ISDB – Instituto Superior
Don Bosco
Módulo nº XV
Manutenção Industrial
Docente:
Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc.
MANUTENÇÃO AUTONOMA
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 2
O que entendes por
Manutencao Autonoma?
Pilar cujo objectivo principal é a melhoria da eficiência dos
equipamentos, desenvolvendo a capacidade dos
operadores para execução de pequenos reparos e
inspeções, mantendo o processo de acordo com os
padrões estabelecidos, antecipando-se aos problemas
potencias.
“Do que é meu cuido Eu”
O Pilar da Manutenção Autónoma tem como objectivo
implementar nas equipas uma filosofia de zero defeitos
sem necessidade de intervenção externa.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 3
O que entendes por
Manutencao Autonoma?
I. A Manutenção Autónoma é considerada um dos pilares de maior
importância do TPM, por ser o ponto de partida para a
implementação e o desenvolvimento deste método.
II. É nas actividades de Manutenção Autónoma que os operadores
começam a receber formação para assumirem responsabilidades
sobre o seu local de trabalho e equipamentos.
III. Eles mudarão a sua visão em relação ao trabalho, tornando-se mais
capacitados e habilitados para a gestão autónoma.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 4
Manutencao Autonoma
“Do meu equipamento cuido Eu”
Operadores com habilidade para M A:
Capacidade para descobrir anomalias.
Capacidade de tratamento e recuperação.
Capacidade para definir as condições do equipamento.
Capacidade de cumprir as normas para manutenção da
situação (limpeza, lubrificação e inspeção).
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Etapas para implementação
da Manutenção Autonoma
Etapa 0: Preparação.
Etapa 1: Limpeza e inspeção.
Etapa 2: Medidas contra fontes de sujeira e locais difíceis.
Etapa 3: Elaborar padrão de limpeza/inspeção/lubrificação.
Etapa 4: Inspeção geral.
Etapa 5: Inspeção autônoma.
Etapa 6: Padronização.
Etapa 7: Efetivação do controle autônomo.
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Etapas para implementação
da Manutenção Autonoma
Etapas de 0 a 3 - reduzir o tempo entre quebras através
de: satisfação das condições básicas do equipamento,
cumprimento das condições de uso, restauração das
deteriorações, melhorias de pontos deficientes e
elevação das habilidades dos operadores.
Etapa 0 - preparação para o início das atividades da MA.
Dependendo das condições das instalações, pode-se
tomar medidas diferentes de preparação.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 7
MANUTEÇÃO AUTÔNOMA - 5 Ss
Técnica japonesa dos 5S:
1. Senso de Utilização (Seiri);
2. Senso de Limpeza (Seiso);
3. Senso de Ordenação (Seiton);
4. Senso de Saúde (Seiketsu);
5. Senso de Autodisciplina (Shitsuke).
Implementar a técnica com treinamento: conceitos básicos
de limpeza, organização das áreas de trabalho,
demarcações e sinalizações de equipamentos.
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MANUTEÇÃO AUTÔNOMA - 5 Ss
Senso de utilização: retirar do local de trabalho todo objeto e
equipamento em duplicidade, ferramentas quebradas ou de utilização
esporádica, guardando-as em local adequado.
Senso de limpeza: Pára-se o equipamento e realiza-se uma grande
limpeza com finalidade de melhorar as condições de trabalho e do visual.
Como regras básicas pode-se adotar: limpeza de armários, esvaziar
recipientes de lixo, limpeza externa do equipamento, etc..
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 9
MANUTEÇÃO AUTÔNOMA - 5 Ss
Senso de ordenação: faz com que as equipes de trabalho visualizem os
ganhos com a técnica dos 5S. Aqui deve-se demarcar o posicionamento
de bancadas, quadro de ferramentas, carrinhos de transporte, recipientes
para lixo, etc.
Senso de saúde: visa a conservação da higiene pessoal e do local de
trabalho.
Senso de autodisciplina: imposto através de um formulário contendo os
pontos necessários à implantação da técnica.
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Eng.º Adélio F. Tembe, MSc.
MANUTEÇÃO AUTÔNOMA: VANTAGENS
DOS 5 Ss
Vantagens da Utilização (Seiri):
Elimina excessos e desperdícios;
Libera espaço físico;
Descarta informações e controles desnecessários ou
ultrapassados;
Facilidade de trânsito interno;
Senso de organização e economia;
Aumento de produtividade.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 11
MANUTEÇÃO AUTÔNOMA: VANTAGENS
DOS 5 Ss
Vantagens da ordenação (Seiton):
Fica mais fácil encontrar o que foi
guardado;
Utilização racional do espaço;
Redução do cansaço físico e mental;
Melhoria na comunicação.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 12
MANUTEÇÃO AUTÔNOMA: VANTAGENS
DOS 5 Ss
Vantagens da limpeza (Seiso):
Ambiente mais agradável e sadio;
Prevenção de acidentes;
Preservação de equipamentos;
Redução de desperdícios;
Evita poluição.
Melhora a imagem interna e externa da
empresa ou do local.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 13
MANUTEÇÃO AUTÔNOMA: VANTAGENS
DOS 5 Ss
Vantagens do asseio – saúde (Seiketsu):
Satisfação pessoal;
Motivação pessoal;
Previne e controla o estresse;
Previne danos e acidentes;
Melhora a qualidade de vida.
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MANUTEÇÃO AUTÔNOMA: VANTAGENS
DOS 5 Ss
Vantagens da disciplina (Shitsuke):
O Senso de autodisciplina traz a
conscientização da responsabilidade em todas
as tarefas, por mais simples que sejam.
Os serviços são realizados dentro dos
requisitos de qualidade.
Há consolidação do trabalho em equipe e o
desenvolvimento pessoal.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 15
MANUTEÇÃO AUTÔNOMA - 5 Ss
Técnica japonesa dos 5S:
1. Senso de Utilização (Seiri);
2. Senso de Limpeza (Seiso);
3. Senso de Ordenação (Seiton);
4. Senso de Saúde (Seiketsu);
5. Senso de Autodisciplina (Shitsuke).
Implementar a técnica com treinamento: conceitos básicos
de limpeza, organização das áreas de trabalho,
demarcações e sinalizações de equipamentos.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 16
Exemplo de formulação da técnica 5 Ss
Se a equipe fazia auto avaliação mensal.
Se haviam reuniões periódicas das equipes de trabalho para discutir a
organização do setor.
Se eram montados planos de ação para implantação de mudanças.
Se piso, teto e paredes estavam limpos.
Se haviam vazamentos de óleo, ar ou água.
Se telefones, terminais de suprimento (energia, ar, etc.), tomadas,
disjuntores, móveis, estavam limpos e identificados.
Se havia escala de limpeza para os móveis do local de trabalho.
Se haviam poucos objetos sobre as bancadas de trabalho.
Se armários e gavetas estavam limpos e identificados
Se as ferramentas estavam limpas, identificadas e guardadas
corretamente.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 17
Exemplo de formulação da técnica 5 Ss
Se recipientes de lixo eram separados por tipo e haviam responsáveis
pela retirada.
Se haviam extintores e estavam identificados.
Se haviam quadros de avisos e se as informações eram atualizadas.
Se havia organização, o que se usava a todo momento estava próximo, o
de pouco uso guardado e o que não se usa retirado do local de trabalho.
Se as bancas estavam identificadas e colocadas em locais demarcados.
Se havia local para objetos pessoais e se os mesmos estavam
organizados.
Se os carrinhos eram identificados e colocados no local adequado.
Se todos estavam com uniformes limpos e usavam crachás de
identificação.
Se o sanitário do setor era limpo e utilizável a qualquer momento.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 18
IMPLANTAÇÃO DA MANUTEÇÃO
AUTÔNOMA
ETAPA 0 ETAPA 7
Efetivação
do
Preparação controle
ETAPA 6 autônomo
Padronização
ETAPA 5
Inspeção
autônoma
ETAPA 4
Inspeção
geral
ETAPA 3
Padrões
provisórios
ETAPA 2 de limpeza /
Medidas Lubrificação
contra e inspeção
fontes de
sujeiras
ETAPA 1 e locais
Limpeza de dificíl
e acesso
inspeção Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 19
ETAPA 1 - LIMPEZA E INSPEÇÃO
Prevenir a deterioração forçada pela poeira e por resíduos externos ou
do processo de fabricação.
Identificar e eliminar defeitos latentes, falta de lubrificação ou um
parafuso solto em ponto de difícil acesso, são exemplos deste tipo de
defeitos…
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 20
ETAPA 1 - LIMPEZA E INSPEÇÃO
As pessoas devem “sentir” os equipamentos, envolver-se com eles.
Estimular a capacidade de detectar pequenos problemas com o olhar,
aprender sobre as funções e componentes e conhecer seus pontos fracos,
usar os 5 sentidos…
Tato para Ouvir e comparar ruídos
diagnosticar
aquecimento
vibração
Visão crítica
os olhos que
enxergam Olfato para
desenvolver
a sensibilidade
Falar
comunicar
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 21
ETAPA 1 - LIMPEZA E INSPEÇÃO
Eliminação de sujeiras
Etiqueta de Anomalias
Lubrificação TPM Nº
Etapas 1 2 3 4 5 6 7
Reaperto de porcas e parafusos OPERADOR
Prioridade A B C
Detecção de anomalias Anomalia Detectada
Equipamento ___________________
Análise das anomalias Encontrada por: ______Data __/__/__
Descrição da Anomalia
Realização de reparos
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 22
ETAPA 2 - MEDIDAS CONTRA FONTES
DE SUJEIRAS E LOCAIS DIFÍCEIS
Eliminar a deterioração forçada. Utilização do controle visual na
detecção de defeitos.
As pessoas deverão promover melhorias a partir dos pontos mais
próximos, raciocinar e desenvolver melhorias nos equipamentos
Bandeja
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 23
ETAPA 2 - MEDIDAS CONTRA FONTES
DE SUJEIRAS E LOCAIS DIFÍCEIS
Desenvolver habilidades para realizar e implantar melhorias, sentir satisfação de ter
realizado melhorias a partir de suas idéias, conhecer o funcionamento do
equipamento e manter o trabalho desenvolvido na etapa anterior. “ MAXIMIZAR O
TEMPO DO OPERADOR “
O avanço será facilitado se:
Forem verificados os fundamentos básicos de limpeza,
Cronometragem de execução da limpeza na etapa 1, Check list
Determinados os pontos causadores de sujeira,
Melhorar acesso as áreas de difícil acesso,
Estabelecer padrão provisório para os formulários de verificação de
1
limpeza e definir os itens a serem inspecionados.
Algumas atitudes devem ser tomadas, tais como: 2
Estabelecimento de padrões temporários,
Diagnóstico da causa da sujeira encontrada,
Encontrar mais de uma solução para combate dos problemas,
Conseguir a participação de todos, 3
Determinar intervalo entre limpezas e realizar limpeza e lubrificação
segundo os padrões estabelecidos para a máquina.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 24
Etapa 3 - Elaboração dos Padrões
Provisórios de limpeza/lubrificação e
inspeção
Observar três requisitos básicos: limpeza, lubrificação e inspeção
(ajustes);
A eliminação da deterioração forçada para que os equipamentos
trabalhem na condição de desgaste normal;
Executar manutenção de qualidade no equipamento.
Local de Limpeza Padrão de Limpeza Método de Limpeza Utensílios Tempo
D S M
Visor de Óleo Possibilidade de Limpeza com Estopa
confirmação do nível Estopa (disperdício) X
Bomba de Óleo Não vazamento e Limpeza com Estopa
do distribuidor não adesão de sujeira estopa X
Área em torno Não contaminação Varrer Vassoura
da máquina com fragmentos de X
elastômero
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 25
Etapa 3 - Elaboração dos Padrões
Provisórios de limpeza/lubrificação e
inspeção
As pessoas da equipe deverão:
Decidir em cima de suas próprias observações, entender o seu papel,
estabelecer padrão e entender a importância da lubrificação.
O avanço ocorrerá se a equipe entender as condições necessárias e as
condições satisfatórias de trabalho
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 26
Etapa 3 - Elaboração dos Padrões
Provisórios de limpeza/lubrificação e
inspeção
Aplicar métodos corretos de lubrificação, tais como:
Locais de lubrificação, tipos de lubrificantes, método de aplicação, quantidade
correta a ser aplicada, etc.;
Criar etiqueta de lubrificação, aprovar (a manutenção) os padrões
determinados pela operação e indicar com clareza a rotina de
limpeza/lubrificação/inspeção.
Atitudes a serem tomadas:
Estudo da teoria da lubrificação, estruturar equipe de lubrificação, anexar a
lubrificação ao padrão de limpeza provisório, criar controle visual de
lubrif./inspeção de fácil realização, estabelecer padrão de
limpeza/lubrificação/inspeção, criar folha de rotina que possibilite
procedimentos segundo o padrão e procurar reduzir o tempo de trabalho
(medindo o tempo de observação das condições básicas de trabalho).
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 27
ETAPA 4 - INSPEÇÃO GERAL
O equipamento será restaurado através de inspeções gerais do exterior e
do aperfeiçoamento da confiabilidade. As pessoas devem:
Familiarizar-se com os métodos de inspeção;
Compreender funções/mecanismos dos equipamentos;
Utilizar os dados coletados e ser participativas nas reuniões;
Utilizar-se das atividades Kaizen e entender a importância da educação
para a comunicação.
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Eng.º Adélio F. Tembe, MSc.
ETAPA 4 - INSPEÇÃO GERAL
Para avançar nesta etapa 4, devem:
Adquirir capacitação através dos manuais de verificações;
Localizar e reparar pequenos defeitos através da inspeção;
Preparar padrão experimental para inspeção autônoma.
• Kit para manutenção
• Kit simulador do evento
• Curso básico de lubrificação
• Kanban de ferramentas que se
desgastam
• Defeituário de peças
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 29
ETAPA 4 - INSPEÇÃO GERAL
Para tanto as atitudes a serem tomadas são:
Compreensão das estruturas e das funções dos produtos;
Compreender regras de garantia de qualidade;
Definir ferramentas (gabaritos, medidores, etc.) para garantir a qualidade imposta ao
produto;
Preparação de material didático para qualificação em inspeção geral;
Implementação de qualificação de lideres;
Acompanhamento de cursos de qualificação;
Preparação dos manuais de verificação.
• Lubrificação, Pneumática,
• Hidráulica, Bombas
• Válvulas, Eletricidade
• Mecânica
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 30
ETAPA 4 - INSPEÇÃO GERAL
Eu opero, você
conserta
MANUTENÇÃO OPERAÇÃO
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 31
ETAPA 5 - INSPEÇÃO AUTÔNOMA
Operador é capacitado para detectar os problemas antes que ocorram.
O alvo é a implementação da inspeção através do manual de padrões de
inspeção.
Eng.º Adélio F. Tembe, MSc. 32