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Trabalho de Estatística - ISCED

Dados Estatísticos De Mulheres e Homens em Moçambique 2017 Curso de licenciatura em Gestão Ambiental, 1º. Ano. I Bloco
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Manuel João Chimiti

Estatística
Dados Estatísticos De Mulheres e Homens em Moçambique 2017
Curso de licenciatura em Gestão Ambiental, 1º. Ano. I Bloco.

ISCED – Instituto Superior De Ciências e Educação Distancia

Nampula – 2019

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Manuel João Chimiti

Dados Estatísticos De Mulheres e Homens em Moçambique 2017

O presente trabalho e de caracter


avaliativo, da cadeira de estatística, curso
de licenciatura em Gestão Ambiental, 1º.
Ano. I Bloco. Lecionado pelo,
Tutor: Joaquim Júlio Motechone Gano

ISCED – Instituto Superior De Ciências e Educação Distancia

Nampula – 2019

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Índice
Introdução.....................................................................................................4
Objetivos......................................................................................................4
1.1. Objetivo geral.....................................................................................4
1.2. Objetivos específicos..........................................................................4
Metodologia..................................................................................................4
1. Materiais e métodos...............................................................................5
1.1. Análise discretivo dos dados...............................................................6
1.1.1. População.........................................................................................6
1.1.2. Agregado familiar............................................................................9
1.1.3. Indicadores económicos.................................................................11
1.1.4. Violência doméstica.......................................................................12
I. Conclusão.............................................................................................13
II. Referência bibliográfica......................................................................14

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Introdução
A mulher ocupa um papel de relevo na construção da família e no bem-estar da
sociedade. Mas, em algumas esferas sociais tem-se registado discriminação nas
oportunidades disponibilizadas em diversos sectores. Como forma de se fazer a
monitoria e a avaliação dos indicadores de vários sectores, para medir o quão a
igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, foi criada a presente publicação
que contém informação estatística desagregada por sexo e o Índice de Paridade de
Género, o que contribui para a percepção e análise da equidade, equilíbrio e paridade do
género.

A publicação está dividida em capítulos : A apresentação das características da


população, agregados familiares e aspectos demográficos; participação económica e
social; análise de género nos sectores de Educação, Saúde, Crime e Justiça e em
questões de empoderamento da mulher. por fim teremos nossas conclusões sobre a
publicação abordado.

Objetivos
1.1. Objetivo geral
 Analisar e interpretar os dados estatísticos das mulheres e homens em
Moçambique 2017.
1.2. Objetivos específicos
 Abortar os análises de dados descritivos da população em Moçambique;
 Analisar e interpretar graficamente os dados abortados da população.

Metodologia
O trabalho é resultado de uma revisão bibliográfica nas implicações da Mulheres e
Homens em Moçambique 2017. De acordo com Vergara (2009, p.43) considera – se
pesquisa bibliográfica aquela “desenvolvida com base em material publicado em livros,
revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público em gera.

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1. Materiais e métodos

A presente publicação é feita após a realização do primeiro seminário do género


que teve como um dos principais objectivos a revisão da edição passada desta série.
Assim, foram incorporadas as observações atinentes desse seminário.

A informação apresentada foi recolhida em vários sectores com autonomia de


gerar estatísticas, uma vez estes serem Órgãos Delegados do Instituto Nacional de
Estatística, e de fontes internas do INE e com base nesta, calculou-se o Índice de
Paridade de Género (IPG), que é o indicador que mostra a magnitude da disparidade de
género em diferentes áreas. Este indicador foi obtido dividindo o valor do indicador de
dados referentes ao sexo feminino pelo sexo masculino, e abaixo de 1 mostrará menor
número do sexo feminino. Se o valor encontrar-se 8 Instituto Nacional de Estatística – Mulheres
e Homens em Moçambique, 2017 no intervalo de 0,95 á 1,04, pode indicar a tendência ao
equilíbrio de género, pois, as diferenças não são significativas.

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1.1. Análise discretivo dos dados
1.1.1. População

O capítulo da população apresenta indicadores demográficos como tamanho da


população, esperança de vida ao nascer, taxa global de fecundidade e características dos
agregados familiares.

De acordo com o Gráfico 1.1 a população moçambicana, tende a crescer para


ambos sexos no período de 1975 a 2017, o que pode estar associado a elevadas taxas de
fecundidade e diminuição das taxas de mortalidade. Em média, 52.2% da população
moçambicana é do sexo feminino.

O Gráfico 1.2 mostra a distribuição percentual da população por sexo segundo área de
residência. A população feminina é maior tanto na área urbana como na área rural, com
percentagens de 51.1 e 52.0 respetivamente.

6
O Gráfico 1.3, mostra o tamanho da população e a distribuição percentual da
população feminina por província. As províncias mais populosas do País são Nampula e
Zambézia, com cerca de 5 milhões de habitantes cada em 2017, enquanto Maputo
Cidade e a Província de Gaza são as menos populosas. Em relação a distribuição
percentual da população feminina por província, destacam-se as províncias de
Inhambane e Gaza com 54.10% e 53.92% , respetivamente.

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1.1.2. Agregado familiar

Considera-se agregado familiar, a pessoa singular ou grupo de pessoas, ligadas


ou não por laços de parentesco, que vivem na mesma casa, partilham a alimentação e a
maior parte das despesas. Em Moçambique segundo IOF-2014/15 existem mais de 5.1
milhoes de agregados familiares.

O tipo de agregado familiar predominante é alargado, isto é, inclui outros


parentes para além de mãe, pai e filhos. O número médio de membros no agregado
familiar é de 5.0. Importante referir que a maior parte dos agregados familiares são
chefiados por homens. Chefe do agregado familiar é a pessoa responsável pelo agregado
que deve ser residente, podendo estar presente ou não no momento do recenseamento ou
do inquérito desde que a ausência seja inferior a 6 meses.

O Gráfico 1. 8 mostra a distribuição percentual dos agregados familiares


segundo o sexo do chefe. De acordo com os dados dos inquéritos ao orçamento familiar
2008/9 e 2014/15, mais de 70% dos agregados familiares são chefiados por homens.

8
Nota-se um ligeiro aumento de agregados chefiados por mulheres em 1 ponto
percentual.

Segundo o IOF 2014/15, do total de agregados familiares existentes


aproximadamente 9% são chefiados por adolescentes e jovens com idade compreendida
entre 12 a 24 anos. O Gráfico 1.9, mostra que desses agregados, em média, cerca de
74.3% são chefiados, por jovens e adolescentes do sexo masculino e 25.7% do sexo
feminino. De salientar que a Província de Gaza com mais de 60%, apresenta a maior
percentagem de agregados chefiados por jovens e adolescentes do sexo feminino.

9
1.1.3. Indicadores económicos

A informação apresentada neste capítulo foi calculada com base em resultados


definitivos do Inquérito ao Orçamento Familiar (IOF 2014/15).

População Economicamente Activa (PEA) – é uma medida que procura mostrar a


dimensão da mão-de-obra que está a dar o seu contributo ou disponível para dar o seu
contributo no mercado laboral do país. Compreende a todas as pessoas de 15 e mais
anos,
empregadas ou desempregadas, ou mesmo disponíveis para realizar qualquer actividade
económica remunerada, enquanto ao conjunto de todos indivíduos indisponíveis para o
mercado laboral como estudantes, ou pessoas com menos de 15 anos ou ainda que
exercem alguma actividade não remunerada fazem parte da População Não
Economicamente Activa (PNEA).

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1.1.4. Violência doméstica

Os casos de violência doméstica são agrupados em 3 tipologias: criminal, cível e


de outra natureza. Em 2017 foram reportados 25589 casos de violência, dos quais
63.3% adultos (maiores de 17 anos de idade) e 36.7% crianças (menores de 17 anos).
Maior número de vítimas de violência são do sexo feminino e a disparidade tende
aumentar segundo o Gráfico 5.5. Em média, em adutos, para 4 vítimas do sexo feminino
encontrava-se 1 do masculino, e em crianças, 2 para 1, respectivamente.

Verifica-se maior disparidade de vítimas de sexo feminino em casos criminais,


onde para 4 mulheres vítimas apenas um homem reportou, tanto em adultos assim como
em crianças. Nos casos cíveis há disparidade em vitimas crianças relativamente a
adultos, com índices de 5.7 e 4.2 respectivamente. Em relação aos crimes de outra
natureza, os índices foram de 1.5 em crianças e 1.3 em adultos, como mostra o Gráfico
5.6.

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I. Conclusão

As estatísticas de género têm a particularidade de espelhar, de forma evidente, as


assimetrias entre o sexo feminino e masculino nos diferentes níveis socioeconómicos.
Elas permitem efetuar diagnósticos da situação de mulheres e homens de forma efectiva
e produzir argumentos sólidos para formulação de políticas públicas e tomada de
decisões inerentes a igualdade de género, isto é, criação de políticas que garantem a
igualdade de oportunidades, ou que o factor sexo, não tenha um impacto na tomada de
decisões públicas.

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II. Referência bibliográfica

Instituto Nacional de Estatística – Mulheres e Homens em Moçambique, 201 7

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