Neurocirurgia PDF
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NEUROCIRURGIA
HÉRNIA DE DISCO
Ocorre quando o núcleo do disco protunde através do ânulo, geralmente causando compressão neural
Esta protrusão do núcleo é precedida por alterações degenerativas que surgem com o envelhecimento
EPIDEMIOLOGIA
o Principalmente nas 3ª e 4ª décadas núcleo puposo desidratado
o Após os 50-60 anos, degeneração osteoartrítica é a principal causa de dor
o ~4,7% dos homens e 2,5% das mulheres acima de 35 anos terão dor ciática pelo menos uma vez
o Lombalgia 80% das pessoas em geral
FISIOPATOLOGIA
o Processo essencialmente degenerativo e multifatorial
o Alterações bioquímicas e biomecânicas desidratação do núcleo puposo: degeneração discal
perda da capacidade de distribuição de forças uniformemente criação de pontos de maior tensão:
ruptura nas camadas do ânulo fibroso exteriorização progressiva do núcleo puposo
CLASSIFICAÇÃO
o Localização
Posterolateral é a mais comum
o Tipo
Fissura
Hérnia contida
Hérnia extrusa
Hérnia sequestrada
QUADRO CLÍNICO
o Dor axial ou radicular
o Parestesias
o Pior na posição sentada ou quando flete o tronco
o Postura antálgica
o Lasegue +
o Alteração de reflexos
o Alteração sensitiva
o Alteração motora
TOPOGRAFIA
o Mais comuns
o L4-L5
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o L5-S1
Acomete a raiz de S1
Lasegue +
Alteração do reflexo aquileu
Hipoestesia do território da raiz de S1, sem alteração motora
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
o Tromboembolismo
o Neuropatia periférica: ATENÇÃO PARA O DIABETES! (Parestesia em luva e bota)
o Compressão neural por tumores intra-abdominais
o Compressão distal do ciático (síndrome do piriforme)
EXAMES COMPLEMENTARES
o Raio-x simples: útil para exame inicial, para investigar quadro agudo
o TC: mais fidedigna para detalhes ósseos
o ENMG: imprecisa, mais util quando suspeita de neuropatia
o RNM: exame de escolha (padrão ouro)
TRATAMENTO
o Clínico
90% respondem bem ao tratamento conservador
Analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares
Repouso relativo
Fisioterapia: reforço de musculatura lombar e abdominal
o Cirúrgico
Falha no tratamento clinico por >8 semanas
Déficit neurológico
Dor intratável
Síndrome da cauda equina (abolição de reflexo, paraparesia, incontinência esfincteriana e anestesia
perineal
Déficit motor > 3
Dor óssea associada à estenose óssea foraminal
TRATAMENTO CIRÚRGICO
Discectomia
Microdiscectomia
Cirurgia minimamente invasiva (endoscopia, nucleoplastia)
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NÃO OPERAR
Contextualizar: identificar a existência de litígio, ou busca de alguma compensação
Secundária
Avaliar alguma patologia secundária
Melhores resultados: correlação com exame de imagem
NUNCA OPERAR IMAGEM
TRAUMA
RAQUIMEDULAR
Principais causas
o Acidentes automobilísticos: 45%
o Queda de altura/mergulho: 20%
o Acidentes esportivos: 15%
o Atos de violência: 15%
o Outros: 5%
Localização anatômica
o Torácico -40%
o Lombar-30%
o Cervical-30% (antigamente era + cervical)
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DERMÁTOMOS SENSITIVOS
o Classificação da Sensibilidade
AUSENTE:0 pontos
FORMIGAMENTO: 1 ponto
NORMAL: 2 pontos
Nível Neurológico
o Nível da Lesão Neurológica
Refere-se ao segmento mais caudal da medula espinhal que apresente as funções sensitiva e
motora completa em ambos os lados
o Nível Motor
Refere-se ao segmento mais caudal da medula espinhal que apresente as funções motoras
completas bilateralmente
o Nível Sensitivo
Refere-se ao segmento mais caudal da medula espinhal que apresenta sensibilidade normal
bilateralmente
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Classificação ASIA
o A: Lesão medular completa
o B: Incompleta, sensibilidade presente e motor ausente
o C: Incompleta, sensibilidade presente e motor presente (porém não útil)
o D: Incompleta, sensibilidade e motor presente (útil)
o E: Neurológico normal
Fisiopatologia
o As lesões neuroógicas que acompanham as fraturas podem ser primárias ou secundárias
PRIMÁRIAS
Ocorrem no momento da lesão
o Contusão
o Compressão
o Estiramento
o Laceração
Energia cinética inicial
Lesão neuronal e vascular imediata
SECUNDÁRIAS
Cascata fisiológica secundária
Hemorragia
Inflamação
Hidrólise de membranas
Isquemia
Abordagem Multidisciplnar
o Redução da fratura e luxações
o Descompressão medular
o Estabilização
Mobilização precoce
Cuidados de enfermagem
Evita complicações respiratórias
Reabilitação
Tratamento clínico
o Terapia com células tronco
Cavitação preenchida com células pluripotentes
Recuperação de padrão de condução nervosa
TOPOGRAFIA VERTEBROMEDULAR
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SÍNDROME TÚNEL
DO CARPO
Túnel do Carpo
o Túnel osteofibroso inextensível
o Espaço situado entre o retináculo dos flexores, que constitui o teto, e a canaleta carpiano, que
constitui o fundo
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o Componentes
Nervo mediano
4 tendões dos flexores superficiais dos dedos
4 tendões dos flexores profundos dos dedos
Tendão flexor longo do polegar
Fatores de Risco
o Fatores anatômicos
Fratura do punho ou deslocamento que altera o espaço dentro do túnel do nervo mediano
Pessoas com túnel do carpo menores
o Sexo
Principalmente mulheres (possivelmente por terem área do túnel do carpo menores)
o Alteração no equilíbrio dos fluidos corporais
A retenção de líquidos, comum durante a gravidez ou a menopausa, pode aumentar a
pressao dentro do túnel do carpo, irritando o nervo
A STC associada à gravidez geralmente desaparece espontaneamente após o parto
Quadro Clínico
o Dormência ou formigamento do polegar e dos 2 ou 3 dedos seguintes (em 1 ou ambas as mãos)
o Dormência ou formigamento da palma da mão
o Dor que se estende até o cotovelo
o Dor no punho ou na mão
o Problemas nos movimentos finos das mãos (coordenação)
o Atrofia da musculatura tênar (em casos de longa duração)
o Fraqueza de uma ou ambas as mãos
o Dor noturno na mão, que acorda o paciente (paciente movimenta as mãos tentando melhorar a dor
Diagnóstico
o Presença de hipoestesia na região palmar, polegar, dedo indicador, dedo médio e do lado do dedo
anular mais próximo do polegar
o Percussão sobre o nervo mediano no punho (Sinal de Tinel)
o Dobrar o punho totalmente para frente por 60 seg dormência, formigamento ou fraqueza na mão
(Sinal de Phalen)
o Estudo eletroneuromiográfico (confirmação do diagnóstico)
o US do punho
Tratamento
o Clínico
O resultado eficaz do tto conservador depende bastante da precocidade do diagnóstico
Uso de tala para imobilização do punho
US terapêutico
AINES, analgésicos e vit B6
o Cirúrgico
Quando não melhora os sintomas com tratamento clinico
Descompressão cirúrgica do nervo mediano
TRAUMATISMO
CRANIOENCEFÁLICO
Trauma que ocorre no crânio associado a lesão de encéfalo e/ou seus envoltórios: couro cabeludo, crânio,
meninges
Alteração na função encefálica manifestada como confusão, alteração do nível de consciência, convulsão,
coma e/ou déficit neurológico focal motor ou sensitivo, resultantes de uma força contundente ou penetrante
TCE é responsável por ~25% dos óbitos atribuíveis ao trauma
3 picos de incidência
o <5 anos
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o 15-24 anos
o >70 anos
Mortalidade por politrauma contuso sem TCE: 1%; com TCE: 30%
>50% DOS PACIENTES COM tce GRAVE TEM MÚLTIPLOS TRAUMAS
Mortalidade do TCE menor nos últimos anos: 50% 25%
TCE moderado e grave associado a aumento no risco de Alzheimer (2,3x e 4,5x)
PREVENÇÃO PRIMÁRIA
o Cinto de segurança
Redução de 60% de TCE grave
o Uso de capacete
Redução do óbito em 30%
o Novos métodos de proteção
Airbag
Lei seca
A região do cérebro que usualmente hernia através da incisura tentorial é a parte medial do lobo temporal
(UNCUS). Herniação do uncus causa compressão do trato cortiço-espinhal (piramidal) do mesencéfalo.
o A dilatação da pupila ipsilateral e hemiplegia contralateral é a síndrome clássica de herniação do
uncus ( o nervo oculomotor passa ao longo da margem da tenda do cerebelo, podendo ser
comprimido contra ela durante uma herniação do lobo temporal)
ETIOPATOGENIA E FISIOPATOLOGIA
o Lesões Primárias
Resulta imediatamente e diretamente do trauma
Natureza da força
Impacto direto
o Fraturas cranianas
o Contusões
Inercial
o Aceleração e desaceleração
o Lesões difusas: lesão axonal difusa
Tipos de Lesão
Aceleração translacional
o Contusões apresenta fratura do crânio ou feridas
o Hematomas intracerebrais, subdurais
Aceleração rotacional
o Concussão
o Lesão axonal difusa
Aceleração angular
o Rotacional + translacional
o Lesões difusas e focais
Mecanismo
Fechado
Penetrante
o FAF
o FAB
o Lesões Secundárias0
Deflagradas pela lesão inicial, horas e até dias após o trauma inic0ial (Efeito dinâmico
o Insulto Secundário
Agravam lesões primárias e/ou secundárias
Hipóxia, hipotensão arterial, lesões associadas
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Morfologia
LESÕES INTRACRANIANAS
o Focais
Hematoma epidural
Hematoma subdural
Contusão cerebral (45%)
o Difusas
Concussão leve (Sem perda de consciência)
Concussão (perda da consciência <6h)
Lesão Axonal Difusa: leve, moderada e grave
HEMATOMA EPIDURAL
o Entre o osso e a dura-máter
o 2% dos TCE
o 4M:1H
o Menos comum <2 anos e > 50 anos
o 80% associado a fratura
o 10-27% intervalo lúcido
o Artéria meníngea média é o vaso meningeo lesado com mais frequência
HEMATOMA SUBDURAL
o Espaço subdural
o 50-60% dos hematomas pós-traumáticos
o Entre a dura-máter e a aracnoide
o Estiramento e rotura de veias em ponte
Dilaceração de vasos superficiais pequenos ou vasos ponte do córtex cerebral
o Associados a contusões e LAD
o Quando é agudo região hiperdensa
o Hematoma Subdural Crônico
14 a 21 dias após o trauma
Mais comum em idosos e em alcoolistas crônicos
Formação de cápsula
CONTUSÃO CEREBRAL
o 45% das lesões traumáticas primárias
o Associada a outras lesões
o Polos frontais/temporal
o Golpe e contra golpe
o TC de crânio: hiperdensidade de hemorragia, entremeada a áreas hipodensas (edema, isquemia ou
necrose)
o As contusões podem evoluir para formar hematoma intracerebral ou contusão coalescente com efeito
de massa suficiente para exigir evacuação cirúrgica imediata monitorização com TC
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CONCUSSÃO
o Perda transitória da consciência (<6h)
o Distúrbio transitório da função neuronal
o + branda das lesões difusas
o Devido aceleração rotacional da cabeça
o Sem achados na TC e RM
o Níveis de glutamato aumentam
Hiperglicólise
Hipermetabolismo
o Pode persistir 7 a 10 dias
13 a 15: leve
9-12: moderada
≤ 8: grave
Hipertensão intracraniana
Hipotensao arterial
Sangramento
Hipotermia
Hipertermia
Infecções
Distúrbios hidro eletrolíticos ou ácido-básicos
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Hipo ou hiperglicemia
TVP/TEP
Edema cerebral e efeito de massa
Hidrocefalia
Isquemia ou hemorragia intracraniana
Herniação cerebral
TUMORES DO
SISTEMA NERVOSO I
Meningiomas (34%)
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Insight do ANATPAT
No corte sagital em T1 (sem contraste) o tumor (setas) é ovalado, com limites nítidos e isosinal em
relação ao córtex cerebral. A margem da lesão é reforçada por fina orla de hiposinal, correspondente a
líquor, e que indica a origem extraaxial do meningioma.
Os demais cortes foram feitos após administração de contraste paramagnético (gadolínio) e demonstram a
forte impregnação do tumor. A lesão está baseada na face direita da foice do cérebro, na região fronto-
parietal, junto ao seio sagital superior, que está envolvido, mas não obliterado pelo tumor. Nos três cortes
com contraste nota-se leve
hiposinal da substância branca ao redor do tumor, indicando edema. O tumor mostra efeito de massa,
deslocando estruturas da linha média e deformando os ventrículos supratentoriais
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Em T2, o tumor é hiperintenso em relação à substância branca adjacente. Esta aparece com hipersinal (brilhante),
devido ao edema peritumoral. (Comparar com a substância branca do hemisfério contralateral). Na periferia, o tumor
desloca o córtex (que tem cor cinzenta mais escura). Há um halo de líquor em volta da lesão, que aparece com
hipersinal (mesmo sinal que o líquor dos sulcos). No corte mais cranial (1a. fileira à E.) notam-se pequenos focos de
hiposinal no tumor, interpretados como vasos com fluxo rápido, pois o tumor é muito vascularizado. O fenômeno é
conhecido como 'flow void', pois o sangue em movimento não dá sinal no campo magnético.
FLAIR demonstra o caráter hidratado da lesão (tumor aparece brilhante). O halo de líquor em volta aparece como
hiposinal, pois nesta seqüência faz-se a supressão da água livre (o mesmo ocorre com o líquor dos sulcos). A
substância branca do hemisfério afetado tem intenso hipersinal em relação à do hemisfério oposto, indicando edema
(água presa ao tecido)
Tratamento
o Observação da história natural
Lesões < 3 cm
Assintomáticos
Pacientes com múltiplas comorbidades
o Radiocirurgia/radioterapia
Lesões residuais < 3cm
Múltiplas comorbidades
Seio cavernoso: nas lesões que envolvem o seio cavernoso, sua excisão pode levar
à diplopia permanente
Seio cavernoso: estrutura venosa paracelar localizada adjacente à hipófise
que contém os nervos oculomotor (III), troclear (IV), abducente (VI) e
primeiro ramo do trigêmeo
Meningioma atípico (grau 2)
Em meningiomas atípicos a excisão completa radical deve ser
complementada com radioterapia para reduzir a recorrência do tumor (55%
em 5 anos)
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Nos atípicos sempre deve ser complementado com radioterapia, mas a taxa
de recorrência em 5 anos é de 78% (Sobrevida de 2,8 anos)
Meningioma anaplásico (grau 3)
o Cirurgia
Lesões sintomáticas
Lesões > 3 cm
Intenso edema perilesional
Pacientes jovens com lesões não calcificadas
A excisão ideal envolve o tumor, a dura máter e a porção óssea envolvida (Simpson 1),
mas a dura pode ser apenas coagulada (Simpson 2)
Pode ser operado por via endoscópica endonasal
o E os meningiomas benignos?
Um meningioma benigno pode ser radioinduzido e se transformar em anaplásico
90% benignos
Incidência de 8,2- 14,7 casos/100.000
Incidência em autópsia: 20-25% da população
Pico entre terceira e sexta década de vida
Origem genética em apenas 3% dos casos (NEM 1, tumor de tireoide associado a prolactinoma ou
tumor produtor de GH)
Classificação
o Macroadenoma > 1cm
o Microadenoma < 1cm
Padrão
o Não secretores (25%)
Eles secretam, porém substancias não biologicamente ativas
o Secretores (MAIORIA)
Prolactinomas 30%: Respondem aos agonistas dopaminérgicos
Tumores produtores de GH 15%
Tumores produtores de ACTH 10%
Gonadotróficas 10%
Quadro clínico
o Cefaleia >50% dos casos
o Perda visual por compressão do quiasma óptico (hemianopsia bitemporal)
o Fraqueza
o Apoplexia (hemorragia intratumoral associada a quadro súbito de cefaleia de forte
intensidade e oftalmoplegia, podendo ser induzida por traumatismos ou variações
pressóricas importantes, constituindo uma urgência neurocirúrgica e deve ser operado nas
primeiras 72h)
o Galactorreia, aumento de partes moles, estrias violáceas, obesidade, giba
o Doença de Cushing
Tríade para definir hipercolesterolemia
Cortisol plasmático Às 8h
Cortisol salivar às 23h
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Sobre a cirurgia
Gliomas
O termo glioma é usado para tumores originados em células da glia: astrocitomas, glioblastomas,
oligodendrogliomas e ependimomas.
Subdvidem-se em 4 graus:
o I e II: tumores de baixo grau
o III: astrocitomas anaplásicos
o IV: glioblastomas multiformes
Mais comuns
o Glioblastoma multiforme
o Astrocitoma anaplásico
o Oligodendroglioma: codeleção de 1q19p e perda da heterozigosidade e ki67
Mais comuns em homens
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TC (tomografia computadorizada). Massa localizada ou difusa, hipodensa na tomografia sem contraste, e que não
sofre impregnação com contraste.
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Insight ANATPAT
T1 COM CONTRASTE. Grande massa de contorno irregular no lobo temporal e ínsula D, com efeito de massa e
desvio da linha média. Trata-se na realidade de um tumor de ínsula D, que invade o lobo temporal e chega até o
ventrículo lateral D, que está preenchido pela neoplasia no corte coronal. O centro da lesão tem hiposinal,
correspondendo a área necrótica ou cística. A periferia mostra forte impregnação irregular, correspondendo a área de
tumor viável, ricamente vascularizada, onde há capilares proliferados e quebra da barreira hemoencefálica.
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CORTES AXIAIS : demonstrando a forte impregnação anular do tumor por contraste. No FLAIR, a grande área de
hipersinal correspondente ao tumor é mais hidratada que as outras regiões do cérebro, o que é devido em parte à
própria natureza do tumor e em parte ao intenso edema cerebral associado a este tipo de neoplasia. Há hipersinal
também na região subependimária do corno posterior do ventrículo lateral E., indicando permeação liquórica. O sinal
da água livre (líquor) dos ventrículos e espaço subaracnóideo foi suprimido.
TRATAMENTO
o Conduta: ressecção máxima de área com captação de contraste e de FLAIR
o Seguido de radioterapia com margens de 2cm. DOSE 54 cy associado a Temozolamida por
42 dias
o Seguido pelo resto da vida com ciclos de Temozolamida a cada 30 dias
o Seguimento com RM de crânio a cada 3 meses
o Sobrevida média de 12-14 meses
Observações
1) Astrocitoma Difuso
2) Glioblastoma Multiforme
Glioblastoma apresenta-se como massa expansiva mal delimitada na substância branca de um hemisfério 19
cerebral. Necrose é muito comum e pode envolver a maior parte do tumor. Pode haver formação de cistos e/ou
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5) Oligodendrogliomas
São tumores de hemisfério cerebral de adultos, com incidência menor que os astrocitomas e glioblastomas.
Macroscopicamente, formam massas acinzentadas, geralmente melhor delimitadas que os astrocitomas.
Calcificações são comuns.
O aspecto histológico é característico. São formados por oligodendrócitos, que são células pequenas, com
núcleo redondo e citoplasma claro, geralmente com halo vazio em volta do núcleo (aspecto em ovo frito).
A impressão é de regularidade. Os vasos são delicados, com ramificação dicotômica, e formam uma trama
comparada a tela de galinheiro. Geralmente não se observa a proliferação endotelial característica dos
glioblastomas.
Prognóstico. Embora sejam relativamente bem delimitados e histologicamente diferenciados, tendem a
recidivar após a retirada cirúrgica, já que esta só raramente pode ser completa. O grau de malignidade dos
oligodendrogliomas comuns é grau II da OMS, e pode aumentar nas recidivas, passando a grau III, ou
oligodendroglioma anaplásico.
6) Ependimomas
São neoplasias de células ependimárias, portanto em relação topográfica com os ventrículos. Podem originar-se
nos ventrículos laterais ou no IVº ventrículo.
A distribuição etária é ampla, indo de crianças até a idade adulta.
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Macroscopicamente, os ependimomas formam massas acinzentadas, bem delimitadas, que podem ter aspecto
em couve-flor (papilífero), e fazer saliência no interior do ventrículo, mas infiltram o tecido cerebral adjacente.
Histologicamente, as células são geralmente bem diferenciadas e uniformes. Tendem a arranjar-se
radialmente ao redor de vasos, aos quais lançam um prolongamento. Os núcleos ficam a certa distância
do vaso, deixando um halo anucleado (róseo) perivascular (pseudorosetas perivasculares). Em aumento
fraco isto dá ao tumor um aspecto malhado (alternância de áreas ricas e pobres em núcleos), comparado a
pele de leopardo. Pode também haver rosetas com centro vazio, chamadas rosetas verdadeiras ou de Flexner,
que reproduzem estruturas normais formadas por células ependimárias nas proximidades dos ventrículos ou do
canal central da medula.
Prognóstico. Os ependimomas têm tendência a repetidas recidivas pós-cirúrgicas e o prognóstico final é
sombrio. Ependimomas comuns são grau II da OMS e há ependimomas anaplásicos, considerados grau III.
CIRURGIA
ESTEREOTÁXICA
Técnica Estereotáxica
Envolve:
1) Colocação do anel estereotáxico na cabeça do paciente
o Fixamos na tábua óssea externa com 3-4 pinos
o Fazemos TC ou RNM
TC
Não distorce as coordenadas
Bom para tumor, abscesso cerebral, hemorragia
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RNM
Melhor para visualizar estruturas mais profundas
Melhor nitidez de imagem
Distorce as coordenadas em 2 a 4 mm
o O professor faz uma RNM na véspera, com o paciente em anestesia geral, e no dia da cirurgia faz
TC após a colocação do anel
2) Programação da trajetória é feita pela imagem
o Evitam-se sulcos, ventrículos
o A anestesia é apenas local
o Faz a trepanação com 14mm e colocação do eletrodo
o Deve-se então confirmar a posição do eletrodo. Para tanto, temos algumas alternativas
RM no centro cirúrgico
TC no centro cirúrgico
“Recursos fisiológicos”
Estimulação elétrica
Registro de atividade neuronal através de microeletrodos
Obs.: Os efeitos adversos devem ser observados
Formigamento (parestesia)
o Em 90% dos casos, a 1ª trajetória já está certa. Se precisar mudar, tira todo o eletrodo e recoloca-no.
3) Tratamentos
o Cirurgia Ablativa
o Laser
o Radiocirurgia
o Ultrassom Focado de Alta Intensidade
o Estimulação Cerebral Profunda (DBS)
Implanta um marcapasso
Telemetria
Vantagens
Reversibilidade
Ajustabilidade
Permite ajustação bilateral no mesmo tempo cirúrgico
Desvantagens
É caro
É um corpo estranho
Problemas mecano-elétricos
A deficiência de neurotransmissores a jusante provoca uma hiperfunção à frente de onde está o problema
É essa hiperfunção que gera a doença
O tratamento é justamente lesar essa área hiperfuncionante ou fazer uma neuroestimulação elétrica
Faz-se isso de 3 formas possíveis
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Usa o mesmo aparelho e técnica daquele usado durante a fase de testes com estimulação elétrica
É tratamento por destruição
Para cada tamanho de eletrodo e tempo que ele fica ligado gera uma lesão maior ou menor
Edema perilesional toma grande área na imagem, ao redor da onde foi feito o tratamento, nos dias
subsequentes à cirurgia
Vantagens
o Maior rapidez, menor índice de infecção, tempo de internação menor, menor custo, elevada eficácia
Desvantagens
o Se houver alguma complicação, muito provavelmente ela será irreersível
o Maior incidência de complicações neurológicas quando comparadas a outras técnicas
o Além de ser técnica inadequada para procedimentos bilaterais simultâneos
Exemplo: Tratamento de Doença de Parkinson. Palidomia de um lado agora e contralateral
daqui 1 ano
Observações
o Talatomia ventral intermédia: tremor na doença de Parkinson
o Palidotomia: pálido interno
o Hipotálamotomia: logo abaixo do 3º ventrículo
o Subtalamotomia: DP
o Amigdalotomia: tto. De agressividade
o Calosoíngulotomia: para tratar depressão
o Tratotomia subcaudada: toque
o Capsulotomia anterior: toque
o Mesencefalotomia: tratamento de dor crônica
o Talatotomia: bem mais medial e mais baixa para tto da dor
o Cingulotomia: tratamento dor crônica
c) Neuroestimulação
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Nos núcleos existem células. Os estímulos de 2Hz, de baixa frequência, são suficientes para despolarizar e
causar estímulo
Se a frequência é de 100HZ, isso hiperpolariza as células na substância cinzenta e torna difícil a geração do
estímulo. Mas na substancia branca, independentemente de ser 2 ou 100 HZ, sempre haverá despolarização
Usa-se uma espécie de marca-passo, que fica implantado na região torácica, conectada via subcutânea com
o cérebro. O controle se dá por telemetria: voltagem, comprimento de onda, frequência
Para DP, pode-se fazer uma talamotomia de um ado e implantar o eletrodo do outro lado, ou usar dois
eletrodos, um de cada lado
Núcleo pedúnculo pontino: tratamento de distúrbio postural na DP
Hipotálamo: agressividade
Giro do cíngulo: depressão
Perna anterior da cápsula interna: TOC
Substancia cinzenta periventricular, no hipotálamo: tto de dor
Vantagens
o Reversibilidadee (não há lesão; se desligar o sistema, é como se o paciente nunca tivesse sido
operado)
o Baixo índice de complicações neurológicas
o A maioria das doenças tratadas são degenerativas e, portanto, progressivas. Esse tratamento
permite ajustabilidade conforme a mudança do quadro ao decorrer dos anos
o Permite procedimentos bilaterais simultâneos
Desvantagens
o Alto custo
o Requer internação por tempo aumentado
o Requer anestesia geral
o Maior risco de infecção
o Complicações mecânicas
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Neurocirurgia funcional
Em decorrência da morte de regiões produtoras de dopamina (substancia negra do mesencéfalo)
Núcleos hiperstimulados (globo pálido interno e núcleo subtalâmico
Hoje ainda não é possível promover a reprodução das células dopaminérgicas da substancia negra do
mesencéfalo
Obs.: tremor cells- foram identificadas inicialmente no núcleo motor do tálamo (ventral intermédio ou ventral
lateral). Depois no núcleo subtalamico e globo pálido interno
O tratamento hoje é voltado para a hiperatividade do núcleo subtalâmico e o globo pálido interno
o Núcleo subtalâmico: rigidez, bradicinesia e tremor
o Globo pálido interno: rigidez, bradicinesia e discinesia e não tão bom para tremor
o Para tratar tremor na doença de Parkinson também é utilizado o Tálamo- núcleo ventral intermédio e
núcleo ventral lateral.
Observa-se que o tálamo (núcleo ventral intermédio e lateral) são uteis também para
tremores cerebelares e tremores essenciais
o TÁLAMO É O MAIS EFICAZ PARA TRATAR TREMOR (90-95%). Contudo, é pouco usado na
doença de parkinson, porque resolve apenas o tremor, não a rigidez e a bradicinesia
o NÚCLEO SUBTALAMICO EFICAZ EM 85-90%
o GLOBO PÁLIDO INTERNO trata tremor de pequena a média intensidade
Indicações de cirurgia
o Mínimo 5 anos de doença adequadamente tratada com medicações, sendo que estas não são
suficientes para melhorar a qualidade de vida do paciente
o Se o paciente não responde à levodopa, não será efetivo o tto cirurgico tbm
o O tremor é sempre responsivo à cirurgia
o O tratamento de Parkinson com Levodopa pode induzir o surgimento de discinesias coreicas
Cerca de 50% dos pacientes após 5 a anos de tratamento podemm desenvolver este efeito
adverso
o Melhor alvo: globo pálido interno
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Tratamento de Distonia
o Alvo ideal globo pálido interno
o Distonia pode ser focal ou generalizada
o Primárias (congênitas) ou secundárias (AVC, infecções)
o As secundárias respondem mal ao tto de cirurgia, EXCETO AS MEDICAMENTOSAS, QUE TEM
BONS RESULTADOS
o As primárias respondem bem, especialmente aquelas que tem o gene DYT1
Doenças Psiquiátricas
o Indicações clínicas
Idade>18 anos
Doença > 5 anos
Refratariedade ao tratamento conservador (3 grupos diferentes de antidepressivos,
associados a estabilizadores de humor)
Cirurgia indicada por 2 psiquiatras
Só opera quem quer
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o Estudos PET-Scan mostraram que os pacientes que tem depressão apresentam hiperatividade
abaixo do joelho do corpo caloso cíngulo sugenual
o Abaixo do corpo caloso
o Tratamento Cirurgico
Ablativo
Interromper o giro do cíngulo: Cingulotomia anterior- mais antiga e mais usada
o Bom funcionamento em 40 a 50%
Tratotomia subcaudada (desconectar o córtex orbitofrontal)
Leucotomia límbica
o Cingulotomia +Tratotomia Subcaudada
o Melhor cirurgia na depressão
Não ablativo
DBS-implanta-se um eletrodo no cíngulo subgenual
Reversão do padrão metabólico
Síndrome de Tourette
o Tiques motores e verbais (copropraxia, coprolalia)
o Muitas vezes se associa a agressividade, obsessão
o Principalmente homens
o Hiperatividade do globo pálido externo
Epilepsia
o Focais ou generalizadas
o Generalizadas tem perda da consciência
o Focal pode se tornar secundariamente generalizada
o O tipo mais comum de crise nas epilepsias focais é a crise parcial complexa do lobo temporal
o Geralmente provocada por esclerose em região da amígdala e hipocampo (parte mais especial do
lobo temporal)
o Tratamento cirúrgico
1. Lobectomia Temporal
2. Ressecção seletiva da amígdala e hipocampo
3. Técnica Estereotáxica
o Observa-se atrofia hipocampal
o FLAIR: alem da alteração do tamanho observa-se diferença de intensidade do sinal
o Esclerose Temporal Mesial é a causa mais comum de crises parciais-complexas
o Acesso pela amígdala- destruição por radioterapia
GRANDES VIAS
AFERENTES
DOR E TEMPERATURA
Há duas vias de dor e temperatura, a neoespinotalâmica (trato espinotalâmico lateral) e o
paleoespinotalâmico (trato espinorreticular)
1) Trato Espinotalâmico Lateral
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o Neurônio I
Gânglio na raiz dorsal
o Neurônio II
Situado na coluna posterior
Os axônios cruzam o plano mediano pela comissura branca, ganham o funículo lateral do
lado oposto, inflectem-se cranialmente para constituir o trato espinotalâmico lateral
Ao nível da ponte, essas fibras se unem às do trato espinotalâmico anterior e constituem
o LEMNISCO ESPINHAL, que termina no tálamo fazendo sinapse com o neurônio III
o Neurônio III
Localizado no núcleo ventral posterolateral do tálamo
Seus axônios formam radiações talâmicas que, pela cápsula interna e coroa radiada
chegam à área somestésica do córtex cerebral, no giro pós-central (áreas 3, 2 e 1 de
Brodmann)
2) Trato Espinorreticular
o Dor crônica e difusa
o Sabe-se que alguns axônios projetam-se para a amígdala, o que parece contribuir ara o
componente afetivo da dor
o Neurônio I
Gânglios espinais situados nas raízes dorsais
o Neurônio II
Localizado na coluna posterior
Seus axônios se dirigem aos funículos laterais ipsi e contralaterais e inflectem-se
cranialmente para formar o trato espino-reticular
Sobe a medula junto ao trato espinotalâmico lateral e termina fazendo sinapse com os
neuronios III no nível da formação reticular. Muitas fibras não se cruzam
o Neurônio III
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o Neurônio I
Localizado nos gânglios espinhais
Prolongamento periférico liga-se ao receptor, enquanto o central divide-se em um ramo
ascendente longo e um descendente curto terminando na coluna posterior
o Neurônio II
Localizados na coluna posterior
Seus axônios cruzam o plano mediano na comissura branca , atingem o funículo lateral
do lado oposto, onde se inflectam cranialmente para constituir o trato espinotalâmico
anterior
Ao nível da ponte, este se une ao espinotalâmico lateral para formar o LEMNISCO
ESPINHAL, cujas fibras terminam no tálamo
o Neurônio III
Localizam-se no núcleo ventral postero lateral do tálamo
Originam axônios que formam radiações talâicas que, passando pela cápsula interna e
coroa radiada, atingem a área somestésica do córtex cerebral
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o Neurônio I
Gânglios espinais
O prolongamento periférico liga-se ao receptor e o central penetra na medula pela divisão
medial da raiz posterior e divide-se em um ramo descendente curto e um ascendente
longo, ambos situados nos FASCÍCULOS GRÁCIL e CUNEIFORME
Os ramos ascendentes longos terminam no bulbo
o Neurônio II
Localizam-se nos núcleos grácil e cuneiforme do bulo
Seus axônios mergulham ventralmente, constituindo as FIBRAS ARQUEADAS
INTERNAS cruzam o plano mediano e inflectem-se cranialmente para formar o
LEMNISCO MEDIAL
O lemnisco medial termina no tálamo
o Neurônio III
Localizados no núcleo ventral posterolateral do tálamo
Originam axônios que constituem radiações talâmicas que chegam à área somestésica
passando pela cápsula interna e coroa radiada
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o Neurônios I
Localizados nos gânglios espinhais
O prolongamento central penetra na medula, divide-se em um ramo ascendente longo e
um ramo ascendente curto, que terminam fazendo sinapse com os neurônios II
o Neuronios II
Localizados na coluna posterior
Podem estar em duas posições, originando duas vias diferentes até o cerebelo
Núcleo torácico (coluna posterior)
o Originam axônios que se dirigem para o FUNÍCULO LATERAL
IPSILATERAL, inflectem-se cranialmente para formar o TRATO
ESPINOCEREBELAR POSTERIOR, que termina no cerebelo, onde penetra
pelo pedúnculo cerebelar inferior
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Mesmo trajeto, porém sobrem ao longo do septo intermédio que separa o fascículo grácil
do cuneiforme
VIAS TRIGEMINAIS
o A sensibilidade feral da cabeça penetra no tronco encefálico pelos nervos:
Trigêmio
É o mais importante
Facial
Glossofaríngeo
Vago
Sensibilidade da face, fronte e parte do escalpo, mucosas nasais, seios maxilares e frontais,
cavidade oral, dentes, 2/3 anteriores da língua, ATM, córnea, conjuntiva, dura-máter das fossas
media e anterior do crânio
Neurônios I
o Situados nos gânglios sensitivos anexos aos nervos:
Gânglio geniculado (VII par)
Gânglio superior do glossofaríngeo
GANGLIO SUPERIOR DO VADO
o A lesão do gânglio trigeminal ou de sua raiz sensitiva resulta em perda da sensibilidade
térmica, tátil e dolorosa na metade ipsilateral da face, cavidade oral e dentes
Neurônios II
o Localizado no núcleo do trato espinhal ou no núcleo sensitivo principal do trigemio
o Todos os prolongamentos terminam terminam no núcleo do trato espinhal do V nervo
o Os prolongamentos centrais do V nervo podem terminar no núcleo sensitivo principal,
no núcleo do trato espinal ou ambos
o Os axônios dos neurônios II, situados no núcleo do trato espinhal e no núcleo sensitivo
principal, em sua grande maioria, cruzam para o lado oposto e inflectem-se cranialmente
para constituir o LEMNISCO TRIGEMINAL, cujas fibras terminam fazendo sinapse com
os neurônios III
o Obs.:
Núcleo sensitivo principal: tato discriminativo
Núcleo trato espinal: temperatura e dor
Ambos: tato protopático e pressão
Neurônios III
o Localizam-se no núcleo ventral posteromedial do tálamo
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Neuronios I:
o Não estão em um gânglio e sim no núcleo do trato mesencéfalico
o O prolongamento periférico destes neurônios liga-se a fusos neuro musculares situados na
musculatura mastigadora, mímica e da língua
o Liga-se tbm a receptores na ATM e nos dentes
o Alguns destes prolongamentos levam impulsos proprioceptivos inconscientes ao cerebelo
o Uma parte desses prolongamentos faz sinapse no núcleo sensitivo principal
Neurnio II
o Localizados no núcleo sensitivo principal
o De lá os impulsos proprioceptivos conscientes, através do lemnisco trigeminal, vão ao
tálamo
Neurônio III
o Localizado no tálamo
o Faz sinapse com o córtex
VIA GUSTATIVA^
o Receptores: células gustativas (situadas nos botões gustativos)
o Neurônios I
Gânglios geniculado (VII), inferior do IX e inferior do X
Os prolongamentos centrais penetram no tronco encefálico, fazendo sinapse com os
neurônios II, após trajeto trato solitário
o Neurônios II
Localizam-se na porção gustativa do núcleo do trato solitário
Originam fibras solitário-talâmicas, que terminam fazendo sinapse com os neurônios III no
tálamo, do mesmo lado e do lado oposto
o Neurônios III:
Localizam-se no núcleo ventral posteromedial do tálamo
Originam axônios que, como radiações talâmicas, chegam à área gustativa do córtex
cerebral, situada na parte posterior da ínsula
VIA OLFATÓRIA
o Única via que não tem gânglio
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Vesículas
Dilatações do prolongamento periférico
Olfatórias das células olfatórias
Cílios
Olfatórios
o Neurônios I
São as próprias células olfatórias: renovados a cada 6 a 8 sem
É um dos poucos exemplos de proliferação neuronal em adultos
Os prolongamentos centrais dos neurônios I são amielínicos agrupam-se em
filamentos que em conjunto, constituem o nervo olfatório
Estes filamentos atravessam os pequenos orifícios da lâmina crivosa do osso etmoide e
terminam no bulbo olfatório, onde suas fibras fazem sinapse com os neurônios II
o Neurônios II
São as chamadas células mitrais
Essas células possuem dendritos muito ramificados que fazem sinapse com as
extremidades ramificadas dos prolongamentos centrais das células olfatórias ,
constituindo os glomérulos olfatórios
Os axônios mielínicos das células mitrais seguem pelo trato olfatório e ganham as estrias
olfatórias lateral (impulsos olfatórios conscientes) e medial
Os impulsos olfatórios conscientes seguem pela estria olfatória lateral e terminam na área
cortical de projeção primária para a sensibilidade olfatória situada no úncus Córtex
Piriforme
O córtex piriforme tem proeção para o tálamo que, por sua vez, projeta-se para o córtex
orbitofrontal (giros reto e olfatório), também responsável pela percepção olfatória
consciente.
Existem projeções olfatórias para o sistema límbico, o que explica situações em que os
odores são associados a emoções diversas como a aversão (amígdala) ou prazer (núcleo
accubens)
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Totalmente homolateral
o Alucinações olfatórias podem ocorrer como consequência de crises epilépticas focais
originadas no córtex olfatório, as chamadas crises uncinadas
VIA AUDITIVA
o Os receptores da audição localizam-se na parte coclear do ouvido interno: cílios das
células do órgão de Corti, que é uma estrutura disposta em espiral situada na cóclea onde
está em contato com um líquido, a perilinfa
o Neurônios I
Localizam-se no gânglio espiral situado na cóclea
São neurônios bipolares
Prolongamentos periféricos: contato com as células ciliadas
Prolongamentos centrais constituem a porção coclear do nervo vestibulococlear e
terminam na ponte, fazendo sinapse com os neurônios II
o Neurônios II
Situados nos núcleos cocleares dorsal e ventral
Seus axônios cruzam para o lado oposto, constituindo o corpo trapezoide, contornam o
complexo olivar superior e inflectem-se cranialmente para formar o lemnisco lateral do
lado oposto
As fibras do lemnisco lateral terminam fazendo sinapse com os neurônio III no colículo
inferior
Existem algumas fibras provenientes dos núcleos cocleares que penetram no lemnisco
lateral do mesmo lado (HOMOLATERAIS)
o Neurônios III
Maioria localizada no colículo inferior
Seus axônios dirigem-se ao corpo geniculado medial, passando pelo braço do colículo
inferior
o Neurônios IV
Localizados no corpo geniculado medial
Seus axônios formam a radiação auditiva que, passando pela cápsula interna, chega à
área auditiva do córtex (áreas 41 e 42 de Brodmann) situada no giro temporal
transverso anterior
o Admite-se que a maioria dos impulsos auditivos chega ao córtex através de uma via como a
acima descrita
o A via auditiva mantém a organização tonotópica, ou seja, impulsos nervosos
relacionados com tons de determinados frequências seguem caminhos específicos
ao longo de toda a via, projetando-se em partes específicas da área auditiva
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o Peculiaridades
Possui fibras homo e contralaterais
Grande número de núcleos rés (IV neurônios)
VESTÍBULOS
o Neurônios I
Células bipolares localizadas no gânglio vestibular
Seus prolongamentos periféricos ligam-se aos receptores, e os centrais, muito maiores,
constituem a porção vestibular do nervo vestibuococlear
o Neurônios II
Localizam-se nos núcleos vestibulares
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VIA ÓPTICA
o Retina
Na retina localizam-se os neurônios I, II e III da via óptica e também os receptores visuais
Embriologia
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GRANDES VIAS
EFERENTES
1) Tratos Cortico-Espinhais
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É o mais importante
Ocupa o funículo lateral ao longo de toda a sua extensão e influenciam os neurônios motores da
coluna anterior do seu próprio lado
Fibras motoras do trato corticoespinhal lateral terminam na substancia cinzenta intermédia, fazendo
sinapses com interneurônios, os quais, por sua vez, se ligam aos motoneurônios da coluna
anterior. Há ainda um número considerável de fibras que faz sinapse diretamente com os
neurônios motores α e γ
A capacidade de realizar movimentos independentes dos dedos é uma característica exclusiva dos
primatas, que se deve à presença de fibras do trato corticoespinhal que se ligam aos neurônios
motores
o Essa função é exclusiva desse trato
A lesão desse trato causa fraqueza muscular e dificuldade de contrair voluntariamente os
músculos com a mesma velocidade com que poderiam ser contraídos (isso porque o trato
rubroespinhal age sobre a musculatura distal dos membros, e os reticuloespinhais agem sobre a
musculatura axial e proximal dos membros)
o Ocorre ainda o sinal de Babinski
2) Trato Cortico-Nuclear
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3) Trato Rubroespinhal
Controla, junto com o corticoespinhal lateral, a motricidade voluntária dos mm. distais dos
membros, músculos intrínsecos e extrínsecos da mão
É bem desenvolvido nos animais, mas é reduzido no homem
Origina-se no núcleo rubro do mesencéfalo, decussa-se e reúne-se ao traato corticoespinhal no
funículo lateral da medula
A principal aferência para o núcleo rubro é a área motora primária
Pode existir papel na recuperação de funções da mão
4) Trato Tetoespinhal
Origina-se no colículo superior que, por sua vez, recebe fibras da retina e do córtex visual
Situa-se no funículo anterior dos segmentos mais altos da medula cervical, onde estão os
neurônios motores responsáveis pelo movimento da cabeça
Envolvido em estímulos visuomotres, em que o corpo se orienta a partir de estímulos
visuais
5) Tratos Vestibuloespinhais
Medial e lateral
Originam-se dos núcleos vestibulares do bulbo e levam aos neurônios motores os impulsos
nervosos necessários à manutenção do equilíbrio a partir de informações que chegam a esses
núcleos, vindas da parte vestibular do ouvido interno e vestibulocerebelo
Mantém os olhos e a cabeça estáveis diante de movimentos do corpo
Proetam-se para a meduula lombar, ativando os músculos extensores (antigravitacionais)
das pernas
São feitos ajustes posturais, permitindo que o equilíbrio seja mantido mesmo após
alterações súbitas do corpo no espaço
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6) Tratos Reticuloespinhais
BULBAR
o Efeito oposto. Libera os músculos antigraviacionais do controle reflexo
Os tratos reticuloespinhais
o Controlam os movimentos tanto voluntários como automáticos, a cargo dos músculos axiais
e proximais dos membros
o Pertencem ao sistema medial da medula
o Por suas aferências da área pré-motora, determinam o grau adequado de contração dos
músculos, necessária à execução de movimentos delicados pela musculatura distal dos
membros
Obs.: Sabe-se que o controle do tônus e da postura se dá em grande parte a nível medular, através
de reflexos miotáticos, os quais são modulados por influências supramedulares trazidas pelos
tratos reticuloespinhais e vestibuloespinhal, agindo sobre os neurônios α e γ
NEURONCOLOGIA
Tumores de Coluna
o Extradural
55%
Geralmente decorrente de metástase
Mais agressivos
o Intradural extramedular
40%
o Intramedular
Relacionado à maior MORBIDADE, não mortalidade
Leva à destruição dos tratos medulares e substancia cinzenta
Na coluna, não obedece o sistema TNM
Levamos em consideração a BIOLOGIA MOLECULAR, imunohistoquímica
Extradurais
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b)Cordomas
Intradurais Extrameduares
Meningiomas
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Intramedulares
Astrocitomas- 30%
Ependimoma- 50%
Ependimomas
Originam-se de células ependimais que revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula
Principalmente na porção mais terminal da medula
Pico terceira e sexta décadas
Degeneração cística em 46% dos casos
Geralmente encapsulado, com limite facilmente visível entre a
lesão e a medula; Menos chance de lesionar a medula. O
astrocitoma não tem isso. A cápsula facilita a ressecção e
explica o melhor prognóstico do que o astrocitoma de forma
geral
Histologicamente benignos e com localização central na medula
espinhal
Consistencia firme, aparência vermelho escuro, acinzentado ou
amarelado
Suprimento sanguíneo em maioria da artéria espinhal anterior
Astrocitoma
Indicações Cirúrgicas
Diagnóstico
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Tomografia computadorizada
Ressonância Magnética PADRÃO OURO
Angiografia espinhal
Punção lombar
o Aumento de proteínas
o Glicose normal (exceto tumores meníngeos)
o Celularidade raramente aumentada
Diagnóstico Diferencial
Tratamento
Cirúrgico
Expectante
Radioterapia
TUMOR INTRACRANIANO
Massa constituída por substancia neoformada que persiste e cresce independente das estruturas adacentes
Quadro Clínico
o Dependente basicamente da localização do tumor
o Prognóstico relaciona com fatores histológicos, genéticos
Mecanismo de produção de sintomas
o Destruição localizada dos tecidos normais
o Irritação ou depressão cortical localizada
o Expansão tumoral
Aspectos a serem avaliados
o Localização
o Caracterização do tumor
o Efeito de massa e edema
o Deslocamentos
o Obstruções
o Herniações
TUMOR METASTÁTICO
Imagenologia
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Raio-X simples
o Lesões líticas
o Alterações na sela túrcica
TC
o Lesão medular hiper/isodensa (+comum), sólida ou cística
com halo fino hiperdenso perilesional
o Realce intenso pelo MC
RM
o Lesão isointensa em T1 e T2 com realce moderado pelo
MC
Avaliação
o RPA
KPS, idade, doença primária controlada
o GPA
Avaliação de acordo com os tipos específicos de tumor
Escalas de Status Performance
SUBROD Scale
0: atividade normal
1: sintomático e ambuatorial, cuida de si
2: ambulatorial > 50% das vezes, ocasionalmente precisa de assistencia
3: ambulatorial ≤ 50%, necessários cuidados de enfermagem
4: acamado
KARNOFSKY Scale
Massa bem circunscrita, cística ou sólida de crescimento lento localizada geralmente ao redor do 3º ou 4º
ventrículos
Criança e adultos jovens (maior pico aos 10 anos)
Locais mais comuns
o 50%: QUIASMA ÓPTICO e HIPOTÁLAMO (Astrocitomas óptico quiasmáticohipotalâmicos)
o 30% encontrados no vermis ou hemisfério cerebelar
o 20% outros locais
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TC: Massa sólida, hipo/isodensa bem definida em torno do 3º ou 4º ventrículo com nódulo mural, que se
reforça intensa porém heterogênea pelo contraste
SCHWANNOMA (vestibular)
Tumor benigno extra axial de crescimento lento, originários de células de Schwann, tipicamente se
originam da porção vestibular do 8º par craniano, dentro do canal auditivo interno e causam hipoacusia
neurossensorial progressiva
É o tumor mais comum no ângulo ponto-cerebelar
5ª a 6ª década de vida, RARO em crianças
Nervos cranianos mais acometidos
o Vestibulo-coclear (Ramo vestibular)
o Trigêmeo
o Facial
ANEURISMAS E
MAV INTRACRANIANAS
ANEURISMAS
Aneurismas Intracranianos
o São dilatações vasculares (saculares ou fusiformes) localizados em algum segmento das artérias
intracranianas
o Podem ser congênitos, traumáticos, sépticos, ateroscleróticos
o 85% HSA/ 50% dos casos (sintomas de alerta)
o 10-15% óbito antes do atendimento médico
o Mortalidade nos primeiros 3 dias
Etiologia
o Túnica média com muscular reduzida, adventícia fina e lâmina elástica interna mais proeminente
(intervalo ou hiato medial)
o Pontos de stress hemodinâmico bifurcações/origem de artéria
o Aterosclerose/HAS: aneurismas saculares
o Micótico (séptico)
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o Traumático
Obs.: principal causa de hemorragia subaracnoidea é TRAUMA
o Principal causa de hemorragia espontânea: ANEURISMA
LOCALIZAÇÃO
o Artéria comunicante anterior 30%
Tem relação com o nervo oculomotor (sempre pesquisar em pacientes com ptose súbita)
o Artéria comunicante posterior 25%
o Artéria cerebral média 20%
o Circulação posterior: artéria basilar (topo-sacular/fusiforme)
o 20 a 30% pacientes tem aneurismas múltiplos
QUADRO CLÍNICO
o Hemorragia subaracnoidea espontânea
Cefaleia súbita intensa, vômito, síncope, fotofobia, rigidez nucal
Paralisia do nervo oculomotor: ptose palpebral/midríase-diplopia
“A pior dor da minha vida”
Cefaleia em sentinela (30-60% dos apcientes)
Sinal de Kernig/ Brudzinski
Hemorragia ocular: sub hialoide/ Síndrome de Terson: humor vítreob
ESCALA DE HUNT-HESS
o Classificação clínica das hemorragias subaracnoideas por aneurisma intracraniano
o GRAU 0: assintomático (sem hemorragia subaracnoide)
o GRAU I: assintomático ou moderada cefaleia, moderada rigidez na nuca
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o GRAU II: cefaleia moderada a severa, rigidez da nuca, sem déficit neurológico (Exceto paralisia nos
nervos cranianos)
o GRAU III: sonolência, confusão ou déficit motor focal moderado
o GRAU IV: coma vigil, déficit focal, inicio de rigidez descerebração, distúrbios vegetativos
o GRAU V: coma profundo, descerebração, moribundo
EXAMES COMPLEMENTARES
o TC de crânio
Pesquisa de HSA- hemorragia cerebral parenquimatosa- hidrocefalia
o Punção lombar LCR (TCC negativo)
Xantocromia, pesquisade hemácias crenadas/ >100000 cél/mm3
o IDENTIFICAÇÃO DA HEMORRAGIA
Angiografia Digital
o PADRÃO OURO
o Evidência de aneurisma cerebral/vasoespasmo arterial/sinais indiretos de hidrocefalia
o Estudo adicional de patência dos vasos (Artéria comunicante anterior) com teste de oclusão
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VASOESPASMO: TRATAMENTO
o Uso de Nimodipina 60mg 4/4h- até 21 dias após HSA
o Terapia hiperdinâmica: hipervolemia/ hipertensão/ hemodiluição
o Heparina em BIC
o Corrigir hiponatremia
o Abordagem endovascular
o Doppler transcraniano para seguimento
Particularidades
o Síndrome de Osler-Weber-Rendu: 15 a 20% apresentam
MAV
o Crianças: baixo fluxo
o Adultos: alto fluxo
50
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o Aneurisma intranidal
o Coexistência com aneurisma cerebral (7% casos)
Quadro Clínico
o Hemorragia mais comum (50% dos casos)
o Convulsões
o Déficit neurológico
o Cefaleia (rara)
o Sopro (MAV durais)
CLASSIFICAÇÃO DE SPETZLER-MARTIN
Exames Complementares
o TC crânio
HSA/hemorragia parenquimatosa/ ventricular/ calcificações/ hematomas subdurais
o RNM crânio/ angio
Vasos nutridores/ drenagem venosa
o Angiografia
Tratamento
o Microcirurgia: oclusão e ressecção da MAV
o Embolização (Onyz)
o Radiocirurgia estereotáxica
Considerações Finais
o Aneurismas
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o MAV
As MAV intracranianas são causa de hemorragia
Deve-se fazer diagnóstico através da angio RNM + AGC para proceder ao tratamento
As MAV intracranianas são tratadas através de microcirurgia (ressecção), embolização ou
radiocirurgia estereotáxica
NEUROINFECÇÕES
Osteomielite de Crânio
Tratamento
o Quando são utilizados apenas antibióticos, o tratamento é raramente curativo
o Tratamento combinado
Debridamento cirúrgico
Extração do osso infectado
o Som surdo abafado
Osso normal
o Som agudo estalante
Flap ósseo infectado
Retirada + revitalização das bordas
6-12 semanas de antibioticoterapia
1-2 semanas EV
Restante VO
Iniciar vancomicina + cefalosporina 3ª geração
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Empiema Subdural
Localização
o 70-80% convexidade
o 10-20% parafalcinos
Clínica
o Febre
o CF
o Meningismo
o Hemiparedia
o Estado mental alterado
o Convulsão
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Tratamento
o Cirúrgico
Maioria das vezes
Início da doença mais fluido trepanação
Mais tarde
Lobulações craniotomia
Debridar e drenar
Necessárias reabordagens em 20% dos casos
Necessidade de ajuste do ATB
Substituir PCN por vancomicina (Estafilococos)
Reavaliar necessidade de ajuste após cultura
Duração 4-6 semanas
o Clínico
Mínimo: efeito de massa
Envolvimento neurológico
Resposta inicial favorável aos antibióticos
Abscesso Cerebral
Fatores de risco
o Infecções pulmonares
o Cardiopatia congênita cianótica
2 a 6% dos casos na população geral
6-50% população pediátrica
o Endocardite bacteriana
o Traumatismo craniano penetrante
o SIDA
Vetores
o Disseminação por contiguidade (40-60%)
Estreptococos anaeróbios
Sinusite purulenta
Infecção do ouvido médio E seio mastoide
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o Disseminação hematogênica
25% dos abscessos cerebrais
Múltiplos 10-50% dos casos
25% não encontra o foco de disseminação
Tórax é a origem mais comum
Estreoticiccis abaerpobios, bacterióides, enterobactérias
Adultos
Abscessos pulmonares
Empiema pulmonar
Bronquiectasia
Crianças
PO2 baixa e HTc alto
Shunt esqueda direita, perde o efeito de filtro do pulmão
Cardiopatia congênita cianótica
Fístulas arteriovenosas pulmonares: 5%
Endocardite bacteriana
Abscessos dentários
o Traumatismo craniano
10% dos abcessos
S. aureus
Ferimentos por arma de fogo raramente gera abscessos, exceto:
Transfusão de seio aéreo
Presença de fístula liquórica aumenta a chance de formação de abscesso
Manejo: drenagem + debridamento de tecido necrótico/desvitalizado
Quadro Clínico
o Relacionados à hipertensão intracraniana
Náuseas e vômitos, cefaleia, prostração
o Hemiparesia
o Convulsão
o Abaulamento da fontanela
Laboratoriais
o Leucometria normal
o Hemocultura negativa
o Proteína C reativa
Elevação- sensibilidade 90% e especificidade de 77%
Punção Lombar
o Anormal >90%
o Leucócitos e proteínas aumentadas
o Raramente encontra o microrganismo 6-22%
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Tratamento cirúrgico
o Efeito de massa significativo
HIC
o Dúvida diagnóstica
o Proximidade dos ventrículos
o Rebaixamento do nível de consciência
o Abscesso traumático
o Abscesso fúngico
o Abscesso multiloculado
o Dificuldade de acesso ao serviço de imagem
Neurocisticercose
Quadro Clínico
o Convulsões
o Síndrome de hipertensão intracraniana
Hidrocefalia
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Tratamento
o Esteroides
Iniciar 2-3 dias antes se possível
o Drogas antihelmínticas
Albendazol 15mg/kg/dia dividido em 2-3 doses
o Cirurgia
Cistos intraventriculares e espinhais
Diagnóstico
Derivações LCR obstruções por detritos granulomatosos
Encefalite Viral
QUADRO CLÍNICO
o Alteração do nível de consciência
o Febre
o Convulsões
o Alterações de personalidade
o Hemiparesia
o Papiledema
LCR
o Linfocitose, aumento de proteínas, glicose normal
EEG
o Descargas epileptiformes periódicas lobo temporal
TCC
o Edema de lobos temporais
o Hemorragias- pior diagnóstico
o TCC normal em 38%
RM
o Hipersinal em T2
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TRATAMENTO
o Combate a HIC
Dexametasona + hiperventilação+ elevação ao decúbito
o Tratamento com aciclovir
30mg/kg/dia em 3x dia
Mortalidade é maior acima de 30 anos e/ou escala de coma de Glasgow <10 no início do tratamento
RM
o Múltiplas lesões individualizadas, impregnação mínima
Biópsia
o Corpos de inclusão tipo Cowdy A nos oligodendrócitos, astrócitos e neurônios
Tratamento: aciclovir EV
Poliomavírus
o Vírus JC
o Manifestação em
imunocomprometidos
o + comumente associado À SIDA
Outras doenças associadas
o LLC e linfoma
o LES
o Uso crônico de corticosteroides
Achados clínicos
o Alterações do estado mental
o Cegueira
o Afasia
o Déficit motor-sensitivo
o Déficit progressivo de pares cranianos
TCC
o Áreas difusas de baixa densidade subcorticais, não captantes de contraste
RM
o Hipersinal em T2
o Mal delimitadas
Nenhum tratamento comprovadamente eficaz
Neurotoxoplasmose
Infecção oportunista
Quadro Clínico
o Déficit neurológicos focal (80%), convulsões (20%)
o Febre, cefaleia, rebaixamento do nível de consciência
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HIDROCEFALIA E
MALFORMAÇÕES
CONGÊNITAS
o FUNÇÃO
Remoção dos restos celulares,
nutrição, acolchamento do cérebro,
regular as funções cerebrais via
neurotransmissores, carreador de
hormônios para a hipófise
o PRODUÇÃO
70% plexo coroide
18% ultrafiltrado plasmático
12% produção metabólica de H20
Controle da Produção
Núcleos da Rafe mandam axônios serotoninérgixos para vasos periependimários
o DIMINUEM A PRODUÇÃO
Inibidores da Anidrase Carbônica ( Acelazolamida), norepinefrina
o AUMENTAM A PRODUÇÃO
Anestésicos voláteis e CO2
o Volumes em um homem de 70kg
450 ml: produção diária de liquor (0,3 a 0,4 ml/min/ 20ml/h)
150 ml: volume total de LCR no SNC
25-70ml nos ventrículos e o restante nos espaços liquóricos
o PLEXO COROIDE
Camada simples de células cuboidais epiteliais ao redor de vasos sanguíneos, envolvidos na
produção de liquor localizado primariamente:
Teto do IV ventrículo
Véu medular inferior e recesso lateral ao forâmen de Luschka
Parte posterior do teto do III ventrículo
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MECANISMOS COMPENSATÓRIOS
o Diminuição dos espaços cisternais e subaracnoideos
o Disjunção das suturas cranianas
o Drenagem de líquor para o espaço subaracnoideo raquidiano
o Redução do volume sanguíneo intracraniano
o Compressão do sistema venoso superficial
CLASSIFICAÇÃO HIDROCEFALIAS
o Comunicante/ Não comunicante
o Congênita/ Adquirida
o Neonatal/ Criança/ Adulto
o Interna/ Externa
o Aguda/ Crônica
Hidrocefalia Pediátrica
Dilatação assimétrica
STORCH
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Alterações congênitas
o Mais comuns:
o 1ª ESTENOSE DO AQUEDUTO
o Má formação Chiari 2
o Má formação de Dandy Walker
o Infecção
o Hemorragia Intraventricular
o Provlemas na gravidez
Controle do Perímetro cefálico
PIG TAIL
Observar:
o Sinal do Sol Poente
o Perimetro cefalico
1) Estenose do Aqueduto
2) Chiari
TIPO I
TIPO II
o Protrusão caudal do vermis cerebelar e porção inferior do tronco cerebral (bulbo e ponte) no canal
espinhal
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TIPO III
o Mesmas características da II associadas a encefalocele occipitocervical
o É rara e geralmente letal
o Consiste na herniação do cerebelo e tronco cerebral em uma mielomeningocele cervical alta
TIPO IV
o Hipoplasia severa ou aplasia do cerebelo, associada à fossa posterior com pequeno tamanho
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Malformação cerebral congênita que acomete o cerebelo e os espaços liquóricos da fossa posterior
Caracteriza-se pela ausência completa ou parcial do VERME cerebelar, cisto de fossa posterior contínuo
com o IV ventrículo, associado a:
o Hidrocefalia (80%)
o Agenesia caloso (20%)
o Heterotopias
o Esquizoencefalia
o Cefalocele
o Dolicocefalia
o Má formações cardíacas
o Polidactilia
4) Cisto Aracnoide
Hidrocefalia no Adulto
Dilatação simétrica
Neurocisticercose
o Celulose
o Racemosa
Hemorragia
Trauma
HPN
Hipertensão intracraniana
b) Hemorragia Subaracnoidea
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c) Tumores
Pode ser causada por u tumor raro, o papiloma do plexo coroide, que ocorre geralmente nos ventrículos
laterais na infância e secreta abundantemente LCR, levando-se à hidrocefalia
Complicações Mecânicas
Técnica cirúrgica
Punção ventricular
Desconexão
Migração
Problemas cicatrização cirúrgica
Qualidade do LCR
Obstrução preoce
Shunt
Hiperdrenagem
FUNÇÕES
CORTICAIS
Áreas Sensitivas
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As áreas sensitivas são divididass em áreas primárias (de projeção) e secundárias (de associação),
relacionadas, respectivamente, à sensação do estímulo recebido e à percepção de características
específicas desse estímulo
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Área Vestibular
Área Olfatória
No homem, ocupa uma pequena área situada na parte anterior do úncus e do giro para hipocampal
conhecida como córtex piriforme
Área Gustativa
Área Pré-Motora
o Localizada no lobo frontal, adiante da área motora primária 4, e ocupa toda a extensão da
área 6 de Brodmann
o É bem menos excitável do que a área motora primária
o Respostas obtidas são menos localizadas e envolvem grupos musculares maiores, como os
do tronco ou base dos membros
o Nas lesões da área pré-motora: PARESIA
Músculos com força diminuída
o Através da via cortiço-reticulo-espinhal, que se origina nessa área, a área pré-motora
coloca o corpo, especialmente a musculatura proximal dos membros, em uma
postura básica preparatória para a realização de movimentos mais delicados, a cargo
da musculatura distal dos membros
o Integra o sistema dos neurônios espelho
o Projeta-se também para a área motora primária e recebe aferências do cerebelo, via
tálamo, e de várias áreas de associação do córtex
o Função mais importante é o planejamento motor
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Planejamento Motor
Neurônio espelho é um tipo de neurônio que é ativado não só quando um individuo faz um ato
motor específico como estender a mão para pegar um objeto, como também quando ele vê
outro individuo fazendo a mesma coisa
No homem e nos macacos esse sistema é FRONTOPARIETAL, ocupando parte da área pré-
motora e estendendo-se também à parte inferior do lobo parietal
Os neurônios espelho possuem uma distribuição somatotópica semelhante à obserada na área
motora primária
Têm ação moduladora da excitabilidade dos neurônios responsáveis pelo ato motor
observado, facilitando a aprendizagem motora por imitação
São áreas supramodais, ou seja, não se relacionam isoladamente com nenhuma modalidade senroial
Recebe e integram as informações ensoriais já elaboradas por todas as áreas secundárias e são
responsáveis também pela elaboração das diversas estratégias comportamentias
Área Pré-Frontal
Tem conexões com quase todas as áreas corticais, vários núcleos talâmicos, em especial o
dorsomedial, amígdala, hipocampo, núcleos da base, cerebelo, tronco encefálico...
Principal responsável por nosso comportamento inteligente
o Área pré-frontal DORSOLATERAL
Ocupa a superfície anterior e dorsolateral do lobo frontal
Liga-se ao corpo estriado interando o circuito cortiço-estriado-talâmico-cortical
Papel nas funções executivas que envolvem o planejamento e execução das
estratégias comportamentais mais adequadas À situação física e social do indivíduo,
assim como capacidade de alterá-las quando essas situações se modificam
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A área posterior situa-se na junção entre os lobos temporal e parietal e corresponde à parte
posterior da área 22 de Brodmann
Conhecida como Área de Wernicke
Relacionada à percepção da linguagem
No caso de lesão
o Afasia sensitiva ou de percepção
o A compreensão da linguagem, tanto falada como escrita, é muito deficiente
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Mesmo na linguagem, enquanto na maioria dos indivíduos o esquerdo está relacionado mais ao
significado das palavras, o direito está relacionado à prosódia, ou seja, entonação, gestos,
expressões faciais associados à fala
As fibras do corpo caloso transmitem as informações dos centros da linguagem do hemisfério
esquerdo
ESTRUTURA FUNCIONAL DA
MEDULA ESPINHAL
Sistema Medial
Corticoespinhal anterior Córtex Motor Motricidade voluntária axial e proximal dos
membros superiores
Teto espinhal Colículo Superior Orientação sensorial motora da cabeça
Reticuloespinhal Pontino Formação Reticular Ajustes posturais ativando a musculatura
Pontina extensora do membro inferior
Motricidade voluntária da musculatura
axial e proximal
Reticuloespinhal Bulbar Formação Reticular Ajustes posturais relaxando a
Bulbar musculatura extensora do membro inferior
Motricidade voluntária da musculatura
axial e proximal
Vestibuloespinhal Lateral Núcleo Vestibular Ajustes posturais para manutenção do
Lateral equilíbrio
Vestibuloespinhal Medial Núcleo Vestibular Ajustes posturais da cabeça e pescoço
Medial
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