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Protocolo Manejo Broncoespasmo

[1] O protocolo descreve o manejo de pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19 que apresentam broncoespasmo, desde sintomas leves até severos, priorizando a oxigenioterapia e broncodilatadores e recomendando intubação precoce em casos graves. [2] Para casos leves recomenda-se oxigenioterapia via cateter nasal e broncodilatadores por inalação, evitando procedimentos que gerem aerossóis. Em casos graves orienta intubação antecipada e uso de broncod

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Protocolo Manejo Broncoespasmo

[1] O protocolo descreve o manejo de pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19 que apresentam broncoespasmo, desde sintomas leves até severos, priorizando a oxigenioterapia e broncodilatadores e recomendando intubação precoce em casos graves. [2] Para casos leves recomenda-se oxigenioterapia via cateter nasal e broncodilatadores por inalação, evitando procedimentos que gerem aerossóis. Em casos graves orienta intubação antecipada e uso de broncod

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PROTOCOLO MANEJO BRONCOESPASMO EM

CASO SUSPEITO OU CONFIRMADO DE COVID-19

NÃO VER PROTOCOLO


satO2 > 94%
OXIGENIOTERAPIA
COVID19
SIM

Cateter Nasal O2
AVALIAR AUSCULTA
Até 6l/min

SIBILOS DISCRETOS, AUSCULTA FECHADA,


LOCALIZADOS OU TÓRAX SILENCIOSO,
ESPALHADOS BRONCOESPASMO
satO2 <
AUDÍVEL SEM AUXÍLIO,
94%
ESFORÇO VENTILATÓRIO
• Utilizar dosador E
IMPORTANTE
milimetrado com Cateter
Beta-agonistas + Nasal O2
brometo ipratópio até 6l/min
(3 séries q20min)
• EVITAR corticoides
inalatórios ou CONSIDERAR COMO
parenterais BRONCOESPASMO SEVERO
• NÃO NEBULIZAR
• Considerar MgSO4
precocemente
• Iniciar Azitromicina

ACIDOSE RESPIRATÓRIA ?
GASOMETRIA
ARTERIAL após 1h
MANTER TRATAMENTO

Racional: múltiplas evidências existem sobre a contaminação dos profissionais de saúde em grandes epidemias virais. Há uma elevada
taxa de contaminação de profissionais de saúde na China, assim como relatos na Itália, cujos casos clínicos evoluem com gravidade.
O uso da ventilação não invasiva (VNI) e de cânulas nasais de alto fluxo (HFNC) são contraindicadas pela WHO pelo potencial de
aerossolização e eliminação de gotículas com potencial contaminação dos profissionais envolvidos. É sabido que a nebulização de
qualquer tipo gera inúmeros aerossóis e ela deve ser evitada ao máximo, bem como o uso de dispositivos que utilizem alto fluxo de
O2. Desse modo as alternativas para o tratamento do broncoespasmo se reduzem aos dosadores milimetrados, como recomendado
pela associação canadense de anestesistas e intensivistas com a experiência da SARS. A evidência disponível não demonstra
inferioridade do uso dos inaladores milimetrados comparados com a nebulização. Como é impraticável o uso do dosador milimetrado
com uma máscara não reinalante, caso o cateter nasal de O2 não seja suficiente para atingir uma saturação acima de 94% e o paciente
apresentar qualquer tipo de broncoespasmo, o caso deverá ser considerado como severo. . A intubação orotraqueal precoce é
preconizada uma vez que existem particularidades de segurança necessárias ao procedimento, não devendo ser totalmente
emergencial para prevenir contaminação dos profissionais de saúde e aumentar a segurança do paciente. O corticoide deve ser evitado
ao máximo segundo a WHO, seu risco benefício deve ser avaliado em cada caso. O sulfato de magnésio não deve ser administrado de
maneira rotineira para pacientes adultos, porém, tendo em vista as limitações da terapêutica disponíveis, preconizamos seu uso
precocemente. Recomendamos o uso de azitromicina tendo em vista seu benefício estabelecido em pacientes com DPOC na redução
de exacerbações e como parte do coquetel para o tratamento do COVID19.
Tendo em vista potencial de deterioração clínica dos pacientes com broncoespasmo severo e particularidades de segurança no manejo
dos pacientes com casos suspeitos ou confirmados, os mesmos deverão ser intubados precocemente, se antecipando à dificuldade de
ventilação desses pacientes. O uso de broncodilatadores por via endovenosa é advogado, de preferência durante a preparação para
intubação. O salbutamol é utilizado com frequência em pediatria, enquanto que a adrenalina pode ser considerada mais estável para o
uso em adultos. O uso de sedativos broncodilatadores em infusão contínua como a ketamina e o propofol, de preferência ambos,
deve ser utilizado por diminuir a resistência das vias aéras. A ventilação mecânica deve obedecer a um padrão obstrutivo elevado,
considerando existência de autoPEEP e procurando mitigar seus efeitos hemodinâmicos, aumentando o tempoExpiratório.
BRONCOESPASMO SEVERO

INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL
PRECOCE
(ver PROTOCOLO
INTUBAÇÃO COVID19)

ANTECIPAR DIFICULDADE DE
VENTILAÇÃO

INICIAR INICIAR SEDATIVOS VENTILAÇÃO


BRONCODILATADOR BRONCODILATADORES MECÂNICA PARA
INTRAVENOSO EM INFUSÃO ALTA RESISTÊNCIA
EM INFUSÃO CONTÍNUA DE VIAS AÉREAS
CONTÍNUA

• Epinefrina IV • Ketamina • Quantificar Auto-


(1 – 10 mcg/min) (1 – 3 mg/kg/h) PEEP
• Salbutamol IV • Propofol • Considerar VCV
(5 – 20 mcg/min) (0,3 – 3 mg/kg/h) • Considerar
PEEP:0
• Considerar
ACOPLAR AEROCÂMERA APÓS O diminuir a FR
FILTRO NO CIRCUITO • Considerar
• Considerar puffs intratraqueais aumentar a
• Considerar precaução de relação I:E > 1:3
aerossolização
• Considerar clampeamento do
tubo para realização do
procedimento

Ana Paula da Rocha Freitas, Ariane Coester, Daniel Ujakow Correa Schubert e Hélio Penna Guimarães em nome da Associação Brasileira de
Medicina de Emergência (ABRAMEDE)

Referências:
1) World Health Organization. Infection prevention and control during health care when novel coronavirus (nCoV) infection is suspected Interim guidance. January 2020.
2) World Health Organization. Clinical management of severe acute respiratory infection when novel coronavirus (2019-nCoV) infection is suspected. January 2020.
3) Cheung JC, et al. Staff safety during emergency airway management for COVID-19 in Hong Kong. Lancet. Feb. 2020.
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5) Simonds AK, et al. Evaluation of droplet dispersion during non-invasive ventilation, oxygen therapy, nebuliser treatment and chest physiotherapy in clinical practice: implications for
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Medicine. Feb. 2020
10) Xie et al. Critical care crisis and some recommendations during the COVID-19 epidemic in China. Intensive Care Med. 2020
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