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Manual do Inventário de Preferências Vocacionais

Este documento apresenta o Inventário de Preferências Vocacionais (IPV) de John Holland. O IPV avalia características de personalidade através de nomes de ocupações para fornecer informações sobre interesses vocacionais e tipos de personalidade. Ele possui 11 escalas, incluindo Realística, Intelectual e Social. O IPV oferece uma ampla gama de informações de baixo custo sobre a personalidade, valores e comportamento de uma pessoa.

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Márcia Martins
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Manual do Inventário de Preferências Vocacionais

Este documento apresenta o Inventário de Preferências Vocacionais (IPV) de John Holland. O IPV avalia características de personalidade através de nomes de ocupações para fornecer informações sobre interesses vocacionais e tipos de personalidade. Ele possui 11 escalas, incluindo Realística, Intelectual e Social. O IPV oferece uma ampla gama de informações de baixo custo sobre a personalidade, valores e comportamento de uma pessoa.

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IPV

, ~

INVENTA RIO DE PREFERENCIAS VOCACIONAIS


de
JONH L. HOLLAND

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de JoOO HoUand 2

,
INDICE

I. INTRODUÇÃO AO IPV

Fundamentação conceptual 4
O IPV e o SDS 7
Aplicação e Correcção 7
Precisão 8
Aprender a utilizar o IPV 9
Comportamento defensivo

ILINTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS IPV

Interpretação das escalas 11


Escala Realística 12
Escala Intelectual 13
Escala Social 13
Escala Convencional 14
Escala Iniciativa/Empreendedor 15
Escala Artística 16
Escala de Autodomínio 17
Escala de Masculinidade 18
Escala de Status 18
Escala de Infrequência 19
Escala de Aquiescência 20
Interpretação de Perfis 21
Interpretações llustrativas 23

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de JoOOHolland 3

1. INTRODUÇÃO AO IPV

inventário de Preferências Vocacionais - IPV - é um inventário de personalidade,


composto inteiramente por nomes de ocupações. Utiliza-se o inventário para
indicar as ocupações que agradam ou desagradam. O conjunto complexo de
características pessoais que o inventário avalia, oferece uma grande gama de
informações sobre as relações interpessoais de uma pessoa, os seus interesses,
valores e auto-avaliação, a sua capacidade para enfrentar a vida e as suas
identificações. O inventário tem 11 escalas: Realística, Intelectual, Social,
Convencional, Iniciativa, Artística, Autodomínio (Self-control), Masculinidade,
"Status", Infrequência e Aquiescência (ou Anuência). O IPV foi elaborado
principalmente com o intuito de avaliar a personalidade. Os resultados indicam
que ele fornece uma grande gama de informações sobre as características da
personalidade de uma pessoa, os seus valores, competências e comportamento
combativo. Ao mesmo tempo, os resultados também indicam a utilidade do IPV
em:
a) avaliar interesses vocacionais, visto que as escalas Realística, Intelectual,
Social, Convencional, Iniciativa e Artística incluem as dimensões principais
que se encontram nos inventários de interesses;
b) avaliar os tipos de personalidade no quadro de uma teoria da carreiras
(Holland, 1973);
c) estimular entre os alunos do secundário e universitários a procura de
conhecimentos sobre ocupações.
O conteúdo neutro, a forma simples e a base teórica do inventário oferecem
alguns aspectos desejáveis, a saber:
a) os nomes de ocupações nonnalmente provocam um interesse positivo;
b) uma larga gama de informações moderadamente seguras é oferecida a baixo
preço, com um tempo de exame e pontuação limitado, tudo isto sem
equipamento especial de supervisão, marcação ou tratamento de dados;
c) a fundamentação inicial do inventário conduziu a uma relação muito forte com
a teoria de catTeiras (Holland, 1973) a qual, por sua vez, nos dá a explicação
do significado das escalas, bem como uma classificação ocupacional e um elo
teórico para a investigação sobre o desenvolvimento pessoal e vocacional.
A qualidade mais importante do IPV é a de ser um inventário curto, de
investigação, destinado a alunos dos ensino secundário e universitário, assim
como a trabalhadores adultos. Por exemplo, sendo o primeiro elemento de
avaliação, numa sequência de actividades psicológicas e de entrevistas, com a
finalidade de seleccionar, orientar ou encontrar colocação, o IPV, devido à sua
brevidade e à extensão informativa, auxilia a decidir se são ou não necessários
processos mais dispendiosos ou demorados. Pessoas com um ajustamento pessoal
normal ou interesses profissionais apropriados podem ser avaliadas com um
mínimo de entrevistas suplementares, registos ou testes. Pessoas com perfis

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh HoUand 4

anonnais ou não apropriados podem continuar com outras técnicas mais


dispendiosas e mais demoradas.
O inventário tem sido utilizado nos locais mais variados, e com uma larga gama
de pessoas, incluindo estudantes do secundário, universitários, doentes
psiquiátricos, toxicómanos, presos e trabalhadores adultos. Na generalidade,
aqueles que o empregam declaram que o IPV oferece uma larga gama de
infonnações; que a concepção em que se funda faz sentido na prática diária; e
que é relativamente fácil de ministrar, cotar e aplicar em muitas situações.
Ocasionalmente, os que o utilizam declaram que o IPV parece não produzir
resultados válidos. É usual "explicar" as anomalias, mas parece ser mais sensato
assumir que o IPV, como a maior parte dos testes, dá resultados discutíveis com
certas pessoas, embora não seja claro em que condições é que tais resultados
ocorrem.
Geralmente, as pessoas a submeter ao teste devem ter mais de 14 anos de idade,
não ter lesões cerebrais e devem ter, pelo menos, uma inteligência nonnal. Sem
excepção, o IPV deve ser utilizado e interpretado somente em combinação com
outras infonnações psicológicas e sociológicas, como a idade, o sexo, o nível
educacional, o campo de acção e o "status" da ocupação actual.

2. FUNDAMENTAÇÃO CONCEPTUAL
O inventáriofoi desenvolvidocombase numa concepçãopsicológicaintegradaa
partir de um certo número de campos divergentes: psicologia, psiquiatria,
psicometria e sociologia. O objectivo desta fonnulação é o de oferecer um quadro
teórico para a utilização e interpretação do inventário, e apresentar um meio de
desenvolver e clarificar a sua validade construtiva. As fonnulações que se
seguem resumem a concepção psicológica subjacente à construção do inventário.
a) A escolha de uma ocupação é uma acto expressivo, que reflecte a motivação
da pessoa, os seus conhecimentos, personalidade e aptidões. As ocupações
representam um modo de vida, uma ambiência envolvente, mais do que um
série isolada de tarefas de trabalho ou de habilidades. Trabalhar como
carpinteiro não significa só utilizar ferramentas, mas também ter um certo
"status", um papel na comunidade, e um modelo especial de vida. Neste
aspecto, a'preferência por um certo título profissional condensa várias espécies
de infonnação: as motivações de uma pessoa, o seu conhecimento da profissão
em questão, o seu discernimento e autocompreensão e .as suas aptidões. Em
resumo, as respostas aos "itens" podem ser consideradas protocolos
expressivos ou projectivos, limitados mas úteis.
b) Os títulos ocupacionais são percepcionados de maneira estereotipada.
Estereótipos ou generalizações ocupacionais pennanecem estáveis durante
longos períodos de tempo e são relativamente independentes da experiência
ocupacional ou do sexo do sujeito. Esta afinnação é crucial, pois é essencial
para a precisão e validade do inventário.

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 5

c) A interacção da pessoa com o seu ambiente cria um número limitado de


métodos favoritos de lidar com o problemas interpessoais e de ambiente.
Presume-se que as várias escalas IPV avaliam alguns desses métodos favoritos
de ajustamento ou de adaptação. Traduzido em termos de escalas. Os pontos
altos revelam os métodos de ajustamento preferidos por uma pessoa, enquanto
os pontos baixos indicam os métodos de ajustamento rejeitados, ou os pontos
altos podem representar actuações e situações desejáveis, enquanto que os
pontos baixos actuações e situações ameaçadoras ou indesejáveis.
A afirmação precedente relaciona-se com uma outra: nomeadamente, que
ocupações diferentes oferecem espécies diferentes de gratificações ou
satisfações e requerem aptidões, identificações, valores e atitudes diferentes.
Esta hipótese especial tem extenso apoio empírico proveniente de estudos que
relacionam "interesses" vocacionais com variáveis de personalidade, "status",
valores e atitudes. Vários estudos oferecem provas que os interesses
vocacionais estão relacionados com uma quantidade de variáveis de auto-
avaliação pessoal, competências, traços de personalidade, objectivos de vida,
necessidades e outras.
d) O desenvolvimento de técnicas de adaptação adequadas requer uma
discriminação precisa entre os ambientes potenciais de traballio. A aptidão
para discriminar ambientes potencialmente não satisfatórios é indispensável
para a saúde mental. Neste sentido, o inventário é um teste de actuação em
miniatura da compreensão que o sujeito tem acerca das relações entre ele e o
seu meio ambiente, isto é, a escolha de um título ocupacional constitui uma
medida de discernimento e compreensão do sujeito, sendo também um sinal da
sua motivação e da sua compreensão intelectual sobre a ocupação em questão.
Esta quarta afirmação tem três corolários que parecem úteis para a
interpretação da qualidade das respostas ao inventário:
. O número total de ocupações preferidas é uma função de um número de
variáveis de personalidade. Estas variáveis hipotéticas são apoiadas por
algumas das provas de validade do inventário e por certos estudos
anteriores. Especificamente, um número exagerado [Link] sugere uma
falta de discriminação adequada, que de pode exprimir em dependência,
agressão, euforia, conservadorismo, impulsividade, sociabilidade,
franqueza. Por contraste, um número de respostas reduzido parece indicar
maior dependência, passividade, depressão, rejeição da cultura, controlo
excessivo, inibição e defesa. Algumas investigações forneceram provas para
apoiar alguns dos significados atribuídos anteriormente ao desequih'brio
quantitativo de respostas. Por exemplo, a análise factorial de Messick do
Inventário de Preferências Pessoais de Edwards sugere que a "preferência
por relações sociais é mais útil do que unidimensional". Igualmente
importante é o facto de os seus factores serem paralelos a muitas das
variáveis associadas à "Aquiescência" no IPV, embora o conteúdo do IPV e
do EPPS seja diferente e os dados derivem de amostras divergentes. Os
factores de Messick incluem: Sensibilidade Interpessoal, Arrogância
MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 6

Agressiva, Dependência Emocional, Interesses Sexuais, Agressividade


Intelectual, envolvimento Interpessoal, Viagens, Conformidade Compulsiva
e Realização. Do mesmo modo, a descrição de Keniston e Couch de alguém
com um número elevado de respostas é semelhante à do IPV.
. A incapacidade de discriminar entre as ocupações é um indício de conflito e
autocompreensão desorganizada. Assim como a incapacidade de tomar
decisões diárias é um resultado de motivações em conflito, do mesmo modo
a incapacidade de fazer escolhas positivas ou negativas de entre as
ocupações (ambientes) contidas no inventário é um sinal de conflito. Neste
sentido, o conflito é definido como divergente, inexacto ou irreconciliável
com os pontos de vista sobre as suas próprias capacidades, necessidades e
fontes de gratificação; e o conflito é acompanhado na perturbação
emocional crónica. Em termos do teste, a incapacidade de escolha reflecte-
se no número total de respostas omitidas.
. Pessoas adultas devem ter perfis bem definidos ou diferenciados. Em
termos de inventário, um perfil diferenciado terá pontos altos e baixos; um
perfil indefinido será relativamente plano. Este pressuposto é apoiado por
duas espécies de provas:
=>perfis bem diferenciados estão associados à estabilidade da escolha
vocacional, e
=>pessoas mais idosas e supostamente mais amadurecidas têm percepções
ocupacionais mais específicas ou bem diferenciadas.
. Os inventários de interesses são essencialmente inventários de
personalidade. Inventários de interesses e de personalidade são, em
princípio, idênticos e fornecem informações semelhantes sobre a pessoa,
embora os seus conteúdos sejam muito diferentes. Ambos os tipos de
inventário revelam como a pessoa se vê a si própria e ao meio circundante.

Estas concepções foram completadas por uma teoria das carreiras (Holland,
1973), desenvolvida a partir delas. Essa teoria utiliza as escalas Realística,
Intelectual, Social, Convencional, Iniciativa e Artística para definir os seus
construtos conceptuais principais. Deste modo, as afinnações teóricas sobre os
seis tipos são também modelos de organização e interpretação do significado a
atribuir a um sujeito com pontuações altas ou baixas nas mesmas seis escalas do
IPV. As formulações dos tipos (e das escalas R, I, S, C, E e A) foram
apresentadas na terceira exposição da teoria, juntamente com as provas que as
apoiam (Holland, 1973).

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonb Holland 7

3. O Inventário de Preferências Vocacionais (IPV) e o Questionário


Auto-Corrigido (SDS)
Muitas pessoas intelTogam-seacerca da relação entre o IPV e o Questionário
[Link] parágrafos que se seguemresumem as suas semelhançase
diferenças.
O Desenvolvimentodo IPV, especialmenteos seus fundamentosconceptuais,
conduziua uma teoria das carreiras(Holland, 1973).Essa teoria levou, por sua
vez ao desenvolvimentodo SDS. Estes desenvolvimentosresultaram nas
seguintes semelhanças:
. O IPV e o SDS assemelham-se, na medida em que ambos os instrumentos
avaliam as similitudes entre uma pessoa e cada um dos seis tipos ocupacionais
da teoria;
. tanto o IPV com o SDS são úteis em consultas vocacionais.

O IPV e o SDS também diferem em vários aspectos:


. O IPV está mais orientado para as necessidades dos conselheiros vocacionais e
dos psicólogos clínicos envolvidos em aconselhamento individual. O SDS
dirige-se mais à iniciativa pessoal e à auto-orientação;
. O IPV é um inventário psicológico (interesses e personalidade), o SDS é uma
simulação de uma experiência de consulta vocacional;
. O IPV avalia quatro dimensões não incluídas no SDS;
. A avaliação do IPV é menos completa do que a do SDS, visti que esta última
avalia actividades, competências e auto-avaliações, assim como ocupações que
agradam e que desagradam;
. O IPV é menos dispendioso e requer menos tempo a completar [Link] o SDS;
Resumindo, a decisão de utilizar o IPV ou o SDS depende dos objectivos e fins
que aquele que o vai utilizar pretenda atingir no seu trabalho com um cliente ou
grupo de clientes.

4. APLICAÇÃO E CORRECÇÃO
O IPV é autoministrado. Utilizando uma folha de teste que pode voltar a ser
utilizada, uma pessoa marca simplesmente as suas preferências ocupacionais na
folha especial de respostas.
Todas as escalas, menos a escala de Aquiescência, são marcadas contando as
respostas, utilizando um único tipo de pontuação para todas as escalas. A
cotação da escala de Aquiescência obtém-se contando o número de respostas

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 8

Gosto, desde o item 1 até ao 30. Marcar à mão um só teste leva cerca de um
minuto.
Geralmente,. a maioria das pessoas leva cerca de 15 a 30 minutos a completar o
inventário. Tempos de resposta além destes limites indicam uma atitude
defensiva e problemas emocionais com ela relacionados. Pessoas com
dificuldades em compreender as indicações e necessitam mais do que um mínimo
de indicações podem reflectir problemas semelhantes de ajustamento. Além
disso, também é possível gastar tempo excessivo no teste por falta de experiência
suficiente ou por incapacidade intelectual de compreender o significado de cada
designação ocupacional'

5. PRECISÃO
A consistência interna das escalas IPV calculada a partir de amostras de
trabalhadores adultos e estudantes universitários está indicada NO Quadro 1. Os
K-R's demonstram que o conteúdo da maior parte das escalas é relativamente
homogéneo. São excepções as escalas de Masculinidade, "Status" e
Infrequência, que são compostas por ocupações relativamente heterogéneas.
A Precisão do IPV pelo método do teste-reteste para a amostra de estudantes
universitários e mulheres de mais idade está indicada no Quadro 2. Os resultados
sugerem que o IPV possui uma precisão de moderada a alta. Outros dados
(Holland, 1968) demonstram precisão de reteste semelhantes em amostras de
estudantes universitários do 10 ano, com um intervalo )de três meses, para as
escalas de interesses, ( os valores das correlações r estendem-se de .54 a.80, com
um valor mediano de .70). .

Table 1. Internal Consistcncy Cocfficicnts Table 2. Reliability CoefficientS (Rctest)


Two Year College Collcge College Nat1 Mcrir Adulr WomcnT
Employcd College StUdencs Freshmen Seniors fo'inalisrs
Adules StUdencs (2 and 4 yr) - Men Women
(Mean Age 40.7)
Men Women Men Women Men Wornen (N=26) (N=!7) (N..432) (N=204) (N= 31)(N=28)
103 328 294 134 6289 6143 VPI 6 wks. - 2 wks. - 2 100.-
1 yr.. 4 yrs.-
1.CR21 KR21 KR2! KR21 KR20 KR20 Sules \...
Real .79 .72 .70 .64 .8S .77 Real .86 .92 .S8 .49 .79 .S7
Inr .83 .89 .81 .89 .89 .8S Inr .65 .83 .52 .56 .71 .71
Soe .86 .84 .81 .82 .84 .82 Soe .76 .79 .56 .49 .72 .66
Conv .81 .86 .81 .79 .87 I .83 Conv .61 .74 .47 .45 .83 .84
Enr .69 .77 .84 .73 .83 .76 Enr .71 .78 .61 .SI .65 .79
Are .8S .87 .72 .87 .88 .88 Are .7 .98 .61 .SI .73 .69
Co .74 . .. .86 .8S .86 .85 Co .84 .86 .S2 .49 .79 .58
Masc .28 ... .SI .33 .S7 .50 Mase .82 .8S .S3 .42 .75 .78
Sr -.6().- _.....-.." . _. .s5 .14 .71 .60 Sr .84 .62 .48 .33 .72 .70
Inf .S2 ... .48 .48 .60 .64 Inf .78 ... .41 .46 .66 .80
Ac ... ... .77 .78 .76 - .76 Ac .93 .. . .S2 .27 .71 - .62
- . -Time inrerval; TFrom lIarvey- (971)

Quadros 1 e 2

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS - IPV de Jonh Holland 9

6. APRENDER A UTILIZAR O IPV


Os capítulos que se seguem sobre o Comportamento Defensivo, Interpretação
das Escalas, Interpretação de Perfis e Interpretações ilustrativas fornecem um
quadro para uso e interpretação do Inventário. Embora qualquer pessoa possa
aprender a aplicar e cotar o inventário, a sua interpretação deve ser feita por
Psicólogos e Conselheiros de Orientação. Mais do que tudo, o potencial utente
deve estudar cuidadosamente este Manual e literatura com ele relacionado, fazer
ele próprio o IPV e aplicá-lo a várias pessoas que conheça bem. In felizmente,
demasiados utentes confiam nos seus recursos imaginativos, em lugar de se
servirem dos dados objectivos.

7. COMPORTAMENTO DEFENSIVO
A construção do Inventário torna-o sensível ao estilo de aquiescência do sujeito,
ou à sua tendência para "gostar" de ocupações. Visto que sete de entre as dez
escalas são cotadas pelas respostas "Gosto", um observado que aprove muitas
ocupações obtém um perfil elevado. Pelo contrário, aquele que aprove poucas
ocupações obtém um perfil baixo. A sensibilidade do IPV ao estilo de
aquiescência de um sujeito é uma vantagem, visto o inventário identificar pessoas
com tendências extremas de resposta, que podem não ser detectassem inventários
de escolha obrigatória ou escalas com itens de "verdadeiro-falso", com o
propósito de reduzir defeitos de aquiescência
Na generalidade, as pontuações individuais de cada escala obtida por uma pessoa
com tendências para respostas extremas não devem ser interpretadas; em vez
disso, o perfil do sujeito deve ser classificado pela análise do estilo de
Aquiescência descrita na pág. 38; ou o sujeito deverá ser novamente testado por
meio de qualquer outro método de avaliação. Esta prática apoia-se em
experiências clínicas feitas com o inventário e em experiências simples.
A um certo ponto do desenvolvimento do IPV, foram estabelecidas chaves
equilibradas "gosto-não gosto" (as respostas correctas eram metade "gost02 e
metade "não-gosto"). Quando pessoas com tendência para respostas extremas
foram pontuadas por chaves equilibradas de pontuação e não pelas chaves usuais,
os seus perfis divergentes apareciam mais significativos e mais coerentes. Do
mesmo modo, as folhas de resposta marcadas todas com "gosto" ou todas com
"não-gosto" pareciam válidas quando cotadas com chaves equlibradas.
Anteriormente, Berdie (1954) demonstrou um fenómeno semelhante com o
Strong. Por exemplo, respostas totais de "não-gosto" resultam num perfil
"científico": uma ocorrência que representa mais claramente hostilidade, conflito
e rejeição do mundo profissional, mas uma ocorrência que pode ser interpretada
como "interesse pela ciência" se não se atender à folha de respostas.
Estilos "extremos"de resposta resultam em perfis planos com cinco ou mais
escalas com pontuações puras acima de 11, ou perfis planos, com cinco ou mais
MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh HoUand 10

escalas com pontuações inferiores a 3. Estes perfis normalmente são


acompanhados por pontuações na escala de Aquiescência superiores a 20 ou
inferiores a 5. Ocasionalmente, os perfis que excedem estes limites têm sentido
psicológico e podem ser interpretados escala por escala. Na generalidade, a
interpretação do estilo de respostas expressa é a solução mais válida para tais
perfis. Este modo de interpretar tendências excessivas de resposta pode
classificar-se como a aceitação dos protocolos por aquilo que na maior parte das
vezes eles são - de pouca confiança como respostas individuais, mas
interpretáveis como conjuntos de respostas, implicando uma abordagem
característica duma tarefa. Ou seja, se o sujeito se sente verdadeiramente confuso
acerca de si próprio, dos seus objectivos e do seu meio, uma interpretação à letra
das suas respostas ao teste não fornecerá uma descrição precisa dessa pessoa e do
seu meIo.
A identificação de respostas aleatórias ao IPV devido à não-cooperação da pessoa
ou a outros factores, pode ser feita de várias maneiras:
L PerfIS aleatórios em vez de verdadeiros tendem a obter pontuações de
Infrequência que vão de 7 a 11;
lI. Perfis aleatórios tendem a obter pontuações de Aquiescência de entre 12 a
20;
IILPerflS aleatórios tendem a obter sete ou mais escalas com pontuações de
entre 4 elO. A eficácia deste último índice é de entre 72% a 90% de
identificação correcta.
Geralmente, os perfis aleatórios caracterizam-se também por serem planos,
enquanto que os perfis falseados têm pontos extremamente altos e baixos; os
perfis verdadeiros colocam-se entre estes dois extremos.
A escala de In:trequência também é útil na identificação das pessoas não-
cooperantes, ou que deram respostas impensadas. ou ao acaso. Para cada 50
perfis aleatórios, 80% das pontuações de In:trequência estão na margem de
pontuação de entre 8 e 12, enquanto que os dados para amostragens-modelo
revelam que cerca de 68% dos perfis "verdadeiros" estão entre os 2 e os 8.
Num estudo de terceira revisão, Braun (1964) ministrou o IPV a 78 estudantes de
Psicologia Educacional não-graduados. A seguir disse aos seus alunos que "o
IPV era, na realidade, um teste de personalidade disfarçado" e que deveriam
fazer de novo o inventário, tentando mostrar-se Excepcionalmente bem
ajustados". Embora tivesse encontrado diferenças significativas entre os dois
exames, os estudantes produziram uma série de perfis "bem ajustados"que não
eram tão "bem ajustados" como a média dos perfis obtidos sob as instruções
normais. Braun e O'Neill (1967) repetiram os seu falso estudo, utilizando a 63
revisão do IPV e obtiveram resultados idênticos aos obtidos na 33 revisão.
Estudaram também a possibilidade de detectar perfis regulares e falseados.
Servindo-se do seu sentido clínico, Braun identificou 88% e 71% dos perfis
falseados.

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 11

Os resultados sugerem que as pessoas podem, em média, modificar facilmente a


sua pontuação, mas que a maioria não possui as aptidões necessárias para parecer
melhor do que é. São ainda necessários estudos que determinem a eficiência com
que um clínico possa distinguir perfis" falseados" dos "normais", servindo-se de
regras simples.
A incapacidade de resposta a um item parece estar relacionada com alguma
variáveis, mas não existem provas concretas que justifiquem as interpretações
que se seguem. Geralmente, as omissões parecem ser um mecanismo de defesa,
de conflito, confusão e suspeita e podem, ocasionalmente, ficar a dever-se a uma
inteligência baixa. Toxicodependentes e irresponsáveis têm também uma
tendência a omitir um grande número de itens. As omissões não parecem Ter
qualquer unidade conceptual. Embora ocorramn como resultado de uma
autocompreensão desorganizada e de outros factores derivados, podem também
ocorrer como uma manobra de autodefesa numa pessoa bem integrada.

8. INTERPRETAÇÃO DAS ESCALAS


Nos resumos de escalas .que se seguem, as escalas são definidas em termos de
-
três níveis de dedução empírico, clínico e conceptual. O resumo empírico põe
em evidência os dados fornecidos na secção anterior sobre a Precisão. Todos os
dados resultantes dos estudos estatísticos válidos, relatados na secção de
validade, foram revistos, a fim de estabelecer uma lista de adjectivos e frases que
sintetizassem os nossos conhecimentos empíricos. No sumário empírico só são
apresentados os dados consistentes. No caso de, por exemplo, pontuações altas
serem descritas como "sociáveis" num estudo e "não-sociáveis" noutro, tanto os
primeiros dados como os segundos foram omitidos no Resumo, embora tais
contradições sejam raras. A lista de adjectivos e frases para as pontuações altas
em cada uma das escalas IPV está disposta aproXimadamente em escala
descendente de correlação, isto é, os adjectivos ao cimo da lista são os mais
descritivos em cada escala. A interpretação Clínica faz a 'interpretação dos dados,
dos itens das' escalas e da experiência clínica daqueles "que'utilizam o teste. A
definição Conceptual integra as experiências empírica e clínica e postula a
variável ou variáveis representadas por cada escala.
Estes níveis de interpretação propõem-se atingir vários fins. Primeiro, devem
indicar ao examinador quais as interpretações que se aproximam mais dos dados
e quais as de menor consistência. Segundo, a definição conceptual pode servir
como um meio de desenvolver e clarificar a validade construtiva do inventário.
Assim, por exemplo, as definições conceptuais implicam um número de relações
entre a escala que elas representam e outros testes diferentes, por exemplo
escalas de avaliação, comportamento que pode ser previsto a partir da definição
conceptual.
Nas secções que se seguem, "pontuações altas" significam pontuações "puras",
que são elevadas em termos de uma amostra normativa apropriada; isto é,
pontuações com um lugar percentil elevado. Um outro uso do termo "pontuação
MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de JoOOHolland 12

alta" refere-se à codificação da pontuação mais alta num perfil, depois dos
resultados de uma pessoa terem sido transpostos para o perfil de acordo com uma
amostra normalizada. A menos que seja indicado de outro modo, todas as
afirmações sobre "pontuação alta" referem-se a graduações de percentilagem
relativamente elevados.

ESCALA REALÍSTICA
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pessoas com pontuações altas;
presume-se que as pessoas que obtêm pontuações baixas terão traços opostos.

HOMENS MULHERES
Masculino Não-sociável
Prático Masculina
Inclinação para a Mecânica Preocupada
Normal Dá valor a realizações científicas
Pouco Perspicaz Irresponsável
Franco Muitas competências técnicas
Competências interpessoais fracas Competências interpessoais fracas

Interpretação Clínica: Pessoas com pontuação alta vêem-se a si próprias como


sendo práticas, masculinas e normais. A sua orientação prática é consistente com
as suas aptidões e interesses mecânicos e com a sua falta de aptidões
interpessoais, baixos interesses sociais e uma aversão a problemas cuja resolução
exija sensibilidade aos seus sentimentos ou aos dos outros, como nas artes ou em
caos em que haja necessidade de empregar as suas competências persuasivas.
Definição Conceptual: Esta escala representa o seguinte grupo de variáveis:
realismo, sentido prático, masculinidade e convencionalismo.

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INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 13

ESCALA INTELECTUAL
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas
HOMENS MULHERES
Inclinação científica Inclinação científica
Grandes aptidões científicas para Grandes aptidões científicas para a
investigação e matemática investigação e matemática
Valoriza os contributos para a ciência Tímida
Inventivo Valoriza as contribuições para a
ciência
Rigoroso Radical
Empreendedor Empreendedora
Independente Independente
Tímido
Radical
Curioso
Muitas competênciascientíficas

Interpretação Clínica: Pontuações altas estão relacionadas com a Ciência, a


Matemática e a Investigação. Preferem resolver problemas pensando, mais do que
agindo. Dão valor a problemas científicos e estéticos. Desaprovam actividades
sociais, políticas e de negócios. Tendem a ser brilhantes, estudiosos e
persistentes. Têm altas aspirações educacionais.
Definição Conceptual: A escala intelectual mede [Link] de variáveis que
incluem intelectualidade, inteligência, insociabilidade, cientismoe racionalidade.
ESCALA SOCIAL
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas

HOMENS MULHERES
Sociável Sociável
Persuasivo Feminina
Feminino Dependente
Dominador Entusiástica
Perspicaz Aventureira

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS - IPV de Jonh Holland 14

Ingénuo Religiosa
Dependente Conservadora
Conservador Dá valor a realizações religiosas e
sociais
Idealista Prestável
Dá valor a realizações religiosas e Dominadora
sociais
Religioso Ingénua
Entusiástico Perspicaz
Compreensão do próximo Compreensão do próximo
Muitas competências sociais e Muitas competências sociais e
educacionais educacionais

Interpretação Clínica: Têm interesses sociais, preferem actividades de ensino


ou terapêuticas. São responsáveis, aceitando impulsos e actuações femininas e
são capazes de manter relações interpessoais com facilidade e perspicácia. As
pessoas com pontuações altas têm muita capacidade de se relacionarem com os
outros, ou seja, a capacidade de se relacionarem com os outros formando
amizades "íntimas", em oposto às relações "superficiais".
Definição Conceptual: A escala Social parece medir um aglomerado de
variáveis, designadamente a sociabilidade, feminilidade, passividade, resolução
de problemas mais pelo sentimento do que pelo pensamento e dependência. Um
conceito relacionado, mas menos central, sugerido pela interpretação clínica e
pelo sumário empírico, é o de "super-ego", expresso em maturidade,
responsabilidade social, e a introjecção de padrões morais e valores religiosos.

ESCALA CONVENCIONAL
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas.
HOMENS MULHERES
Interesse e aptidão para serviços de Analítica
escritório
Conformado Sagaz
Ordeiro Extrovertida
Dependente Prática
Inflexível Persistente
Orientações anti-artísticas Dependente

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 15

Valoriza o trabalho duro, realizações Interesse em aptidões para serviços de


financeiras e de negócio escritório

Persistente Valoriza o trabalho duro, realizações


financeiras e de negócio
Prático Muitas competências em negócios e
trabalhos de escritório

Muitas competências em negócios e


trabalhos de escritório

Interpretação Clínica: São convencionais, conformados,' orientados para o


"status", etnocêntricos, não originais. Plena aceitação da cultura, de um modo
pouco usual. Por vezes parecem controlados, defensivos. Preferem actividades
organizadas, maquinais, verbais e numéricas. Geralmente preferem situações de
subordinação. Parecem alcançar os seus objectivos conformando-se, vivendo por
regras e arrumando as suas vidas. Deste modo obtêm satisfações e,
simultaneamente, evitam conflitos e a ansiedade. Que parece derivar de situações
ambíguas, assim como problemas de relações interpessoais. A subordinação
habitual das suas necessidades pessoais parece tomá-los geralmente produtivos e
eficientes em tarefas bem organizadas. Os seus valores e atitudes incluem
identificação forte com o poder, as aparências, o dinheiro e o "status".
Definição Conceptual: A escala convencional representa muito do significado
sugerido pelo conceito, o convencionalismo-conformismo, uma aceitação total e
não crítica de valores e atitudes culturais, um "viver pelo que os outros possam
pensar" com ênfase no autodomínio (self-control) .Isto revela um modelo
relacionado de ajustamento que se pode desenvolver, quase necessáriamente, a
partir de uma necessidade de adaptação - a preocupaçãoobsessiva,metódica,
com as regras e regulamentações da vida, e aquelas' qualidades habitualmente
-
associadasa pessoasobsessivas preocupação, dúvida, ordem.

ESCALA INICIATIVA (EMPREENDEDOR)


Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas.
HOMENS MULHERES
Dominador Dominadora
Entusiástico Sociável
Bom chefe Entusiástica
Aventureiro Aventureira

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS - IPV de Jonh Holland 16

Sociável Procura os prazeres


Popular Gostopelo "flirt"
Persuasivo Impulsiva

Gostopelo "flirt" Agressiva


Valoriza: influência em assuntos Valoriza: liderar a comunidade, ter
públicos, liderar a comunidade, vestir influência nos assuntos públicos, ser
bem, ser perito em finanças e perita em finanças e negócios, ser
negócios, serfamoso, ser apreciado. famosa
Impulsivo Dependente
Procura de prazeres
Dependente
Alegre

Interpretação Clínica: Dominantes, sociáveis, alegres e aventureiros. Diferem


dos que têm pontuações altas na escala Convencional pela sua necessidade de
tarefas verbais ambíguas em vez de actividades organizadas o por maior
necessidade de poder. Esta escala é, em certo sentido, uma escala de actividade,
que representa comportamento eufórico, num dos extremos, e comportamento
depressivo, no outro. Preferem a interacção social como meio de expressão
pessoal, mas desagradam-lhe situações bem definidas de linguagem e trabalho.
Consideram-se chefes fortes. Consideram as suas aptidões verbais e persuasivas
como sendo os seus atributos mais importantes. Têm forte necessidade de atingir
e manter um "status" elevado.
Definição Conceptual: Chamou-se a esta escala de Iniciativa visto esta
designação englobar os traços normalmente associados por esta escala:
dominância, aceitação de riscos, sociabilidade e entusiasmo.

ESCALA ARTÍSTICA
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas
HOMENS MULHERES
Interesses artísticos Interesses artísticos
Feminino Introvertida
Aptidões artísticas Sensível
Original Feminina
Expressivo Original

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 17

Introvertido Expressiva
Não convencional Dá valor a Ter uma filosofia de vida,
realizações artísticas
Dá valor a: ter uma filosofia de vida, Muitas aptidões artísticas
realizações artísticas
Muitas aptidões artísticas

Interpretação Clínica: Têm interesses artísticos, musicais e literários.


-
Assemelham-se ao estereótipo do artista, em certas formas podem ser imaturos,
ansiosos, sensíveis e femininos. Tendem a ser originais, imaginativos, complexos,
não-convencionais e introvertidos.
Definição Conceptual: A escala Artística parece fornecer um grupo de traços
-
típicos de pessoas "Artísticas" interesse artístico, ansiedade e imaturidade,
poder de expressão, originalidade, falta de convencionalismo, esforços e
comportamento irregulares.

ESCALA DE AUTODOMÍNIO ("SELF-CONTROL")


Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas
HOMENS MULHERES
Responsável Séria
Auto-controlado Insegura
Inseguro Cuidadosa (evita correr riscos)
Cuidadoso (evita correr riscos) Poucos interesses
Persistente Falta de aptidões técnicas e atléticas
Não-rebelde

Interpretação Clínica: O autodomínio é definido de modo simples como uma


inibição habitual para exprimir as motivações, pensamentos ou fantasias. Ou, em
palavras do senso comum, está definido nas expressões "fulano é cauteloso,
seguro", "diz sempre coisas acertadas", "nunca irrita ninguém", "não se mete em
sarilhos". Pessoas com pontuações elevadas são muitas vezes consideradas
inibidas, contraídas, passivas e responsáveis. Pontuações altas indicam
preocupação com lesões físicas e situações físicas potencialmente perigosas e
ameaçadoras.
Pontuações baixas indicam impulsividade, e uma tendência a "passar ao acto"
que sugere uma espécie de "psicopatia anti-social".

MANUAL DO UTll.,IZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 18

Pontuações médias estão associadas a uma espontaneidade saudável e


originalidade, quando associadas a outros sinais positivos.
Definição Conceptual: A escala de Autodomínio mede, presumivelmente, o que
em geral se designa por "self-control" e o controlo excessivo dos impulsos,
nomeadamente a hipocondria, medo de actividades fisicamente perigosas,
repressão, recusa e passividade.

ESCALA DE MASCULINIDADE
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas.
HOMENS MULHERES
Masculino Masculina
Activo Madura
Sagaz Sagaz
Teimoso Não-sociável
Competitivo
Muitas aptidões técnicas e atléticas
Conformado

Interpretação Clínica: Pontuações altas indicam a escolha frequente de


ocupações masculinas, isto é, escolhas habitualmente feitas pelos homens.
Pontuações baixas indicam ocupações preferidas por mulheres. Esta escala pode
servir para avaliar em que grau uma pessoa integrou a tipologia tradicional sexual
no seu modo de pensar acerca das ocupações. Por exemplo: um homem com
classificações baixas será um candidato mais provável para um trabalho
dominado por mulheres do que um com pontuações altas. Do mesmo modo, uma
mulher com pontuação elevada será uma candidata mais provável para um
trabalho dominado por homens.
A escala de Masculinidade também serve para detectar respostas falsas, devido à
sua correlação com as escalas de interesses. Por exemplo, pontuações altas nas
escalas Social e Artística devem acompanhar uma pontuação baixa de
Masculinidade.
Definição Conceptual: Esta escala mede um conjunto de variáveis de
masculinidade-feminilidade, incluindo escolha de papéis profissionais,
identificação com Homens e Mulheres, conflitos devidos s essas identificações e
alguns traços individuais habitualmente associados à masculinidade e
feminilidade.

ESCALA DE "STA TUS"

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh HoUand 19

Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas


HOMENS MULHERES
Sociável Sociável
Competitivo entusiástica
Responsável Dominadora
Aventureira
Feminino
Dependente Feminina
Aventureiro Dependente
Dá valor a : liderar a comunidade, ser. Muitas" competências.. em diferentes
perito em finanças e negócios, ter áreas: chefia, vendas, social,
influência em assuntos públicos, educacional, governamental
manter-se par de acontecimentos
públicos.
Entusiástico Expressiva
Expressivo
Bom escritor
Auto-aceitação

Interpretação Clínica: pontuações altas indicam escolhas profissionais com


elevado prestígio. Geralmente, as pontuações individuais estão positivamente
relacionadas com a origem social do sujeito. As pontuações parecem representar
uma medida das expectativas e necessidades do sujeito quanto ao "status2 e ao
prestígio. Podem também representar uma medida não-rigorosa da sua
necessidade de subir na vida. A escala "Status" fornece uma estimativa da auto-
estima e autoconfiança do sujeito, isto é, a autoconfiança 'está relacionada com as
pontuações altas e a autodepreciação com as baixas.
Definição Conceptual: A escala de "Status" mede a preocupação do sujeito com
o prestígio e o poder e avalia também a sua auto-estima.

ESCALA DE INFREQUÊNCIA
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações altas
HOMENS MULHERES
Falta de talento e habilidade Pouca aptidão mecânica
Não-imaginativo Falta de sentido de humor
Não-inventivo Dependente

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 20

Sem aptidões mecânicas Poucas competências reconhecidas


Baixa capacidade matemática e Baixo nível de aspiração
cientifica
Poucas competênciasreconhecidas Introvertida

Interpretação Clinica: Os itens cotados incluem preferências por ocupações


pouco populares, femininas, de "status" baixo, e a rejeição de ocupações
masculinas, de "Status" alto, populares, que requeiram vários tipos de talentos
interpessoais, artísticos e intelectuais. Esta análise sugere que sujeitos com
pontuações altas têm preferências vocacionais atípicas e, por inferência, sujeitos
com pontuações altas têm atitudes de autodepreciação e de divergência quanto à
sua cultura. Por contraste, sujeitos com baixas pontuações vêm o mundo
ocupacional de modo popular, avaliam positivamente as suas aptidões e
personalidade e têm aspirações elevadas.
Definição Conceptual: A escala de Infrequência parece mostrar um grupo de
traços, atitudes, aspirações e deficiências positivamente relacionados -
autodepreciação, incompetência, traços socialmente indesejáveis, e uma história
de fracassos pessoais e profissionais. Em virtude do seu padrão de cotação -
gostar de ocupações não-populares e não gostar, de ocupações populares a -
escala de Infrequência é também uma escala de desejabilidade social. Em
resumo, os conceitos correlatos da escala de Infrequência formam um continuum:
num extremo, pontuações altas implicam desvios sociais, vocacionais e
intelectuais; no outro extremo, baixas pontuações implicam normalidade e
funcionamento eficiente. Em sentido lato, esta escala de validade heterogénea
pode ser caracterizada como uma escala de eficiência pessoal, com pontuações
altas indicando incompetência e pontuações baixas indicando eficiência pessoal.

ESCALA DE AQUIESCÊNCIA
Resumo Empírico: Os adjectivos referem-se a pontuações ,altas.
HOMENS MULHERES
Sociável Entusiástica
Dominador Dominadora
Entusiástico Convencional
Alegre Aceitação dos outros
Procura prazeres Muitos interesses
Normal
Dependente
Impulsivo

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh Holland 21

Muitos interesses
Observador

Interpretação Clínica: Sujeitos que preferem muitas ocupações estão a exprimir


uma atitude sociável, alegre, activa, franca e convencional, sobre o mundo
vocacional, enquanto que aqueles que gostam de poucas ocupações exprimem
uma atitude não-sociável, depressiva e não-convencional. Muitas preferências
estão também associadas à auto-confiança; e poucas preferências estão
associadas à autodepreciação. Pontuações muito elevadas em Aquiescência estão
associadas a deficiente capacidade de crítica e falta de integração pessoal.
Definição Conceptual: Embora a escala de Aquiescência esteja relacionada, num
baixo nível de correlação, ao seguinte grupo de variáveis: sociabilidade;
dominância; dependência, impulsividade, alegria, autoconfiança, extensão de
-
interesses, convencionalismo e fraqueza o seu valorpriritário.é o de detectara
dissimulação e a tendência para respostas extremas, que muitas vezes não são
detectadas nos inventários de escolhas forçadas ou nos de "verdadeiro-falso". Do
mesmo modo, também a escala de Infrequência foi desenvolvida com o mesmo
objectivo.

9. INTERPRETAÇÃO DE PERFIS
Geralmente, o uso do inventário é mais eficiente quando se segue um certo
número de princípios comuns de interpretação do teste. Primeiro, as escalas
devem ser estudadas a :fimde se encontrarem as três ou quatro escalas mais altas
e mais baixas, sem ter em conta a elevação. Estas pontuações das escalas altas e
baixas mais salientes, sugerem um número de hipóteses possíveis acerca do
sujeito. Segundo, estas hipóteses devem então ser testadas, quanto à sua
consistência, por meio de previsões interescalas. 'Por exemplo, de .umapessoa que
tem a escala de Iniciativa como uma das três mais pontuadas espera-se que tenha
no seu perfil a escala de "Status" também elevada. Visto que uma pontuação alta
na Iniciativa representa uma procupação com o "Status", é razoável supor. que
este sujeito venha a Ter pontuações baixas nas escalas Intelectual e Realística,
visto estas escalas representarem uma orientação mais para "coisas" do que para
pessoas. Todas as pontuações restantes, devem ser estudadas deste modo, para
lhes encontrar o significado. Como na maior parte dos inventários, escalas
isoladas só muito raramente têm validade suficiente para uma avaliação correcta.
Por último, todas as hipóteses e infonnações retiradas destas duas primeiras
etapas devem ser novamente interpretadas e, se necessário, modificadas,
considerando a scala de Infrequência e a elevação relativa do perfil ou as
viciações das respostas.
No caso de perfis ambíguos, ou naqueles com um número limitado de respostas
positivas, é bom rever as respostas individuais. Este exame clarifica
MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS - IPV de Jonh Holland 22

frequentemente o significado de um perfil. Igualmente, o estudo das respostas


menos usuais pode por vezes produzir bons resultados.
Abaixo, dá-se um esboço interpretativo para treino dos que utilizam o teste, e
para facilitar interpretações, de modo a levá-los a examinarem toda a informação
e não só algumas escalas favoritas. Uma atenção dedicada a este esboço não vai
necessáriamente tomar eficiente aquele que utiliza o teste, mas vai proporcionar-
lhe uma orientação para os primeiros passos.
I. INTERESSES E AJUSTAMENTOS VOCACIONAIS
Qual é o campo principal de interesses vocacionais do sujeito?
Para este efeito, devem considerar-se as primeiras seis escalas
(Real.,Int.,Soc.,Conv.,Ini.,Art.,) como estando relacionadas com escalas
semelhantes como as de Kuder, SDS ou Strong, e serem interpretadas em
conformidade com elas.
Há consistência entre as seis escalas de interesses e as escalas restantes do
perfil?
Por exemplo, se a escala Social tem uma pontuação alta, entre as escalas de
interesses, a escala de Masculinidade terá uma pontuação baixa? Ou estará uma
pontuação alta na escala Intelectual associada a uma baixa em Iniciativa e Social
e a uma escala de Auto-domínio relativamente alta? Utilize os resultados brutos
para encontrar o código ocupacional no catálogo de ocupações.

[Link] DE VIDA
Quais são as três ou quatro escalas mais altas ou baixas?
Estas representam os métodos aceites e os rejeitados de comportamento
adaptativo, as situações desejáveis ou ameaçadoras na vida, o auto-conceito,
aptidões especiais, sociais e físicas, modos favoritos de enfrentar situações,
valores e atitudes.
A configuração do Perfil é integrada e consistente?
O sujeito faz as suas escolhas exprimindo atitudes e valores antitéticos tais como
"gosto tanto de ocupações científicas (Int.), como de trabalhos de escritório
(Conv.).
Qual é o temperamento típico do sujeito?
Deve Ter-se em conta o nível de pontuações em Aquiescência, assim como o
nível das escalas Social e de Iniciativa.
ID. EFICIÊNCIA PESSOAL

o sujeito tem o grau desejável de autodomínio (self-control)?


Deve ter-se em conta as escalas de Aquiescência e de Autodomínio. Pontuações
médias são as mais desejáveis, pontuações baixas as menos desejáveis e as
pontuações altas ficam entre estes dois extremos.
MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS -IPV de Jonh HoUand 23

o sujeito tem aspirações elevadas e uma percepção vulgar do mundo?


Uma pontuação baixa em Infrequência e uma pontuação alta em "Status" estão
ligadas a estes atributos.
Qual é a qualidade das relações interpessoais do sujeito?
Pontuações baixas nas escalas Social e de Iniciativa estão ligadas a qualidades
depressivas, sendo calmas e reservadas. Pontuações médias e altas ligam-se ao
optimismo, espontaneidade e exuberância.
O sujeito apresenta sinais evidentes de desordem no comportamento?
Estes sinais incluem pontuações altas na escala de Infrequência, pontuações
extremas em Aquiescência (tanto altas como baixas), pontuações muito baixas
em masculinidade, baixa pontuação em "Status", um perfil plano, um grande
número de itens omitidos (10 ou mais).
A pessoa demonstra um potencial para comportamento original ou criativo?
Mostra sinais de eficiência pessoal, além de elevadas escalas Artística e
Intelectual e baixas escalas de Masculinidade, Realística, Convencional e de
Autodomínio.

lO-INTERPRETAÇÕES ILUSTRATIV AS
Os perfis interpretados nesta secção destinam-se a dar a quem utiliza o teste uma
compreensão mais explícita do processo interpretativo. As abreviaturas colocadas
no fim de cada afirmação interpretativa referem-se às escalas das quais a
interpretação foi inferida. Existem algumas provas empíricas para a interpretação
configurativa.
UM VENDEDOR EXCEPCIONAL: O perfil da figo 1 é o de um vendedor de
seguros de 38 anos de idade que, no período de três anos, vendeu mais de um
milhão de dólares de seguros de vida por ano. É um bom exemplo do Americano
empreendedor-dominador, enérgico, sociável e 'orientado para o "Status"
(Inic.,"St").Tem gosto por actividades persuasivas (Inic.), mas considera
frustrantes e desagradáveis actividades organizadas (Real., Conv.) não sociais
(Real.) e intelectuais. O perfil é um excelente exemlo de um perfil integrado, -
pares consistentes de escalas altas e baixas: Inic. E St. Contra Real. E Int.. Tais
traçados sugerem estabilidade e eficiência. O temperamento característica do
sujeito é optimista e alegre (Inic.), embora algo reservado (Cons.). Este perfil de
vendedor implica um alto grau de eficiência pessoal: tem bom autodomínio (não
é nem excessivamente nem pouco controlado). A sua reacção (Aqu.) é de nível
médio, tem aspirações elevedas e autoconfiança (Inf. E St.), é dominador e duro
(Inic.) e não apresenta sinais de problemas de comportamento (lnt. Aqui. Mf). O
seu potencial de comportamento criativo é baixo (1nt.,Conv.,Art.,Com.,Mf.).

MANUAL DO UTILIZADOR
24
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS - IPV de Jonh Holland

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os seus interesses vocacionais são típicos de vendedores e chefes (Inic.,St., e Soco


altas e Real.,Int., e Conv. baixas). O seu emprego actual aproxima-se muito das
suas necessidades e competências. }
CANDIDATO DISCUTÍVEL A VENDEDOR:A fig 2 representa o perfil de
um homem com um registo de instabilidade no trabalho, história de alcoolismo, e
irresponsabilidade (muitas dívidas, mentiras, etc.). Repare-se que tem uma
pontuação extremamente baixa em Autodomínio (selfcontrol), sugerindo
impulsividade e irresponsabilidade. Porém, nos outros pontos assemelha-se ao
perfil do vendedor bem sucedido mostrado acima.
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INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS - IPV de Jonh HoUand 25

ESCRITOR NÃO-VINCULADO A QUALQUER EDITORA


(FREELANCER) COM UM NÚMERO BAIXO DE RSPOSTAS:O perfil da
fig 3 é o de um escritor não-vinculado a qualquer editora, consistindo o seu forte
em escrever artigos populares e críticos sobre problemas psicológicos e
educacionais. O seu número baixo de respostas parece reflectir algumas das suas
atitudes críticas e a sua tendência a tomar posições extremas.
Apesar da sua tendência a responder "Não" à maior parte dos títulos
ocupacionais, as escalas de interesses (desde a Real. À Art.) sugerem interesses
-
ligados à "direcção artística" um traçado congruente com a sua actividade
actual, isto é, escrever acerca de grandes êxitos literários. As sua pontuações altas
nas escalas de Autodomínio e "Status" indicam persistência e autoconfiança.

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Fig.3

UM HOMEM LIGADO A RELAÇÕES DE TRABALHO COM UM


NÚMERO ALTO DE RESPOSTAS: Este homem de trinta anos candidatou-se
a um lugar de vendedor de seguros. O seu perfil (fig. 4) é típico de uma pessoa
que "gosta" de muitas ocupações e que habitualmente obtém um perfil
relativamente plano, nas escalas de ocupações. Rigorosamente, as primeiras seis
escalas (desde a real. até à Art.) implicam confusão, visto estas escalas
representarem ocupações diversificadas de que este homem diz "gostar",quase
com a mesma intensidade.

MANUAL DO UTILIZADOR
INVENTÁRIO DE PREFERÊNCIAS VOCACIONAIS - IPV de Jonh Holland 26
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Fig4 5
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Ele confirmou esta interpretação numa entrevista, quando declarou que "Não sei
o que quero fazer". A sua pontuação baixa em Autodomínio, neste caso, parece
ser mais uma função de impulsividade do que de irresponsabilidade (pontuações
baixas de "self-control" para pessoas com número de respostas médio ou baixo
podem mostrar sinais mais sérios de irresponsabilidade. j
UM ESTUDANTE LICEAL: O perfil baixo é o de uma estuidante liceal de 18
anos, interessada em ciências sociais especiahnente em Psicologia. O se perfil
defInido sugere que possui ideias bem defInidas a seu respeito e a respeito dos
seus objectivos. A escala de Infrequência baixa sugere uma visão normal e a
pontuação alta em "Status" sugere ambição e confIança.
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