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contabilidade geral e avançada a3
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gia — Contabilidade Geral e Avoncada para Auditor Fiscal da Receita Federal
nny Teoria e exercicios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa ~ Aula 03
SUMARIO
1. OLA, AMIGOS...
2. DEMONSTRACOES CONTABEIS OBRIGATORIAS
3. BALANCO PATRIMONIAL .s...-0
3:1 REGRAS SOBRE A ELABORACAO E PUBLICACAO DAS DEMONSTRAGOES | CONTABEIS
3.2 ATIVO, PASSIVO E PATRIMONIO LiQUIDO: CONCEITOS .. cs
3, ESTRUTURA DO BALANGO PATRIMONIAL...
‘GRUPOS PATRIMONIAIS
1 ATIVO
4.1 ATIV
1.2 ATIVO NAO CIRCULANTE.... 7
1.2.1 ATIVO NAO CIRCULANTE ~ REALIZAVEL A LONGO PRAZO
42
1.2
4
CULA
2 ATIVO NAO CIRCULANTE - INVESTIMENTOS.
2.2.1 PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO. 2
2.3 ATIVO NAO CIRCULANTE IMOBILIZADO Mo
1.2.4 ATIVO NAO CIRCULANTE - INTANGIVEL . ¥
[Link] ATIVO PERMANENTE DIFERIDO.
5. PASSIVO ssn
5.1 PASSIVO CIRCULANTE E PASSIVO NAO CIRCULANTE ..
5.2 RESULTADO DE EXERCICIOS FUTUROS E RECEITAS DIFERIDAS......
6. CLASSIFICACAO DE ACORDO COM O CICLO OPERACIONAL ......0
7. PATRIMONIO LIQUIDO.
7.4 CONCEITO € ESTRUTURA.
7.2 CAPITAL SOCIAL 0
73 GASTOS NA EMISSAO DE AGOES
7.4 RESERVAS DE CAPITAL...
7.4.1 RESERVA DE AGIO NA EMISSAO DE AGOES........ svete eununnneesnnvesesae
4.2 ALIENAGAO DE PARTES BENEFICIARIAS E BONUS DE SUBSCRIGAO nn
4.3 DOACOES E SUBVENCOES PARA INVESTIMENTOS GOVERNAMENTAIS.
4.4 PREMIO NA EMISSAO DE DEBENTURES..
5 AJUSTE DE AVALIACAO PATRIMONIAL,
‘AGOES EM TESOURARIA ..
RESERVAS DE LUCROS
1 RESERVA LEGAL.
2 RESERVAS ESTATUTARIA
3 RESERVA DE CONTINGENCIAS.
4 RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS
7.5 RESERVA DE LUCROS A REALIZAR......
7.7.6 RESERVA ESPECIAL PARA DIVIDENDOS OBRIGATORIOS NAO DISTRIBUIDOS
7.7.7. RESERVA DE PREMIO NA EMISSAO DE DEBENTURES... Fe
7'7'8. RESERVA DE RETENCAO DE LUCRO.......
7.8 DIVIDENDOS ADICIONAIS ..
7.9 ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL
7.40 LUCROS OU PREIUIZOS ACUMULADSS ...
7.11 CUSTO DAS TRANSACOES.......
7.11.1. CONTABILIZACAO DAS CAPTACOES DE RECURSOS PARA O CAPITAL PROPRIO...
7.11.2 CONTABILIZAGAO DA AQUISIGAO DE AGOES DE EMISSAO PROPRIA (ACOES EM
7.41.3. CONTABILIZAGAO DA CAPTACAO DE RECURSOS DE TERCEIROS.......
8. QUESTOES COMENTADAS... -
9, QUESTOES COMENTADAS NESTA AULA,
10. GABARITO DAS QUESTOES COMENTADAS NESTA AULA..
3
4
4
4
4
4
4.
4
4.
4
7.
7
7
7.
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7
Prof. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa [Link] tide 321égi '@ —_ Contabilidade Geral e Avangada para Auditor Fiscal da Receita Federal
ConeuRsos Teoria e exercicios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 03
Olé, meus amigos. Como estéo?!
Agradecemos por estarem aqui, em mais um encontro conosco, no curso de
Contabilidade Geral e Avancada para Auditor Fiscal da Receita Federal
do Brasil.
Hoje, veremos 0 seguinte:
108. Balanco Patrimonial: Obrigatoriedade e apresentacdo.
Aula 3 | Disponivel |Conteido dos Grupos e Subgrupos. 09. Classificacdo das
Contas.
O forum de duividas esta funcionando.
brielrabel [Link]
lucianorosa@[Link].
Quaisquer duvidas, por favor, enviem aos dois e-mails, para que ambos
possamos ter ciéncia do que esta se passando no curso.
E isso! Vamos comecar a nossa batalha?!
Forte abraco!
Gabriel Rabelo/Luctano Rosa.
Prof. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa [Link] 2de 121Estratégi @ — Contabilidade Geral e Avancada para Auditor Fiscal da Receita Federal
BEE ESOT Teoria e exercicios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa ~ Aula 03
Vamos comecar a falar agora sobre a principal demonstraco contdbil (e,
obviamente, a mais explorada em concurso), qual seja, o balanco
patrimonial.
Antes de darmos inicio ao estudo das principais demonstragdes contdbeis e suas
finalidades, vamos entender quais s3o as demonstracées contabeis obrigatérias.
Tal assunto esta previsto na Lei das SAs, da seguinte forma:
Art. 176. Ao fim de cada exercicio social, a diretoria fard elaborar, com base na
escrituragao mercantil da companhia, as seguintes demonstracées financeiras,
que deverao exprimir com clareza a situacao do patriménio da companhia e as
mutagées ocorridas no exercicio:
I - balanco patrimonial;
II - demonstraco dos lucros ou prejuizos acumulados;
III - demonstracdo do resultado do exercicio; e
IV - demonstracao dos fluxos de caixa; e (Redacdo dada pela Lei n° 11.638,de
2007)
V - se companhia aberta, demonstracao do valor adicionado. (Incluido pela Lei
ne 11,638, de 2007)
§ 60 A companhia fechada com patriménio liquido, na data do balanco, inferior
@ R$ 2.000.000,00 (dois milhdes de reais) ndo seré obrigada & elaboracdo e
publicacao da demonstracio dos fluxos de caixa.
Pois bem. Desse excerto, muitas questdes sao cobradas em concursos.
As sociedades por acées podem ser do tipo aberta (quando comercializam
titulos e valor mobilidrios no mercado) e fechadas (quando nao o fazem).
As demonstracées contabeis sao diferentes conforme estejamos frente a um ou
outro tipo societario.
COMPANHIA
DEMONSTRACAO CONTABIL ABERTA |FECHADA
Balango Patrimonial x x
Demonstracao do Resultado do Exercicio Xx x
Demonstracéo de Lucros ou Prejuizos| x
Acumulados
Demonstracao dos Fluxos de Caixa X PL> 2 MI
Demonstracao do Valor Adicionado Xx
Alguns aspectos merecem destaque.
Prof. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa [Link] 3de121cl Agi Contabilidade Geral e Avancada para Auditor Fiscal da Receita Federal
BbEstrate a8 Baer jeoriae exercicios comentados
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1) Nas companhias abertas, a demonstracéo de lucros ou prejuizos acumulados
pode estar contida dentro da DMPL.
2) A DMPL n&o consta como sendo obrigatéria pela Lei 6.404/76. Todavia, o
CPC 26 (Apresentacéo das demonstracdes contdbeis) arrolou esta
demonstrac&o dentre aquelas que fazem parte do conjunto das demonstracées
contabeis de uma entidade. Tal mencdo levou o FIPECAFI, no livro Manual de
Contabilidade Societaria, a considerar que, a partir da edicéo do
Pronunciamento Contabil, a DMPL passa a ser obrigatéria a todos os tipos
societdrios. Ndo sabemos ainda como as bancas cobrarao este assunto.
3) A Demonstracao de origens e aplicacées de recursos, a DOAR, deixou de ser
obrigatoria com as modificagées contabeis introduzidas pelas Leis 11.638 e
11.941.
Pois bem, vejam que o balanco patrimonial estd arrolado como obrigatério,
quer seja a companhia aberta, quer seja fechada.
Vejamos como isso foi cobrado pela ESAF:
(ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2009) Lei n. 6.404/76, com suas
diversas atualizacées, determina que, ao fim de cada exercicio social, com base!
na escrituragdo mercantil da companhia, exprimindo com clareza a situagdo do
patriménio € as mutacées ocorridas no exercicio, a diretoria fard elaborar as
seguintes demonstracées financeiras:
a) balanco patrimonial; demonstracdo dos lucros ou prejuizos acumulados;
demonstracao do resultado do exercicio; demonstrac&o das origens e aplicagées
de recursos; demonstracao dos fluxos de caixa; e, se companhia aberta,
demonstracao do valor adicionado.
b) balanco patrimonial; demonstracdo dos lucros ou prejuizos acumulados;
demonstracao do resultado do exercicio; demonstracdo dos fluxos de caixa; é'
demonstra¢ao do valor adicionado.
¢) balanco patrimonial; demonstragéo dos lucros ou prejuizos acumulados;
demonstracao do resultado do exercicio; demonstraco das origens e aplicacées
de recursos; e demonstracao das mutagées do patriménio liquido.
d) balanco patrimonial; demonstracéo dos lucros ou prejuizos acumulados;
demonstragao do resultado do exercicio; demonstracao das origens e aplicacées
de recursos; e, se companhia aberta, demonstracéo das mutacées do
patriménio liquido.
) balanco patrimonial; demonstracdo dos lucros ou prejuizos acumulados;
demonstracao do resultado do exercicio; demonstracao dos fluxos de caixa; e,
se companhia aberta, demonstracdo do valor adicionado.
Comentarios
A resolugdo desta questo esta contida na Lei das SAS, artigo 176, in verbis:
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Art. 176. Ao fim de cada exercicio social, a diretoria fara elaborar, com base na
escrituracéo mercantil da companhia, as seguintes demonstracées financeiras,
que deverao exprimir com clareza a situacéo do patriménio da companhia e as
mutagdes ocorridas no exercicio:
I - balanco patrimonial;
IL - demonstrac&o dos lucros ou prejuizos acumulados;
III - demonstraco do resultado do exercicio; e
IV - demonstraco dos fluxos de caixa; e (Redacdo dada pela Lei n° 11.638,de
2007)
V - se companhia aberta, demonstracao do valor adicionado. (Incluido pela Lei
n° 11.638,de 2007)
A DOAR (demonstracéo de origem e aplicagdes de recursos) néo mais é
obrigatéria. Decorem este artigo. E de extrema relevancia! Questao
praticamente certa como questao tedrica em boa parte dos concursos.
Gabarito > E.
Passemos a falar agora sobre o balanco patrimonial em si...
Balanco Patrimonial é a principal demonstrac&o contdbil e se destina a
evidenciar, seja de forma qualitativa, seja de forma quantitativa, a posicéo
patrimonial e financeira da entidade.
No balanco patrimonial, temos a apresentacdo dos bens, direitos e obrigacdes
da empresa. Esta informacdo é estatica, pois funciona tal qual uma fotografia
da entidade em determinado momento.
0 exer social teré duracao de 1 (um) ano e a data do término sera
fixada no estatuto (LSA, art. 175). Na constituics0 da companhia e nos casos
de alteracdo estatutdria o exercicio social poder ter duracao diversa (LSA, art.
175, paragrafo unico).
Ao término do exercicio, as companhias devem fazer com que sejam publicas as
suas demonstracées contabeis (as que citamos acima).
Assim, se a companhia foi constituida regularmente e a data do término foi
fixada em 31 de marco, o exercicio social tera a duracao de 01 de abril a 31 de
marco.
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MS REESE Teoria e exercicios comentados
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Imagine-se que esta sociedade foi instituida em 01 de janeiro de XO. Vejam que
a lei ndo determinou se o primeiro exercicio social deveré durar apenas 3
meses ou se, alternativamente, podera durar pelo periodo de 15 meses.
Nao hd exigéncia, outrossim, de que o exercicio social se inicie em 01 de
janeiro e termine em 31 de dezembro. Todavia, por questées fiscais, é muito
dificil que na pratica as sociedades adotem data diversa. Mas, repetimos, para
concursos, 0 exercicio pode comecar e terminar em qualquer dia do ano.
Cuidado, igualmente, com questes que dizem ser a duracdo do exercicio social
de 12 meses. Juridicamente falando, 12 meses e 1 ano s8o termos distintos.
Segundo 0 artigo 176, pardgrafo primeiro, as demonstracées de cada exercicio
serio publicadas com a indicacdo dos valores correspondentes das
demonstracées do exercicio anterior.
Assim, as demonstracées contdbeis do exercicio social de 2011 deverao
demonstrar também os valores de 2010. Tudo isso para atender a finalidade
basica da contabilidade, que sabemos ser 0 fornecimento de informacgées
aos diversos usuarios.
Ainda, de acordo com o artigo 176:
§ 2° Nas demonstracées, as contas semelhantes poderdo ser agrupadas; os
Pequenos saldos poderdo ser agregados, desde que indicada a sua natureza e
nao ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas
é vedada a utilizacdo de designacées genéricas, como "diversas contas" ou
“contas-correntes".
A finalidade de tal dispositivo é de facilitar 0 entendimento das demonstracdes
contdbeis, evitando que o excesso de detalhes prejudique 0 entendimento.
Deste modo, se temos as contas aplicacéo em certificado bancario e aplicacao
em fundo de renda fixa, podemos agrupar tudo em uma Unica conta chamada
aplicagées financeiras.
Vejam que ha também a exigéncia que nao se ultrapasse 10% do valor do
respectivo grupo. Portanto, se no exemplo, as aplicagdes somassem o valor de
R$ 10.000,00 e 0 ativo circulante montasse a R$ 50.000,00, nao poderiamos
agrupar, pois houve quebra do limite estabelecido pela lei.
Ainda com fulcro no artigo 176, § 3°: As demonstragées financeiras registrarao
a destinacdo dos lucros segundo a proposta dos érgdos da administracao, no
pressuposto de sua aprovacao pela assembléia-geral.
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SAMS REPO Teoria e exercicios comentados
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O que isso quer dizer?! O lucro ou prejuizo obtido no exercicio pela entidade é
apurado em uma demonstracao conhecida como demonstracao do resultado do
exercicio (a ser estudada oportunamente).
Ocorre que os lucros obtidos precisam ser destinados e sua destinac&o é
definida pelo érgo maximo deliberative dentro da SA: a assembléia-geral.
Quem administra a sociedade, no seu cotidiano, séo os administradores. Desta
forma, no término do exercicio social, os administradores procedem a
destinacéo do lucro das formas que estabelecerem, pressupondo-se que a
assembléia-geral (que $6 ocorre 4 meses apés 0 término do exercicio social) ird
aprovar a destinacao.
As demonstragdes serio complementadas por notas explicativas e outros
quadros analiticos ou demonstracées contabeis necessarios para esclarecimento
da situagao patrimonial e dos resultados do exercicio (LSA, art. 176, paragrafo
quarto).
As demonstragées financeiras sero assinadas pelos administradores e por
contabilistas legalmente habilitados (LSA, art. 177, §4°). Vejam que este inciso
estabelece que as demonstracées financeiras séo assinadas por contabilista
legalmente habilitado (e no contador). A expressdo contabilista abrange tanto
© técnico em contabilidade, como o bacharel em ciéncias contabeis.
Segundo 0 CPC 00 - Estrutura conceitual basica da contabilidade, temos as
seguintes definicdes para os grupos patrimoniais:
FIN. PePI ACORDO COM 0 CPi
4.4 Os elementos diretamente relacionados com a mensuragéo da posicéo
patrimonial financeira sao ativos, passivos e patriménio liquido. Estes sao
definidos como segue:
(a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem futuros beneficios econémicos para
a entidade;
(b) Passivo é uma obrigacdo presente da entidade, derivada de eventos jé
ocorridos, cuja liquidacdo se espera que resulte em saida de recursos capazes
de gerar beneficios econémicos;
(c) Patriménio Liquido é 0 valor residual dos ativos da entidade depois de
deduzidos todos os seus passivos.
Expliquemos.
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SAMS REPO Teoria e exercicios comentados
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Costumamos definir 0 ativo como sendo os “bens e direitos” da empresa. Essa
definicdo é bastante util para fins de classificacao contabil.
Segundo o CPC 00, ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado
de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros beneficios
econémicos para a entidade. Vamos analisar rapidamente:
1) Recurso Controlado Pela Entidade: o controle, e n&o a propriedade
juridica, € determinante para a definicéo do ativo. Assim, o arrendamento
financeiro, no qual os bens pertencem ao arrendador, mas ficam sob controle
do arrendatario, devem ser contabilizados como ativo.
2) Como Resultado De Eventos Passados: 0 ativo é resultado de algo que
ja ocorreu. Ou seja, a intenco de comprar estoques, ou de vender estoques
com lucro, nao atende a definicao de ativo.
3) E do qual se espera que resultem futuros beneficios econémicos para
a entidade: Essa é a parte mais importante para caracterizar um item como
ativo. Ndo basta controlar ou construir um bem. Nao basta ja ter efetuado
alguma acao passada, como a compra de um equipamento. Para caracterizar
um ativo, é necessdrio que o bem resulte em futuros beneficios econdmicos
para a empresa. O teste de recuperabilidade destina-se a comprovar que os
ativos iréo gerar beneficios futuros (pelo uso ou pela venda) em valor superior
ao seu registro contabil. Do contrario, ajusta-se o valor do ativo.
Exemplo: vamos considerar um ativo contabilizado pelo valor contabil de R$
100.000,00, e que tenha valor de uso de R$ 90.000,00 e valor liquido de
vendas de R$ 80.000,00. Como o beneficio futuro que ird gerar é de R$
90.000,00 (devemos considerar 0 maior entre o valor em uso e o valor liquido
de venda), 0 valor do ativo deverd ser ajustado para constar na contabilidade
pelo valor apurado (R$ 90.000,00).
D - Despesa com teste de recuperabilidade 10.000
C - Teste de recuperabilidade (retificadora Ativo) 10.000
O Passivo costuma ser definido como “as obrigagdes da empresa para com
terceiros”. O pronunciamento CPC 00, por seu turno, fornece a seguinte
definicdo: Passivo é uma obrigaco presente da entidade, derivada de eventos
ja ocorridos, cuja liquidacéo se espera que resulte em saida de recursos
capazes de gerar beneficios econdmicos.
1) Obrigac&o presente da entidade: Gastos previstos e/ou esperados nao
constituem passivos. Por exemplo, se uma empresa de aviacdo tem a previsdo
de trocar os motores de uma aeronave dentro de 2 anos, ao custo de
R$200.000,00, isto nao constitui um passivo, pois nao € obrigacao presente.
Dentro de dois anos, a empresa pode vender 0 avido e n&o realizar a troca dos
motores.
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2) Derivada de eventos jos: eventos futuros n&o constituem
passivo, Ainda que 0 pagamento seja feito em data posterior, 0 evento que
origina o passivo ja deve ter ocorrido.
3) Cuja liquidacdo se espera que resulte em saida de recursos capazes
de gerar beneficios econémicos: O passivo deverd ser liquidado com
recursos capazes de gerar beneficios econémicos.
Lembra da definicéo de Ativo? Pois é, os recursos capazes de gerar beneficios
econémicos so os Ativos da empresa. Assim, o Passivo sera liquidado através
da entrega de Ativos (dinheiro, duplicatas a receber, outros bens ou
mercadorias, etc). A maneira mais comum é através do pagamento do passivo
em dinheiro, Mas também pode ocorrer a liquidacéo de um passivo com a
entrega de mercadoria, ou de qualquer outro ativo.
O Patriménio Liquido normalmente é caracterizado como 0 “dinheiro dos sécios
aplicado na empresa”. Para o pronunciamento CPC 00, “Patriménio Liquido é 0
valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus
passivos.”
Pois bem, essas definicdes esto sendo cada vez mais exploradas nos concursos
ptiblicos. Assim, é essencial que as assimilemos.
Antes de comecarmos a falar efetivamente sobre cada um dos grupos
patrimoniais, é interessante que vocés saibam que assim se divide 0 balanco
patrimonial:
Circulante Passivo Circulante
Passivo Nao Circulante
Patriménio Liquido
Comecaremos a discorrer agora sobre os grupos patrimoniais. Deve-se ter em
mente que sdo duas grandes classes de contas que se apresentam no balanco
patrimonial: 0 ativo e o passivo.
Nao Circulante
Quando apresentamos a equaco fundamental da contabilidade falamos em
ativo, passivo e patriménio liquido, e néo somente em ativo e passivo. Ocorre
que 0 PL trata-se das obrigagdes da sociedade com os sécios, por isso pertence
a classe passivo.
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No balango, as contas serao classificadas segundo os elementos do patriménio
que registrem, e agrupadas de modo a facilitar 0 conhecimento e a analise da
situacao financeira da companhia (LSA, art. 178).
No ativo, as contas serdo dispostas em ordem decrescente de grau de
liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I - ativo circulante; e
II ~ ativo nao circulante, composto por ativo realizével a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangivel.
Assim, vejam que 0 ativo é disposto em ordem decrescente do grau de liquidez.
A liquidez se refere 4 expectativa de converséo em dinheiro de um bem ou
direito.
Desta forma, comecaremos a expor as conta no ativo pela maior
conversibilidade em dinheiro, ou seja, pela conta caixa, que ja representa o
proprio numerdrio. Em seguida, classificaremos a conta bancos, aplicacdes
financeiras de liquidez imediata e assim por diante, até a conta terrenos ou
outra que tenha baixissima liquidez.
A ESAF, por exemplo, abordou este tema da seguinte forma no concurso para
Técnico da Receita Federal de 2003: No ativo, as contas serdo dispostas em
ordem crescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, em
grupos especificados na lei.
© item esté incorreto, pois, pelo que expusemos acima, as contas sao
classificadas em ordem decrescente do grau de liquidez. As bancas tentam fazer
esta confusdo de maneira recorrente. Fique atento!
Vejam que 0 ativo se divide em:
1) Ativo circulante; e
2) Ativo nao circulante.
Segundo a Lei 6.404:
Art. 179. As contas serdo classificadas do seguinte modo:
I = no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizaveis no curso do
exercicio social subseqiiente e as aplicagées de recursos em despesas do
exercicio seguinte;
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As disponibilidades sdo elementos que representam dinheiro ou nele possam
ser convertidos de forma imediata, como a conta caixa, bancos conta
movimento.
Os direitos realizaveis no curso do exercicio social subseqiiente podem ser
reais ou pessoais. Os reais representam os bens (estoques de mateérias-
primas, produtos acabados, em elaboracdo). Os pessoais representam os
direitos (clientes, adiantamentos a fornecedores, ICMS e recuperar).
Essa realizacdo dita pela lei se da pelo consumo ou venda destes bens.
As aplicagdes de recursos em despesas do exercicio seguinte (também
chamadas despesas antecipadas) sdo despesas que foram pagas pela empresa
com antecedéncia.
Por exemplo, se a sociedade alfa paga uma despesa de seguro, em 01.12.2010,
que se refere ao exercicio de 2011, no valor de R$ 1.200,00, registrard o fato
como despesa antecipada, do seguinte modo:
D - Seguros a vencer 1.200,00 (+ Ativo Circulante)
C - Caixa 1.200,00 (- Ativo Circulante)
Assim, ja em 2011, més a més, no periodo a que se referir a parcela do seguro,
iremos langar:
D - Despesas de seguros 100,00 (- Resultado = Despesa)
C - Seguros a vencer 100,00 (- Ativo)
Mas por que, professor, lanca como seguro a vencer e n&o como despesa?!
Tudo em homenagem ao ja estudado principio da competéncia.
Anote-se, ainda, que ficam clasificados no ativo circulante os investimentos
em outras sociedades com fins meramente especulatérios, cuja intencdo
de alienacao se dé em breve periodo de tempo.
O ativo nao circulante é composto por:
1 - ativo ndo circulante realizavel a longo prazo;
2 - investimentos;
3 - imobilizado;
4 - intangivel.
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woUNOS Teoria e exercicios comentados
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Segundo a Lei das Sociedades por Agées (6.404/76), 0 ativo nao circulante
realizdvel a longo prazo é composto por:
a) direitos realizaveis apés 0 término do exercicio seguinte;
b) direitos realizaveis derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a
sociedades coligadas ou controladas, diretores (administradores em geral),
acionistas (ou sécios), ou participantes no lucro da companhia, que nao
constituirem negécios usuais na exploraco do objeto (atividade) da companhia.
Como exemplo do item a.
© balanco & elaborado ao término do exercicio social, vamos supor,
31.12.2010. O exercicio social seguinte é 2011. Os direitos a receber em 2012
e exercicios posteriores sao clasificados no ANC - RLP. Esses direitos também
podem ser reais (animais em criagéo ou bens que exijam longo periodo de
producdo) ou pessoais (duplicatas a receber).
Quanto ao item b, deve-se ficar atento para que os trés requisitos sejam
atendidos, a espécie do direito, a operacdo ser ndo usual e pessoa ligada
(devedor). Caso nao se perfacam o crédito deve ser classificado conforme o
prazo.
DIREITO DERIVADO DE aeebar0
Venda Coligadas, controladas
Adiantamento Diretores, administradores, sécios | NAO USUAL
Empréstimo Acionistas ou participantes do lucro
Por exemplo, uma rede de supermercados realiza venda de produtos de seu
estoque para determinado diretor, para que este possa realizar sua festa de
aniversario de 50 anos. O pagamento por parte do diretor 4 companhia se dara
dentro de 10 meses. Qual a classificacao? Neste caso, sera ativo circulante, jd
que se trata de venda de negécio usual, qual sejam, os préprios produtos da
rede de supermercados. Agora, imaginem que os ganhos percebidos por este
diretor no tenham sido suficientes para quitar as demais dividas decorrentes
deste aniversdrio. A companhia, ent&o, oferece um empréstimo, para
pagamento também em 10 meses, a fim de que essa obrigacées sejam
quitadas com os terceiros respectivos. Qual a classificacdo deste direito a
receber? Neste caso, temos empréstimo a diretor, em negécio nao usual. Logo,
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Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 03
mesmo que 0 prazo de recebimento seja 10 meses, estamos diante de um ativo
nao circulante - realizavel a longo prazo.
Art, 179. As contas serao classificadas do seguinte modo:
III - em investimentos: as participagdes permanentes em outras sociedades e
os direitos de qualquer natureza, nao classificdveis no ativo circulante, e que
nao se destinem & manutengao da atividade da companhia ou da empresa;
Portanto, neste subgrupo classificam-se as participacdes permanentes em
outras sociedades, isto é, aqueles investimentos em sociedades cujo carater
nao seja o especulatdrio, Esses investimentos podem ser avaliados por dois
métodos (a serem estudados adiante): 0 método de custo e o método da
equivaléncia patrimonial.
Ainda, sao classificdveis como ativo nao circulante investimentos os direitos que
n&o sejam classificdveis em outros grupos. Os exemplos classicos a serem
levados para a prova so: obras de arte, casas e edificacdes mantidas para
aluguel e terrenos.
Dentro do subgrupo investimentos, é interessante que conhecamos, ainda, um
novo tema, que vem frequentemente sendo abordado em provas. Trata-se da
propriedade para investimento.
O primeiro aspecto a se salientar é que o tema veio insculpido no
Pronunciamento Técnico n. 28 do Comité de Pronunciamentos Contabeis.
- Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edificio - ou
parte de edificio - ou ambos) mantida (pelo proprietario ou pelo arrendatario
em arrendamento financeiro) para auferir aluguel ou para valorizagao do
capital ou para ambas, e nao para:
(a) uso na produggo ou fornecimento de bens ou servigos ou para finalidades
administrativas; ou
(b) venda no curso ordindrio do negécio.
Portanto, este é, indubitavelmente, um dos pontos mais importantes para nossa
prova, saber discernir uma propriedade para investimento.
© CPC a define como aquela que é mantida para auferir aluguel ou para
valorizagéo (ou ambas), contanto que nao sejam utilizadas para finalidades
administrativas e nem sejam vendidas como curso ordindrio do negécio.
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MS REESE Teoria e exercicios comentados
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Outro aspecto que merece destaque é o fato de que a propriedade para
investimento nao necessita ser juridicamente da entidade que esta reportando
as demonstragées contdbeis. Pode, também, ser de um arrendatdrio, no caso
de arrendamento mercantil financeiro (cuidado: arrendamento operacional, em
regra, ndo!). Trata-se, aqui, da primazia da esséncia sobre a forma, tao
propalada nos estudos da contabilidade.
Caso a propriedade seja mantida para uso na produgdo ou para fornecimento
de bens ou servicos, ou, ainda, para finalidades administrativas, recebe 0 nome
de propriedade ocupada pelo proprietario.
O grande diferencial, portanto, entre a propriedade mantida para investimento
e a propriedade ocupada pelo proprietario é a classificagdo. Enquanto a primeira
€ contabilizada dentro do ativo nao circulante — investimentos, a segunda é
classificada no ativo nao circulante - imobilizado (regendo-se eminentemente
pelo CPC 27). Ademais, aquela gera fluxos de caixas altamente independentes
dos outros ativos da sociedade, por deles n8o depender. Por seu turno, a
propriedade ocupada pelo proprietdrio gera fluxos de caixas mais dependentes,
por estarem trabalhando em harmonia dentro da entidade.
Alguns exemplos de propriedade para investimento enunciados pelo CPC séio
(item 08):
(a) terrenos mantidos para valorizacao de capital a longo prazo e nao para
venda a curto prazo no curso ordindrio dos negécios;
(b) terrenos mantidos para futuro uso correntemente indeterminado (se a
entidade néo tiver determinado que usar o terreno como propriedade ocupada
pelo proprietario ou para venda a curto prazo no curso ordinario do negécio, 0
terreno é considerado como mantido para valorizacao do capital);
(©) edificio que seja propriedade da entidade (ou mantido pela entidade em
arrendamento financeiro) e que seja arrendado sob um ou mais arrendamentos
operacionais;
(d) edificio que esteja desocupado, mas mantido para ser arrendado sob um ou
mais arrendamentos operacionais;
(€) propriedade que esteja sendo construida ou desenvolvida para futura
utilizac&o como propriedade para investimento.
Outro trecho importante do Pronunciamento é o destacado a seguir:
10. Algumas propriedades compreendem uma parte que é mantida para obter
rendimentos ou para valorizacao de capital e outra parte que é mantida para
uso na produc&o ou fornecimento de bens ou servicos ou para finalidades
administrativas. Se essas partes puderem ser vendidas separadamente (ou
arrendadas separadamente sob arrendamento financeiro), a entidade
contabiliza as partes separadamente. Se as partes nado puderem ser vendidas
separadamente, a propriedade sé é propriedade para investimento se uma
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Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa ~ Aula 03
parte insignificante for mantida para uso na producéo ou fornecimento de bens
ou servicos ou para finalidades administrativas.
Em sintese, a propriedade que seja utilizada concomitantemente para
valorizag3o e para uso nas atividades da entidade devera ser assim analisada:
Propriedade utilizada para E possivel
investimento e para producao separar?
‘concomitantemente .
SS 0 sim
A parte _utilzada_na aca
producdo é significante? ae
Nao sim
Classifica-se tudo como Classifica-se tudo como
propriedade para propriedade ocupada pelo
investimento proprietario,
Art. 179. As contas serao classificadas do seguinte modo:
IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpéreos
destinados & manutencdo das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com. essa finalidade, inclusive os decorrentes de operacdes que
transfiram a companhia os beneficios, riscos e controle desses bens; (Redagaéo
dada pela Lei n° 11.638,de 2007)
Assim, classificam-se no imobilizado direitos que tenham por objeto bens
Ccorpéreos destinados & manutencdo das atividades da companhia como, por
exemplo, os terrenos, edificacées, maquinas e equipamentos, méveis e
utensilios, veiculos.
A regra é a classificacéo de bens de propriedade da companhia. Bens locados
nao satisfazem, em regra, o critério para serem clasificados como ativo.
Faz-se necessaria somente mais uma explicacao.
Sobre 0 trecho destacado da questo: “Os direitos que tenham por objeto bens
corpéreos destinados a manutenco das atividades da companhia ou da
empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de
operacées que transfiram a companhia os beneficios, riscos e controle
desses bens, devem ser classificados no grupo de contas (...)”
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ConeuRsos Teoria e exercicios comentados
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Trata-se esta Ultima parte de bens que n&o sdo de propriedade da empresa
juridicamente, como os bens objetos de leasing.
O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e financeiro. A
diferenca entre um e outro reside principalmente no seguinte critério: 0
leasing transfere ou nao os riscos e beneficios inerentes a propriedade.
Se transferir, seré classificado como leasing financeiro. Se no, como leasing
operacional. E como saberemos se ha ou ndo transferéncia dos riscos €
beneficios? O tema esté prescrito no CPC 06, que dispde sobre o arrendamento
mercantil.
SE OS RISCOS E BENEFICIOS FICAM COM O ARRENDATARIO >
ARRENDAMENTO FINANCEIRO.
SE OS RISCOS E BENEFICIOS FICAM COM O ARRENDADOR >
ARRENDAMENTO OPERACIONAL.
Para se caracterizar um arrendamento financeiro, basicamente cinco
caracteristicas podem aparecer:
PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DE UM ARRENDAMENTO FINANCEIRO
1) Transfere-se a propriedade ao final do contrato;
2) Valor residual mais baixo que o valor justo;
3) O prazo do arrendamento refere-se a maior parte da vida util do ativo
4) 0 valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente 0 todo o valor
justo do ativo;
5) O ativo arrendado ¢ de tal forma especializado, que apenas 0 arrendatério
pode usd-lo sem grandes modificagdes.
Memorize os 5 itens acima. Nao sao dificeis, e uma questéo pode nao
mencionar se 0 arrendamento é operacional ou financeiro, mas indicar uma ou
mais das caracteristicas acima.
Vamos exemplificar?
“A Cia ABC contratou o arrendamento de uma maquina construida
especialmente para ser usada nas suas operaces” (Arrendamento financeiro -
item “5” acima).
“um veiculo foi arrendado por dois anos, com valor residual segundo a tabela
da Revista 4 Rodas do final do contrato". Supondo que a tabela da Revista 4
Rodas represente o valor justo do veiculo, sera arrendamento operacional (Nao
atende o item 2).
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ae MEE OR Teoria e exercicios comentados
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“Um veiculo foi arrendado por dois anos, com valor residual de 500 reais”.
Nesse caso, teremos arrendamento financeiro, pois o valor residual é mais
baixo que o valor justo (nenhum veiculo com dois anos de uso custa apenas
500 reais).
E qual a importancia de saber isso? Ai esta a questéo. A depender do tipo de
arrendamento, teremos tratamentos contabeis distintos. E, para sua sorte,
esses tratamentos séo cobrados em concurso.
GRAVE-SI O BEM OBJETO DE LEASING FINANCEIRO DEVE SER
RECONHECIDO NO BALANCO PATRIMONIAL DO ARRENDATARIO COMO
ATIVO!
Exemplo: Arrendamento mercantil de um veiculo, com valor justo de 20.000, o
qual sera pago em 4 prestagdes anuais de 6.000, sem valor residual.
Nesse caso, a contabilizacao inicial seria:
D - Veiculos 20.000
D - Juros a transcorrer (Redutora do passivo) 4.000
C - Arrendamento mercantil a pagar (Passivo) 24.000
GRAVE-SE!!! 0 BEM OBJETO DE LEASING OPERACIONAL NAO DEVE SER
RECONHECIDO NO BALANCO PATRIMONIAL DO ARRENDATARIO COMO
ATIVO!
Exemplo: Vamos supor que uma empresa faca um arrendamento operacional
de um veiculo pelo prazo de dois anos, pagando o valor de 500 reais por més.
Nesse caso, a contabilizagao fica assim:
D - Despesa de arrendamento 500
C - Bancos 500
O que sao ativos intangiveis? A resposta é simples. Podemos dizer, em linguajar
simples, que os intangiveis séo aqueles ativos que ndo tém existéncia
fisica.
Como exemplos de intangiveis, temos os direitos de explorac&o de servicos
publicos mediante concessio ou permissio do Poder Publico, marcas e
patentes, fundo de comércio adquirido.
Segundo a lei 6.404...
Art. 179. As contas serdo classificadas do seguinte modo:
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VI - no intangivel: os direitos que tenham por objeto bens incorpdreos
destinados 4 manutengdo da companhia ou exercidos com essa finalidade,
inclusive 0 fundo de comércio adquirido. (Incluido pela Lei n° 11.638, de 2007)
Isto é muito importante para concursos: classificam-se no intangivel os direitos
que tenham por objeto bens incorpéreos destinados a manutenc&o da
companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio
adquirido.
O subgrupo intangivel ganhou existéncia com a vigéncia da Lei 11.638/07, que
separou os direitos corpdreos no imobilizado e os incorpéreos no intangivel.
Antes, classificariamos tudo no imobilizado.
Frise-se, também, que 0 subgrupo deve estar contido no grupo ativo nao-
circulante.
O ativo intangivel é matéria que tem seu regulamento na Resolucéo do
Conselho Federal de Contabilidade n. 1.139/08 e no CPC 04.
O conceito de ativo intangivel veio trazido pela norma, como se segue:
CONCEITO: Ativo intangivel é um ativo ndo monetario identificavel sem
substancia fisica.
Exemplos de itens que se enquadram nessas categorias amplas sao: softwares,
patentes, direitos autorais, direitos sobre filmes cinematograficos, listas de
Clientes, direitos sobre hipotecas, licencas de pesca, quotas de importacao,
franquias, relacionamentos com clientes ou fornecedores, fidelidade de clientes,
participacdo no mercado e direitos de comercializacao.
Segundo o CPC, trés sdo as condicdes para que os itens acima sejam
considerados ativos intangiveis, a saber:
-—2s"_ Identificdvel
tivo intangivel |_——"
TF contotiv
Gerador de Beneficios Econdmicos Futuros
—
Em sintese, é isto 0 que vocés precisam saber. Um item sera intangivel quando
atenda esses trés requisitos cumulativamente:
> Ser identificavel;
> Ser controlavel;
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> Ser gerador de beneficios futuros.
Nem todos os itens descritos no item anterior (softwares, patentes) se
enquadram na definicéo de ativo intangivel, ou seja, sao identificdveis,
controlaveis e geradores de beneficios econémicos futuros.
Se um item abrangido pela presente Norma nao atenda a definicéo de ativo
intangivel, 0 gasto incorrido na sua aquisicéo ou geracao interna deve ser
reconhecido como despesa quando incorrido.
No entanto, se o item for adquirido em uma combinac&o de negécios, passa a
fazer parte do agio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill)
reconhecido na data da aquisicao.
0 gio por expectativa de rentabilidade futura é 0 excesso de preco pago pela
compra de um empreendimento ou patriménio sobre o valor de mercado de
seus ativos liquidos. Vejamos um exemplo. Suponha que uma empresa seja
avaliada pelo valor de mercado em $ 100.000. Todavia, um comprador,
interessado no negécio, examinando a situacéo da empresa resolve pagar $
120.000. Nesta situacéo temos um goodwill de $ 20.000. Nao podemos
identificar individualmente os itens que compéem este agio. O agio, neste caso,
pode ser considerado como 0 somatério de varios itens nao identificdveis como,
por exemplo, capital intelectual, marca, tecnologia, lealdade dos clientes.
IMPORTANTE
Um intangivel seré reconhecido se, cumulativamente, atender aos seguintes
critérios:
- Atender ao conceito de intangivel, ou seja, ser n&o monetério identificdvel
sem substancia fisica;
- Ser identificavel, controlavel e gerar beneficios futuros.
A Fundacao Carlos Chagas explorou este tema no concurso para Agente Fiscal
de Rendas do Estado de Sao Paulo, no ano de 2009, Senao vejamos:
(FCC/Agente ical de Rendas/ICMS SP/2009) Sao caracteristicas
necessarias para a identificacéo de um ativo Intangivel
(A) apresentar a possibilidade concreta de reconhecimento futuro e ser
indivisivel.
(B) permitir a utilizagdo de base confidvel de controle, mesmo que a
mensuracéo de seu custo nao possa ser feita em bases fidedignas, e ter
indivisibilidade patrimonial.
(C) ser identificdvel, controlado e gerar beneficios econémicos futuros.
(D) ter indivisibilidade patrimonial e financeira e utilizacdo econémica limitada.
(E) ter indivisibilidade patrimonial e n&o resultar de direitos contratuais.
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Ficou facil inferir que o gabarito da questo é a letra c.
Segundo a redacdo anterior da Lei 6.404/76, 0 diferido era subgrupo do ativo,
nos seguintes termos:
V — no diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturacdo que
contribuiréo, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um
exercicio social e que no configurem t&o-somente uma reduco de custos ou
acréscimo na eficiéncia operacional; (Redacdo dada pela Lei n° 11.638,de
2007).
Eram contas classificadas no diferido:
- Gasto com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos;
- Gastos com reorganizacdo societaria;
- Gastos com reestruturagao;
- Gastos pré-operacionais.
Duas eram as condigdes para que os gastos com reestruturacao fizessem parte
do diferido:
1) Contribuir para o aumento do resultado de dois ou mais exercicios; €
2) Nao configurar apenas uma reducéio de custos ou acréscimo na eficiéncia
operacional.
O diferido foi extinto com as modificacées recentes ocorridas na contabilidade
(MP 449 convertida na Lei 11.941/09).
Segundo 0 CPC 13 = Adocdo inicial da Lei 11.638/2007 e 11.941/2009 (item
20), 0s saldos porventura existentes deste grupo patrimonial devem ser
alocados a outro grupo no balanco patrimonial.
Nao havendo essa possibilidade, ficam no ativo diferido até sua completa
amortizacao ou, alternativamente, podem ser baixados a conta de lucros ou
prejuizos acumulados, do patriménio liquido.
Com fulcro na MP 449:
“Art. 299-A. O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido
que, pela sua natureza, ndo puder ser alocado a outro grupo de contas, poderé
permanecer no ativo sob essa classificacdo até sua completa amortizacdo,
sujeito 4 andlise sobre a recuperacao de que trata o § 30 do art. 183.”
Portanto, caso permaneca no ativo diferido, a conta estara sujeita ao teste de
recuperabilidade.
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Segundo a Lei das S.A’s, com sua redacao antiga:
Art. 183. No balanco, os elementos do ativo serao avaliados segundo os
seguintes critérios:
VI - 0 ativo diferido, pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das
contas que registrem a sua amortizacdo.
O langamento para a amortizacao é:
D - Despesa com amortizacao (Despesa)
C - Amortizacao acumulada (Redutora do ativo diferido)
Caso a opcdo seja pela baixa com contrapartida na conta lucros acumulados,
faremos:
D - Lucros acumulados (Patriménio Liquido)
C ~ Ativo diferido (Ativo)
Ainda, de acordo com 0 mesmo artigo, paragrafo 3°, os recursos aplicados no
ativo diferido seréo amortizados periodicamente, em prazo n&o superior a 10
(dez) anos, a partir do inicio da operacdo normal ou do exercicio em que
passem a ser usufruidos os beneficios deles decorrentes, devendo ser
registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os
empreendimentos ou atividades a que se destinavam, ou comprovado que
essas atividades nao poderao produzir resultados suficientes para amortizd-los.
Dissemos que 0 passivo representa nada mais do que as obrigacdes que a
sociedade tem perante terceiros. Estudaremos agora os seus aspectos amiude.
O passivo exigivel basicamente pode ser dividido em passivo circulante e nao
circulante. Segundo a Lei das Sociedades por Agées:
Art. 180. As obrigacdes da companhia, inclusive financiamentos para aquisicao
de direitos do ativo ndo circulante, serdo classificadas no passivo circulante,
quando se vencerem no exercicio seguinte, e no passivo nao circulante, se
tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no paragrafo Unico
do art. 179 desta Lei.
Como exemplo de obrigacdes temos: Impostos a pagar, provisio para
contingéncias, salarios a pagar, ICMS a recolher, proviso para IR, FGTS a
recolher, duplicatas a pagar, fornecedores, entre outros.
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O grupo resultado de exercicios futuros foi extinto com a edicéo da MP 449 e Lei
11.941/2009.
Em seu lugar, deve ser usada a conta receitas diferidas. O saldo que
porventura existente no REF deve ser reclassificado para receita diferida.
© exemplo cldssico explorado pelas bancas de resultado de exercicios futuros
(agora receita diferida, no passivo nio circulante) so os aluguéis recebidos
antecipadamente. So diversas questdes da banca que versam sobre este
tema.
Segundo o pardgrafo Unico do artigo 179 da Lei das SAs: Na companhia em que
© ciclo operacional da empresa tiver durac&o maior que o exercicio social, a
classificacao no circulante ou longo prazo tera por base 0 prazo desse ciclo.
Um primeiro aspecto digno de nota é que esta disposicéo vale tanto para o
ative como para 0 passivo.
O ciclo operacional de uma empresa industrial ¢ 0 prazo que a empresa leva
para comprar matéria-prima, produzir, vender e receber. Para uma empresa
comercial, é 0 prazo médio entre a aquisicio de mercadorias, venda e
recebimento dos clientes.
Vamos explicar esta situacao por meio de uma questdo abordada em 2009, pela
FCC, para o concurso de Analista Judicidrio do TRT 32 regido:
(FCC/Analista Judiciario/TRT 3? regiéo/2009) A empresa A é uma
industria e produz maquinas especiais, cujo processo demora 400 dias. Estas
maquinas sao adquiridas para comercializacdo pela empresa B que leva
aproximadamente 20 dias para comercializé-las, 40 dias para receber o valor
das vendas realizadas a prazo, e 30 dias para pagar as maquinas adquiridas. A
empresa C é cliente da empresa B e utiliza as maquinas especiais em suas
operagdes. Com base nestas informagdes, as maquinas especiais serao
classificadas nas empresas A, B e C, respectivamente, no
(A) ativo circulante, no ativo circulante e no ativo imobilizado.
(B) ativo circulante, no ativo nao-circulante e no ativo realizavel a longo prazo.
(C) ativo realizavel a longo prazo, no ativo circulante e no ativo imobilizado.
(D) ativo realizdvel a longo prazo, no ativo realizdvel a longo prazo e no ativo
imobilizado.
(E) ativo realizavel a longo prazo, no ativo imobilizado e no ativo realizdvel a
longo prazo
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Comentarios
Empresa A: Demora 400 dias para produzir. Portanto, seu ciclo operacional sera
maior que o exercicio social, e as maquinas produzidas ficardo no Ativo
Circulante.
Empresa B: Demora 20 dias para comercializar, 40 para receber o valor das
vendas e 30 dias para pagar as maquinas adquiridas. Portanto, tudo ocorre a
custo prazo, nesta empresa. Ativo Circulante.
Empresa C: Utiliza as maquinas em suas operacées. Ativo Imobilizado.
O gabarito, portanto, ¢ a letra a.
Em qualquer dessas situacées, o exercicio social continua a ser de um ano.
Se estamos em 31 de dezembro de 2011 (data de término do exercicio social) e
temos uma fabrica de navios, por exemplo, cujo ciclo operacional seja de 2
anos, teremos que todas as obrigacées e direitos que vencerem até 31 de
dezembro de 2013 sero consideradas como de curto prazo. A partir deste
momento € que haverd que se falar em longo prazo. Repetimos, porém, que o
exercicio social continua a ter a duracao de um ano.
© patriménio liquide, como ha muito estamos dizendo, é considerado como
sendo o capital dos sécios (capital préprio) empregado nas atividades
empresariais.
De acordo com a Lei 6.404/76:
Art. 178. No balanco, as contas serao classificadas segundo os elementos do
patriménio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar 0 conhecimento e a
anélise da situaco financeira da companhia.
III - patriménio liquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes
de avaliacao patrimonial, reservas de lucros, acées em tesouraria e prejuizos
acumulados. (Incluido pela Lei n° 11.941, de 2009)
Antes de prosseguirmos, facamos a comparacdo entre como era e como esté
agora o patriménio Iiquido:
PATRIMONIO LiQUIDO
ANTES LEI 11.638/07 APOS LEI 11.638/07 E LEI
11.941/09
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Capital Social Capital Social
(-) Capital a Realizar (-) Capital a Realizar
Reserva de Lucro Reserva de Lucro
Reserva de Capital Reserva de Capital
Reserva de Reavaliacao Ajuste de Avaliacao Patrimonial
+ - Lucro ou Prejuizo Acumulado (-) Prejuizo Acumulado
(-) Agdes em Tesouraria (-) Acées em Tesouraria
E a conta do PL composto pelas acdes subscritas na constituicdo da sociedade
ou com 0 aumento de capital. E dividido em capital social e capital social a
realizar. A lei das S.A‘s dispde que:
Art. 182. A conta do capital social discriminaré o montante subscrito e, por
deducdo, a parcela ainda nao realizada.
Exemplo 1:
Constituigéo da sociedade X, com R$ 100.000,00 em dinheiro.
Lancamento:
D - Caixa 100.000,00
C - Capital Social 100.000,00
Exemplo
A sociedade X & constituida com agdes no montante de R$ 100.000,00, sendo
apenas R$ 50.000,00 depositados imediatamente para o inicio do negécio,
langaremos:
D - Caixa 50.000,00 (Ativo)
D - Capital Social a Realizar (- PL) 50.000,00
C - Capital Social (PL) 100.000,00
Segundo a Lei 6.404, o capital social podera ser formado com contribuigdes em
dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetiveis de avaliacéo em dinheiro.
A constituicao da companhia depende do cumprimento dos seguintes requisitos
preliminares:
I - subscrigdo, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de todas as acées em que se
divide o capital social fixado no estatuto;
II - realizacao, como entrada, de 10% (dez por cento), no minimo, do preco de
emissao das ac6es subscritas em dinheiro;
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III - depésito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro estabelecimento bancario
autorizado pela Comisséo de Valores Mobilidrios, da parte do capital realizado
em dinheiro.
Os gastos com emisséo de acées, a partir de 2008, ndo mais podem ser
tratados como despesas do periodo. Passam a figurar como redugao do valor
obtido do capital social.
Reservas sao valores que representam elementos patrimoniais sem qualquer
caracteristica de exigibilidade atual ou futura. Séo, como o proprio nome
indicam, reservas. Basicamente, temos duas espécies de reservas, ambas
classificadas no patrimédnio liquido: as de lucros e as de capital.
As reservas de capital sio valores recebidos pela empresa (dos sécios ou de
terceiros) que nao se configuram como receita, isto é, nao transitam pelo
resultado do exercicio, sendo contabilizadas diretamente a conta de Patriménio
Liquido.
Com espeque no artigo 182 da Lei das S.A‘s:
§ 1° Serio classificadas como reservas de capital as
contas que registrarem:
a) a contribuicéo do subscritor de agdes que ultrapassar
© valor nominal e a parte do preco de emissdo das acdes
sem valor nominal que ultrapassar a importéncia
destinada @ formacao do capital social, inclusive nos
casos de conversdo em acdes de debéntures ou partes
beneficidrias;
b) © produto da alienac&o de partes beneficidrias e
bénus de subscric&0;
0 item a corresponde a chamada “Reserva para gio na emissdo de acées”.
34 no item b, partes beneficidrias sdo titulos negocidveis, sem valor nominal e
estranhos ao capital social, criados a qualquer tempo pela sociedade por acdo.
As partes beneficidrias conferir3o aos seus titulares direito de crédito eventual
contra a companhia, consistente na participacdo nos lucros anuais - no maximo
10% (LSA, art. 46, caput, e §19). Por seu turno, os bénus de subscrigéo sao
titulos de credito emitidos no limite do capital social autorizado no estatuto e
dao aos titulares o direito de subscrever acdes da companhia.
Art. 200. As reservas de capital somente poderao ser
utilizadas para:
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I - absorgéo de prejuizos que ultrapassarem os lucros
acumulados e as reservas de lucros (artigo 189,
paragrafo Unico);
IL - resgate, reembolso ou compra de acoes;
III - resgate de partes beneficidrias;
IV - incorporag&o ao capital social;
V - pagamento de dividendo a acées preferenciais,
quando essa vantagem Ihes for assegurada (artigo 17, §
50),
Pardgrafo Unico. A reserva constituida com o produto da
venda de partes beneficidrias podera ser destinada ao
resgate desses titulos.
Com as modificagdes recentes ocorridas na contabilidade (Leis 11.638 e
11.941) as doagdes e subvengées para investimento e os prémios na
emissao de debéntures nao serao mais classificados como reservas de
capital, devendo ser registrados como receitas do exercicio, de acordo com o
Principio da Competéncia.
Usualmente, estas questdes caem em concursos (questdes analisadas sob a
situacdo atual, independentemente do ano):
(ESAF/AFC/CGU/2008) Serdo classificadas como reservas de capital as contas
que registrarem 0 produto da alienacéio de partes beneficiarias e bénus de
subscricdo, 0 prémio recebido na emissdo de debéntures e as doacées e as
subvencdes para investimento.
O item esta incorreto. S80 reservas de capital: reserva de agio na emissdéo de
agdes e produto de alienacao de partes beneficidrias e bonus de subscricdo. O
prémio recebido na emissao de debéntures e as doacées e as subvencées para
investimento nao figuram mais como reservas de capital.
(ESAF/AFRFB/2002) Deverao ser classificadas como reserva de capital,
agrupadas ou separadamente, entre outras, as doacées e subvencdes
recebidas, quando destinadas a investimentos, e os prémios recebidos na
emissdo de debéntures.
CO item esta incorreto.
(ESAF/AFRFB/2002) Reservas de Capital representam, genericamente,
acréscimo ao Patriménio Liquido que nao transitam pela conta de resultado da
companhia nem so provenientes de reavaliacdo de ativos.
O item esta correto.
Estudemos as reservas de capital pormenorizadamente:
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Agio, em linguajar comum, € 0 valor cobrado a maior por algo. Nas sociedades
por acées 0 estatuto social deve definir 0 valor do capital social, 0 numero de
acdes em que o capital se divide e se elas terdo ou nao valor nominal.
A aco tem um valor pré-definido, 0 valor do capital social subscrito divi
pelo numero de acées emitidas.
ido
© dgio na emissdo de acdes é 0 valor da contribuicdo do subscritor que
ultrapassar 0 valor nominal das ages por ele adquiridas. No caso de emissao
de ages sem valor nominal, 0 dgio na emissdo de acées sera o valor da
contribuic&éo do subscritor que ultrapassar a importancia destinada ao capital
social. Na conta capital social, as acdes sé podem figurar por seu valor nominal.
O excesso é levado a uma conta de reserva de capital, que recebe essa
denominacgo.
Suponha-se que a empresa X possua um capital social de R$ 100.000,00,
configurando 100.000,00 acées a R$ 1,00 cada. Mostrando-se uma empresa
extremamente lucrativa, decide expandir 0 seu negécio oferecendo ao mercado
mais 100.000,00 aces. Todavia, cobra dos novos sécios nao mais o aporte de
R$ 1,00, mas, sim, de R$ 1,50. Mesmo assim, as aces foram rapidamente
vendidas e mais R$ 150.000,00 ingressaram aos cofres da empresa. O
langamento é 0 seguinte:
D - Caixa 150.000,00 (Ativo)
C - Capital Social | 100.000,00 (PL)
C - Reserva de capital - Agio na emissdo de agées 50.000,00 (PL)
Segundo a Lei das S.A‘s:
Art. 46. A companhia pode criar, a qualquer tempo,
titulos negociéveis, sem valor nominal e estranhos ao
capital social, denominados “partes beneficidrias".
§ 1° As partes beneficidrias conferiréo aos seus titulares
direito de crédito eventual contra a companhia,
consistente na participacéo nos lucros anuais (artigo
190).
Vé-se que as partes beneficiérias so estranhas ao capital social. Diferem das
agées, pois nao dao direito a uma parte do patriménio da companhia, nem o de
participacao da administracéo. Nao se confundem também com as debéntures,
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uma vez que nao da direito creditério contra a companhia para os que as
possuem.
O direito a lucro é eventual. Esta é a palavra chave. A emissdo das PB’s é
exclusivo de cias fechadas (LSA, art. 47). Como ja dito, a participacgdo nos
lucros deve ser menor do que 10%.
As partes beneficidrias poderao ser alienadas pela companhia, nas condicées
determinadas pelo estatuto ou pela assembléia-geral, ou atribuidas a
fundadores, acionistas ou terceiros, como remuneracao de servicos prestados a
companhia (LSA, art. 47). Somente a alienagdo onerosa das partes beneficirias
gera lancamento contabil.
Assim, se os administradores de uma companhia, que tanto contribuiram para o
seu crescimento, resolvem aposentar, e os novos administradores, como forma
de reconhecimento deste trabalho, alienam partes beneficidrias a esses antigos
administradores, por R$ 100.000,00. O lancamento € 0 que se segue:
D - Caixa 100.000,00 (Ativo)
C - Reserva de Capital - Produto de alienacéo de partes beneficidrias
100.000,00 (PL).
ALLSA dispde que:
Art. 200. Paragrafo unico. A reserva constituida com o
produto da venda de partes beneficidrias poderd ser
destinada ao resgate desses titulos.
Falamos sobre as partes beneficidrias.
Veremos agora os bénus de subscricéo. Segundo a LSA, art. 75, a companhia
poderd emitir, dentro do limite de aumento de capital autorizado no estatuto
(artigo 168), titulos negociaveis denominados "bénus de subscricdo”. Os bénus
de subscricéo conferirdo aos seus titulares, nas condicdes constantes do
certificado, direito de subscrever acées do capital social, que sera exercido
mediante apresentacao do titulo & companhia e pagamento do prego de
emissao das acdes. Os antigos acionistas detém a preferéncia para aquisicéo de
novas acées emitidas por uma companhia. Todavia, 0 bénus de subscricao
retira este direito relativamente a algumas acdes. Vejamos:
Art. 172. O estatuto da companhia aberta que contiver
autorizagdo para o aumento do capital pode prever a
emisséo, sem direito de preferéncia para os antigos
acionistas, ou com reducdo do prazo de que trata o § 40
do art. 171, de acées e debéntures conversiveis em
aces, ou bénus de subscricao, cuja colocacdo seja feita
mediante:
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I - venda em bolsa de valores ou subscricéo piiblica; ou
II - permuta por acdes, em oferta puiblica de aquisicao
de controle, nos termos dos arts. 257 e 263.
Se a empresa X emite R$ 100.000,00 em bénus de subscriggo, o langamento é
© que se segue:
D - Caixa 100.000,00
C - Reserva de Capital - Produto da alienacéo de bénus de subscric&o
100.000,00
As doacées e subvencdes para investimentos governamentais (téo-somente,
excluem-se as privadas) eram contabilizadas como reserva de capital. Contudo,
com as alteracdes da Lei das S/A, so agora consideradas receitas, que
transitam pelo resultado, podendo ser registradas (depois da apuracdo do
resultado) em uma reserva de lucros (de incentivos fiscais).
No caso de doagées em dinheiro, o langamento é 0 que se segue:
D - Caixa 10.000,00 (Ativo)
C - Receitas - Doagdes 10.000,00 (Resultado)
O CFC 1.143/08 que rege o tema dispde que:
12. Uma subvengao governamental deve ser reconhecida como receita ao longo
do periodo confrontada com as despesas que pretende compensar, em base
sistematica, desde que atendidas as condicdes desta Norma. A subvencdo
governamental nao pode ser creditada diretamente no patriménio liquido.
Exemplificando: uma subvencdo que transfira a propriedade definitiva de um
terreno pode ter como condicao a construcéo de uma planta industrial e é
apropriada como receita na mesma proporcéo da depreciacao dessa planta.
Poderao existir situagdes em que essa correlacdo exija que parcelas da
subvencio sejam reconhecidas segundo critérios diferentes.
Vejamos como contabilizar com uma questo cobrada no concurso para Agente
Fiscal de Rendas do Estado de Sao Paulo, em 2009: A Cia. Poente recebe da
prefeitura do municipio X um terreno avaliado em R$ 1.000.000,00, assumindo
© compromisso de instalar nessa propriedade um parque fabril modular no valor
de R$ 15.000.000,00, com vida titil estimada em 10 anos.
Primeiro passo, quando saberemos se uma subvenco sera registrada? Séo dois
os requisitos estatuidos pelo CPC 07, a saber:
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7. Subvengao governamental, inclusive subvengao néo monetaria a valor justo,
nao deve ser reconhecida até que exista seguranca de que:
(a) a entidade cumpriré todas as condigdes estabelecidas; e
(b) a subvencio sera recebida.
Na questo, 0 governo efetuou a doacao a empresa, mas com condigdes. A
empresa deve instalar um parque fabril.
Como o terreno ainda no pertence a empresa, pois ela deve instalar um
parque fabril, néo podemos reconhecer esta subvencdo (doacdo) no resultado.
Se a empresa nao instalar o parque fabril, ela devera devolver o terreno.
O langamento do REGISTRO INICIAL é 0 que se segue:
D - Imobilizado - Terreno R$ 1,000.000,00
C - Passivo - Doagées e subvencées R$ 1.000.000,00
16. E fundamental, pelo regime de competéncia, que a receita de subvencao
governamental seja reconhecida em bases sistematicas e racionais, ao longo do
periodo necessario e confrontada com as despesas correspondentes. Assim, o
reconhecimento da receita de subvencdo governamental no momento de seu
recebimento somente é admitido nos casos em que nao ha base de alocacao da
subvencéio ao longo dos periodos beneficiados.
A receita de subvencao deve ser apropriada conforme vai ser realizando, e nao
numa Unica etapa. Na maioria dos casos essa correlacdo pode ser feita, e a
subvencao é reconhecida em confronto com as despesas correspondentes.
Semelhantemente, subvencdo relacionada a ativo deprecidvel deve ser
reconhecida como receita ao longo do periodo da vida util do bem e na mesma
proporcdo de sua depreciacao.
Esse item 17 importantissimo para a prova: A subvencdo néo deve ser
reconhecida de imediato em seu recebimento. A receita deve ser correlacionada
com as despesas correspondentes.
Vamos supor que a empresa tenha instalado o parque fabril (ao custo de
15.000.000, e com vida util estimada em 10 anos). Apds a instalacdo, a
empresa "ganhou" o terreno (cumpriu a condic&o necesséria).
Assim, deve ser feita a seguinte contabilizago:
D - Passivo - Doagées e subvencdes 1.000.000
C - Receita diferida (PNC) 1.000.000
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Apos cumprir as condigdes, 0 valor da doacdo passa para receita diferida (ja
pertence a empresa). Mas 0 reconhecimento da receita deve ser realizado por
competéncia.
Apés um ano, a empresa teré reconhecido como despesa de depreciacéo da
unidade fabril o valor de $ 1.500.000. E devera reconhecer também a receita
da subvencdo (doacdo do terreno), na mesma proporcao.
Portanto:
Pela depreciacdo da fabrica:
D - Depreciacao (resultado) 1.500.000
C - Depreciacéo acumulada (ANC) 1.500.000
Pelo reconhecimento da receita de subvencao (1/10 do total)
D - Receita diferida (PNC) 100.000
C - Outras receitas (resultado) 100.000
E assim por diante, até reconhecer toda a receita em 10 anos.
O Prémio na emisséo de debéntures era classificado como reserva de capital.
Com © advento da Lei n° 11.638 € 11.941, ele passou a ser apropriado ao
resultado como receita, conforme o regime de competéncia.
As debéntures sao titulos exclusives das sociedades anénimas. E uma forma
alternativa ao langamento de acdes no mercado e aos empréstimos bancdrios,
para captacio de recursos. Ndo podem ser confundidas com as acées, pois ndo
so titulos de propriedade. Ndo se confundem também com os empréstimos,
uma vez que oferecidas ao piblico, ndo sendo captados junto a instituigdes
financeiras.
Quando o preco da debénture supera o seu valor nominal, teriamos, a visdo da
legislacao antiga, uma reserva de capital a ser registrada, chamada Reserva de
Prémio na Emissao de Debéntures. Isso ocorre quando as condicées como
juros, garantias e outras vantagens forem atraentes para os investidores.
Se uma empresa langasse debéntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000
debéntures, com resgate em 10 anos encontrando investidores que pagassem
R$ 1,50 pelo referido titulo, langariamos:
D - Caixa 15.000 (Ativo)
C - Debéntures a pagar 10.000,00 (PNC)
C - Reserva de capital - prémio na emisséio de debéntures 5.000,00 (PL)
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Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situacdo é agora
registrada da seguinte forma:
D - Caixa 15.000 (Ativo)
C ~ Debéntures a resgatar 10.000,00 (PNC)
C - Receitas recebidas antecipadamente - 5.000,00 (PNC - Receitas diferidas)
Assim, exemplificando, se 0 resgate dessas debéntures se daré em 10 anos,
deveremos apropriar ao resultado (utilizando-se do método linear) R$ 500,00
por ano, através do seguinte langamento:
D - Receitas recebidas antecipadamente - 500,00 (PNC - Receitas diferidas)
C - Receitas financeiras 500,00 (Resultado)
© valor apropriado ao resultado pode ser destinado & formacao de reserva
especifica de prémios de debéntures, para evitar a tributacdo pelo Imposto de
Renda (Lei 11.941/09).
Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou nao constituir tal
reserva. Se nao constituir, sera tributada pelo IR.
A reserva especifica de prémio de debéntures é reserva de lucro, eis que esse
valor transitou pelo resultado do exercicio.
Antes das alteracdes da Lei das S.A’s, havia no patriménio liquido a conta
Reserva de Reavaliacdo. Esta conta foi suprimida, surgindo ent&o o ajuste de
avaliacdo patrimonial. Contudo, nao se trata de mera alteracéo de nome.
A reavaliacéo que se aplicava aos bens tangiveis do ativo permanente e que
poderia ser ou nao realizada, a bel-prazer dos acionistas, deixou de existir.
Ademais, 0 ajuste de avaliacdo patrimonial serve tanto para aumentar como
para reduzir valores de ativos e de passivos, enquanto que a reavaliacdo servia
apenas para o aumento de bens do permanente. A nova redacdo prescreve o
seguinte:
Art. 183, § 30 Ser&o classificadas como ajustes de
avaliacéo patrimonial, enquanto néo computadas no
resultado do exercicio em obediéncia ao regime de
competéncia, as contrapartidas de aumentos ou
diminuig6es de valor atribuidos a elementos do ativo e
do passivo, em decorréncia da sua avaliacdo a valor
justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas
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expedidas pela Comisséo de Valores Mobilidrios, com
base na competéncia conferida pelo § 30 do art. 177.
Veremos, na préxima aula, 0s casos em que os aumentos e diminuicées de
valor de elementos do ativo sdo contabilizados na conta Ajuste de Avaliacdo
Patrimonial.
Sao as acdes da empresa adquiridas pela prépria empresa e mantidas na
tesouraria. O limite do saldo da conta acdes em tesouraria é 0 saldo de lucros
acumulados e reservas, exceto a reserva legal (estudada a seguir).
A conta agées em tesouraria é redutora do PL.
Art. 182. § 5° As agdes em tesouraria deverdo ser
destacadas no balanco como deducéo da conta do
patriménio liquido que registrar a origem dos recursos
aplicados na sua aquisicao.
O CESPE explorou este assunto em prova, da seguinte forma:
(Cespe) A contabilizacéo da aquisicéo de acdes da propria empresa reduz 0
valor do disponivel e também do patriménio liquido. © oposto ocorre quando os
sécios resolver aumentar o capital da empresa em dinheiro.
O item esta correto. O lancamento, pela aquisicao, é o seguinte:
D ~ AcGes em tesouraria (Redutora do PL)
C - Caixa (- Ativo)
Pela alienacdo, langamos o seguinte:
D - Caixa (Ativo)
C - Acdes em tesouraria (PL)
Se a alienagao se der com lucro, este lucro deve ser registrado a conta de
reserva de capital, pelo seguinte lancamento:
D - Caixa 2.000
C - Acées em tesouraria 1.000
C - Reserva de capital - lucro na alienacgo de acées em tesouraria
Esse é 0 mais importante para concursos.
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nan Teoria e exercicios comentados
mi Gabriel Rabelo e Luciano Rosa ~ Aula 03
As reservas de lucros sdo retengdes de parcelas provenientes de ganhos do
periodo, com o objetivo de preservar o Patriménio Liquido de uma sociedade,
com 0 objetivo de posterior destinacao. Sao, em suma, lucros que a empresa
n&o entrega aos acionistas, mas guarda para si, seja para investir em projetos,
seja para resguardar o capital social.
Segundo a Lei das S.A’s:
Artigo 182, §4° Sero classificados como reservas de
lucros as contas constituidas pela apropriago de lucros
da companhia.
Ao final do exercicio social as contas de resultado (receitas e despesas) sao
zeradas. O saldo, lucro ou prejuizo, é transferido para o PL. No PL, podemos ter
trés destinacées:
1) Dividendos (para os sécios);
2) Reservas de lucros;
3) Aumento do capital social.
Assim, se a empresa tem receitas de 2.000, despesas de 1.000, tera um lucro
de 1.000 (2.000 - 1.000). Esse lucro pode ser distribuido para os sécios, para
aumento do CS ou pode ir para reserva de lucros (se atendidos os requisitos
legais).
Com a alteracao da lei das S.A’s a conta antigamente denominada lucros ou
prejuizos acumulados passa a ser denominada prejuizos acumulados, ou seja,
havera de existir uma destinacao para este lucro, no podendo ficar em conta
especifica do PL.
As reservas de lucros hoje existentes sdo as seguintes:
~ Reserva Legal;
- Reservas Estatutarias;
- Reservas para Contingéncias;
- Reserva de Incentivos Fiscais;
- Reserva de Retencdo de Lucros;
- Reserva de Lucros a Realizar;
- Reserva Especial de Dividendo Obrigatério Nao Distribuido;
- Reserva Especifica de Prémio na Emissao de Debéntures.
Existe um limite maximo para essas reservas, a saber:
Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para
contingéncias, de incentivos fiscais e de lucros a
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ae MEE OR Teoria e exercicios comentados
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realizar, nao poderaé ultrapassar o capital social.
Atingindo esse limite, a assembléia deliberaré sobre
aplicacdo do excesso na integralizacdo ou no aumento
do capital social ou na distribuicéo de dividendos.
(Redacdo dada pela Lei n° 11.638,de 2007)
A Lei 11.941/2009, art. 19, incluiu, entre as reservas acima, a reserva
especifica de prémio de debéntures.
Assim, gravemos:
RESERVAS DE LUCROS (EXCETO RIF, CONTINGENCIAS, LUCROS A
REALIZAR E PREMIO DE DEBENTURES) < CAPITAL SOCIAL
Isso equivale a dizer:
RESERVA LEGAL + ESTATUTARIA + RETENCAO DE LUCROS + NAO)
PAGAMENTO DE DIVIDENDO OBRIGATORIO < CAPITAL SOCIAL.
Na verdade, podemos dizer que é menor ou igual, pois se for igual nao hd
ultrapassagem.
Falemos agora sobre cada uma dessas reservas:
‘7.7, RESERVALEGAL
Segundo a lei das S/A’s:
Art. 193. Do lucro liquido do exercicio, 5% (cinco por
cento) serao aplicados, antes de qualquer outra
destinacéo, na constituicdo da reserva legal, que nao
excedera de 20% (vinte por cento) do capital social.
§ 1° A companhia poderd deixar de constituir a reserva
legal no exercicio em que o saldo dessa reserva,
acrescido do montante das reservas de capital de que
trata 0 § 1° do artigo 182, exceder de 30% (trinta por
cento) do capital social.
§ 2° A reserva legal tem por fim assegurar a integridade
do capital social e somente podera ser utilizada para
compensar prejuizos ou aumentar o capital.
Esquematizemos:
Reserva legal > 5% do LLE > Limitado a 20% do capital soci
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Trata-se a reserva legal da Unica reserva de constituicéo obrigatoria para a
empresa.
Vejam a sua finalidade: manter a integridade do capital social.
Saber também da sua utilizagdo é também extremamente importante para
concursos: somente podera ser utilizada para compensar prejuizos ou
aumentar o capital social.
Existe também um limite facultativo para a constituicéo da reserva legal, qual
seja, quando ela, somada as reservas de capital, atingir 0 montante de 30% do
capital social. Grave-se!
Mas no limite obrigatério, 0 montante da reserva legal esta limitado a 20% do
capital social subscrito ou 20% do capital realizado?
AtengSo! A ESAF, historicamente, sempre considerou, para os célculos
da reserva legal, o capital subscrito, na contramao de outras bancas
que consideram o capital realizado.
Todavia, nos concursos recentes, tal como STN, em 2013, e Auditor
Fiscal da Receita Federal, em 2014, ela considerou para o calculo o
valor do capital realizado.
(ESAF/Analista de Financas e Controle/STN/2013) Apés apurar o Lucro
Liquido do exercicio de 2009 no valor de R$ 200.000,00, 0 Patriménio Liquido
da Cia. Invernada passa a ter a seguinte composicao:
Composigao do Patrimonio Liquido | Saldos
antes da distribuicao de 2009 (RS)
Capital Social 800.000
Capital Social a Integralizar (300.000)
Reserva Legal 56.000
Reserva de Capital 30.000
Reserva de Lucros 38.000
Lucto / Prejuizos Acumulados 200.000
Total 620.000
© saldo da conta Lucros/Prejuizos Acumulados registra apenas o Lucro Liquido
apurado em dezembro de 2009.
O estatuto da empresa determina que a distribuicéo do saldo obedeca &
seguinte destinacdo: calculo da Reserva Legal na forma da legislacao societaria;
40% dos lucros auferidos serao destinados aos dividendos; 10% para Reservas
de Lucros e o restante do lucro deve ficar retido, de acordo com o orgamento de
capital aprovado pela assembleia geral.
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Com base nessas informagdes, pode-se afirmar que
a) 0 valor dos dividendos distribuidos é de R$ 76.000.
b) o valor destinado a Reservas de Lucros é de R$11.400.
c) os lucros a serem retidos correspondem a R$ 92.400.
d) 0 valor destinado a Reserva Legal é de R$ 5.000.
e) o valor dos lucros destinados as reservas é R$ 30.000.
Comentarios
Para ajudar, 0 Manual de Contabilidade Societéria - FIPECAFI, pagina 349,
salienta que:
"Essa reserva (a legal), basicamente instituida para dar protecdo ao credor, é
tratada no artigo 193 da Lei n. 6.404/76 e devera ser constituida com a
destinagéo de 5% do lucro liquido do exercicio. Seré constituida
obrigatoriamente, pela companhia, até que seu limite atinja 20% do capital
realizado, quando entio deixara de ser acrescida.”
Vamos la! Resolvamos a questo.
Capital Social 600.000
Capital ‘ial a Intearalizar 100)
Capital Social Realizado 300.000
Limite para reserva legal = 300.000 x 20% = 60.000,00.
Como ja temos R$ 55.000,00, poderemos constituir somente R$ 5.000,00.
Como o lucro do exercicio foi de R$ 200.000,00, temos que é perfeitamente
cabivel a destinacdo de R$ 5.000,00 para a reserva legal.
Vejamos o restante das alternativas:
a) o valor dos dividendos distribuidos é de R$ 76.000.
Dividendos: R$ 200.000,00 x 40% = 80.000,00.
b) © valor destinado a Reservas de Lucros é de R$11.400.
Essas chamadas reservas de lucros montaram a R$ 20.000,00 (10%).
c) os lucros a serem retidos correspondem a R$ 92.400.
Os valores a serem retidos corresponderam a: 200.000,00 - 5.000,00 - 80.000
- 20.000,00 = 95.000,00.
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d) 0 valor destinado a Reserva Legal é de R$ 5.000.
Este € 0 nosso gabarito.
e) 0 valor dos lucros destinados as reservas é R$ 30.000.
Errado. O valor destinado as reservas sera de R$ 20.00,00.
Gabarito > D.
As reservas estatutarias sdo reservas constituidas com base no lucro liquido da
companhia. E devem estar previstas no estatuto. Segundo a LSA:
Art. 194. O estatuto poderd criar reservas desde que,
para cada uma:
I - indique, de modo preciso e completo, a sua
finalidade;
II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos
lucros liquidos que serdo destinados a sua constituicao;
III - estabeleca o limite maximo da reserva.
A assembléia-geral poderd, por proposta dos érgaos da administracéo, destinar
parte do lucro liquido & formacao de reserva com a finalidade de compensar,
em exercicio futuro, a diminuicSo do lucro decorrente de perda julgada
provavel, cujo valor possa ser estimado (LSA, art. 195).
A proposta dos érgdos da administracio deveré indicar a causa da perda
prevista e justificar, com as razées de prudéncia que a recomendem, a
constitui¢&o da reserva (LSA, art. 195, §1°).
A reserva sera revertida no exercicio em que deixarem de existir as razdes que
justificaram a sua constituicéo ou em que ocorrer a perda (LSA, art. 195, §2°).
© termo contingéncia, em contabilidade, quando usada sem nenhuma
qualificacio (como ativa ou passiva), é usado para se referir a problema
previsto, sobre o qual existe diivida acerca de sua ocorréncia.
As reservas de contingéncias, especificamente, objetivam salvaguardar o capital
social, de modo que se posteriormente algo acontecer, decorrente de perda
julgada provavel cujo valor possa ser estimado, a companhia esteja preparada.
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Exemplo extraido do Manual de Contabilidade Societaria - FIPECAFI (pag. 350):
Podem ser constituidas reservas de contingéncias para:
- Geadas ou secas, que podem atingir empresas com plantagées, criagées ou
estoques nessas areas, ou ainda as que dependem desses produtos para suas
operagées, como no caso de empresas comerciais ou industriais que utilizem
tais produtos como matérias-primas em seu processo produtivo.
- Cheias, inundacdes e outros fendmenos naturais que podem ocorrer
ciclicamente nas dreas onde se localizam estoques ou instalagdes da empresa,
gerando prejuizos efetivos por perdas de bens, por paralisacao temporaria das
operacées.
Suponhamos que tal perda provavel possa ser estimada em um montante de R$
100.000,00. A empresa, entao, lancara:
D - Lucros acumulados 100.000,00
C ~ Reserva para contingéncias 100.000,00
Se essa perda vier realmente ocorrer, havendo um prejuizo no exercicio
subseqiiente no montante de R$ 100.000,00, 0 patriménio liquido ficara da
seguinte forma:
Patriménio Liquido
Capital Social 1.000.000,00
Reserva para contingéncias 100.000,00
mul: 1
1.000.000,00
Veja que a reserva para contingéncias realmente salvou o nosso capital social.
Se no tivéssemos constituido a reserva a empresa ficaria com um PL de
900.000,00 (1 milhao - 100.000). Entretanto, como houve a prudente
constituic&0, 0 capital social permanecerd intacto.
O lancamento de compensacao da reserva com 0 Prejuizo é:
D - Reversdo da Reserva para contingéncias 100.000,00
C - Lucros/Prejuizos acumulados 100.000,00
Importante distingdo € a que devemos fazer entre a reserva para
contingéncias da proviséo para contingéncias. Vamos explicar por uma
questao...
(Contador/Cia Potiguar de Gas/2006/FGV) Analise as afirmativas a seguir e
assinale com C ou E:
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I. A provisdéo para contingéncias corresponde a perdas ja incorridas, mas ainda
ndo desembolsadas.
IL, A reserva para contingéncias corresponde a perdas ja incorridas, mas ainda
nao desembolsadas.
III. Proviso para contingéncias e reservas para contingéncias so sindnimos.
Comentarios
Uma excelente explicacao sobre a diferenca esta nesta nota explicativa da CVM:
Diferenca entre Reservas para contingéncias e Provisdes para contingéncias
(nota explicativa CVM)
1. Reservas para Contingéncias - Sao constituidas com o objetivo de
compensar, em exercicio futuro, a diminuicio do lucro decorrente de perda com
probabilidade de ocorrer, sendo tal perda passivel de ser monetariamente
mensurada (art. 195 da LEI N° 6.404/76).
A ocorréncia de tal perda poderd importar, para a sociedade, uma substancial
reducdo de seu lucro ou mesmo o ingresso em uma faixa de prejuizo.
Prudentemente, a constituicio dessa reserva, prejudicando a distribuicdo do
dividendo obrigatério, busca evitar uma situacdo de desequilibrio financeiro,
que ocorreria caso se distribuissem os dividendos em um exercicio, face &
probabilidade de reducdo de lucros ou mesmo da ocorréncia de prejuizos em
exercicio futuro, em virtude de fatos extraordindrios previsiveis.
Por configurar uma postergacéo no pagamento de dividendos, a constituicio
dessa reserva deve obedecer 0 § 1° do artigo 195 da LET N° 6.404/76, isto é, a
proposta feita pelos érgaos da administracdo deverd indicar a causa da perda e
justificar, com as razdes de cautela devidamente fundamentadas, a constituicao
dessa reserva.
A utilizagéo dessa reserva é até recomendavel no caso de determinados ramos
de negécios, diretamente sujeitos a fendmenos naturais ou ciclicos, tais com
geadas, secas, inundacées. E o caso, também, de empresas que, por outra
razes definidas, operam com periodos fortemente lucrativos, seguidos de
periodos com baixa lucratividade ou mesmo prejuizos, desde que seja previsivel
tal situacdo.
Também pode ser constituida nos casos de suspensdo temporaria (anormal,
extraordinaria) de producao e, conseqientemente, perdas devido a paralisacdo
nao recorrente, nao repetitiva, em virtude de substituicées ou reformas de
equipamentos causadas por danos, greves, falta de suprimentos de mateérias-
primas, por periodos relativamente extensos.
Ha, todavia, casos em que o aplicdvel é a constituicdo de provisio para
contingéncias e nao de reserva para contingéncias.
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Com o objetivo de dissipar eventuais dtividas quanto a aplicabilidade da
Constituicdo de reservas ou de proviséo para contingéncias, estabelecemos a
seguir as caracteristicas de cada uma. Os principais fundamentos para
constituicéo da reserva para contingéncia sdo:
a) Dar cobertura a perdas ou prejuizos potenciais (extraordindrios, nao
repetitivos) ainda nao incorridos, mediante segregacdo de parcela de lucros que
seria distribuida como dividendo;
b) Ocorrendo ou néo o evento esperado, a parcela constituida sera, em
exercicio futuro, revertida para lucros acumulados, integrando a base de calculo
para efeito de pagamento do dividendo e a perda, de fato ocorrendo, é
registrada no resultado do exercicio;
c) E uma conta integrante do patriménio liquido, no grupamento de reserva de
lucros.
d) Representa uma destinacéo do lucro liquido do exercicio, contrapartida da
conta de lucros acumulados, por isso sua constituicéo nao afeta o resultado do
exercicio;
2. Quanto & provisdo para contingéncias suas particularidades sdo:
a) tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato gerador
ja ocorreu, mas nao tendo havido, ainda, 0 correspondente desembolso ou
perda. Em atenco ao regime de competéncia, entretanto, ha necessidade de se
efetuar o registro contabil;
b) representa uma apropriacéo ao resultado do exercicio, contrapartida de
perdas extraordindrias, despesas ou custos e sua constituicéo normalmente
influencia 0 resultado do exercicio ou os custos de producéo;
c) deve ser constituida independentemente de a companhia apresentar, afinal,
lucro ou prejuizo no exercicio;
d) visto que 0 evento que Serviu de base a sua constituicao ja ocorreu, nao ha,
em principio, reversdo dos valores registrados nessa proviso. A pequena sobra
ou insuficiéncia é decorrente do calculo estimativo feito 4 época da constituic&o;
e) no estd sujeita a atualizacio monetaria patrimonial (art. 185, LEI N°
6.404/76) e sim a decorrente da natureza do evento que a originou;
f) finalmente, se a probabilidade for dificil de calcular ou se o valor nao for
mensuravel, ha necessidade de uma nota explicativa esclarecendo 0 fato e
mencionando tais impossibilidades.
S80 exemplos: devedores duvidosos, indenizacdes contratuais, contingéncias
fiscais ou trabalhistas, etc.
Vamos, finalmente, analisar a questo...
I. A provisdo para contingéncias corresponde a perdas ja incorridas, mas ainda
nao desembolsadas.
IL, A reserva para contingéncias corresponde a perdas ja incorridas, mas ainda
nao desembolsadas.
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IIL. Proviséo para contingéncias e reservas para contingéncias sdo sinénimos.
© item I esta correto. Na proviséo para contingéncias a perda ja ocorreu,
contudo, ainda nao houve o pagamento.
O item II esta incorreto. As perdas n&o ocorreram ainda na reserva para
contingéncias.
O item III esta incorreto, haja vista que reserva e provisdo para contingéncias
nao sao sinénimos.
Falemos um pouco sobre esta nova reserva...
Dissemos anteriormente que as doacdes e subvencdes governamentais, antes
do advento das mudancas contabeis, eram registradas a conta de reserva de
capital. Pois bem, agora essas doacées sao registradas como receita (lembrem-
se de que as receitas sao contas de resultado).
Inobstante 0 valor do lucro liquide recebido com doacdes e subvencdes
governamentais tenha deixado de figurar como reserva de capital, a companhia
poderd deliberar por formar com esse montante uma reserva de lucro, chamada
reserva de incentivos fiscais.
Art. 195-A. A assembléia geral podera, por proposta
dos érgaos de administracdo, destinar para a reserva de
incentives fiscais a parcela do lucro liquido decorrente de
doagées ou subvencées governamentais para
investimentos, que poderd ser excluida da base de
cAlculo do dividendo obrigatério (inciso 1 do caput do
art, 202 desta Lei).
Assim, se 0 poder ptiblico faz uma doacao de um terreno, no montante de R$
100.000,00, para a empresa Alfa, o langamento para registro é 0 seguinte:
D - Terrenos 100.000,00
C- Outras Receitas - Doagdes do poder ptiblico 100.000,00
O resultado (confronto das receitas com as despesas) deve ser encerrado ao
fim do exercicio. Como esse controle (das receitas e despesas) é feito em uma
demonstracéo separada do Balanco Patrimonial, demonstracdo esta chamada
Demonstracao do Resultado do Exercicio, devemos transferir 0 valor do lucro ou
prejuizo para o Balanco Patrimonial, no grupo Patriménio Liquido.
Supondo que tivemos um lucro de R$ 2.000.000,00. A transferéncia para o
Balanco Patrimonial se da do seguinte modo...
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D - Lucro Liquido do Exercicio 2.000.000,00
C - Lucros/Prejuizos Acumulados 2.000.000,00
Ok? A transferéncia desta parcela para a reserva de incentivos fiscais se dard
do seguinte modo:
D - Lucros/Prejuizos Acumulados 100.000,00
C - Reserva de Incentivos Fiscais 100.000,00.
Vejam que 0 saldo do lucro no balango sera de 1,9 milhées, valor este que terd
outras destinacées. A ESAF abordou este tema na prova da SUSEP, realizada
em 2010, com a seguinte afirmacao: (Analista Técnico/SUSEP/2010/ESAF) A
assembléia geral poderd destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela
do lucro liquido decorrente de doacées ou subvencdes governamentais para
investimentos, mas esse valor néo podera ser excluido da base de calculo do
dividendo obrigatério.
O item esta incorreto. Pode, sim, ser excluido da base de calculo do dividendo
obrigatério.
No exercicio em que o montante do dividendo obrigatdrio, calculado nos termos
do estatuto ou do art. 202 da Lei das S/A, ultrapassar a parcela realizada do
lucro liquido do exercicio, a assembléia-geral podera, por proposta dos érgaos
da administracdo, destinar 0 excesso a constituigdo de reserva de lucros a
realizar.
Desta forma, a opcao da companhia, podera ser constituida a reserva de lucros
a realizar, mediante destinac3o dos lucros do exercicio, cujo objetivo é
evidenciar a parcela de lucros ainda nao realizada financeiramente, apesar de
reconhecida contabilmente, pela empresa.
Imagine-se, entéo, uma empresa que, em 2010, sé tenha efetuado vendas para
recebimento em 2012. Seria justo, assim, que procedesse esta empresa ao
pagamento de dividendos (remuneragao dos sécios) em 2011? Talvez, nao seria
viavel financeiramente, pois nada entrara no caixa desta sociedade.
E este o intuito da reserva de lucros a realizar: evitar que a companhia pague
dividendos sobre receitas/lucros que ainda foram realizados, que nao entraram
no caixa.
Um aspecto deveras importante é anotar que a constituicdo desta reserva é
facultativa.
Assim, vamos exemplificar.
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Uma empresa X tem a seguinte situacao no exercicio de 2010:
- Lucro derivado das vendas de curto prazo (recebimento em 2011): R$
100.000,00
- Lucro derivado das vendas de longo prazo (recebimento em 2012 ou
posteriormente): R$ 200.000,00.
- Dividendos obrigatérios a pagar: R$ 150.000,00.
Neste caso, podemos considerar que os dividendos que teremos de pagar aos
sdécios ao termo de 2011 s&o maiores do que o entrou no meu caixa durante o
exercicio. Teriamos R$ 50.000,00 (150.000 - 100.000,00) desacobertados de
recursos para pagamento deste dividendo.
Nesta hipotese, uma alternativa vidvel é constituir a reserva de lucros chamada
de reserva de lucros a realizar nesse valor (R$ 50.000,00) para pagamento em
2012 ou quando houve o recebimento de lucros posteriores. Temos uma
questo da FCC que exemplifica muito bem este assunto, de modo pratico.
Vamos ver?
(FCC/Analista Judicidrio/Contabilidade/TRT 2/2008) Considere as
informagées abaixo, extraidas da contabilidade da Cia. Carandiru, relativas ao
exercicio findo em 31/12/2007.
Lucro liquido do exercicio 520.000,00
Resultado positivo na equivaléncia pattimonial 270.000,00
Acréscimo a reserva legal 26.000,00
Reversdo de reservas para contingéncias 14.000,00
Lucro com realizacao financeira a ocorrer em 2009 20.000,00
estatuto da companhia é omisso com relacéo ao pagamento de dividendos.
De acordo com o disposto nos artigos 197 e 202 da Lei das Sociedades por
Acoes, ela poderd constituir, nesse exercicio, reserva de lucros a realizar no
valor, em R$, de
(A) 40.000,00.
(8) 36.000,00.
(C) 30.000,00.
(D) 24.000,00.
(E) 18.000,00.
Comentarios
No exercicio em que o montante do dividendo obrigatério, calculado nos termos
do estatuto ou do art. 202 da Lei das S/A, ultrapassar a parcela realizada do
lucro liquido do exercicio, a assembléia-geral podera, por proposta dos érgaos
da administracéo, destinar 0 excesso a constituicéo de reserva de lucros a
realizar.
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Concuaroy Teoria e exercicios comentados
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Desta forma, a opcdo da companhia, podera ser constituida a reserva de lucros
a realizar, mediante destinacdo dos lucros do exercicio, cujo objetivo é
evidenciar a parcela de lucros ainda nao realizada financeiramente, apesar de
reconhecida contabilmente, pela empresa.
Evita-se distribuir dividendo obrigatério sobre essa parcela de lucros que,
apesar de existente, nao esta realizada financeiramente no caixa da empresa.
Assim, na questéo, devemos primeiramente calcular os dividendos. Os
dividendos podem ser fixados livremente pelo estatuto. Caso 0 estatuto seja
omisso, devemos aplicar um percentual de 50% sobre o lucro liquido ajustado.
No nosso caso, 0 estatuto é omisso?! SIM! Como o estatuto é omisso, deve-se
aplicar 0 percentual de 50% de lucro ajustado. E como fazer este ajuste?
BASE DE CALCULO DIVIDENDOS = LUCRO Lig. DO EXER. - R. LEGAL -
R. CONTINGENCIAS + REVERSAO R. CONTINGENCIAS - R. INCENTIVOS|
FISCAIS [FACULTATIVO] - RESERVA ESPECIFICA DE PREMIO NA
EMISSAO DE DEBENTURES [FACULTATIVO]
Na questo,
BC dividendos = 520.000 - 26.000 + 14.000 = 508.000
Assim, os dividendos devidos so 50% de 508.000 = 254.000
A Lei das SAs diz que se consideram lucros nao realizados OS RESULTADOS,
POSITIVOS NA EQUIVALENCIA PATRIMONIAL (INVESTIMENTOS EM
COLIGADAS/CONTROLADAS/EMPRESAS DO MESMO GRUPO) E
RECEITAS AUFERIDAS PARA RECEBIMENTO A LONGO PRAZO (LSA, art.
197).
Desta forma, o lucro realizado é calculado da seguinte forma:
Lucro Liq. do Exerc. - Resultado positivo na equivaléncia patrimonial -
Lucro com realizagao financeira de Longo Prazo
Lucro realizado = 520.000 - 270.000 - 20.000 = 230.000
Portanto, de acordo com a LSA a companhia poder constituir Reserva de’
Lucros a realizar no valor de R$ 24.000 (R$ 254.000 - R$ 230.000)
Gabarito: Letra D.
Por fim, medida que esses lucros estiverem sendo realizados, entrando em
caixa, deveremos acrescer 0 lucro agora realizado ao dividendo a pagar. A
reversdo deve-se dar no primeiro dividendo declarado apés a realizacao.
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MS REESE Teoria e exercicios comentados
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As reservas de lucros a realizar sé podem ser utilizadas para dois fins:
pagamento de dividendos ou absorcao de prejuizos! Gravem.
O lancamento para constituicéo da reserva é 0 seguinte:
D - Lucros acumulados XXXX
C - Reserva de Lucros a realizar XXXX
A doutrina majoritdria (incluindo-se o FIPECAFI) entende que quando da
realizado de lucros o lancamento é 0 seguinte:
D - Reserva de Lucros a realizar XXXX
C - Lucros acumulados XXXX
Sendo o dividendo destinado posteriormente pelo seguinte lancamento:
C - Dividendos a pagar (Passivo) XXXX
D - Lucros acumulados XXXK
Segundo a Lei das Sociedades por Acées:
Art. 202. Os acionistas tém direito de receber como dividendo obrigatério, em
cada exercicio, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto (.
Portanto, a regra é a distribuico de dividendos ao final de cada exercicio social.
Contudo, como todo negécio esta sujeito a risco, pode acontecer de a empresa
possuir lucro, mas nao possuir situacao financeira ou patrimonial que permita o
Ppagamento de dividendos, como, por exemplo, quando a empresa tem um
volume extraordindrio de empréstimos a serem quitados, ou quando esta em
recuperacao judicial ou extrajudicial. Tal situacéo esta prevista na Lei da SAs da
seguinte forma:
§ 4° O dividendo previsto neste artigo nao sera obrigatorio no exercicio social
em que os orgdos da administracdéo informarem a assembléia-geral ordinaria
ser ele incompativel com a situacao financeira da companhia. O conselho fiscal,
se em funcionamento, deverd dar parecer sobre essa informacéo e, na
companhia aberta, seus administradores encaminharao @ Comissdo de Valores
Mobilidrios, dentro de 5 (cinco) dias da realizacéo da assembléia-geral,
exposicao justificativa da informacao transmitida assembléia.
§ 5° Os lucros que deixarem de ser distribuidos nos termos do § 4° ser&o
registrados como reserva especial e, se ndo absorvidos por prejuizos em
exercicios subseqiientes, deverao ser pagos como dividendo assim que o
permitir a situacSo financeira da companhia.
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E sd isso! Esse montante néo distribuido fica incorporado ao patriménio liquido
em reserva especial, sendo pago quando a situacdo permitir. No nosso
exemplo, com a quitacdo do empréstimo ou com a extincdo da recuperacao
judicial ou extrajudicial.
O Prémio na emisséo de debéntures era classificado como reserva de capital.
Com 0 advento da Lei n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser apropriado ao
resultado como receita, conforme o regime de competéncia.
Quando 0 preco da debénture supera o seu valor nominal, teriamos, a viséo da
legislacao antiga, uma reserva de capital a ser registrada, chamada Reserva de
Prémio na Emissio de Debéntures. Isso ocorre quando as condicées como
juros, garantias e outras vantagens forem atraentes para os investidores.
Se uma empresa lancasse debéntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000
debéntures, com resgate em 10 anos encontrando investidores que pagassem
R$ 1,50 pelo referido titulo, langariamos:
D - Caixa 15.000 (Ativo)
C - Debéntures a pagar 10.000,00 (PNC)
C - Reserva de capital (prémio emissdo. de debéntures) _5.000,00 (PL)
Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situacéo é agora
registrada da seguinte forma:
D - Caixa 15.000 (Ativo)
C - Debéntures a resgatar 10.000,00 (PNC)
C - Receitas recebidas antecipadamente - 5.000,00 (PNC - Receitas diferidas)
Assim, exemplificando, se o resgate dessas debéntures se daré em 10 anos,
deveremos apropriar ao resultado R$ 500,00 por ano, através do seguinte
langamento:
D - Receitas recebidas antecipadamente - 500,00 (PNC - Receitas diferidas)
C - Receitas financeiras 500,00 (Resultado)
Observacdo: usamos 0 método linear (juros simples) para fins didaticos. O
correto 6 usar 0 método exponencial (juros compostos).
© valor apropriado ao resultado pode ser destinado & formac3o de reserva
especifica de prémios de debéntures, para evitar a tributacdo pelo Imposto de
Renda (Lei 11.941/09).
Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou nao constituir tal
reserva. Se nao constituir, sera tributada pelo IR.
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A reserva especifica de prémio de debéntures é reserva de lucro, eis que esse
valor transitou pelo resultado do exercicio.
Para finalizar, vejamos o art. 19 da lei 11.941/09:
Art. 19. Para fins de aplicacéo do disposto nos arts. 15 a 17 desta Lei em
relacéo ao prémio na emissio de debéntures a que se refere o art. 38 do
Decreto-Lei n° 1.598, de 26 de dezembro de 1977, a pessoa juridica devera:
I - reconhecer 0 valor do prémio na emisséo de debéntures em conta do
resultado pelo regime de competéncia e de acordo com as determinacdes
constantes das normas expedidas pela Comissdo de Valores Mobilidrios, no uso
da competéncia conferida pelo § 3° do art. 177 da Lei n° 6.404, de 15 de
dezembro de 1976, no caso de companhias abertas e de outras que optem pela
sua observancia;
II - excluir do Livro de Apuracao do Lucro Real o valor referente & parcela do
lucro liquido do exercicio decorrente do prémio na emissao de debéntures, para
fins de apuracdo do lucro real;
III - manter 0 valor referente a parcela do lucro liquido do exercicio decorrente
do prémio na emissdo de debéntures em reserva de lucros especifica; e
IV ~ adicionar no Livro de Apuracdo do Lucro Real, para fins de apuracdo do
lucro real, 0 valor referido no inciso II do caput deste artigo, no momento em
que ele tiver destinac3o diversa daquela referida no inciso III do caput deste
artigo.
Conforme a Lei 6.404/76:
Retencao de Lucros
Art. 196. A assembleia-geral poderd, por proposta dos érgaos da administracao,
deliberar reter parcela do lucro liquido do exercicio prevista em orcamento de
capital por ela previamente aprovado.
§ 1° O orcamento, submetido pelos orgdos da administracdo com a justificacdo
da retencao de lucros proposta, devera compreender todas as fontes de
recursos € aplicagdes de capital, fixo ou circulante, e podera ter a duracdo de
até 5 (cinco) exercicios, salvo no caso de execucdo, por prazo maior, de projeto
de investimento.
§ 22 O orcamento poderd ser aprovado pela assembleia-geral ordinéria que
deliberar sobre 0 balanco do exercicio e revisado anualmente, quando tiver
duragao superior a um exercicio social.
A finalidade dessa reserva é financiar projetos de investimentos, e nado pode
afetar (diminuir) os dividendos obrigatorios. Mas, ao invés de distribuir todo o
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eee Teoria e exercicios comentados
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lucro na forma de dividendos adicionais, a empresa pode constituir a reserva de
retencao de lucros.
Para isso, a empresa deve preparar um orcamento de capital, aprovado pela
Assembleia de acionistas, com todas as fontes e aplicagdes de capital, fixo ou
circulante.
© orcamento poder ter prazo de até 5 exercicio, salvo no caso de execucao,
Por prazo maior, de projeto de investimento.
Acabamos de falar, portanto, sobre as reservas de lucros.
Falaremos sobre os dividendos adicionais...
Os dividendos minimos obrigatérios devem figurar no passivo, na data do
balanco.
Quanto aos dividendos adicionais, serao contabilizados ou nao, dependendo da
data em que forem declarados. Ou seja, se a empresa fechar as demonstracdes
contabeis em 31.12.X1, e declarar dividendos adicionais em janeiro ou fevereiro
de X2, tais dividendos nao serao contabilizados no balanco de 31.12.X1. Serao
apenas divulgados em Nota Explicativa.
Por outro lado, os dividendos adicionais que forem declarados pela assembleia
geral ou outro érgéo competente antes da data base das demonstracdes
contdbeis, atendem aos requisitos de obrigacdo presente e, portanto, devem
figurar nas Demonstracées Contdbeis da entidade.
A parcela do dividendo minimo obrigatério, que se caracterize efetivamente
como uma obrigacao legal, deve figurar no passivo da entidade. Mas a parcela
da proposta dos 6rgdos da administracdo a assembléia de sdcios que exceder a
esse minimo obrigatério deve ser mantida no patriménio liquido, em conta
especifica, do tipo “dividendo adicional proposto”, até a deliberacdo definitiva
que vier a ser tomada pelos sécios. Afinal, esse dividendo adicional ao minimo
obrigatério nao se caracteriza como obrigacao presente na data do balanco, jé
que a assembléia dos sdcios ou outro érgao competente podera, ndo havendo
qualquer restricdo estatutdria ou contratual, deliberar ou n&o pelo seu
pagamento ou por pagamento por valor diferente do proposto.
Portanto, a contabilizacao dos dividendos fica assim:
‘TRATAMENTO DOS DIVIDENDOS:
1) Dividendos obrigatérios: ficam contabilizados no Passivo, na data do
fechamento das demonstragdes contabeis.
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2) Dividendos adicionais:
2.1) Declarados apés 0 periodo contabil: Nao sao contabilizados, sendo apenas
divulgados em Nota Explicativa.
2.2) Declarados antes do periodo contabil: ficam no Patriménio Liquido, até a
aprovacao pela Assembléia, quando sao transferidos para 0 Passivo.
Analisemos a seguinte questao:
(Analista Judiciério/TRT 4#/2011/FCC) Em conformidade com a ICPC-08,
os dividendos
(A) declarados, apés 0 periodo contabil e antes da aprovacao pela assembléia
dessas demonstracées, devem ser reconhecidos no passivo como dividendos a
pagar.
(B) que forem declarados pela assembléia geral, ou declarados e pagos, de
acordo com as formalidades previstas no estatuto social, quando nao pagos
devem figurar no passivo da entidade como uma obrigacao.
(C) minimos obrigatérios devem ser registrados como uma obrigacio, na data
do encerramento do exercicio social a que se referem as demonstracées
contdbeis.
(D) adicionais ao minimo obrigatério devem ser todos contabilizados no
passivo.
(E) decorrentes de distribuic&o de resultado, apés a data do balanco e antes da
data da autorizacdo de emissdo dessas demonstracées, néio gerara registro no
passivo da entidade na data do balanco.
Comentarios
(A) declarados, apés 0 periodo contdbil e antes da aprovacéo pela assembléia
dessas demonstracées, devem ser reconhecidos no passivo como dividendos a
pagar.
Alternativa INCORRETA, os dividendos adicionais declarados apds o periodo
contabil nao sao contabilizados.
(B) que forem declarados pela assembiéia geral, ou declarados e pagos, de
acordo com as formalidades previstas no estatuto social, quando no pagos
devem figurar no passivo da entidade como uma obrigacao.
Alternativa INCORRETA. Veja esse trecho da Instrucao Técnica ICPC 08:
Pelos itens precedentes, os dividendos que forem declarados pela assembleia
geral ou outro érgdo competente, ou declarados e pagos, de acordo com as
formalidades previstas no estatuto social ou equivalente, antes da data base
das demonstracées contdbeis, atendem aos requisitos de obrigacao presente e,
portanto, se no pagos devem figurar no passivo da entidade como uma
obrigacao.
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Na alternativa B, faltou a frase “antes da data base”, 0 que a torna incorreta.
(C) minimos obrigatérios devem ser registrados como uma obrigacao, na data
do encerramento do exercicio social a que se referem as demonstracgdes
contabeis.
Alternativa) CORRETA, os dividendos minimos obrigatorios devem ser
registrados no passivo.
(0) adicionais a0 minimo obrigatério devem ser todos contabilizados no
Passivo.
Alternativa INCORRETA, os dividendos adicionais ficam contabilizados no
Patriménio Liquido até sua aprovaciio pela Assembleéia.
(E) decorrentes de distribuicéo de resultado, apés a data do balango e antes da
data da autorizacao de emissdo dessas demonstragdes, ndo gerard registro no
passivo da entidade na data do balanco.
Alternativa INCORRETA, os dividendos adicionais declarados apés a data do
balanco nao sao contabilizados, mas os dividendos obrigatério sao
contabilizados no passivo.
Falaremos do adiantamento para aumento do capital social, que é 0 recurso
recebido pela empresa de seus sécios/acionistas para ser utilizado no aumento
do capital social.
Suponha que determinada empresa tenha recebido R$ 100.000,00 de
determinado sécio como adiantamento para um futuro ingresso na sociedade.
Nesta hipétese, como fazer a classificagéo?! O lancamento é 0 seguinte:
D - Bancos 100.000 (Ativo)
C- Adiantamento para aumento de capital 100.000 (Passivo)
Mas por que passivo? Nao é um sécio que esta integralizando capital proprio?
Vejam, meus caros, que, na verdade, néo esta havendo integralizacdo, mas
somente um adiantamento para uma FUTURA entrada do sécio, 0 que, de fato,
ainda nao se concretizou.
Repito, classifica-se no passivo por se tratar de uma OBRIGAGAO da empresa
perante terceiros, haja vista que ainda no é integrante do quadro societério.
Quando houver a formalizagao da entrada do sécio, langaremos:
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D - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (reduzindo o passivo)
C - Capital social 100.000 (patriménio liquido)
E este o langamento EM REGRA.
Digo em regra, porque esses adiantamentos também poderdo ser classificados
no patriménio liquido, numa Unica hipdtese: quando os recursos forem
recebidos com clausula de absoluta condicao de permanéncia na sociedade, nao
havendo, assim, por que considerd-los como exigiveis. Nesta hipdtese, o valor
adiantado deve ser considerado como destacado do capital social total da
empresa.
Portanto, ficamos assim:
ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL
REGRA ----> PASSIVO EXIGiVEL . -
EXCECAO ----> QUANDO NAO HOUVER HIPOTESE DE RESTITUICAO = PL
A conta lucros ou prejuizos acumulados é uma conta do PL.
A conta lucros acumulados néo pode mais constar no Balancgo Patrimonial,
quando do fechamento da demonstracéo. Nao é mais possivel, com as
mudangas recentes advindas na contabilidade, que a empresa retenha lucros
injustificadamente. Alguns autores afirmam, erroneamente, que esta conta
deixou de existir. Tal afirmacao esta inconsistente, posto que a conta lucros
acumulados pode ser utilizada temporariamente (antes do fechamento do
balanco), sendo que a partir dela distribuimos os lucros do exercicio as mais
diversas finalidades. Sendo uma conta de PL, 0 seu saldo é credor.
Ressalve-se, contudo, que a conta prejuizos acumulados diminui o PL, tendo,
assim, saldo devedor.
Anote-se, ainda, que, nos termos da Resolugdo 1.157/2009 do CFC:
115. A obrigacéo de essa conta nao conter saldo positivo aplica-se unicamente
as sociedades por acées, e n&o as demais, e para os balancos do exercicio
social terminado a partir de 31 de dezembro de 2008. Assim, saldos nessa
conta precisam ser totalmente destinados por proposta da administracdo da
companhia no pressuposto de sua aprovacdo pela assembléia geral ordinaria.
116. Essa conta continuara nos planos de contas, e seu uso continuara a ser
feito para receber o resultado do exercicio, as reverses de determinadas
reservas, os ajustes de exercicios anteriores, para distribuir os resultados nas
suas varias formas e destinar valores para reservas de lucros.
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eee Teoria e exercicios comentados
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© CPC 08 regula a contabilizaco e evidenciag3o dos custos de transacao
incorridos na distribuicéo publica primaria de aces ou bénus de subscric&o, na
aquisicéo e alienacdo de acdes préprias, na captacdo de recursos por meio da
contratacéo de empréstimos ou financiamentos ou pela emissao de titulos de
divida, bem como dos prémios na emisséo de debéntures e outros instrumentos
de divida ou de patriménio liquido (frequentemente referidos como titulos e
valores mobilidrios - TVM).
Custos de transagao so somente aqueles incorridos e diretamente atribuiveis
as atividades necessdrias exclusivamente a consecucdo das transacées citadas
acima. So, por natureza, gastos incrementais, j4 que néo existiriam ou teriam
sido evitados se essas transacées nao ocorressem.
Exemplos de custos de transagao sao:
i) gastos com elaboracdo de prospectos e relatérios;
ii) remuneracao de servicos profissionais de terceiros (advogados, contadores,
auditores, consultores, profissionais de bancos de investimentos, corretores
etc.);
iii) gastos com publicidade (inclusive os incorridos nos processos de road-
shows);
iv) taxas e comissées;
v) custos de transferéncia;
vi) custos de registro etc.
Custos de transacéo no incluem agios ou desdgios na emiss&o dos titulos e
valores mobilidrios, encargos financeiros, custos internos administrativos ou
custos de carregamento.
Segundo o CPC 08:
— importante destacar a diferenca entre despesas financeiras e encargos
financeiros.
- Despesas financeiras representam a remuneracéo direta do recurso tomado
e incluem juros, variacdo monetaria, variacéo cambial, etc.
- Encargos financeiros sio a soma das despesas financeiras com custos de
transac&o, prémios, descontos, dgios, desagios e assemelhados. Trata-se,
portanto, de um conceito mais amplo.
0 registro do montante inicial dos recursos captados por intermédio da emissao
de titulos patrimoniais deve corresponder aos valores liquids
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disponibilizados para a entidade pela transacdo, pois essas transagées sao
efetuadas com sécios ja existentes e/ou novos, nao devendo seus
custos influenciar 0 saldo liquido das transacées geradoras de resultado da
entidade. Os custos de transagdo incorridos na captacdo de recursos por
intermédio da emissao de titulos patrimoniais devem ser contabilizados, de
forma destacada, em conta redutora de patriménio liquido, deduzidos os
eventuais efeitos fiscais, e os prémios recebidos devem ser reconhecidos
em conta de reserva de capital.
Nas operacées de captacdo de recursos por intermédio da emissdo de titulos
patrimoniais em que exista prémio (excedente de capital) originado da
subscricéo de acées aos quais os custos de transacdo se referem, deve o
prémio, até o limite do seu saldo, ser utilizado para absorver os custos
de transagao registrados na conta de que trata paragrafo anterior. Nos
demais casos, a conta de que trata o item anterior sera apresentada apés o
capital social e somente pode ser utilizada para reducdo do capital
social ou absorcao por reservas de capital.
A aquisicio de acdes de emissdo propria e sua alienacéo séo também
transaces de capital da entidade com seus sécios e igualmente nao devem
© resultado da entidade. Os custos de transacao incorridos na
do de acdes de emissdo da prépria entidade devem ser tratados como
agées. Os custos de transacéo
incorridos na alienacéo de agdes em tesouraria devem ser tratados como
reduc&o do lucro ou acréscimo do prejuizo dessa transacdo, resultados esses
contabilizados diretamente no patriménio liquide, na conta que houver
sido utilizada como suporte & aquisicéo de tais acées, nao afetando o
resultado da entidade.
11. O registro do montante inicial dos recursos captados de terceiros,
classificveis no passivo exigivel, deve corresponder ao seu valor justo
liquido dos custos de transacao diretamente atribuiveis a emissdo do
passivo financeiro.
Vamos expor um exemplo que consta do anexo do Pronunciamento.
Uma empresa efetua a captaco de $ 1.000.000,00 para pagamento em 8
prestacées anuais e consecutivas de $ 161.035,94. A taxa de juros contratada é
de 6,0 % ao ano. A empresa incorreu em custos de transacées no montante de
$ 108.695, 18.
Contabilizacéo no momento 0 (captacéo):
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D - Caixa (pela captaco liquida) $ 891.304,82
D - Custos a amortizar (redutora do passivo) $ 108.695,18
C - Empréstimos e financiamentos $ 1.000.000,00
Apresentaco no Balanco, no Passivo, momento 0:
Empréstimos e Financiamentos: $ 891.304,82
Ou, analiticamente:
Empréstimos e financiamentos $ 1.000.000,00
(-) Custos a amortizar (redutora do passivo) $ 108.695,18
Os Custos a Amortizar sdo transferidos para o Resultado por competéncia,
usando 0 Método do Custo Amortizado. Veja item 12 abaixo.
12. Os encargos financeiros incorridos na captagao de recursos junto a
terceiros devem ser apropriados ao resultado em funcao da fluéncia do
prazo, com base no método do custo amortizado usando 0 método dos
juros efetivos. Esse método considera a taxa interna de retorno (tir) da
operacdo para a apropriacado dos encargos financeiros durante a vigéncia da
operacdo. A utilizacéo do custo amortizado faz com que os encargos
financeiros reflitam o efetivo custo do instrumento financeiro e nao
somente a taxa de juros contratual do instrumento, ou seja, incluem-se
neles os juros e os custos de transacdéo da captacdo, bem como prémios
recebidos, Agios, desagios, descontos, atualizacao monetaria e outros. Assim, a
taxa interna de retorno considera todos os fluxos de caixa, desde o valor liquido
recebido pela concretizacéo da transac&o até os pagamentos todos feitos ou a
serem efetuados até a liquidacao da transacao.
Vamos dar continuidade ao exemplo do item 11, para explicar esse ponto. A
empresa captou 1.000.000,00, com taxa de juros nominal de 6,0 % anuais, 8
pagamentos anuais e consecutivos de $ 161.035,94 e custos de transacéo de
$108.695,18.
O fluxo de caixa é 0 seguinte:
>
5
3
Fluxo liquido Caixa
891
=161
=161
=161
=161
=161
=161
=161
=161
loNor|un] a |us|ru|H |}
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A Taxa Interna de Retorno (TRI) do fluxo acima é de 9% ao ano. Assim,
embora a taxa nominal seja de 6% a.a., a taxa que serd usada para apropriar
os encargos financeiros ao resultado sera TIR de 9%.
A planilha de controle fica assim:
Ano Saldo Inicial | Efeito na DRE | Pagamentos Saldo Final
1 891 80 -161 810
2i 810 73 =161 722
3 722 65 161 626
4 626 56 -161 S21
5 521 47 =161 407
6 407 37 =161 283,
7 283 25 161 148
8 148 13 =161 O
TOTAL 397
Muito bem. Os valores que serao apropriados como despesa na DRE somam o
total de 397. Ocorre que, neste total, esto os juros de 6% ao ano (encargos
nominais) e os custos de transagées. Para controlar e contabilizar corretamente,
precisamos separar os juros dos custos de transacées.
© valor total pode ser separado facilmente, pois sabemos que os custos de
transagdes so de $ 109. Mas para separar més a més, precisamos calcular os
juros, conforme abaixo:
‘Ano| Saldo Inicial__ | Juros 6% | Pagamentos | Saldo Final
1 1000 60 -161 899
2 899 54 =161 792
3 792 48 =161 678
4 678 41 =161 558)
5 558 33 =161 431
6 431 26 =161 295
7 295 18 =161 152
8 152 9 =161 0
TOTAL 288
Partimos do valor nominal da captacao e calculamos os juros nominais de 6%.
Assim, temos o valor mensal dos juros. O valor mensal dos custos de transacao
sai por diferenca:
Ano | Efeito na DRE Juros 6% ‘Custos de transacées
1 80 60 20
2 73 54 19)
3 65 48 17
4 56 41 16
5 47 33 13,
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ney Teoria e exercicios comentados
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6 37 26 il
7 25 18, 8
8 13 3 4
TOTAL 397 288 108
No Pronunciamento, a tabela aparece dessa forma, em milhares, e a
contabilizacéo aparece com o valor completo.
Contabilizacao no final do periodo 1:
Apropriac&o dos encargos financeiros:
D- Encargos Financeiros (DRE) $ 80.217,43
Despesas financeira juros $ 60.000,00
Amortizagao de custos $ 20.217,43
C- _ Empréstimos e financiamentos $60.000,00
C- Custos a amortizar $20.217,43
Fim do periodo 1 - Parcela de pagamento do empréstimo:
D- Empréstimos e financiamentos $ 161.035,94
Pagamento de juros ($ 60.000,00)
Amortizac&o do principal ($ 101.035,94)
C= Caixa $ 161.035,94
Apresentac3o no Balango, no Passivo, fim do periodo 1:
Empréstimos e financiamentos $ 810.486,31
Ou, analiticamente
Empréstimos e financiamentos $ 898.964,06 (1)
(-) Custos a amortizar ($ 88.477,75 (2))
$ 810.486,31 (3)
Destacamos os valores (1) e (3) nas planilhas, acima, em negrito.
E 0 valor de 88.477,75 é calculado da seguinte forma:
Custo de transagao: $108.695,18.
(-) custo amortizado ($ 20.217,43)
(=) Custo a amortizar $ 88.477,75
OBS 1: Nao se preocupem com os calculos da planilha de controle. A questo
devera fornecé-la ou pedir algo facil de calcular, como os juros do primeiro ou
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do segundo ano. Simplesmente nao da tempo para calcular a tabela de controle
inteira, na mao. O importante é entender a forma de calculo.
1. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) O conjunto completo
das demonstracgdes contdbeis exigidas pelas Normas bBrasileiras de
Contabilidade inclui
a) © relatério do Conselho de Administracéo e as Notas Explicativas,
compreendendo um resumo das politicas contabeis significativas.
b) © resumo das politicas Contabeis e 0 Valor Adicionado obrigatoriamente a
todos os tipos de entidade.
c) a Demonstracao do Valor Adicionado, se entidade prestadora de servicos, e
de Resultado Abrangente, se instituicao financeira.
d) as Demonstracées dos Fluxos de Caixa e das Mutagées do Patriménio Liquido
do periodo.
e) a Demonstracao da Conta Lucros / Prejuizos Acumulados e 0 Relatério de
Impacto Ambiental.
Comentarios
Dissemos durante a aula:
Art. 176. Ao fim de cada exercicio social, a diretoria fara elaborar, com base na
escrituracéo mercantil da companhia, as seguintes demonstracées financeiras,
que deverao exprimir com clareza a situacdo do patriménio da companhia e as
mutagées ocorridas no exercicio:
I - balanco patrimonial;
II - demonstracao dos lucros ou prejuizos acumulados;
III - demonstracao do resultado do exercicio; e
IV - demonstracao dos fluxos de caixa; e (Redacdo dada pela Lei n° 11.638,de
2007)
V ~ se companhia aberta, demonstracao do valor adicionado. (Incluido pela Lei
ne 11,638, de 2007)
§ 60 A companhia fechada com patriménio liquido, na data do balanco, inferior
a R$ 2.000.000,00 (dois milhdes de reais) nao serd obrigada a elaboracdo e
publicacao da demonstraco dos fluxos de caixa.
Pois bem. Desse excerto, muitas questdes so cobradas em concursos.
As sociedades por acées podem ser do tipo aberta (quando comercializam
titulos e valor mobilidrios no mercado) e fechadas (quando nao o fazem).
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As demonstragées contabeis so diferentes conforme estejamos frente a um ou
outro tipo societario.
COMPANHIA
DEMONSTRACAO CONTABIL ABERTA [FECHADA
Balanco Patrimonial Xx x
Demonstraco do Resultado do Exercicio X x
Demonstracéo de Lucros ou Prejuizos x *
Acumulados
Demonstrago dos Fluxos de Caixa X PL> 2MI
Demonstracao do Valor Adicionado X
Alguns aspectos merecem destaque.
1) Nas companhias abertas, a demonstracao de lucros ou prejuizos acumulados
pode estar contida dentro da DMPL.
2) A DMPL no consta como sendo obrigatoria pela Lei 6.404/76. Todavia, o
CPC 26 (Apresentacdo das demonstracées contdbeis) arrolou esta
demonstracao dentre aquelas que fazem parte do conjunto das demonstracdes
contabeis de uma entidade. Tal mengao levou o FIPECAFI, no livro Manual de
Contabilidade Societaria, a considerar que, a partir da edicéo do
Pronunciamento Contabil, a DMPL passa a ser obrigatéria a todos os tipos
societarios. Nao sabemos ainda como as bancas cobrarao este assunto.
3) A Demonstraco de origens e aplicagées de recursos, a DOAR, deixou de ser
obrigatoria com as modificacées contabeis introduzidas pelas Leis 11.638 e
11.941.
Assim, a demonstracao de fluxos de caixa e a demonstracdo das mutagées do
patriménio liquide estéo arroladas como parte do conjunto completo das
demonstracdes contabeis, embora nao sejam obrigatérios, segundo a Lei
6.404/76, para todos os tipos societarios.
Gabarito > D.
2. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) De conformidade com a
legislacdo societaria atualizada, os saldos existentes em 31.12.2008, no Ativo
Diferido, poderiam ser
a) integralmente baixados para as contas de Despesas Nao Operacionais,
quando nao apresentassem condicées de recuperacéo e
realocados a outros ativos, quando fosse 0 caso.
b) realocados de acordo com a sua natureza e finalidade a outro grupo do ativo
e reclassificados como Ajustes de Exercicios Anteriores, caso nao fosse possivel
realizar esta realocac3o em bases
confiaveis.
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) reclassificados para uma conta transitoria de Ajustes de Conversao, para
aqueles que pudessem ser identificados em bases confidveis e 0 excedente, se
fosse o caso, estornados contra a conta de Ganhos/Perdas de itens
Descontinuados.
d) alocados a outro grupo de contas, de acordo com a sua natureza, ou
permanecer no ativo sob esta classificacdo até a completa amortizacéio, desde
que sujeito a analise de imparidade.
e) transferidos integralmente para a conta de Ajustes de Avaliacao Patrimonial,
deduzido da avaliacdo do valor recuperavel.
Comentarios
Segundo a redacdo anterior da Lei 6.404/76, 0 diferido era subgrupo do ativo,
nos seguintes termos:
V — no diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturagao que
contribuiréo, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um
exercicio social e que n&o configurem téo-somente uma reducao de custos ou
acréscimo na eficiéncia operacional; (Redac3o dada pela Lei n° 11.638,de
2007).
Eram contas classificadas no diferido:
- Gasto com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos;
- Gastos com reorganizacao societéria;
- Gastos com reestruturacao;
- Gastos pré-operacionais.
Duas eram as condicées para que os gastos com reestruturacdo fizessem parte
do diferido:
1) Contribuir para o aumento do resultado de dois ou mais exercicios; e
2) N&o configurar apenas uma reducdo de custos ou acréscimo na eficiéncia
operacional.
O diferido foi extinto com as modificacées recentes ocorridas na contabilidade
(MP 449 convertida na Lei 11.941/09).
Segundo 0 CPC 13 - Adocdo inicial da Lei 11.638/2007 e 11.941/2009 (item
20), os saldos porventura existentes deste grupo patrimonial devem ser
alocados a outro grupo no balanco patrimonial.
Nao havendo essa possibilidade, ficam no ativo diferido até sua completa
amortizagao ou, alternativamente, podem ser baixados a conta de lucros ou
prejuizos acumulados, do patriménio liquido.
Com fulcro na MP 449:
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“Art. 299-A. O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido
que, pela sua natureza, nao puder ser alocado a outro grupo de contas, podera
permanecer no ativo sob essa classificacéo até sua completa amortizacdo,
sujeito a andlise sobre a recuperacdo de que trata o § 30 do art. 183.”
Portanto, caso permaneca no ativo diferido, a conta estara sujeita ao teste de
recuperabilidade.
Segundo a Lei das S.A’s, com sua redaco antiga:
Art. 183. No balanco, os elementos do ativo serdo avaliados segundo os
seguintes critérios:
VI - 0 ativo diferido, pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das
contas que registrem a sua amortizacao.
O lancamento para a amortizacao é:
D - Despesa com amortizacao (Despesa)
C - Amortizacdo acumulada (Redutora do ativo diferido)
Caso a opsao seja pela baixa com contrapartida na conta lucros acumulados,
faremos:
D - Lucros acumulados (Patriménio Liquido)
C ~ Ativo diferido (Ativo)
Ainda, de acordo com 0 mesmo artigo, paragrafo 3°, os recursos aplicados no
ativo diferido seréo amortizados periodicamente, em prazo n&o superior a 10
(dez) anos, a partir do inicio da operacdo normal ou do exercicio em que
passem a ser usufruidos os beneficios deles decorrentes, devendo ser
registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os
empreendimentos ou atividades a que se destinavam, ou comprovado que
essas atividades nao poderao produzir resultados suficientes para amortizd-los.
Gabarito, portanto, letra D.
Gabarito > D.
3. (ESAF/AFRFB/2009) Considere o exemplo da Chdcara Cacula. Ela possui
1,000 frangos de corte para revender. Quatrocentos deles foram comprados de
Joao Batista e ainda n&o foram pagos. Trezentos desses frangos jé foram
entregues ao José Maria, mediante uma transacao de venda realizada a prazo,
em que 0 preco unitdrio foi nove reais e 0 imposto foi de 10%. A atividade
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empresarial é exercida em instalagdes préprias, mas 0 equipamento é alugado
de terceiros.
‘Na avaliacéo monetaria dessa chacara temos que:
. as instalagées fisicas valem R$ 10.000,00;
0S Equipamentos valem R$ 5.000,00;
. 0 aluguel mensal dos equipamentos é de R$ 300,00;
. 0 salario mensal do caseiro é de dois saldrios-minimos;
. 0S frangos custaram R$ 8,00 por unidade, isentos de impostos.
WawNe
Calculando-se 0 patriménio final dessa entidade, com base nas informacées
prestadas, certamente, no inicio do ano se encontraré um:
a) passivo exigivel de R$ 3.200,00.
b) patriménio liquido de R$ 14.800,00.
c) patriménio liquido de R$ 13.600,00.
d) patriménio bruto de R$ 18.300,00.
e) patriménio bruto de R$ 23.300,00.
Comentarios
Esta quest&o apresenta alguns pequenos problemas, que passamos a listar:
1) A questo se inicia com a afirmacao que “ela possui 1000 frangos de corte
para revender”. Mais adiante, afirma que “trezentos desses frangos j4 foram
entregues ao José Maria, mediante uma transacdo de venda...”
Como interpretar 0 comando da questao? Pensemos! Se a granja POSSUI 1000
frangos e trezentos JA FORAM ENTREGUES ao José Maria, entdéo a granja
possuia originariamente 1300 frangos, entregou 300 e possui 1000. Essa é a
concluséo a que um bom aluno de portugués chegaria. Contudo, se
entendermos dessa forma, a quest&o nao tem resposta, pois teriamos:
ATIVO
Clientes (300 frangos x 9,00 R$) R$ 2.700
Estoque de frangos (1000 frangos x 8,00 R$ ) R$ 8.000
R$ 20.700
PASSIVO
Imposto a recolher (10% x R$ 9 x 300 frangos) R$ 270
Fornecedores (Joao Batista) (400 frangos x 8 R$) R$ 3.200
Salarios a pagar (R$ 465 & época da prova x 2) R$ 930 (A ESAF tem
essa mania! Sofrivel)
Aluauel a pagar R$ 300
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Total passivo R$ 4.700
Assim, de posse da equacao basica da contabilidade, fariamos:
A=P+PL... Logo, PL = A -P > PL = 20.700 - 4.700 = 16.000
Nao existe essa resposta, que, a nosso ver, seria a forma correta. Vamos ver 0
entendimento da banca?
2) Se levarmos em conta que a granja tinha 1000 frangos e, desses, entregou
300, restando-Ihe 700, ficaremos com o seguinte:
ATIVO
Clientes (300 frangos x 9,00 R$) R$ 2.700
Estoque de frangos (700 frangos x 8,00 R$ ) R$ 5.600
Instalacdes 10.000
Total ativo R$ 18.300
PASSIVO
Imposto a recolher —_( 10% x R$ 9 x 300 frangos) R$ 270
Fornecedores (Joao Batista) (400 frangos x 8 R$) R$ 3.200
Saldrios a pagar (R$ 465 a época da prova x 2) R$ 930 (A ESAF tem
essa mania! Sofrivel)
Aluguel a pagar R$ 300
Total passivo R$ 4.700
Assim, de posse da equacao basica da contabilidade, fariamos:
A=P+PL
Logo, PL = A -P > PL = 18.300 - 4.700 = 13.600
Portanto, a questéo possui duas respostas corretas. Preliminarmente, a ESAF
deu como gabarito a letra C. Entretanto, com os resultados dos recursos, 0
gabarito mudou para D.
Gabarito > D.
4. (ESAF/AFRFB/2009) A firma comercial Alvorada Mineira Ltda. adquiriu um
bem de uso por R$ 6.000,00, pagando uma entrada de 25% em dinheiro e
financiando o restante em trés parcelas mensais e iguais. A operacao foi
tributada com ICMS de 12%.
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Ao ser contabilizada a operacéo acima, o patriménio da firma Alvorada
evidenciara um aumento no ativo no valor de:
a) R$ 6.720,00.
b) R$ 4.500,00.
c) R$ 5.220,00.
d) R$ 5.280,00.
e) R$ 3.780,00.
Comentarios
Pois bem, essa questo é mole. Matemos!
0 bem foi adquirido por R$ 6.000,00.
Segundo a Lei Complementar 87/96: | - somente dardo direito de crédito as
mercadorias destinadas ao uso ou consumo do estabelecimento nele entradas a
partir de 10 de janeiro de 2020. Portanto, nesta hipétese, nao teremos ICMS a
recuperar. O ICMS integrara 0 custo de aquisicao.
Preco de aquisicao ........ 6.000
Vamos ver o lancamento, como se faz...
D - Bem de uso (Aumento do ativo) 6.000,00
C - Caixa (Reduz 0 ativo) 1.500,00
C - Financiamentos a pagar (Aumenta o passivo exigivel) 4.500,00
Portanto, atendendo ao comando da questao, teremos:
Variacao do ativo = Aumentos ~ diminuigées
Variacao do ativo = 6.000,00 - 1.500,00 = 4.500,00
Gabarito > B.
5. (ESAF/Analista de Mercados de Capitais/CVM/2010) Aponte abaixo a
opcdo que contém uma assertiva incorreta.
a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem futuros beneficios econémicos para
a entidade.
b) Passivo é uma obrigacéo presente da entidade, derivada de eventos jé
ocorridos, cuja liquidac&o se espera que resulte em saida de recursos capazes
de gerar beneficios econémicos para a entidade.
c) Patriménio Liquido € o valor residual dos ativos da entidade depois de
deduzidos todos os resultados.
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d) Muitos ativos tém uma substancia fisica. Entretanto, substancia fisica néo é
essencial a existéncia de um ativo.
e) Muitos ativos estéo ligados a direitos legais, inclusive a direito de
propriedade. Ao determinar a existéncia de um ativo, entretanto, o direito de
Propriedade nao é essencial.
Comentarios
A questo versa sobre o CPC 00. Vamos analisa-la!
Os elementos da contabilidade relacionados 4 mensura da posi financeira
€ patrimonial da empresa sao |
Por seu turno, os elementos da contabilidade relacionados a mensuracao do
desempenho na DRE sdo as réceitas € as despesas.
© CPC trouxe importantes definicdes que, além de serem levadas como
conhecimento basico para o estudo da contabilidade, devem estar na ponta da
lingua para o concurso que vocés prestarao, sao elas:
‘@) Ativo: é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem futuros beneficios econémicos para
a entidade (LETRA A ESTA CORRETA); —
b) Passivo: é uma obrigacdo presente da entidade, derivada de eventos ja
ocorridos, cuja liquidaco se espera que resulte em saida de recursos capazes
de gerar beneficios econémicos (LETRA B ESTA CORRETA);
c) Patriménio Liquido: é o valor residual dos ativos da entidade depois de
deduzidos todos os seus passivos (LETRA C ESTA INCORRETA, GABARITO
DA QUESTAO).
Ao avaliar se um item se enquadra na definicdo de ativo, passivo ou patriménio
liquido, deve-se atentar para a sua esséncia e realidade econémica e nao
apenas sua forma legal. Assim, por exemplo, no caso do arrendamento
financeiro, a esséncia e a realidade econémica so que o arrendatario adquire
os beneficios econdmicos do uso do ativo arrendado pela maior parte da sua
vida Util, como contraprestacaio de aceitar a obrigacao de pagar por esse direito
um valor préximo do valor justo do ativo e o respectivo encargo financeiro.
Dessa forma, o arrendamento financeiro da origem a itens que satisfazem a
definicéo de um ativo e um passivo e, portanto, so reconhecidos como tais no
balanco patrimonial do arrendatario.
Falemos agora sobre os Ativos!!
A entidade geralmente usa os seus ativos na producéo de mercadorias ou
prestacdo de servicos capazes de satisfazer os desejos e necessidades dos
Clientes. Tendo em vista que essas mercadorias ou servicos podem atender aos
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seus desejos ou necessidades, os clientes se dispdem a pagar por eles e
contribuir assim para o fluxo de caixa da entidade.
Muitos ativos, por exemplo, maquinas e equipamentos industriais, tém uma
substadncia fisica. Entretanto, substancia fisica néo é essencial a existéncia de
um ativo (A letra d esta correta); dessa forma, as patentes e direitos
autorais, por exemplo, sao ativos, desde que deles sejam esperados beneficios
econémicos futuros para a entidade e que eles sejam por ela controlados.
No mesmo diapasdo, 0 CPC 00 dispde que
57. Muitos ativos, por exemplo, contas a receber e iméveis, est&o ligados a
direitos legais, inclusive 0 direito de propriedade. Ao determinar a existéncia de
um ativo, o direito de propriedade nao é essencial; assim, por exemplo, um
imével objeto de arrendamento é um ativo, desde que a entidade controle os
beneficios econémicos provenientes da propriedade. Embora a capacidade de
uma entidade controlar os beneficios econémicos normalmente seja proveniente
da existéncia de direitos legais, um item pode satisfazer a definicao de um ativo
mesmo quando nao ha controle legal. Por exemplo, 0 know-how obtido por
meio de uma atividade de desenvolvimento de produto pode satisfazer a
definicggo de ativo quando, mantendo o know-how em segredo, a entidade
controla os beneficios econémicos provenientes desse ativo.
Portanto, a letra e estd igualmente correta.
O nosso gabarito é mesmo a letra c.
Gabarito > C.
6. (ESAF/ISS RJ/2010) A Sociedade Limitrofe S/A obteve, no ano de 2009,
como Resultado Liquido do Exercicio, um lucro no valor de R$ 50.000,00 e
mandou distribui-lo da seguinte forma:
5% para constituicdo de reserva legal;
10% para constituigao de reserva estatutaria;
10% para participacao estatutéria de administradores;
25% para provisdo para o Imposto de Renda;
50% para dividendos obrigatorios; e
O restante para reservas de lucro.
Na destinacSo de resultados feita na forma citada, pode-se dizer que, para
constituicéo da reserva legal, coube a importancia de
a) R$ 2.500,00.
b) R$ 1.875,00.
c) R$ 1.687,50.
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d) R$ 1.500,00.
e) R$ 1.375,00.
Comentarios
Segundo a lei das S/A‘s:
Art. 193. Do lucro liquido do exercicio, 5% (cinco por
cento) seréo aplicados, antes de qualquer outra
destinacdo, na constituicao da reserva legal, que nao
excederd de 20% (vinte por cento) do capital social.
§ 1° A companhia podera deixar de constituir a reserva
legal _no exercicio em que o saldo dessa reserva,
acrescido do montante das reservas de capital de que
trata 0 § 1° do artigo 182, exceder de 30% (trinta por
cento) do capital social.
§ 2° A reserva legal tem por fim assegurar a integridade
do capital social e somente poderd ser utilizada para
compensar prejuizos ou aumentar o capital.
Esquematizemos
Reserva legal > 5% do LLE > Limitado a 20% do capital social.
Trata-se a reserva legal da Unica reserva de constituicéo obrigatéria para a
empresa.
Vejam a sua finalidade: manter a integridade do capital social. Veja que deve
ela ser feita antes de qualquer destinacao.
Saber também da sua utilizacdo é também extremamente importante para
concursos: somente poderd ser utilizada para compensar preiuizos ou
aumentar o capital social.
Existe também um limite facultativo para a constituicdo da reserva legal, qual
seja, quando ela, juntamente das reservas de capital atingirem 0 montante de
30% do capital social. Grave-se!
Vamos a nossa questéo:
Resultado do exercicio 50.000,00
(-) IR 25% (12.500.00)
Lucro apés 0 IR e CSLL 37.500
-) Participacd iministrador 71
Lucro liquido 33.750,00
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caueenee? Teoria e exercicios comentados
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Deste valor retiramos 5%, conforme determina o artigo 193, caput, da Lei das
S.A‘s.
33.750 x 5% = R$ 1.687,50.
Gabarito > C.
7. (ESAF/ISS R3/2010) A empresa Mercantil Varejista S/A mandou elaborar
0 balanco de 2009 com base nos seguintes saldos contdbels, aqui
demonstrados em ordem alfabética:
Contassaldos
Aluguéis Ativos 195,00
Aluguéis a Pagar 75,00
Aluguéis a Receber 120,00
Aluguéis Passivos 150,00
Caixa 300,00
Capital Social 1,200,00
Clientes 420,00
Custo das Mercadorias Vendidas 360,00
Depreciacao Acumulada 330,00
Despesas a Pagar 105,00
Despesas a Vencer 180,00
Duplicatas a Pagar 690,00
Duplicatas a Receber 480,00
Duplicatas Descontadas 210,00
Fornecedores 840,00
ICMS a Recuperar 90,00
IPI a Recolher 45,00
Mercadorias 540,00
Méveis e Utensilios 600,00
Provisdo p/Ajuste de Estoques 54,00
Provisdo p/Imposto de Renda 186,00
Receitas a Receber 240,00
Receitas de Vendas 660,00
Reserva Legal 150,00
Salarios 210,00
Veiculos 1,050,00
Somatério 9.480,00
Apurado 0 resultado do exercicio, a empresa destinou um terco para imposto de
renda e dois tercos para reserva de lucros.
Ao elaborar o balango patrimonial com base nas contas e saldos acima, a
empresa vai constatar a existéncia de um
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a) Ativo Circulante no valor de R$ 2.280,00.
b) Ativo Permanente no valor de R$ 1.386,00.
c) Passivo Circulante no valor de R$ 1.986,00.
d) Patriménio Liquido no valor de R$ 1.485,00.
e) Ativo Total no valor de R$ 4.020,00.
Comentarios
Primeiro, vamos apurar a DRE. Atente-se para o fato de que o lucro devera ser
destinado em 2/3 para reservas de lucros e 1/3 para proviséo para IR
(passivo). Calculemos:
[Resultado do exercicio |
Receitas de Vendas 660,00
Alugueis Ativos 195,00
(-) Salarios 210,00
(©) Aluguéis Passivos 150,00
-) Custo das Mercadorias Vendidas 360,00
Lucro liquido 134
Reserva de lucros 90
Provisdo para IR 45
Caixa 300,00
Clientes 420,00
Aluguéis a Receber 120,00
Despesas a Vencer 180,00
Duplicatas a Receber 480,00
Duplicatas Descontadas (210,00) *
ICMS a Recuperar 90,00
Mercadorias 540,00
Proviséo p/Ajuste de Estoques (54,00)
Receitas a Receber 240,00
‘Subtotal 2.106
N&o circulante
Méveis € Utensilios 600,00
Depreciacao Acumulada (330,00)
Veiculos 1.050,00
Subtotal 1.320
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Aluguéis a Pagar 75,00
Despesas a Pagar 105,00
Fornecedores 840,00
IPI_a Recolher 45,00
Proviséo p/Imposto de Renda 231
(186,00+45)
Duplicatas a Pagar 690,00
Subtotal 1.986
Capital Social 1.200,00
Reserva Legal 150,00
Reservas de lucros_ 90
‘Subtotal 1.440
Atencdo: a época desta questo, o entendimento vigente era o de que a
conta duplicatas descontadas era classificada como retificadora do
ativo. Hoje ela deve ficar no passivo.
Gabarito > C.
Préxima!
8. (ESAF/ATRFB/2009) A empresa Gregorio, Irmaos & Cia. Ltda., possuindo
Disponibilidades de R$ 2.730,00, Imobilizacdes de R$ 3.270,00 e Dividas de R$
2.900,00, realizou duas transacGes:
1. A compra de uma maquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada; e
2. Avenda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.
Concluidas as operacées, e devidamente registradas, pode-se afirmar com
certeza que essa firma tem:
a) prejuizos de R$ 500,00.
b) passivo exigivel de R$ 4.500,00.
c) patriménio liquido de R$ 3.100,00.
d) passivo a descoberto de R$ 900,00.
e) ativo de R$ 4.600,00.
Comentérios
As duas operacées serdo contabilizadas da seguinte forma:
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1. A compra de uma maquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada;
D - Imobilizagdes 2.000
C - Disponibilidades 400
C - Dividas 1.600
2. A venda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.
Valor da venda 3.000 100%
(-) Valor contabil x
(=) Resultado da venda (Y) (30%)
Resolvendo, temos: Resultado = 30% x 3000 = 900
Valor contabil: 3.900
Contabilizacao:
D - Disponibilidades 3.000
D - Resultado na alienagao de ativos 900
C - Imobilizagdes 3.900
O quadro de contabilizacao fica assim:
Saldo inicial Débito Crédito Saldo final
Disponibilidades 2.730 3.000 400 5.330
Imobilizagées 3.270 2.000 3.900 1.370
Dividas 2.900 1.600 4.500
Resultado venda ativos 900 -900
Gabarito > B.
9. (ESAF/ATRFB/2009) No balanco de encerramento do exercicio social, as
contas sero classificadas segundo os elementos do patriménio que registrem e
agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a anilise da situacao financeira
da companhia.
No ativo patrimonial, as contas sero dispostas em ordem decrescente de grau
de liquidez dos elementos nelas registrados, compondo os seguintes grupos:
a) ativo circulante; ativo realizavel a longo prazo; investimentos; ativo
imobilizado; e intangivel.
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b) ativo circulante; ativo realizdvel a longo prazo; e ativo permanente, dividido
em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.
Cc) ativo circulante; e ativo n&o circulante, composto por ativo realizdvel a longo
prazo, investimentos, imobilizado e intangivel.
d) ativo circulante; ativo realizavel a longo prazo; investimentos; ativo
imobilizado; e ativo diferido.
e) ativo circulante; e ativo nao circulante, composto por ativo realizdvel a longo
prazo, investimentos, imobilizado e diferido.
Comentarios
Segundo a Lei 6.404/76:
Art. 178. No balanco, as contas serdo classificadas segundo os elementos do
patriménio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar 0 conhecimento e a
andlise da situacao financeira da companhia.
§ 1° No ativo, as contas sero dispostas em ordem decrescente de grau de
liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I - ativo circulante; e (Incluido pela Lei n° 11.941, de 2009)
II - ativo nao circulante, composto por ativo realizdvel a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangivel. (Incluido pela Lei n° 11.941, de 2009)
Logo, gabarito letra c.
Gabarito > C.
10. (ESAF/ATRFB/2009) Em relacao ao encerramento do exercicio social e a
composicao dos grupos e subgrupos do balanco, assinale abaixo a opcao falsa.
a) No ativo circulante, serao incluidas as disponibilidades, os direitos realizaveis
no curso do exercicio social e as aplicacdes de recursos em despesas do
exercicio seguinte.
b) No intangivel, serdo classificados os direitos que tenham por objeto bens
incorpéreos destinados 4 manutencéio da companhia ou exercidos com essa
finalidade, inclusive 0 fundo de comércio adquirido.
c) Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duracdo maior
que o exercicio social, a classificacao no circulante ou longo prazo tera por base
© prazo desse ciclo.
d) Em investimentos, serdo classificadas as participacdes permanentes em
outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, nao classificaveis no ativo
circulante, e que nao se destinem a manutencao da atividade da companhia ou
da empresa.
e) No ativo imobilizado, serao clasificados os direitos que tenham por objeto
bens corpéreos destinados 4 manutencao das atividades da companhia ou da
empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de
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operagées que transfiram a companhia os beneficios, riscos e controle desses
bens.
Comentarios
Vejamos a redacdo da Lei 6.404/76:
Art. 179. As contas serao classificadas do seguinte modo:
I - no ativo circulante: as disponibilidades, OS DIREITOS REALIZAVEIS NO
CURSO DO EXERCICIO SOCIAL SUBSEQUENTE e as aplicacées de recursos
em despesas do exercicio seguinte;
II - no ativo realizavel a longo prazo: os direitos realizaveis apés o término do
exercicio seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou
empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores,
acionistas ou participantes no lucro da companhia, que nao constituirem
negocios usuais na exploracdo do objeto da companhia;
III - em investimentos: as participacées permanentes em outras sociedades e
0s direitos de qualquer natureza, nao classificveis no ativo circulante, e que
nao se destinem & manutencao da atividade da companhia ou da empresa;
IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpéreos
destinados a manutenco das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operacées que
transfiram a companhia os beneficios, riscos e controle desses bens; (Redacao
dada pela Lei n° 11.638,de 2007)
VI - no intangivel: os direitos que tenham por objeto bens incorpéreos
destinados 4 manutencéo da companhia ou exercidos com essa finalidade,
inclusive o fundo de comércio adquirido. (Incluido pela Lei n° 11.638,de 2007)
O gabarito da questdo, portanto, reproduzindo a literalidade da Lei 6.404, é a
letra a.
Gabarito > A.
11. (ESAF/ATRFB/2009) A Companhia Cereais Sereias, em 31 de dezembro
de 2008, apresentou o seguinte rol de contas e saldos:
Acées em Tesouraria 100,00
Caixa 696,00
Despesas Pré-Operacionais 95,00
Mercadorias 1.293,00
Empréstimos Bancérios 120,00
Provisdo para Devedores Duvidosos 35,00
Custo dos Produtos Vendidos 5.582,00
Fornecedores 437,00
Capital Social 4.591,00
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Duplicatas a Receber 1.302,00
Vendas de Produtos 7.675,00
Duplicatas Descontadas 280,00
Despesas Gerais e Administrativas 1.141,00
Maquinas e Equipamentos 3.106,00
Juros Passivos a Vencer 48,00
Depreciagéo Acumulada 225,00
Ao realizar o levantamento do balanco patrimonial, 0 Contador da empresa
certamente encontraré um Ativo total no valor de
a) R$ 5.625,00.
b) R$ 6.000,00.
c) R$ 5.905,00.
d) R$ 5.720,00.
e) R$ 6.100,00.
Comentarios
Classifiquemos as contas
Acées em Tesouraria 100,00 Redutora PL
Caixa 696,00 Ativo
Despesas Pré-Operacionais 95,00 Resultado
Mercadorias 1.293,00 Ativo
Empréstimos Bancarios 120,00 Passivo
Proviséo para Devedores Duvidosos 35,00 Redutora do ativo
Custo dos Produtos Vendidos 5.582,00 Resultado
Fornecedores 437,00 Passivo
Capital Social 4.591,00 Patriménio Liquido
Ouplicatas a Receber 1.302,00 Ativo
Vendas de Produtos 7.675,00 Resultado
Duplicatas Descontadas 280,00 Redutora do ativo*
Despesas Gerais e Administrativas 1.141,00 _ | Resultado
Maquinas e Equipamentos 3.106,00 Ativo
Juros Passivos a Vencer 48,00 Ativo
Depreciacéo Acumulada 225,00 Redutora do ativo
Somando as do ativo, teremos:
Caixa 0. 696
Mercadorias Ativo 1293
Proviséo para Devedores Duvidosos | Redutora do ativo 735,
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Duplicatas a Receber Ativo 1302
Duplicatas Descontadas Redutora do ativo* -280
Maquinas e Equipamentos Ativo 3106
Juros Passivos a Vencer Ativo 48
Depreciacao Acumulada Redutora do ativo =225
Total 5905
OBS: A conta duplicatas descontadas, tecnicamente, hoje, é classificada no
passivo circulante. Este posicionamento encontra-se de acordo com as normas
internacionais e com o Manual de Contabilidade Societaria emitido pelo
FIPECAFI.
Portanto, fazendo as contas acima, chegariamos ao gabarito C. Todavia, a
questo deu como correta a assertiva B, incluindo as despesas pré-operacionais
como ativo.
Dissemos que:
“O diferido foi extinto com as modificagées recentes ocorridas na contabilidade
(MP 449 convertida na Lei 11.941/09).
Segundo o CPC 13 - Adocao inicial da Lei 11.638/2007 e 11.941/2009 (item
20), os saldos porventura existentes deste grupo patrimonial devem ser
alocados a outro grupo no balanco patrimonial.
Nao havendo essa possibilidade, ficam no ativo diferido até sua completa
amortizacao ou, alternativamente, podem ser baixados a conta de lucros ou
prejuizos acumulados, do patriménio liquido”.
Vejam que o balango patrimonial refere-se a 31.12.2008.
Segundo 0 artigo 299-A da LSA:
“art, 299-A. O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido
que, pela sua natureza, nao puder ser alocado a outro grupo de contas, podera
permanecer no ativo sob essa classificacéo até sua completa amortizacao,
sujeito a andlise sobre a recuperacdo de que trata o § 30 do art. 183 desta Lei.
(Incluido pela Lei n° 11.941, de 2009)”.
A questo claramente tenta confundir o candidato (e os _professores,
consecutivamente). Mas veja que a LSA faculta (utiliza 0 termo PODE) que a
despesa pré-operacional fique no ativo. Assim, entendemos que a letra c
também poderia ser 0 gabarito. A ESAF manteve como letra B.
Gabarito da banca > B.
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12. (ESAF/APO/MPOG/2010) A empresa Massas e Macdas S/A listou as
seguintes contas para elaborar o seu balanco:
01 - Acées de Outras Companhias R$ 200,00
02 - Agdes de Coligadas R$ 300,00
03 - Acées em Tesouraria R$ 50,00
04 - Duplicatas a Pagar R$ 2.000,00
05 - Duplicatas a Receber R$ 1.800,00
06 - Duplicatas Descontadas R$ 1.400,00
07 - Mercadorias R$ 1.200,00
08 - Produtos Acabados R$ 800,00
09 - Maquinas e Equipamentos R$ 1.600,00
10 - Méveis € Utensilios R$ 1.500,00
11 - Imoveis R$ 4.810,00
12 - Despesas Operacionais R$ 250,00
13 - Despesas Administrativas R$ 600,00
14 - Receitas de Vendas R$ 1.700,00
15 - Receitas Nao-Operacionais R$ 660,00
16 - Custo dos Servicos Vendidos R$ 920,00
17 - Salarios R$ 180,00
18 - Fornecedores R$ 1.400,00
19 - Proviséo p/Devedores Duvidosos R$ 120,00
20 - Provisdéo para Imposto de Renda R$ 370,00
21 - Capital Social R$ 5.000,00
22 - Capital a Realizar R$ 320,00
23 - Depreciacao R$ 310,00
24 - Depreciacdo Acumulada R$ 500,00
25 - Amortizacéo Acumulada R$ 190,00
26 - ICMS a Recolher R$ 230,00
27 - ICMS sobre Vendas R$ 80,00
28 - Reserva Legal R$ 1.260,00
29 - Provisdo para FGTS R$ 90,00
Na elaboragao do Balanco Patrimonial, com os valores acima listados, vamos
encontrar um
a) Ativo Circulante de R$ 3.680,00.
b) Ativo total de R$ 10.000,00.
c) Passivo Circulante de R$ 5.490,00.
d) Patrimdnio Liquido de R$ 5.890,00.
e) Saldos devedores de R$ 14.630,00.
Comentarios
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
05 - Duplicatas a Receber R$ 1.800,00 _|04 - Duplicatas a Pagar R$ 2.000,00
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07 - Mercadorias R$ 1.200,00
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18 - Fornecedores R$ 1.400,00
08 - Produtos Acabados R$ 800,00
20 - Provisao para Imposto de Renda
R$ 370,00
19 - Proviséo p/Devedores Duvidosos (R$
120,00)
26 - ICMS a Recolher R$ 230,00
06 - Duplicatas Descontadas (R$
1.400,00)
29 - Provisdo para FGTS R$ 90,00
TOTAL 2.280,00
TOTAL 4.090
Nao circulante
PATRIMONIO LIQUIDO
01 - Acdes de Outras Companhias R$
200,00
21 - Capital Social R$ 5.000,00
02 - Aces de Coligadas R$ 300,00
22 - Capital a Realizar (R$ 320,00)
09 - Maquinas e Equipamentos R$
1.600,00
03 - Acdes em Tesouraria (R$ 50,00)
10 - Moveis e Utensilios R$ 1.500,00
28 - Reserva Legal R$ 1.260,00
11 - Iméveis R$ 4.810,00
Lucros acumulados 20,00
24 - Depreciacéo Acumulada (R$ 500,00)
TOTAL 5.910
25 - Amortizacéo Acumulada (R$ 190,00)
TOTAL 7.720
TOTAL DO ATIVO 10.000,00
TOTAL DO PASSIVO 10.000,00
Apuracao do resultado
Despesas
12 - Despesas Operacionais R$ 250,00
13 - Despesas Administrativas R$ 600,00
16 - Custo dos Servicos Vendidos R$
920,00
17 - Saldrios R$ 180,00
27 - ICMS sobre Vendas R$ 80,00
23 - Depreciac&o R$ 310,00
TOTAL 2.340.
Receitas
14 - Receitas de Vendas R$ 1.700,00
15 - Receitas Ndo-Operacionais R$
660,00
TOTAL 2.360
Resultado: Lucro acumulado de R$ 20,00 (Conta transitéria do PL)
Gabarito, portanto, letra b.
Atencdo: a época desta questao, o entendimento vigente era o de que a
conta duplicatas descontadas era cla:
ativo. Hoje ela deve ficar no passivo.
Gabarito > B.
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icada como retificadora do
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13. (ESAF/APOF/SP/2009) Ao encerrar o exercicio social de 2008, a
empresa Cibrazém de Armazenagem e Comércio Ltda. apurou os seguintes
saldos:
Contas Saldos (R$)
Capital Social 200.000,00
Vendas 540.000,00
Mercadorias 180.000,00
Duplicatas a Receber 140.000,00
Caixa 70.000,00
ICMS sobre Vendas 100.000,00
Duplicatas a Pagar 100.000,00
Aces de Coligadas 50.000,00
Fornecedores 150.000,00
Moveis e Utensilios 310.000,00
Provisdo para Férias 15,000,00
Depreciacao 60.000,00
Duplicatas Descontadas 90.000,00
Depreciacao Acumulada 180.000,00
Fretes e Carretos 25.000,00
Prejuizos Acumulados 31.000,00
Salarios a Pagar 18.000,00
Compras 230.000,00
Salarios 88.000,00
Provisdio para Devedores Duvidosos 2.000,00
Aluguéis Ativos 12.000,00
Juros Passivos 7.000,00
Capital a Realizar 40.000,00
ICMS a Recolher 65.000,00
Reserva Legal 6.000,00
Acdes em Tesouraria 30.000,00
Prémios de Seguros 17.000,00
Soma total 2.756.000,00
O inventério fisico apontou o valor de R$ 154.000,00 de mercadorias em
estoque no fim do ano.
Elaborando 0 balanco patrimonial com os dados apresentados, apés a apuracao
do resultado do exercicio, vamos encontrar um
a) Ativo total de R$ 478.000,00.
b) Passivo e Patriménio Liquido de R$ 453.000,00.
c) Passivo Circulante de R$ 438.000,00.
d) Prejuizo Acumulado de R$ 31.000,00.
e) Patrimnio Liquido de R$ 104.000,00.
Comentarios
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ATIVO
PASSIVO.
Mercadorias 154.000,00
Duplicatas a Pagar 100.000,00
Duplicatas a Receber 140.000,00
‘Saldrios a Pagar 18.000,00
Caixa 70.000,00
Provisao para Férias 15.000,00
Duplicatas Descontadas (90.000,00)
Fornecedores 150.000,00
Proviso para Devedores Duvidosos
(2.000,00)
ICMS a Recolher 65.000,00
‘Aghes de Coligadas 50.000,00
TOTAL DO PASSIVO 348.000
Méveis e Utensilios 310.000,00
PATRIMONIO LiQUIDO
Depreciacao Acumulada (180.000,00)
Capital Social 200.000,00
Capital a Realizar (40.000,00)
Prejuizos acumulados (31.000) + (1.000) =
(32.000)
Reserva Legal 6.000,00
‘AgBes em Tesouraria (30.000,00)
TOTAL DO PL 104.000
TOTAL DO ATIVO 452.000
TOTAL DO PASSIVO + PL 452.000
APURACAO
DESPESAS
DO RESULTADO
RECEITAS
ICMS sobre Vendas 100.000,00
Depreciacéo 60.000,00
Fretes e Carretos 25.000,00
Prémios de Seguros 17.000,00
Saldrios 88.000,00
Juros Passivos 7.000,00
CMV = 256.000
TOTAL 553.000
\Vendas 540.000,00
Aluguéis Ativos 12.000,00
TOTAL 552.000
PREJUIZOS ACUMULADOS (1.000)
EL+CO- EF
180.000 + 230.000 - 154.000 = 256.000
Atencdo: a época desta questdo, o entendimento vigente era 0 de que a
conta duplicatas descontadas era cla:
ada como retificadora do
ativo. Hoje ela deve ficar no passivo.
Gabarito > E.
14, (ESAF/TRF/RFB/2002) 0 patriménio da Empresa Alvas Flores, em
31.12.01, era composto pelas seguintes contas e respectivos saldos, em valores
simbélicos.
Caixa R$ 100,00
Capital Social R$ 350,00
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79 de 121Empréstimos Obtidos LP
Bancos c/ Movimento
Lucros Acumulados
Fornecedores
Contas a Receber
Empréstimos Concedidos LP
Dividendos a Pagar
Duplicatas Emitidas
Notas Promissérias Emitidas
Adiantamento de Clientes
Impostos a Pagar
Equipamentos
Clientes
Reserva Legal
Mercadorias
Notas Promissérias Aceitas
Duplicatas Aceitas
Patentes
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150,00
200,00
200,00
100,00
100,00
100,00
150,00
800,00
500,00
200,00
50,00
100,00
450,00
100,00
500,00
250,00
000,00
200,00
A representacao grafica do patriménio que acima se compée evidenciaré um
ativo total no valor de
a) R$ 2.400,00
b) R$ 2.600,00
c) R$ 2.800,00
d) R$ 2.850,00
e) R$ 3.050,00
Comentarios
‘S&o contas do ativo:
Caixa R$ 100,00
Bancos c/ Movimento R$ 200,00
Contas a Receber R$ 100,00
Empréstimos Concedidos LP R$ 100,00
Duplicatas Emitidas R$ 800,00
Equipamentos R$ 100,00
Clientes R$ 450,00
Mercadorias R$ 500,00
Notas Promissérias Aceitas R$ 250,00
Patentes R$ 200,00
TOTAL R$ 2.800,00
Devemos fazer uma consideracao sobre as duplicatas e as notas promissérias.
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As duplicatas é um titulo de crédito emitido pela empresa contra o devedor.
Assim, quando a empresa ALFA emite uma duplicata para que Jodo pague daqui
a 30 dias, ela tera direito a receber tal quantia naquele prazo.
J4 quando a empresa ALFA compra da sociedade BETA mercadorias, sendo que
BETA emite uma duplicata, ALFA terd uma obrigacao, um passivo a adimplir.
Fica assim:
DUPLICATAS ACEITAS > OBRIGACAO
DUPLICATAS EMITIDAS > DIREITO
Situagao reversa ocorre para a nota promisséria. A nota promisséria é uma
promessa de pagamento. Deste modo, quando ALFA emite uma nota
promissoria, ela esta prometendo pagar determinada quantia na data X.
Portanto, uma nota promisséria emitida é uma obrigacao.
J uma nota promisséria aceita pela empresa ALFA significa um direito.
NOTA PROMISSORIA ACEITA~> DIREITO _
NOTA PROMISSORIA EMITIDA > OBRIGACAO
Gabarito > C.
15. (ESAF/AFTM/ISS/NATAL/ 2008) Os Armazéns da Esquina S/A mantém,
em seu plano de contas, os titulos a seguir relacionados, entre outros, os quais
apresentam os seguintes saldos:
Contas Saldos
Duplicatas a Pagar R$ 90.000,00
Duplicatas Descontadas R$ 60.000,00
Duplicatas a Receber R$ 50.000,00
Duplicatas a Vencer R$ 30.000,00
Depreciagéo Acumulada —R$-9.000,00
Encargos de Depreciagéo R$ 8.000,00
Impostos a Pagar R$ 6.000,00
Impostos a Vencer R$ 5,000,00
Impostos a Recolher R$ 3.000,00
Impostos a Recuperar R$ 2.800,00
Aluguéis Passivos R$ 4.000,00
Aluguéis a Pagar R$ 2.000,00
Aluguéis Ativos R$ 1.900,00
Aluguéis a Receber R$ 1.500,00
Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00
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Considerando apenas a relac&o de contas acima, ao classifica-las para fins de
balanco, vamos encontrar no Passivo Circulante o valor de:
a) R$ 101.000,00.
b) R$ 105.000,00.
c) R$ 131.000,00.
d) R$ 135.000,00.
e) R$ 161.000,00.
Comentarios
[conta vator [cuasstricacao |
Duplicatas a Pagar R$ 90.000,00__| Passivo Circulante
Duplicatas Descontadas R$ 60.000,00__| Redutora do AC*
Duplicatas a Receber R$ 50.000,00 _| Ativo Circulante
Duplicatas a Vencer R$ 30.000,00__| Ativo Circulante
Depreciacéo Acumulada R$ 9.000,00 Redutora do ANC - Imob
Encargos de Depreciacdo R$ 8.000,00 Despesa
Impostos a Pagar R$ 6.000,00 Passivo Circulante
Impostos a Vencer R$ 5.000,00 Ativo Circulante
Impostos a Recolher R$ 3.000,00 Passivo Circulante
Impostos a Recuperar R$ 2.800,00 Ativo Circulante
Aluguéis Passivos R$ 4.000,00 Despesa
Aluguéis a Pagar R$ 2.000,00 Passivo Circulante
Aluguéis Ativos R$ 1.900,00 Recei
Aluguéis a Receber R$ 1.500,00 Ativo Circulante
Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00 Ativo Circulante
Duplicatas a Pagar R$ 90.000,00__| Passivo Circulante
Impostos a Pagar R$ 6.000,00 Passivo Circulante
Impostos a Recolher R$ 3.000,00 Passivo Circulante
[Aluguéis a Pagar R$ 2.000,00 _| Passivo Circulante
[TOTAL R$ 101.000,00
Algumas consideracées.
A conta DUPLICATAS A VENCER, para a ESAF, significa um direito da
empresa.
A conta IMPOSTOS A VENCER e ALUGUEIS A VENCER também sao
representativas de direito, posto que so impostos e aluguéis j4 pagos mas
ainda nao incorridos.
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Atencdo: a época desta questao, o entendimento vigente era o de que a
conta duplicatas descontadas era classificada como retificadora do
ativo. Hoje ela deve ficar no passivo.
Gabarito > A.
16. (ESAF/Analista Técnico Administrativo/MF/2013) As _ contas
escrituradas no livro razdo da empresa alfa, em 31 de dezembro, apresentaram
saldos nos seguintes valores:
Caixa r$ 15.000,00
Iméveis r$ 40.000,00
Capital social r$ 57.000,00
Mercadorias r$ 17.000,00
Receita de vendas r$ 32.000,00
Custo da mercadoria vendida r$ 21.000,00
Fornecedores r$ 26.000,00
Empréstimo bancario r$ 10.000,00
Contas a receber r$ 18.000,00
Salarios e ordenados r$ 12.000,00
Salarios a pagar r$ 6,000,00
Juros ativos r$ 5.000,00
Descontos concedidos r$ 4.000,00
Reserva legal r$ 2.000,00
Depreciagao acumulada r$ 6.000,00
Elaborando o balancete geral de verificacio e o balanco patrimonial com os
saldos apresentados nestas contas, 0 valor encontrado sera:
A) r$ 143.000,00 de saldo credor.
B) r$ 133.000,00 de saldo devedor.
C) r$ 90.000,00 de ativo.
D) r$ 59.000,00 de patriménio liquid .
E) r$ 36.000,00 de passivo exigivel.
Comentarios
Primeiro, montemos o balancete...
Saldo devedor
Caixa r$ 15.000,00
Iméveis r$ 40.000,00
Mercadorias r$ 17.000,00
Custo da mercadoria vendida r$ 21.000,00
Salarios e ordenados r$ 12.000,00
Prof. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa [Link] a3 de 121Descontos concedidos r$ 4.000,00
Total r$ 127.000,00
Saldo credor
Capital social r$ 57.000,00
Receita de vendas r$ 32.000,00
Fornecedores r$ 26.000,00
Empréstimo bancério r$ 10.000,00
Salarios a pagar r$ 6.000,00
Juros ativos r$ 5.000,00
Reserva legal r$ 2.000,00
ie
Total r$ 144,000,00
Agora, montemos o balanco e a DRE:
Ativo
Caixa r$ 15.000,00
Mercadorias r$ 17.000,00
Contas a receber r$ 18.000,00
Iméveis r$ 40.000,00
Depreciacdo acumulada r$ 6.000,00
Total do ativo r$ 84.000,00
Passivo
Fornecedores r$ 26.000,00
Empréstimo bancario r$ 10.000,00
Salarios a pagar. r$ 6.
Total do passivo r$ 42.000,00
Patriménio liquido
Capital social r$ 57.000,00
rva leaal
Total do PL r$ 59.000,00
Apuracao do resultado do exerci
Receitas
Receita de vendas r$ 32.000,00
Juros ativos r$ 5.000,00
Total r$ 37.000,00
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Despesas
Custo da mercadoria vendida r$ 21.000,00
Saldrios e ordenados r$ 12.000,00
Descont need 4
Total r$ 37.000,00
Lucro/prejuizo do exercicio r$ 00,00
Gabarito > D.
17. (ESAF/ATE/MS/2001) As contas e saldos listados a seguir foram
extraidos, entre outras contas, do Livro Razéo da Cia. Comercindustria, no
Ultimo dia do exercicio social:
Contas (em ordem alfabética) —_saldos(R$)
Aces de Coligadas 100,00
Aluguéis a Pagar 150,00
Aluguéis a Receber 200,00
Caixa 250,00
Capital a Integralizar 300,00
Capital Social 950,00
Clientes 900,00
Duplicatas Aceitas 850,00
Duplicatas Emitidas 800,00
Fornecedores 750,00
Juros Ativos 700,00
Juros Passivos 650,00
Maquinas e Equipamentos 600,00
Materiais 550,00
Mercadorias 500,00
Notas Promissérias Aceitas 450,00
Notas Promissérias Emitidas 400,00
Receitas a Receber 350,00
Receitas a Vencer 300,00
Considerando, exclusivamente, as contas acima listadas, podemos verificar que
os saldos devedores e os créditos da empresa estado nelas evidenciados,
respectivamente, pelos valores de:
a) R$ 5.650,00 e R$ 4.100,00
b) R$ 2.700,00 e R$ 3.800,00
c) R$ 2.900,00 e R$ 4.200,00
d) R$ 5.300,00 e R$ 4.450,00
e) R$ 5.650,00 e R$ 3.000,00
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stra
Comentarios
Saldos devedores séo as contas que apresentam saldo desta natureza. Os
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créditos, por seu turno, sdo os direitos da empresa. Classifiquemos.
| AcBes de Coligadas. ‘ANC/Investimentos | Devedor
Aluguéis a Pagar Passivo Circulante Credor
‘Aluguéis a Receber ‘Ativo Circulante Devedor
Caixa ‘Ativo Circulante Devedor
Capital a Integralizar Patriménio Liquido Devedor
Capital Social Patriménio Liquide Credor
Clientes ‘Ativo Circulante Devedor
Duplicatas Aceitas Passivo Circulante Credor
Duplicatas Emitidas Ativo Circulante Devedor
Fornecedores Passivo Circulante Credor
Juros Ativos Receita Credor
Juros Passivos Despesa Devedor
Maquinas e Equipamentos ANC/Imobilizado Devedor
Materiais ANC/Imobilizado Devedor
Mercadorias Ativo Circulante Devedor
Notas Promissérias Aceitas Ativo Circulante Devedor
Notas Promissérias Emitidas Passivo Circulante Credor
Receitas a Receber ‘Ativo Circulante Devedor
Receitas a Vencer PNC/Receitas diferidas_|[Credor
Segregando, teremos:
SALDOS DEVEDORES
Ac6es de Coligadas ANC/Investimentos Devedor 100
Aluguéis a Receber Ativo Circulante Devedor 200
Caixa Ativo Circulante Devedor 250
Capital a Integralizar Patriménio Liquido Devedor 300
Clientes Ativo Circulante Devedor 900
Duplicatas Emitidas Ativo Circulante Devedor 800
Juros Passivos Despesa Devedor 650
Maquinas e Equipamentos ‘ANC/Imobilizado Devedor | 600
Materiais ‘ANC/Imobilizado Devedor | 550
Mercadorias Ativo Circulante Devedor 500
Notas Promissérias Aceitas Ativo Circulante Devedor | 450
Receitas a Receber ‘tivo Circulante Devedor | 350
TOTAL 5650
CREDITOS
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Aluguéis a Receber Ativo Circulante Devedor _| 200
Capital a Integralizar Patriménio Liquido Devedor [300
Clientes Ativo Circulante Devedor | 900
Duplicatas Emitidas ‘Ativo Circulante Devedor | 800
Notas Promiss6rias Aceitas Ativo Circulante Devedor | 450.
Receitas a Receber ‘Ativo Circulante Devedor [350
TOTAL 3000
Gabarito > E.
18. (ESAF/AFC/STN/2002) O patriménio da Industria Luzes & Velas é
constituido pelos elementos que abaixo apresentamos com valores apurados
em 30 de setembro.
Bens fixos R$ 2.100,00
Notas Promissérias emitidas R$ 600,00
Débitos de Funcionamento R$ 900,00
Créditos de Financiamento R$ 600,00
Bens de Venda R$ 900,00
Créditos de Funcionamento R$ 1.200,00
Bens Numerarios R$ 450,00
Bens de Renda R$ 750,00
Débitos de Financiamento R$ 300,00
Reservas de Lucros R$ 750,00
Reservas de Capital R$ 1.800,00
Sabendo-se que essa empresa apresenta lucros acumulados correspondentes a
25% do valor do capital de terceiros, podemos afirmar que o valor do seu
Capital Social €
a) R$ 4,200,00
b) R$ 3.000,00
c) R$ 2.550,00
d) R$ 1.800,00
e) R$ 1.200,00
Comentarios
[aio rassvo
Bens fixos R$ 2.100,00 | Notas Promiss6rias emitidas R$ 600,00
Créditos de Financiamento |_R$ 600,00 |Débitos de Funcionamento R$ 900,00
Bens de Venda R$ 900,00 _| Débitos de Financiamento R$ 300,00
Créditos de
Funcionamento_ R$ 1.200,00 | TOTAL R$ 1.800,00
Bens Numerérios RS 450,00 Sanaa
Bens de Renda R$ 750,00 | Reservas de Lucros R$ 750,00
Reservas de Capital R$ 1.800,00.
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LUCROS ACUMULADOS (25% x
1.800) R$ 450,00
Capital Social R$ 1.200,00
TOTAL DO PL 4.200,00,
E como encontramos o valor do Capital Social?!
Vejam, meus amigos, que a questo trouxe o valor téo-somente das reservas
de lucros e reservas de capital, que, indubitavelmente, séo contas do PL.
Disse, também, que os lucros acumulados representavam 25% do valor do
passivo exigivel. Como o passivo exigivel é de R$ 1.800,00, temos que a conta
lucros acumulados é de R$ 450,00. Lembrem-se de que a utilizagéo da conta
lucros acumulados agora s6 pode ser feita de modo transitério.
Portanto, como o ativo é de R$ 6.000,00, utilizamo-nos da equacao basica da
contabilidade: A = P + PL.
A=P+PL
6.000,00 = 1.800,00 + PL
PL = 4.200,00.
Como s6 temos R$ 3.000,00, temos que o capital social corresponde a R$
1.200,00.
Gabarito > E.
19. (ESAF/AFRFB/RFB/2003) No sistema contabil abaixo apresentado sé
faltou anotar as despesas incorridas no periodo. Todavia, considerando as
regras do método das partidas dobradas, podemos calcular o valor dessas
despesas.
Componentes Valores
Capital R$ 1.300,00
Receitas R$ 1,000,00
Dividas R$ 1.800,00
Dinheiro R$ 1.100,00
Clientes R$ 1.200,00
Fornecedores R$ 1.350,00
Prejuizos Anteriores R$ 400,00
Maquinas R$ 1,950,00
Com base nos elementos apresentados, pode-se afirmar que o valor das
despesas foi
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