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Entendendo a Kashrut e Kosher

O documento discute os conceitos e leis da kashrut no judaísmo, incluindo quais alimentos são considerados kosher e não kosher, as regras sobre mistura de carne e leite, e os animais permitidos para consumo segundo a lei judaica.
Direitos autorais
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Entendendo a Kashrut e Kosher

O documento discute os conceitos e leis da kashrut no judaísmo, incluindo quais alimentos são considerados kosher e não kosher, as regras sobre mistura de carne e leite, e os animais permitidos para consumo segundo a lei judaica.
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Formação Kosher

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Termos Judaicos

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• Kashrut
Kashrut é o termo que se refere às leis
alimentares do judaísmo. A comida, de acordo
com a halachá (lei judaica) é chamada de
kosher, do termo hebraico kashér, que
significa "próprio", isto é, próprio para
consumo pelos judeus, de acordo com a lei
judaica. Os judeus que seguem o kashrut,
salvo raras excepções, não podem consumir
comida não-kosher. A comida que não estiver
de acordo com a lei judaica é chamada de treif
ou treyf.

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• A Halachá é a mais fácil de definir das duas categorias. Consiste de
definições, fontes e explicações das Leis da Torá. A Agadata, por
outro lado, consiste do mundo das idéias judaicas. Basicamente lida
com os princípios da fé, filosofia e idéias éticas do Judaísmo. Além
disso, inclui todas aquelas interpretações dos versículos e histórias
bíblicas que não estão relacionados com a Lei Judaica; exposições
da importância das leis e as recompensas e punições que elas
acarretam; histórias da vida dos justos; lições em aperfeiçoamento
do caráter; e até, às vezes, algo que se parece com conselhos
práticos sobre assuntos mundanos, como negócios e saúde.

• Agadata, em contraste com a metodologia direta e lógica da


Halachá, transmite seus ensinamentos através de meios menos
diretos. A Agadata é muitas vezes intencionalmente obscura e daí
sua mensagem – com freqüência uma das idéias mais básicas do
Judaísmo – vem revestida naquilo que parece ser parábolas,
enigmas, ou mesmo conselhos práticos sem conteúdo religioso
aparente. Os textos escriturais geralmente são entendidos de modo
exegético em vez de simplesmente, apesar do dito talmúdico de
que o simples significado do versículo é sempre verdadeiro (Talmud
Shabat 63a). [Baseado em R. Aharon Feldman, The Juggler and the
king, págs. xxi-xxii]
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• A kashrut é frequentemente considerada a mitsvá
(mandamento) de mais longo alcance. As leis da
kashrut, ajudam à saúde física da pessoa, embora não
seja este o seu principal objectivo. Elas ajudam a tornar
possível a ligação entre alma e o corpo, e alma e D’us.

• A kashrut representa o encontro do corpo e da alma. A


comida kasher é a dieta da nutrição espiritual para a
neshamá, a alma judaica. Este desígnio tem por
objectivo trazer refinamento e purificação ao povo
judeu.

• Para um judeu, toda a comida não-kasher diminui a


sensibilidade espiritual, reduzindo a habilidade de
absorver conceitos da Torá e das mitsvot. Tanto a
mente quanto o coração são afectados.

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• A kashrut é uma das 613 mitsvot da Torá. As
mitsvot são de origem Divina e jamais poderão
ser totalmente compreendidos pelo intelecto
humano. A kashrut foi instituída por Deus (D’us)
por razões que só Ele conhece. Efectivamente, a
Torá não afirma explicitamente o motivo da
maioria das leis Kashrut, tendo sido apresentadas
diversas razões para estas leis, desde filosóficas e
ritualistas, até práticas e higiénicas.
O Talmud veio esclarecer algumas das práticas e
adequa-las aos nossos tempos e às tecnologias
disponíveis.

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• Talmud
• A Torá é a pedra fundamental do judaísmo, sendo o Talmud o
seu pilar central, baseando-se nos fundamentos da Torá,
definindo a forma de cumprir os preceitos do judaísmo.
• O Talmud assume uma importância fundamental no
judaísmo, definindo, diferencia e dá forma ao judaísmo,
alicerçando todas as leis e rituais judaicos e dando
informação clara a todos os judeus quanto à forma de dar
cumprimento às leis e tradições da Torá.
• Resumindo, o Talmud é um complemento da Bíblia. Preenche
as lacunas e explica as leis da Torá. Além disso, inclui histórias
e ditos que tanto direta quanto alegoricamente oferecem a
filosofia e sabedoria do Judaísmo. No entanto, o Talmud é um
texto difícil de ler porque contém muitas discussões (que
ocorreram durante centenas de anos) na forma de prova e
refutação . As progressões lógicas se prestam a citações fora
do contexto que representam uma presunção que pode ser
derrubada em seguida.

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• Mikvé
• Piscina ritual onde os utensílios de cozinha são
mergulhados em água da chuva antes de serem
usados. Os utensílios de cozinha podem também
ser imersos em determinados meios de água
natural corrente, tais como no rio e no mar. O
cumprimento desta mitsvá, realiza-se da seguinte
forma: É recitada a bênção e submergido na
totalidade o utensílio na água do mikvé. A pessoa
que realiza o acto no mikvé deve levantar um
pouco as mãos para permitir que a água atinja
toda a superfície do utensílio. Este procedimento
deve ser repetido 3 vezes, mudando um pouco a
posição em que se segura o utensílio.

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• O que é Kosher for Pessach?

• Para além dos requerimentos normais


de KASHRUT, os produtos PASSOVER exigem regras
de produção mais exigentes, sendo que esses
alimentos têm que ser produzidos sem leveduras.
Só garantindo que não contem leveduras podem
ser consumidos em Pessach- Páscoa judaica.
• Durante os oito dias de Pessach não podem ser
ingeridos ‘’hametz’’, ou seja, alimentos que
tenham sofrido processo de fermentação.

Fig.1 -Matzá, pão sem fermento


utilizado na comemoração de Pessach.
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• O que é Pareve?
• PAREVE é um termo que indica que o alimento
não contém nem carne, nem leite ou seus
derivados, podendo assim ser consumido
simultaneamente com outro ingrediente
kosher. Os itens PAREVE são por exemplo as
frutas, vegetais, legumes, grãos, ovos, peixes
com escamas e barbatanas, mel, entre outros.

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• Derivados de leite e carne
• Todos os alimentos que contêm leite, ou são dele
derivado, são considerados CHALAVI ou MILCHIG. São
disso exemplo o leite, a manteiga, o iogurte, a coalhada, o
quefir e todos os queijos (variáveis segundo sua
consistência) – duros, macios e cremosos.
• Mesmo uma pequena quantidade de lacticínio num
alimento torna-o CHALAVI. Todos os derivados de leite,
para poderem ser consumidos pela comunidade judaica,
requerem um certificado kosher, devendo obedecer aos
seguintes critérios:
• - Devem provir de um animal kosher;
• - Todos os ingredientes devem ser kosher ;
• - É interdita a utilização simultânea de ingrediente que
resultem de derivados de carne e leite ou seus derivados;
• - Devem ser processados em equipamento kosher.

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• Inibição de mistura de carne e leite ou seus derivados
• Os lacticínios podem ser considerados não kosher por serem
produzidos com ingredientes de origem animal. Por exemplo: os
queijos duros, são feitos com coagulador. Esse coagulador pode ser
obtido a partir de um líquido segregado pela quarta cavidade do
estômago dos mamíferos ruminantes, tornando o queijo impróprio
para consumo pela comunidade judaica; os iogurtes por vezes
contêm gelatina; e a manteiga pode conter aditivos não – kosher.
• Muitos derivados de leite, alguns tipos de cremes, cereais e
margarinas, assim como adoçantes de baixo teor calórico, são feitos
à base de leite, sendo assim restrito o seu consumo a uma
certificação kosher. São vários os produtos que, conforme é possível
aferir na rotulagem, incluem caseína (proteína existente no leite),
lactose (açúcar encontrado no leite) e soro. Logo são alimentos
considerados não-kosher, caso não sejam objecto de uma
certificação. Contudo, se forem realizados com base em leite de
soja, já não existem este tipo de restrições.
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• Outro exemplo, o pão comercial, pode incluir
ingredientes obtidos a partir do leite, podendo
apresentar problemas de kashrut. Os alimentos
de leite e carne não devem ser preparados,
servidos ou consumidos em simultâneo. Devem
ser usados utensílios exclusivamente para
consumo e confecção de lacticínios. Deve-se
esperar seis horas após ter ingerido carne para se
poder ingerir leite. Recomenda-se um forno
separado para assar ou tostar alimentos de leite.
Na impossibilidade de possuir dois fornos, deve-
se usar o forno apenas para um destes tipos de
alimentos. Esta regra é igualmente valida para
microondas.

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• Animal Kosher
• Entre as carnes de animais terrestres, são kosher apenas as de
ruminantes com casco totalmente fendido. As mais comuns são a
carne bovina, ovina e caprina. O porco, embora tenha o casco
fendido, não é ruminante, portanto não é kosher. Da mesma
forma, a grande maioria dos animais terrestres - que não
apresenta ambas as características - não é permitido o seu
consumo. Entre as aves, podem ser kosher as do tipo doméstico,
como galinha, peru, ganso e pato, mas nunca as selvagens e de
rapina.
• Tanto os mamíferos quanto as aves mencionados, só podem ser
efectivamente considerados kosher se forem abatidos conforme
os preceitos da religião, ou seja, sem que o abate cause
sofrimento. A religião judaica exige que o sacrifício do animal seja
feito de uma maneira muito específica (SHECHITA). O animal deve
ser sacrificado com um corte de um só golpe à carótida e à
traqueia, deixando que o animal sangre totalmente.

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• Os animais ainda devem ser verificados quanto a
doenças e imperfeições internas. Se tiverem algum
tipo de alteração física é considerado TERAF
(impróprio) ou seja não-kosher. Assim, para poder ser
considerado Kosher, o abate deve ser realizado por um
SHOCHET, isto é, por um profissional autorizado a fazer
SHECHITA, de acordo com a tradição judaica. Depois da
sheshita, as carnes também passam por um processo
no qual são demolhadas, posteriormente salgadas e
novamente demolhadas, até que todo o seu sangue
seja removido.
• A proibição de comer sangue estende-se também aos
ovos, que devem ser cuidadosamente verificados
antes do consumo, para verificar a ausência de
manchas de sangue na clara ou gema.

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• O Abate

• Quem pode realizar o abate


• A priori, todos podem realizar o abate, incluindo mulheres e servos.
A Mishná diz que a priori não realizam o abate ‫חרש‬, ‫"(שוטה וקט‬O Surdo, o tolo e o
pequeno") pois pode ser que eles "estraguem" o abate.
Sobre as mulheres, há quem diga que estas não devem realizar o abate. Outra
opinião é que estas podem realizar o abete para elas mesmas, desde que estejam aptas na
amolação e verificação da faca e versadas na lei do abate.

• A Faca
• Realizamos o abate com uma superfície afiada como uma faca de ‫ ” “מתכת‬ou “ ”‫צור‬
(pedra afiada) ou vidro ou “ ‫“( ”קרומית‬crumit” Osso de Costela [Rashi]) ou “ ”‫קנה האג‬
(Segundo Chulin . ‫טז‬, é um tipo de madeira do lugar Agam) ou coisas cortantes
semelhantes, cuja ponta seja lisa e não haja nenhuma reentrância ( ) (‫א יד "שחיטה פ `הל‬.(‫פג‬
O motivo para que não haja nenhuma reentrância é que se houverem reentrâncias
então ao invés de se chamar corte, o abate seria chamado de rasgo, pois a reentrância causa furos
nos sinais de abate (esôfago e faringe).
O Magarefe (Shochet) precisa verificar sua faca esta afiada na parte do fio e de cada
lado (conforme esta escrito “ ‫[ ”אבשרא ואטופרא ואתלת רוחטא‬Chulin : ‫) ]יז‬. Ele deve verificar da
seguinte forma: ele percorre a faca com a ponta de sua unha indo e vindo, do começo da faca até o
fim, três vezes no fio e de cada lado da faca, de modo que não haja nenhuma reentrância (dentes) e
após verificar a faca ele pode abater com ela.
Ele também precisa verificar a faca após o abate, pois se ele encontrar qualquer
reentrância (o mínimo de dente ou arranhão no fio), o abate do animal é considerado “não casher”
e a carne deste animal não pode ser assim ingerida.

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• As Leis do Abate

Existem cinco leis que devem ser seguidas, caso contrário o abate se torna não
casher (impróprio para consumo segundo a Torá).
1) Shehiya: Não deve haver nenhuma pausa durante a realização do abate
2) Derassa: O Abate deve ser efetuado movendo a faca num movimento de ir e
voltar –
e não através de pressionar a faca para baixo a faca. A faca deve ser então longa o
suficiente para permitir o abate sem muita pressão.
3) Chalada: Posicionar a faca entre a traquéia e o esôfago, cortando nesta posição
‫ל‬:) ‫)חולי‬. Também a faca deve estar descoberta durante o abate.
4) Hagrama: O corte deve ser realizado no pescoço, entre o nível da laringe e a
parte
inferior da traquéia e esôfago.
5) Ikur: A traquéia e o esôfago devem ser cortados e não rasgados. A faca deve ser,
portanto, muito afiada e lisa. Os menores dentes na lamina causam rasgo. Por esta
razão a faca é checada se está lisa e afiada antes e depois de cada abate.
O corte deve ser realizado no pescoço, entre a cricóide ( ‫ )שפוי כובע‬e a “asa” do
pulmão .(‫אונה העליונה‬
No caso do abate de Bestas e Aves, o sangue deve ser coberto com terra ou
serragem.

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• Verificação da Carne depois do Abate
• Moisés, nosso mestre, foi comandado em Sinai a verificar oito itens que invalidam o
animal de ser comido, o que e chamado de “Trefá”. Já a Mishná enumera dezoito tipos de
trefot enquanto o Rambam conta setenta tipos.
Comer um animal “taref” incorre numa transgressão de mandamento negativo e é
passível de ser punido com chibatadas (as quais eram administradas na época do Estado
Teocrático de Israel).
Os órgãos internos devem ser verificados, pois buscam-se doenças ou ferimentos
potencialmente fatais, além de aderências e mal-formações nos órgãos, o que desqualifica o
animal para ser ingerido segundo as leis da Torá. Este processo é chamado de Bedicá
(Verificação).
Dos oito tipos de treifot pela Torá, esta somente descreve um tipo (Derussa, vide
abaixo), como está escrito: ‫( ” “ובשר בשדה טרפה לא תאכלו‬U Basar ba Sadeh Trefa, Lô Tochlú
– E a carne do campo é imprópria [para consumo], não comerás). O Talmud (. ‫חולי(מג‬
descreve estas oito trefót:
1) Derussa – Substância venenosa introduzida no corpo do animal por um predador
que “o rasgue” com suas garras.
2) Nekuva – Paredes dos órgãos perfuradas.
3) Chasserá – Órgãos completos ou parte deles faltando.
4) Netulá – Órgãos ou parte deles tenham sido removidos.
5) Keruá – Paredes ou coberturas dos órgãos rasgados.
6) Nefulá – Fraturado por queda.
7) Pesuká – Condutos rompidos.
8) Sheburá – Fratura nos ossos.
Nicur – Retirada das Veias
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• Curiosidades
• Tudo aquilo que contém uva, como o vinho, o vinagre e sumos, só pode ser
ingerido se tiver sido supervisionado pelo rabino. «O vinho para nós é sagrado e o
seu processo de elaboração obedece a critérios muito rígidos desde a apanha da
uva até ao engarrafamento», revela Malka Martino.
• Toda a maquinaria deve ser muito bem lavada, as uvas não podem ser misturadas
com outras e é proibido adicionar outras substâncias, como por exemplo os
corantes.
• Segurança alimentar
• Numa refeição kosher, a carne e os lacticínios nunca são misturados e «até mesmo
os tachos e a loiça que são usados para confeccionar e comer cada um deles têm
de estar devidamente separados e devem ser lavados também em separado»,
conta.
• A razão para esta regra encontra-se na Torah, onde se define o princípio de não
cozinhar o filho (a cria) no leite da mãe.
• Todos estes cuidados fazem com que quem come comida kosher saiba sempre o
que está a comer e em que condições e, é este facto que a tem tornado tão
famosa nos Estados Unidos, onde os hebreus representam apenas 20 por cento da
população que segue estes hábitos alimentares, no Canadá e em Itália.

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• As Leis Judaicas proibem o consumo de carne e
peixe em conjunto
• Todas as comidas que sofrem preparação dever
ser supervisionadas por um rabino
• É proibido o consumo do sangue do Animal
• A carne tem de Ser Casherizada antes de ser
cozinhada e no periodo máximo de 72 horas
depois do abate
• O ideal é ter dois sets de palamenta e baixela
• Duas pias distintas para Carne e produtos lácteos
• Se possível cozinhas separadas

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• Alimentos Simbólicos no Rosh Hashaná
Mel, Maçã, Romã, Acelga, Tamaras, Abóbora, Etc

• Não se come nada temperado com vinagre em


Rosh Hashaná ou raiz forte para não ter um
ano amargo. Nozes também não devem ser
ingeridas nestes dias. Um dos motivos é
porque as nozes provocam pigarro que pode
atrapalhar as orações do dia; outro motivo é
que o valor numérico da palavra egoz (noz)
corresponde ao da palavra chet (pecado) sem
o alef.

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Bar e Bat Mitsvá

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A expressão "Bar-Mitsvá" se origina parcialmente do aramaico, a língua do Talmud. "Bar" significa
literalmente "filho de", e "mitsvá" significa "mandamento". Assim, um "bar-Mitsvá" é um "filho do
mandamento".
A ocasião mais importante na vida de um judeu chega quando ele atinge a idade para entrar na aliança
com D'us e no compromisso de manter, estudar e praticar todos os mandamentos da Torá, aos treze
anos de idade.
O sagrado livro Zôhar explica que no dia do décimo terceiro aniversário de um menino, a alma Divina é
revelada com maior intensidade, e exerce uma maior influência. Neste momento os jovens tornam-se
aptos a responder pelo cumprimento das mitsvot. Esta é a razão de se fazer uma comemoração
especial neste dia.
Uma Seudat Mitsvá (refeição completa com pão e carne) é preparada por ocasião do Bar-Mitsvá.
Durante a refeição, o rapaz pronuncia um Devar Torá (um breve, mas profundo comentário sobre
algum aspecto da Torá).
Costumes
•A partir desta data o jovem deve colocar Tefilin diariamente (exceto em Shabat, Yom Tov e Chol
Hamoêd) e cumprir todas as leis judaicas.
•jovem deve ser chamado à Torá para recitar as devidas bênçãos, na primeira oportunidade.
•Após a cerimônia faz-se uma refeição, denominada Seudat Mitsvá, que deve conter pão e carne.
•Nesta refeição, o jovem faz um discurso baseado na Torá.
•Na conclusão da refeição, recita-se Bircat Hamazon, a Bênção de Graças.
•É costume no dia do Bar-Mitsvá o jovem e seus pais fazerem maior doação do que o habitual para
caridade, para que este ato lhes traga uma bênção especial.
Bênção recitada pelo pai do jovem:
Após ser chamado à Torá pela primeira vez, quando o filho conclui a segunda bênção, o pai recita uma
bênção na qual agradece a D'us pela chegada deste momento tão feliz e por isentá-lo da
responsabilidade pelos atos do filho, transferindo tudo ao próprio filho, através da seguinte declaração
testemunhada por todos os presentes:
Baruch shepetaráni meônesh halazê.
"Bendito é Ele que me livrou de ser punido por este menino."
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• "Bat" significa literalmente "filha de", e "mitsvá" significa "mandamento". Assim, uma "Bat-
Mitsvá" representa uma "filha do mandamento".
• Uma das ocasiões mais importante na vida de uma menina judia chega quando ela atinge a
idade para entrar na aliança com D'us e no compromisso de manter, estudar e praticar todos
os mandamentos da Torá, aos doze anos de idade.
• O sagrado livro Zôhar explica que no dia do décimo segundo aniversário de uma menina, a
alma Divina é revelada com maior intensidade, e exerce uma maior influência. Neste
momento as jovens tornam-se aptas a responder pelo cumprimento das mitsvot.
• No caso da menina é positivo, não uma obrigação, reunir suas amigas e familiares onde
algumas palavras de Torá deverão ser proferidas, seguida de uma seudat mitsvá, refeição
festiva.
• Ao contrário da cerimônia de Bar-Mitsvá do menino, que implica na colocação dos tefilin e
sua chamada pela primeira vez à Torá, esta data não requer nenhum ato religioso específico,
já que o Bat-Mitsvá ocorre um ano antes do menino, pois D'us abençoou as mulheres com
um grau maior de compreensão e ligação com o Criador.
• Costumes
• As meninas, ao completarem doze anos, chegam à idade da maturidade, e têm a
responsabilidade de assumir o cumprimento das mitsvot.
• É uma mitsvá fazer uma refeição festiva no dia do Bat-Mitsvá, de forma discreta, conforme
nossos sábios explicam que a discrição é uma das maiores virtudes da mulher.
• É costume no dia do Bat-Mitsvá a jovem e seus pais aumentarem a doação que
habitualmente reservam para caridade, ato que lhes traz uma bênção especial.

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Feriados Judaicos

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• Rosh Hashaná
• O Ano Novo judaico é o Dia do Julgamento,
quando D'us determina o destino de cada um
para o ano que se inicia. Parte principal do
serviço de Rosh Hashaná é o toque do shofar,
o chifre de carneiro, que desperta as pessoas
para o arrependimento.
• 17 e 18 de setembro, 2012 – 1 - 2 de Tishrei
5773

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• Yom Kipur
• O Dia do Perdão, o mais santo do calendário
judaico, é também chamado de Dia do
Arrependimento. Marcado por jejum e preces,
é o dia de pedir perdão ao próximo e a D'us. O
destino de cada um é selado neste dia.
• 25 e 26 de setembro, 2012 – 10 de Tishrei
5773

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• Sucot
• A Festa dos Tabernáculos ou Cabanas
comemora a proteção Divina aos Filhos de
Israel durante os 40 anos de peregrinação no
deserto. Sucot também é chamada Festa da
Colheita, quando os frutos da terra são
armazenados em Israel. Durante Sucot, uma
bênção especial é recitada sobre as Quatro
Espécies: cidra, palma de tamareira, murtas e
salgueiros
• 1 - 7 de outubro, 2012 – 15 - 21 de
Tishrei 5773

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• Chanucá
• Chanucá comemora a reinauguração do Templo
Sagrado de Jerusalém, após a vitória dos
macabeus. É celebrada durante oito dias através
do acendimento da menorá que lembra os
milagres ocorridos
• 9 - 16 de dezembro, 2012 – 25 de Kislêv - 3 de
Tevet 5773

• Shemini Atsêret
• O "Oitavo Dia da Assembléia Solene" é uma festa
à parte ao final de Sucot. Há uma prece especial
por chuvas para a Terra de Israel.
• 8 de outubro, 2012 – 22 de Tishrei 5773

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• Tu Bishvat
• Ano Novo das Árvores. É costume comer
frutas com as quais a Terra de Israel é louvada
• 8 de janeiro, 2012– 15 de Shevat 5772

• Purim
• Purim comemora a libertação do povo judeu
da destruição planejada pelo perverso Haman.
A história é relatada na Meguilá de Ester.
• 8 de março, 2012 – 14 de Adar 5772

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• Pêssach
• Pêssach comemora a libertação do povo judeu
da escravidão no Egito. Uma das maiores
mitsvot durante esta festa é a proibição de
consumir alimentos fermentados e a
obrigação de comer matsá.
• 7 - 14 de abril, 2012 – 15 - 22 de Nissan 5772

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• Pêssach Sheni
• Observado um mês após Pêssach como uma
segunda chance para oferecer o cordeiro
pascal aos que não conseguiram fazê-lo na
véspera de Pêssach. Costuma-se comer um
pedaço de matsá neste dia.
• 6 de maio, 2012 – 14 de Iyar 5772

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• Lag Baômer
• Entre Pêssach e Shavuot os discípulos de Rabi
Akiva faleceram de uma praga, gerando um
período de meio-luto que dura até hoje, mas
no dia de Lag Baômer a praga cessou. Esta
data marca o falecimento de Rabi Shimon bar
Yochai
• 10 de maio, 2012 – 18 de Iyar 5772

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• Shavuot
• Shavuot, a Festa das Semanas, comemora a
Outorga da Torá no Monte Sinai sete semanas
após a saída do Egito. Neste dia os Dez
Mandamentos são lidos nas sinagogas.
Também é chamada Chag Habicurim, a Festa
das Primícias, levadas ao Templo a partir de
Shavuot.
• 27 - 28 demaio, 2012 – 6 - 7 de Sivan 5772

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• 17 de Tamuz e as três semanas
• Este período entre os jejuns de 17 de Tamuz e
9 de Av inclui três semanas de luto pela
destruição de Jerusalém e o exílio do povo
judeu.
• 8 de julho – 18 de Tamuz (postergado)
As Três Semanas tem início 28 de julho de
2012

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• Tishá B’Av
• 9 de Av é um dia de luto e jejum pela
destruição do Templo Sagrado de Jerusalém e
exílio do povo judeu.
• 28 de julho de 2012 – 9 de Av 5772

• Tu B’Av
• Um dia festivo por vários fatos históricos
alegres que aconteceram nesta data. Muitos
casamentos eram celebrados nesta data.
• 3 de agosto, 2012– 15 de Av 5772

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• O dia judaico
Todas as datas judaicas iniciam-se ao entardecer do dia
anterior a data específica. Isto deve-se ao fato de que o
"dia" judaico começa e termina ao pôr-do-sol, ao invés
da meia noite. Para saber precisamente a hora em que
um novo dia inicia-se no calendário judaico consulte a
tabela de horário de velas para Shabat e Yom Tov.
• Tefilin
Não são colocados em chol Hamoed (dias
intermediários de) Pêssach e Sucot, e durante as festas
de Shavuot, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Hoshaná Rabá,
Shemini Atsêret e Sichat Torá.

Yizcor
Recita-se no último dia de Pêssach, no segundo dia de
Shavuot, em Yom Kipur e em Shemini Atsêret.
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Fontes e Receitas
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