Questão 01 - (UniRV GO)
Nestas frases, a classificação morfológica do “a” é artigo. Coloque (V) verdadeiro ou (F)
falso.
a) Sou amiga de Juliana e a vi hoje.
b) Vou viajar daqui a três dias.
c) A casa é projetada para resistir aos vendavais.
d) Ontem vi a tarefa que Marcos realizou.
Questão 02 - (UEA AM)
Assim como a mais importante fase da literatura brasileira, em poesia, foi a romântica
na segunda metade do século XIX, a mais significativa, em prosa, foi aquela inaugurada
por José Américo de Almeida, em 1928, com A bagaceira. É ___________ este período
(década de 1930, basicamente) que corresponde ___________ notável literatura regional
do Nordeste brasileiro. E é __________ este período que pertence ___________ ciclo da
cana-de-açúcar de José Lins do Rego, o mais importante escritor regional de nossa
literatura.
(Ivan Cavalcanti Proença. “Apresentação”. In: José Lins do Rego. Menino de engenho,
2013. Adaptado.)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
a) a–a–a–o
b) à–a–à–o
c) a – à – a – ao
d) à–a–a–o
e) a – à – à – ao
TEXTO: 1 - Comum à questão: 3
01
Quando a economia política clássica 02 nasceu, no Reino Unido e na França, ao final 03
do século XVIII e início do século XIX, a 04 questão da distribuição da renda já se 05
encontrava no centro de todas as análises. 06 Estava claro que transformações radicais 07
entraram em curso, propelidas pelo 08 crescimento demográfico sustentado – inédito 09
até então – e pelo início do êxodo rural e da 10 Revolução Industrial. Quais seriam as 11
consequências sociais dessas mudanças?
12
Para Thomas Malthus, que publicou em 13 1798 seu Ensaio sobre o princípio da 14
população, não restava dúvida: a 15 superpopulação era uma ameaça. 16 Preocupava-se
especialmente com a situação 17 dos franceses ........ vésperas da Revolução de 18 1789,
quando havia miséria generalizada no 19 campo. Na época, a França era de longe o 20 país
mais populoso da Europa: por volta de 21 1700, já contava com mais de 20 milhões de 22
habitantes, enquanto o Reino Unido tinha 23 pouco mais de 8 milhões de pessoas. A 24
população francesa se expandiu em ritmo 25 crescente ao longo do século XVIII, 26
aproximando-se dos 30 milhões. Tudo leva a 27 crer que esse dinamismo demográfico, 28
desconhecido nos séculos anteriores, 29 contribuiu para a estagnação dos salários no 30
campo e para o aumento dos rendimentos 31 associados à propriedade da terra, sendo 32
portanto um dos fatores que levaram ........ 33 Revolução Francesa. Para evitar que 34
torvelinho similar vitimasse o Reino Unido, 35 Malthus argumentou que toda assistência
aos 36 pobres deveria ser suspensa de imediato e a 37 taxa de natalidade deveria ser
severamente 38 controlada.
39
Já David Ricardo, que publicou em 1817 os 40 seus Princípios de economia política e
tributação, 41 preocupava-se com a evolução do preço da 42 terra. Se o crescimento da
população e, 43 consequentemente, da produção agrícola se 44 prolongasse, a terra
tenderia a se tornar 45 escassa. De acordo com a lei da oferta e da 46 procura, o preço do
bem escasso – a terra – 47 deveria subir de modo contínuo. No limite, os 48 donos da terra
receberiam uma parte cada 49 vez mais significativa da renda nacional, e o 50 restante da
população, uma parte cada vez 51 mais reduzida, destruindo o equilíbrio social. 52 De fato,
o valor da terra permaneceu alto por 53 algum tempo, mas, ao longo de século XIX, 54 caiu
em relação ........ outras formas de 55 riqueza, à medida que diminuía o peso da 56
agricultura na renda das nações. Escrevendo 57 nos anos de 1810, Ricardo não poderia 58
antever a importância que o progresso 59 tecnológico e o crescimento industrial teriam 60
ao longo das décadas seguintes para a 61 evolução da distribuição da renda.
Adaptado de: PIKETTY, T. O Capital no Século XXI. Trad. de M.
B. de Bolle. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. p.11-13.
Questão 03 - (UFRGS)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas nas referências 17, 32 e 54,
nesta ordem.
a) às – à – a
b) as – à – a
c) às – à – à
d) às – a – à
e) as – a – a
TEXTO: 2 - Comum à questão: 4
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?
Uma organização não governamental holandesa está propondo um desafio que muitos
poderão considerar impossível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook.
O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.
O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológicos realizados pelo
próprio Facebook. A diferença neste caso é que o teste é completamente voluntário.
Ironicamente, para poder participar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e
postar um contador na rede social.
Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade dos participantes no
33.º dia, no 66.º e no último dia da abstinência.
Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam em média 17 minutos
por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso, a soma média seria equivalente a mais de
28 horas, que poderiam ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.
(http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)
Questão 04 - (UNIFESP SP)
Examine as passagens do primeiro parágrafo do texto:
• “Uma organização não governamental holandesa está propondo um desafio”
• “O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.”
A utilização dos artigos destacados justifica-se em razão
a) da retomada de informações que podem ser facilmente depreendidas pelo contexto,
sendo ambas equivalentes semanticamente.
b) de informações conhecidas, nas duas ocorrências, sendo possível a troca dos artigos
nos enunciados, pois isso não alteraria o sentido do texto.
c) da generalização, no primeiro caso, com a introdução de informação conhecida, e da
especificação, no segundo, com informação nova.
d) da introdução de uma informação nova, no primeiro caso, e da retomada de uma
informação já conhecida, no segundo.
e) de informações novas, nas duas ocorrências, motivo pelo qual são introduzidas de
forma mais generalizada.
Questão 05 - (EsPCEX)
Assinale a única opção em que a palavra “a” é artigo.
a) Hoje, ele veio a falar comigo.
b) Essa caneta não é a que te emprestei.
c) Convenci-a com poucas palavras.
d) Obrigou-me a arcar com mais despesas.
e) Marquei-te a fronte, mísero poeta.
TEXTO: 3 - Comum à questão: 6
01
O que havia de tão revolucionário na 02 Revolução Francesa? Soberania popular, 03
liberdade civil, igualdade perante a lei – as 04 palavras hoje são ditas com tanta facilidade
05
que somos incapazes de imaginar seu caráter 06 explosivo em 1789. Para os franceses do
07
Antigo Regime, os homens eram desiguais, e a 08 desigualdade era uma boa coisa,
adequada à 09 ordem hierárquica que fora posta na natureza 10 pela própria obra de Deus.
A liberdade 11 significava privilégio – isto é, literalmente, “lei 12 privada”, uma prerrogativa
especial para fazer 13 algo negado a outras pessoas. O rei, como 14 fonte de toda a lei,
distribuía privilégios, pois 15 havia sido ungido como o agente de Deus na 16 terra.
17
Durante todo o século XVIII, os filósofos 18 do Iluminismo questionaram esses 19
pressupostos, e os panfletistas profissionais 20 conseguiram empanar a aura sagrada da
coroa. 21 Contudo, a desmontagem do quadro mental 22 do Antigo Regime demandou
violência 23 iconoclasta, destruidora do mundo, 24 revolucionária.
25
Seria ótimo se pudéssemos associar a 26 Revolução exclusivamente à Declaração dos
27
Direitos do Homem e do Cidadão, mas ela 28 nasceu na violência e imprimiu seus
princípios 29 em um mundo violento. Os conquistadores da 30 Bastilha não se limitaram a
destruir um 31 símbolo do despotismo real. Entre eles, 150 32 foram mortos ou feridos no
assalto à prisão e, 33 quando os sobreviventes apanharam o 34 diretor, cortaram sua
cabeça e desfilaram-na 35 por Paris na ponta de uma lança.
36
Como podemos captar esses momentos de 37 loucura, quando tudo parecia possível
e o 38 mundo se afigurava como uma tábula rasa, 39 apagada por uma onda de comoção
popular e 40 pronta para ser redesenhada? Parece incrível 41 que um povo inteiro fosse
capaz de se 42 levantar e transformar as condições da vida 43 cotidiana. Duzentos anos de
experiências com 44 admiráveis mundos novos tornaram-nos 45 céticos quanto ao
planejamento social. 46 Retrospectivamente, a Revolução pode 47 parecer um prelúdio ao
totalitarismo.
48
Pode ser. Mas um excesso de visão 49 histórica retrospectiva pode distorcer o 50
panorama de 1789. Os revolucionários 51 franceses não eram nossos contemporâneos. 52 E
eram um conjunto de pessoas não 53 excepcionais em circunstâncias excepcionais. 54
Quando as coisas se desintegraram, eles 55 reagiram a uma necessidade imperiosa de 56
dar-lhes sentido, ordenando a sociedade 57 segundo novos princípios. Esses princípios 58
ainda permanecem como uma denúncia da 59 tirania e da injustiça. Afinal, em que estava
60
empenhada a Revolução Francesa? Liberdade, 61 igualdade, fraternidade.
Adaptado de: DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette.
In: ____. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução.
São Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 30-39.
Questão 06 - (UFRGS)
Considere as seguintes ocorrências de artigo no texto.
I. O artigo definido na referência15.
II. O artigo definido singular na referência 17.
III. O artigo definido na referência 46.
Quais poderiam ser omitidos, preservando a correção de seus contextos?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
TEXTO: 4 - Comum à questão: 7
________________dois meses, a jornalista britânica Rowenna Davis, 25 anos, foi furtada.
Só que não levaram sua carteira ou seu carro, mas sua identidade virtual. Um hacker
invadiu e tomou conta de seu e-mail e – além de bisbilhotar suas mensagens e ter acesso
a seus dados bancários – passou a escrever aos mais de 5 mil contatos de Rowenna
dizendo que ela teria sido assaltada em Madri e pedindo ajuda em dinheiro.
Quando ela escreveu para seu endereço de e-mail pedindo ao hacker ao menos sua lista
de contatos profissionais de volta, Rowenna teve como resposta a cobrança de R$ 1,4 mil.
Ela se negou a pagar, a polícia não fez nada. A jornalista só retomou o controle do e-mail
porque um amigo conhecia um funcionário do provedor da conta, que desativou o
processo de verificação de senha criado pelo invasor.
(Galileu, dezembro de 2011. Adaptado.)
Questão 07 - (UNIFESP SP)
Assinale a alternativa em que, na reescrita do trecho, houve alteração da classe gramatical
da palavra em destaque.
a) ... mas sua identidade virtual.
= mas sua identificação virtual.
b) ... que desativou o processo de verificação de senha...
= ... o qual desativou o processo de verificação de senha...
c) Só que não levaram sua carteira...
= Só que não levaram a carteira dela...
d) ... a jornalista britânica Rowenna Davis, 25 anos, foi furtada.
= a britânica Rowenna Davis, 25 anos, foi furtada.
e) ... e ter acesso a seus dados bancários...
= ... e ter acesso a seus dados do banco...
TEXTO: 5 - Comum à questão: 8
Adesivos de família
A representação das recentes mudanças na família brasileira pode ser vista em lugares
distintos, como nas novelas, na literatura moderna e, em um fenômeno recente, nos
adesivos colados nos veículos. Uma pesquisa identificou a prática de colar adesivos como
uma sensação de pertencimento, uma necessidade de mostrar que não se está sozinho no
mundo, ou que, mesmo sozinho, vive-se bem desta maneira. Segundo a pesquisa, cada
vez mais os espaços público e privado estão se entrelaçando, gerando novas formas de
discursividades – sendo os adesivos de família um exemplo disso. Segundo a pesquisa, um
aspecto importante é que há o estereótipo da família (da ‘família feliz’), que teria uma
constituição pré-determinada (pai-mãe-filho(s)-cachorro) e também o estereótipo de cada
um dentro dessa família.
De acordo com a pesquisa, porém, em um curto período de tempo, os adesivos ganharam
uma complexidade que está além dos estereótipos clássicos. Foi o início do processo de
customização. Começaram a aparecer famílias com dois homens, duas mulheres, cinco
gatos, sete filhos, uma mãe e uma filha, apenas uma pessoa e seus animais de estimação,
dentre outros, como forma de enunciar sua família para a sociedade.
Fonte: Romulo Orlandini, Adesivos de família são tendência de formas de
enunciação pública. ComCiência: revista eletrônica de
Jornalismo Científico, 21/03/2012. Disponível em:
http://www.comciencia.br/comciencia/?
section=3¬icia=736. Acesso em: 12 set. 2012. Adaptado.
Questão 08 - (IFSC)
A partir da leitura e análise do fragmento do texto abaixo, assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com a pesquisa, porém, em um curto período de tempo os adesivos ganharam
uma complexidade que está além dos estereótipos clássicos.
Na sequência, as palavras destacadas são morfologicamente classificadas como:
a) artigo – verbo – interjeição – advérbio – adjetivo – adjetivo.
b) conjunção – pronome – numeral – advérbio – adjetivo – substantivo.
c) preposição – conjunção – artigo – substantivo – substantivo – adjetivo.
d) conjunção – preposição – artigo – substantivo – substantivo – substantivo.
e) preposição – preposição – numeral – substantivo – adjetivo – substantivo.
TEXTO: 6 - Comum à questão: 9
Aí eu me afogo num copo de cerveja
A cena é clássica: rejeitado por sua amada, o homem afoga as mágoas na bebida. Embora
seja típica das novelas, essa história se passa em um laboratório em Maryland, nos
Estados Unidos, onde machos da espécie Drosophila melanogaster – mais conhecida
como mosca-da-fruta – buscaram prazer no álcool após serem desprezados quando
tentavam copular com as fêmeas.
Durante a pesquisa, foram observados dois grupos de moscas. No primeiro, os machos
eram colocados junto a fêmeas virgens e, após cortejá-las, a cópula acontecia sem
problemas. Já o segundo grupo era formado por machos expostos a fêmeas que já haviam
copulado e rejeitavam nova atividade sexual, fugindo e chutando os possíveis parceiros.
Logo após a atividade sexual, frustrada ou não, os dois grupos tinham a possibilidade de
ingerir líquidos com e sem etanol. Enquanto o primeiro grupo consumiu a mesma
quantidade das duas bebidas, o segundo exibiu uma preferência significativa pelo líquido
com etanol. O objetivo dos cientistas era entender os mecanismos químicos envolvidos na
busca pelo álcool.
Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br (adaptado)
Questão 09 - (UEMA)
A partir da análise linguística do título da matéria, “Aí eu me afogo num copo de cerveja”,
marque a alternativa correta.
a) O vocábulo num assume uma função substantiva na frase.
b) O vocábulo aí assume função apositiva na frase.
c) O vocábulo num é resultado da contração de artigo e preposição.
d) O vocábulo aí é um pronome.
e) O vocábulo me define-se como pronome relativo.
TEXTO: 7 - Comum à questão: 10
A identidade e a diferença: o poder de definir
A identidade e a diferença são o resultado de um processo de produção simbólica e
discursiva. (...) A identidade, tal como a diferença, é uma relação social. Isso significa que
sua definição - discursiva e lingüística - está sujeita a vetores de força, a relações de
poder. Elas não são simplesmente definidas; elas são impostas. Não convivem
harmoniosamente, lado a lado, em um campo sem hierarquias; são disputadas.
Não se trata, entretanto, apenas do fato de que a definição da identidade e da
diferença seja objeto de disputa entre grupos sociais simetricamente situados
relativamente ao poder. Na disputa pela identidade está envolvida uma disputa mais
ampla por outros recursos simbólicos e materiais da sociedade. A afirmação da identidade
e a enunciação da diferença traduzem o desejo dos diferentes grupos sociais,
assimetricamente situados, de garantir o acesso privilegiado aos bens sociais. A
identidade e a diferença estão, pois, em estreita conexão com relações de poder. O poder
de definir a identidade e de marcar a diferença não pode ser separado das relações mais
amplas de poder. A identidade e a diferença não são, nunca, inocentes.
Podemos dizer que onde existe diferenciação - ou seja, identidade e diferença – aí está
presente o poder. A diferenciação é o processo central pelo qual a identidade e a
diferença são produzidas. Há, entretanto, uma série de outros processos que traduzem
essa diferenciação ou que com ela guardam uma estreita relação. São outras tantas
marcas da presença do poder: incluir/excluir (“estes pertencem, aqueles não”); demarcar
fronteiras (“nós” e “eles”); classificar (“bons e maus”; “puros e impuros”; “desenvolvidos
e primitivos”; “racionais e irracionais”); normalizar (“nós somos normais; eles são
anormais”).
A afirmação da identidade e a marcação da diferença implicam, sempre, as operações
de incluir e de excluir. Como vimos, dizer “o que somos” significa também dizer “o que
não somos”. A identidade e a diferença se traduzem, assim, em declarações sobre quem
pertence e sobre quem não pertence, sobre quem está incluído e quem está excluído.
Afirmar a identidade significa demarcar fronteiras, significa fazer distinções entre o
que fica dentro e o que fica fora. A identidade está sempre ligada a uma forte separação
entre “nós” e “eles”. Essa demarcação de fronteiras, essa separação e distinção, supõem
e, ao mesmo tempo, afirmam e reafirmam relações de poder. (...)Os pronomes “nós” e
“eles” não são, aqui, simples categorias gramaticais, mas evidentes indicadores de
posições-desujeito fortemente marcadas por relações de poder: dividir o mundo social
entre “nós” e “eles” significa classificar. O processo de classificação é central na vida
social.
Ele pode ser entendido como um ato de significação pelo qual dividimos e ordenamos
o mundo social em grupos, em classes. A identidade e a diferença estão estreitamente
relacionadas às formas pelas quais a sociedade produz e utiliza classificações. As
classificações são sempre feitas a partir do ponto de vista da identidade. Isto é, as classes
nas quais o mundo social é dividido não são simples agrupamentos simétricos. Dividir e
classificar significa, neste caso, também hierarquizar. Deter o privilégio de classificar
significa também deter o privilégio de atribuir diferentes valores aos grupos assim
classificados.
A mais importante forma de classificação é aquela que se estrutura em torno de
oposições binárias, isto é, em torno de duas classes polarizadas. O filósofo francês Jacques
Derrida analisou detalhadamente esse processo. Para ele, as oposições binárias não
expressam uma simples divisão do mundo em duas classes simétricas: em uma oposição
binária, um dos termos é sempre privilegiado, recebendo um valor positivo, enquanto o
outro recebe uma carga negativa. “Nós” e “eles”, por exemplo, constitui uma típica
oposição binária: não é preciso dizer qual termo é, aqui, privilegiado. As relações de
identidade e diferença ordenam-se, todas, em torno de oposições binárias:
masculino/feminino, branco/negro, heterossexual/homossexual. Questionar a identidade
e a diferença como relações de poder significa problematizar os binarismos em torno dos
quais elas se organizam.
Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de
hierarquização das identidades e das diferenças. A normalização é um dos processos mais
sutis pelos quais o poder se manifesta no campo da identidade e da diferença. Normalizar
significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em
relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa
atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais
as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa. A identidade normal é
“natural”, desejável, única. A força da identidade normal é tal que ela nem sequer é vista
como uma identidade, mas simplesmente como a identidade. Paradoxalmente, são as
outras identidades que são marcadas como tais. Numa sociedade em que impera a
supremacia branca, por exemplo, “ser branco” não é considerado uma identidade étnica
ou racial. Num mundo governado pela hegemonia cultural estadunidense, “étnica” é a
música ou a comida dos outros países. É a sexualidade homossexual que é “sexualizada”,
não a heterossexual. A força homogeneizadora da identidade normal é diretamente
proporcional à sua invisibilidade.
Na medida em que é uma operação de diferenciação, de produção de diferença, o
anormal é inteiramente constitutivo do normal. Assim como a definição da identidade
depende da diferença, a definição do normal depende da definição do anormal. Aquilo
que é deixado de fora é sempre parte da definição e da constituição do “dentro”. A
definição daquilo que é considerado aceitável, desejável, natural é inteiramente
dependente da definição daquilo que é considerado abjeto, rejeitável, antinatural. A
identidade hegemônica é permanentemente assombrada pelo seu Outro, sem cuja
existência ela não faria sentido. Como sabemos desde o início, a diferença é parte ativa da
formação da identidade.
SILVA, Tomaz Tadeu. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA, Tomaz
Tadeu (org. e
trad.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2000.
p. 73-75.
http://ead.ucs.br/orientador/turmaA/Acervo/web_F/web_H/file.2007-09-
10.5492799236.pdf
Questão 10 - (UFJF MG)
Leia novamente:
“A força da identidade normal é tal que ela nem sequer é vista como uma identidade, mas
simplesmente como a identidade”. (penúltimo parágrafo)
No trecho destacado, qual é o efeito de sentido determinado pelo uso dos artigos
indefinido e definido acima negritados?
Questão 11 - (IBMEC SP Insper)
Compare estes períodos:
I. É consensual que as poucas leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam.
II. É consensual que poucas leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam.
A alternativa que as analisa corretamente é:
a) A presença do artigo definido, na frase I, permite inferir que a afirmação contém uma
crítica à eficiência das leis ambientais.
b) Na frase II, a ausência de artigo representa um erro gramatical, pois pronomes
indefinidos exigem palavras que os determinem.
c) A comparação das frases é um indício de que, apesar de atuarem como elementos
coesivos, os artigos servem apenas para ligar palavras.
d) O emprego do artigo na frase I representa um elogio à legislação brasileira que atua no
combate aos crimes ambientais.
e) Com ou sem artigo, as frases revelam que o governo brasileiro não é capaz de atuar na
defesa do meio ambiente.
TEXTO: 8 - Comum à questão: 12
Capítulo XXII
1
A grande prisão de Bagdá tinha o aspecto de uma fortaleza persa ou chinesa.
Atravessava-se, ao entrar, pequeno pátio em cujo centro se via o famoso Poço da
Esperança. Era ali que o condenado, ao ouvir a sentença, deixava cair, para sempre, todas
as esperanças de salvação.
Ninguém poderá imaginar a vida de sofrimentos e misérias daqueles que eram
atirados ao 5fundo das masmorras da gloriosa cidade árabe.
A cela em que se achava o infeliz Sanadique estava localizada na parte baixa da prisão.
Chegamos ao horripilante subterrâneo do presídio guiados pelo carcereiro e auxiliados
por dois guardas. Um escravo núbio, agigantado, conduzia o grande archote cuja luz nos
permitia observar todos os recantos da prisão.
10
Depois de percorrermos um corredor estreito, que mal dava passagem a um homem,
descemos uma escadaria úmida e escura. No fundo do subterrâneo achava-se o pequeno
calabouço onde fora encarcerado Sanadique. Ali não entrava a mais tênue réstia de luz. O
ar pesado e fétido mal se podia respirar, sem náuseas e tonteiras. O chão estava coberto
de uma camada de lama pútrida e não havia entre as quatro paredes nenhuma peça ou
catre de que se pudesse servir o condenado.
15
À luz do archote que o hercúleo núbio erguia, vimos o desventurado Sanadique,
seminu, a barba espessa e emaranhada, os cabelos em desalinho a lhe caírem pelos
ombros, sentado sobre uma laje, as mãos e os pés presos a correntes de ferro.
TAHAN, Malba. O homem que calculava. 46ª ed.
Rio de Janeiro: Record, 1990, p. 125.
Questão 12 - (UDESC SC)
Assinale a alternativa incorreta em relação ao texto.
a) Em “os cabelos em desalinho a lhe caírem pelos ombros, sentado sobre uma laje, as
mãos e os pés presos a correntes de ferro” (ref. 15), os termos destacados são
morfologicamente classificados como artigo.
b) Alterando-se a frase “as mãos e os pés presos” (ref. 15) para presos os pés e as mãos,
mantém-se a concordância do nome destacado dentro do padrão formal da língua
escrita.
c) A percepção detalhada do narrador sobre a prisão de Bagdá concede à narração
características da descrição.
d) A próclise na oração “A cela em que se achava” (ref. 5) é a colocação pronominal
indicada pelo padrão formal da língua escrita.
e) Alterando-se a oração “não havia entre as quatro paredes nenhuma peça” (ref. 10)
para não havia entre as quatro paredes nenhumas peças, mantém-se a concordância
no padrão formal da língua escrita.
TEXTO: 9 - Comum à questão: 13 Leia a charge abaixo.
FOLHA DE S.PAULO. S. Paulo, 14 jun. 2008. p. A2
Questão 13 - (UFG GO)
Observando as falas na charge, é correto afirmar que a mudança de significado dos objetos
encomendados se dá pela
a) repetição dos substantivos referentes à encomenda.
b) substituição dos artigos indefinidos por definidos.
c) qualificação da personagem com adjetivos depreciativos.
d) gradação por meio de advérbios na descrição da cena.
e) sucessão de um verbo de ação por um de estado.
TEXTO: 10 - Comum à questão: 14
(O Estado de S.Paulo, 01.05.2003. Adaptado.)
Questão 14 - (UNIFESP SP)
Em — E correr uns bons 20 km! — o termo uns assume valor de
a) posse.
b) exatidão.
c) definição.
d) especificação.
e) aproximação.
TEXTO: 11 - Comum à questão: 15
O amor
13
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria
como o metal que soa ou como o sino que tine.
2
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a
ciência, e ainda que tivesse toda a fé de maneira tal que transportasse os montes, e não
tivesse amor, nada seria.
3
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que
entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me
aproveitaria.
4
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com
leviandade, não se ensoberbece.
5
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita
mal;
6
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas,
cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos:
10
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como
menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora
conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é
o amor.
Legião Urbana - Monte Castelo
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Questão 15 - (UFMA)
Considere as proposições abaixo, do ponto de vista morfossintático, e assinale a
alternativa correta:
I. “É um contentamento descontente.”
II. “É um não querer mais que bem querer.”
III. “É um não contentar–se de contente.”
IV. “É um estar-se preso por vontade.”
V. “É um ter com quem nos mata a lealdade.”
a) Em todas as proposições, o artigo indefinido é seguido por um verbo.
b) Somente na proposição I, o substantivo é precedido por um artigo indefinido.
c) Nas proposições II, III, IV e V, os verbos são precedidos por um artigo indefinido.
d) Apenas nas proposições II e III, o artigo indefinido é seguido por um verbo.
e) Em todas as proposições, o artigo indefinido é posposto por um substantivo.
TEXTO: 12 - Comum à questão: 16
TEXTO II
RETRATO FALADO
Venho de um Cuibá de garimpos e de ruelas entortadas.
Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.
Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,
[aves, pessoas humildes, árvores e rios.
Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar
[entre pedras e lagartos.
Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto
[meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou
[abençoado a garças.
Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que
[fui salvo.
Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.
Os bois me recriam.
Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço
[coisas inúteis.
No meu morrer tem uma dor de árvore.
Manoel de Barros. Livro das ignoranças.
Questão 16 - (UFF RJ)
Assinale a opção que relaciona o emprego de um recurso lingüístico à construção de
sentido do poema Retrato Falado.
a) O emprego do artigo indefinido (um), em Venho de um Cuiabá, enfatiza a
caracterização do ponto de origem marcada pela adjetivação: de garimpos e de ruelas
entortadas.
b) O emprego do pretérito perfeito do indicativo (teve), em Meu pai teve uma venda no
Beco da Marinha, onde nasci., enfatiza uma ação habitual no passado.
c) O emprego do pronome proclítico (me), em Me procurei a vida inteira, caracteriza um
afastamento do uso coloquial do português do Brasil.
d) O emprego do pronome pessoal (me), em Os bois me recriam., produz um efeito
estilístico de ênfase na expressão do eu-lírico de uma paisagem urbana.
e) O emprego do verbo (ter), em No meu morrer tem uma dor de árvore, caracteriza um
determinado uso próprio da linguagem poética.
TEXTO: 13 - Comum à questão: 17
CELULARES EXPLOSIVOS, IDÉIAS NEM TANTO
Sou uma nulidade no uso do celular. Mal conheço a senha para tirar as mensagens lá
de dentro e, pelo que vejo, meu aparelho é forte candidato a uma dessas explosões que
têm acontecido ultimamente.
Pinóquio não primava pela responsabilidade nos compromissos assumidos, mas seu
Grilo Falante, de cartola e guarda-chuva, conhecia as virtudes da polidez e da adequação.
Não tomava a palavra antes de um minúsculo pigarro de advertência.
Inseto mutante, o celular está para o grilo de Pinóquio um pouco como a guitarra
elétrica para o antigo violão. Adota os tons mais estridentes, descabelados e imperativos, a
que as pessoas obedecem numa coreografia alucinada. A pose mais estudada da grã-fina
se estilhaça em aflição e pânico enquanto ela remexe na bolsa à procura do aparelho; o
taxista mais inerte e distraído pula ao menor toque, como se tivesse uma aranha dentro do
carro. E nem se sabia que aquilo era carregado de dinamite.
COELHO, M. Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 maio 2006, p. E 10. Ilustrada. [Adaptado].
Questão 17 - (UEG GO)
No texto, o artigo definido pode ser identificado em todas as orações abaixo, EXCETO em:
a) “Não tomava a palavra”
b) “Mal conheço a senha”
c) “é forte candidato a uma dessas explosões”
d) “ela remexe na bolsa à procura do aparelho”
Questão 18 - (UFRRJ)
Fragmento de Triste fim de Policarpo Quaresma
"Policarpo era patriota. Desde moço, aí pelos vinte anos, o amor da Pátria tomou-o todo
inteiro. Não fora o amor comum, palrador e vazio; fora um sentimento sério, grave e
absorvente. ( ... ) o que o patriotismo o fez pensar, foi num conhecimento inteiro de Brasil.
( ... ) Não se sabia bem onde nascera, mas não fora decerto em São Paulo, nem no Rio
Grande do Sul, nem no Pará. Errava quem quisesse encontrar nele qualquer regionalismo:
Quaresma era antes de tudo brasileiro."
BARRETO, Lima. "Triste fim de Policarpo Quaresma". São Paulo: Scipione, 1997.
Considerando os itens grifados na passagem "O que O patriotismo O fez pensar", é correto
afirmar que temos, respectivamente:
a) artigo definido, pronome demonstrativo e pronome demonstrativo.
b) pronome relativo, artigo definido e artigo definido.
c) pronome relativo, pronome oblíquo e pronome demonstrativo.
d) pronome demonstrativo, artigo definido e pronome oblíquo.
e) pronome definido, artigo definido e pronome oblíquo.
Questão 19 - (UFF RJ)
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Assinale a opção que relaciona o emprego de um recurso lingüístico à progressão das
idéias na construção de sentido do poema "O Bicho".
a) A repetição do verbo SER em oração negativa, na terceira estrofe, enfatiza a
caracterização de HOMEM já feita anteriormente.
b) O emprego do pronome indefinido, adjunto adnominal de COISA, na segunda estrofe,
retifica a conceituação existencial de HOMEM.
c) O emprego alternado dos artigos indefinido e definido diante da palavra BICHO, nas
primeira e terceira estrofes, encaminha a ressignificação, no contexto, da palavra
HOMEM.
d) O emprego do imperfeito do indicativo, nas segunda e terceira estrofes, se refere,
especificamente, à representação da expressão UM HOMEM.
e) O emprego do pretérito perfeito, na primeira estrofe, ratificado pelo advérbio de
tempo ONTEM, em VI ONTEM UM BICHO, enfatiza o caráter habitual de uma cena
cotidiana do homem.
Questão 20 - (FUVEST SP)
As duas manas Lousadas! Secas, escuras e gárrulas como cigarras, desde longos anos, em
Oliveira, eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas, as espalhadoras de todas as
maledicências, as tecedeiras de todas as intrigas. E na desditosa cidade, não existia nódoa,
pecha, bule rachado, coração dorido, algibeira arrasada, janela entreaberta, poeira a um
canto, vulto a uma esquina, bolo encomendado nas Matildes, que seus olhinhos furantes
de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua, entre os dentes ralos, não
comentasse com malícia estridente.
(Eça de Queirós, A ilustre Casa de Ramires)
No texto, o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como
efeito, respectivamente,
a) atribuir às personagens traços negativos de caráter; apontar Oliveira como cidade
onde tudo acontece.
b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens; marcar a
generalidade das situações que são objeto de seus comentários.
c) definir a conduta das duas irmãs como criticável; colocá-las como responsáveis pela
maioria dos acontecimentos na cidade.
d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas; situá-las numa cidade onde são
famosas pela maledicência.
e) associar as ações das duas irmãs; enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na
cidade.
GABARITO:
1) Gab: FFVV
2) Gab: A
3) Gab: A
4) Gab: D
5) Gab: E
6) Gab: A
7) Gab: D
8) Gab: C
9) Gab: C
10) Gab:
O artigo indefinido transmite a ideia de pluralidade, abrindo a possibilidade de a
identidade normal ser entendida como uma dentre outras identidades ( uma parte do
todo). Já o artigo definido impõe a ideia de singularidade, de tal modo que a identidade
normal é caracterizada como um padrão único e “natural”.
11) Gab: A
12) Gab: A
13) Gab: B
14) Gab: E
15) Gab: E
16) Gab: A
17) Gab: C
18) Gab: D
19) Gab: C
20) Gab: B