Educação Motora para Professores
Educação Motora para Professores
Expressão Motora
José Amoroso 11 X X *
Práticas 4 (30%) (30%)
Teóricas 6 * Elaborado pelos 3 professores (40%)
Avaliação Prática 1
2
Trabalho teórico – Entrega até ao dia 23 de
Novembro (máx. 16 páginas; 1,5 espaçamento; letra
arial ou times
Hipótese de estruturação
Introdução
Objecto do estudo
Análise da literatura
Métodos e procedimentos
Resultados
Conclusão e discussão
Bibliografia
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FINALIDADES /EFEITOS DA ACTIVIDADE FÍSICA
Estimulação Global
- Desenvolvimento físico
- Desenvolvimento social
- Desenvolvimento intelectual (tomada de decisão;
Observação e Análise do espaço envolvente)
- Desenvolvimento afectivo / emocional
Estimulação Específica
- Desenvolvimento motor (capacidades motoras,
habilidades motoras, gestos motores)
Prazer /Recreação
- Ocupação de tempos livres e de lazer
- Divertimento e prazer pessoal
4
A ideia.....Movimento Mecanismos Sensoriais e
Perceptivo - Motores
6
DESENVOLVIMENTO
DESENVOLVIMENTO MOTOR
PERCEPTIVO-MOTOR
• Habilidades motoras
• Conhecer o corpo
• Capacidades motoras
•Definir a lateralidade
• Comportamentos Motores
•Estrutura espaço-temporal
•Posturas
MOTRICIDADE LUDISMO
• Pensamento • Prazer do
movimento
• Inteligência
•Alegria
• Adaptação
•Recreação
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CAMPOS DE INTERVENÇÃO
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Importância da actividade física em crianças
Movimento Sócio-motricidade
Tarefas que favoreçam o reconhecimento do
grupo, o respeito pelo outro e o desenvolvimento
dum auto-conceito positivo.
Promoção da Saúde
- Aumento da densidade óssea, controlo da massa gorda corporal,
15-11-2011 prevenção dos diabetes, auto-conceito positivo. 9
Que conceitos temos?
Expressão Motora = uma das formas de expressão
Educação pelo movimento
Educação Física = educação das capacidades, habilidades e gestos motores
Educação do movimento
Psicomotricidade = relação do movimento com os domínios afectivo e cognitivo
Educação pelo movimento
Desenvolvimento motor = aspecto motor do desenvolvimento
Educação do movimento
Motricidade Infantil = capacidade de movimento da criança
Educação do movimento
Educação pelo movimento
Educação para o movimento
Motricidade: Acção fisiológica que determina a contracção muscular. Esta resulta da
energia mecânica consequente a operações químicas operadas
nos órgãos efectores.
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I. Desenvolvimento Motor
• Conceito:
É o processo que se desenrola ao longo da vida e
compreende todas as mudanças ao nível motor (aquisição,
estabilização e regressão das habilidades motoras). Resulta
da interacção da hereditariedade com o envolvimento, ou
seja, dum processo de maturação neuromuscular com as
novas experiências motoras, tendo em conta as já
existentes.
(Malina e Bouchard,
1991)
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I. Desenvolvimento Motor Cont.
a) Fases do desenvolvimento motor b) Leis de desenvolvimento motor
Organização da Motricidade
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I. Desenvolvimento Motor Cont.
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I. Desenvolvimento Motor Cont.
• 1 Movimentos reflexos (da vida pré-natal até aos 12 meses)
São os primeiros movimentos que o ser humano realiza. São involuntários e
constituem a base do desenvolvimento motor. Através deles, a criança começa a obter
informações acerca do seu corpo e do meio envolvente próximo. São exemplos os
reflexos palmar e plantar, o chupar e os primeiros passos.
• 2 Movimentos rudimentares (nascimento até aos 2 anos)
São os primeiros movimentos voluntários. Estão directamente relacionados com a
maturação do sistema nervoso, sendo o seu desenvolvimento previsível. São exemplos o
rastejar, o gatinhar, o sentar, o andar e o controlo da cabeça e pescoço.
RASTEJAR; AGARRAR;
GATINHAR; ANDAR; SENTAR; MOVIMENTOS DESDE O NASCIMENTO ATÉ
CONTROLO DA CABEÇA E RUDIMENTARES AOS 24 MESES
PESCOÇO.
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Desenvolvimento Motor -LOCOMOÇÃO
Eckert, 1993, p.115
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Desenvolvimento Motor – LOCOMOÇÃO (McGraw, 1945)
E – Acção Independente de dar passadas (35 a 60 S): andar sozinho com membros superiores
em extensão, joelhos elevados e uso de toda a planta do pé.
F – Acção Calcanhar- Dedos do pé (+ de 18 M): melhor coordenação dos movimentos,
recepção no solo pelo calcanhar para propulsão dos dedos dos pés, aumento da amplitude da
passada, menos atenção “consciente” na locomoção.
G – Integração ou Maturidade da Locomoção Erecta (+- 2 anos e meio): coordenação dos
movimentos oscilatórios dos membros superiores com os membros inferiores.
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Desenvolvimento Motor – LOCOMOÇÃO
Eckert, 1993, p.111
• Método Descritivo (Shirley,1931)
Estágio Momento de Actividade
início
1. Controle postural das extremidades superiores Antes de 20 semanas Cabeça ergulada
Peito erguido
Dá passadas
Senta no colo
2. Controle postural do tronco inteiro e alividade não 25 a 31 semanas Senta sozinho por um momento
dirigida Empurra o joelho
Rola
Fica de pé com ajuda
Senta sozinho por um minuto
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Desenvolvimento Motor – LOCOMOÇÃO
• Sequência do Desenvolvimento da locomoção Bipede
(Shirley, 1933)
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I. Desenvolvimento Motor Cont.
Padrões de Desenvolvimento
Inicial
Observam-se as primeiras intenções de realização da habilidade motora. O
desempenho é caracterizado pelo pouco ou excessivo uso do corpo. Ritmo e
coordenação pobres. Tipicamente, as crianças atingem este padrão por volta
dos dois anos.
Elementar
É um período de transição, no qual já se nota uma melhor fluidez dos
movimentos. Os diferentes movimentos já revelam alguma inter-ligação,
apesar de se notar ainda alguma descoordenação entre os grupos musculares
que contribuem para execução da habilidade motora. Normalmente as
crianças atingem este padrão ao 3/4 anos.
Maturo
Tem lugar uma boa coordenação entre os diferentes grupos musculares e
consequentemente uma boa fluidez de movimentos, havendo também uma
boa adaptação a diferentes condições de realização. É o desempenho óptimo
da habilidade motora. Com excepção das habilidades manipulativas, atinge-
-se este padrão aos 5/6 anos.
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I. Desenvolvimento Motor Cont.
• 3- Movimentos fundamentais
– Andar
– Correr
– Salto Uni-pedal
– Salto horizontal
– Corrida saltitada
– Lançar
– Agarrar
– Pontapear
(Eckert, 1993)
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)
• Inicial
- Dificuldade em manter a posição erecta
- Perda de equilíbrio (imprevisível)
- Movimento rígido e “indeciso” do membro inferior de acção
- Passos pequenos
- Contacto com o solo tipo “pé-chato”
- Dedos dos pés “protegidos”
- Larga base de suporte
- Flexão do MI no contacto com o solo, seguido de rápida extensão do
MI
- Movimento dos MS
ajudando a manter o equilíbrio
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)
• Elementar
- Gradual “suavidade” do movimento
- Aumento no comprimento da passada
- Contacto calcanhar - dedos
- MS caídos ao lado com limitado movimento de balanço
- Base de suporte entre as dimensões laterais do tronco
- Aumento da acção pélvica
- Aparente elevação vertical do corpo
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)
• Maturo
- Acção reflexa de balanço dos MS
- Limitada base de suporte
- Modo de andar “relaxado”
- Pequena elevação vertical do corpo
- Contacto “calcanhar-dedos” no solo definido
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Corrida
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)
Padrão Movimento dos membros Movimento dos membros Inferiores Movimento dos
inferiores (vista lateral) (vista posterior) membros superiores
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Corrida
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)
Padrão Movimento dos membros inferiores Movimento dos membros Inferiores Movimento dos membros
(vista lateral) (vista posterior) superiores
- aumento do comprimento (amplitude) - ao deslocar-se para a frente, o pé em - aumento do balanço dos
e velocidade (frequência) da passada. movimento passa com altura relativa MS
sobre a linha média da corrida
Elementar - fase de voo limitada mas observável - predomínio do
deslocamento dos MS atrás
- extensão incompleta do MI na em relação ao movimento
impulsão horizontal
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Corrida
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)
Padrão Movimento dos membros inferiores Movimento dos membros Inferiores Movimento dos membros
(vista lateral) (vista posterior) superiores
- amplitude da passada alcança o máximo - pequena acção de rotação do pé e da - balanço vertical do MS em
- elevada velocidade da passada perna no movimento para a frente oposição aos MI
- fase de voo definitiva
Maturo - completa extensão do MI de apoio - MS em flexão de
- a coxa do MI que avança alcança a sensivelmente 90º (cotovelo)
posição paralela ao solo
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Saltar
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)
Padrão Movimento das pernas e ancas Movimento do tronco Movimento dos membros
superiores (MS)
- flexão inconsistente dos MI na inclinação - tronco move-se na posição vertical, - balanço limitado dos MS
preparatória tendo pouca influência na distância - MS não iniciam a acção do
- dificuldade em usar os pés na impulsão horizontal alcançada salto
Inicial - extensão limitada das ancas, joelhos e - durante a fase de voo, os
tornozelos MS movem-se para o lado e
- deslocamento do corpo (“peso”) para trás para baixo (tentativa de
na recepção ao solo manter o equilíbrio)
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Saltar
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)
Padrão Movimento das pernas e ancas Movimento do tronco Movimento dos membros superiores (MS)
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Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Saltar
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)
Padrão Movimento das pernas e ancas Movimento do tronco Movimento dos membros
superiores (MS)
- flexão preparatória mais profunda e - tronco move-se em posição angular - movimentos dos MS para a
consistente . de sensivelmente 45º, tendo maior retaguarda e para a frente e
- completa extensão dos MI na impulsão influência na distância horizontal cima durante a inclinação
- manutenção das coxas paralelas ao solo percorrida preparatória
Maturo durante o voo - elevação para a frente em
- pernas em posição vertical extensão dos MS na
relativamente ao solo durante o voo impulsão
- deslocamento do corpo (“peso”) para a - durante o salto os MS são
frente na recepção ao solo mantidos em posição elevada
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I. Desenvolvimento Motor Cont.
b) Leis do desenvolvimento motor
i. Lei Céfalo-Caudal
- refere-se especificamente à progressão gradual que ocorre no aumento
de controlo sobre a musculatura, começando na cabeça e evoluindo em
direcção aos pés. De cima para baixo.
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I. Desenvolvimento Motor Cont.
c) Capacidades motoras *
Coordenativas Condicionais
Essencialmente determinadas Essencialmente determinadas pelos
pela maturação do sistema nervoso processos que se realizam ao nível muscular
• ORIENTAÇÃO ESPACIAL
• RESISTÊNCIA
• ORIENTAÇÃO TEMPORAL
• COORDENAÇÃO • FORÇA
• EQUÍLIBRIO • FLEXIBILIDADE
• REACÇÃO • VELOCIDADE (locomoção)
• RITMO
• ESQUEMA CORPORAL
• LATERALIDADE
Perceptivo-Motoras Correr
Expressão
Esquema corporal Saltar – 2 pés
1 pé p/outro
Lateralidade Gestos
1 pé p/mesmo
Organização temporal
pé coxinho
Organização espacial Movimentos Não Locomotores
Saltitar
Torcer
Rodar/ Rebolar
Capacidades mais inatas Balançar
Lançar / Receber
Coordenação Oscilar
Puxar / Empurrar
Equilíbrio Tremer
Subir / Descer
Ritmo Flectir/ esticar
Suspender
Ondular
Balançar
Capacidades mais treináveis Sacudir
Galopar
Força
Pontapear
Flexibilidade
Cabecear
Velocidade
Driblar
Resistência
Raquetear
Sticar
15-11-2011 ...
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Como trabalhar?
Dando-lhes Espaço e
Liberdade de Movimento
Partindo:
- do que a criança faz - o próprio corpo
-melhorando o que a criança faz -o corpo e os objectos
- aperfeiçoamento o que a criança faz -o corpo e os outros
Corpo
Espaço
Jogos
Tempo
Actividades de natureza
Dinâmica
Actividades gímnicas
Relações
Actividades expressivas
Actividades de oposição
15-11-2011 Actividades aquáticas 35
Capacidades motoras coordenativas
Exercício de desenvolvimento
Orientação espaço- temporal
• Andar, correr no meio de objectos/pessoas.
• Andar, correr no banco sueco.
• Passar por baixo/ entre objectos.
Reacção
•Imitação de movimentos realizados pelo companheiro.
•Jogo das estátuas.
•A um determinado sinal (visual, auditivo ou táctil), sentar, deitar ou colocar o corpo
ou partes do corporais em posições determinadas, o mais rápido possível .
Equilíbrio
•Andar, correr (para a frente e para trás), no banco sueco em posição normal/invertida.
•Deslocar-se em unipedia, bipedia diferente e tripedia.
Ritmo
• Cadência do andar e da corrida marcada por um som exterior (palmas, tamboretes, música)
• Driblar uma bola de acordo com um som exterior.
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Capacidades motoras condicionais
Exercício de desenvolvimento
Resistência Aeróbica
• Situações de jogo diversificadas e com poucas interrupções.
• Correr durante 5 a 9 minutos, percorrendo a maior distância possível, resistindo à fadiga e
Recuperando com relativa rapidez após o esforço.
Força
• Saltar horizontalmente, a pés juntos, partindo da posição de parado e com os pés paralelos.
• Em grupos de 2/3, agarrados pelos pulsos ou mãos apoiadas nos ombros, puxar e empurrar.
• Em grupos de 2, agarrar o companheiro pela cintura, não o deixando fugir.
Flexibilidade
• Andar de cócoras
• 2 a 2, sentados e com as pernas afastadas, mãos agarradas nos pulsos, flexionar bem à frente
• Em cima do banco, na posição de pé com as pernas unidas, realiza uma flexão do tronco à frente,
Mantendo as pernas em extensão, procurando chegar o mais baixo possível.
Velocidade
• Alterna a corrida rápida com a corrida lenta.
15-11-2011 • Corre aumentando gradualmente da velocidade. 37
• Corre em velocidade a distância de 20 a 40 metros, no menor tempo possível.
d) Habilidades motoras
Habilidades de Locomoção: são as habilidades motoras nas quais o corpo é transportado numa direcção
vertical ou horizontal de um sítio para o outro. São exemplo o andar, o correr e o salto horizontal.
Habilidades Manipulativas: são as habilidades motoras que compreendem a interacção dos segmentos
corporais com os materiais. Estas podem ser manipulativas grossas, em caso de movimentos que
envolvem a aplicação ou recepção de forças em objectos (lançar, apanhar, pontapear, etc.). Podem ser
ainda manipulativas finas, em caso de movimentos de manipulação de objectos que impliquem grande
controlo motor, precisão e perícia (dar um nó nos atacadores, escrever, cortar com a tesoura).
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FACTORES INFLUENTES DO DESENVOLVIMENTO MOTOR
Biológicos Envolventes
Crescimento Crescimento
(factores reguladores do crescimento: (factores perturbadores do crescimento:
- Hormonas do crescimento – Vitamina D3, Gh, hormonas -Nutrição; Altitude; Clima; Migração/urbanização; Estatuto
gonadais). sócio-económico).
-Factores do crescimento – Insuline Like Growth Factor IGF).
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Síntese das Características do Desenvolvimento Motor
2 aos 6 anos (segundo Neto, 1995; adaptado do Eckert, 1993)
1- Aquisição rápida dos Skills motores fundamentais com base no desenvolvimento muscular;
2- Desenvolvimento diferenciado dos vários skills;
3- Aumento da variação individual com o aumento da idade;
4- Rápido aumento da força nos dois sexos (65% entre os 3 e os 6 anos);
5- Aumento proporcional do comprimento dos membros, mais que das outras partes do corpo;
6- O aumento do comprimento dos membros resulta numa melhor alavanca (potencial) para a velocidade;
7- O aumento da coordenação e o uso da alavanca vai permitir a aplicação máxima da força;
8- O desenvolvimento do equilíbrio vai favorecer o aumento da amplitude do movimento na execução dum skill;
9- O desenvolvimento céfalo-caudal e controlo neuro-motor vai permitir o desenvolvimento do skill de lançar;
10- O desenvolvimento dos conceitos básicos de objecto, espaço, força, causalidade e tempo, possibilita o controlo consciente e a
coordenação do movimento;
11- Os skills manipulativos necessitam de aperfeiçoamento, por exemplo, o agarrar;
12- Grande actividade, arranques curtos e energéticos;
13- A diminuição do período de sono possibilita o aumento do tempo livre para o desenvolvimento de skills;
14- Atenção concentrada em pequenos espaços de tempo;
15- Imaginativo, imitativo e curioso;
16- Individualista e egocêntrico;
17- Gosto pelo ritmo, muitas vezes desloca-se cantando;
15-11-2011
18- Algumas diferenças sexuais na performance, particularmente no atirar para longe; 40
19- Inicia o julgamento do outro com base na performance motora.
Síntese das Características do Desenvolvimento Motor
2 aos 6 anos (segundo Neto, 1995; adaptado do Eckert, 1993)
• Necessidades • Experiências
- Exercício vigoroso requerendo o uso dos - Jogos de correr e perseguir, suspender e subir,
grandes músculos; aparelhos grandes, acrobacias (auto-testando);
15-11-2011 41
Desenvolvimento da Criança (6-10 anos)
É o esquema/visualização interior que um indivíduo concebe do seu corpo e da sua posição relativa no espaço
envolvente, tendo em conta o comprimento dos segmentos corporais e as suas posições relativas em função resto
do corpo (interacções angulares). (Coelho, 2005)
A Lateralidade
É a predominância na utilização de uma das partes corporais, que compreende uma zona esquerda e direita
na interacção com o meio envolvente.
O Equilíbrio
Coordenação Rítmica
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Desenvolvimento Motor (cont.)
Coordenação Espaço-Temporal
Capacidade de determinar e modificar a posição e movimentos do corpo, de acordo com as condições espaciais
e temporais do envolvimento.
Coordenação Óculo-Manual
Coordenação Óculo-Pedal
15-11-2011 44
Aprendizagem Motora
• Conceito:
Conjunto de processos que implicam uma
modificação estrutural, que se reflecte geralmente numa
alteração do comportamento (adaptação crónica) como
resultado da prática do indivíduo, de forma relativamente
longa no tempo.
15-11-2011 45
Aprendizagem Motora
• Ou seja, como é que a criança aprende em termos
motores.
Como se processa:
Estímulo ----- > Tratamento ------> Resposta
Fases da aprendizagem:
• Palavras chave
Aprendizagem, Performance, Aprendizagem latente, Controlo motor
Introdução
Aprender algo nem sempre é objectivável através da performance do indivíduo. Este capítulo aborda as
diferenças entre aprendizagem e a manifestação dessa aprendizagem situando as condições que permitem ou impedem a
relação transparente entre as duas. O processo de aprendizagem é apresentado também por oposição ao ensino ou aos
mecanismos de controlo motor.
William James é frequentemente apontado como o pai da psicologia experimental. Na sua obra mais conhecida The principles of Psychology (1890) sintetiza conhecimentos
provindas de várias áreas científicas como é o caso da fisiologia, psicologia e filosofia.
15-11-2011 47
Mendes, R.
• Aprendizagem versus ensino
Não é possível falar de ensino sem aprendizagem mas o contrário é verdadeiro. Não é por acaso que
frequentemente se encontra a designação de processo ensino-aprendizagem, porque a ligação entre ambos é
determinante. O processo do ponto de vista da organização da sociedade com vista à transmissão de conhecimentos e
cultura é o ensino. Este processo só faz sentido quando existe uma entidade que recebe, processa e transforma a
informação (o aluno, atleta, etc.), no fundo que aprende. No entanto não é apenas a escola que permite a aprendizagem
dos indivíduos.
Logo nos primeiros tempos de vida a criança aprende a comunicar com os outros com vista à satisfação das suas
necessidades básicas. A forma como o faz, está condicionada pelo envolvimento e pela sua componente genética. A
observação é o primeiro mecanismo de aprendizagem. Seguidamente a imitação permite a criação de uma bagagem de
comportamentos, que mais tarde, serão ligados de forma particular em função da situação envolvente.
A evolução do Homem primitivo até à criação da escola é a prova da possibilidade da aprendizagem não
institucional. As primeiras referências à institucionalização do processo ensino-aprendizagem reportam-se à Grécia na
Europa e anteriormente aos Aztecas na América do Sul.
A evolução histórica do ensino passou por muitas fases diferenciadas, em função da cultura e das condições
socio-económicas existentes. Os valores transmitidos, invariavelmente da cultura dominante da época respectiva,
promoveram o alargamento do horizonte de conhecimentos dos intervenientes. No entanto, os processos usados, nem
sempre foram os mais adequados, por falta de análise das componentes essenciais do processo, quer ao nível do ensino,
quer ao nível do funcionamento dos educandos e da forma como estes aprendem.
Apenas no início do século se inicia a abordagem experimental da aprendizagem, que tenta sistematizar
cientificamente o conjunto de conhecimentos empíricos acumulados até à época.
William James é frequentemente apontado como o pai da psicologia experimental. Na sua obra mais conhecida The principles of Psychology (1890) sintetiza
conhecimentos provindas de várias áreas científicas como é o caso da fisiologia, psicologia e filosofia.
15-11-2011 48
Aprendizagem Motora
Conceito de Aprendizagem
O ser humano modifica de forma evidente o seu comportamento ao longo da sua vida. Algumas destas
alterações são devidas a factores pontuais e desaparecem após algum tempo, outras perduram de forma quase irreversível.
Aprender implica uma modificação estrutural que se reflecte geralmente numa alteração do comportamento como resultado
da prática do indivíduo.
O sistema nervoso, o aparelho muscular, o aparelho cardio-vascular, etc. alteram-se de acordo com a solicitação
a que estes são sujeitos. Se aprender implica novas respostas estas são a consequência da alteração estrutural que resulta da
prática. A repetição é, sem dúvida, um dos factores mais importantes que condicionam o processo de aprendizagem, mas este
é influenciado por um conjunto vasto de variáveis entre os quais se realça o grau de empenhamento do indivíduo.
Aprender é frequentemente referido como "o que fica após ter esquecido tudo". Aprender não é apenas ser capaz
de modificar o comportamento mas, principalmente, de reter a competência adquirida durante um tempo relativamente longo.
Quando se aprende a andar de bicicleta, por exemplo, esta habilidade não mais se esquece, apesar de porventura não se
praticar durante um tempo alargado. Aprender implica pois armazenar informação na memória que se traduz em
conhecimento da situação vivida.
15-11-2011 49
Mendes, R.
Aprendizagem versus performance
Entre várias causas que limitam a correspondência entre aprendizagem e performance está por exemplo o estado
emotivo do indivíduo. Em situações de grande stress é possível alterar, momentaneamente, a capacidade de resposta. Esta
alteração pode ter repercussões positivas ou negativas, de acordo com as características do indivíduo e da situação.
Aprendizagem latente
Aprendizagem latente exprime a incapacidade do indivíduo manifestar de forma objectiva, através da performance as
competências já adquiridas. É comum por exemplo observar-se um nível determinado em treino que não se reflecte na
competição. O facto de não se demonstrar nesse momento o que habitualmente se atinge em situação de treino indica que o
sujeito não foi capaz de demonstrar o que aprendeu e que a sua competência se encontra num estado latente naquele
momento.
15-11-2011 50
Performance sem aprendizagem
No lado oposto encontra-se o efeito de drogas na performance. É infelizmente ainda comum o recurso a
substâncias dopantes que alteram pontualmente as condições de performance do indivíduo. O nível de performance
atingido não reflecte qualquer alteração estrutural permanente. Após o efeito da droga em questão, o nível reduz-se
por vezes a limites abaixo do nível inicial.
Outro exemplo da observação de níveis de performance que não têm origem em alterações estruturais é
o caso do uso de implementos tecnológicos que reduzem o atrito, dão melhores condições de conforto, etc.
O crescimento rápido, típico do salto pubertário, provoca alterações nas capacidades do jovem. No
entanto a redução ou aumento de capacidades são devidas a alterações nas proporções dos membros que não foram
ainda integradas pelo indivíduo.
O nível de execução está condicionada pela experiência passada mas, como vimos, pode ser
influenciado por um conjunto de factores extemporâneos que não permitam a correspondência exacta entre o nível de
aprendizagem e a performance. Uma vez criadas potencialidades para a acção há que manifestar o que se aprendeu
em função das solicitações existentes. A produção de uma resposta depende da capacidade do sujeito ler o
envolvimento e a sua inserção neste, escolher qual a resposta mais adequada, e implementar a resposta que pode
conter posturas ou movimentos. A este processo chama-se controlo motor.
Assim quando observamos o comportamento, abordando os mecanismos que o permitem realizar desde a intenção, o
estímulo, o processamento e a resposta referimo-nos ao processo de controlo motor. Quando abordamos o
comportamento, numa perspectiva da sua transformação ao longo do tempo, por efeito da prática, referimo-nos a
aprendizagem.
15-11-2011 51
Mendes, R.
Aprendizagem Performance
Não observável (apenas através da
Observável
performance)
Síntese
O ensino é um dos processos mais importantes nos dias de hoje, contribuindo para a transmissão
da cultura para as gerações vindouras. No entanto para o seu sucesso contribui, sem dúvida, a
percepção da forma como os alunos aprendem. Aprender implica transformações no indivíduo que
nem sempre podem ser objectivadas. A relação entre aprendizagem e performance nem sempre é
linear.
Leituras complementares:
Simonet, P. (1985). Apprentissages moteurs: Processus et procédés d’acquisition. Paris: Vigot. (pp
13-16) Mendes, R.
15-11-2011 52
Aprendizagem Motora
-Grande quantidade de erros. -Alguns erros, mas menos -Baixa frequência de erros.
grosseiros.
15-11-2011 53
Aprendizagem Motora
2. Instrução 4. Conhecimento
- clara. dos resultados
- precisa.
- objectiva. -Informação de retorno positiva e
- predominantemente adequada. (feedback´s positivos)
não verbal.
15-11-2011 54
Aspectos Metodológicos Da Aprendizagem Motora
O Professor/Educador deve:
6. Relacionar a tarefa em aprendizagem com a actividade diária nos mais diversos campos
(profissional, recreativo, saúde, etc.)
Ø DEFINE MODALIDADES DE EXECUÇÃO DAS TAREFAS DE ACORDO COM AS CAPACIDADES DOS ALUNOS
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Planeamento
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Planeamento
Ensinar é ... PLANEAR,
e planear é ...
- Antes de tudo, DECIDIR (o que escolher e porquê)
- Organizar / estruturar
- Pensar previamente
- Construir (o que deve ser feito)
PLANEAR é pensar:
- Nos saberes
- E nas competências (saber fazer)
E está no centro do “infernal” triangulo
SABER
Planear
Planeamento
Planear para quê?
60
DIMENSÕES DA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
Regressão Deve partir de um futuro desejável, para o presente que temos e queremos transformar
Retroacção Deve conter mecanismos de verificação para ver se aquele é o caminho certo
Flexibilidade Não pode ser rígido, nem exclusivo, deve considerar alternativas
Antecipação Deve prever os momentos mais críticos da aula e reduzir ao máximo os imprevistos
15-11-2011 61
PRINCÍPIOS METODOLOGICOS (Médio / Longo prazo)
1. A criança precisa de tempo - Propor poucas situações novas em cada aula / actividades
- Não propor situações novas todas as aulas / actividades
para aprender
2. Continuidade As situações de aprendizagem devem:
- Ser variadas ao longo aula / actividades.
- Ser semelhantes nas várias aulas / actividades.
15-11-2011 62
As 5 questões Didácticas do Planeamento
QUE TAL? Avaliação. De que forma prevejo verificar se os objectivos foram cumpridos
Aula IDENTIFICAÇÃO
GRUPO _________________________________________________________________________________
e sejam do seu agrado ( andar, correr, saltar e outros tipos de deslocamentos, jogos, etc.). A
PARTE FUNDAMENTAL
Tarefas que visem o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem em motricidade
ginástica, jogos, actividades rítmicas expressivas, patinagem, etc.). A actividade pode ser
Nota: Para além da descrição das tarefas, deve ser mencionado o material necessário por
tarefa.
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Feedback Pedagógico
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Feedback Pedagógico
Classificação do FB Pedagógico
Avaliativo – o prof. reage através de um juízo de valor
Quanto ao
Descritivo – o prof. informa sobre a forma c/o realizou a prestação
Objectivo:
Interrogativo – o prof. questiona o aluno sobre a sua prestação
Encorajador – o prof. estimula o aluno a realizar determinada acção /gesto /c. crítica
Comparativo – o prof. compara a execução com outra (dum colega, dum MAE, etc.)
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Classificação do FB Pedagógico (continuação)
Auditivo – interacção verbal
Quanto à
Visual – imagem, demonstração, gesto
Forma:
Cinestésico – manipulação do corpo do aluno
Misto – auditivo
auditivo--visual, auditivo-
auditivo-cinestésico, etc.
Positivo
Quanto ao
Quanto à Aluno Negativo
Carácter:
direcção: Neutro
Grupo / Turma
Antes Forma
Quanto ao Quanto ao
Durante Esforço
Momento: Referencial
Após (imediato/retardado) Específico: Força
Ritmo
Espaço
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Ao corrigir as execuções o professor deve…
Deixar o aluno fazer várias vezes
Colocar--se de forma a apreciar todos
Colocar
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MOMENTOS CRÍTICOS DE AULA
2. Instrução
3. Organização
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1. Informação Inicial
Objectivo:
O professor / monitor transmite aos alunos uma informação sucinta, focada e significativa
dos objectivos, das situações de aprendizagem, da estrutura e da organização da aula, situando as
aprendizagens a promover na actividade, e identificando a sua relação com as aprendizagens anteriores.
Certifica-se da compreensão, por parte dos alunos, da informação transmitida e reformula a informação se
necessário.
Princípios de intervenção:
Alguns problemas:
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2. Instrução
Objectivo:
O professor / monitor transmite instruções aos alunos sobre a matéria de ensino, tomando como
referência, sempre que possível os objectivos, e estrutura a comunicação de acordo com um esquema que
promova uma actividade cognitiva correcta e significativa para os alunos; ou seja, o professor / monitor utiliza
meios de comunicação que ajudam os alunos a situar, compreender e assimilar a mensagem.
Princípios de intervenção:
- Garantir a qualidade e pertinência da instrução, ou seja, identificar o contexto e indicar os objectivos;
apresentar o modelo, apresentar as tarefas; questionar; reformular a informação; fazer a extensão/integração da
matéria.
- Diminuir o tempo gasto com a instrução, ou seja, correcto posicionamento; utilização racional dos meios
auxiliares; sequência dinâmica da prelecção, com clareza e boa audição.
- Planear de forma cuidada as demonstrações, ou seja, seleccionar um bom modelo; preparar os materiais
necessários à demonstração; dirigir a demonstração para os alunos visual e conceptualmente; identificar e
realizar as componentes críticas em sequência; utilizar os MAE como reforço e sem consumir tempo de aula
suplementar; realizar a demonstração em situação idêntica àquela em que o contexto vai decorrer; obter
feedbacks sobre a compreensão dos aspectos críticos; referir os aspectos de segurança.
Alguns problemas:
- Mau posicionamento do professor / monitor - alunos - Período de instrução longos
- Imprecisões ou erros de instrução - Estrutura da mensagem incorrecta ou desordenada
- O professor / monitor identifica um conjunto de tarefas a realizar, sem clarificar os comportamentos de
aprendizagem visados
- Os esquemas gráficos utilizados não facilitam a instrução
-Utilização dos alunos mais fracos para demonstrar erros de execução
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-O professor / monitor não se certifica da compreensão da mensagem
3. Organização
Objectivo:
O professor / monitor gere a formação de grupos, a transição e a circulação dos alunos nas
situações de aprendizagem, a distribuição e arrumação dos equipamentos, os momentos de intervenção, o
início e o final da actividade dos alunos, consumindo pouco tempo de aula e recorrendo a estratégias de
gestão positivas.
Princípios de intervenção:
Alguns problemas:
- Perder demasiado tempo na transição, circulação, organização dos alunos, distribuição dos
materiais, a dar início ou a finalizar as actividade…
- Má instrução sobre a manipulação dos equipamentos
- Distribuição dos materiais portáteis
- Organização do espaço
- Formação dos grupos
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4. Controlo da Actividade dos Alunos
Objectivo:
O professor / monitor regula a actividade dos alunos de forma a obter elevados índices de
envolvimento nas actividades
Princípios de intervenção:
Alguns problemas:
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5. Diagnóstico e Prescrição da Actividade
Objectivo:
O professor / monitor acompanha a actividade física de aprendizagem dos alunos, reagindo à
sua prestação cognitiva e motora, mantendo-os informados sobre o seu desempenho, e prescrevendo
acções e estratégias de superação das dificuldades dos alunos, mantendo-os activos e direccionados para
os objectivos propostos.
Princípios de intervenção:
Alguns problemas:
-O professor / monitor passa grandes momentos da aula sem reagir à prestação dos alunos
-O professor / monitor centra-se nos aspectos negativos da prestação dos alunos
-O professor / monitor interrompe a actividade de todos para dar FB negativos a um alunos ou pequeno
grupo
-O professor / monitorintervém simultaneamente sobre muitos aspectos da prestação motora do aluno
-O professor / monitor dá FB sobre aspectos secundários da prestação dos alunos
-Apenas alguns alunos beneficiam da atenção do professor / monitor.
-O professor / monitor fornece FB estereotipados e sem conteúdo.
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6. Finalização da Aula / Actividade (informação final)
Objectivo:
O professor reúne os alunos para finalizar a aula / actividade, efectuando uma revisão
extensão da matéria dada que serve para promover a consolidação das aprendizagens visadas nessa aula
/actividade. Para tal, informa os alunos de forma sucinta, focada e significativa sobre as dificuldades face
aos objectivos, e estabelece uma relação com a próxima aprendizagem.
Princípios de intervenção:
- Revê os conteúdos
- Realiza a extensão dos conteúdos (antevisão da próxima aula / actividade)
Alguns problemas:
Tradicionais – habitualmente chamado de parque infantil é constituído por aparelhos relativamente separados uns dos outros
(baloiços, escorrega, cavalinhos, etc.). privilegiam a actividade individual.
Contemporâneos – com uma configuração integrada de aparelhos com diversas funções motoras. são construídos
basicamente em madeira. as estruturas são normalmente construídas por materiais flexíveis e estão ligadas umas às outras.
proporcionam uma grande variedade de experiências (percursos com diversas habilidades motoras). privilegiam as
actividades de exploração.
De aventura – espaços com uma configuração diversificada e transformável (espaço, materiais, funções), passível de
adaptação aos interesses das crianças. privilegiam as situações de adaptação, inovação, os jogos de construção e as
actividades de exploração. este tipo de espaço implica a existência de animadores especialistas.
Materiais portáteis - bolas de diversas cores e tamanhos, arcos, cordas, pinos, letras, números e figuras geométricas,
puzzles, materiais de construção, etc.
Materiais semi-fixo e fixos - estruturas em madeira e outro material não rígido, colchões, plintos, boques, espaldares,
bancos, pneus, objectos de representação, etc.
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Tipologia dos materiais nos espaços de jogo infantil
Equipamento
Funções
equipamento de equilíbrio
Desenvolvimento das habilidades motoras, das capacidades motoras e estruturas para subir, descer, trepar etc.
do conhecimento corporal barras para suspensão e balançar
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Tipologia das actividades nos espaços de jogo infantil
Tipologia Características
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Medidas de Segurança
Implantação dos espaços de jogo com entradas e saídas para vias de tráfego reduzido;
Construção dos espaços de jogo com unidades para diferentes escalões etários perfeitamente delimitados;
Supervisionamento dos espaços de jogo (dificultar o acesso das crianças às unidades estranhas,manutenção
dos espaços, evitar situações de vandalismo,etc);
Utilização de materiais de longa duração, de estrutura não rígida e com boa fixação;
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Meios auxiliares de ensino
Cartazes;
Transições;
Imagens;
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O Jogo Para a Infância
Introdução Teórica
• Desde sempre, os Jogos partilham com a cultura popular tradicional, uma sábia relação entre o corpo e o espírito, muito
próxima de algumas correntes de pensamento moderno.
• Desenvolvendo uma actividade física que assenta perfeitamente na unidade acção, cognição, emoção, motivação, são também
uma manifestação viva da maneira de ser e de viver das gentes.
• Na criança, eles desempenham um papel mais fundamental do que no adulto. O adulto joga durante um pequeno parêntese da
sua existência, enquanto que para a criança, eles representam um tempo forte da sua vida, sendo essenciais e criadores da sua existência.
• Jogos, cuja variedade, dos mais simples ou mais complexos, permitem uma diversidade de escolha e oferecem também a
possibilidade da criação de novas formas de jogar individuais. Por intermédio destes jogos, a criança tem a alegria de ser ela própria.
• Trata-se de uma auto-educação motivada, que leva a criança a conseguir resolver os diversos problemas de aprendizagem motora
com os quais é confrontada.
• Grande parte dos jogos das crianças são jogos motores, jogos corporais, dos quais advêm muitas vezes gestos espontâneos que
acabaram de descobrir.
• Nestas actividades de desempenho motor, Holopainen (1985) afirma que a criança adquire conhecimento acerca do seu
envolvimento, desenvolve habilidades cognitivas e estabelece relações sociais com os seus colegas e amigos.
• É com o corpo, que explora, apreende e reage os estímulos do meio envolvente. São os órgãos dos sentidos, visual e auditivo, táctil
e cinestésico, que recolhem o material com o qual constrói as imagens mentais necessárias ao seu desenvolvimento. Assim sendo, a
educação do corpo, do gesto, da audição, da visão, da voz, vai permitir à criança desenvolver as suas capacidades de interpretação do
mundo, de exprimir o seu pensamento e de criar.
• As situações motoras resultantes destes jogos e relativas ao tipo de espaço onde se desenrolam, ao estilo de comunicações que
suscitam, aos modos de cooperação de oposição que desencadeiam, às tarefas sócio-motoras que propõem, vão provocar acções e reacções
dos seus praticantes cujas interacções corporais os fazem mergulhar em mundos de comunicação diferentes, cujas influências educativas
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importa analisar.
O Jogo Para a Infância
O jogo é uma actividade que tem valor educacional intrínseco. Leif diz que "jogar educa, assim como viver educa: sempre sobra
alguma coisa".
A utilização de jogos educativos no ambiente escolar traz muitas vantagens para o processo de ensino e aprendizagem, entre elas:
A criança através do jogo obtém prazer e realiza um esforço espontâneo e voluntário para atingir o objectivo do jogo.
O jogo favorece a aquisição de condutas cognitivas e desenvolvimento de habilidades como coordenação, destreza, rapidez, força,
concentração, etc.
O uso da informática na educação através de softwares educativos é uma das áreas da informática na educação que ganhou mais
terreno ultimamente. Isto deve-se principalmente a que é possível a criação de ambientes de ensino e aprendizagem individualizados (ou seja
adaptado às características de cada aluno) somado às vantagens que os jogos trazem consigo: entusiasmo, concentração, motivação, entre
outros. Os jogos mantém uma relação estreita com construção do conhecimento e possui influência como elemento motivador no processo de
ensino e aprendizagem.
A participação em jogos contribui para a formação de atitudes sociais: respeito mútuo, cooperação, obediência às regras, senso de
responsabilidade, senso de justiça, iniciativa pessoal e de grupo.
O jogo é o vínculo que une a vontade e o prazer durante a realização de uma actividade. O ensino utilizando meios lúdicos cria
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ambiente gratificantes e atraentes servindo como estímulo para o desenvolvimento integral da criança.
O Jogo Para a Infância
Jogos Tradicionais e a sua Acção Educativa
Cabe à Escola, o papel de educar e formar, indivíduos aptos e capazes de se tornarem cidadãos condignos, activos e prospectores da
sociedade. Assim sendo, o Jogo na Escola toma um papel vital, uma vez que e segundo Iuri Lotman “o jogo é um dos meios mais
importantes de aquisição das diferentes situações vitais, de aprendizagem de tipos de comportamento”.
Os Jogos Tradicionais constituem uma actividade extraordinariamente rica que contribui para o desenvolvimento do Ser Humano, pelo que
devem ser considerados um Meio Educativo.
O Dinamismo Lúdico, a Carga Afectiva que encontramos no Jogos Tradicionais, contribuem para:
Integração em Grupo – As crianças que, de mãos dadas, se agrupam numa pequena roda, logo se apercebem, que, juntas, em vez de isoladas, participam
numa acção comum. Nos jogos cantados ou não, acompanhados de gestos, os seus participantes, em número indeterminado, são chamados, na presença de todos, a
desempenhar papeis, quer através de acções individuais, quer através de acções colectivas.
Disponibilidade Corporal - Ao Jogar, na necessidade de envolver as diferentes partes do corpo solicitadas para a execução dos Gestos necessários – desde
o domínio dos gestos naturais até uma Coordenação Dinâmica Geral, cada vez mais complexa.
Há jogos em que encontramos uma relação intima entre o gesto e a linguagem, etapa importante no desenvolvimento harmonioso da criança.
Sentido Rítmico / Compreensão do Tempo – Nas danças de roda, deslocam-se em marcha, saltitam, correm, enquanto cantam, batem palmas ou fazem
gestos. Param a um dado momento, dão ½ volta, continuando no outro sentido enquanto pronunciam uma lengalenga ou cantam. São sensíveis à população, a velocidade
ou abrandamento da música que cantam. Sentem, organicamente, as acentuações e as pausas, coordenam o Gesto e o Ritmo.
Estruturação do Espaço – Nos jogos individuais ou colectivos, há organização do espaço próximo, quando descobrem o espaço que o seu corpo abrange,
sem deslocar os pés, por exemplo, quando lançam a malha.
Quando descobrem que se encontram à frente ou atrás de um colega. Há estruturação do espaço nas formações em grupo: roda, coluna, sob um túnel, etc....
Enriquecimento da Linguagem – Nos jogos com lengalengas, com diálogos, com canto, a criança vai, naturalmente, adquirindo o gosto pela utilização da
sua linguagem oral. É posto em jogo o conjunto do sistema articular, que fará articular e repetir as frases, com ou sem rima. Convém chamar a atenção para que a
recitação de todas estas fórmulas exigem um esforço de Memorização.
- Solicitação da Atenção
da Memória, da Imaginação, da
Antecipação.
- Apreensão lógica dos múltiplos dados
físicos e matemáticos
INTELECTUAIS
-Motivação – manipulação dos engenhos
-Alegria de jogar e conseguir
-Gosto pelo gesto bem feito
-Sentido musical
J
O AFECTIVOS
G
O -Cooperação
S -Adaptação ao outro, aos outros
-Entreajuda
-Solidariedade
T OBJECTIVOS SOCIAIS
R RESULTADOS
A -Dinamismo generalizado
D -Diversidade de acções
I FISIOLÓGICOS
C -Solicitação do sentido táctil
I -Coordenação das sensações visuais,
ON auditivas, tácteis e cinestésicas
A SENSORIAIS
I
S - Desenvolvimento da direcção
da coordenação
da precisão
da independência-segmentar
- Coordenação global
- Lateralização
MOTORES - Facilitação da auto-correcção
-Adaptação contínua – reacção ao
imprevisto
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O Jogo Para a Infância
Os jogos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com o critério adoptado. Vários autores se
dedicaram ao estudo do jogo, entretanto Piaget elaborou uma "classificação genética baseada na evolução das
estruturas" (Piaget, apud [RIZ 97]). Piaget classificou os jogos em três grandes categorias que correspondem às
três fases dos desenvolvimento infantil.
Fase sensório-motora (do nascimento até os 2 anos aproximadamente): a criança brinca sozinha, sem
utilização da noção de regras.
Fase pré-operatória (dos 2 aos 5 ou 6 anos aproximadamente): As crianças adquirem a noção da existência
de regras e começam a jogar com outras crianças jogos de faz-de-conta.
Fase das operações concretas (dos 7 aos 11 anos aproximadamente): as crianças aprendem as regras dos
jogos e jogam em grupos. Esta é a fase dos jogos de regras como futebol, damas, etc.
Assim Piaget classificou os jogos correspondendo a um
tipo de estrutura mental:
2. Jogo simbólico
3. Jogo de regras
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O Jogo Para a Infância
1. Jogo de exercício sensório-motor
Como já foi dito antes, o acto de jogar é uma actividade natural no ser humano. Inicialmente a actividade lúdica
surge como uma série de exercícios motores simples. Sua finalidade é o próprio prazer do funcionamento.
Estes exercícios consistem em repetição de gestos e movimentos simples como agitar os braços, sacudir objectos,
emitir sons, caminhar, pular, correr, etc. Embora estes jogos comecem na fase maternal e durem predominantemente até os 2 anos,
eles se mantém durante toda a infância e até na fase adulta. Por exemplo andar de bicicleta, moto ou carro.
2. Jogo Simbólico
O jogo simbólico aparece predominantemente entre os 2 e 6 anos. A função desse tipo de actividade lúdica, de acordo com
Piaget, "consiste em satisfazer o eu por meio de uma transformação do real em função dos desejos" ou seja tem como função assimilar a
realidade.
A criança tende a reproduzir nesses jogos as relações predominantes no seu meio ambiente e assimilar dessa maneira a
realidade e uma maneira de se auto-expressar. Esses jogo-de-faz-de-conta possibilita à criança a realização de sonhos e fantasias, revela
conflitos, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações.
Entre os 7 e 11-12 anos, o simbolismo decai e começam a aparecer com mais frequência desenhos, trabalhos manuais,
construções com materiais didácticos, representações teatrais, etc. Nesse campo o computador pode se tornar uma ferramenta muito útil,
quando bem utilizada. Piaget não considera este tipo de jogo como sendo um segundo estágio e sim como estando entre os jogos simbólicos
e de regras. O próprio Piaget afirma: "... é evidente que os jogos de construção não definem uma fase entre outras, mas ocupam, no segundo
e sobretudo no terceiro nível, uma posição situada a meio de caminho entre o jogo e o trabalho inteligente...".
3. Jogo de Regras
O jogo de regras, entretanto, começa a se manifestar por volta dos cinco anos, desenvolve-se principalmente na fase dos 7
aos 12 anos. Este tipo de jogo continua durante toda a vida do indivíduo (desportos, trabalho, jogos de xadrez, cartas, etc.). Os jogos de
regras são classificados em jogos sensório-motor (exemplo futebol), e intelectuais (exemplo xadrez).
O que caracteriza o jogo de regras é a existência de um conjunto de leis imposto pelo grupo, sendo que seu não
cumprimento é normalmente penalizado, e uma forte competição entre os indivíduos. O jogo de regra pressupõe a existência de parceiros
e um conjunto de obrigações (as regras), o que lhe confere um carácter eminentemente social.
Este jogo aparece quando a criança abandona a fase egocêntrica possibilitando desenvolver os relacionamentos afectivo-
-sociais.
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