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Norma DNIT 035/2018: Microrrevestimento Asfáltico

Este documento define os requisitos para a execução de microrrevestimento asfáltico utilizando emulsão asfáltica modificada por polímero elastomérico, incluindo materiais, equipamentos, execução e controle de qualidade. Ele também estabelece critérios para aceitação, rejeição e medição dos serviços.
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© © All Rights Reserved
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Norma DNIT 035/2018: Microrrevestimento Asfáltico

Este documento define os requisitos para a execução de microrrevestimento asfáltico utilizando emulsão asfáltica modificada por polímero elastomérico, incluindo materiais, equipamentos, execução e controle de qualidade. Ele também estabelece critérios para aceitação, rejeição e medição dos serviços.
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DNIT

Abril/2018 NORMA DNIT 035/2018 - ES

Pavimentação asfáltica – Microrrevestimento


asfáltico – Especificação de serviço
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES,
PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias-IPR
DEPARTAMENTO NACIONAL DE
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES Processo: 50607.001232/2015-19

DIRETORIA GERAL Origem: Revisão da norma DNIT 035/2005-ES


Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na Reunião de: 06/04/2018
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E
PESQUISA
INSTITUTO DE PESQUISAS Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que
RODOVIÁRIAS citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de
propaganda comercial.

Rodovia Presidente Dutra, km 163


Palavras-chave: Total de páginas
Centro Rodoviário – Vigário Geral
Rio de Janeiro/RJ – CEP: 21240-000 Microrrevestimento asfáltico, emulsão modificada por polímero
09
E-mail: ipr@[Link] elastomérico.

Tel.: (21) 3545-4753

Resumo 6 Condicionantes ambientais ................................. 5

Este documento define a sistemática a ser empregada 7 Inspeções ............................................................ 6

na execução de camada de microrrevestimento asfáltico 8 Critérios de medição............................................ 8


com a utilização de emulsão asfáltica de ruptura
Índice geral .................................................................. 9
controlada modificada por polímero elastomérico. Neste
documento encontram-se definidos os requisitos
Prefácio
concernentes a materiais, equipamentos, execução e
controle da qualidade, além dos critérios para aceitação, A presente norma foi preparada pelo Instituto de

rejeição e medição dos serviços. Pesquisas Rodoviárias-IPR/DPP, para servir como


documento base na sistemática a ser empregada na
Abstract execução de microrrevestimento asfáltico com emulsão
modificada por polímero elastomérico. Está formatada
This document defines the methods and proceedings to
de acordo com a norma DNIT 001/2009-PRO e cancela
be used in the manufacturing and use of micro cold
e substitui a norma DNIT 035/2005-ES.
wearing courses with elastomeric polymer modified
emulsion. It also presents the requirements concerning
1 Objetivo
materials, equipments, execution and quality control, as
well as the requirements for services acceptance, Fixar a sistemática a ser usada na execução de camada
rejection and measurement. de microrrevestimento asfáltico com a utilização de
emulsão asfáltica de ruptura controlada modificada por
Sumário
polímero elastomérico, com o objetivo de selar,
Prefácio ....................................................................... 1 impermeabilizar ou rejuvenescer pavimentos asfálticos.

1 Objetivo ............................................................... 1
2 Referências normativas
2 Referências normativas ....................................... 1
Os documentos relacionados a seguir são
3 Definição ............................................................. 2
indispensáveis à aplicação desta Norma. Para
4 Condições gerais................................................. 2 referências datadas aplicam-se somente as edições
citadas; para referências não datadas aplicam-se as
5 Condições específicas ........................................ 3
NORMA DNIT 035/2018 –ES 2

edições mais recentes do referido documento (incluindo p) ISSA – A 143: Recommended Performance
emendas). Guideline for Micro-Surfacing.

q) NBR 6300 – Emulsões asfálticas catiônicas –


a) ASTM-E 303-93 (2013): Standard test method for
Determinação da resistência à água (adesividade).
measuring frictional properties using the British
Pendulium Tester. r) NBR 6568 – Emulsões asfálticas – Determinação do
resíduo de destilação.
b) ASTM-E 965-15, Standard test method for
measuring pavement macrotexture depth using a s) NBR 14393 – Emulsões asfálticas – Determinação
volumetric technique west conshohochen, PA, 2015. da peneiração.

c) DNER-EM 367: Material de enchimento para t) NBR 14491 – Emulsões asfálticas – Determinação
misturas betuminosas – Especificação de material. Rio da viscosidade Saybolt Furol.
de Janeiro: IPR.
u) NBR 14746 – Microrrevestimento a frio e lama
d) DNER-ME 035: Agregados – Determinação da abrasão asfáltica – Determinação de perda por abrasão úmida
“Los Angeles” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. (WTAT).

e) DNER-ME 054: Equivalente de areia - Método de v) NBR 14757 – Microrrevestimentos e lamas asfálticas
ensaio. Rio de Janeiro: IPR. – Determinação da adesividade de misturas.

f) DNER-ME 083: Agregados – Análise granulométrica w) NBR 14798 – Microrrevestimentos asfálticos –


– Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. Determinação da coesão e características da cura pelo
coesímetro.
g) DNER-ME 086: Agregado – Determinação do índice
de forma – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. x) NBR 14841 – Misturas asfálticas – Determinação da
adesão de areia em Microrrevestimentos asfálticos a frio
h) DNER-ME 089: Agregados - avaliação da
por meio da máquina LWT.
durabilidade pelo emprego de soluções de sulfato de
sódio ou de magnésio – Método de ensaio. Rio de y) NBR 14896 – Emulsões asfálticas modificadas com
Janeiro: IPR. polímero – Determinação do resíduo seco por evaporação.

i) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico z) NBR 14949 – Microrrevestimentos asfálticos –
de obras e serviços – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. Caracterização da fração fina por meio da absorção de
azul de metileno.
j) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR.
3 Definição
k) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas
de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. Para os efeitos desta norma é adotada a definição
seguinte:
l) DNIT 128–EM: Emulsões asfálticas catiônicas
Microrrevestimento asfáltico consiste na associação de
modificadas por polímeros elastoméricos. Especificação
agregados, material de enchimento (filler), emulsão
de material. Rio de Janeiro: IPR.
asfáltica de ruptura controlada modificada por polímero
m) DNIT 130-ME: Determinação da recuperação elastomérico, água e aditivos, com consistência fluida,
elástica de materiais asfálticos pelo ductilômetro – uniformemente espalhada sobre uma superfície
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. previamente preparada.
n) DNIT 156-ME: Emulsão asfáltica – Determinação da
4 Condições gerais
carga da partícula. Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR.

o) DNIT 158-ME: Mistura asfáltica – Determinação da 4.1 Não é permitida a execução dos serviços, objeto
porcentagem de betume em mistura asfáltica utilizando o desta norma:
extrator Soxhlet – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR.
NORMA DNIT 035/2018 –ES 3

a) Sem o preparo prévio da plataforma de trabalho, RC1C-E, em conformidade com a norma DNIT
caracterizado por sua limpeza e remoção de obstáculos, 128/2010-EM.
se necessário;
5.1.2 Aditivos
b) Sem a aprovação prévia pelo DNIT do projeto de
dosagem e da metodologia de trabalho; Podem ser empregados aditivos para acelerar ou

c) Em dias de chuva e também quando a temperatura retardar a ruptura da emulsão na execução do

ambiente estiver abaixo de 10 oC ou a umidade do ar microrrevestimento asfáltico. O tipo, bem como as

superior a 80%. Precauções adicionais devem ser quantidades, deve ser definido previamente, quando do

tomadas quando a temperatura ambiente estiver acima projeto da mistura.

de 40oC ou a temperatura do pavimento acima de 60 oC.


5.1.3 Água
4.2 Antes da execução dos serviços deve ser
implantada a adequada sinalização de obra, visando à Deve ser limpa, isenta de matéria orgânica, óleos e
segurança do tráfego no segmento rodoviário, e outras substâncias prejudiciais à ruptura da emulsão
efetuada sua manutenção permanente durante a asfáltica. Deve ser empregada na quantidade
execução dos serviços. necessária para promover consistência adequada.

4.3 Todo o carregamento de emulsão asfáltica de


5.1.4 Agregados
ruptura controlada modificada por polímero elastomérico
que chegar à obra deve apresentar certificado de Devem ser provenientes da britagem de rochas. Suas
resultados de análise dos ensaios de caracterização partículas individuais devem ser limpas, resistentes,
exigidos nesta norma, correspondente à data de livres de torrões de argila e substâncias nocivas e
fabricação ou ao dia de carregamento e transporte para apresentar as seguintes características:
o canteiro de serviço, se o período entre os dois eventos
a) Desgaste Los Angeles igual ou inferior a 30%
ultrapassar de 10 dias. Deve trazer, também, indicação
(DNER -ME 035/98). Entretanto, podem ser admitidos
clara da sua procedência, do tipo e quantidade do seu
valores de desgaste maiores, no caso de desempenho
conteúdo e distância de transporte entre a fábrica e o
satisfatório, comprovado em utilização anterior;
canteiro de obra (ver subseção 7.1.1).
b) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER-ME
4.4 O microrrevestimento asfáltico pode ser
089/94);
empregado como camada selante, impermeabilizante,
regularizadora e rejuvenescedora ou como camada c) equivalente de areia igual ou superior a 65% (DNER-
antiderrapante de pavimentos. ME 054/97);

d) adsorção no azul de metileno, máximo 10 ml (NBR


5 Condições específicas
14949:2017);
5.1 Insumos e) índice de forma superior a 0,5 (DNER-ME 086/94).

Os constituintes do microrrevestimento asfáltico são: 5.1.5 Material de enchimento (filler).


agregado miúdo, material de enchimento (filler),
emulsão asfáltica de ruptura controlada modificada por Quando necessário, deve ser constituído por materiais
polímero elastomérico, aditivos e água, os quais devem finamente divididos, não plásticos, secos e isentos de
satisfazer especificações vigentes. grumos, tais como pó de pedra, cimento Portland, cal
hidratada do tipo CH-I, pós-calcários, de acordo com a
5.1.1 Emulsão asfáltica modificada por polímero norma DNER–EM 367/97.
elastomérico
NOTA: Pode ser admitida a utilização de fibras de vidro,
acrílica, poliéster, polipropileno etc., caso seja
Para execução do Microrrevestimento asfáltico deve ser
definida pelo projeto de dosagem.
utilizada a emulsão asfáltica modificada por polímero
elastomérico, de ruptura controlada, catiônica do tipo
NORMA DNIT 035/2018 –ES 4

5.2 Composição da mistura Quadro 2 - Métodos e Condições de Dosagem


Método Resultado

A composição granulométrica da mistura de agregados NBR 14746 – Perda por abrasão Perda máxima por 1
úmida hora / 538 g/m2
deve satisfazer aos requisitos do Quadro 1, com as
NBR 14841- Determinação da máximo 538 g/m2
respectivas tolerâncias, quando ensaiadas pelo método adesão de areia
de ensaio estabelecido pela norma DNER-ME 083/98. NBR 14757 - Adesividade mínimo 90% coberto

Outras informações gerais sobre o asfalto residual da Mínimo 12 [Link] para


NBR 14798 Coesão úmida 30 minutos
mistura, taxas de aplicação, espessuras e utilização, Mínimo 20 [Link] para
60 minutos
também são apresentados no Quadro 1.

A dosagem adequada do microrrevestimento asfáltico 5.3 Equipamentos


deve ser obtida com base nos ensaios recomendados
pela ISSA - International Slurry Surfacing Association. 5.3.1 Equipamento de limpeza
Um ajuste de dosagem dos componentes do
Para limpeza da superfície utilizam-se vassouras
microrrevestimento asfáltico pode ser feito nas
mecânicas, jatos de ar comprimido, ou outros.
condições de campo, antes do início do serviço. Os
métodos e condições de dosagem são apresentados no
5.3.2 Usina Móvel
Quadro 2.

O microrrevestimento asfáltico com emulsão modificada

Quadro 1 - Composição granulométrica da mistura de por polímero elastomérico deve ser executado com
agregados (ISSA A-143, 1990) equipamento apropriado que apresente as
Peneira de malha Percentagem passando, em Tolerância
quadrada peso da curva características mínimas seguintes:
de projeto
Peneiras Faixa I Faixa II Faixa III
(%)
Abertura,
a) silo para agregado miúdo;
Nome
mm
½” 12,5 - - 100 - b) depósitos separados para água, emulsão asfáltica
3/8” 9,5 100 100 85 - 100 ±5
nº 4 4,75 90 - 100 70 - 90 60 - 87 ±5 elastomérica e aditivos;
nº 8 2,36 65 - 90 45 - 70 40 - 60 ±5
nº 16 1,18 45 - 70 28 - 50 28 - 45 ±5
c) depósito para material de enchimento (filler), com
nº 30 0,60 30 - 50 19 - 34 19 - 34 ±5
nº 50 0,33 18 - 30 12 - 25 14 - 25 ±5 alimentador automático;
nº 100 0,15 10 - 21 7 - 18 8 - 17 ±3
nº 200 0,075 5 - 15 5 - 15 4-8 ±2
Asfalto % em peso d) sistema de circulação e alimentação do ligante
7,5 - 6,5 - 5,5 -
residua do ± 0,2
13,5 12,0 7,5 asfáltico, interligado por acoplagem direta ou não, com
l agregado
% em peso
Filler do 0-3 0-3 0-3 - sistema de alimentação do agregado miúdo, de modo a
agregado
Taxa
assegurar perfeito controle de traço;
de
Kg/m2 5 - 11 8 - 16 15 - 30 -
aplicaç e) sistema misturador capaz de processar uma mistura
ão
Espess uniforme e de despejar a massa diretamente sobre a
ura - 4 - 15 6 - 20 12 - 37 -
(mm) pista, em operação contínua, sem processo de
Rodovias segregação;
Rodovi de
as de tráfego
tráfego pesado, f) chassi - todo o conjunto descrito nas alíneas
pesado Trilhas de
Rodovi , Roda, anteriores deve ser montado sobre um chassi móvel
as de Trilhas camada
média de de autopropulsado, ou atrelado a um cavalo mecânico, ou
intensid Roda, texturizaç
Utilização ade de camad ão ou - trator de pneus;
tráfego a de nivelamen
e texturiz to.
aeropor ação
g) caixa distribuidora - esta peça se apoia diretamente
tos. Normalm
ou
nivelam
ente sobre o pavimento atrelada ao chassi. Deve ser
executad
ento. a em montada sobre borracha, ter largura regulável para 3,50
duas
camadas m (meia pista) e ser suficientemente pesada, para
NOTA: As tolerâncias constantes do quadro são permitidas desde que os
limites da faixa de projeto não sejam ultrapassados.
garantir uniformidade de distribuição e bom
acabamento.
NORMA DNIT 035/2018 –ES 5

5.4 Execução No decorrer do processo de obtenção de agregados


devem ser considerados os seguintes cuidados
5.4.1 Aplicação principais:

A aplicação do microrrevestimento asfáltico com • A brita e a areia somente devem ser aceitas após

emulsão modificada por polímero elastomérico deve ser apresentação da licença ambiental da pedreira/areal,
cuja cópia da licença deve ser arquivada junto ao Livro
realizada à velocidade uniforme, a mais reduzida
possível. Em condições normais, a operação se de Ocorrências da obra;

processa com bastante simplicidade. A maior • Evitar a localização da pedreira e das instalações de
preocupação requerida consiste em observar a britagem em área de preservação ambiental;
consistência da massa, abrindo ou fechando a • Planejar adequadamente a exploração da pedreira de
alimentação d’água, de modo a obter uma consistência modo a minimizar os danos durante a exploração e
uniforme e manter a caixa distribuidora uniformemente possibilitar a recuperação ambiental após a retirada de
carregada de massa. todos os materiais e equipamentos;

• Construir, junto às instalações de britagem, bacias de


5.4.2 Correção de falhas
sedimentação para retenção do pó de pedra
As possíveis falhas de execução, tais como escassez ou eventualmente produzido em excesso ou por lavagem
excesso de massa e a irregularidade na emenda de da brita, evitando seu carreamento para cursos d’água;
faixas, devem ser corrigidas imediatamente após a • Os silos de estocagem de agregados devem ser
execução. A escassez deve ser corrigida com adição de dotados de proteções laterais e cobertura, para evitar a
massa e os excessos com a retirada, por meio de rodos dispersão das emissões fugitivas (emissões lançadas ao
de madeira ou de borracha. Após estas correções, a ambiente) durante a operação de carregamento;
superfície áspera deixada deve ser alisada com a
• Deve ser exigida a documentação atestando a
passagem suave de qualquer tecido espesso,
regularidade das instalações (pedreira/areal/usina),
umedecido com a própria massa, ou com emulsão.
assim como para suas operações, junto ao órgão
ambiental competente, caso estes materiais sejam
6 Condicionantes ambientais
fornecidos por terceiros.
6.1 Condicionantes ambientais gerais
6.2.2 Emulsão asfáltica de ruptura controlada
Devem ser devidamente observados a legislação modificada por polímero elastomérico
ambiental vigente e os procedimentos prescritos no
Instalar os depósitos em locais afastados de cursos
instrumental técnico normativo pertinente do DNIT,
d’água.
especialmente a Norma DNIT 070/2006 – PRO, e
cumprido o estabelecido na documentação vinculada à Vedar o refugo de materiais usados à beira da estrada e
execução da obra (projeto de engenharia, estudos em outros locais onde possam causar prejuízos
ambientais e licenciamento ambiental). ambientais.

Recuperar a área afetada pelas operações de


6.2 Condicionantes ambientais específicos
execução, mediante a remoção da usina e dos
depósitos e a limpeza do canteiro de obras.
6.2.1 Agregados
As operações em usinas misturadoras a frio englobam:
Os cuidados a serem observados para fins de
a) estocagem, dosagem, peneiramento e transporte
preservação do meio ambiente envolvem a produção, a
dos agregados frios;
estocagem e a aplicação de agregados, assim como a
operação da usina. b) transporte e estocagem do filler (os silos devem ser
dotados de sistema de filtragem a seco);
NORMA DNIT 035/2018 –ES 6

c) transporte, estocagem e aquecimento de óleo 7.1.2 Agregados


combustível e emulsão asfáltica modificada por polímero
elastomérico. O controle de qualidade dos agregados consta da
realização dos ensaios a seguir, por jornada de 8 horas
NOTA: É responsabilidade do construtor o
de trabalho:
estabelecimento de práticas de segurança e
saúde para a execução das operações com os a) 2 ensaios de granulometria do agregado (DNER-ME

materiais e equipamentos especificados nesta 083/1998);

norma. b) 1 ensaio de equivalente de areia (DNER-ME

AGENTES E FONTES POLUIDORAS 054/1997).

AGENTE
FONTES POLUIDORAS
POLUIDOR 7.2 Verificação da execução
As fontes são: peneiramento, transferência
Emissão de e manuseio de agregados, balança, pilhas
partículas de estocagem e tráfego de veículos e vias A verificação da execução deve ser realizada por meio
de acesso. de coleta aleatória de amostras para realização de
Combustão do óleo: óxido de enxofre, ensaios e determinações previstas nesta Norma.
óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e
hidrocarbonetos.
Emissão de Aquecimento de emulsão asfáltica: 7.2.1 Verificação do equipamento
gases hidrocarbonetos.
Tanques de estocagem de óleo
combustível e de cimento Asfáltico: Cada equipamento empregado na aplicação do
hidrocarbonetos. microrrevestimento asfáltico deve ser calibrado por meio
As principais fontes são pilhas de das verificações constantes das alíneas a, b e c a
Emissões estocagem ao ar livre, carregamento dos
Fugitivas silos frios, vias de tráfego, área de seguir, a serem realizadas antes do início dos serviços,
peneiramento, pesagem e mistura.
em segmentos experimentais:

7 Inspeções a) Consistência da mistura espalhada;

7.1 Controle dos Insumos b) Atendimento ao projeto da mistura e de acordo com


as subseções 7.2.2 e 7.2.3 desta norma;
Todos os materiais devem ser examinados em
c) Taxa de aplicação: A quantidade, espessura e
laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo
velocidade de aplicação adequadas para proporcionar o
DNIT e aceitos de acordo com as especificações em
acabamento desejado são obtidas mediante o controle
vigor.
das taxas de aplicação por pesagem de amostras de
microrrevestimento asfáltico coletadas em bandejas, ou
7.1.1 Emulsão asfáltica de ruptura controlada
outro dispositivo com área conhecida.
modificada por polímero elastomérico
Se ao final destas três verificações em segmentos
O controle da qualidade da emulsão asfáltica de ruptura experimentais os resultados esperados não forem
controlada modificada por polímero elastomérico consta alcançados, deve-se rever todo o processo de
do seguinte: calibração do equipamento.
Para todo carregamento que chegar à obra:
7.2.2 Verificação da quantidade do ligante asfáltico
– 01 ensaio de viscosidade Saybolt Furol a 50 oC,
modificado por polímero elastomérico
(NBR 14491:2007);

– 01 ensaio de resíduo (NBR 14896:2012); A quantidade de ligante asfáltico deve ser determinada

– 01 ensaio de peneiramento (NBR 14393:2012); por meio da extração de betume com o aparelho Soxhlet
(DNIT 158/2011-ME), proveniente da retirada de
– 01 ensaio da carga da partícula (DNIT 156/2011-
amostras aleatórias em cada segmento de aplicação. A
ME);
percentagem de ligante residual pode variar no máximo
- 01 ensaio de recuperação elástica a 25 ºC, (DNIT
± 0,2% da percentagem fixada no projeto.
130/2010-ME), no resíduo da emulsão.
NORMA DNIT 035/2018 –ES 7

7.2.3 Verificação da graduação da mistura de citado na subseção 7.4.1 devem cumprir as Condições
agregados Gerais e Específicas estabelecidas, respectivamente,
nas seções 4 e 5 desta Norma e observados os critérios
A verificação da graduação da mistura de agregados e disposições seguintes:
deve ser realizada por meio da análise granulométrica
a) Quando especificado valor(es) mínimo(s) e/ou
da mistura de agregados provenientes do ensaio de
máximo(s) a ser atingido(s) devem ser verificadas as
extração prescrito na subseção anterior. As tolerâncias
seguintes condições:
em cada peneira são fixadas a partir da faixa de projeto.
– Condições de conformidade:
7.3 Verificação do Produto
X - ks ≥ valor mínimo especificado;
7.3.1 Acabamento da superfície
X + ks ≤ valor máximo especificado.
A superfície acabada é verificada visualmente devendo
– Condições de não conformidade:
se apresentar desempenada e com o mesmo aspecto e
textura obtida nos segmentos experimentais.
X - ks < valor mínimo especificado;

7.3.2 Alinhamentos
X + ks > valor máximo especificado.

Devem ser verificados os alinhamentos do eixo e bordas Sendo:


nas diversas seções correspondentes às estacas da n
locação e os desvios não devem exceder ± 5 cm. x i
X  i 1
n
7.3.3 Condições de segurança

As condições de segurança da camada de


microrrevestimento devem ser determinadas por meio
s
(x i  X )2
de métodos para avaliação da resistência à n 1
derrapagem. O microrrevestimento acabado deve
apresentar Valor de Resistência à Derrapagem – VDR ≥
50, quando medido com o Pêndulo Britânico (ASTM-E Onde:
303–2013), e o valor da Altura da Mancha de Areia (HS) Xi - valores individuais.
pelo método ASTM E965-15 deve ser: 0,3 mm ≤ HS ≤
1,2 mm. X - média da amostra.

s - desvio padrão da amostra.


7.4 Controle da qualidade
k - coeficiente tabelado em função do número
7.4.1 Plano de amostragem de determinações, de acordo com a Tabela 1 da
norma DNER – PRO 277/97.
O número e a frequência de determinações
correspondentes aos diversos ensaios e verificações n - número de determinações (tamanho da
para o controle tecnológico da execução e do produto amostra).
devem ser estabelecidos segundo um Plano de b) Os resultados do controle estatístico devem ser
Amostragem elaborado pelo executante de acordo com registrados em relatórios periódicos, na frequência
os preceitos da norma DNER – PRO 277/97 e previamente definida, de acordo com a Norma DNIT
previamente aprovado pela Fiscalização do DNIT. 011/2004-PRO, a qual prescreve que o executante da
obra deve estabelecer e manter procedimentos
7.4.2 Condições de conformidade e não conformidade
documentados para implementar as ações corretivas e
preventivas na execução da obra, com o objetivo de
Todos os ensaios de controle e determinações
detectar e eliminar as causas das não conformidades.
realizados de acordo com o Plano de Amostragem
NORMA DNIT 035/2018 –ES 8

c) Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às b) A quantidade de emulsão efetivamente aplicada


prescrições desta norma. deve ser obtida através da média aritmética dos valores
medidos na pista, em toneladas.
d) Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as
correções efetuadas o colocarem em conformidade com c) Deve ser medido o transporte da emulsão asfáltica
o disposto nesta norma; caso contrário, deve ser efetivamente aplicada entre a refinaria ou fábrica e o
rejeitado. canteiro de serviço.

d) Volumes superiores aos indicados no projeto para os


8 Critérios de Medição
segmentos só devem ser medidos se previamente

Os serviços considerados conformes devem ser justificados pela Fiscalização do DNIT e após a

medidos de acordo com os critérios estabelecidos no competente aprovação e autorização.

Edital de Licitação ou, na falta desses critérios, de


acordo com as disposições a seguir:

a) O microrrevestimento asfáltico a frio deve ser


medido na pista, em metros quadrados de área
executada, incluídas todas as operações e encargos
para a execução dos serviços, inclusive o
armazenamento e transporte de agregados.

_________________ /Índice geral


NORMA DNIT 035/2018 –ES 9

Índice Geral

Abstract 1 controlada modificada por polímero


elastomérico
Acabamento da superfície 7.3.1 7
Equipamento de limpeza 5.3.1 4
Aditivos 5.1.2 3
Equipamentos 5.3 4
Agregados 5.1.4, 6.2.1, 7.1.2 3, 5, 6
Execução 5.4 5
Água 5.1.3 3
Índice geral 9
Alinhamentos 7.3.2 7
Inspeções 7 6
Aplicação 5.4.1 5
Insumos 5.1 3
Composição da mistura 5.2 4
Material de enchimento (filler) 5.1.5 3
Condicionantes ambientais 6 5
Objetivo 1 1
Condicionantes ambientais específicos 6.2 5
Plano de amostragem 7.4.1 7
Condicionantes ambientais gerais 6.1 5
Prefácio 1
Condições de conformidade e não 7.4.2 7
conformidade Referências normativas 2 1

Condições de segurança 7.3.3 7 Resumo 1

Condições específicas 5 3 Sumário 1

Condições gerais 4 2 Usina móvel 5.3.2 4

Controle da qualidade 7.4 7 Verificação da graduação da mistura 7.2.3 6


de agregados
Controle dos Insumos 7.1 6
Verificação da execução 7.2 6
Correção de falhas 5.4.2 5
Verificação da quantidade do ligante 7.2.2 6
Critérios de medição 8 8 asfáltico modificado por polímero

Definição 3 2 Verificação do equipamento 7.2.1 6

Emulsão asfáltica modificada por 5.1.1 3 Verificação do produto 7.3 7


polímero elastomérico

Emulsão asfáltica de ruptura 6.2.2, 7.1.1 5,6

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