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Apostila Básica para Concursos Públicos

Este documento fornece um resumo dos principais tópicos abordados em uma apostila preparatória básica para concursos públicos. A apostila aborda disciplinas como Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Matemática, Ética no Serviço Público, Informática, Direito Administrativo e Direito Constitucional. O material apresenta os conteúdos de forma concisa e objetiva para preparar candidatos para as principais matérias cobradas em processos seletivos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Apostila Básica para Concursos Públicos

Este documento fornece um resumo dos principais tópicos abordados em uma apostila preparatória básica para concursos públicos. A apostila aborda disciplinas como Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Matemática, Ética no Serviço Público, Informática, Direito Administrativo e Direito Constitucional. O material apresenta os conteúdos de forma concisa e objetiva para preparar candidatos para as principais matérias cobradas em processos seletivos.
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APOSTILA

PREPARATÓRIA

BÁSICO PARA
CONCURSOS
- LÍNGUA PORTUGUESA
- NOÇÕES DE INFORMÁTICA
- ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO
- RACIOCÍNIO LÓGICO
- MATEMÁTICA
- NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
- NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO

BÁSICO PARA
CONCURSOS
BÁSICO PARA
CONCURSOS

Como Estudar para Concursos


Língua Portuguesa
Raciocínio Lógico-Matemático
Matemática
Ética do Servidor na Administração Pública
Informática
Direito Administrativo
Direito Constitucional
2016 FOCUS CONCURSOS
Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a repro-
dução de qualquer parte deste material, sem autorização prévia expressa por escrito do autor e da editora, por
quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos, microfílmicos,
fotográficos, gráficos e outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às características
gráficas.

APOSTILA PREPARATÓRIA BÁSICO PARA CONCURSOS


Organizadores:

Vitor Matheus Krewer , Marcelo Adriano Ferreira, Pablo Jamilk Flores

DIRETORIA EXECUTIVA
Evaldo Roberto da Silva
Ruy Wagner Astrath

PRODUÇÃO EDITORIAL
Vítor Matheus Krewer
05
DIAGRAMAÇÃO
Liora Vanessa Coutinho
Willian Brognoli

CAPA/ILUSTRAÇÃO
Rafael Lutinski

DIREÇÃO EDITORIAL
Pablo Jamilk Flores
Marcelo Adriano Ferreira

COORDENAÇÃO EDITORIAL
Pablo Jamilk Flores
Marcelo Adriano Ferreira
Daniel Sena

REVISÃO
Vítor Matheus Krewer
Pablo Jamilk

NÍVEL MÉDIO
Conhecimentos Gerais

Publicado em Junho/2016
APRESENTAÇÃO
Prezado aluno, dar tudo que verá aqui e compreender bem.
Desejamos que todo esse esforço se transforme em
Este material foi concebido para que você tivesse questões corretas e aprovações em concursos.
a oportunidade de entrar em contato com os conteú-
dos necessários para realizar a prova do seu concurso. Bons estudos!
Muito esforço foi empregado para que fosse possível
chegar à síntese de conteúdos que aqui está proposta.
Na verdade, esse material é o resultado do trabalho
dos escritores que se dedicam – há bastante tempo – à
preparação de candidatos para a realização de concur-
sos públicos.
A sugestão é que você faça um estudo sistemáti-
co com o que está neste livro. Dito de outra maneira:
você não deve pular partes deste material, pois há uma
ideia de unicidade entre tudo que está aqui publicado.
Cada exercício, cada capítulo, cada parágrafo, cada li-
nha dos textos será fundamental (serão fundamentais
em sua coletividade) para que sua preparação seja ple-
na.
Caso o seu objetivo seja a aprovação em um con-
curso público, saiba que partilhamos desse mesmo ob-
jetivo. Nosso sucesso depende necessariamente do seu
sucesso! Por isso, desejamos muita força, concentração
e disciplina para que você possa “zerar” os conteúdos
aqui apresentados, ou seja, para que você possa estu-

PROFESSOR
Pablo Jamilk
PROPOSTA DA APOSTILA PREPARATÓRIA BÁSICO PARA
CONCURSOS

O presente material tem como objetivo preparar candidatos com as principais disciplinas básicas cobradas em
concursos públicos.
Com a finalidade de permitir um estudo autodidata, na confecção do material foram utilizados diversos recursos
didáticos, dentre eles, Dicas e Gráficos. Assim, o estudo torna-se agradável, com maior absorção dos assuntos lecio-
nados, sem, contudo, perder de vista a finalidade de um material didático, qual seja uma preparação rápida, prática
e objetiva.

Conhecimentos Básicos Windows). 2. Microsoft Office: edição de textos, planilhas


e apresentações. 3. Redes de computadores. 3.1 Concei-
LÍNGUA PORTUGUESA tos básicos, ferramentas,aplicativos e procedimentos de
1. Compreensão e interpretação de textos. 2. Tipolo- Internet e intranet. 3.2 Programas de navegação (Micro-
giatextual. 3. Ortografia oficial. 4. Acentuação gráfica. 5. soft Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome e
Emprego das classes de palavras. 6. Emprego/correlação similares). 3.3 Programas de correio eletrônico(Outlook
de tempos e modos verbais. 7. Empregodo sinal indica- Express, Mozilla Thunderbird e similares). 3.4 Sítios de
tivo de crase. 8. Sintaxeda oração e do período. 9. Pon- busca e pesquisa na Internet. 3.5 Grupos de discussão.
tuação. 10. Concordância nominal e verbal. 11. Regência 3.6 Redes sociais. 3.7 Computação na nuvem (cloud com-
nominal e verbal. 12. Significação das palavras. puting). 4. Conceitos de organização e de gerenciamento
de informações, arquivos, pastas e programas. 5. Segu-
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO rança da informação. 5.1 Procedimentos de segurança.
Estruturas lógicas, Lógica de argumentação: analo- 5.2 Noções de vírus, worms e pragas virtuais. 5.3 Apli-
gias, inferências, deduções e conclusões, Lógica senten- cativos para segurança (antivírus, firewall, antispyware
cial (ou proposicional), Proposições simples e compostas, etc.). 5.4 Procedimentos de backup. 5.5 Armazenamento
Tabelas-verdade, Equivalências, Diagramas lógicos, Ló- de dados na nuvem (cloud storage).
gica de primeira ordem, Princípios de contagem e pro- 09
babilidade, Operações com conjuntos, Raciocínio lógico DIREITO ADMINISTRATIVO
envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matri- 1. Noções de organização administrativa. 2. Adminis-
ciais. traçãodireta e indireta, centralizada e descentralizada.
3. Atoadministrativo: conceito, requisitos, atributos, clas-
MATEMÁTICA sificação e espécies. 4. Agentes públicos. 4.1 Espécies e
1. Numeração; 2. Números naturais: múltiplos, diviso- classificação. 4.2 Cargo, emprego e função públicos. 5.
res, divisibilidade e restos; 3. M.D.C. e M.M.C.; 4. Núme- Poderesadministrativos. 5.1 Hierárquico, disciplinar,re-
ros fracionários e Operações com frações; 5. Números gulamentar e de polícia. 5.2 Uso e abuso do poder. 6.
Decimais e Dízimas Periódicas; 6. Sistemas de Unida- Controleda administração pública. Controle exercido
de, Notação Científica e Bases não Decimais; 7. Razões e pela administração pública.Controle judicial. Controle
Proporções; 8. Escalas; 9. Divisão Proporcional; 10. Regra legislativo. 7. Responsabilidade civil do Estado. Respon-
de Três Simples ou Composta; 11. Porcentagem; 12. Teoria sabilidade civil do Estado no direito brasileiro.Responsa-
dos Conjuntos: Conjuntos Numéricos; Relações, Funções bilidade por ato comissivo do Estado. Responsabilidade
de Primeiro e Segundo Grau; 13. Noções de Probabili- por omissão do Estado. Requisitos para a demonstração
dade e Estatística Descritiva; 14. Noções de Lógica; 15. da responsabilidade do Estado. Causasexcludentes e ate-
Matemática Financeira; 16. Aplicações e Operações com nuantes da responsabilidade do Estado. 8. Licitação. 8.1
Inequações; 17. Sequências e Progressões Aritméticas e Princípios, dispensa einexigibilidade. 8.2 Modalidades.
Geométricas; 18. Operações com Matrizes, Logaritmos, 8.3 Lei no 8.666/1993. 9. Controle e responsabilização
Raízes e Radicais, Fatoração Algébrica; da administração. 9.1 Controles administrativo, judiciale
legislativo. 9.2 Responsabilidade civil do Estado. 10. Lei
ÉTICA no 8.112/1990 e alterações:Normas Constitucionais Perti-
1. Ética e moral. 2. Ética, princípios e valores. 3. Ética e nentes aos Servidores Públicos. 10.1 Direitos, Deveres e
democracia: exercício da cidadania. 4. Ética e função pú- Proibições do Servidor Público e seu Regime Disciplinar.
blica. 5. Ética no Setor Público. 5.1. Decreto nº 1.171/1994 10.2 Formasde Provimento e Vacância do Cargo Público.
(Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do 10.3 SeguridadeSocial do Servidor. 11. Lei no 8.429/1992:
Poder Executivo Federal) 5.2. Resoluções 1 a 10 da Comis- das disposições gerais, dos atos de improbidade admi-
são de Ética Pública da Presidência da República. nistrativa.

INFORMÁTICA DIREITO CONSTITUCIONAL


1. Noções de sistema operacional (ambientes Linux e 1. Constituição da República Federativa do Brasil de
1988, Emendas Constitucionais e EmendasConstitucio-
nais de Revisão: princípios fundamentais. 2. Aplicabili-
dadedas normas constitucionais: normas de eficácia ple-
na, contida e limitada;normas programáticas. 3. Direitose
garantias fundamentais: direitos e deveres individuais e
coletivos; direitossociais; direitos de nacionalidade; direi-
tos políticos. 4. Organização político-administrativa: das
competências da União, Estados, Distrito Federal eMu-
nicípios. 5. Administração Pública: disposições gerais;
servidores públicos.

10
COMO ESTUDAR
PARA CONCURSOS
PROFESSOR
Willian Prates

Professor de Direito Constitucional, Administrativo,


Tributário e Processo Civil em diversos preparatórios
para concursos públicos. Foi coordenador pedagógico
de diversos preparatórios para concursos. Palestrante
sobre planejamento e técnicas de estudos. Palestran-
te motivacional. Foi Cadete do Curso de Formação de
Oficiais da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais –
aprovado no concurso aos 17 anos de idade. Aprovado
em mais de 13 concursos públicos e vestibulares de
universidades públicas.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
1. PLANEJAMENTO E TÉCNICAS DE ESTUDOS............................................................................................................................. 15
O Segredo da Aprovação...........................................................................................................................................................................................................................15
Planejamento De Estudos.........................................................................................................................................................................................................................15
Aspectos Objetivos......................................................................................................................................................................................................................................16
Aspectos Subjetivos....................................................................................................................................................................................................................................19
Técnicas de Estudos................................................................................................................................................................................................................................... 22
Generalidades do Método........................................................................................................................................................................................................................ 22
Dicas para Melhorar a Concentração................................................................................................................................................................................................. 25
Técnicas para Melhorar a Concentração........................................................................................................................................................................................... 27
Técnica do Chute Calibrado - TCC....................................................................................................................................................................................................... 28

13
1. PLANEJAMENTO E TÉCNICAS mas demora; e pessoas que são esforçadas e estudam
com técnica e disciplina, que são aprovadas mais rapi-
DE ESTUDOS damente.
Elimine de sua cabeça que concurso é apenas para
O Segredo da Aprovação “gênios”. Não deposito muita fé naquelas pessoas que
posam de mestres, gênios, cheios de segredos, como se
Caro(a) amigo(a) FOCUS CONCURSOS: o conhecimento fosse para ser escondido a sete chaves,
Logo que iniciei a minha trajetória no mundo dos que somente eles têm conhecimento e mais ninguém
concursos públicos, aos 17 anos, enfrentei várias dificul- pode ter. Gosto de partilhar o que aprendi, ajudando a
dades: falta de dinheiro, descrença das pessoas no meu melhorar a vida das pessoas, pois um dos grandes se-
potencial, falta de material adequado (consequência da gredos do sucesso (não é mais segredo) é a humildade,
falta de dinheiro, rs) etc. pois somos eternos alunos e sempre aprenderemos algo
Porém, a maior dificuldade que enfrentei foi organi- com o próximo.
zar minha rotina de estudos, pois a desorganização gera Com muita garra, disciplina, transpiração (trabalho),
improdutividade, o que acaba desmotivando o concur- criatividade e dedicação, é plenamente possível que
seiro. você seja aprovado no concurso público que deseja, pois,
Os editais de concurso, desde os mais simples até os como já foi dito, concurso público é para todos.
mais complexos, cobram diversas disciplinas, e, se não Fique firme e mantenha a fé, pois sua hora vai che-
houver organização, o candidato se perde facilmente, e, gar. Conte comigo nesta jornada.
ao ficar perdido, vem a falta de motivação.
Com as dificuldades do dia-a-dia, percebi a necessi- Planejamento De Estudos
dade de me organizar, desenvolver métodos de estudo
eficientes, que me possibilitassem obter a tão sonhada Generalidades
aprovação em um concurso público.
Através dos erros e acertos (foram muitas “cabeça- Saber planejar uma boa rotina de estudos, com pro-
das”), consegui encontrar um método eficiente de es- dutividade, é fundamental para se alcançar o sucesso, ou
tudos, com produtividade e boa fixação dos conteúdos seja, a aprovação no concurso público dos seus sonhos.
estudados. Amarguei várias reprovações, que me ensi- A falta de planejamento reflete negativamente no
naram muito, mas também obtive várias aprovações. Eis dia a dia, diminuindo a produtividade, a concentração,
algumas: aumenta o tempo de aprendizado etc., e, consequente-
15
mente, afeta a motivação, o que leva muitos concurseiros
• CFO – PMMG – Curso de Formação de Ofi- a desistirem ou, ao menos, interromperem a sua prepa-
ciais da PMMG; ração.
• CTSP – PMMG; Quando se estuda com planejamento e técnica, a
• Detetive da PCMG (2003); aprovação chega mais rápido. Lembre-se que o concurso
• Vestibular Unimontes – PAES – Enferma- público é uma batalha, mas para vencê-la é preciso ter
gem; técnica, disciplina e uma boa dose de motivação.
• Vestibular UFMG – Engenharia Química;
• Corpo de Bombeiros Militar do Estado de
Minas Gerais;;
• CREA/MG (2008);
• Banco Central do Brasil;
• CRBM 3ª Região (2009);
• Ministério Público da União – MPU;
• Vestibular Unimontes – Direito – Sistema
Universal;
• E vários outros concursos.

Com toda experiência adquirida ao longo de minha


jornada como concurseiro e vestibulando, observei que
as técnicas que aprendi e desenvolvi poderiam ser úteis
a outras pessoas, facilitando a conquista de sonhos, e da
tão famigerada estabilidade que o serviço público pro-
Na hora de planejar, vários são os aspectos que de-
picia.
vem ser levados em consideração. Para facilitar, divido o
Posso te dizer uma coisa, sem medo de errar: con-
planejamento em aspectos objetivos e subjetivos, quais
curso público é para todos, e não apenas para
sejam:
os “superdotados”. É para pessoas comuns, como eu,
Aspectos objetivos
você, seus amigos, vizinhos, colegas..., de modo que não
há iluminados, e sim, pessoas que não se esforçam, e
• Local de estudo;
são reprovadas; esforçadas, que conseguem a aprovação,
• Iluminação;
COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS - WILLIAN PRATES

• Suporte para livros; Iluminação


• Redes sociais;
• Escolha dos materiais de estudo; e Já ouvi muita gente reclamar de dor de cabeça por-
• Mobília. que “estudou demais”.
No entanto, geralmente esse é o efeito de tentar fazer
Aspectos subjetivos leituras prolongadas em ambientes mal iluminados. Eu
falei “tentar” justamente porque dificilmente você con-
• Ciclo de estudos; seguirá estudar por muito tempo em um ambiente com
• Tempo ideal de estudos; e pouca ou muita luz.
• Planejamento pré e pós-edital. Outras sensações comuns durante a leitura é o la-
crimejamento excessivo, ardência ou sensação de areia
Aspectos Objetivos nos olhos. Uma dica importante dada pelo Instituto de
Moléstias Oculares é o seguinte:
Local de Estudo
Em ambientes com ar condicionado, é muito im-
Preparar um bom local de estudos é de suma im- portante a troca regular dos filtros de ar, como tam-
portância para se alcançar o resultado desejado, que é a bém a instalação de umidificadores para não com-
aprovação no concurso público. prometer a lubrificação natural dos olhos. Portanto,
O local não precisa ser suntuoso, um quartel general a pessoa deve ficar atenta a sinais como lacrimeja-
do concurseiro ou algo do tipo. Por mais simples que seja mento excessivo, ardência ou sensação de areia nos
o seu ambiente de estudos, o seu local de estudos precisa olhos. Quando estes sintomas começarem a apare-
ser: cer, é hora de desligar o ar condicionado.

• Limpo; Dois pilares da preparação para um concurso público


• Organizado; são a gestão do tempo e a motivação de quem está
• Agradável; se preparando. A iluminação do Ambiente de Estudo
• Bem iluminado; é tão importante que interfere nessas duas bases da sua
• Mobília adequada. preparação.
Num ambiente adequadamente iluminado você pou-
Para não ficar desconcentrado na hora em que esti- pa esforços e não desvia sua atenção. Sente mais prazer
16
ver estudando, certifique-se de que você tem à mão todo em estudar, pois não há interferência da iluminação no
o material que vai precisar: processo de leitura. Como veremos a seguir, você pode
até tomar medidas práticas para que a luz do ambiente
• Lápis e borracha; trabalhe a favor dos seus estudos.
• Canetas de várias cores;
• Folhas ou cadernos para a realização dos Como deve ser a iluminação do seu ambiente
resumos; de estudo?
• Livros; Inicialmente é preciso quebrar um mito: não
• Apostilas; há diferença qualitativa para a leitura entre as lâmpadas
• Cadernos de questões; fluorescentes (brancas) e incandescentes (amarelas).
• Dicionário etc. Ambas podem ser adequadas, se devidamente regu-
ladas em relação à sua capacidade de iluminação.
Prepara um ambiente de estudos o mais silencioso O ideal é que a iluminação artificial simule a luz na-
possível, em antes de iniciar a rotina diária de estudos, tural do dia, por dois motivos:
dê uma rápida organizada (a bagunça é um elemento de
distração), certifique-se de que todos os materiais estão I. Ela não atinge os extremos – muito clara
próximos, e separe os materiais que irá utilizar no dia, ou muito escusa;
de modo que você minimize a necessidade de ficar pro- II. Ela não gera muitas sombras durante a lei-
curando algo quando precisar, evitando a distração. tura, o que diminui a fadiga ocular.
A organização influencia diretamente na concentra-
ção e produtividade dos estudos. Seja organizado!
Uma dica importante é sempre deixar uma garrafi- Dica Focus: Durante o dia, tente
nha de água próximo, pois a sinapse nervosa (comunica-
aproveitar ao máximo a luz natural, p. ex.,
ção entre os neurônios) ocorre melhor em meio aquoso,
além de a desidratação contribuir para a ocorrência de que entra pela janela.
pequenas isquemias cerebrais, o que prejudica forte-
mente o processo de aprendizado. A iluminação adequada se torna mais importante
ainda quando os estudos são realizados no período no-
turno, pois se o local de estudos não for adequadamente
iluminado, o estudo se torna quase que inviável, além de
favorecer o sono. e a concentração.
A leitura, sem a utilização de um suporte faz com que
o concurseiro fique com o pescoço inclinado por várias
horas, o que provoca:
Dica Focus: à noite, ou em am-
bientes fechados, procure o meio-termo e • Dores no pescoço;
perceba o conforto sentido pelas suas vis- • Cansaço muscular;
tas durante a leitura. Além disso, evite se • Tensão muscular;
• Baixa concentração;
posicionar de modo que seu campo de vi- • Baixo rendimento.
são esteja alcançando a lâmpada, gerando
ofuscamento. Importante frisar que o pescoço funciona como uma
espécie de tubulação que leva oxigênio para o cérebro,
Assim, certifique-se que o seu ambiente está adequa- e, assim, se você estudar com ele “dobrado” por várias
damente iluminado, e use uma luminária de mesa, pois horas a fio, a oxigenação cerebral pode ser prejudicada.
que seja feita uma iluminação indireta (a iluminação di- Cérebro bem oxigenado é sinônimo de bom aprendizado
reta pode cansar os olhos). e concentração.
Assim, recomendo a utilização de um suporte para
livros e apostilas, que lhe propiciará:
Observação: Use, de preferência,
uma luminária articulável, daquelas que • Melhoria da postura;
são presas na borda da sua mesa de estu- • Redução significativa das dores musculares;
• Redução do cansaço físico e mental;
dos. Eis abaixo um exemplo:
• Aumento da capacidade de concentração e
aprendizado;
• Leitura veloz, dinâmica e eficaz;
• Melhoria da qualidade de vida.

Na internet, é possível encontrar os mais variados


modelos de suporte para livros, para os mais variados
gostos e bolsos. Gosto muito do que são fabricados em 17
MDF. Veja um exemplo:

Dica Focus: use de preferência


uma lâmpada de led, pois a mesma propi- Redes Sociais e Celular
cia uma iluminação mais natural, além de
Com o desenvolvimento de novas tecnologias e ferra-
ser uma lâmpada econômica. Além disso.
mentas de comunicação, as pessoas estão cada vez mais
Posicione a luminária no lado oposto da ligadas nas redes sociais através do celular, do tablet, do
mão que você usa para escrever – se for computador etc.
canhoto, coloque do lado direito; se for des- É inegável que as redes sociais são importantes
meios para troca de informações, até mesmo em concur-
tro, coloque do lado esquerdo.
sos públicos: grupos de resolução de questões, troca de
dicas, tirar dúvidas etc.
Suporte para Livros

A postura inadequada prejudica muito o aprendizado


LÍNGUA
PORTUGUESA
PROFESSOR
Pablo Jamilk
Professor de Língua Portuguesa, Redação e Redação
Oficial. Formado em Letras pela Universidade Estadual
do Oeste do Paraná. Mestre em Letras pela Universida-
de Estadual do Oeste do Paraná. Doutorando em Letras
pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Espe-
cialista em concursos públicos, é professor em diversos
estados do Brasil.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
1. COMO ESTUDAR LÍNGUA PORTUGUESA...................................................................................................................................35
Introdução...................................................................................................................................................................................................................................................... 35
Morfologia: classes de palavras............................................................................................................................................................................................................ 35
Artigo............................................................................................................................................................................................................................................................... 35
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 36

2. MORFOLOGIA..........................................................................................................................................................................................36
Adjetivo........................................................................................................................................................................................................................................................... 36
Classificação Quanto ao Sentido........................................................................................................................................................................................................... 36
Classificação Quanto à Expressão........................................................................................................................................................................................................ 36
Adjetivo x Locução Adjetiva................................................................................................................................................................................................................... 36
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 39
Advérbio......................................................................................................................................................................................................................................................... 39
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 39
Conjunção....................................................................................................................................................................................................................................................... 40
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 40
Preposição...................................................................................................................................................................................................................................................... 41
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 41
Pronome.......................................................................................................................................................................................................................................................... 41
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 44
Substantivo.................................................................................................................................................................................................................................................... 44

3. SINTAXE.....................................................................................................................................................................................................46
Sujeito.............................................................................................................................................................................................................................................................. 47
Predicado........................................................................................................................................................................................................................................................ 48
Termos Integrantes.................................................................................................................................................................................................................................... 48
Vozes Verbais................................................................................................................................................................................................................................................ 48
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 49
Tempos e Modos verbais.......................................................................................................................................................................................................................... 49
Formas Nominais do Verbo..................................................................................................................................................................................................................... 50
Complementos Verbais............................................................................................................................................................................................................................. 50
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 5 1

4. ACENTUAÇÃO GRÁFICA....................................................................................................................................................................52 33
Antecedentes................................................................................................................................................................................................................................................. 52
Encontros vocálicos.................................................................................................................................................................................................................................... 52
Regras de Acentuação............................................................................................................................................................................................................................... 52
Alterações do Novo Acordo Ortográfico............................................................................................................................................................................................ 53
Questão Gabaritada................................................................................................................................................................................................................................... 53

5. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL .....................................................................................................................................54


Conceituação................................................................................................................................................................................................................................................. 54
Concordância Verbal................................................................................................................................................................................................................................. 54
Regras com Verbos Impessoais............................................................................................................................................................................................................. 55
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 55
Concordância Nominal............................................................................................................................................................................................................................. 56
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 57

6. CRASE.........................................................................................................................................................................................................57
Casos Proibitivos......................................................................................................................................................................................................................................... 58
Casos Obrigatórios..................................................................................................................................................................................................................................... 58
Casos Facultativos....................................................................................................................................................................................................................................... 59
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 59

7. COLOCAÇÃO PRONOMINAL..............................................................................................................................................................59
Posições dos Pronomes – Casos de Colocação ............................................................................................................................................................................... 60
Colocação Facultativa................................................................................................................................................................................................................................ 61
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 61

8. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL .................................................................................................................................................. 61


Principais Casos de Regência Verbal: ............................................................................................................................................................................................... 62
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 63
Regência Nominal....................................................................................................................................................................................................................................... 64
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 64

9. PONTUAÇÃO ...........................................................................................................................................................................................65
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 66
Ponto Final – Pausa Total......................................................................................................................................................................................................................... 66
Ponto-e-Vírgula – Pausa Maior do que uma Vírgula e Menor do que um Ponto Final.................................................................................................. 66
SUMÁRIO

Dois-Pontos – Indicam Algum Tipo de Apresentação ................................................................................................................................................................. 67


Aspas – Indicativo de Destaque. .......................................................................................................................................................................................................... 67
Reticências (...).............................................................................................................................................................................................................................................. 67
Parênteses...................................................................................................................................................................................................................................................... 67
Travessão........................................................................................................................................................................................................................................................ 68
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 68

10. ORTOGRAFIA.........................................................................................................................................................................................68
Definição......................................................................................................................................................................................................................................................... 68
Emprego de “E” e “I”................................................................................................................................................................................................................................... 68
Empregaremos o “I”................................................................................................................................................................................................................................... 69
Orientações sobre a Grafia do Fonema /S/...................................................................................................................................................................................... 69
Emprego do SC............................................................................................................................................................................................................................................. 70
Grafia da Letra “S” com Som de “Z”..................................................................................................................................................................................................... 70
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 7 1

11. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS........................................................................................................................................................ 71


Tipologia Textual......................................................................................................................................................................................................................................... 7 1
Texto Narrativo............................................................................................................................................................................................................................................ 7 1
Texto Descritivo:.......................................................................................................................................................................................................................................... 7 1
Texto Dissertativo....................................................................................................................................................................................................................................... 72
Leitura e Interpretação de Textos........................................................................................................................................................................................................ 72
Vícios de Leitura.......................................................................................................................................................................................................................................... 72
Organização Leitora................................................................................................................................................................................................................................... 72

12. ESTILÍSTICA: FIGURAS DE LINGUAGEM..................................................................................................................................74


Figuras de Linguagem.............................................................................................................................................................................................................................. 74
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 75

13. REESCRITURA DE SENTENÇAS ...................................................................................................................................................75


Substituição................................................................................................................................................................................................................................................... 75
Deslocamento................................................................................................................................................................................................................................................ 76
Paralelismo.................................................................................................................................................................................................................................................... 76
Variação Linguística.................................................................................................................................................................................................................................. 77
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 77
34
14. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS....................................................................................................................................................79
Campo Semântico....................................................................................................................................................................................................................................... 79
Sinonímia e Antonímia............................................................................................................................................................................................................................. 79
Hiperonímia e Hiponímia........................................................................................................................................................................................................................ 79
Homonímia e Paronímia.......................................................................................................................................................................................................................... 79
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................... 87
CAPÍTULO 01 - Como Estudar Língua Portuguesa

1. COMO ESTUDAR LÍNGUA mais simples para construir uma base sólida para a re-
flexão sobre a Língua Portuguesa.
PORTUGUESA
Artigo: termo que particulariza um substantivo.
Introdução Ex.: o, a, um, uma.

A parte inicial desse material se volta para a orienta- Adjetivo: termo que qualifica, caracteriza ou indica
ção a respeito de como estudar os conteúdos dessa dis- a origem de outro.
ciplina. É preciso que você faça todos os apontamentos Ex.: interessante, quadrado, alemão.
necessários, a fim de que sua estratégia de estudo seja
produtiva. Vamos ao trabalho! Advérbio: termo que imprime uma circunstância
Teoria: recomendo que você estude teoria em 30 % sobre verbo, adjetivo ou advérbio.
do seu tempo de estudo. Quer dizer: leia e decore as re- Ex.: mal, bem, velozmente.
gras gramaticais.
Prática: recomendo que você faça exercícios em Conjunção: termo de função conectiva que pode
40% do seu tempo de estudo. Quem quer passar tem que criar relações de sentido.
conhecer o inimigo, ou seja, a prova. Ex.: mas, que, embora.
Leitura: recomendo que você use os outros 30% para
a leitura de textos de natureza variada. Assim, não terá Interjeição: termo que indica um estado emotivo
problemas com interpretação na prova. momentâneo.
Ex.: Ai! Ufa! Eita!
Níveis de Análise da Língua:
Numeral: termo que indica quantidade, posição,
Fonético / Fonológico: parte da análise que estuda multiplicação ou fração.
os sons, sua emissão e articulação. Ex.: sete, quarto, décuplo, terço.
Morfológico: parte da análise que estuda a estrutu-
ra e a classificação das palavras. Preposição: termo de natureza conectiva que im-
Sintático: parte da análise que estuda a função das prime uma relação de regência.
palavras em uma sentença. Ex.: a, de, em, para.
Semântico: parte da análise que investiga o signifi-
cado dos termos. Pronome: termo que retoma ou substitui outro no 35
Pragmático: parte da análise que estuda o sentido texto.
que a expressões assumem em um contexto. Ex.: cujo, lhe, me, ele.

Substantivo: termo que nomeia seres, ações ou


Exemplos: anote os termos da conceitos da língua.
análise. Ex.: pedra, Jonas, fé, humanidade.
O aluno fez a prova.
Verbo: termo que indica ação, estado, mudança de
estado ou fenômeno natural e pode ser conjugado.
Morfologicamente falando, temos a se- Ex.: ler, parecer, ficar, esquentar.
guinte análise:
O = artigo. A partir de agora, estudaremos esses termos mais
pontualmente. Apesar disso, já posso antecipar que os
Aluno = substantivo.
conteúdos mais importantes e mais cobrados em concur-
Fez = verbo. sos são: advérbios, conjunções, preposições, pronomes e
A = artigo. verbos.
Prova = substantivo.
Artigo
Sintaticamente falando, temos a se-
Termo que define ou indefine um substantivo, par-
guinte análise: ticularizando-o de alguma forma. Trata-se da partícula
O aluno = sujeito. gramatical que precede um substantivo.
Fez a prova = predicado verbal.
A prova = objeto direto. Classificação:
• Definidos: o, a, os, as.
• Indefinidos: um, uma, uns, umas.

Morfologia: classes de palavras


Iniciemos o nosso estudo pela Morfologia. Assim, é
LÍNGUA PORTUGUESA

Emprego do Artigo: dica a origem de outro”. Vejamos os exemplos:

1 – Definição ou indefinição de termo. • Casa vermelha.


Ex.: Ontem, eu vi o aluno da Sandra. • Pessoa eficiente.
Ex.: Ontem, eu vi um aluno da Sandra. • Caneta alemã.

2 – Substantivação de termo: Veja que “vermelha” indica a característica da casa;


Ex.: O falar de Juliana é algo que me encanta. “eficiente” indica uma qualidade da pessoa; e “alemã”
indica a origem da caneta. No estudo dos adjetivos, o
3 – Generalização de termo (ausência do arti- mais importante é identificar seu sentido e sua classi-
go) ficação.
Ex.: O aluno gosta de estudar.
Ex.: Aluno gosta de estudar. Classificação Quanto ao Sentido
4 – Emprego com “todo”: Restritivo: adjetivo que exprime característica que
Ex.: O evento ocorreu em toda cidade. não faz parte do substantivo, portanto restringe o seu
Ex.: O evento ocorreu em toda a cidade. sentido.

5 – Como termo de realce:


Ex.: Aquela menina é “a” dentista. Exemplos: cachorro inteligente,
menina dedicada.
Observação: mudança de sentido pela flexão:
Ex.: O caixa / A caixa. Explicativo: adjetivo que exprime característica
Ex.: O cobra / A cobra. que já faz parte do substantivo, portanto explica o seu
sentido.

Questões Gabaritadas Exemplos: treva escura, animal


(IBFC) Veja as três palavras que seguem. Com- mortal.
plete as lacunas com o artigo.___ púbis;___cal;__
36
mascote. Em concordância com o gênero das pala-
vras apresentadas, assinale abaixo a alternativa Classificação Quanto à Expressão
que completa, correta e respectivamente, as lacu-
nas. Objetivo: indica caraterística, não depende da sub-
jetividade.
a. o/a/a
b. a/a/o.
c. o/o/a Exemplos: Roupa verde.
d. a/o/o

Resposta: A Subjetivo: indica qualidade, depende de uma aná-


lise subjetiva.
(MB) Assinale a opção em que a palavra desta-
cada é um artigo. Exemplos: Menina interessante.
a. Foi a pé para casa. Gentílico: indica origem
b. O aluno fez a prova a lápis.
c. Chegamos a São Paulo no inverno.
d. Convidaram a mãe para as férias. Exemplos: Comida francesa.
e. Não a deixaram de fora da festa.

Resposta: D
Adjetivo x Locução Adjetiva
2. MORFOLOGIA Essencialmente, a distinção entre um adjetivo e uma
locução adjetiva está na formação desses elementos. Um
Adjetivo adjetivo possui apenas um termo, ao passo que a locução
adjetiva possui mais de um termo. Veja a diferença:
Podemos tomar como definição de adjetivo a seguinte
sentença “termo que qualifica, caracteriza ou in- Ela fez a sua leitura do dia.
Ela fez a sua leitura diária.
CAPÍTULO 02 - Morfologia

ADJETIVO LOCUÇÃO ADJETIVA D


A dedo digital

abdômen abdominal diamante diamantino, adamantino

abelha apícola dinheiro pecuniário

abutre vulturino E
açúcar sacarino elefante elefantino

águia aquilino enxofre sulfúrico

alma anímico esmeralda esmeraldino

aluno discente esposos esponsal

anjo angelical estômago estomacal, gástrico

ano anual estrela estelar

arcebispo arquiepiscopal F
aranha aracnídeo fábrica fabril
asno asinino face facial
audição ótico, auditivo falcão falconídeo

B farinha farináceo

baço esplênico fera ferino

bispo episcopal ferro férreo

boca bucal, oral fígado figadal, hepático

bode hircino filho filial

boi bovino fogo ígneo 37


bronze brônzeo, êneo frente frontal

C G
cabeça cefálico gado pecuário

cabelo capilar gafanhoto acrídeo

cabra caprino garganta gutural

campo campestre, bucólico ou rural gato felino

cão canino gelo glacial

carneiro arietino gesso típseo

Carlos Magno carolíngio guerra bélico

cavalo cavalar, equino, equídeo ou hí- H


pico
homem viril, humano
chumbo plúmbeo
I
chuva pluvial
idade etário
cidade citadino, urbano
ilha insular
cinza cinéreo
irmão fraternal
coelho cunicular
intestino celíaco, entérico
cobra viperino, ofídico
inverno hibernal, invernal
cobre cúprico
irmão fraternal, fraterno
coração cardíaco, cordial
J
crânio craniano
junho junino
criança pueril, infantil
LÍNGUA PORTUGUESA

L pântano palustre

laringe laríngeo pato anserino

leão leonino pedra pétreo

lebre leporino peixe písceo ou ictíaco

leite lácteo, láctico pele epidérmico, cutâneo

lobo lupino pescoço cervical

lua lunar, selênico pombo colombino

M porco suíno, porcino

macaco simiesco, símio, macacal prata argênteo ou argentino

madeira lígneo predador predatório

mãe maternal, materno professor docente

manhã matutino, matinal prosa prosaico

mar marítimo proteína protéico

marfim ebúrneo, ebóreo pulmão pulmonar

mármore marmóreo pus purulento

memória mnemônico Q
mestre magistral quadris ciático

moeda monetário, numismático R


monge monacal, monástico raposa vulpino

morte mortífero, mortal, letal rio fluvial

38 N rato murino

nádegas glúteo rim renal

nariz nasal rio fluvial

neve níveo, nival rocha rupestre

noite noturno S
norte setentrional, boreal selo filatélico

nuca occipital serpente viperino, ofídico

núcleo nucleico selva silvestre

O sintaxe sintático

olho ocular, óptico, oftálmico sonho onírico

orelha auricular sul meridional, austral

osso ósseo T
ouro áureo tarde vesperal, vespertino

outono outonal terra telúrico, terrestre ou terreno

ouvido ótico terremotos sísmico

ovelha ovino tecido têxtil

P tórax torácico

paixão passional touro taurino

pai paternal, paterno trigo tritício

paixão passional U
pâncreas pancreático umbigo umbilical
CAPÍTULO 02 - Morfologia

urso ursino
tante saber reconhecer os advérbios em uma sentença,
portanto anote esses exemplos e acompanhe a análise.
V
vaca vacum
• Verbo.
• Adjetivo.
veia venoso • Advérbio.
velho senil
Categorias adverbiais: essas categorias resumem
vento eóleo, eólico os tipos de advérbio, mas não essencialmente todos os
verão estival sentidos adverbiais.
víbora viperino
• Afirmação: sim, certamente, claramente
vidro vítreo ou hialino etc.
• Negação: não, nunca, jamais, absolutamen-
virgem virginal
te.
virilha inguinal • Dúvida: quiçá, talvez, será, tomara.
visão óptico ou ótico
• Tempo: agora, antes, depois, já, hoje, ontem.
• Lugar: aqui, ali, lá, acolá, aquém, longe.
vontade volitivo • Modo: bem, mal, depressa, debalde, rapida-
voz vocal mente.
• Intensidade: muito, pouco, demais, menos,
mais.
Cuidados importantes ao analisar um adjetivo:
• Interrogação: por que, como, quando,
• Pode haver mudança de sentido:
onde, aonde, donde.
• Homem pobre X Pobre homem.
• Designação: eis.
Na primeira expressão, a noção é de ser desprovido
de condições financeiras; na segunda, a ideia e de indiví- Advérbio x Locução Adverbial
duo de pouca sorte ou de destino ruim.
A distinção entre um advérbio e uma locução adver-
bial é igual à distinção entre um adjetivo e uma locução
Questões Gabaritadas adjetiva, ou seja, repousa sobre a quantidade de termos. 39
Enquanto só há um elemento em um advérbio; em uma
(CESGRANRIO) Em “Ele me observa, incrédu- locução adverbial, há mais de um elemento. Veja os
lo”, a palavra que substitui o termo destacado, exemplos:
sem haver alteração de sentido, é:
• Aqui, deixaremos a mala. (Advérbio)
a. feliz • Naquele lugar, deixaremos a mala. (Locução
b. inconsciente adverbial)
c. indignado • Sobre o móvel da mesa, deixaremos a mala.
d. cético (Locução adverbial)
e. furioso

Resposta: D Questões Gabaritadas

(VUNESP) Indique o verso em que ocorre um (FCC) Érico Veríssimo nasceu no Rio Grande
adjetivo antes e outro depois de um substantivo: do Sul (Cruz Alta) em 1905, de família de tradição
e fortuna que repentinamente perdeu o poderio
a. O que varia é o espírito que as sente econômico. O advérbio grifado na frase acima tem
b. Mas, se nesse vaivém tudo parece igual o sentido de:
c. Tons esquivos e trêmulos, nuanças
d. Homem inquieto e vão que não repousas! a. à revelia.
e. Dentro do eterno giro universal b. de súbito.
c. de imediato.
Resposta: E d. dia a dia.
e. na atualidade.

Resposta: B
Advérbio
(AOCP) A expressão destacada que NÃO indica
Trata-se de palavra invariável, que imprime uma cir- tempo é
cunstância sobre verbo, adjetivo ou advérbio. É impor-
LÍNGUA PORTUGUESA

a. “...mortes entre os jovens, especialmente nos DINADA SUBSTANTIVA.


países...”
b. “...Mais recentemente, me admiro com a co-
ragem...” Exemplos: É fundamental que o
c. “...diagnosticar precocemente doenças men- país mude sua política.
tais.”
d. “...O que temos até então é um manual...” Maria não disse se faria a questão.
e. “...um milhão de pessoas morrem anualmen-
te...”
Adverbiais: Introduzem ORAÇÃO SUBORDINA-
Resposta: A DA ADVERBIAL.
São 9 tipos de conjunção:
Conjunção
• Causal: já que, uma vez que, como, porque.
Pode-se definir a conjunção como um termo invari- • Comparativa: como, tal qual, mais (do)
ável, de natureza conectiva que pode criar relações de que.
sentido (nexos) entre palavras ou orações. Usualmente, • Condicional: caso, se, desde que, contanto
as provas costumam cobrar as relações de sentido ex- que.
pressas pelas conjunções, desse modo, o recomendável • Conformativa: conforme, segundo, conso-
é empreender uma boa classificação e memorizar algu- ante.
mas tabelas de conjunção. • Consecutiva: tanto que, de modo que, de
sorte que.
Classificação das Conjunções • Concessiva: embora, ainda que, mesmo
que, apesar de que, conquanto.
Coordenativas • Final: para que, a fim de que, porque.
• Proporcional: à medida que, à proporção
Ligam termos sem dependência sintática. Isso quer que, ao passo que.
dizer que não desempenham função sintática uns em • Temporal: quando, sempre que, mal, logo
relação aos outros. que.
40
Exemplos: Machado escreveu
contos e poemas. Exemplos: Já que tinha dinheiro,
resolveu comprar a motocicleta.
Drummond escreveu poemas e entrou
para a história.
Questões Gabaritadas
(FCC) Ainda que já tivesse uma carreira solo
Categoria Conjunção Exemplo de sucesso [...], sentiu que era a hora de formar
seu próprio grupo. Outra redação para a frase aci-
Aditiva E, nem, não só... mas Pedro assistiu ao fil-
também, bem como, me e fez um comen- ma, iniciada por “Já tinha uma carreira...” e fiel ao
como também. tário logo após. sentido original, deve gerar o seguinte elo entre
as orações:
Adversativa Mas, porém, contu- A criança caiu no
do, entretanto, toda- chão, todavia não
via, no entanto. chorou. a. de maneira que.
b. por isso.
Alternativa Ou, ora...ora, quer... Ora Márcio estu-
c. mas.
quer, seja...seja. dava, ora escrevia
seus textos. d. embora.
e. desde que.
Conclusiva Logo, portanto, as- Mariana estava do-
sim, então, pois ente; não poderia
(após o verbo). vir, pois, ao baile. Resposta: C

Explicativa Que, porque, pois Traga o detergente,


(FCC) Segundo ele, a mudança climática con-
(antes do verbo), porque preciso la-
porquanto. var essa louça. tribuiu para a ruína dessa sociedade, uma vez
que eles dependiam muito dos reservatórios que
Subordinativas eram preenchidos pela chuva. A locução conjun-
tiva grifada na frase acima pode ser corretamente
Ligam termos com dependência sintática: substituída pela conjunção:
Integrantes: Introduzem uma ORAÇÃO SUBOR-
RACIOCÍNIO
LÓGICO-MATEMÁTICO
PROFESSOR
Jhoni Zini
Formado em Matemática pela Universidade Esta-
dual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. Especialista em
Ensino da Matemática pela Universidade Paranaense
– UNIPAR. Mestrando em Educação pela Universidade
Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE Professor de
Matemática, Matemática Financeira, Estatística e Ra-
ciocínio Lógico, atua desde 1998 em cursos preparató-
rios para concursos e pré-vestibulares.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
1. LÓGICA PROPOSICIONAL................................................................................................................................................................. 101
Proposição Simples...................................................................................................................................................................................................................................101
Sentença Aberta.........................................................................................................................................................................................................................................101
Princípio do Terceiro Excluído.............................................................................................................................................................................................................101
Princípio da Não Contradição..............................................................................................................................................................................................................102
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................102
Proposição Composta..............................................................................................................................................................................................................................103
Conectivos....................................................................................................................................................................................................................................................103
Sinônimos do conectivo E......................................................................................................................................................................................................................104
Sinônimos do conectivo Se ..., então..................................................................................................................................................................................................104
Simbolização de Expressões.................................................................................................................................................................................................................106
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 107

2. TABELA VERDADE DOS CONECTIVOS LÓGICOS..................................................................................................................108


Tabela Verdade “E”................................................................................................................................................................................................................................... 108
Tabela Verdade “OU”............................................................................................................................................................................................................................... 108
Tabela Verdade “OU...OU”...................................................................................................................................................................................................................... 109
Tabela Verdade “Se...Então”.................................................................................................................................................................................................................. 109
Tabela Verdade “se, e somente se”..................................................................................................................................................................................................... 109
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................. 111
Número de Linhas da Tabela Verdade..............................................................................................................................................................................................112
Questões Gabaritadas..............................................................................................................................................................................................................................112
Tautologia, Contingência e Falácia.....................................................................................................................................................................................................112
Questões Gabaritadas..............................................................................................................................................................................................................................114

3. NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES.......................................................................................................................................................... 114


Negação Simples........................................................................................................................................................................................................................................115
Negação de Proposições Compostas..................................................................................................................................................................................................115
Negação de Condicional..........................................................................................................................................................................................................................116
Negação de Proposições Compostas..................................................................................................................................................................................................116
Negação Conectivo “Se, e somente se”..............................................................................................................................................................................................117
Questões Gabaritadas..............................................................................................................................................................................................................................118

4. EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS.............................................................................................................................................................. 119 99


Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 122
Linguagem na Condicional – Suficiente X Necessário.............................................................................................................................................................. 123
Condição Suficiente e Necessária...................................................................................................................................................................................................... 123
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 124

5. LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO........................................................................................................................................................124
Argumento Válido..................................................................................................................................................................................................................................... 125
Argumento Inválido................................................................................................................................................................................................................................. 125
Dica do Professor...................................................................................................................................................................................................................................... 125
Resolução de Questões de Argumentos ......................................................................................................................................................................................... 126
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 127

6. DIAGRAMAS LÓGICOS; NEGAÇÃO DE QUANTIFICADORES............................................................................................128


Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 129

7. ESTRUTURAS LÓGICAS; ASSOCIAÇÃO LÓGICA....................................................................................................................129


Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................130
Verdades e Mentiras................................................................................................................................................................................................................................ 132
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 133
Sequências de Letras............................................................................................................................................................................................................................... 134
Sequências Fora da Ordem Alfabética............................................................................................................................................................................................. 134
Sequências Respeitando a Ordem Alfabética............................................................................................................................................................................... 135
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 135
Sequências Lógicas ................................................................................................................................................................................................................................. 135
Sequências de Números......................................................................................................................................................................................................................... 135
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 137

8. PROBLEMAS QUE ENVOLVEM CONJUNTOS...........................................................................................................................138


Problemas com Dois Conjuntos.......................................................................................................................................................................................................... 138
Técnica para Quando Falta a Intersecção (A e B)........................................................................................................................................................................ 139
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................140
Problemas com Três Conjuntos..........................................................................................................................................................................................................140
Problemas que Não Trazem a Intersecção dos Três ao Mesmo Tempo............................................................................................................................. 142
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 142
SUMÁRIO

9. PRINCÍPIOS DE CONTAGEM...........................................................................................................................................................143
Principio Multiplicativo......................................................................................................................................................................................................................... 143
Fatorial.......................................................................................................................................................................................................................................................... 144
Notação.......................................................................................................................................................................................................................................................... 144
Simplificação de Fatoriais..................................................................................................................................................................................................................... 144
Permutação.................................................................................................................................................................................................................................................. 145
Permutação Circular................................................................................................................................................................................................................................ 145
Arranjo.......................................................................................................................................................................................................................................................... 146
Combinação................................................................................................................................................................................................................................................. 146
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 147

100
CAPÍTULO 01 - Lógica Proposicional

1. LÓGICA PROPOSICIONAL lizam uma das sentenças abaixo:


Cuidado: não serão proposições as seguintes sen-
O Raciocínio Lógico Matemático tem sido matéria tenças:
frequente em concursos públicos de todas as esferas.
Normalmente a cobrança é feita sobre a Lógica propo- a. interrogativas – Ex: Qual o seu nome?
sicional, que trata, isto é, tem como objeto de estudo as Nunca uma pergunta poderá ser uma proposição. O
proposições. motivo é óbvio, aos er interrogativa, não se está infor-
Os editais das bancas aparecem com termos varia- mando nada.
dos, como por exemplo, lógica proposicional, lógicas sen-
tencial, lógica de argumentação, entre outros, mas em b. exclamativas – Ex: Bom dia!
suma, tratam do mesmo assunto: Proposições. Ao ser uma sentença que exclama algo, não transmi-
Na Banca Cespe, os tópicos que realmente caem em te nenhuma informação. Ainda, muitas vezes nem pos-
provas são sempre os mesmos, tornado a banca previ- suem verbo.
sível e consequentemente boa para os candidatos que
realmente estudam com antecedência. c. imperativas – Faça o seu trabalho corre-
Começaremos o curso, definindo o que é proposição, tamente.
depois falando de negações, leis de Morgan, equivalên- As ordens são muito perigosas, uma vez que pos-
cias e concluindo com argumentos, sempre de forma suem verbo, mas veja que ao dar um ordem não estamos
muito próxima ao que a banca. informando nada a ninguém.

d. sentenças abertas – é declarativa; é


Proposição Simples vaga; Ex: Ele vai passar.
Trata-se do tipo mais perigoso de sentença. As sen-
Trata-se de sentença declarativa, isto é, uma infor- tenças abertas possuem verbo, são informações e não
mação completa, que pode ser classificada apenas como são proposição apenas por não serem completas, claras.
falsa ou verdadeira, mas nunca ambas. Em outras pala- Veja o exemplo: “ele é bonito.” Não sabemos quem é ele,
vras, proposição é um conjunto de palavras com sentido e com isso, a informação é incompleta. Para entender
completo, que informa algo, que declara algo, por isso, um pouco melhor sobre elas, temos um tópico específico.
declarativa. É válido compreender que as sentenças pre-
cisam ter sempre Verbo, como nos exemplos abaixo:
Sentença Aberta
101
01. O Brasil fica na América. (Sujeito = Brasil
/ Verbo = fica ) Trata-se de sentença declarativa que não permite a
Observe que temos uma informação clara, bem escri- classificação falsa ou verdadeira. Não é proposição.
ta e que possui um verbo. São perigosas, pois tem sujeito e tem verbo, contudo,
são vagas e por esse motivo não são proposição.
02. Cuba é um país da Europa. (Sujeito = Cuba Os casos típicos são:
/ Verbo = é)
Nesse caso, entendemos a informação sem dificulda- • Pronome pessoal ou demonstrativo: ele,
de. Vale notar que a informação é falsa, o que não muda ela, aquele, aquilo, aquela, ...
o fato de ser proposição, afinal as proposições podem ser
falsas também!
Exemplo: “Aquele advogado é
03. O Gaúcho, o mato-grossense e o mineiro
talentoso.”
têm em comum o amor por sua Terra natal.
Nesse caso temos um sujeito composto e nessa si-
Não se trata de uma proposição por não sabermos de
tuação entendemos como um único sujeito, associado a
qual advogado está falando.
um único verbo e portanto estamos diante de uma única
informação, que está bastante clara.
• Uso de letras nas expressões matemáticas
Resumo:

Exemplo: x + 4 = 5 (sem saber o


valor de x, não é possível saber se é verda-
de ou não.)

Pegadinhas Frequentes
Princípio do Terceiro Excluído
Entre as questões desse tópico existem muitas “pe-
gadinhas” que aparecem. Essas pegadinhas sempre uti- Uma proposição pode apenas ser falsa ou verdadeira,
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

não havendo outra possibilidade. Considere as seguintes frases:


Princípio da Não Contradição
I. Ele foi o melhor jogador do mundo em
Uma proposição não pode ser ao mesmo tempo falsa 2005.
e verdadeira. II. é um número inteiro.
III. João da Silva foi o Secretário da Fazenda
do Estado de São Paulo em 2000.
Questões Comentadas
É verdade que APENAS:
Há duas proposições no seguinte conjunto de
sentenças:
a. I e II são sentenças abertas.
b. I e III são sentenças abertas.
I. O Banco do Brasil foi criado em 1980.
c. II e III são sentenças abertas.
II. Faça seu trabalho corretamente.
d. I é uma sentença aberta.
III. Manuela tem mais de 40 anos de idade.
e. II é uma sentença aberta
( ) certo ( ) errado
Gabarito: A
Gabarito: Certo

Comentário: I. começa por pro-


Comentário: I. veja que se trata nome pessoal e com isso é uma sentença
de fato de uma proposição simples, uma aberta.
vez que a informação está clara: temos o II. usa letras em expressões matemáti-
sujeito: Banco do brasil e um verbo: foi. cas, logo é uma sentença aberta.
II. não é proposição por se tratar de um III. é uma proposição, pois usou nome
ordem denotada por “faça”. próprio e é uma informação clara.
III. é uma proposição, visto que foi usa-
102 do o nome próprio “Manuela” e temos um
Questões Gabaritadas
verbo “tem” e além disso, a informação
está bastante clara. 1) A frase “Que dia maravilhoso!” consiste em
uma proposição objeto de estudo da lógica biva-
lente.
Há exatamente duas proposições no conjunto ( ) certo ( ) errado
de sentenças:
2) A frase “Quanto subiu o percentual de mu-
I. O Acre é um estado da Região Nordeste. lheres assalariadas nos últimos 10 anos?” não
II. Você viu o cometa Halley? pode ser considerada uma proposição.
III. Há vida no planeta Marte. ( ) certo ( ) errado

( ) certo ( ) errado 3) A sequência de frases a seguir contém exa-


tamente duas proposições.
Gabarito: Certo
• A Sede do TRT/ES localiza-se no município
de Cariacica.
• Por que existem juízes substitutos?
Comentário: I. proposição. En-
• Ele é um advogado talentoso.
tende-se perfeitamente que o estado do
Acre (sujeito) é (verbo) da região Nordeste. ( ) certo ( ) errado
Apesar de falsa, está completa.
4) Das cinco frases abaixo, quatro delas têm
II. não é proposição, pois é uma inter-
uma mesma característica lógica em comum, en-
rogação. quanto uma delas não tem essa característica.
III. é proposição. Apesar de ser uma
afirmação de difícil verificação, entende-se I. Que belo dia!
II. Um excelente livro de raciocínio lógico.
o que foi dito, está clara a mensagem, a
III. O jogo terminou empatado?
informação. IV. Existe vida em outros planetas do univer-
CAPÍTULO 01 - Lógica Proposicional

so. Proposição Composta


V. Escreva uma poesia.
Trata-se da reunião de duas ou mais proposições
A frase que não possui essa característica co- simples. Ou seja, duas ou mais informações completas.
mum é a Veja o exemplo:

a. I.
b. II. Exemplos: “O Brasil Fica na Amé-
c. III. rica e Curitiba tem baixas temperaturas.”
d. IV.
e. V. Observe que temos duas informações distintas e in-
dependentes:
5) Na lista de frases apresentadas a seguir, há
exatamente três proposições. 01. O Brasil Fica na América
02. Curitiba tem baixas temperaturas
“A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
A expressão X + Y é positiva. Foram colocadas juntas, unidas pelo “e”. Estamos
O valor de diante de uma proposição composta.
Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira. Para reconhecer uma proposição composta devere-
O que é isto? mos procurar duas informações, cada uma com seu ver-
bo, e verificar se são independentes, ou seja, separadas
( ) certo ( ) errado ainda terão sentido completo. Em regra se são duas in-
formações, devemos ter dois verbos.
6) A sentença “A presença de um órgão media- Para juntar as informações e ter conexão apropriada,
dor e regulador das relações entre empregados e utilizaremos os “conectivos lógicos”. São apenas cinco e
patrões é necessária em uma sociedade que bus- estão listados na tabela abaixo:
ca a justiça social” é uma proposição simples.
Conectivos
( ) certo ( ) errado
São termos que promovem a ligação entre proposi-
7) A expressão “Como não se indignar, assis- ções simples. 103
tindo todos os dias a atos de violência fortuitos
estampados em todos os meios de comunicação
do Brasil e do mundo?” é uma proposição lógica Conectivo Nomenclatura
que pode ser representada por P→Q, em que P e E Conjunção
Q são proposições lógicas convenientemente es-
Ou Disjunção
colhidas
Ou...ou Disjunção Exclusiva
( ) certo ( ) errado
Se...então Condicional

8) Nas sentenças abaixo, apenas A e D são pro- Se, e somente se Bicondicional


posições.
Veja que cada um dos conectivos possui uma nomen-
A: 12 é menor que 6. clatura própria que deve ser recordada, uma vez que vá-
B: Para qual time você torce? rias questões já cobraram essa nomenclatura.
C: x + 3 > 10. Veremos agora o modo correto de utilizar cada co-
D: Existe vida após a morte. nectivo.

( ) certo ( ) errado Conectivo “e”


9) Segundo os princípios da não contradição e Deve ser colocado no meio das duas informações.
do terceiro excluído, a uma proposição pode ser
atribuído um e somente um valor lógico.

( ) certo ( ) errado Exemplo: “O Brasil é um País E


Cuba fica na Europa.”
Gabarito Conectivo “ou”
1-Errado 2-Certo 3-Errado 4-D 5-Errado
Deve ser colocado no meio das duas informações.
6-Certo 7-Errado 8-Certo 9-Certo
Exemplo: “Cai o Dólar OU Cai o
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

ministro.”

Conectivo “ou...ou”

Deve ser colocado no começo da sentença e também


no meio das duas informações.

Exemplo: “OU cai o dólar OU cai


o ministro.”

Conectivo “Se..., Então” Exemplo:

A partícula “SE” deve ser colocado logo no início da 01. Luiz é alto, mas não joga basquete. = Luiz é
sentença e a partícula “Então” no meio das duas infor- alto e não joga basquete.
mações. O termo “mas” substitui o conectivo “e” com eficácia,
do ponto de vista lógico.
Exemplo: “SE eu estudo, ENTÃO
02. Carlos é rico, vai a praia. = Carlos é rico e
eu vou passar.” vai à praia.
Nesse caso a vírgula representa o conectivo “E” uma
vez que não há nenhum termo no começo da frase que
Conectivo “Se, e somente se” de a noção de condição.

Deve ser colocado integralmente no meio das duas 03. Não sou Gordo nem magro. = Não sou gor-
informações. do e não sou magro

104
Exemplo: “Passarei no concurso Sinônimos do conectivo Se ..., então
SE, E SOMENTE SE estudei muito.”
O conectivo condicional muitas vezes não aparece na
forma tradicional (se..., então). Precisamos então saber
Nesse momento vamos dar atenção apenas ao reco- os principais sinônimos de cobrar esse conectivo tão im-
nhecimento de proposições compostas, distinguindo-as portante.
das simples. Em um momento futuro, vamos estudar o
significado de cada conectivo.
Ainda sobre o reconhecimento de proposições com-
postas, dois conectivos em especial devem ser estudados:
a conjunção (E) e a condicional (se...,então). Esses dois
possuem alguns sinônimos, em outras palavras, outros
termos que os substituem sem mudar o sentido lógico
da proposição composta, ou seja, a proposição continua
sendo composta e com a mesma nomenclatura.

Sinônimos do conectivo E
Veja como a mesma proposição pode ser expressa de
O conectivo E nem sempre aparece do modo tradi-
várias maneiras:
cional, muitas vezes, aparece de outras formas, como o
Consideremos a proposição composta: “Se estudo,
tradicional “MAS” que tem o mesmo sentido de E. Desta-
então passo”. Vejamos maneiras de reescreve-la sem
camos no quadro abaixo as principais.
perder o significado, ou melhor, utilizando termos que
são sinônimos da condicional.

Alternativa 1: Se estudo, passo.


Veja que deixamos de escrever a palavra “então”.

Alternativa 2: Como estudo, passo.


Nesse caso, trocamos a palavra “Se” por “como” e dei-
CAPÍTULO 01 - Lógica Proposicional

xamos de escrever a palavra “então”.


Gabarito: Certo
Alternativa 3: Quando estudo, passo.
Agora foi a palavra “quando” que substituiu o termo
“se”.
Comentário: Veja que temos um
Alternativa 4: Passo, pois estudo. único verbo: acalma. Temos um sujeito: a
O “pois” é um dos sinônimos mais importantes. Co- resposta branda. Ainda, temos um comple-
loca-se no meio da sentença, invertendo a ordem das mento que deixa a informação clara!
informações.

Importante: A frase “Se o filho é honesto então o pai é exem-


plo de integridade.” é uma proposição lógica com-
posta em que aparecem dois conectivos lógicos.

( ) certo ( ) errado

Gabarito: Errado

Questões Comentadas Comentário: Veja que apesar de


ser uma proposição composta e possuir
A frase “Filho meu, ouve minhas palavras e conectivo, é um só! A condicional apesar
atenta para meu conselho” é composta por duas
de ter dois pedaços: “se” e “então” é um co-
proposições lógicas simples unidas pelo conecti-
vo de conjunção. nectivo só.

( ) certo ( ) errado
A sentença “A presença de um órgão mediador
Gabarito: Errado e regulador das relações entre empregados e pa- 105
trões é necessária em uma sociedade que busca a
justiça social” é uma proposição simples.

Comentário: Ao analisar a sen- ( ) certo ( ) errado


tença “Filho meu, ouve minhas palavras
e atenta para meu conselho” devemos Gabarito: certo
primeiro perceber que não devemos dar
atenção ao Vocativo “Filho meu” em lógi-
Comentário: Apesar de ser uma
ca eles não tem importância nenhuma, é
sentença grande e aparentemente compli-
como se nem existissem. Com isso a análi-
cada, vamos aos detalhes técnicos:
se se restringe a “ouve minhas palavras e
1) Possui um único verbo: É
atenta para meu conselho”. Nessa análise
2) possui um único sujeito: órgão me-
percebemos que não nenhuma informação
diador e regulador das relações entre em-
e sim duas ordens:
pregados e patrões
1) ouve minhas palavras
3) se tentar separar em duas partes,
2) atenta para meu conselho
não haveria sentido.
Logo, não temos proposições e o “e” que
Uma dúvida comum nessa questão é
fica no meio não se trata de um conectivo,
imaginar que o “e” entre as palavras “me-
afinal conectivos ligam proposições e não
diador” e “regulador” fosse um conectivo.
ordens.
Não é fato, pois esse “e” apenas liga dois
predicados do Orgão.
A frase “ A resposta branda acalma o coração
irado.” é uma proposição lógica simples.
Lembre-se:
( ) certo ( ) errado
MATEMÁTICA
PROFESSOR
Altevir Rossi
Formado em Matemática pela Universidade Esta-
dual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. Especialista em
Ensino da Matemática pela Universidade Paranaense
– UNIPAR. Mestrando em Educação pela Universidade
Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE Professor de
Matemática, Matemática Financeira, Estatística e Ra-
ciocínio Lógico, atua desde 1998 em cursos preparató-
rios para concursos e pré-vestibulares.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
1. CONJUNTOS NUMÉRICOS: OPERAÇÕES COM NÚMEROS INTEIROS, FRACIONÁRIOS E DECIMAIS. FRAÇÕES
ORDINÁRIAS E DECIMAIS...................................................................................................................................................................153
Conjunto dos Números Naturais (ℕ)................................................................................................................................................................................................. 153
Mínimo Múltiplo Comum (mmc)........................................................................................................................................................................................................ 154
Máximo Divisor Comum (mdc)............................................................................................................................................................................................................155
Conjunto dos Números Inteiros (ℤ)....................................................................................................................................................................................................155
Conjunto dos Números Racionais (ℚ)................................................................................................................................................................................................157
Frações.......................................................................................................................................................................................................................................................... 158
Conjunto dos Números Racionais (ℚ)................................................................................................................................................................................................161
Conjunto dos Números Irracionais (ℚ’ ou 𝕀).................................................................................................................................................................................. 162
Conjunto dos números reais (ℝ)......................................................................................................................................................................................................... 163
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 163

2. SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS, PROGRESSÃO ARITMÉTICA E PROGRESSÃO GEOMÉTRICA................................168


Sequências Numéricas........................................................................................................................................................................................................................... 168
Progressão Aritmética (PA)................................................................................................................................................................................................................... 168
Progressão Geométrica (PG)................................................................................................................................................................................................................. 168
Fórmula da Soma dos Termos da PG Finita................................................................................................................................................................................... 169
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 169

3. RAZÃO, PROPORÇÃO, GRANDEZAS PROPORCIONAIS E REGRA DE TRÊS..............................................................173


Razão e proporção.................................................................................................................................................................................................................................... 173
Grandezas Diretamente Proporcionais e Grandezas Inversamente Proporcionais...................................................................................................... 174
Regra de Três.............................................................................................................................................................................................................................................. 174
Questões Gabaritadas..............................................................................................................................................................................................................................175

4. PORCENTAGEM, JUROS SIMPLES E COMPOSTOS................................................................................................................178


Porcentagem............................................................................................................................................................................................................................................... 178
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 178
Juros............................................................................................................................................................................................................................................................... 180
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 180

5. CAPITALIZAÇÃO, MONTANTE E DESCONTOS........................................................................................................................ 181 151


Capitalização Simples x Capitalização Composta........................................................................................................................................................................181
Desconto Simples ..................................................................................................................................................................................................................................... 182
Desconto Composto.................................................................................................................................................................................................................................. 183

6. EQUAÇÕES E SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO PRIMEIRO GRAU......................................................................................184


Equações do 1º grau................................................................................................................................................................................................................................. 184
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 185
Sistemas de Equações do 1º Grau....................................................................................................................................................................................................... 185
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 185
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 187

7. GRANDEZAS E UNIDADES DE MEDIDA....................................................................................................................................187


Tipos de Grandezas Físicas ................................................................................................................................................................................................................. 187
Medidas de Tempo.................................................................................................................................................................................................................................... 188
Sistema Monetário................................................................................................................................................................................................................................... 188
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 189
Relações Trigonométricas no Triângulo Retângulo....................................................................................................................................................................191

8. GEOMETRIA PLANA...........................................................................................................................................................................192
Conceitos Iniciais...................................................................................................................................................................................................................................... 192
Ângulos......................................................................................................................................................................................................................................................... 193
Alguns Ângulos Notáveis....................................................................................................................................................................................................................... 193
Polígonos....................................................................................................................................................................................................................................................... 195
Polígonos Regulares................................................................................................................................................................................................................................. 195
Triângulos.................................................................................................................................................................................................................................................... 195
Quadriláteros.............................................................................................................................................................................................................................................. 196
Triângulo Retângulo................................................................................................................................................................................................................................ 198
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 199
Perímetro dos Quadriláteros................................................................................................................................................................................................................ 199
Polígonos Regulares................................................................................................................................................................................................................................ 200
CAPÍTULO 01 - Conjuntos Numéricos: Operações com Números Inteiros, Fracionários
e Decimais. Frações Ordinárias e Decimais

1. CONJUNTOS NUMÉRICOS: Subtração (com a > b)


a–b=c
OPERAÇÕES COM NÚMEROS
INTEIROS, FRACIONÁRIOS Exemplo: 7 – 4 = 3
E DECIMAIS. FRAÇÕES
Multiplicação
ORDINÁRIAS E DECIMAIS a. b=c

A organização dos conceitos matemáticos passou por


várias mudanças, até chegar na forma que hoje estu- Exemplo: 3 . 5 = 15
damos. A concepção dos conjuntos numéricos recebeu
maior rigor em sua construção com Georg Cantor, que Divisão (com a múltiplo de b)
pesquisou a respeito do número infinito. Cantor iniciou a:b=c
diversos estudos sobre os conjuntos numéricos, consti-
tuindo, assim, a teoria dos conjuntos.
Exemplo: 12 : 4 = 3
A construção de todos os conjuntos numéricos que
hoje possuímos parte de números inteiros usados apenas
Potenciação
para contar (números naturais) até os números comple-
xos que possuem vasta aplicabilidade nas engenharias,
nas produções químicas, entre outras áreas.
Podemos afirmar que um conjunto é uma coleção de
objetos, números, enfim, elementos com características
semelhantes.
Sendo assim, os conjuntos numéricos são compre- Exemplo: 35=3∙3∙3∙3∙3=243
endidos como os conjuntos dos números que possuem
características semelhantes. Particularmente, a2 lê-se “a ao quadrado” e a3 lê-se
Vamos estudar os seguintes conjuntos numéricos: “a ao cubo”.

Conjunto dos números Naturais (ℕ); Radiciação


Conjunto dos números Inteiros (ℤ);
153
Conjunto dos números Racionais (ℚ);
Conjunto dos números Irracionais (∥);
Conjunto dos números Reais (ℝ);

Conjunto dos Números Naturais (ℕ)


Particularmente, lê-se “raiz quadrada de a”
ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5,...} e, tendo resultado exato, a é chamado quadrado perfeito.
Por exemplo, 49 é um quadrado perfeito, pois
Um subconjunto importante de N é o conjunto Analogamente, lê-se “raiz cúbica de a” e, tendo
ℕ* = {1, 2, 3, 4, 5,...} resultado exato, a é chamado cubo perfeito. Por exemplo,
(o símbolo * exclui o zero do conjunto) 27 é um cubo perfeito, pois

Podemos considerar o conjunto dos números naturais Propriedades em ℕ


ordenados sobre uma reta, como mostra o gráfico abaixo:
Associativa da adição
Sendo a, b, c ∊ ℕ
(a + b) + c = a + (b + c)

Associativa da multiplicação
Operações em ℕ Sendo a, b, c ∊ ℕ
(a . b) . c = a . (b . c)
Dados a, b, c, n ∊ ℕ, temos:
Comutativa da adição
Adição Sendo a, b ∊ ℕ
a+b=c a+b=b+a

Exemplo: 2 + 3 = 5 Comutativa da multiplicação


Sendo a, b ∊ ℕ
a.b=b.a
MATEMÁTICA

Elemento neutro da adição • 1 não é primo, pois tem apenas um divisor.


Sendo a ∊ ℕ • 0 não é primo, pois tem infinitos divisores.
a+0=0+a=a • 2 é o único número par e primo ao mesmo
tempo.
Elemento neutro da multiplicação
Sendo a ∊ ℕ Números Compostos
a.1=1.a=a
Chamamos de compostos os números que possuem
Distributiva da multiplicação em relação à mais de dois divisores.
adição Assim, são compostos os números:
Sendo a, b, c ∊ ℕ 4, 6, 8, 9, 10, 12, 14, 15, 16, 18, ...
a . (b + c) = a . b + a . c
Note que:
Fechamento da adição O número 1 não nem primo, nem composto.
A soma de dois números naturais é sempre igual a O número 0 também não é nem primo, nem com-
um número natural. posto.

Fechamento da multiplicação Decomposição de um Número em Fatores


O produto de dois números naturais é sempre igual a Primos
um número natural.
Para decompor um número em fatores primos, segui-
Números Pares e Números Ímpares mos o algoritmo abaixo, dividindo o número dado pelo
seu menor divisor primo, repetindo o procedimento da
Um número natural p é dito par se p = 2.n, com n ∊ mesma maneira com cada quociente obtido, até obter o
ℕ. São números pares: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ... quociente 1.
Por exemplo, decompondo o número 72, temos
Um número natural i é dito ímpar se i = 2.n + 1, com
n ∊ ℕ. São números ímpares: 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...

Resolução de Expressões Numéricas Analogamente, decompondo o número 6000, temos


154
Para resolver uma expressão numérica, devemos eli-
minar os sinais de pontuação, respeitando a ordem:
Mínimo Múltiplo Comum (mmc)
• eliminar parêntesis: ( )
• eliminar colchetes: [ ] O mmc entre dois ou mais números é o menor dos
• eliminar chaves: { } múltiplos comuns entre os múltiplos dos números dados,
excluíndo o zero.
Resolvendo as operações de acordo com a ordem de Por exemplo, consideremos os números 6 e 8. Temos:
prioridade:
Múltiplos de 6:
• resolver potenciações e radiciações M(6) = {0, 6,12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, ...}
• resolver multiplicações e divisões
• resolver adições e subtrações. Múltiplos de 8:
M(8) = {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, ...}
Como exemplo, vamos resolver a expressão numé-
rica: Podemos observar que os números 0, 24, 48, ... são
múltiplos comuns do 6 e do 8. Daí, o mínimo múltiplo
comum entre 6 e 8 é o número 24.
Escreve-se mmc (6, 8) = 24.
Para obter rapidamente o mmc entre dois ou mais
números dados, basta decompor esses números em fato-
Números Primos
res primos, simultaneamente. O mmc será o produto dos
fatores primos resultantes dessa decomposição.
Chamamos de primo o número que possui dois e so-
Por exemplo, vamos obter o mmc (6, 8):
mente dois divisores: 1 e ele próprio.
Assim, são números primos:
2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, ...

Observe que:
CAPÍTULO 01 - Conjuntos Numéricos: Operações com Números Inteiros, Fracionários
e Decimais. Frações Ordinárias e Decimais

Vamos agora obter o mmc (12, 15, 40): Podemos considerar os números inteiros ordenados
sobre uma reta, conforme mostra o gráfico abaixo:

Máximo Divisor Comum (mdc) Ao observar a reta numerada notamos que a ordem
que os números inteiros obedecem é crescente da es-
O MDC entre dois ou mais números é o maior dos querda para a direita. Baseando-se ainda na reta nu-
divisores comuns entre os divisores dos números dados. merada podemos afirmar que todos os números inteiros
Por exemplo, consideremos os números 18 e 24. Te- possuem um e somente um antecessor e também um e
mos: somente um sucessor.

Divisores de 18: Ordem e Simetria no Conjunto ℤ


D(18) = {1, 2, 3, 6, 9, 18}
O sucessor de um número inteiro é o número que
Divisores de 24: está imediatamente à sua direita na reta (em ℤ) e o ante-
D(24) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24} cessor de um número inteiro é o número que está ime-
diatamente à sua esquerda na reta (em ℤ). Por exemplo:
Observe que os números 1, 2, 3 e 6 são divisores tanto
do 18 quanto do 24. Daí, o máximo divisor comum entre • 7 é sucessor de 6 e 6 é antecessor de 7.
18 e 24 é o número 6. • –3 é antecessor de –2 e –2 é sucessor de –3.
Escreve-se MDC (18, 24) = 6. • –5 é sucessor de –6 e –6 é antecessor de –5.
Para obter rapidamente o MDC entre dois ou mais
números dados, faz-se a decomposição em fatores pri- Todo número inteiro (z), exceto o zero, possui um ele-
mos de cada número dado, separadamente. O MDC será mento denominado simétrico ou oposto (-z) e ele é carac-
o produto dos fatores primos que se repentes em todas terizado pelo fato geométrico que tanto z como -z estão
as decomposições, tomados com o menor expoente. à mesma distância do 0 (zero), que é considerado a ori-
Por exemplo, vamos obter o MDC (18, 24): gem, na reta que representa o conjunto ℤ. Por exemplo:

• O oposto de ganhar é perder, logo o oposto


155
de +4 é –4.
Vamos agora calcular o MDC (168,180): • O oposto de perder é ganhar, logo o oposto
de –5 é 5.

Módulo de um Número Inteiro

Importante: Se o MDC entre dois O módulo ou valor absoluto de um número inteiro é


definido como sendo o maior valor (máximo) entre esse
números for igual a 1, esses números são número e seu oposto. É denotado pelo uso de duas barras
chamados primos entre si. verticais | |. Por exemplo:

|0| = 0
Conjunto dos Números Inteiros (ℤ) |3| = 3
|-7| = 7
ℤ = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...}
Mais precisamente, podemos escrever
Note que o conjunto ℕ é subconjunto de ℤ, isto é, ℕ
⊂ ℤ.
Temos também outros subconjuntos de ℤ: Geometricamente, o módulo de um número intei-
ro corresponde à distância deste número até a origem
ℤ * = ℤ - {0} (zero) na reta numerada.
(lembre-se que o * exclui o zero do conjunto)
Operações em ℤ
ℤ + = {0,1,2,3,4,5,...}
(conjunto dos inteiros não negativos) Adição
Para melhor entendimento desta operação, associa-
ℤ - = {0,-1,-2,-3,-4,-5,...} remos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar
(conjunto dos inteiros não positivos) (ter) e aos números inteiros negativos a ideia de perder
(dever). Por exemplo:
Observe ainda que ℤ + = ℕ.
MATEMÁTICA

• (+3) + (+4) = (+7) produto de dois números inteiros é sempre um número


ganhar 3 + ganhar 4 = ganhar 7 inteiro.
• (–3) + (–4) = (–7)
perder 3 + perder 4 = perder 7 Associativa
• (+8) + (–5) = (+3) Para todos a, b, c em ℤ:
ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 ax(bxc)=(axb)xc
• (–8) + (+5) = (–3) Por exemplo,
perder 8 + ganhar 5 = perder 3 2x(3x7)=(2x3)x7
• –3 + 3 = 0
• 6+3=9 Comutativa
• –1 + 5 = 4 Para todos a, b em ℤ:
axb=bxa
Propriedades da adição em ℤ Por exemplo,
3x7=7x3
Fechamento
O conjunto ℤ é fechado para a adição, isto é, a soma Elemento neutro
de dois números inteiros é sempre um número inteiro. Existe 1 em ℤ, que multiplicado por todo z em ℤ, pro-
porciona o próprio z, isto é:
Associativa zx1=z
Para todos a, b, c em ℤ: Por exemplo,
a+(b+c)=(a+b)+c 5x1=5
Por exemplo,
2+(3+7)=(2+3)+7 Elemento inverso
Para todo inteiro z diferente de zero, existe um inver-
Comutativa so z-1 = 1/z em ℤ, tal que
Para todos a, b em ℤ: z x z-1 = z x (1/z) = 1
a+b=b+a Por exemplo,
Por exemplo, 9 x 9-1 = 9 x (1/9) = 1
3+7=7+3
Distributiva
156 Elemento neutro Para todos a, b, c em ℤ:
Existe 0 em ℤ, que adicionado a cada z em ℤ, propor- ax(b+c)=(axb)+(axc)
ciona o próprio z, isto é: Por exemplo,
z+0=z 3x(4+5)=(3x4)+(3x5)
Por exemplo,
7+0=7 Potenciação em ℤ
Elemento oposto Da mesma forma que em ℕ, a potência an do número
Para todo z em ℤ, existe (–z) em ℤ, tal que inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais
z + (–z) = 0 à a. O número a é denominado base e o número n é o
Por exemplo, expoente. Assim,
9 + (–9) = 0

Multiplicação em ℤ
(a é multiplicado por a, n vezes)
Para multiplicar números inteiros, deve-se proceder
Exemplos:
da forma usual, respeitando a regra dos sinais.
25 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 32
(-2)3 = (-2) x (-2) x (-2) = -8
Regra dos sinais
(-5)2 = (-5) x (-5) = 25
Sinais iguais, resultado positivo:
(+5)2 = (+5) x (+5) = 25
(+).(+) = (+)
(–).(–) = (+)
Com os exemplos acima, podemos observar que a
Sinais diferentes, resultado negativo:
potência de todo número inteiro elevado a um expoente
(+).(–) = (–)
par é um número positivo e a potência de todo número
(–).(+) = (–)
inteiro elevado a um expoente ímpar é um número que
conserva o seu sinal.
Propriedades da multiplicação em ℤ Quando o expoente é n = 2, a potência a² pode ser lida
como “a elevado ao quadrado” e quando o expoente é n =
Fechamento 3, a potência a³ pode ser lida como: “a elevado ao cubo”.
O conjunto ℤ é fechado para a multiplicação, isto é, o
CAPÍTULO 01 - Conjuntos Numéricos: Operações com Números Inteiros, Fracionários
e Decimais. Frações Ordinárias e Decimais

Propriedades da Potenciação em ℤ Raiz de um Produto

Sejam a, b ∊ ℤ, e n, m ∊ ℕ. Temos:
Raiz de um quociente
Multiplicação de potências de mesma base
an . am = an + m

Divisão de potências de mesma base Raiz de raiz


an : am = an-m

Potência de potência Raiz de potência


(am)n=am∙n

n
Importante: (am)n ≠ am

Potência de um produto Conjunto dos Números Racionais (ℚ)


(a .b)n = an.bn
Os números racionais são todos aqueles que po-
Potência de um quociente dem ser colocados na forma de fração (com numerador e
denominador inteiros). Ou seja, o conjunto dos números
racionais é a união do conjunto dos números inteiros
com as frações positivas e negativas.
Expoente nulo
a0 = 1 (a ≠ 0) Exemplos:

Base nula Note que todo número inteiro é racional, como mos-
0n = 0 (n ≠ 0) tra o exemplo a seguir:

Base 1 157
1n = 1
Assim, podemos escrever:
Expoente negativo

É importante considerar a representação decimal de


um número racional que se obtém dividindo a por b.

Exemplos referentes aos decimais exatos ou finitos:

Radiciação em ℤ

Sejam a e b ∊ ℤ e n ∊ ℕ. Temos:

Observações:
Se a > 0, então existe a raiz índice n de a. Exemplos referentes aos decimais periódicos ou
Não existe resultado para a raiz índice 0 de 0, isto é, infinitos com repetição periódica:

Se a < 0 e n par, então a raiz não é um número real.


Se a < 0 e n ímpar, então a raiz existe e será negativa.

Propriedades da Radiciação

Sejam a, b ∊ ℤ, e n, m ∊ ℕ. Respeitando a definição e


as observações anteriores, temos:
Todo decimal exato ou periódico pode ser repre-
sentada na forma de número racional.
ÉTICA NO
SERVIÇO PÚBLICO
PROFESSOR
Tiago Zanolla
Professor de Ética no Serviço Público, Conhecimen-
tos Bancários e Direito Regimental. Formado em Enge-
nharia de Produção pela Universidade Pan-Americana
de Ensino. Técnico Judiciário Cumpridor de Mandados
no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Envolvido
com concursos públicos desde 2009 é professor em di-
versos estados do Brasil.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
1. COMO ESTUDAR ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO................................................................................................................... 207
Introdução....................................................................................................................................................................................................................................................207

2. ÉTICA, MORAL, PRINCÍPIOS E VALORES................................................................................................................................. 207

3. ÉTICA E DEMOCRACIA: EXERCÍCIO DA CIDADANIA......................................................................................................... 211

4. ÉTICA E FUNÇÃO PÚBLICA.............................................................................................................................................................212

5. DECRETO 1.171/1994 - INTRODUÇÃO..........................................................................................................................................214


Das Regras Deontológicas..................................................................................................................................................................................................................... 215
Dos Principais Deveres Do Servidor Público .............................................................................................................................................................................. 218
Das Vedações Ao Servidor Público................................................................................................................................................................................................... 220
Das Comissões De Ética – Decreto 1.171...........................................................................................................................................................................................223

6. LEI 8.112/1990....................................................................................................................................................................................... 224


Formas De Provimento E Vacância Do Cargo Público...............................................................................................................................................................224
Direitos, Deveres, Proibições, Acumulação de Cargos, Responsabilidades, Penalidades e o Regime Disciplinar........................................... 231
Vantagens..................................................................................................................................................................................................................................................... 231

7. LEI 8.429/1992....................................................................................................................................................................................... 253


Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................263

205
CAPÍTULO 01 - Como Estudar Ética no Serviço Público

1. COMO ESTUDAR ÉTICA NO ÉTICA Significa COMPORTAMENTO,


sendo um conjunto de valores
SERVIÇO PÚBLICO morais e princípios que nor-
teiam a conduta humana na
sociedade
Introdução
Muitos candidatos, desprezam o estudo da discipli- A ética é construída por uma sociedade com base nos
na Ética no Serviço Público. Acreditam que apenas uma valores históricos e culturais, ou seja, antecede qualquer
leitura da “lei seca” é suficiente. Ocorre que muitas ban- lei ou código.
cas têm elaborado questões mesclando conhecimentos
de outras disciplinas, tais como, direito administrativo, Evolução Histórica da Ética
direito constitucional, direito penal, leis especiais, entre
outros, com dispositivos do Decreto 1.171. A evolução do conceito de ética foi, sempre, dentro
Além disso, temos o estudo da “Teoria da Ética”. O de determinados contextos específicos, elaborados pelo
estudo da ética é muito subjetivo, existem centenas de homem. Significa que a evolução do conceito resulta de
conceitos. condições civilizacionais e de contemporaneidade que
Veja o exemplo de recentes questões que concurso: foram mudando ao longo do tempo.
Por outras palavras é a sociedade que determina as
(CESPE – 2008 – Analista do Seguro Social) O regras da ética (seja através das leis, dos costumes , da
código de ética se caracteriza como decreto autô- Moral, de códigos de conduta ou da deontologia) mas
nomo no que concerne à lealdade à instituição a existe sempre um espaço de consciência individual que
que o indivíduo serve permite a cada cidadão estabelecer as suas fronteiras
desde que não infrinja princípios determinados por re-
(CESPE – 2012 – IBAMA – Téc. Adm.) A ética, gras de conduta sociais.
enquanto filosofia da moral, constata o relativis- A ética na civilização Grega: A ética tinha uma rela-
mo cultural e o adota como pressuposto de análi- ção muito estreita com a política. Atenas era o ponto de
se da conduta humana no contexto público. encontro da cultura grega onde nasceu uma democracia
com assembleias populares e tribunais e as teorias éticas
(CESPE - 2015 - MPU - Técnico do MPU) A ética incidiam sobre a relação entre o cidadão e a polis. As
envolve um processo avaliativo do modo como os correntes filosóficas: ética aristotélica, ética socrática e
seres humanos, a natureza e os animais intervêm ética platónica, têm em comum que o homem deverá pôr 207
no mundo ao seu redor os seus conhecimentos ao serviço da sociedade. A Ética
na civilização grega era apenas uma ética normativa. Li-
O que achou? Conseguiu respondê-las? mitava-se a classificar os atos do homem.
Questões desse tipo, podem ser a diferença entre a Após as conquistas de Alexandre Magno, a huma-
aprovação no certame pretendido. Quem visa passar em nidade presencia uma nova era: No mundo helenístico
concurso público deve lutar por cada ponto. e romano, a ética passa a sustentar-se em teorias mais
Apesar de muitos acharem a disciplina complicada, individualistas que analisam de diversas formas o modo
pois o tema é amplo e difícil de ser previsto devido à mais agradável de viver a vida. Já não se tratava de con-
grande referência bibliográfica, a grande verdade é que ciliar o homem com a cidade. Em todas as abordagens
o foco de cobrança de Ética tem sido tratado sobre a éticas estava subjacente a procura de felicidade como o
abordagem sobre o cliente-cidadão. Com a metodologia bem supremo a atingir.
apropriada, o estudo torna-se muito agradável. A Ética na Idade Média: Na idade média o conceito
de ética altera-se radicalmente. Desliga-se da natureza
para se unir com a moral cristã. A influência da igreja,
2. ÉTICA, MORAL, PRINCÍPIOS E entre os séculos IV e XIV, impede que nas cidades euro-
VALORES peias a ética se afaste das normas que ela própria dita.
Só o encontro do Homem com Deus lhe possibilitará a
O tema ética está presente na vida das pessoas, seja felicidade.
em pequenas ou grandes decisões, dilemas éticos sur- Ética e moral fundiam-se numa simbiose que a igreja
gem cotidianamente. A escolha entre o caminho fácil e o considerava perfeita. Durante este período a Ética deixa
mais correto, entre obediência e sentimento, conflitos de de ser uma opção, passa a ser imposta, confundindo-se
foro íntimo são travados. com a religião e a moral. Continua porém apenas a ser
A ética é uma ciência de estudo da filosofia., pautada normativa.
no indivíduo. O termo Ética deriva do grego ethos (ca- Idade contemporânea: Surgem ramos diferenciados
ráter, modo de ser de uma pessoa). A ética serve para aplicados nos diferentes campos do saber e das ativi-
que haja um EQUILÍBRIO E BOM FUNCIONAMENTO
dades do ser humano. No Séc. XIX começa a aparecer
SOCIAL, possibilitando que ninguém saia prejudicado.
Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida a ética aplicada. A ciência e a economia substituem a
com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça religião. Começa a falar-se de “ética utilitarista”: tudo o
social. que contribua para o progresso social é bom.
Anos 50 a 80, Ética, consumo e sustentabilidade: So-
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

ciedade de consumo – cidadão consumidor A cultura, por sua vez, nasce da maneira como os
Final do séc. passado: As desigualdades fazem des- seres humanos se interpretam a si mesmos, e as suas
pertar uma consciência cívica. O consumidor-objeto dá relações com a natureza, acrescentando-lhe sentidos no-
lugar ao consumidor sujeito, mais preocupado com o vos, intervindo nela, alterando-a através do trabalho e da
significado e as consequências dos seus padrões de con- técnica dando-lhe valores.
sumo. Multiplicam-se os códigos de ética ou de conduta. Outro ponto de cobrança é a diferença entre ética fi-
Nasce a empresa-cidadã: postura ética empresarial. losófica e ética científica:
Séc. XXI: Ética sustentável – caracterizada pelo res-
peito pela natureza. ÉTICA FILOSÓFICA x ÉTICA CIENTÍFICA
Do ponto de vista da Filosofia, Ética é a parte da filo- A ÉTICA FILOSÓFICA é aquela que tenta esta-
sofia que estuda os fundamentos da moral e os princípios belecer princípios constantes e universais para a
ideais da conduta humana, ou seja, tem como objeto de boa conduta da vida em sociedade, em suma, tenta
estudo o estímulo que guia a ação: os motivos, as causas, estabelecer uma moral universal, a qual os homens
os princípios, as máximas, as circunstâncias. deveriam seguir independentemente das contingên-
As ações (condutas) são baseadas em juízos éticos cias de lugar e de tempo. A ética tem como objeto
que nos dizem o que são o bem, o mal e a felicidade. de estudo o estímulo que guia a ação: os motivos, as
Enunciam também que atos, sentimentos, intenções e causas, os princípios, as máximas, as circunstâncias;
comportamentos são condenáveis ou incorretos do ponto mas também analisa as consequências dessas ações.
de vista moral. Por outro lado, a ÉTICA CIENTÍFICA constata
Juízos éticos de valor, que são também normativos, , o relativismo cultural e o adota como pressuposto.
enunciam normas que determinam o dever ser de nos- Qualifica o bem e o mal, assim como a virtude e o
sos sentimentos, nossos atos, nossos comportamentos. vício, a partir de seus fundamentos sociais e históri-
São juízos que enunciam obrigações e avaliam intenções cos. Na investigação da ética científica, a pluralida-
e ações segundo o critério do bem e do mal, ou seja, do de, a diversidade cultural e a dinâmica da sociedade
correto e do incorreto. são relevantes.
Fique atento: o examinador pode cobrar dois tipos
de juízo: Memorize:
ÉTICA FILOSÓFICA ÉTICA CIENTÍFICA
Juízo de Fato São aqueles que dizem o que as
coisas são, como são e porque Moral universal Relativismo cultural
208 são. Em nossa vida cotidiana,
Princípios universais Depende da situação
os juízos se fato estão presentes
Lei natural Cultura e sentimentos
Juízo de Valor Constitui avaliações sobre coi-
sas, pessoas, situações, e são Consciência imutável Relativismo moral
proferidos na moral, nas artes,
na política, na religião, enfim,
em todos os campos da exis- SÓCRATES, considerado o pai da filosofia, dizia que a
tência social do ser humano. obediência à lei era o divisor entre a civilização e a bar-
Juízos de valor avaliam coisas,
pessoas, ações, experiências,
bárie. Segundo ele, as ideias de ordem e coesão garan-
acontecimentos, sentimentos, tem a promoção da ordem política. A ética deve respeitar
estados de espíritos, intenções às leis, portanto, à coletividade.
e decisões como sendo boas ou KANT afirmava que o fundamento da ética e da mo-
más, desejáveis ou indesejáveis
ral seria dado pela própria razão humana: a noção de
dever. Mais recentemente, o filósofo inglês BERTRAND
Juízo de Fato são aqueles que dizem o que as coisas RUSSELL afirmou que a ética é subjetiva, portanto não
são, como são e porque são. Em nossa vida cotidiana, os conteria afirmações verdadeiras ou falsas. Porém, defen-
juízos se fato estão presentes dia que o ser humano deveria reprimir certos desejos e
Juízo de Valor constitui avaliações sobre coisas, pes- reforçar outros se pretendia atingir o equilíbrio e a fe-
soas, situações, e são proferidos na moral, nas artes, na licidade.
política, na religião, enfim, em todos os campos da exis- Quer um exemplo prático? Imagine que você precisa
tência social do ser humano. Juízos de valor avaliam coi- ir ao banco. Chegando lá há uma enorme fila, porém você
sas, pessoas, ações, experiências, acontecimentos, senti- está atrasado para um compromisso. O que você faz? Por
mentos, estados de espíritos, intenções e decisões como que está com pressa, já vai “furando” a fila? NÃO, CLARO
sendo boas ou más, desejáveis ou indesejáveis QUE NÃO, pois, é ético respeitá-la, ou seja, apesar de
Qual a origem da diferença entre os dois tipos de juí- seu desejo e necessidade, você vai lá para o final da fila,
zo? A diferença está entre a natureza e a cultura. mantendo assim a harmonia da coletividade ali presente.
A natureza é constituída por estruturas e processos Quem chegou antes, tem o direito de ser atendido antes.
necessários, que existem em si e por si mesmos, inde- E essa coisa de respeitar a fila, está em alguma lei? Tam-
pendentemente de nós. A chuva, por exemplo, é um fe- bém não, pois é um valor arraigado em nossa sociedade.
nômeno meteorológico cujas causas e efeitos necessá- O termo moral deriva do latim – mos/mores (do latino
rios podemos constatar e explicar. “morales”), e significa COSTUMES. Moral é agir de ma-
CAPÍTULO 02 - Ética, Moral, Princípios e Valores

neira ética. No contexto filosófico, ética e moral possuem • “Conjunto de valores como a honestidade, a
diferentes significados. bondade, a virtude etc., considerados universal-
Segundo Aranha e Martins (1997, p. 274): mente como norteadores das relações sociais e da
A moral é o conjunto das regras de conduta admiti- conduta dos homens.”
das em determinada época ou por um grupo de homens. • “Conjunto das regras, preceitos característi-
Nesse sentido, o homem moral é aquele que age bem ou cos de determinado grupo social que os estabele-
mal na medida que acata ou transgride as regras do gru- ce e defende.”
po. A ética ou filosofia moral é a parte da filosofia que se • “Cada um dos sistemas variáveis de leis e
ocupa com a reflexão a respeito das noções e princípios valores estudados pela ética, caracterizados por
que fundamental a vida moral. Essa reflexão pode seguir organizarem a vida de múltiplas comunidades
as mais diversas direções, dependendo da concepção de humanas, diferenciando e definindo comporta-
homem que se toma como ponto de partida. mentos proscritos, desaconselhados, permitidos
ou ideais.”
• “Do latim Moraallis, Mor, Morale – relativos
MORAL São os costumes, regras, tabus
e convenções estabelecidas por aos costumes.”
cada sociedade em determina- • “Parte da filosofia que estuda o comporta-
da época, por isso, é mutável. A mento humano à luz dos valores e prescrições
moral pessoal é formada pela
cultura e tradição do grupo ao que regulam a vida das sociedades;
qual o indivíduo está inserido.
No sentido prático, a finalidade da ética, da moral e
Segundo Cordi, desde a infância a pessoa está sujeita do direito são muito semelhantes. Todas são responsá-
à influência do meio social por intermédio da família, veis e objetivam construir as bases que vão guiar a con-
da escola, dos amigos e dos meios de comunicação de duta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo
massa (principalmente a televisão). Assim, ela vai adqui- e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se
rindo aos poucos princípios morais. Portanto, ao nascer o comportar em sociedade.
sujeito se depara com um conjunto de normas já estabe-
lecidas e aceitas pelo meio social. Este é o aspecto social AÇÕES DO HOMEM E FENÔMENOS DA NATU-
da moral. Mas a MORAL NÃO SE REDUZ AO ASPECTO REZA
SOCIAL. À medida que o indivíduo desenvolve a reflexão “A ética envolve um processo avaliativo especial
crítica, os valores herdados passam a ser colocados em sobre o modo como os seres humanos intervêm no
questão. Ele reflete sobre as normas e decide aceitá-las mundo ao seu redor, principalmente quando se rela- 209

ou negá-las. A decisão de acatar uma norma é fruto de cionam com os seus semelhantes.
uma reflexão pessoal consciente que se chama interio- Assim como os fenômenos da natureza (movi-
rização. Essa interiorização da norma é que qualifica o mentos das rochas, dos mares e dos planetas, etc.), as
ato como moral. Caso não seja interiorizado, o ato não é ações humanas também modificam o mundo. Contu-
considerado moral, é apenas um comportamento deter- do, esses dois tipos de eventos - naturais e humanos
minado pelos instintos, pelos hábitos ou pelos costumes. - são apreciados por nós de formas completamente
A Moral sempre existiu, sendo, portanto anterior ao distintas.
Direito. Nem todas as regras Morais são regras jurídicas. Quando se trata de uma ação humana, por exem-
A linguagem da moral possui caráter prescritivo signifi- plo um roubo praticado por alguém, fazemos não
ca, portanto, afirmar que ela não se limita à descrição ou apenas uma avaliação moral do aspecto exterior, vi-
à análise do modo como as coisas são, mas dita o modo sível, do evento (a apropriação indevida de algo que
como devem ser. A semelhança que o Direito tem com a pertence a outra pessoa), mas principalmente uma
Moral é que ambas são formas de controle social e cons- avaliação moral do sentido dessa ação para o agente
tituem um padrão para julgamento dos atos. que a pratica, em um esforço para compreender as
suas intenções.
MORAL TRADICONAL x MORAL MODERNA Quando, porém, se trata de um fenômeno da na-
A moral tradicional é aquela que repousa sobre a tureza, como uma acomodação de placas da crosta
crença em uma autoridade. Por que devemos aceitar terrestre que causa terremotos na superfície do pla-
tais e tais mandamentos? Porque os mesmos refle- neta, essa avaliação moral não ocorre, exatamente
tem a vontade divina, a vontade de um governan- porque não há como atribuir uma intenção àquela
te ou de qualquer indivíduo no qual reconhecemos força.
uma autoridade, nossos pais, ídolos, etc. A moral mo- Vamos a um exemplo: não é incomum vermos
derna recusa a transcendência e questiona o funda- na imprensa denúncias contra agentes públicos que
mento de autoridade. Será para ela que dirigiremos se apropriam indevidamente de recursos do Estado,
agora a pergunta: por que devemos então aceitar um prejudicando, assim, investimentos nas políticas pú-
princípio moral? blicas e atendimento das demandas sociais.
Muitas catástrofes naturais, em sua manifestação
Encontramos no dicionário Houaiss, várias definições exterior e visível, provocam destruição e morte. São
de moral, entre elas: frequentes as notícias de terremotos, tempestades e
furacões que devastam cidades inteiras, causando
INFORMÁTICA
PROFESSOR
Vitor Krewer
Graduado em Processos Gerenciais e graduando em
Tecnologia da Informação pela UniCesumar - Centro
Universitário de Maringá. Envoldido na área de con-
cursos públicos como escritor, organizador e editor no
Focus Concursos desde 2012.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
Introdução....................................................................................................................................................................................................................................................269

1. NOÇÕES BÁSICAS (DE USUÁRIO) SOBRE A INSTALAÇÃO DE APLICATIVOS E FUNCIONAMENTO DE


COMPUTADORES PESSOAIS............................................................................................................................................................... 269
Hardware......................................................................................................................................................................................................................................................269
Tipos de Computadores e Dispositivos.............................................................................................................................................................................................270
Conceito........................................................................................................................................................................................................................................................270
Tipos de Hardware................................................................................................................................................................................................................................... 271
BIOS e CMOS..............................................................................................................................................................................................................................................273
Software........................................................................................................................................................................................................................................................276
Sistemas Operacionais...........................................................................................................................................................................................................................276
Licenças........................................................................................................................................................................................................................................................277
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................279

2. SISTEMA OPERANCIONAL WINDOWS 7, 10 e LINUX........................................................................................................ 280


Sistemas Operacionais...........................................................................................................................................................................................................................280
Windows 7....................................................................................................................................................................................................................................................280
Versões..........................................................................................................................................................................................................................................................280
Área de Trabalho (Desktop)..................................................................................................................................................................................................................282
Gadgets..........................................................................................................................................................................................................................................................282
Barra de Tarefas........................................................................................................................................................................................................................................282
Menu Iniciar...............................................................................................................................................................................................................................................282
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................283
Janelas...........................................................................................................................................................................................................................................................283
Conceitos de Pastas, Diretórios, Arquivos e Atalhos..................................................................................................................................................................284
Extensões......................................................................................................................................................................................................................................................284
Windows Explorer....................................................................................................................................................................................................................................285
Painel de Controle.....................................................................................................................................................................................................................................286
Forma de Exibição....................................................................................................................................................................................................................................286
Sistema..........................................................................................................................................................................................................................................................286
Windows 10.................................................................................................................................................................................................................................................. 291
Explorador de Arquivos.........................................................................................................................................................................................................................294
Menu Iniciar...............................................................................................................................................................................................................................................295
Configurações.............................................................................................................................................................................................................................................295
Teclas de Atalho no Windows 10........................................................................................................................................................................................................296 267
Linux..............................................................................................................................................................................................................................................................296
Licenças de software...............................................................................................................................................................................................................................297
Interfaces Gráficas...................................................................................................................................................................................................................................297
Estrutura dos Diretórios do Sistema.................................................................................................................................................................................................298

3. SUITE MICROSOFT OFFICE ..........................................................................................................................................................300


Microsoft Word 2010............................................................................................................................................................................................................................... 300
Microsoft Excel 2010...............................................................................................................................................................................................................................305
Microsoft Powerpoint 2010.................................................................................................................................................................................................................. 309

4. NOÇÕES CONSISTENTES DE TRABALHO COM COMPUTADORES EM REDE INTERNA, AMBIENTE WINDOWS


E LINUX. ......................................................................................................................................................................................................315
Conceitos Básicos; Ferramentas; Aplicativos e Procedimentos de Internet e Intranet............................................................................................... 316
Definição....................................................................................................................................................................................................................................................... 316
Componentes e Meios Físicos de Comunicação. ......................................................................................................................................................................... 317
Topologia das Redes................................................................................................................................................................................................................................. 317
Protocolos de Comunicação. ................................................................................................................................................................................................................ 318
Principais Protocolos............................................................................................................................................................................................................................... 318
Tipos de Rede Quanto ao Tamanho................................................................................................................................................................................................... 319

5.NOÇÕES CONSISTENTES DE USO DE INTERNET PARA INFORMAÇÃO (INTERNET EXPLORER E MOZILLA


FIREFOX) E COMUNICAÇÃO (MICROSOFT – OUTLOOK EXPRESS). ................................................................................ 322
Internet Explorer 11.................................................................................................................................................................................................................................322
Google Chrome...........................................................................................................................................................................................................................................324
Mozilla Firefox...........................................................................................................................................................................................................................................326
Programas de Correio Eletrônico (Outlook Express, Mozilla Thunderbird e Similares). ..........................................................................................327
Thunderbird................................................................................................................................................................................................................................................332

6. VÍRUS, WORMS, PHISHING, SPAM, ADWARE E PRAGAS VIRTUAIS ......................................................................... 333


Malware........................................................................................................................................................................................................................................................334
Vírus...............................................................................................................................................................................................................................................................334
Cavalo de Tróia (Trojan).........................................................................................................................................................................................................................334
Worm..............................................................................................................................................................................................................................................................334
Bots.................................................................................................................................................................................................................................................................334
Backdoors (Porta dos Fundos).............................................................................................................................................................................................................335
SUMÁRIO

Spyware........................................................................................................................................................................................................................................................335
Ransomwares..............................................................................................................................................................................................................................................335
Adwares........................................................................................................................................................................................................................................................335
Spams.............................................................................................................................................................................................................................................................335
Hoaxes...........................................................................................................................................................................................................................................................335
Phishing........................................................................................................................................................................................................................................................335
Pharming......................................................................................................................................................................................................................................................336
Ataque de Senhas.....................................................................................................................................................................................................................................336
Hijacker........................................................................................................................................................................................................................................................337
Rootkits.........................................................................................................................................................................................................................................................337
Firewalls e Regras de Isolamento e Proteção de Redes............................................................................................................................................................337
Aplicativos para Segurança (Antivírus, Antispyware Etc.). ...................................................................................................................................................338
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................338

7. COMPUTAÇÃO NA NUVEM (CLOUD COMPUTING)..............................................................................................................341


Definição....................................................................................................................................................................................................................................................... 341
Características........................................................................................................................................................................................................................................... 341
Topologia...................................................................................................................................................................................................................................................... 341
Tipos de Nuvem.........................................................................................................................................................................................................................................344
Armazenamento de Dados na Nuvem (Cloud Storage).............................................................................................................................................................344

268
CAPÍTULO 01 - Noções Básicas (de Usuário) sobre a Instalação de Aplicativos
e Funcionamento de Computadores Pessoais.

Introdução mentos novas palavras serão apresentadas, cada


uma com seu significado e contexto, tornando ne-
A parte inicial desta apostila é voltada para a orien- cessário anotar e estudar com frequência.
tação de como estudar os tópicos de informática e, para • No decorrer no conteúdo, vários termos e
isso, é necessário que você utilize métodos como apon- parágrafos estarão destacados, isso ocorre para
tamentos e observações relacionados aos tópicos em que dar mais ênfase ao conteúdo descrito, sendo re-
houver mais dificuldade de assimilação, feito isso, suas corrente em provas ou essencial para a compre-
anotações se tornaram uma poderosa estratégia de estu- ensão da matéria, portanto, faça anotações.
do em termos de produtividade. Informática é uma disci- • O conteúdo relacionado a redes de compu-
plina prática, portanto, sua assimilação tem mais eficacia tadores, pragas virtuais, protocolos são extrema-
quando aplicada. mente recorrentes pelas bancas em provas e con-
É muito comum muitos “concurseiros” relacionarem cursos, fique atento aos conceitos e as diferenças
informática como uma disciplina fácil de ser estudada, entre eles.
mas, difícil de ser entendida, fato que se deve ao vocabu- • Quando o assunto for Hardware e Software,
lário próprio, contudo, na maioria das vezes, a utilização muitos termos em inglês são utilizados, além é
de termos em inglês para dar nome, funcionalidade, re- claro de abreviações e siglas dos mesmos, é im-
cursos e componentes relacionados a área é parte inte- portante não confundir um com o outro e destacar
grante do estudo da matéria, tendo a informática uma a diferença entre função, conceito e classificação.
linguagem própria, assim com todas as disciplinas. • Os Navegadores (browser) possuem prati-
Pensando nisso, o presente material foi elaborado camente as mesmas funções, sendo assim, você
com base no último edital e focado nestas facilidades e deve aprender todas e decorar as diferenças. Mui-
dificuldades dos alunos, que na maioria das vezes, são tas vezes é nelas que a questão estará se pautan-
usuários da informática num mundo cada vez mais co- do para levar o “concurseiro” desatento ao erro.
nectado e digitalizado, a chamada cultura de rede.
Sobre como estudar informática, vamos elencar al- O conteúdo presente neste material é focado no últi-
guns pontos fundamentais para a fixação da matéria, mo edital, e foi organizado, na medida do possível, res-
lembrando que no dia da prova você não terá um com- peitando a ordem dos tópicos do edital e da forma mais
putador para lembrar o local dos arquivos e os botões a didática possível, visando otimizar o tempo de estudo.
serem clicados, então a melhor forma de aprender in-
formática é fazendo uso dela enquanto estuda. Vamos à 1. NOÇÕES BÁSICAS 269
alguns itens:
(DE USUÁRIO) SOBRE A
• Enquanto estiver estudando, principalmente INSTALAÇÃO DE APLICATIVOS
quando se tratar de programas específicos como o
próprio sistema operacional, seja ele Windows ou E FUNCIONAMENTO DE
Linux, navegue entre as opções e funcionalidades COMPUTADORES PESSOAIS.
descritas. O segredo da memorização de coman-
dos na informática é a prática, como é o caso das Neste capítulo será abordado o tópico referente aos
teclas de atalho, que geralmente tem pelo tomado conceitos básicos e modos de utilização de tecnologias;
pelo menos uma questão da prova. ferramentas; aplicativos e procedimentos de informáti-
• Durante o estudo da matéria, é de suma im- ca: tipos de computadores; conceitos de hardware e de
portância elaborar suas próprias notas de aula, o software; instalação de periféricos. O objetivo e expor o
que pode e deve ser feito utilizando a ferramen- conteúdo relativo aos elementos básicos de hardware e
ta MS Word ou LibreOffice/BrOffice, editores de software recorrentes em provas e concursos.
texto utilizados nesta apostila. Fazendo uso dos
recursos de edição descrito, ficará cada vez mais
fácil de memorizar a localização de funções dos Hardware
itens cobrados na prova.
• Programas como o MS Excel e Calc tem o ob- Todo computador é constituído de componentes e
jetivo de fornecer instruções para que os cálculos peças que se conectam e se comunicam entre si, levan-
sejam feitos, portanto, quando estiver estudando do instruções e devolvendo informações para o usuário.
as funções, tenha aberto, se possível, o programa Este elemento físico denominado de hardware é nosso
para criar suas próprias fórmulas ou utilizar a de assunto a ser estudado.
provas anteriores. Só existe uma forma de apren- Os dispositivos de hardware podem ser considerados
der planilhas eletrônicas, e esta forma é fazendo desde peças esparsas de componentes de um computa-
uso delas. dor do tipo de desktop até notebooks e todos os dis-
• O presente material não tem a função de positivos portáteis relacionados a ideia de computação
torná-lo um técnico de informática, mas forne- móvel, como é o caso de smartphones, tablets e smar-
ce todo o aparato necessário para responder as twatches (relógios inteligentes).
questões dos concursos, portanto, em alguns mo-
INFORMÁTICA

Tipos de Computadores e Dispositivos Conceito


Os dispositivos relacionados a computação podem Podemos conceituar hardware como componentes fí-
ser do tipo: sicos que de um sistema computacional. Seu conjunto ou
Desktop: conceito desenvolvido para simbolizar a agrupamento de unidades funcionais como Processador,
ideia de “área de trabalho”, sendo um computador do memória principal, unidades de armazenamento e dis-
tipo desktop um microcomputador que se associa a positivos de entrada e saída é chamado de computador,
ideia da utilização em uma mesa; é aquele computador ou seja, tudo aquilo que você “pode tocar”.
que possui um monitor, gabinete (com todos os compo- A soma de todos os componentes de Hardware de
nentes de hardware dentro), mouse, teclado e geralmen- um computador são conectados e trabalham conforme
te uma conexão com a rede. É muito utilizado em escri- uma arquitetura base, portanto, a forma como é feita co-
tórios e casas, sendo os primeiros formatos associados a municação destes componentes segue um padrão, esse
computação portátil desenvolvida pela Apple e IBM no padrão nos chamamos de arquitetura dos computadores.
início dos anos 1980; denominada de computação pes- Sua definição vem de encontro com outro elemento, o
soal. Como mencionado, os computadores desktop são chamado software; enquanto o hardware é a parte física,
modulares e seus componentes podem ser facilmente ou software é o elemento lógico, ou seja, não podemos
melhorados ou substituídos, os chamados upgrades de tocar. São os programas do computador.
hardware; estando disponíveis em gabinetes dos mais A utilização e interação dos computadores possui três
variados estilos. elementos:
Com o advento dos notebooks, os desktops tiveram
uma grande queda na compra e utilização, porém, com • Físico: Hardware
o avanço e popularização dos denominados gamers, vol- • Lógico/Abstrato: Software
taram com ao mercado devido a já mencionada versati- • Operador: Peopleware ou usuário.
lidade na complementação e melhoria dos componentes
de hardware. Componentes físicos que somados possibilitam o pro-
cessamento de dados, resultando em informações, tor-
nando viável e a interação usuário/máquina.
Os principais componentes de hardware são:

• Placa-mãe
270 • Processadores
• Memória Principal ou RAM
• Unidades de Armazenamento
• Periféricos de Entrada e Saída (Teclado,
Mouse e Monitor)
Notebook: a grande distinção entre os notebooks e • Fonte de Energia
os desktops está no conceito de portabilidade dos, tendo
os notebooks hardwares como monitor, teclado, e caixas Organização dos Computadores
acústicas totalmente integrados, formando uma única
peça. Outro ponto é o fato de possuírem autonomia elé- Embora os computadores sejam concebidos como
trica por meio de uma bateria recarregável. algo “moderno”, sua história de desenvolvimento começa
Outro ponto importante é a presença de um dispo- no início de século passado; sendo a forma de como são
sitivo que substitui o mouse dos desktops chamado de organizados e estruturados, remonta aos anos 40.
touchpad; hardware constituído por uma superfície sen- A chamada Arquitetura dos computadores foi ela-
sível ao toque onde o usuário posiciona o ponteiro na tela borada por John von Neumann (1903-1957), matemático
por meio de movimentos dos dedos. Sendo acompanhado húngaro, idealizador da arquitetura básica de funcio-
de dois botões com as mesmas funções dos botões do namento dos computadores. Mesmo sendo considerada
mouse. historicamente como antiga, sua arquitetura continua
sendo a base para a criação dos mais modernos com-
putadores atuais, incluindo tablets e smartphones, afinal
de contas, sua capacidade de processamento se iguala a
de muitos computadores do padrão Desktop e Notebook.
CAPÍTULO 01 - Noções Básicas (de Usuário) sobre a Instalação de Aplicativos
e Funcionamento de Computadores Pessoais.

Von Neumann idealizou a comunicação dos compo- Placa Mãe


nentes seguindo a seguintes estruturas:
Dispositivos de entrada, como teclado e mouse en- A placa-mãe é o componente responsável por conec-
viaram instruções ao computador, dando início aos cha- tar e interligar todos os outros componentes do compu-
mados processos, sendo posteriormente devolvidos aos tador; possibilitando a comunicação entre processador
usuários como informação, resultados que serão exibi- com memória RAM, unidades de armazenamento, e
dos pelos dispositivos de saída como monitores, e im- dispositivos de saída. Trata se de um circuito impresso
pressora. responsável por interconectar os componentes.
Uma CPU (Central Processing Unit, ou Unidade Cen- A conexão é realizada através de sockets (proces-
tral de Processamento), o cérebro do sistema; constituída sador), slots (memória principal ou RAM) e Conectores
por uma ULA (Unidade Lógica e Aritmética), cuja função ou portas para demais componentes de armazenamento
será a de realizar cálculos; e uma Unidade de Controle, (HD) e entrada e saída (Teclado, Mouse e Monitores).
gerenciadora da comunicação da CPU com os compo- Socket: dispositivo mecânico destinado a conectar o
nentes externos. Os dois elementos listados, ULA e UC processador (CPU) por meio de um componente elétrico
são partes integrantes dos processadores, somados aos que realiza a comunicação por meio de uma placa de
registradores, pequenas unidades de memória integra- circuito impresso; o chamado barramento.
das cuja função é realizar seus cálculos internamente. Slots: sua função é conectar as memórias principais
Outro elemento importante é a unidade de memória, ou memória RAM a placa mãe.
na qual dados e instruções utilizadas pelo processador Conectores e Portas: A placa-mãe possibilita inter-
serão armazenados temporariamente. ligar novos dispositivos por meio de conectores e portas.
Andrew Tanenbaum, criador de sistemas operacio- Por elas podemos conectar dispositivos de armazena-
nais e grande perito em computação. Redesenhou a ar- mento e dispositivos de entrada e saída.
quitetura de von Neumann, demonstrando a presença de As portas que conectam novos dispositivos ao compu-
dois elementos: os registradores e o barramento. tador, como portas USB, serial e paralelas, são chamadas
de Drive. Algumas bancas tentam confundir Drive (Har-
dware) com Driver (Software). O último tem a função de
fazer funcionar o primeiro; trata se de um software de
sistema (programa) que faz a comunicação entre a má-
quina e o sistema operacional.

Barramento 271

É o caminho utilizado para haver a comunicação


entre os dispositivos conectados a uma placa-mãe. Sua
transmissão é compartilhada ou exclusiva de determi-
A ilustração de Tanenbaum demonstra o barramento nado componente. Em resumo, são vias de comunicação
como canal de comunicação entre os dispositivos de um para a transmissão de informação utilizando circuitos
computador, presente através de circuitos integrados das impressos na placa-mãe.
placa-mãe.
Enfim, para prosseguirmos no estudo do hardware, é
necessário compreender os principais componentes de
um computador. A partir dos próximos tópicos, começa-
remos o estudo dos componentes mais relevantes.

Tipos de Hardware
O computador é composto por várias peças, tendo
cada uma delas sua função especifica no funcionamento
Processador
do computador. Pensando nisso, será abordado cada um
dos elementos relacionados aos itens de hardware de um
O processador é o componente que recebe os dados
computador.
da memória RAM e processa por meio de instruções da-
das pelo sistema. Após o processamento dos dados, os
mesmos são devolvidos em forma de informação. Sua
função é ser o “cérebro do computador”. Também pode
ser chamado de CPU, termo em inglês que significa Uni-
dade Central de Processamento. É responsável por reali-
zar os cálculos necessários.
Sua principal função é controlar e executar instru-
ções contidas na memória principal através de opera-
INFORMÁTICA

ções básicas como somar, subtrair, comparar e movi- (Gigabytes) de RAM.


mentar dados. É basicamente composto por Unidade de Os computadores modernos, com seu contínuo avan-
Controle, Unidade Lógica e Aritmética, e registradores. ço, evidenciaram o fato de ser insustentável operar so-
mente com a “palavra” de 32bits, sendo assim, foi de-
senvolvida a arquitetura x64, com palavras de 64bits,
resolvendo o problema de memória, permitindo com até
16TB (Terabytes) de memória RAM.
No momento da compra de um computador, é im-
portante analisar qual arquitetura do processador, sendo
fator relevante ao desempenho e da versão do sistema
operacional.
Os processadores que utilizam a arquitetura de har-
dware de 64 bits são compatíveis com software de 32
Processadores Risc e Cisc bits, porém, o inverso não é verdadeiro; o mesmo se apli-
ca aos softwares do tipo aplicativo em relação ao sistema
Todos os dados enviados para processamento são operacional.
trabalhados dentro da ULA do processador, através do Sobre a velocidade de processamento, é importante
auxílio dos registradores, porém, indiferente da comple- salientar que não é apenas a velocidade do processador
xidade do software, todo processador opera um conjunto que determina o desempenho da máquina, sendo refe-
limitado de instruções. Com base nisso, os fabricantes rência a velocidade utilizada para efetuar cálculos in-
desenvolvem processadores com mais núcleos (cores) e ternos.
com maior capacidade. São fatores determinantes na velocidade e desempe-
As instruções são trabalhadas pela ótica de duas ar- nho dos processadores:
quiteturas dos processadores: a RISC e a CISC.
Os processadores RISC, sigla que significa Reduced • O clock da memória, velocidade na troca da-
Instruction Set Computer, temo característica operar dos com a memória RAM;
com um conjunto muito menor de instruções, sendo as- • Capacidade de armazenamento da memória
sim, os programadores têm a missão de desenvolver os cache;
seus programas com o foco na combinação de instruções • Capacidade de armazenamento da RAM, ve-
simples para operar tarefas complexas. locidade do disco rígido;
272 Em contrapartida, os processadores do tipo CISC, si- • Software utilizado; cada sistema operacional
gla que significa Complex Instruction Set Computer, ope- pode apresentar performance diferente, portanto,
ram um conjunto complexo (maior) de instruções, tendo temos o fator lógico como influência.
o programador maior facilidade na construção de pro-
gramas que exigem tarefas complexas, pois é presente Considerando condições iguais, podemos dizer que:
neste tipo de processador, instruções mais complexas
para operar algumas tarefas. • Maior o clock do processador, mais rápida é;
Atualmente os processadores são “mistos”, ou seja, há • Mais núcleos (core) presentes no processa-
uma combinação sendo chamado de RCISC. Os proces- dor, melhor é a performance;
sadores considerados RISC utilizam algumas instruções • Maior for a Capacidade de armazenamento
complexas, bem como os processadores CISC utilizam da memória cache, mais rápido será o processa-
algumas instruções simples. dor.
Vale mencionar que os processadores da Intel e AMD
(maiores fabricantes do mercado) utilizando o CISC. Processadores ARM
Processadores de 32 Bits e 64 Bits Atualmente os dispositivos móveis como smartpho-
nes e tablets tem ganhado a preferências dos usuários,
É comum lermos nas especificações de vários pro- fato devido ao fato de ser portáteis e realizarem a maio-
gramas o indicativo 32 bits e 64 bits. Os computadores ria das tarefas que um computador do tipo desktop ou
podem possuir processadores que trabalhavam com “pa- notebook faria. Estes dispositivos são construídos com a
lavras” de 32 ou 64 bits. Para o termo “Palavra”, podemos mesma arquitetura dos computadores, porém, com ele-
definir como o tamanho máximo de bits que o processa- mentos mais compactos. Esses processadores não possu-
dor pode operar de uma vez só, sendo indiferente o tipo am a mesma performance dos x86 ou x64, porém, tam-
de operação que será executado; se de soma, subtração, bém podem ser multicore.
etc. Por exemplo: um processador de 32 bits tem capaci-
dade de lidar com “pacotes” que armazenam até 32 bits. Memórias
Para se comunicar com a memória RAM, o processador
utilizará essa “palavra” para determinar os caminhos Dispositivos que armazenam dados ou instruções,
de memória e, fazendo uso de uma “palavra” de 32 bits, com o objetivo de transmiti-las ao processador (no caso
levando em consideração que o computador opera em da memória RAM) ou armazenar permanentemente
binário (0 ou 1), implica em ler memórias de até 4GB
DIREITO
ADMINISTRATIVO
PROFESSOR
Robson Fachini
Experiência em concursos públicos desde 1999, ten-
do sido aprovado nos cargos de agente administrativo
da prefeitura de Rancharia – SP, recenciador do IBGE,
agente de escolta e vigilância penitenciária – SP, agente
de segurança penitenciária – SP, agente penitenciário –
PR, agente penitenciário federal – MJ, analista do tribu-
nal de contas do DF e atualmente aprovado para o cargo
de auditor de controle externo do tribunal de contas dos
municípios do estado de Goiás. Formado em tecnologia
em gestão pública pelo instituto tecnológico da Univer-
sidade Federal do Paraná e pós graduando em MBA em
gestão pública. Professor de direito administrativo em
cursos preparatórios para concursos desde 2010.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
1. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO, ESTADO E GOVERNO ............................................................................. 349
Conceito de Direito...................................................................................................................................................................................................................................349
Ramos do Direito.......................................................................................................................................................................................................................................349
Conceito de Direito Administrativo..................................................................................................................................................................................................349
Objeto do Direito Administrativo.......................................................................................................................................................................................................349
Fontes do Direito Administrativo.......................................................................................................................................................................................................350
Sistemas Administrativos.....................................................................................................................................................................................................................350
Noções de Estado...................................................................................................................................................................................................................................... 351
Formas de Estado...................................................................................................................................................................................................................................... 351
Poderes do Estado.....................................................................................................................................................................................................................................352
Noções de Governo...................................................................................................................................................................................................................................352
Sistemas de Governo...............................................................................................................................................................................................................................353
Formas de Governo..................................................................................................................................................................................................................................353
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................354

2. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E TÉCNICAS ADMINISTRATIVAS........................................................... 354


Conceito de Administração Pública..................................................................................................................................................................................................354
Classificação da Administração Pública.........................................................................................................................................................................................355
Comparação entre Governo e Administração Pública..............................................................................................................................................................355
Administração Pública Direta.............................................................................................................................................................................................................356
Administração Pública Indireta.........................................................................................................................................................................................................356
Organização Administrativa da União.............................................................................................................................................................................................357
Técnicas Administrativas......................................................................................................................................................................................................................357
Criação dos Entes da Administração Indireta............................................................................................................................................................................. 360
Autarquia.................................................................................................................................................................................................................................................... 360
Fundação Pública...................................................................................................................................................................................................................................... 361
Empresas Estatais (Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista)............................................................................................................................362
Empresa Pública.......................................................................................................................................................................................................................................362
Sociedade de Economia Mista.............................................................................................................................................................................................................363
Entidades Paraestatais............................................................................................................................................................................................................................364
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................366

3. ÓRGÃOS PÚBLICOS E AGENTES PÚBLICOS........................................................................................................................... 367


Órgão Público.............................................................................................................................................................................................................................................367
347
Agentes Públicos.......................................................................................................................................................................................................................................369
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 371

4. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.372


Regime Jurídico Administrativo.........................................................................................................................................................................................................372
Princípios Fundamentais da Administração Pública................................................................................................................................................................372

5. PODERES ADMINISTRATIVOS...................................................................................................................................................... 376


Poder Hierárquico....................................................................................................................................................................................................................................377
Poder Disciplinar......................................................................................................................................................................................................................................378
Poder de Polícia.........................................................................................................................................................................................................................................378
Poder Regulamentar................................................................................................................................................................................................................................ 381
Abuso de Poder.......................................................................................................................................................................................................................................... 381
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................382

6. ATOS ADMINISTRATIVOS............................................................................................................................................................... 382


Conceito de Atos Administrativos.....................................................................................................................................................................................................383
Características de Atos Administrativos........................................................................................................................................................................................383
Outros Conceitos Pertinentes ao Tema............................................................................................................................................................................................383
Elementos ou Requisitos de Validade dos Atos Administrativo............................................................................................................................................384
Atributos dos Atos Administrativos..................................................................................................................................................................................................386
Classificações de Atos Administrativos...........................................................................................................................................................................................387
Espécies de Atos Administrativos......................................................................................................................................................................................................389
Extinção dos Atos Administrativos / Desfazimento do Ato Administrativo.................................................................................................................... 391
Convalidação...............................................................................................................................................................................................................................................392

7. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.......................................................................................................................... 393


Classificação do Controle da Administração Pública................................................................................................................................................................393
Espécies de Controle da Administração Pública.........................................................................................................................................................................396

8. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO.................................................................................................................................400


Responsabilidade Civil (Direito Civil)............................................................................................................................................................................................. 400
Classificação da Responsabilidade Civil........................................................................................................................................................................................ 400
Responsabilidade Civil do Estado em Decorrência da Atuação da Administração Pública.....................................................................................401
Responsabilidade Civil do Estado em Decorrência de Atos Legislativos......................................................................................................................... 403
SUMÁRIO

Responsabilidade Civil do Estado em Decorrência de Atos Judiciais............................................................................................................................... 404


Ação de Reparação de Danos.............................................................................................................................................................................................................. 404
Ação Regressiva.........................................................................................................................................................................................................................................405

9. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA............................................................................................................................................. 405


Conceito de Improbidade Administrativa......................................................................................................................................................................................405
Fundamento Constitucional.................................................................................................................................................................................................................405
Lei 8.429/92................................................................................................................................................................................................................................................ 406

10. LICITAÇÃO............................................................................................................................................................................................417
Base Constitucional................................................................................................................................................................................................................................. 417
Competência Legislativa........................................................................................................................................................................................................................ 417
LEI 8.666/93................................................................................................................................................................................................................................................ 418
Contratação Direta................................................................................................................................................................................................................................... 420
Questões Comentadas.............................................................................................................................................................................................................................423

11. LEI 8.112/90 – ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO............................................................. 424
Título I – Das Disposições Preliminares..........................................................................................................................................................................................424
Título II - Do Provimento, Vacância, Remoção, Reditribuição e Substituição................................................................................................................426
Título III – Dos Direitos e Vantagens.................................................................................................................................................................................................432
Título IV – Do Regime Disciplinar..................................................................................................................................................................................................... 441
Processo Administrativo Disciplinar................................................................................................................................................................................................445
Da Seguridade Social do Servidor...................................................................................................................................................................................................... 451
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................455

12. PROCESSO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................................................... 456


Conceito de Processo Administrativo...............................................................................................................................................................................................456
Classificação dos Processos Administrativos................................................................................................................................................................................456
Disposições Gerais da Lei 9.784/99...................................................................................................................................................................................................457

348
CAPÍTULO 01 - Noções de Direito Administrativo, Estado e Governo

1. NOÇÕES DE DIREITO de conflitos que envolvam tais interesses contra os inte-


resses dos particulares. Nestes casos, em um dos lados
ADMINISTRATIVO, ESTADO E do conflito está o Estado, representante dos interesses da
GOVERNO coletividade, e do outro lado da disputa tem-se o particu-
lar (tanto faz esse particular ser pessoa física ou pessoa
O direito administrativo é o conjunto de regras que jurídica), representando os seus próprios interesses.
orientam a atuação da administração pública e o exercí- No direito público, o Estado tem um tratamento pri-
cio das atividades administrativas do Estado. vilegiado diante do particular, ou seja, as normas que
Sendo assim, o direito administrativo é a espécie de regulam o direito público conferem prerrogativas espe-
direito que tem por objetivo definir as regras que orien- ciais ao Estado diante do particular, o que impede um
tam a atuação do Estado como administrador da coisa tratamento igualitário entre as partes.
pública. A característica marcante do direito público é a
Sendo o direito administrativo uma espécie de direi- relação jurídica de desigualdade estabelecida entre
to, para o bom entendimento da matéria, neste bloco ire- os polos. Assim sendo, no direito público as partes são
mos conhecer o conceito de direito, os ramos do direito, tratadas com distinção de direitos, obrigações e respon-
o conceito e objetos do direito administrativo, as fontes sabilidades. Essa relação jurídica de desigualdade tam-
do direito administrativo e os sistemas administrativos. bém é chamada de relação jurídica vertical.
O fundamento dessa relação jurídica vertical entre
o Estado e o particular, arbitrada pelo direito público é
Conceito de Direito encontrado no princípio da supremacia do interesse
público, tal princípio preconiza que os interesses pú-
Para uma boa compreensão do conceito de direito blicos (da coletividade) se sobrepõem aos interesses pri-
administrativo, ou seja, do que é o direito administrativo, vados, e sendo o Estado o procurador dos interesses da
e também qual a finalidade do direito administrativo, é sociedade, a ele são conferidos poderes especiais para
importante, em primeiro, plano compreender de forma conseguir defender o interesse da coletividade.
objetiva o que é o direito. O direito administrativo faz parte do ramo do direi-
Direito é um conjunto de normas impostas coativa- to público, e como outros exemplos do direito público
mente pelo Estado, que vão regular a vida em sociedade, temos o direito constitucional, penal, processual penal,
possibilitando a coexistência pacífica das pessoas. tributário, dentre outras searas do direito.

Ramos do Direito Conceito de Direito Administrativo 349

O direito é dividido em dois ramos distintos, são eles: O professor Hely Lopes Meirelles conceitua o direi-
o direito privado e o direito público. to administrativo como sendo “o conjunto harmônico de
princípios jurídicos que regem órgãos, agentes e ativi-
Direito Privado dades públicas que tendem a realizar concreta, direta e
imediatamente os fins desejados pelo Estado”.
O direito privado é caracterizado pela regulamen- A professora Maria Sylvia Di Pietro define o Direi-
tação de interesses PRIVADOS. Neste ramo do direito, to Administrativo como “o ramo do direito público que
existe um conflito entre particulares, ou seja, em um dos tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas ad-
lados da disputa tem um particular, seja este uma pessoa ministrativas que integram a Administração Pública, a
física, ou uma pessoa jurídica, e do outro lado tem-se ou- atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens
tro particular, tanto faz se ele é pessoa física ou pessoa de que se utiliza para a consecução de seus fins, de na-
jurídica. tureza política.”
Em regra, o direito privado não regula relações entre
particulares e o Estado. Eventualmente o Estado pode
integrar um dos polos regulados pelo direito privado, Objeto do Direito Administrativo
conforme veremos logo adiante.
Característica marcante do direito privado é a O direito administrativo tem dois objetos, a adminis-
relação jurídica de igualdade estabelecida entre tração pública e o exercício das atividades administra-
as partes. Essa relação jurídica de igualdade também é tivas do Estado.
chamada de relação jurídica horizontal. O direito administrativo tem por objetivo regular as
O direito administrativo não faz parte do ramo do di- relações da administração pública, sejam estas relações
reito privado, e como exemplos desse ramo do direito de natureza interna entre as entidades que a compõe,
tem-se o direito civil o direito empresarial, dente outros. seus órgãos e agentes; ou relações de natureza externa
entre a administração e os administrados.
Além de ter por objeto a administração pública, tam-
Direito Público
bém é foco do direito administrativo o desempenho das
atividades públicas, tanto exercidas pelo próprio estado,
O direito público é caracterizado pela regulamenta-
por meio da administração pública, ou exercidas por al-
ção dos interesses públicos e o seu objetivo é a resolução
gum particular, como no caso das concessões, permis-
DIREITO ADMINISTRATIVO

sões e autorizações de serviços públicos. deral (STF) depois de reiteradas decisões num mesmo
Resumidamente, pode-se dizer que o direito adminis- sentido e seu conteúdo vincula a administração pública
trativo tem por objeto a administração pública e também dos poderes legislativo, executivo e judiciário da União,
as atividades administrativas, independente de quem as Estados, DF e municípios.
exerça.
Doutrina
Fontes do Direito Administrativo
A doutrina é o resultado do trabalho dos estudiosos
O termo fonte dá ideia do lugar onde algo começa a do direito administrativo. São livros que têm a finalida-
surgir. Sendo assim, por fontes do direito administrativo, de de tentar sistematizar e melhor explicar o conteúdo
deve-se entender os lugares onde encontramos as suas das normas de direito administrativo, os quais podem
regras. ser utilizados como critério de interpretação de normas,
Todavia o direito administrativo não é codificado, bem como auxiliar a produção normativa.
dessa forma, não é possível encontrarmos um código A doutrina não vincula a atuação da administração
que contemple as normas de direito administrativo como pública, ela é só uma fonte de orientação.
acontece com o direito penal, civil, processual penal, Devido ao fato de a doutrina representar o entendi-
dentre outros. Para encontrarmos as normas de direito mento do seu autor sobre as regras do direito adminis-
administrativo temos que recorrer a diversas fontes. trativo, essa fonte do direito apresenta várias contradi-
São fontes do direito administrativo a lei, a jurispru- ções, pois é comum que em alguns pontos os autores
dência, a doutrina e os costumes (praxe administrativa). tenham entendimentos distintos de um ou outro instituto
Veja a seguir as características de cada uma das fontes. jurídico.

Lei Costumes Administrativos (Praxe


Administrativa)
Em decorrência do princípio fundamental da legali-
dade, que orienta todo o direito administrativo, a lei é a Os costumes são práticas reiteradas observadas pelos
fonte primária e principal do direito administrativo. A agentes administrativos diante de determinada situação
lei vincula a atuação da administração pública dos três quando há lacuna da norma.
poderes e de todas as esferas da federação. Os costumes somente podem ser utilizados para
No entanto, para entendermos melhor o significado orientar a atuação da administração pública na falta de
350
do termo lei e da sua finalidade, é importante classificá- lei determinando o que deve ser feito. Sendo assim, o
-la em dois tipos: Lei em sentido estrito e Lei em sentido costume não pode substituir a lei, mas somente pode ser
amplo. utilizado para tampar uma lacuna deixada na lei pelo
Lei em sentido estrito são os atos legislativos que ino- legislador.
vam o ordenamento jurídico, tais como as leis comple-
mentares, ordinárias e delegadas. Sistemas Administrativos
Lei em sentido amplo é um termo mais amplo que
inclui qualquer tipo de norma aplicada à administração São os regimes que dispõe o Estado para realizar o
pública, independente do órgão estatal que a produziu. controle de legalidade dos seus atos administrativos. E
Neste caso, entende-se por lei a própria Constituição estes podem ser classificados em sistema francês ou in-
Federal, as leis ordinárias, complementares, delegadas, glês. Veja a seguir.
medidas provisórias, decretos, resoluções, portarias e
qualquer outro ato que seja de obediência obrigatória Sistema Francês / Dualidade da Jurisdição /
pela administração pública. Contencioso Administrativo
O direito administrativo adota como fonte principal a
lei em seu sentido amplo. Pelo sistema francês, o poder judiciário não tem com-
petência para fazer controle de legalidade dos atos da
Jurisprudência administração pública.
Neste caso existe duas justiças, uma justiça comum
A jurisprudência é o resultado de vários julgados para julgar os particulares e uma justiça administrativa
realizados pelo poder judiciário sobre determinada ma- que tem a competência de julgar os atos da administra-
téria que caminham num mesmo sentido, serve como ção pública.
paradigma para o julgamento de novas ações judiciais Neste sistema, os atos praticados pela administração
referentes aos mesmos temas. pública não podem ser anulados pelo poder judiciário.
Em regra, a jurisprudência não vincula a atuação da Existem tribunais de natureza administrativa que têm
administração pública, somente serve como ponto de a competência de realizar o controle de legalidade dos
orientação, mas como exceção tem-se as súmulas vincu- atos administrativos e caso seja necessário, anulá-los.
lantes que foram introduzidas no ordenamento jurídico As decisões desses tribunais administrativos têm
brasileiro pela emenda constitucional nº 45. As súmulas efeito de coisa julgada, pois não podem ser revistas pelo
vinculantes são publicadas pelo Supremo Tribunal Fe- poder judiciário, haja vista o fato de o poder judiciário
CAPÍTULO 01 - Noções de Direito Administrativo, Estado e Governo

não realizar controle de legalidade dos atos da adminis- guir:


tração pública.
O sistema administrativo francês não é o sistema • Pessoa: capacidade para contrair direitos e
administrativo para controle de legalidade dos atos da obrigações.
administração pública. • Jurídica: É a pessoa constituída através de
uma formalidade documental (de uma convenção
Sistema Inglês / Jurisdição Única / Sistema não entre pessoas físicas), seu contraponto é a pessoa
Contencioso física ou humana.
• Territorial soberana: quer dizer que
Pelo sistema inglês, o poder judiciário tem competên- dentro do território do Estado, este detém a so-
cia para fazer controle de legalidade dos atos da admi- berania, ou seja, sua vontade prevalece ante a das
nistração pública. demais pessoas (sejam elas físicas ou jurídicas).
Neste caso, existe uma única justiça, representada Podemos definir soberania da seguinte forma, sobe-
pelo poder judiciário e este tem competência para julgar rania representa independência na ordem internacional
tanto processos que envolvam particulares como tam- (lá fora ninguém manda no Estado) e supremacia na or-
bém processos que envolvam a administração pública. dem interna (aqui dentro quem manda é o Estado).
Todos os conflitos entre a administração e o adminis-
trado e ainda entre a administração e os seus agentes, Elementos do Estado
podem ser levados até o poder judiciário, e só este tem
o poder de decidir com força de coisa julgada. É impor- Os elementos que compõe o Estado são três: o territó-
tante observar que neste sistema, a administração pode rio, o povo e o governo soberano.
julgar conflitos, todavia mesmo que ela já tenha julgado
ou esteja julgando um conflito, o particular pode acionar • Território: é a base fixa do Estado (solo,
o poder judiciário e este poderá desfazer o resultado do subsolo, mar, espaço aéreo).
julgamento feito pela administração pública, pois as de- • Povo: é o componente humano do Estado.
cisões da administração pública não tem força de coisa • Governo Soberano: é o responsável pela
julgada. condução política do Estado, por ser tal governo
Esse é o modelo de sistema administrativo adotado soberano, temos que este não se submete a ne-
pelo Brasil. nhuma vontade externa, pois, relembrando, lá
Ainda que as decisões da administração pública não fora o Estado é independente e aqui dentro sua
tenham força de coisa julgada, isso não impede que a vontade é suprema. 351
administração pública julgue conflitos. Todavia, estes
conflitos podem ser levados para solução perante o po-
Observação: A palavra povo não
der judiciário e é este quem tem o poder de dizer qual é
o direito aplicável ao caso. pode ser substituída por população, cida-
Para entender melhor o assunto, basta comparar dão, nem por nenhuma outra similar.
o sistema inglês com o francês, enquanto no primeiro
existe uma justiça com competência para julgar poder
público e particulares, no sistema francês existe uma Formas de Estado
justiça para julgar o poder público e outra para julgar
o particular. Existem duas formas de Estado: Estado unitário e Es-
tado federado.
Noções de Estado
Estado Unitário
Neste tópico nós iremos estudar o Estado. Abordare-
mos o conceito de Estado, os elementos que o integram, Estado unitário é o termo utilizado para se referir
seus poderes e suas funções. aos países caracterizados pela centralização política.
Neste tipo de país existe um poder político central que
Conceito de Estado emana sua vontade por todo o território nacional.
Em um Estado unitário, existe relação de hierarquia
O termo Estado pode ter várias interpretações, por e subordinação entre o poder político central e os po-
exemplo, tal termo é geralmente utilizado para nos re- deres políticos regionais e locais, ou seja, Estados-mem-
ferirmos aos Estados-membros, entes que compõe a bros e municípios em regra não existem e quando exis-
República Federativa do Brasil (ex. São Paulo, Paraná, tem não são dotados de competências políticas, pois as
Santa Catarina, Mato Grosso, Sergipe etc.). No entanto, competências políticas são exclusivas do poder político
neste tópico, devemos associar a palavra Estado à ideia central. Neste caso, Estados-membros e municípios são
de país. Neste sentido, podemos conceituar Estado como subordinados a vontade do poder político central.
sendo a pessoa jurídica territorial soberana. O Brasil não é um Estado unitário.
Analisando o conceito de Estado, encontramos alguns Um exemplo de Estado unitário é o Uruguai.
elementos que devem ser bem compreendidos, veja a se-
DIREITO ADMINISTRATIVO

Estado Federado Poder Judiciário Inovar o ordena-


Julgar conflitos mento jurídico e
Estado federado é termo utilizado para se referir aos administrar
países caracterizados pela descentralização política, Poder Legislativo Inovar o ordena-
ou seja, existem diferentes entidades políticas autôno- mento jurídico e Administrar e jul-
mas que são distribuídas regionalmente e cada uma fiscalizar a admi- gar conflitos
exerce o poder político dentro de sua área de compe- nistração pública
tência.
Em um Estado federado não existe relação de hie- Relacionando a análise feita sobre os poderes e suas
rarquia e subordinação entre o poder político central e funções com os entes que compõe a República Federati-
os poderes políticos regionais e locais, ou seja, Estados- va do Brasil, verifica-se que não existe poder judiciário
-membros e municípios são dotados de competências municipal.
políticas, dessa forma, as competências políticas não são
exclusivas do poder político central. Neste caso, Estados- Noções de Governo
-membros e municípios não são subordinados à vontade
do poder político central e também não são subordina- Neste tópico nós iremos estudar o governo. Aborda-
dos uns aos outros. remos o conceito de governo, suas classificações, seus
O Brasil é um Estado federado. sistemas e suas formas.

Poderes do Estado Conceito de Governo

Os poderes do Estado são três: o Poder Legislativo, Governar está relacionado com a função política do
Poder Executivo e Poder Judiciário. Estado, a função de comando, de coordenar, de direcio-
nar e fixar planos e diretrizes de atuação do Estado. O
Art. 2º da CF: São Poderes da União, independentes e governo é o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais
harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
responsáveis pela função política do Estado.
O governo está diretamente ligado às decisões toma-
Observe que a Constituição Federal trata os poderes das pelo Estado e exerce a direção suprema e geral do
como independentes e harmônicos, isso significa que en- Estado. Considerando o Estado uma pessoa e fazendo
tre os poderes não existe relação de subordinação e nem uma analogia com o corpo humano, podemos dizer que
352 de hierarquia, nenhum poder é mais importante do que o governo é o cérebro do Estado.
o outro. A doutrina classifica o governo como uma ativida-
Cada poder tem a sua função principal e eles devem de política, discricionária e independente, sendo assim,
exercer essas funções de forma harmônica. governar é uma atividade política, pois é exercida por
políticos e tem o poder de inovar o ordenamento jurídi-
Funções dos Poderes co, além de ser, também, uma atividade discricionária e
independente porque se subordina somente aos manda-
As funções dos poderes, em regra, são a de criar leis mentos da Constituição Federal, não havendo hierarquia
(inovar o ordenamento jurídico), de administrar e de jul- e subordinação entre os responsáveis pelo exercício do
gar conflitos. Cada poder é responsável pelo exercício governo.
de uma dessas funções, mas é errado pensar que cada
poder somente desempenha uma dessas funções. Classificação de Governo
Cada poder desempenha uma das funções do Estado
de forma principal e também desempenha as outras fun- A doutrina classifica o conceito de governo em um
ções do Estado de forma acessória. Em razão do fato de sentido formal/subjetivo e em um sentido material/ob-
cada poder desempenhar, além da sua função principal, jetivo.
algumas funções acessórias, a doutrina classifica a sepa-
ração dos poderes como flexível. Governo em Sentido Formal ou Subjetivo
Sendo assim, como a classificação da separação dos
poderes é flexível, ela não é absoluta ou rígida. A se- Em sentido formal ou subjetivo, governo é o conjun-
paração seria absoluta caso cada poder desempenhasse to de poderes e órgãos responsáveis pela atividade de
somente a sua função principal, não podendo desempe- governar. Neste caso, associa-se a palavra governo com
nhar funções acessórias, o que não é o caso do Brasil. as instituições públicas responsáveis pelo comando, co-
A função principal de cada poder é aquela função ordenação, direção e fixação de planos e diretrizes de
que realmente justifica sua existência. atuação do Estado.
Poder Função Típica Ou Função Atípica
Principal Ou Acessória Governo em Sentido Material ou Objetivo
Poder Executivo Inovar o ordena-
Administrar mento jurídico e Em sentido material ou objetivo, governo é a ativida-
julgar conflitos de de governar, independentemente da instituição pú-
CAPÍTULO 01 - Noções de Direito Administrativo, Estado e Governo

blica que a exerça, ou seja, associa-se à palavra governo representados na mesma pessoa, não é possível que o
com as atividades de comando, coordenação, direção e poder legislativo aprove a indicação do chefe do poder
fixação de planos e diretrizes de atuação do Estado. executivo, sendo assim, é fácil observar que não existe
uma grande relação entre os poderes.
Sistemas de Governo O Brasil é um país presidencialista.

O termo sistema de governo refere-se ao grau de de- Característica Principal


pendência entre o poder legislativo e o poder executivo.
Os sistemas existentes são dois: o parlamentarismo e A chefia do Estado e a chefia do Governo são desem-
o presidencialismo. penhadas pela mesma pessoa.

Parlamentarismo Formas de Governo


O parlamentarismo é caracterizado por uma grande O termo forma de governo refere-se ao grau de de-
relação de dependência entre o poder legislativo e o po- pendência entre governantes e governados.
der executivo. As formas de governo existentes são duas: a monar-
Neste tipo de sistema de governo, a chefia do poder quia e a república.
executivo é dividida entre duas autoridades públicas, um
chefe de Estado e um chefe de governo. O chefe de Es- Monarquia
tado é responsável pela representação internacional do
país e o chefe de governo é responsável pelas relações A monarquia é a forma de governo caracterizada
internas do país, ou seja, o chefe de governo é o chefe da pela pouca ou nenhuma dependência entre governantes
administração pública. e governados.
O chefe de Estado pode ser um presidente ou um rei, As principais características do governo monárquico
a depender de o país ser uma república ou uma mo- são a hereditariedade, a vitaliciedade e a ausência do
narquia. Este chefe de Estado faz a nomeação do chefe dever de prestar contas à população.
de governo, todavia, a pessoa nomeada para a chefia do
governo somente poderá desempenhar esta função caso • Hereditariedade: o poder é passado de
seja aprovada pelo poder legislativo. pai pra filho. O povo não escolhe o governante.
Sendo assim, é fácil observar que existe uma grande • Vitaliciedade: o detentor do poder fica no
353
relação entre os poderes, pois o poder legislativo precisa cargo até a morte.
aprovar a indicação da pessoa que irá exercer a chefia • Ausência de prestação de contas.
de governo.
O Brasil não é um país parlamentarista. Como pode-se observar, devido a hereditariedade,
Um exemplo de país parlamentarista é a Inglaterra. vitaliciedade e ausência do dever de prestar contas, ve-
mos que os governantes não dependem da escolha dos
Característica Principal governados para chegar ao poder e, depois que estão no
poder, governam como se fossem os donos do país até a
A chefia do Estado e a chefia do Governo são desem- sua morte.
penhadas por pessoas distintas. O Brasil não é uma monarquia.
• Chefe de Estado: responsável pelas relações in- Um exemplo de país que adota a forma de governo
ternacionais; monárquica é a Inglaterra.
• Chefe de governo: responsável pelas relações
internas, o chefe de governo é o chefe da administração República
pública.
A república é a forma de governo caracterizada pela
Presidencialismo grande dependência entre governantes e governados.
A república é caracterizada pelos princípios da eleti-
O presidencialismo é caracterizado por uma pequena vidade, temporalidade e o dever de prestar contas.
dependência entre o poder legislativo e o poder execu-
tivo. • Eletividade: o governante precisa ser elei-
Neste tipo de sistema de governo, a chefia do poder to para chegar ao poder.
executivo não é dividida entre duas autoridades públi- • Temporalidade: ao chegar ao poder, o go-
cas, como acontece no parlamentarismo. Neste tipo de vernante ficará no cargo por tempo determinado.
sistema de governo, o chefe de Estado e o chefe de go- • Dever de prestar contas.
verno são representados pela mesma autoridade públi-
ca, ou seja, no presidencialismo, uma mesma autoridade Devido ao fato de o governante depender do voto
pública é responsável pelas relações externas e internas dos governados para chegar ao poder, de este poder ser
do país, bem como pela chefia da administração pública. exercido temporariamente e do dever de prestar contas
Como o chefe de Estado e o chefe de governo estão à população dos atos de governo, nota-se uma grande
DIREITO
CONSTITUCIONAL
PROFESSOR
Willian Prates
Professor de Direito Constitucional, Administrativo,
Tributário e Processo Civil em diversos preparatórios
para concursos públicos. Foi coordenador pedagógico
de diversos preparatórios para concursos. Palestrante
sobre planejamento e técnicas de estudos. Palestran-
te motivacional. Foi Cadete do Curso de Formação de
Oficiais da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais
– aprovado no concurso aos 17 anos de idade. Aprovado
em mais de 13 concursos públicos e vestibulares de uni-
versidades públicas, entre os quais: Ministério Público
da União, Banco Central do Brasil, Corpo de Bombeiros
Militar do Estado de Minas Gerais e Polícia Civil do Es-
tado de Minas Gerais.
SUMÁRIO

SUMÁRIO
Apresentação do Material..................................................................................................................................................................................................................... 461

1. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS........................................................................................................................................................461
Análise dos Artigos 1º-4º........................................................................................................................................................................................................................ 461
Formas de Governo.................................................................................................................................................................................................................................. 461
Formas de Estado......................................................................................................................................................................................................................................462
Regime Político..........................................................................................................................................................................................................................................463
Regime ou Sistema de Governo..........................................................................................................................................................................................................463
Fundamentos da República Federativa Brasil............................................................................................................................................................................. 464
Tripartição dos Poderes......................................................................................................................................................................................................................... 464
Objetivos Fundamentais........................................................................................................................................................................................................................465
Princípios das Relações Internacionais...........................................................................................................................................................................................465
Objetivos Internacionais........................................................................................................................................................................................................................465
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................466

2. EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS....................................................................................................................... 467


Tipos de Eficácia........................................................................................................................................................................................................................................467
Espécies de Normas de Eficácia Limitada......................................................................................................................................................................................468
Definidoras de Princípios Programáticos.......................................................................................................................................................................................468
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................468

3. DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS.................................................................................................................. 469


Diferença entre Direitos e Garantias................................................................................................................................................................................................469
Titularidade dos Direitos e Garantias Fundamentais................................................................................................................................................................469
Gerações ou Dimensões de Direitos Fundamentais...................................................................................................................................................................469
Características dos Direitos Fundamentais...................................................................................................................................................................................470
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos............................................................................................................................................................................ 471
Direito à Igualdade................................................................................................................................................................................................................................... 471
Origem...........................................................................................................................................................................................................................................................487
Possíveis Nomes........................................................................................................................................................................................................................................487
Remédios Constitucionais..................................................................................................................................................................................................................... 491
Questão Gabaritada.................................................................................................................................................................................................................................496

4. DIREITOS SOCIAIS............................................................................................................................................................................. 497 459


Direitos Sociais em Espécie..................................................................................................................................................................................................................497
Direito Individual do Trabalho............................................................................................................................................................................................................498
Direitos Coletivo do Trabalho – Direito Sindical..........................................................................................................................................................................502

5. DIREITOS DA NACIONALIDADE.................................................................................................................................................. 504


Nacionalidade Primária ou Originária............................................................................................................................................................................................505
Nacionalidade Secundária ou Adquirida........................................................................................................................................................................................505
Distinções entre Brasileiro Nato e Naturalizado.........................................................................................................................................................................506
Hipóteses de Perda da Nacionalidade..............................................................................................................................................................................................506
Idioma e Símbolos Nacionais...............................................................................................................................................................................................................507
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................507

6. DIREITOS POLÍTICOS........................................................................................................................................................................ 508


O Voto Como Forma de Democracia Indireta................................................................................................................................................................................508
Instrumentos de Democracia Direta.................................................................................................................................................................................................509
Capacidade Eleitoral Ativa....................................................................................................................................................................................................................509
Capacidade Eleitoral Passiva...............................................................................................................................................................................................................509
Direitos Políticos Negativos.................................................................................................................................................................................................................. 510
Princípio da Anualidade da Lei Eleitoral........................................................................................................................................................................................ 513
Partidos Políticos....................................................................................................................................................................................................................................... 513
Questões Gabaritadas............................................................................................................................................................................................................................. 514

7. ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO............................................................................................. 515


Reorganização dos Limites Territoriais............................................................................................................................................................................................515
Autonomia x Soberania.......................................................................................................................................................................................................................... 516
Principais Garantias da Federação.....................................................................................................................................................................................................517
Repartição de Competências e Cláusula Pétrea............................................................................................................................................................................517
Diferença entre Competências Administrativas e Legislativas..............................................................................................................................................517
Competências da União.......................................................................................................................................................................................................................... 518
Competência dos Estados-Membros................................................................................................................................................................................................. 519
Competência do Distrito Federal........................................................................................................................................................................................................520
Competência dos Municípios...............................................................................................................................................................................................................520
Competência Administrativa Comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios..........................................................................................520
Competência Legislativa Concorrente da União, Estados e Distrito Federal...................................................................................................................520
SUMÁRIO

8. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA........................................................................................................................................................... 522


Princípios Admistrativos.......................................................................................................................................................................................................................522
Administração Pública...........................................................................................................................................................................................................................525
Autarquias...................................................................................................................................................................................................................................................527
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................530

9. AGENTES PÚBLICOS..........................................................................................................................................................................531
Classificação................................................................................................................................................................................................................................................ 531
Normas Constitucionais.........................................................................................................................................................................................................................532
Questões Gabaritadas.............................................................................................................................................................................................................................534

460
CAPÍTULO 01 - Princípios Fundamentais

Apresentação do Material Republicana

A presente obras foi elaborada na medida certa para República vem do latim “res”, que significa coisa, e
aqueles que estão se preparando para concursos públi- pública, que significa algo que é público, do povo.
cos (nível médio ou superior) – tribunais, carreiras admi- Desse modo, a coisa, que é o poder, é do povo, que o
nistrativas, carreira policial, carreira fiscal etc. exerce diretamente ou por meio de representantes elei-
Os temas são abordados na profundidade necessária, tos (art. 1º, parágrafo único, CF/88).
em sintonia com o entendimento doutrinário majoritário Na república, os governantes chegam ao poder atra-
e jurisprudência dos tribunais superiores (notadamente vés das eleições, cujo mandato é exercido por prazo de-
o Supremo Tribunal Federal), bem como o entendimento terminado, e, ainda, devem prestar contas aos governa-
das principais bancas organizadoras de concursos públi- dos, de modo que na república há a responsabilidade do
cos do Brasil. governante.
Obra indicada para aqueles que estão no início dos Na Forma de Governo Republicana os governantes
estudos, bem como para aqueles que desejam aprofun- chegam ao Poder através de eleições, exercem manda-
dar os conhecimentos em alguns temas do Direito Cons- to por prazo determinado, devendo ainda prestar contas
titucional. aos governados, ou seja, na República temos a responsa-
bilidade do Governante.

1. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Exemplo: Brasil – O Presidente
Os princípios fundamentais são tratados na Consti- da República chega ao poder através de
tuição Federal de 1988 (CF/88) entre os artigos 1º e 4º.
eleição, para exercer mandato por 4 anos,
É tema que se relaciona com a parte estrutural do Es-
tado, onde são abordados fundamentos, objetivos, prin- representando os anseios do povo. Caso co-
cípios que regerem as relações internacionais do Brasil, menta algum crime de responsabilidade,
bem como os objetivos internacionais. será processado e julgado por tal crime,
cuja condenação gera a perda do cargo,
Análise dos Artigos 1º-4º suspensão de direitos políticos etc.
461
Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Fe- A forma de governo republicano possui as seguintes
deral, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem características:
como fundamentos: [...].
• Eletividade;
Do dispositivo acima é possível extrair: • Temporalidade;
• Representatividade popular, pois os gover-
• Forma de governo (república); nantes são eleitos para representar o povo;
• Forma de Estado (federado); • Responsabilidade do governante.
• Regime político (democrático).
Monarquia
Implicitamente também é possível extrair o regime
ou sistema de governo adotado pelo Brasil, que é o pre- Na monarquia, o poder é exercido por uma única
sidencialismo. pessoa – o rei e sua família real. O povo não é titular do
poder.
Formas de Governo Na forma de governo monárquico, o governante che-
ga ao poder pelo fato de pertencer à família real, e o
A forma de governo trata da relação governante-go- exercício do poder se dá de forma vitalícia (não há elei-
vernado, notadamente no que se relaciona ao exercício ções “reais”), de modo que não há representatividade po-
do poder. no que tange ao exercício do poder. Analisar pular. O governante é irresponsável, pois não há presta-
forma de governo é analisar fonte do poder. ção de contas de seus atos.
A monarquia possui as seguintes características:
Como os governantes adquirem o poder?
O exercício do poder é de forma temporária ou • Hereditariedade;
vitalícia? • Vitaliciedade;
Há responsabilidade dos governantes perante • Não representatividade popular, pois o rei
os governados? não é eleito pelo povo (cidadãos);
• Irresponsabilidade do governante, pois este
não presta conta dos seus atos.
DIREITO CONSTITUCIONAL

Estado unitário (Brasil Império), e, posteriormente, sur-


República Monarquia
giram entes dotados de autonomia (Estados-membros,
Eletividade Hereditariedade Distrito Federal e Municípios).
Temporalidade Vitaliciedade
Estado Federado: é formado por vários entes po-
líticos dotados de autonomia. Porém, tais entes, não são
Representatividade popular Não-representatividade dotados de poder de secessão (separação). Em regra, são
popular
organizados por uma Constituição Federal.
Responsabilidade do Governan- Irresponsabilidade do gover-
te – deve prestar contas nante – Não prestação de contas

Exemplo: Brasil – É formado pela


Prosseguindo com os desdobramentos do caput do
art. 1º, temos que o Brasil é uma República Federativa, União, Estados, Distrito Federal e Municí-
e isso diz respeito à Forma de Estado adotada pelo Brasil. pios, que são entes dotados de capacidade
política, ou seja, podem legislar, se organi-
Formas de Estado zarem administrativamente etc.

A forma de estado diz respeito à distribuição espacial


do poder, ou seja, como o poder é geograficamente distri- Estado Confederado: é formado por vários entes
buído dentro do território. soberanos, e, geralmente, são organizados por meio de
tratados e acordos internacionais.
Estado Unitário

No Estado unitário existe apenas um ente com


capacidade política no território, o que não impede Exemplo: União Europeia – é for-
a realização de descentralizações administrativas. mada por vários países que se juntaram
Assim, é possível a existência de governos regionais, para constituir um Estado Confederado,
frutos de descentralização administrativa. No entanto,
um bloco econômico. A organização é fei-
estes governos não possuem poderes políticos (mas sim,
administrativos), de modo que não são dotados de auto- ta por meio de um tratado internacional,
nomia. e cada ente (país) que compõe o Estado
462
confederado pode deixá-lo quando bem
entenderem.
Exemplo: Portugal é um Estado
unitário, pois o país não é dividido em en-
Quadro Comparativo
tes federados. O que existe é descentrali-
zação administrativa, onde são formadas
Estado Composto Estado Composto
as províncias, mas qualquer obra, por me- Federado Confederado
nor que seja, é feita pelo governo central,
Organizado por uma consti- Organizados através de um tra-
pois os administradores das províncias tuição. tado internacional
não possuem nenhuma capacidade políti- Não possuem poder de seces- Possuem poder de secessão.
ca, não possuem autonomia. A divisão em são.

províncias é simplesmente para facilitar Os entes são dotados de Auto- Os entes são dotados de Sobe-
nomia. rania.
a constatação e solução de problemas. As
decisões nacionais, regionais e locais
partem de um único centro de poder. Prosseguindo com os desdobramento do caput do art.
1º da CF/88, constata-se que a República Federativa do
Brasil é formada pela união indissolúvel dos Esta-
Estado Composto dos, Municípios e DF.
A referida indissolubilidade é consequência do mo-
Já no Estado composto há a presença de vários delo federado de Estado adotado pelo Brasil, pois os en-
entes políticos, ou seja, vários são os entes dotados de tes federados não possuem poder de secessão.
capacidade política (descentralização). Assim, os Estados-membros, Municípios e DF que
Dependendo da composição do Estado, este poderá compõem a República Federativa do Brasil não podem
ser federado (entes autônomos) ou confederado (entes abandonar a mesma para formar um novo Estado fede-
soberanos). Importante ressaltar que o modelo de Esta- rado, ou seja, um novo país.
do federal brasileiro é do tipo segregador (fruto de mo-
vimento centrífugo), pois inicialmente o Brasil era um
CAPÍTULO 01 - Princípios Fundamentais

Presidencialismo
Exemplo: O Estado de Minas
Gerais não pode se separar da República No presidencialismo os Poderes Executivo e Legisla-
Federativa do Brasil para formar um novo tivo são independentes, de modo que cada um deles
exerce a sua competência sem que a vontade de um es-
país, pois uma das características do Esta-
teja vinculada à vontade do outro.
do federado é a indissolubilidade.

Não confunda indissolubilidade (não secessão), Exemplo: No Brasil, uma vez elei-
com reorganização de limites territoriais internos, to o presidente, o mesmo cumprirá o seu
pois estes últimos são permitidos pela CF/88, aten- mandato por prazo certo, independente-
didos os requisitos. Por exemplo, é possível a fusão
de dois ou mais municípios para a formação de um mente da vontade do legislativo. Mesmo
novo município, o mesmo ocorrendo em relação aos que o legislativo não apoie o seu plano de
Estados, mas todos continuam pertencendo à Repú- governo, o presidente cumprirá todo o seu
blica Federativa do Brasil. mandato. O mesmo acontece com o legis-
Importante frisar que a República Federativa consti- lativo que, independentemente da vontade
tui um Estado democrático de Direito, que corresponde do executivo, os mesmos cumprirão seu
ao regime político adotado pelo Brasil. mandato por prazo certo.

Regime Político
No presidencialismo, a chefia do Poder Executivo
O regime político diz respeito à participação do povo é monocrática, de modo que o Presidente é, ao mesmo
(cidadãos) na tomada decisões do Estado. São basica- tempo, Chefe de Estado e Chefe de Governo.
mente 2 regimes: o autocrático e o democrático. Chefia de Estado: está relacionada com a repre-
No regime autocrático, os cidadãos não participam sentação do país como Estado soberano perante outros
da tomada de decisões, ou seja, a vontade dos cidadãos Estados soberanos.
é desconsiderada.
Já no regime democrático, os cidadãos participam da 463
tomada de decisões, de modo que a sua vontade é de Exemplo: quando o Presidente da
suma importância no processo estatal decisório.
Na democracia, todo o poder emana do povo, e o República viaja para firmar um acordo co-
exercício pode ser direto ou indireto. mercial com outro país, está atuando como
Assim, a democracia direta é aquela exercida atra- chefe de Estado, ou mesmo quando recebe
vés do voto, onde são eleitos representantes. uma representação diplomática de outro
Já na democracia indireta, os cidadãos participam
da tomada de decisões através de instrumentos consti- país, por exemplo, a visita de uma Presi-
tucionalmente previstos, que podem ser memorizados dente.
através do seguinte macete (rol exemplificativo):

PRIDA Chefia de Governo: está relacionada com a gestão


Plebiscito / Referendo / Iniciativa Popular de Lei da coisa pública, da máquina administrativa. Cuida de
/ Denúncia ao Tribunal de Contas / Ação Popular. assuntos de interesse predominantemente interno.

A Constituição Federal Brasileira adota os dois mo-


delos de democracia – direita e indireta – o que recebe
Exemplo: Quando o Presidente da
o nome de democracia semidireta ou plebiscitária.
República convoca uma reunião de minis-
Regime ou Sistema de Governo tros para cuidar dos rumos da economia.

Diz respeito ao modo como os Poderes Executivo


e Legislativo se relacionam. A depender do tipo de O chefe do poder executivo responde pelo seu go-
relação entre tais poderes, a vontade de um pode ou não verno diretamente perante o povo, e não perante o po-
interferir na vontade do outro. der legislativo. No Brasil, por mais que os parlamentares
Importante ressaltar que o art. 1º da Constituição Fe- (deputados federais e senadores) não apoiem o plano de
deral não diz nada sobre o regime ou sistema de gover- governo do Presidente da República, o mesmo não é des-
no, de modo que o assunto será abordado simplesmente tituído do cargo por tal motivo.
para finalizar o raciocínio até então desenvolvido.
DIREITO CONSTITUCIONAL

Parlamentarismo fundir pluralismo político com pluriparti-


darismo. O pluralismo político se relaciona
No parlamentarismo existe interdependência en-
com a pluralidade de ideias, de pensamen-
tre os Poderes Executivo e Legislativo. As vontades do
Executivo e do Legislativo estão diretamente vinculadas. tos, e se revela um importante pilar do Es-
Utilizando de uma metáfora é possível dizer que se tado democrático. Já o pluripartidarismo
trata de uma relação “simbiótico-predadora”, pois diz respeito à multiplicidade de partidos
um precisa do outro para se manter no poder (simbiose),
políticos.
mas um pode devorar o outro (predadora).
No parlamentarismo, o chefe do Poder Executivo
(rei), exerce a Chefia de Estado, e, além disso, escolher o
Primeiro-Ministro, que irá exercer a Chefia do Governo. Tripartição dos Poderes
Veja que a chefia do Poder Executivo é dual.
Escolhido e nomeado o Primeiro-Ministro, este deve- O art. 2º da Constituição Federal diz que os poderes
rá elaborar um plano de governo e submetê-lo à apre- da União – Legislativo, Executivo e Judiciário – são inde-
ciação do parlamento. A partir de então, o chefe de go- pendentes e harmônicos entre si
verno somente permanecerá no poder enquanto O mais correto seria “poder” no singular, pois, de
mantiver maioria do parlamento apoiando o seu acordo com Montesquieu, o poder é uno (indivisível), de
plano. No entanto, o chefe de Estado tem o poder de modo que a sua divisão é apenas para fins funcionais.
dissolver o parlamento e convocar novas eleições, como Assim, o correto é falar em funções do poder.
forma de renovar a sua composição e, consequentemen- Os poderes da União são independentes entre si, na
te, aumentar o apoio a seu plano de governo. medida em que não está atrelado à figura de uma pes-
soa, a exemplo do que ocorria nos Estados absolutistas,
Quadro Comparativo onde o monarca centralizava todas as funções do poder
em suas mãos.
Desse modo, pelo fato dos poderes da União serem
Presidencialismo Parlamentarismo independentes entre si, um não pode interferir no fun-
Independência entre os pode- Interdependência dos poderes. cionamento do outro, porém, o funcionamento deve se
res. dar de forma harmônica, buscando a satisfação dos inte-
Chefia Monocrática. Chefia Dual
resses coletivos.
464 O exercício de uma função não é atribuído exclusi-
Responsabilidade do Governo Responsabilidade do governo vamente a um único poder e, portanto, existem funções
perante o povo. perante o parlamento.
típicas e atípicas.

Importante salientar que, de acordo com a Consti- • Funções típicas: são aquelas funções que
tuição Federal, somente a forma federada de Estado atribuídas originariamente ao respectivo poder. É
constitui cláusula pétrea, ou seja, não pode ser obje- a sua função própria, primária.
to de EC tendente à abolição. • Funções atípicas: são aquelas funções
desempenhadas de maneira excepcional pelo
Fundamentos da República Federativa respectivo poder, que não lhe pertencem origina-
Brasil riamente.

Os incisos do art. 1º da Constituição Federal tratam De forma bem sucinta, a função de cada um dos po-
dos fundamentos da República Federativa do Brasil, ou deres são as seguintes:
seja, quais são os pilares do Estado brasileiro. Poder Executivo: possui a função típica de admi-
Aqui, é importante memorizar quais são os funda- nistrar, de executar as leis produzidas pelo Poder Le-
mentos, que podem ser sintetizados no seguinte macete: gislativo. No entanto, atipicamente, pode p. ex., legislar,
quando edita um decreto ou uma medida provisória.
SO-CI-DI-VA-PLU Poder Legislativo: tem a função típica elaborar as
leis, segundo o processo legislativo definido na consti-
tuição (art. 59 e seguintes). Porém, atipicamente, pode
• SOberania; exercer a função de julgar, p. ex., julgamento dos crimes
• CIdadania; de responsabilidade do Presidente da República.
• DIgnidade da pessoa humana; Poder Judiciário: tem a função típica de aplicar a
• VAlores sociais do trabalho e da livre ini- lei ao caso concreto, solucionando os conflitos que lhes
ciativa; são apresentados. Porém, atipicamente, pode, p. ex.,
• PLUralismo político. exercer a função executiva quando realiza uma licitação
ou quando realiza concurso público para preenchimento
e seus quadros de pessoal.
Para garantir a harmonia dos poderes, instituiu-se
Dica Focus: Importante não con- um sistema de freios e contrapesos (check and balances),
CAPÍTULO 01 - Princípios Fundamentais

que garante o equilíbrio de forças entre os poderes (ou objetivos fundamentais da República Federativa
funções dos poderes). Quando o legislador define, para do Brasil incluem erradicar a pobreza e a margi-
cada poder, funções típicas e atípicas, privativas e ex- nalização e reduzir as desigualdades sociais.
clusivas, o que se busca é a harmonia e o equilíbrio dos
poderes. Gabarito: Certo

Exemplo: a denúncia acerca dos Comentário: Nos termos do art.


crimes de responsabilidade cometidos pelo 3º, III, da Constituição, um dos objetivos
Presidente da República é apreciada pela fundamentais da República Federativa do
Câmara dos Deputados; uma vez aprova- Brasil é justamente erradicar a pobreza
da, o Presidente da República será julgado e a marginalização, bem como reduzir as
pelo Senado Federal, cuja sessão de julga- desigualdades sociais e regionais. Observe
mento será presidida pelo Presidente do que presença do verbo erradicar, no infini-
Supremo Tribunal Federal (STF). Observe tivo, que é um indicativo de que se trata de
que a função de julgar está sendo atipi- um objetivo fundamental.
camente exercida pelo Poder Legislativo,
mas está sendo assegurada a participação
do Poder Judiciário (Presidente do STF).
Princípios das Relações Internacionais
Essa dinâmica visa manter a harmonia en- O art. 4º da CF/88 elenca quais são os princípios que
tre os poderes. regem o Brasil em suas relações internacionais. Quais
sejam:

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas


Objetivos Fundamentais suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
Os objetivos traduzem aquilo que a República Fede- II - prevalência dos direitos humanos;
rativa do Brasil deseja alcançar (art. 3º da Constituição III - autodeterminação dos povos; 465
IV - não-intervenção;
Federal). V - igualdade entre os Estados;
Para melhor memorizar os objetivos fundamentais, VI - defesa da paz;
observe que cada objetivo é iniciado por um verbo no VII - solução pacífica dos conflitos;
infinitivo: construir, garantir, erradicar e promover. VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da hu-
manidade;
I. Construir uma sociedade livre, justa e X - concessão de asilo político.
solidária;
II. Garantir o desenvolvimento nacional;
III. Erradicar a pobreza e a marginalização, e
Objetivos Internacionais
reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV. Promover o bem de todos, sem discrimi-
Os objetivos internacionais estão elencados no art. 4º,
nação de qualquer natureza (raça, religião, orien-
parágrafo único da Constituição Federal.
tação sexual etc.).
São objetivos direcionados ao Mercosul, onde o Brasil
buscará a formação de uma comunidade latino-america-
O art. 3º da CF/88 consagra os deveres máximos do
na de nações, com integração política, econômica, social
Estado. Estes objetivos vinculam o Estado, e devem ser
e cultural.
perseguidos pelos governantes, cujo cumprimento pode
Para se recordar dos tipos de integração, lembre o
ser exigido e fiscalizado pelos cidadãos.
macete: PESC

P Política
Dica Focus: Observe que todos os
objetivos fundamentais começam com um E Econômica

verbo no infinitivo. S Social

C Cultural

Questão Comentada
(CESPE/MPOG/2015) - De acordo com a CF, os

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