Norma DNIT 035/2018: Microrrevestimento Asfáltico
Norma DNIT 035/2018: Microrrevestimento Asfáltico
1 Objetivo ............................................................... 1
2 Referências normativas
2 Referências normativas ....................................... 1
Os documentos relacionados a seguir são
3 Definição ............................................................. 2
indispensáveis à aplicação desta Norma. Para
4 Condições gerais................................................. 2 referências datadas aplicam-se somente as edições
citadas; para referências não datadas aplicam-se as
5 Condições específicas ........................................ 3
NORMA DNIT 035/2018 –ES 2
edições mais recentes do referido documento (incluindo p) ISSA – A 143: Recommended Performance
emendas). Guideline for Micro-Surfacing.
c) DNER-EM 367: Material de enchimento para t) NBR 14491 – Emulsões asfálticas – Determinação
misturas betuminosas – Especificação de material. Rio da viscosidade Saybolt Furol.
de Janeiro: IPR.
u) NBR 14746 – Microrrevestimento a frio e lama
d) DNER-ME 035: Agregados – Determinação da abrasão asfáltica – Determinação de perda por abrasão úmida
“Los Angeles” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. (WTAT).
e) DNER-ME 054: Equivalente de areia - Método de v) NBR 14757 – Microrrevestimentos e lamas asfálticas
ensaio. Rio de Janeiro: IPR. – Determinação da adesividade de misturas.
i) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico z) NBR 14949 – Microrrevestimentos asfálticos –
de obras e serviços – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. Caracterização da fração fina por meio da absorção de
azul de metileno.
j) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR.
3 Definição
k) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas
de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. Para os efeitos desta norma é adotada a definição
seguinte:
l) DNIT 128–EM: Emulsões asfálticas catiônicas
Microrrevestimento asfáltico consiste na associação de
modificadas por polímeros elastoméricos. Especificação
agregados, material de enchimento (filler), emulsão
de material. Rio de Janeiro: IPR.
asfáltica de ruptura controlada modificada por polímero
m) DNIT 130-ME: Determinação da recuperação elastomérico, água e aditivos, com consistência fluida,
elástica de materiais asfálticos pelo ductilômetro – uniformemente espalhada sobre uma superfície
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. previamente preparada.
n) DNIT 156-ME: Emulsão asfáltica – Determinação da
4 Condições gerais
carga da partícula. Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR.
o) DNIT 158-ME: Mistura asfáltica – Determinação da 4.1 Não é permitida a execução dos serviços, objeto
porcentagem de betume em mistura asfáltica utilizando o desta norma:
extrator Soxhlet – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR.
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a) Sem o preparo prévio da plataforma de trabalho, RC1C-E, em conformidade com a norma DNIT
caracterizado por sua limpeza e remoção de obstáculos, 128/2010-EM.
se necessário;
5.1.2 Aditivos
b) Sem a aprovação prévia pelo DNIT do projeto de
dosagem e da metodologia de trabalho; Podem ser empregados aditivos para acelerar ou
superior a 80%. Precauções adicionais devem ser quantidades, deve ser definido previamente, quando do
A composição granulométrica da mistura de agregados NBR 14746 – Perda por abrasão Perda máxima por 1
úmida hora / 538 g/m2
deve satisfazer aos requisitos do Quadro 1, com as
NBR 14841- Determinação da máximo 538 g/m2
respectivas tolerâncias, quando ensaiadas pelo método adesão de areia
de ensaio estabelecido pela norma DNER-ME 083/98. NBR 14757 - Adesividade mínimo 90% coberto
Quadro 1 - Composição granulométrica da mistura de por polímero elastomérico deve ser executado com
agregados (ISSA A-143, 1990) equipamento apropriado que apresente as
Peneira de malha Percentagem passando, em Tolerância
quadrada peso da curva características mínimas seguintes:
de projeto
Peneiras Faixa I Faixa II Faixa III
(%)
Abertura,
a) silo para agregado miúdo;
Nome
mm
½” 12,5 - - 100 - b) depósitos separados para água, emulsão asfáltica
3/8” 9,5 100 100 85 - 100 ±5
nº 4 4,75 90 - 100 70 - 90 60 - 87 ±5 elastomérica e aditivos;
nº 8 2,36 65 - 90 45 - 70 40 - 60 ±5
nº 16 1,18 45 - 70 28 - 50 28 - 45 ±5
c) depósito para material de enchimento (filler), com
nº 30 0,60 30 - 50 19 - 34 19 - 34 ±5
nº 50 0,33 18 - 30 12 - 25 14 - 25 ±5 alimentador automático;
nº 100 0,15 10 - 21 7 - 18 8 - 17 ±3
nº 200 0,075 5 - 15 5 - 15 4-8 ±2
Asfalto % em peso d) sistema de circulação e alimentação do ligante
7,5 - 6,5 - 5,5 -
residua do ± 0,2
13,5 12,0 7,5 asfáltico, interligado por acoplagem direta ou não, com
l agregado
% em peso
Filler do 0-3 0-3 0-3 - sistema de alimentação do agregado miúdo, de modo a
agregado
Taxa
assegurar perfeito controle de traço;
de
Kg/m2 5 - 11 8 - 16 15 - 30 -
aplicaç e) sistema misturador capaz de processar uma mistura
ão
Espess uniforme e de despejar a massa diretamente sobre a
ura - 4 - 15 6 - 20 12 - 37 -
(mm) pista, em operação contínua, sem processo de
Rodovias segregação;
Rodovi de
as de tráfego
tráfego pesado, f) chassi - todo o conjunto descrito nas alíneas
pesado Trilhas de
Rodovi , Roda, anteriores deve ser montado sobre um chassi móvel
as de Trilhas camada
média de de autopropulsado, ou atrelado a um cavalo mecânico, ou
intensid Roda, texturizaç
Utilização ade de camad ão ou - trator de pneus;
tráfego a de nivelamen
e texturiz to.
aeropor ação
g) caixa distribuidora - esta peça se apoia diretamente
tos. Normalm
ou
nivelam
ente sobre o pavimento atrelada ao chassi. Deve ser
executad
ento. a em montada sobre borracha, ter largura regulável para 3,50
duas
camadas m (meia pista) e ser suficientemente pesada, para
NOTA: As tolerâncias constantes do quadro são permitidas desde que os
limites da faixa de projeto não sejam ultrapassados.
garantir uniformidade de distribuição e bom
acabamento.
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A aplicação do microrrevestimento asfáltico com • A brita e a areia somente devem ser aceitas após
emulsão modificada por polímero elastomérico deve ser apresentação da licença ambiental da pedreira/areal,
cuja cópia da licença deve ser arquivada junto ao Livro
realizada à velocidade uniforme, a mais reduzida
possível. Em condições normais, a operação se de Ocorrências da obra;
processa com bastante simplicidade. A maior • Evitar a localização da pedreira e das instalações de
preocupação requerida consiste em observar a britagem em área de preservação ambiental;
consistência da massa, abrindo ou fechando a • Planejar adequadamente a exploração da pedreira de
alimentação d’água, de modo a obter uma consistência modo a minimizar os danos durante a exploração e
uniforme e manter a caixa distribuidora uniformemente possibilitar a recuperação ambiental após a retirada de
carregada de massa. todos os materiais e equipamentos;
AGENTE
FONTES POLUIDORAS
POLUIDOR 7.2 Verificação da execução
As fontes são: peneiramento, transferência
Emissão de e manuseio de agregados, balança, pilhas
partículas de estocagem e tráfego de veículos e vias A verificação da execução deve ser realizada por meio
de acesso. de coleta aleatória de amostras para realização de
Combustão do óleo: óxido de enxofre, ensaios e determinações previstas nesta Norma.
óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e
hidrocarbonetos.
Emissão de Aquecimento de emulsão asfáltica: 7.2.1 Verificação do equipamento
gases hidrocarbonetos.
Tanques de estocagem de óleo
combustível e de cimento Asfáltico: Cada equipamento empregado na aplicação do
hidrocarbonetos. microrrevestimento asfáltico deve ser calibrado por meio
As principais fontes são pilhas de das verificações constantes das alíneas a, b e c a
Emissões estocagem ao ar livre, carregamento dos
Fugitivas silos frios, vias de tráfego, área de seguir, a serem realizadas antes do início dos serviços,
peneiramento, pesagem e mistura.
em segmentos experimentais:
– 01 ensaio de resíduo (NBR 14896:2012); A quantidade de ligante asfáltico deve ser determinada
– 01 ensaio de peneiramento (NBR 14393:2012); por meio da extração de betume com o aparelho Soxhlet
(DNIT 158/2011-ME), proveniente da retirada de
– 01 ensaio da carga da partícula (DNIT 156/2011-
amostras aleatórias em cada segmento de aplicação. A
ME);
percentagem de ligante residual pode variar no máximo
- 01 ensaio de recuperação elástica a 25 ºC, (DNIT
± 0,2% da percentagem fixada no projeto.
130/2010-ME), no resíduo da emulsão.
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7.2.3 Verificação da graduação da mistura de citado na subseção 7.4.1 devem cumprir as Condições
agregados Gerais e Específicas estabelecidas, respectivamente,
nas seções 4 e 5 desta Norma e observados os critérios
A verificação da graduação da mistura de agregados e disposições seguintes:
deve ser realizada por meio da análise granulométrica
a) Quando especificado valor(es) mínimo(s) e/ou
da mistura de agregados provenientes do ensaio de
máximo(s) a ser atingido(s) devem ser verificadas as
extração prescrito na subseção anterior. As tolerâncias
seguintes condições:
em cada peneira são fixadas a partir da faixa de projeto.
– Condições de conformidade:
7.3 Verificação do Produto
X - ks ≥ valor mínimo especificado;
7.3.1 Acabamento da superfície
X + ks ≤ valor máximo especificado.
A superfície acabada é verificada visualmente devendo
– Condições de não conformidade:
se apresentar desempenada e com o mesmo aspecto e
textura obtida nos segmentos experimentais.
X - ks < valor mínimo especificado;
7.3.2 Alinhamentos
X + ks > valor máximo especificado.
Os serviços considerados conformes devem ser justificados pela Fiscalização do DNIT e após a
Índice Geral
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