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Golfinhos: Vida e Desafios Aquáticos

O documento descreve golfinhos, incluindo sua classificação científica, características físicas como habilidade de nadar rápido, alimentação e longevidade, inteligência e capacidade de aprendizagem, ecolocalização, comportamento social em grupos, e ameaças como a pesca.
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Golfinhos: Vida e Desafios Aquáticos

O documento descreve golfinhos, incluindo sua classificação científica, características físicas como habilidade de nadar rápido, alimentação e longevidade, inteligência e capacidade de aprendizagem, ecolocalização, comportamento social em grupos, e ameaças como a pesca.
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Golfinho

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 Nota: Para outros significados, veja Golfinho (desambiguação).
Golfinhos

Golfinhos-nariz-de-garrafa no Recife dos


Golfinhos, em Eilat.

Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti

Família: Delphinidae
Gray, 1821
Géneros

Ver texto

Os golfinhos, delfins, peixes-botos, botos ou toninhas são animais cetáceos


pertencentes às famílias Delphinidae e Platanistidae.[1] São perfeitamente adaptados
para viver no ambiente aquático, sendo que existem 37 espécies conhecidas de
golfinhos de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.

São nadadores exímios, às vezes saltando até cinco metros acima da água. Podem nadar
a uma velocidade de até 40 quilômetros por hora e mergulhar a grandes profundidades.
Sua alimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Podem viver de 20 a 35 anos e
dão à luz um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre
eles, como com outros animais e humanos.
Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em
cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de
grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, excepto o
homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente
ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução. Possuem o
extraordinário sentido de ecolocalização ou biossonar ou ainda orientação por ecos, que
utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas presas.

O Wikispecies tem informações sobre: Golfinho

Índice
 1 Etimologia
 2 Predadores
o 2.1 Pesca de golfinhos
 3 Alimentação
 4 Ecolocalização
 5 Comportamento social
 6 Sono
 7 Géneros e espécies
 8 Ver também
 9 Referências
 10 Ligações externas

Etimologia
"Golfinho" procede do grego delphís, através do termo latino delphinu, com influência
de "golfo (alto-mar)".[2] "Delfim" procede do grego delphín, através do termo latino
delphine.[3] "Toninha" procede do termo latino tardio thunnina.[4]

Golfinhos e sua treinadora no Aquário do Zoológico de Barcelona.

Predadores
Os predadores dos golfinhos são as orcas, os grandes tubarões e principalmente o
homem. Os pescadores de atuns, costumam procurar por golfinhos, que também os
caçam, ocasião em que ocorre uma protocoperação. O golfinho encontra o cardume e os
pescadores jogam as redes aprisionando os peixes e deixam os golfinhos se alimentarem
para depois puxarem as redes. Desse modo, ambas as espécies se beneficiam do
alimento. Porém, muitas vezes, os golfinhos acabam se enroscando nas redes, podendo
morrer.

O comprimento das redes, além do necessário, assim como a poluição, também


aumentam a predação.[5]

Pesca de golfinhos

Em muitos locais do mundo, os golfinhos são pescados, sendo o Japão um dos


principais países onde esta prática se mantém, embora os animais "pescados" neste país
sejam, muitas vezes, vendidos para outros países, principalmente China e Estados
Unidos.

O principal motivo desta pesca é para alimentação, como um substituído para a carne de
baleia, quando estas começaram a se tornar raras. Porém muitos golfinhos e orcas
também são capturados para se tornarem "atrações" em parques aquáticos como o
SeaWorld por exemplo, sendo que muitos pescas são organizadas para este fim. Porém,
mesmo nestas pescas que procuram capturar animais vivos, muitos golfinhos acabam
mortos ou feridos, devido às técnicas usadas na captura. Além disso, os animais que não
servem para se tornarem "atrações" nos parques, acabam sacrificados para serem
vendidos como carne de baleia. E mesmo os que "sobrevivem" à pesca, não estão
garantidos, pois muitos não se adaptam à vida em cativeiro e acabam adoecendo ou
mesmo morrendo, além de que a maioria dos parques marinhos não tem condições de
suprir todas as necessidades destes animais.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos também demonstrou que a longevidade
destes animais decai muito em cativeiro. Para piorar a situação, a reprodução deles em
cativeiro é quase impossível, o que torna, a pesca de golfinhos, "indispensável".

Entre 700 e 1,3 mil toninhas morrem anualmente em redes de pesca no estado brasileiro
do Rio Grande do Sul e no Uruguai, segundo dados do Instituto de Oceanografia da
Universidade Federal do Rio Grande. Ameaçadas de extinção, elas estão classificadas
como vulneráveis na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da
Natureza e dos Recursos Naturais).[5]

Alimentação
Os golfinhos são caçadores e alimentam-se principalmente de peixe. Muitos deles
caçam em grupo e procuram os grandes cardumes de peixes.

Ecolocalização

Ilustração animada da ecolocalização


Detalhes da anatomia – Legenda: Verde: Ossos do crânio, Azul: Espermacete ou Melão,
Branco: Espiráculo

O golfinho possui o extraordinário sentido da ecolocalização. Trata-se de um sistema


acústico que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois
consegue produzir sons de alta frequência ou ultrassônicos, na faixa de 150 quilohertz,
sob a forma de cliques ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado
através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons
provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola
cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à
frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som
se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A frequência desses estalidos
é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.

Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é
captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou
mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro.
Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas
informações acústicas geradas pela ecolocalização.

Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do
objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais frequência os estalidos são
emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite, ao golfinho, identificar a
distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste
processo, o golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com
ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e de ecoar diferentes objetos
simultaneamente.

A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distância do objeto e se o


mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a densidade e o tamanho do
objeto ou presa. Esses fatores tornam, a ecolocalização do golfinho, muito superior a
qualquer sonar eletrônico inventado pelo ser humano.

Comportamento social
Os golfinhos são mamíferos sociais. Um método historicamente utilizado para avaliar as
relações sociais em animais não humanos é calcular os coeficientes de associação entre
os indivíduos. Estes índices de associação são baseados na quantidade de tempo que
dois golfinhos passam juntos contra aparte. Mas, estes valores podem não representar,
com precisão, a qualidade de uma relação entre dois indivíduos. A qualidade das
relações sociais em animais provavelmente será composta de várias dimensões
diferentes, ou seja, o valor, compatibilidade e segurança.[6]
"Valor do relacionamento" refere-se a benefícios obtidos como resultado da relação
direta, medidas de compatibilidade, nível de tolerância que existe entre dois indivíduos,
natureza geral das interações sociais, medidas de segurança e compatibilidade das
interações de um par ao longo do tempo.[7] Quantificar os contatos entre indivíduos de
uma espécie em particular nas categorias de filiação ou agonista, bem como examinar a
resposta abordagem, pode ajudar a indicar as dimensões de valor, compatibilidade e
segurança[8]. Quando se trata de fazer amigos, o comportamento homófilo[9] desempenha
um papel central na formação de amizades com golfinhos. Os golfinhos formam uma
estreita amizade com outros golfinhos que têm um interesse comum.[10]

Padrão e métodos de Golfinho-de-fraser foram adaptados para um estudo mais


abrangente do comportamento de golfinhos e interações, focando no Golfinho-pintado-
do-atlântico (Stenella frontalis) ao redor de Bimini, nas Bahamas, e golfinhos-roazes
(Tursiops truncatus) no Instituto Roatán para Ciências Marinhas, em Roatán, em
Honduras, para entender e caracterizar a qualidade das relações sociais entre os
golfinhos. Muitos pesquisadores concordam que os golfinhos são criaturas
extremamente sociais e realmente dependem dessa interação para a caça, acasalamento
e defender-se e a seus respectivos grupos[11].

Normalmente, os golfinhos vivem e viajam em grupos que variam entre 2-40 golfinhos.
Mas os cientistas descobriram grupos de golfinhos com várias centenas de membros.
Estes grupos são chamados rebanhos ou escolas. Em alguns casos, estes grupos maiores
têm incluídos mais do que uma espécie, as quais parecem interagir bem juntos. As
espécies normalmente associadas neste grupo multiespécies são o golfinho-rotador e os
golfinhos-pintados. Como os hábitos alimentares dessas duas espécies são
completamente opostos, elas são capazes de viajar juntos sem competir por comida[12].

Assim como os humanos, os golfinhos encontram-se entre as inúmeras[13] espécies que


mantêm relações sexuais por prazer e não para procriação.[14][15][16]

Sono
Os golfinhos, por serem mamíferos e apresentarem respiração pulmonar, devem,
constantemente, realizar a hematose a partir do oxigênio presente na atmosfera. Tal fato
obriga os golfinhos e muitos outros animais aquáticos dotados de respiração pulmonar a
subirem constantemente à superfície. Uma das consequências desta condição é o sono
baseado no princípio da alternação dos hemisférios cerebrais no qual somente um
hemisfério cerebral torna-se inconsciente enquanto o outro hemisfério permanece
consciente, capacitando a obtenção do oxigênio da superfície.

Géneros e espécies
Golfinho-de-Hector (Cephalorhynchus hectori)

Delfim-comum (Delphinus delphis)

Golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus)

Golfinho-pintado-pantropical (Stenella attenuata)

Golfinho-do-crepúsculo (Lagenorhynchus obscurus)

Orca (Orcinus orca)

Nota: Alguns membros da família dos golfinhos são designados popularmente como
baleia ou boto; por outro lado, há golfinhos que não pertencem à família Delphinidae,
como por exemplo o golfinho-do-ganges.

 Cephalorhynchus
o Golfinho-de-commerson, Cephalorhynchus commersonii
o Golfinho-chileno, Cephalorhynchus eutropia
o Golfinho-de-heaviside, Cephalorhynchus heavisidii
o Golfinho-de-hector, Cephalorhynchus hectori
 Globicephala
o Baleia-piloto-de-peitorais-longas, Globicephala melas
o Baleia-piloto-de-peitorais-curtas, Globicephala macrorhynchus
 Grampus
o Golfinho-de-risso, Grampus griseu
 Steno
o Golfinho-de-dentes-rugosos, Steno bredanensis
 Sousa
o Golfinho-corcunda-do-atlântico, Sousa teuszii
o Golfinho-corcunda-do-índico, Sousa plumbea
o Golfinho-corcunda-indopacífico, Sousa chinensis
 Sotalia
o Boto-cinza, Sotalia guianensis
o Tucuxi, Sotalia fluviatilis [17]
 Tursiops
o Golfinho-roaz ou Golfinho-nariz-de-garrafa, Tursiops truncatus
o Golfinho-flíper-comum, Tursiops aduncus
 Stenella
o Golfinho-pintado-pantropical, Stenella attenuata
o Golfinho-pintado-do-atlântico, Stenella frontalis
o Golfinho-rotador, Stenella longirostris
o Golfinho-clímene, Stenella clymene
o Golfinho-listrado, Stenella coeruleoalba
 Delphinus
o Delfim-comum ou Golfinho-comum-de-bico-curto, Delphinus delphis
o Golfinho-comum-de-bico-longo, Delphinus capensis
o Golfinho-comum-de-bico-muito-longo, Delphinus tropicalis
 Orcinus
o Orca ou Baleia-assassina, Orcinus orca
 Lagenorhynchus
o Golfinho-de-bico-branco, Lagenorhynchus albirostris
o Golfinho-de-laterais-brancas-do-atlântico, Lagenorhynchus acutus
o Golfinho-de-laterais-brancas-do-pacífico, Lagenorhynchus obliquidens
o Golfinho-do-crepúsculo, Lagenorhynchus obscurus
o Golfinho-de-peale, Lagenorhynchus australis
o Golfinho-ampulheta, Lagenorhynchus cruciger

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