INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO
LICENCIATURA EM GESTÃO EMPRESARIAL
PROCESSOS COGNITIVOS E MOTIVAÇÃO
ANTÓNIO ALFREDO ZITHA
Maxixe, 09 de Agosto de 2019
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO
LICENCIATURA EM GESTÃO EMPRESARIAL
PROCESSOS COGNITIVOS E MOTIVAÇÃO
Trabalho do módulo de Psicologia das Organizações, a ser entregue ao tutor Celestino Tomás
Vicente Chico, do Departamento de Economia e Gestão como 2º teste.
O Estudante O tutor
António Alfredo Zitha Celestino Tomás Vicente Chico
Maxixe, 09 de Agosto de 2019
Índice
1. Introdução.................................................................................................................................4
2. Objectivos.................................................................................................................................4
2.1. Objectivo geral...................................................................................................................4
2.2. Objectivos Especificos.......................................................................................................4
3. Processos cognitivos:................................................................................................................5
3.1. Percepção...........................................................................................................................5
3.1.1. Compreensão da noção de cognição:.............................................................................5
3.2. Memoria.............................................................................................................................6
3.3. Inteligência.........................................................................................................................7
4. Motivação..................................................................................................................................8
4.1. Processos motivacionais:...................................................................................................9
5. As necessidades descritas por Maslow são, por ordem crescente, as seguintes:......................9
Conclusão.......................................................................................................................................11
Referencia Bibliográfica.................................................................................................................12
4
1. Introdução
A compreensão dos processos cognitivos e de motivação tem sido, nos últimos anos, considerada
como essencial para se proceder a uma abordagem fundamentada no sentido de desenvolver e
implementar estratégias de ensino-aprendizagem adequadas. O desenvolvimento que a Psicologia
Cognitiva tem sofrido fez com que se encarasse a motivação e outros processos afectivos como
de extrema importância na compreensão do desempenho dos indivíduos, nomeadamente em
contexto educacional
Esta pesquisa enquadra-se no ambito avaliativo da disciplina de Psicologia das Organizações
referente ao trabalho de Campo (teste 2).
2. Objectivos
2.1. Objectivo geral
Reflectir sobre os Processos cognitivos e Motivação
2.2. Objectivos Especificos
Cotextualização dos Processos Cognitivos e Motivação
Descrever osTipos e teorias
Desenvolvimento Mental e a função social das organizações
Abordar sobre a teoria das necessidades do psicólogo Abraham Maslow
5
3. Processos cognitivos:
a) Atenção;
b) Concentração,
c) Perceção;
d) Aprendizagem;
e) Memória;
f) Inteligência e pensamento
3.1. Percepção
3.1.1. Compreensão da noção de cognição:
Cognição consiste no conhecimento humano e animal sob diferentes formas: perceção,
aprendizagem, memória, consciência, atenção e inteligência. Segundo Mar Michelle, cognição é
o conjunto de mecanismos pelos quais um organismo adquire informação, a trata, a conserva, a
explora; designa também o produto mental destes mecanismos, quer seja encarado de um modo
generalizado quer a propósito de um caso particular
A perceção é um processo cognitivo através do qual contactamos com o mundo, que se
caracteriza por exigir a presença da realidade a conhecer. Pela perceção, organizamos e
interpretamos as informações sensoriais. Por isso, a perceção começa nos órgãos recetores
(sensoriais) que são sensíveis a estímulos específicos.
A perceção é uma atividade cognitiva que não se limita ao registo da informação sensorial,
implica a atribuição de sentido, que remete para a nossa experiência. As perceções resultam de
um trabalho árduo de análise e síntese por parte do cérebro, destacando o seu caráter ativo e
influenciado pelos conhecimentos, experiências, expectativas e interesses do sujeito.
6
3.2. Memoria
A memória é o que permite a aprendizagem pois é através da memória que os conhecimentos se
consolidam. E só o que aprendemos com a memória, nos possibilita aprender coisas novas
(aumentando assim o nosso conhecimento).
Podemos definir memória como o processo cognitivo que inclui, consolida e recupera, toda a
informação que aprendemos.
A memória é a função mental que permite reter a informação, ou seja, aprender;
um sistema de armazenamento que permite reter a informação aprendida e permite evocar essa
mesma informação, isto é, permite lembrar de informação retida anteriormente, mas a sua
representação na memória não é uma reprodução fiel.
Sem memória é impossível aprender.
Acima de tudo a memória é extremamente importante pois é o que nos dá a continuidade do
presente e que nos permite manter uma conversa e dar continuidade ao presente.
No nosso dia-a-dia, somos bombardeados com milhões de informações que se traduz em
estímulos. Segundo M. Gazzaniga, cerca de 99% da informação que entra no cérebro é posta de
parte. Imagine o que seria se você se lembrasse de todas as sensações que recebeu durante o
dia… (sensações como as provocadas pelas peças de roupa, comida, etc) Cabe ao nosso cérebro
selecionar a informação importante, para garantir a própria sobrevivência do indivíduo e da
espécie, chama-se a este processo processamento de informação.
O processamento da informação dá-se em três fases: codificação, armazenamento e recuperação.
A codificação é a primeira fase da memória que prepara as informações sensoriais para serem
posteriormente armazenadas no cérebro. Baseia-se na tradução de dados num código, que pode
ser acústico, visual ou semântico.
7
A codificação reporta-se à aprendizagem deliberada, ou seja, a aprendizagem que exige esforço e
no qual o objetivo é memorizar a informação. Neste caso, temos de dedicar mais atenção às
informações que desejamos memorizar o que leva a uma codificação mais profunda.
Depois de codificada a informação, a mesma vai ser armazenada. O armazenamento de
informação consiste no registo de informação sobre algo como por exemplo a última passagem
de ano que celebramos. Ao relembrares essa última passagem de ano, lembraste das pessoas
com quem a celebraste, o que comeste, etc. Parece que tudo está guardado num lugar do
cérebro, como que num DVD, mas não é isso o que acontece, novas tecnologias que permitem
ver o nosso cérebro em ação, provam que quando nos lembramos de algo (como por exemplo a
passagem de ano) várias áreas do cérebro são utilizadas.
3.3. Inteligência
Capacidade que os indivíduos possuem para se adaptarem às circunstâncias em que vivem.
A Evolução do Conceito de Inteligência
Durante grande parte dos séculos 19 e 20, acreditou-se que a inteligência era algo podia ser
facilmente medido, determinado e comparado através de testes, como o famoso teste de QI por
exemplo, que dava a inteligência da pessoa em números. No entanto, com o tempo, o teste de
QI foi caindo em descrédito pois pouco a pouco foi se notando que nem sempre as pessoas
mais inteligentes e bem-sucedidas obtinham os melhores resultados.
Os psicólogos e pesquisadores começaram a notar que havia alguns casos de pessoas que
obtinham resultados medíocres nos testes de QI, mas que se davam bem na vida pois eram
disciplinadas, persistentes e carismáticas. Mas como pessoas consideradas “burras” pelo teste
de QI poderiam ter tanto sucesso?
8
4. Motivação
Um dos fatores mais importantes na tomada de decisão aquando da ação é a Motivação. A
Motivação é um processo que desencadeia uma atividade consciente, logo funciona como
causa e como justificação da ação. A motivação vária de indivíduo para indivíduo. O ciclo
motivacional envolve alguns conceitos essenciais, nomeadamente motivo, necessidade e
impulso. O motivo é o que nos leva a agir, a mobilizar toda a nossa energia corporal para
atingir uma determinada meta. A experiência da necessidade, seja uma falta fisiológica ou
psicológica, origina o impulso, processo interno que leva à concretização da ação. O impulso
só termina quando conseguimos atingir a meta pretendida, satisfazendo-se a necessidade.
Basicamente, fala-se em ciclo motivacional, pois vamos passando sucessivamente pelas
mesmas fases: a necessidade dá origem ao impulso, que, por sua vez, faz despoletar um
conjunto de respostas instrumentais, com o objetivo de alcançar uma meta, ou seja, de saciar a
necessidade. Vejamos, então, o exemplo prático da fome, em que se aplica este ciclo.
Experienciamos uma necessidade, a de ingerir alimentos porque sentimos fome. Esta
necessidade origina o impulso que vai orientar o organismo em direção a um objetivo: comer.
Assim, iremos levar a cabo uma série de respostas instrumentais como ir à cozinha, abrir o
frigorífico, tirar um iogurte, abrir o iogurte e comer. Quando a necessidade é satisfeita, o
impulso é reduzido. Contudo, mais tarde, como é natural, sentiremos novamente fome, o que
nos levará a passar outra vez pelas mesmas fases deste ciclo motivacional. Ou seja, neste caso,
a saciedade da necessidade é apenas temporária. O exemplo dado é o de uma motivação inata,
e estas, genericamente, dizem respeito a necessidades básicas. A fome, a sede, o instinto de
evitar a dor, o desejo sexual são consideradas necessidades fisiológicas básicas.
As motivações que orientam as pessoas numa organização são de cariz social. As motivações
sociais designam os motivos que vamos adquirindo ao longo do processo de socialização e que
são aprendidos em contextos sociais e culturais diferentes. No âmbito das motivações sociais
podemos destacar a afiliação, a realização e o poder ou prestígio.
9
4.1. Processos motivacionais:
a) Conceito de motivação;
b) Motivação intrínseca e extrínseca;
c) Pirâmide de Maslow.
5. As necessidades descritas por Maslow são, por ordem crescente, as seguintes:
1. Necessidades Fisiológicas: representam as necessidades instintivas de sobrevivência tais
como a alimentação, o descanso, a proteção contra elementos naturais, etc.
2. Necessidades de Segurança: surgem quando estão satisfeitas as necessidades fisiológicas e
representam as necessidades de estabilidade e segurança no emprego e de proteção contra
privações, perigos e ameaças.
3. Necessidades Sociais: incluem as necessidades de participação, de dar e receber afeto,
amizade e amor. Surgem após a satisfação das necessidades primárias e a sua não
satisfação pode levar à falta de adaptação social e à autoexclusão.
4. Necessidades de Autoestima: correspondem às necessidades de respeitos próprios
(autoconfiança, aprovação e consideração social, prestígio profissional, dependência e
autonomia). A não satisfação destas necessidades pode conduzir a sentimentos de
inferioridade e ao desânimo.
5. Necessidades de Autorrealização: surgem após a satisfação de todas as restantes
necessidades, representando as necessidades humanas mais elevadas tais como a
necessidade de conseguir o desenvolvimento pessoal através da utilização de todas as suas
10
capacidades e potencialidades. Contudo, existem muitas pessoas que não concretizam a
necessidade de autorrealização devido a diversas circunstâncias, daí a apatia e a alienação.
Apesar de atualmente ser considerada como desajustada e demasiado redutora da realidade
das necessidades humanas, a Pirâmide de Maslow continua a merecer a atenção dos
académicos e gestores por ser considerada como a primeira tentativa de caracterização das
necessidades do Homem.
11
Conclusão
Terminada a pesquisa podemos concluir que a s teorias cognitivas da motivação procuram
explicar o comportamento humano como um produto do estudo cuidadoso e do processamento e
interpretação ativos das informações recebidas. Tal perspectiva é contrária à racionalização do
comportamento humano como resultado de respostas automáticas governadas por regras pré-
programadas ou mecanismos inatos envolvendo impulsos, necessidades e reações. As ações dos
seres humanos, além do que as motiva a se engajar em ações particulares, são, portanto, o
produto de processos deliberativos de pensamento, tais como crenças, expectativas,
conhecimento sobre as coisas e experiências passadas.
12
Referencia Bibliográfica
BERGAMINI, C.W. Motivação nas organizações. Editora Atlas, 4ª edição, 1997.
CUNHA, Miguel Pina e; REGO, Arménio; CUNHA, Rita Campos e; CARDOSO, Carlos Cabral.
Manual de Comportamento Organizacional e Gestão. Editora RH, 6ªedição, 2007.
CHIAVENATO, Idalberto. Comportamento Organizacional. Editora Campus, 2ªedição, 2005.
KRUMM, Diane. Psicologia do Trabalho. LTC Editora, 2005.
MASLOW, A. Introdução à psicologia do ser. Rio de Janeiro: Eldorado, 1962.
MINICUCCI, A. Psicologia aplicada à administração. Editora Atlas, 1992.
Manuela Matos Monteiro, Pedro Tavares Ferreira, O Ser Humano, Porto Editora, 2º
Edição, 2009