EGEAC: Gestão Cultural e Sustentabilidade 2019
EGEAC: Gestão Cultural e Sustentabilidade 2019
EGEAC
Instrumentos
de Gestão
Previsional
2019
ÍNDICE 3
PREÂMBULO 5
INDICADORES E METAS 9
PROGRAMA DE ATIVIDADES 11
Castelo de São Jorge 13
Padrão dos Descobrimentos 17
ÁREAS DE SUPORTE 85
Unidade de Gestão de Projetos 87
Marketing e Imagem 91
Sistemas de Informação 95
Projetos e Obras 99
Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional 105
PREÂMBULO
Ao longo do ano de 2018 foi constante o crescimento da empresa e dos públicos que
frequentam os equipamentos culturais geridos pela EGEAC e que participam e fruem das
iniciativas organizadas por esta empresa municipal. Em 2019 a EGEAC pretende continuar a
trajetória de crescimento sustentado, de ampliação e diversificação de uma programação que
chega a novas centralidades e beneficia diversas camadas da população lisboeta. Em
simultâneo, reforçaremos as práticas de sustentabilidade inseridas numa orientação
estratégica alinhada com o objetivo Lisboa Capital Verde 2020.
O ano de 2018 continuou a pautar-se pela consolidação dos museus transitados em 2016, que
no próximo ano serão alvo de várias intervenções de reabilitação com o objetivo de os qualificar
e melhorar a experiência dos visitantes. O Museu de Lisboa terá intervenções simultâneas em
vários núcleos expositivos, incluindo o início das obras de renovação do Torreão Poente do
Terreiro do Paço, para que se torne um dos principais núcleos expositivos da cidade. Também
as Galerias Municipais e a Casa Fernando Pessoa serão intervencionadas.
O próximo ano será igualmente um ano de consolidação dos teatros municipais sob gestão
direta e indireta da EGEAC. A reorganização dos teatros municipais efetuada em 2018 permitiu
a abertura do LU.CA – Teatro Luís de Camões, o primeiro espaço vocacionado em exclusivo para
a programação infanto-juvenil e que se quer afirmar na cidade como “o lugar para os jovens e
para as artes”. Será também 2019 o ano em que o Teatro São Luiz irá celebrar 125 anos, o que
levará a uma de maior abertura do teatro ao público com uma programação celebrativa deste
marco da cidade de Lisboa. A cidade contará também com um renovado Teatro do Bairro Alto,
resgatado por ação municipal em 2018. Este teatro, lugar onde a companhia A Cornucópia
desenvolveu o seu trabalho durante 40 anos, será inaugurado com um projeto artístico que
continua a missão, outrora desenvolvida pelo Teatro Maria Matos, de apoio à criação artística
contemporânea no âmbito do teatro, dança, música e performance. O Teatro Maria Matos, à
semelhança do Cine-Teatro Capitólio, acolherá um novo projeto artístico sob acompanhamento
da EGEAC, que fará ainda intervenções no património de locais emblemáticos da cidade como
o Teatro da Comuna, o Teatro Aberto, o Espaço da Mitra, o Teatro Taborda e o Teatro A Barraca.
Através da atividade dos diversos espaços culturais que a empresa gere, a aposta no
crescimento e fidelização de públicos terá continuidade com enfase na participação dos
munícipes para quem se tenciona desenvolver mecanismos de divulgação e proximidade, já
iniciados com a política de harmonização de preços e descontos levada a cabo em 2018. Esta
aproximação passa também pela consolidação do programa Aprendizagens Criativas que em
2018 resultou no projeto DESCOLA, em parceria com a Direção Municipal de Cultura, que
abrange professores dos vários ciclos e artistas interdisciplinares. Passa ainda pela colaboração
com as Juntas de Freguesia e outras empresas municipais, como a Carris, com quem se pretende
desenvolver mecanismos que associem o transporte às visitas aos equipamentos culturais da
EGEAC.
Para permitir o desenvolvimento dos eixos estratégicos da empresa, no ano de 2019 daremos
continuidade ao reforço de algumas das principais áreas de suporte da empresa, visando
aumentar a sua capacidade de resposta face aos desafios colocados pela gestão de um maior
número de equipamentos e pelo consequente acréscimo de recursos humanos. Tendo sido
iniciada no 2º semestre de 2018, pretende-se concluir em 2019 a implementação de novos
sistemas informáticos que deverão funcionar de modo integrado, articulando conjuntamente
Estes são os eixos e objetivos que norteiam os Instrumentos de Gestão Previsional para 2019,
sublinhando-se que os resultados projetados poderão estar sujeitos a ajustamentos,
decorrentes de eventuais vicissitudes de ordem diversa.
O Conselho de Administração
INDICADORES E METAS
Área Financeira
Objectivo Estratégia / Acção Indicador Meta
Estabilizar a oportunidade de receitas próprias Promover angariação de receitas Montante de Receitas Próprias ≥ 22.000.000 (Anual)
Valor do Contrato Programa com a Receitas Próprias ≥ 50% Receitas
Diminuir a dependência financeira do acionista Promover o aumento das Receitas Próprias
CML e as Receitas Próprias Totais
Programa de
Atividades
2.040.087 2.094.507
2.000.000
1.500.000
1.000.000
500.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
CASTELO DE SÃO JORGE
ENQUADRAMENTO
Considerando que o Castelo de São Jorge (CSJ) tem como missão o estudo, a preservação, a conservação,
a interpretação e a divulgação dos valores históricos, arqueológicos, arquitetónicos e paisagísticos, dos
bens culturais, materiais e imateriais, que integram o seu acervo patrimonial, o objetivo prioritário em
2019 é aprofundar a divulgação e acessibilidade ao património do monumento nacional. No ano de
2019, a política de desenvolvimento de públicos e proximidade consubstanciar-se-á num conjunto de
ações integradas de programação e de comunicação, que articulam ações específicas para o público
nacional, integrando as diferentes motivações e interesses de visita do universo de visitantes atual e
potencial, mitigando os fatores de distanciamento deste segmento de público do CSJ. Ainda neste
âmbito, em particular no que se refere à proximidade, dar-se-á continuidade às ações desenvolvidas
para a população residente intra-muros através de um trabalho com as entidades associativas locais. As
iniciativas a desenvolver neste âmbito assentam na continuidade do projeto de acessibilidade
transversal que se foca na divulgação material e digital, com a criação de ferramentas que potenciem
uma melhor acessibilidade aos conteúdos, e no desenvolvimento de ações e intervenções físicas para o
incremento efetivo de melhores condições de acessibilidade e circulação intra-muros. A estagnação do
número de visitantes em alguns momentos de 2018 face ao ano anterior determina a necessidade de
um acompanhamento muito constante deste indicador durante todo o próximo ano.
PROGRAMAÇÃO
A atividade a desenvolver em 2019 prossegue o incremento das condições para uma eficiente gestão do
património, bem como o desenvolvimento sustentado do conhecimento, da conservação e da
divulgação do património histórico, arquitetónico e arqueológico, que suporte a ativação de conteúdos
interpretativos diferenciadores. Em articulação com outros programas, procura-se incentivar a
fidelização de públicos nacionais, promovendo renovados motivos de visita ao monumento e
possibilitando a opção por diversas propostas.
Assim, será dada continuidade à variada programação através de projetos como Sábados no Castelo e
manter-se-á a colaboração com a Casa Pia de Lisboa através da celebração do seu aniversário com a
realização de um conjunto de iniciativas que decorrem no CSJ. De realçar ainda o acolhimento do FIMFA
O CSJ desenvolve paralelamente programas com o objetivo de divulgar outro tipo de património como
Fora D’ Horas, com a atividade “Morcegos no Castelo”, onde se visita a colónia de morcegos residente
no CSJ, uma das maiores e mais variada em contexto urbano. Serão realizadas também, Tertúlias de
Inverno, com a atividade “Olhares Invulgares sobre o Castelo de Lisboa”, que se trata de uma ação de
mediação cultural focada na sensibilização patrimonial ou as Leituras de Inverno, atividade que promove
o ato de ler e de ouvir ler, estimulando a descoberta de narrativas distintas de uma mesma obra literária.
Como não podia deixar de ser, os Dias com História desenvolvem um conjunto de atividades que
assinalam dias específicos como o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Dia Internacional dos
Museus – Noite dos Museus, ou o Dia Nacional dos Castelos.
Padrão dos
Descobrimentos
Nº Previsional de Público
359.229
350.000
295.448
300.000
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS
ENQUADRAMENTO
Em 2019 aposta-se na valorização do conjunto patrimonial, na consolidação e afirmação do projeto
cultural e pedagógico, visando o enriquecimento da oferta, propondo a divulgação e debate de temas
de muita atualidade, mantendo a interação e diálogo com a Academia, não esquecendo a articulação
com as instituições culturais, educativas e sociais da área envolvente, fomentando o acesso, participação
e envolvimento dos vários públicos. Estima-se que o ano de 2019 apresente um balanço positivo, no que
respeita a resultados, graças ao cenário de crescimento de públicos, ao trabalho interno no sentido da
sua participação, maior envolvimento e fidelização - com especial atenção ao público nacional- e a uma
programação dinâmica, suportada pelas estratégias de comunicação que concorrem para uma maior
notoriedade, afirmação do projeto e identidade.
PROGRAMAÇÃO
No que respeita à programação global, o plano de 2019 prossegue o trabalho de divulgação no âmbito
dos eixos programáticos que configuram a missão do Padrão dos Descobrimentos, inserindo-se numa
linha de investigação e reflexão crítica que deu a conhecer projetos como Racismo e Cidadania, ou
Atlântico Vermelho. O projeto Contar Áfricas! retoma temas-chave que têm estado no centro da análise
e discussão recentes, debatendo e aprofundando temas e perspetivas que se prendem também com a
história do monumento e do País. Propõe uma reflexão aberta, a partir de muitas leituras e perspetivas.
O programa de mediação cultural integrará um conjunto de visitas guiadas, conversas e sessões de
conto, literatura de expressão africana, mas também histórias de vida, hábitos e memórias familiares
africanos, com o envolvimento de alguns dos investigadores e diferentes Associações de Afro-
descendentes, proporcionando um espaço aberto a uma construção de conteúdos e reflexão.
A segunda exposição coloca o turista no centro da análise, a partir do projeto de investigação que dará
lugar à exposição Are You a Tourist?, uma parceria com o CRIA - Centro em Rede de Investigação em
Antropologia. A exposição constitui uma observação desafiante sobre o que é ser turista. Oferecendo
uma perspetiva sobre a evolução das práticas turísticas nos últimas 50 anos, atentará na transitoriedade
e arbitrariedade do que é ‘ser’ turista e analisará também as barreiras sociais e culturais entre ‘o turista’
e ‘o local’, refletindo sobre o ensimesmamento do turista, fazendo frente à mera objetificação e
mercantilização do ‘local’. O público alvo da exposição é multietário, nacional e internacional, de
diferentes origens residenciais e sociais, pretendendo fomentar-se o diálogo com residentes da área
envolvente.
No âmbito das exposições procura-se a mediação atenta e criativa de cada projeto, através da
organização de visitas guiadas para diferentes faixas etárias e públicos, visitas orientadas por
investigadores convidados, atividades lúdicas e complementares às visitas para os mais novos, oficinas,
conversas e conferências, investindo no enriquecimento da oferta e na captação e fidelização do público
nacional, com especial atenção ao público escolar. Em 2019 ir-se-á aprofundar este tipo de abordagem,
experiência e envolvimento, estabelecendo uma parceria com a Escola Nuno Alvares Pereira – Casa Pia,
para um projeto de continuidade que elege como temática As Viagens Exploratórias e o Valor da
Experiência. As estratégias desenhadas para 2019 procuram estimular e reforçar a presença dos
segmentos infantil, juvenil e sénior, prevendo também formas para cativar estes públicos no período de
Verão. De acordo com os objetivos estabelecidos reforçar-se-á a presença do público de proximidade,
incrementar-se-á a organização de visitas guiadas para público cego e público surdo, e, mediante o
reforço da equipa do Serviço Educativo, será possível disponibilizar a oferta de visitas guiadas em inglês,
tanto no que respeita à visita guiada ao Monumento como na visita às exposições patentes.
Atelier-Museu Júlio
Pomar
Nº Previsional de Público
12.000
10.102 10.121
8.000
4.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
ATELIER MUSEU JÚLIO POMAR
ENQUADRAMENTO
O Atelier-Museu Júlio Pomar (AMJP) é um museu monográfico de arte contemporânea, centrado na
figura e obra de Júlio Pomar (1926-2018). O Museu conta com um acervo de algumas centenas de obras
de arte provenientes da Fundação Júlio Pomar, tendo como missão a conservação, o estudo e a
divulgação da obra do pintor – não só através de exposições e eventos, como de trabalhos de fundo que
visam a sistematização, tratamento e disponibilização online dos conteúdos do acervo. Os objetivos
prioritários a desenvolver no ano de 2019, face à recente morte do pintor e à missão do equipamento,
são a continuação da recentragem da obra e da figura de Júlio Pomar (1926-2018) no âmbito das práticas
artísticas contemporâneas. Serão concretizadas de uma série de ações de homenagem por parte do
AMJP, entre as quais se destacam a realização de uma fotobiografia e a publicação de um “livro-guia”
que permitirá visitar as suas intervenções no espaço público, nomeadamente na cidade de Lisboa.
Iniciar-se-ão ainda os trabalhos de investigação e documentação inerentes à realização do catálogo
raisonnè (1985-2018), bem como a recolha de todas as entrevistas concedidas pelo pintor, com vista a
publicação posterior – projetos que serão desenvolvidos em colaboração estreita com a Fundação Júlio
Pomar. Destaca-se ainda a receção no museu de obras pertencentes ao depósito e a criação de um
espaço para acolhimento do espólio documental do pintor que permanece na posse da
família/Fundação Júlio Pomar.
No ano de 2019, o AMJP irá também assegurar a participação da EGEAC no BAC – Banco de Arte
Contemporânea, projeto de grande relevância para o estudo, documentação e preservação de acervos
de artistas portugueses, na sequência de um protocolo celebrado entre a CML, EGEAC, FCSH da
Universidade Nova de Lisboa e Fundação Carmona e Costa. Este projeto ganha deste modo um novo
impulso atendendo ao trabalho que até agora o AMJP tem realizado neste âmbito e às competências
profissionais que a sua equipa reúne.
PROGRAMAÇÃO
Em 2019, continuarão a ser desenvolvidos: o programa de cruzamentos da obra do pintor com a de
outros artistas convidados e a realização de exposições monográficas do pintor e o projeto de edições e
de reflexões críticas. O AMJP atua ainda ao nível do desenvolvimento e da qualificação profissional,
nomeadamente através do Prémio de Curadoria AMJP-EGEAC (doravante bianual).
Serão apresentadas exposições em Lisboa, no AMJP, destacando-se Da palavra e do silêncio: Júlio Pomar
e Luísa Cunha; Erotismo em Júlio Pomar - 50 anos de L´année Erotique; Princípio e Fim do Mundo –
Antropoceno. Em Viana do Castelo, será apresentada Júlio Pomar e o desenho e em Leiria uma exposição
de homenagem a Júlio Pomar.
Numa parceria estabelecida com a Residency Unlimited-NY, desde 2015, o AMJP proporciona
anualmente a um artista português uma residência de 3 meses na cidade de Nova Iorque, contribuindo
assim para a internacionalização do meio artístico português e para a qualificação dos seus autores.
O projeto editorial tem sido uma aposta forte na medida em que envolve as várias vertentes em que o
AMJP se propõe atuar: a divulgação do museu, dos artistas e da arquitetura contemporâneas; a
investigação e produção de conteúdos; a produção de ferramentas críticas para os públicos,
contribuindo assim para a sua crescente fidelização. Também indispensáveis no contacto e fidelização
do público, os programas educativos procuram potenciar o cruzamento de públicos e assegurar em 2019
um trabalho continuado com algumas escolas parceiras. Em 2019, o AMJP desenvolverá ainda uma
parceria com a Apordoc para voltar a realizar um ciclo de cinema sobre arte, que envolverá escolas
parceiras. Encetará ainda um projeto com o LU.CA – Teatro Luís de Camões que pretende levar o público
jovem do teatro até ao museu e do museu até ao teatro, fazendo-o contactar com as diversas formas
de arte.
No ano de 2019, o AMJP pretende continuar a investir na plataforma online para pesquisa sobre a
coleção, promovendo a acessibilidade à sua coleção, por parte de investigadores, públicos
especializados e gerais, nacionais e internacionais. Para tal será necessário investir na produção de
conteúdos textuais e imagéticos, e na atualização do sítio da internet tornando-o bilingue e acessível a
pessoas com necessidades especiais.
21.116
19.852
20.000
10.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
CASA FERNANDO PESSOA
ENQUADRAMENTO
A missão da Casa Fernando Pessoa (CFP) assenta em dois eixos: assumir responsabilidade sobre o legado
de Pessoa, divulgando-o e promovendo-o, e atuar como polo de apresentação e reflexão sobre a criação
literária, nas suas variadas abordagens. Em 2019 será inaugurada a nova museografia da Casa Fernando
Pessoa, importante prioridade estratégica em termos de valorização do património e dinamização de
públicos. A atividade mais recorrente da CFP é a que se desenvolve em diálogo com os circuitos literário
e editorial, sobretudo em torno do universo pessoano e poético. É objetivo para 2019, promover a
abertura gradual da CFP a literaturas e autores de diferentes origens, línguas e géneros.
PROGRAMAÇÃO
A programação cobre, em termos gerais, três grandes áreas: apresentação e divulgação da biografia e
da obra de Fernando Pessoa, promoção da poesia contemporânea e promoção da leitura. A colaboração
com agentes, entidades e circuitos relacionados com estas áreas é prática fundamental no
desenvolvimento dos projetos da CFP. A programação encontra-se estruturada sobre seis linhas
orientadoras, para dotar o plano conjunto de abrangência e variedade, são elas: investigação e
desenvolvimento; serviço educativo; casa da literatura; fora de casa; transdisciplinar e internacional.
Nos meses em que a CFP vai estar encerrada para obras, será dado especial enfoque à realização de
percursos de rua e de oficinas em escolas, bibliotecas e outros espaços, assim como a realização de
sessões em espaços externos, alguns dos quais ainda por definir. Neste contexto os canais online serão,
pelo seu natural alcance e imediatismo, as vias privilegiadas para manter a comunicação com os públicos
da CFP, seja na comunicação da programação fora de casa, a decorrer no período de encerramento, seja
para a campanha de reabertura da mesma, sempre com ações concertadas entre Facebook e Instagram,
utilizando o site da CFP (lançado em maio 2018) como meio privilegiado de divulgação. De acordo com
a nova museografia, os programas de visitas temáticas e orientadas serão reformulados. A nova
museografia terá ela também uma campanha específica a nível da comunicação e uma programação
especial. No verão será retomado o “Vive sem horas”, jazz na esplanada, colaboração de sucesso com a
Escola do Hot Clube, desde 2015.
Após a reabertura, voltaremos ao ciclo O piano no meio da sala e dar-se-á continuidade aos Dias do
Desassossego, programa conjunto CFP e Fundação José Saramago.
As parcerias e colaborações continuarão a ser desenvolvidas, com especial referência para a Feira do
Livro de Poesia, e a colaboração com Junta de Freguesia de Campo de Ourique. Será elaborado um plano
de aproximação à Madeira/Açores e às comunidades emigrantes. Prevê-se paralelamente a participação
em festivais literários internacionais, e a articulação com casas de autor, promovendo a
internacionalização de poetas portugueses, bem como à integração de poetas estrangeiros em
programas em Portugal. Será dada continuidade à participação na plataforma Lyrikline (Haus für
Poesie/Festival de Poesia de Berlim), através de novas traduções e gravações. No campo da edição
pretendemos dar início a uma coleção de Clássicos da Literatura Portuguesa, em formato áudio-livro,
com a editora BOCA e em associação com o ciclo Sem Casas não Haveria Ruas.
Galerias Municipais
Nº Previsional de Público
20.784
20.000
14.331
10.000
2018 2019
*Nota: a descida previsonal de público deve-se às obras de reabilitação nas diferentes galerias, no decorrer do ano.
PROGRAMA DE ATIVIDADES
GALERIAS MUNICIPAIS
ENQUADRAMENTO
As Galerias Municipais são constituídas por 5 espaços de exposições de arte contemporânea, sem
coleção – Galeria Quadrum, Pavilhão Branco, Galeria da Boavista, Galeria Av. da India, Torreão Nascente
da Cordoaria – cada um com linhas de programação distintas e funções diferentes no contexto artístico
contemporâneo português. Para além da programação curatorial definida para cada espaço, as Galerias
Municipais viabilizam o acolhimento de propostas, facto que se revela extremamente importante para
possibilitar que artistas e projetos que não tenham um apoio institucional ou de mercado garantido,
consigam expor e trabalhar com estruturas de apoio e de mediação ao nível da conceção, da produção
e do acompanhamento dessa produção em todos os seus aspetos, e também da comunicação,
facultando serviços de divulgação e promovendo contactos com a imprensa, produzindo catálogos,
organizando atividades e ações educativas.
PROGRAMAÇÃO
Cada espaço apresentará várias exposições por ano tendo em conta as respetivas linhas programáticas.
A Galeria da Boavista devido à sua localização e à sua tipologia física é um espaço para apresentação de
propostas disciplinares com informalidade vincada. Vocacionada para exposições concebidas por jovens
curadores ou para a mostra de artistas emergentes, sem percurso ainda estabelecido ou reconhecido no
meio, que aí testam as suas primeiras apresentações ao público e realizam as primeiras publicações.
Uma das exposições em 2019 incidirá sobre a obra de Mariana Caló e Francisco Queimadela. A Galeria
da Avenida da Índia, aberta ao público desde abril de 2016, é um espaço com uma abordagem
multidisciplinar que procura mostrar e cruzar propostas artísticas de várias geografias, apostando numa
vocação de diálogo e questionamento da herança e memória colonial. Uma das exposições em 2019 será
em torno da obra de Stefan Serafim. O Pavilhão Branco com as suas caraterísticas arquitetónicas convida
à realização de exposições com cariz “específico”. Tem desempenhado um papel central na divulgação
de arte contemporânea, nomeadamente através de exposições individuais de artistas com um percurso
consolidado ou de média carreira. Em 2019 continuará a acolher exposições de nomes reconhecidos no
meio artístico português com trabalho em desenvolvimento e já consolidado, procurando contribuir para
reforçar a notoriedade dos seus percursos, proporcionando-lhes momentos singulares de exposição. O
Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, sendo um espaço monumental e de interesse patrimonial, tem
sido dedicado a retrospetivas de artistas portugueses seniores, com um percurso já consolidado, a
exposições coletivas de envergadura ou de coleções com um cariz internacional. Em 2019 terá aí lugar
uma exposição da Coleção António Cachola, entre outras. Por último a Galeria Quadrum, laboratório de
arte experimental portuguesa nas décadas de 1970 e 1980, inserido no complexo de ateliês dos
Coruchéus, mantém-se como espaço de investigação sobre e para a arte contemporânea. No ano de
2019 será ali apresentada uma exposição sobre António Bolota (em parceria com a Fundação Carmona
e Costa).
Museu do Aljube
Nº Previsional de Público
31.135
30.000
22.974
20.000
10.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
MUSEU DO ALJUBE
ENQUADRAMENTO
No seu quarto ano de atividade, o Museu do Aljube concluiu os aspetos fundamentais relativos à sua
instalação, estabilizou o quadro de obras e reparações próprios da recuperação e adaptação de um
edifício histórico a Museu, adaptou os seus recursos humanos às necessidades existentes, alargou o
quadro de relações nacionais e internacionais, confirmou a validade das suas atividades culturais junto
de um público vasto e diversificado, aumentou significativamente o número de visitantes e melhorou
de forma significativa as receitas próprias. De assinalar que em 2018 recebeu uma Medalha de Honra
da Sociedade Portuguesa de Autores, pelo reconhecido contributo do Museu na socialização da herança
comum dos tempos da Ditadura e pela importância do seu conhecimento/reconhecimento como base
para a criação de uma consciência social defensora dos valores da Democracia, da Liberdade e dos
Direitos Humanos.
As condições de acessibilidade do Museu, tanto através da instalação e/ou reforço dos meios de atração
de novos visitantes como através do recurso a meios de difusão eficazes junto do grande público, serão
um dos objetivos.
PROGRAMAÇÃO
As principais atividades culturais e educativas programadas para o ano de 2019, inscrevem-se em ciclos
e atividades de acompanhamento dos visitantes, assim como na recolha/tratamento de informação
específica das temáticas centrais do Museu. Dar-se-á continuidade ao Ciclo Vidas Prisionáveis onde se
recolhem testemunhos de ex-prisioneiros políticos, ao Ciclo Resistência e Liberdade de recolha de
testemunhos de resistentes à Ditadura. Será desenvolvido também um Ciclo Intelectuais e Artistas da
Resistência, de evocação crítica da vida e obra de intelectuais, artistas e cientistas democratas e
antifascistas. Os Livros No Aljube continuará a apresentar de livros e autores com temáticas associadas
ao tema central do Museu. Será realizada uma exposição fotográfica e documental sobre o Tarrafal e,
The portuguese prison photo project, um projeto videográfico sobre prisões portuguesas, em parceria
com Daniel Fink (Lausanne) e a Embaixada da Suiça. Apresentará também, Brinquedos e memórias de
guerra, uma parceria com o Museu de Sarajevo. Os Dias da Memória este ano terá a forma de um dia
aberto à comunidade com a prestação de depoimentos (orais e filmados). Apresentar-se-á também um
Ciclo de Cinema com temática associada à Memória da Ditadura.
Museu Bordalo
Pinheiro
Nº Previsional de Público
12.000
10.936
8.000 7.136
4.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
MUSEU BORDALO PINHEIRO
ENQUADRAMENTO
O museu prosseguirá o estudo e divulgação da obra de Rafael Bordalo Pinheiro nas suas facetas artística
e histórica, delineando a sua atividade em coerência com os valores de liberdade de pensamento,
participação cívica e humor que lhe são reconhecidos. Requalificar o Museu, redesenhar a exposição
permanente e melhorar a sua visibilidade e acessibilidade, mantêm-se como prioridades para 2019.
Disponibilizar um número crescente de conteúdos acessíveis a todos, será outra das prioridades, tal
como o investimento num novo site institucional e na disponibilização de conteúdos iconográficos.
PROGRAMAÇÃO
Em termos de programação prevê-se a dinamização da exposição permanente, no sentido de uma
museografia mais acessível a todos os visitantes, com a criação de conteúdos gráficos e textuais,
contemplando o uso de dispositivos multimédia e implementando, paralelamente, bolsas lúdicas,
reflexão e uma abordagem mais solta e informal à obra do artista. Na zona de exposições temporária
terá lugar no final de 2019 uma exposição dedicada a Querubim Lapa. Para a Sala da Paródia estão
previstas cinco exposições com ligação à contemporaneidade, através de mostras de artistas cuja obra
dialogue com a de Bordalo Pinheiro. O museu fora de portas merece aposta continuada, quer através
das exposições itinerantes que levam Bordalo a espaços culturais de todo o país, quer através de
iniciativas/parcerias em espaço público. O Jardim do Campo Grande, a ligação ao Museu de Lisboa e a
outros museus/equipamentos da EGEAC, assim como a integração do museu nas Festas de Lisboa
constituem outros aspetos a salientar, exemplo disso é a apresentação de recital bordaliano com Luís
Madureira em parceria com o Teatro São Luiz, inserido nas comemorações do aniversário daquele
teatro.
é outro dos principais focos deste serviço, assim como a realização de ações de formação de professores
e o desenvolvimento de projetos de continuidade com as escolas da freguesia e com as universidades.
Em termos das acessibilidades serão desenvolvidos de projetos no âmbito da acessibilidade física e
intelectual, através de suportes e programação de atividades para diferentes públicos. O trabalho com
a comunidade envolvente, designadamente com as juntas de freguesia de Alvalade e Lumiar e a criação
de parcerias com as instituições ligadas ao ensino das artes ou história da arte será continuado.
O enriquecimento do site consistirá num projeto anual relevante para a comunicação do museu,
designadamente por ser o meio preferencial para a desejável internacionalização da obra de Rafael
Bordalo Pinheiro. O ano de 2019 terá como desafios principais, na área da comunicação, a promoção da
renovada exposição permanente do museu e da exposição na Galeria Temporária dedicada a Querubim
Lapa.
Museu do Fado
Nº Previsional de Público
132.362 132.060
120.000
80.000
40.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
MUSEU DO FADO
ENQUADRAMENTO
O programa de atividades do Museu do Fado para o exercício do ano de 2019 centrar-se-á na
prossecução das iniciativas consagradas à salvaguarda e promoção do universo do Fado,
designadamente as iniciativas constantes do Plano de Salvaguarda plurianual inscrito na candidatura do
Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), bem como na
programação regular de exposições temporárias, concertos e ações diversificadas no quadro dos
serviços de extensão cultural do Museu. Também a preparação do Centenário de Amália Rodrigues em
2020 assume particular relevância no conjunto das atividades a desenvolver em 2019, em colaboração
com um leque alargado de parceiros institucionais. O presente plano prevê ainda o funcionamento,
durante o exercício de 2019, da Oficina de Guitarra Portuguesa.
PROGRAMAÇÃO
O Museu prosseguirá a implementação das atividades dos grandes eixos estratégicos do Plano de
Salvaguarda constante da candidatura apresentada à Lista Representativa do Património Cultural e
Imaterial da Humanidade UNESCO, designadamente o envolvimento continuado de um leque alargado
de instituições arquivísticas e museológicas detentoras de acervos relevantes para o estudo do Fado,
com objetivos de cooperação estratégica ao nível da salvaguarda, estudo, investigação e fruição do
património do Fado. No ano de 2019 prosseguirão os trabalhos de digitalização e restauro de
fonogramas com vista à incorporação sistemática de novos registos sonoros no Arquivo Sonoro Digital,
o maior repositório histórico de som, disponível on-line, em Portugal. E também, o desenvolvimento de
um programa educativo que promova gradualmente a integração transversal de conteúdos relacionados
com o universo e a cultura do Fado nos programas escolares dos vários níveis de ensino – do básico ao
superior - articulando as perspetives académicas e científicas com a participação efetiva da comunidade
artística. Em parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda será desenvolvido um programa editorial
bem como de edições de documentários de audiovisual. Serão dinamizados os Roteiros de Fado, no
plano nacional e internacional, envolvendo sempre que possível os espaços performativos de cariz
profissional e amador da cidade de Lisboa.
# AMALIA - Exposição multimédia de retratos de Amália em que a grande maioria dos trabalhos será
apresentada no formato digital original e exibida em projeções de grande formato a par de obras
impressas.
QUATROPORCINCO |FADO - O quatroporcinco.org (Instituto Português de Fotografia) é um coletivo de
formação fotográfica que tem como principal objetivo o desenvolvimento e acompanhamento de
projetos fotográficos de longa duração.
GUITARRA PORTUGUESA - No seguimento da abertura da Oficina de Guitarra Portuguesa (no final do
ano de 2018) o Museu do Fado promoverá uma exposição temporária consagrada à guitarra portuguesa.
JOSÉ PRACANA - Exposição evocativa de José Pracana, figura de referência da história do Fado, com uma
biografia artística que perpassa cinco décadas. A partir do vastíssimo acervo do artista que se encontra
em Ponta Delgada (instrumentos, discos, fotografias, periódicos, partituras, pinturas e desenhos) a
exposição será desenvolvida em regime de coprodução com a Academia da Guitarra Portuguesa e do
Fado.
Em 2019 uma exposição temporária consagrada ao tema da Guitarra Portuguesa integrará o programa
dos Festivais de Fado de Buenos Aires, Santiago do Chile, Lima, Bogotá, Panamá, Madrid, Sevilha,
Barcelona, Rio de Janeiro e São Paulo. A par da celebração de efemérides como o Dia Internacional dos
Museus, Noite dos Museus, entre outras, e da programação regular de encontros e conferências
cruzando as perspetivas da comunidade artística e da comunidade científica, o Museu do Fado
prosseguirá, em 2019, a programação periódica de concertos, residências artísticas e workhops com
artistas de distintos estilos e gerações. Para além da programação regular de concertos e apresentações
de novos projetos discográficos serão realizadas copoduções inseridas nos ciclos de programação em
espaço público da EGEAC, tais como o FADO NO CASTELO no quadro das Festas de Lisboa ou o ciclo SOU
DO FADO no âmbito do programa LISBOA NA RUA. Também continuará o projeto HÁ FADO NO CAIS, em
regime de coprodução com a Fundação Centro Cultural de Belém. Com o São Luiz Teatro Municipal o
Museu do Fado promoverá, em regime de coprodução, os concertos de apresentação dos álbuns de
Pedro Moutinho e Mísia. No quadro das celebrações dos 125 anos do São Luiz Teatro Municipal prevê-
se a realização de uma exposição/edição consagrada à relação entre o universo do Fado e do Teatro,
dois Ofícios Inquietos nas palavras de Manuela de Freitas.
O Museu do Fado irá dar continuidade às edições monográficas previstas no Plano de Salvaguarda a par
da publicação regular de catálogos de exposições e de materiais pedagógicos consagrados ao universo
do Fado e da guitarra portuguesa. No quadro da atividade da label Museu do Fado Records prevê-se a
publicação de quatro edições discográficas integrando gravações históricas das coleções do museu e
projetos inteiramente originais. A programação regular de Visitas Cantadas ao circuito expositivo do
museu e nos meses de Verão, em parceria com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, e a realização
de Visitas Cantadas aos bairros históricos de Alfama, Castelo e Mouraria, continuarão a ter lugar na
programação do museu.
Para além do elencado, a Escola do Museu promoverá uma oferta educativa regular, destinada ao
público jovem e adulto, através dos cursos de Guitarra Portuguesa, Viola de Fado, Ateliers para Canto,
Oficinas, Seminários de Poesia, Comunidade Fado para Todos (Aldina Duarte), a par da programação do
workshop Sing Fado, vocacionado para públicos estrangeiros. Em estreita articulação com artífices e
guitarreiros, a aprendizagem em torno da construção de instrumentos musicais (guitarra portuguesa e
viola), a partir do novo polo da Oficina de Guitarra Portuguesa - onde se instalarão as duas escolas de
maior tradição na construção deste instrumento – assumirá um plano central na oferta educativa do
Museu. Em simultâneo, o Museu prosseguirá o envolvimento das instituições de proximidade
desenvolvendo programas pedagógicos para as diferentes disciplinas/níveis de ensino da Escola Gil
Vicente e do grupo A Voz do Operário, sempre em articulação com a comunidade artística. Também a
realização de oficinas temáticas (escrita criativa, música, dança, barro, etnomusicologia júnior) dirigidas
aos diferentes públicos infanto-juvenis, a par da programação de concertos e teatro para crianças e
jovens, continuarão a integrar a oferta educativa regular do Museu. A par da programação continuada
de oficinas, visitas guiadas e/ou com atividades, prosseguirá também a formação para adultos no quadro
da Escola do Museu.
Será neste ano que estará em pleno funcionamento o novo site do Museu do Fado agregando, numa
única plataforma todas as aplicações multimédia atualmente existentes – Roteiro de Fado, Arquivo
Sonoro Digital, Base de Dados de Artistas, assim como a plataforma Tocabem (aulas de guitarra online,
em desenvolvimento) permitindo a pesquisa integrada entre estes repositórios digitais criados ao longo
dos últimos 5 anos.
Museu de Lisboa
Nº Previsional de Público
150.000 145.305
125.000
100.000 87.662
75.000
50.000
25.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
MUSEU DE LISBOA
ENQUADRAMENTO
O Museu de Lisboa é um museu de cidade, de estrutura polinucleada, que se distribui por cinco espaços
de vocações patrimoniais complementares: Palácio Pimenta, Teatro Romano, Santo António, Torreão
Poente do Terreiro do Paço e Núcleo Arqueológico da Casa dos Bicos. Acrescem as Galerias Romanas,
as quais, por enquanto, têm abertura pontual duas vezes por ano, em abril e em setembro. A missão
do Museu de Lisboa, afirmada em 2015 aquando do seu relançamento, é a de “Despertar a curiosidade
sobre o lugar físico e a sua ocupação ao longo dos tempos, a sua relação com o rio enquanto elo de
ligação entre margens e porta para o Mundo. Ao interpretar a cidade através dos testemunhos materiais
e imateriais existentes/expostos o museu permite dar a conhecer a sua herança multicultural – passada
e presente – como contributo para os seus possíveis futuros.”
Muito embora o aumento de públicos tenha sido regular desde o relançamento do Museu, com o
aumento de exposições temporárias e a diversificação das atividades educativas, no ano de 2018 já se
verificou um abrandamento que se acentuará em 2019, devido à realização de obras em alguns edifícios
do Museu e, por consequência, ao encerramento de alguns espaços públicos. Os dois principais espaços
de exposições temporárias serão sujeitos a intervenções de fundo: o Torreão Poente estará encerrado
durante 2019 e parte de 2020, e o Pavilhão Preto deverá encerrar alguns meses, entre o final de 2019 e
a primeira metade de 2020. Não obstante, prevê-se que as exposições e atividades de mediação tenham
suficiente abrangência e atratividade para compensar o impacto negativo do encerramento temporário
daqueles espaços. Destaca-se também a reabertura do piso térreo do Palácio Pimenta no final do
primeiro semestre de 2019, mantendo-se as exposições temporárias no Pavilhão Preto e a continuação
da diversificação da oferta educativa.
Do ponto de vista das políticas de proximidade, será dada continuidade à concretização de projetos de
mediação cultural e de antropologia, através do Serviço Educativo, e de pesquisa etnográfica junto de
algumas comunidades da cidade, como lisboetas de origem goesa e cabo-verdiana, assim como
imigrantes do Bangladesh. Também o Teatro Romano e o Santo António terão continuidade os projetos
de proximidade que têm vindo a ser desenvolvidos nos anos mais recentes – Saudades da Rua da
Saudade e Tronos de Santo António, respetivamente.
Prevê-se a introdução de audioguias nos três principais núcleos do Museu, Teatro Romano, Santo
António e Palácio Pimenta. Parte dos conteúdos previstos e planificados pelo Museu de Lisboa referem-
se a modos de comunicação acessível numa perspetiva inclusiva dos públicos. A concretização da
instalação do módulo web do sistema de inventário existente irá tornar acessível, a muitos dos públicos,
informações sobre parte significativa das coleções do Museu, promovendo assim a sua divulgação e o
mais fácil acesso a dados históricos e patrimoniais relevantes sobre a história da cidade. Do ponto de
vista da sustentabilidade financeira, o Museu de Lisboa irá prosseguir uma política de orientação para
os resultados, promovendo as entradas pagas, o aluguer de espaços e, ainda, a procura pontual de
parcerias e apoios financeiros no âmbito de algumas exposições temporárias e eventos. Os
investimentos que se estão a realizar ao nível da remodelação e modernização dos múltiplos espaços
do Museu, desde os espaços expositivos às reservas, têm também o objetivo de se tornar mais atrativos
e, assim, de poder potenciar aumento na receita.
PROGRAMAÇÃO
Apesar das obras, a investigação interna e as parcerias em desenvolvimento permitem, nos três núcleos
principais do Museu, prosseguir com ações não só expositivas (dentro e fora dos espaços expositivos do
Museu), mas também de mediação cultural, outras ações e eventos com o principal objetivo de valorizar
os patrimónios material e imaterial à guarda do museu, como por exemplo através de publicações,
conferências e conversas, ações especiais como as relacionadas com os Tronos de Santo António, bem
como eventos históricos como a Lupercália no Teatro Romano ou o Baile Barroco de Carnaval no Palácio.
Terão lugar colóquios, seminários e conferências sobre diversos temas de interesse para a cidade e para
o Museu de Lisboa, bem como espetáculos de música e de teatro, mas também a trezena a Santo
António, ou a Hora de Baco e a Festa das Musas.
ML - Palácio Pimenta / Pavilhão Preto – “Vicente. Princípio e fim do mito em Lisboa”, em coprodução
com a Travessa da Ermida; “Convivência. Cidade Plural”, sobre as principais minorias e a presença
relevante de estrangeiros em Lisboa, desde a Idade Média até à República.
ML-Teatro Romano – “Um olhar bordaliano sobre os arqueólogos” - Exposição de desenhos e fotografias
em parceria com o Museu Bordalo Pinheiro; “Exposição das Maquetas do Castelo da Lousa” - O papel
determinante da topografia na instalação deste sítio romano torna pertinente a comparação com Lisboa
e com o caso particular do teatro; “Jogar em Lisboa: uma história lúdica da cidade” - Exposição sobre
tabuleiros de jogo.
O Serviço Educativo do Museu de Lisboa propõe uma programação dividida em diferentes áreas: oferta
educativa para escolas desde o pré-escolar ao universitário; programação no âmbito do Programa de
Aprendizagens Criativas (DESCOLA); e inclui uma programação contínua que pretende estimular os
vários públicos a descobrir a cidade através do Museu de Lisboa e dos seus núcleos.
Museu da Marioneta
Nº Previsional de Público
29.546
30.000 27.181
20.000
10.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
MUSEU DA MARIONETA
ENQUADRAMENTO
Em 2019 continuar-se-á a promover a difusão e valorização da marioneta e do seu universo, e a apostar
no alargamento do público do teatro de marionetas, através de uma programação regular de
espetáculos (nacionais e internacionais), apresentação de exposições temáticas (e do acervo do museu)
e oferta educativa diversificada e de qualidade. A afirmação e salvaguarda do acervo do Museu, assim
como a investigação e divulgação da história do teatro de marionetas, através de edições temáticas, são
ainda objetivos do próximo ano. No domínio da política de desenvolvimento de públicos e de
proximidade destacam-se projetos como o “Museu à medida”, projeto de continuidade para escolas,
para todos os graus de ensino, o reforço das atividades para famílias e a aposta na formação para
adultos. O alargamento do público de teatro de marionetas – uma das mais completas artes de palco,
sempre permeável à introdução de novas técnicas e movimentos artísticos será também prioritário, bem
como o estabelecimento de parcerias com entidades externas nomeadamente Juntas de Freguesia,
coletividade e associações locais, Museus e outras instituições de proximidade e com a comunidade
artística com o Museu diretamente relacionada.
PROGRAMAÇÃO
De forma simplificada, a programação do Museu gira em torno de três grandes áreas: exposições
temporárias, oferta educativa e ciclos de espetáculos. Para 2019 o Museu tem previstas a realização de
duas exposições: uma dedicada ao cinema de animação em parceria com a MONSTRA, e a outra,
Fantasias Mecânicas…, exposição interativa de objetos mecânicos, sobre objetos animados, integrando-
se no ciclo temático definido para 2019. O Museu continuará a apostar na consolidação da programação
educativa, com uma oferta diferenciada e dirigida a todos os graus de ensinos e apostando no
aprofundamento das relações com a comunidade escolar. A relação com públicos não-escolares, para
além das visitas regulares ao museu, centra-se numa consolidada oferta de visitas e atelier com as mais
variadas técnicas e temáticas do universo da marioneta. As ações de serviço educativo pretendem não
só dar a conhecer o universo da marioneta, como ‘devolver’ às marionetas as suas histórias, tentando
dar sentido a um objeto que foi personagem (um ‘ser’ animado) numa história de teatro de marionetas.
No âmbito das iniciativas de proximidade e de inclusão, o projeto “Do Museu ao Bairro”, realizado em
parceria com as entidades locais, terá continuidade, assim como a parceria mantida com a Casa Pia de
Lisboa, que teve resultados muito positivos. O Museu da Marioneta desenvolve uma política de
proximidade física, à escala do bairro, que se traduz na coexistência no mesmo edifício de habitação
social, da Coletividade Esperança Atlético Clube, pela participação ativa na Rede Social da Freguesia,
pelo desenvolvimento de programas específicos sobre o bairro, pelo relacionamento com entidades
vizinhas, o Museu das Comunicações, o MNAA entre outros.
Consolidação de uma oferta educativa que funciona como uma plataforma de interpretação e de diálogo
entre o Museu e os mais diversos públicos, centrada num conjunto diversificado de atividades de
carácter lúdico-pedagógico, que explora – com todos os públicos, de todas as idades – o universo da
marioneta, aliando momentos de descoberta e de experimentação, aprendizagem e diversão. O
trabalho desenvolvido pelos serviços educativos, visando públicos escolares e também públicos não-
escolares, através de visitas orientadas, do desenvolvimento de ateliers e oficinas, terá em conta
também o desenvolvimento de projetos específicos com a Casa Pia de Lisboa, a Escola de Santa Maria,
a Escola António Arroio, a Oficina da Imagem, entre outras entidades parceiras.
179.190
180.000 167.390
150.000
120.000
90.000
60.000
30.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
CINEMA SÃO JORGE
ENQUADRAMENTO
O Cinema São Jorge é a casa dos festivais de cinema e a sala nobre da capital, preservando a memória
do espaço, acresce a responsabilidade de honrar a sua história e importância cultural. A missão deste
cinema é de serviço público e para a sua concretização o Cinema São Jorge irá continuar a aprofundar
as parcerias com quase duas dezenas de festivais/mostras de cinema, nacional, internacional e de vários
géneros e ângulos. Em 2019, pelos ecrãs do Cinema São Jorge, será apresentado tudo o que é relevante
na área do cinema de autor, dirigido a vários segmentos e arriscando formas de expressão que só aqui
têm lugar. No Cinema São Jorge o desenvolvimento de públicos faz-se de forma continuada, de braço
dado com parceiros consolidados, mas também com novas estruturas. Sendo uma casa muito
vocacionada para o acolhimento, o público-alvo é definido pelos principais festivais – e as suas iniciativas
de criação de novos públicos, nomeadamente com o trabalho junto de escolas e jardins de infância – e
trabalha-se para uma agenda flexível e disponível, que permite ir testando novos eventos em menor
escala, que acabam por trazer outros segmentos do público cinéfilo e não só. À semelhança do sucedido
durante este ano de 2018, serão acolhidas novas propostas, tentando fazê-las chegar ao grande público
com a ajuda dos meios de comunicação que, entretanto, se tem vindo a potenciar, nomeadamente
através das plataformas digitais.
Em 2018 requalificaram-se os acessos para pessoas com mobilidade reduzida através de um apoio do
Turismo de Portugal, instalando novas plataformas elevatórias. Em 2019 será colocado um Anel
Magnético para pessoas com défice auditivo, de forma a que possam ouvir de forma clara qualquer tipo
de som, sem interferências ou ruídos inconvenientes disponíveis, nas salas Manoel de Oliveira, 3 e
bilheteira do Cinema São Jorge. Em termos de valorização do património, serão levadas a cabo algumas
reparações e obras de restauro, que permitem manter e reavivar um edifício icónico e emblemático da
cidade de Lisboa, que se tem adaptado às novas exigências, sem perder a sua identidade arquitetónica
e memorialística. No mesmo sentido, terão continuidade as visitas guiadas ao Cinema São Jorge, que
permitem dar a conhecer a história e as memórias do lugar, numa lógica de proximidade com os
habitantes e visitantes da cidade. Serão realizados investimentos essenciais ao melhor funcionamento
do Cinema São Jorge, nomeadamente a nível técnico e de equipamento, procurando oferecer a melhor
qualidade a promotores da sétima arte e público em busca de um olhar cinematográfico de excelência.
Dar-se-á continuidade às “sessões descontraídas” aumentando o potencial de inclusão social em sessões
PROGRAMAÇÃO
O cinema é naturalmente o eixo central da programação deste equipamento, razão pela qual o Cinema
São Jorge mantém a forte relação que tem com os festivais de cinema mais emblemáticos e consolidados
da cidade, no entanto não deixa de abrir as portas a novos projetos e novos segmentos de público, como
por exemplo através da iniciativa Videojogos ou da Mostra de Cinema Brasileiro em Lisboa, cujos
primeiros resultados são francamente encorajadores.
20.000
14.920
10.000
2018 2019
*Nota: novo teatro sem referencial do ano anterior.
PROGRAMA DE ATIVIDADES
LU.CA TEATRO LUÍS DE CAMÕES
ENQUADRAMENTO
O LU.CA Teatro Luís de Camões, tem como principais objetivos assegurar a prestação de um serviço
público no domínio das atividades artísticas dirigidas aos mais novos, crianças e jovens, produzindo e
apresentando obras, segundo padrões de excelência artística e técnica, assim como contribuir para o
aperfeiçoamento do sistema de educação artística, acolhendo espetáculos nacionais e estrangeiros que
permitam o desenvolvimento de novas estéticas teatrais. Este novo espaço da cidade de Lisboa pretende
crescer como um lugar onde artistas e públicos, famílias, escolas e comunidades, se encontram para
refletir sobre a arte e os seus formatos de apresentação no contexto da criação e produção artística
contemporânea.
Em 2019 o LU.CA vai consolidar o trabalho de proximidade com as escolas das freguesias de Belém e
Ajuda (desde a primeira infância até ao 3º ciclo) e posteriormente alargando o seu âmbito territorial a
mais freguesias da cidade. Será desenvolvido um programa educativo que se propõe trabalhar algumas
metodologias como a inclusão dos próprios parceiros na seleção, desenvolvimento e execução das
atividades ou a divulgação de um concurso dedicado a levar às escolas a formação o método de criação
artística. Prevê-se também o aproveitamento e mobilização de dinâmicas culturais de proximidade,
nomeadamente com o estabelecimento de parcerias alargadas de programação e comunicação com
parceiros institucionais que trabalham nas imediações do LU.CA, como a Biblioteca de Belém, a Junta
de Freguesia da Ajuda e Belém ou o CCB, assim como os equipamentos da EGEAC envolventes, Padrão
dos Descobrimentos, Galerias Municipais da Avenida da Índia e Cordoaria.
Do trabalho iniciado no Teatro Maria Matos com o público jovem, irá dar continuidade a uma linguagem
acessível na comunicação, organizar sessões inclusivas de pessoas com necessidades específicas (LGP,
audiodescrição, sessões descontraídas). Intervir no edificado para eliminar algumas barreiras nas zonas
públicas e bastidores, tornando o espaço mais acessível a todo o público e artistas. Será incentivada a
participação das Escolas inseridas no Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, com
um preço do bilhete das sessões escolares para €1. Paralelamente à sua atividade o LU.CA visa
implementar uma política “verde” baseada na redução de resíduos, reciclagem, eficiência energética e
sensibilização da equipa, artistas e públicos e aderir sempre que possível a materiais digitais para
divulgação da atividade.
PROGRAMAÇÃO
A programação do LU.CA visa o acolhimento de artistas e companhias nacionais, espetáculos em regime
de coprodução, encomendas, reposições e acolhimentos. Está pensado um programa de visitas ao
teatro e também acontecimentos que implicam a ativação das diferentes zonas públicas do edifício.
Estão previstas parcerias com alguns festivais internacionais (como o FIMFA, Festival Play, ou Temps
d’image) para diferentes faixas etárias, assim como está também prevista a realização de uma
conferência internacional sobre “O lugar das crianças nas opções culturais da cidade” que, em relação
com o acolhimento da conferência sobre mediação cultural já em outubro de 2018, serão os dois
momentos iniciais de trabalho com os públicos intermédios e o início da afirmação do LU.CA como lugar
de promoção de pensamento e debate de questões relacionadas com a mediação cultural, os modos de
receção e o conceito de serviço(s) educativo(s).
Com o objetivo de criar novas pontes, será promovido um concurso dirigido às escolas públicas de
Lisboa, outro concurso dirigido a artistas formadores residentes na cidade de Lisboa, um projeto de
curadoria de literatura que se estende por toda a temporada - Biblioteca do público com livros
espetaculares. No sentido de iniciar uma relação estreita com públicos intermédios, mediadores e
comunidades educativas estão previstas algumas medidas paralelas à programação geral do Teatro,
nomeadamente: a criação de uma bolsa de oficinas que se deslocam às escolas para trabalho prévio aos
espetáculos; elaboração de dossiers pedagógicos; celebração de parcerias com escolas de Ensino
Superior (Escola Superior de Educação de Lisboa e Escola Superior de Educação Maria Ulrich); e ações
específicas de abertura da programação do Teatro a outros artistas/ curadores/ programadores/ alunos
de mestrado de curadoria ou programação com o intuito de, uma vez por ano, dar carta branca à
sociedade civil para pensar num programa de 4 dias que será apresentado no LU.CA.
A Programação para Crianças e Jovens pretende consolidar, quer os públicos das escolas, quer os
públicos familiares. Será oferecido um programa para o ano escolar aos diferentes níveis de ensino – do
pré-escolar ao terceiro ciclo, com várias sessões para permitir o acolhimento a todas as escolas que
procurem este teatro. Existe ainda a possibilidade de algumas propostas serem apresentadas nas
escolas, consolidando uma relação bilateral Teatro-Escola, promovendo um trabalho continuado e a
prossecução de objetivos de médio prazo. A programação para famílias incluirá todas as propostas para
escolas, como também algumas de maior escala, como um baile de carnaval, festa de aniversário ou o
concerto de abertura de temporada.
10.000
6.709
2018 2019
*Nota: novo teatro sem referencial do ano anterior, e com período de obras de reabilitação no decorrer do primeiro
semestre.
PROGRAMA DE ATIVIDADES
TEATRO DO BAIRRO ALTO
ENQUADRAMENTO
A partir de 2019, o Teatro do Bairro Alto (TBA) será um espaço dedicado à criação e apresentação de
projetos artísticos experimentais, bem como à reflexão sobre os seus modos, tempos e espaços. No TBA
cruzam-se artistas novos e estabelecidos, portugueses e estrangeiros, das várias disciplinas das artes
performativas (teatro, dança, música e artes sonoras, performance), com um público a quem serão
propostas ferramentas para ser aventuroso e querer voltar. O TBA vai abrir e abrir-se à cidade, tendo de
constituir rapidamente o seu próprio público – a partir de uma porção dos frequentadores de outras
instituições e espaços independentes de Lisboa, com destaque para os profissionais do espectáculos,
mas atraindo também um público jovem (estudantes, provenientes por exemplo de escolas de artes e
programas de formação artística). A vizinhança, numa zona em alteração profunda que inclui tanto
habitantes de décadas como moradores estrangeiros de curta ou longa duração, será outro alvo da
comunicação do TBA. Haverá ainda oportunidades para surpreender a população fora do teatro, através
de uma programação no espaço público. Depois de um esforço inicial para consolidar um público para
o TBA, os esforços para o alargar não serão mais importantes do que as ferramentas para aprofundar a
relação com ele.
Serão ainda continuados os esforços do Teatro Maria Matos e de outros equipamentos da empresa, na
redução de resíduos, reciclagem, eficiência energética e sensibilização da equipa, artistas e públicos para
adoção de comportamentos ecologicamente responsáveis. A aquisição de material de iluminação
deverá ter em conta a transição gradual para a iluminação LED, tanto nas áreas públicas como na
iluminação cénica.
PROGRAMAÇÃO
A programação do TBA vai organizar-se em torno de quatro linhas orientadoras:
O TBA terá um fio condutor que leva à letra o facto de se tratar de um espaço municipal, pensando e
explorando a cidade de uma perspetiva experimental. Aqui inserirem-se: projetos da coreógrafa Sílvia
Tengner (Escola da Procrastinação, com uma conferência e uma maratona de improvisação) e do Atelier
Artéria (O Devir de Lisboa, com um debate e dois passeios performativos); programação internacional
em espaço público; uma colaboração com o Quiosque do Piorio do Porto. Como forma de celebrar a
criação emergente e contornar o gatekeeping a que qualquer teatro está obrigado (dizendo mais vezes
não do que sim), o TBA organizará no final de 2019 um minifestival cujos espectáculos serão escolhidos
por sorteio, sem quaisquer júris ou outras instâncias de programação; na mesma noite, o público poderá
ver mais do que uma peça, devendo o TBA estabelecer parcerias com espaços da zona de modo a
permitir essa acumulação de experiências.
No campo da dança, está prevista a co-produção de espectáculos que testam os limites da forma,
partindo de ideias como a dissociação de visão e audição, a produção da imagem fotográfica, a criação
de um jogo de cartas ou o uso da robótica em cena, com peças de David Marques (Mistério da Cultura),
João Fiadeiro e Carolina Campos (Ma vie va changer), Sara Anjo e Teresa Silva (Embodied Oracle) e Jonas
& Lander (Lento e Largo). O teatro será marcado pelo regresso a Lisboa de dois nomes fundamentais da
criação contemporânea: o britânico Tim Crouch, com um projeto que leva os espectadores numa viagem
através da leitura e em direção ao apocalipse (total immediate collective imminent terrestrial salvation);
o argentino Federico León, com uma peça para o espaço aberto da sala principal do TBA, onde pouco a
pouco se vai revelando a ligação entre múltiplas ações aparentemente desconexas (Yo escribo. Vos
dibujás). Na música, prevêem-se concertos dos portugueses Tropa Macaca, von Calhau!, Filipe Felizardo
e Adriana Sá; e a vinda de Svarte Greiner, Andrea Neumann, Alfredo Costa Monteiro e Kaffe Matthews.
80.000
67.354 70.171
60.000
40.000
20.000
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL
ENQUADRAMENTO
Em 2019, ano em que comemora 125 anos de existência, o Teatro São Luiz sedimenta o seu papel de
núcleo dinamizador e impulsionador da criação artística, nacional e internacional, promovendo aos
públicos do Teatro um acesso diversificado, eclético e de qualidade às artes performativas. Neste ano
pretende-se ainda acentuar a aposta numa politica de acessibilidade consistente, numa estratégia de
formação e relações com os públicos (locais e flutuantes) qualificada, potenciando a relação entre o
Teatro São Luiz, a cidade e os seus públicos. O próximo ano será marcado pela concretização de uma
estratégia de desenvolvimento de públicos e proximidade eficiente, através da afetação de recursos
humanos qualificados para a prossecução desta política. Será iniciado um mapeamento demográfico da
área envolvente do Teatro, para identificar a “vizinhança” – moradores e trabalhadores no que toca a
género, idade e hábitos culturais – de forma a desenvolver em seguida uma estratégia de aproximação
a estes públicos. Será também atualizado o registo das associações que trabalham nesta zona. Daremos
ainda continuidade ao programa de públicos, desenvolvido entre 2016 e 2018 – O Público vai ao Teatro,
agora diretamente com os participantes deste projeto e que irão assumir o papel de “embaixadores” do
São Luiz.
A acessibilidade continua a ser uma linha de ação determinante na missão do Teatro São Luiz. O grande
investimento em 2019 será a disponibilização de sessões com interpretação em Língua Gestual
Portuguesa em todos os espetáculos, para as sessões escolares. Serão apresentadas sessões com Língua
Gestual Portuguesa na maioria dos espetáculos, com particular acréscimo nas sessões de programação
MAIS NOVOS. Existirá um aumentando do número de sessões com audiodescrição, reforçando esta
oferta qualitativamente. As sessões descontraídas vão ser continuadas na programação MAIS NOVOS,
procurando maior recetividade junto do público e artistas. São ainda metas para 2019, desenvolver o
programa Vamos?, projeto de combate ao isolamento social junto de mais associações da freguesia de
Santa Maria Maior, e reforçar a promoção do projeto Bilhete Suspenso, com o qual atribuímos aos
nossos espectadores a possibilidade e responsabilidade de adquirirem um bilhete que reverterá para
outro espectador que não possa pagar o seu bilhete. Será continuado o incentivo à participação das
Escolas inseridas no Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, com uma redução do
preço do bilhete das sessões escolares para €1, assim como a desenvolver um trabalho de promoção de
espetáculos acessíveis a turistas, na área da dança e da música.
Pretende-se que em 2019, sejam eliminadas as duas últimas barreiras físicas no teatro, com o
rebaixamento do balcão da bilheteira e a criação de uma pequena rampa no passeio para acesso à porta
de artistas de forma a tornar o teatro totalmente acessível; assim como finalizar a substituição, em todo
o edifício, da iluminação de trabalho e de circulação para uma iluminação led e adquirir iluminação led
para cena, de forma a reforçar esta política de sustentabilidade energética. Implementar junto da equipa
do Teatro e dos artistas que recebemos uma consciência “verde”, com a criação e distribuição de um
manual de boas práticas.
Por ocasião dos 125 anos do Teatro, será editado um livro que fixa a memória do teatro, assim como
colocaremos online o acervo reunido para a edição do livro. A programação é por isso também um
reflexo do compromisso que assumimos em promover e estimular a criação nacional e internacional,
acompanhando e aprofundando relações com artistas que por aqui passaram, mas também com outros
que aqui se apresentam pela primeira vez. Coproduzimos a maioria dos espetáculos aqui apresentados
justificando-se assim o papel âncora que o Teatro São Luiz tem desempenhado na criação artística
nacional (e pouco a pouco na criação artística internacional).
Continuaremos a trabalhar a linha de programação para público jovem que tem sido desenvolvida ao
longo dos últimos 4 anos, procurando apresentar criações contemporâneas que provoquem a reflexão
e o pensamento, passando por temas da atualidade, mas também universais.
PROGRAMAÇÃO
Neste ano de aniversário o teatro apresentará uma programação retrospetiva e serão coproduzimos
espetáculos de criadores de nome incontestável no panorama artístico nacional, como por exemplo
Jorge Silva Melo / Artistas Unidos – “Do Alto da Ponte”, Natália Luiz / Teatro Meridional – “Histórias de
Lisboa”, Fernanda Lapa / Escola de Mulheres – “Gertrude Stein and a Companion”, Cristina Carvalhal /
Causas Comuns – “O Dia do Juízo”, mas também de artistas mais novos, de qualidade igualmente
incontestável, como Sara Carinhas – “Limbo”, Nuno Nunes – “O Arranca Corações”, Cão Solteiro & Vasco
Araújo – “Mise en Abyme” e Miguel Bonneville – “A Importância de Ser Georges Bataille”.
No âmbito das comemorações dos 125 anos, convidámos alguns artistas a desenvolverem projetos
muito específicos, como são os casos de Joana Craveiro / Teatro do Vestido – “Ocupação”, Teatro Praga
– “São Luiz” e Miguel Loureiro – “Dama das Camélias”, bem como a reposição de “Paris-Sarah-Lisboa”
(Miguel Loureiro) e “Espetáculo Guiado” (André Murraças). Ainda no campo das reposições, regressam
ao São Luiz espetáculos de grande sucesso nas temporadas anteriores – “Pedro e o Capitão” (Romeu
Costa e Marta Carreiras), “The Swimming Pool Party” (Mónica Garnel) e “Banda Sonora” (Ricardo Neves-
Neves e Filipe Raposo). No campo da dança coproduzimos as novas criações de Victor Hugo Pontes –
“Drama”, Marco da Silva Ferreira – “Bisonte”, Olga Roriz e Companhia Paulo Ribeiro – “Last”. Na música,
o jazz regressa ao São Luiz com o Festival de Jazz de Lisboa em parceria com o Hot Clube de Portugal e
o fado marca presença com Filipa Cardoso, Pedro Moutinho e Mísia (estes dois últimos em parceria com
o Museu do Fado). Regressam ao teatro os artistas Marta Cuscunà – “Il Canto della Caduta” (primeira
coprodução com o SLTM) e Kalle Nio – “The Green” (segunda coprodução com o SLTM). Continuaremos
a desenvolver um trabalho de internacionalização dos artistas nacionais através do programa Chantiers
d’Europe / Théâtre de la Ville bem como através do projeto Prospero, com teatros como Odéon –
Théâtre de L’Europe, Théâtre National de Bretagne, Théatre de Liège, Schaubühne, entre outros.
Continuaremos a desenvolver um trabalho de estreita parceria com festivais da cidade, nomeadamente
com o FIMFA – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas.
No âmbito das comemorações dos 125 anos do São Luiz iremos apresentar uma encenação da opereta
que estreou o Teatro em 1894, “A Filha do Tambor-Mor”, de Jacques Offenbach, interpretada por alunos
de escolas de teatro, música e dança. Uma forma de celebrar o passado com os artistas de amanhã. A
programação Mais Novos irá desenvolver este ano um conjunto de ações de formação junto dos
educadores, para lhes proporcionar o acesso a um conjunto de códigos e materiais, para que possam
junto dos alunos desenvolver uma análise crítica dos espetáculos apresentados, como é o caso da peça
“É pró Menino e prá Menina”, de Catarina Requeijo (coprodução São Luiz) sobre identidade de género.
Continuamos a coproduzir e apresentar espetáculos para os Mais Novos, consolidando este espaço
como núcleo da criação artística para as crianças. São disso exemplo “A Menina do Mar”, de Carla Galvão
e Filipe Raposo, “O Jazz Também é Para Ti” com a Big Band Júnior, “Marinho”, de Margarida Mestre,
“Nocturno”, de Joana Gama e Victor Hugo Pontes (reposição), “Era Uma Vez Um País Assim: Contar Bem
Contadas a Ditadura e a Revolução”, de Joana Craveiro, “O Convidador de Pirilampos”, de António Jorge
Gonçalves, entre outros.
Em 2019 daremos continuidade à apresentação do podcast ao vivo “Perguntar não ofende”, de Daniel
Oliveira, e aos workshops da Tarumba no âmbito do projeto Funicular.
Programação em
Espaço Público
Nº Previsional de Público
1.300.000 1.289.800
1.177.300
1.200.000
1.100.000
1.000.000
900.000
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
2018 2019
PROGRAMA DE ATIVIDADES
PROGRAMAÇÃO EM ESPAÇO PÚBLICO
ENQUADRAMENTO
Enquanto instrumento fundamental na criação de propostas culturais acessíveis e diferenciadoras para
a cidade, o Gabinete de Programação em Espaço Público (GPEP) prossegue o objetivo de apresentar
uma programação plural e de qualidade, estimulando a criação artística e promovendo novas
centralidades ao serviço de todos os públicos, reforçando o seu espírito aberto e agregador.
Em 2019 pretende-se aperfeiçoar a relação com o território e aprofundar o diálogo com programadores
e artistas para que a descentralização seja mais efetiva, dando a conhecer novos espaços na cidade e
diversificando e adaptando os conteúdos programáticos a propor, como se tem vindo a fazer no Vale do
Silêncio, nos Olivais, a titulo de exemplo. No que respeita as Festas de Lisboa, o GPEP continuará a
articular com as Juntas de Freguesia de forma a garantir que as propostas culturais cheguem a todos os
munícipes, prevenindo a duplicação de atividades e introduzindo um reforço de medidas ambientais
com vista à concretização dos objectivos de Lisboa Capital Verde 2020. Nesse sentido, serão dinamizadas
iniciativas e campanhas de educação e sensibilização ambiental, em parceria com patrocinadores,
através de campanhas/spots no site e nos écrans dos grandes espetáculos, da utilização de materiais
reutilizáveis e da reciclagem de materiais publicitários. Iremos ainda incentivar a adoção de critérios
ambientais para reduzir, de modo efetivo, os resíduos sólidos através das ações de formação contínuas
com as entidades organizadoras dos arraiais e da parceria com a Valorsul na recolha e transformação
desses resíduos.
A acessibilidade continua a ser uma aposta no âmbito da qual se ira aperfeiçoar a informação disponível
sobre as acessibilidades físicas aos diferentes locais, dar continuidade à transmissão em Linguagem
Gestual Portuguesa da emissão em direto das Marchas Populares de Lisboa, e alargar o investimento
feito em 2018 no site “culturanarua.pt” que permite o acesso à informação para cegos e amblíopes e
que, em 2019, se pretende estender à plataforma do concurso das Sardinhas.
O GPEP continuará também a apostar nas iniciativas que valorizam o património imaterial da cidade,
concretamente as relacionadas às Marchas Populares, dando continuidade ao processo de digitalização
do acervo das Marchas Populares para a criação de arquivo digital e futura base de dados em linha de
acesso público. Enquadramos ainda neste ponto, a preocupação com a requalificação dos Arraiais
Populares subsidiados pela Câmara Municipal de Lisboa e divulgados no programa das Festas de Lisboa,
também eles símbolo do património imaterial da cidade.
PROGRAMAÇÃO
O GPEP apresentará uma programação multidisciplinar que potencia novas centralidades na cidade e
visa interpelar os cidadãos. Propomos evidenciar cruzamentos e descobertas mútuas, numa viagem que
tem como ponto de partida uma das maiores aventuras do século XVI. Depois de uma programação que
em 2017 focou artistas pessoas como Violeta Parra e em 2018 várias criadoras portuguesas, em 2019
teremos em destaque homens cujo pensamento não se restringe aos eventos do seu tempo, mas se
projeta para o futuro:
Conhecido como Magellan, Fernão de Magalhães lançou aquela que foi a primeira viagem
marítima à volta do mundo;
António Variações, o homem local com contexto global (“entre Braga e Nova Iorque”),
considerado a primeira estrela pop portuguesa e um dos mais importantes ícones da comunidade
LGBT+ do país.
A programação será, como nos anos anteriores, desenvolvida em torno dos seguintes quatro eixos:
ABRIL EM LISBOA
Inspirado no “dia inicial inteiro e limpo” de Sophia de Mello Breyner, que em 2019 fará 45 anos, este
ciclo de programação visa promover espaços de reflexão e debate sobre os direitos humanos e cidadania
a partir de propostas culturais, sem se circunscrever apenas à evocação da luta pela liberdade e à
preservação da memória e procurando o envolvimento do público enquanto participante e não apenas
espectador. Assim, vamos retomar, inovando projetos como “Liberdade para Tocar”, que levou diversos
pianos para a rua, o Festival Política e as atividades no incontornável Museu do Aljube.
FESTAS DE LISBOA
Promovemos a tradição popular de Lisboa, com relevo para as Marchas de Lisboa, os Casamentos de
Santo António (que em 2019 serão pela primeira vez organizados directamente pela EGEAC) e os
Arraiais. Neste âmbito, daremos continuidade a parcerias com diversas entidades da cidade, repetindo
iniciativas de grande popularidade como a recriação dos Tronos de Santo António, cujo registo
fotográfico levará a mais uma edição em livro, e o concurso de sardinhas com a respetiva exposição.
As Festas de Lisboa são também um espaço de inovação e renovação da cidade, com interação entre
diferentes géneros artísticos e os seus públicos. De acordo com os temas já referidos, as Festas serão
abertas com a evocação à viagem de Fernão de Magalhães e serão encerradas com um concerto criado
de raiz para as Festas, com diversos artistas, que assinala os 75 anos do nascimento de António
Variações. O programa contempla ainda o Festival de Bandas Filarmónicas com a participação de mais
de 400 jovens músicos, cinema ao ar livre e atividades para o público infanto-juvenil em parceria com o
Serviço Educativo.
LISBOA NA RUA
Durante um mês, o Lisboa na Rua oferece um programa variado e eclético que encoraja a descoberta da
cidade através da fruição de propostas culturais durante os longos dias de verão nas praças e jardins de
Lisboa. Em 2019 iremos reforçar as preocupações ambientais da programação, com a introdução de
novos projetos que visam promover uma relação mais próxima entre o público e os locais, bem como o
trabalho de recuperação da memória de bairros, realizado em torno dos cafés de Alvalade em 2018, por
exemplo, e ainda o festival de arte sonora Lisboa Soa, a Arte da Big Band, etc.
NATAL EM LISBOA
Esta programação visa proporcionar momentos de simbiose entre a música e o património cultural da
cidade através das suas diversas igrejas e, desde 2018, dando também a conhecer espaços de outras
religiões como o Templo Hindu de Lisboa ou Centro Cultural Aga Khan.
Festival Internacional da Máscara Ibérica, a decorrer no mês de maio na zona de Belém com o
tradicional desfile com mais de 500 participantes de vários locais de Portugal e da Europa;
Bairro Intendente em Festa, evidenciando o trabalho realizado ao longo do ano com as
populações locais;
Desfile do 1º de dezembro, assinalando o Dia da Independência de Portugal, com um desfile de
Bandas Filarmónicas oriundas de vários pontos do país.
Passagem de Ano, programação musical distinta com fogo de artificio para assinalar a passagem
de ano.
Áreas de Suporte
Unidade de Gestão de
Projetos
ÁREAS DE SUPORTE
UNIDADE DE GESTAO DE PROJETOS
A Unidade de Gestão de Projetos, ativada em 2018, tem por missão contribuir para o desenvolvimento
de projetos estratégicos transversais à toda a empresa.
Deste modo, a Unidade de Gestão de Projetos irá dar particular atenção à captação de patrocínios para
equipamentos específicos e/ou para atividades em concreto, e implementará uma nova estratégia
Para 2019, em termos ambientais, pretende-se apostar em parcerias com entidades, que permitem
desenvolver projetos estruturantes que reduzem, entre outros, os efeitos negativos dos grandes
eventos de rua, através de projetos como a plantação de árvores equivalentes ao resíduo produzido
pelas Festas de Lisboa na cidade, redução/anulação de utilização de copos de plástico em grandes
eventos de rua e outros que permitam uma redução imediata de resíduos, reciclagem ou poupança
energética.
Por último, e face ao crescimento da oferta cultural proporcionado pela empresa, há a referir as
preocupações de ordem patrimonial. Com efeito, a utilização dos recursos existentes deve obedecer a
um conjunto de regras que garanta a preservação do património sob sua gestão, não sacrificando os
valores materiais e imateriais que o constituem, e a qualidade da sua fruição. Nesse sentido, a Unidade
focar-se-á também na celebração de protocolos com empresas ou organizações, que possam apoiar,
sem custos, a recuperação e restauro de algum do património gerido pela Empresa.
Marketing e Imagem
ÁREAS DE SUPORTE
MARKETING E IMAGEM
O Gabinete de Marketing é a unidade de suporte da estrutura central da EGEAC que tem como principais
objetivos:
Na lógica da valorização do património imaterial, é também nosso objetivo desenvolver com a Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa o projeto que visa criar uma plataforma digital que agregue os
arquivos e os diferentes materiais relativos às Festas de Lisboa e Marchas Populares – arquivo digital.
Intranet bem como identificar e simplificar acessos, suportes, valências e conteúdos das redes sociais
do universo EGEAC.
Pretende-se ainda, em articulação com os Sistemas de Informação, com os Equipamentos com loja e
com a Direção Financeira, desenvolver ações com o objetivo de criar uma loja on-line, potenciando o
cross selling, a partir dos conteúdos culturais produzidos pelos diversos equipamentos.
Sistemas de
Informação
ÁREA DE SUPORTE
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
No decurso do ano de 2018 e dando seguimento ao plano de atividades definido, o Gabinete de Sistemas
de Informação realizou um conjunto alargado de projetos que têm resultado em intensa atividade e
colaboração de todas as Unidades Orgânicas da EGEAC. Dos projetos desenvolvidos, pelo seu caráter
relevante e impacto operacional, destacam-se os seguintes:
Estes projetos foram e estão a ser desenvolvidos em conjugação com a atividade corrente de suporte
aos sistemas e utilizadores, para além do apoio técnico na materialização de projetos sob gestão dos
equipamentos da EGEAC, nomeadamente os websites, soluções de redes wifi e outros.
Para o ano de 2019, prevê-se a conclusão de alguns dos projetos enumerados anteriormente,
destacando-se a implementação dos seguintes novos projetos:
Gabinete de Obras
ÁREAS DE SUPORTE
GABINETE DE OBRAS
O Gabinete de Obras cumprirá ao longo de 2019 a sua missão de apoio técnico, acompanhamento e
fiscalização de projetos e obras em todos os seus equipamentos e também nos espaços concessionados,
tendo por base as orientações emanadas pelo Conselho de Administração da EGEAC. Atentos ao
crescimento das responsabilidades da empresa, da importância do seu trabalho no contexto cultural da
cidade e ao aumento das exigências funcionais, de conforto e segurança, o Gabinete de Obras (GO)
assumirá um papel ativo na identificação precoce dos potenciais problemas técnicos relacionados com
o funcionamento dos imóveis e respetivas infraestruturas.
O GO contribuirá ainda para a construção de estratégias globais para a empresa, nomeadamente nas
áreas da:
manutenção preventiva dos imóveis e respetivas infraestruturas
incremento do desempenho técnico dos equipamentos (melhor gestão dos recursos
energéticos e da água)
aumento da segurança (vertentes security e safety)
aposta na melhoria da acessibilidade numa perspetiva global inclusiva.
Assim, seguindo já o caminho delineado pela empresa nos anos mais recentes e assente nas linhas
estratégicas entretanto definidas, para além de intervenções de beneficiação e valorização a
implementar nos equipamentos geridos pela EGEAC, será dado pelo GO particular enfoque ao
desenvolvimento e concretização de ações relacionadas com a melhoria das condições de conforto
(instalação/melhoria das instalações de AVAC), a acessibilidade/mobilidade e a segurança (safety e
security) dos utilizadores.
Sendo fastidiosa a indicação exaustiva das intervenções a realizar em 2019, referem-se algumas das mais
expressivas, tendo por referência a missão da EGEAC e paralelamente o impacto expectável junto dos
públicos.
A abertura ao público do Teatro do Bairro Alto, onde esteve instalado o Teatro da Cornucópia, na
sequência da execução de trabalhos de adaptação dos espaços, será uma das principais atividades
coordenadas pelo Gabinete de Obras. A dinâmica cultural da cidade será claramente enriquecida com a
abertura deste equipamento.
A reabilitação e adaptação da Casa Fernando Pessoa, processo iniciado em 2018, financiado pela EGEAC
e pela Linha de Apoio ao Turismo Acessível do Turismo de Portugal, será concluída em meados do ano.
A CFP será dotada de um projeto museográfico inovador viabilizando a plena acessibilidade aos
conteúdos apresentados e assegurando condições de maior acessibilidade física aos diversos níveis do
imóvel.
No Castelo de S. Jorge será dada prioridade à melhoria dos circuitos de circulação pública, tendo em
atenção a melhorias das condições de visita para as pessoas com necessidades especiais e os novos
percursos de ligação entre as zonas baixas da cidade e a colina do Castelo.
Dando sequência a processos preparados em 2018, será reabilitada a fachada principal do Cinema São
Jorge e promovida a melhoria das condições de acolhimento no Teatro São Luiz.
Nos espaços expositivos das Galerias Municipais, será dada sequência ao processo de melhoramento
das condições de fruição por parte dos visitantes. Tendo por base estudos desenvolvidos pelo GO em
2018, proceder-se-á à remodelação geral na Galeria Quadrum, devolvendo-lhe a sua arquitetura própria
que potenciará a relação com o bairro e possibilitando melhorar as condições de trabalho para a equipa
que trabalha nos escritórios dos Coruchéus. No Torreão Nascente da Cordoaria apostar-se-á na criação
de condições adequadas de acesso e fruição universal dos dois níveis expositivos existentes e na Galeria
Av. da Índia será remodelada a instalação elétrica.
concluídas em 2020: Reabilitação do piso 1 do Palácio Pimenta, da Casa do Guarda, Oficinas e Pavilhão
Preto e antiga estufa; Reabilitação e adaptação a espaço museológico do Torreão Poente do Terreiro do
Paço; Implementação do projeto desenvolvido pelo Arq. Ricardo Bak Gordon para a cobertura do Teatro
Romano e tratamento da respetiva envolvente; Projeto de intervenção no Núcleo Museológico do Hub
Criativo do Beato.
Para o Museu do Fado está prevista a reabilitação do passadiço da cisterna, para o Museu da Marioneta
a substituição do sistema de ar condicionado e para o Museu Bordalo Pinheiro a introdução de sistemas
de tratamento do ar ao nível das áreas afetas aos serviços.
Os teatros sob gestão indireta da EGEAC, serão alvos de uma nova abordagem, que centrará, através do
GO e no âmbito dos contratos celebrados, a sua atuação da melhoria das condições de segurança e de
acessibilidade.
Recursos Humanos e
Desenvolvimento
Organizacional
ÁREAS DE SUPORTE
Direção de Gestão de Recursos Humanos e Administrativos
Direção de Desenvolvimento Organizacional
Num momento em que a EGEAC ganhou uma dimensão e complexidade significativas, devido a fatores
como:
surge como prioridade uma alteração dos processos e procedimentos internos de gestão de pessoas no
sentido da transversalidade e da obtenção de ganhos de eficácia e melhorias da eficiência no tratamento
desses processos.
Será concluída em 2019 a implementação de novos sistemas informáticos que funcionarão de modo
integrado, articulando entre si o novo Portal Recursos Humanos, a gestão da assiduidade e dos tempos
de trabalho e o processamento de salários. Para além de se esperar obter um ganho de tempo e de
eficácia nos processos e procedimentos relacionados com a gestão de recursos humanos (tempos de
trabalho, processamento salarial e ligação do trabalhador com a empresa), visa-se uma melhoria
significativa ao nível da desmaterialização e minimização do consumo de recursos pois as informações
que agora circulam entre equipamentos e sede através de impressos, passarão a ser carregadas e
atualizadas no sistema informático a implementar, com um ganho significativo no acesso à informação
quer por parte das chefias (relativamente à sua equipa) quer por parte dos trabalhadores (no acesso
através do portal aos seus dados individuais).
Durante o próximo ano será concluído e implementado um modelo de Avaliação de Desempenho com
um mecanismo simples, dentro de um espírito construtivo, criando a possibilidade de progressão na
carreira conforme estabelecido no Acordo de Empresa.
Em termos uma política de contratação, a EGEAC leva a cabo processos de recrutamento interno e/ou
externo, assegurando um processo transparente de seleção. A EGEAC tem prosseguido sempre uma
política que permita a otimização dos recursos humanos internos permitindo assim aos seus
trabalhadores abraçar novos desafios, novas oportunidades, dentro da própria empresa.
As ações de formação interna, constantes de um plano anual construído com base nas necessidades
efetivas indicadas pelos dirigentes da empresa, continuarão a ser desenvolvidas, tendo em vista a
valorização e qualificação dos trabalhadores, bem como a melhoria das competências da empresa.
Um outro objetivo a alcançar em 2019 passa ainda pela implementação de medidas adicionais no âmbito
da política de privacidade da EGEAC que permitam o reforço das garantias de proteção e segurança no
tratamento de dados pessoais, dando cumprimento ao estipulado pelo novo regulamento de proteção
de dados pessoais (RGPD).
Esses são os objetivos que se pretendem atingir ao dar continuidade e finalizar em 2019 alguns dos
processos já postos em marcha em 2018, relacionados com a Gestão de Recursos Humanos e
Desenvolvimento Organizacional.
Demonstrações
Financeiras
As demonstrações financeiras para 2019 comportam uma efetiva consolidação da grande maioria das
unidades orgânicas. De acordo com os indicadores de conjuntura relativos sobretudo ao turismo, prevê-
se um acréscimo de visitantes/espetadores nos nossos equipamentos, embora, prudentemente, a sua
taxa de crescimento seja inferior à de anos transatos. A subida do valor do ingresso no Castelo de São
Jorge e do Padrão dos Descobrimentos (8,5€ para 10€ e de 5€ para 6€ euros respetivamente), permite-
nos, ainda assim, projetar uma subida nas receitas de bilheteiras superior a 5,3 M (cerca de 17% face a
2018), e uma redução do valor do contrato-programa entre o município e a EGEAC para 9,5 milhões de
euros.
O comportamento dos gastos, para o próximo ano, é similar ao dos rendimentos, com uma subida global
de 17%. Os Gastos com Pessoal merecem uma referência particular pois representam um aumento de
20%, aproximadamente mais 2,3 M face a 2018. Para este aumento contribuíram sobretudo os seguintes
fatores:
Nos Gastos de Funcionamento, é a rubrica de Conservação e Reparação que apresenta a maior subida
relativa, cerca de meio milhão de euros. Também a alteração no regime de IVA aplicável a alguns dos
nossos equipamentos, nomeadamente a sua isenção e a incorporação do IVA não dedutível, contribui
significativamente para o aumento dos gastos. Nos gastos de atividade/programação não se registam
aumentos significativos.
Por fim, os instrumentos de gestão previsional para 2019, apresentam um resultado previsional nulo e
asseguram o equilíbrio económico-financeiro da EGEAC.
Balanço Individual
Previsional
EGEAC, EM, SA
BALANÇO INDIVIDUAL PREVISIONAL Unidade monetária: Euro
RUBRICAS DATAS
31/12/2019 31/12/2018
P rev isio n al P rev isio n al
ATIVO
Ativ o n ão c o rren te
Activos fixos tangíveis 8.118.491 7.168.438
Activos intangíveis 240.627 45.443
8.359.118 7.213.881
Ativ o c o rren te
Inventários 108.737 104.257
Clientes 258.350 279.091
Estados e outros entes públicos 3.124.917 3.368.665
Outros créditos a receber 107.742 451.982
Diferimentos 131.311 85.310
Caixa e depósitos bancários 2.485.392 2.629.633
6.216.450 6.918.938
To tal d o ac tiv o 14.575.568 14.132.818
P assiv o
P assiv o n ão c o rren te
Provisões 1.000.000 1.000.000
Outras dividas a pagar 630.836 711.269
1.630.836 1.711.269
P assiv o c o rren te
Fornecedores 3.067.448 2.379.708
Estado e outros entes públicos 452.614 400.322
Outras dividas a pagar 5.022.484 4.943.732
Diferimentos 34.349 27.370
8.576.895 7.751.132
To tal d o p assiv o 10.207.731 9.462.401
To tal d o c ap ital p ró p rio e p assiv o 14.575.568 14.132.818
Demonstração de
Resultados Previsional
EGEAC, EM, SA
DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PREVISIONAL Unidade monetária: Euro
RUBRICAS DATAS
31/12/2019 31/12/2018
P rev isio n al P rev isio n al
RENDIMENTO S E GASTO S
Vendas e serviços prestados 22.195.916 18.918.011
Resu ltad o an tes d e d ep rec iaç õ es, gasto s d e fin an c iamen to e imp o sto s 1.272.234 1.263.348
Resu ltad o o p erac io n al (an tes d e gasto s d e fin an c iamen to e imp o sto s) 19.924 166.253
Plano de Investimento
Previsional
Plano Investimento
2019
Unidade Monetária: Euro
Edifícios e Outras Equipamento Equipamento
Unidades Orgânicas Outros Total
Construções Técnico Administrativo
Plano de Tesouraria
Previsional
Estado:
Estado - Iva Reembolsos 863.509 33.201.787
Pagamentos :
Fornecedores 17.668.817
Outros Credores 35.591
Pessoal 7.867.177
Estado:
Seg.Social 3.647.479
IRS 2.027.542
IRC 23.045 31.269.652
Pagamentos :
Fornecedores de Investimento 2.450.791 2.450.791
Recebimentos :
Empréstimos Bancários 1.620.631 1.620.631
Pagamentos :
Amort.Empréstimos 1.620.631
Encargos Financeiros 19.924 1.640.555
Pareceres
[Anexos]
Parecer do Fiscal
Único