TRIQUETR A: SÍMBOLO T RINO DE
PROTEÇÃO
DOUGLAS RAINHOFEVEREIRO 5, 201810777
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Dentro das práticas folclóricas e mágicas, usamos de muitos
símbolos que pelo próprio uso, tradição e alguns pela geometria
sagrada implícita, possuem grandes poderes e capacidades. A
simbologia acompanha a humanidade desde tempos
imemoriais. Os próprios homens das cavernas já desenhavam
suas caçadas – antes de ser realizadas – como uma forma de
sigilização inconsciente, para que a caçada fosse próspera e bem-
sucedida.
Com o passar do tempo, o ser humano foi aprendendo a usar a
simbologia e os signos para obter melhor resposta de seu
processo mágico inconsciente. Assim nasceram diversas
tradições que usam sigilizações e também as escritas mágicas
simbólicas, principalmente na confecção de talismãs e amuletos.
Os famosos pantáculos encontrados dentro das obras
supostamente escritas pelo sábio e mítico Rei Salomão, são
exemplos claros de como um símbolo ou conjunto desses pode
criar uma atmosfera e servir de chave para acionar aspectos do
inconsciente, que no caso ele chamava de inteligências ou
Dæmons.
Esse tipo de prática – sigilização – também é encontrado em
diversas outras tradições religiosas e mágicas, como nas religiões
afro-ameríndias-européias, principalmente Umbanda, Pallos,
Maria Lionza, Hoodoo, Voodoo, etc; Além disto podemos
encontrar bastante disto nas práticas celtas de bruxaria tradicional
e também nas práticas nórdicas.
Dentre vários desses símbolos, que tomaram poder por si só e
perderam-se em significado no decorrer das eras, está o símbolo
chamado Triquetra, que do latim significa tri – “três”, quetrus –
Cantos ou ângulos. Esse símbolo também é conhecido como Nó
Triplo.
É um símbolo utilizado por diversas culturas mágicas ao redor
do planeta, porém, como dito, muito o seu significado original
fora perdido. Parte pela má disseminação da informação, que
antes era feita de forma oral e também em parte pela má-
compreensão das pessoas envolvidas. Além disso eu colocaria
também a má-intenção de algumas pessoas que querem analisar o
passado com olhos do presente, principalmente os grandes
defensores do Sagrado Feminino, que não compreendem de fato o
sagrado feminino (que pode ser cultuado por homens também).
Se você procurar pelos mecanismos de busca irá deparar-se que o
significado desse símbolo é uma representação da Deusa
Tríplice: A Donzela, A Mãe e A Anciã. Porém, esse símbolo é na
verdade uma representação de uma força tipicamente masculina,
ariana, marcial, conhecia como ODIN. O símbolo que Odin
possui chama-se Valknut, mas há registros do Triquetra sendo
usado pelo mesmo. Para quem compreende a evolução da arte,
podemos associar que são o mesmo símbolo com grafias
diferentes. O Valknut possui uma grafia mais rígida e reta,
provavelmente porque era entalhado em pedras e metais, assim
como as runas. O Triquetra possui uma grafia mais cursiva, mas a
simbologia presente nos dois é a mesma.
Esse símbolo é muito associado a cultura celta, apesar de que
cultura celta e cultura nórdica são diferentes. Inclusive não
encontramos só nas regiões que esses povos viviam, mas também
em parte do Japão, sob o nome de Musubi Mitsugashiwa, dentre
os povos germânicos e até mesmo dentro do cristianismo,
principalmente na Irlanda.
Aqui devemos relatar como há a reinterpretação do símbolo, que
era originalmente um símbolo de Odin, para representar uma
trindade. Esse aspecto de trindade pode ser associado com
tudo, desde o mito cristão (Pai, Filho e Espírito Santo) ao mito
wiccano (Donzela, Mãe e Anciã). Mas ainda assim, na origem, é
um mito nórdico, representando o poder de Odin tanto na Terra,
quanto no Céu, quanto no Mar.
A principal atribuição dada a esse símbolo é o de proteção, logo
ele é amplamente utilizado em jóias, principalmente colores e
anéis. Também pode ser visto representado em cerâmicas e na
arquitetura.
Um símbolo deveras interessante e que perdeu seu sentido
original, porém, todo operador de magia ou estudante
deve procurar a origem dos mitos antes de repetir a exaustão
conceitos deturpados. Se ele quiser fazer uma resignificação do
símbolo, não há problemas, desde que compreenda as forças
envolvidas nesse símbolo em sua origem.
Isso não é só algo perpetrado pelos adoradores do moderno
Sagrado Feminino, mas também algo que ocorreu com outro
símbolo nórdico, conhecido como Ægishjálmur que para alguns
praticantes de Umbanda se tornou ponto riscado de Exu,
porém sem qualquer semelhança entre as forças envolvidas.
Compreenda o mito, compreenda o símbolo e haja conforme a
sua representação. Quer reinterpretar? Saiba de onde surgiu e
faça um trabalho coerente. O sagrado é sagrado mesmo sem
cultuadores, não profane algo. Mudar a conotação de algo, sem o
menor aprofundamento e compreensão é simplesmente obliterar o
conhecimento tradicional. Os novos pagãos reclamam tanto que o
Cristianismo usurpou símbolos pagãos e os reinterpretou de
qualquer forma, mas acabam fazendo a mesma coisa, todos os
dias. Hipocrisia, é esse o nome.