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Educação Motora para Professores

O documento discute o desenvolvimento motor infantil e a educação pelo movimento. Ele fornece informações sobre as fases do desenvolvimento motor, incluindo movimentos reflexos, rudimentares, fundamentais e especializados. Além disso, discute conceitos como capacidades motoras, habilidades motoras e organizações da motricidade no contexto da educação física e do movimento.

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sandra medeiro
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Educação Motora para Professores

O documento discute o desenvolvimento motor infantil e a educação pelo movimento. Ele fornece informações sobre as fases do desenvolvimento motor, incluindo movimentos reflexos, rudimentares, fundamentais e especializados. Além disso, discute conceitos como capacidades motoras, habilidades motoras e organizações da motricidade no contexto da educação física e do movimento.

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Educação Básica 2011 - 2012

Expressão Motora

Professores Isabel Varregoso; José Zúquete e José Amoroso


NÚMERO DE AULAS

Nº DE AULAS Trabalho nº1 Trabalho nº2 prático Frequência


teórico

José Amoroso 11 X X *
Práticas 4 (30%) (30%)
Teóricas 6 * Elaborado pelos 3 professores (40%)
Avaliação Prática 1

2
Trabalho teórico – Entrega até ao dia 23 de
Novembro (máx. 16 páginas; 1,5 espaçamento; letra
arial ou times
Hipótese de estruturação

Introdução

Objecto do estudo

Análise da literatura

Métodos e procedimentos

Resultados

Conclusão e discussão

Bibliografia
15-11-2011 3
FINALIDADES /EFEITOS DA ACTIVIDADE FÍSICA
Estimulação Global
- Desenvolvimento físico
- Desenvolvimento social
- Desenvolvimento intelectual (tomada de decisão;
Observação e Análise do espaço envolvente)
- Desenvolvimento afectivo / emocional
Estimulação Específica
- Desenvolvimento motor (capacidades motoras,
habilidades motoras, gestos motores)

Prazer /Recreação
- Ocupação de tempos livres e de lazer
- Divertimento e prazer pessoal
4
A ideia.....Movimento Mecanismos Sensoriais e
Perceptivo - Motores

Esquema Corporal – identificação corporal

Tomada de consciência – Interiorização – Solicitação – Representação Mental

Informação Neuro-pscico-motora -. Representação Antecipativa (Hábito)

Condição de Exercício – Memória e Esquecimento

Evocação / Reconhecimento do corpo


15-11-2011 5
O Papel do Educador na aprendizagem
• O “eu” é permeável aos • O Educador directivo
sinais externos e exterioriza- enfraquece, pela sua acção,
se no acto motor o papel do campo perceptual
• Os mecanismos de FB são e dos mecanismos de auto –
duplos: controle.
- Os sinais externos •Por outro lado:
modificam-se. - torna-a dependente do
- Os sinais provenientes educador.
dos músculos e articulações - Envia um curto circuito à
(re)informam o individuo das decisão do individuo.
acções realizadas.

6
DESENVOLVIMENTO
DESENVOLVIMENTO MOTOR
PERCEPTIVO-MOTOR
• Habilidades motoras
• Conhecer o corpo
• Capacidades motoras
•Definir a lateralidade
• Comportamentos Motores
•Estrutura espaço-temporal
•Posturas

A Actividade Física Promove

MOTRICIDADE LUDISMO
• Pensamento • Prazer do
movimento
• Inteligência
•Alegria
• Adaptação
•Recreação

15-11-2011 7
CAMPOS DE INTERVENÇÃO

Domínio e Domínio do corpo Domínio do corpo


consciência em em deslocamentos,
do corpo deslocamentos e manipulações e em
manipulações contacto com o
outro

(O PRÓPRIO) (OS OBJECTOS)


(RELAÇÃO)

15-11-2011 8
Importância da actividade física em crianças

Campos de Intervenção Áreas de Intervenção Tarefas


Tarefas que favoreçam a aquisição de conceitos
Aprendizagens escolares fundamentais de natureza lógico-matemática,
Educação pelo linguística ou de estudo do meio.

Movimento Sócio-motricidade
Tarefas que favoreçam o reconhecimento do
grupo, o respeito pelo outro e o desenvolvimento
dum auto-conceito positivo.

Tarefas que desenvolvam o conhecimento das


Conhecimento corporal partes corporais e do que elas podem fazer com
eficácia.
Educação do Tarefas que explorem as capacidades de
Movimentos fundamentais movimento do corpo (habilidades posturais, de
Movimento locomoção e manipulativas).

Tarefas que desenvolvam as capacidades


Capacidades motoras
coordenativas e condicionais.

Promoção da Saúde
- Aumento da densidade óssea, controlo da massa gorda corporal,
15-11-2011 prevenção dos diabetes, auto-conceito positivo. 9
Que conceitos temos?
Expressão Motora = uma das formas de expressão
Educação pelo movimento
Educação Física = educação das capacidades, habilidades e gestos motores
Educação do movimento
Psicomotricidade = relação do movimento com os domínios afectivo e cognitivo
Educação pelo movimento
Desenvolvimento motor = aspecto motor do desenvolvimento
Educação do movimento
Motricidade Infantil = capacidade de movimento da criança
Educação do movimento
Educação pelo movimento
Educação para o movimento
Motricidade: Acção fisiológica que determina a contracção muscular. Esta resulta da
energia mecânica consequente a operações químicas operadas
nos órgãos efectores.
15-11-2011 10
I. Desenvolvimento Motor
• Conceito:
É o processo que se desenrola ao longo da vida e
compreende todas as mudanças ao nível motor (aquisição,
estabilização e regressão das habilidades motoras). Resulta
da interacção da hereditariedade com o envolvimento, ou
seja, dum processo de maturação neuromuscular com as
novas experiências motoras, tendo em conta as já
existentes.
(Malina e Bouchard,
1991)

15-11-2011 11
I. Desenvolvimento Motor Cont.
a) Fases do desenvolvimento motor b) Leis de desenvolvimento motor

Organização da Motricidade

c) Capacidades motoras d) Habilidades motoras

15-11-2011 12
I. Desenvolvimento Motor Cont.

a) Fases do desenvolvimento motor

• 1 Movimentos reflexos (pré-natal até aos 12 meses)

• 2 Movimentos rudimentares (nascimento até aos 2 anos)

• 3 Movimentos fundamentais (dos 2 aos 7 anos)

• 4 Movimentos especializados (a partir dos 7 anos)

15-11-2011 13
I. Desenvolvimento Motor Cont.
• 1 Movimentos reflexos (da vida pré-natal até aos 12 meses)
São os primeiros movimentos que o ser humano realiza. São involuntários e
constituem a base do desenvolvimento motor. Através deles, a criança começa a obter
informações acerca do seu corpo e do meio envolvente próximo. São exemplos os
reflexos palmar e plantar, o chupar e os primeiros passos.
• 2 Movimentos rudimentares (nascimento até aos 2 anos)
São os primeiros movimentos voluntários. Estão directamente relacionados com a
maturação do sistema nervoso, sendo o seu desenvolvimento previsível. São exemplos o
rastejar, o gatinhar, o sentar, o andar e o controlo da cabeça e pescoço.

• 3 Movimentos fundamentais (dos 2 aos 7 anos)


É a fase onde as crianças exploram e experimentam as capacidades de movimento do
seu corpo. A importância da maturação é gradualmente substituída pela qualidade do
processo Ensino-Aprendizagem. São exemplos o correr, o saltar, o agarrar e o lançar.

• 4 Movimentos especializados (a partir dos 7 anos)


São movimentos fundamentais refinados, combinados uns com os outros, específicos
duma determinada tarefa. No período de transição movimentos fundamentais/movimentos
especializados (7-10 anos), deve ser evitado qualquer tipo de especialização.
15-11-2011 14
I. Desenvolvimento Motor Cont.
a) Fases do desenvolvimento motor

JOGOS; COMBINAÇÃO DOS MOVIMENTOS DOS 7 ANOS AOS 11 ANOS


MOVIMENTOS FUNDAMENTAIS. ESPECIALIZADOS
(PERÍODO DE
TRANSIÇÃO)

ANDAR; CORRER; SALTAR; MOVIMENTOS DOS 2 AOS 7 ANOS


AGARRAR; LANÇAR. FUNDAMENTAIS

RASTEJAR; AGARRAR;
GATINHAR; ANDAR; SENTAR; MOVIMENTOS DESDE O NASCIMENTO ATÉ
CONTROLO DA CABEÇA E RUDIMENTARES AOS 24 MESES
PESCOÇO.

PALMAR; PLANTAR; DA VIDA PRÉ-NATAL ATÉ AOS


PRIMEIROS PASSOS; PREENSÃO; MOVIMENTOS 12 MESES
CHUPAR. REFLEXOS

15-11-2011 15
Desenvolvimento Motor -LOCOMOÇÃO
Eckert, 1993, p.115

• Método Neuromuscular (McGraw, 1945)


• As fases A, B, C e D requerem que a criança receba apoio na posição erecta.
A – Reflexo do recém-nascido (ocorre antes das 15 S).
B – Fase de Inibição ou Estática (15 a 20 S): controlo de equilíbrio da cabeça e diminuição da acção de
“passos”.
C – Fase de Transição (20 a 30 S): saltos para baixo e cima com os dois pés, bater com um pé, maior
controlo do tronco e cabeça.
D – Acção deliberada de dar passos (30 a 35 S): “andar” voluntário.

15-11-2011 16
Desenvolvimento Motor – LOCOMOÇÃO (McGraw, 1945)

E – Acção Independente de dar passadas (35 a 60 S): andar sozinho com membros superiores
em extensão, joelhos elevados e uso de toda a planta do pé.
F – Acção Calcanhar- Dedos do pé (+ de 18 M): melhor coordenação dos movimentos,
recepção no solo pelo calcanhar para propulsão dos dedos dos pés, aumento da amplitude da
passada, menos atenção “consciente” na locomoção.
G – Integração ou Maturidade da Locomoção Erecta (+- 2 anos e meio): coordenação dos
movimentos oscilatórios dos membros superiores com os membros inferiores.

15-11-2011 17
Desenvolvimento Motor – LOCOMOÇÃO
Eckert, 1993, p.111
• Método Descritivo (Shirley,1931)
Estágio Momento de Actividade
início
1. Controle postural das extremidades superiores Antes de 20 semanas Cabeça ergulada
Peito erguido
Dá passadas
Senta no colo

2. Controle postural do tronco inteiro e alividade não 25 a 31 semanas Senta sozinho por um momento
dirigida Empurra o joelho
Rola
Fica de pé com ajuda
Senta sozinho por um minuto

3. Esforços activos em locomoção 37 a 39,5 semanas Algum progresso sobre o estômago


Corre para trás

4. Locomoção por engatinhamento 42 a 47 semanas Fica em pé segurando na mobília


Engatinha
Anda quando é conduzido
Puxa para se erguer

5. Controle postural e coordenação para locomoção 62 a 64 semanas Fica de pé sozinho


Anda sozinho

15-11-2011 18
Desenvolvimento Motor – LOCOMOÇÃO
• Sequência do Desenvolvimento da locomoção Bipede
(Shirley, 1933)

15-11-2011 19
I. Desenvolvimento Motor Cont.
Padrões de Desenvolvimento

Inicial
Observam-se as primeiras intenções de realização da habilidade motora. O
desempenho é caracterizado pelo pouco ou excessivo uso do corpo. Ritmo e
coordenação pobres. Tipicamente, as crianças atingem este padrão por volta
dos dois anos.

Elementar
É um período de transição, no qual já se nota uma melhor fluidez dos
movimentos. Os diferentes movimentos já revelam alguma inter-ligação,
apesar de se notar ainda alguma descoordenação entre os grupos musculares
que contribuem para execução da habilidade motora. Normalmente as
crianças atingem este padrão ao 3/4 anos.

Maturo
Tem lugar uma boa coordenação entre os diferentes grupos musculares e
consequentemente uma boa fluidez de movimentos, havendo também uma
boa adaptação a diferentes condições de realização. É o desempenho óptimo
da habilidade motora. Com excepção das habilidades manipulativas, atinge-
-se este padrão aos 5/6 anos.
15-11-2011 20
I. Desenvolvimento Motor Cont.
• 3- Movimentos fundamentais
– Andar
– Correr
– Salto Uni-pedal
– Salto horizontal
– Corrida saltitada
– Lançar
– Agarrar
– Pontapear
(Eckert, 1993)

15-11-2011 21
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)
• Inicial
- Dificuldade em manter a posição erecta
- Perda de equilíbrio (imprevisível)
- Movimento rígido e “indeciso” do membro inferior de acção
- Passos pequenos
- Contacto com o solo tipo “pé-chato”
- Dedos dos pés “protegidos”
- Larga base de suporte
- Flexão do MI no contacto com o solo, seguido de rápida extensão do
MI
- Movimento dos MS
ajudando a manter o equilíbrio

15-11-2011 22
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)

• Elementar
- Gradual “suavidade” do movimento
- Aumento no comprimento da passada
- Contacto calcanhar - dedos
- MS caídos ao lado com limitado movimento de balanço
- Base de suporte entre as dimensões laterais do tronco
- Aumento da acção pélvica
- Aparente elevação vertical do corpo

15-11-2011 23
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)

• Maturo
- Acção reflexa de balanço dos MS
- Limitada base de suporte
- Modo de andar “relaxado”
- Pequena elevação vertical do corpo
- Contacto “calcanhar-dedos” no solo definido

15-11-2011 24
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – ANDAR
(adaptado de Gallahue, 1989)

• Problemas mais comuns


- Caminhar nos dedos dos pés
- Coordenação rítmica pobre
- Pobre alinhamento corporal e postura
- Excessiva elevação vertical
- Grande base de suporte

15-11-2011 25
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Corrida
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)

Padrão Movimento dos membros Movimento dos membros Inferiores Movimento dos
inferiores (vista lateral) (vista posterior) membros superiores

- movimento do MI curto e limitado - o MI em movimento roda para fora a - movimento rígido e


“partir” da anca curto

- passos rígidos e desiguais - dedos do pé em movimento voltados - MS tendem a balançar


Inicial
- fase de voo não observável para fora para fora e
horizontalmente
- extensão incompleta do MI de - ampla base de sustentação
apoio

15-11-2011 26
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Corrida
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)

Padrão Movimento dos membros inferiores Movimento dos membros Inferiores Movimento dos membros
(vista lateral) (vista posterior) superiores
- aumento do comprimento (amplitude) - ao deslocar-se para a frente, o pé em - aumento do balanço dos
e velocidade (frequência) da passada. movimento passa com altura relativa MS
sobre a linha média da corrida
Elementar - fase de voo limitada mas observável - predomínio do
deslocamento dos MS atrás
- extensão incompleta do MI na em relação ao movimento
impulsão horizontal

15-11-2011 27
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Corrida
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)

Padrão Movimento dos membros inferiores Movimento dos membros Inferiores Movimento dos membros
(vista lateral) (vista posterior) superiores
- amplitude da passada alcança o máximo - pequena acção de rotação do pé e da - balanço vertical do MS em
- elevada velocidade da passada perna no movimento para a frente oposição aos MI
- fase de voo definitiva
Maturo - completa extensão do MI de apoio - MS em flexão de
- a coxa do MI que avança alcança a sensivelmente 90º (cotovelo)
posição paralela ao solo

15-11-2011 28
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Saltar
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)

Padrão Movimento das pernas e ancas Movimento do tronco Movimento dos membros
superiores (MS)
- flexão inconsistente dos MI na inclinação - tronco move-se na posição vertical, - balanço limitado dos MS
preparatória tendo pouca influência na distância - MS não iniciam a acção do
- dificuldade em usar os pés na impulsão horizontal alcançada salto
Inicial - extensão limitada das ancas, joelhos e - durante a fase de voo, os
tornozelos MS movem-se para o lado e
- deslocamento do corpo (“peso”) para trás para baixo (tentativa de
na recepção ao solo manter o equilíbrio)

15-11-2011 29
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Saltar
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)

Padrão Movimento das pernas e ancas Movimento do tronco Movimento dos membros superiores (MS)

- maior e mais consistente flexão - não se observam - MS iniciam a acção do salto


preparatória alterações
. extensão dos MI na impulsão mais - MS permanecem em frente do tronco durante a
Elementar completa flexão preparatória do corpo
- ancas flectidas durante o voo e
manutenção das coxas na posição de - MS movem-se para a retaguarda mantendo o
flexão equilíbrio durante o voo

15-11-2011 30
Desenvolvimento Motor - Padrões motores – Saltar
(adaptado de MC Clenagnan & Gallahue, 1985)

Padrão Movimento das pernas e ancas Movimento do tronco Movimento dos membros
superiores (MS)
- flexão preparatória mais profunda e - tronco move-se em posição angular - movimentos dos MS para a
consistente . de sensivelmente 45º, tendo maior retaguarda e para a frente e
- completa extensão dos MI na impulsão influência na distância horizontal cima durante a inclinação
- manutenção das coxas paralelas ao solo percorrida preparatória
Maturo durante o voo - elevação para a frente em
- pernas em posição vertical extensão dos MS na
relativamente ao solo durante o voo impulsão
- deslocamento do corpo (“peso”) para a - durante o salto os MS são
frente na recepção ao solo mantidos em posição elevada

15-11-2011 31
I. Desenvolvimento Motor Cont.
b) Leis do desenvolvimento motor

i. Lei Céfalo-Caudal
- refere-se especificamente à progressão gradual que ocorre no aumento
de controlo sobre a musculatura, começando na cabeça e evoluindo em
direcção aos pés. De cima para baixo.

ii. Lei Próximo-Distal


- refere-se especificamente à progressão gradual que ocorre no aumento
de controlo sobre a musculatura, começando do centro do corpo para as
extremidades. Do centro para fora.

15-11-2011 32
I. Desenvolvimento Motor Cont.
c) Capacidades motoras *

Coordenativas Condicionais
Essencialmente determinadas Essencialmente determinadas pelos
pela maturação do sistema nervoso processos que se realizam ao nível muscular

• ORIENTAÇÃO ESPACIAL
• RESISTÊNCIA
• ORIENTAÇÃO TEMPORAL
• COORDENAÇÃO • FORÇA
• EQUÍLIBRIO • FLEXIBILIDADE
• REACÇÃO • VELOCIDADE (locomoção)
• RITMO
• ESQUEMA CORPORAL
• LATERALIDADE

* São um dos pressupostos da existência do movimento. São factores preponderantes na aprendizagem


15-11-2011
e desempenho das habilidades motoras e desenvolvem-se através da actividade física. 33
O que trabalhar? HABILIDADES MOTORAS
Movimentos Fundamentais
COMPORTAMENTOS MOTORES
CAPACIDADES MOTORAS Andar/ Parar

Perceptivo-Motoras Correr
Expressão
Esquema corporal Saltar – 2 pés
1 pé p/outro
Lateralidade Gestos
1 pé p/mesmo
Organização temporal
pé coxinho
Organização espacial Movimentos Não Locomotores
Saltitar
Torcer
Rodar/ Rebolar
Capacidades mais inatas Balançar
Lançar / Receber
Coordenação Oscilar
Puxar / Empurrar
Equilíbrio Tremer
Subir / Descer
Ritmo Flectir/ esticar
Suspender
Ondular
Balançar
Capacidades mais treináveis Sacudir
Galopar
Força
Pontapear
Flexibilidade
Cabecear
Velocidade
Driblar
Resistência
Raquetear
Sticar
15-11-2011 ...
34
Como trabalhar?
Dando-lhes Espaço e
Liberdade de Movimento

Partindo:
- do que a criança faz - o próprio corpo
-melhorando o que a criança faz -o corpo e os objectos
- aperfeiçoamento o que a criança faz -o corpo e os outros

Corpo
Espaço
Jogos
Tempo
Actividades de natureza
Dinâmica
Actividades gímnicas
Relações
Actividades expressivas
Actividades de oposição
15-11-2011 Actividades aquáticas 35
Capacidades motoras coordenativas

Exercício de desenvolvimento
Orientação espaço- temporal
• Andar, correr no meio de objectos/pessoas.
• Andar, correr no banco sueco.
• Passar por baixo/ entre objectos.
Reacção
•Imitação de movimentos realizados pelo companheiro.
•Jogo das estátuas.
•A um determinado sinal (visual, auditivo ou táctil), sentar, deitar ou colocar o corpo
ou partes do corporais em posições determinadas, o mais rápido possível .

Equilíbrio
•Andar, correr (para a frente e para trás), no banco sueco em posição normal/invertida.
•Deslocar-se em unipedia, bipedia diferente e tripedia.

Ritmo
• Cadência do andar e da corrida marcada por um som exterior (palmas, tamboretes, música)
• Driblar uma bola de acordo com um som exterior.
15-11-2011 36
Capacidades motoras condicionais

Exercício de desenvolvimento

Resistência Aeróbica
• Situações de jogo diversificadas e com poucas interrupções.
• Correr durante 5 a 9 minutos, percorrendo a maior distância possível, resistindo à fadiga e
Recuperando com relativa rapidez após o esforço.

Força
• Saltar horizontalmente, a pés juntos, partindo da posição de parado e com os pés paralelos.
• Em grupos de 2/3, agarrados pelos pulsos ou mãos apoiadas nos ombros, puxar e empurrar.
• Em grupos de 2, agarrar o companheiro pela cintura, não o deixando fugir.

Flexibilidade
• Andar de cócoras
• 2 a 2, sentados e com as pernas afastadas, mãos agarradas nos pulsos, flexionar bem à frente
• Em cima do banco, na posição de pé com as pernas unidas, realiza uma flexão do tronco à frente,
Mantendo as pernas em extensão, procurando chegar o mais baixo possível.

Velocidade
• Alterna a corrida rápida com a corrida lenta.
15-11-2011 • Corre aumentando gradualmente da velocidade. 37
• Corre em velocidade a distância de 20 a 40 metros, no menor tempo possível.
d) Habilidades motoras

Habilidades Posturais/Estabilidade: são a base para todas as habilidades locomotoras e manipulativas,


porque todos o movimentos envolvem o elemento de estabilidade. São habilidades que visam a
manutenção e/ou recuperação do equilíbrio na relação com a gravidade. São exemplo o apoio uni-pedal
e o balançar o corpo sem sair do sítio.

Habilidades de Locomoção: são as habilidades motoras nas quais o corpo é transportado numa direcção
vertical ou horizontal de um sítio para o outro. São exemplo o andar, o correr e o salto horizontal.

Habilidades Manipulativas: são as habilidades motoras que compreendem a interacção dos segmentos
corporais com os materiais. Estas podem ser manipulativas grossas, em caso de movimentos que
envolvem a aplicação ou recepção de forças em objectos (lançar, apanhar, pontapear, etc.). Podem ser
ainda manipulativas finas, em caso de movimentos de manipulação de objectos que impliquem grande
controlo motor, precisão e perícia (dar um nó nos atacadores, escrever, cortar com a tesoura).

15-11-2011 38
FACTORES INFLUENTES DO DESENVOLVIMENTO MOTOR

Biológicos Envolventes

Crescimento Crescimento
(factores reguladores do crescimento: (factores perturbadores do crescimento:
- Hormonas do crescimento – Vitamina D3, Gh, hormonas -Nutrição; Altitude; Clima; Migração/urbanização; Estatuto
gonadais). sócio-económico).
-Factores do crescimento – Insuline Like Growth Factor IGF).

Maturação Processo Ensino-Aprendizagem


(leis do desenvolvimento motor e períodos sensíveis). (escola, família, tempos livres).

15-11-2011 39
Síntese das Características do Desenvolvimento Motor
2 aos 6 anos (segundo Neto, 1995; adaptado do Eckert, 1993)

1- Aquisição rápida dos Skills motores fundamentais com base no desenvolvimento muscular;
2- Desenvolvimento diferenciado dos vários skills;
3- Aumento da variação individual com o aumento da idade;
4- Rápido aumento da força nos dois sexos (65% entre os 3 e os 6 anos);
5- Aumento proporcional do comprimento dos membros, mais que das outras partes do corpo;
6- O aumento do comprimento dos membros resulta numa melhor alavanca (potencial) para a velocidade;
7- O aumento da coordenação e o uso da alavanca vai permitir a aplicação máxima da força;
8- O desenvolvimento do equilíbrio vai favorecer o aumento da amplitude do movimento na execução dum skill;
9- O desenvolvimento céfalo-caudal e controlo neuro-motor vai permitir o desenvolvimento do skill de lançar;
10- O desenvolvimento dos conceitos básicos de objecto, espaço, força, causalidade e tempo, possibilita o controlo consciente e a
coordenação do movimento;
11- Os skills manipulativos necessitam de aperfeiçoamento, por exemplo, o agarrar;
12- Grande actividade, arranques curtos e energéticos;
13- A diminuição do período de sono possibilita o aumento do tempo livre para o desenvolvimento de skills;
14- Atenção concentrada em pequenos espaços de tempo;
15- Imaginativo, imitativo e curioso;
16- Individualista e egocêntrico;
17- Gosto pelo ritmo, muitas vezes desloca-se cantando;
15-11-2011
18- Algumas diferenças sexuais na performance, particularmente no atirar para longe; 40
19- Inicia o julgamento do outro com base na performance motora.
Síntese das Características do Desenvolvimento Motor
2 aos 6 anos (segundo Neto, 1995; adaptado do Eckert, 1993)

• Necessidades • Experiências
- Exercício vigoroso requerendo o uso dos - Jogos de correr e perseguir, suspender e subir,
grandes músculos; aparelhos grandes, acrobacias (auto-testando);

- Jogos simples com pequena explicação, - Esconder e procurar,acrobacias, jogos simples


organização de classe simples e mudar de cantar (canções infantis que promovem
rapidamente de actividade; movimentos,dramatizações);

- Oportunidade para tentar coisas e para - Exploração de movimentos usando habilidade


“pretender”; básicas e aparelhos pequenos, dança criativa,
actividades lúdicas (histórias de animais);

- Aprender a compartilhar, encaixar-se em - Trabalho com pequenos grupos,aliviados de


actividades lúdicas com outros; auto-testagem, exploração de movimentos;

- Oportunidade de usar objectos de tamanho - Jogos para manipulação de bola, sacos de


médio tais como bolas. feijão, argolas, varinhas, etc.. Começar com
objectos maiores aos 2-3 anos e trabalhar
objectos menores aos 5-6 anos.

15-11-2011 41
Desenvolvimento da Criança (6-10 anos)

CARACTERÍSTICAS DA CRIANÇA PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS


Períodos de concentração curtos, os quais vão Tarefas predominantemente concretas, não extensas,
aumentando com o decorrer da idade. acessíveis ao nível motor da criança (tarefas significativas).
Períodos de transição entre actividades concretas e as
abstractas.
Ao longo do período, a criança vai diminuindo o seu Tarefas que favoreçam o reconhecimento do grupo e o
egocentrismo. respeito pelo outro (tarefas socializadoras).
Desenvolve-se, e estabiliza-se o auto-conceito. Utilização de “feedback´s” individuais e positivos para
promover o desenvolvimento dum auto-conceito positivo.
A criança revela dificuldades no insucesso, no Ausência de situações de punição/eliminatórias.
autoritarismo e na punição.
Os períodos sensíveis das capacidades motoras e dos Tarefas que proporcionem o desenvolvimento dos
movimentos fundamentais situam-se neste período. movimentos fundamentais e das capacidades motoras, com
predominância das capacidades coordenativas na fase
inicial do período (tarefas significativas e diversificadas)
Estabiliza-se a dominância lateral.
A aprendizagem das habilidades manipulativas revela
algumas dificuldades no início do período, devido ao
Tarefas que respeitem os processos maturacionais e de
processo maturacional.
crescimento das crianças (tarefas significativas).
Não existem diferenças significativas entre rapazes e
raparigas no crescimento estatural e ponderal. No
entanto, no final do período pode ter lugar o salto
pubertário nas raparigas (instabilidade nos
15-11-2011 motor e psicológico).
comportamentos 42
Desenvolvimento Motor (cont.)
O Esquema Corporal

É o esquema/visualização interior que um indivíduo concebe do seu corpo e da sua posição relativa no espaço
envolvente, tendo em conta o comprimento dos segmentos corporais e as suas posições relativas em função resto
do corpo (interacções angulares). (Coelho, 2005)

A Lateralidade

É a predominância na utilização de uma das partes corporais, que compreende uma zona esquerda e direita
na interacção com o meio envolvente.

O Equilíbrio

Capacidade de conservar e/ou recuperar o equilíbrio na relação com a gravidade.

Coordenação Rítmica

Capacidade de realizar sequências de movimentos, segundo uma estrutura pré-definida.

15-11-2011 43
Desenvolvimento Motor (cont.)

Coordenação Espaço-Temporal

Capacidade de determinar e modificar a posição e movimentos do corpo, de acordo com as condições espaciais
e temporais do envolvimento.

Coordenação Óculo-Manual

Coordenação Óculo-Pedal

15-11-2011 44
Aprendizagem Motora

• Conceito:
Conjunto de processos que implicam uma
modificação estrutural, que se reflecte geralmente numa
alteração do comportamento (adaptação crónica) como
resultado da prática do indivíduo, de forma relativamente
longa no tempo.

(Mário Godinho, 2002 )

15-11-2011 45
Aprendizagem Motora
• Ou seja, como é que a criança aprende em termos
motores.
Como se processa:
Estímulo ----- > Tratamento ------> Resposta

Fases da aprendizagem:

Execução tosca ----- > Aperfeiçoamento ----- > Aplicação / Combinação

Quando é que a criança aprende:

15-11-2011 A criança só aprende FAZENDO! 46


Aprendizagem Motora

• Palavras chave
Aprendizagem, Performance, Aprendizagem latente, Controlo motor

Introdução
Aprender algo nem sempre é objectivável através da performance do indivíduo. Este capítulo aborda as
diferenças entre aprendizagem e a manifestação dessa aprendizagem situando as condições que permitem ou impedem a
relação transparente entre as duas. O processo de aprendizagem é apresentado também por oposição ao ensino ou aos
mecanismos de controlo motor.

William James é frequentemente apontado como o pai da psicologia experimental. Na sua obra mais conhecida The principles of Psychology (1890) sintetiza conhecimentos
provindas de várias áreas científicas como é o caso da fisiologia, psicologia e filosofia.
15-11-2011 47
Mendes, R.
• Aprendizagem versus ensino

Não é possível falar de ensino sem aprendizagem mas o contrário é verdadeiro. Não é por acaso que
frequentemente se encontra a designação de processo ensino-aprendizagem, porque a ligação entre ambos é
determinante. O processo do ponto de vista da organização da sociedade com vista à transmissão de conhecimentos e
cultura é o ensino. Este processo só faz sentido quando existe uma entidade que recebe, processa e transforma a
informação (o aluno, atleta, etc.), no fundo que aprende. No entanto não é apenas a escola que permite a aprendizagem
dos indivíduos.

Logo nos primeiros tempos de vida a criança aprende a comunicar com os outros com vista à satisfação das suas
necessidades básicas. A forma como o faz, está condicionada pelo envolvimento e pela sua componente genética. A
observação é o primeiro mecanismo de aprendizagem. Seguidamente a imitação permite a criação de uma bagagem de
comportamentos, que mais tarde, serão ligados de forma particular em função da situação envolvente.

A evolução do Homem primitivo até à criação da escola é a prova da possibilidade da aprendizagem não
institucional. As primeiras referências à institucionalização do processo ensino-aprendizagem reportam-se à Grécia na
Europa e anteriormente aos Aztecas na América do Sul.

A evolução histórica do ensino passou por muitas fases diferenciadas, em função da cultura e das condições
socio-económicas existentes. Os valores transmitidos, invariavelmente da cultura dominante da época respectiva,
promoveram o alargamento do horizonte de conhecimentos dos intervenientes. No entanto, os processos usados, nem
sempre foram os mais adequados, por falta de análise das componentes essenciais do processo, quer ao nível do ensino,
quer ao nível do funcionamento dos educandos e da forma como estes aprendem.

Apenas no início do século se inicia a abordagem experimental da aprendizagem, que tenta sistematizar
cientificamente o conjunto de conhecimentos empíricos acumulados até à época.

William James é frequentemente apontado como o pai da psicologia experimental. Na sua obra mais conhecida The principles of Psychology (1890) sintetiza
conhecimentos provindas de várias áreas científicas como é o caso da fisiologia, psicologia e filosofia.
15-11-2011 48
Aprendizagem Motora
Conceito de Aprendizagem

O ser humano modifica de forma evidente o seu comportamento ao longo da sua vida. Algumas destas
alterações são devidas a factores pontuais e desaparecem após algum tempo, outras perduram de forma quase irreversível.
Aprender implica uma modificação estrutural que se reflecte geralmente numa alteração do comportamento como resultado
da prática do indivíduo.

O sistema nervoso, o aparelho muscular, o aparelho cardio-vascular, etc. alteram-se de acordo com a solicitação
a que estes são sujeitos. Se aprender implica novas respostas estas são a consequência da alteração estrutural que resulta da
prática. A repetição é, sem dúvida, um dos factores mais importantes que condicionam o processo de aprendizagem, mas este
é influenciado por um conjunto vasto de variáveis entre os quais se realça o grau de empenhamento do indivíduo.

Aprender é frequentemente referido como "o que fica após ter esquecido tudo". Aprender não é apenas ser capaz
de modificar o comportamento mas, principalmente, de reter a competência adquirida durante um tempo relativamente longo.
Quando se aprende a andar de bicicleta, por exemplo, esta habilidade não mais se esquece, apesar de porventura não se
praticar durante um tempo alargado. Aprender implica pois armazenar informação na memória que se traduz em
conhecimento da situação vivida.

15-11-2011 49
Mendes, R.
Aprendizagem versus performance

A avaliação do grau de aprendizagem do indivíduo só se pode realizar de forma indirecta, já que as


transformações estruturais que resultam da prática apenas se depreendem através das alterações comportamentais. O
indicador objectivo do nível de aprendizagem é a performance. No entanto este indicador não reflecte de forma transparente
as alterações estruturais correspondentes. Existem factores que impedem por vezes que essa relação seja perfeitamente linear.

Entre várias causas que limitam a correspondência entre aprendizagem e performance está por exemplo o estado
emotivo do indivíduo. Em situações de grande stress é possível alterar, momentaneamente, a capacidade de resposta. Esta
alteração pode ter repercussões positivas ou negativas, de acordo com as características do indivíduo e da situação.

Aprendizagem latente

Aprendizagem latente exprime a incapacidade do indivíduo manifestar de forma objectiva, através da performance as
competências já adquiridas. É comum por exemplo observar-se um nível determinado em treino que não se reflecte na
competição. O facto de não se demonstrar nesse momento o que habitualmente se atinge em situação de treino indica que o
sujeito não foi capaz de demonstrar o que aprendeu e que a sua competência se encontra num estado latente naquele
momento.

15-11-2011 50
Performance sem aprendizagem

No lado oposto encontra-se o efeito de drogas na performance. É infelizmente ainda comum o recurso a
substâncias dopantes que alteram pontualmente as condições de performance do indivíduo. O nível de performance
atingido não reflecte qualquer alteração estrutural permanente. Após o efeito da droga em questão, o nível reduz-se
por vezes a limites abaixo do nível inicial.

Outro exemplo da observação de níveis de performance que não têm origem em alterações estruturais é
o caso do uso de implementos tecnológicos que reduzem o atrito, dão melhores condições de conforto, etc.

O crescimento rápido, típico do salto pubertário, provoca alterações nas capacidades do jovem. No
entanto a redução ou aumento de capacidades são devidas a alterações nas proporções dos membros que não foram
ainda integradas pelo indivíduo.

Controlo motor versus aprendizagem

O nível de execução está condicionada pela experiência passada mas, como vimos, pode ser
influenciado por um conjunto de factores extemporâneos que não permitam a correspondência exacta entre o nível de
aprendizagem e a performance. Uma vez criadas potencialidades para a acção há que manifestar o que se aprendeu
em função das solicitações existentes. A produção de uma resposta depende da capacidade do sujeito ler o
envolvimento e a sua inserção neste, escolher qual a resposta mais adequada, e implementar a resposta que pode
conter posturas ou movimentos. A este processo chama-se controlo motor.
Assim quando observamos o comportamento, abordando os mecanismos que o permitem realizar desde a intenção, o
estímulo, o processamento e a resposta referimo-nos ao processo de controlo motor. Quando abordamos o
comportamento, numa perspectiva da sua transformação ao longo do tempo, por efeito da prática, referimo-nos a
aprendizagem.
15-11-2011 51
Mendes, R.
Aprendizagem Performance
Não observável (apenas através da
Observável
performance)

Efeitos duradouros Efeitos momentâneos

Traduz-se em transformações internas (sistema


Resulta em manifestações externas
nervoso central, etc)
Resulta da prática É uma execução

Processo de transformação Alteração de estado

Síntese
O ensino é um dos processos mais importantes nos dias de hoje, contribuindo para a transmissão
da cultura para as gerações vindouras. No entanto para o seu sucesso contribui, sem dúvida, a
percepção da forma como os alunos aprendem. Aprender implica transformações no indivíduo que
nem sempre podem ser objectivadas. A relação entre aprendizagem e performance nem sempre é
linear.
Leituras complementares:
Simonet, P. (1985). Apprentissages moteurs: Processus et procédés d’acquisition. Paris: Vigot. (pp
13-16) Mendes, R.
15-11-2011 52
Aprendizagem Motora

a) Fases de Aprendizagem Motora

i.Cognitiva ii. Associativa iii. Autónoma

-Grande empenho cognitivo para -Algum empenho cognitivo -Diminuição do empenho


o desempenho da tarefa. para o desempenho da tarefa. cognitivo.

-As questões iniciais da -É a fase de organização do -Fase em que o movimento


aprendizagem duma tarefa movimento. Aumenta a após muita prática automatiza.
relacionam-se essencialmente capacidade de determinar e Possibilidade de dirigir a
com a sua apresentação corrigir os erros. Verifica-se a atenção para outros aspectos
(identificar o objectivo da tarefa, ocorrência de aprendizagem, relevantes para o sucesso das
saber o que fazer e quando, o que pela melhoria da performance acções motoras. Maior
não fazer, etc.). de execução para execução. estabilidade na resposta.

-Grande quantidade de erros. -Alguns erros, mas menos -Baixa frequência de erros.
grosseiros.

15-11-2011 53
Aprendizagem Motora

b) Factores Influentes da Aprendizagem Motora

2. Instrução 4. Conhecimento
- clara. dos resultados
- precisa.
- objectiva. -Informação de retorno positiva e
- predominantemente adequada. (feedback´s positivos)
não verbal.

1.Características da 3. Contexto da 5. Motivação


Extrínsecos:
criança. aprendizagem - relação tarefa em aprendizagem/atletas
- idade. de alta competição.
- sexo. - relação tarefa/actividades diárias.
-fase da aprendizagem.
- diferenças individuais.
-recursos físicos e materiais.
Intrínsecos:
-actividades propostas.
- características das criança.
- instrução.
- contexto da aprendizagem.
- conhecimento dos resultados.

15-11-2011 54
Aspectos Metodológicos Da Aprendizagem Motora

O Professor/Educador deve:

1. Planificar tarefas significativas, diversificadas, socializadas e integradas

2. Determinar a fase de aprendizagem em que a criança se encontra, para que o processo


ensino-aprendizagem seja ajustado ao nível da criança

3. Apresentar a tarefa duma forma predominantemente não verbal (demonstração pelo


professor ou um aluno, filmes, vídeo, fotos, etc.), descrevendo gradual e explicitamente as
respectivas componentes críticas

4. Proporcionar e organizar os recursos físicos e materiais necessários à aprendizagem da


tarefa

5. Integrar a tarefa em aprendizagem numa modalidade desportiva, referindo, se possível,


atletas de alta competição dessa modalidade desportiva

6. Relacionar a tarefa em aprendizagem com a actividade diária nos mais diversos campos
(profissional, recreativo, saúde, etc.)

7. Utilizar Feedback’s descritivos centrados nas componentes críticas da tarefa


55
- Sempre que possível, utilizar Feedback’s positivos
INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM MOTRICIDADE INFANTIL
COMPORTAMENTOS DO PROFESSOR / MONITOR
SITUAÇÃO DE ENSINO ATRAVÉS DA ACTIVIDADE LIVRE

Ø DEFINE, PREVIAMENTE, O ENVOLVIMENTO FÍSICO E MATERIAL

Ø NÃO FORNECE INFORMAÇÕES SOBRE OS OBJECTIVOS, OS CONTEÚDOS E AS TAREFAS DA AULA

Ø NÃO INTERVÉM VOLUNTARIAMENTE, RESPONDENDO APENAS A SOLICITAÇÕES

Ø ASSEGURA A ESTABILIDADE AFECTIVO-EMOCIONAL DA TURMA

Ø CONTROLA AS SITUAÇÕES DE RISCO OU DE CONFLITO DA TURMA

Ø MANTÉM-SE ATENTO, NÃO INTERFERINDO NA ACTIVIDADE DA TURMA

SITUAÇÃO DE ENSINO ATRAVÉS DA EXPLORAÇÃO DO MEIO

Ø DEFINE, PREVIAMENTE, O ENVOLVIMENTO FÍSICO E MATERIAL

Ø FORNECE INFORMAÇÕES SOBRE OS OBJECTIVOS DA AULA

Ø MODIFICA AS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM, FACILITANDO A COMPREENSÃO E EXECUÇÃO DAS TAREFAS

Ø PERCORRE, FREQUENTEMENTE, A SALA, INCENTIVANDO OS ALUNOS

Ø NÃO FORNECE MODELOS NA EXECUÇÃO DAS TAREFAS

 FORNECE INDICAÇÕES SOBRE A ACTIVIDADE MOTORA OU OUTRAS FORMAS DE COMPORTAMENTO (FEEDBACKS)

Ø CRIA UM CLIMA DE AULA POSITIVO 15-11-2011 56


INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM MOTRICIDADE INFANTIL

COMPORTAMENTOS DO PROFESSOR /MONITOR (cont.)

SITUAÇÃO DE ENSINO DIRIGIDO

Ø DEFINE, PREVIAMENTE, O ENVOLVIMENTO FÍSICO E MATERIAL

Ø FORNECE INFORMAÇÕES SOBRE OS OBJECTIVOS, OS CONTEÚDOS E AS TAREFAS DA AULA

Ø ORGANIZA OS ALUNOS SEGUNDO PADRÕES DEFINIDOS

Ø DEFINE MODALIDADES DE EXECUÇÃO DAS TAREFAS DE ACORDO COM AS CAPACIDADES DOS ALUNOS

Ø MODIFICA AS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM, FACILITANDO A COMPREENSÃO E EXECUÇÃO DAS TAREFAS

Ø PERCORRE, FREQUENTEMENTE, A SALA, INCENTIVANDO OS ALUNOS

Ø FORNECE INIDCAÇÕES SOBRE A ACTIVIDADE MOTORA OU OUTRAS FORMAS DE COMPORTAMENTO (“FEEDBACKS”)

Ø CRIA UM CLIMA DE AULA POSITIVO

15-11-2011 57
Planeamento

DIZ RESPEITO À FASE PRÉ-ACTIVA EM QUE O PROFESSOR/ MONITOR ANTECIPA,


PREVÊ E PREPARA AS SITUAÇÕES DE ENSINO DE FORMA ORGANIZADA,
COERENTE E MAXIMIZADA

15-11-2011 58
Planeamento
Ensinar é ... PLANEAR,
e planear é ...
- Antes de tudo, DECIDIR (o que escolher e porquê)
- Organizar / estruturar
- Pensar previamente
- Construir (o que deve ser feito)

PLANEAR é pensar:

- Nos saberes
- E nas competências (saber fazer)
E está no centro do “infernal” triangulo
SABER
Planear

Aluno Professor / Monitor


15-11-2011 59
DIMENSÕES DA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Planeamento
Planear para quê?

1. Para dar DIRECÇÃO à acção pedagógica e sentido à Educação

2. Para haver TRANSPARÊNCIA de Intenções

3. Para haver uma GESTÃO PARTICIPADA e uma AUTO


AUTO--REGULAÇÃO
DA APRENDIZAGEM

4. Para haver uma REGULAÇÃO do Ensino (retroacção)

60
DIMENSÕES DA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Princípios Orientadores de Qualquer Planeamento

Concepção Só se pode iniciar o planeamento após definir os objectivos

Regressão Deve partir de um futuro desejável, para o presente que temos e queremos transformar

Retroacção Deve conter mecanismos de verificação para ver se aquele é o caminho certo

Flexibilidade Não pode ser rígido, nem exclusivo, deve considerar alternativas

Complexidade Deve seguir uma ordem/estrutura, respeitando a metodologia

Antecipação Deve prever os momentos mais críticos da aula e reduzir ao máximo os imprevistos

15-11-2011 61
PRINCÍPIOS METODOLOGICOS (Médio / Longo prazo)
1. A criança precisa de tempo - Propor poucas situações novas em cada aula / actividades
- Não propor situações novas todas as aulas / actividades
para aprender
2. Continuidade As situações de aprendizagem devem:
- Ser variadas ao longo aula / actividades.
- Ser semelhantes nas várias aulas / actividades.

3. Progressão - A partir do simples para o complexo (individual –colectivo;


parado-em mov.; par-grupo; etc.)
- Partir de objectivos + fáceis.
- Escolher situações com diferentes tipos de estimulação
motora.
4. Motivação - Prever bom clima.
- Escolher tarefas motivantes.
- Prever regras de disciplina.

5. Organização - Manter formas de organização.


- Organizar grupos.
- Maximizar a oportunidade de prática.
6. Controlo - Prever mecanismos de controlo.
- Antecipar problemas.

15-11-2011 62
As 5 questões Didácticas do Planeamento

COM QUE FIM? Que objectivos de acordo com a actividade e contexto

O QUÊ? Que actividade

COMO? Estratégia(s) a utilizar. Modo como se organiza a actividade


Quem? (o que faz o prof. / monitor e aluno)
Com quê? Recursos, materiais,…
Onde? Em que espaços e com que disposição
QUANDO? Como gerir o tempo (de acordo com a pertinência das aulas / actividades)

QUE TAL? Avaliação. De que forma prevejo verificar se os objectivos foram cumpridos

15-11-2011 Plano de aula 63


ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE LEIRIA

Plano de PLANO DE AULA

Aula IDENTIFICAÇÃO

GRUPO _________________________________________________________________________________

ANO(S) DE ESCOLARIDADE ________ DATA _____ /_____ /_____

PARTE INTRODUTÓRIA (AQUECIMENTO)


Preparação da criança para a parte fundamental da aula. Exercícios que as crianças dominem

e sejam do seu agrado ( andar, correr, saltar e outros tipos de deslocamentos, jogos, etc.). A

actividade pode ser dirigida ou livre.

PARTE FUNDAMENTAL
Tarefas que visem o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem em motricidade

infantil (aprendizagens escolares, sócio-motricidade, conhecimento corporal, movimentos

fundamentais e capacidades motoras; (perícia e manipulação, deslocamentos e equilíbrios,

ginástica, jogos, actividades rítmicas expressivas, patinagem, etc.). A actividade pode ser

dirigida ou controlada (exploração do meio).

Nota: Para além da descrição das tarefas, deve ser mencionado o material necessário por

tarefa.

PARTE FINAL (RETORNO À CALMA)


Actividades de recuperação (actividades e jogos de relaxe, avaliação da aula, etc.)

15-11-2011 64
Feedback Pedagógico

Reacção do professor à prestação cognitiva e/ou motora do


aluno, relacionada com os objectivos de aprendizagem

Pierón (1983) sugere que 4 factores parecem desempenhar um papel


determinante no alcance dos objectivos propostos para a Ed. Física

Tempo passado na tarefa

Clima positivo na turma / grupo

Informação frequente e adequada ao estado das prestações dos alunos (FB)

Organização cuidada do trabalho na turma / grupo


(a qual condiciona os factores anteriores)

15-11-2011 65
Feedback Pedagógico
Classificação do FB Pedagógico
Avaliativo – o prof. reage através de um juízo de valor
Quanto ao
Descritivo – o prof. informa sobre a forma c/o realizou a prestação
Objectivo:
Interrogativo – o prof. questiona o aluno sobre a sua prestação

Prescritivo – o prof. diz como deve realizar a próxima prestação

Encorajador – o prof. estimula o aluno a realizar determinada acção /gesto /c. crítica

Comparativo – o prof. compara a execução com outra (dum colega, dum MAE, etc.)

Específico Global – não particulariza qualquer fase da execução


Quanto ao Focado – explicita a(s) fase(s) da actividade
Conteúdo:
A retroacção refere-se a uma prestação dentro do âmbito
da actividade dos objectivos definidos para a UD
Não Específico

15-11-2011 66
Classificação do FB Pedagógico (continuação)
Auditivo – interacção verbal
Quanto à
Visual – imagem, demonstração, gesto
Forma:
Cinestésico – manipulação do corpo do aluno

Misto – auditivo
auditivo--visual, auditivo-
auditivo-cinestésico, etc.

Positivo
Quanto ao
Quanto à Aluno Negativo
Carácter:
direcção: Neutro
Grupo / Turma

Antes Forma
Quanto ao Quanto ao
Durante Esforço
Momento: Referencial
Após (imediato/retardado) Específico: Força

Ritmo
Espaço
15-11-2011 Tempo 67
Ao corrigir as execuções o professor deve…
Deixar o aluno fazer várias vezes
Colocar--se de forma a apreciar todos
Colocar

Ao mesmo tempo que corrige, estar atento a toda a turma / grupo

Concentrar a sai atenção nos erros mais importantes

Verificar o efeito das correcções

Valorizar os pequenos progressos

FB – carácter de qualidade quando…

O seu conteúdo traduz uma apreciação e/ou identificação correcta do


comportamento do alunos, do (s) erro (s) cometido (s), da (s) causa (s) e/ou consequência (s).

O seu conteúdo veícula uma informação adequada de correcção


a fazer por parte do aluno e/ou regras a respeitar.

15-11-2011 68
MOMENTOS CRÍTICOS DE AULA

Existem, ao longo de uma aula / actividade


diferentes momentos que são críticos (decisivos) e cujo
controlo exige um intervenção diferenciada do professor
1. Informação Inicial e permite uma maior eficácia

2. Instrução

3. Organização

4. Controlo da Actividade dos Alunos

5. Diagnóstico e prescrição da actividade

6. Conclusão da Aula / Actividade

15-11-2011 69
1. Informação Inicial
Objectivo:
O professor / monitor transmite aos alunos uma informação sucinta, focada e significativa
dos objectivos, das situações de aprendizagem, da estrutura e da organização da aula, situando as
aprendizagens a promover na actividade, e identificando a sua relação com as aprendizagens anteriores.
Certifica-se da compreensão, por parte dos alunos, da informação transmitida e reformula a informação se
necessário.

Princípios de intervenção:

- Começar a aula a horas


- Dar informação sem consumir tempo de aula
- Utilizar o questionário como método de ensino

Alguns problemas:

- Dificuldade na reunião dos alunos (demasiado tempo)


- Consumir muito tempo de aula
- Mau posicionamento do professor / monitor

15-11-2011 70
2. Instrução
Objectivo:
O professor / monitor transmite instruções aos alunos sobre a matéria de ensino, tomando como
referência, sempre que possível os objectivos, e estrutura a comunicação de acordo com um esquema que
promova uma actividade cognitiva correcta e significativa para os alunos; ou seja, o professor / monitor utiliza
meios de comunicação que ajudam os alunos a situar, compreender e assimilar a mensagem.

Princípios de intervenção:
- Garantir a qualidade e pertinência da instrução, ou seja, identificar o contexto e indicar os objectivos;
apresentar o modelo, apresentar as tarefas; questionar; reformular a informação; fazer a extensão/integração da
matéria.
- Diminuir o tempo gasto com a instrução, ou seja, correcto posicionamento; utilização racional dos meios
auxiliares; sequência dinâmica da prelecção, com clareza e boa audição.
- Planear de forma cuidada as demonstrações, ou seja, seleccionar um bom modelo; preparar os materiais
necessários à demonstração; dirigir a demonstração para os alunos visual e conceptualmente; identificar e
realizar as componentes críticas em sequência; utilizar os MAE como reforço e sem consumir tempo de aula
suplementar; realizar a demonstração em situação idêntica àquela em que o contexto vai decorrer; obter
feedbacks sobre a compreensão dos aspectos críticos; referir os aspectos de segurança.

Alguns problemas:
- Mau posicionamento do professor / monitor - alunos - Período de instrução longos
- Imprecisões ou erros de instrução - Estrutura da mensagem incorrecta ou desordenada
- O professor / monitor identifica um conjunto de tarefas a realizar, sem clarificar os comportamentos de
aprendizagem visados
- Os esquemas gráficos utilizados não facilitam a instrução
-Utilização dos alunos mais fracos para demonstrar erros de execução
15-11-2011 71
-O professor / monitor não se certifica da compreensão da mensagem
3. Organização
Objectivo:
O professor / monitor gere a formação de grupos, a transição e a circulação dos alunos nas
situações de aprendizagem, a distribuição e arrumação dos equipamentos, os momentos de intervenção, o
início e o final da actividade dos alunos, consumindo pouco tempo de aula e recorrendo a estratégias de
gestão positivas.

Princípios de intervenção:

- Diminuir os tempos de instrução


- Estruturar as rotinas de aula
- Intervir de forma clara e consistente
- Gerir o fluxo das actividades

Alguns problemas:

- Perder demasiado tempo na transição, circulação, organização dos alunos, distribuição dos
materiais, a dar início ou a finalizar as actividade…
- Má instrução sobre a manipulação dos equipamentos
- Distribuição dos materiais portáteis
- Organização do espaço
- Formação dos grupos
15-11-2011 72
4. Controlo da Actividade dos Alunos
Objectivo:
O professor / monitor regula a actividade dos alunos de forma a obter elevados índices de
envolvimento nas actividades
Princípios de intervenção:

-Ignorar alguns comportamentos desvio


- Reforçar as execuções correctas
- Abranger o maior n.º possível de alunos na classe (colocações)
- Tornar claras as regras de aula
- Garantir a segurança dos alunos
- Motivar para o comportamento apropriado, com intervenções positivas
- Variar os métodos de intervenção
- Utilizar as interacções verbais dissuasivas com eficácia
- Usar estratégias de castigo específicas e eficazes
- Usar atestados de bom comportamento, contratos disciplinares, sistemas de pontuação…

Alguns problemas:

- Os alunos só realizam na presença do professor / monitor


- Problema de disciplina
- Fraco empenhamento e entusiasmo
- Dificuldades de relacionamento com os colegas (sexo, raça, dificuldades de execução, estatura, etc.)

15-11-2011 73
5. Diagnóstico e Prescrição da Actividade
Objectivo:
O professor / monitor acompanha a actividade física de aprendizagem dos alunos, reagindo à
sua prestação cognitiva e motora, mantendo-os informados sobre o seu desempenho, e prescrevendo
acções e estratégias de superação das dificuldades dos alunos, mantendo-os activos e direccionados para
os objectivos propostos.

Princípios de intervenção:

- Aperfeiçoar o FB pedagógico – promover o FB pertinente


- Aumentar e diversificar o FB pedagógico positivo
- Acompanhar a prática sequente ao FB (ciclo de FB)

Alguns problemas:

-O professor / monitor passa grandes momentos da aula sem reagir à prestação dos alunos
-O professor / monitor centra-se nos aspectos negativos da prestação dos alunos
-O professor / monitor interrompe a actividade de todos para dar FB negativos a um alunos ou pequeno
grupo
-O professor / monitorintervém simultaneamente sobre muitos aspectos da prestação motora do aluno
-O professor / monitor dá FB sobre aspectos secundários da prestação dos alunos
-Apenas alguns alunos beneficiam da atenção do professor / monitor.
-O professor / monitor fornece FB estereotipados e sem conteúdo.

15-11-2011 74
6. Finalização da Aula / Actividade (informação final)
Objectivo:

O professor reúne os alunos para finalizar a aula / actividade, efectuando uma revisão
extensão da matéria dada que serve para promover a consolidação das aprendizagens visadas nessa aula
/actividade. Para tal, informa os alunos de forma sucinta, focada e significativa sobre as dificuldades face
aos objectivos, e estabelece uma relação com a próxima aprendizagem.

Princípios de intervenção:

- Revê os conteúdos
- Realiza a extensão dos conteúdos (antevisão da próxima aula / actividade)

Alguns problemas:

-A aula termina abruptamente


-O professor / monitor não consegue a atenção dos alunos
-O professor / monitor reúne os alunos, mas:
-Limita-se a repetir aspectos referidos na instrução
-A intervenção não é dirigida
-Não existe revisão dos conteúdos
-Não existe extensão da matéria dada
-A reflexão feita não é pertinente
15-11-2011 75
Tipologia dos Espaços

Tradicionais – habitualmente chamado de parque infantil é constituído por aparelhos relativamente separados uns dos outros
(baloiços, escorrega, cavalinhos, etc.). privilegiam a actividade individual.

Contemporâneos – com uma configuração integrada de aparelhos com diversas funções motoras. são construídos
basicamente em madeira. as estruturas são normalmente construídas por materiais flexíveis e estão ligadas umas às outras.
proporcionam uma grande variedade de experiências (percursos com diversas habilidades motoras). privilegiam as
actividades de exploração.

De aventura – espaços com uma configuração diversificada e transformável (espaço, materiais, funções), passível de
adaptação aos interesses das crianças. privilegiam as situações de adaptação, inovação, os jogos de construção e as
actividades de exploração. este tipo de espaço implica a existência de animadores especialistas.

Tipologia dos Materiais

Materiais portáteis - bolas de diversas cores e tamanhos, arcos, cordas, pinos, letras, números e figuras geométricas,
puzzles, materiais de construção, etc.

Materiais semi-fixo e fixos - estruturas em madeira e outro material não rígido, colchões, plintos, boques, espaldares,
bancos, pneus, objectos de representação, etc.

15-11-2011 76
Tipologia dos materiais nos espaços de jogo infantil

Equipamento
Funções

 equipamento de equilíbrio
Desenvolvimento das habilidades motoras, das capacidades motoras e  estruturas para subir, descer, trepar etc.
do conhecimento corporal  barras para suspensão e balançar

Experiência sensorial  baloiços, cavalos, escorregas, etc.


(velocidade, vertigem etc.)  pontes suspensas, parede de escalada, slide, etc.

De representação  figuras de animais, barcos, automóveis, esculturas, etc.


(valores sócio-culturais)

Jogos de grupo  bolas e outros materiais portáteis


(dimensão afectiva e relacional)  cabanas, abrigos, fortes, etc.

 puzzles, peças de encaixe, materiais de construção(madeira, ferro,


Jogos de construção pregos, cola, gessos, plasticina, etc)
(exploração livre)  ferramentas

15-11-2011 77
Tipologia das actividades nos espaços de jogo infantil

Tipologia Características

actividades com e sem aparelhos, realiza-das


Movimentos livres individual/grupo em espaços abertos, que
visam desenvolver essencialmente as
habilidades de locomoção

actividades com bolas, arcos, patins, etc. que


Actividades motoras com aparelhos portáteis visam desenvolver essencialmente as
habilidades manipulativas

actividades realizadas em aparelhos fixos ou


Actividades motoras com aparelhos fixos e semi-fixos, que visam desenvolver
semi-fixos essencialmente as habilidades posturais e de
locomoção

actividades de destreza manual (cerâmica,


Actividades de trabalhos manuais marcenaria, tecelagem, desenho, pintura, etc.),
com utilização de matérias transformáveis

actividades de descoberta e exploração do


Actividades na natureza meio envolvente ao espaço de jogo, com
percursos de orientação.

actividades de escalada ou rapel em


Actividades de vertigem e risco paredes(artificiais ou naturais), slide, etc.
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Os acidentes nos espaços de jogo infantil
Porquê?

Características do jogo infantil


Elevado nível de dispêndio energético, resultante de actividades de forte intensidade, envolvendo grandes
acções motoras
Fraco conhecimento corporal, expresso na dificuldade em coordenar movimentos ou de dar respostas rápidas
e imprevistas
Imprevisibilidade comportamental(entusiasmo, emotividade, medo, etc.)

Características do espaço de jogo


Existência de materiais e equipamentos potencialmente perigosos (materiais de grande rigidez e superfícies
duras)
Ausência de supervisionamento adequado (vandalismo, aconselhamento, selecção de utentes, manutenção
insuficiente dos espaços, etc.)
localização em zonas inadequadas (zonas de grande tráfego, fábricas, etc.)

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Medidas de Segurança

Delimitação física do espaço de jogo;

Implantação dos espaços de jogo com entradas e saídas para vias de tráfego reduzido;

Construção dos espaços de jogo com unidades para diferentes escalões etários perfeitamente delimitados;

Estruturação dos espaços por graus de dificuldade;

Criação de áreas de segurança entre os aparelhos de cada unidade;

Utilização de pisos moles e de fácil drenagem em equipamentos com riscos de quedas;

Supervisionamento dos espaços de jogo (dificultar o acesso das crianças às unidades estranhas,manutenção
dos espaços, evitar situações de vandalismo,etc);

Utilização de materiais de longa duração, de estrutura não rígida e com boa fixação;

Limitar a velocidade dos aparelhos, impedindo variações bruscas da quantidade de movimento;

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Meios auxiliares de ensino

Cartazes;
Transições;
Imagens;

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O Jogo Para a Infância
Introdução Teórica

• Desde sempre, os Jogos partilham com a cultura popular tradicional, uma sábia relação entre o corpo e o espírito, muito
próxima de algumas correntes de pensamento moderno.

• Desenvolvendo uma actividade física que assenta perfeitamente na unidade acção, cognição, emoção, motivação, são também
uma manifestação viva da maneira de ser e de viver das gentes.

• Na criança, eles desempenham um papel mais fundamental do que no adulto. O adulto joga durante um pequeno parêntese da
sua existência, enquanto que para a criança, eles representam um tempo forte da sua vida, sendo essenciais e criadores da sua existência.

• Jogos, cuja variedade, dos mais simples ou mais complexos, permitem uma diversidade de escolha e oferecem também a
possibilidade da criação de novas formas de jogar individuais. Por intermédio destes jogos, a criança tem a alegria de ser ela própria.

• Trata-se de uma auto-educação motivada, que leva a criança a conseguir resolver os diversos problemas de aprendizagem motora
com os quais é confrontada.

• Grande parte dos jogos das crianças são jogos motores, jogos corporais, dos quais advêm muitas vezes gestos espontâneos que
acabaram de descobrir.

• Nestas actividades de desempenho motor, Holopainen (1985) afirma que a criança adquire conhecimento acerca do seu
envolvimento, desenvolve habilidades cognitivas e estabelece relações sociais com os seus colegas e amigos.

• É com o corpo, que explora, apreende e reage os estímulos do meio envolvente. São os órgãos dos sentidos, visual e auditivo, táctil
e cinestésico, que recolhem o material com o qual constrói as imagens mentais necessárias ao seu desenvolvimento. Assim sendo, a
educação do corpo, do gesto, da audição, da visão, da voz, vai permitir à criança desenvolver as suas capacidades de interpretação do
mundo, de exprimir o seu pensamento e de criar.

• As situações motoras resultantes destes jogos e relativas ao tipo de espaço onde se desenrolam, ao estilo de comunicações que
suscitam, aos modos de cooperação de oposição que desencadeiam, às tarefas sócio-motoras que propõem, vão provocar acções e reacções
dos seus praticantes cujas interacções corporais os fazem mergulhar em mundos de comunicação diferentes, cujas influências educativas
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importa analisar.
O Jogo Para a Infância

O Jogo Como Recurso Pedagógico

O jogo é uma actividade que tem valor educacional intrínseco. Leif diz que "jogar educa, assim como viver educa: sempre sobra
alguma coisa".

A utilização de jogos educativos no ambiente escolar traz muitas vantagens para o processo de ensino e aprendizagem, entre elas:

O jogo é um impulso natural da criança funcionando assim como um grande motivador

A criança através do jogo obtém prazer e realiza um esforço espontâneo e voluntário para atingir o objectivo do jogo.

O jogo mobiliza esquemas mentais: estimula o pensamento, a ordenação de tempo e espaço

O jogo integra várias dimensões da personalidade: afectiva, social, motora e cognitiva.

O jogo favorece a aquisição de condutas cognitivas e desenvolvimento de habilidades como coordenação, destreza, rapidez, força,
concentração, etc.

O uso da informática na educação através de softwares educativos é uma das áreas da informática na educação que ganhou mais
terreno ultimamente. Isto deve-se principalmente a que é possível a criação de ambientes de ensino e aprendizagem individualizados (ou seja
adaptado às características de cada aluno) somado às vantagens que os jogos trazem consigo: entusiasmo, concentração, motivação, entre
outros. Os jogos mantém uma relação estreita com construção do conhecimento e possui influência como elemento motivador no processo de
ensino e aprendizagem.

A participação em jogos contribui para a formação de atitudes sociais: respeito mútuo, cooperação, obediência às regras, senso de
responsabilidade, senso de justiça, iniciativa pessoal e de grupo.

O jogo é o vínculo que une a vontade e o prazer durante a realização de uma actividade. O ensino utilizando meios lúdicos cria
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ambiente gratificantes e atraentes servindo como estímulo para o desenvolvimento integral da criança.
O Jogo Para a Infância
Jogos Tradicionais e a sua Acção Educativa

Cabe à Escola, o papel de educar e formar, indivíduos aptos e capazes de se tornarem cidadãos condignos, activos e prospectores da
sociedade. Assim sendo, o Jogo na Escola toma um papel vital, uma vez que e segundo Iuri Lotman “o jogo é um dos meios mais
importantes de aquisição das diferentes situações vitais, de aprendizagem de tipos de comportamento”.
Os Jogos Tradicionais constituem uma actividade extraordinariamente rica que contribui para o desenvolvimento do Ser Humano, pelo que
devem ser considerados um Meio Educativo.
O Dinamismo Lúdico, a Carga Afectiva que encontramos no Jogos Tradicionais, contribuem para:

Integração em Grupo – As crianças que, de mãos dadas, se agrupam numa pequena roda, logo se apercebem, que, juntas, em vez de isoladas, participam
numa acção comum. Nos jogos cantados ou não, acompanhados de gestos, os seus participantes, em número indeterminado, são chamados, na presença de todos, a
desempenhar papeis, quer através de acções individuais, quer através de acções colectivas.

Disponibilidade Corporal - Ao Jogar, na necessidade de envolver as diferentes partes do corpo solicitadas para a execução dos Gestos necessários – desde
o domínio dos gestos naturais até uma Coordenação Dinâmica Geral, cada vez mais complexa.
Há jogos em que encontramos uma relação intima entre o gesto e a linguagem, etapa importante no desenvolvimento harmonioso da criança.

Sentido Rítmico / Compreensão do Tempo – Nas danças de roda, deslocam-se em marcha, saltitam, correm, enquanto cantam, batem palmas ou fazem
gestos. Param a um dado momento, dão ½ volta, continuando no outro sentido enquanto pronunciam uma lengalenga ou cantam. São sensíveis à população, a velocidade
ou abrandamento da música que cantam. Sentem, organicamente, as acentuações e as pausas, coordenam o Gesto e o Ritmo.

Estruturação do Espaço – Nos jogos individuais ou colectivos, há organização do espaço próximo, quando descobrem o espaço que o seu corpo abrange,
sem deslocar os pés, por exemplo, quando lançam a malha.
Quando descobrem que se encontram à frente ou atrás de um colega. Há estruturação do espaço nas formações em grupo: roda, coluna, sob um túnel, etc....

Enriquecimento da Linguagem – Nos jogos com lengalengas, com diálogos, com canto, a criança vai, naturalmente, adquirindo o gosto pela utilização da
sua linguagem oral. É posto em jogo o conjunto do sistema articular, que fará articular e repetir as frases, com ou sem rima. Convém chamar a atenção para que a
recitação de todas estas fórmulas exigem um esforço de Memorização.

Formação da Personalidade – O que será, para a criança, ter de Decidir?


Quando escolhe um colega que tem de desempenhar um papel específico, quando conduz um grupo, quando escolhe um camarada, quando inventa uma resposta que
tem de dar, de imediato.
E quando perde ou ganha e tem de se controlar imediatamente.
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Estas situações encontram-se, com a maior frequência, em quase a totalidade dos jogos tradicionais; elas participam de um modo positivo, na formação do 84
Carácter e
da Personalidade de qualquer criança.
O Jogo Para a Infância

- Solicitação da Atenção
da Memória, da Imaginação, da
Antecipação.
- Apreensão lógica dos múltiplos dados
físicos e matemáticos
INTELECTUAIS
-Motivação – manipulação dos engenhos
-Alegria de jogar e conseguir
-Gosto pelo gesto bem feito
-Sentido musical
J
O AFECTIVOS
G
O -Cooperação
S -Adaptação ao outro, aos outros
-Entreajuda
-Solidariedade
T OBJECTIVOS SOCIAIS
R RESULTADOS
A -Dinamismo generalizado
D -Diversidade de acções
I FISIOLÓGICOS
C -Solicitação do sentido táctil
I -Coordenação das sensações visuais,
ON auditivas, tácteis e cinestésicas
A SENSORIAIS
I
S - Desenvolvimento da direcção
da coordenação
da precisão
da independência-segmentar
- Coordenação global
- Lateralização
MOTORES - Facilitação da auto-correcção
-Adaptação contínua – reacção ao
imprevisto

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O Jogo Para a Infância

Classificação dos Jogos

Os jogos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com o critério adoptado. Vários autores se
dedicaram ao estudo do jogo, entretanto Piaget elaborou uma "classificação genética baseada na evolução das
estruturas" (Piaget, apud [RIZ 97]). Piaget classificou os jogos em três grandes categorias que correspondem às
três fases dos desenvolvimento infantil.

Fase sensório-motora (do nascimento até os 2 anos aproximadamente): a criança brinca sozinha, sem
utilização da noção de regras.

Fase pré-operatória (dos 2 aos 5 ou 6 anos aproximadamente): As crianças adquirem a noção da existência
de regras e começam a jogar com outras crianças jogos de faz-de-conta.

Fase das operações concretas (dos 7 aos 11 anos aproximadamente): as crianças aprendem as regras dos
jogos e jogam em grupos. Esta é a fase dos jogos de regras como futebol, damas, etc.
Assim Piaget classificou os jogos correspondendo a um
tipo de estrutura mental:

1. Jogo de exercício sensório-motor

2. Jogo simbólico

3. Jogo de regras

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O Jogo Para a Infância
1. Jogo de exercício sensório-motor
Como já foi dito antes, o acto de jogar é uma actividade natural no ser humano. Inicialmente a actividade lúdica
surge como uma série de exercícios motores simples. Sua finalidade é o próprio prazer do funcionamento.
Estes exercícios consistem em repetição de gestos e movimentos simples como agitar os braços, sacudir objectos,
emitir sons, caminhar, pular, correr, etc. Embora estes jogos comecem na fase maternal e durem predominantemente até os 2 anos,
eles se mantém durante toda a infância e até na fase adulta. Por exemplo andar de bicicleta, moto ou carro.

2. Jogo Simbólico
O jogo simbólico aparece predominantemente entre os 2 e 6 anos. A função desse tipo de actividade lúdica, de acordo com
Piaget, "consiste em satisfazer o eu por meio de uma transformação do real em função dos desejos" ou seja tem como função assimilar a
realidade.
A criança tende a reproduzir nesses jogos as relações predominantes no seu meio ambiente e assimilar dessa maneira a
realidade e uma maneira de se auto-expressar. Esses jogo-de-faz-de-conta possibilita à criança a realização de sonhos e fantasias, revela
conflitos, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações.
Entre os 7 e 11-12 anos, o simbolismo decai e começam a aparecer com mais frequência desenhos, trabalhos manuais,
construções com materiais didácticos, representações teatrais, etc. Nesse campo o computador pode se tornar uma ferramenta muito útil,
quando bem utilizada. Piaget não considera este tipo de jogo como sendo um segundo estágio e sim como estando entre os jogos simbólicos
e de regras. O próprio Piaget afirma: "... é evidente que os jogos de construção não definem uma fase entre outras, mas ocupam, no segundo
e sobretudo no terceiro nível, uma posição situada a meio de caminho entre o jogo e o trabalho inteligente...".

3. Jogo de Regras
O jogo de regras, entretanto, começa a se manifestar por volta dos cinco anos, desenvolve-se principalmente na fase dos 7
aos 12 anos. Este tipo de jogo continua durante toda a vida do indivíduo (desportos, trabalho, jogos de xadrez, cartas, etc.). Os jogos de
regras são classificados em jogos sensório-motor (exemplo futebol), e intelectuais (exemplo xadrez).
O que caracteriza o jogo de regras é a existência de um conjunto de leis imposto pelo grupo, sendo que seu não
cumprimento é normalmente penalizado, e uma forte competição entre os indivíduos. O jogo de regra pressupõe a existência de parceiros
e um conjunto de obrigações (as regras), o que lhe confere um carácter eminentemente social.
Este jogo aparece quando a criança abandona a fase egocêntrica possibilitando desenvolver os relacionamentos afectivo-
-sociais.
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