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Guia de Criminologia para Direito 2016/2017

Este documento fornece informações sobre o programa da disciplina de Criminologia no ano letivo de 2016/2017, incluindo contatos, partes do programa, bibliografia, avaliação, regras para trabalhos e apresentação.

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Elsa Matos
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Criminologia

LI CENCIATURA EM DI REITO

2016/2017
Contactos:

• Maria João Lourenço

• mjlourenco@[Link]

• Horário atendimento:

Quinta feira, 18h – 19h, gabinete 1006 (ED)

2016/2017 CRIMINOLOGIA 2
Programa

Parte I
A criminologia enquanto ciência

Parte II
Objeto e método da criminologia
O método e técnicas de investigação da criminologia

Parte III
Teorias Etiológico-explicativas do crime

2016/2017 CRIMINOLOGIA 3
Parte IV
Autor e Vítima

Parte V
Os controlos formais e informais do crime

Parte VI
Algumas formas especiais de crime e de criminalidade

2016/2017 CRIMINOLOGIA 4
Bibliografia
ANDRADE, MANUEL DA COSTA, «A vítima e o problema criminal»,
Separata do vol. XXI do Suplemento ao Boletim da Faculdade de
Direito da Universidade de Coimbra, Coimbra, FDUC, 1980;

CABRAL, SANTOS, «Espaço urbano e gangs juvenis», Sub-judice


13, Criminologia – O Estado das Coisas, Julho 1998, p. 87 e ss.;

CUSSON, MAURICE, Criminologia, Casa das Letras, 2002;

MACHADO, CARLA, Crime e Insegurança – Discursos do Medo,


imagens do «outro», Notícias editorial, 2004;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 5
DIAS, JORGE DE FIGUEIREDO; ANDRADE, MANUEL DA COSTA, Criminologia –
O homem delinquente e a sociedade criminógena, Coimbra Editora,
Coimbra, 1997 (2.ª reimp. da 1.ª ed., 1984);

GIDDENS, ANTHONY, «Desvio e Criminalidade», Sub-judice 13, Criminologia


– O Estado das Coisas, Julho 1998, p. 9 e ss.;

LARRAURI, ELENA, «Controle do delito e castigo nos Estados Unidos», Sub-


judice 13, Criminologia – O Estado das Coisas, Julho 1998, p. 31 e ss.;

LOURENÇO, NELSON, «Delinquência urbana e exclusão social», Sub-judice


13, Criminologia – O Estado das Coisas, Julho 1998, p. 51 e ss.;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 6
Avaliação

a) Avaliação por exame final


Nota do exame corresponde à nota final (04 de maio de 2017)

b) Avaliação contínua (elementos cumulativos)

1 – Entrega de um projeto do trabalho até ao dia 14 de abril de


2016 (máximo 2 valores)
e
2 – Entrega de um trabalho escrito até ao dia 12 de maio de
2016 (máximo 18 valores)

2016/2017 CRIMINOLOGIA 7
Avaliação

Como opção,

poderão ainda elaborar uma recensão crítica referente a


uma conferência/debate realizada na Universidade, a indicar
pelas docentes, podendo valer a mesma até 1 valor, a somar à
nota da avaliação contínua.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 8
Entrega do projeto e do trabalho: submissão do
trabalho na plataforma (pela ferramenta SafeAssign
que irá ser para tal criada) e entrega de um exemplar
em papel a uma das docentes da unidade curricular.

Tema: escolhido livremente pelo aluno, desde que com


atinência com o conteúdo programático da unidade
curricular. Não poderá ser alterado.

Dimensão: no total 15 páginas (word, times new roman,


tamanho 12, espaçamento 1,5).

2016/2017 CRIMINOLOGIA 9
Datas de entrega:

- Projeto do trabalho: 14 de abril

- Trabalho: 12 de maio

Nota: a não entrega de um destes elementos determina


que o aluno terá, necessariamente, que submeter-se à
avaliação por exame final.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 10
Regras de trabalhos
científicos
• TR ABALHO CI E NTÍ FI CO
• E TAPAS DA I NVE S TI GAÇÃO
• R E GR AS DE E LABOR AÇÃO
• HONE S TI DADE I NTE LE CTUAL
• E S TR UTUR A R E LATÓR I O E TR ABALHO FI NAL

2016/2017 CONCEITOS DE DIREITO 11


Trabalho científico

Documento que apresenta uma investigação,


resultado de uma pesquisa mais ou menos demorada,
aprofundada e exigente, e é fruto da aplicação de
métodos, técnicas e regras subjacentes ao processo de
investigação científica.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 12
Requisitos fundamentais:

• Originalidade
• Atualidade
• Pertinência
• Profundidade
• Humildade e Honestidade intelectual

2016/2017 CRIMINOLOGIA 13
Critérios de avaliação de trabalhos de investigação:
- correção da linguagem
- capacidade de sistematização
- critérios razoáveis da delimitação do tema
- profundidade do tratamento do tema delimitado
- rigor
- solidez da fundamentação jurídica
- argumentação conforme as regras da lógica
- clareza de raciocínio e de exposição
- originalidade
- capacidade de apreciação crítica
- aplicabilidade prática dos resultados

Cf. Alexandra Aragão, Breves reflexões em torno da investigação jurídica, in Boletim da Faculdade
de Direito, Vol. LXXXV, [s.n., s.d.], pp. 766 e ss.
2016/2017 CRIMINOLOGIA 14
Etapas da
investigação
• 1ª E TAPA: FAS E CONCE TUAL
• 2ª E TAPA: I NVE S TI GAÇÃO
• 3ª E TAPA: R E DAÇÃO

2016/2017 CONCEITOS DE DIREITO 15


Questões a ter em atenção na fase concetual:

- escolha do tipo de trabalho;


- escolha do tema e título;
- acessibilidade de fontes;
- extensão do trabalho;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 16
Tipos de trabalho:

Monográfico ou panorâmico?

Temas antigos ou temas contemporâneos?

Análise de Direito comparado?

Incluir trabalho empírico (entrevistas, inquéritos,


observação, análise estatística, etc.)?

2016/2017 CRIMINOLOGIA 17
Nas análises de Direito Comparado:
• justificar a escolha das ordens jurídicas a comparar;

• dedicar um espaço e grau de aprofundamento idêntico aos


ordenamentos jurídicos em comparação;

• síntese comparativa;

• contexto;

• conclusões práticas da comparação realizada.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 18
Trabalho empírico:

• Apresentar o inquérito feito aos entrevistados;

• Justificar as questões formuladas;

• Identificar e justificar a amostra recolhida/entrevistados;

• Analisar, crítica e fundamentadamente, os resultados


obtidos

2016/2017 CRIMINOLOGIA 19
Na redação do trabalho é necessário ter presente:

- a escrita deve ser científica, precisa e objetiva;

- a problemática central do trabalho deve ficar bem clara


nas primeiras páginas;

- demonstrar um conhecimento aprofundado sobre o


tema;

- boa estrutura e proporção entre os temas e


aprofundamento e espaço reservado a cada uma das
problemáticas analisadas;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 20
- demonstrar que leu diversos artigos sobre o tema, mostrar
quem são os autores que o estudaram e quais as suas
opiniões e entendimentos;

- apresentar argumentos não apenas no sentido


coincidente com a sua opinião, mas também os
argumentos apresentados por autores com diferentes
opiniões, explicando porque assume uma posição em
detrimento da outra;

- apoiar cada opinião com argumentos fortes e sólidos,


com citações e até exemplos;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 21
- evitar as frases muito longas;

- evitar recursos estilísticos que possam comprometer a


compreensão do que se quer dizer (metáforas, ironia);

- não usar pontos de exclamação, nem abusar das


reticências;

- não usar aspas, exceto para transcrever afirmações


alheias;

- não deve ser posto um artigo antes do nome próprio de


um autor nem devemos referir-nos aos autores pelos seus
títulos académicos;
2016/2017 CRIMINOLOGIA 22
- repetir o mínimo possível as expressões que usam;

- respeitar a prática comum na ciência do Direito de usar o


plural majestático (“nós entendemos que” e não “eu
entendo que”);

- usar o texto principal para as ideias-chave e utilizar as


notas de rodapé para inserir as referências bibliográficas e
para acrescentar alguma informação que seja menos
relevante, ainda que acessória.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 23
Caraterísticas de um bom tema:

• Importante
• Original
• Âmbito limitado
• Tema bem estruturado e organizado
• Tema deve ser informativo
• Leitura agradável e interessante
• Existência de bibliografia

2016/2017 CRIMINOLOGIA 24
Sugestões para pesquisa de temas possíveis:

- Lista de temas facultados pelas docentes;

- Consulta dos índices de revistas científicas, nos vários


domínios potencialmente relevantes para o tratamento de
temas relacionados com Criminologia (Direito Penal,
Criminologia, Psicologia criminal,… etc.);

- Consulta de revistas e jornais generalistas;

- Consulta de sites de organizações não governamentais a


atuar no domínio da criminologia (APAV,…);
2016/2017 CRIMINOLOGIA 25
Abreviaturas comuns :
e.g. (exempli gratia = por exemplo)
i.e. (id est = isto é)
idem (o mesmo = do mesmo autor)
ibidem (no mesmo lugar = da mesma obra)
op. cit. (opus citatum = obra citada)
ap. (apud = junto a)
cf. (confira) / cf. supra (confira acima) / cf. Infra (confira abaixo)
cfr. (confrontar)
passim (aqui e ali)
p. = página | pp. = páginas
vide (veja)
et al. (at alii = e outros)
art. (artigo)
2016/2017 CRIMINOLOGIA 26
Citações

- não fazer citações demasiado longas;

- não é necessário citar para demonstrar algo que é


evidente e qualquer um de nós sabe;

- a referência ao autor e obra devem ser bem claras: não


podem confundir a vossa opinião com a do autor;

- evitar citações indiretas, ou seja, citar um autor através


da citação feita por outro autor;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 27
- só fazer citações que se relacionem diretamente com o
que estamos a afirmar, corroborando ou confirmando o
que dizemos;

- não fazer citações sucessivas (as citações servem para


completar o nosso texto, não podem constituir a maior
parte do texto que compomos);

- as citações devem apresentar o texto tal como o autor o


escreveu (se necessário alguma alteração, usar parênteses
retos).

2016/2017 CRIMINOLOGIA 28
Como apresentar referências bibliográficas

Sistema tradicional das Ciências Jurídicas: citação-nota

Sistema APA (American Psychological Association): citação autor:data

2016/2017 CRIMINOLOGIA 29
Sistema tradicional das Ciências Jurídicas
No texto:
“Não terá, em síntese, significado criminológico qualquer conduta que não seja
susceptível de constituir problema de política criminal”(1).

(1)Cf. Jorge de FIGUEIREDO DIAS e Manuel da COSTA ANDRADE,


Criminologia – O Homem Delinquente e a Sociedade Criminógena, 2ª
reimp., Coimbra, Coimbra Editora, 1997, p. 87. Itálico conforme original.

Referências subsequentes:
Cf. Jorge de FIGUEIREDO DIAS e Manuel da COSTA ANDRADE, Criminologia –
O Homem…, op. cit., p…

Na lista bibliográfica final:


DIAS, Jorge de Figueiredo; ANDRADE, Manuel da Costa, Criminologia – O
Homem Delinquente e a Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra,
Coimbra Editora, 1997.
2016/2017 CRIMINOLOGIA 30
Variações quanto ao modo de apresentação das referências:

Cf. Jorge de Figueiredo DIAS e Manuel da Costa ANDRADE, Criminologia – O


Homem Delinquente e a Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra, Coimbra
Editora, 1997, p. 87.

JORGE DE FIGUEIREDO DIAS E MANUEL DA COSTA ANDRADE, Criminologia – O


Homem Delinquente e a Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra, Coimbra
Editora, 1997, p. 87.

Cf. Jorge de Figueiredo Dias e Manuel da Costa Andrade - Criminologia – O


Homem Delinquente e a Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra, Coimbra
Editora, 1997, p. 87.

DIAS, Jorge de Figueiredo e ANDRADE, Manuel da Costa – Criminologia: O Homem


Delinquente e a Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra, Coimbra Editora,
1997.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 31
Sistema APA (exemplo)

No texto:
“O crime impõe a todos os espíritos a sua incómoda
presença”(Cusson, 2011: 13).

Referências subsequentes: da mesma forma

Na lista bibliográfica final:


CUSSON, Maurice (2011), Criminologia, 3ª ed., trad. port. Josefina
Castro, Alfragide, Casa das Letras, 2011.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 32
Citação de texto em língua portuguesa

Duas hipóteses:
→ citação direta, ipsis verbis, entre aspas, com nota de
rodapé no fim.

“Não terá, em síntese, significado criminológico qualquer


conduta que não seja susceptível de constituir problema
de política criminal”(1).

(1)Cf. Jorge de FIGUEIREDO DIAS e Manuel da COSTA


ANDRADE, Criminologia – O Homem Delinquente e a
Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra, Coimbra
Editora, 1997, p. 87. Itálico conforme original.
2016/2017 CRIMINOLOGIA 33
→ reconstituição das ideias do autor citado por palavras
nossas,

Como notam Jorge Figueiredo Dias e Manuel da


Costa Andrade, as condutas só podem ser relevantes
criminologicamente se constituírem um problema da
política criminal (1).

(1) Nas palavras dos autores, “Não terá, em síntese, significado


criminológico qualquer conduta que não seja susceptível de
constituir problema de política criminal”. Cf. Jorge de FIGUEIREDO
DIAS e Manuel da COSTA ANDRADE, Criminologia – O Homem
Delinquente e a Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra,
Coimbra Editora, 1997, p. 87. Itálico conforme original.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 34
Citação de texto em língua estrangeira

Duas hipóteses:

→ transcrever o texto citado na língua original

→ parafrasear o texto em língua portuguesa e remeter


o texto em língua original para nota de rodapé.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 35
Citação indireta

“Crime – referem QUINNEY E WILDEMAN - é uma palavra


importante que possui significados diferentes para pessoas
diferentes e que nem sequer encontrou ainda os contornos
do significado que lhe é corretamente adscrito” (1).

(1) Apud Jorge de FIGUEIREDO DIAS e Manuel da COSTA


ANDRADE, Criminologia – O Homem Delinquente e a
Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra, Coimbra
Editora, 1997, p. 65.

Nota: Na bibliografia final indicamos o livro que efetivamente consultámos.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 36
Não há necessidade de reproduzir toda a frase do
autor citado.
Podemos citar apenas uma parte da frase original ou
mesmo combinar elementos de várias frases, desde que
não deturpemos as ideias do autor citado.

Sanção não será mais do que “… a reação dos


outros ao comportamento de um indivíduo … com o
objectivo de conseguir que esse indivíduo ou grupo se
sujeite a uma determinada norma”(1).

(1) Cf. Anthony Giddens, Desvio e Criminalidade, in Sub judice –


justiça e sociedade, n.º 13, Criminologia – O Estado das Coisas,
Abril/Junho de 1998, p. 13. Interpolações nossas.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 37
Se a passagem do texto que pretendemos citar contém
aspas ou itálicos, devemos proceder do seguinte modo:

1.º reproduzir os itálicos e as aspas tal como figuram no


texto original; tratando-se de aspas, é necessário que as
aspas dentro do texto citado sejam diferentes das aspas
que abrem e fecham a citação.

2.º indicar, em nota de rodapé, que os itálicos e/ou as


aspas figuram no original.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 38
“Não terá, em síntese, significado criminológico qualquer
conduta que não seja susceptível de constituir problema
de política criminal” (1).

Cf. Jorge de FIGUEIREDO DIAS e Manuel da COSTRA


ANDRADE, Criminologia – O Homem Delinquente e a
Sociedade Criminógena, 2ª reimp., Coimbra, Coimbra
Editora, 1997, p. 87. Itálico conforme original.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 39
Há necessidade de acrescentar alguma palavra:

“Apesar de ser uma garantia de natureza universal e geral,


o direito de acesso aos tribunais não exclui nem o
estabelecimento de prazos de caducidade [nem] a
obrigatoriedade de meios preventivos de resolução
extrajudicial, como, por exemplo, a conciliação ou
mediação ou o recurso administrativo não jurisdicional”(1).

(1) Cf. José Joaquim Gomes CANOTILHO e Vital MOREIRA – Constituição da


República Portuguesa Anotada, vol. I, 4.ª ed. revista, Coimbra, Coimbra
Editora, 2007, p. 409 (interpolação nossa, itálicos no original).

2016/2017 CRIMINOLOGIA 40
O autor deu algum erro:

“A entrada de Portugal para a CEE em 1987 sic foi um


momento histórico para o país”.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 41
Se um texto é referido várias vezes, deve proceder-se do
seguinte modo:
1.º A primeira vez em que o texto é referido, deve apresentar-se a
referência bibliográfica completa em nota de rodapé.

Cf. Steve PEERS – “Building Fortress Europe: The development of EU


Migration Law”, in Common Market Law Review, 35, 1998, p. 1236.

2.º Nas referências subsequentes, importa indicar, pelo menos, o nome do


autor e uma parcela do título. Por exemplo:

Cf. Steve PEERS – “Building Fortress Europe…”, op. cit., p. 1236.


Cf. idem, p. 1230.
Cf. ibidem.
2016/2017 CRIMINOLOGIA 42
Lista Bibliográfica Final

- ser alinhada à esquerda e à direita (i.e. justificada);

- ser organizada por ordem alfabética, tendo como referência o apelido


dos autores (os autores espanhóis usam dois apelidos, sendo mais
importante o penúltimo, pelo que devem figurar na lista bibliográfica de
acordo com o penúltimo apelido);

- incluir apenas os textos efetivamente lidos pelo autor;

- de preferência, incluir apenas os textos referidos ao longo da exposição.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 43
Como apresentar referências bibliográficas

Livro com um autor:


SANTOS, Margarida, A determinação do segredo de justiça na
relação entre o Ministério Público e o Juiz de Instrução Criminal –
(in)compatibilidade com a estrutura do processo penal, Lisboa, Rei
dos Livros, 2011.

Livro com dois autores:


CANOTILHO, José Gomes; MOREIRA, Vital, Constituição da República
Portuguesa Anotada, vol. II, 4.ª edição revista, Coimbra, Coimbra
Editora, 2010.
2016/2017 CRIMINOLOGIA 44
Livro com três ou mais autores:
GUEDES, Armando Marques, et al., Pluralismo e Legitimação: A
Edificação Jurídica Pós-Colonial de Angola, Coimbra, Almedina, 2003.

Capítulo de obra coletiva com organizador identificado


SIEBER, Ulrich, “O futuro do Direito Penal Europeu – Uma nova
abordagem dos objectivos e dos modelos de um sistema de direito
penal europeu”, in MÁRIO FERREIRA MONTE (coord.), Que Futuro para
o Direito Processual Penal? – Simpósio em Homenagem a Jorge de
Figueiredo Dias, por ocasião dos 20 anos do Código de Processo Penal
Português, Coimbra, Coimbra Editora, 2009, pp…-….

2016/2017 CRIMINOLOGIA 45
Capítulo de obra coletiva sem organizador identificado
JERÓNIMO, Patrícia, “Notas sobre a discriminação racial e o seu lugar entre
os crimes contra a humanidade”, in AAVV, Estudos em Comemoração do
10.º Aniversário da Licenciatura em Direito da Universidade do Minho,
Coimbra, Almedina, 2003, pp. 783-810.

Artigo de uma revista


LOURENÇO, Maria João, “O paradigma do rendimento real”, Revista Fiscal,
Julho/Agosto 2014, pp. 8 a 21.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 46
Livro traduzido

ECO, Umberto, Como Si Fa Una Tesi di Laurea, Milão, Casa Editrice Valentino
Bompiani, 1977, tradução portuguesa de Ana Falcão Bastos e Luís Leitão,
Como Se Faz Uma Tese em Ciências Humanas, 15.ª ed., Lisboa, Editorial
Presença, 2009.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 47
Código de Conduta Ética da Universidade do Minho
Capítulo III
Conduta Ética da Investigação Científica

III.1. Princípios gerais de boas práticas e valores éticos


[Os] valores da honestidade intelectual, da autenticidade. Da
objetividade, do respeito pela propriedade intelectual, do rigor
metodológico e experimental, da análise imparcial dos dados, bem
como a não violação dos direitos e da dignidade dos sujeitos
humanos ou dos animais, são essenciais para preservar a
credibilidade e a qualidade da investigação.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 48
III.2. Situações de conduta imprópria
Constituem situações que violam a integridade do investigador [e,] como tal,
passíveis de sanções, as que a seguir se tipificam, de modo não exaustivo:

a) A prática de plágio;
c) A fabricação de resultados ou a sua falsificação;
e)A apresentação do mesmo trabalho, no todo ou em parte, em publicações
posteriores, sem a menção explícita da fonte original e das partes replicadas;
f)A distorção intencional dos resultados para privilegiar uma dada linha de
orientação do trabalho ou para satisfazer interesses alheios à verdade científica[.]

2016/2017 CRIMINOLOGIA 49
O plágio pode assumir várias formas, todas inadmissíveis, ainda
que com diferentes graus de extensão e gravidade:

1. Apropriação de ideias alheias e sua apresentação como


ideias próprias, sem indicação de fonte;

2. Apresentação de trabalhos alheios como próprios, com


mera substituição no nome do autor;

3. Reprodução de frases ou parágrafos de textos alheios sem aspas


e sem indicação de fonte;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 50
4. Reprodução de frases ou parágrafos de textos alheios sem aspas, ainda
que com indicação de fonte;

5. Tradução de texto alheio publicado em língua estrangeira, sem


indicação de fonte.

6. Reprodução do mesmo trabalho, ainda que pelo autor, sem que


indique a sua fonte original.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 51
Mesmo citando fontes é ainda plágio, substancialmente, se

- O autor menciona a fonte mas não inclui a informação específica sobre o


material usado

- O autor impossibilita a identificação da fonte, fornecendo informação errada

- O autor cita, mas não coloca aspas no texto copiado

- O autor cita, identifica, mas não produz trabalho original: a manta de retalhos

- O autor referencia e identifica fontes, mas “mistura” elementos externos que


pretende fazer passar como criação sua

Nota: As palavras têm de coincidir integralmente com o original e o seu autor tem de ser
citado.
2016/2017 CRIMINOLOGIA 52
Estrutura relatório/projeto do trabalho

Capa (identificação da UM e licenciatura, título,


identificação do aluno e UC, título do trabalho, data)

Apresentação do tema
→ enquadramento do problema a tratar
→argumentos em prol da atualidade e
pertinência do tema
→ ponto de situação do “estado da arte”
→ formulação da questão ou questões a que
se pretende dar resposta
2016/2017 CRIMINOLOGIA 53
Índice provisório do trabalho (partes, capítulos e
subcapítulos)

Lista bibliográfica provisória (não apenas os textos já


lidos, mas também muitos dos que haverão de
ser lidos no decurso da investigação)

NOTAS:
- máximo de 6 páginas, sem contar com a bibliografia;

- deve ser já fundamentado, com recurso a elementos


bibliográficos, devendo já mostrar alguma revisão de
literatura.
2016/2017 CRIMINOLOGIA 54
Estrutura do trabalho final

PARTE PRÉ-TEXTUAL
- capa
- contracapa
- índice geral
- lista de abreviaturas PARTE PÓS-TEXTUAL
- notas
- anexos
PARTE TEXTUAL - bibliografia final
- introdução
- desenvolvimento
- conclusões

2016/2017 CRIMINOLOGIA 55
Capa

• identificação do tema

• nome completo do aluno

• número mecanográfico

• identificação da UC

• data de entrega do trabalho Consultar o despacho


RT-32/2005 (anexo I)

• logotipo da EDUM

2016/2017 CRIMINOLOGIA 56
Introdução

• Formular a questão a que se pretende dar resposta, inteirando o leitor do


que a constitui a tese;

•Delimitar o objeto da investigação, segundo critérios justificativos;

•Explicar o interesse pessoal e a pertinência do estudo;

•Indicar a sequência de tratamento dos subtemas;

•Explicar opções de sistematização, metodologias de análise, exclusão de


estudo de certos aspetos [limitação do estudo], etc..

2016/2017 CRIMINOLOGIA 57
Introdução

NÃO DEVE:

• Antecipar as conclusões;

• Ultrapassar os 20% do total de páginas (desejavelmente, 10%);

• Conter muitas notas de rodapé e citações (apenas as absolutamente


indispensáveis).

2016/2017 CRIMINOLOGIA 58
Conclusões

• síntese da reflexão feita ao longo do estudo;

• deve ser relativamente breve e proporcional: não é o corpo do trabalho;

• não serve para discutir os assuntos, o seu local é no corpo do texto;

• podem ser expressas as principais inovações que o trabalho oferece, o seu


contributo para a ciência e para futuros trabalhos;

• pode oferecer propostas finais, avaliando os resultados obtidos, propondo


soluções e aplicações práticas.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 59
Recensão crítica
• escrito elaborado com o objetivo fundamental de fazer a
apresentação do conteúdo de uma obra;

• análise crítica fundamentada, que não deturpa o pensamento do


autor original, sendo, todavia, inclinadamente valorativa, já que é
marcada pelo ponto de vista do recenseador;

• deve ser enquadrada na área do saber em que se integra a obra


analisada, podendo estabelecer relações com outros textos e
problemas com os quais regista afinidades;

• indica a abordagem do autor e a teoria utilizada;

2016/2017 CRIMINOLOGIA 60
• deverá ser apresentado o autor e a identificação completa da
obra, podendo apreciar-se a estrutura geral e os métodos usados na
organização da obra, as questões fundamentais nela tratadas, as
posições do autor relativamente às suas exposições, conexão e
coerência expositiva;

• a informação final versará sobre o valor e utilidade da obra


recenseada, bem como o seu contributo à comunidade científica,
sendo o caso, ou ao público a que se destina;

• limite máximo de 2 páginas A4, com letra Times New Roman,


tamanho 12.

2016/2017 CRIMINOLOGIA 61

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