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Temperamentos Fleumático

O documento discute o temperamento fleumático. Ele tende a ser reservado sobre sua vida interior e prefere seu mundo interno ao externo. Suas características incluem inércia, hipersensibilidade e distração com fantasias. O desafio espiritual é escolher a ação sobre a sonho e praticar a caridade para com o próximo.

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Temperamentos Fleumático

O documento discute o temperamento fleumático. Ele tende a ser reservado sobre sua vida interior e prefere seu mundo interno ao externo. Suas características incluem inércia, hipersensibilidade e distração com fantasias. O desafio espiritual é escolher a ação sobre a sonho e praticar a caridade para com o próximo.

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e a alma católica

O Temperamento Fleumático
PE. CHRISTIAN KAPPES
e a alma católica
O Temperamento Fleumático[1]

O grande mistério do temperamento fleumático, eis o que será abor-


dado neste artigo. A palavra “misterioso” pode ser aplicada a esse tempera-
mento porque o fleumático, em geral, tende a ser extremamente reservado
a respeito da própria vida interior. Ele não corresponde aos estímulos e aos
fenômenos externos que parecem tão naturalmente atrativos aos outros.
Talvez por isso o breve, porém clássico, tratado dos temperamentos de
Conrado Hock só ofereça uma rápida apresentação das características e
tendências que se observam no fleumático.

Características

O fleumático lida com o mundo ao seu redor, em resumo, da


seguinte forma: “Quem se importa? Sim, o mundo lá fora pode até pare-
cer interessante, mas eu me encontro seguro e confortável em minha
pequena ilha interna.”

A alma fleumática é frequentemente vista como preguiçosa, mas


essa é uma generalização indevida. Inércia não significa necessariamente
preguiça. O mundo intelectual e o imaginário desse temperamento são,
na maioria das vezes, simplesmente mais atrativos e menos decepcionan-
tes que o mundo externo decaído, intrusivo e às vezes cruel. A tendên-
cia do fleumático é orientar-se de forma consistente e quase que exclusiva

[1] Original: Fr. Christian Kappes. The Phlegmatic Temperament and the Catholic Soul. The Latin Mass Magazine,
Winter 2007, pp. 12-14. Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere.

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ao que está “dentro”, assim como a alma melancólica. A diferença é que,
enquanto o melancólico tende a abrigar dentro de si grande parte dos
defeitos do mundo (o que o impede de apreciar o bem que existe em sua
alma), o fleumático geralmente está distraído demais com as próprias
ideias e fantasias internas para se concentrar em quaisquer vícios pessoais.
Esses tendem a ser vistos pelo fleumático como uma matéria de pouco
interesse e, por isso, não falam à seriedade e à pensatividade típicas do seu
temperamento. O melancólico está sempre pensando em soluções para
problemas, e é perseguido do princípio ao fim com a dúvida a respeito da
própria capacidade de resolvê-las. O fleumático, por outro lado, normal-
mente possui um sentido aguçado para julgar as próprias ideias, e lamenta
a falta de aprovação e respaldo dos outros.

O colérico possui uma tendência natural a dominar o diálogo com


o fleumático, que fica desconsolado ao compartilhar algo de seu mundo
interno e ser geralmente transportado para o assunto de interesse do colérico.

O sanguíneo geralmente desaponta o fleumático, por sua incapaci-


dade de apreciar a profundez e seriedade do pensamento e das sutis emo-
ções deste temperamento.

O melancólico tende a não apreciar a natureza normalmente abstrata


das ideias e pensamentos do fleumático, mas acaba sendo levado pela parti-
lha que ele faz de uma ideia ou de um sentimento pessoal, coisa que pode,
por sua vez, levar ao anseio por uma relação emocional e apaixonada. Isso
em geral é a receita do desastre, porque a intensidade do melancólico não
consegue compreender a distância emocional respeitosa que caracteriza e
que demanda o fleumático.

O fleumático pode facilmente ser absorvido pela resolução de um


conflito ou de um problema, a ponto de ser qualificado como pregui-
çoso. A verdade, porém, é que ele se imobiliza pela complexidade (real ou

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imaginária) da própria situação, sendo normalmente enganado pela ten-
dência que tem de fugir do ambiente externo a fim de encontrar paz. Não
estamos lidando aqui com a importância da contemplação; o ponto aqui
é a tendência que o fleumático tem de se distrair com suas fantasias e seu
mundo de sonhos e acabar cometendo, com isso, pecados de omissão. É
o que essa alma deixa de fazer o que põe em risco a sua salvação eterna. O
caminho para a santidade definitivamente não é feito de pensamentos e
sonhos abstratos. A cruz do fleumático está justamente na necessidade de
escolher “fazer”, ao invés de simplesmente “sonhar”.

Os fleumáticos tendem a reagir de duas formas às obrigações e aos


incômodos. Primeiro, desde que não se perturbe seu mundo interior de
alheamento e distração, eles cumprirão quaisquer que sejam as obrigações
necessárias para evitar situações desagradáveis, que envolvam conflito e
interação humana. Segundo, como a realidade externa é ou cansativa ou
esmagadora, o desgosto e o incômodo que o fleumático sente por cum-
prir a tarefa que tem em mãos chegam a paralisá-lo (com o que ele ganha
o merecido apelido de “preguiçoso”). O que ele precisa, sobretudo, é de
abraçar o desgosto da interação humana, e pôr limites estritos à atitude
de recolher-se em seu mundo de fantasias, a fim de assistir e consolar as
outras pessoas, especialmente na vida familiar, não importando seu sen-
timento de desconforto e estranheza na hora de fazê-lo. Como um astuto
sacerdote amigo meu disse certa vez a um fleumático inveterado: “Seu
único caminho para a santidade é fazer constantemente atos de vontade
para escolher o que quer que seja inconveniente e desconfortável de fazer.”

Como mencionado, o fleumático tem uma fantasia interna incessante


de realizar coisas ou atender a desejos para fins particulares, mas parece
paralisado na hora de os colocar em prática, porque o esforço exigiria dele
um contato “perturbador” com o ambiente alheio a seu mundo interno.

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Outra dificuldade é a hipersensibilidade do fleumático; por sua pro-
funda astúcia e reflexividade, ele normalmente passa por uma das seguin-
tes experiências: primeiro, por perceber com perspicácia a fragilidade
moral humana, ele constantemente cede à tentação de evitar os outros
a fim de fugir da exposição a relacionamentos de risco; segundo, procu-
rando evitar qualquer experiência com a natureza decaída e manipuladora
do homem, o fleumático considera mais seguro permanecer no mundo
da mente ao invés de lidar com o ambiente tantas vezes cruel externo a
ela; terceiro, como o fleumático teme revelar seu verdadeiro “eu”, as outras
pessoas percebem sua discrição e geralmente reagem a ele com superficia-
lidade — o que só confirma e exacerba a postura do fleumático: “Mundo
externo ruim, mundo interno bom”.

No casamento, o grande desafio do fleumático está em ser solícito


para com o bem moral e temporal do seu cônjuge — corrigindo-lhe qual-
quer erro na educação dos filhos (seja por negligência ou por excessivo
rigor) ou tomando decisões “mais virtuosas” ou “melhores” apesar da
oposição e da dificuldade que ele possa encontrar. O pai fleumático deve
fazer o esforço de elogiar o bem e a excelência no próprio filho assim que
possível — pois até o Criador se dignou exaltar a Criação chamando-lhe
boa, e prontamente demonstrou seu grande amor por Nosso Senhor
dizendo dele: “Eis o meu Filho amado”. Um axioma escolástico afirma
que, “conhecendo os outros, conhece-se a si mesmo”. Uma criança expe-
rimentará a bondade da Criação (necessária para um desenvolvimento
adequado) ao ouvir elogios e palavras de encorajamento vindas do cora-
ção de seu pai. O fleumático é capaz de reconhecer e concordar com essa
verdade — e talvez até pense que a colocou em prática, mas, na verdade,
o que ele pensou, ele só o disse a si mesmo, dentro de sua própria mente.
Diz nesse sentido Abba Poemen, um dos Padres do Deserto: “Ensina a
tua boca a dizer o que trazes no coração”.

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Os efeitos da diligência mental, virtude do fleumático, devem ser
transferidos da mente para a ação prática. Assim, não obstante a tendência
do fleumático de “tomar o banco de trás” no veículo da interação humana,
ele deve se forçar a assumir o papel de liderança próprio ao seu ofício ou
posição (sacerdote, pai, chefe). Na vida diária, isso muitas vezes se traduz
em encarar conflitos e outras situações desagradáveis quando necessário,
e em se esforçar por dizer o que se percebe como bom, belo e verdadeiro,
apesar do incômodo que isso lhe possa gerar.

A disposição da alma fleumática a se perder em distrações geralmente


não é mais que uma forma conveniente de não admitir o próprio anseio
por uma amizade cristã autêntica. Ainda que esse temperamento pareça
ter sido idealizado para a vida solitária e semieremítica, ele considera a
amizade com Deus muitas vezes tão enganosa quanto a amizade com os
homens. As essências das coisas são normalmente contempladas em abs-
trato, mas a natureza de uma relação genuína normalmente escapa ao
fleumático. Em suas meditações, o mais apropriado é permitir-se afetos,
anseios (especialmente por uma amizade íntima) e emoções profundas
para com Deus — ao invés de encarcerar ideias e conceitos que normal-
mente avivariam os sentimentos, orientando-os virtuosamente à união
com Nosso Senhor.

Na frase “ama teu próximo como a ti mesmo”, o fleumático deve con-


centrar-se na palavra “próximo”. Não obstante o sacrifício que comporte,
a caridade significa, para esse temperamento, atividade, não passividade.
Saindo da autoabsorção, que é sua principal característica negativa, ele
deve começar a empregar um verdadeiro zelo pela salvação e pelo bem do
seu próximo. Isso geralmente se faz tornando-se disponível aos outros, ao
invés de se esconder por meio de distrações mentais.

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Necessidades espirituais

Recomendam-se as obras mais dadas a excitar os sentimentos, ao invés


das intelectuais e conceituais. O intelectual fleumático tenderia por tem-
peramento a usar um livro com meditações sobre matérias da Suma Teoló-
gica ou temas abstratos como A Nuvem do Não-Saber. Se já não possuir,
no entanto, uma vida regular e mais experimentada de meditação, a alma
fleumática deve ler obras que falem da Paixão e Morte de Nosso Senhor,
de visitas ao Santíssimo Sacramento, ou ainda de temas como a verdadeira
devoção a Maria[2]. Essas são obras afetivas escritas para alargar o “cora-
ção”, e não exclusivamente a mente, e ajudarão a desenvolver um desejo de
amor e afetos íntimos para com Nosso Senhor e Nossa Senhora. Isso sig-
nifica também que, cada vez mais, o fleumático se sentirá inclinado a pôr
em prática esse amor, através de uma ação temporal que envolva as obras
de misericórdia corporal e espiritual. Além disso, as vidas dos santos (e,
a princípio, de santos homens e mulheres em apostolados ativos) podem
inspirar-lhe o desejo de agir. A acídia (que é uma preguiça, um torpor da
alma) pode ser um inimigo terrível para o fleumático; contra ela, Santo
Afonso recomenda a oração de jaculatórias frequentes como: “Deixai-me
antes morrer a abandonar o tempo que tenho à disposição para vos amar
(meu próximo) em minha meditação (boas obras) aqui e agora.”

Virtudes particularmente necessárias

De longe a mais importante virtude para a alma fleumática é a dili-


gência. Ainda que seja necessário tomar medidas aparentemente extre-
mas, ela precisa se engajar em algum trabalho ativo. Até mesmo os monges
do deserto se recusaram a levar uma vida unicamente de contemplação
privada, sempre visitando os doentes e se envolvendo em outros trabalhos

[2] No original, o autor coloca essas recomendações em maiúsculas, talvez fazendo referências a obras com esses títulos, como
as meditações de Santo Afonso sobre a Paixão, seu livro com meditações para visitas ao Santíssimo Sacramento e o “Tratado da
Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort (n.d.t.).

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físicos fora de sua rotina bem estruturada de oração. O fleumático tam-
bém deve se disciplinar com relação a suas distrações mentais e sua imagi-
nação. Sonhos não são meditação, e leituras obsessivas não são o mesmo
que leituras espirituais e buscas acadêmicas exigidas pelo próprio estado
de vida. O padre deve se envolver naquelas obras desagradáveis de corrigir
os pecadores, visitar os doentes e atender confissões de pessoas difíceis —
sejam quais forem o tempo a gastar e a distância a percorrer. Se se trata
de um pai, isso significa gastar tempo brincando com os próprios filhos,
instruindo-os, encorajando-os e elogiando-os.

A eutrapelia é facilmente vivida pelo fleumático na área da leitura,


da escrita e do pensamento — para o mais mundano: televisão, rádio e
música. Atividades esportivas (ainda que sejam leves), boas conversas
e empreendimentos sociais adequados ao próprio estado de vida, geral-
mente serão capazes de retirar o fleumático de seu isolamento e descone-
xão com o mundo. Na verdade, o conceito de “diversão” não é fácil de ser
integrado à vida do fleumático.

A oração requerida

A alma fleumática deve priorizar a busca de um equilíbrio entre a


vida contemplativa e a ativa; mesmo os padres cartuxos precisam realizar
algum trabalho manual em sua solidão. Ao fazer isso, será fácil o caminho
do fleumático à santidade, porque sua vida passional é, não raro, muito
fraca. Com exceção da vida do religioso solitário, não é possível que sim-
plesmente passemos pelo mundo sem contribuirmos com obras externas
e meritórias. O fleumático não tem obrigação alguma de se forçar à loqua-
cidade. No entanto, nós, cristãos, não podemos deixar que nosso próximo
sofra ou perca a sua alma, quando há de nossa parte a obrigação, por ofí-
cio ou por caridade, de nos envolvermos e tentarmos ser um instrumento
de graça ou conversão.

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Mais uma vez, o pensamento abstrato e a concentração são naturais
para o fleumático médio. O desafio está em conectar a vida passional com
os objetos de contemplação. Não pensar meramente sobre a Paixão de
Cristo, mas entrar nela com uma imagem, ou expressar com lágrimas seja a
própria condição de pecador seja a participação na crucificação através do
pecado, são meditações-chave a se fazer. Procurar o sentimento do Divino
Amor dentro de si, ou alimentar contra o pecado um ódio ou uma tristeza
profunda, são todas respostas passionais que o fleumático faria bem em
cultivar. Por fim, a alma fleumática também deve tomar resoluções firmes
na meditação. Quando lhe advier a inspiração de fazer alguma boa obra,
ou de cuidar de uma alma necessitada sob sua responsabilidade ou à sua
vista, ela deve fazer, se necessário, o que pode parecer uma violência contra
si mesma, a fim de satisfazer essa inspiração. A vontade deve ser treinada
para superar, através de resoluções oportunas, a tendência de se acorrentar
as boas intenções e os santos desejos dentro da estrutura mental do que
“poderia” ser. O mundo externo deve ser encarado e santificado pelo fleu-
mático, que deve se permitir ser um instrumento ativo da graça divina.

Assim se conclui essa breve abordagem dos quatro temperamentos.


Meu objetivo foi apresentar os desafios particulares de cada tempera-
mento, bem como as estratégias espirituais necessárias para se combater
seus respectivos exageros e deficiências. Procurei não ser indulgente com
nenhum deles: nem com o desejo de ser elogiado do sanguíneo, nem com
o de ser honrado do colérico; nem com a tendência do melancólico à auto-
depreciação, nem com a do fleumático a uma santidade isolada. Minha
esperança é de que muitos, mesmo não gostando de ouvir falar de suas
fraquezas, comecem o processo de meditação diária por meia-hora, avan-
cem ainda mais e sejam capazes de aplicar o remédio necessário para quais-
quer de suas tendências que exijam correção. Se isso for feito, os remédios
adequados serão percebidos com maior clareza e a necessidade deles será
sentida com mais urgência. Se os padres não gastarem ao menos uma hora

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de meditação por dia, e os leigos meia-hora, eu duvido seriamente da pos-
sibilidade de que eles adquiram insights seja sobre si mesmos, seja sobre as
almas de outrem. Essa é apenas uma tentativa contemporânea de resumir
o ensinamento dos Doutores da Igreja dentro de textos bem breves sobre
cada um dos temperamentos.

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Common questions

Com tecnologia de IA

Phlegmatics can achieve balance by regulating their tendency for introspection with disciplined involvement in human and social activities. They should blend their contemplative nature with tangible expressions of charity and service, ensuring that their reflective insights are continually manifested through external actions .

For phlegmatic individuals to overcome withdrawal and inaction, several strategies are suggested. Embracing discomfort and actively engaging in tasks that appear inconvenient is crucial. They should set strict limits on retreating into their internal fantasies, focus on performing acts of charity, and cultivate authentic relationships. It's also recommended that they involve themselves in mentally stimulating but affective spiritual practices, such as meditating on the Passion of Christ or reading the lives of saints which encourage active engagement in life .

Phlegmatics face moral and spiritual challenges in preferring internal contemplation over external engagement, as this tendency leads to neglect in fulfilling social and spiritual duties, risking sins of omission. Overcoming this involves actively choosing uncomfortable engagements, embracing human interactions, and translating contemplation into actionable charity .

To overcome inaction, phlegmatic individuals should embrace actions that are inconvenient and uncomfortable, purposefully engage in tasks that involve human interaction, practice regular meditation with a focus on affective themes, and involve themselves in social activities to break out from their isolation .

For spiritual growth, phlegmatic individuals need to shift their focus from abstract contemplation to active expression and engagement. This involves cultivating an active love for neighbors, using affective meditations, and engaging in works of mercy to translate internal insights into tangible actions .

Phlegmatics can manage their tendency towards abstraction by deliberately integrating affective elements into their spiritual practices. This involves choosing spiritual activities that evoke emotional responses, such as meditation on the Passion of Christ or reading affective religious texts, which can help connect their intellectual reflections with emotional reality. Encouraging active participation in community worship, engaging in acts of mercy, and fostering genuine relationships with others also help bridge the gap between abstract thought and spiritual action. These practices enable phlegmatics to live out their spiritual beliefs more fully, harmonizing their inner contemplative tendencies with external expressions of faith .

Phlegmatics should convert mental diligence into action by willingly embracing discomfort in social interactions, setting firm resolutions during meditations to act promptly on inspirations for good works, and ensuring consistent efforts to remain actively involved in their familial and community responsibilities .

Emotional engagement is crucial for phlegmatics to improve relationally and spiritually, as it compels them to outwardly express inner insights and foster genuine connections. Engaging affectively, particularly through love and empathy, enables them to step beyond intellectual abstraction into meaningful interactions .

The phlegmatic temperament faces challenges in leadership due to their predilection for mental retreat and reluctance in human interaction. They are advised to overcome their natural reserve by prioritizing action over contemplation, such as by participating in leadership roles and engaging with uncomfortable situations directly, thereby transferring mental diligence to practical action .

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