-tarefa é designada para resolver imediatamente um
problema. O grupo fica responsável por um plano de longo prazo para resolução do problema
que pode incluir a implementação da solução proposta.
Comentários
A letra A já está incorreta e é o nosso gabarito. Estas equipes de melhorias de processos devem
contar com profissionais experientes (pense bem: alguém que não sabe nada de um processo terá
como melhorá-lo?) e não com profissionais sem experiência.
As demais alternativas estão corretas.
Gabarito: letra A
36. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)
Uma equipe bem-sucedida requer habilidades especiais que devem ser inter-relacionadas,
mutuamente reforçadas e interdependentes entre si. A articulação dessas habilidades pode
ajudar uma equipe a definir melhor o que ela deve e como fazer. Clock e Goldsmith propõem
habilidades que os membros de uma equipe devem desenvolver, corretamente listadas nas
alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
(A) Habilidade de autogerenciamento: a equipe deve, em conjunto, ultrapassar obstáculos por
meio da construção de um senso de propriedade, responsabilidade, compromisso e eficiência
de cada membro, encorajando a total participação e autocrítica para melhorar
incessantemente as condições de trabalho.
(B) Habilidade de comunicação: a equipe deve trabalhar colaborativamente para comunicar
aberta e honestamente, ouvir ativamente para obter sinergia.
(C) Habilidade de liderança: a equipe deve criar oportunidades para que cada participante sirva
como líder. Para tanto, cada membro deve aprender a organizar, colaborar, planejar, facilitar,
relacionar e servir como coach e mentor.
(D) Habilidade de responsabilidade: cada membro da equipe é responsável somente pelo seu
trabalho. A responsabilidade não é compartilhada com os demais.
(E) Habilidade de apoio à diversidade: quanto mais diversificada a equipe tanto maior sua
capacidade de responder a novos problemas e apresentar novas soluções. Novas ideias
proporcionam diferentes opiniões que enriquecem o trabalho da equipe. Estereótipos e
preconceitos devem ser eliminados.
Comentários
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Aula 13
Nesta questão, a FGV jogou uma “casca de banana” para os candidatos, pois a letra D sugere que,
através da habilidade de responsabilidade, cada membro é responsável apenas pelo seu trabalho!
Como vimos acima, é exatamente o contrário. Dentro de uma equipe, a responsabilidade deve ser
compartilhada. Não adianta fazer o seu trabalho bem se seu colega está falhando, pois toda a equipe
será “penalizada”.
Gabarito: letra D
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LISTA DE QUESTÕES TRABALHADAS NA AULA
1. (IADES – AL-GO – POLICIAL – 2019)
Com base nos conhecimentos relativos a comportamento receptivo e defensivo, empatia e
compreensão mútua, assinale a alternativa que apresenta o conceito de empatia.
(A) Polidez, educação e gentileza.
(B) Estado sentimental que faz que duas ou mais pessoas mantenham relacionamento marcado
pela delicadeza e a cordialidade.
(C) Ação que se pauta em princípios formais ou normas sociais necessárias para o cumprimento
de certos atos jurídicos, administrativos e (ou) contratuais.
(D) Comportamento que expressa bondade e sacrifício em benefício de outra pessoa.
(E) Aptidão para se identificar intelectual ou afetivamente com o outro; de se colocar no lugar
de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela agiria ou pensaria nas mesmas
circunstâncias.
2. (IADES – AL-GO – POLICIAL – 2019)
Acerca da eficácia no comportamento interpessoal, é correto afirmar que o trabalho em equipe
(A) presume objetivos compartilhados e competências complementares.
(B) requer que os membros disponham de conhecimentos similares em conteúdo e nível de
proficiência.
(C) realiza-se quando todos desempenham a mesma função e alcançam metas idênticas.
(D) acontece quando os membros compartilham proximidade afetiva e espaços de interação
social.
(E) presume presença física dos membros para a realização das tarefas no local de trabalho.
3. (FGV – CM-SALVADOR – ANALISTA – 2018)
Os trabalhos em grupo e em equipe são muito comuns nas organizações públicas e privadas.
Mas nem sempre o trabalho em equipe é a melhor solução.
Uma desvantagem do trabalho em equipe é:
(A) desestimular a criatividade organizacional;
(B) dificultar o desenvolvimento de lideranças;
(C) requerer menor número de reuniões;
(D) dificultar a participação dos funcionários nas decisões;
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(E) exigir maiores demandas de comunicação.
4. (FAUEL – CM-ASSAI – AUXILIAR – 2018)
Um bom grau de trabalho em equipe depende de diversas atitudes e posturas que precisam
ser tomadas por todos os membros do grupo. Dentre as alternativas abaixo, a única que traz
uma postura que NÃO contribui para que haja um bom grau de trabalho em equipe é:
(A) Comportamento Empático;
(B) Comportamento Receptivo;
(C) Comportamento Defensivo;
(D) Comportamento Ético;
5. (FGV – CM-SALVADOR – ANALISTA – 2018)
Um gerente tem estilo de liderança participativo e costuma debater os problemas e tomar
decisões em conjunto com sua equipe de trabalho. O gerente considera que tomar decisões
em grupo traz, como vantagens, maior aceitação e legitimidade das decisões.
No entanto, o gerente reconhece que as decisões em grupo também apresentam alguns
pontos fracos, como:
(A) exigir muita experiência dos decisores;
(B) consumir muito tempo;
(C) estimular a racionalidade limitada;
(D) gerar conflito de papéis;
(E) dificultar a aceitação da solução escolhida.
6. (VUNESP – PAULIPREV – TÉCNICO – 2018)
Com relação ao trabalho em equipe, é correto afirmar:
(A) na equipe, o trabalho dispensa a existência de um líder;
(B) na equipe, existe uma hierarquia clara entre seus membros;
(C) o trabalho é dividido em partes, e a intervenção é a soma delas;
(D) a equipe tem objetivos e metas comuns;
(E) o trabalho em equipe implica na troca de favores entre pessoas conhecidas.
7. (FGV – CM-SALVADOR – ANALISTA – 2018)
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Um servidor administrativo foi convidado a assumir a chefia do departamento de atendimento
a clientes. Após sua apresentação aos subordinados, ele disse que acredita no potencial do
trabalho em grupo.
Em relação a equipes e grupos de trabalho, é correto afirmar que:
(A) o trabalho em grupo gera sinergia positiva por meio do esforço coordenado;
(B) o trabalho em equipe costuma tomar mais tempo e consumir mais recursos que o trabalho
individual;
(C) o trabalho em equipe é aquele em que se interage basicamente para compartilhar dados,
informações e auxiliar cada membro a atingir suas próprias metas;
(D) nos grupos de trabalho, as habilidades são complementares e a responsabilidade pode ser
individual ou mútua;
(E) as equipes multifuncionais são grupos de funcionários que realizam trabalhos muito
relacionados ou interdependentes e assumem muitas das responsabilidades que cabiam a seus
superiores hierárquicos.
8. (VUNESP – CM-INDAIATUBA – AGENTE – 2018)
Um dos fatores impulsionadores do sucesso em nossas carreiras é a forma pela qual nos
relacionamos com as pessoas. Nossa forma de ser, pensar e agir influencia diretamente os
relacionamentos nas organizações.
Trabalhar em equipe exige
(A) protecionismo;
(B) individualismo;
(C) conformismo;
(D) liberalismo;
(E) altruismo.
9. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
Uma gerente de recursos humanos costuma envolver todos os membros de sua equipe na
tomada de decisões que afetam o grupo. Ela acredita que vários pontos de vista ajudam a
construir uma decisão melhor do que uma decisão tomada individualmente.
No entanto, a tomada de decisão em grupo apresenta algumas desvantagens quando
comparada com a tomada de decisão individual, tais como:
(A) resistência à implantação da decisão;
(B) baixa partilha de informações;
(C) baixa aceitação da decisão pelos envolvidos;
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(D) diminuição da motivação dos envolvidos na decisão;
(E) diluição da responsabilidade pelos resultados.
10. (QUADRIX – CFO-DF – AGDMINISTRADOR – 2017)
O trabalho em equipe, para que seja produtivo, deverá se pautar em um relacionamento
motivado por interesses pessoais em detrimento dos interesses do grupo.
11. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem fatores de contexto, de
composição e de processo das equipes.
É um fator de contexto fortemente relacionado ao desempenho das equipes:
(A) diversidade dos membros;
(B) alocação adequada de papéis;
(C) propósito comum;
(D) recursos adequados;
(E) metas específicas.
12. (IBFC – EMBASA – AGENTE – 2017)
É necessário que uma equipe tenha objetivos para que consiga se manter e se desenvolver.
São eles que guiam as ações de participação da equipe, que coordenam e planejam seus
esforços. Servem também para delimitar critérios para resolver conflitos interpessoais e para
a melhoria do trabalho. Quando uma equipe executa seus trabalhos e atinge níveis ótimos,
dizemos que a equipe está em:
(A) formação;
(B) tormenta;
(C) realização;
(D) aquiescência;
13. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)
Uma agência do governo designou uma equipe de analistas para se reunirem algumas horas
por semana para discutirem formas de melhorar a qualidade, a eficiência, os processos e os
métodos de trabalho.
O tipo de equipe mais adequado para esse contexto é a:
(A) de resolução de problemas;
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(B) autogerenciada;
(C) virtual;
(D) multifuncional;
(E) processual.
14. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)
Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem variáveis de contexto, de
composição e de processos da equipe.
É uma variável de processos da equipe, fortemente relacionada ao seu desempenho:
(A) nível de conflito;
(B) liderança;
(C) tamanho da equipe;
(D) alocação adequada de papéis;
(E) sistemas de avaliação de desempenho.
15. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
As equipes de trabalho são amplamente utilizadas nas organizações contemporâneas. No
entanto, as equipes nem sempre são mais adequadas que o trabalho individual.
Entre as desvantagens das equipes de trabalho em relação ao trabalho individual está:
(A) dificultam o processo de inovação;
(B) dificultam a emergência de líderes;
(C) tornam as tarefas interdependentes;
(D) tomam mais tempo e consomem mais recursos;
(E) alteram os sistemas de reconhecimento e recompensa organizacionais.
16. (UFMT – UFSBA – AGDMINISTRADOR – 2017)
As características: descobrir expectativas, avaliar o valor da participação, respeitar a
autoridade existente, testar limites de comportamento estão relacionadas com o estágio de
desenvolvimento da equipe na fase de
(A) ataque;
(B) formação;
(C) normatização;
(D) realização;
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17. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
O gerente do departamento de contabilidade de um órgão público criou uma equipe de seis
funcionários com a incumbência de descobrir formas de reduzir o tempo necessário para a
realização de alguns processos do departamento. A equipe irá se reunir durante algumas horas
por semana, por três meses, para avaliar a situação e apresentar propostas para redução dos
prazos dos processos.
Esse tipo de equipe é conhecida como:
(A) multifuncional;
(B) autogerenciada;
(C) de resolução de problemas;
(D) de alto desempenho;
(E) de projetos.
18. (QUADRIX – CRM-ES – AGENTE – 2016)
O relacionamento interpessoal é o relacionamento entre as pessoas considerando a forma de
como se comunicar e como se tratar. Analise a afirmativa a seguir.
“Se me conheço, consigo estabelecer relacionamentos saudáveis e reconhecer o outro”.
No contexto apresentado, é verdadeiro afirmar que para que haja um bom relacionamento
interpessoal é preciso possuir:
A) habilidades de gestão organizacional.
B) noções específicas de gestão de pessoas.
C) conhecimento intrapessoal.
D) Inteligência espacial.
E) normas de recursos humanos.
19. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
Com o advento e progresso das tecnologias de comunicação, bem como em função dos
negócios globais de algumas corporações, algumas empresas adotam modelos de equipe em
que seus membros residem em países diferentes e se comunicam e compartilham trabalhos
por meio de ferramentas tecno-informacionais.
Nesse sentido, assinale a opção que indica esse modelo de equipe.
(A) Ad Hoc.
(B) Autogerenciada.
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(C) Força-tarefa.
(D) Funcional cruzada.
(E) Virtual.
20. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
São várias as modalidades de equipes de trabalho. A equipe de risco é aquela constituída por:
(A) pessoas que executam tarefas similares, em uma mesma unidade organizacional, com
poucas funções bem definidas.
(B) especialistas de diferentes áreas com o intuito de desenvolver uma atividade específica sem
relação com a estratégia da empresa.
(C) funcionários que participam de equipes diferentes e que executam um rodízio periódico de
seus integrantes.
(D) diretores de cada departamento que trabalham em conjunto para decidir o plano tático da
organização.
(E) funcionários com foco em novos empreendimentos e com autonomia para gerir seu
orçamento e alcançar resultados.
21. (UFC – UFC – ASSISTENTE – 2015)
O que é uma equipe de trabalho multifuncional?
(A) Equipe de profissionais da mesma área que realizam as mesmas funções.
(B) Equipe de profissionais da mesma área com o objetivo de realizar funções distintas.
(C) Equipe de profissionais de nível hierárquico diferentes com o objetivo de realizar as mesmas
funções.
(D) Consiste em funcionários de diferentes níveis hierárquicos, mas da mesma área de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
(E) Consiste em funcionários de mesmo nível hierárquico, mas de diferentes áreas de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
22. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)
A base fundamental do trabalho de cada executivo está na equipe. Ela constitui a sua unidade
de ação, a sua ferramenta de trabalho. Com ela, o executivo alcança metas e produz resultados.
Para tanto, ele precisa saber como escolher sua equipe, como desenhar o trabalho para aplicar
as competências dela, como treinar e preparar a equipe para aumentar sua excelência, como
liderar e impulsionar a equipe, como motivá-la, como avaliar o seu desempenho para melhorá-
lo cada vez mais e como recompensá-la para reforçar e reconhecer seu valor. Essa é a sua praia.
Trabalhar com a equipe passa a ser a atividade principal do executivo como gestor de pessoas.
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Mas lidar com equipes exige cuidados especiais. Há uma variedade de tipos de equipes,
conforme descrito nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
(A) Equipes de melhoria de processos: é um grupo de pessoas com ou sem experiência, vindas
de fora da entidade. Os membros são geralmente pessoas com perfil mais conservador.
(B) Equipes funcionais cruzadas: são compostas de pessoas vindas de diversas áreas da
empresa (marketing, produtos, finanças, engenharia) e são formadas para alcançar um
objetivo específico por meio de um mix de competências. Quase sempre são designadas.
(C) Equipes de projetos: são formadas especialmente para desenhar um novo produto ou
serviço. Os participantes são designados na base de sua habilidade para contribuir para o
sucesso. O grupo geralmente debanda após completada a tarefa.
(D) Equipes autodirigidas: são compostas de pessoas altamente treinadas para desempenhar
um conjunto de tarefas interdependentes dentro de uma unidade natural de trabalho. Os
membros usam o consenso na tomada de decisão para desempenhar o trabalho, resolver
problemas ou lidar com clientes internos ou externos.
(E) Equipes de força-tarefa: uma força-tarefa é designada para resolver imediatamente um
problema. O grupo fica responsável por um plano de longo prazo para resolução do problema
que pode incluir a implementação da solução proposta.
23. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
Uma gerente de recursos humanos costuma envolver todos os membros de sua equipe na
tomada de decisões que afetam o grupo. Ela acredita que vários pontos de vista ajudam a
construir uma decisão melhor do que uma decisão tomada individualmente.
No entanto, a tomada de decisão em grupo apresenta algumas desvantagens quando
comparada com a tomada de decisão individual, tais como:
(A) resistência à implantação da decisão;
(B) baixa partilha de informações;
(C) baixa aceitação da decisão pelos envolvidos;
(D) diminuição da motivação dos envolvidos na decisão;
(E) diluição da responsabilidade pelos resultados.
24. (QUADRIX – CFO-DF – AGDMINISTRADOR – 2017)
O trabalho em equipe, para que seja produtivo, deverá se pautar em um relacionamento
motivado por interesses pessoais em detrimento dos interesses do grupo.
25. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
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Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem fatores de contexto, de
composição e de processo das equipes.
É um fator de contexto fortemente relacionado ao desempenho das equipes:
(A) diversidade dos membros;
(B) alocação adequada de papéis;
(C) propósito comum;
(D) recursos adequados;
(E) metas específicas.
26. (IBFC – EMBASA – AGENTE – 2017)
É necessário que uma equipe tenha objetivos para que consiga se manter e se desenvolver.
São eles que guiam as ações de participação da equipe, que coordenam e planejam seus
esforços. Servem também para delimitar critérios para resolver conflitos interpessoais e para
a melhoria do trabalho. Quando uma equipe executa seus trabalhos e atinge níveis ótimos,
dizemos que a equipe está em:
(A) formação;
(B) tormenta;
(C) realização;
(D) aquiescência;
27. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)
Uma agência do governo designou uma equipe de analistas para se reunirem algumas horas
por semana para discutirem formas de melhorar a qualidade, a eficiência, os processos e os
métodos de trabalho.
O tipo de equipe mais adequado para esse contexto é a:
(A) de resolução de problemas;
(B) autogerenciada;
(C) virtual;
(D) multifuncional;
(E) processual.
28. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)
Para a criação de equipes eficazes é preciso que se considerem variáveis de contexto, de
composição e de processos da equipe.
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É uma variável de processos da equipe, fortemente relacionada ao seu desempenho:
(A) nível de conflito;
(B) liderança;
(C) tamanho da equipe;
(D) alocação adequada de papéis;
(E) sistemas de avaliação de desempenho.
29. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
As equipes de trabalho são amplamente utilizadas nas organizações contemporâneas. No
entanto, as equipes nem sempre são mais adequadas que o trabalho individual.
Entre as desvantagens das equipes de trabalho em relação ao trabalho individual está:
(A) dificultam o processo de inovação;
(B) dificultam a emergência de líderes;
(C) tornam as tarefas interdependentes;
(D) tomam mais tempo e consomem mais recursos;
(E) alteram os sistemas de reconhecimento e recompensa organizacionais.
30. (UFMT – UFSBA – AGDMINISTRADOR – 2017)
As características: descobrir expectativas, avaliar o valor da participação, respeitar a
autoridade existente, testar limites de comportamento estão relacionadas com o estágio de
desenvolvimento da equipe na fase de
(A) ataque;
(B) formação;
(C) normatização;
(D) realização;
31. (FGV – IBGE – AGENTE – 2017)
O gerente do departamento de contabilidade de um órgão público criou uma equipe de seis
funcionários com a incumbência de descobrir formas de reduzir o tempo necessário para a
realização de alguns processos do departamento. A equipe irá se reunir durante algumas horas
por semana, por três meses, para avaliar a situação e apresentar propostas para redução dos
prazos dos processos.
Esse tipo de equipe é conhecida como:
(A) multifuncional;
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(B) autogerenciada;
(C) de resolução de problemas;
(D) de alto desempenho;
(E) de projetos.
32. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
Com o advento e progresso das tecnologias de comunicação, bem como em função dos
negócios globais de algumas corporações, algumas empresas adotam modelos de equipe em
que seus membros residem em países diferentes e se comunicam e compartilham trabalhos
por meio de ferramentas tecno-informacionais.
Nesse sentido, assinale a opção que indica esse modelo de equipe.
(A) Ad Hoc.
(B) Autogerenciada.
(C) Força-tarefa.
(D) Funcional cruzada.
(E) Virtual.
33. (FGV – TJ-BA – ANALISTA – 2015)
São várias as modalidades de equipes de trabalho. A equipe de risco é aquela constituída por:
(A) pessoas que executam tarefas similares, em uma mesma unidade organizacional, com
poucas funções bem definidas.
(B) especialistas de diferentes áreas com o intuito de desenvolver uma atividade específica sem
relação com a estratégia da empresa.
(C) funcionários que participam de equipes diferentes e que executam um rodízio periódico de
seus integrantes.
(D) diretores de cada departamento que trabalham em conjunto para decidir o plano tático da
organização.
(E) funcionários com foco em novos empreendimentos e com autonomia para gerir seu
orçamento e alcançar resultados.
34. (UFC – UFC – ASSISTENTE – 2015)
O que é uma equipe de trabalho multifuncional?
(A) Equipe de profissionais da mesma área que realizam as mesmas funções.
(B) Equipe de profissionais da mesma área com o objetivo de realizar funções distintas.
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(C) Equipe de profissionais de nível hierárquico diferentes com o objetivo de realizar as mesmas
funções.
(D) Consiste em funcionários de diferentes níveis hierárquicos, mas da mesma área de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
(E) Consiste em funcionários de mesmo nível hierárquico, mas de diferentes áreas de trabalho
na organização, reunidos para realizar uma tarefa específica.
35. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)
A base fundamental do trabalho de cada executivo está na equipe. Ela constitui a sua unidade
de ação, a sua ferramenta de trabalho. Com ela, o executivo alcança metas e produz resultados.
Para tanto, ele precisa saber como escolher sua equipe, como desenhar o trabalho para aplicar
as competências dela, como treinar e preparar a equipe para aumentar sua excelência, como
liderar e impulsionar a equipe, como motivá-la, como avaliar o seu desempenho para melhorá-
lo cada vez mais e como recompensá-la para reforçar e reconhecer seu valor. Essa é a sua praia.
Trabalhar com a equipe passa a ser a atividade principal do executivo como gestor de pessoas.
Mas lidar com equipes exige cuidados especiais. Há uma variedade de tipos de equipes,
conforme descrito nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
(A) Equipes de melhoria de processos: é um grupo de pessoas com ou sem experiência, vindas
de fora da entidade. Os membros são geralmente pessoas com perfil mais conservador.
(B) Equipes funcionais cruzadas: são compostas de pessoas vindas de diversas áreas da
empresa (marketing, produtos, finanças, engenharia) e são formadas para alcançar um
objetivo específico por meio de um mix de competências. Quase sempre são designadas.
(C) Equipes de projetos: são formadas especialmente para desenhar um novo produto ou
serviço. Os participantes são designados na base de sua habilidade para contribuir para o
sucesso. O grupo geralmente debanda após completada a tarefa.
(D) Equipes autodirigidas: são compostas de pessoas altamente treinadas para desempenhar
um conjunto de tarefas interdependentes dentro de uma unidade natural de trabalho. Os
membros usam o consenso na tomada de decisão para desempenhar o trabalho, resolver
problemas ou lidar com clientes internos ou externos.
(E) Equipes de força-tarefa: uma força-tarefa é designada para resolver imediatamente um
problema. O grupo fica responsável por um plano de longo prazo para resolução do problema
que pode incluir a implementação da solução proposta.
36. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)
Uma equipe bem-sucedida requer habilidades especiais que devem ser inter-relacionadas,
mutuamente reforçadas e interdependentes entre si. A articulação dessas habilidades pode
ajudar uma equipe a definir melhor o que ela deve e como fazer. Clock e Goldsmith propõem
habilidades que os membros de uma equipe devem desenvolver, corretamente listadas nas
alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
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(A) Habilidade de autogerenciamento: a equipe deve, em conjunto, ultrapassar obstáculos por
meio da construção de um senso de propriedade, responsabilidade, compromisso e eficiência
de cada membro, encorajando a total participação e autocrítica para melhorar
incessantemente as condições de trabalho.
(B) Habilidade de comunicação: a equipe deve trabalhar colaborativamente para comunicar
aberta e honestamente, ouvir ativamente para obter sinergia.
(C) Habilidade de liderança: a equipe deve criar oportunidades para que cada participante sirva
como líder. Para tanto, cada membro deve aprender a organizar, colaborar, planejar, facilitar,
relacionar e servir como coach e mentor.
(D) Habilidade de responsabilidade: cada membro da equipe é responsável somente pelo seu
trabalho. A responsabilidade não é compartilhada com os demais.
(E) Habilidade de apoio à diversidade: quanto mais diversificada a equipe tanto maior sua
capacidade de responder a novos problemas e apresentar novas soluções. Novas ideias
proporcionam diferentes opiniões que enriquecem o trabalho da equipe. Estereótipos e
preconceitos devem ser eliminados.
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GABARITO
1. E 13. A 25. D
2. A 14. A 26. C
3. E 15. D 27. A
4. C 16. B 28. A
5. B 17. C 29. D
6. D 18. C 30. B
7. B 19. E 31. C
8. E 20. E 32. E
9. E 21. E 33. E
10. E 22. A 34. E
11. D 23. E 35. A
12. C 24. E 36. D
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BIBLIOGRAFIA
Chiavenato, I. (2008). Administração Geral e Pública (2° ed.). São Paulo: Elsevier.
Chiavenato, I. (2010). Administração nos novos tempos (2° ed.). Rio de Janeiro:
Elsevier.
Chiavenato, I. (2014). Comportamento Organizacional: a dinâmica do sucesso das
organizações (3º ed.). Barueri: Manole.
Macêdo, I. I., Rodrigues, D. F., Johann, M. P., & Cunha, N. M. (2007). Aspectos
Comportamentais da Gestão de Pessoas (7° Ed. ed.). Rio de Janeiro: FGV.
Moscovici, F. (abr/jun de 1981). Competência Interpessoal no Desenvolvimento de
Gerentes. Revista de Administração de Empresas, 17-25.
Rennó, R. (2013). Administração Geral para Concursos. Rio de Janeiro: Campus
Elsevier.
Robbins, S. P. (2004). Organizational Behavior (11° ed.). Upper Saddle River: Pearson
Prentice Hall.
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