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Shurato

Shurato foi um mangá e anime de 1989 baseado na mitologia hinduísta, contando a história de Shurato, uma reencarnação de um antigo rei trazido para o Mundo Celestial para lutar contra os deuses de Asura ao lado dos Oito Guardiões. O anime foi dublado no Brasil e fez sucesso, apesar de ser visto por alguns como uma cópia de Cavaleiros do Zodíaco.

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Shurato

Shurato foi um mangá e anime de 1989 baseado na mitologia hinduísta, contando a história de Shurato, uma reencarnação de um antigo rei trazido para o Mundo Celestial para lutar contra os deuses de Asura ao lado dos Oito Guardiões. O anime foi dublado no Brasil e fez sucesso, apesar de ser visto por alguns como uma cópia de Cavaleiros do Zodíaco.

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Shurato

Tenkū Senki Shurato (天空戦記シュラト? lit. "As Crônicas da Guerra Celestial:


Shurato"), ou simplesmente Shurato (シュラト?), foi uma série de mangá criada por
Hiroshi Kawamoto e adaptada para anime pela Tatsunoko Productions.[1] Tanto o anime
quanto o mangá seguem as tentativas dos deuses de Asura em dominar o Mundo
Celestial. Shurato, o personagem título, foi trazido para o campo de batalha e se torna
um membro essencial dos Oito Guardiões do Povo de Deva e luta para resgatar a deusa
Vishnu. Asura é representado por Indra, cujos subordinados engajam Shurato e seus
companheiros em diversas ocasiões.

O mangá de Shurato começou a ser publicado no final da década de 1980 na revista


Shōnen King da editora Shōnen Gahosha e foi animado pelos estúdios da Tatsunoko
Productions.[1] Estreou na TV Tokyo em 6 de abril de 1989 e continuou até 18 de
janeiro de 1990, chegando a 38 episódios,[1][2] Ainda que seu final só tenha sido
mostrado na série de OVAs, Sōsei e no Antō, de 1991.[2] O anime recebeu algumas
versões localizadas, os países em que obteve maior sucesso foram Japão, França e
Brasil.[3]

Shurato Hidaka e Gai Kuroki são dois melhores amigos de infância e opostos um do
outro em aparência e personalidade. Enquanto lutavam um contra o outro na final de um
torneio de artes marciais, foram subitamente encobertos por uma luz misteriosa e
transmigrados para um lugar paralelo, o Mundo Celestial, onde a tecnologia moderna
não existe e, ao invés disso, as pessoas dependem de seus Sohma, uma forma de energia
espiritual.

Shurato descobre que ele é, na verdade, a reencarnação de um rei antigo de mesmo


nome, e um dos Hachibushu, um grupo de oito guardiões lendários com alta quantidade
de Sohma, sendo trazido para aquele mundo com Gai para lutar contra os deuses de
Asura, uma legião de guerreiros destrutivos. Entretanto, por razões desconhecidas, Gai
tenta matar Shurato repetidas vezes, confundindo Shurato, uma vez que o Gai real é um
pacifista e a pessoa com mais compaixão que ele conhece.

Shurato, logo que acorda neste novo ambiente, conhece Rakesh, que se diz apaixonada
por ele. Não demora muito e também encontra Gai, vestido com uma estranha armadura
(a qual é conhecida como Shakti) e disposto a matá-lo. Na luta ele encontra um pequeno
artefato em forma de leão, que se transforma em sua armadura. É salvo pela aparição de
Leiga (Rei Karla), que leva Rakesh e Shurato para junto de Vishnu, que revela ser ele
um dos Oito Guardiões Divinos do Povo de Deva.

Shurato não aceita todas estas informações e apenas pensa em como encontrar Gai e
voltar ao seu mundo, mas seus planos são alterados por ser espectador de uma traição a
Vishnu: Mestre Indra, seu maior discípulo, a transforma em pedra. Ajudado pelo poder
de Vishnu, foge do palácio junto de Hyouga (Rei Celestial) e Rakesh. Indra acusa-os de
ter petrificado Vishnu e juntos deverão provar sua inocência e trazer a vida novamente a
Vishnu. Depois que descobrem que Indra é o verdadeiro traidor, Ryouma e Leiga se
juntam a eles, já os demais guardiões são enganados pelo falso comandante e acabam
lutando com seus companheiros.
Já o segundo arco, os guerreiros divinos de Deva que foram enganados por Indra lutam
ao lado de Shurato depois de salvar Vishnu ao matarem Indra e Gai. Contudo Gai
retorna como um servo de Shiva e agora a dura luta do destino dos amigos Shurato e
Gai ainda continua. Ambos são aqueles que podem envergar o Shakti de Brafma
(Brahma no original).

O terceiro arco, as Águas Perdidas ataca o Mundo Celestial e os guerreiros de Deva,


exceto Gai ao proteger Shurato de Shiva sendo a custa de sua vida deverão unir forças
para combater as águas sombrias. Shurato descobre a origem do Sohma negro e usa seu
Sohma, auxiliado pelo espírito de Gai, para tornar em águas puras. Contudo, a floresta
estava agitada pedindo socorro a Shurato e este acaba sendo pego pelo Sohma negro.
Depois de conseguirem salvar Shurato, uma nova entidade se encontrava na Terra natal
de Shurato, tudo leva crer que Scrimill, o Deus da Harmonia, que está brincando com os
sentimentos de Mina Kuroki, irmã de Gai.

O mangá de Shurato tem como base as mitologias budista e hinduísta,[4] seguindo quase
que a risca a última. Nela, o universo divide-se em seis mundos, dos quais fazem parte o
Mundo dos Asuras (pronunciado erroneamente como "Asra"(s), na dublagem), Mundo
dos Humanos (人間界 Ningenkai?) e o Mundo dos Deuses (天空界 Tenkūkai?), este
último sendo o Mundo Celestial do mangá.

Os três deuses maiores do hinduísmo são Shiva, um deus tanto criador quanto
destruidor e que no mangá foi apresentado como o vilão supremo; Brahma, deus criador
que em Shurato morreu na batalha celestial há 10.000 anos[5] e por isso há uma busca
por seu Shakti a fim de descobrir seu sucessor;[6] e Vishnu, deus protetor do universo,
no mangá representado em uma forma feminina, inspirada na forma como esse deus foi
originalmente recebido no Japão.[5]

Indra é pai dos deuses e senhor do tempo e clima, enquanto na história é o segundo em
comando de Vishnu e a trai,[5] transformando-a em pedra.[4] Os Hachibushu (八部衆
Hachibushū?, Oito Guardiões) na mitologia, protegem os budistas e mantém a harmonia
no universo e, no mangá, são representados pelos Oito Guardiões.[5]

Desenvolvimento

Shurato surgiu no Japão na época em que Os Cavaleiros do Zodíaco, da Toei


Animation, estava em seu auge e produtoras concorrentes faziam sucesso lançando
séries seguindo o mesmo padrão, como Samurai Warriors da Sunrise. logo puseram no
mercado um produto que tentasse pegar carona na preferência dos fãs de anime. Shurato
foi um deles e justamente por isto carrega muitas semelhanças com seu "irmão de
armadura".

Música

Shurato teve 2 canções de abertura, "Shining Soul" e "Truth", e 2 canções de


encerramento, "Sabaku no meizu" e "Kyaraban", todas interpretadas por Satoko
Shimizu.[7] No Brasil, apenas a primeira canção tanto de abertura quanto de
encerramento foram adaptadas para o português em versões que fãs brasileiros colocam
como uma das mais bem interpretadas dos animes, e foram interpretadas pela cantora
Graça Cunha. Além disso, o estúdio, fazendo um bom trabalho, chegou a trocar as
músicas internas do anime pela versão dublada, o que raramente é feito e serviu para
acentuar a carga dramática das cenas. Os segundos temas da segunda temporada,
contudo, não teve tradução.

Dublagem

Ver artigo principal: Lista de dubladores de Shurato

Garuda, o pássaro similar a Fênix.

No Brasil, Shurato estava para ser dublado em São Paulo pela Gota Mágica. Mas devida
a alta demanda de dublagem de animes recebida pelo estúdio, resultante do sucesso de
Os Cavaleiros do Zodíaco, o trabalho foi feito na Dublavídeo,[8] que até então possuía
tradição maior com filmes. A direção ficou a cargo de Leda Figueiró, que escalou vozes
conhecidas dos animes para os personagens, tendo Marcelo Campos como Shurato.[8] A
dublagem de todos os 38 episódios da série foi finalizada em pouco mais de um mês.

A dublagem realizada é tida como um dos fatores do sucesso do anime no país, uma vez
que permaneceu fiel ao original e ainda introduziu uma nova prática ao traduzir os
créditos do original japonês para o português.O que foi seguido por Yu Yu Hakusho e
mais tarde por Dragon Ball Z.[9] Ainda assim, a dublagem modificou certos nomes no
anime, traduzindo erroneamente o povo de Asura como "povo de Asra", trocando o
nome do deus Brahma para Brafma para que ele não ficasse com o mesmo nome de uma
popular cerveja do país, adaptando Leiga, o Rei Garuda (Karura Oh), referente a uma
ave da mitologia hindu similar a uma Fênix, para o Rei "Karla"[5] e modificando do
nome do personagem Kuuya (o Rei Dappa) para "Kenya".

Versões internacionais
Em 1991, começou a ser exibido pela TF1 na França, tendo Thierry Redler como
Shurato e posteriormente também nas Filipinas com Carlo Eduardo Labalan e Jimmy
Manalo no papel principal.[7] Em 1996, a série foi trazida para o Brasil através da Tikara
Filmes, de Toshihiko Egashira, e exibida na extinta Rede Manchete.[10][8] Tanto na
França como no Brasil, o anime veio tentando pegar carona no sucesso que Os
Cavaleiros do Zodíaco havia conseguido.

Recepção
Shurato fez sucesso em terras nipônicas, sendo celebrado por uns e considerado uma
mera cópia de Os Cavaleiros do Zodíaco por outros. De fato, Shurato seria a última
série de anime envolvendo armaduras e mitologias, chamado por alguns de sub-gênero
"spirit". Ainda assim é tido como um dos precursores do henshin e como a maior
inspiração para Guerreiras Mágicas de Rayearth, cujas criadoras eram grandes fãs da
série.[11] Elas também renderam uma segunda homenagem com um doujinshi de
Shurato intitulado Tenku Senki Shurato Original Memory (Muma), em 1990.[12]

No Brasil, o anime não chegou a ser um sucesso estrondoso, mas ganhou bastante
notoriedade, sendo o único entre os animes que estrearam na Rede Manchete[8] na
época, o que incluia Sailor Moon e Samurai Warriors, a manter a audiência do canal.[8]
Além disso, gerou diversos produtos licenciados que iam de bonecos à jogo de
tabuleiro, lançados pela Glasslite. Shurato seria reprisado até 1999, ainda que já tivesse
sido esquecido pelo público devido a curta duração do anime. Havia planos da Tikara
Filmes para exibir os seis episódios do OVA lançado após o final da série em 1991.[8]
Originalmente, deveriam ser exibidos na Manchete, mas devido a temores por parte da
emissora com possíveis prejuízos, o lançamento foi deixado de lado, e a Tikara partiu
para lançar Yu Yu Hakusho. Shurato voltaria a ser exibido na RedeTV!, que havia
substituído a Manchete em 1999, o que durou pouco tempo, uma vez que o novo canal
não fez pagamento de direitos de exibição.

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